Mostrando postagens com marcador Milagres. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Milagres. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Jesus Curava no Sábado


Muita dúvida tem sido suscitada quanto ao Sábado como dia de descanso. Como entender as curas que Jesus realizava no dia de Sábado?



Vamos analisar este assunto mais de perto.


Nos relatos evangélicos se registram sete curas realizadas por Cristo no sábado. (Lucas 4:33, 38-39; 6:6-10; 13:10-17, 14:2-4; João 5:5-10; 9:1-14). Alguns pontos são evidentes ao examinarmos tais relatos. Vejamos:

(a) Sempre que Jesus cura alguém no dia de sábado, Ele é acusado de ser um transgressor do quarto mandamento (Êxodo 20:8-11);

(b) A defesa de Jesus é realizada de maneira enfática. Ele se defende das acusações;

(c) Jesus não se considera um transgressor do Sábado. Muito pelo contrário: Ele coloca a guarda do Sábado em um nível superior ao dos judeus. Ele se declara Senhor do Sábado (Marcos 2:27 e 28), diz que o sábado foi feito para o homem e que é lícito (de acordo com a lei) realizar atos de bondade no dia do Sábado (Mateus 12:12).

Cristo chama os judeus de hipócritas quanto à guarda do sábado. (Lucas 13:15). Por que? Porque eles pretendiam guardá-lo, mas haviam colocado tradições, regras, mandamentos sobre o sábado que o próprio Deus jamais colocara. Quem quer que examine, hoje, os livros de ensino e tradição dos judeus (Mishnáh, Talmud e outros) perceberá as incríveis distorções do mandamento sabático.



Por que os judeus questionavam as curas no dia do sábado? Porque para eles - não para Deus - curar era uma espécie de trabalho. Curar = trabalhar, e o mandamento diz: "Não farás nenhum trabalho" (Lucas 13:14). Incrível, não?

Como pode? Você tem razão em questionar a maneira como eles guardavam o mandamento. Eram mesquinhos, desumanos e desprovidos de qualquer misericórdia. É até irônico! Eles eram capazes de tirar uma ovelha que caísse num precipício (para evitar prejuízo material) mas não queriam que Jesus estendesse a mão para curar doentes e pecadores - não é terrível?!

E o mandamento que fora dado pelo próprio Cristo no monte Sinai (Atos 7:30-52) para ser um dia deleitoso, prazeroso (Is 58:13,14) tornou-se um fardo insuportável que o judeus hipócritas, impunham sobre os infelizes membros da nação judia. Por isso Jesus disse que queria misericórdia e não sacrifício.

Jesus é o Senhor do Sábado! Ele criou o sábado (Gênesis 2:2,3); deu-o como mandamento no Sinai (Êxodo 20) e o ratificou com sua vida aqui neste mundo. O Sábado não foi dado apenas para os Judeus, foi dado para toda a humanidade como um incentivo à gratidão e a união entre a criatura e o Criador.




Jesus jamais transgrediu aquilo que Ele mesmo estabelecera. E quando Ele foi julgado pelo Sinédrio e por Pilatos, buscaram argumentos para condená-lo. Se Cristo tivesse de fato transgredido o sábado os judeus achariam facilmente tal motivo, pois para eles esse era um dos principais mandamentos - mas nada acharam Nele!


O significado do sábado, como guardá-lo hoje, como distingui-lo dos demais dias - eis um grande tema para nosso estudo! A compreensão e a prática desse mandamento só é alcançada em plena comunhão com Cristo, o Senhor do Sábado!

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

O CUSPE DE JESUS - João 07-09

Ontem conversamos sobre a carne de Jesus. Hoje quero falar com você sobre o cuspe de Jesus. Já parou para pensar no cuspe de Jesus? Feche seus olhos, e imagine, contemple, mentalmente, o Seu cuspe. Você acha isto estranho? Pois é exatamente a este ponto que eu gostaria de levá-lo. Ao contato com o estranho. Por dois motivos: a)O evangelho sempre terá maneiras surpreendentes de alcançar-nos; b)É preciso abrir os olhos, para conseguir ser beneficiado pelas novidades iluminadas de Jesus.
Por muitos anos Marilyn Laszlo trabalhou numa vila Sepik Iwan, em Papua – Nova Guiné, ajudando o povo a escrever em sua própria língua. Para eles, escrever no papel é “gravar numa folha de bananeira”. Pensando que somente as palavras do missionário podiam ser gravadas, ficaram encantados ao aprender como “gravar” sua própria linguagem.
A princípio os curandeiros da vila recusaram participar da classe de linguagem de Marilyn. Quando assistiram, ajudaram-na a enriquecer a sua compreensão da linguagem deles. Marilyn aprendeu, por exemplo, que a expressão usada para doutor (ou melhor, médico) era “aquele que cospe”. Para tratar de malária faziam um corte no paciente e cuspiam fortes sucos de plantas mastigadas dentro do corte. Quando a classe traduziu João 9:6, os feiticeiros quase não podiam acreditar o que estavam ouvindo. Jesus não apenas cuspia, mas era o mais poderoso cuspidor de todos. Ele curara um cego e nenhum dos cuspidores de Iwam podia fazer o mesmo. Repentinamente aqueles homens grandes identificaram-se com Jesus. Voltando para a vila, espalharam a história que Jesus cuspia! Ele curara o cego! Desse dia em diante os curandeiros freqüentaram a igreja. Queriam saber mais a respeito deste grande cuspidor, Jesus.
Hoje, mais da metade das pessoas daquela vila são cristãs. Não é verdade, o fato de que, muitas vezes, ficamos a pensar a respeito do estranho remédio que Jesus usou para curar o homem cego? Poderia Ele saber que isso ajudaria o povo Sepik Iwam a identificar-se com Ele quase dois mil anos depois?
O Médico que formulou “barro + cuspe = cura” foi o mesmo que disse que Sua presença no mundo é luz. Quando o povo do rio Sepik aceitou-O sua vila tornou-se uma luz brilhante para iluminar outras vilas. Aquele povo conseguiu enxergá-Lo por um dos modos mais inusitados que poderíamos (não)imaginar. E você? O que mais você pode ou quer fazer para receber Jesus mais e mais na sua vida? O que o texto bíblico de hoje pode fazer por você? Só lendo-o, para conseguir responder isso. Tudo que Ele lhe der, será bênção.
Fonte: Noelene Jonhson, “Em Contato Com o Pai – Inspiração Juvenil”, 1985, 74.

