terça-feira, 19 de outubro de 2010

Quanto Vale a Sua Liberdade?



Gostaria de entender mais sobre a origem do mal, os anjos e a Criação. 
ORIGEM DO MAL, ANJOS E CRIAÇÃO
(Estudo 07 desta série)

Imagine! Se, pela manhã, você abrisse o jornal e se deparasse com o seguinte anúncio nos classificados:

Contrata-se pessoa para contração de matrimônio. O candidato (contratado) que se interessar deverá unir-se em casamento com o anunciante (contratante), submetendo-se a todas regras culturais e civis que um enlace conjugal requer.
·         Deverá casar em cerimônia religiosa, submetendo-se aos credos do anunciante, e em cerimônia civil, junto ao cartório desta cidade.
·         O contrato é vitalício e não poderá ser revogado, anulando assim a possibilidade de desistência do contratado durante toda a existência de sua vida.
·         O contratado aceitará, se submeterá e cumprirá todas as regras do contrato, sem considerar quem vem a ser o contratante, aceitando-o, seja quem for, ainda que não o conheça total, parcial ou suficientemente.
O contratado será recompensado por remuneração financeira em moeda corrente deste país. A proposta inicial do valor será feita pelo candidato que se interessar e negociada em comum acordo com o contratante.

Você se candidataria a tal contratação? Pediria quantos mil reais? Valeria a pena? Quanto custa a sua liberdade?
Gostamos de ter liberdade para escolher. Um relacionamento a dois acontece a partir de uma “conquista”: o período que você gasta tentando convencer a outra pessoa a escolher pertencer a você ou vice-versa. Você concorda comigo que entrar para uma vida de relacionamento, segundo os moldes do anúncio de jornal, seria uma abolição à liberdade de escolha?
Mas quando fazemos uso do livre arbítrio para escolher viver com alguém, na realidade, estamos sendo cativados pelo amor desse alguém. E consideramos que entramos para o relacionamento livremente. A liberdade tem seus limites.
Se Deus é eterno (Salmo 45:6 – RC; ver também Salmo 90:2) e se pela fé entendemos que o universo foi formado pela palavra de Deus (Hebreus 11:2), compreendemos que houve um tempo em que existia somente a família triúna da Divindade, em perfeita harmonia e amor.
Deus então resolve criar. Os céus por sua palavra se fizeram, e, pelo sopro de sua boca, o exército deles, pois ele falou, e tudo se fez (Salmo 33:6 e 9). Este exército dos céus o adorava (Neemias 9:6) e milhares o serviam (Daniel 7:10), na cidade celestial; os muitos milhares de anjos (Hebreus 12:22), ao redor do trono (Apocalipse 5:11). Serafins estavam por cima dele; cada um tinha seis asas: com duas cobria o rosto, com duas cobria os seus pés e com duas voava. E clamavam uns para os outros: Santo, santo, santo é o SENHOR (Isaías 6:2 e 3). Sim, todos os seus anjos, os seus exércitos celestiais... foram criados pelo Senhor (Salmo 148:2-5)!
Naquele tempo da eternidade, muito antes da criação do nosso planeta, todos os anjos, juntos, alegremente cantavam, e rejubilavam (Jó 38:4-7). Não existia o mal e tudo era paz e harmonia no Céu.
Estes seres haviam sido criados por Deus dotados de “livre arbítrio”, melhor dizendo, “vontade”, “poder de escolha”. Como Deus é amor, jamais gostaria que suas criaturas o servissem por obrigatoriedade. Todos os anjos eram livres para escolher receber o amor de Deus e com Ele relacionar-se.
Havia um poderoso anjo, a quem chamamos de Lúcifer. A ele Deus conferira capacidade e posição muito especiais. Veja como ele era:
O sinete da perfeição, cheio de sabedoria e formosura. Estavas no Éden, jardim de Deus; de todas as pedras preciosas te cobrias: o sárdio, o topázio, o diamante, o berilo, o ônix, o jaspe, a safira, o carbúnculo e a esmeralda; de ouro se te fizeram os engastes e os ornamentos; no dia em que foste criado, foram eles preparados. Tu eras querubim da guarda ungido, e te estabeleci; permanecias no monte santo de Deus, no brilho das pedras andavas.  Perfeito eras nos teus caminhos, desde o dia em que foste criado... (Ezequiel 28:12-15).
O Criador o havia criado como um ser inteligente e não um robô. Mas ele começou a usar mal o seu livre arbítrio. Misteriosamente passou a cultivar um narcisismo muito intenso e a ficar cada vez mais autofascinado. Queria ser igual a Deus. Por possuir tão alta glória e posição sobre os outros anjos, se achava melhor que eles. Não percebia muita diferença entre si e o Deus Filho, que se revelava aos anjos na forma de um anjo comandante.
Este desequilíbrio veio à tona no coração de Lúcifer, quando a Trindade reuniu-se para planejar a criação de um novo planeta, lindo e habitado por seres inteligentes: a Terra. Lúcifer não foi convidado! Percebeu nítida a diferença: não era criador, mas criatura. Em vez de reconhecer sua posição e a de seu Criador, continuou alimentando aquele mistério errado em seu coração e, como a Bíblia diz,
se achou iniqüidade em ti... se encheu o teu interior de violência, e pecaste; pelo que te lançarei, profanado, fora do monte de Deus e te farei perecer, ó querubim da guarda... Elevou-se o teu coração por causa da tua formosura, corrompeste a tua sabedoria por causa do teu resplendor; lancei-te por terra... Pela multidão das tuas iniqüidades, pela injustiça... profanaste os teus santuários (Ezequiel 28:15-18).
Nas palavras de Billy Graham, ele “não estava satisfeito de se achar subordinado ao seu Criador. Queria usurpar o trono de Deus...” Seu argumento para com os outros anjos era de que o governo de Deus não era justo, pois eles, criaturas, não tinham outra opção a que servir. Iniciava-se uma coletiva rebelião.
Várias e várias vezes, Deus advertiu Lúcifer e deu-lhe oportunidade de arrepender-se, mas sempre respeitando sua liberdade de escolha. Nem os anjos fiéis reconheceram plenamente seu caráter, e esta é a razão por que Deus não o destruiu imediatamente. Era preciso deixar que muito tempo se passasse, até que fossem demonstradas ao Universo, as extremas conseqüências do pecado (I Coríntios 4:9). Mas não no Céu!
Como caíste do céu, ó estrela da manhã, filho da alva (Lúcifer)! Como foste lançado por terra, tu que debilitavas (o reino de Deus). Tu dizias no teu coração: Eu subirei ao céu; acima (dos anjos) de Deus exaltarei o meu trono e no monte da congregação me assentarei... subirei acima das mais altas nuvens e serei semelhante ao (Deus) Altíssimo. Contudo, serás precipitado para o mais profundo abismo (Isaías 14:12-14).
