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terça-feira, 5 de maio de 2015

Aquecimento Global Existe? Ou é Uma Piada?

Barack Obama fez piada com o senador que não acredita em aquecimento global[1]. Isso aconteceu no último dia 25, mas a luta do presidente estadunidense para enfrentar a crise climática do planeta está virada numa bola de neve há muito tempo. E naquele verdadeiro campo minado da política, o republicano James Inhofe discursou no senado com a intenção de convencer o congresso de que não existe aquecimento global. Seria uma piada?
Piada é ver uma igreja cristã servir de náuseas para o próprio Cristo. Leia Apocalipse 3:14-22. Assim como o mercado anda desaquecido, e a inflação aquece suas turbinas nestes últimos meses; assim como o calor solar será uma praga nos últimos dias planetários que se aproximam (Ap 15:8); assim como as temperaturas climáticas estão cada vez mais loucas; o derradeiro período da era cristã, representado pela igreja de Laodiceia, também sofre problemas de aquecimento (Ap 3:15-16). Parece piada, mas o atual cristianismo que tenta ser frio e quente ao mesmo tempo, na realidade, o que consegue é, de forma simultânea, não ser nem frio e nem quente. É morno!
Já bebeu água morna? Não é agradável. A indefinição é um incômodo. Em escala bem inferior, entendo um pouco o sentimento de Obama. Um dia desses, preguei numa grande igreja em que, pela manhã, falei do aquecimento global e, na palestra da tarde, fui desafiado por um homem inteligente que se levantou e apresentou suas razões para crer que o aquecimento global não existe. Eu quase lhe perguntei: “O que existe então?” Porque diante do que vejo e estudo, se não admitirmos que o planeta esteja em crise climática, teremos um grande mistério à frente. Assim como é misterioso tentar entender a igreja da nossa atualidade.
Temos tantas literaturas, seminários, evangelismos midiáticos, materiais denominacionais, promoções de projetos espirituais, eventos, instituições e instruções, que não podemos negar que somos ricos. Mas e o poder da igreja primitiva? Temos? O que nos falta? Fala-se tanto em “Reavivamento e Reforma”… Mas por que é tão raro ver irmãos que nos convençam, pelos seus frutos e ações, que realmente estão reformados e reavivados?
Enquanto seguirmos negando a realidade de que neste mundo não há nada mais com o que possamos nos apegar com firmeza, não sentiremos o fogo do Espírito Santo em sua plenitude. Você e eu precisamos de aquecimento geral, e não parcial. Cada vez que um cristão prefere desfrutar ainda um pouquinho mais do que há de “bom” no mundanismo, joga um balde de água fria em todo o seu raio de influência testemunhal dentro e fora da igreja. E este é o grande problema: a tentativa de viver uma vida dúbia, onde supostamente se aproveitaria tudo de bom que tanto o ambiente de pecado quanto o reino de Deus poderiam oferecer. Isso é pior que a incredulidade, pois vai do sincretismo à profanação.
Você não acha que todas as igrejas deveriam ter um destacado sistema de calefação? Todos os cristãos não deveriam descer do banco de reservas e entrar no aquecimento? A maior tentação de um cristão é tentar viver a vida de ações cristãs sem praticar na vida as devoções cristãs, fazer boas obras sem gastar tempo em oração e ensinar e pregar sem dedicar-se profundamente ao estudo da Bíblia. Todas essas ironias são uma verdadeira piada, concorda? Está na hora de tomarmos coragem suficiente para sermos, vivermos e produzirmos uma igreja que torne visíveis as línguas de fogo do Espírito, você não acha? Ou você também não acredita em aquecimento global?

Um abraço,
Pr. Valdeci Júnior.

Fonte: http://noticias.adventistas.org/pt/coluna/valdeci-junior/o-aquecimento-global-e-uma-piada/