Valdeci Júnior

Fátima Silva

sábado, 26 de outubro de 2013

FAZ UM MILAGRE EM MIM - Lucas 18-20

“Como Zaqueu, quero subir o mais alto que eu puder, só pra te ver, olhar para Ti, e chamar tua atenção para mim. Eu preciso de Ti, Senhor. Eu preciso de Ti, ó Pai. Sou pequeno de mais. Me dá a tua paz. Largo tudo pra te seguir. Entra na minha casa, entra na minha vida. Mexe com minha estrutura, sara todas as feridas. Me ensina a ter santidade. Quero amar somente a Ti porque o Senhor é o meu bem maior. Faz um milagre em mim”.
Esta é a letra de uma das canções que mais inspirou os cristãos brasileiros em 2008. Regis Danese cantava-a nas igrejas, nos encontros, nos toca CDs, rádios e aqui também, na internet. O povo gostou muito desta música. Mas, por que, será?
Por que ela expressa uma sede que todo ser humano tem. Sede de Deus. Muitos não reconhecem esta sede. Muitos não sabem que a têm. Tentam matar esta sede bebendo, em fontes erradas, conteúdos errados. Como um desesperado que vem a beber uma bebida prejudicial gelada, só porque está com a garganta seca, em lugar de beber água. Mas a necessidade da hidratação é real. Existe, em cada um de nós, um buraco tão grande, que só alguém do tamanho de Deus pode preenchê-lo. É por isto que quase a totalidade da população acredita que Deus existe.
Mas por quê poucos o encontram? A resposta pode ser encontrada na parábola do fariseu e do publicano, em Lucas 18:9-20. A busca por Deus deve ser tão simples quanto a letra da canção supracitada. Aliás, tão simples, que nem é busca, mas sim, espera, submissão. Como um bebê, que deixa-se ser pego ao colo. A pré-potência humana, do apego aos recursos que se tem em mãos, atrapalha-nos disso. Mas foi para quebras essas barreiras da nossa cegueira espiritual, que Jesus veio a este mundo, que Ele vem até você.
Zaqueu não queria subir para encontrar salvação, é claro. Ele não conhecia, ainda, o fim da história. Mas hoje temos o exemplo do que aconteceu com ele, para que, melhor ainda, conscientemente, possamos ir até Jesus. Você precisa de Deus? Sente-se pequeno demais? Deseja Sua paz? Largue tudo, para segui-Lo. Experimente um envolvimento real com tudo que tem a ver com Seu reino. Não permita que a entrada triunfal do Rei aconteça somente nas histórias bíblicas, mas também e principalmente, na sua vida. Se Ele foi Senhor até do mais glorioso rei de Israel (Davi), porque não poderá também fazer um milagre no seu coração?
Volte ao primeiro parágrafo, e faça essa oração a Deus. Peça-Lhe o milagre!


Valdeci Júnior
Fátima Silva


terça-feira, 15 de outubro de 2013

SANTO DE CASA NÃO FAZ MILAGRES - Marcos 04-06

Essa frase dá “pano pra manga”. Uê, se é pra usar ditados populares, então aproveitemos! Mas o que quero dizer é que é uma frase que, apesar de ser lugar comum, é, ao mesmo tempo, uma grande ferramenta. Ferramenta para desde fóruns de conversas jogadas fora até grandes filosofadas. Pra você ter uma idéia, no Orkut tem várias comunidades “Santo de Casa Não Faz Milagres”. A que tem a proposta que achei mais interessante se descreve assim:
“Se vc tem um amigo médico, dentista, veterinário, mala, enfermeiro, bruxo, contador, coordenadora ou secretário de saúde, chefe de motorista, chefe do miro, tio, tia, irmã ou irmão...sobrinho, neto, vó, vô, pai, mãe, amigo e amiga ou só uma simples moça que faz fatura....mas que na hora H, na hora que vc mais precisa eles somem....desaparecem...inventam uma desculpa para não te ouvir ou te ajudar...entre nesta comunidade....ela é pura emoção...” (sic).
É rir pra não chorar, não é mesmo? E acredita que tem gente que perde tempo com isso?
Indo ao outro extremo, olha só o que encontrei na Faculdade Paranaense FACCAR. No curso de letras, uma monografia de alguém da Universidade Estadual de Londrina, com o título: “Santo de Casa Não Faz Milagres”. Falando sério! O trabalho acadêmico se propõe como um estudo dos fatores argumentativos ligados a este provérbio. Provérbio este, que já serviu de carro chefe para uma das maiores campanhas publicitárias que já aconteceram no Brasil.
Basta entrar num site de busca e digitar “Santo de Casa Não Faz Milagres”, e você pode ver como esta frase se transcultura, pluraliza, adapta, flexiona e encaixa às mais diferentes utilidades e inutilidades. Mas, parando de jogar conversa fora e indo ao ponto, por incrível que pareça, foi num espaço nada documentativo que encontrei um bom argumento sobre esta frase. Linkando com a leitura de hoje, no “Yahoo Respostas”, para a pergunta “Por que se diz que santo de casa não faz milagres?”, que alguém postou por lá, um internauta respondeu:
“Essa história vem da Bíblia. Veja o que diz em Marcos 6:4-5: ‘Então Jesus lhes dizia: Um profeta não fica sem honra senão na sua terra, entre os seus parentes, e na sua própria casa. E não podia fazer ali nenhum milagre, a não ser curar alguns poucos enfermos, impondo-lhes as mãos’.” (sic).
Isso mesmo! O próprio Jesus Cristo foi considerado um profeta sem honra. É de arrepiar? Não. Porque não pode ser normal acontecer de você passar um dia inteiro sem falar com Ele ou ler Sua Palavra? E Ele não é o seu Santo?
Deixe-me parar de tentar milagrear com esta prosopopéia!



