segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Davi e Jônatas - Um Caso de Amor

Ouvi dizer que Jônatas teve um caso de amor com Davi. Não sei se é verdade. Gostaria de saber que tipo de relacionamento houve entre esses dois personagens bíblicos.




Muito obrigado por confiar na Sala Pastoral para juntos buscarmos o entendimento da Bíblia. Sua pergunta é um argumento que muitos usam para justificar o comportamento homossexual, pela Bíblia. Vamos aqui verificar que a historia de Davi e Jônatas e a posição bíblica sobre este pecado são coisas distintas. Que Deus abençoe o seu estudo.

A alma de Jônatas se ligou com a de Davi; e Jônatas o amou, como a própria alma” (1Sm 18.1).

Mas... qual é o problema em amar alguém? Jônatas amou a Davi. Saul também “o amou muito” (1 Sm 16.21). Mical, a irmã de Jônatas, “amava a Davi” (1 Sm 18.20).Não era só a família de Saul que amava a Davi. A “...todo o Israel e Judá amavam a Davi” (1 Sm18.16), pois ele “era benquisto de todo o povo, e até dos próprios servos de Saul” (1 Sm 18.5).

Davi era o amado de todo o mundo por causa de sua simpatia, simplicidade, coragem, caráter, “boa aparência” (1 Sm 16.12 e 18, 17.42), talento musical ( 1 Sm 16.18). As pessoas confiavam tanto em Davi, a tal ponto que “ajuntaram-se a ele todos os homens que se achavam em aperto e todo homem endividado, e todos os amargurados de espírito” (1 Sm 22.2), primeiro 400 pessoas; depois 600 (1 Sm 23.13, 27.2, 30.9).

Jônatas e Davi tinham muito em comum. Possuíam uma fé simples no poder e na atuação de Deus. Jônatas explicou ao seu escudeiro que “para o Senhor nenhum impedimento há de livrar com muitos ou com poucos” (1 Sm 14.6). Por essa razão, ele teve coragem para invadir, só com o escudeiro, uma guarnição dos filisteus e obter vitória. Davi explicou a Saul que, se o Senhor o tinha livrado do leão e do urso, o faria também no caso Golias (1 Sm 17.34-40).

A tendência pecaminosa de Davi apresentada pela Bíblia não era homossexual. Sua poligamia (Mical, Abigail, Ainoã, Maaca, Hagita, Abital, Eglá, Bate Seba e outras) e seu adultério com a mulher de Urias mostram que a dificuldade do famoso salmista era heterossexual (1 Sm 18.27, 25.42-43, 2 Sm 3.2-5,11.1-27).

“O íntimo relacionamento entre Jônatas e Davi é visto na Bíblia como um modelo de amizade. Em nenhum lugar das Escrituras se encontra referência a uma ligação homossexual entre eles. O versículo normalmente citado para justificar o homossexualismo é aquele em que Davi chora a morte de Jônatas, dizendo: ‘Teu amor me era mais precioso que o amor das mulheres’ (2 Sm 1.26). É importante observar, entretanto, que a palavra hebraica ahavá não significa apenas amor no sentido conjugal/sexual, mas também no sentido paternal (‘Isaque gostava de Esaú’, em Gn 25.28), no sentido de amizade ( ‘Saul afeiçoou-se a Davi’, em 1 Sm 16.21), no sentido de amor a Deus (‘Amarás o Senhor, teu Deus’, em Dt 6.5) e no sentido de amor ao próximo (‘Amarás o próximo como a ti mesmo’, em Lv 19.18). Em todos estes exemplos, o verbo usado na Torá (a Bíblia hebraica) é ahavá. É por razão lingüística — e não por falso pudor — que a maioria das traduções bíblicas cita 1 Samuel 1.26 ‘Tua amizade me era mais preciosa que o amor das mulheres’ (Rabino Henry I. Sobel, da Congregação Israelita Paulista)”.

Mesmo que Davi tivesse tido um caso homossexual com Jônatas, isto não justificaria o homossexualismo como um comportamento aprovado por Deus porque:

1)Na Palavra de Deus estão contados tanto os acertos quanto os erros das personagens. Se tudo o que elas fizeram nos justifica a repetir suas ações, como Davi, poderíamos adulterar, praticar homicídio, mentir, idolatrar, desonrar a Deus e aos pais, cobiçar, furtar, etc.

2)Saberíamos que tal comportamento, apesar de registrado pela Bíblia, não seria aprovado pela mesma, pelo fato de que:

a)Em nenhum lugar do texto bíblico há apoio para o comportamento homossexual.

b)Em outras passagens a Bíblia condena o homossexualismo (Rm 1:26-27; Lv 18:22; Cr 6:9; 1Tm 1:10-11).

Todos os traços louváveis dos caracteres de Davi e Jônatas foram aglutinados por um verdadeiro afeto, e Jônatas compreendeu que a felicidade consiste em amar antes de ser amado. Cristo nos amou desta forma, de tal maneira que voluntariamente se despojou de todas as suas prerrogativas divinas (Fp 2:6-8) a fim de poder iluminar a todo homem (Jo 1:9).

E nisto o mundo inteiro saberá que somos discípulos de Jesus, se nos amarmos uns aos outros (Jo 13:34- 35).

Que Deus o abençoe,


Pergunta Que Será Respondida Amanhã:

O que a Bíblia diz sobre a castidade? É o mesmo que pureza? O que isso tem a ver com adultério e prostituição?

domingo, 22 de agosto de 2010

É Proibido Ou Não É?

Será que a pessoa cristã pode trabalhar vendendo ou servindo algo que, por princípio, ela não deve usar?

Esta pergunta é muito oportuna diante do mundo complexo que vivemos entre o chamado ao cristianismo correto e as pressões sociais distorcidas. Vamos tratar deste assunto aplicando os princípios à vida de um cristão.


Estes princípios podem aplicar-se a diferentes casos como: alguém que, por principio religioso, não bebe, mas vende ou serve bebida alcoólica; alguém que, por valores cristãos, não fuma, mas vende ou compra cigarros para outra pessoa; alguém que não come os tipos de alimentos que são proibidos pela Bíblia, mas trabalha para que outros consumam estes alimentos maléficos... Enfim, alguém que, por principio, não usa determinada coisa, mas promove o seu uso.

Para entendermos qual é o princípio geral que pode ser aplicado a esta variação de casos, podemos usar um exemplo específico da Bíblia. Ai daquele que dá de beber ao seu companheiro, misturando à bebida o seu furor, e que o embebeda para lhe contemplar as vergonhas! (Habacuque 2:15). Veja que a Bíblia é bem clara em mostrar o desagrado de Deus em relação àquele que, apesar de não beber, serve bebida alcoólica a seu semelhante.

Assim, podemos chegar à conclusão que Habacuque 2:15 é aplicável à censura de um cristão em ser dono de qualquer estabelecimento que forneça bebidas alcoólicas, ou de alguém que serve bebidas alcoólicas. Em princípio, quando falamos de outras coisas que um conhecedor da Bíblia não admite para si, como o cigarro, as jóias, as carnes proibidas que fazem mal, as drogas, mas questionamos se tal individuo crente poderia ou não servi-las, não estaríamos falando da mesma coisa? O principio é o mesmo.

Tudo quanto, pois, quereis que os homens vos façam, assim fazei-o vós também a eles; porque esta é a Lei e os Profetas. (Mateus 7:2). Ora, se você ama a Deus, penso que não vai querer destruir as obras de Deus. Não seria então uma incoerência, ajudar seu semelhante, que é criatura de Deus, a manter-se em autodestruição? Não sabeis que sois santuário de Deus e que o Espírito de Deus habita em vós? Se alguém destruir o santuário de Deus, Deus o destruirá; porque o santuário de Deus, que sois vós, é sagrado. Porque fostes comprados por preço. Agora, pois, glorificai a Deus no vosso corpo. (I Cor 3:16 e 17 e 6:20). Poder servir somente aquilo que edifica o nosso semelhante é uma oportunidade de glorificar a Deus! Você não pode perder esta oportunidade, sabe por quê? Porque aquele que sabe que deve fazer o bem e não o faz nisso está pecando. (Tiago 4:17). Sabe meu amigo, baseados na passagem de Habacuque, podemos dizer que iremos pagar pelo mal que causamos à saúde, à moral, à salvação, enfim, a qualquer área da vida dos outros. Podemos concluir que a venda, o fornecimento, a produção ou a promoção, conscientes, de qualquer coisa que seja nociva a alguém, é um ato condenado por Deus.

O que fazer então? Bem, se você é um empregado, em primeiro lugar você pode tentar fazer um acordo com seu patrão. Ver se é possível fazer um arranjo no trabalho para que você possa trabalhar somente com aquilo que não entre em choque com os valores que você vive e prega. Se não for possível, o ideal é que se troque de trabalho. Se você é um investidor em algo ilícito, para manter sua fidelidade a Deus precisará investir seu capital em outra fonte de renda. Leia Isaías 55:2; Ezequiel 18:8; Salmo 15:5; e Lucas 19:23 e você vai ver que Deus quer que sejamos sábios, quanto á aplicação dos nossos recursos.

Exerça sua fé em Deus, crendo que Ele, sendo dono de todas as coisas, inclusive da prata e do ouro (Ageu 2:8), poderá ajudá-lo a providenciar seu sustento. Ser justo é realmente um jeito diferente, mais nobre e mais sublime de viver. O apóstolo Paulo escreveu que o justo viverá pela fé. O rei Davi disse: Fui moço e agora sou velho, porém, nunca vi um justo desamparado, nem a sua família mendigar o pão (Salmo 37:5).

Como é que você vai ensinar alguém a não beber, a não comer, a não ver ou não usar, aquilo que você está promovendo? É um mal testemunho pior do que se você se você estivesse usando aquela coisa ilícita, pois você está sendo um promotor do uso daquilo que é ilícito.

O que é mais importante, a sabedoria em Deus, a consciência dos deveres das práticas de fé e do testemunho, ou o nosso bolso? “A sabedoria protege como protege o dinheiro; mas o proveito da sabedoria é que ela dá vida ao seu possuidor” (Eclesiastes 7:12). Logo, “de que serviria o dinheiro na mão do insensato para comprar a sabedoria, visto que não tem entendimento?” (Provérbios 17:16). Há outras fontes de renda para os nossos recursos. Há mais oportunidades de trabalhos lícitos do que ilícitos.

