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segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

Shortinho na Escola é Pecado?



O problema da ignorância só pode ser resolvido com a informação correta, seja ela bíblica, legal, pedagógica ou ética. A discussão sobre poder vestir ou usar determinada roupa ou coisa na escola e em qualquer outro lugar, ou não, não se restringe ao colégio Anhanguera de Porto Alegre, às escolas privadas do Brasil, ao mundo da educação, nem tão pouco à nossa geração. Para entender isso é preciso pensar de forma mais ampla. E no cristianismo também podemos encontrar escopo para essa discussão.

Um abraço,
Pr. Valdeci Jr.

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

ESCOLINHA DE JESUS - Mateus 11-13

Um dos melhores livros que li no último ano da faculdade foi “A Pedagogia de Jesus”, de J.M. Price, - JUERP. Quando fui professor, precisei reler este livro. Anteriormente publicado sob o título “Jesus, o Mestre por Excelência”, esse livro é a resultante da vida de trabalho do professor Price: aulas de ensino religioso no Seminário do Sudoeste (EUA), palestras feitas para professores de escolas bíblicas denominacionais, reuniões de congressos e de convenções regionais de classes bíblicas e cursos intensivos. É claro que não trata-se de um livro que pretende ser uma apresentação exaustiva ou erudita de Jesus como mestre. O objetivo dele é extrair da vida e dos ensinos de Jesus aquelas verdades que possam dar aos professores melhor visão e maior estímulo em sua gloriosa tarefa de ensinar.
Penso que nosso estudo deve partir do sentimento de que os professores cristãos (e aqui incluo qualquer pessoa, que em qualquer nível e contexto, ensine algo da Bíblia a outro) são hoje efetivamente a maior força para o ensino e a prática do bem. Ensinar os conceitos bíblicos não é fácil.  Os professores de Ensino Religioso sabem muito bem disso. Eles, que laboram sob dificuldades e desencorajamentos mui fortes, para o bendito labor em que estão empenhados, precisam muito - e muito - de inspiração e de maior preparo. Mas qualquer de qualquer cristão espera-se o testemunho. E no testemunho eficaz estão subtendidos o ensino e o aprendizado.
E então, como ser um “ensinador” cristão? Sendo alguém que ensina como Cristo. E como era o ensino de Jesus? Sem teorizações, abra sua Bíblia em Mateus 11-13 e veja, na prática, o que rola na sala de aulas do Grande Mestre. “Quando acabou de instruir...”. O texto já começa assim. Jesus gastou dois terços do seu tempo ministerial ensinando. Ele gostava disso, e, com isso, influenciava. Este deve ter sido o motivo que levou João Batista, o seu primo, e professor precursor, a fazer uma pergunta para Jesus. Ele queria aprender de Jesus. Isto não diz nada a você? Claro que sim, não é mesmo? Então, venha curtir os ensinos do Messias, comigo.
Ele lamenta pelas cidades que não se arrependem dos seus pecados, e diz o porquê. Ele deixa claro sobre como é que os cansados podem encontrar repouso. Ensina também sobre porquê devemos guardar o sábado. Instrui sobre o servo escolhido de Deus, depois, da acusação que fazem contra Ele, deixa mais instruções ainda, como por exemplo sobre o sinal de Jonas. Por fim, deixa claro sobre quem são sua mãe e irmãos e conta sete parábolas.
Quer aprender tudo isto? Você já sabe como.