Houve peleja no céu. Miguel (Jesus - maneira que Deus-Filho se revela em contexto de batalha) e os seus anjos pelejaram contra (Lúcifer) o dragão. Também pelejaram o dragão e seus anjos; todavia, não prevaleceram; nem mais se achou no céu o lugar deles. E foi expulso o grande dragão, a antiga serpente, que se chama diabo e Satanás, o sedutor de todo o mundo, sim, foi atirado para a terra, e, com ele, os seus anjos. A sua cauda (influência) arrastou a terça parte (dos anjos) (Apocalipse 12:4, 7-9), caindo do céu como um relâmpago (Lucas 10:18).
            Mas o mal não é o centro das atenções deste vasto Universo. Deus continuava suas atividades, inclusive, criando. Ele veio até este nosso planeta, num tempo em que aqui só existia o reino mineral. Não havia vida. O Espírito Santo já rondava guarda no globo da terra (Isaías 40:22 - RC). Deus estende o norte sobre o vazio e faz pairar a terra sobre o nada (Jó 26:7).
A chegada da Trindade para criar a vida trouxe a este lugar, muita luz... Houve tarde e manhã, o primeiro dia (Gênesis 1:1-5). Confira este relato em Gênesis capítulo 1.
            Nas 24 horas que se seguiram, Deus fez uma separação nítida entre as águas que estavam em estado líquido das que estavam em estado gasoso, criando assim o oceano e a atmosfera. Muito antes que Torricelli inventasse o barômetro, Deus regulou o peso do vento e fixou a medida das águas (Jó 28:25).
No terceiro dia, Deus disse: Ajuntem-se as águas num só lugar (mares), e apareça a porção seca (terra). Nesta parte seca, foi criado todo o reino vegetal, ainda neste mesmo dia. À tardinha, Deus viu que era muito bom!
Como originador, Ele sabia que as plantas precisariam da luz solar. Então, logo de manhãzinha, no dia seguinte, fez aparecer os astros que hoje vemos, para sinais, para estações, para dias e anos. O nosso mundo estava ficando lindo!
Na quinta feira, chegara o momento emocionante, pois dali em diante nada mais permaneceria parado. Estava chegando a população. Deus criou todos os animais que vivem nos rios e nos mares, e todas as aves!
O penúltimo dia foi o mais atarefado. Primeiro Deus criou os animais terrestres, como os mamíferos e os répteis. Depois, chegou a hora da humanidade. E para nos diferenciar de todos os animais, não nos fez apenas pelo sopro de sua palavra. Com Suas próprias mãos, Deus fez um boneco de barro e deu nele o beijo da vida. Passou a existir o Adão! E para terminar sua obra prima, Deus fez a linda Eva! De um só fez toda a raça humana para habitar sobre toda a face da terra (Atos 17:26).
É lindo conhecer nossa origem! Como disse Albert Einstein, “a religiosidade do sábio consiste em espantar-se, extasiar-se diante da harmonia das leis da natureza que revelam uma inteligência tão superior, que o pensamento e o engenho humano não conseguem desvendar”. Os céus proclamam a glória de Deus, e o firmamento anuncia as obras das suas mãos (Salmo 19:1).
Para completar a criação, faltava 1 dia. A este, Deus deu um nome especial: “descanso”. Não ouviste que o Criador da terra, nem se cansa, nem se fatiga? (Isaías 40:28). Não, Deus não estava cansado! Ao sábado, abençoou e o santificou (Gênesis 2:2 e 3), para que neste dia pudéssemos adorar aquele que fez o céu, e a terra, e o mar (Apocalipse 14:7).
Adão e Eva foram criados para povoar este planeta e governá-lo, honrando e servindo seu Criador. Entretanto, eles não o poderiam fazê-lo forçadamente. Deus os criou para o bem, mas amou-os tanto, a ponto de dar-lhes a opção de seguir este bem, ou não.
Esses seres eram fruto do amor de Deus. O amor que levou o Criador a compartilhar Sua vida. Não pode existir amor onde não há liberdade. Portanto, a possibilidade de amar ou rejeitar a Deus, de servi-Lo ou abandoná-Lo, de fazer o bem ou o mal, era parte de um mundo perfeito. Se não existisse a possibilidade do mal, as criaturas não seriam livres. Seriam escravas do bem (Alejandro Bullón, O Terceiro Milênio e as Profecias do Apocalipse (Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2000), 20).
Deus combinou com o casal que a voluntariedade desta obediência seria demonstrada de uma forma muito simples: De toda árvore do jardim comerás livremente, mas da árvore do conhecimento do bem e do mal não comerás (Gênesis 216 e 17).
Satanás, que havia sido expulso do céu, questionava ser impossível seguir a este bem divino e ser feliz. Por não poder mais habitar perto das moradas do altíssimo (Salmo 91:1), ele e os anjos, os que não guardaram o seu estado original, mas abandonaram o seu próprio domicílio (Judas 6), foram atirados para a terra (Apocalipse 12:9). Seu primeiro pecado havia sido querer ser Deus, e dizer que Deus não era verdadeiro. Agora ele tenta convencer Eva à desobediência com estas mesmas corrupções de pensamento: É certo que não morrereis. Porque Deus sabe que no dia em que dele comerdes se vos abrirão os olhos e, como Deus, sereis conhecedores do bem e do mal (Gênesis 3:4 e 5).
Eva, que já estava encantada por ver uma serpente falar, agora se deleita em pensar em ser como Deus. Ela e seu marido haviam sido muito bem advertidos, mas escolheram desobedecer. O fruto que eles comeram era simples, mas a sua atitude tinha o profundo significado de uma aberta rejeição do comando divino. Portanto, assim como por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado, a morte, assim também a morte passou a todos os homens, porque todos pecaram (Romanos 5:12).
O inimigo passou então a achar-se no direito de ser o deus deste século (2Coríntios 4:4), o príncipe deste mundo (João 16:11). Ao contrário do que afirma o grande psicanalista Renato Mezan, que o demônio é apenas um “mecanismo de defesa”, a Bíblia diz que o diabo é um ser pessoal, que desceu até vós, cheio de grande cólera, sabendo que pouco tempo lhe resta (Apocalipse 12:12), pois em breve será lançado para dentro do lago de fogo (Apocalipse 20:10 e 15), preparado para ele e seus anjos (Mateus 25:41), para serem destruídos para sempre. Ele anda em derredor, como leão que ruge procurando alguém para devorar (1Pedro 5:8).