Leia Tiago 1:5. Tenho a certeza de que se você pedir a Deus que lhe mostre como Ele quer que você invista seus recursos, ou onde ele quer que você trabalhe, ele vai lhe mostrar um caminho melhor. Portanto, quer comais, bebais, ou façais, qualquer outra coisa, fazei tudo para a honra e gloria, de Deus (1Coríntios 10:31).

Que Deus o abençoe,

sábado, 21 de agosto de 2010

Discutindo Música

Falando em Música...



O que você acha sobre essa discução que sempre existe na igreja, sobre música?



Resposta:



Amém!

Um abraço,


Pergunta Que Será Respondida Amanhã:

Será que a pessoa cristã pode trabalhar vendendo ou servindo algo que, por princípio, ela não deve usar?

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Beber Socialmente


Aqui em Curitiba, tenho vários amigos cristãos que dizem beber socialmente. O que dizer disso? Qual deve ser a posição do cristão, diante de bebidas alcoólicas, biblicamente falando?

Não sabeis que sois santuário de Deus e que o Espírito de Deus habita em vós?
I Coríntios 3:16

O álcool representa uma das drogas mais utilizadas. Ele tem devastado incontáveis milhões. Não apenas fere aqueles que o usam, como também cobra o seu tributo de toda a sociedade – através de lares despedaçados, mortes acidentais e pobreza.

Uma vez que Deus Se comunica conosco unicamente através de nossa mente, é bom relembrar que o álcool afeta adversamente todas as funções mentais. À medida que o nível de álcool do organismo se eleva, o usuário da bebida pode chegar a avançar através dos estágios de perda de coordenação, confusão mental, desorientação, estupor, anestesia, coma e morte. O uso regular de bebidas alcoólicas conduzirá por fim à perda de memória, julgamento e capacidade de aprendizado.

Alguns tentam usar um suposto termo: “beber socialmente”, para diferenciar-se em sua inclinação pelo álcool. Esta categoria ilusória do hábito não existe, porque cada um irá dar uma definição diferente da linha imaginária de delimitação. Por um outro lado, não existe “beber anti-socialmente”, pois toda ingestão de bebida alcoólica se dá por algum tipo de influência social. Dizer também que o termo “beber socialmente”, não é para diferenciar-se em sua inclinação pelo álcool, porque não tem uma inclinação, é uma fuga da realidade. Pois se não fosse inclinado ao álcool, jamais questionaria o uso das bebidas, pois nunca precisaria sequer prová-las.

Agora, se o caso é argumentado na base de uma suposta necessidade gerada por algum momento de encontro ou convívio social, a questão não é “beber ou não beber”. Se você encontra-se neste caso, o problema tem que ver com suas habilidades comportamentais de sociabilização, e não com a bebida, pois quando resolver-se consigo mesmo, vai conseguir se sociabilizar bem e ao mesmo tempo dizer “não” ao que lhe faz mal.

O que as pessoas tentam chamar de “beber social” os estudiosos científicos do assunto determinam de “fase da dependência emocional”. É a primeira, das fases de dependências. Claro, existem outras muito mais profundas.

Segundo estudos científicos realizados pela Cefetes, a ingestão de álcool, mesmo em pequenas quantidades, diminui a coordenação motora e os reflexos, comprometendo a capacidade de dirigir veículos, ou operar outras máquinas. Pesquisas revelam que grande parte dos acidentes são provocados por motoristas que haviam bebido antes de dirigir.

Neste sentido, segundo a legislação brasileira (CNT/1998) deverá ser penalizado todo o motorista que apresentar mais de 0,6 gramas de álcool por litro de sangue. A quantidade de álcool necessária para atingir essa concentração no sangue é equivalente a beber cerca de 600 ml de cerveja (duas latas, uma garrafa ou três copos), 200 ml de vinho (duas taças, ou um copo) ou 80 ml de destilados (uma dose completa).

Ora, eu não entendo, como um cristão que pretende obedecer a Bíblia conservando o seu corpo e sua saúde, para que Deus nele habite, argumenta-se a favor da ingestão de algo que, em suas doses mínimas, o deixa inabilitado mesmo para dirigir. Não é lógico que a mente estará embotada também para discernir as coisas espirituais, continuar em comunhão, ou sintonizar-se com Deus?

Esta bebida é tão prejudicial que, em nosso país, apesar do desconhecimento por parte da maioria das pessoas, o álcool também é considerado uma droga psicotrópica, pois ele atua no sistema nervoso central, provocando uma mudança no comportamento de quem consome. O alcoolismo não difere psicologicamente da dependência de outras drogas. O álcool é uma das poucas drogas psicotrópicas que tem seu consumo admitido e até incentivado pela sociedade. Por esse motivo é que ele é encarado de forma diferenciada, quando comparado com as demais drogas e consegue atingir uma considerável porcentagem da população adulta. Desorientados, surgem então os “crentes”, argumentando que “bebem socialmente”, mas não são alcoólatras, ou escravos do alcoolismo. Por que estes mesmos não usam “craque” socialmente, cheiram coca socialmente, fumam maconha socialmente, e assim por diante? É porque estas outras drogas não são admitidas legalmente. Se o estado legislasse sobre a maconha, como está para com a bebida alcoólica, logo que a sociedade incentivasse o uso, tal “cristão” procuraria mais esta brecha para satisfazer seus desejos em lugar dos de Deus, de forma “aceitável”. Isto é viver indefinido entre dois mundos e não assumir-se.

Entre os etilistas sociais, o álcool causa contração dos lobos frontais, onde se localiza a sede do discernimento moral. Testes psicológicos de etilistas sociais mostraram que suas habilidades mentais e desempenho intelectual haviam sido significativamente prejudicadas. À medida que aumenta o consumo de álcool, decresce a freqüência aos serviços religiosos.

As histórias bíblicas envolvendo o uso de bebidas alcoólicas podem deixar a impressão de que Deus aprovava o seu uso. Contudo, a Escritura também indica que o povo de Deus participava de práticas sociais tais como divórcio, poligamia e escravidão – e por certo Deus jamais as aprovou. Ao interpretarmos semelhantes passagens das Escrituras, é útil manter em mente que Deus não necessariamente endossa tudo o que permite. A resposta de Jesus quanto à questão de por que Moisés permitiu o divórcio, ilustra bem esse princípio de interpretação. Ele disse: “Por causa da dureza do vosso coração é que Moisés vos permitiu repudiar vossa mulher; entretanto, não foi assim desde o princípio” (Mat. 19:8).12 O Éden constitui o modelo divino em relação ao qual o evangelho deseja nos restaurar. Assim como no tocante a outras práticas, o uso do álcool não constituía parte do plano original de Deus.

No Antigo Testamento, o termo genérico para vinho é yayin. Esse termo designa o suco de uva em todos os seus estágios, desde o não-fermentado até o fermentado, embora seja freqüentemente empregado para referir-se ao vinho envelhecido, portanto, fermentado. A palavra habitual para vinho não fermentado é tirosh. O termo é freqüentemente traduzido como “vinho novo”, e representa o suco de uva recentemente obtido da prensa. Ambos os termos foram traduzidos como oinos pela Septuaginta, tradução grega do Antigo Testamento. Oinos é o termo geralmente empregado para vinho no Novo Testamento e refere-se tanto ao vinho fermentado quanto ao não fermentado, dependendo do contexto. A partir dessa perspectiva não é sem significado que Cristo tenha evitado utilizar a palavra usual para vinho (oinos), mas tenha empregado a frase “o fruto da vide” (Mar. 14:25). Ao passo que oinos pode aplicar-se ao vinho tanto em seu estado fermentado quanto não fermentado, o fruto da vide refere-se ao puro suco de uva – símbolo apropriado do sangue de Cristo, que a Si mesmo Se identificou como a Videira Verdadeira (João 15:1).

A expressão “bebida forte” (shekar, em hebraico), significa uma bebida doce, geralmente fermentada e em geral produzida de outras fontes, que não uvas. Ela inclui bebidas como cerveja (de cevada, painço ou trigo) e vinho de tâmaras. A expressão não se refere aos licores destilados, uma vez que a destilação era desconhecida dos israelitas.

As Escrituras condenam o vinho com álcool porque ele traz consigo violência, miséria e destruição (Prov. 4:17; 23:29 e 35). Ele faz com que os líderes religiosos se tornem opressivos (Isa. 56:10-12). Achava-se também muitas vezes associado com a perversão de julgamento dos líderes israelitas (Isa. 28:7), tal como ocorreu com o rei Belsazar (Dan. 5:1-30).

A Bíblia fala em termos favoráveis do vinho não-fermentado, ou suco de uva, e recomenda-o como uma grande bênção. Ele devia ser apresentado como oferta a Deus (Núm. 18:12 e 13; Nee. 10:37-39; 13:12 e 13). Representa uma das bênçãos de Deus (Gên. 27:28, “vinho novo”; Deut. 7:13; 11:14; Prov. 3:10; Isa. 65:8; Joel 3:18), “agrada a Deus e aos homens” (Juí. 9:13), e simboliza as bênçãos espirituais (Isa. 55:1 e 2; Prov. 9:2 e 3). É também uma bebida saudável (I Tim. 5:23).

Portanto, quer comais, quer bebais ou façais outra coisa qualquer, fazei tudo para a glória de Deus (I Coríntios 10:31), e não para satisfazer vossas próprias idéias e desejos.

Que Deus lhes ajude a serem puros!!!

Um abraço,


Fontes:
Nisto Cremos, Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira.


Pergunta que será respondida amanhã:

Falando em Música...
O que você acha sobre essa discução que sempre existe na igreja, sobre música?

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Místico ou Sobrenatural?



Eu gostatia de saber por que o misticismo é errado? Nossa fé não é baseada em realidades sobrenaturais? O que é misticismo? O que é sobrenatural?


Amigo, nós precisamos estar atentos a um tipo de comportamento muito difundido atualmente no meio evangélico. Pessoas acham que a fé em Jesus Cristo tem que ser acompanhada de "arrepios na espinha" ou coisa parecida. Tratam a fé como se fosse algo esotérico ou místico, ou até mítico. Existem aqueles que acham que em determinado momento a sua fé vai crescer tanto que eles se tornarão tão "espirituais" que poderão fazer coisas extraordinárias. Pensam que Deus vai falar com eles como falou com Moisés através da "Sarça Ardente". Na verdade o que acontece com estas pessoas é o que Pedro alerta em sua segunda epístola no capítulo três, verso dezesseis se referindo aos escritos de Paulo: "Ele escreve da mesma forma em todas as suas cartas, falando nelas destes assuntos. Suas cartas contêm algumas coisas difíceis de entender, as quais os despreparados e instáveis torcem, como também o fazem com as demais Escrituras, para a própria destruição deles". Infelizmente.

