terça-feira, 14 de setembro de 2010

A Mão de Um Pai Verdadeiramente Fiel

Pra que eu possa ir pro Céu, preciso ser perfeito? O que devo fazer para ter a dignidade ser aceito por Deus? Não posso errar? Em outras palavras, seria errado errar?

Separei esta pergunta para hoje, com um objetivo específico: continuar a série que criamos aqui neste blog, chamada Está Escrito. Todas as terças-feiras estou vindo aqui apresentar uma das crenças fundamentais nas quais creio, e, desta vez, vamos pensar sobre...

SERIA ERRADO ERRAR?
(Estudo 02 desta série)


Uma senhora foi aconselhar-se com um psicólogo 15 dias após ter recebido alta. Fazendo todas as tentativas possíveis para chamar a atenção de seu esposo, ela se afundara numa desesperançosa depressão. Por fim, apelou para uma última decisão. Bem na frente de seu esposo passou a engolir 206 diferentes comprimidos. O marido permaneceu ali, olhando descrente. Ela foi para o quarto esperar a morte chegar, mas no fundo não queria morrer. Era uma maneira desesperada de dramatizar sua situação para o homem de cujo amor necessitava. Desafortunadamente, ele não teve reação (Adaptado de James C. Dobson, Conversa Franca, São Paulo, Mundo Cristão, 1997, 150-151).

Quando ela se tocou que ele não tinha nem um intento em socorrê-la, juntou suas forças e dirigiu-se até um pronto socorro. Depois de bombear o estômago da mulher, a equipe do hospital ligou para o esposo, que foi acompanhá-la. Ele ficou segurando a mão dela por 2 horas, sem sequer indagar por que ela não estava querendo viver. Na realidade, mais de 2 semanas depois, no dia em que a levou ao consultório psicológico, o homem fez seu primeiro comentário sobre o ocorrido: “Há uns 15 dias, você quase me matou de susto!” O conflito deste casal em desintegração era o resultado da ausência de apoio firme e amoroso do marido para com a mulher e o fato de ele estar enfrentando uma crise própria de fracasso nos negócios.

Muitas mulheres deprimidas e frustradas sonham com o dia em que terão todas as necessidades de atenção supridas por um esposo amoroso. Muitos homens não conseguem ouvir os clamores de suas esposas por estarem sufocados de preocupações. E no trajeto para alcançar seu rumo, os lutadores sonham com um atalho. Já se pegou sonhando em ser sorteado para receber muito dinheiro, exatamente por estar enfrentando uma crise financeira?

O ser humano vive obcecado por miragens. Se não tenho onde morar sonho em ganhar uma casa própria. Se estou faminto, deliro com a utopia de abiscoitar um pedaço de pão. Quando não estou satisfeito com minhas roupas, gostaria que chegasse meu aniversário logo para, talvez, ganhar uma peça nova. Contemplo o mundo e desejo ter o que nele há. Sou ser humano.

Você também tem vontade de suprir suas necessidades? Quais são os seus sonhos? São muitos? Não sei se a carência que sente é de alimento, casa, dinheiro, pertencer a um grupo, ser amado, alguém realizado, ter um filho, um nome reconhecido, sucesso, um cristianismo autêntico, paz de espírito ou transcender. Mas de 2 coisas tenho certeza: a)você tem inerentes ansiedades por coisas que parecem impossíveis de serem alcançadas; b)por se sentir incapaz de lograr estes objetivos, você sonha em “ganhá-los”, mesmo que não seja por suas próprias forças.

Sabe por que isto acontece? Porque no plano original de Deus, você realmente não é programado para viver nas condições em que vive e deveria estar em uma dimensão de realidade incomparavelmente melhor e superior, tanto à vida que está vivendo, quanto a todos os seus sonhos juntos. Mas você sabe o que tem que fazer para conseguir isto? Ah, se fosse tudo de GRAÇA...

Um site de busca na internet me forneceu várias definições de “GRAÇA”. Mas uma delas me chamou a atenção: “A GRAÇA é um bairro nobre de Salvador, voltado para a Baía de Todos os Santos”. Isto figura muito bem o que está escrito na Bíblia sobre a salvação que Deus quer nos dar.

O Que é a “GRAÇA de Deus”?

No meu artigo da semana anterior (Seria Errado Ter Fé), aprendemos que a fé é a ação de buscar o remédio que precisamos. A Bíblia mostra o exemplo de alguém que fez um bom uso desta chave, a fé (Gênesis 15:6 e Hebreus 11:8 e 17-19). Um dos textos bíblicos que melhor explica a fé de Abraão é Romanos 4. Ali podemos ver que, pela fé, Abraão alcançou a GRAÇA (verso 16).

O Remédio é a “GRAÇA”. Ela nos dá acesso à salvação em Jesus. É a solução que esperamos para nossa mais profunda e inerente insatisfação com a vida que levamos. GRAÇA é com o que se sonha sem saber, porque pela GRAÇA sois salvos (Efésios 2:5 e 6). GRAÇA é o carisma de Deus em nos salvar; é dom de Deus (verso 8).

Parafraseando o dicionário, a GRAÇA é um presente nobre do Salvador, voltado para todos os crentes.

Mas Por Que se Chama GRAÇA?

Como procuramos ser pessoas esforçadas em quase tudo na vida, infelizmente tentamos também nos esforçar para alcançar o favor de Deus. Isto é um engano fatal. Paulo ensina que quando procuramos ser aceitos por Deus através de nossas ações, nos separamos de Cristo e decaímos da Sua GRAÇA (Gálatas 5:4). Ele censurou os gálatas porque tinham “ouvido alguns cristãos, especialmente de origem judaica, que obrigavam os crentes não-judeus a se submeterem à Lei de Moisés, particularmente ao rito da circuncisão e a outras tradições judaicas” para alcançarem a salvação (Gálatas 1:6-9). Não devemos receber em vão a GRAÇA de Deus (II Coríntios 6:1). (Comentário Bíblico da Bíblia de Estudo Almeida, Baureri, SP, SBB, 1999, ref. a Gl 1:6-9).

Imagine uma criança de 4 anos de idade trabalhando duro o dia todo para pagar aos seus pais todos os recursos, tempo e dedicação já recebidos, e para comprar deles todos os cuidados paternos que ela deverá receber nos próximos 13 anos. Com todo este esforço, quanto ela vai conseguir? NADA. E conseguir NADA faz alguma diferença? NADA que uma criança fizer de bom vai fazer com que seus pais, baseados em tal penitência, a amem mais, pois o amor deles já é completo e incondicional. Paulo disse que a salvação, sendo pela GRAÇA... não vem de vós; é dom de Deus; não de obras, para que ninguém se glorie (Gálatas 2:8 e 9). NADA que você fizer poderá fazer com que Deus o ame mais. NADA que você deixar de fazer diminuirá um átomo do Seu amor por você.

Se você pagar 1 centavo por um carro 0km, o carro não foi de GRAÇA, ele custou 1 centavo. E, se é pela GRAÇA, já não é pelas obras; do contrário, a GRAÇA já não é GRAÇA (Romanos 11:6).

A Fonte e os Benefícios da GRAÇA

O ser humano foi criado para viver em um estado perfeito, sem pecado, mas escolheu separar-se de Deus, ao pecar (Isaías 59:2). Portanto, assim como por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado, a morte, assim também a morte passou a todos os homens, porque todos pecaram (Romanos 5:12); porque o salário do pecado é a morte eterna (Romanos 6:23). Foi por isto que Davi disse: Eu nasci na iniqüidade... e em pecado (Salmos 51:5). E é por isto que todos nós somos como o imundo, e todas as nossas justiças, como trapo da imundícia; todos nós murchamos como a folha, e as nossas iniqüidades, como um vento, nos arrebatam (Isaías 64:6). Nascemos sem opção nenhuma de podermos fazer alguma coisa que nos livre da morte eterna, porque pecamos.

Somente alguém sem pecado pode viver, por si mesmo, eternamente. Jesus tem este direito porque foi Ele tentado em todas as coisas, à nossa semelhança, mas sem pecado (Hebreus 4:15). Cristo não merecia nem precisava morrer, mas certamente, Ele tomou sobre si as nossas enfermidades e as nossas dores levou sobre Si; e nós O reputávamos por aflito, ferido de Deus e oprimido. Mas Ele foi traspassado pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniqüidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre Ele, e pelas Suas pisaduras fomos sarados. Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas; cada um se desviava pelo caminho, mas o SENHOR fez cair sobre Ele a iniqüidade de nós todos. (Isaías 53:4-6). Esta é a razão pela qual a salvação e a vida eterna em Jesus são um dom da GRAÇA de Deus (Romanos 6:23)!

Um amigo meu, em uma situação de filho rebelde, estava no fundo do poço há mais de 5000km de distância da casa de seus familiares. Precisava de ajuda e ligou para sua irmã mais velha. A solução para ele seria comprar uma passagem e vir urgentemente para casa. Mas ele não tinha dinheiro. Então sua irmã mandou o dinheiro para que ele voltasse ao lar. A GRAÇA que nos liga a Deus é dada a nós pelo próprio Deus. Deus pode fazer-vos abundar em toda GRAÇA (II Coríntios 9:8). A GRAÇA de Jesus nos leva de volta para a casa do Pai.

Jesus Cristo, nosso Senhor, por intermédio de quem viemos a receber GRAÇA pode fazer que estas dádivas sejam multiplicadas, no pleno conhecimento de Deus (Romanos 1:5 e 6; II Pedro 1:2). Porque todos nós temos recebido da sua plenitude e GRAÇA sobre GRAÇA (João 1:16).

Se juntássemos tudo que desejamos obter e realizar, iríamos perceber que na realidade o que almejamos mesmo é a imortalidade, a plenitude, perfeição e a felicidade. Sabe o que é isto? É salvação. Para isto a GRAÇA existe. Ora, o Deus de toda a GRAÇA, que em Cristo vos chamou à sua eterna glória, depois de terdes sofrido por um pouco, ele mesmo vos há de aperfeiçoar, firmar, fortificar e fundamentar (I Pedro 5:10). Precisamos da GRAÇA porque ela tanto nos salva no presente (Efésios 2:8 e 9), quanto nos dá o passaporte para a vida eterna (Romanos 5:12 a 21).

Conclusão

Creio que a seguinte história ilustra muito bem o jeito gracioso que Deus tem para lidar conosco.

“Estava tarde quando deixei o escritório. Meu desejo de chegar em casa se traduzia em forte aceleração. Quando as luzes vermelhas e azuis apareceram piscando no meu retrovisor e eu encostei, um cuidadoso policial me explicou que eu precisava diminuir a velocidade. Admiti minha culpa e prometi obedecer ao limite da velocidade. Ele pareceu aceitar meu rogo genuíno, mas me deu uma multa caprichada, pra eu não esquecer nunca mais.

Ao sair, realmente respeitei o limite da velocidade naquela estrada. Mas aquilo não resolveu o problema da multa porque um oficial me deu uma intimação, de modo que compareci perante o juiz, o qual me perguntou que sentença eu julgava merecer. Eu disse: ‘Sou culpada, Meritíssimo, mas aprendi minha lição e imploro a misericórdia desta corte’.

