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quarta-feira, 2 de março de 2016

O Dízimo é Dez Por Cento? 10%? - Vídeo

Quem disse que o dízimo deve ser dez por cento? Não pode ser um percentual maior ou menor?





Um abraço,

Pr. Valdeci Jr.

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Simplesmente, o Meu Melhor, Jesus!

No capítulo um, Malaquias contrastou o amor de Deus por Seu povo com a atitude dos sacerdotes, a quem ele acusou do pecado de desprezo pelo santo nome de Deus. Ao realizar seus deveres no templo, esses descendentes de Arão aceitavam animais coxos, cegos e doentes para os sacrifícios ao Senhor. Dessa forma, o povo era levado a pensar que os sacrifícios não eram importantes. No entanto, no deserto, Deus havia instruído Arão e seus filhos declarando que os animais sacrificados deviam ser fisicamente perfeitos, sem defeito. Mas Deus merecia ser honrado, porque ele é Pai, Mestre e Senhor, e também um grande Rei. Agora, o que tornava as ações daquele povo ainda mais detestáveis à vista de Deus era que todos esses sacrifícios apontavam para Jesus, o imaculado Filho de Deus. Os animais deviam ser sem defeito porque, para ser nosso perfeito sacrifício, Jesus não podia ter defeito. No livro Manuscript Releases, v. 10, p. 385, tá escrito assim que “Para honra e glória de Deus, Seu Filho Amado – o Penhor, o Substituto – foi entregue e desceu para a prisão da sepultura. Ele ficou encerrado nas câmaras rochosas do túmulo novo. Se um único pecado tivesse manchado Seu caráter, a pedra nunca teria sido removida da porta de Sua câmara rochosa, e o mundo, com seu fardo de culpa teria perecido”. Então, É de admirar que os sacrifícios que apontavam para Jesus tivessem que ser perfeitos? Claro que não! Um abraço, Pr. Valdeci Jr.
Do áudio: http://novotempo.com/audios/sacrificios/

segunda-feira, 6 de maio de 2013

O SEGREDO DAS CONQUISTAS DE UM FILHO DE DEUS - 1Crônicas 17-20


Qual é o segredo das grandes conquistas que acontecem na vida de um cristão? Qual foi o segredo de Davi, em suas grandes conquistas? Ontem comentei sobre o segredo de Davi para não se estressar. O começo da conquista começa exatamente aí: louvar a Deus.
Depois que Davi louvou a Deus de todo o seu coração, embora não sendo no lugar e momento oficial de fazer um louvor formal, mas depois tê-Lo buscado, vem o capítulo 17, onde tem a promessa de Deus a Davi. É claro que estou pulando algumas partes, mas sei que você vai ler ao fazer sua leitura. Pensando nisso, estou lembrando de algo que Társis Iraídes, um dos cantores do quarteto Arautos do Rei, sempre gosta de falar ao apresentar os estudos que ele faz sobre música e louvor. Ele diz que é no louvor que Deus se manifesta. Ou seja, o louvor é o espaço da adoração para recebermos as bênçãos de Deus. O canal pelo qual vamos até o trono é a oração, mas o canal pelo qual as bênçãos descem até nós é o louvor. E isso não somente é interessante, como pode ser visto nessa análise que estou fazendo de 1Crônicas 17 em diante.
E a bênção que Deus tinha para dar a Davi, para aquele canal que o louvor tinha recém-aberto era uma promessa. E promessa, quando é de Deus, é exatamente igual ao presente já recebido, porque Deus é 100% fiel em cumprir suas promessas, no que tange às Suas obrigações. Para Suas promessas, não cabe aquela preocupação do imperador militar francês Napoleão Bonaparte, quando, fazendo um comentário sobre o assunto, disse que “A melhor maneira de manter sua palavra é não dá-la.” Para as promessas de Deus, não cabe essa dúvida. Quando Deus dá Sua promessa, é porque Ele pretende cumpri-la. No nível humano, podemos dizer que ninguém promete tanto como aquele que não pretende cumprir, mas com Deus é diferente. Prove isso através da leitura bíblica.
Voltando ao assunto do segredo da conquista na vida de um filho de Deus, vemos que Davi não era interesseiro, que só buscava a Deus para receber o presente. Depois que Ele lhe deu o presente, Davi faz uma linda oração. Esse é outro segredo das conquistas que um cristão obtém. Depois que Davi louvou, abriu o canal das bênçãos, recebeu os “oks” de Deus e abriu o canal dele para Deus. Em oração, de mãos dadas com Deus, veja o que aconteceu nos capítulos 19-20.
O cristão só conquista com Deus. Sem Ele, o que consegue é só ilusão.

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Valdeci Júnior
Fátima Silva

sexta-feira, 22 de março de 2013

INTEGRIDADE PESSOAL - Rute


Estou muito feliz porque vamos passar para mais um livro da Bíblia: Rute. É pequeno, mas nos ensina grandes lições.
Essas lições podem ser aprendidas através da personagem principal desse livro, a própria Rute. Embora sendo moabita, o nome Rute é de origem hebraica e significa “bela companheira”. Esse significado diz tudo a respeito dessa mulher que possuía qualidades impressionantes. Apesar de sua condição de viúva, permaneceu leal e fiel à sua sogra Noemi, tal como podemos observar em Rute 1:16 e 17: “Rute, porém, respondeu: Não insistas comigo que te deixe e que não mais te acompanhe. Aonde fores irei, onde ficares ficarei! O teu povo será o meu povo e o teu Deus será o meu Deus! Onde morreres morrerei, e ali serei sepultada. Que o Senhor me castigue com todo o vigor, se outra coisa que não a morte me separar de ti!”
A suprema devoção que ela demonstrou a Noemi e ao Deus dos israelitas mostra que ela possuía um discernimento vital que só Deus pode proporcionar. Assim, ela permitiu que Ele tomasse total controle da sua mente ao desenvolver com Ele um íntimo relacionamento.  E Deus a recompensou por sua integridade.
Quantas pessoas, hoje, procederiam da mesma forma que Rute? Ela dá um grande exemplo que deve nos inspirar a seguir a vontade de Deus para nossa vida. Para obtermos os tesouros que Ele planejou para nós, cabe-nos segui-Lo.
E como podemos descobrir qual é a vontade de Deus? Através daquilo que temos proposto a você: a leitura bíblica diária. Na Palavra de Deus, podemos encontrar tesouros planejados por Ele. Assim como Rute foi íntegra para sua sogra, quero apelar para que você continue persistente neste plano bonito que Deus nos dá. Seja um pesquisador profundo das verdades encontradas na Bíblia. Espero que você não fique apenas lendo esse comentário. Minha oração é para que você tenha uma integridade pessoal em relação à leitura diária do Livro Sagrado.
Falando sobre esse assunto, Artur Gordon diz o seguinte: “Ano após ano os homens de negócio estudam registros da faculdade, entrevistam candidatos e oferecem incentivo aos aprovados. O que eles buscam na verdade? Cérebro? Energia? Conhecimento? Essas coisas são certamente desejáveis. Mas só levam a pessoa até certo ponto. Se esse indivíduo deve, porém, chegar ao topo e decisões importantes confiadas a ele, é preciso que exista um fator extra, algo que transforme a simples capacidade, dobrando ou triplicando sua eficácia. Só existe uma palavra para descrever essa característica mágica: integridade” (A Foolproof Formula for Success, Reader’s Digest, dezembro de 1966, pág. 88).
Que Deus lhe ajude a ter um caráter irrepreensível! Leia a Bíblia!

Valdeci Júnior
Fátima Silva

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

O que vem por aí! Fique de Olho! Não Perca!


Ministério Jovem. O pastor Samuel, departamental de Jovens da ACSR, estará na igreja central de Caxias nesta sexta feira, dia 1º de março, realizando duas programações, a partir das 19h.

Reavivados por Seu Espírito. De 01 a 10 de Março, dez dias de busca pelo Batismo com o Espírito Santo, através de encontros dinâmicos, às 19h30min, na IASD Central de Caxias. Não perca!