Inicialmente, é necessário conceituar os termos. O que é fé? Em Judas verso 3, temos uma definição bem precisa: ...senti que era necessário escrever-vos insistindo que batalhassem pela fé de uma vez por todas confiada aos santos (NVI). O que é misticismo? “Devoção contemplativa. O que vem de místico. Aquilo que tem sentido oculto e esotérico (doutrina secreta)”. O que é sobrenatural? “Superior ao natural. Que é conhecido somente pela fé (Dicionário Aurélio)”. Como pode ser visto, místico é diferente de sobrenatural. O misticismo está relacionado com superstição e o que é espiritual pode ser considerado sobrenatural.

Mas a grande questão é que há pessoas desavisadas ou propositalmente misturando o sobrenatural com o místico. A nossa fé não tem nada a ver com o misticismo, mas está completamente relacionada com o sobrenatural. A fé em Deus está focada numa revelação escrita das coisas sobrenaturais que estão na Bíblia Sagrada. Esta revelação se deu inicialmente através de símbolos apontados para o Messias e posteriormente de fato com o nascimento sobrenatural do próprio Messias Jesus Cristo. A crença em Deus e no seu eterno poder só é possível porque isso nos foi revelado pela Palavra de Deus, e isso é completamente sobrenatural. Nós não podemos colocar a nossa fé na nossa própria fé. Alguém pode perguntar: "Em que você baseia a sua fé?" E a resposta pode ser: "Em Deus". Mas a pergunta pode insistir: "Onde isso está baseado?"

Acreditar é uma escolha. A fé surge em resposta a escolha que o homem faz em acreditar no que a Bíblia diz. Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção e para a instrução na justiça (II Tm. 3: 16). Não podemos acrescentar nem no louvor, oração ou na pregação alguma coisa além ou aquém do que já está revelado na Bíblia (Leia I Tm. 6: 3 5). Cuidado para não misturar as coisas espirituais (sobrenaturais) com o misticismo (superstições). Lembre-se: Mas, ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos anuncie outro evangelho além do que já vos anunciamos, seja anátema (Gálatas 1: 8).

Que Deus abençoe, ricamente, a sua fé,


Pergunta que será respondida amanhã:
Aqui em Curitiba, tenho vários amigos cristãos que dizem beber socialmente. O que dizer disso? Qual deve ser a posição do cristão, diante de bebidas alcoólicas, biblicamente falando?

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Medo de Quem Já Morreu

Pastor, como posso ajudar alguém que tem medo de quem já morreu, medo de cemitério... Enfim, o que pode ser falado para quem vive assim?


Esta é uma pergunta interessante, porque mexe com a nossa curiosidade de ver a reação das pessoas em relação a mortos, sepultura, caixão, funeral, cemitério, etc. As piadinhas que estamos acostumados a ouvir sempre trazem uma pitada de medo. Mas é importante esclarecer este assunto, porque sabemos que não se trata apenas de humor. Existem pessoas que realmente são infelizes, por ter medo de mortos. Precisamos ajudar estas pessoas.

Você sabe o que a Bíblia diz sobre o destino dos mortos?

Antes da criação, nada do homem existia. Deus fez um boneco de barro, colocou nele a respiração e ele passou a ser uma alma vivente. A Bíblia não ensina que temos uma alma. Ensina que somos uma alma – Gênesis 2:7. Alma é a soma da matéria (pó da Terra) com a respiração (o sopro de Deus).

Originalmente, nossa raça foi criada perfeita e bela, para viver eternamente. Mas havia uma condição: não desobedecer a Deus, porque o pecado traz a morte. Foi o que aquelas duas almas, isto é, aqueles dois humanos, Adão e Eva, ouviram: que no dia em que pecassem, morreriam - Gênesis 2:17.

Mas a alma morre? Sim, é o que a Bíblia ensina em Ezequiel 18:20. Portanto, nos diz Romanos 5:12, como por um só homem, entrou o pecado no mundo, pelo pecado também entrou a morte, e esta passou a todos. Porque o salário do pecado é a morte – Romanos 6:23.

Mas como é a morte? Eclesiastes 12:7 diz que, na morte, o pó volta para a Terra, como era antes e o sopro de respiração sai, ou seja, vai para o domínio de Deus, que é o dono de todo o ar que existe. O ser humano, ou seja, a alma, passa a não existir mais. A idéia de que uma entidade se separa do corpo, sai e fica vagando ou vai para algum lugar, quer seja céu, inferno ou purgatório, não é bíblica. Na morte, para onde vamos, não há sabedoria, conhecimento, projeto, nada. Porque os vivos sabem que hão de morrer, mas os mortos não sabem de coisa alguma – Eclesiastes 9.

Se você olhar Atos 2:29 e 34, verá que mortos não sobem ao Céu. A recompensa que teremos, pelas escolhas que fizemos nesta vida, nos será dada na ressurreição, ou mediante o castigo e a morte eterna, ou pela vida eterna - João 5:29. No dia em que Jesus voltar, os mortos em Cristo ressuscitarão, em carne e osso, recriados num corpo material, forte e incorruptível, para o encontro do Senhor nos ares, para estar para sempre com o Senhor – I Coríntios 15:35-49; I Tessalonicenses 4:13-18. Por enquanto, as pessoas que morreram estão num profundo estado de inconsciência que a Bíblia chama de sono. Se você conhece alguém que lhe causava temor enquanto estava vivo, agora que está morto, deixou de existir; por Eclesiastes 9:5 e 6, vemos que não mais pode lhe perturbar. Estão desfrutando sono da morte, inclusive, os que morreram em Cristo. Para eles, está guardada a coroa da Justiça, a qual o Senhor lhes dará no dia da ressurreição. Se estivermos preparados para encontrar com Cristo, quando Ele voltar poderemos reencontrar nossos queridos que dormiram e que ressuscitarão na mesma esperança. Os demais, estarão mortos eternamente.

Portanto, o sentimento de ter medo de alguém que morreu, deve ser substituído pela esperança, de reencontrá-lo, na vida eterna que o Senhor nos dará. Quer ajudar alguém que tem medo de quem já morreu? Leia I Tessalonicenses 4:18.

Portanto, consolai-vos uns aos outros com estas palavras.

Um abraço do seu amigo e irmão em Cristo,


Pergunta que será respondida amanhã:
Eu gostatia de saber por que o misticismo é errado. Nossa fé não é baseada em realidades sobrenaturais? O que é misticismo? O que é sobrenatural?

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Pressão Sexual e Virgindade - Texto

Oi.
Tenho 28 anos e sou virgem... Depois de dois meses de namoro, meu namorado terminou comigo porque eu não quero transar. Sou cristã... e quero guardar a prática sexual para o momento certo, da forma certa, com a pessoa certa, dentro do casamento. Mas a pressão é muito grande... parece que todo mundo está fazendo... Meu namorado é “cristão’, frequenta a igreja... mas mesmo assim quer ter sexo antes de casar. Aliás, ele já foi casado... Mas todos os meus namoros anteriores terminaram pela mesma razão... Estou errada? Não tenho chance de ser feliz com os valores que tenho...? A pressão é tão grande que tem hora que dá vontade de entregar-se ao primeiro homem que aparecer... Me ajude... O que faço?


Você mencionou, em seu texto, um dilema que vive, que tem lhe deixado triste, desanimada e sem vontade de ir à igreja. Seu dilema é sobre a busca por um relacionamento a dois que lhe satisfaça as expectativas de ser e fazer alguém feliz.

A idade na qual você se encontra é uma fase linda. É realmente a época em que o sonho surge de maneira mais aprofundada de construir um lado mais sólido da vida. Casar e ter filhos são coisas lindas!!

Sinto pelo que tem passado, em relação aos namoros. Você descreveu um último que teve. Durou dois meses. Você estava gostando muito do rapaz. Até aí o processo se faz sadio. Saiba que duas coisas se passam dentro de nós quando somos atraídos por alguém. A primeira é um conjunto de sentimentos. A segunda não é sentimento, é o amor. Amor é um princípio que adotamos pela razão e, por decisão, decidimos amar alguém. Haja paixão ou não. Haja emoção ou não. O amor deve reger e governar os sentimentos.

O problema é que a paixão, quando muito forte, abafa o amor. Daí a gente não sabe direito o que está sentindo e não consegue tomar decisões sábias. É por isto que é aconselhável levar um namoro devagar, aos poucos, sem afobamento. Um sentimento forte de paixão tem uma durabilidade de três meses a um ano. Baseados em paixão, não podemos decidir sabiamente. Portanto, é muito saudável que se tome decisões mais sérias no relacionamento somente depois de uns 14 meses de namoro ou mais.

Na sociedade em que vivemos, falar em ter sexo com o namorado parece ser algo tão óbvio quanto mastigar antes de engolir. Mas quero que saiba de uma coisa: o que parece é que todo mundo está fazendo, mas a realidade é que muitos estão fazendo, não todo mundo. Como você se abriu pra me contar sobre esta intimidade, muitos outros jovens o fazem. Portanto posso lhe dizer que atualmente conheço muitos jovens, de todas as idades entre 12 e 30 anos, que também estão lutando para continuarem puros até o casamento.

Você é uma jóia muito preciosa. Quantos rapazes gostariam de encontrar uma esposa tão virtuosa como a pessoa que se encontra em você! Enquanto você é virgem, a pressão dos rapazes pra possuí-la sexualmente é muito maior, porque querem ter o gostinho de desfrutar de sua virgindade. Depois que se entregar, você não será mais tão valorizada. Terá banalizado sua identidade sexual tornado-se igual à maioria. Daí não tem mais volta.

