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terça-feira, 18 de dezembro de 2012

NÃO É FÁCIL, MAS É BOM - 1Pedro


No início da primeira carta escrita por Pedro, vemos o relacionamento funcional existente da Trindade. Isso ilustra muito bem uma grande preocupação de Pedro quando pastoreava: qual é o papel do ser humano no relacionamento dele com Deus. A tarefa de Deus, voluntariamente é nos salvar. Mas, e nós? O que se espera do crente e da igreja?
Em 1Pedro 1:18-20, percebemos que o plano de Deus, a encarnação de Cristo, o conceito da salvação pela graça, a divindade de Jesus e as funções da pessoa do Espírito Santo no plano salvação já estava planejado muito antes de o mundo ser criado. Deus é muito organizado. Ele prevê as coisas e sempre tem vários planos opcionais para executar Seus desígnios.
E você? Como se posiciona como filho de Deus? Veja o que está escrito em 1Pedro 2:9: “Vocês, porém, são geração eleita, sacerdócio real, nação santa, povo exclusivo de Deus, para anunciar as grandezas daquele que os chamou das trevas para a sua maravilhosa luz.” Você percebe o quanto é importante? Se acredita em Jesus, você faz parte da igreja dEle. É certo que foi Jesus quem fundou a igreja e que a Pedra, sobre a qual a igreja está edificada é Cristo (ver 1Pedro 2:4), portanto é Ele quem a sustenta. Mas há um lugar e uma tarefa especiais na igreja que são seus, e ninguém pode preencher esse lugar ou substituir você nessa tarefa.
O preço dessa vaga foi caro. “Para isso vocês foram chamados, pois também Cristo sofreu no lugar de vocês, deixando-lhes exemplo, para que sigam os Seus passos” (1Pedro 2:21). Conforme observamos nesse verso e em 1Pedro 3:18, Jesus veio para nos trazer de volta pra Deus. E só um Deus pode fazer isso.
Para nos ajudar a fazer jus a esse presente grandioso, Deus nos deu os dons que, na realidade, são para que O honremos: “Cada um exerça o dom que recebeu para servir os outros, administrando fielmente a graça de Deus em suas múltiplas formas. Se alguém fala, faça-o como quem transmite a palavra de Deus. Se alguém serve, faça-o com a força que Deus provê, de forma que em todas as coisas Deus seja glorificado mediante Jesus Cristo, a quem sejam a glória e o poder para todo o sempre” (1Pedro 4:10-11).
Fazer a nossa parte pode até não ser fácil, mas concluo com o capítulo 5:10: “O Deus de toda a graça, que os chamou para a sua glória eterna em Cristo Jesus, depois de terem sofrido durante um pouco de tempo, os restaurará, os confirmará, lhes dará forças e os porá sobre firmes alicerces.”


Valdeci Júnior
Fátima Silva

sábado, 3 de novembro de 2012

TRIÚNO - João 16-18


É muito bom escrever este comentário e formar, juntamente com você, um trio harmônico, no que se refere ao crescimento espiritual diário. Imagino que você não esteja entendendo o que estou dizendo, mas digo trio, porque, de certa forma, nós três nos unimos. Você, que acompanha lendo os comentários diários, a Fátima e eu, Valdeci, através dos textos e o Espírito Santo nos falando através da Palavra de Deus. E assim crescemos, ficando cada vez mais perto de Deus.
Porém, há um outro trio, muito superior e muito mais sublime. Teologicamente o chamamos de Trindade: o Pai, o Filho, e o Espírito Santo, que são um só Deus, representado por três pessoas.
Mas como pode ser isso? É como uma família. Tem o pai, o irmão, o filho, o bebê, cada um sendo um indivíduo, mas todos eles juntos formam uma só família. Assim são esses três seres distintos, formando um só Deus.
E de João 16-18, há vários pontos que destacam entendimentos sobre a doutrina bíblica da existência da Trindade. Então, seguem alguns desses versículos.
João 16:5 em diante - começa a falar da obra do Espírito Santo. Quem está explicando isso é Jesus. Aí, já vemos dois seres distintos. E essa obra do Espírito Santo também pode ser vista em Atos 13:1-4. E aqui, Jesus, que é Deus conosco, nos versos oito e nove, falando especificamente sobre a missão do Espírito Santo, comenta que realmente uma obra divina é convencer o homem do pecado, porque conforme Gênesis 3 e Romanos 14:23, uma definição de pecado é deixar de crer em Deus. E para ser ativo na ação de convencer, deve ser um ser.
João 16:13 - o Espírito Santo é apresentado como o espírito da verdade. E, conforme nos ensina 1 Coríntios 12:11, a verdade é Deus. No verso 14, Jesus se refere ao Espírito Santo usando a palavra Ele, um pronome pessoal do caso reto, indicando que o Espírito Santo é “retamente” uma pessoa, conforme Atos 15:28.
João 17- encontramos Jesus orando ao Pai, onde tem a presença de dois seres novamente, Jesus, falando com outro, que é o Pai. No verso três, vemos em Jesus, a onipotência, que é um atributo absolutamente divino. Por isso que Jesus declara que Ele e o Pai são um; ambos são Deus. É como se eu dissesse que minha esposa e eu somos um, ou seja, dois indivíduos, um casal.
Esses três seres, o Pai, o Filho e o Espírito Santo, apesar de ser Deus, se unem para a entrega por amor (João 18), para tentar salvar o ser humano, mesmo que a nossa própria identidade chegue a negá-Lo. É muito amor!


Valdeci Júnior
Fátima Silva

domingo, 21 de outubro de 2012

O TODO-PODEROSO JESUS - Lucas 06-08

Você tem lido a Bíblia diariamente? Como tem sido essa experiência para você? Se está fazendo a leitura diária, com certeza, você tem crescido muito. Mas se não tem lido a Bíblia... hum... Sabe que só temos noção do prejuízo de não ler um livro depois que terminamos de lê-lo? Então, se você quer ter noção do poder que está ao seu dispor, leia a Bíblia. E esse poder, você adquire direto da fonte. Mas quem é a fonte do poder?


Na leitura de hoje, percebemos o quanto Jesus é poderoso. No capítulo seis de Lucas, encontramos Jesus sendo o Senhor do sábado, ou seja, o Deus, a quem, semanalmente, devemos adorar. Depois, vemos Jesus com o poder de ter escolhido os doze apóstolos, isto é, Aquele que é o cabeça da nossa igreja cristã.

Logo em seguida, Jesus passa a transmitir vários ensinamentos, sendo assim o nosso grande professor, o mais poderoso de todos os mestres. Como Ele é a Fonte do amor, nos ensina até a amar nossos inimigos. Você sabe que o maior poder que pode existir no Universo é o amor, não é mesmo? E a maior demonstração prática, mais efetiva e radical dessa teoria de amar, amar, amar, incondicionalmente, até o inimigo, vem desse todo-poderoso Messias, Cristo Jesus.

No capítulo seguinte, vemos Jesus com o poder da fé. Aliás, Ele é o próprio autor e consumador da nossa fé, como diz no livro de Hebreus. Percebemos Jesus administrando, cuidando, mantendo a fé de um homem que, originalmente, não era do povo de Deus. Do versículo 11 em diante, Jesus demonstra a maior ação de poder que pode existir no Universo: originar a própria vida. Jesus dá vida a um defunto. Portanto, antes de tudo, Jesus é o próprio Criador.

A pecadora reconheceu Seu poder, ungindo os pés dEle; os discípulos de João, ouvindo o testemunho que Jesus dava. E você, como reconhece o poder de Jesus? E se não reconhece, que base forte e convincente teria para discordar?

Uma boa dica para formar sua opinião sobre o poder de Jesus é Lucas 8, primeiramente através do Seu ensino sábio, e depois, por meio das Suas atitudes. Ele deixou claro que a Sua família é muito mais que uma família humana, e que tem o domínio sobre a natureza muito maior que nós que só dominamos animais domésticos. Inclusive, Jesus dominou uma tempestade, o mar, as ondas, os demônios, a doença e até a morte.

Não tem como escapar, Jesus é “o” todo-poderoso. Aleluia por isso! Ninguém melhor que Ele para ser o nosso Salvador. Glórias a Ele! Que Seu nome seja louvado!

Um abraço,
Valdeci Júnior
e
Fátima Silva

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Texto Bíblico é Falso? Contém Heresia?

Por que I João 5:7 e 8 aparece entre colchetes na Bíblia? Seria um texto bíblico falso? Se é falso, contém heresia?








“Pois há três que dão testemunho no céu: o Pai, a Palavra e o Espírito Santo; e estes três são um. E três são os que testificam na terra: o Espírito, a água e o sangue, e os três são unânimes num só propósito.”
 I João 5:7 e 8.