Valdeci Júnior

Fátima Silva

segunda-feira, 22 de abril de 2013

VOCÊ ACREDITA EM MILAGRES? - 2Reis 04-05


Você acredita em milagres? Sim? Então sua porta está aberta para que o Senhor atue no seu coração. Se não acredita, lamento, porque, dessa forma, fica difícil de o Senhor ter uma abertura para entrar na sua vida e operar um milagre. É muito triste perder a oportunidade de ver um milagre acontecer. Quem diz que não acredita em milagres, argumenta que não acredita porque nunca viu um. Só que esse tipo de gente ignora o fato de que o milagre só acontece para quem tem fé. Então, tal tipo de pessoa, na realidade, nunca viu um milagre e nunca o verá.
Certa vez, havia um mineiro de carvão que vivia bêbado. Daí, num belo dia, aquele homem das minas, alcoólatra, se converteu. Foi uma zombaria só. Os amigos dele faziam graça, palhaçada, não acreditaram na conversão dele.
Um dos seus zombadores teve mais coragem que os outros e foi tirar satisfação com ele. Chegou até ele e disse:
- Carlos, você não gostava de vinho? A Bíblia não diz que uma vez Jesus foi numa festa de casamento e lá fez um milagre? E aí, você acredita ou não que, naquele dia, Jesus transformou a água em vinho?
Então, houve um silêncio... Aquele suspense...
Carlos, o ex-bêbado, agora convertido, respondeu:
- Olha, meu amigo, muito mais importante que Jesus ter transformado água em vinho ou não, é a certeza que tenho de que, na minha casa, Ele transformou a cachaça em comida na mesa. Esse é o milagre que conheço.
Talvez você se depare com esse paradoxo nas histórias de hoje. Desde a leitura de ontem até a de amanhã, temos uma sequência de milagres. Se enquanto você estiver lendo, estiver acreditando, é porque Deus já terá feito um milagre no seu coração, vida e mente. Se não, quem está precisando de um milagre é você.
Qual a maior prova de milagres? É poder testemunhar uma transformação de vida. E Deus pode fazer isso na sua vida. Você sabe por que acredito nesses milagres do Deus da leitura de hoje? Devido aos milagres que Ele fez e faz na minha vida. Era isso que o mineiro, ex-bêbado, queria dizer: “Não vi Jesus transformar água em vinho ou transformar cinco pães num banquete para cinco mil... Mas, O vi converter um homem violento, revoltado e vingativo numa pessoa que até seus velhos amigos são obrigados a dizer assim: ‘Só um Deus para conseguir fazer isso’.”
Há pessoas violentas, corruptas, entregues a todo tipo de paixão e vício. Jesus as mudou. Elas acreditam em milagres porque os viram em suas próprias vidas.
Você acredita em milagres?


Valdeci Júnior
Fátima Silva

terça-feira, 27 de novembro de 2012

O PENTECOSTALISMO MODERNO NA PAROUSIA


Introdução
Jorge Lucien Burlandy

O pentecostalismo tem atraído a milhões de pessoas comuns que se veem tentadas a se tornarem seus adeptos. Mas este movimento religioso também tem despertado a atenção de muitos pesquisadores, tanto apologistas quanto críticos. Uma reunião de teólogos dissertando sobre este assunto pode ser vista na revista Parousia do primeiro semestre de 2000, sob a coordenação do então diretor de seminário teológico, Jorge Lucien Burlandy. Por tratar-se de um periódico acadêmico, além de trazer os ricos textos sobre o referido assunto, também disponibiliza ao leitor uma rica lista de referências bibliográficas e notas elucidativas.

O Movimento Pentecostal no Brasil: Breve Análise Histórica e as Principais Razões Para o Seu Crescimento
Edilson Valiante

O então professor de teologia sistemática no SALT, professor Edilson Valiante, começa com o primeiro capítulo sobre o “Movimento Pentecostal no Brasil: Breve Análise Histórica e as Principais Razões Para o Seu Crescimento”. Sob a perspectiva de Paul Freston, Valiante resume este histórico em três ondas, em cada uma das quais ele destaca o que considera as principais denominações representantes.