Para minha surpresa, ele fez o que os juízes têm poder para fazer: Cancelou a multa, arquivou o caso e me deu todos os pontos da carteira. Saí do Fórum caminhando nas nuvens, pois sabia que tinha experimentado GRAÇA - perdão imerecido - sem ter que pagar nem fazer nada”( Evonne Crook, citado em Gordon Bietz, Power for Mind and Soul, Southern Adventist University, 2005, 3)..
Em algum momento, você desejou já ardentemente receber o amor de alguém, e não foi atendido? Há uma Pessoa que quer lhe dar DE GRAÇA este amor, sem que precise chamar a atenção dEle para você. Por isso tenhamos confiança e cheguemos perto do trono divino, onde está a GRAÇA de Deus. Ali receberemos misericórdia e encontraremos GRAÇA sempre que precisarmos de ajuda (Hebreus 4:16 BLH).

Deus nos oferece este presente. Mas será que presente oferecido é o mesmo que presente recebido? Que graça tem, se a GRAÇA é tão linda, mas eu não a tenho? Ou, todos os pecadores serão salvos automaticamente de GRAÇA? Para estudar as respostas a estas perguntas, convido-lhe a não perder o próximo texto que peço a Deus que permita-me postar aqui, neste site, na semana que vem.

Um abraço,


Pergunta Que Será Respondida Amanhã:
Surpresa!!!

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Uma Igreja Com Propósitos

Pastor, já leu algum bom livro sobre administração de igreja, no sentido de poder fazê-la crescer? Aqui em minha comunidade cristã, no choque dos princípios da igreja com a realidade cultural, estamos tendo dificuldades em ganhar mais pessoas para Jesus. O que podemos fazer?


Você precisa ler, urgentemente, “Uma Igreja Com Propósitos”, de Rick Warren. Eu não o li, eu o comi. Ao ler esse livro tive reações inesperadas e diversas. Não consegui ler apenas 100 páginas do livro e parar, pois ele é tão bom, que me prendeu, fazendo ir lendo-o, atentivamente, até à última página. Pena que não tem mais páginas, ou que não há um “volume dois”. Mas vejo que o meu professor da disciplina de Crescimento de Igreja foi muito sábio em escolher exatamente esse livro, para ser lido por quem cursa essa matéria. Até sugiro que essa seja a principal e obrigatória obra a ser lida pelos alunos que cursarem essa disciplina.
 
Infelizmente, não tenho crítica a fazer sobre a obra. Isso tem que ver com uma das reações inesperadas que tive ao ler Uma Igreja Com Propósitos. Ao ler qualquer obra que não seja um escrito inspirado, uso o mecanismo da filtragem, e, nesse processo seletivo, separo o que é bom das partes de conteúdo com as quais não concordo. Mas, por incrível que pareça, depois de muitos anos, li um livro com o qual não pude discordar de absolutamente nada. Por isso, não tenho observações a fazer sobre o mesmo: por concordar com absolutamente tudo que Warren diz.

Em oposição à essa satisfação de leitura, veio-me um frustração. Uma coisa é a teoria, outra coisa é a prática. Eu acredito que os princípios apresentados por Rick sejam aplicáveis, e não creio que há nada utópico em seu livro, mas não vejo possibilidade de aplicar muitos dos seus bons ensinamentos na realidade particular em que me encontro, ou, que nos encontramos, em nosso contexto comunitário cristão. Isso é uma lástima, pois estamos engessados em sistemaw que nos limitam a crescermos, não por preservação de princípios, mas por atolagem em tradições.

Mas, mesmo assim, creio que ainda posso usar todos os revolucionários conceitos aprendidos da experiência da igreja de Saddleback. Para isso, devo classificá-los em duas categorias: a)Os que farão alguma diferença positiva no meio igrejeiro que influencio, sem trazer prejuízos consideráveis pela mudança (como por exemplo, os trabalhos com pesquisas, correspondências e recepção); e b)Os que, se eu os aplicasse de imediato, romperiam com a cultura que me prende, pelo fato de que a igreja com a qual lido ainda não esteja preparada para recebe-los (como por exemplo, o modo como encarar e lidar com o assunto da música).

Com esse primeiro tipo de conceitos selecionados dos ensinamentos de vida do pastor Rick Warren, o uso precisa ser prático e imediato. Creio que esse livro não é um livro, e sim um manual. E manual não traz tabelas pra serem decoradas, mas sim, procedimentos a serem aplicados, avaliados, readaptados e vividos no cotidiano.

A segunda classificação dos conceitos aprendidos em Uma Igreja Com Propósitos pode ser usada numa dimensão que antecede à prática. Eles podem ser colocados com propriedade, através de palestras e debates, como modos de pensar propostos, para que os membros reavaliem as bitolas que nos prendem.

Estou deixando você curioso? Então, corra, pegue esse livro, e leia. Mas depois aplique o que puder em sua igreja, hein?

Um abraço,


Ficha do Livro:
Warren, Rick, Uma Igreja Com Propósitos: Depois de Atos, aqui está o melhor, mais prático e o mais rico ensino sobre o crescimento da igreja. Trad. Carlos de Oliveira (São Paulo: Editora Vida, 2001), 392 páginas, brochura.

Pergunta Que Será Respondida Amanhã:
Pra que eu possa ir pro Céu, preciso ser perfeito? O que devo fazer para ter a dignidade ser aceito por Deus? Não posso errar? Em outras palavras, seria errado errar?

domingo, 12 de setembro de 2010

Bater Palmas na Igreja é Certo ou Errado?

Às vezes, levo minha igreja a bater palmas. Muitas vezes, não. Depende. Seria errado bater palmas na igreja?

Para responder a esta pergunta precisaríamos conhecer todas as razões que levam as pessoas a bater palmas num culto de adoração. Isso é impossível, mas podemos destacar, de forma geral, pelo menos dois tipos de palmas que acontecem na igreja.


Primeiro vamos falar daquela palma que acompanha o ritmo da música. É claro que, como tudo na vida, este acompanhamento musical vindo da parte do adorador, pode ficar exageradamente extravagante e prejudicial. Mas por outro lado, o louvor quadrado, formal e frio, é tão extremadamente prejudicial. É muito importante que o adorador se envolva no louvor, com todo o ser, inclusive, com o corpo. Pois cremos que somos um ser indivisível, que é constituído física, mental e espiritualmente, certo? Então, o corpo faz parte do ser, certo? Se não o fizesse não poderíamos usar a boca pra louvar, porque ela faz parte do corpo. Então veja, que é necessário equilíbrio. E com equilíbrio, é obvio que o louvor acompanhado das palmas alcança muito melhor o seu objetivo de envolver a todos. Nesse equilíbrio, precisamos lembrar que o ritmo nunca deve ser mais enfatizado do que a letra e a mensagem da música. Onde a mensagem é valorizada, os crentes desejarão eliminar qualquer ruído que os impeça de se concentrar na Palavra de Deus. Nas Escrituras, até os elementos da Natureza são chamados a bater palmas (Isaías 55:12; Salmo 98:8 e 9). E a própria Bíblia nos recomenda a cantar a Deus com palmas: “Batam palmas, vocês, todos os povos; aclamem a Deus com cantos de alegria. Pois o SENHOR Altíssimo é temível, é o grande Rei sobre toda a terra!” – Salmo 47:1-2.

Agora, existem também aplausos, que se faz a alguém. Nesse caso, também há o risco de haver o desequilíbrio. E o desequilíbrio se dá no exagero, na falta de etiqueta, na descompostura e na exaltação do ser humano acima de Deus. Pode ser que um público bata palmas para um cantor, um pastor, ou qualquer outro ministro, simplesmente “dizendo”, com suas palmas, o seguinte: “Louvado seja Deus, irmão, pelo seu talento! Parabéns por deixar Deus usar a você. Estamos agradecidos por enlevar-nos com seu ministério. Continue se dedicando ao Senhor, que nós continuaremos a lhe apoiar”. Tal aplauso seria um tipo de um “grande ‘amém’”. Ou, pode ser que, enquanto estiverem batendo palmas para um ministro, os adoradores estejam idolatrando-o e esquecendo-se de Deus. Isso é muito subjetivo e difícil de julgar. Mas o povo precisa ser educado quanto a isto. O diálogo é sempre melhor do que a inibição. Dentro do equilíbrio, os aplausos de um público para uma pessoa também são bíblicos. II Reis 11:12 diz que as pessoas “aplaudiram” durante as cerimônias de coroação do rei Joás.



Existem aqueles que se escandalizam com as palmas rítmicas ou os aplausos dentro da igreja. Eles alegam: a)Que existem poucas passagens que falem sobre o “bater palmas”; b) Desordem no culto; c) Exaltação do ser humano acima de Deus, o que desonra o Senhor. Quanto ao primeiro item, os críticos precisam levar em consideração, que, embora haja poucas passagens que falem sobre bater palmas, não existe uma única passagem bíblica sequer que condene o ato de bater palmas. Isto deixa a crítica em pior situação do que a prática. Quanto aos dois últimos argumentos, podemos claramente perceber que eles se referem muito mais ao desequilíbrio do que a uma prática equilibrada e sadia. No entanto, embora devamos respeitar a esses críticos como pessoas, devemos dialogar e crescer no entendimento de um louvor mais amplo.

Assim como outros elementos de expressão, como a linguagem falada e a música, bater palmas é também uma questão cultural. A igreja deve usar as melhores formas de expressão existentes em sua cultura que levem a maioria a adorar. Se a maior parte dos membros louva, adora, reconhece e interage melhor com as palmas, que as palmas sejam usadas com equilíbrio, para a honra e glória de Deus. Que o povo seja educado a compreender tudo o que isso envolve. Em muitos lugares do mundo nossa igreja tem esse costume. Mas, por outro lado, se a maioria das pessoas ainda não consegue se sentir bem com a presença das palmas no serviço de adoração, não compensa usar ali um elemento que não edificará os crentes. Nem tudo o que é lícito é conveniente (1Coríntios 6:12; 10:23), pois o objetivo de uma reunião de crentes é adorar, e não escandalizar. Todavia não podemos olvidar o fato de que muitas de nossas igrejas perdem muito, por não conseguirem alcançar, viver e praticar esse equilíbrio necessário no louvor. “Assim, quer vocês comam, bebam ou façam qualquer outra coisa [batam palmas ou deixem de bater], façam tudo para a glória de Deus” – 1Coríntios 10:31.

Um abraço,



Pergunta Que Será Respondida Amanhã:
Pastor, já leu algum bom livro sobre administração de igreja, no sentido de poder fazê-la crescer? Aqui em minha comunidade cristã, no choque dos princípios da igreja com a realidade cultural, estamos tendo dificuldades em ganhar mais pessoas para Jesus. O que podemos fazer?

sábado, 11 de setembro de 2010

Falar Gíria É Legal?

É permitido falar gíria? Ou deveria ser proibido ao cristão? Duvido que exista alguém que não fala nem um pouquinho de gíria. Concorda? E então, é pecado ou não é?

O sábio de coração é chamado prudente, e a doçura no falar aumenta o saber.
Provérbios 16:21
O que ama a pureza do coração e é grácil no falar terá por amigo o rei.
Provérbios 22:11
Porque todos tropeçamos em muitas coisas. Se alguém não tropeça no falar, é perfeito varão, capaz de refrear também todo o corpo.
Tiago 3:2

O que a Bíblia sempre nos aconselha é que sejamos prudentes em nosso falar. O modo como falamos é um testemunho muito forte. Mas cuidar-se no falar significa falar, ou não gírias?