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

PROBLEMAS SOCIAIS - Gênesis 46-47


Eu estava no interior de Santa Catarina, no auge das chuvas de novembro de 2008, numa viagem a trabalho, quando me vi ilhado devido à situação caótica que os desbarrancamentos deixaram, sem ter como sair da cidade para voltar a São Paulo. Mas o pior não era a minha situação.
O vale de Itajaí enfrentou uma catástrofe pluvial tremenda. Imagino que você acompanhou pela mídia. Mas a situação foi muito pior do que a mídia mostrou. Coisa terrível! A situação daqueles cidadãos que moravam ali, no foco do problema, e estavam sendo atingidos diretamente foi muito dura. Eles perderam a casa, o carro e até pessoas queridas. Era chuva demais! Enquanto que, em outras partes do país, há tanta gente passando necessidade por falta de chuva.
Os problemas da terra seca ou do descontrole da chuva são antigos. Quando esses problemas assolam uma região, primeiro vem o estado de emergência, depois a declaração de estado de calamidade pública, a fome, e o povo continua lutando para tentar fazer algo. No caso de Santa Catarina, o que nós, brasileiros, tentamos fazer foi enviar comida para. Milhões e milhões de quilos de alimentos foram enviados.
Agora, no caso da fome geral que aconteceu na sociedade no tempo de Jacó, quem teve que sair de um lugar e ir para o outro foram as próprias pessoas. Eles emigraram para o Egito. E a migração é uma resolução de problema imediata que pode trazer maiores problemas futuros.
Foi, também, em 2008, na crise financeira mundial que se desencadeou a partir da crise imobiliária dos Estados Unidos, que o presidente brasileiro falou para o mundo, em entrevista, que os países ricos deveriam cuidar em resolver o problema dos países pobres, ajudando-os. Caso contrário, o mundo sofreria uma crise de migração dos pobres para os lugares ricos, o que daria uma quebradeira geral maior ainda. Lula estava certo. Essa lição está na Bíblia, há muito tempo. No tempo de Jacó, a maior potência financeira do mundo era o Egito. E quando a crise financeira chegou, esse país rico foi a solução para resolver o problema dos pobres.
Como a Bíblia é sabia e sempre nos ensina grandes lições! Você já fez sua leitura de hoje? Reflita sobre o que estou escrevendo, mas de forma muito mais profunda, na leitura de hoje. Podemos tirar grandes lições da história da família de Jacó, dos filhos dele e da experiência de vida de José, no Egito. Lições essas que podem ajudar a resolver muitos problemas sociais presentes entre nós, hoje em dia, afinal, o contexto pode até mudar, mas o ser humano é sempre o mesmo.


Valdeci Júnior
Fátima Silva

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Presente Molhado - Gen. 2:6

Quando Deus criou o mundo, não chovia? Por que não existia chuva?

Todavia brotava água da terra e irrigava toda a superfície do solo.

O nosso verso de hoje nos fala de um ambiente muito curioso, por ser totalmente diferente da nossa realidade atual. No texto hebraico, onde está expressão correspondente ao que aparece aqui como “brotava água”, há um termo que poderia ser traduzido como “surgia uma neblina”. Inclusive, o texto de Gênesis 2:6, na versão João Ferreira de Almeida Revista e Atualizada, diz assim: “Mas uma neblina subia da terra e regava toda a superfície do solo”. Na realidade, esta frase é uma continuação de Gênesis 2:5 que diz que naquele tempo não existia chuva no planeta Terra. Já pensou? Não existia chuva! Por que não chovia?
O que causa a chuva são as nuvens formadas pela evaporação da água, principalmente dos mares e oceanos. Mas como existia um dossel de água que envolvia o planeta, por causa dele não tinha a insolação, que causaria a evaporação suficiente de água para a formação das densas nuvens de chuva. Os ventos fortes que movem as nuvens são gerados pelas diferenças bruscas de temperaturas. Grandes elevações e grandes depressões promovem esse estado na Natureza. Entretanto, originalmente, a Terra só tinha montes ou outeiros e pequenas depressões. A inexistência de serras, montes elevados e cordilheiras desfavorecia o deslocamento de grandes massas de ar carregadas de água em estado de vapor (que aliás, nem existiam). Se hoje não existisse o favorecimento para gerar vento, só choveria em cima dos mares e oceanos. A quantidade de água no mundo pré-diluviano era praticamente a mesma que temos hoje, mas o seu ciclo era diferente. Em resposta a uma pesquisa da Novo Tempo, o Dr. Nahor de Souza Junior, geólogo criacionista, dizendo o que as palavras de Gênesis 2:6 significam para ele, falou o seguinte:

Água é sinônimo de vida. A elevada porcentagem de água no corpo humano e na superfície da Terra (em torno de 70%) demonstra a importância deste precioso líquido. O ciclo da água, como nós o conhecemos hoje, tão importante para a sobrevivência dos seres vivos, difere daquele existente no mundo edênico (onde a precipitação pluviométrica era inexistente). A possível existência de uma envoltória de água sobre (ou em cima) da atmosfera, antes do Dilúvio, propiciando um perfeito efeito estufa (clima uniformemente agradável em toda a superfície da Terra), pode ser inferida a parti zr do texto de Gêneis 1: 6-8. Esta envoltória (precipitada por ocasião do Dilúvio – “as janelas do céu se abriram”) teria gerado uma pressão atmosférica diferenciada, promovendo assim um ciclo hidrológico distinto do atual.