Da primeira onda, o professor Edilson faz o resumo histórico da Assembleia de Deus e da Congregação Cristã no Brasil. Da segunda onda, ele destaca a Igreja do Evangelho Quadrangular, a Igreja Evangélica Pentecostal “O Brasil Para Cristo”, a Igreja Pentecostal “Deus é Amor” e a Igreja Adventista da Promessa. E da terceira Onda, ele disserta sobre a Igreja da Nova Vida, a Igreja Universal do Reino de Deus, a Igreja Cristã Apostólica Renascer em Cristo e a Igreja Internacional da Graça de Deus.

Abrindo um parêntese, aqui, é curioso o contraste do pensamento de Mendonça que “considera a Congregação como a primeira igreja pentecostal legitimamente brasileira[i]” com o de Reily que diz que a Igreja Adventista da Promessa, surgida “em 1932 da Igreja Adventista do Sétimo Dia”, é reconhecida como a primeira igreja pentecostal genuinamente brasileira[ii]. Após este resumo histórico, Valiante então procura apontar o que ele considera “as principais razões para o crescimento do movimento pentecostal no Brasil”. Segundo ele,

A complexidade do fenômeno pentecostal torna impossível a tarefa de alinhar todas as possíveis razoes de seu crescimento, ainda mais quando reconhecemos que existem relações causais de interdependência e interpenetração. Além disso, o estudo transpassa o campo meramente religioso, tornando obrigatória uma reflexão interdisciplinar, em áreas como psicologia, história, política e economia.

Como razões psicológicas, Valiante destaca: a) a reação pentecostal “diante da incapacidade das igrejas tradicionais de se tornarem menos estáticas”, com a “recuperação do místico, do emotivo na vida religiosa”; b) a facilidade pentecostal de mobilizar as massas; c) a criação da expectativa “de uma vida melhor, sob a ação do ‘sagrado’”; d) a tendência brasileira da “procura de soluções fáceis a situações complexas”; e) a “democratização do religioso” através de “lideranças autóctones” de “gente do próprio povo que entende suas necessidades”, da “participação mais efetiva do universo feminino” e da informalidade litúrgica; e f) “a formação religiosa do povo brasileiro” que, por quatro séculos, já vivia uma religião de católicos leigos receptores de um simbolismo curandeiro místico folclórico, das tradições informais indígenas e dos panteões e emotividades afros (fatores esses que encontram no pentecostalismo um lugar comum para reunirem-se).
Como razões econômicas, Valiante aponta “que as igrejas pentecostais têm crescido às expensas da crise econômica crônica em que vive o país”, atuando nas lacunas deixadas pela precariedade da saúde pública e do processo constantemente migratório das classes trabalhadoras que se tornam vulneráveis a qualquer tipo de mudança, inclusive a religiosa. Ainda ressalta a ambição pelo negócio próprio que motiva os líderes a promoverem a tal religiosidade e os adeptos a sonharem com as promessas dos mesmos (teologia da prosperidade).

As principais razões relativas ao poder advêm das bancadas evangélicas no legislativo e no executivo, e da utilização da mídia. “Uma igreja com maior força política terá mais poder de fogo nas famosas mesas de barganha”. E o uso dos “meios de comunicação de massa” na “concorrência... por pontos no Ibope. Isso é poder”.

Valiante conclui dizendo que “a valorização da experiência sobre a crença e a ênfase nas emoções sobre a razão parecem oferecer motivos intrínsecos suficientes para o crescimento acelerado do movimento pentecostal”. E nisto, ele vê um cumprimento profético através da “avaliação escatológica do crescimento pentecostal”.

O Dom de Línguas em 1Coríntios 12-14
Gerhard F. Hasel

O segundo artigo de Parousia: Pentecostalismo Moderno é uma adaptação do último capítulo do livro Speaking in Tongues: Biblical Speaking in Tongues and Contemporary Glossolalia, do falecido diretor e professor do seminário teológico da Andrews University, Gerhard F. Hasel, no qual ele analise o dom de línguas em 1Coríntios 12-14.

Após uma introdução na qual visualiza as diferentes possibilidades de interpretação deste trecho bíblico, este Ph.D. descreve o cenário histórico e o contexto nos quais os três capítulos de 1Coríntios 12-14 foram escritos. Depois disso, ele passeia pelas versões bíblicas King James Version, New English Biblie, Bíblia de Jerusalém, New International Version, New Revised Standard Version e Elberfelder Bibel, fazendo, em cada uma destas traduções modernas, uma análise do falar em línguas.

Baseado nisso, Hasel sugere que “não há nenhuma razão terminológica convincente para concluir que a expressão “falar em línguas” em 1Coríntios 12-14 tenha outro sentido, diferente, do restante do Novo Testamento”. Para ele, “não há igualmente nenhuma razão convincente para que o falar em línguas em Corinto refira-se a glossolalia no sentido de fala desconexa de pessoas em êxtase religioso ou algo parecido”.

Para chegar a esta conclusão, Hasel faz uma extensa confrontação do falar em línguas com: a) a língua dos anjos; b) a fala em mistérios; c) a compreensão; d) as religiões helênicas de mistério; e) a edificação da igreja; f) um sinal para os incrédulos; g) a interpretação; h) a profecia; i) a oração; e j) a adoração de forma ordenada. E tal conclusão é a de que o falar em línguas no Novo Testamento era o milagre de conseguir, repentinamente, comunicar-se com pessoas de idiomas estrangeiros, “dado pelo Espírito Santo aos crentes [não todos] com um propósito específico”: a pregação do evangelho.