Valdeci Júnior
Fátima Silva


quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

ESPECIAL - MESTRE DEUS

Hoje, 29 de fevereiro, é um dia especial. Afinal de contas, não é todo ano que tem 29 de fevereiro, certo? Então, minha proposta é para que você faça uma leitura bíblica especial, dando uma revisada no que você já estudou até aqui, no livro de Deuteronômio, já que a leitura de ontem continua amanhã.
Estou sugerindo isso porque o livro de Deuteronômio é muito especial. Tanto é, que quando Philip Yancey - o maior autor evangélico que atualmente está escrevendo, na minha opinião -, foi escrever um livro sobre o Antigo Testamento, intitulado A Bíblia que Jesus Lia, ele escolheu quatro livros dos 39 para comentar esses livros que representariam os outros do Antigo Testamento. Um dos quatro livros que Philip escolheu foi Deuteronômio. Isso mesmo! Deuteronômio.
Dentre outras coisas, esse é um livro de ensinos. Nele, vemos Moisés fazendo aquele discurso agridoce para o povo, a prática intensiva da sistemática de ensino-aprendizagem. Percebemos o grande líder aplicando vários métodos de ensino e, também, ensinando ao povo várias dicas de didática.
Pensando nesse livro especial, com o que ele tem de especial, que é um verdadeiro sistema educacional, lembrei, também, de uma matéria especial que saiu na revista Veja.
No dia 12 de setembro de 2007, saiu uma matéria de três páginas, falando sobre os colégios adventistas e o bom ensino que eles oferecem. No lead da matéria, diz assim: “As escolas adventistas aparecem entre as melhores do país”. Isso aqui não é propaganda. É uma matéria jornalística da revista Veja, que chama essa rede de escolas de fenômeno, com alta capacidade de ensino, satisfazendo as exigências do MEC, tratando bem seus clientes, colocando os seus alunos nas universidades e crescendo 37%, ultrapassando os 130.000 alunos, só no Brasil. É uma educação especial? Um sistema educacional especial? É. Mas, aqui, cabe uma pergunta básica: a que se deve esse sucesso da rede educacional adventista? A resposta está no próprio título dessa matéria: “Graças a Deus – E não a Darwin”, que, ironicamente, foi atribuído por essa rede de escolas ser criacionista.
Mas, é realmente, graças a Deus e não a Darwin ou qualquer outra teoria meramente humana, que o que é bom pode ser ensinado com sucesso. E se você observar a pedagogia de Moisés, no livro de Deuteronômio e comparar com a filosofia dessa atual rede cristã de escolas adventistas do século XXI, encontrará esse segredo especial, que torna o ensino e o aprendizado, especiais. O Senhor é o Mestre dos mestres, e o livro mais importante dessa rede de escolas é a Palavra dEle.
Aprenda dela, você também, e viva os seus ensinos!

Twitter: @Valdeci_Junior
e
Fátima Silva

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

É PRECISO LEMBRAR QUE... - Deuteronômio 08-10

“Hi! Me deu um branco, professor! Eu estudei tanto pra essa prova, mas acho que, por causa do nervosismo, não consigo lembrar de nada!”
Você já ouviu alguém dizer isso? Já aconteceu algo parecido com você? Muitas vezes, ouvi  justificativas desse tipo quando era professor de Ensino Médio. Brincadeira, né? O pior é que têm muitos alunos que ainda pensam que o professor cai nessa. O professor pensa: “Lembra de tanta coisa inútil, mas na hora de lembrar do que precisa, não consegue.”
Será que não consegue mesmo? Você acha possível que uma pessoa que conhece todo o conteúdo de uma matéria, de repente, esqueça tudo porque fica nervosa para fazer uma prova?
Bem, sei que existem muitos alunos irresponsáveis que usam essa desculpa esfarrapada para tentar se dar bem, porque, na realidade, não estudaram para a prova. Mas, sabe, há pessoas que, na hora de fazer uma prova, bum!!! Esquecem tudo!!!
Podemos questionar: “Então essa pessoa é problemática?” E lhe digo que não. Nesse caso, se o aluno estiver sendo sincero, provavelmente, a questão não seja um problema comportamental do aluno, mas no processo de ensino, que deve ser um sistema de ensino a desejar.
Na realidade, vivemos numa situação muito crítica quando se fala de sistema educacional. No atual sistema de ensino, a escola virou um lugar onde o professor faz de conta que ensina, e o aluno finge que aprende. Por quê? As variantes que levam a essa podridão são muitas, porém, se existe um fator negativo que devassa um processo de ensino-aprendizagem, é a prova. Ela é um mal necessário devido à nossa incompetência educacional. Feliz é o professor que consegue ensinar sem aplicar uma única prova. É difícil encontrar professor assim, aqui nessa parte ocidental do planeta. Entretanto, conheço alguns mestres por excelência, que ainda conseguem fazer essa façanha.
Na visão hebraica, a avaliação era constante. Porque, dos alunos, se esperava a aplicação e a vivência daquilo que haviam aprendido, não só num pedaço de papel, escrito em 45 minutos. No sistema educacional hebraico, o ensino já acontecia na prática: no comportamento, conversações, atitudes diante da vida, relacionamentos interpessoais, atividades festivas e trabalho.
Aprendendo dessa forma, é impossível esquecer. Não terá prova, não dará branco, mas você tirará um 10! Leia os capítulos 8-10 de Deuteronômio sobre como o israelita conseguia lembra de tudo o que aprendia. Dessa leitura de hoje, podemos tirar a seguinte lição para nossa vida: nada temos que recear quanto ao futuro, a menos que esqueçamos a maneira como o Senhor nos tem guiado e os ensinos que ministrou no passado.
Lembre-se disso e até amanha.