Trimestral do Ministério Infantil da ACSR em nossa igreja, com a departamental Samara Zabel e toda sua equipe, às 15h, neste domingo, dia 03 de março.

Treinamento de Escola Sabatina da ACSR em nossa igreja central, com o departamental pr. Humberto Magalhães e sua Equipe, às 15h, neste domingo, dia 03 de março, para professores, secretários, e diretores de Escola Sabatina e de Ministério Pessoal.

Treinamento para anciãos neste domingo, 03 de março, no canal executivo da TV Novo Tempo, das 18h as 19h30min, com toda a equipe da ACSR ao vivo. Pela internet, é só entrar em www.novotempo.com e clicar em “canal executivo”.

Projeto 21. Faça uma Discagem Direta a Deus: corrente de oração, todos os dias, às 5h21min. Ore pelas 5 pessoas que você quer apresentar para Jesus na Semana Santa, e pelas 21 madrugadas de poder que teremos. Os livros já estão disponíveis, com Sérgio Almeida.

Sábado Especial. No dia 27 de abril, teremos na igreja central de Caxias, como nosso convidado, o pastor Evandro Fávero, da União Sul Brasileira.

Mordomia, Saúde e Família.O departamental ACSR, pastor João Cancella, convoca a todos os diretores e equipes destas três áreas, bem como todos os interessados em ajudar nestes três ministérios, para uma reunião regional no dia 30 de março, às 15h30min, na igreja do bairro Esplanada.

Batistmo. No dia 09 de março, teremos uma linda festa batismal na igreja Central de Caxias, às 18h.

CTBDL de Desbravadores e Aventureiros. A última data para a inscrição é dia 06! O evento será de 15-17/03, na Sede Campestre da Sociedade Ginástica de Novo Hamburgo, em Nova Hartz. Veja o currículo e faça sua inscrição em http://desbravadores.adventistas.org.br

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

EM VIGOR - Números 28-30


A leitura de hoje trata do mesmo assunto do início ao fim: as ofertas. Naquele tempo, o tipo de ofertas era bem diferente, mas é importante entendermos os princípios que estão por trás do ato de ofertar atualmente.
A palavra oferta é traduzida como o ato de trazer alguma coisa como oferenda ao Senhor. Nos tempos bíblicos existiam dois tipos de ofertas:
1º) Ofertas prescritas por lei – eram aquelas que os judeus traziam regularmente para o Senhor, tais como a oferta do holocausto, de manjares, oferta pacífica, pelo pecado e pela culpa. É claro que a prática delas não está ordenada para nós, cristãos, no sentido da apresentação literal delas. Mas o significado espiritual ainda é válido, porque quando ofertamos ao Senhor, fazemos isso na convicção de que todas essas bênçãos, que são a paz, comunhão com Deus, ausência de sentimento de culpa, purificação e vida abundante, são realidades presentes em nossas vidas. E é aí que se encaixa o outro tipo de ofertas.
2º) Ofertas voluntárias – eram apresentadas como uma expressão de gratidão a Deus. O povo era convidado a ofertar voluntariamente. Quando se empenharam na construção do tabernáculo no Monte Sinai, trouxeram liberalmente as ofertas com todos os materiais necessários para aquela obra. O povo contribuiu com tanta abundância, que Moisés chegou a pedir que parassem de trazê-las. Em uma reforma espiritual e religiosa promovida pelo sumo sacerdote Joiada, o povo ofertou para custear os reparos que precisavam ser feitos no templo. Todos contribuíram generosamente, semelhante ao que aconteceu no reinado de Ezequias.
No Novo Testamento, também há várias referências às ofertas. Muitas delas estão relacionadas ao próprio ministério de Jesus. Lembra da história da viúva pobre que ofertou tudo que tinha? Ela foi louvada pelo Senhor por causa disso. Teve também a mulher do vaso de alabastro, que derramou o unguento caríssimo nos pés de Cristo. Ela foi criticada por algumas pessoas, mas Jesus valorizou o ato de fé que ela demonstrou.
Mas, com certeza, o maior exemplo de ofertas voluntárias que temos no Novo Testamento está nos atos da Igreja Primitiva. Vemos que os crentes chegaram a vender as propriedades para depositar o dinheiro ao apostolado. Eles ofertavam de um jeito que não mediam esforços. As igrejas da Macedônia, por exemplo, contribuíam com alegria, até quando eles estavam passando pelas necessidades da pobreza, dando acima do que podiam para poder aumentar a oferta de socorro aos cristãos da Judéia.
Esses exemplos bíblicos são para nós. Devemos ter a mesma atitude e voluntariedade para com a manutenção da Obra de Deus. O ato de ofertar é uma prática que ainda deve continuar em vigor.


Valdeci Júnior
Fátima Silva

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

PRINCÍPIOS E ORDEM - Números 25-27


Você tem lido a Bíblia direitinho? Tem estudado cada parte dela ou apenas tem feito uma leitura superficial? Tome cuidado porque o leitor da Bíblia que a lê superficialmente torna-se, automaticamente, um cristão superficial.
E não há como aprofundar-se nos conhecimentos bíblicos, principalmente na parte histórica, se ignorarmos as longas listas existentes na Bíblia. As genealogias, por exemplo, são importantes porque nelas conseguimos dados mais palpáveis para a solidificação de um conhecimento histórico, que esteja apto a responder as perguntas básicas: “Quem? Como? Onde? Quando? Por quê?”
Nessas listas, ficamos conhecendo mais de perto as pessoas e as datas. Quando você está fazendo suas anotações, muitas vezes, se quer saber mais detalhes, é preciso dar uma parada na pesquisa e consultar as listas para checar algum nome, relação, parentesco, etc. Por falar em parentesco, na leitura de hoje vemos o próprio Deus dando uma parada para checar a lista, já que a história do povo de Israel estava bagunçada.
O povo deixara de agir por princípios para agir pela lógica humana. Naquela época, a lógica era:
“A divindade está no Céu, nós estamos na Terra; a divindade manda a chuva, nós precisamos da chuva; isso é relacionamento, como um casamento; no casamento, existe o sexo, e o sexo é uma bênção; nos aproximamos da divindade através do culto, isso é relacionamento, como no casamento; logo, a maior expressão disso tudo seria praticar sexo no culto sagrado. E não será adultério, porque não é com a mulher do próximo, é com as sacerdotisas, prostitutas cultuais; e não é maldade, porque não estará matando ninguém, nem roubando, nem esfaqueando, nem brigando; é uma união em nome da paz, do amor, da religião, do bem estar de todos, e com muito prazer, é claro! Então, porque não fazer?”
 Essa foi a lógica satânica que se passou na cabeça dos israelitas quando foram acampar em Sitim e se depararam com o estilo de adoração dos moabitas, que praticavam imoralidade sexual na hora dos sacrifícios para os seus deuses. Por princípio, os israelitas sabiam da importância da pureza sexual, que reserva as atividades sexuais somente para dentro do casamento. Mas pela lógica, eles tinham todos os argumentos possíveis para alimentar o prazer.
A consequência disso? Tiago 1:15 responde na teoria: “Então esse desejo, tendo concebido, dá à luz o pecado, e o pecado, após ter se consumado, gera a morte.” Na prática, a consequência disso é respondida na nossa leitura, mostrando que a bagunça geral foi a morte. Por isso existe a reorganização da lista em Números 26 e a readaptação à nova vida em Números 27.
Deus gosta da ordem!


Valdeci Júnior
Fátima Silva

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Reavivados Por Seu Espirito



Confira como vai funcionar o programa que acontece entre o dia primeiro e 10 de março de 2013. Conheça também os materiais de apoio que estarão disponíveis para os líderes e participantes da iniciativa.


terça-feira, 22 de janeiro de 2013

OS NOSSOS COMPROMISSOS


Você tem muitos compromissos? Qual é o seu maior compromisso? Qual é o compromisso que Deus tem para conosco? O texto abaixo foi o sermão que apresentei na minha igreja central no sábado passado, 19 de janeiro, por ocasião da minha chegada ao distrito.




“Jesus, aproximando-se, falou-lhes, dizendo: Toda a autoridade me foi dada no céu e na terra. Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado. E eis que estou convosco todos os dias até à consumação do século” (Mateus 28:18-20).