A chuva ocorre quando as partículas de água em estado de vapor são condensadas frente a uma massa de ar frio. Aí ocorre a famosa “precipitação pluviométrica líquida” ou chuva! Mas acontece que não existiam as massas de ar quente, nem o deslocamento de massas, porque também não existiam as grandes correntes de vento. O mundo perfeito que Deus criou era muito diferente deste mundo detonado no qual nós moramos hoje. Mudanças muito sérias e degenerativas têm acontecido do sistema de água do planeta, de maneira que os cientistas concordam que num futuro próximo corremos o sério risco de nem termos água potável mais. Logo, ao ser criada, a Terra tinha o mais perfeito sistema de irrigação. Nem as plantinhas frágeis sofriam com aquele tipo de irrigação, que era feito através de um vapor, ou de um sereno!
Que tal nos esforçarmos o máximo possível para não continuarmos estragando os presentes que Deus nos dá?



Twitter: @Valdeci_Junior


Pergunta Que Será Respondida Amanhã:
O que é alma?

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

O Cristão e o Meio Ambiente - Gen. 1:26 - VI

Ser um ambientalista é um dever do cristão?


Então disse Deus: “Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança. Domine ele sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu, sobre os grandes animais de toda a terra e sobre todos os pequenos animais que se movem rente ao chão”.


O relacionamento da humanidade com o restante da Criação foi planejado para que o homem fosse o governador dos demais seres vivos. O uso do plural “them” (na Bíblia em inglês) mostra que Deus planejou, desde o mais antigo princípio, ao estabelecer a figura da criatura humana, criar mais que um só indivíduo. Ao transferir o poder do governo sobre toda a Terra, para Adão, Deus planejou tornar o homem o Seu próprio representante, ou vice-governador, sobre o planeta.
Outro dia, eu li a seguinte declaração de uma mulher que é formada em história:

É claro que o homem foi feito para dominar o meio ambiente. Mas, tomemos, como exemplo, o domínio divino. Por acaso o domínio de Deus é tirano? Por acaso é descuidado? Por acaso é irresponsável? Não. O domínio de Deus é perfeito. E se ele fez o homem à sua imagem e semelhança e lhe disse que deveria dominar a terra e tudo o que nela há, é no seu referencial e não no referencial humano, utilitarista, oportunista e, muitas vezes, exclusivista, que o homem deve dominar a natureza.

As palavras dessa professora foram parar no oitavo capítulo do livro Missão Integral, da editora Ultimato. Na realidade, essa amante da natureza é uma ex-senadora. Essa servidora pública diz que quando se converteu, ela passou a ver o seu trabalho com outros olhos. Sua visão mudou a partir da leitura da Bíblia, em comparação com uma de suas atribuições no senado, que era lidar com os assuntos de meio ambiente. Ela conta que passou a perceber que cuidar do meio ambiente deveria ser, para ela, um compromisso de vida, um ministério. Não um ministério no sentido eclesiástico ou teológico, mas um ministério que tem suas raízes no cristianismo. Ser um ambientalista é um dever do cristão?
Muitas vezes, nas igrejas, nós temos a idéia de que os ambientalistas, os que defendem o meio ambiente, são pessoas que prestam culto à natureza ou que fazem isso porque têm alguma participação em movimentos esotéricos. É claro que isso pode acontecer. Mas a defesa do meio ambiente, para nós, cristãos, não é uma questão política, ou utilitária; é uma ordenança divina.
A Bíblia nos apresenta várias passagens nas quais encontramos Deus se reportando à questão do cuidado com a Natureza. Uma delas é esta que estamos estudando hoje. E o interessante é que, cuidar da Natureza não foi mais uma tarefa que Deus deu ao homem. Foi a tarefa. Quando pensou em fazer o ser humano, já designou sua primordial função: “Domine ele sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu, sobre os grandes animais de toda a terra e sobre todos os pequenos animais que se movem rente ao chão”.
Marina Silva nos adverte que quando desrespeitamos a natureza, não utilizamos de forma sustentável os rios, as florestas, o solo, o ar, aquilo que é necessário para a vida do planeta, demonstramos a falta de importância dada às gerações futuras, transmitindo a idéia de que nós precisamos extrair tudo agora porque pensamos apenas, no máximo, nos nossos netos. Essa é uma visão completamente fora do propósito de Deus na relação do homem com a natureza.
Essa mulher que assumiu ministrar o meio ambiente conclui dizendo que a nossa fé deve caminhar seguindo a vontade de Deus. Deve ter sempre como alvo a edificação. Isso resultará na alegria do povo e no júbilo divino.