Estes anjos maus e expulsos, são espíritos enganadores (1Timóteo 4:1); demônios, operadores de sinais (Apocalipse 16:14), de maneira que até fogo do céu faz descer à terra, diante dos homens  Seduz os que habitam sobre a terra por causa dos sinais... (Apocalipse 13:13 e 14). Inspiram os falsos apóstolos, obreiros fraudulentos, disfarçados em apóstolos de Cristo. E não é de admirar, porque o próprio Satanás se transforma em anjo de luz. Não é muito, pois, que os seus próprios ministros se transformem em ministros de justiça (2Coríntios 11:13-15).

Mas não desanime! Você pode ser fortalecido no Senhor e na força do seu poder. Revesti-vos da armadura de Deus, para ficar firmes contra o diabo; a nossa luta é contra os principados e potestades; os dominadores deste mundo tenebroso; as forças espirituais do mal, nas regiões celestes (Efésios 6:10-12). Deus, aos Seus anjos dará ordens a teu respeito, para que te guardem em todos os teus caminhos (Salmos 91:11). Não tenha medo! O anjo do SENHOR acampa-se ao redor dos que o temem e os livra (Salmos 34:7).
Graças a Deus, dois terços dos anjos não caíram em engano e hoje agem a nosso favor. Ajudam na direção dos negócios das nações (Daniel 10:5-14), protegem e acompanham o povo de Deus, registram as ações humanas (Eclesiastes 5:6 – RC – em comp. c/ Malaquias 3:16), são testemunhas diante do tribunal celestial (Daniel 7:10), acompanharão a Jesus em Sua volta, reunirão os seus escolhidos, dos quatro ventos, de uma a outra extremidade dos céus (Mateus 24:31) e fazem muitas outras coisas por nós!

Somos livres? Minha única liberdade é poder escolher de quem serei servo. Por exemplo, um jovem que não quer servir as regras da boa conduta, busca a liberdade em poder cultivar os hábitos de sua própria escolha, mergulhando-se no mundo das drogas, da diversão sem limites, da prostituição, dos prazeres ilícitos. Logo ele torna-se escravo do vício, da doença e das conseqüências que tal libertinagem lhe traz. Se você não for escravo da lei, será escravo das conseqüências de desobedecer à lei.

Sabe qual é o preço da sua liberdade? É de acordo com o valor de quem ou do quê você escolhe servir.
Assim é o desfecho desta batalha universal. Satanás tentando provar que servir a Deus não é bom. Deus tentando conquistar suas criaturas ao melhor caminho: servi-Lo. As criaturas de todo o Universo estão a observar este período de 6000 anos de pecado no planeta Terra, para comprovarem a justiça de Deus, baseada na milagrosa combinação de amor e misericórdia (Salmo 85:10). Portanto, a guerra consiste em conquistar a nossa escolha individual. Porque nos tornamos espetáculo, tanto a anjos, como a homens (1Coríntios 4:9). A luta é do bem contra mal, para ver quem será o dono do seu coração, o que determinará também o seu destino. No trono do viver só pode haver um senhor.

A quem você entregará a sua vontade? Volto a perguntar, quanto vale a sua liberdade?

Porém, se vos parece mal servir ao SENHOR, escolhei, hoje, a quem sirvais... Eu e a minha casa serviremos ao SENHOR. (Josué 24:15)



Pergunta Que Será Respondida Amanhã:
“De onde eu vim, para onde eu vou?”
“Qual o sentido de eu ter surgido?” “Seria um primata, meu tataravô?”

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Oração Mental



“Existe ‘Oração Mental’? Se a oração é comunicação, como posso orar mentalmente?”


Amigo, Deus sabe o que pensamos. Ele se comunica conosco através da nossa mente. Cada vez que sua consciência dói por um ato mal, é o Espírito Santo que lhe está comunicando Seus valores. Portanto, se você direciona seu pensamento a Deus, com que conversando com Ele, ele está a ouvir esta oração.



Aliás, “Vosso Pai sabe O que vos é necessário, antes de vós Lho pedirdes” (Mt 6:8). Portanto não é por tornar audível o pedido que o transformará em uma oração a Deus. Isto é bíblico, pois em Salmos 18:41 diz “Gritaram por socorro, mas ninguém lhes acudiu; clamaram ao SENHOR, mas ele não respondeu”. Mas eis para quem olharei", declara Ele, "para o pobre e abatido de espírito e que treme diante da Minha palavra" (Is 66:2), “e será que, antes que clamem, eu responderei; estando eles ainda falando, eu os ouvirei.” (Isaías 65:24). Foi por isto que Paulo disse “orai sem cessar” (I Ts 5:17). Estamos estar constantemente em “espírito de oração”.



Veja o que as Santas Escrituras dizem ser preciso para que a oração seja ouvida. É importante que a oração seja feita crendo, com fé, aborrecendo o mal, a soberba, a arrogância, o caminho errado e a boca perversa (Marcos 11:34, Tiago 5:15, Neemias 1:11, Provérbios 8:13). Deus atende a oração da pessoa que procura guardar os seus mandamentos (Provérbios 28:9; I João 3:22). Ao orarmos é bom que estejamos sem ódio no coração, (Marcos 11:25) e com a vida familiar coerente (I Pedro 3:7), sendo criteriosos, sóbrios, amorosos (I Pedro 4:7 e 8) e justificados em Jesus (Provérbios 15:29; Tiago 5:16). Devemos pedir segundo a vontade de Deus (I João 5:14), em nome de Jesus (S. João 14:13 e 14)..



Pergunta Que Será Respondida Amanhã:
“Gostaria de entender mais sobre a origem do mal, os anjos e a Criação.”

domingo, 17 de outubro de 2010

Tambores Criados Por Deus? Ezequiel 28:13

Pastor, em sua postagem “A Bateria e a Inspiração”, do dia 26/09/10, você usou Ezequiel 28:13 para apoiar-se no argumento de que teria sido Deus quem criara os tambores. Entretanto, há quem questione tal tradução. Um grande contra-argumento, por exemplo, pode ser visto numa postagem de Hilton Bastos, “Tambores Criados Por Deus?”, no blog Resta Uma Esperança. O que dizer? Qual é a melhor tradução de Ezequiel 28:13? Com tambores ou sem tambores?