Introdução

Hoje eu vim aqui falar sobre os nossos compromissos. Eu tenho consciência de que estou diante de pessoas comprometidas com seu trabalho, sua profissão, o sobrenome de sua família, a tradição gaúcha que lhe é legada, seus estudos, sua vida acadêmica, seu status, sua galera, sua reputação, etc. Todos nós somos comprometidos com alguma coisa. Até o bêbado é comprometido com sua garrafa.

Mas eu quero falar sobre três comprometimentos, a saber, o comprometimento que Deus tem para conosco, o meu comprometimento para com esta igreja e para com vocês e os compromissos que você tem na sua vida. Várias das reflexões que veremos aqui proveem da autoria de um estudioso em crescimento de igreja baseado no ministério da fidelidade, o pastor Alberto Reiter Jr.

O Compromisso de Deus

Cristo veio a este mundo fazer o quê? Salvar, ok. Mas Como Ele salva? Quando Ele esteve aqui, cada palavra, cada gesto, cada milagre realizado, tinham este objetivo: levar o pecador a ver a beleza da salvação e recebê-la no coração. Por cerca de três anos e meio, Ele desenvolveu Seu ministério terrestre salvando, mas também preparando pessoas para que fossem continuadoras dessa obra sublime e santa. Assim, salvando-os, e os tornando instrumentos de salvação, Ele estabeleceu Sua igreja. No treinamento e na ordenação dos doze apóstolos, foram dados os primeiros passos da organização da Igreja, com a missão de levar avante a Sua obra na Terra.

Logo, o que é a igreja?

A igreja é o instrumento apontado por Deus para a salvação dos homens. Foi organizada para servir, e sua missão é levar o evangelho ao mundo. Desde o princípio, tem sido plano de Deus que através de Sua igreja seja refletida para o mundo Sua plenitude e suficiência. Aos membros da igreja, a quem Ele chamou das trevas para Sua maravilhosa luz, compete manifestar Sua glória (Atos dos Apóstolos, página 9).

O compromisso de Deus em nos tornar úteis

Mas aquele que beber da água que eu lhe der nunca terá sede, porque a água que eu lhe der se fará nele uma fonte de água que salte para a vida eterna” (João 4:14).

Essas palavras foram uma explicação que Cristo deu à mulher samaritana, juntou ao poço. Jesus deixou claro que quando o pecador bebe da água da vida, ele se torna uma fonte a jorrar esta água que salva.

Todo verdadeiro discípulo nasce no reino de Deus como missionário. Aquele que bebe da água viva faz-se fonte de vida. O depositário torna-se doador. A graça de Cristo na alma é uma vertente no deserto, fluindo para refrigério de todos e tornando ansiosos de beber da água da vida os que estão prestes a perecer” (O Desejado de Todas as Nações, página 195).

Quando nosso coração realmente se abre ao Espírito Santo, a alegria da salvação é tão grande que não conseguimos ficar calados escondendo esta bênção.

Foi o que aconteceu com a samaritana. Ao ter a sede da alma saciada, sua alegria foi tão grande, que ela saiu correndo para testemunhar aos vizinhos, amigos e conhecidos sobre a salvação que tinha recebido de Cristo. E como resultado, muitos, talvez centenas, também beberam da água que Cristo lhes ofereceu, porque aquela mulher se tornou uma fonte jorrando a salvação.

“Muitos outros creram nEle por causa da sua Palavra, e diziam à mulher: agora já não é pelo que disseste que nós cremos; mas porque nós mesmos ouvimos e sabemos que este é verdadeiramente o Salvador do mundo” (João 4:41-42).

É isto que Cristo espera de cada filho Seu que tenha, verdadeiramente, experimentado a salvação. Mesmo com nossas limitações e fraquezas, Ele quer nos usar para Sua glória.

O compromisso de Deus em nos confiar Sua missão

Quem seria mais eficiente para efetuar a propagação global da mensagem evangélica? Deus ou nós?

Deus não escolhe como Seus representantes entre os homens anjos que jamais caíram, mas seres humanos, homens de paixões idênticas às daqueles a quem buscam salvar (... ). Deus poderia ter proclamado Sua verdade por meio de anjos sem pecado, mas esse não é Seu plano.  Ele escolheu seres humanos, homens cheios de fraquezas, como instrumentos na execução de Seus desígnios (Serviço Cristão, página 7).

O nosso Deus poderia facilmente alcançar o mundo inteiro em todas as gerações com a mensagem de salvação, mesmo assim Ele confiou a nós, Seus filhos, esta maravilhosa missão.

O compromisso de Deus em nos transformar e salvar

Mas Ele tem um objetivo ao nos dar este privilégio que é, ao mesmo tempo, uma solene responsabilidade.

Deus poderia haver realizado Seu desígnio de salvar pecadores sem o nosso auxílio; mas a fim de desenvolvermos caráter semelhante ao de Cristo, é-nos preciso partilhar de Sua obra. A fim de participar da alegria dEle – a alegria de ver almas redimidas por Seu sacrifício, devemos tomar parte em Seus labores para redenção delas (Ibid, página 8).

Com o nosso envolvimento na missão de salvar pessoas, o Senhor está nos dando a oportunidade de desenvolvermos um caráter semelhante ao de Cristo e experimentar a alegria de ver uma alma sincera sendo resgatada dos laços do inimigo e colocada nos braços do Senhor.

Veja que maravilhosa motivação o Senhor nos dá:

 “...e, quando nos entregamos a Cristo numa consagração de toda a alma, os anjos se alegram de poderem falar por meio de nossa voz, para revelar o amor de Deus” (O Desejado de Todas as Nações, página 297).

Deus está comprometido em efetuar a salvação em nós e através de nós.

O Nosso Compromisso

Abra sua Bíblia em Mateus 25:14-30. Aqui diz que o reino dos céus é semelhante a um homem que, ao fazer uma viagem internacional, deixou alguns empregados de confiança em seu país, para cuidar dos seus bens.

O reino dos céus é semelhante a um organismo vivo

Um dos maiores pesquisadores sobre crescimento de igreja é Christian A. Schwarz. Ele é autor do livro intitulado O Desenvolvimento Natural da Igreja. Certa vez, eu li de Schwarz (não nesse livro) uma observação muito interessante, chamando a atenção do leitor para as comparações que Jesus fez do reino dos céus, ou do reino de Deus. O reino de Deus é a igreja salva e seu movimento em interação com Deus e Seus seres, aqui na Terra e no Céu. E Christian observa que, na maioria das vezes, Cristo sempre comparou o Reino a alguma coisa viva. Mesmo que fosse a pérola, ela é desenvolvida pela ostra, que é viva. Mesmo que fosse a rede, a comparação é na dinâmica do seu uso nas mãos de homens vivos, para apanhar peixes vivos. E também aqui na parábola dos talentos, a comparação é com o homem vivo, e não com a moeda.

Isso tem a ver com uma lei da natureza. Biologicamente, nenhum organismo vivo permanece estático em relação ao seu desenvolvimento. Ou ele está se desenvolvendo (crescendo), ou está morrendo. É diferente, por exemplo, do reino mineral que, em sua própria natureza, é destituído de vida. Se houvesse aqui um terremoto, esta igreja desabasse, e um destes ladrilhos ficasse intacto, mas com um monte de entulhos de 10 metros sobre si, como tal pedra se comportaria pelos próximos anos? Se nada mais abalasse o terreno, nem mudasse sua umidade ou temperatura, e 50 anos depois um arqueólogo voltasse aqui, como ele encontraria a pedra? Maior, ou menor? Viva ou morta? O ladrilho estaria do mesmo jeito! Porque pode ser que matérias destituídas de vida permaneçam praticamente estáticas em relação ao seu desenvolvimento. Mas isso não acontece com organismos vivos! Se no mesmo evento catastrófico uma planta natural também fosse soterrada, como o arqueólogo a encontraria depois? Em suas escavações, ou nem encontraria sinal algum da dita planta, ou encontraria outras formas e tamanhos vegetais que teriam se desenvolvido através dela. Mas nunca ela do mesmo jeito!