A passagem bíblica que serve como base para a teoria, do suposto “evangelho da água” - 1João 5:7-8 - não tem sustentação. Você já percebeu que a maioria das versões bíblicas a traz entre colchetes. Você sabe por quê? Esta passagem não existe em nenhum manuscrito grego. Ela também não existe em nenhum manuscrito anterior ao século 12. Ela só existe em alguns manuscritos em latim que são cópias diretas da Vulgata.
A primeira vez na história que estes dois versículos aparecem é exatamente na Vulgata. No contexto em que Jerônimo vivia, haviam sérias controvérsias e discussões teológicas sobre problemas relacionados com a trindade e com a doutrina do Batismo, em especial o significado do Batismo de Cristo: daí vem a teoria da ênfase maximizada no significado da água. Por estas e outras evidências, a maioria dos teólogos, estudiosos e peritos, é unânime em concordar que estes dois versos não estavam no manuscrito original, e portanto não tenham sido escritos por João, ou sejam não fazem parte do cânon sagrado.
Apesar disso, tais versos não apresentam heresia. O que não podemos é construir teologia em cima deles. Apesar de parte deste texto não estar na maioria dos textos massoréticos (o que está entre colchetes é, provavelmente, o comentário de um copista sobre o texto), ele não está acrescentando uma heresia na Bíblia, porque a doutrina da Trindade é apoiada em inúmeros textos bíblicos incontestáveis: Mateus 28:19, 2 Coríntios 13:13, Mateus 3:13-17, Judas 1:20, 21, etc.
A prática hebréia, baseada em Deut. 17:6; 19:15; etc., exigia o firme depoimento de duas ou três testemunhas para poder tomar uma decisão em certas disputas legais. João cita aqui três testemunhas apoiando a divindade de seu Mestre (1 João 5:5-6,8), assegurando assim a seus leitores de que sua declaração era digna de fé. 
João apresenta a base na crença no Jesus divino-humano especialmente em resposta aos heréticos que sugeriam que o Espírito veio a Jesus em seu batismo, mas o deixou na crucificação. João insiste que Cristo possuiu o Espírito Santo durante toda a vida terrena (uma vez que Ele nasceu pelo poder do Espírito).
Água, provavelmente refira-se ao batismo de Jesus, quando o Pai declarou sua identificação com o Filho e o ungiu para seu ministério. Sangue refere-se à crucificação, através da qual Cristo completou sua obra. O Espírito testemunha em relação a Cristo em cada momento de sua vida.
Que o testemunho do Espírito Santo em sua vida seja também uma realidade.


Um abraço,

Twitter: @Valdeci_Junior
Débora Christina Teixeira


Pergunta Que Será Respondida Amanhã:
Amanhã, irei recomendar um livro

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Pioneiros da IASD Eram Anti-Trinitarianos e Semi-Arianos

O que mudou na IASD? É verdade que a Igreja Adventista do Sétimo Dia teria se afastado da Bíblia e dos escritos de seus pioneiros para então aceitar a doutrina da Trindade?



Na realidade, os pioneiros da igreja adventista eram, em termos gerais, antitrinitários ou semi-arianos. E qual é o problema? Não temos nada a esconder sobre isso. A partir de 1888, alguns líderes passaram a, gradualmente, a compreender que a posição tradicional da denominação em relação à trindade era inadequada. O próprio Tiago White já afirmara que ele, bem como os demais pioneiros, estariam dispostos a mudar pontos de sua fé caso tivessem uma boa razão, para fazê-lo com base nas escrituras (Review And Herald, 7 de fevereiro 1856 p. 149).

O Adventismo passou por um desenvolvimento gradual, sistemático e consistente das suas crenças, inclusive de seu ponto de vista quanto à Trindade. Embora Ellen G. White nunca tenha usado o termo Trindade, ela participou desse processo de transformação do pensamento adventista. Em 1901 ela escreveu sobre “os eternos dignitários celestes – Deus, Cristo, e o Espirito Santo” (Evangelismo, 616). Em outra ocasião, Ellen escreveu se referindo ao Espírito Santo como a “terceira pessoa da divindade”.(O Desejado de Todas as Nações, 691).

A partir do final do séulo 19 e do início do século 20, houve um crescimento no conhecimento da Trindade, motivado pelas crises do pensamento panteísta e de outros ensinos falsos sobre o Espírito Santo e também de dificuldades acerca da compreensão da natureza de Cristo. Ou seja, no processo histórico doutrinário da IASD, a crença da Trindade evoluiu de um pensamento distintamente não trinitário, para arianismo, semi-arianismo e então para o pleno triunfo da atual confissão de fé trinitária.

Mas isso não significa abandono da Bíblia. Pelo contrário, como base bíblica temos muitas passagens a evidenciar a existência da trindade (Gn. 1:26; 2:24; 3:22; 11:7; Is 6:8; Mt. 28:19; 3:16 e 17). É como ouvi, certa vez, em sala de aula, o professor Alberto R. Timm dizer:

“A Bíblia enfatiza a Trindade, e Ellen White a confirma (Evangelismo 613-617). Embora a IASD valorize sua própria herança doutrinária ela sente ser seu dever revisá-la constantemente à luz dos escritos inspirados. Embora o nome não apareça em nenhum destes escritos, a Bíblia trata do conceito. Cremos, portanto, que a aceitação da doutrina bíblica da trindade é parte do compromisso adventista com a sola-tota scriptura”.

A base da nossa crença não é sermos regidos pelos cérebros dos pioneiros, mas sim, somente, totalmente, e acima de tudo, pela Bíblia. Apesar de que a maioria dos pioneiros da IASD fosse formada de anti-trinitarianos e semi-arianos, se eles tivessem vivido um século para acompanhar todo o crescimento de compreensão bíblica desta igreja, eles teriam, com certeza, tornado-se trinitarianos, pois eram sinceros no que criam. Isso os diferencia bruscamente dos antitrinitarianos de hoje que, acima disto, são dissidentes apóstadas disfarçados de santas ovelhas. Leia mais sobre estas mudanças doutrinárias ao longo da história dessa igreja em "Em Busca de Identidade".

Um abraço,

Twitter: @Valdeci_Junior


Leia mais sobre o ensino bíblico da Trindade em: Trindade clicando aqui.


Pergunta Que Será Respondida Amanhã:
Qual é o problema em crer que os dias descritos do relato da Criação em Gênesis 1 sejam, cada um, a representação de uma longa era geológica?

domingo, 6 de novembro de 2011

O Espírito Sando é Uma Pomba?

Por que o Espírito Santo foi comparado a uma pomba no momento em que pairou sobre Jesus, quando João O batizava?





Deus é tão diferente de nós, a ponto de sermos totalmente incapazes de ter uma compreensão satisfatória a Seu respeito. Imagine alguém querendo colocar o oceano dentro de um copo (o oceano seria Deus e o copo, a nossa mente)!

Para você pensar um pouco sobre essa dificuldade de descrever as coisas do Céu para os humanos, vou apresentar-lhe uma situação hipotética. Imagine que fôssemos a uma aldeia totalmente primitiva, que nunca ouviu falar da nossa civilização. Então, pegássemos um índio, aplicássemos um sedativo que o fizesse dormir totalmente e o trouxéssemos para dentro da nossa casa. Quando ele acordasse, ficaria super-encantado com os mínimos detalhes: uma lâmpada, um ventilador, uma torneira, um carro, etc. E, se, em seguida, fizéssemos com que ele dormisse novamente e acordasse em sua aldeia? Todos os outros índios viriam até ele para que ele lhes descrevesse a nossa casa. Que palavras você acha que ele usaria? Você acha que ele falaria que a nossa casa tem lâmpada, carro, ventilador e torneira? Como? Estas palavras não existem no vocabulário deles! Eu imagino ele descrevendo uma lâmpada florescente: “Em cada parte da subdivisão da oca da família, pendurado no teto, ficava um pedaço de cana, mágico, que servia para iluminar o ambiente. Em alguma das paredes da mesma subdivisão, tinha uma pedrinha branca. Cada vez que alguém aperta a pedrinha branca, milagrosamente, a “cana” brilha com a cor da lua, porém, com uma luz muito superior à da própria lua, a ponto de iluminar tanto a oca, que chega a parecer dia!”

Gostou? Agora tente entrar na mente de um índio daqueles!!! Esquisito, não? Pois é assim que acontece com as figuras bíblicas da didática de Deus, por exemplo, quando João escreveu o Apocalipse.

Deus usa muitas figuras para nos dar uma leve compreensão das Suas realidades. Com certeza, Ele deve ter as Suas razões, de porque aplicar cada uma dessas figuras, mas, geralmente, Ele não se ocupa em nos dar um porquê. Ele simplesmente as usa. Para nós, muito mais que questionar o porquê, o interessante é buscar o como: o que posso aprender? O que isso me ensina?