Twitter: @Valdeci_Junior
e
Fátima Silva

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Ser Professor e Cristão ao Mesmo Tempo: Tem Como?

Como faço para ser uma boa professora e, ao mesmo tempo, manter-me cristã?

Antes de ter lido esse livro, eu já havia lido o livro As Sete Leis do Aprendizado, de Bruce H. Wilkinson, o autor desse prefácio. Pra quem já leu o livro de Wilkinson sabe que ele é uma excelente obra, singular em suas características, e muito aplicável à prática do ensino.
O interessante é que nesse relacionamento de Hendricks e Wilkinson, a gente vê que eles não são meros apologetas de teorias irrelevantes à vida prática. No prefácio, Wilkinson, já deixa claro ser ele um discípulo de Hendricks, por isso, é impossível ao leitor que conhece ambos os autores e ambas as obras, não fazer a leitura sem relacioná-los, uns com os outros, obras e autores.
Não precisa dizer mais nada. Essa é a maior moral do livro Ensinando Para Transformar Vidas: o que Hendricks transmite realmente discipula.

Um Forte Amor Pelo Ensino

Mas antes de gerar discípulos como Bruce, Howard já era uma semente que guardava latente em si a paixão e o talento de ensinar a ensinar. Nesse capítulo, “Um Forte Amor Pelo Ensino”, ele compartilha isso, contando um pouco de quem ele é, através de sua própria história.
E o autor não faz rodeios para deixar claro o seu objetivo. Ele deseja, ardentemente, que o leitor passe a ter, ou cultive, um “forte amor pelo ensino”. E que tal amor seja eterno.

A Lei do Professor

É importante que o professor tenha conteúdo. Para isso, ele deve: viver e aproveitar a vida. O aproveitamento da vida se dá em buscar estar sempre crescendo, nas diferentes áreas da vida, mas, principalmente, no conhecimento.
Na necessidade que existe de que haja mais professores está uma das tarefas do professor. O professor não deve somente transmitir conhecimento aos seus alunos. Ele deve também formar outros professores.
Para conseguir tais proezas, e para ser coerente, o professor então deve ser o primeiro “transformado”. Podemos resumir essa idéia do autor em sua frase: “o passado existe para aprendermos com ele, não para vivermos nele”.
A filosofia de crescimento de Hendricks, baseada em Lucas 2:52, é de uma perfeita visão holística do ser humano. “...só obterão um pleno desenvolvimento espiritual se o associarem ao crescimento intelectual, físico, social e emocional”.

A Lei do Ensino

Esse é um capítulo bem complexo, mas nele o autor leva o leitor a refletir basicamente sobre quatro pontos centrais.
O professor que nos faz pensar: esse é o mestre por excelência, que é apreciado por seus alunos.
É preciso levar em consideração que cada um é cada um. Se cada aluno é diferente do outro, logo, cada aluno irá aprender de maneira única. Isso acontece porque os alunos se oriundam e se prolongam a partir de níveis passados de experiências pessoais, personalizados (família, lugar de origem, cultura, grau de instrução, aspecto econômico, etc).
O professor precisa ter suas metas pessoais. E dentre essas metas, como prioridade precisa ter a meta de ser um professor segundo o coração de Deus.
Mesmo com todos os seus esforços, o professor não deve esquecer-se dos seus insucessos. Os insucessos contribuem para o desenvolvimento pessoal, pois fazem com que ele reflita muito e busque ser melhor.

A Lei da Atividade

O autor se preocupa  com o fato de que o professor tem que causar impacto. Deve ser por isso que ele gosta tanto das idéias de John Milton Gregory. Pra esse capítulo, eu não resisto em deixar de usar as palavras de Gregory como a representação do resumo:

“Não podemos transferir conhecimentos de nossa mente para a de outrem como se eles fossem constituídos de matéria sólida, pois os pensamentos não são objetos que podem ser tocados, manuseados... As idéias tem que ser pensadas na outra mente; as experiências, revividas pela outra pessoa”.