A igreja é um organismo vivo

O reino de Deus é a igreja. O reino de Deus é um organismo vivo, espiritualmente falando. E nenhum organismo vivo permanece estático em relação ao seu desenvolvimento. Isto é um fenômeno do qual não podemos escapar! Ou esta igreja está crescendo, ou está se atrofiando. Isso é uma lei natural da eclesiologia. Nenhuma igreja permanece estática em seu tamanho e grau de desenvolvimento. Ou esta igreja está tendo atividades missionárias com as quais, intencionalmente, está conquistando pessoas para Cristo, admitindo-as como membros ativos e regulares, ou esta igreja está caminhando rumo à sua própria ruína.

No norte do Paraná, como colportor, certa vez eu me hospedei permanentemente na nave de uma igreja. No mural, papéis amarelados pelos anos de envelhecimento mostravam a dinâmica eclesiástica que acontecera periodicamente ali naquele salão, no passado. Mas por aquela ocasião, aquela comunidade de crentes não existia mais. Na Bahia, ao assumir um distrito, tive que assumir a possível redução de status de uma igreja organizada para grupo organizado. Uma igreja que já havia sido tão importante que servira de referência para uma tese doutoral justamente na área de missão.  O que estas igrejas tinham em comum? Em algum momento de sua história, elas não souberam conviver naturalmente com a dinâmica de seu desenvolvimento. Nenhuma igreja permanece estática em seu tamanho e grau de desenvolvimento. Ou esta igreja está crescendo, ou está morrendo. Ou está batizando, ou está afundando-se em seus próprios problemas deteriorativos. Posso afirmar isto antes de conhecê-la, pois se trata de uma lei natural.

Você é um organismo vivo

E a igreja é você. Espiritualmente também, você é um organismo vivo. E nenhum organismo vivo permanece estático em relação ao seu desenvolvimento. Isto é um fenômeno do qual não podemos escapar! Ou a sua vida espiritual está crescendo, ou está se atrofiando. Isso é uma lei natural. Nenhum cristão permanece estático no tamanho da sua fé e em seu grau de desenvolvimento. Ou você está tendo atividades missionárias com as quais, intencionalmente, está conquistando pessoas para Cristo, trazendo-as para serem membros ativos e regulares desta igreja, ou você está caminhando rumo à sua própria ruína. Só existem duas opções: ou você é um intencional missionário, ou você está espiritualmente morto. E eu já conheci muitos defuntos ambulantes, belamente encapados. Eu espero que, nesta manhã, não esteja falando para nenhum sepulcro caiado. Mas o que estas pessoas têm em comum? Em algum momento de sua história, elas não souberam conviver naturalmente com a dinâmica do desenvolvimento de sua própria fé. Nenhum cristão permanece estático no tamanho da sua fé e em seu grau de desenvolvimento. Ou eu estou crescendo, ou estou morrendo. Ou estou trabalhando para Cristo e Sua igreja, ou estou afundando-me em meus próprios problemas deteriorativos. Posso afirmar isto antes de conhecer você, pois isso se trata de uma lei natural do mundo espiritual.

O Meu Compromisso

“Disse-lhe o senhor: Muito bem, servo bom e fiel; foste fiel no pouco, sobre o muito te colocarei; entra no gozo do teu senhor” (Mateus 25:21).

O que é “compromisso”?

Sob a ótica do mundo espiritual, muitas coisas mudam de perspectiva, e a realidade pode ser outra, bem diferente. Na nossa vida secular, a simples manutenção daquilo que já se adquiriu ou que já se desenvolveu, apenas isso, talvez já possa ter a ver com fidelidade. Mas isto é estático, é morto. Na dimensão espiritual, apenas conservar o que já é, é infidelidade. Espiritualmente, fidelidade é multiplicação.

Aqui, compromisso e fidelidade são sinônimos. Na parábola dos talentos, o empregado que conseguiu guardar, bem direitinho, o dinheiro do patrão, e o devolveu integralmente a ele, foi considerado infiel (Mateus 25:24-30). E o adjetivo com o qual ele finalmente ficou rotulado foi “inútil”. Em contrapartida, para serem considerados fiéis, os dois primeiros empregados tiveram que fazer crescer a quantidade de dinheiro que haviam recebido.

Compromisso pastoral

No meu primeiro trabalho como pastor, além de trabalhar na Escola Adventista, eu auxiliava numa igreja central. Com aproximadamente 700 membros, aquela igreja contava com mais de 200 jovens. E eu era um jovem, solteiro, entre eles. Quando cheguei ali, estava começando um namoro, de poucos meses, sempre à distância. E como ninguém quase nunca via minha namorada, que estava há mil quilômetros longe, as “oportunidades” começaram a aparecer.

Como fui tentado! Ali, eu nunca fui um “Dom Juan”. Mas, observando o meu contexto, alguns resolveram me “amar”. Até mesmo os líderes da igreja me aconselhavam a terminar o namoro de então, e escolher uma moça dentre as da nossa igreja. E em meio a aquelas muitas moças, havia várias que seriam ótimas esposas... ministeriais e bonitas. Além das insinuadas, de algumas levei cantadas. De algumas outras, de famílias mais recatadas, recebi propostas dos próprios bons pais. Eles eram gente boa! O haveria de errado, se eu terminasse aquele namoro para escolher uma daquelas brasilienses para ser a mulher da minha vida?

E foi a partir desta experiência que eu aprendi mais um dos significados da fidelidade. Foram dois anos de uma prova da qual Deus me ajudou a sair com vitória. Durante este tempo, a Fátima e eu ficamos noivos, e no final do período, nos casamos. Escolhi ser fiel a ela, mesmo não sendo obrigado a isso, mas por amá-la. Sabe qual foi o resultado? Hoje somos quatro: o dobro! Todos os dias, quando oro por minha esposa e por meus dois filhos, não consigo deixar de agradecer a Deus por ter me dado a família mais linda do mundo. Isto é o que eu sinto dela e por ela. Não consigo imaginar que seria tão feliz com qualquer outra família, com qualquer outra mulher. E este foi o resultado multiplicado que eu recebi. Fidelidade implica em multiplicação.

No meu ministério aqui, se eu tão somente conseguir manter, bem direitinho, todos estes membros que me foram confiados, firmes na igreja, serei considerado um pastor infiel e poderei ser chamado de servo inútil. Em contrapartida, para ser considerado fiel, objetivo-me a – pelo poder do  Espírito – fazer crescer a quantidade de pessoas que recebi neste rebanho. Isto é o que penso sobre mim mesmo. E você?

O seu compromisso

Você que é líder na igreja: qual é o seu compromisso? Cumprir uma agenda? Realizar eventos? Mostrar serviço? Eu quero que você saiba de uma coisa. No seu ministério aqui, se você tão somente conseguir manter, bem direitinho, todos estes membros que lhe foram confiados, firmes na igreja, considere-se um líder infiel porque você terá sido um servo inútil. Em contrapartida, para ser considerado fiel, objetive-se a fazer crescer a quantidade de pessoas que existem neste rebanho. Isto é o que penso sobre cada pessoa que tem uma função na igreja. Todos os cargos, funções e departamentos na igreja existem para ganhar almas, levar pessoas ao batismo, e torná-las, de sem-igreja, em membros ativos. E se você não fizer isso, a sua atividade eclesiástica será vazia.

Você que pensa ser um dos cristãos desta igreja: qual é o seu compromisso? Assistir aos cultos? Eles não precisam de você. Participar de eventos? Você não precisa disso. Eu quero que você também tenha consciência de algo. Não existe cristão sem ministério. E na sua vida de membro aqui, se tão somente você tentar conseguir manter-se firme na igreja, mais cedo ou mais tarde, você vai fracassar. Se você está acostumado a esquentar os bancos, deixando-os bem quentinhos, considere-se um membro de igreja infiel, porque biblicamente isso é ser inútil. Mas ao contrário disso, para ser considerado fiel, objetive-se a não somente manter-se salvo, mas também buscar salvar outros. Se você quer saber o que eu penso sobre você se seu cristianismo, saiba que é isto que eu penso.