Para entendermos melhor o que é uma gíria, vamos a um breve estudo etimológico do vocábulo:

A origem da palavra “gíria”, para muitos estudiosos ainda é obscura. Mas, segundo Corominas – no estudo étimo da língua espanhola, na expressão “jerga” como “linguagem especial, difícil de compreender” tem-se um ponto de partida. A partir disso, “jeringonza”, derivado do occitânico (língua dos trovadores, antigo provençal), apresenta a forma regressiva “xíriga” que de acordo com o autor chegou ao português como “gíria”.

Uma linguagem informal, caracterizada por um vocabulário rico em idiomatismos metafóricos, jocosos, elípticos, ágeis e mais efêmeros que os da língua tradicional. A gíria sempre tem uma história.

Muitas vezes parte de um dialeto usado por determinado grupo social:

a) Que busca destacar-se através de características particulares e marcas linguísticas. Nesse caso, a gíria pode ser tanto degradante(1) quanto inofensiva(2) . Vemos isso ocorrer com frequência entre os adolescentes. Essa faixa etária é perita em criar linguagens próprias. Mas estes representam apenas um exemplo dentre muitos como tribos radicais, “Funkeiros”, “Patricinhas”, “Bad Boys”, “Skatistas”, etc.

b) Que pretende não ser exatamente compreendido por outras classes sociais. Nesse caso costuma funcionar como mecanismo de coesão tribal ou como código interativo entre tais grupos. Pode ser até que essa codificação se caracterize numa habilidade para enganar ou obter vantagem, numa “esperteza” ou astúcia. Daí se originam as gírias de traficantes e usuários de drogas(3) , presidiários, máfias, etc.

c) Cujos componentes compartilham da satisfação de interagirem por meio de interesses comuns, e então passam a fazer ou criar gracejos linguísticos. Isso pode vir a ser uma linguagem própria daqueles que desempenham uma mesma função, arte(4) ou profissão, ou que pertençam a uma mesma organização(5) , clube, denominação, etc. Essa natureza de gíria nem sempre logra um sucesso que atinge a maioria usuária de um idioma.

d) Lida com interesses comuns, mas tem um vernáculo pobre de vocábulos que suficientemente lhes permita comunicar seus interesses com facilidade. Por vezes a gíria pode ser um linguajar rude, um calão ou mesmo uma deficiência no falar, por carência da norma culta(6) .

Em seu processo de formação, a gíria pode apresentar, em nível lexical, vocábulos novos com estrangeirismos(7) , em truncamentos, sufixação parasitária, acréscimo de sons ou sílabas à palavra, palavras usadas pela metade(8) , cacófatos, uso de certos códigos etc. A gíria também pode surgir de uma palavra inteira comum existente, que possui outro significado, mas que, para o grupo minoritário que a toma como jargão(9) , passa a ter outro sentido, ou apenas uma roupagem mais coloquial(10) . As gírias podem ainda, em sua origem, partir de figuras de linguagem que tenham significados muito degradantes, obscenos ou maldosos, mas, por sua popularização, perdem o significado original e tomam sentido mais aceito pela sociedade(11) .

Se o determinado grupo de identificação comum logra sucesso no uso de seu jargão(12) , tal “palavra” começa a ser usada por outras pessoas que, apesar de não se identificarem com aquele grupo, passam a usar o “termo” e este entra para a conversação informal praticada por um raio maior da sociedade, chegando a fazer parte de seu “dialeto” popular(13) . O que nos leva a compreender que a linguagem específica de grupos marginais pode estender-se a outros grupos sociais, e essa propagação pode expandir-se tanto a ponto de fazer com que o novo significado para o vocábulo, ou a nova palavra popularizada, passe a fazer parte de um vernáculo regionalista(14) ou entre para os principais dicionários de um idioma(15) . Ou ainda, com o tempo, pode extinguir-se(16) .

Percebemos que a questão principal não é a de ser aceitável ou não, o falar gíria. Isso porque é praticamente impossível escapar totalmente do uso dessa linguagem informal, uma vez que ela está tão permeada em nosso linguajar cotidiano, confundindo-se até mesmo com a forma tradicional de conversação.

O que se deve avaliar é o que está sendo transmitido pelas palavras. Ao falar, a comunicação está chegando até os receptores sem más interpretações? Aí entra o caso de Lucas 17. Seremos sempre responsáveis perante Deus se escandalizarmos nossos irmãos por ações ou palavras insensatas.

Não é porque pensamos que o uso de determinado termo é inofensivo, que vamos usá-lo.

Seja sábio no falar, assim como é o teu proceder!

Que Deus lhe conceda sabedoria.



Notas:
(1) Termos de baixo calão e palavrões.
(2) Vexa; Mico; Cabuloso;
(3) Puxar um beck; Bagulho; Nóia;
(4) Fechar = harmonizar, entre músicos.
(5) Ura = Estado em que uma pessoa está muito carente – gíria muito usada na Universidade Unasp, campus 2, entre os anos 1998 e 2002.
(6) Pode ser um tipo de jargão, como por exemplo, a gíria dos economistas, a gíria médica, gíria de internautas, gírias caipiras, etc.
(7) Brother;
(8) Mano, de Hermano, isto é, Irmão;
(9) Jóia;
(10) Beleza;
(11) Sacanagem; Porrada;
(12) A Mídia ajuda muito nesse processo.
(13) Fuzarca = Confusão, foi gíria nos anos 40; Legal, que era somente um termo judiciário, por anos foi gíria e hoje faz parte de nossa linguagem informal.
(14) A palavra Barbaridade, usada na região sul do Brasil como uma interjeição que indica surpresa, espanto e admiração, há tempos atrás foi reduzida para o termo “Bah”, que antes considerado gíria, hoje é tido como um termo regionalista.
(15) Paquera – Surgiu nos anos 50, hoje é um verbete oficial da nossa língua.
(16) Uva = Mulher – Foi gíria nos anos 40 e 50, hoje não é mais.

Pergunta Que Será Respondida Amanhã:
Seria Errado Bater Palmas Na Igreja?

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Novo Casamento Para Recém-convertido

Antes de conhecer o evangelho fui casado, mas divorciei-me e agora conheci uma pessoa cristã, pretendo aceitar a Cristo e casar-me com ela; como fica minha situação? Deus me perdoará pelo tempo de ignorância, ou para viver ao lado de Cristo terei que viver sozinho o resto de minha vida?

Estou feliz em perceber como o Espírito Santo tem trabalhado com você!! Você está passando pela experiência mais linda que um ser humano pode vivenciar neste mundo: a conversão. Tenha a certeza de que Deus lhe aceita do jeito que você é e está. Se confessarmos os nossos pecados Ele é fiel e justo para nos perdoar de todas as nossas iniqüidades (1 João 1:9), lançando-as nas profundezas do mar, para nunca mais delas se lembrar (Miquéias 7:19).

Isto significa sua justificação pelos méritos de Jesus, para entrar na graça de Deus, segundo Sua misericórdia. Mediante isto, pela fé, você está salvo em Jesus. Ele realmente não leva mais em conta o tempo da ignorância (Atos 17:30). As coisas passadas já se desfizeram (2 Coríntios 5:17) e você é uma nova criatura! Portanto, para assuntos de salvação, todas estas passagens que você me citou têm realmente esta aplicação.

Entretanto, salvação e casamento são assuntos diferentes, embora em muitos aspectos interdependentes e até harmonizantes. Falei de salvação, agora vamos tratar de casamento.

Esta fase que você esta passando é também outra faceta muito bonita da vida. Fico feliz por você. É muito bom amar e ser amado. E parabenizo-lhe por estar interessado em construir um relacionamento segundo o coração de Deus. Isto, se feito assim, lhe trará muita felicidade.

Para este assunto, não tenho uma resposta final para você. A impossibilidade de lhe dar um conselho completo esta na limitação do conhecimento que tenho de você, sua namorada, ex-esposa, de todo o contexto enfim, me compreende?

A visão bíblica sobre casamento é a seguinte. Um homem solteiro sai de seu lar e, segundo os critérios de aprovação de sua comunidade, se une a uma mulher solteira que também esta saindo de seu respectivo lar, em habitação e compartilha da vida, sem reservas. Espiritualmente falando, para Deus, a união se formaliza mediante o contato sexual, onde os dois se tornam uma só carne. Isto esteve no plano original de Deus para o ser humano, mesmo antes da intromissão do pecado no mundo. Isto é parte do plano criador de Deus para o ser humano. Os dois tornando-se um, formam uma nova unidade criada de Deus, indivisível, inseparável. É por isto que, nos planos de Deus, não existe a possibilidade do divorcio. E é por isto que, se alguém adultera está rompendo uma instituição estabelecida por Deus. Está, em anomalia, fazendo um ato confuso. Rasgando em dois um ser único (o casal) e enxertando a metade rasgada (si mesmo) em um outro ser vituperado (amante). Somente aí, para Deus, termina o casamento, o que é pecado. Mas... digamos que um dos cônjuges resolva pecar assim; não esta no poder do outro cônjuge, impedi-lo de pecar; o outro cônjuge quer ser fiel, mas se torna vitima de um casamento rompido, acabado (adulterado), voltando ao seu estado de metade incompleta, que precisa se completar mediante casamento (união sexual). Veja, isto não está nos planos de Deus, mas como não se pode forçar o livre arbítrio do cônjuge infiel, existe esta possibilidade para o cônjuge vitima.

Qualquer que tenha sido a motivação do casamento, por mais que houve ignorância, o casamento aconteceu. Uma vez realizado, qualquer que seja o motivo (se não houve adultério), não há fim para o casamento, ainda que se separem e nunca mais compartilhem a vida.

E se alguém resolve abandonar o cônjuge mas não adultera, o cônjuge abandonado devera viver o resto da vida sozinho? Isto é vida plena? Vou dar uma ilustração para este caso. Imagine que você está num ponto de ônibus, num centro movimentado. De repente, um motorista alcoolizado perde o controle e lhe atinge de cheio. Você vai para o hospital, recebe os tratamentos, mas fica com a espinha dorsal em rompida, com varias vértebras em pedaços. Paraplégico para o resto da vida. A culpa foi sua? Não! Deus lhe aceita? Sim! Mas você vai continuar paraplégico para o resto da vida. Uma coisa é salvação, outra coisa são as conseqüências das desgraças acidentais imprevisíveis que existem neste mundo. Se alguém, em seu tempo de ignorância, mutilar o seu corpo, está pecando, não está? E se ele conhecer a Jesus, Ele o salvará não salvará? Mas aquela pessoa, irá carregar, pelo resto da vida, em seu corpo, as marcas conseqüentes de seus atos, ainda que cometidos em ignorância!

E então, Deus estará sendo justo em deixar que sua criação gema e sofra pelo resto da vida? Em primeiro lugar ele não prometeu nos livrar dos sofrimentos deste mundo. O que Ele promete é estar conosco, quando sofremos. Leia romanos capítulo 8. A justiça de Deus não esta em sermos totalmente felizes neste mundo, porque neste contexto tão desgraçado pelo pecado, nunca o seremos. A justiça e o amor de Deus consistem em conceder-nos a salvação garantida hoje e concretizada na glorificação futura.