Uma pompa não poderia muito bem figurar, por exemplo, que o Espírito Santo vem do Céu, que Ele pode vir até nós e subir até o Céu? Isso não nos dá a esperança para crer que Ele realmente liga o Céu à Terra, levando nossas orações ao trono da graça, e apresentando-as com “gemidos inexprimíveis” (Romanos 8:26)? Para muitos, também, a pomba não significa pureza ou paz? O Espírito Santo não é aquele que pode tornar-nos puros e trazer-nos a paz, à nossa consciência? O comentário bíblico de Moody concorda que a pomba, especificamente nesse evento, se encaixava com o antigo simbolismo, de que essa ave simboliza a pureza, a inocência e a mansidão.

Segundo o comentário bíblico SDABC, é possível interpretar esse verso a partir de uma leitura na língua original, lendo-se da seguinte forma: “o Espírito Santo desceu assim como uma pomba desce” (Mateus 3:16), ou ainda, “o Espírito Santo se fez visível, com forma de pomba” (Lucas 3:22). Outra comentarista bíblica, em seu livro O Desejado de Todas as Nações, nos explica que o que apareceu ali se tratava de uma luz, em forma de uma pomba. Talvez tenha até sido uma manifestação parecida com a manifestação em forma de línguas de fogo no Pentecostes, relatado em Atos 2:3.

Na realidade, para o entendimento no contexto daqueles dias, naquele tempo (de Jesus) e lugar (Judéia), a pomba era o símbolo que os rabinos empregavam para representar a nação de Israel. Deus então estava usando um símbolo comum para se apresentar na linguagem daqueles judeus, de maneira que eles pudessem entender melhor a comunicação que estava sendo ali revelada. Assim como, para aqueles judeus, a pomba era uma representação da nação israelita, essa herança metafórica passou para nós, cristãos, pois, por causa desse evento (o batismo de Jesus), os artistas cristãos tem empregado a pomba como símbolo do Espírito Santo.

O importante é que o Espírito Santo possa realizar em você a obra dEle, de convencê-lo do pecado, da justiça e do juízo (João 16:8) e de dar-lhe o Seu fruto (Gálatas 5:22-23). Isso fará de você uma pessoa mais semelhante a Ele: pura, mansa, pacificadora e ligada ao Céu. Peça, em oração, o Seu batismo!

Um abraço,
Twitter: @Valdeci_Junior

Pergunta Que Será Respondida Amanhã:

2 Tessalonicenses 3:6 fala que devemos nos apartar dos irmãos desordenados. Como assim? Isso não faria com que eles ficassem mais fracos na fé?

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Eu Confio - Gen. 1:26 - III

A Trindade estava toda presente na Criação?

Então disse Deus: “Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança. Domine ele sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu, sobre os grandes animais de toda a terra c e sobre todos os pequenos animais que se movem rente ao chão”.

A explicação de hoje vem do Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia. Pense nesta frase: “Façamos o homem”. O registro sagrado proclama que o homem, apesar de ter sido criado da mesma matéria que os outros seres vivos, é preeminente sobre todas as outras criaturas da Terra. O verbo da nossa frase de hoje está no plural: façamos. Este plural foi considerado quase unicamente pelos teólogos da igreja primitiva como uma referência às três pessoas da divindade. A palavra “façamos” requer, pelo menos, a presença de duas pessoas que compartilhem um conselho entre si.
Veja que o diálogo segue com as indicações no plural, com as declarações seguintes: “à nossa imagem, conforme a nossa semelhança”. Esta declaração de que o homem haveria de ser feito á imagem de mais de um ser, ligada a outras declarações bíblicas de que o homem foi criado à imagem e semelhança de Deus, leva à conclusão de que os que compartilharam deste conselho pré-criação do homem devem ser pessoas de uma mesma divindade. No Antigo Testamento, esta verdade aparece de forma implícita em várias passagens, como por exemplo Gênesis 3:22; 11:7; Daniel 7:9-14, etc. Mas já no Novo Testamento, ela é  uma verdade que está plena e claramente revelada. O Novo Testamento nos diz, em termos inconfundíveis, que Cristo, a segunda pessoa da divindade, chamado de Deus pelo próprio Pai (como visto em Hebreus 8:1), estava associado com o Pai, na obra da Criação. Existem outros textos do Novo Testamento que nos ensinam que, além de Deus o Pai ter criado todas as coisas por intermédio do Seu filho, toda a criação continua recebendo a manutenção de Cristo. Isto nós podemos ver em João 1:1-3 e 14; 1Coríntios 8:6; Colossenses 1:16-17 e Hebreus 1:2.
Mesmo que no Velho Testamento não tenha passagens tão iluminadas explícitas e claras como estas, que revelem a compreensão das diferentes pessoas da divindade, a primeira página Bíblia evidencia, de forma muito forte, a existência de Cristo antes da encarnação, no tempo da Criação, como colaborador com o Pai.
Estes textos não oferecem dificuldades para os que crêem, tanto na inspiração do Antigo, quanto do Novo Testamento, em vista de que uma parte explica a outra, e de que ambas se completam harmoniosamente, como se fossem as pedras de um mesmo mosaico. Não são apenas os versos 26 e 27 que contêm indícios da atividade de Cristo como a segunda pessoa da divindade na obra da Criação. O verso primeiro, do mesmo capítulo 1 de Gênesis, menciona o Espírito Santo, como também, um colaborador da obra da Criação.
Portanto, temos fundamento para declarar que a primeira evidência do sublime mistério da Trindade se encontra na primeira página da Bíblia. Claro, um mistério que foi se apresentar mais claramente quando os escritos inspirados dos diferentes autores posteriores a Moisés foram se combinando na formação das Sagradas Escrituras.
Nunca compreenderemos plenamente a Deus. Por isto, ainda hoje, muitos cristãos têm dificuldade de aceitar a verdade sobre a Trindade, por não entendê-la satisfatoriamente. Mas para aquele que escolhe acreditar em Deus como um filho confia em seu pai, a primeira página da Bíblia já é suficiente para que conheça ao Deus com Quem deve se relacionar.


Twitter: @Valdeci_Junior

Pergunta Que Será Respondida Amanhã:
Que sentido faz ser um ser humano?

domingo, 14 de agosto de 2011

Espírito Santo - Gen. 1:2






O Espírito Santo participou da Criação?




 

A terra, porém, estava sem forma e vazia; havia trevas sobre a face do abismo, e o Espírito de Deus pairava por sobre as águas.


É um prazer estar estudando, com você, o livro de Gênesis. Hoje, o nosso versículo de estudo é o segundo verso de Gênesis capítulo um. Veja, aqui diz que a terra estava “sem forma e vazia”. Num estado de desolação e vacuidade. O SDABC nos ensina que a palavra hebraica usada aqui é tohu. Jó 26:7 mostra o significado correto desta palavra. Declara que Deus "pendura a terra sobre o nada" e a primeira metade apresenta o paralelo: "ele estende o norte sobre vazio". Este texto do livro de Jó mostra claramente o significado de tóhu em Gén. 1: 2, no qual este vocábulo e seu sinônimo bóhu indicam que a terra estava disforme e sem vida. Seus elementos estavam todos misturados, sem nenhuma organização e inanimados.

O verso ainda diz que havia “trevas sobre a face do abismo”. Abismo? Esta palavra vem de uma raiz que significa rugir ou bramar. Em várias outras passagens bíblicas é aplicada com freqüência às águas que bramam, às ondas que rugem, a uma inundação e também às profundidades do mar (Sal. 42: 7; Exo. 15: 5; Deut. 8: 7; Job 28: 14; 38: 16). Os babilônios, povo que também tinha conhecimentos do relato da verdadeira criação, durante muitos séculos, personificaram esta palavra – “tehom” - e a aplicaram a sua deidade mitológica, Tiamat. Eles criam que do cadáver do deus Tiamat se criara a Terra. O registro bíblico mostra que originalmente não tinha luz sobre a terra e que a matéria da superfície estava num estado fluído, porque neste versículo "a face do abismo" é paralela com "a face das águas".

Mas alguém estava Ali. Sobre aquelas águas da Terra disforme, o Espírito de Deus se movia. Era o Espírito Santo, a terceira pessoa da Divindade. O Espírito de Deus já estava presente, pronto para atuar tão logo se desse a ordem. O Espírito Santo sempre tem estado fazendo precisamente essa obra. Este Agente divino sempre tem estado presente para ajudar na obra da criação e da redenção, para reanimar e fortalecer às pessoas caídas, para consolar os doentes e para apresentar a Deus as orações dos crentes numa forma aceitável.

Partindo daqui e através de todas as Escrituras, o Espírito Santo exerce o papel de um agente divino em todos os atos criadores da terra, da natureza, da igreja, ou do homem convertido. E por falar desta interação com o ser humano, é interessante analisar a ação relatada aqui em Gn 1:2, traduzida por “movia”. É a mesma palavra usada Deut. 32:11 para descrever o revoltear da águia sobre seus filhotes, vigilante para protegê-los. Ali, por ocasião da criação, a obra do Espírito de Deus devia ter alguma relação com a atividade que estava por iniciar-se. Uma atividade que faria sair ordem do caos.