Mas não se apavore! A fidelidade de cada servo da parábola foi proporcional à quantidade de talentos que cada um havia recebido. O que você tem em suas mãos? No ano bíblico destes últimos três dias, temos aprendido que, apesar de que Moisés tinha apenas um cajado na mão, com aquele cajado ele fez maravilhas, abriu o Mar Vermelho e tornou-se o maior líder da história - em minha opinião, o mais comprometido, pois foi o mais fiel multiplicador de pessoas. Deus quer usar o que você tem em suas mãos.

Em Alagoas, conheci uma adolescente que sempre contribuiu para fortalecer a minha fé. Ela tem a boa mania de enviar muitos torpedos por dia, para muitas pessoas. São versículos bíblicos, pensamentos cristãos e palavras de motivação e fé. Quantas vezes, eu estava para entrar em desânimo, na minha lida ministerial, daí eu recebia uma mensagem inspirada daquela guria e então, a partir dali, saia motivado na tarefa de ganhar almas! Nas mãos da Daiane, Deus pôs um celular. E nas suas mãos, o que Deus colocou? Um livro? Um volante? Uma forma de assar bolo? Um sorriso? O dom de ensinar? Uma conta bancária? Uma profissão? Uma amizade? Um quarto de hóspedes? Um computador? Duas pernas que andam, uma boca que fala e duas mãos que entregam? Pode ser um pedaço de pau, se estiver em suas mãos e você consagrá-lo a Deus, Ele o tornará em um lindo ministério. Este é o compromisso de Deus. Qual é o seu?

Conclusão

Uma lei

“Jesus, aproximando-se, falou-lhes, dizendo: Toda a autoridade me foi dada no céu e na terra. Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado. E eis que estou convosco todos os dias até à consumação do século” (Mateus 28:18-20).

Quando meu pai estava com câncer, certo dia eu estava ao lado do seu leito hospitalar, segurando sua mão, quando ele começou a passar mal. Ele se debatia, esticava o pescoço, levantava o queixo, revirava os olhos e contorcia os músculos da face, numa insuficiência respiratória que lhe fazia mudar toda a cor da pele. Era terrível. Mais tarde, vim a entender que, naquelas crises ele estava passando pelo que os médicos chamam de EQM: estado de quase morte. Mas o interessante foi que, ao voltar de uma daquelas “viagens” angustiosas, meu pai comentou comigo: “como é horrível, sentir-se morto estando ainda vivo”.

Meu [nosso] compromisso com a Grande Comissão

Portanto, em primeiro lugar, eu quero fazer a minha declaração de compromisso de pastor. Pela graça de Deus, eu decido, hoje, pôr em dia o meu compromisso com a Grande Comissão de Mateus 28:18-20, fazendo uso de tudo que tenho e sou para que corações sinceros conheçam a verdade bíblica e tornem-se adventistas do sétimo dia. Você quer saber o que vim fazer na igreja adventista central de Caxias durante todo o tempo que Deus me permitir ficar aqui? É isso. Porque eu não quero sentir-me espiritualmente morto.

 


E eu quero lhe convidar a fazer o mesmo. Você quer? Eu quero lhe convidar a ser um vivo espiritual! Você encara o desafio? Você quer fazer a sua declaração de compromisso de membro desta igreja, de cristão? Então, tome como suas estas palavras: Pela graça de Deus, eu decido, hoje, pôr em dia o meu compromisso com a Grande Comissão de Mateus 28:18-20, fazendo uso de tudo que tenho e sou para que corações sinceros conheçam a verdade bíblica e tornem-se adventistas do sétimo dia. É isto que Deus espera de você nesta igreja. É isto que Deus espera da Igreja Adventista do Sétimo Dia central de Caxias do Sul. É isto que Ele espera de nós.

Oremos por isto.
Pr. Valdeci Jr.

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

OFERTAR PRA QUÊ? - 2Coríntios 08-10


Você gosta de dar ofertas? Gosta de receber oferta? É bom, na necessidade de um produto, receber a oferta promocional do mesmo, feita por alguma loja. Mas... E na hora de dar oferta, o que você pensa?
Se quiser pensar um pouco mais sobre esse assunto, leia os capítulos da leitura de hoje. Em 2Coríntios 8, Paulo já começa organizando uma coleta para os pobres de Jerusalém. Os coríntios tinham se oferecido para contribuir, no entanto, as boas intenções deles não tinham entrado em prática. Sendo assim, o apóstolo apelou-lhes, citando o exemplo das igrejas da Macedônia, que apesar de muito pobres, tinham se envolvido voluntariamente. No verso 9, Paulo explica que a suprema razão para a generosidade cristã é o ato de dar. Um grande exemplo disso é o ato de empobrecer-se de Cristo, que largou mão da glória e da posição que Ele tinha por direito, por nossa causa. Os coríntios entenderam o recado porque Cristo tinha se tornado exatamente o que eles eram – pobres – para que dessa forma eles pudessem se tornar o que Jesus é: rico.
Agora, o que é um coração generoso? 2Coríntios 9:10 fala sobre dar generosamente. Uma pessoa que tem o coração generoso, na realidade, é marcada pela evidência clara que pode ser vista da obra do Espírito Santo na vida dela. E o amor de Deus é demonstrado quando Ele entrega Seu Filho por nós (João 3:16), pois a obra da encarnação não é operada pelo Espírito Santo? É por isso que no livro aos gálatas está escrito que Seu fruto é o amor.
Quando dedicamos tempo, energia e dinheiro numa coisa, evidenciamos que nosso coração está naquilo ali. É um apego amoroso. Ao dedicar tempo, energia e dinheiro na Causa de Deus, demonstramos que temos um coração cheio de gratidão a Deus. Isso é uma resposta natural de uma pessoa que se deu conta de que recebeu, de forma muito profunda, as bênçãos do Senhor e a graça de Jesus.
Quando nos comprometemos assim, seja ajudando um filho de Deus ou Sua casa, na realidade, estamos comprometendo o próprio coração. E isso é muito bom. Em 2Coríntios 10:6, por exemplo, Paulo sabia que os coríntios estavam em grave perigo de se afastar do evangelho, então, nesse capítulo podemos perceber a preocupação de Paulo, expressando que o cristão deve ser leal. E quando vamos para essa instância, a oferta deixa de ser uma questão de voluntariado e passa a ser uma questão de compromisso e fidelidade.
Deus pode trabalhar no coração do ser humano a ponto de tornar alguém altruísta. Peça para que Ele faça isso com você.


Valdeci Júnior
Fátima Silva

domingo, 13 de maio de 2012

PREOCUPAÇÃO DA IGREJA COM NÚMEROS?

Alguém me perguntou: "pastor, devemos viver preocupados com números?". Referindo-se a batismos e dízimos. Minha resposta foi um enfático "não".

“Se eu fosse o diabo, encorajaria nossa denominação a continuar com o jogo dos números A pior coisa que já aconteceu com os adventistas foi aprender a contar (George Knight)”.
“Quando Deus chama um missionário, não exige dele resultados; mas sim, espera dele a fidelidade (EGW)”.
Davi pecou contra o Senhor porque resolver contar o povo de Deus (1Crônicas 21).
“O meu povo perece por falta de conhecimento (Oséias 4:6)”. A igreja não precisa de contagens infinitas; precisa da palavra.
Como pastor adventistas não dou a mínima para os número. Minha única preocupação é pregar a palavra. O resto é com Deus. Isto sim, é fé. “Todavia, não me importo, nem considero a minha vida de valor algum para mim mesmo, se tão-somente puder terminar a corrida e completar o ministério que o Senhor Jesus me confiou, de testemunhar do evangelho da graça de Deus (Atos 20:24)”.
O resto é conversa. E ponto final.