"Estavas no Éden, jardim de Deus; toda pedra preciosa era a tua cobertura: a sardônia, o topázio, o diamante, a turquesa, o ônix, o jaspe, a safira, o carbúnculo, a esmeralda e o ouro; a obra dos teus tambores e dos teus pífaros estava em ti; no dia em que foste criado, foram preparados."
Ezequiel 28:13.

Sobre o Artigo de Hilton Bastos...
Li o artigo. A intenção foi boa, mas nele, vi uma limitação teológica que o deixa em “maus lençóis”. Hilton pergunta: “Se Deus criou os tambores, por que eles não se encontram em nenhum dos versos que autorizam o uso de instrumentos musicais no Templo?”. Na Bíblia, não há um único verso cujo objetivo hermenêutico seja apresentar uma lista de autorização seletiva de instrumentos musicais no Templo. Os textos que apresentam a suposta lista são histórico-descritivos, e não normativos.

Em seguida Hilton compara Templo com o santuário celestial numa exigência de que suas liturgias sejam exatamente iguais. Entretanto, o sentido teológico de que um é cópia do outro refere-se à forma física (cf. argumento “urbild, vorbild, nachbild de Richard Davidson), e não ao que se executa dentro dos mesmos. Será que Hilton espera que animais sejam mortos diariamente, que lâmpadas sejam alimentadas com azeite de oliva, e que haja desmontagem e carregamento periódicos, no santuário celestial? Da mesma forma, temos que admitir que a musicalidade terrestre, por mais sacra que seja, é impura, imperfeita e incompleta demais para servir para ser executada no Céu.

Mas não há um único lugar na Bíblia que, referindo-se aos tambores, diga que Deus “não autorizou o seu uso em Seu templo terrestre”.

E então o autor conclui suas perguntas questionando a imutabilidade de Deus, apresentando textos forçados (que falam do caráter de Deus, e não de liturgia), para insinuar que Deus não aceite diferentes formas de adoração. Para ser coerente, Hilton deveria rasgar e jogar no lixo toda a liturgia tradicional da IASD, e adorar a Deus com a liturgia usada pelo Israel Antigo, há milênios.

Hilton ainda tenta imaginar a diferença sobre como os tambores e os címbalos eram utilizados. Ora, se não sabemos como eram as melodias, harmonias, etc., usadas pelos hebreus, se não nos restaram as musicalidades das letras dos poemas bíblicos, como é que ele sabe detalhes das execuções dos instrumentos? Já sei. Baseado em outros autores que também se apóiam em conjecturas.

Se ele sugere o forçado e fraco artigo do Levi Tavares, deve ser porque, provavelmente, não tenha lido ainda o material escrito por alguém muito mais tarimbado para o assunto, por conseqüência, um material incomparavelmente mais teológico: “Tambores e os Instrumentos do Senhor”, publicado em http://www.adventismorelevante.com/2009/08/tambores-versus-instrumentos-do-senhor.html .

Depois de suas perguntas, Hilton interpreta mal (não somente a Bíblia) o texto do SDABC. Ele diz que o comentário vê duas possibilidades de tradução para toph. Engano. Leia direitinho o que o comentário diz. O comentário propõe claramente sua definição para toph, e menciona que outras fontes vêm em toph outros significados (e não ele – o SDABC – !). Isto é normal em qualquer comentário bíblico, em qualquer trabalho acadêmico, em qualquer matéria jornalística, em qualquer comunicação que preze pelo principio da honestidade ao lidar com as informações. É o que os comunicólogos chamariam de imparcialidade.

Hilton se apóia na NIV, que não menciona o instrumento musical, mas fecha um olho para a nota de rodapé da NIV, que admite que sua própria tradução desta lista é duvidosa. E ao citar Moody, também fecha um olho para o fato de que o próprio Moody admite que o texto massorético, que é muito mais confiável do que o da Vulgata, cita “tamborins” e não “engastes”. Moody, ao ver, no contexto, a necessidade de engastes, não chega a contradizer, pois nos tamborins, assim como na estola, há engastes.

Hilton expressa o pensamento de que a informação da musicalidade de Lúcifer seja algo exclusivo entre Deus e EGW, ignorando o fato de que vários teólogos não-adventistas, vêm, em Lúcifer, o mesmo dom musical que os adventistas vêm. Baseados em quê? Nas passagens Bíblicas que descrevem as figuras de Lúcifer relacionadas, também, à música (para conhecer estas passagens que são bíblicas – e não adventistas – veja o artigo de João Wilson Faustini , Música: do Divino ao Maligno, www musica e adoracao ponto com ponto br).

A incoerência do pensamento de Hilton chega ao ápice quando ele admite que, para a “idéia de ter sido Lúcifer diretor do coro celestial” a citação de EGW em 1 SP 28-29 – Spirit of Prophecy, vol. 1. Pág. 28-29 PODE ser relacionada a Ezequiel 28:13, mas para a idéia “de que Deus teria criado os tambores para Lúcifer”, as mesmas referências NÃO PODEM ser relacionadas. Ou seja, quando há apoio para meus pressupostos, beleza, quando não há, então é ilegal.

Terminando, Hilton usa Isaías 28:10 num sentido eisegético (confira o sentido correto de Isaías 28:10 em http://www.bibliaonline.net/bol/?acao=por_verso&livro=23&capitulo=27-29&versiculo=&versao=1&tipo=1&anobiblico=30/07&lang=BR&cab=1&link=bol ), e insinua que não haja mais apoio bíblico-teológico para discutir o assunto. Isto é o que veremos.

Mas antes de analisar a tradução de Ezequiel 28:13, não esqueçamos ainda de algumas contradições de Hilton.

Hilton “chuta no escuro” fato do silêncio bíblico, baseando-se na hipótese de que, se a Bíblia não menciona tambores no templo, então seria porque os tambores haviam sido proibidos. Mas ele:
a) ignora que a Bíblia não diz “somente” alaúdes, címbalos e harpas, ignora que a melhor tradução seria “instrumentos de sopro, percussão e cordas”;
b) ignora que a Bíblia, em lugar algum, diz algo do tipo “no templo não haviam tambores”;
c) ignora que o Salmo 81, que ordena usar tambores, é composto pelo chefe da música do templo, para os executantes da música no templo;
d) ignora o que o Talmude diz sobre a liturgia do templo ao referir-se ao uso dos tambores no segundo templo (Talmude, Tratado 13; 7:4); e,
e) ignora o que o Mishná diz sobre o uso de tambores no templo (Mishnah; Kinnim 1:1, Mishnah; Arakhin 2:3) (Ambas fontes citadas por André Reis em “Tambores e os Instrumentos do Senhor – http://www.adventismorelevante.com/2009/08/tambores-versus-instrumentos-do-senhor.html – ao comentar que, em Music in the Bible. (Shabbat
Shalom: Outono de 2002); p. 24, Liliane Doukhan, Ph.D., professora de música na
Andrews University, ensina que no segundo templo flautas e tamborins eram usados; veja também, de André Reis, no artigo “Fogo Estranho X Fogo do Senhor”, publicado no Advir a nota de rodapé número 6, e compare com a introdução do Salmo 81).