Hoje também, este Deus maravilhoso, se move para recriar o seu interior. A obra de fazer o homem renascer, descrita por Jesus em João 3, é efetuada pelo Espírito Santo. Se você hoje, ouvir a voz deste ser maravilhoso, ele poderá transformar o seu coração e o seu viver, fazendo de você uma nova criatura. As pessoas ficarão tão maravilhadas com a sua mudança de comportamento! “Este aí não é mais aquele que conheci. Este é outro. É um novo homem”.

Amigo visitante da Sala, aceite a proposta do apóstolo Paulo, falando do Espírito Santo, em Hebreus três versículo sete: “Hoje, se ouvirdes a Sua voz, não endureça o seu coração”.

Que Deus lhe abençoe.

Twitter: @Valdeci_Junior

Pergunta Que Será Respondida Amanhã:
Qual era a fonte da luz que apareceu no primeiro dia da Criação, se o Sol só aparece no relato do quarto dia?

domingo, 3 de julho de 2011

Em Busca de Identidade


Pastor, como sua igreja passou a ter as doutrinas que tem hoje? Quando a igreja foi fundada já foi estabelecida com todas as atuais doutrinas, como estão? Ou elas foram se desenvolvendo aos poucos? Se foi o caso, em tal desenvolvimento foi tudo um "mar de rosas", ou houve tensões?

Eu tenho o prazer em compartilhar com você sobre esta história interessante. Mas não vou fazer isso sozinho. George Knight, em seu livro "Em Busca de Identidade", responde a esta pergunta, melhor do que qualquer outra pessoa o faria. Portanto, abaixo, segue para você a "isca". Pegar o peixe ou não, é contigo.

“EM BUSCA DE IDENTIDADE”
“O desenvolvimento das doutrinas adventistas do sétimo dia”
Resenha Crítica