Um abraço,

Twitter: @Valdeci_Junior

sábado, 12 de maio de 2012

SALÁRIO MUITO BOM - 2Crônicas 08-09


Existem muitas pessoas que não estão satisfeitas com o que ganham. Os entendidos em economia dizem que o salário é insuficiente para muita gente. No entanto, geralmente o que existe é má administração das finanças pessoais. Não sei quanto você ganha, mas imagino que você gostaria de ganhar mais.
Você gostaria de ter seu salário igual ao de quem? Quero falar para você de um homem que tinha um bom salário. O salário base mensal do rei Salomão era cinqüenta e sete mil dólares. Já pensou em ganhar um “salariozinho mínimo” assim?
Você deve estar se perguntando como cheguei a essa conclusão. Na leitura de hoje, peguei todos os valores e converti os pesos e medidas para os nossos valores atuais. Fiz várias comparações e contas até concluir isso. Quando lemos a Bíblia e encontramos esses pesos em talentos, medidas em côvados, unidades de tempo medidas de forma diferente, a leitura bíblica fica muito vaga. Na realidade, ficamos sem entender realmente o que se passava por lá.  
Então, vou propor um desafio. Quando você fizer a leitura de hoje, coloque os itens e os valores na ponta do papel. Faça uma pesquisa e descubra a conversão dos valores, colocando tudo na realidade atual. Isso é empolgante, porque é como se você fosse abrindo uma cortina para descobrir um mistério. E o bom é que você vai descobrindo com seus próprios esforços. Então, é gratificante também. Quando você desvenda esses mistérios, a leitura geral que você está fazendo daquele contexto bíblico fica gostosa. Você passa a ter noção de como era naquele tempo e consegue fazer uma ligação com a nossa vida real, em pleno século XXI. Depois disso, o próximo passo é fazer a aplicação para os nossos dias. É tirar o que há de lições proveitosas que possam ser aplicadas para nossa vida.
Os capítulos de hoje mostram os feitos de Salomão, suas riquezas, os relacionamentos internacionais que ele mantinha e o esplendor do seu reino. As riquezas dele eram medidas em bens materiais, mas em cima dessa riqueza, você pode lucrar outra riqueza superior. A leitura da Palavra de Deus é uma caça ao tesouro. É uma busca certa, onde quem procura acha. Ela vale mais que o salário de Salomão que era em ouro. O próprio sábio disse em Provérbios 16:16: “É melhor obter sabedoria do que ouro!”
Salomão ganhava quase dois mil quilos de ouro por mês. E você tem a oportunidade de ganhar mais que isto, lendo a Bíblia. Você ganha valores eternos. Sem esse salário, de que vale o homem ganhar o mundo inteiro e no fim perder sua alma?

Twitter: @Valdeci_Junior
e
Fátima Silva


domingo, 11 de dezembro de 2011

Ministério Médico-Missionário Urbano

O que a igreja tem a ver com a Saúde?
Eu tenho o prazer em compartilhar o que posso com você sobre este tópico interessante. Mas não vou fazer isso sozinho. O livro "Ministério Médico-Missionário Urbano" responde a esta pergunta, melhor do que qualquer outra fonte o faria. Portanto, abaixo, segue para você a "isca". Pegar o peixe ou não, é contigo.