Depois de tantas ignoradas, Hilton insinua que toph poderia, no vernáculo hebraico, ter um homônimo, mas não cita tal suposto homônimo. Claro, ele também ignora que em nenhum lugar do Antigo Testamento toph é traduzido de outra forma.

Hilton se contradiz, ou pelo menos mostra uma indecisão muito grande, ao não saber que tendência de tradução escolher. Explico. Há duas linhas teológicas muito claras, em duas preferências diferentes, na escolha de como traduzir este versículo:
a)Os que preferem incluir todos os itens na indumentária do rei de Tiro, seguindo geralmente a lista de pedras preciosas; ou
b)Os que preferem listar as nove pedras preciosas e em seguida a beleza da criação dos instrumentos musicais.
Hilton admite que EGW é inspirada e faz menção ao dom musical de Lúcifer, neste verso. Nisto, Hilton estaria seguindo a segunda opção, das duas apresentadas acima. Entretanto, Hilton não crê que este verso faça menção aos tambores. E nisto, Hilton estaria seguindo a primeira, das duas opções apresentadas acima. Portanto, como Hilton traduziria o versículo (se é que ele lê hebraico)? Se ele traduzir na primeira opção, sua tradução não terá nada a ver com música, e então estará contradizendo EGW, que vê neste verso a citação à musicalidade de Lúcifer. Se ele traduzir na segunda opção, estará contradizendo a si mesmo. Entretanto, ele não apresenta uma terceira proposta de tradução.

Na realidade, no fim do artigo, Hilton admite que não sabe o que deve ser feito com a interpretação deste verso. Se não sabe de nada, por que se atreve a comentar? Para levantar mais dúvidas, é o que me resta a supor. Mas vamos analisar mais um pouquinho desta tradução de Ezequiel 28:13.

Sobre o Versículo de Ezequiel...

Você não é o único a fazer-me esta observação, sobre o apoio a traduzir Ezequiel 28:13 mencionando os tambores como criados por Deus. Na verdade, há teólogos que também têm suas ressalvas neste assunto. Recentemente, recebi um email de um acadêmico de universidade, com pós-graduações tanto em música quanto em teologia (portanto, músico e teólogo), dizendo-me que “pensaria duas vezes antes de usar essa passagem pra falar de tambores”.

Entre nós adventistas, o primeiro questionamento que surge é pelo lugar em que o SDABC busca apoiar-se, para preferir os “tambores”: em EGW. O argumento é que, apesar de EGW usar esta passagem para falar de música, ela não seria a última palavra em questões exegéticas. Com esta última frase eu concordo. O próprio EGW Estate, segundo informa-me uma pessoa chegada que trabalhou como assistente de pesquisas Centro White, constata que, apenas em menos de um por cento de todos os seus escritos, EGW faz exegese. Mas faço lembrar que, apesar disso, as palavras “inspiração” e “revelação” estão acima das palavras “homilética” e/ou “exegese”. Homilética ou exegéticamente, uma vez inspirada, estaria EGW errada, em relacionar Ezequiel 28:13 ao ministério musical de Lúcifer? Lembre-se: por mais aplicativo ou pastoral que seja, o homilético nunca pode contradizer o exegético.

Apesar dessa discussão sobre a autoridade da aplicação que EGW dá a Ezequiel 28:13, muito antes de ir saber o que EGW teria dito sobre Ezequiel 28:13, eu já havia tomado posição em relação à tradução deste versículo, muito mais por questões teológicas do que denominacionais.

Dentre os vários comentários bíblicos pelos quais pesquisei sobre o assunto, uma boa parte (aproximadamente 30%) tende a não querer dar sua opinião sobre a questão de haver tambores ou não em Ezequiel 28:13. Dentre estes comentaristas bíblicos (relacionados aos estudos em Ezequiel) que preferem nem discutir o assunto, estão Dianne Bergant, Frank Holbrook, Robert J. Karris, Arnold V. Wallenkampf, Siegried J. Schwantes, Adam Clarke, Henry McKeating, John M. Fowler, Joseph Blenkinsopp, etc.

Entretanto, muitos se posicionam, ou de um lado ou de outro.

Em cerca de 55% de minhas pesquisas encontrei nos teólogos a tendência de traduzir Ezequiel 28:13 citando os tambores. Ou seja, a maioria é unânime em aceitar traduções como a da RC, por exemplo, que menciona a criação celeste deste instrumento musical.

Menos de 15% dos exegetas que consultei são enfáticos em preferir as traduções que não citam instrumentos musicais. O mais agravante é que este último grupo ainda se divide. Uns preferem um modelo de tradução que cite 12 pedras preciosas (e/ou semi-preciosas, e outros são mais flexíveis em citar apenas 9 pedras preciosas (e/ou semi-preciosas) e no final falar sobre a beleza de Lúcifer e do contexto em que ele vivia, mas também não falar de tambores.

E de onde viria esta aparente divergência em definir a tradução deste versículo? É necessário assumir que o hebraico da última parte do verso treze de Ezequiel é linguisticamente difícil, entretanto, a dificuldade não se oriunda da morfologia sintática. Temos que ter em mente o conhecimento do que se passa com as versões de traduções bíblicas mais antigas, pois versões mais recentes têm tanto a opção de usar como base os manuscritos, quanto a opção de usar as versões anteriores já traduzidas. Isto leva-me a, em assunto de consultas a versões, consultar, em primeiro lugar, a algumas versões das LXXs e à Vulgata Latina. E a informação é: tanto a Vulgata quanto as versões da LXX não colocam tambores em suas traduções. Mas os manuscritos hebraicos apresentam a palavra toph, que é, literalmente, tamborim.