Teologia da Prosperidade: Breve Análise Crítica
Alberto R. Timm

Como descrito na introdução, “este artigo analisa criticamente os postulados básicos da Teologia da Prosperidade à luz das Escrituras. A primeira parte desta matéria consta de uma breve exposição sobre Malaquias 3:7-12”, observando as maldições e as bênçãos a partir de tal passagem. Maldiçoes decorrentes da infidelidade e bênçãos decorrentes da obediência.

O Ph.D. Timm ao analisar as implicações da teologia da prosperidade, esclarece que esta corrente de pensamento: a) distorce o caráter de Deus; b) apresenta “uma linguagem utópica da existência humana no contexto do grande conflito cósmico”; c) distorce a própria essência dos ensinos de Cristo; d) aplica erroneamente à igreja do Novo Testamento muitas das promessas que eram específicas à prosperidade teocrática do antigo testamento; e e) desvirtua o amplo espectro da obediência cristã.

O resumo é o de que: a) a fidelidade esperada pelas passagens bíblicas que prometem bênçãos é a de guardar os mandamentos de Deus; b) no contexto em que a teologia da prosperidade é pregada tais preceitos são desvirtuados; c) a prosperidade que a Bíblia enfoca não é necessariamente financeira ou material; e d) a verdadeira religião cristã tem pressupostos e propósitos muito mais elevados do que este paradoxal existencialismo que é ao mesmo tempo altruísta e egoísta. Ou seja, uma contrafação da verdade.

Carismas no Século XXI? Análise de Três Teorias Sobre a Existência de Dons Miraculosos na Atualidade
Marcos de Benedicto

Nada melhor do que ler uma análise desta, realizada por alguém que é, ao mesmo tempo,  teólogo, redator e comunicador social. Na realidade, o conteúdo deste artigo de Benedicto é paralelo ao material que já comentei aqui em “Você Acredita em Milagres?”, resenha do livro do mesmo autor, O Fascínio dos Milagres, pois ambos os materiais advêm de sua dissertação de mestrado “O toque da fé: paradigmas bíblicos da cura divina”.

“Este artigo analisa o debate atual quanto à vigência dos dons espirituais miraculosos na igreja”, em especial, na igreja pentecostal. Entre o “sim” e o “não” quanto à veracidade da autenticidade dos milagres, há algumas diferentes “teorias sobre os dons”.

Marcos de Benedicto apresenta primeiro a “abordagem fundacional”, na qual “o pentecostes é único e irrepetível”, “a finalidade dos milagres era autenticar o testemunho dos apóstolos sobre Jesus”, “a igreja primitiva tinha relativamente poucos milagres” e “os milagres anunciavam o fim de uma era e o começo de outra”. Sobre esta teoria, Benedicto destaca seis pontos positivos, mas nela encontra também seis pontos negativos, discordando de que qualquer manifestação miraculosa contemporânea seria falsa.

Na abordagem carismática, “a igreja necessita dos dons-sinais para cumprir sua missão”, “a diferença entre as listas de dons sugere um caráter completo e instrumental”, “a analogia da igreja como organismo corporativo pressupõe que todos os dons são necessários”, “a história registra testemunhos de milagres em fases tardias da igreja”, e “1Coríntios 13 sugere que os dons-sinais prosseguirão até a ‘parousia’”.  Apesar de encontrar seis pontos positivos nesta teoria, Benedicto vê na mesma nove pontos negativos, em especial, a supervalorização exagerada quanto à busca desequilibrada por milagres.

John MacArthur é um dos mais ácidos críticos do carismatismo. Segundo ele, o ministério de cura de Jesus e dos apóstolos tinham seis características que o dos carismáticos não possui. Jesus e os apóstolos: (1) curavam com uma palavra ou toque; (2) curavam instantaneamente; (3) curavam totalmente; (4) curavam todo mundo; (5) curavam doenças orgânicas; e (6) ressuscitavam mortos.

Para Marcos de Benedicto, a teoria que “parece corresponder melhor aos dados bíblicos” é a da “abordagem cíclica”. Os argumentos são os de que: a) “a profecia de Joel parece ter dupla aplicação”; b) “a metáfora das chuvas ‘temporã’ e ‘serôdia’ sugere dois movimentos de ‘refrigério’”; c) “os milagres dos tempos bíblicos aparecem em ‘ondas’”; d) “a ocorrência de milagres diabólicos no fim dos tempos pressupõe milagres divinos”; e e) “o anjo poderoso de Apocalipse 18:1 pode simbolizar um movimento de evangelização”. Apesar de ver dois pontos negativos nesta teoria, nela o autor vê muita lógica, destacando seis pontos positivos, dentre os quais a prudência do equilíbrio espiritual quanto à aceitação dos milagres, e não o ceticismo ou fascínio pelos mesmos.

Ação Evangelística Junto às Igrejas Pentecostais: Refletindo em Termos de Possiblidades
Juan Millanao

Em minha pesquisa de mestrado, estou perseguindo a seguinte pergunta: “Por que muitos pentecostais concordam com as principais doutrinas adventistas, mas preferem permanecer em suas igrejas?” E quem me parece chegar mais perto da preocupação deste problema levantado é Juan Millanao neste artigo, quando escreve sobre ação evangelística junto às igrejas pentecostais. Ele faz uma reflexão em termos de possibilidades missionárias, mas, como Wilson Endruveit em sua monografia em 1976[iii], não discute as diferenças entre os adventistas e os pentecostais quanto ao comportamento, ao modo de pensar e ao que consideram autoritativo para ser adotado como regra de fé e prática.