MINISTÉRIO MÉDICO-MISSIONÁRIO URBANO
O método divino para alcançar pessoas do século 21
Descrição do Conteúdo
Neste livro, o compilador W. A. Wsterhout, do Departamento de Saúde e Temperança da Associação Geral em Loma Linda, EUA, faz um apanhado sistemático, organizado e seqüencial daquilo que a autora escreveu sobre os trabalhos das instituições de saúde e dos missionários profissionais da área da saúde dentro do contexto da evangelização urbana. Como compilação, o livro contém breves explicações, interferências e comentários, inseridos no trabalho de edição, que não são exatamente palavras de Ellen White.
Há um sabor de urgência colocado no começo do livro, que se introduz exclamando que “As Cidades Precisam Ser Advertidas Agora!”. Este capítulo introdutório não trata exatamente da saúde, mas faz um chamado geral aos cristãos para que estes despertem para o serviço missionário em favor dos grandes centros. E isso aplica-se a qualquer tipo de ministério cristão.
É nesse sentido que o capítulo “Evangelismo Integrado, Guiado Pelo Espírito” estabelece uma sequência ao anterior. Numa antecipação de Comunicação Social, a autora orienta:
“precisamos empregar todo meio razoável de levar a luz ao povo. Que a impressora seja usada, e que se utilizem todos os meios de publicidade para chamar a atenção quanto ao trabalho. Isso não deve ser considerado como não essencial” (página 13).
Pois, de acordo com ela, “unidade na diversidade é plano de Deus” (página 19). A integração de todos os recursos possíveis para a pregação evangélica é tão universal, ampla, holística e cósmica, que para compreendê-la, faz-se necessária até mesmo a concepção dos verdadeiros conceitos da trindade e do papel do Espírito Santo.
Para exemplificar este papel missionário da trindade, a divindade deu-nos Jesus, como um evangelista modelo. Sua obra “compunha-se sobretudo de entrevistas pessoas” (página 30),nas quais, Ele conhecia as necessidades das pessoas, e as curava. Hoje, ele não está pessoalmente mais nesta Terra, para ir de cidade em cidade curando os enfermos, mas nos deu a comissão disto “com o prosseguimento da obra médico-missionária por Ele iniciada. Devemos, nesse sentido, fazer tudo quanto esteja ao nosso alcance” (página 36).
O interessante é que na “Ciência de Deus Para o Evangelismo”, os profissionais e as instituições de saúde não são os exclusivos instrumentos da obra médico-missionária” (página 37). E isto é o interessante deste livro. Ao mesmo tempo que trata-se de um manual prático para a prática profissional da saúde conduzida pela comissão cristã, é também um guia devocional e de orientação para que qualquer cristão use os conhecimentos sobre saúde para aliviar a dor do ser humano e fazê-lo voltar-se ao Criador.
No capítulo cinco, o “Ministério Médico-Missionário Urbano” vai ao âmago da missão urbana. Nos centros urbanos as pessoas não podem dar-se ao luxo de sempre estar em casa para comer e de sempre ter tempo para cozinhar. Além de tudo, vivem estressadas. O cristão pode ajudar tais pessoas, nestas suas necessidades, estabelecendo restaurantes que levem a mensagem do viver saudável, e consultórios ou salas de tratamento e condicionamento físico que também ensinem o plano de Deus para nossa saúde. Como? É o que este capítulo ensina.
É incrível como, há mais de um século, esta autora já se preocupava com assuntos que, para muitos, seriam pautas somente do século 21. “Aconselhamento: Uma Necessidade Desesperadora e Crescente” é um capítulo que se preocupa com a questão psicossomática das doenças e com a depressão. Além de preocupar-se com as necessidades da boa alimentação e do exercício físico orientados, White aqui exalta os trabalhos terapêuticos da psicologia e do aconselhamento pastoral. Serviços estes que podem servir à sociedade e trazê-la, também, a ver Jesus.
Outros métodos que a igreja pode usar para alcançar as pessoas são “Retiros Rurais, Estâncias de Saúde ou Clínicas Pequenas, é o que ensina o capítulo sete. Trocando em miúdos: clínicas de recuperação (com ênfases na restauração e convalescença) e SPAs (com ênfases no prognóstico, na preservação e na prevenção). Uma dúvida muito importante é tirada neste capítulo:
“’Por que devemos ter hospitais? Por que não oramos, como Cristo, em favor dos doentes, para que eles sejam curados miraculosamente?’ Tenho respondido: ‘Digamos que fôssemos capazes de fazer isso em todos os casos... se tornariam reformadores da saúde aqueles que fossem curados? Jesus Cristo é o Grande Restaurador; Ele, porém, deseja que, vivendo de conformidade com Suas leis [leis da natureza; leis de saúde; etc], cooperemos com Ele na recuperação e na manutenção da saúde’” (página 93),
bem como na instrução sobre a mesma, e no compartilhar de tais ensinos.
Todas as pessoas devem receber a oportunidade de conhecer o evangelho, não importa onde estejam. Muitos pregadores se esquecem disso, e pregam o evangelho somente para o público que está mais acessível. Mas as pessoas influentes, os ricos, os idosos, os adolescentes e os jovens, os judeus, os imigrantes, os inimigos e qualquer outro grupo minoritário, não podem ser esquecidos pelo trabalho da missão cristã.
Como ajudar os desprivilegiados e os rejeitados? Os editores do livro comentam que “a melhor ajuda é ajudar as pessoas a ajudarem-se a si mesmas” (página 124). Porque White questiona que, “ao darmos aos pobres, convém consideramos: ‘Estou eu estimulando o desperdício? Estou eu os ajudando ou prejudicando?’ Ninguém que possa ganhar a subsistência tem o direito a depender de outros”. E é aí que este capítulo nos desafia a fazermos muito mais do que simplesmente dar. “Devemos esforçar-nos por prover-lhes trabalho e, se necessário, ensiná-los a trabalhar... Isso será um real auxílio, pois não somente os fará capazes de se manterem, como os habilitará a ajudarem a outros” (página 128). Portanto, cumpre ao papel cristão, também, a tarefa de curar a comunidade de seus problemas psico-sociais.
Uma cacetada no evangelismo mal-feito vem logo no logo na primeira página do capítulo 10, quando Ellen critica as séries de conferências de curto prazo. A obra da evangelização precisa transformar as vidas, mudando seus maus-hábitos. E isso não acontece de uma hora para outra. Aí entra a necessidade do tempo das séries evangelísticas ser longo. Deve ser também acompanhado dos trabalhos de casa em casa, da colportagem, da maestria dos instrutores bíblicos, da arte culinária e da orientação de médicos e enfermeiros cristãos.
Note quais são o primeiro e o último itens da lista acima. É aí que entra o capítulo onze: “Serviço de Saúde Domiciliar”. É importante que isto não está se referindo às empresas HomeCare de saúde. O que o povo mais necessita é de instruções sobre como cuidar da saúde. Se os cristãos se esmerarem em estudar isto, eles podem transmitir tais conhecimentos ao visitarem os lares. Os oradores podem fazer palestras sobre saúde, os pais devem ensinar os princípios de saúde aos seus filhos, pois a verdadeira temperança, além de ser uma área ampla, faz parte do evangelicalismo.
Mas os profissionais que são cristãos também podem usar sua profissão como um meio de salvação. Por isso, no capítulo doze, Ellen apela para que haja médicos como evangelistas associados. “O médico cristão tem um grande chamado. Com maior conhecimento do corpo humano e suas leis, ele está na posição de pregar o evangelho de salvação com mais eficiência e poder”. Assim como Jesus primeiro aliviava a dor, para então apresentar o Reino, o médico que é cristão também o pode fazê-lo. Nisto cabe uma bela parceria entre o médico e o pastor.
Até aqui, pudemos ver que a igreja pode trabalhar com a obra médico-missionária de forma leiga (com responsabilidade, é claro) e de forma profissional. Ambas as modalidades se completam. Mas esta última, requer não somente o trabalho de médicos e enfermeiros. Aí surge a necessidade de termos milhares de empregados em tempo integral para todo o suporte que a estruturação de tal trabalho profissional requer.
E como todo trabalho que tem uma filosofia honesta tem suas origens com os que lidam com ele, na obra médico missionária isso não poderia ser diferente. A saúde deve começar na casa e na vida dos que a propagam. Por isso, a autora dedica um capítulo inteiro para instruir sobre as moradias e sobre o preparo dos obreiros que se envolverão com este ministério.
Esta parte quase final do livro, como o capítulo anterior mencionado no parágrafo acima, é mais técnica e prática. No capítulo quinze, num verdadeiro passo-a-passo, White instrui, com detalhes, sobre as finanças para iniciar, operar e expandir o ministério médico-missionário urbano. Para isto ela usa experiências que, na época em que escreveu, a igreja já tinha vivido, para delas tirar lições de como operar no futuro.
O passo-a-passo também é detalhado para o serviço voluntário. Como conseguir voluntários da igreja local para o ministério médico-missionário urbano? Ou melhor, como nós cristãos sermos voluntários neste ministério? No lar, na igreja e na vizinhança, cristãos de todas as faixas etárias têm o que fazer. E a cada destes, o livro diz o “como”. Muito bom.
E o “onde”? “A todas as nações”, “para todas as gentes”, como disse Jesus. Onde houver cristão, que haja a ministração da cura holística do ser humano. “Em todas as cidades do mundo” é um capítulo que amarra o leitor a este ministério, não deixando brecha para que o mesmo escape, a menos que não seja cristão.
Para exemplificar tudo o que já foi dito, e exemplificar também os “onde” e os “como”, o capítulo dezoito apresenta a realidade de algumas cidades americanas e da vida na cidade.
O último capítulo do livro não é de autoria de Ellen White. Os editores, com tudo o que os capítulos anteriores ensinam em mente, apresentam, no capítulo dezenove, uma “implementação sugestiva”. É um verdadeiro manual, com todos os detalhes, para o campo da igreja que queira fazer o “Evangelismo Médico-Missionário Urbano, operado” pela “organização adventista do sétimo dia, legal, e sem fins lucrativos”. Prontinho. No jeito de apenas executar. É pegar ou largar. Só não trabalha e colhe os frutos, quem não quer.
Propósito da Obra
Como colocado na introdução do prefácio, o livro “Ministério Médico-Missionário Urbano: o método divino para alcançar pessoas do século 21” consiste em “chamado e conselhos de Deus para o Evangelismo Urbano, conforme revelado através do Espírito de Profecia”. Na visão da autora, a verdadeira ciência médico-missionária, aplicada conforme os métodos de Cristo, encontrará seu devido lugar quando os cristãos despertarem para suas responsabilidades e aproveitarem as ocasiões que lhes são proporcionadas. O objetivo final é que a terceira mensagem angélica seja proclamada com altissonante voz em conexão com uma obra médico-missionária executada pela igreja, sob as instruções de Cristo.
Sobre a Autora
Ellen Gould Harmon nasceu em 26 de Novembro de 1827, em Gorham, Maine, Estados Unidos, e morreu em 16 de Julho de 1915, na Califórnia. Em uma viagem a Orrington, Maine, em 1845, Ellen conheceu a Tiago White, um jovem adventista pregador com 23 anos de idade. Ele havia ouvido falar dela como uma dedicada e ativa cristã entre os adventistas. Eles se casaram em 30 de agosto de 1846, quando Ellen então passou a adotar o nome de Ellen G. White.
Desde Dezembro de 1844, quando recebeu sua primeira visão, Ellen dedicou-se a escrever e a pregar, desenvolvendo esse ministério durante 70 anos. Nesse período, educou ainda os filhos, ajudou o esposo, aconselhou os líderes da recém-fundada Igreja Adventista do Sétimo Dia e atuou como missionária na Europa e na Austrália. Sua produção literária ultrapassou 100 mil páginas.
Entre os livros que ela escreveu destacam-se aqueles que abordam o Grande Conflito entre Cristo e Satanás, desde antes da Criação até a eternidade dos remidos no Lar dos salvos. A “Série Conflito” foi iniciada com a publicação de O Grande Conflito em 1888, e concluída com Profetas e Reis, publicado em 1917. Os demais livros desta série são: Patriarcas e Profetas, O Desejado de Todas as Nações, e Atos dos Apóstolos. Ao todo, são um comentário 3.623 páginas cobrindo a Bíblia, do Gênesis ao Apocalipse.
De acordo com os representantes desta autora,
“durante toda a sua vida ela escreveu mais de 5.000 artigos e 49 livros; mas hoje, incluindo compilações de seus manuscritos, mais de 100 livros estão disponíveis em inglês, e cerca de 70 em português. Ellen G. White é a escritora mais traduzida em toda a história da literatura. Seus escritos abrangem uma ampla variedade de tópicos, incluindo religião, educação, saúde, relações sociais, evangelismo, profecias, trabalho de publicações, nutrição e administração. Sua obra-prima sobre o viver cristão feliz, Caminho à Cristo , já foi publicada em cerca de 150 idiomas” (http://www.centrowhite.org.br/interna.asp?id=006, em 08 de dezembro de 2010, às 19h).
Os Adventistas do Sétimo Dia crêem que Ellen G. White tenha recebido o dom de profecia. Seus escritos são um guia para a compreensão mais clara da Bíblia, jamais um substituto para esta, pois para os adventistas, a Bíblia deve ser vista, nos parâmetros sola-tota-prima scriptura, como a única regra de fé e prática. É conforme a própria autora determinou, que seus “escritos não são concedidos a fim de prover nova luz, mas para imprimir vividamente sobre o coração as verdades da inspiração já anteriormente reveladas”.
Uso de Fontes
Ellen White usa como fonte somente a Bíblia, e experiências vividas. Nisto, ela é genuína, e a aplicação homilética que faz das passagens bíblicas, longe de conter alegorias, em nada fere a correta hermenêutica bíblica. Muitas vezes ela cita passagens da bíblia, sem negar que são bíblicas, sem citar a referência de livro, capítulo, versículo, etc.
Entretanto, há que se observar que este livro é uma compilação. Ou seja, Ellen White nunca sentou-se para escrever “Ministério Médico-Missionário Urbano”. Isso não quer dizer que tal livro não seja dela. Como ela deixou, em muitos artigos, revistas, manuscritos, cartas, livros, etc., muita coisa escrita sobre o ministério médico-missionário urbano, O Department of Health and Temperance of The General Conference, de Loma Linda, nos EUA, através da pessoa de W. A. Westerhout, organizou um apanhado de tudo isso no formato de um livro. E então, para cada trecho colocado, os editores citam a fonte de onde vem aquele recorte textual. São citações de mais de cinquenta livros diferentes da própria Ellen White, e de dezenas de cartas e manuscritos da mesma autora.
Pontos Fortes e Pontos Fracos
O livro realmente alcança os objetivos propostos que descrevi acima. Quando terminei de ler o mesmo, minha reação foi esta satisfação de que a suma que pude reter foi exatamente o que o prefácio me propôs no início da leitura. Uma das tônicas destacadas neste assunto principal pode ser vista nestas palavras:
“Os médicos e enfermeiras não devem ser formais e antissociais, tampouco devem ser triviais e superficiais. Devem ser alegres e agradáveis, trazendo alegria ao coração do doente. Devem falar do Salvador e do Seu poder para salvar. NEle está a cura para a alma e o corpo” (página 99).
E nisto, a autora chega a orientar que os médicos devem orar com seus pacientes.
Além de alcançar o objetivo em seu tema principal, outros sub-temas podem ser extraídos do livro, de forma muito aproveitável. Por exemplos: a) Muitas vezes vemos líderes de diferentes ministérios cristãos degladiando-se ofensivamente, e nas páginas 122-123, White ensina sobre como lidar com líderes de outras denominações. b) Como os pais influenciam a formação do caráter dos filhos através da educação alimentar: página 151. c) A antecipação científica sobre a Dengue (embora ela não use esta palavra, pois a mesma ainda não existia), nas páginas 101 e 102.
Como todo livro de compilação, este livro também tem suas limitações. Muitas vezes, o leitor lê um parágrafo e percebe que a autora tinha ou teria mais a dizer, mas..., vem o corte e a inserção de outra citação oriunda de outra obra e contextos totalmente diferentes. Seguindo a linha de raciocínio dos editores, a seqüência tem lógica, mas o leitor fica a perguntar-se sobre qual seria a ordem de pensamento do autor.
A compilação é, muitas vezes, repetitiva. Parece que, na vontade de mostrar ao leitor tudo o que a autora disse sobre tal tópico, o compilador termina cometendo o pecado de patinar demais sobre um mesmo ponto. Pior ainda é quando a mesma citação é repetida, aqui e ali. Mas o pior de tudo é que, muitas vezes, a citação é repetida num mesmo tópico! Por exemplo, há uma citação na página 98 que aparece, da mesma forma, citando a mesma fonte, com as mesmas palavras, na página 101. E isto tudo, dentro do mesmo capítulo!
Identificação do Livro
White, Ellen G. Ministério Médico-Missionário Urbano: O método divino para alcançar pessoas do século 21. Traduzido por Dawerne Barzan, Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2010, 250p.
Público Alvo
Os editores explicam que “este é um guia de estudos para obreiros adventistas do sétimo dia que percebem a necessidade das metrópoles” (página 4).
Eu digo o seguinte. Para os que amam e querem servir à IASD, esta obra é uma ferramenta de primeira mão. Para os que têm dúvidas quanto à idoneidade desta igreja, o livro Ministério Médico-Missionário Urbano também é útil. Portanto, acho que este livro é para todos os cristãos que têm senso missionário.
“Por vezes, os que tratam o errante com pouca misericórdia cometem erros muito mais graves aos olhos de Deus do que os cometidos por quem eles de modo tão severo condenam” (página 113).
Espero que esta resenha crítica seja importante para servir como um instrumento que lhe ajude a fazer uma abalizada avaliação quanto à possível aquisição, ou não, deste livro.
Eu recomendo esta obra.
Twitter: @Valdeci_Junior