Twitter: @Valdeci_Junior


Pergunta Que Será Respondida Amanhã:
Qual é a importância de conhecer as diferenças entre as mentalidades do homem e da mulher?

sábado, 3 de setembro de 2011

Very Important Animals - Gen. 1:22

Pastor, o que você pensa sobre os direitos dos animais?

Então Deus os abençoou, dizendo: “Sejam férteis e multipliquem-se! Encham as águas dos mares! E multipliquem-se as aves na terra”.

As plantas e os objetos inanimados, que foram criados até o quarto dia, receberam uma declaração de Deus, de que eram bons produtos. Mas para eles não há uma narrativa dizendo que Deus os abençoou.
Porém, a criação do quinto dia não somente recebeu uma declaração de Deus, de que era algo bom. Para os animais, a benção veio com um update. Gênesis 1:22 diz que “Deus os abençoou, dizendo: ‘Sejam férteis e multipliquem-se! Encham as águas dos mares! E multipliquem-se as aves na terra’”. Os seres do reino animal receberam um tratamento especial: foram abençoados. Deus, Rei do Universo, Todo Poderoso, Eterno, Onisciente, Onipresente, Onipotente, deu aos animaizinhos mais simples, um tratamento “VIP”. Ráh! Ou melhor, um tratamento “VIA”: “Very Important Animals”. Animais Muito Importantes! Yes! Na criação, Deus teve um carinho muito especial pelos bichinhos.
A sociedade moderna tenta proteger os animais. A Lei Federal 9.605/98, dos Crimes Ambientais, nos parágrafos 29-37, trata dos crimes contra a fauna. Um resumo da Declaração Universal dos Direitos dos Animais, proclamada em assembléia da UNESCO em Bruxelas, Bélgica, no dia 27/01/78, diz que:

1 - Todos os animais têm o mesmo direito à vida.
2 - Todos os animais têm direito ao respeito e à proteção do homem.
3 - Nenhum animal deve ser maltratado.
4 - Todos os animais selvagens têm o direito de viver livres no seu habitat.
5 - O animal que o homem escolher para companheiro não deve ser nunca ser abandonado.
6 - Nenhum animal deve ser usado em experiências que lhe causem dor.
7 - Todo ato que põe em risco a vida de um animal é um crime contra a vida.
8 - A poluição e a destruição do meio ambiente são considerados crimescontra os animais.
9 - Os diretos dos animais devem ser defendidos por lei.
10 - O homem deve ser educado para observar, respeitar e compreender os animais.

A colaboradora do Programa Ambiental “A Última Arca de Noé”, Renata Martins, analisando as leis de proteção aos animais, observa que “o que deve ser buscado é a aplicabilidade dessa legislação protetiva, que, infelizmente, ainda é relegada a segundo plano...”. Segundo essa, advogada ambientalista,

O antropocentrismo exacerbado está levando o homem a destruir seu próprio planeta, pois ao julgar-se o centro de tudo, acaba com tudo a sua volta, inclusive [com] os animais, que neste paradigma são vistos apenas como seres que vivem para servir ao homem. É necessário que haja a conscientização de que os animais e as plantas podem muito bem viver sem o homem [mas] o homem jamais conseguirá sobreviver sozinho. Assim, a nossa luta por um planeta pacífico, com qualidade de vida e um meio ambiente sadio e equilibrado, com vida, começa com a conscientização e educação ambiental de toda a população, que deve deixar de lado a visão antropocêntrica... No dia em que essa conscientização plena existir, os direitos dos animais existirão efetivamente também, e serão reconhecidos plenamente, e quem sabe, até mesmo sem a necessidade de tantas leis...