David Bosh, uma das autoridades mundiais em Missão Urbana, explica que “as razões pelas quais as pessoas se tornam membros da igreja podem variar muito e é possível que, frequentemente, pouco tenham a ver com um compromisso com aquilo que a igreja supostamente defende”[iv]. Se não fosse assim, não haveria pensadores adventistas como Millanao, preocupados em sugerir estratégias para alcançar determinados públicos-alvo, em especial, os pentecostais.

Tais fenômenos são indicadores de que existe algo incompatível no diálogo entre adventistas e pentecostais. E analisar suas diferenças pode ajudar na procura pela identificação desta limitação de comunicação. E nisto foi que vi a validade deste número de Parousia com destaque para esta matéria de Millanao, na qual “o autor, pastor da Igreja Adventista do Sétimo Dia, analisa, desde a perspectiva de uma testemunha pessoal, as possibilidades de influir e ser influenciado pelos membros das igrejas pentecostais em termos do partilhar do evangelho”.

Conclusão

Este é o ponto que faz relevante a necessidade de pensar em nossos irmãos pentecostais como pessoas com as quais devemos dialogar sobre o evangelho de Jesus Cristo. Se você tem este espírito cristão, recomendo-lhe a leitura de Parousia: Revista do Seminário Adventista Latino-Americano de Teologia - Sede Brasil-Sul, Engenheiro Coelho, v. 1, n. 1, p. 19-50, jan-jun. 2000.

Um abraço,

Pr. Valdeci Jr.



[i] “Evolução Histórica e Configuração Atual do Protestantismo no Brasil” em Introdução ao Protestantismo no Brasil, Ed. Antônio Gouveia Mendonça e Prócoro Velasques Filho (São Paulo: Loyola, 1990), 49.
[ii] REILY, Duncan Alexander. História documental do protestantismo no Brasil. 3. ed. São Paulo: ASTE, 2003, 365.
[iii] ENDRUVEIT, Wilson Harle. Movimento carismático: um estudo exegético e teológico de suas principais características. São Paulo: Faculdade Adventista de Teologia - Instituto Adventista de Ensino, 1976.
[iv] BOSCH, David J. Missão transformadora: mudanças e paradigma da teologia da missão. Tradução de Geraldo Korndorfer, Luís M. Sander. São Leopoldo: Sinodal, 2007, 497.

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Você Acredita em Milagres?

O FASCÍNIO DOS MILAGRES
Uma Visão Bíblica dos Fenômenos de Cura


“Você Acredita em Milagres?” Lugar-comum, esta pergunta passa por todos nós, mais cedo ou mais tarde em nossa vida. Não de forma trivial, mas mexendo com o que de mais valor nós temos. E nesta avenida você imagina de tudo. A possibilidade da mágica, do charlatanismo, da força do pensamento positivo, da fraude, do sensacionalismo, do ceticismo, da superstição, da fé, da ação de um deus, da intervenção do Diabo, do equívoco... da realidade. Verdade ou mentira?

A forma como acreditamos não muda praticamente nada do que realmente acontece (ou a “fé” pode determinar o “milagre”?). Muitas coisas, acredite você ou não, existem (ou não existem) e ponto final. É por isso que Marcos De Benedicto chama o leitor a colocar lentes que lhe possibilitem enxergar através de “uma visão bíblica dos fenômenos de cura”, O Fascínio dos Milagres.

Benedicto, além de ser bacharelado, mestrado e doutorado em seminários bíblicos de reconhecimento internacional, é jornalista. Por isto, sua pesquisa se faz bastante equilibrada. De forma bem realista, além de tentar definir “milagre” por todos os prismas possíveis, ele, de forma muito à vontade, apresenta o que há de crítica aos milagres, através da exposição das pontuações realmente factuais do mundo complexo em que vivemos.

Mas se é algo tão criticado, pra que serve? Aí sim, ao buscar os propósitos dos milagres, Benedicto explora a teologia, a Bíblia. E o interessante é que, nesse filtro, o que pareceria ser simplificador, é amplificador. As ferramentas de cura, as práticas de cura proibidas, colocados aos relatos de cura e levados à avaliação, deixam o leitor fascinado. Confesso que não sou tão fascinado pelo assunto “milagres”, mas ao ler este livro fiquei fascinado pelo que ele traz em si.

“Para os verdadeiros crentes, nenhum milagre é necessário. Para os incrédulos, nenhum milagre é suficiente” (Nancy Gibbs, citada à página 19 de O Fascínio dos Milagres). E para você, eu lhe digo que você vai definir-se muito mais quanto a este assunto, depois de ler este livro. Se você acha que está definido demais em relação ao escopo, cuidado, porque o que você vai descobrir poderá surpreender-lhe milagrosamente.

Um abraço,
Pr. Valdeci Jr.

Dados  do Livro:  Marcos de Benedicto, O Fascínio dos Milagres: Uma Visão Bíblica dos Fenômenos de Cura. Engenheiro Coelho, SP: UnasPress, 2005,  181  páginas.

sábado, 22 de setembro de 2012

QUE TAL, UM MILAGRE?