Pergunta Que Será Repsondida Amanhã:
Deus se dá ao capricho de satisfazer os desejos do coração do homem? Como posso entender Salmo 37:4?

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

O Dízimo é Dez Por Cento? 10%? - Texto

Quem disse que o dízimo deve ser dez por cento? Não pode ser um percentual maior ou menor?

(Veja esta resposta em vídeo clicando aqui).

Consegue imaginar uma divisão de metades onde uma parte tenha 20 por cento e a outra 80? Seria o mesmo que imaginar um dízimo de qualquer tamanho diferente de dez por cento. Ou o mesmo que imaginar um quadrado de três cantos. É uma questão de matemática, invariável. A palavra “dízima” e suas variações fazem parte muito mais do vocabulário matemático do que teológico.

A Bíblia traduzida, ao mencionar a palavra “dízimo” (ex. Mal. 3:10), simplesmente lança mão de um recurso já existente na comunicação lingüística para expressar o que o texto original quer transmitir. No pensamento bíblico é a décima parte, e como recurso para expressar isso, a língua oferece uma palavra: “dízimo”. É, por exemplo, da mesma forma que a língua oferece uma palavra para expressar 50 por cento: “metade”.

Os melhores dicionários da língua falada explicam a palavra “dízimo” como sendo “referente à décima parte de um todo”. Para a nossa Língua Portuguesa, a origem etimológica da palavra é o termo latino “decimus” – derivado do numeral latino “decem (dez)” – que literalmente é “décimo”, “décima parte”.

Isso coaduna com os termos originais usados no texto canônico para explicar este assunto de devolução parcial de bens ao Senhor. Em Levítico 27 a palavra hebraica usada é “ma‘aser”. Traduzida ao pé da letra essa palavra significa “pagamento de uma décima parte”. A versão bíblica em português “Nova Tradução na Linguagem de Hoje (NTLH)”, é a que chega mais perto do original, com o texto “A décima parte das colheitas, tanto dos cereais como das frutas, pertence a Deus, o SENHOR, e será dada a ele (Levítico 27:30)”. Isso ocorre também em Deuteronômio 12.

No Novo Testamento a palavra grega que nos é traduzida como dízimo é “decate”, que seria muito melhor traduzida como na NTLH. Em Hebreus 7:2 diz que Abraão separou o decate de tudo. Na NTLH a tradução é que Abraão separou a “décima parte”. Na aprovação de Jesus quanto ao ato de dizimar, mais fiel ao texto original, a NTLH também usa o termo décima parte, e não “dízimo”.

Portanto, compreender quanto equivale a um dízimo é uma compreensão muito mais de vocabulário do que de teologia. Mas concluindo com as palavras do “Dicionário de Teologia do Novo Testamento” das Edições Vida Nova, o que temos em português como “dízimo” “traduz palavras hebraicas e gregas que significam ‘a décima parte’, ou ‘dar ou tomar a décima parte’ dalguma coisa [sic]”.

“Tragam todos os seus dízimos aos depósitos do Templo, para que haja bastante comida na minha casa. Ponham-me à prova e verão que eu abrirei as janelas do céu e farei cair sobre vocês as mais ricas bênçãos (Malaquias 3:10)”.

Um abraço,

Twitter: @Valdeci_Junior