Identificação do Livro
Sobre o Autor


O historiador americano George Raymond Knight, aos seus setenta anos, ainda é um efetivo palestrante, em diversas partes do mundo. Ele compartilha sua experiência de ter acompanhado e pesquisado a fundo acerca da história dos adventistas do sétimo dia. Em março deste ano, ao assistir pessoalmente algumas de suas palestras em um encontro internacional de pastores, pude comprovar que ele realmente tem um conteúdo fantástico a transmitir.
Knigth foi arrancado do agnosticismo em 1961, pelos pregadores Vance Ferrell e Ralph Larson. Mas seu currículo tem uma longa trajetória, desde que adquiriu seu bacharelado no Pacific Union College, seu mestrado em divindade na Adnrews University e finalmente seu doutorado na universidade de Houston, em 1976. Hoje, é um cristão apologista. E isto lhe trás uma visão bifocal. Em tudo que já escreveu, demonstra ser um apaixonado membro da Igreja Adventista do Sétimo Dia (IASD), mas, ao mesmo tempo, ter consciência das crises que esta igreja já enfrentou.
Depois de ter ensinado no seminário de teologia por mais de trinta anos, atualmente, este professor emérito da Andrews University (Berrien Springs, Michigan) é aposentado, mas continua, também, escrevendo. Em sua experiência de vida como escritor, já lançou mais de trinta livros sobre educação, religião e história. Diversos destes números têm sido traduzidos e editados em dezenas de países. Atualmente, ele mora em Oregon, EUA, onde está trabalhando na edição de um grande comentário bíblico devocional.
Descrição do Conteúdo
Neste livro, George Knight (GN) faz uma exposição histórica de como as doutrinas da Igreja Adventista do Sétimo Dia foram formadas. Pessoas, debates, controversas, reavivamentos, reformas, aventuras, desânimos e vitórias fazem parte desta narrativa. Em oito capítulos, o leitor é levado a olhar para o tempo como uma passarela na qual um movimento mundial significativo segue um rumo certo. GN não usa de parcialidade ao descrever até mesmo as turbulências deste desenvolvimento.
No primeiro capítulo, ao falar sobre “A Natureza Dinâmica da ‘Verdade Presente’”, alguns mitos são desfeitos. Muitos olham para os adventistas como são hoje e pensam que eles sempre foram assim. Se esta igreja existe para defender a verdade, por não ser dona da verdade, sempre teve, desde seu estado embrionário, a pré-disposição de ser dinâmica no aprendizado e na prática do que Deus revela ao ser humano.
Portanto, a noção básica das características deste desenvolvimento em constante mudança é dependente do conhecimento de duas coisas: o que existia antes da concepção do adventismo e como foi o seu nascimento. O leitor começa inteira-se destes pressupostos no segundo capítulo: “O Adventismo Não Nasceu no Vácuo”.
 “O Fundamento Teológico dos Mileritas” (este é o terceiro capítulo) também estabeleceu uma coleção de conceitos filosóficos e teológicos definitiva para talhar o que viria a ser, no futuro, a IASD. No começo do século dezenove, o denominacionalismo norte americano era influenciado por várias correntes de pensamento. Os anabatistas, os restauracionistas, os metodistas, os deístas, os puritanos, os baconistas e outros montavam um cenário de interesses bíblicos inovadores. E foi neste contexto que os mileritas surgiram. Eram todos os que criam na iminência do segundo advento de Cristo naquela geração.
O grande desapontamento que aquelas pessoas sofreram em 1844 levantou um grande questionamento: “O Que é Ser Adventista no Adventismo? (1844-1885)”. E neste quarto capítulo, GN descreve as diferentes inquietações que os adventistas tiveram e como buscaram suas respostas dentro da Bíblia. Foi neste período que a organização institucional e a base teológica dos adventistas do sétimo dia surgiram. As maneiras como crêem na volta de Jesus, no ministério celestial de Cristo, no ensino bíblico sobre o sábado e na natureza mortal do homem definiram tal teologia. Nascia então a primeira identificação formal e visível dos adventistas do sétimo dia.
“O Que é Cristão no Adventismo? (1886-1919)”. Ironicamente, apesar de fazer parte do cristianismo moderno, a IASD parecia estar perdendo sua identidade de denominação cristã. O quinto capítulo do livro descreve o “Cenário Para a Discórdia (p91)”.  No palco, predominaram duas super ênfases: a) nas crenças distintivas da igreja, em detrimento da pregação cristocêntrica; e b) na tendência errônea de olhar mais para a mensagem de Ellen White do que para a bíblica. Mentalmente, o leitor é levado para Mineápolis, Minnesota, para assistir as reuniões de uma assembléia da Associação Geral de 1888. O que aconteceu ali levou os adventistas, pelas décadas seguintes, à busca de sua identidade cristã.
Enquanto isso, o mundo protestante estava em tensão com o pensamento moderno. Nesta crise, nasciam as identificações do modernismo e do fundamentalismo protestantes, levando de carona o adventismo a perguntar-se sobre “O Que é Fundamentalista no Adventismo? (1919-1950)”. Fundamental para este meandro eram as escolhas que os adventistas fariam dos modos de interpretação da revelação e da inspiração concedidas de Deus ao ser humano. Ao fazer isso, definiriam sua confirmação em mais crenças fundamentais bíblico-cristãs. Mas isto teria o preço de criar projéteis condutores de várias dissidências belicosas, de pessoas que optam por não acompanhar a mudança que o crescimento do conhecimento teológico ocasiona.
Estes dissidentes estariam, em sua ótica, na busca pela pregação e prática de um adventismo melhor por ser histórico. Outros estariam enfocados em buscar pelo que realmente significou tudo o que aconteceu em 1888. Paralelamente, se levantam competitivas discussões sobre o papel e a autoridade dos escritos de Ellen White para os adventistas. E ainda polarizam-se os que defendem diferentes teorias sobre como Deus inspira os profetas para revelar-Se. Amadurecida e bem definida em suas crenças fundamentais, a IASD entrou para o século vinte vendo-se obrigada a saber conviver com isto que GN denomina no sétimo capítulo de “O Adventismo em Tensão Teológica (1950-    )”.
“O Que Tudo Isso Significa?” Este oitavo e último capítulo, além de mostrar o significado do que vem a ser a IASD, traz pelo menos três preciosas lições ao leitor: a) Fazer teologia para rebater outra teologia não leva a nada. Os que fizeram isso só causaram confusão. A simples busca pelo que a Bíblia tem a revelar sempre foi mais edificante. b) A rigidez de um credo inflexível leva ou a vãs tradições, ou a conflitos separatistas. O melhor é ser aberto a sempre crescer no conhecimento de Deus. c) Os adventistas têm crenças distintas e crenças comuns em relação aos demais cristãos. Para saber viver bem com esse duplo aspecto, é preciso equilíbrio. A melhor identificação dos adventistas sempre esteve e continuará em Apocalipse 14:12.
Propósito da Obra
Knight nos esclarece que este livro “examina o desenvolvimento histórico da teologia adventista. Conforme expresso no título, o livro considera essa expansão como a busca contínua por uma identidade” (p10). Como a história desta busca também contém uma série de tensões, o autor procura responder “as perguntas e questões provocadas pelas várias crises enfrentadas pela denominação ao longo do tempo” (p11).
“Tentei tratar do tema o mais breve possível”, comenta GN na mesma página introdutória da obra. Mesmo assim, ele consegue mostrar “que os pioneiros adventistas criam que a ‘verdade presente’ era dinâmica (e não estática) e que podia ser alterada à medida que o Espírito Santo conduzia a igreja em seu Estudo da Bíblia” (p11-12). Esse é o foco que o leitor precisa enxergar, pois
“o adventismo moderno adota o mesmo ponto de vista. Por outro lado, certas crenças fundamentais adotadas pelos adventistas são tão básicas que definem o próprio adventismo e não poderiam ser alteradas sem criar uma corporação religiosa inteiramente diferente. Nesse sentido, a história da teologia adventista é uma história de contínua transformação no contexto da estabilidade.
“Em Busca de Identidade é a primeira tentativa de fornecer uma visão abrangente do desenvolvimento da teologia adventista” (idem).
De acordo com Neal C. Wilson, ex-presidente da Associação Geral dos Adventistas do Sétimo Dia (1979-1990), este livro reforça o fato de que esta igreja “é um movimento profético com uma mensagem profética e uma missão profética” (Wilson, p8). Anteriormente, Wilson já havia comentado que GN, ao revelar a trajetória da IASD, expõe “uma jornada repleta de perigos ocultos, desvios doutrinários sutis e perigosas ciladas. Sua pesquisa levanta muitas questões desconcertantes, mas legítimas, e apresenta respostas satisfatórias” (Ibid., p7).
“Acredito que Em Busca de Identidade ajudará os leitores a compreender melhor a teologia adventista e seu desenvolvimento histórico”, resume o autor no final de sua nota introdutória ao livro, na página treze.
Fontes
Na nomenclatura usada em metodologia histórica, existem as fontes primárias e as fontes secundárias. As fontes primárias são os documentos diretamente relacionados com o objeto do estudo do autor. Por exemplo, se ele vai escrever uma biografia, as fontes primárias seriam os documentos pessoais do biografado, as entrevistas com ele, as correspondências escritas por ele, os sermões produzidos por ele, os artigos escritos por sua autoria, seu diário, etc. Já as fontes secundárias, nesse caso, seriam tudo que outros que não vivenciaram com o indivíduo teriam citado sobre ele. Um exemplo de fontes secundárias nós podemos ver na edição do evangelho de Lucas. O autor bíblico diz: “eu mesmo investiguei tudo cuidadosamente, desde o começo”, “conforme [os fatos que] nos foram transmitidos por aqueles que desde o início foram testemunhas oculares e servos da palavra” (versos 3, 1 e 2). Mas vale observar que a revelação do Espírito Santo a Lucas inspirando-lhe a escrever foi uma fonte primária.
George Knight, na obra Em Busca de Identidade, escreve a história da vida teológica de uma igreja. Um historiador, ao autorar um livro histórico como esse, sempre usa fontes primárias e fontes secundárias. É importante usar os dois tipos de fontes. Pois, se ele desconhecesse as fontes primárias, correria o risco de distorcer os fatos; e se desconhecesse as fontes secundárias, poderia apresentar um relatório desatualizado. No caso de GN, quase que poderíamos dizer que, como ele domina o assunto, e como é uma autoridade respeitada em tal matéria, ele próprio seria a fonte. Mas a documentação é importante. Enquanto vai contando a história, o próprio texto do livro vai apresentando de onde as informações foram tiradas, tanto de documentos diretos dos arquivos da igreja, quanto de outros autores que escreveram sobre a IASD.
Pontos Fortes e Pontos Fracos
O livro realmente alcança os objetivos propostos que descrevemos acima. Quando terminei de ler o mesmo, minha reação foi esta satisfação de que a suma que pude reter foi exatamente o que o prefácio e a nota ao autor propuseram-me no início da leitura. Além de capacitar-me a responder a muitos questionamentos quanto à história da IASD e de derrubar muitos mitos eclesiásticos que eu tinha em mente, percebi que Em Busca de Identidade foi honesto em mostrar-me uma cara mais autêntica do adventismo. E além de ter sido um material de leitura, agora poderá continuar ajudando-me com uma fonte de consulta, pois, em sua parte final, tem um ótimo índice remissivo.
Entretanto, apesar de ter uma boa redação, neste livro, GN perdeu a oportunidade de desenvolver seu texto em uma linha cronológica mais definida. Se um livro se propõe a contar uma história, deveria contá-la em sequência, e não indo e vindo com tantas nuances irregulares. Ao ler, enquanto tentava mentalizar a linha do tempo, eu tinha a sensação de que estava dentro de um ônibus coletivo num centro urbano bem desorganizado, quando você anseia por pegar uma reta, mas isso nunca acontece. Mas depois a reta aparece, pois essa confusão concentra-se mais na primeira parte do livro, somente.
Se os capítulos tivessem tamanhos mais parecidos, e fossem menores, também teriam uma didática melhor. O livro tem uns capítulos muito grandes e outros muito pequenos.  Creio que o autor não foi feliz na escolha do subítulo. Eu escrevia algo como “um breve relato de alguns pontos relevantes na história do desenvolvimento da teologia adotada pelos adventistas do sétimo dia”.  Já mencionei alguma coisa sobre como GN usa as fontes. “As notas de referência foram inseridas no texto e são tão breves quanto possível (p13). ”Apesar de confiar no autor, creio que sua falta em documentar é grave no sentido de não ajudar o leitor a continuar pesquisando. Uma bibliografia mais completa forneceria dados suficientes para que outros seguissem estudando o assunto mais a fundo.
Público Alvo
“A obra é erudita, informativa, estimulante e instrutiva” (Wilson, p7). Em Busca de Identidade, ao mesmo tempo que consegue satisfazer a busca de conhecimento de um estudante, não é uma obra acadêmica, mas sim, popular. Contribui para a comunidade acadêmica com informações, mas não com bibliografia. Comentando sobre todos seus livros desta série sobre o legado adventista, GN argumenta: “embora eu tenha escrito tendo em mente leitores adventistas, os livros também procuram apresentar uma sólida introdução de seus respectivos temas à comunidade em geral”. Serve para os adventistas saberem “quem somos nós” e para os não-adventistas saberem “quem são eles”.
Para os que amam e defendem a IASD, esta obra é uma ferramenta apologética de primeira mão. Para os que têm dúvidas quanto à idoneidade desta igreja, o livro Em Busca de Identidade também é útil. Portanto, acho que este livro é para todos os cristãos que têm senso histórico. Espero que esta resenha crítica seja importante para servir como um instrumento que lhe ajude a fazer uma abalizada avaliação quanto à possível aquisição, ou não, do livro Em Busca de Identidade. Eu recomendo esta obra.
Um abraço,
Twitter: @Valdeci_Junior


Leia mais sobre o ensino bíblico da Trindade em: Trindade clicando aqui.

Pergunta Que Será Respondida Amanhã:
Já pesquisei muito sobre um questionamento que tenho, mas ainda não encontrei um comentário bíblico que me responda. A pergunta é: "Se o assunto do texto de Mateus 5:28 até Mateus 5:32 é adultério, o que este verso da "mão", o verso 30, está fazendo aí?". Sabe pastor, é que  pra mim, este verso faz parte do assunto, da moral, da cobiça sexual e do pecado sexual que o indivíduo pratica solitariamente. Portanto, o que consigo ver neste verso, é uma alusão clara à masturbação. Parece-me que as regras hermenêuticas que aprendi, mais apóiam do que desapontariam esta interpretação. Mas eu nunca encontrei ninguém interpretando este verso assim. Daí eu fico me questionando, se estou fazendo uma "eixegese". O que o senhor acha? Se você já leu algum comentário ou trabalho sobre isto, e puder indicar-me, ficarei grato.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

"Querido Jesus... Amém!"



Não devemos orar somente ao Pai? Por quê há pessoas que oram a Jesus?



A sua pergunta é muito interessante, pois há lugares na Bíblia em que somos instruídos a orar ao Pai, em nome de Jesus, como por exemplo em João 16:23, quando Jesus diz: "Em verdade, em verdade vos digo: se pedirdes alguma coisa ao Pai, ele vo-la concederá em meu nome".

Entretanto, devemos considerar que Jesus também faz parte da divindade, tendo consigo todos os atributos de Deus. Não poder orar ao Espírito Santo ou a Jesus, seria como que diminuir um dos membros da trindade a uma categoria inferior do que viria a ser Deus. E é por isso que a Bíblia não proíbe que oremos também ao Espírito Santo, ou a Jesus, e, pelo contrário, incentiva a isto, como por exemplo em João 14:14, quando Jesus diz: "Se me pedirdes alguma coisa em meu nome, eu o farei".