Isso só é possível quando se põe a “mão na massa”, o que faz com que o aluno se envolva. E quanto mais ele se envolver, mais aprenderá.

A Lei da Comunicação

O autor pode até ser um bom professor, mas não é lá essas coisas como comunicador. Porque ele faz da comunicação um bicho de sete cabeças. Mas isso é bom, porque por ser esforçado, o autor até que saca uns bons princípios da comunicação para ajudar o leitor.
Baseado na história da experiência de Jesus com a Samaritana e na etimologia do termo latino “communis”, Hendricks mostra que a comunicação tem que ter as suas vias. Uma ponte tem que apoiar suas cabeceiras.
Portanto, é imprescindível que, pra comunicar, sejam estabelecidas pontes de ligação. Como bom comunicador, além de estar bem preparado, o professor tem que estar pronto para os imprevistos que possam surgir. No estúdio a gente chama isso de feeling.

A Lei do Coração

Se o assunto do qual um professor trata é tão impregnado de realidade, ele não pode deixar de manifestar uma atitude ardorosa. Isso se acha refletido no nosso jeito de ser que “é mais importante do que o que dizemos ou fazemos já que determina o que dizemos ou fazemos”.
A base de uma comunicação eficiente é aquilo que somos, vem de dentro de nós. É por isso que os maiores professores não são os mais inteligentes, mas os mais apaixonados.
Mas para que essa paixão tenha efeito, é preciso conhecer bem os alunos, conseguir conquistar o direito de ser ouvido, e ter a disposição em mostra-se vulnerável diante dos alunos. Isso não é fácil.

A Lei da Motivação

Esse capítulo é um tanto redundante ao anterior. Mas como a redundância pode ser o reforço ao aprendizado, podemos nele crescer na linha de conhecimento que já vem sendo traçada.
A Motivação tem que ver com a curiosidade, o senso de propriedade, de utilidade, de atender a necessidades, desafios, reconhecimento social e aceitação, por parte dos outros. Por isso, é preciso ter sensibilidade para com o Quociente Motivacional do aluno.
A lei da motivação é a eficiência do ensino proporcional ao quanto o aluno se achar adequadamente motivado. Portanto, bons resultados não são apenas o fruto de “fazer a coisa certa”. Muitas vezes, o que determina são as razoes que produzem a motivação.
A Motivação Criativa é a mais poderosa.

A Lei da Preparação Prévia

Se o professor, antes de ir pra sala de aulas, se preparar e também tiver preparado o aluno, a eficácia do processo de ensino e de aprendizagem será incomparavelmente maior.
O aluno deve ser preparado através de tarefas proveitosas. Essas tarefas colocam o pensamento em movimento, ajudando o aluno a ter um ponto de partida e a aprender a estudar independentemente.
O professor deve preparar-se pra ser inusitado.

“Estudos têm demonstrado um fato muito interessante: existe uma relação inversamente proporcional entre a previsibilidade de nossos atos e o impacto que podemos causar. Quanto maior for essa previsibilidade, menor o impacto que causamos. E do mesmo modo, quanto menor a previsibilidade, maior o impacto”.

É muito bom fazer surpresas! Elas marcam.
E o professor que, em seu preparo, lida com aquilo que não é óbvio, termina ficando preparado para lutar contra o silêncio (que se opõe à necessidade do diálogo interativo necessário em uma aula), a saber se comportar diante de perguntas difíceis e a saber controlar os monopolizadores.

O Investimento

O autor lembra que as leis que ele apresenta nessa obra (do professor, do ensino, da atividade, da comunicação, do coração, da motivação, e da preparação) são princípios que, para ser aplicados, precisam ser adaptados. Para o autor, nessa adaptação, deve levar-se em conta que mais importante que isso tudo, são as pessoas.
Só é possível colocar tal teoria em prática, pelo poder de Deus. Em primeiro lugar, o professor precisa deixar que Deus o transforme, e logo em seguida, que o use. Pra isso, é preciso pagar o preço.

Que Deus abençoe o seu magistério/ministério,

Twitter: @Valdeci_Junior

Pergunta Que Será Respondida Amanhã:
Amanhã, continuarei este assunto.