Seja qual for a sua condição, Deus lhe ama muito e quer dar-lhe a vida eterna. Com respeito a teu caso, aconselho-te que faças duas coisas. Primeiramente, estude bastante o que a Bíblia ensina sobre o estado civil em relação à sua realidade - conhecereis a verdade e a verdade vos libertará (João 8:32). Depois escolha vários conselheiros cristãos de confiança e capacitados, para que o instruam sobre seu caso, conhecendo-o mais de perto - na multidão de conselhos há sabedoria. Por fim, procure ser fiel a Deus, custe o que custar.

Seja fiel até em risco de morrer e Deus lhe coroará com a vida eterna.


Pergunta Que Será Respondida Amanhã:
É pecado falar gíria?

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Julgados Pela Luz Que Recebemos

Como as pessoas que não conheceram a verdade serão julgadas?


"A vereda do justo é como a luz da alvorada, que brilha cada vez mais até a plena claridade do dia".
Hoje o mundo todo possui cerca de 6,5 bilhões de pessoas. Esse número cresce a cada dia, e dessas pessoas, muitas não conhecem a verdade. Muitas morrem sem ter a oportunidade de ouvir as boas novas da salvação.

Contudo, podemos estar certos de que Deus é misericordiosamente justo a ponto de julgar da maneira mais justa que existe. Além do mais, Deus permitirá que avaliemos seu modo de julgar durante o milênio, quando estivermos no Céu (Apocalipse 20:4; 1 Coríntios 6:2 e 3).

Podemos estar certos de que Deus julgará as pessoas de acordo com a luz do conhecimento da verdade que possuírem, que tiverem a oportunidade ou a condição de assimilar, enquanto estiveram vivas. Ou seja, Deus não cobrará de ninguém nada daquilo que não possuir ou não receber, pois, se assim fizesse, estaria sendo injusto (veja Atos 17:30).

Mesmo que uma pessoa não tenha tido conhecimento da verdade antes de sua morte, nem do plano da salvação em Cristo Jesus, ela será julgada pela lei que existia em sua consciência (Romanos 2:11-16) e pelas coisas criadas que testificam da existência de Deus (Romanos 1:20). Contudo, não podemos julgar a ninguém, pois cada um terá que dar conta de si mesmo diante de Deus (Romanos 14:12; Eclesiastes 12:13-14).

“Os que tiveram grande luz, e a desprezaram, encontram-se em pior situação do que aqueles a quem não foram concedidas tantas vantagens. Eles exaltam a si mesmos, mas não ao Senhor. A punição imposta aos seres humanos será, em todos os casos, proporcional à desonra que eles causaram a Deus. (Manuscript Releases, vol. 8, pág. 168)”
Portanto, podemos ter certeza de que Deus irá analisar cada caso, e julgar segundo o procedimento de cada um, conforme a luz recebida, pois cada pessoa toma sua própria decisão.

Um abraço,




Pergunta Que Será Respondida Amanhã:
Antes de conhecer o evangelho fui casado, mas divorciei-me e agora conheci uma pessoa cristã, pretendo aceitar a Cristo e casar-me com ela; como fica minha situação? Deus me perdoará pelo tempo de ignorância, ou para viver ao lado de Cristo terei que viver sozinho o resto de minha vida?

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Grão de Mostarda

Pastor, fale-me mais sobre cada uma destas crenças fundamentais que você apresentou resumidamente (na postagem do dia 05 de setembro de 2010).

Esta pergunta motivou-me a criar uma classe bíblica aqui na "Sala". Vou explicar melhor. Todas as terças-feiras virei aqui apresentar uma das crenças fundamentais bíblicas nas quais creio. Não serão exatamente a mesma representação da lista do último dia 05, principalmente no que tange à ordem de apresentação. Mas, no final, serão as mesmas crenças. Vamos estudar juntos? O nome desta nossa série de estudos será Está Escrito. E o primeiro assunto, hoje, será sobre o...



GRÃO DE MOSTARDA
(Estudo 01 desta série)


Você conhece aquela história do homem que queria dominar uma aeronave sem ser piloto? Ele comprou um manual que supostamente o ensinaria tudo e decidiu ser um autodidata no assunto. O que ele queria, na realidade, era um caminho mais curto.

Pois bem, ele sentou-se dentro da cabine do avião, colocou o manual de pilotagem no colo, abriu na primeira página e foi seguindo as instruções, passo a passo. Funcionou os motores, fez os preparativos necessários, tomou velocidade na pista e levantou vôo.

“Que fantástico!” Ele começou a imaginar: “Que ignorância daquelas pessoas que passam um tempão com estudos e burocracia, para depois chegarem onde estou. Pilotar é tão fácil e, acima de tudo, tão bom!”

Seguindo avante nas páginas do manual, fazendo todas as manobras aéreas que aquele guia ensinava, o novo “piloto”, viajando sobre as nuvens, chegou na última página que trazia em letras bem grandes somente a seguinte instrução: “PARA APRENDER TUDO SOBRE ATERRISAGEM, ADQUIRA O VOLUME DOIS DESTA COLEÇÃO”.

Você é um estudioso? Creio que sim. Mas, neste estudo, quero fazer-lhe um desafio: você acredita no que lê?

Ser alguém estudioso... Sem levar em conta a formação, a religião, a cor, o sexo, a idade ou a origem, o ser humano é assim: todos são igualmente curiosos. Todos procuram explorar algum tipo de “campo até então desconhecido”.

Cada pessoa tem seus modos diferentes de fazer suas “pesquisas”. No nosso caso, pesquisamos através do estudo. Por isso produzimos este material que agora você está estudando. Juntos crescemos no conhecimento que vem da parte dAquele que tudo sabe.

É verdade que, além de curiosos, muitas vezes somos céticos. Duvidamos e então pesquisamos. Ou então, depois de pesquisar, duvidamos.

Sabe, as palavras têm um poder incrível. Penetram vidas que duvidam e mentes confusas. Rompem e atravessam diferenças de todos os tipos. Estou falando do poder da Palavra de Deus, sob a qual, somos todos de uma mesma família. Portanto, ler o que este curso apresenta é entrar para uma realidade de esperança e verdade que Deus oferece a você.

Acredito que talvez você tenha uma infinidade de razões para estar insensível quanto ao que está lendo. Mas, não tenho dúvida de uma coisa: o estudo da Palavra de Deus proporciona a chance de avaliar uma dimensão maior, sem medida e transcendente, do amor de Cristo.

Peça a Deus que lhe dê sabedoria para entender o que é correto e então viaje através da leitura dos textos, versículos, capítulos e livros da Bíblia sugeridos neste estudo.

Em uma experiência inédita, você vai ficar muito feliz, porque são “bem-aventurados aqueles que lêem e aqueles que ouvem as palavras da profecia e guardam as coisas nela escritas, pois o tempo está próximo (Ap 1:3)”.

Esteja você agora com FÉ ou sem FÉ, convido-lhe a descobrir o que Está Escrito na Bíblia sobre a FÉ.

O Que é FÉ

Numa definição mais teórica, o apóstolo Paulo escreveu que “FÉ é a certeza de que vamos receber as coisas que esperamos e a prova de que existem coisas que não podemos ver” (Hebreus 11:1 BLH).

Um grande exemplo de viver a prática desta FÉ pode ser visto na experiência de Jó. Quando ele se encontrava num sofrimento de desgraças extremas ainda pôde dizer: “Porque eu sei que o meu Redentor vive e por fim se levantará sobre a terra. Depois, revestido este meu corpo da minha pele, em minha carne verei a Deus. Vê-lo-ei por mim mesmo, os meus olhos o verão, e não outros; de saudade me desfalece o coração dentro de mim” (Jó 19:25-27 RA).

Imagino que talvez você deva estar se perguntando: “mas para que ter FÉ?”, “por que preciso ter FÉ?”

Para Que Serve a FÉ

Para se aproximar de Deus é preciso ter FÉ porque “de fato, sem FÉ é impossível agradar a Deus, porquanto é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe e que se torna galardoador dos que o buscam” (Hebreus 11:6 RA). É através desta aproximação que nos tornamos “filhos de Deus”, e isto acontece “mediante a FÉ em Cristo Jesus” (Gálatas 3:26 RA).

Quando pedimos algo para Deus, uma das condições básicas para recebermos as Suas bênçãos é ter FÉ (Tiago 1:6).

A FÉ capacita-lhe a defender-se dos piores males; embraçando sempre o escudo da fé, com o qual podereis apagar todos os dardos inflamados do Maligno (Efésios 6:16 RA).

“Nos dias do Novo Testamento os dardos frequentemente eram feitos com estopa embebida em substância combustível e então acesos, de modo que os escudos de madeira necessitavam de uma cobertura de couro a fim de extinguir o fogo rapidamente. Paulo sabia que ‘as ciladas do diabo’ incluíam esses dardos inflamados, a saber, as línguas dos homens que agem como flechas, as setas de impureza, egoísmo, dúvida, medo, desapontamento, que são planejadas pelo inimigo com o intuito de queimar e destruir. O apóstolo sabia que somente a dependência de FÉ em Deus podia debelar e anular o efeito de tais armas, sempre que fossem atiradas no cristão” (Francis Foulkes, EFÉsios – Introdução e Comentário – São Paulo: Editora Mundo Cristão, 1963, pág. 145).

Amigo, a vitória sobre tentações, dúvidas, sensualidades, desesperos, provações, rebeliões, culpas, etc, através da FÉ, pode ser tão grande, a ponto de levar a vencer o mundo inteiro! Porque todo o que é nascido de Deus vence o mundo; e esta é a vitória que vence o mundo: a nossa fé (1 João 5:4 RA).

Mas... a maior finalidade da FÉ é a salvação da nossa alma (1 Pedro 1:9). “Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (João 3:16 RA).

Por Que Ter FÉ

Podemos dividir a razão da nossa necessidade de adquirir FÉ em cinco partes básicas:

1) Porque é uma necessidade humana básica. Nós é que precisamos ter FÉ. Mas Jesus, ouvindo, disse: Os
sãos não precisam de médico, e sim os doentes. (Mateus 9:12 RA).

2) Porque tudo que não provém de FÉ é pecado (Romanos 14:23 RA).

3) Porque todos pecaram e carecem da glória de Deus (Romanos 3:23 RA).

4) Porque precisamos ser salvos do pecado. (Leia: Romanos 7:24 e 25; e Efésios 2 :1-5)

5) Porque é o único meio para alcançar a graça da salvação. Justificados, pois, mediante a FÉ, temos paz com Deus por meio de nosso Senhor Jesus Cristo; (Romanos 5:1 RA) Pois pela graça de Deus vocês são salvos por meio da FÉ. Isso não vem de vocês, mas é um presente dado por Deus. A salvação não é o resultado dos esforços de vocês; portanto, ninguém pode se orgulhar de tê-la. (Efésios 2:8 e 9 BLH).
Esta é a maior necessidade do ser humano: ser salvo em Jesus e alcançar a vida eterna. Acreditar nisto, é um ato de FÉ. A FÉ é a confiança em Deus, ou seja, a crença de que Ele nos ama e conhece perfeitamente o que é para o nosso bem.

Como Conseguir FÉ
Você quer ter FÉ?