Se até Humboldt dizia que o grau de civilidade de um povo é avaliado pela forma como trata seus animais, como é que nós cristãos não devemos nos posicionar diante destas criaturas que Deus abençoou com tanto carinho? Você não acha que darmos carinho e respeito aos animais não seja também uma forma de honrar o Criador?

Twitter: @Valdeci_Junior



Pergunta Que Será Respondida Amanhã:
Os dias da Criação narrados em Gênesis são longas eras ou dias literais de 24 horas?

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Ordem no Pedaço! Gen. 1:21

O que determina que haja animais específicos para serem aquáticos e outros para serem terrestres?

Assim Deus criou os grandes animais aquáticos e os demais seres vivos que povoam as águas, de acordo com as suas espécies; e todas as aves, de acordo com as suas espécies. E Deus viu que ficou bom.

Quem ensinou o peixe a viver no rio? Quando paramos pra pensar sobre os animais que povoam os rios e oceanos, logo nos lembramos dos peixes. É claro, os peixes são muitos e estão na água. Mas debaixo d’água eles não são os únicos donos do pedaço. Imersos na água, também vivem muitos moluscos, vertebrados, invertebrados, unicelulares, répteis, anfíbios, e por aí vai. Na população aquática tem de tudo isso aí, e outros mais. Todos compartilhando da mesma fatia habitacional aquática do planeta. Parece que só falta a gente lá!
Você já pensou se o ser humano conseguisse viver debaixo d’água? Talvez, grande parte dos problemas de densidade demográfica estaria resolvida, não acha? Se estamos superpopulando a face da Terra, por que não migrarmos para o fundo do mar? Algumas pessoas já provaram um pouquinho do que é estar debaixo da água. Graças aos trabalhos prestados pelos mergulhadores profissionais, conhecemos muito sob o mundo submerso. Mas os mergulhadores ficam pouco tempo lá embaixo. Debaixo d’água também trafegam os submarinos. Mas eles são apenas meios de transporte para fins específicos. Carregam pouca gente, e têm tempo limitado nas profundidades. Agora, se você quer conhecer um lugar de habitação humana mergulhado permanentemente, vá a Dubai. Você vai conhecer o hotel Hydropolis. Ele está formado em três corpos distintos: a recepção construída em terra firme, o túnel de ligação através do qual um pequeno comboio percorre os 400 metros que separam a costa do módulo principal e o complexo subaquático: o centro de atividades de Hydropolis. Esse hotel está situado a 20 metros abaixo do nível do mar e tem 105 mil metros quadrados. É um hotel com 300 suítes e quartos, três restaurantes, Spa de 6.700 metros quadrados, zona comercial, salas de convenções e discotecas. Imagine! Um centro turístico de luxo que surpreende pela sua capacidade, dimensões, atividades e atrações, tudo no fundo do mar!
Mas a existência desse hotel, não quer dizer que o ser humano é capaz de viver debaixo d’água. Imagine: uma construção que custou mais de meio bilhão de dólares, para abrigar somente umas mil pessoas, sendo que, para viver ali, cada pessoa custará mais de mil dólares por dia! Estes preços tão elevados são justamente porque, para que este hotel subaquático se torne uma realidade, o homem ali precisa fazer todas as adaptações para que o ambiente fique, embora debaixo d’água, protegidamente, igual ao ambiente no qual podemos viver, fora da água. Então, isso não é conseguir viver debaixo da água, concorda?
Pois é, se foi Deus quem colocou ordem no pedaço, determinando quem viveria na água e quem viveria no seco, esta ordem estabelecida é uma lei natural. E lei natural é lei, não muda. As espécies que você vê hoje, vivendo sob a água, foram criadas assim, e sempre existiram assim. Os que vivem fora da água, da mesma forma, não vieram de uma seleção natural evolutiva através de adaptações para viver em ambiente diferente. Não. Foram criados programadamente para serem criaturas terrestres. Sabe por quê? É porque Deus é um Deus de ordem. Nós, seres humanos modernizados do século XXI, aspiramos por sermos pessoas ordenadamente civilizadas, porém caímos numa confusa ignorância ao tentar desordenar as explicações possíveis sobre o mundo natural. É muito mais inteligente, crer que os seres vivos vieram à existência por uma criação programada, inteligente e organizada, do que por uma aleatoriedade que aposta nas improbabilidades do acaso.


Twitter: @Valdeci_Junior

Pergunta Que Será Respondida Amanhã:
Pastor, o que você pensa sobre os direitos dos animais?