Que este amado Jesus possa abençoá-lo ricamente,


Um abraço,


Twitter: @Valdeci_Junior

Pergunta Que Será Respondida Amanhã:
O fato de uma igreja aceitar doações e ajudas de políticos pode passar uma idéia de comprometimento perante o candidato ou perante a eleição? Ou isto é aceitável?

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Espírito ou Espírio Santo, em Atos 16?


Em Atos 16:6 é mencionado o Espírito Santo. Logo abaixo, no verso 7, é mencionado o Espírito de Jesus. É o mesmo Espírito ou existem dois Espíritos?




É interessante a sua pergunta. Com certeza, quem está lhe despertando para estas verdades bíblicas é o Espírito Santo.

O uso dos termos “Espírito de Deus” e “Espírito de Cristo” é comum. Em outros versículos, o “Espírito Santo (terceira pessoa da trindade)” é chamado o “Espírito de Cristo”. Em outros versículos o Espírito Santo é chamado o “Espírito de Cristo” (1 Ped. 1: 11; cf. 2 Ped. 1: 21), o "Espírito de seu Filho" (Gál. 4: 6) e o  "Espírito de Jesus Cristo" (Fil. 1: 19). Quanto à relação do Espírito Santo com Cristo, veja João 14: 26; 15: 26; 16: 7, 13-14.

Mas neste texto que estamos estudando, a evidência textual estabelece o texto: “Espírito do Jesus (BJ). Isto demonstra o conceito de que o Espírito (terceira pessoa da trindade) tem a mesma relação com o Filho que com o Pai, e por tanto se pode falar sobre ele como Espírito de Deus, ou Espírito de Cristo (ou de Jesus).

Que esta pessoa maravilhosa, o Espirito Santo, continue iluminando-lhe em seus estudos sobre a Bíblia

Um abraço do seu amigo e irmão em Cristo,

Twitter: @Valdeci_Junior



Pergunta Que Será Respondida Amanhã:

Quando o bebê está na barriga da mãe, ele já é uma alma vivente ou só depos que ele nasce?

terça-feira, 12 de abril de 2011

Trono Sem Espírito Santo Em Apocalipse 22



Como explicar o fato de que o trono apocalíptico é chamado apenas de “trono de Deus e do Cordeiro” (Apoc. 22:1 e 3), sem qualquer alusão ao Espírito Santo?




A resposta abaixo, tudo o que está entre aspas, é de autoria do pastor Alberto R. Timm, Phd em Teologia pela Andrews University. Boa leitura.

"Um dos argumentos mais comuns contra a doutrina da Trindade é a alegação de que o livro do Apocalipse não apresenta qualquer alusão a um “trono” do Espírito Santo. Para entendermos esta questão, é importante considerarmos primeiro o significado do “trono” de Deus nas Escrituras. Quase todos os textos bíblicos falam desse “trono” no singular. Por exemplo, o profeta Isaías teve o privilégio de ver “o Senhor assentado sobre um alto e sublime trono” (Isa. 6:1; ver também Sal. 9:7; Apoc. 4:2; 22:1, 3; etc.). Mas alguns textos mencionam a existência de “tronos” nas cortes celestiais, especialmente quando outros seres celestiais participam de uma sessão de julgamento. Por exemplo, o profeta Daniel diz que continuou olhando “até que foram postos uns tronos” no céu (Dan. 7:9). Também o apóstolo João afirma ter visto em visão “tronos” sobre os quais se assentavam “aqueles aos quais foi dada autoridade de julgar” (Apoc. 20:4).

"As visões e descrições de Deus assentado em Seu trono revelam primariamente a Sua soberania e majestade sobre o Universo. Por exemplo, no Salmo 45:6 é dito: “O teu trono, ó Deus, é para todo o sempre, cetro de eqüidade é o cetro do teu reino”. Mas, em muitos casos, Deus Se assenta em Seu trono para julgar as nações. Um exemplo disso é encontrado no Salmo 9:7 e 8: “Mas o Senhor permanece no seu trono eternamente, trono que erigiu para julgar. Ele mesmo julga o mundo com justiça; administra os povos com retidão”. Outra cena judicial, já mencionada, aparece em Daniel 7:9 e 10, onde é dito que “foram postos uns tronos, e o Ancião de dias se assentou”, e que “assentou-se o tribunal, e se abriram os livros”. Independentemente da ocasião e das circunstâncias envolvidas, a expressão “trono”, quando usada em relação a Deus, possui geralmente uma conotação mais funcional do que essencial.

"É interessante observarmos que Cristo exerce ao mesmo tempo os ofícios sacerdotal e real em Seu trono. Já em Zacarias 6:13 encontramos a seguinte profecia messiânica: “Ele mesmo edificará o templo do Senhor e será revestido de glória; assentar-se-á no seu trono, e dominará, e será sacerdote no seu trono; e reinará perfeita união entre ambos os ofícios”. Como rei, Cristo exerce também a função de juiz. Em João 5:22 é dito: “E o Pai a ninguém julga, mas ao Filho confiou todo julgamento”. Portanto, é plenamente evidente que Cristo deva compartilhar com o Pai o trono do Universo.

"O Espírito Santo, por Sua vez, exerce funções diferentes nos planos divinos. Entre elas estão as de representar a Deus no Universo (Sal. 139:7-12), convencer os seres humanos “do pecado, da justiça e do juízo” (João 16:8), glorificar a Cristo (João 16:14), derramar “o amor de Deus” no coração dos crentes (Rom. 5:5), edificar internamente a igreja (1 Cor. 12) e capacitá-la para o testemunho (Atos 1:8). Mesmo depois da final erradicação do pecado, o Espírito Santo continuará exercendo a função de Mantenedor do Universo (cf. Gên. 1:2). Não é de surpreender, por conseguinte, que Ele não seja mencionado como soberano ou juiz sobre o trono do Universo.

"Alguns indivíduos não se constrangem em usam a expressão “trono de Deus e do Cordeiro” (Apoc. 22:1 e 3) para alegar que, como o Espírito Santo não aparece nesse trono, Ele não pode ser considerado uma Pessoa divina. Mas esse tipo de argumento envolve pelo menos dois problemas fundamentais: Primeiro, ele desconhece a conotação funcional da expressão “trono”, que descreve mais o status e o ofício de Deus do que a Sua natureza essencial. Em segundo lugar, esse argumento está baseado em uma espécie de raciocínio generalizante, sugerindo que alguém só existe se mencionado em todas as alusões aos demais componentes de seu grupo de pares. Neste caso, se o nome do Espírito Santo não aparece sempre que o Pai e o Filho são mencionados juntos, então o Espírito Santo não pode ser considerado parte da Divindade.

"Na Bíblia encontramos vários textos que mencionam ao mesmo tempo o Pai, o Filho e o Espírito Santo (ver Isa. 48:16; Mat. 28:19; Luc. 3:21 e 22; 1 Cor. 12:4-6; 2 Cor. 13:13; Efés. 4:4-6; Tito 3:4-7; etc.). Embora o Espírito Santo não seja mencionado explicitamente em Apocalipse 22:1 e 3 com o Pai e o Filho sobre o trono do Universo, esse fato jamais deveria ser usado para invalidar os demais textos bíblicos que mencionam o Espírito Santo como exercendo funções distintas do Pai e do Filho.

Espero que esta resposta do pastor Alberto Timm tenha lhe sido satisfatória, para este questionamento. Caso lhe reste ainda alguma dúvida, sinta-se à vontade em escrever para a Sala.

Um abraço,

Twitter: @Valdeci_Junior



Pergunta Que Será Respondida Amanhã:
Em João 21:22, por que Jesus foi tão ríspido com Pedro? João foi um discípulo que continuou seguindo Jesus em toda sua vida, e nesta cena ele mostra isso claramente, não como indiscrição, mas como um verdadeiro seguidor. Mas em relação a Pedro, Jesus foi um pouco “duro”. Por que?

quinta-feira, 10 de março de 2011

Yeoshua

Sou evangélico a muito tempo, a cinco anos atrás tomei conhecimento através de uma entrevista na televisão sobre o nome do pai, do filho e do espirito santo. o irmão luis claudio afirma com provas em mãos que forão adulterados quando pasado do ebraico para o português ainda porque nomes proprios não se traduzem,(estou lendo e crendo pois as provas são sufientes para quem quer ler sobre o assunto e quer conhecer a verdade)para mim não está sendo facil depois de tanto tempo tomar cohecimento de um assunto tão importate pois de acordo com as escrituras a salvação querendo ou não depende do nome porque quando oramos em nomes errados, altomaticamente estamos pedindo a pessoua errada.
Por gentilesa mim emvie um resposta sobre o assunto.
muito grato em nome de yaohushua o messias. [sic]

Meu prezado irmão,


Reconheço sua preocupação, e sintetizo o lado bom dela, no aspecto da preocupação em dirigir-se à pessoa certa, e não à pessoa errada.