Por que razão essas duas versões não seguiriam a mesma tendência do texto massorético? Poderíamos dizer que os setenta anciãos e/ou Jerônimo teriam usado outra cópia de manuscrito com dizeres diferentes do texto massorético? Isso é muito improvável, uma vez que não há esta opção, de manuscrito(s) hebraico(s) com a ausência da palavra toph no texto. Logo, o mais provável é que, na dificuldade lingüística, sem tantos recursos a consultar, estes tradutores mais antigos tenham sido guiados por seus pressupostos e conveniências. Não colocar os tambores em sua tradução muito ajudaria a Jerônimo, diante das confusões que existiam em sua época, quanto a liturgia e teologias de formas de adoração. Tal tipo de tendenciosidade pode ter acontecido com a LXX também. Existe a comparação questionativa no sentido de que, se o sacerdote usava um peitoral com 12 pedras preciosas, e o rei então teria usado uma roupa semelhante, teria sido com nove ou com doze pedras? A questão é que o rei de Tyro não era israelita, e, em sua religião fenícia (Brandon L. Fredenburg, The College Press NIV Commentary, Ezekiel, 252) não tinha seus ornamentos ritualísticos exatamente iguais aos do povo hebreu. Mas a LXX atropela este detalhe, ao traduzir o texto hebraico para o grego. Um dos maiores interesses da tradução da LXX foi a busca desesperada por remontar, manter, preservar e fazer existir dali em diante, de forma forte, a existência da tradição judaica. Neste sentido, foi que, provavelmente, os editores desta versão buscaram remontar o peitoral sacerdotal, aproveitando-se do fato de que o texto hebraico era realmente um texto complicado (não seria qualquer um, que acharia o erro!), após enumerar as nove pedras, e então, ampliando a lista de 9 pedras do rei de Tiro para a lista de 12 pedras dos sacerdotes, eliminaram os instrumentos musicais.

Entretanto, o comentário bíblico de Jonh H. Walton, Victor H. Matthews e Mark W. Chavalas, admite que é mais viável aceitar que, tanto no texto hebraico quanto na roupa do rei, a lista seja de somente nove pedras, e não doze (The IVP – Bible BackGround Commentary Old Testament, InterVarsityPress, 2000). O rei de Tiro seria um tipo imperfeito de sacerdote, assim como Lúcifer não pode (ou pôde) representar ao Sumo-Sacerdote celestial, Cristo, por aquele ser menor que Este. Jonh B. Taylor, arquidiácono de West Ham, Essex, apesar de trabalhar encima do texto da LXX, com a lista das 12 pedras preciosas, admite, em seu comentário bíblico, que o texto massorético apresenta “tambores e flautas”, após uma lista de nove pedras preciosas, e não uma lista de 12 pedras. (Ezequiel, Introdução e Comentário – Série Cultura Bíblica, Edições Vida Nova, 177).

Diante disso, é interessante notar para onde tendem as versões modernas de tradução da Bíblia. As traduções que usaram mais veementemente a Vulgata e/ou a LXX (com algumas exceções) tendem a não citar os tambores. As traduções que se valeram mais dos manuscritos hebraicos são as que, coincidentemente (com algumas exceções), citam os tambores e as flautas. Um exemplo disto pode ser visto na tradução de João Ferreira de Almeida. O que Almeida teria traduzido, em seus originais? Engastes ou tambores? O que sabemos é que a versão Revista e Corrigida, de Almeida, que é de 1898, é uma expressão mais próxima dos textos originais (Textus Receptus e Texto Massorético) com que Almeida trabalhou, e que já a versão Revista e Atualizada, é de 1959, baseada no Texto Crítico, e teve uma tendência muito maior em consultar tanto a LXX quanto a Vulgata, em seus trabalhos de edição do AT, do que a RC. Isso é algo bem considerável, ao procuramos saber por que a RA escreve engastes e a RC tambores, conhecendo os pressupostos que envolviam todo o contexto em que tais pessoas, desta e daquela versões, viviam. Daniel I. Block, em seu comentário bíblico confessa que a tendência em traduzir como engastes, beleza ou pedra preciosa, e não como instrumento musical é apoiada nas versões LXX e Vulgata Latina, e não no texto massorético, e ainda coloca que as traduções que citam a “beleza” em lugar do instrumento recorrem a uma palavra cognata à “tophe” hebraica, que seria a palavra ugarítica “tôpi” (The New Iternational Commentary on the Old Testament, Eerdmans Publishing Co. 1988, páginas 100-110). Esta última tendência é, simplesmente, uma aberração editorial.

Já que estamos falando das diferentes versões de tradução bíblica e suas tendências sobre como traduzir Ezequiel 28:13, compartilho aqui uma curiosidade. Em meus escritórios, ao estudar este tema, tive (e tenho) acesso a 29 bíblias de diferentes versões.
Destas, há 18 versões que traduzem como tambores, e ponto final. São elas: ACF, LUT, DO, RV, TB, RVR, ASV, YNG, RC, KJV, NKJV, DBY, WEB, HNV, CR, YLT, WEBSTER, BJ (francesa) e a Versão Italiana de Giovanni Diodati.
Ainda das 29 versões às quais tive acesso, 6 delas, apesar de não apresentarem os tambores, relutam em sua tradução, fazendo a observação de que a identificação de algumas destas supostas palavras vem a ser incerta: NLT, ESV, BLH, NTLH, NIV e NVI. E destas seis, quatro confessam que o texto hebraico traz ‘os seus tambores e as suas flautas’.
E, também das mesmas 29 versões que conferi, apenas 5 traduzem como outra coisa diferente de tambor, e pronto, não dizem mais nada. São elas: NASB, RSV, RA, TNM e NRV.

Steven Tuell admite que, realmente, a lista de pedras preciosas, no texto massorético, é quebrada (New International Biblical Commentary – Ezequiel, Henrickson Publishers, 2009, página 196). Mas, seria, esta lista de pedras, quebrada para inserir, na descrição do rei, instrumentos musicais? Isto teria a algo a ver com o contexto?

É aqui que precisamos lembrar que Satanás era um querubim da guarda, ungido (Lawrence O. Richards, Bible Teachers’s Commentary), que permanecia no monte de Deus, um lugar de muito cântico e louvor, que segundo o Velho Testamento, é o lugar da autoridade de Deus. “Ele possuía instrumentos especiais de louvor, como tambores e pífaros, como vemos nas melhores traduções de Ezequiel 28:13 e 14 e também uma harpa, como vemos em Isaías 14:11”. (João Wilson Faustini, “Música: do Divino ao Maligno”, www musica e adoracao com br ).