Desde que eu era adolescente, quando comecei a namorar, com meus 14 anos de idade, a pressão pra transar com a namorada era muito grande. Isto não é novidade. Aliás, a década de maior liberação e pressão sexual foi a de 70 (bem anterior a mim também, rsrsrs), época quando não havia uma ameaça tão grande como a Aids, por exemplo. Mas eu tomei por princípio nunca desrespeitar uma moça. Namorei muito. Não era pastor. Era um jovem como todos os demais, com uma diferença: queria manter-me puro. Minhas mãos não ousavam ter o hábito de tocar o seio ou a coxa de uma namorada. Nunca deixei que me tocassem intimamente. Pensava como eu gostaria que um rapaz respeitasse minha irmã ao namorar com ela.

Aos 27 anos encontrei uma moça à minha altura (não que as outras fossem depravadas – algumas até que tinham o mesmo princípio no assunto do sexo – mas tínhamos outras incompatibilidades). Ela também já tinha a mesma idade e se preservava. Dois anos depois, nos casamos: virgens. Não precisamos provar isto pra ninguém. É uma felicidade pra nós. Não tem como descrever. Não estou dizendo que quem se casa sem ser virgem não pode mais ser feliz. Mas afirmo que não terá uma felicidade tão grande como a que poderia ter se a história tivesse sido diferente. Dificilmente conseguirá enxergar o sexo de maneira tão pura e santa, sem lembranças passadas negativas! E, por este presente, sou muito grato a Deus.

Sabe por que eu tive uma história assim? Porque decidi AMAR a quem namorava. Amor é justamente isto. Um rapaz realmente equilibrado em ter um relacionamento sadio, maduro e duradouro, vai olhar para você e pensar assim: “amo tanto esta garota que não quero fazê-la infeliz, tocando-a onde ela não quer ser tocada”. Agora, exigir sexo de alguém que não quer fazer isso, é um ato egoísta. É querer somente satisfazer suas paixões próprias sem considerar a infelicidade que o outro vai passar. É ser imaturo e desumano. O amor tudo espera.

Amiga, por favor, não se entregue. Compensa esperar. Ainda existem rapazes que pensam assim. É que, por serem tão valiosos, são raros. Então, demora um pouquinho encontrá-los, mas você vai encontrar. Porque Deus recompensa quem lhe é fiel. Ele pode parecer tardar, mas não falha. Seu silêncio é porque está a trabalhar por nós.

Aliás, como homem, quero lhe contar uma coisa: o homem vê a mulher de duas formas. Para ele, uma coisa é querer ter sexo, outra é ter compromisso. É difícil, pra você que é mulher, entender isto, porque pra você uma coisa está ligada à outra, o que está certo. Mas o homem pensa assim: “quero ter sexo”. Daí procura ter sexo com quem lhe está mais acessível. Subconscientemente, pra ele, esta é uma pessoa barata, um objeto que ele usou. Daí ele pensa, quero ter compromisso duradouro. Então você acha que ele vai querer ter uma pessoa barata? Claro que não. É por isto que muitos rapazes transam com tantas namoradas depois querem casar com uma virgem. Porque, como vai confiar que, uma moça que se entregou a ele, violando os princípios que tinha, não vai se entregar a outro homem quando forem casados?

Isto é algo pra você também pensar. Você acha que um homem que não teve princípios pra respeitar sua vontade de casar virgem vai ter princípios pra respeitar sua vontade de manterem, mutuamente, a fidelidade conjugal? Cuidado.

Você me contou sobre este rapaz que namorou, dizendo que ele já foi casado e está separado, é evangélico, e quer violar sua própria fé, tendo sexo extraconjugal com você. Este “homem” não tem valores? Pergunto: se ele é tão amoroso, tão bom, tão “homem”, porque não foi capaz de manter o relacionamento anterior? Se a culpa foi dele, então ele não é uma ameaça pra você? Se a culpa foi da mulher dele, não foi homem o suficiente pra conquistá-la e mantê-la? Se ele quer mudar, porque não muda demonstrando isto no atual namoro? Sinceramente, quero lhe pedir uma coisa: encaminhe isso que você está lendo pra ele, a pedido meu, estejam ainda namorando ou não. Embora ele esteja tão na negativa, ele pode mudar. Mas tem que provar esta mudança com um longo período de tempo.

Impor seus limites, não somente é um direito seu. É uma conquista do respeito de seu parceiro, para toda a vida. O homem que casar com você saberá que você é uma mulher de valores e limites, e que deverá respeitá-la pelo resto da vida. Um casal divorciou-se. Casados há vinte e cinco anos, num relacionamento que, em suas aparências, só mostrava perfeição. Praticamente ninguém sabe o motivo da separação. A mulher é uma cristã sincera. Quer ter uma vida sexual saudável. Seu esposo queria ter sexo como ela de todas as formas: sexo oral, sexo anal, troca de parceiros, sexo filmado, sexo assistido, pornografia etc. Esta bestialidade dele foi se manifestando aos poucos, de forma crescente, ao longo da vida de casados. Ele é um homem de 45 anos. Nunca a traiu, mas não consegue respeitá-la. Ela não entende o porquê. Em aconselhamento, ela descobriu. Olha o que aconteceu. Quando namoravam, ele era um rapaz tão doce, tão amável, que, de uma maneira muito romântica, “provou seu amor para com ela entregando-se sexualmente a ela” (violou os valores próprios). Ninguém ficou sabendo. Casaram, tiveram filhos. Mas aquela incontinência sexual latente foi sendo alimentada e revelada até chegar ao ponto que chegou. Tudo poderia ter sido evitado, se eles tivessem se auto-educado, desde o princípio.

Quando um homem acha que está sendo muito homem ao não esperar a hora, a pessoa e o momento certos para ter sexo, na verdade ele está sendo um fraco, incontinente, imaturo, que não sabe esperar. Tão fraco que não consegue dominar suas próprias paixões, nem amar ao próximo como gostaria de ser amado (ou, como gostaria que sua mãe, irmãs e filhas fossem amadas).

Mas como encontrar um homem que não seja assim, tão banal como a maioria? Existe? Existe sim. Ainda há homens de valor, de verdade, de compromisso. Mesmo que não sejam virgens, mas mudaram para um comportamento mais sano. Uma coisa que você precisa é analisar o perfil de namorados que tem tido. Veja o último: casado (estava acostumado a ter vida sexual ativa) e separado (responsável?). Qual é o padrão das outras pessoas que namorou? Não está na hora de mudar?

Você tem uma grande virtude: reconhece sua fraqueza. Realmente, a fraqueza espiritual pode nos levar a decisões e ações indesejadas. Mas como fortalecer-se espiritualmente?

Só tem um segredo. Ele tanto é obvio, quanto também é difícil de cumprir. Mas se ele for observado, se torna a chave do sucesso: COMUNHÃO. É isto e nada mais. Levante de madrugada. Saia a orar. Leia pelo menos três capítulos da Bíblia por dia. Cante louvores diariamente. Tenha, diariamente, um lugar e um tempo especiais para fazer isto. Assim você vence. Mas também busque aconselhamentos, orientação, boas companhias e boas leituras. Leia bom livros sobre o assunto. Comece com Namoro Completo, de Nancy VanPelt da Casa Publicadora Brasileira (www.cpb.com.br).

Infelizmente, demorei alguns dias para responder a esta sua pergunta. Como tudo acontece tão rápido, pelo que você escreveu, não sei se você ainda é virgem. Mas, mesmo que você já tenha se entregado, você pode dar uma viravolta na sua vida e recomeçar. Existem muitos que, embora virgens não são puros. Mas quem não é virgem pode tornar-se puro. E será apenas dessa maneira que conseguirá ir ao Céu, para ver a Jesus. Por tanto, relacione-se com Ele, e permita que Ele a purifique. Continue sendo uma moça de Jesus.

Vou continuar orando por você!!!!

Bem aventurados os limpos de coração, porque verão a Deus.

Valdeci Júnior

Pergunta que será respondida amanhã:
Pastor, como posso ajudar alguém que tem medo de quem já morreu, medo de cemitério... Enfim, o que pode ser falado para quem vive assim?

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Os Cristãos Precisam Cristianizar-se

Há um membro de minha igreja que recrimina todos os que comem carne e todas que não usam saia em todos os momentos. Ele exige que seus familiares não comam carne e obriga o uso da saia (para o sexo feminino). Como ele não consegue o que quer, segundo ele, isso o desanima. E, realmente, ele anda desanimado, não sei se com a Igreja, ou na fé. Este irmão já foi atendido com orações e nós já fizemos vigília por este caso. Mas parece não adiantar. O que se deve fazer?

O que se deve fazer? Imprimir e entregar a este irmão, esta página que estou escrevendo aqui. Kkkk. Para que ele leia, rsrsrs. Mas, sem tanta petulância, convenhamos: a atitude deste irmão de querer ser arbitrário quanto às atitudes de outras pessoas não é cristianismo. Portanto, o desânimo que apresenta é simplesmente a demonstração da ausência do cristianismo. Do que este irmão precisa? De amor e orientação. O amor, quem pode dar-lhe são aqueles que com ele convive. Quanto às orientações, escrevo aqui algumas iniciações.

Existe uma LEI que deve reger o convívio familiar. Quando falo de convívio familiar estou falando da família de sangue e da família na fé. É a lei da aceitação. Repito: A lei da aceitação. Não se muda parente nem irmão da igreja. Ninguém deve tentar mudar ninguém. Quando exijo que alguém tenha determinada conduta, embora eu possa dizer ou pensar que estou mudando aquela pessoa para o bem, na realidade o que estou fazendo é não aceitar aquela pessoa como ela é. Se não estou aceitando, estou rejeitando, logo ele se sentirá rejeitado por mim e não serei mais simpático para ele, resumindo: perdi a pessoa. Atitudes como a desse irmão tem um resultado claro e não distante: ele vai afastar as pessoas com quem se relaciona assim, de Jesus. Quer ganhar as pessoas? Faça três coisas:

1)Aprenda e viva a mensagem. Viva você, a mensagem na qual acredita. Sem falar nada. O que você faz fala tão alto que não posso ouvir o que diz. O maior púlpito é o viver. Não precisa falar para que os outros vejam o seu exemplo. Exemplo é prático e não verbal. E querer verbalizar o exemplo é enfraquecê-lo.

