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quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

TESTEMUNHOS CAVADOS EM SIQUÉM - Gênesis 34-36

Vamos conhecer algumas curiosidades sobre o local da leitura bíblica de hoje: Siquém. Os estudos em arqueologia mostram que a cidade fica perto de uma aldeia moderna chamada Balata, ao norte da estrada, num vale muito bonito, entre os montes Ebal e Gerizim.
Se você ler Gênesis 12:6-7, verá que Siquém foi o primeiro lugar que Abraão visitou na Palestina. Já no capítulo 33, estudamos que Jacó e a família dele foram para lá, ergueram um altar e cavaram um poço que ficou conhecido como “O Poço de Jacó”, onde os irmãos de José apascentavam os rebanhos.
Outra curiosidade é que, segundo o que está escrito em Josué 24:32, foi ali que os ossos de José foram enterrados. Se você ler 1 Reis 12:1, verá Jeroboão estabelecendo sua residência real no mesmo lugar que Josué tinha reunido as doze tribos de Israel, que Roboão tinha sido coroado e que a monarquia tinha sido dividida. Tudo isso em Siquém.
O primeiro arqueólogo que conduziu escavações ali, no período de 1907 a 1909, se chamava Carl Watzinger. Mais tarde, um outro arqueólogo chamado Ernest Sellin deu prosseguimento. De 1956, para cá, o trabalho de escavação na região é realizado pela Expedição Arqueológica Drew-McConnick.
Na verdade, as escavações arqueológicas em Siquém viraram uma verdadeira escola para muitos jovens que estão aprendendo arqueologia. São empregados muitos recursos nas escavações e o interessante, é que esse empreendimento faz com que muitas coisas legais sejam descobertas. Por exemplo: templos, portas, um grande número de peças de alvenaria, ferramentas, moedas e outros objetos menores. E às escavações arqueológicas em Siquém, grande parte da história — tanto a história secular quanto a história bíblica — vem sendo confirmada.
Os escavadores encontraram restos de um grande muro da Idade do Bronze Médio com uma porta que, provavelmente, seja aquela porta citada em Gênesis 34:24. Eles também encontraram, dentro da cidade, a “Torre de Siquém”, que é mencionada em Juízes 9:46-49. Era um edifício sólido, com paredes de cinco metros de espessura, com duas fileiras de colunas enormes, que sustentavam o teto e que, provavelmente, fossem segundo piso.
A lista de achados arqueológicos em Siquém vai longe, porém, não conseguimos comentar tudo aqui. Mas sabe por que estou comentando isso? É apenas para lhe dar mais uma evidência de que esses locais, pessoas e eventos que você vai encontrar na leitura de hoje, realmente existiram. As escavações arqueológicas modernas são um testemunho silencioso de que a Bíblia é verdadeira. A leitura que você está fazendo da Bíblia, hoje, é um trabalho silencioso no seu coração para aceitar essa verdade.


Twitter: @Valdeci_Junior
e
Fátima Silva

terça-feira, 25 de outubro de 2011

A Cidade Na Perspectiva Bíblica

Gostaria de saber um pouco mais sobre as origens arqueológicas e sociais para as cidades no mundo bíblico