Há muitos anos, lido com muitas pessoas estrangeiras, e aprendi que nenhum adulto com mais de trinta anos é capaz de aprender uma língua estrangeira não-cognata tão plenamente a ponto de ficar absolutamente sem nenhum sotaque. Logo, se o senhor pronunciar este nome aí na frente de alguém que fale esta língua como língua materna, não reluto em dizer que este alguém dirá que o senhor está pronunciando de forma errada, em seu acento.

Certa vez, durante uma campanha de trabalho com estudantes bolivianos, argentinos, peruanos e chilenos, no Chile, fiz um desafio a todos aqueles jovens (eram aproximadamente 50 jovens): quem pronunciar meu nome corretamente, até no fim do verão, vai ganhar, de mim, tal soma de dinheiro (prometi-lhes uma quantidade, que não me lembro quanto). Quase todos os dias, os mais interessados pediam pra eu repetir meu nome: Valdeci Júnior. E eles “repetiam” Bál(com aquele “l” cheio do hispano, que não consigo escrever)dêci Rúniôrrr. Uma piada. O resumo da história foi que terminou o verão e não dei dinheiro pra ninguém.

Meu filho chama-se Daniel. Imagine-o na Aduana, para entrar no EUA. Então o cara da polícia o chama “Dáêniel”. Você acha que ele não vai atender só porque o cara não sabe falar português? E daí vai deixar de entrar no país? Se você se chamasse, por exemplo, Samuel, deixaria de atender o estrangeiros só por lhe chamarem de Sémuêl? Se você pegar uma bíblia em inglês vai recusar-se a ler o livro James só porque não está Tiago? Ah, mas em grego não é nem James nem Tiago. Então, vamos nos recusar a ler a Bíblia, porque os nomes de todos os personagens estão transliterados e/ou traduzidos do hebraico para o português? Mesmo que a transliteração seja uma tentativa de aproximação, na escrita as letras estarão trocadas, porque não existe uma transliteração 100%, uma vez que os alfabetos não são exatamente iguais, nem os fonemas são exatamente correlatos. Se você deseja tanto chamar Jesus de yaohushua, e se é esta pronúncia que é tão importante assim pra você, por respeitar a originalidade da sonoridade do nome da pessoa, a fim de tornar o nome de Jesus singular, vai ter que, pra ser coerente, profanar o nome de Jesus chamando todos os demais yaohushuas da mesma forma (para lhe ajudar nisso, por exemplo, todos os Josués da Bíblia, originalmente, são xarás de Jesus – é na tradução que muda). Outro ponto: Judá e Judas só são palavras diferentes nas traduções. No original são uma só palavra. Logo, yaohushua é o Leão da Tribo de Judas. E aí? Ah, mas a Bíblia fala também que o diabo é um leão que está andando em derredor dos santos, rugindo, procurando a quem possa tragar. Então, yaohushua seria o diabo da tribo de Judas? Não creio nisto, irmão. Estou apenas levando a sério o apego ao pé da letra, para que o irmão veja que isto não faz sentido.

Uma pessoa pode ser chamada de diferentes formas, que ela não vai mudar de personalidade por isso. Logo, na Bíblia, Deus tem dezenas de nomes. Os vários nomes e títulos dados a Deus na Bíblia revelam muito em relação a Seu caráter e governo. Dependendo do que Deus queria comunicar de Si através daquela teofania específica, ele apresentava certo tipo de nome. Os mais comuns que encontramos na língua bíblica são Elohim, El-Shadai, Adonai e Jeová (adaptação do tetagrama). Veja, por exemplo, em http://www.palavraprudente.com.br/estudos/cdcole/definicaodoutrina/cap03.html um estudo sobre isto. Ali você vai encontrar-se com os as mais diferentes identidades divinas, como por exemplo JEOVÁ-HOSENU, "Jeová nosso criador". Salmo 95:6. JEOVÁ-JIRÉ, "Jeová proverá". Gênesis 22:14. JEOVÁ-RAFÁ, "Jeová que te cura". Êxodo 15:26. JEOVÁ-NISSI, "Jeová, minha bandeira". Êxodo 17:15. JEOVÁ-M?KADDÉS, "Jeová que te santifica". Levítico 20:8. JEOVÁ-ELOENU, "Jeová nosso Deus". Salmo 99:5 e 8. JEOVÁ-ELOEKA, "Jeová teu Deus". Êxodo 20:2,5,7.

Vale ainda lembrar que no grego do Novo Testamento Deus é chamado de Teos (Deus), Pater (Pai), Déspotes (Soberano), Kúrios (Senhor), etc. Se nos apegarmos tanto ao nome yaohushua, então não podemos chamar o yaohushua de CHRISTUS? Porque este é um outro nome com o qual Ele é chamado, no Novo Testamento. É interessante, ainda, notar, que Mateus 3:3 aponta Jesus como sendo o Senhor referido em Isaías 40:3. Quando vamos a Isaías 40:3, no original hebraico, encontramos que este senhor é o YHWH! Jesus é Jeová! E aí?

Aliás, Jeová “vírgula”. Durante muitos séculos (senão milênios) por respeito cultural a Deus, os judeus não pronunciaram este nome. Na leitura canônica, quando chegavam na palavra YHWH, pulavam-na, no falar. Naquela época, no hebraico, não se escreviam as vogais. Não existia vogais escritas. Nem sabiam o que era vogal. Para que você entenda, eles escreveriam, por exemplo, propiciatório, assim: prpctr. É assim que, originalmente, está escrito todo o AT. Por estes dois motivos, o da não-pronúncia do tetragrama e o da ausência de vogais escritas, depois de séculos, todos os judeus, em toda a tradição judaica, passaram a não saber mais qual seria a pronúncia correta de YHWH, ao qual chamamos de Jeová. E aí, você arriscaria a pronúncia correta? Se sim, eu também posso arriscar-me, certo? E qual seria o nome certo de Deus?

O nome certo de Deus é aquele com o qual você, respeitosamente se comunica com Ele. Deus não é mesquinho o suficiente em não atender a uma pessoa só porque ela não sabe pronunciar determinada palavra. Deus é amoroso e misericordioso o suficiente para cumprir o que prometeu em João 6:37.

“Assim, aproximemo-nos do trono da graça com toda a confiança, a fim de recebermos misericórdia e encontrarmos graça que nos ajude no momento da necessidade (Hebreus 4:16)”.

Que o Senhor lhe abençoe,

Twitter: @Valdeci_Junior

Pergunta Que Será Respondida Amanhã:
Os gostos musicais podem ser diferentes? Tem algo a ver com a espiritualidade? Existe os conflitos de gerações? O que fazer?

terça-feira, 12 de outubro de 2010

A Trindade






Gostaria de entender melhor o que a Bíblia diz sobre a Trindade.






A TRINDADE
(Estudo 06 desta série)

Você gosta de ficar só? Por quanto tempo? Já imaginou se você nunca, em hipótese alguma, tivesse qualquer tipo de relacionamento, com ninguém?
Por que o ser humano não é uma ilha? Dependemos muito dos nossos semelhantes. Quando observo a natureza, penso que somos uma das espécies mais interdependentes. Muitos mamíferos, poucas horas após o nascimento já são capazes de andar, correr, saltar e pular. Existem animais que quando nascem nunca vêm os pais, porque estes já se foram há muito tempo. Mas você já observou o quanto um bebê demora para ser capaz de sobreviver sem a assistência de alguém? Anos! Tempo maior que a existência completa de muitos outros seres vivos.
Mesmo depois que o cidadãozinho já e capaz de andar com as próprias pernas ele continua dependente da família. Ainda que consiga se manter, vai sempre buscar ter a companhia de alguém. Todos têm família!
Por que o ser humano é tão dependente? Todo estudante tem sua turma, todo trabalhador tem seus colegas, todo jovem tem sua galera... E ainda vivemos arrumando desculpas para nos relacionarmos mais. Os diplomas e as condecorações são entregues em grandes reuniões, as competições reúnem milhares, as produções nos trazem a interdependência, os planejamentos são feitos acompanhados de refeições... E por falar em refeições, quantas delas não são criadas somente com o objetivo dos encontros! Enquanto as palavras “jantar” e “encontro” parecem ser sinônimas, tomar uma refeição sozinho pode lembrar solidão.
Por que a solidão é tão triste? O pior castigo que se pode aplicar a alguém é o isolamento, por quê? Pense comigo, o ser humano foi criado para ficar só? Assim que terminou de criar o homem Deus disse não é bom que o homem esteja só (Gênesis 2:18). Sabe qual a razão? É que o ser humano foi feito à imagem e semelhança de Deus (Gênesis 1:26 e 27), e Deus é um ser relacional. A Bíblia não diz que Deus é amor (1 João 4:8)? Por aí nós percebemos que Deus não é sozinho, pois como seria amor se fosse sozinho? Não existe amor sem relacionamento.
O ser humano é relacional através do matrimonio, da família, das atividades que realiza, etc. Mas e Deus? Como foi possível um Deus único ter estado se relacionando com alguém desde o inicio da eternidade? Antes de ter criado qualquer um dos seres, Ele já não era amor? Sendo amor, se relacionava com quem? Acontece que, ao mesmo tempo em que Deus é Único Ele é Triúno:

Será que a Bíblia está se contradizendo? Como é possível Deus ser Único e Triúno? Este é um conceito que pode ser chamado de “unicidade na pluralidade”. Isto pode ser ilustrado pela mesma figura do relacionamento humano, o matrimônio. Vamos comparar Gênesis 2:24 com Deuteronômios 6:4:
Ouve, Israel, o SENHOR, nosso Deus, é o único SENHOR (Deuteronômio 6:4).
Por isso, deixa o homem pai e mãe e se une à sua mulher, tornando-se os dois uma carne (Gênesis 2:24).
As palavras sublinhadas nos dois versículos, no original hebraico são a mesma: “echad”, que, ao pé da letra, significa “um entre outros”. Do mesmo modo que Deus é “único”, “no sentido plural”, Adão e Eva eram “uma só carne” no “sentido plural”. Tanto Deuteronômio 6:4 quanto Gênesis 2:24, apresentam uma unicidade na pluralidade. Se Moisés quisesse mostrar uma única unidade de ser ele teria usado a palavra yachid, que daria o sentido de um único ser.

Três seres divinos distintos, o Pai, o Filho e o Espírito Santo, formam uma única divindade. Não existem três deuses, mas Deus são Três seres que se relacionam. Em um conselho que Paulo deu aos cristãos, ele cita o trio divino, em uma ordem que, em grego, parece até estar alfabética (Espírito Santo, Jesus, Pai): ... somente um corpo e um Espírito, como também fostes chamados numa só esperança da vossa vocação; há umSenhor, uma só fé, um só batismo; um só Deus e Pai de todos, o qual é sobre todos, age por meio de todos e está em todos (Efésios 4:3-6).

O Espírito Santo

Na criação os três seres da divindade estavam envolvidos. No princípio, criou Deus os céus e a terra. A terra, porém, estava sem forma e vazia; havia trevas sobre a face do abismo, e o Espírito de Deus pairava por sobre as águas (Gênesis 1:1 e 2). Também disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança;(Gênesis 1:26). Mas, primeiro ser da trindade mencionado especificamente na Bíblia é o Deus Espírito Santo (Gênesis 1:2).
A Palavra de Deus afirma que o Espírito Santo não é uma força ou poder impessoal. Olhe o que Jesus falou dEle: Ele Me glorificará... e há de anunciar (João 16:14). Os primeiros cristãos o consideravam neste nível: Pareceu bem ao Espírito Santo e a nós (Atos 15:28). Naquela época Ele dirigia os interesses da igreja: Disse o Espírito Santo: Separai-me, agora, Barnabé e Saulo para a obra a que os tenho chamado (Atos13:2).
A Bíblia cita diversas atividades realizadas pelo Espírito Santo que não podem ser executadas simplesmente por um poder, e vários atributos de caráter que Ele possui, que são exclusivos de um ser que possui identidade própria. A mais forte destas características está revelada na forma que Jesus apresenta o Espírito Santo à humanidade.

Ao apresentar o Espírito Santo, Jesus O identificou como “outro Parakletos” (João 14:16). Essa palavra grega tem sido traduzida como “Ajudador”, “Confortador”, “Consolador”, “Conselheiro” e pode também significar “Intercessor”, “Mediador” ou “Advogado”. Além do Espírito, o único Parakletos mencionado nas Escrituras é o próprio Cristo (Nisto Cremos (Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 1997), 94).

Quando Pedro disse a Ananias que ele havia mentido ao Espírito Santo ele disse que Ananias na realidade havia mentido a Deus. Então, disse Pedro: Ananias, por que... mentisses ao Espírito Santo? ...não mentiste aos homens, mas a Deus. (Atos 5:3 e 4). Ananias mentiu ao Deus Espírito Santo.
Esta pessoa amiga é plenamente Deus. Ele participou da Criação (Gênesis 1:2), tem existência eterna (Hebreus 9:14), está em todos os lugares ao mesmo tempo (Salmo 139:7), sabe todas as coisas (1 Coríntios 2:10 e 11). Somente um Deus pode ser criador, eterno, onipresente, onisciente e ter outras características tão sublimes.
Depois que Jesus subiu ao Céu, o Espírito Santo passou a ser o atual representante da divindade junto à humanidade. Jesus disse: Rogarei ao Pai e Ele vos enviará outro Consolador, o Espírito da verdade (João 14:16), e eis que estou convosco todos os dias até a consumação do século (Mateus 28:20).
O Espírito de graça trabalha em favor dos crentes (Hebreus 10:29), aplicando a salvação de Cristo à nossa vida. Como revelador, Ele nos convence do pecado (João 16:8), nos guia em toda a verdade (João 16:13), e nos faz lembrar todas as coisas (João 14:26) que Jesus ensinou.
Deus espera que os crentes estejam cheios do Espírito Santo (Atos 13:9), para que a proclamação do evangelho alcance os confins da Terra (Atos 1:8).

O Filho

Este ser divino sempre existiu durante a eternidade. No princípio era o Verbo (Jesus), e o Verbo(Jesus) estava com Deus, e o Verbo(Jesus) era Deus (João 1:1). Mas um dia o Verbo (Jesus) se fez carne e habitou entre nós (João 1:14).
Você sabe por que, popularmente se diz que quem precisa ver pra crer é um verdadeiro Tomé? Quando Jesus havia aparecido para os discípulos, após a ressurreição, Tomé não estava, e depois quando lhe contaram o ocorrido ele não acreditou. Passados oito dias, estavam outra vez ali reunidos... veio Jesus, pôs-se no meio e... logo disse a Tomé: Põe aqui o dedo e vê as minhas mãos... não sejas incrédulo... Respondeu-lhe Tomé: Senhor meu e Deus meu! (João 20:26-28). Jesus aceitou esta adoração de Tomé, por ser realmente o Emanuel, que quer dizer: Deus conosco (Mateus 1:23).
A segunda pessoa da divindade se fez homem para ser um mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem (1 Timóteo 2:5). Portanto, pela revelação do que Está Escrito vemos que Ele é plenamente homem e plenamente Deus ao mesmo tempo.
Foi por Jesus que Deus fez o universo (Hebreus 1:1) e todas as coisas foram feitas por intermédio dEle (João 1:3). Ele se declarou profeta (Lucas 13:33), e no livro de Hebreus Paulo o revela como nosso sumo sacerdote.
Este Jesus é a pedra angular. Não existe nenhum outro nome, dado entre os homens, pelo qual importa que sejamos salvos (Atos 4:11 e 12). E para sempre o Seu reino será reino eterno, e todos lhe servirão (Daniel 7:27).

O Pai

Não temos nós todos o mesmo Pai? Não nos criou o mesmo Deus? (Malaquias 2:10). Embora Deus seja nosso Pai por ter nos criado, ninguém jamais viu a Deus (1João 4:12). Ainda que não queiramos ser filhos do nosso Pai celeste, ele faz nascer o seu sol sobre maus e bons e vir chuvas sobre justos e injustos (Mateus 5:45). Mas o seu propósito para a nossa vida é nos salvar: Olhai para mim e sede salvos, vós, todos os limites da terra; porque eu sou Deus, e não há outro (Isaías 45:22). Foi por isto que sacrificou-se e deu Seu Filho unigênito (João 3:16). É Ele que te conduz ao arrependimento (Romanos 2:4).
Nos tempos do antigo Israel Deus habitou no meio deles através de um santuário que lhes pediu que construíssem (Êxodo 25:8). No Novo Testamento Deus Se revelou através de seu Filho, quando o Verbo se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a sua glória, glória como do unigênito do Pai (João 1:14), pois o próprio Jesus declarou: Quem me vê a mim vê o Pai (João 14:9).
E, porque vós sois filhos, enviou Deus ao nosso coração o Espírito de seu Filho, que clama: Aba, Pai! (Gálatas 4:5 e 6).
Nós recebemos a adoção do Pai! E ele quer tanto se relacionar conosco que em Sua casa há muitas moradas (João 3:16) nos aguardando, porque o Filho do Homem há de vir na glória de seu Pai, assentado à direita do Todo-Poderoso, com os seus anjos (Mateus 16:27; 26:64). E, assim, estaremos para sempre com o Senhor (1Tessalonicenses 4:17)!

Que a graça do Senhor Jesus Cristo, o amor de Deus e a presença do Espírito Santo estejam com todos vocês!
2Coríntios 13:13

Pergunta Que Será Respondida Amanhã:
Seria Errado Orar Ao Espírito Santo?