2)Quando os outros se mostrarem simpatizantes para com a mensagem que você vive, ou quando estiverem na beira do precipício por estarem vivendo uma outra mensagem errada, ensine-os, somente uma vez. Ensinar, não é criticar, nem exigir, nem viver numa infindável repetição. Explico: a) Mostre somente o ideal e suas vantagens, não apontando os erros. Quem corre para o lado da verdade, já está, automaticamente fugindo da mentira. b) Ensine uma vez somente. Se você insistir em repetir seus argumentos para com a pessoa a quem quer ensinar, de duas coisas estará declarando uma: ou o seu argumento é fraco, ou seu aluno é desprovido de inteligência. c) Depois que tiver ensinado, tenha a pessoa aceitado a mensagem ou não, esteja ela vivendo a mensagem ou não, aceite esta pessoa como ela é, está e vive.

3)Embora talvez vocês ainda seguirão tendo idéias e condutas convergentes, nunca deixe de ter aceitação pela pessoa, separadamente das idéias e condutas que ela tenha. É assim que Deus faz. A pessoa que olha pra você como Cristão, espera ver Cristo em você. Se você não aceitar a pessoa como ela é, está e vive, estará transmitindo a esta pessoa uma imagem desvirtuada de Cristo. Estará ensinando, com sua atitude, sobre um Cristo que não existe, um anti, pseudo, ou falso Cristo, pois Cristo ensina, mas não fica, repetindo e repetindo e repetindo... Seu ministério foi apenas de três anos e meio, não precisou repetir mais. Cristo mostra o evangelho como “boas novas”, sem ficar criticando. Cristo, ainda que você não aceite nem viva a mensagem dEle, continua lhe aceitando, lhe amando e deixando você viver como queira. E Ele ainda advertiu a você e a mim a não agirmos diferentemente, quanto ensinou a “Parábola do Trigo e do Joio”. Reestude-a! Está em Mateus 13:24-30.

Não queira ser mais que um Cristo.

Seja um cristão.

Um abraço do seu amigo e irmão em Cristo,

Pastor Valdeci Júnior

Pergunta Que Será Respondida Amanhã:

Oi. Tenho 28 anos e sou virgem... Depois de dois meses de namoro, meu namorado terminou comigo porque eu não quero transar. Sou cristã... e quero guardar a prática sexual para o momento certo, da forma certa, com a pessoa certa, dentro do casamento. Mas a pressão é muito grande... parece que todo mundo está fazendo... Meu namorado é “cristão’, frequenta a igreja... mas mesmo assim quer ter sexo antes de casar. Aliás, ele já foi casado... Mas todos os meus namoros anteriores terminaram pela mesma razão... Estou errada? Não tenho chance de ser feliz com os valores que tenho...? A pressão é tão grande que tem hora que dá vontade de entregar-se ao primeiro homem que aparecer... Me ajude... O que faço?

domingo, 15 de agosto de 2010

E dá-lhe chitote!!

Como líder de uma igreja local, tenho dificuldade para lidar com um assunto. Jesus expulsou os vendedores do Templo. Hoje, vemos vendas de CDs e Livros em nossas igrejas. Se Jesus estivesse presente, expulsaria as pessoas que estão praticando esta atividade, condenando a mesma?


Boa pergunta, meu velho! Imagino que você tenha como referência, o ocorrido com Jesus, relatado em Mateus 21:12 e 13; Marcos 11:15-17 e Lucas 19:45 e 46.

O Texto

Mateus 21:12 e 13 - Tendo Jesus entrado no templo, expulsou todos os que ali vendiam e compravam; também derribou as mesas dos cambistas e as cadeiras dos que vendiam pombas. E disse-lhes: Está escrito: A minha casa será chamada casa de oração; vós, porém, a transformais em covil de salteadores

Marcos 11:15-17 - E foram para Jerusalém. Entrando ele no templo, passou a expulsar os que ali vendiam e compravam; derribou as mesas dos cambistas e as cadeiras dos que vendiam pombas. Não permitia que alguém conduzisse qualquer utensílio pelo templo; também os ensinava e dizia: Não está escrito: A minha casa será chamada casa de oração para todas as nações? Vós, porém, a tendes transformado em covil de salteadores.

Lucas 19:45 e 46 - Depois, entrando no templo, expulsou os que ali vendiam, dizendo-lhes: Está escrito: A minha casa será casa de oração. Mas vós a transformastes em covil de salteadores.

Uma vez que você tomou como base a comparação entre os acontecimentos, vamos, por comparação, tirar as nossas conclusões, tendo como base as aplicações que o texto bíblico, e somente ele, possa nos ensinar.

A Análise do Texto

1)tendo Jesus entrado. Indica estar na parte interior do templo.

2)ali vendiam e compravam. Estavam ali com a finalidade comercial.

3)mesas e cadeiras´...utensílios (stands). O lugar passou a ter características físicas de fins comerciais.

4)cambistas os que vendiam (do grego e “poleo”) – Comerciantes; pessoas cuja atividade profissional era o negócio da compra e da venda.

5)...casa de oração ...transformado (a) em covil de salteadores – A atividade comercial estava em primazia. O lugar não estava sendo mais um veículo de adoração. O ambiente era de negócios. Perdera a característica de igreja e adquirira aspecto de feira.

6)covil (do grego spelaion) – Caverna, morada. Os camelôs tinham aquele lugar como seu próprio estabelecimento comercial.

7)salteadores – ladrões – A maneira pela qual eles comercializavam era desonesta. O povo era fraudado ao cambiar com aqueles negociantes. Covil de salteadores poderia ser traduzido, literalmente, como caverna de ladrões. Uma expressão que indica a inferência de um atributo escondido. A aparência dos “cambistas” era de vendedores, mas no fundo eles eram ladrões.

A Aplicação do Texto

Vamos ver as lições que a história pode nos ensinar. Por elas, aprendemos que Jesus condenou o “comércio”, ou a “adoração”, isto é, a “atividade”, que tenha as seguintes características (pense num tipo de atividade que acontecesse assim):

1)Dentro da igreja

2)Como atividade principal (e não secundária, necessária, ou de apoio), o negócio financeiro.

3)Que fixasse stands dentro da igreja, com uma marca comercial.

4)Com vendedores de CDs, ou livros, que não vivessem dos ministérios da pregação ou da música, mas da compra e da venda. Isto é, que não fossem cantores, ou autores, mas sim homens cujo ramo principal de sustento para sua vida fosse serem comerciantes.

5)Tão intensa a ponto de atrapalhar o culto, dando idéia a quem passasse que ali não estivesse sendo mais uma igreja, mas sim uma feira.

6)Com a própria igreja se tornando o estabelecimento comercial fixo e único dos vendedores. Um ponto de referência pra quem quisesse fazer uma compra.

7)Com as pessoas que estivessem entregando a mercadoria e recebendo o dinheiro sendo desonestas e trapaceando aqueles a quem estivessem atendendo.

Comparação

Diante das lições ensinadas, se quisermos afirmar, tendo como base o relato da purificação do templo realizada por Jesus, que as igrejas, ao admitirem que pessoas que passem por ali vendam ou comprem livros ou CDs, estão certas ou erradas, precisamos levantar as seguintes perguntas:

1)Os livros e CDs estão sendo vendidos dentro da nave da igreja?

2)Os que estão ali para veiculizar os livros e CDs foram ali somente para isto?

3)Estes vendedores estão montando seus stands e bancas dentro da igreja?

4)Os que estão vendendo, não são missionários, nem cantores, nem crentes, nem adoradores, mas sim, vendedores, que foram até ali só para defender seus interesses econômicos através da venda, porque sua profissão é de natureza comercial?

5)A atividade do culto tem sido substituída pela atividade de mercado? As vendas têm acontecido nas horas de adoração, suprimindo-as?

6)A igreja se tornou o estabelecimento comercial fixo dos vendedores? Ou um shopping-point referência para os consumidores?

7)As pessoas que estão facilitando a aquisição das obras estão sendo desonestas e trapaceando os adquiridores?

Você vê a gravidade do exagero que podemos reivindicar ao sermos criteriosos demais no uso da letra? Se a resposta for “sim” para todas as perguntas acima, então a resposta é “sim” para a pergunta que estamos tentando responder através deste texto.

O Que Concluímos

Evidentemente, cada situação deve ser analisada em particular. Existem também as pessoas que exageram e terminam ferindo um ou outro princípio dos que analisamos.

Entretanto, o que temos presenciado na maioria das vendas de livros e CDs ocorridas nas comunidades cristãs em geral é:

1)Os livros e CDs não têm sido vendidos dentro da Igreja. Geralmente isto é feito no pátio ou em algum outro ambiente que não seja o lugar consagrado para a adoração. É o espaço físico social da comunidade adoradora.

2)Quem leva os CDs e livros não foi ali só para isto - dirigiu-se até o templo em prioritário lugar, para adorar ou ministrar adoração.

3)Não temos visto stands, marcas, faixas, banners, barracas, ou bancas, fixados dentro da nave da igreja.

4)Não temos visto congregações contratarem firmas, lojas, representantes comerciais ou de venda, que não tenham vínculo com a Missão da Igreja e seus propósitos. Ou seja, contratos com comerciantes indiferentes que se dirijam ali simplesmente para mercadejar. Por curiosidade, um cantor ou autor, gasta mais de 80% do seu tempo ministrando o conteúdo de sua obra (seja ela impressa ou fonoaudiográfica), e menos de 20% do seu tempo entregando a mercadoria e pegando o dinheiro. Ele jamais levaria sua vida como um vendedor. Sua atividade é cantar, escrever, compor, pregar. Neste caso, vender é uma conseqüência natural que visa beneficiar mais o membro do que o próprio profissional da palavra escrita, falada ou cantada.

5)A atividade principal da igreja continua sendo o culto. Não há igrejas que têm reuniões oficiais marcadas, onde seus fiéis se reúnem apenas para fazer compras. O tempo sagrado de adoração, não tem sido usado para vender livros ou CDs.

6)Os que levam livros e CDs para que os membros os tenham, têm os seus próprios (outros) lugares de trabalho e moradia fixos, desvinculados das dependências físicas da igreja.

7)A Igreja jamais admitiria que alguém que fraudasse seus membros e possuísse comportamento desonesto para alcançar seus fins se posicionasse em qualquer atividade em suas adjacências.

Se alguma congregação praticasse todos os itens negativados dessa lista analisada, vendendo dentro da nave igreja, com stands armados, através de profissionais do negócio, com atividades feirantes tomando o lugar da adoração, tendo seu ambiente descaracterizado de templo parecendo mais um mercado e com pessoas usando de fraude para alcançar seus fins, creio que teria sua prática merecedora da condenação de Jesus, tal como aconteceu na narração dos textos bíblicos que analisamos.