Obadias e Jonas

Você aceita um milagre? Hoje, precisamos ler dois livros da Bíblia inteiros, mas fique tranqüilo porque eles são bem pequenos. Um deles é o livro de Obadias, que nem tem capítulos, só versículos. O outro é o livro de Jonas, que também é bem pequeno. Os dois juntos não dão três páginas. Compensa lê-los porque são fantásticos.

Você sabia que existem muitas pessoas que duvidam que o profeta Jonas tenha se hospedado alguns dias na barriga do peixe? Então, questionam: “Como Jonas pôde sobreviver três dias e três noites no ventre da baleia?”

Para início de conversa, a Bíblia não fala que foi uma baleia e sim, um grande animal marinho, que não sabemos ao certo qual foi. Pode ser que tenha sido um cachalote, já que são capazes de engolir grandes objetos. Como eles têm um pouco de ar no estômago, o que ajudaria Jonas a respirar, a digestão dos cachalotes não começa enquanto a presa estiver viva. Se a presa demorar demais para morrer, o cachalote a vomita.

Que coisa desagradável! Uma tumba escura e ácida foi o local onde Jonas finalmente começou a ouvir o Senhor e a depender dEle.

Mas como podemos saber se essa história aconteceu mesmo?

1º: O texto do livro de Jonas não é poético, nem é de natureza literária alegórica. É um texto de estilo literário histórico. Obviamente, história é algo que aconteceu, e Jonas é mencionado também no livro de Reis, que é um livro absolutamente histórico.

2º: Nenhum dos judeus da antigüidade ou dos cristãos primitivos, alguma vez, duvidaram da autenticidade e da historicidade do livro de Jonas.

3º: O próprio Jesus Cristo aceitou a narração do livro de Jonas como sendo verdadeira (ver Mateus 12).

Então, se foi verdade que Jonas ficou três dias na barriga do animal, como se explica a sobrevivência dele?

Jesus deixou todas as pistas. Ele comparou a sobrevivência de Jonas no ventre desse bicho com a morte, o sepultamento e a ressurreição dEle mesmo. E como podemos explicar a ressurreição de Jesus? Não foi um milagre? Você aceita? Isso é o mesmo que acontece com a sobrevivência de Jonas. Foi um milagre. E milagres não se explicam, se aceitam. Se desse para explicar o milagre, ele deixaria de ser milagre.

Portanto, não há nada para explicar. Existem coisas que precisamos aceitar pela fé. Você acredita em Deus? E acredita em um Deus que não consegue fazer milagres? Não, né? Então aceite também Seus milagres e Suas parábolas. Faça a leitura de hoje. Quem aceita e recebe milagres tem muito mais chance de ser feliz. Tenha um dia abençoado!

Um abraço,
Valdeci Jr.
e
Fátima Silva

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

CURA DIVINA - Isaías 38-40

Quando estava no auge da carreira, com toda a prosperidade do reinado acontecendo, de repente, o rei Ezequias ficou doente, e a enfermidade era fatal. A Bíblia diz que ele estava enfermo de morte e seu caso estava além do poder do auxílio humano. O último vestígio de esperança foi removido quando o profeta Isaías se apresentou para ele com a mensagem que está em Isaías 38:1: “Ponha a casa em ordem, porque você vai morrer; você não se recuperará.”


Que coisa, hein? Na perspectiva dele, parecia que não havia solução. Porém, o rei ainda podia fazer uma oração para Aquele que até ali tinha sido seu refúgio. E foi o que ele fez: “Lembra-te, Senhor, de como tenho te servido com fidelidade e com devoção sincera, e tenho feito o que tu aprovas.”

E aí a Bíblia conta que Ezequias chorou amargamente. O resultado disso foi que Deus ouviu a oração do seu servo. Em 2Reis 24:5 diz: “Antes de Isaías deixar o pátio intermediário, a palavra do SENHOR veio a ele: Volte e diga a Ezequias, líder do meu povo: Assim diz o SENHOR, Deus de Davi, seu predecessor: Ouvi sua oração e vi suas lágrimas; eu o curarei.”

O profeta voltou todo feliz com palavras de certeza e esperança. Então mandou fazer uma pasta de figos e pediu para colocá-la sobre a parte enferma. Isaías entregou para o rei a mensagem de misericórdia, proteção e cuidado de Deus.

A lição que fica para nós é que quem busca a cura pela oração não deve negligenciar a oportunidade de usar os remédios que estiverem disponíveis. Usar os remédios não é negar a fé. Foi Deus quem os providenciou para aliviar a dor e ajudar a natureza a ser restaurada.

Deus nos deu o poder de obter o conhecimento das leis da vida. Tal sabedoria foi colocada ao nosso alcance para ser empregada. Devemos usar todo o recurso que tivermos para trabalhar na restauração da saúde, lembrando de aproveitar todas as vantagens possíveis em harmonia com as leis naturais.

Uma vez que você orou pelo restabelecimento do doente, então pode trabalhar com maior energia ainda, agradecendo a Deus por ter tido o grande privilégio de cooperar com Ele. É claro que além de usar os recursos materiais e humanos que Deus nos deixou, devemos orar também sobre esses recursos, pedindo para Deus a bênção sobre os meios que Ele próprio forneceu.

No fundo, o que Deus pretende, é usar isso para se aproximar de nós, porque, nessa parceria de usar os esforços humanos, mas também depender de Deus, acontece o melhor que é o relacionamento.