Não são apenas os adventistas que reconhecem este dom musical de Lúcifer, em seu estado de perfeição. O Pr. José Roberto Miranda, da IEQ, afirma que “antes de sua queda, Lúcifer era um chefe dos músicos. Ezequiel 28:13 nos diz: ‘a obra dos teus tambores e de teus pífaros estava em ti: no dia em que foste criado foram preparados’. Lúcifer era um músico mestre. Ele deveria usar este dom para a glória de Deus (Pr. José Roberto Miranda – LOUVOR E ADORAÇÃO – A MÚSICA NO LOUVOR E ADORAÇÃO)”. Chuck Smith, comentando sobre Ezequiel 28:13, admite que a tradução deve citar “tamborins”, e admite também que aqui deve ser vista, também, a descrição de Satanás antes de sua queda. Este teólogo chama-nos a um ponto de equilíbrio, quando comenta sobre todos os que se baseiam neste verso para dizer que Satanás é o autor da música, na observação de que o verso não diz isso só porque menciona dois instrumentos musicais. Aliás, o verso diz que os instrumentos foram criados, logicamente por Outro ser, e entregues à criatura: Lúcifer. É claro, o Criador da música é Deus.

Andrew Fausset chama a atenção a um outro tipo correto de interpretação teológica, de que este “no dia em que foste criado” pode significar o dia da “entronação” (veja Salmo 2 em comparação com Hebreus 5), ou da posse do cargo. Logo, para este teólogo, “tamborins e toda marca de alegria foram prontamente preparadas” para este momento festivo (The Book of the Prophet Ezekiel – Commentary by Andrew Robert Fausset – Christian Classics Ethereal Library).

O fato é que, quando a Bíblia descreve Lúcifer, entre os demais atributos deste ser, ela costuma citar também algum detalhe musical. O texto de Isaías 14 menciona que quando o diabo foi expulso do Céu, ele foi expulso com suas harpas (liras) e tudo (e por que não dizem que harpa é condenável?)! (verso 11). Note que este é um lamento, em primeiro lugar, contra a Babilônia, cujo rei, Nabucodonosor, praticava o culto apóstata (anti-crístico) ao som da trombeta, do pífaro (citado em Ezequiel 28:13), da cítara, da harpa (citada em Ezequiel 26:13 e em Isaías 14:11), do saltério, da flauta dupla, etc. Lemos isto em Daniel 3:5-7. E falando em Daniel, que é citado em Ezequiel 28:3, levando em consideração uma delimitação de texto mais teológica que a divisão de capítulos e versículos, precisamos notar que a profecia contra Tiro começa em Ezequiel 26:1 e vai até 28:19. Estes são os limites onde começaria e terminaria o “capítulo” sobre Tiro. E, dentro deste contexto, lemos: “porei fim a seus cânticos barulhentos, e não se ouvirá mais a música de suas harpas (e por que não dizem que harpa é condenável?)! (verso 13)”, “e depois entoarão um lamento acerca de você (verso 17)”. Isaías une as duas metáforas, contra Tiro e contra Babilônia, mencionando que, depois de esquecida por setenta anos, aconteceria com a nação apóstata o que diz a canção: “pegue a harpa, vá pela cidade, ó prostituta esquecida; toque a harpa, cante muitas canções… (Isaías 23:16)”. Neste igualar, a Bíblia também não perde tempo em nivelar o valor dos dois instrumentos: “tamborins e harpas (Isaías 30:32, também falando de apostasia nacional)”. O que faz Mathew Henry pensar em Ezequiel 28:13 referindo-se, também, a um contexto paradisíaco, “era a curiosa música que ele [o rei de Tiro, ou o personagem que ele figure] tinha, os tamborins e flautas, instrumentos manuais e outros instrumentos mais”. Portanto, em análise de contexto, o assunto música é sim, um dos itens da pauta bíblica que comenta a criação pura de Deus e depois sua apostasia, no caso, de Lúcifer.

Além de analisar o contexto, é preciso analisar também a palavra, em si, que é traduzida. E é interessante, porque não existe outra tradução para toph. Esta palavra, toph, aparece 17 vezes no AT. Em TODAS estas vezes, é SEMPRE traduzida como “tambor”, “tambores”, “tamborins”, ou alguma palavra variante que indique “instrumento manual de percussão” (Gênesis 31:27; Êxodo 15:20 (duas vezes); Juízes 11:34; 1Samuel 10:5; 1Samuel 18:6; 2Samuel 6:5; 1Crônicas 13:8; Jó 21:12; Salmo 81:2; 149:3; 150:4; Isaías 5:12; 24:8; 30:32; Jeremias 31:4 e Ezequiel 28:13). O texto hebraico ao qual me refiro, considerado fiel cópia do massorético, é do Codex Leningrad, desenvolvido pelo Westminster Hebrew Institute, no Westminster Theological Seminary in Philadelphia (uma versão revisada teológicamente em 2008).

A ferramenta bíblica Strong´s Hebrew Lexicon, que traduz Toph como “drum” explica que este tamborim, era na realidade feito de uma peça circular de madeira, coberta com pele e adornada com sinos engastados, de metais – pedras – semi-preciosos [ou, preciosos (Niebuhr´s Travels, vol. 1. página 181)], que contribuíam para a ornamentação do instrumento e/ou instrumentista. Francis Davidson, em “O Novo Comentário da Bíblia”, citando Cooke, recomenda que, “após a lista [das nove pedras preciosas, deve-se], ler: ‘de ouro era a obra de teus tambores e dos teus pífaros”. o próprio Moody admite que o texto massorético, que é muito mais confiável do que o da Vulgata, cita “tamborins” e não “engastes”. Moody, ao ver, no contexto, a necessidade de engastes, não chega a contradizer, pois nos tamborins, assim como na estola, há engastes.

Estas são algumas das razões pelas quais vejo, como a melhor das três opções teológicas de tradução para Ezequiel 28:13, a que vier a citar primeiramente 9 pedras preciosas, e depois a beleza do ser, somada a dois instrumentos musicais. O interessante é que mesmo entre os teólogos relacionados ao estudo de Ezequiel que se omitem em comentar o assunto ou que preferem outro tipo de tradução, praticamente não se encontra um argumento forte, convencível que desaprove a tradução de tophe para tambores em Ezequiel 28:13. Geralmente, as preferências por outros tipos de tradução acontecem por outras razões, como a tentativa da reconstrução da roupa sacerdotal, etc., mas não por não ver, também, a possibilidade de citar-se instrumentos musicais no contexto.

Diante disto, eu pergunto. O irmão teria uma outra proposta de tradução deste verso, que fosse mais convincente? Que razões lingüísticas, contextuais, teológicas, hermenêuticas, exegéticas e até mesmo homiléticas o senhor apresentaria? Antes de apresentá-las, poderiam ser apontados também os erros e suas razões, com provas comprovadas, nas evidências que acabo de relatar, que apóiam a tradução de toph para tambores em Ezequiel 28:13?