Os comerciantes do Templo estavam ali para explorar o povo que vinha para oferecer sacrifícios e não podiam trazer sua oferta: o animal a ser sacrificado. Era uma exploração do tipo “monopólio”, cujo expediente era apoiado, e ela própria era comandada pelos sacerdotes saduceus. A motivação de Jesus era fazer justiça, condenando essa manipulação dos fiéis que, desprotegidamente, ou se submetiam ao monopólio opressor ou não tinham como adorar. Isto tornava a casa de culto num mercado explorador e injusto.

A situação dos atuais fornecedores de CDs aos crentes é beeem diferente. Isso, contudo, não exclui a necessidade de uma análise cuidadosa para ver se o objetivo primário da casa de culto não estaria sendo colocado em segundo plano. Logo, é preciso julgar e analisar cada caso, em seu contexto.

Mas eu espero que as vendas de livros e CDs para os membros de sua igreja sejam um instrumento de benção, que facilite o acesso deles à pregação escrita ou gravada.

E que o Deus dos Céus continue abençoando muito a você e seu ministério de liderança eclesiástica!

Um abraço do seu amigo e irmão em Cristo,


Pergunta que será respondida amanhã:
Há um membro de minha igreja que recrimina todos os que comem carne e todas que não usam saia em todos os momentos. Ele exige que seus familiares não comam carne e obriga o uso da saia (para o sexo feminino). Como ele não consegue o que quer, segundo ele, isso o desanima. E, realmente, ele anda desanimado, não sei se com a Igreja, ou na fé. Este irmão já foi atendido com orações e nós já fizemos vigília por este caso. Mas parece não adiantar. O que se deve fazer?

sábado, 14 de agosto de 2010

Amor Proibido


Sou casada, freqüento determinada igreja cristã, e ando sendo abordada por um irmão na fé, que se interessa em mim, para assuntos de namoro (e, com certeza, sexo). O que devo fazer? Falar pro pastor ou pro meu marido?

Em primeiro lugar, quero parabenizá-la por estar preocupada com o assunto. Você deve continuar com a firme consciência de que este ato de seu irmão na fé tem uma motivação que não é permitida por Deus. Em Marcos 6:18 aprendemos, pelas palavras de João Batista, que “Não é lícito possuir a mulher do irmão”. Mas, embora desejando algo proibido, ele ainda é “irmão”, está no rebanho de Deus e é alvo do Seu amor. Não deve ser maltratado, exposto ou desrespeitado. Então, o que fazer?

Jesus nos deu uma cartilha muito resumida e prática sobre como resolvermos problemas interpessoais, que colocam a fé em questão, na comunidade da igreja. Em Mateus 18:15, Ele diz que “se teu irmão pecar [contra ti], vai argüi-lo entre ti e ele só. Se ele te ouvir, ganhaste a teu irmão”. Este é o primeiro passo que esta senhora, que está sendo assediada, deve tomar: conversar em particular com seu irmão na fé, explicando-lhe que não quer ser procurada por ele para assuntos românticos, pois você e seu coração já têm donos e, por amor à seu dono e a Deus, você jamais assumiria tal ‘possível’ relacionamento. Neste passo de resolução do problema, é importante lembrar alguns pontos

a)A necessidade de evitar a aparência do mal. Seria aconselhável que você conversasse, apesar de ser em particular, num local público, onde possam ser vistos, onde a conversa será rápida, onde não serão mal interpretados.

b)O respeito à privacidade deste irmão. Um erro não justifica a criação de outro erro. O fato de este irmão estar procurando estabelecer um relacionamento proibido não autoriza desrespeitá-lo, expondo-o ao ridículo público, sem necessidade.

c)A decência. Será mais restaurador, tratar o irmão com educação e firmeza. Sem agredi-lo com palavras grosseiras ou punitivas. O importante é que você exponha sobre como se sente em relação às investidas dele e sobre como você quer ser tratada.

Provavelmente, após uma conversa deste modo, aberta e respeitosa, o candidato recuará seus esforços.

Mas... se isto não acontecer, Mateus 18:16 diz: “Se, porém, não te ouvir, toma ainda contigo uma ou duas pessoas, para que, pelo depoimento de duas ou três testemunhas, toda palavra se estabeleça”.

Para que não haja ditos maldosos, escândalos e notícias indesejadas correntes entre os irmãos, é prudente que se escolha testemunhas dignas de confiança. De preferência, alguém mais velho, experiente na fé e no trato para com os irmãos. Esta conversa pode até ser feita por etapas: 1)Depois de ter conversado em particular com o irmão, e ter visto que ele não mudou de atitude, conversar de novo com ele diante de uma testemunha; 2) Se ainda não for resolvido o problema, usar duas testemunhas, em uma terceira conversa; 3)E numa possível quarta conversa, acrescentar à estas duas primeiras testemunhas, uma terceira.

E o marido? Bom, a esta altura, seria recomendável que você já tivesse conversado abertamente com seu marido, para evitar que a conversa lhe chegue ao conhecimento de forma modificada. Seria bom que você lhe transmitisse confiança, firmeza, clareza, e disposição para resolver o problema sem intrigas. Como um marido prudente, é melhor para o casal e para a igreja se o esposo confiar em sua esposa e esperar pacientemente que o problema seja resolvido, sem que seja necessária a sua intromissão.

Mas pode acontecer que, mesmo diante de tantas conversas e conselhos de testemunhas, o irmão que lhe procura ainda não desista de seus intentos. E aí, o que fazer? Jesus continua em Mateus 18:17: “E, se ele não os atender, dize-o à igreja;”.A esta altura, sim, a atitude do pretenso irmão está se tornando um obstáculo para o bom convívio dos irmãos. A igreja estará sendo incomodada e precisará tomar uma atitude. Neste caso, em assembléia, o irmão deverá ser advertido e, se necessário for, afastado de suas atividades de ministério. Continuando o versículo bíblico... “e se ele recusar ouvir também a igreja, considera-o como gentio e publicano”. Como consideramos os “gentios” e “publicanos”? Lembra-se de como Jesus os tratava? Como “pessoas-alvo” do amor e da misericórdia de Deus. O coração de alguém assim, por estar detonado pelo pecado, é nosso campo missionário.

Mas, provavelmente, se os passos para o ajustamento deste interrelacionamento forem tomados prudente e devidamente, seguindo estas instruções de Cristo, tal irmão será restaurado a um comportamento digno de aprovação antes de chegar à situação vexatória da censura pública e da tentativa missionária de evangelizá-lo.

Ficarei orando para que tudo vá bem nos relacionamentos de vocês aí: entre vocês na comunidade local de crentes, no seu casamento, e na sua intimidade com Jesus.

Um abraço,

Pergunta que será respondida amanhã:

Como líder de uma igreja local, tenho dificuldade para lidar com um assunto. Jesus expulsou os vendedores do Templo. Hoje, vemos vendas de CDs e Livros em nossas igrejas. Se Jesus estivesse presente, expulsaria as pessoas que estão praticando esta atividade, condenando a mesma?

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

"A Vida Leva Eu" ou "A Vida Levo Eu" ?






Sou jovem, e a minha vida já está sem sentido.

O que eu faço?




Ok, eu lhe entendo. Então, eu quero dar algumas dicas sobre como sermos bem-sucedidos na vida, pensando num personagem bíblico que foi um sucesso. Estou falando do rei Davi. Através da história dele, quero considerar com você sobre como vencer na vida. Muitas dessas dicas eu aprendi com a minha esposa. Portanto, aqui vão algumas ideias de nós dois.

Em primeiro lugar, devemos tomar as grandes decisões da vida não “por causa de”, mas sim “para”, “com objetivo de”. Um exemplo disso pode ser visto na escolha de uma profissão. Se alguém pensa: “Vou trabalhar em postos de gasolina porque meu pai tem postos de gasolina. Apesar de que não gosto disso, mas porque é isso que está fácil para mim.” Com certeza, essa pessoa nunca será um profissional de sucesso por excelência. Será mais um que, na mediocridade dos outros, “empurrará a profissão com a barriga”, não servirá a sociedade com uma motivação brilhante e será um infeliz. É muito diferente de alguém que toma a seguinte posição: “Bem, não sei fazer outra coisa na vida. Cresci no posto de gasolina porque é com isso que meu pai mexe, mas gostaria de ser veterinário. Então, vou montar um projeto de vida, fazer os cálculos, um cronograma e comunicar a todos que farei uma troca de benefício com a profissão de trabalhar em posto de gasolina. Vou servir a esta profissão e zelar por ela com carinho, porque ela servirá para que eu consiga transformar-me (estudar, inserir-se no mercado de trabalho) em um veterinário. Minha profissão não será no posto, será como veterinário.” Você percebe a diferença? A profissão passa a ser um projeto de vida, e não um “por causa de”. Com o projeto, nos relacionamos dominando-o. Assim, continuamos sendo nós mesmos. Com o “por causa de”, nos relacionamos sendo dominados e então seguimos a vida como escravos.

Sabe quais são as grandes decisões da vida? A quem vou amar (casamento), servir (profissão) e adorar (religião). Há outras grandes decisões/áreas também, mas essas três são as principais. E para continuar sendo indivíduos que se encontram e são felizes, precisamos tomar essas decisões através de projetos planejados, pensados com antecedência, calculados e cronometrados.

Se você quiser, já pode começar a montar seu projeto. Dê o primeiro passo para o sucesso, que é observar os passos de um homem bem-sucedido, nosso querido personagem bíblico Davi, estudando sua biografia. Descubra o sucesso dele fazendo sua leitura bíblica no livro de Samuel. Talvez não veja muito sucesso no começo dessa história, mas lembre-se de que todos os vitoriosos passam pela “fase do ralo”. Então, se existe algo que está difícil para você, não desanime! É parte do processo de crescimento!

E, falando sobre os segredos de como se dar bem na vida e ter sucesso (lembrando que não é no sentido que o mundo espera, mas no sentido bíblico) o maior deles é a leitura bíblica para encontrar, nas lições da Bíblia, essas gemas preciosas. E, para tanto, é por isso que convido-lhe a refletir sobre a vida de um homem que Deus abençoou muito: Davi.

Acima, eu comentei que para conseguir alcançar alguma coisa na vida você precisa ter um projeto de vida. Continuando, quero dar algumas dicas sobre como esse projeto acontece na prática.