Um abraço,
@Valdeci_Junior
e
Fátima Silva

domingo, 22 de abril de 2012

BRASIL! - 2Reis 04-05



Sabe quem está fazendo aniversário hoje? É alguém muito importante. Posso cantar parabéns para você? É... para você! Ou você quer cantar parabéns para mim? Todos nós que, com muito orgulho, somos brasileiros, estamos aniversariando. Hoje é aniversário do Brasil! Está lembrado? 22 de abril, dia do Descobrimento do Brasil.
Se você já estudou um pouquinho de história, sabe que em 22 de abril de 1500, chegava ao Brasil treze caravelas portuguesas lideradas por Pedro Álvares Cabral. Eles estavam descobrindo uma terra que os Europeus não conheciam ainda. Essa terra linda e tropical onde moramos: o Brasil.
Existem pessoas que não gostam que fale desta forma do Brasil, pois só sabem criticar o País. Nunca vi incoerência maior: falar mal de uma terra e viver nela, dependendo dela para viver. Uma pessoa que age assim, para ter moral em suas palavras e coerente com o que fala teria que, no mínimo, ter condições de viver em uma terra melhor.
Mas não é de hoje que as pessoas são mal agradecidas pela terra, pelo ar e pelas águas que Deus dá. Na nossa leitura, encontramos alguém assim. Naamã foi curado da lepra por Deus orientado pelo profeta Eliseu.
Mas por pouco ele não foi curado. O problema foi que Eliseu o mandou tomar banho no rio Jordão, e ele não gostou da idéia. “Eu? Aqui nesse paizinho de terceiro mundo, vou tomar banho nesse riozinho aqui? No meu país de primeiro mundo, os recursos minerais são muito melhores!”
Eram melhores? De forma lógica eram, mas isso não interessava. A ordem de Deus tinha um endereço: Reino de Israel, rio Jordão e ponto. Se essa era a orientação de Deus, ainda que não parecesse, era a melhor opção.
É como hoje. Quem escolheu que você nascesse nesse tempo e lugar? A Bíblia diz que antes que nascêssemos, Deus já supervisionava todos os dias da nossa vida. Então, para que ficar resmungando contra a terra que Deus deu para vivermos? Existem países melhores? Pode até ser, mas não interessa. Se a pátria que Deus nos deu foi essa, que bom por isso. Um país sem guerras, furacões, deserto, gelo, em desenvolvimento, cheio de gente feliz e solidária. Precisa de algo melhor?
Ah! Precisa sim! Mas aí não é outro país aqui deste mundo. A discussão não é dizer que o Brasil é um país pior que outro, pois o assunto é aspirar por uma pátria superior, isto é, a celestial (ver Hebreus 11). Se você está insatisfeito de viver aqui porque quer viver fora deste mundo, no Céu, continue com esse desejo no seu coração.
Espero encontrar você lá em breve!




Twitter: @Valdeci_Junior
e
Fátima Silva

sábado, 10 de março de 2012

DIA PERDIDO - Josué 09-13

Hoje, dia dez de março, temos 24 horas para lermos os capítulos 9-13 de Josué. E essas 24 horas são suficientes para você? Estou perguntando isso, porque já ouvi pessoas apuradas demais, dizendo que precisavam ter um dia de 30 horas para conseguir fazer tudo o que precisam. Você também gostaria de alterar a quantidade de horas que um dia tem?
Felizmente ou infelizmente, não temos poder para fazer isso. Mas você sabia que houve uma pessoa que sentiu esse desejo no coração, falou com Deus, e Ele alterou o tamanho do dia?
Veja Josué 10. Quando lemos esse relato, geralmente o foco vai para o lado errado. Tentamos explicar como isso aconteceu. Será que a Terra teve a rotação freada? Ou continuou uma refração de luz que fazia parecer dia? Há tantas pessoas tentando descobrir isso que até existe a teoria do “dia perdido”.
Alguns defendem as seguintes idéias: o estudo da astronomia pode provar que existe um dia perdido e que culturas antigas no mundo inteiro contam sobre ele.
Para ilustrar isso, um artigo da revista The Biblical Astronomer apresentou um mapa-múndi com a indicação dos locais onde existem tradições a respeito. O interessante é que esse artigo finalizou com a pergunta: “Quem será mais científico – os que rejeitam liminarmente o relato do dia longo ou os que aceitam as evidências apresentadas a seu respeito?”
Por outro lado, há quem diga que esse relato sobre a descoberta do “dia perdido” é  inteiramente infundado porque eleva a ciência moderna a patamares de precisão que são incompatíveis com a própria realidade.
O fato é que os computadores não são capazes de “comprovar cientificamente” eventos como este, e nem as revelações da Bíblia necessitam de comprovação científica ou de computadores, certo?
O problema é que muitas pessoas têm um conceito limitado de Deus e não acreditam que Ele possa intervir nas leis naturais, pois se Deus tivesse detido a rotação da Terra, teriam ocorridos efeitos desastrosos no planeta. Agora, pense: Quem tem o poder para mexer na rotação de um planeta não tem poder para mexer nas outras leis naturais?
Não importa como aconteceu. O que interessa é que, naquele dia, houve um milagre! E todo milagre tem um objetivo espiritual. Aumentar o tamanho daquele dia não era só para fazer os israelitas vencerem a guerra. Deus poderia acabar com a guerra em cinco minutos. Esse milagre foi para mostrar aos pagãos que o Sol e a Lua, a quem eles adoravam, eram impotentes diante de Jeová, o Criador do Céu e da Terra.
Quando Deus operar um milagre para você, lembre desse objetivo: exaltar o nome dEle!

Twitter: @Valdeci_Junior
e
Fátima Silva