Imagine alguém que está muito doente e precisa urgentemente de uma receita médica. Esta receita está ao seu alcance, pois o médico encontra-se muito acessível.

Este “enfermo” somos eu e você e o médico é Jesus (Leia novamente Mateus 9:12).

Segundo o que Está Escrito na Bíblia, o principal meio de adquirirmos FÉ é aprendendo a Palavra de Deus. “Portanto, a FÉ vem por ouvir a mensagem, e a mensagem vem por meio da pregação a respeito de Cristo” (Romanos 10:17 BLH).

Quer ter muita FÉ? O tamanho da sua FÉ é proporcional, também, ao quanto você estuda a Bíblia. Percebe? Que vantagem em estar fazendo este estudo!

A Bíblia também ensina que, quando procuramos fazer a vontade de Deus, a nossa FÉ aumenta. “Veja como a sua FÉ e as suas ações agiram juntas. Por meio das suas ações, a sua FÉ se tornou completa” (Tiago 2:22).

Conclusão

Certa vez, um malabarista chamava a atenção de um grande público, por conseguir atravessar uma incrível distância, sobre uma altura mortal, caminhando por cima de uma corda.

Para aumentar o entusiasmo de sua platéia, aquele artista fez um desafio. Ele perguntava se havia alguém ali que acreditava que ele poderia atravessar novamente, mas desta vez, empurrando um carrinho de mão. “Fiéis” e empolgados, todos eles gritavam:

“Nós acreditamos!” “Vai que você consegue!”

Valorizando a confiança nele depositada, o profissional encarou o desafio e venceu.

Foi então que ele perguntou se alguém acreditava que ele poderia atravessar, carregando, no carrinho, uma pessoa. Perto do malabarista, uma senhora, fez alarde de sua FÉ, gritando:

“Não tenho dúvida nenhuma! Você consegue! Vá em frente!”

O artista, olhando para ela, falou:

“Se a senhora crê que consigo, seja você a pessoa que irá comigo. Entre no carrinho!”

Amigo, provavelmente você conclua, para si mesmo, ser alguém que acredita que, pela FÉ, podemos ser salvos em Jesus. Ele desafia-lhe a crer, para receber esta salvação. E ensina que para crer, é preciso dar ouvidos à Sua Palavra. É aprendendo sobre a Bíblia que você “entra no carrinho”.

Estude a Bíblia! Você pode começar lendo os capítulos 11 e 12 do livro de Hebreus. Vai entrar para a lista destes heróis da fé, como alguém de quem o mundo “não é digno” (Hebreus 11:38).

Aceite a FÉ, dom gratuito oferecido por Deus, continuando a estudar Sua Palavra. No próximo estudo desta série, você vai descobrir o que Está Escrito sobre como Cristo oferece esta salvação. Vai estudar sobre a GRAÇA.

Um abraço,
 
Pergunta Que Será Respondida Amanhã:
Surpresa!

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Os irmãos de Jesus

Os irmãos de Jesus mencionados na Bíblia eram filhos de José e Maria?

Jesus não teve apenas irmãos, mas também irmãs (Marcos 6:3). Os nomes de Seus irmãos são conhecidos (Tiago, José, Judas e Simão [Mat. 13:55]), mas não os nomes das irmãs. Uma vez que a palavra “irmão” é algumas vezes usada nas Escrituras para designar uma pessoa não necessariamente nascida do mesmo pai e mãe, surgem perguntas sobre os “irmãos” e “irmãs” de Jesus.

Na tradição católico-romana, há a necessidade de esclarecimento quanto a isso, devido à crença na perpetuidade da virgindade de Maria. Para nós, essa pergunta tem conotação histórica, mas não teológica. Essa controvérsia remonta à metade do segundo século e ainda não foi resolvida a contento; a evidência bíblica permite interpretações diferentes.

1. Filhos de José e Maria. – Alguns consideram este o ensino do Novo Testamento. Jesus é chamado o primogênito de Maria (Luc. 2:7); se foi o primogênito é porque teve mais irmãos, porque senão seria o unigênito de Maria. E somos informados de que José conheceu Maria, isto é, teve relação sexual com ela, após o nascimento de Jesus (Mat. 1:25). Portanto, a conclusão mais lógica seria de que a expressão “irmãos de Jesus” se refere aos filhos de José e Maria. Além disso, não existe uma menção clara nos Evangelhos de que José era viúvo antes de se casar com Maria, ou de que tivesse filhos de um casamento anterior.

2. Primos de Jesus. Esta interpretação baseia-se no argumento de que a palavra “irmão” podia algumas vezes designar um parente chegado, um primo. Entre outras coisas, essa teoria ensina que a mãe de Tiago e José não era a mãe de Jesus, mas a irmã dela, Maria, a esposa de Cléopas (João 19:25). Seu irmão Tiago é o mesmo chamado filho de Alfeu e Cléopas (Marcos 3:18). Esta idéia considera os “irmãos de Jesus” como Seus primos. Mas o elevado grau de especulação dessa teoria e o fato de que dificilmente haveria uma evidência para o uso de “irmão” com o significado de “primo”, descartam essa hipótese.

3. Meio-irmãos. Muitos argumentos apóiam e desapoiam essa idéia.
Primeiro, em lugar algum no Novo Testamento os “irmãos de Jesus” são explicitamente chamados “filhos de Maria”. A passagem que mais se aproxima dessa idéia é Mateus 13:55: “Não é este o filho do carpinteiro? Não se chama Sua mãe Maria, e Seus irmãos, Tiago, José, Simão e Judas? Mas Jesus é o único chamado especificamente filho de Maria. Alguém poderia argumentar que o texto diz implicitamente que Maria era a mãe apenas de Jesus, não de Seus irmãos mencionados na passagem.

Segundo, a palavra “irmão”, é usada na literatura grega para se referir a um meio-irmão; assim, o termo em si mesmo não é conclusivo para responder à pergunta.

Terceiro, a palavra “primogênito”, não infere que Maria tivesse outros filhos (aliás, sugere). Ela é usada em Lucas 2:7 para preparar o caminho para a dedicação de Jesus ao Senhor como primogênito (verso 23). Uma antiga inscrição egípcia menciona uma mulher que morreu ao dar à luz seu “primogênito”. Por ela poderia se concluir que Maria tinha outros filhos, mas isto é literatura egípcia e não hebraica.

Quarto, o fato de que José não teve relações sexuais com Maria a não ser após ela ter dado à luz a Jesus (Mat. 1:25), não quer dizer necessariamente que ela teve outros filhos. O propósito da informação de Mateus foi enfatizar que Maria era ainda virgem quando do nascimento de Jesus. O que também já sugere que após Jesus ter nascido ela passou a ter uma vida sexual ativa. Analisando o contexto histórico deles, dificilmente alguém teria uma vida sexual ativa e ao mesmo tempo um estilo de vida contraceptivo.

Quinto, o fato de que os “irmãos” de Jesus tentaram várias vezes controlá-lo, sugere a possibilidade de que eles eram mais velhos tinham autoridade sobre os mais novos. Mas o fato de eles estarem acompanhado Maria quando ela procurou a Jesus (Mateus 12:47-50) sugere que eles fossem filhos de Maria. Pode ser que alguns fossem e outros não.

Finalmente, o fato de Jesus, durante Sua crucifixão, ter confiado Sua mãe aos cuidados de João pode denotar duas coisas diferentes: a) Que os “irmãos” de Jesus não eram filhos de Maria; caso contrário, eles teriam assumido essa responsabilidade automaticamente, o que dispensaria o pedido de Jesus a João, que não queria deixar sua mãe sem um filho para cuidar dela; b) Que Jesus preferiu que João e não os irmãos mais novos cuidassem de Maria; como eles, automaticamente cuidariam dela, foi preciso que Jesus, o primogênito, quem ditava as regras, deixasse as coisas definidas, então, por isto ele fez o pedido a João.

Embora esse assunto esteja ainda em debate, parece que a melhor solução pode ser a primeira ou a última: Jesus tinha irmãos, mas pode ser que fossem filhos de José e Maria, ou pode ser que os irmãos de Jesus eram Seus meio-irmãos. Mas esta última opção deixaria uma complicada pergunta, muito óbvia: Por que o Senhor fechou a madre de Maria? Esta é uma pergunta teológica, e é bom notar que Bíblia não responde a essa questão. Alguns sugerem que talvez Deus quisesse preservar a singularidade da experiência de Maria como mãe do Salvador, mas isto seria cobrir uma conjectura com outra conjectura.

O que sabemos é: Jesus era primogênito; Jesus conviveu com José e Maria; Jesus era, biologicamente, filho apenas de Maria. Mas Jesus foi chamado de filho de José e de Maria; Jesus teve irmãos e irmãs; os irmãos de Jesus conviveram com Maria.

Um abraço,


Pergunta Que Será Respondida Amanhã:
Pastor, fale-me mais sobre cada uma destas crenças fundamentais que você apresentou resumidamente (na postagem de ontem, 05 de setembro de 2010).

domingo, 5 de setembro de 2010

Minhas Crenças Fundamentais

Pastor, em quê doutrinas bíblicas você acredita?







Rsrsrs. Em todas, é claro! Mas aqui nesta postagem, está um pequeno resumo dos principais ensinos bíblicos do ministério cristão que represento.


As 28 crenças fundamentais

Aceitamos a Bíblia como nosso único credo e mantemos crenças fundamentais como ensinam as Sagradas Escrituras. Estas crenças aqui expostas constituem a percepção e expressão que a Igreja sustém com respeito aos ensinos bíblicos.

1. As Escrituras Sagradas

As Escrituras Sagradas, o Antigo e o Novo Testamentos, são a Palavra de Deus escrita, dada por inspiração divina por intermédio de santos homens de Deus que falaram e escreveram ao serem movidos pelo Espírito Santo. (II Pedro 1:20 e 21; II Tim. 3:16 e 17; Sal. 119:105; Prov. 30:5 e 6; Isa. 8:20; João 10:35; 17:17; I Tess. 2:13; Heb. 4:12).

2. A Trindade

Há um só Deus: Pai, Filho e Espírito Santo, uma unidade de três Pessoas coeternas. Deus é imortal, onipotente, onisciente, acima de tudo, e sempre presente. (Deut. 6:4; 29:29; Mat. 28:19; II Cor. 13:13; Efés. 4:4-6; I Pedro 1:2; I Tim. 1:17; Apoc. 14:6 e 7).

3. Deus Pai

Deus, O Eterno Pai, é o Criador, o Originador, o Mantenedor e o Soberano de toda a criação. Ele é justo e santo, compassivo e clemente, tardio em irar-Se, e grande em constante amor e fidelidade. (Gên. 1:1; Apoc. 4:11; I Cor. 15:28; João 3:16; I João 4:8; I Tim. 1:17: Êxo. 34:6 e 7; João 14:9).