Eu sei que você ainda não passou da idade de montar um projeto de vida bem legal, e talvez não tenha feito nada disso corretamente. Mas, se você ainda quiser realizar alguma coisa grandiosa, talvez precise voltar no tempo para se redefinir. E se for mesmo esse o caso, verifique se você não está com muito tempo de vícios em agir de forma contrária a isso, porque, se for o caso, provavelmente, não conseguirá fazer isso sozinho.

Mas então, vamos montar, na prática, o projeto de vida?

1. Tenha em mente que vai precisar de ajuda. Você poderá buscar as ajudas certas em boas leituras orientadas sobre o assunto, o conselho de pessoas sábias em quem você confia e/ou a ajuda de um profissional (um terapeuta cristão). Você pode procurar um psicólogo, um orientador ou um consultor que seja um cristão, que tenha em mente os mesmos valores que você nos assuntos de servir a Deus, de família, etc.

2. Você precisará da sua própria ajuda. Sim, é isso mesmo! Tente ver-se, não sendo você, olhando de longe, do lado de fora. Procure ser conselheiro da pessoa que você é. Mais ou menos, você pode fazer assim: imagine-se analisando, pensando sobre as situações que você enfrenta. Pense em você dando conselhos a alguém para resolver tais situações. De maneira racional e pensando no que é certo, quais seriam os conselhos que você daria? Faça uma lista, sendo um consultor, assessor e conselheiro de si mesmo. Essa é uma experiência interessante, pois, no fundo, temos preguiça de pensar. Mas precisamos aprender a refletir e a nos virar sozinhos. Se você observar bem a leitura Bíblica que estou lhe recomendando, verá que em determinados desafios, Davi não podia contar com nada nem ninguém. Era ele e Deus e pronto.

3. Após conhecer os dois primeiros passos, aí é só colocar todos os planos que tem nas mãos de Deus. Como?

Para que o seu projeto de vida dê certo, precisará do auxílio divino. Não somos salvos pelas obras, por penitência ou pela quantidade de orações que fazemos, mas há fases em nossa vida que precisamos de uma verdadeira receitinha sugestiva. É algo que está mais relacionado a uma disciplina terapêutica espiritual que com um ponto de salvação. Mas é de suprema importância. Creio que se você cumprir uma “listinha disciplinar”, poderá se dar muito bem e alcançar muito sucesso.

Essa lista tem a ver com o nosso relacionamento com Deus, com o seguinte: Deus é um ser. Ele ama você. Como todo ser, Ele quer relacionar-se. E quando nos relacionamos com alguém a quem realmente damos valor, fazemos algumas coisas:

a) Marcamos compromisso;

b) Cumprimos horário;

c) Gastamos tempo juntos;

d) Contamos das nossas coisas para a pessoa (nos tornamos conhecidos);

e) Ouvimos sobre a pessoa (conhecer).

Faça isso em relação a Deus. Marque dois horários por dia de encontro com Deus. Por exemplo, meia hora de manhã e meia hora à noite. Mesmo que seja de madrugada, faça esse compromisso com o Senhor. Nesse momento diário do encontro, desligue-se de tudo e de todos. Então, divida o tempo do encontro em duas coisas: leitura da Bíblia e oração. Lendo a Palavra de Deus diariamente, gastando uns vinte minutos por dia, você estará conhecendo a Deus; abrindo o coração a Ele como a um amigo em oração, estará se tornando conhecido para Ele. Conte tudo! Diga como foi seu dia, como será sua agenda do dia... Desabafe, fale dos seus planos, pergunte o que Ele acha, fale das fofocas, comente sobre o que você viu na TV, etc. Se tiver vontade de cantar para Ele, cante também. Isso é andar com Deus.

Tente colocar esse plano em prática por duas semanas, sem falhar nenhum dia, e algo especial começará a acontecer na sua vida.

Relembrando: busque ajuda com as pessoas certas, procure ajudar a si mesmo e busque a ajuda de Deus. Creio que se você fizer um ataque, começando com todas as dicas de uma vez, terá dado o primeiro grande passo para ser a pessoa feliz que sempre sonhou ser. Confesso que nem sempre é fácil, por isso, ore a Deus rogando por disciplina. Ele fica feliz em conceder-lhe virtudes especiais para que você se aproxime mais dEle.

Ficaremos aqui, orando pelo seu sucesso espiritual.



Um abraço,


Pergunta que será respondida amanhã:

Sou casada, freqüento determinada igreja cristã, e ando sendo abordada por um irmão na fé, que se interessa em mim, para assuntos de namoro (e, com certeza, sexo). O que devo fazer? Falar pro pastor ou pro meu marido?

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

The Best


Olá, tudo bem?
Quero saber o seguinte. Sempre tentei ser bom, pra sentir-me aceito por Deus... mas, por que não sou bem sucedido nas tentativas de tornar-me bom? Desse jeito, como é que eu vou alcançar o Céu?


Você quer primeiro, a boa notícia ou a má notícia? Vou começar com a notícia ruim, beleza? Por causa do pecado, nós já nascemos separados de Deus. Sem uma intervenção, não podemos entrar no Céu. Isso se aplica a toda raça humana, não a você apenas. Romanos 3:23 diz, "Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus;" Romanos 3:10 diz, "como está escrito: Não há justo, nem sequer um." Romanos 6:23a "Porque o salário do pecado é a morte," Apocalipse 21:8 "Mas, quanto aos medrosos, e aos incrédulos, e aos abomináveis, e aos homicidas, e aos adúlteros, e aos feiticeiros, e aos idólatras, e a todos os mentirosos, a sua parte será no lago ardente de fogo e enxofre, que é a segunda morte."

Não existe uma cota de boas obras que nós possamos fazer para nos salvar da separação eterna de Deus. Efésios 2:8-9 diz, "Porque pela graça sois salvos, por meio da fé, e isto não vem de vós, é dom de Deus; não vem das obras, para que ninguém se glorie."

Para estar separado de Deus para sempre, simplesmente não precisamos fazer nada. Ignorar ou rejeitar o Filho de Deus é o único pecado que pode nos impedir de sermos perdoados e a única alternativa ao Céu é a tormenta em um lago de fogo (Apocalipse 20:15, 2 Tess. 1:7-9). "Quem crê nele não é julgado; mas quem não crê, já está julgado; porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus (João 3:18)."

Mas existe uma boa notícia! Existe uma maneira simples e gratuita de nos reconciliarmos com Deus, que é possível graças ao Filho unigênito de Deus. Um sacrifício de sangue foi necessário para pagar por nossos pecados e Jesus foi enviado para se tornar esse sacrifício. Ele foi pregado numa cruz, e teve seu sangue vertido como o pagamento por nossos pecados. Mas 3 dias após sua morte, Ele ressuscitou, validando de uma vez por todas, sua condição de nosso único Salvador. Crer na morte, sepultamento e ressurreição de Cristo é o único meio de se chegar ao Céu. Jesus diz (João 14:6), "Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim." Isto é bem claro. "porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. Porque Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para que julgasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele (João 3:16 e 17)."

A Bíblia nos ensina como sermos salvos: Romanos 10:9-10 diz que "se com a tua boca confessares a Jesus como Senhor, e em teu coração creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, será salvo; pois é com o coração que se crê para a justiça, e com a boca se faz confissão para a salvação." Este é o dom gratuito de Deus, porque Ele te ama. E o presente que ele quer te dar é o que está em Romanos 6:23: “o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus nosso Senhor." "Porque: Todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo. (Romanos 10:13)"

Você está pronto para crer nisso agora? Se sim, então simplesmente diga a Deus o que Ele mesmo te pediu para confessar. Você pode usar uma oração similar a esta:

"Deus, eu admito que sou um pecador e sei que não posso fazer nada para merecer entrar no Céu. Eu verdadeiramente creio que Jesus morreu numa cruz, foi sepultado e ressuscitou. Eu ponho minha fé no Seu sacrifício para pagar completamente por meus pecados."

E continue assim, sempre se relacionando com Ele, através da leitura da Bíblia, da prática da oração que abra o seu coração a Ele como a um amigo, do louvor a Ele, e do testemunho acerca dEle. Estas coisas aumentarão a sua fé. Continuando a crer, como um galho, você continuará sempre ligado à videira de João 15. E ela é que, em si, tem vida.

Que Deus o abençoe,
Pr. Valdeci Jr.

Veja esse conteúdo em vídeo clicando aqui.

Pergunta Que Será Respondida Amanhã:

Sou jovem, e a minha vida já está sem sentido. O que eu faço?

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Deus Castiga .

Oi pastor Valdeci, tudo bem? Meu nome é Raquel*. Sabe pastor, sempre ouço pessoas dizerem que Deus não castiga ninguém. Entretanto, já achei uma porção de textos que dizem o contrário. Que tem para me dizer sobre isso? Afinal, se Deus é amor, como pode ser vingativo, agindo com castigos?

Raquel*, a palavra “castigo” pode ser entendida por diferentes sentidos.

“Castigo”, morfologicamente falando, vem da raiz adjetiva latina “cast” que, no latim, pode significar “instruído”, “educado”, “livre de falta”, “puro”, “casto”. O antônimo de “cast” é “inceststus”, que significa “impuro”, “culpado”, “poluído” ou “adulterado”, e resulta em nosso verbete “incesto”. O verbo a partir desta raiz (cast) é o latino “castigo” que quer dizer “educar”, “corrigir”, “repreender”, “censurar”, “castigar”, “punir”, “conter”, “reprimir”, “estreitar”, “apertar”, “comprimir”, “contrair”, “purificar”, “filtrar”. Isto é a origem estrutural, vinda do latim, da palavra “castigo” em português.

Agora, com o decorrer do tempo e as transculturações sofridas na língua portuguesa, o termo “castigo” tem alcançado uma grande variação semântica. Veja alguns significados trazidos por dicionários da nossa língua:

1) Observação sobre um erro ou uma falta; repreensão, admoestação, correção; 2) Pena ou punição que se inflige a pessoa ou animal; 3) Imposição de sofrimento; mortificação, importunação; 4) Má sorte; 5) Pena ou derrota injusta e humilhante; 6) Fazer qualquer coisa por ser obrigado; 7) Surra, sova, tunda; 8) Agressividade ou impetuosidade de um dos parceiros durante o coito, deixando o outro exausto; 9) Aplicação rigorosa ao trabalho; 10) Vingança.