Para responder a esta pergunta, vou apresentar mais um resumo bibliográfico. Para mim, é um prazer compartilhar aqui os livros que vou lendo. Boa leitura!
Informação Bibliográfica
The City in Biblical Perspective, J. W. Rogerson e John Vincent , Sheffield, United Kingdom, Equinox Publishing, 2009, 132 páginas, $95,00.
Propósito da Obra
Esta obra propõe-se a explorar “as origens arqueológicas e sociais para as cidades no mundo bíblico e desenha as implicações das ambigüidades deliberadas no texto bíblico. Ele pergunta se e como a Bíblia pode fornecer recursos para a cidade hoje, em um mundo no qual a maioria da população crescente do planeta está localizada nas cidades”. Isto é o que vem informado na própria sinopse do livro.
Para alcançar tal propósito, o livro justifica-se no fato de que a “ cidade é um símbolo ambíguo na Bíblia. O fundador da primeira cidade é o assassino Caim. Jerusalém é o lugar escolhido por Deus, bem como uma cidade de erros e de injustiça, e um símbolo do futuro governo universal divino de justiça e paz. Aparentemente, Jesus evitou as cidades, exceto Jerusalém, onde Ele foi crucificado”.
Sobre os Autores
A obra tem dois autores, a saber, J. W. Rogerson e John Vincent. De acordo com informações publicadas pelo site da editora Equinox, , o primeiro “é Professor Emérito de Estudos Bíblicos da Universidade de Sheffield e Cônego Emérito da Catedral de Sheffield. Suas inúmeras publicações, cobrem o fundo histórico, geográfico e social do Antigo Testamento, a história da interpretação bíblica, e o uso da Bíblia em questões morais, sociais, políticas e ambientais”. O mesmo site da editora explica que “John Vincent estudou em Basiléia, tendo sido aluno de Karl Barth e Oscar Cullmann. Como um ministro metodista, ele já foi presidente Associação Metodista. Foi ele quem fundou aa Unidade de Teologia Urbana em Sheffield, da qual ele agora é Diretor Emérito. Ele já publicou muitos livros e artigos sobre o Novo Testamento e no e sobre os princípios básicos do discipulado”.
Descrição do Conteúdo
Creio que o resumo expressivo do conteúdo deste livro poderia muito bem ser representando por estes dois parágrafos da página 74:
 Então, quando olhamos para um texto, nós estudamos “nossa realidade”. Isto pode consistir em uma variedade de elementos, incluindo gênero, sexualidade, etnia, idade, habilidade, bem-estar, status, afiliação política e denominacional, tradições espirituais e teológicas (Holgate e Starr, 2006:91-108). Além disso, nós precisamos ler nossa situação através de análises sociais, as quais incluem questões sobre os nossos contextos sociais, econômicos, políticos e culturais  (Idem, 109-14) – e então, as interpretações daqueles em contextos diferentes no nosso, especialmente no contexto global, pós-colonial e em perspectivas vernáculas.
De fato, isto é exatamente o que acontece na cidade. Discípulos contemporâneos “fazem conexões” entre os contextos dos evangelhos, missões e estilos de vida, e o seu próprio contexto, como uma “História de Recepção Prática”..
Aí se disse tudo. Não que o livro todo esteja neste trecho, mas sim que este trecho transmite toda a idéia do livro. Quando refiro-me a idéia, estou falando mais da filosofia e dos pressupostos do livro, do que de seu próprio conteúdo, se visto de maneira rápida ou superficial.
Ponto Forte
Um ponto fortíssimo deste livro, é que ele ensina, ao leitor, como aplicar seus fundamentos, na prática. Por exemplo, na página 80, depois de ter analisado a vida urbana no tempo de Cristo, o leitor pode observar como o próprio Mestre se comportava em tal estilo de vida, e em seguida, recebe a lista daquilo que deveria fazer, também, como discípulo de Cristo. As listas abaixo referem-se ao ato pessoal de se aproximar dos cidadãos comuns para torná-los em discípulos urbanos do evangelho cristão.
Traduzindo, os próprios autores:
Jesus:
1)        Chama o indivíduo pelo nome
2)        Lida com a sua presente situação
3)        Cura o sofredor
4)        Chama a pessoa curada para uma nova vida
5)        Assegura um novo futuro para a vítima
6)        Provê a nova comunidade para o restaurado
7)        Protesta contra os poderes que o estavam vitimando
8)        Confronta os crítcos.
O Discípulo Moderno:
1)        Chama os reais opressores pelo nome
2)        Enfrenta a situação sociopolítica
3)        Melhora a situação de todos para uma condição semelhante
4)        Chama comunidades para crescer em plenitude
5)        Assegura novos futuros para comunidades
6)        Cria comunidades de fé com os recentemente atendidos
7)        Delibera com os críticos e com a mídia

Espero que este recorte já lhe seja útil, antes que você compre o livro, leia-o, e retire as demais praticidades do mesmo para a plenitude da sua vida cristã.

Twitter: @Valdeci_Junior
Pergunta Que Será Respondida Amanhã:
Qual é a maior necessidade de um lar? Como melhor posso suprir o meu lar?