4. Deus Filho

Deus, o Filho Eterno, encarnou-Se em Jesus Cristo. Por meio dEle foram criadas todas as coisas, é revelado o caráter de Deus, efetuada a salvação da humanidade e julgado o mundo. Jesus sofreu e morreu na cruz por nossos pecados e em nosso lugar, foi ressuscitado dentre os mortos e ascendeu para ministrar no santuário celestial em nosso favor. Virá outra vez para o livramento final de Seu povo e a restauração de todas as coisas. (João 1:1-3 e 14; 5:22; Col. 1:15-19; João 10:30; 14:9; Rom. 5:18; 6:23; II Cor. 5:17-21; Lucas 1:35; Filip. 2:5-11; I Cor. 15:3 e 4; Heb. 2:9-18; 4:15; 7:25; 8:1 e 2; 9:28; João 14:1-3; I Ped. 2:21; Apoc. 22:20). Ver vídeo (Realvideo 3 minutos).

5. Deus Espírito Santo

Deus, o Espírito Santo, desempenhou uma parte ativa com o Pai e o Filho na Criação, Encarnação e Redenção. Inspirou os escritores das Escrituras. Encheu de poder a vida de Cristo. Atrai e convence os seres humanos; e os que se mostram sensíveis, são renovados e transformados por Ele, à imagem de Deus. Concede dons espirituais à Igreja. (Gên. 1:1 e 2; Lucas 1:35; II Pedro 1:21; Lucas 4:18; Atos 10:38; II Cor. 3:18; Efés. 4:11 e 12; Atos 1:8; João 14:16-18 e 26; 15:26 e 27; 16:7-13; Rom. 1:1-4).

6. Deus é o Criador

Deus é o Criador de todas as coisas e revelou nas Escrituras o relato autêntico de Sua atividade criadora. “Em seis dias fez o Senhor os Céus e a Terra” e tudo que tem vida sobre a Terra, e descansou no sétimo dia dessa primeira semana. (Gên. 1;2; Êxo. 20:8-11; Sal. 19:1-6; 33:6 e 9; 104; Heb. 11:3; João 1:1-3; Col. 1:16 e 17).

7. A Natureza do Homem

O homem e a mulher foram formados à imagem de Deus com individualidade e com o poder e a liberdade de pensar e agir. Conquanto tenham sido criados como seres livres, cada um é uma unidade indivisível de corpo, mente e alma, e dependente de Deus quanto à vida, respiração e tudo o mais. Quando nossos primeiros pais desobedeceram a Deus, negaram sua dependência dEle e caíram de sua elevada posição abaixo de Deus. A imagem de Deus, neles, foi desfigurada, e tornaram-se sujeitos à morte. Seus descendentes partilham dessa natureza caída e de suas conseqüências. (Gên. 1:26-28; 2:7; Sal. 8:4-8; Atos 17:24-28; Gên. 3; Sal. 51:5; Rom. 5:12-17; II Cor. 5:19 e 20).

8. O Grande Conflito

Toda a humanidade está agora envolvida num grande conflito entre Cristo e Satanás, quanto ao caráter de Deus, Sua Lei e Sua soberania sobre o Universo. Esse conflito originou-se no Céu, quando um ser criado, dotado de liberdade de escolha, por exaltação própria, tornou-se Satanás, o adversário de Deus, e conduziu à rebelião uma parte dos anjos. Ele introduziu o espírito de rebelião neste mundo. Observado por toda a Criação, este mundo tornou-se o palco do conflito universal, dentro do qual será finalmente vindicado o Deus de amor. (Apoc. 12:4-9; Isa. 14:12-14; Ezeq. 28:12-18; Gên. 3; Gên. 6-8; II Pedro 3:6; Rom. 1:19-32; 5:19-21; 8:19-22; Heb. 1:4-14; I Cor. 4:9).

9. Vida, Morte e Ressurreição de Cristo

Na vida de Cristo, de perfeita obediência à vontade de Deus, e em Seu sofrimento, morte e ressurreição, Deus proveu o único meio de expiação do pecado humano, de modo que os que aceitam essa expiação, pela fé, possam ter vida eterna, e toda a Criação compreenda melhor o infinito e santo amor do Criador. (João 3:16; Isa. 53; II Cor. 5:14, 15 e 19-21; Rom. 1:4; 3:25; 4:25; 8:3 e 4; Filip. 2:6-11; I João 2:2; 4:10; Col. 2:15).

10. A Experiência da Salvação

Em infinito amor e misericórdia, Deus fez com que Cristo Se tornasse pecado por nós, para que nEle fôssemos feitos justiça de Deus. Guiados pelo Espírito Santo reconhecemos nossa pecaminosidade, arrependemo-nos de nossas transgressões e temos fé em Jesus como Senhor e Cristo, como Substituto e Exemplo. Esta fé que aceita a salvação, advém do poder da Palavra e é o dom da graça de Deus. Por meio de Cristo somos justificados e libertados do domínio do pecado. Por meio do Espírito, nascemos de novo e somos justificados. Permanecendo nEle, tornamo-nos participantes da natureza divina e temos a certeza da salvação agora e no Juízo. (Sal. 27:1; Isa. 12:2; Jonas 2:9; João 3:16; II Cor. 5:17-21; Gál. 1:4; 2:19 e 20; 3:13; 4:4-7; Rom. 3:24-26; 4:25; 5:6-10; 8:1-4, 14, 15, 26 e 27; 10:7; I Cor. 2:5; 15:3 e 4; I João 1:9; 2:1 e 2; Efés. 2:5-10; 3:16-19; Gál. 3:26; João 3:3-8; Mat. 18:3; I Pedro 1:23; 2:21; Heb. 8:7-12).

11. Crescimento em Cristo

Por sua morte na cruz, Jesus triunfou sobre as forças do mal. Ele, que subjugou os espíritos demoníacos durante Seu ministério terrestre, quebrantou o poder deles e garantiu Sua condenação final. A vitória de Jesus nos dá a vitória sobre as forças do mal que ainda buscam controlar-nos, enquanto caminhamos com Cristo em paz, gozo e na segurança de Seu amor. Agora, o Espírito Santo mora em nosso interior e nos dá poder. Continuamente consagrados a Jesus como nosso Salvador e Senhor, somos libertos do fardo de nossas ações passadas. Não mais vivemos nas trevas, sob o temor dos poderes do mal, da ignorância e a insensatez de nossa antiga maneira de viver. Nesta nova liberdade em Jesus, somos chamados a crescer à semelhança de Seu caráter, mantendo uma comunhão diária com Ele por meio da oração, alimentando-nos de Sua Palavra, meditando nela e na providência divina, cantando em Seu louvor, reunindo-nos para adorá-Lo e participando na missão da Igreja. Ao entregar-nos ao Seu amorável serviço por aqueles que nos rodeiam e ao testemunharmos de sua salvação, a presença constante do Senhor em nós, por meio do Espírito, transforma cada momento e cada tarefa em uma experiência espiritual. (Salm. 1:1,2; 23:4; 77:11,12; Col. 1:13, 14; 2:6, 14,15; Luc. 10:17-20; Efés. 5:19, 20; 6:12-18; I Tess. 5:23; II Pedro 2:9; 3:18; II Cor. 3:17,18; Filip. 3:7-14; I Tess. 5:16-18; Mat. 20:25-28; João 20:21; Gál. 5:22-25; Rom. 8:38,39; I João 4:4; Heb. 10:25. 11. A Igreja

12. A Igreja é a comunidade de crentes que confessam a Jesus Cristo como Senhor e Salvador. Unimo-nos para prestar culto, para comunhão, para instrução na Palavra, para a celebração da Ceia do Senhor, para o serviço a toda a humanidade e para a proclamação mundial do Evangelho. A Igreja é a Família de Deus. A Igreja é o corpo de Cristo. (Gên. 12:3; Atos 7:38; Mat. 21:43; 16:13-20; João 20:21 e 22; Atos 1:8; Rom. 8:15-17; I Cor. 12:13-27; Efés. 1:15 e 23; 2:12; 3:8-11 e 15; 4:11-15).

13. O Remanescente e sua Missão

A Igreja universal compõe-se de todos os que verdadeiramente crêem em Cristo; mas, nos últimos dias, um remanescente tem sido chamado para fora, a fim de guardar os mandamentos de Deus e a fé de Jesus. Este remanescente anuncia a chegada da hora do Juízo, proclama a salvação por meio de Cristo e prediz a aproximação de Seu segundo advento. (Mar. 16:15; Mat. 28:18-20; 24:14; II Cor. 5:10; Apoc. 12:17; 14:6-12; 18:1-4; Efés. 5:22-27; Apoc. 21:1-14).

14. Unidade no Corpo de Cristo

A Igreja é um corpo com muitos membros, chamados de toda nação, tribo, língua e povo. Todos somos iguais em Cristo. Mediante a revelação de Jesus Cristo nas Escrituras, partilhamos a mesma fé e esperança e estendemos um só testemunho para todos. Essa unidade encontra sua fonte na unidade do Deus triúno, que nos adotou como Seus filhos. (Sal. 133:1; I Cor. 12:12-14; Atos 17:26 e 27; II Cor. 5:16 e 17; Gál. 3:27-29; Col. 3:10-15; Efés. 4:1-6; João 17:20-23; Tiago 2:2-9; I João 5:1).

15. O Batismo

Pelo batismo confessamos nossa fé na morte e na ressurreição de Jesus Cristo e atestamos nossa morte para o pecado e nosso propósito de andar em novidade de vida, sendo aceitos como membros por Sua Igreja. É por imersão na água e segue-se à instrução nas Escrituras Sagradas e à aceitação de seus ensinos. (Mat. 3:13-16; 28:19 e 20; Atos 2:38; 16:30-33; 22:16; Rom. 6:1-6; Gál. 3:27; I Cor. 12:13; Col. 2:12 e 13; I Pedro 3:21).

16. A Ceia do Senhor

A Ceia do Senhor é uma participação nos emblemas do corpo e do sangue de Jesus, como expressão de fé nEle, nosso Senhor e Salvador. A preparação envolve o exame de consciência, o arrependimento e a confissão. O Mestre instituiu a Cerimônia do lava-pés para representar renovada purificação, para expressar a disposição de servir um ao outro em humildade semelhante à de Cristo, e para unir nossos corações em amor. (Mat. 26:17-30; I Cor. 11:23-30; 10:16 e 17; João 6:48-63; Apoc. 3:20; João 13:1-17).

17. Dons e Ministérios Espirituais

Deus concede a todos os membros de Sua Igreja, em todas as épocas, dons espirituais. Sendo outorgados pela atuação do Espírito Santo, o Qual distribui a cada membro como Lhe apraz, os dons provêem todas as aptidões e ministérios de que a Igreja necessita para cumprir suas funções divinamente ordenadas. Alguns membros são chamados por Deus e dotados pelo Espírito para funções reconhecidas pela Igreja em ministérios pastorais, evangelísticos, apostólicos e de ensino. (Rom. 12:4-8; I Cor. 12:9-11, 27 e 28; Efés. 4:8 e 11-16; II Cor. 5:14-21; Atos 6:1-7; I Tim. 2:1-3; I Pedro 4:10 e 11; Col. 2:19; Mat. 25:31-36).

18. O Dom de Profecia

Um dos dons do Espírito Santo é a profecia. Este dom é uma característica da Igreja remanescente e foi manifestado no ministério de Ellen G. White. Como a mensageira do Senhor, seus escritos são uma contínua e autorizada fonte de verdade e proporcionam conforto, orientação, instrução e correção à Igreja. (Joel 2:28 e 29; Atos 2:14-21; Heb. 1:1-3; Apoc. 12-17; 19:10).