Precisamos saber qual destes significados estava na cabeça dos escritores bíblicos quando escreveram que Deus castiga. Na versão bíblica Revista e Atualizada, de João Ferreira de Almeida, encontramos a palavra castigo ou alguma variação da mesma (castiguei, castigarei, castigar, etc), referindo-se a uma ação direta de Deus, 110 vezes. As traduções em português não medem palavras para declarar que Deus castiga.

Algumas versões substituem a palavra castigo por outros termos como disciplina, açoite, correção, etc. (Por exemplo, a RA, em Ap 3:19, usa a palavra disciplina e em Hb 12:6 usa açoite).

Hebreus 12:6 é um exemplo das tantas passagens bíblicas que, em várias versões da Bíblia, usa a palavra castigo. É uma das declarações mais claras da Bíblia dizendo que Deus castiga.

Porque o Senhor corrige a quem ama e açoita a todo filho a quem recebe (João Ferreira de Almeida Revista e Atualizada).

Pois o Senhor corrige quem ele ama e castiga quem ele aceita como filho (Linguagem de Hoje).

Porque o Senhor corrige o que ama, E açoita a qualquer que recebe por filho (João Ferreira de Almeida).

Nesta passagem, o original grego que foi traduzido como castigo é “paideuw”. Os dicionários definem, do Grego para o Português, “paideuo” como “treinar crianças”; “ser instruído ou ensinado”; “levar alguém a aprender”; “punir ou castigar com palavras”, “corrigir o erro”, “ação daqueles que moldam o caráter de outros pela repreensão e admoestação”; “purificar”; “punir com pancada”; “açoitar”; “ação de um pai para com seu filho”; “ação de um juiz que ordena que alguém seja penitenciado”.
Paidéia tinha esta significação de educação e instrução porque, no pensamento grego, era usado para identificar alguém que fosse um Paidagogós, isto é, um aio ou tutor. As pessoas tinham o costume de ter alguém específico, escravo ou liberto, que conduzia o menino à escola, ida e volta. Às vezes, superintendia seu procedimento, mesmo na escola. Era responsável especialmente pelo seu caráter até sua maioridade, gozando de posição de estima no lar e de domínio sobre o menino durante toda a sua menoridade, para sua disciplina. Daí se origina a palavra pedagogo: de paidagogós, aquele que dá a paidéia, a disciplina, a educação, o treinamento, a instrução, a correção, o castigo, a cultura.

Logo, entendemos que em Hebreus 12:6, Deus está dizendo: Eu instruo, ensino, corrijo, disciplino, dou educação; eu pedagogizo.

Esta compreensão dos termos que mais se originam da tradução para “castigo” demonstram uma ação divina de caráter educativo e não vingativo.

Dos textos bíblicos em suas línguas originais – hebraico e grego – outras palavras, que são usadas com bem menos frequência, também são traduzidas para o português como castigo. Veja abaixo:

Algumas ocorrências no Hebraico do A.T.

Rib –“processar juridicamente” – cerca de 9 ocorrências.
Naqam – “intervir contra os inimigos que ameaçam Seu povo” – cerca de 4 ocorrências.
Paqad – “visitar” – um exemplo de sua ocorrência é Êxodo 20:5.
O termo traduzido como “visito” em Êxodo 20, vem do original hebraico “paqad”. É uma raiz primitiva que quer dizer: “comparecer”, “convocar”, “numerar”, “calcular”, “visitar”, “punir”, “nomear”, “cuidar de” ou “tomar conta”. O contexto do texto original dá a ideia do segundo significado, “convocar”. Como se Deus, depois de um tempo em que o humano estivesse rebelando-se, convocasse-o para uma prestação de contas, para colocar as coisas em prato limpo, para arrazoarem o caso.

A palavra que em Isaías 5:3 5 está traduzida como “castigo”, corresponde ao temo hebraico “rowm muwcar”. Os dicionários traduzem, em primeiro lugar, como: “disciplina”, logo em seguida, vem o significado “correção” e, somente em último caso, o nosso verbete português “castigo”.

Algumas ocorrências no Grego do N.T.
Diké – “expectativa de julgamento”; “destruição” – 3 ocorrências.
Kolasis – “cortar fora aquilo que não se encaixa” – 4 ocorrências.

Em Mateus, 25:46, quando vemos a palavra “castigo”, ela é correspondente ao original grego “kolasis”. Os dicionários definem como “correção”, “punição,” e também “penalidade”.

Note que as ocorrências da tradução para o termo castigo não se originam de ações da parte de Deus, como que “impondo sofrimento”, “importunando”, “vingando”, “penalizando”, “derrotando” ou “humilhando injustamente”, etc. Mas percebemos uma ação de “observação sobre um erro ou uma falta”; de “repreensão”, uma “admoestação”, uma “correção”. Perceba que, neste parágrafo, estou usando, tanto para dizer o que Deus não faz, quanto para indicar o que Ele faz, definições de dicionários da língua portuguesa (supracitadas) para uma mesma palavra: castigo. Isso é muuuito importante. Podemos responder a pergunta “Deus castiga?” com um “sim” ou com um “não”. Depende do que se quer dizer com a palavra “castigo”. Percebe?

"Deus é amor" (1 João 4:8). Apesar disto, o Diabo, em sua rebelião, negou este traço do caráter de Deus e O acusou de injusto, argumentando que exigir fidelidade e obediência à Santa Lei era falta de amor. Quando finalmente conseguiu que o ser humano vivesse à margem da lei, ou seja, que vivesse em pecado (1 João 3:4), e pelo pecado entrasse a dor (Isaías 24:4-6) e, finalmente, a morte (Romanos 5:12, 19), conseguiu que Deus fosse acusado de injusto por não acabar com tudo isto. Na cruz, porém, Deus exibiu inquestionavelmente Sua justiça e misericórdia.

Foi tão justo que não pôde tolerar o pecado, pelo que castigou em Cristo, nosso substituto (Isaías 53:6). Ao mesmo tempo expressou tanto amor que "deu Seu Filho unigênito, para que todo o que nEle crê não pereça, mas tenha a vida eterna" (João 3:16). Sim, na cruz de Cristo "encontraram-se a graça e a verdade, a justiça e a paz se beijaram" (Salmo 85:10).

Satanás, porém, continua infiltrando calúnias contra o caráter de Deus. "Se é bom - dizem alguns - por que castiga e destrói?" "Se é justo - dizem outros - por que permite que o pecado continue?" Mas a Santa Bíblia esclarece ambos os pontos. O Senhor "é longânimo para convosco, não querendo que nenhum pereça, senão que todos cheguem ao arrependimento" (2 Pedro 3:9). Ao mesmo tempo, diz: "Eu repreendo e disciplino a quantos amo. Sê, pois, zeloso, e arrepende-te" (Apocalipse 3:19). Finalmente, esgotados os recursos que conduzem ao arrependimento, em um ato de misericórdia, e por amor de Sua justiça e dos Seus filhos que a desejam, Deus tem de fazer Sua "obra estranha" (Isaías 28:21), destruindo aos que escolhem viver à margem dos princípios que imperam no reino eterno. Porque Deus é tão justo e misericordioso que respeita o livre-arbítrio e permite que os rebeldes colham as consequências da decisão que fazem. Que Deus castiga, no sentido de corrigir do mal, ou no sentido de exterminar o mal que não tem mais recuperação (especialmente no juízo final), é uma verdade revelada a nós. Entretanto, isto não deve influir na motivação de nosso relacionamento com Deus.

Mas o que Ele mais deseja é dar-nos Sua disciplina de amor. No amor não existe medo; antes, o perfeito amor lança fora o medo. Ora, o medo produz tormento; logo, aquele que teme não é aperfeiçoado no amor. 1 João 4:18.



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*Para manter a privacidade, o nome real da pessoa foi alterado.

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Aqui, Perguntamos. Que Tal?

Bem no dia da minha folga semanal, estou sentado ao computador e... de repente, surge uma “ovelha” pelo MSN. Uma cristã muito querida, que está sofrendo de depressão. Depois de uns breves cumprimentos... adivinhe!

Perguntas..., perguntas..., perguntas... e depois... mais perguntas.

Todo pastor convive com eles: os questionamentos, as perguntas, as dúvidas. Pontos de interrogação próprios, de outros indivíduos, coletivos, e por aí vai...

Todo cristão também tem suas curiosidades. Por isso, nesse relacionamento de comunidade cristã, sempre estamos dando uma sentadinha pra gastar um tempo com “toró de parpite” (‘Brainstorming’, em português mineiro).

Aqui em casa não é diferente. De tantas qualidades especiais, minha esposa tem, também, a de sempre inquirir os “porquês” das coisas mais simples do cotidiano.

- Você quer comer salada de tomate ou de rúcula?

- Hum... Tomate seco com rúcula. Pode ser?

- Por quê?

Risos. Não são apenas as crianças que querem arrancar de nós todas as razões.

Ah, quem dera se, para todas as perguntas, tivéssemos respostas. Ou, aliás, não. Se tivéssemos respostas para todas as perguntas, terminaríamos nos perguntando: “Por que não existe pergunta sem resposta?” Que fantasia!

Mas então, voltando à realidade, ficamos assim. Seguimos com o redundante ponto de interrogação: “por que não temos respostas para todas as perguntas?”

Eu não sei. E você?

Pois é. Qualquer tentativa de resposta para isso será incompleta. Mas, mesmo assim, convido-lhe a acompanhar este jogo de perguntas, respostas, contra-perguntas, contra-respostas, e assim por diante, tornando-se um leitor deste singelo, mas questionador, blog: Na Sala do Pastor. Entre. Não garanto que irei responder todas as suas perguntas, mas você pode sentar-se e ficar à vontade. Afinal, quem nos criou com a infinita capacidade de questionar foi Deus. E Ele está disposto a passar a eternidade ao nosso lado, dando-nos respostas.

“’Pois os meus pensamentos não são os pensamentos de vocês, nem os seus caminhos são os meus caminhos’, declara o Senhor. ‘Assim como os céus são mais altos do que a terra, também os meus caminhos são mais altos do que os seus caminhos, e os meus pensamentos, mais altos do que os seus pensamentos”’ (Isaías 55:8-9).

Volte aqui amanhã e encontre a primeira das bombas. Ou melhor, perguntas. Pode me ajudar a desarmá-la? Espero por você!

Um Abraço,