19. A Lei de Deus

Os grandes princípios da Lei de Deus são incorporados nos Dez Mandamentos e exemplificados na vida de Cristo. Expressam o amor, a vontade e os propósitos de Deus acerca da conduta e das relações humanas, e são obrigatórios a todas as pessoas, em todas as épocas. Esses preceitos constituem a base do concerto de Deus com Seu povo e a norma do julgamento de Deus. (Êxo. 20:1-17; Mat. 5:17; Deut. 28:1-14; Sal. 19:7-13; João 14:15; Rom. 8:1-4; I João 5:3; Mat. 22:36-40; Efés. 2:8).

20. O Sábado

O bondoso Criador, após os seis dias da Criação, descansou no sétimo dia e instituiu o Sábado para todas as pessoas, como memorial da Criação. O quarto mandamento da imutável Lei de Deus requer a observância deste Sábado do sétimo dia como dia de descanso, adoração e ministério, em harmonia com o ensino e prática de Jesus, o Senhor do Sábado. (Gên. 2:1-3; Êxo. 20:8-11; 31:12-17; Lucas 4:16; Heb. 4:1-11; Deut. 5:12-15; Isa. 56:5 e 6; 58:13 e 14; Lev. 23:32; Mar. 2:27 e 28).

21. Mordomia

Somos despenseiros de Deus, responsáveis a Ele pelo uso apropriado do tempo e das oportunidades, capacidades e posses, e das bênçãos da Terra e seus recursos, que Ele colocou sob o nosso cuidado. Reconhecemos o direito de propriedade da parte de Deus, por meio de fiel serviço à Ele e a nossos semelhantes, e devolvendo os dízimos e dando ofertas para a proclamação de Seu Evangelho e para a manutenção e o crescimento de Sua igreja. (Gên. 1:26-28; 2:15; Ageu 1:3-11; Mal. 3:8-12; Mat. 23:23; I Cor. 9:9-14).

22. Conduta Cristã

Somos chamados para ser um povo piedoso, que pensa, sente e age de acordo com os princípios do Céu. Para que o Espírito recrie em nós o caráter de nosso Senhor, só nos envolvemos naquelas coisas que produzirão em nossa vida, pureza, saúde e alegria semelhantes às de Cristo. (I João 2:6; Efés. 5:1-13; Rom. 12:1 e 2; I Cor. 6:19 e 20; 10:31; I Tim. 2:9 e10; Lev. 11:1-47; II Cor. 7:1; I Pedro 3:1-4; II Cor. 10:5; Filip. 4:8).

23. Matrimônio e Família

O Casamento foi divinamente estabelecido no Éden e confirmado por Jesus como união vitalícia entre um homem e uma mulher, em amoroso companheirismo. Para o cristão, o compromisso matrimonial é com Deus, bem como com o cônjuge, e só deve ser assumido entre parceiros que partilham da mesma fé. No tocante ao divórcio, Jesus ensinou que a pessoa que se divorcia do cônjuge, a não ser por causa de fornicação, e se casa com outro, comete adultério. Deus abençoa a família e tenciona que seus membros ajudem um ao outro a alcançar completa maturidade. Os pais devem educar os seus filhos a amar o Senhor e a obedecer-Lhe. (Gên. 2:18-25; Deut. 6:5-9; João 2:1-11; Efés. 5:21-33; Mat. 5:31 e 32; 19:3-9; Prov. 22:6; Efés. 6:1-4; Mal. 4:5 e 6; Mar. 10:11 e 12; Lucas 16:18; I Cor. 7:10 e 11).

24. O Ministério de Cristo no Santuário Celestial

Há um santuário no Céu. Nele Cristo ministra em nosso favor, tornando acessíveis aos crentes os benefícios de Seu sacrifício expiatório oferecido uma vez por todas, na cruz. Ele foi empossado como nosso grande Sumo Sacerdote e começou Seu ministério intercessório por ocasião de Sua ascensão. Em 1844, no fim do período profético dos 2.300 dias, Ele iniciou a segunda e última etapa de Seu ministério expiatório. O juízo investigativo revela aos seres celestiais quem dentre os mortos será digno de ter parte na primeira ressurreição. Também torna manifesto quem, dentre os vivos, está preparado para a trasladação ao Seu reino eterno. A terminação do ministério de Cristo assinalará o fim do tempo da graça para os seres humanos, antes do Segundo advento. (Heb. 1:3; 8:1-5; 9:11-28; Dan. 7:9-27; 8:13 e 14; 9:24-27; Núm. 14:34; Ezeq. 4:6; Mal. 3:1; Lev. 16; Apoc. 14:12; 20:12; 22:12).

25. A Segunda Vinda de Cristo

A segunda vinda de Cristo é a bendita esperança da Igreja. A vinda do Salvador será literal, pessoal, visível e universal. (Tito 2:13; João 14:1-3; Atos 1:9-11; I Tess. 4:16 e 17; I Cor. 15:51-54; II Tess. 2:8; Mat. 24; Mar. 13; Lucas 21; II Tim. 3:1-5; Joel 3:9-16; Heb. 9:28).

26. Morte e Ressurreição

O salário do pecado é a morte. Mas Deus, o único que é imortal, concederá vida eterna a Seus remidos. Até aquele dia, a morte é um estado inconsciente para todas as pessoas. (I Tim. 6:15 e 16; Rom. 6:23; I Cor. 15:51-54; Ecles. 9:5 e 6; Sal. 146:4; I Tess. 4:13-17; Rom. 8:35-39; João 5:28 e 29; Apoc. 20:1-10; João 5:24).

27. O Milênio e o Fim do Pecado

O milênio é o reinado de mil anos, de Cristo com Seus santos, no Céu, entre a primeira e a segunda ressurreições. Durante este tempo serão julgados os ímpios mortos. No fim desse período, Cristo com Seus Santos e a Cidade Santa descerão do Céu à Terra. Os ímpios mortos serão então ressuscitados e, com Satanás e seus anjos, cercarão a cidade; mas fogo de Deus os consumirá e purificará a Terra. O Universo ficará assim eternamente livre do pecado e dos pecadores. (Apoc. 20; Zac. 14:1-4; Mal. 4:1; Jer. 4:23-26; I Cor. 6; II Pedro 2:4; Ezeq. 28:18; II Tess. 1:7-9; Apoc. 19:17, 18 e 21).

28. A Nova Terra

Na Nova Terra, em que habita justiça, Deus proverá um lar eterno para os remidos e um ambiente perfeito para vida, amor, alegria e aprendizado eternos, em Sua presença. (II Pedro 3:13; Gên. 17:1-8; Isa. 35; 65:17-25; Mat. 5:5; Apoc. 21:1-7; 22:1-5; 11:15).

Para uma explanação maior, você pode estudar o livro editado por Rubens Lessa, Nisto Cremos, da Casa Publicadora Brasileira.

Continue sendo um estudioso da Palavra de Deus.

Seu irmão em Cristo,


Fonte:
http://www.dsa.org.br/ (adaptado)

Pergunta Que Será Respondida Amanhã:
Os irmãos de Jesus mencionados na Bíblia eram filhos de José e Maria?

sábado, 4 de setembro de 2010

Minha Denominação Cristã

Pastor, eu gostaria de saber sobre o ministério cristão a que você pertence.

Fico feliz em saber que você se interessa em conhecer um pouco mais de minha filosofia religiosa. Para mim, é um prazer compartilhar com você, este abençoado relato, de um movimento profético, que surgiu, num tempo específico, com uma mensagem específica.


Mensagem e propósito: A mensagem da Igreja Adventista do Sétimo Dia está centralizada em Jesus. O evangelho eterno, a graça da salvação oferecida pelo extraordinário amor de Deus revelado na vida vitoriosa, morte vicária e ressurreição triunfante de Cristo. A grande esperança da Igreja é o advento de Cristo, concretização da promessa do Senhor “Virei outra vez” para levar Seu povo a um novo lar; a verdade presente sobre o ministério contemporâneo de Cristo no Céu, atuando como advogado e Sumo Sacerdote para aqueles que O aceitarem como Salvador pessoal, perdoando os pecados num oferecimento de significado especial, sem precedentes, para tornar o povo sadio, santo e feliz.

Missão: A missão da Igreja é anunciar as boas novas ao mundo no contexto da mensagem dos três anjos de Apocalipse 14:6-12, levando as pessoas a aceitar a Jesus como Salvador pessoal e unirem-se à Sua Igreja na preparação para Sua breve volta. Esta é a mensagem universal, para todos, em todas as partes. A “cada nação, e tribo, e língua e povo”; a cada cidade, a cada vila; a cada país, comunidade, colônia e “criatura”. Isto é, a cada pessoa (Marcos 16:15).

Regra de fé: A Igreja Adventista do Sétimo Dia entende que seu surgimento “no tempo do fim” foi especificamente definido pela profecia bíblica. A Igreja Adventista do Sétimo Dia tem como regra de fé, a Bíblia, a Palavra de Deus preservada ao longo dos séculos para a orientação da humanidade no caminho de volta ao Lar, para alcançar a vida eterna. João 3:16: “Porque Deus amou o mundo de tal maneira, que deu o Seu filho unigênito para que todo aquele que nEle crê não pereça, mas tenha a vida eterna”.

História: A Igreja teve seu início modesto composto por homens e mulheres de várias denominações, tementes a Deus e que pelo estudo da Bíblia alcançaram a compreensão de que Jesus em breve cumpriria Sua promessa de regressar ao mundo. Foi um começo tumultuado com várias pessoas sendo expulsas de sua igreja porque haviam abraçado uma mensagem mais ampla através do estudo da Bíblia.

Este pequeno grupo foi crescendo, aumentando em número e no conhecimento da Palavra de Deus. Foi assim que, em 1863, este grupo se organizou em uma estrutura denominacional com o nome de Igreja Adventista do Sétimo Dia. Adventista porque crê na promessa de Jesus “Virei outra vez”. Do Sétimo Dia porque crê na ordem de Deus que o dia de descanso santificado por Ele é o Sábado, o sétimo dia da semana. Êxodo 20:8-11: “Lembra-te do dia de sábado, para o santificar. Seis dias trabalharás e farás toda a tua obra. Mas o sétimo dia é o sábado do Senhor, teu Deus; não farás nenhum trabalho, nem tu, nem o teu filho, nem a tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem o teu animal, nem o forasteiro das tuas portas para dentro; porque, em seis dias, fez o Senhor os céus e a terra, o mar e tudo o que neles há e, ao sétimo dia, descansou; por isso, o Senhor abençoou o dia de sábado e o santificou”. Jesus confirmou que a lei permanece em vigor através dos exemplos deixados por Sua vida: "

Este é o nome e o porquê do mesmo.

A Igreja Hoje: Hoje a Igreja Adventista do Sétimo Dia é um corpo organizacional estabelecido praticamente no mundo todo com, aproximadamente, 14 milhões de membros. Por estar presente em mais de duzentos países, a igreja precisa se organizar.

E os níveis administrativos da Organização são:

Um conjunto de membros forma uma congregação local, que pode ser um grupo ou uma igreja organizada. Algumas Igrejas e Grupos – formam um Distrito que é cuidado por um pastor. Distritos formam uma Associação ou Missão. Um conjunto de Associações e Missões forma uma União. Várias Uniões formam uma Divisão, que geralmente tem uma responsabilidade de dimensões continentais, e existe o escritório mundial, a sede, a que chamamos de Associação Geral da Igreja Adventista do Sétimo Dia, que está em Washington, DC, USA.

Você também é convidado a fazer parte desta grande família de Deus!!!
Conheça mais no site da Esperança
Seu irmão em Cristo,
 
 
Fonte:
www.dsa.org.br (adaptado).
 
Pergunta Que Será Respondida Amanhã:
Pastor, em quê doutrinas bíblicas você acredita?

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Sacramentos da Igreja Católica

Os sacramentos da Igreja Católica são aplicados a todas as igrejas cristãs? Que sacramentos devemos observar?



Segundo a Igreja Católica, há sete sacramentos: o Batismo, a Confirmação, a Santa Eucaristia, a Penitência, a Unção, as Santas Ordens e o Matrimônio. Dizer que os sacramentos são esses e que são sete não é bíblico. A própria Igreja Católica presume isto. Se você perguntar: “Como sabemos que há sete sacramentos e não há mais nem menos?”, a Igreja Católica responderá: “Sabemos que há sete sacramentos e que não há mais nem menos porque a Igreja sempre ensinou a verdade. O número de sacramentos é uma questão de fé, e a Igreja não pode estar enganada em questões de fé.” Mas eu questiono: O que deve ser a nossa regra de fé: a Bíblia ou as tradições? Todavia, eles declaram que “a Igreja, porém, pode instituir as cerimônias que são usadas para administrar ou dar sacramentos.”

Isso não tem fundamento bíblico. A Bíblia deixa claro que a graça é um dom de Deus, ou seja, não é recebida por obras. Mas a tradição afirma que aquele que se recusar a utilizar os sacramentos não receberá a graça de Deus, pois, segundo ela, os sacramentos foram instituídos como meios especiais para podermos receber a graça divina merecida por Cristo para nós. Afirma isso porque, para a Igreja Católica, o sacramento é um ato religioso que tem por objetivo a santificação daquele ou daquilo que é objeto desse ato.

O modelo bíblico cristão de crer no recebimento da graça de Cristo não se dá por obras meritórias, mas pela fé: “Pela graça sois salvos, mediante a fé, e isto não vem de vós, é dom de Deus” (Efésios 2:8). “O justo viverá pela fé” (Romanos 1:17).

Portanto, para nós, as cerimônias mudam de significado, pois não trazem mérito em si, em suas substâncias, matéria ou atos. São apenas símbolos da atitude que o cristão já tomou (ou não tomou). Mas o que traz a graça de Cristo ao cristão é o ato de Cristo doar. O cristão apenas aceita. Mais nada. O recebimento da graça acontece quando o crente abre o coração para que Jesus possa morar nele. Isso pode acontecer antes, durante ou depois de um ato religioso.

A idéia sacramental da igreja católica estabelece que a quantidade de graça recebida é proporcional à intensidade dos atos sacramentais. Ora, biblicamente falando, graça é o recebimento, ou a aceitação que o Céu faz pelo ser humano, embora este não mereça, pelos méritos de Cristo. O Céu não recebe um pouquinho de aceitação, pois Deus não tem parcialidade em aceitar. Imagine Deus lhe abraçando pela metade.

A palavra “sacramento”, em si, não é má, pois é um rito sagrado que tem por objetivo aumentar a graça; é um ato religioso que pretende santificar aquele ou aquilo que é objeto desse ato. Entretanto, pelo uso que a Igreja Católica faz da mesma na adaptação de suas crenças, costumamos não usar esta palavra. Por quê?

Porque: a) a Igreja Católica considera os sacramentos como uma ação feita pelo homem para obter méritos, o que é contrario à justificação pela fé; b) a “graça” recebida pelos sacramentos católicos, segundo sua teologia, é imputada mesmo que contrarie a vontade de quem recebe (um exemplo disso é o batismo de bebezinhos, que não têm consciência do ato), o que contraria o respeito que Deus tem pelo livre-arbítrio; c) determinados sacramentos contrariam a teologia sola scriptura e adotam as tradições da igreja. Por exemplo: no pensamento bíblico, o casamento é santo, puro e aprovado por Deus, desde o contexto edênico. Na tradição da Igreja, o sexo é pecado até mesmo dentro do casamento, portanto na celebração do casamento você está recebendo o perdão pelo pecado que irá cometer pelo resto da vida. Outro exemplo é a transubstanciação da eucaristia. Dessa forma, para práticas parecidas com os sacramentos católicos, damos os nomes de cerimônias ou ritos. Os principais são o Batismo, a Cerimônia de Lava-Pés e a Santa Ceia.

Esse ato de concerto devia ser ratificado com o sangue de Cristo. E a ministração do sacramento havia de conservar diante dos discípulos o infinito sacrifício feito por cada um deles individualmente, como parte do grande todo da caída humanidade.

Você pode, agora mesmo, orar a Deus e receber Sua graça, ao abrir-lhe o coração. Continuando essa amizade com Ele, poderá passar pelos ritos da igreja para demonstrar publicamente o seu pacto de amor com o Senhor.

Que Ele lhe abençoe,


Pergunta Que Será Respondida Amanhã:
Pastor, eu gostaria de saber sobre o ministério cristão a que você pertence.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Celebração da Disciplina

Por favor, me indique algum livro devocional que seja bom para mostrar-me o caminho do crescimento espiritual.

Você já encontrou uma sanfona na Bíblia? A vida espiritual do povo de Israel parecia uma sanfona: vai e volta. Como gráficos de eletro encefalograma, onde o ponteiro vai para cima e baixo sempre, mas nunca consegue desenhar uma reta horizontal constante. Parece que a amizade daqueles israelitas com Deus era desse jeito. Não que fosse assim, da parte de Deus. Ele estava sempre querendo ser amigo daquelas pessoas, mas elas não tinham firmeza no trato. Não sabiam o que queriam. Ora buscavam a Deus, ora se transformavam nos piores idólatras. A aproximação daquelas pessoas para perto de Deus parecia um efeito sanfona (Jeremias 10-13).


Tem gente que hoje dá um testemunho bonito, amanhã se apostata, depois de amanhã volta para Deus, depois vai pro mundão de novo, daí volta pra Jesus novamente, depois se corrompe mais uma vez, e não consegue se firmar. Sabe que é isso? Um dos principais fatores é a questão da disciplina. Isso é, também, falta de: disciplina. Assim como um aluno precisa ser bem disciplinado para ir bem em seus estudos, assim é também na vida espiritual.

Eu aprendi isso no livro que acabei de ler: Celebração da Disciplina, de Richard Foster, Editora Vida. Ele é Fantástico! É uma obra que mostra-nos, de maneira bem bíblica, o caminho do crescimento espiritual. Muito bom.

Embora não sejamos salvos pelas obras, Deus não nos empurra para o Céu de qualquer jeito, contra a nossa vontade, com uma graça barata, de jeito nenhum. Em primeiro lugar, a graça não é barata porque custou o sangue precioso de Jesus. Então, um cristão que é salvo pela graça, para se manter no caminho do crescimento espiritual, vai ser alguém que leva o relacionamento com Deus com seriedade, ou seja, disciplinadamente.

Primeiro preciso aprender sobre as disciplinas interiores. Porque a transformação que a conversão faz tem que acontecer de dentro para fora. Logo, você precisa se disciplinar através da prática da meditação, através da prática da oração, do jejum, e também do hábito de estudar a Bíblia. Se fizer isso, essa transformação interior, terminará manifestando-se no seu comportamento.

É aí que vêm as disciplinas exteriores. É conseguir ser alguém que vive a simplicidade e a solitude. E, também, ser alguém que sabe viver a submissão e que não faz serviços de servo porque, na realidade, é um servo. E isso se fortalece quando a gente põe as disciplinas em prática, no relacionamento com as outras pessoas.

As Disciplinas Comunitárias podem ser verificadas quando você sabe perdoar e ser perdoado, se reúne com outros para adorar a Deus e consegue dar e receber conselhos espirituais.

Precisamos ser disciplinados na nossa prática religiosa.

Um abraço,
 
 
Ficha do Livro:
Foster, Richard, Celebração da Disciplina: O Caminho do Crescimento Espiritual. Trad. Marson Guedes (São Paulo: Editora Vida, 2007), 304 páginas, brochura.
 
Pergunta Que Será Respondida Amanhã:
Os sacramentos da Igreja Católica são aplicados a todas as igrejas cristãs? Que sacramentos devemos observar?

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

O cavaleiro de Apocalipse 19:11-21


Quem é o cavaleiro de Apocalipse 19:11-21?

Cristo, o vencedor da Besta e do Falso Profeta. Esta descrição é de uma cena que ainda está no futuro. João viu Jesus como vitorioso e triunfante. Cristo recebeu o direito de governar esta terra como Rei dos reis (cap. 19:1, 7), e agora simbolicamente aparece como um guerreiro que cavalga vencedor sobre um formoso cavalo branco, para ocupar seu domínio legítimo e acompanhar o seu povo fiel ao seu regresso da “ceia das bodas”.

O que quer dizer “Fiel e Verdadeiro”? Devemos lembrar que na Bíblia os nomes descrevem o caráter, e que, portanto, os nomes que aqui são atribuídos a Cristo o representam especificamente em seu papel como campeão para seu povo perseguido. Há quatro declarações quanto ao nome de Cristo em relação à batalha de Apocalipse 19:11-21.

1)É chamado de “Fiel e Verdadeiro” porque agora aparece, segundo sua promessa (a promessa da segunda vinda descrita em João 14:1-3), para libertar os seus. Para eles parece que sua vinda demorou (Ap. 16:15), mas o esperaram, e agora aparece com o propósito de salvar-lhes (Isa. 25: 9; cf. Ap. 16: 17).

2) O “nome escrito que ninguém conhece, senão Ele mesmo” (v. 12) representa sua função desconhecida até este momento, mas agora aparece desempenhando-a como o vingador de seu povo (16:1). No desempenho desta “estranha obra” (Is. 28:21) atua em um papel novo, tanto para os homens como para os anjos.

3) Mas como o vingador e libertador de seu povo, é ainda o “Verbo de Deus” (verso 13). É o “Verbo de Deus” em ação para cumprir a vontade do Pai na terra; agora em forma de castigo, como anteriormente fora em forma de misericórdia (João 1:1-3; Ap. 19:15).

4) O título “Rei dos reis e Senhor dos senhores” (v. 16) se aplicará neste tempo, de sentido especial, a Cristo (17:4). Todo poder foi entregue em suas mãos (1 Cor. 15: 25). Satanás aspirou, de forma egoísta, a suprema posição que havia sido reservada para Cristo como Filho de Deus (Is. 14: 12-14; Ap. 12: 7-9); mas o Redentor, que não considerou como usurpação ser igual a Deus, voluntariamente deixou de lado, por um tempo, o exercício pleno dos seus atributos e as prerrogativas da Divindade (Fil. 2: 6-8), e assim demonstrou ser digno de receber a honra e a hierarquia implícitas no título “Rei dos reis e Senhor dos Senhores”.

O meu desejo é que, desde hoje, Cristo seja o Rei do seu viver!

 
Pergunta Que Será Respondida Amanhã:
Por favor, me indique algum livro devocional que seja bom para mostrar-me o caminho do crescimento espiritual.