Tambores criados por Deus? Sim!


Pr. Valdeci Jr.


LEIA TAMBÉM: MÚSICA ADVENTISTA


Pergunta Que Será Respondida Amanhã:
 “Existe ‘Oração Mental’? Se a oração é comunicação, como posso orar mentalmente?”

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Saúde: os 8 Remédios Naturais

“Como faço para ter mais saúde? Qual seria o estilo de vida mais saudável, para que eu possa manter meu peso ideal? O que são os “oito remédios naturais”? Como posso usá-los?”


Não sabeis que sois santuário de Deus e que o Espírito de Deus habita em vós?I Coríntios 3:16

Parabéns por se preocupar com sua saúde! Deus é quem mais se preocupa com ela. Os oito “remédios naturais” são um conjunto de hábitos os quais, se adotados no estilo de vida, nos ajudarão a evitar praticamente qualquer doença e a controlar a massa corporal. O que segue abaixo, não é uma prescrição profissional. São dicas a serem seguidas sob a análise de pessoas aptas a aconselhar. Mas vale ressaltar que muitos profissionais da saúde não são adeptos destes conselhos. Porém este desacordo é insignificante para apagar o sucesso daqueles que adotam tal estilo de vida e o prejuízo dos que não o fazem.
O universo natural que nos rodeia ou está em nós é a fonte do que mais nos pode proporcionar saúde: água, alimentação, ar puro, exercícios físicos, luz solar, repouso, abstinência e confiança em Deus.

Os “Oito Remédios Naturais” e Algumas Dicas Sobre Como Usá-los

A Água

Como saber que a água no organismo está em boa quantidade? Quando a urina está da cor da água que se bebe - branquinha. Entretanto, a água deve ser tomada corretamente.
Tome um copo de água, logo que acordar.
Passados 15 minutos, tome outro copo com água.
Não tome mais água, por meia hora, então tome o desjejum
Depois do desjejum, não tome água por duas horas.
Após duas horas, passe a tomar um copo d’água (100 a 150 ml) de 20 em 20 minutos, por duas horas e meia.
Passe meia hora sem tomar água
Almoce
Passe duas horas sem tomar água
Tome um copo com água de 20 em 20 minutos, por 2 horas e meia.
Passe meia hora sem tomar água
Jante
Passe duas horas sem tomar água
Tome um copo com água de 20 em 20 minutos, por 2 horas e meia.
Passe meia hora sem tomar água
Durma
Não tome líquido durante as refeições. Mastigue e salive bem.

A Boa Alimentação

Evite alimentos cárneos e/ou de origem animal, mas substitua as propriedades que a carne ofereceria a você, usando soja, e outras fontes de proteínas. Nenhum outro alimento é como a carne: possui todas as proteínas. Entretanto é possível encontrar todas as proteínas buscando-as em alimentos variados. Você pode ir até uma loja de produtos naturais e pedir uma tabelinha nutritiva e de combinação de alimentos.
Coma o máximo possível de alimentos vegetais crus.
Pela manhã, alimente-se mais de cereais (sem açúcar) do que de massa. Procure comer banana com aveia, granola, sucrilhos, etc. Lembre-se: leite com açúcar é um veneno!
Evite doces, chocolate, muita massa, etc.
No almoço, coma primeiro bastante salada crua, procurando variar as cores da salada (amarelo, verde, vermelho, etc), antes de comer a parte cozida da refeição. Evite frituras e também muita variedade de misturas. Lembre-se: precisamos apenas de um terço do que comemos. Portanto, levante-se da mesa com a sensação de que poderia comer outro tanto. Perceba que, a maior parte das doenças gastro-intestinais têm que ver com o excesso e não com a escassez de algum alimento.
Procure não jantar refeição parecida com o almoço: comidas cozidas, de panela. Tome apenas um lanchinho.
Você pode seguir a seguinte seqüência. Pela manhã, coma como um rei, no almoço, coma como um súdito, e no jantar coma como um escravo.
Ah, nunca tome suas refeições assistindo a TV. É melhor tomar as refeições perto de outras pessoas, sociabilizando-se.
Mastigue pelo menos 20 vezes, cada bocada.
Tome apenas três refeições ao dia. Entre as refeições, apenas água (conforme plano descrito no item anterior).
Sobremesa, esqueça.
Tenha a hora certa, diariamente, para tomar suas refeições.

Ar Puro

Respire com o diafragma. Nós somos habituados a respirar errado. Observe sua barriga, enquanto você respira. Quando você enche o pulmão de ar, murcha a barriga. Quando esvazia o pulmão, solta a barriga. Está errado! Agora observe um bebê. Quando ele infla os pulmõezinhos ele estufa a barriguinha. Quando o ar sai da barriga do recém nascido, sua barriga se recolhe. Isto é o correto! Faça exercícios de respiração e aprenda a respirar assim. Procure sempre ar puro!

O Exercício Físico

Procure orientação sobre que exercícios físicos seriam melhores pra você. Mas uma boa dica são os exercícios na água. Faça exercícios físicos diariamente. Não faça de conta. Queime! Enquanto se exercita, respire corretamente. Não faça exercícios em lugares poluídos! Tenha a hora certa para fazer seus exercícios físicos. Mas o ideal é pela manhã. Porque quando fazemos exercícios, aceleramos o nosso metabolismo por 15 horas.

A Luz Solar

Tome sol todos os dias. Nos horários em que a irradiação está fraca. Não tome sol em horas quentes do dia.

A Abstinência

Evite tudo o que você sabe que é prejudicial. Mas, em especial, evite a carne, o álcool, os refrigerantes e sucos doces, os doces e chocolates, as frituras, o cigarro, o café, os chá fortes (mate, chimarrão, etc.). Nunca coma nada em excesso. O equilíbrio é a maior virtude da busca pela saúde.
Eduque o seu paladar a apreciar as coisas simples. Por exemplo, a conseguir gostar do doce natural das frutas, etc. Portanto, evite estimulantes ao sabor, temperos fortes (doces e salgados), etc.

O Repouso

Cada hora dormida antes da meia noite equivale a duas horas depois da meia noite. Durma cedo e acorde cedo. Um máximo de oito horas por dia. Um mínimo de sete horas por dia. Tenha o mesmo horário certo diariamente para dormir e para acordar. Não durma de barriga cheia. Durma as oito horas diárias de uma vez. Evite dormir tarde da noite.

A Confiança em Deus

Nosso corpo é uma unidade indivisível: física, mental e espiritual. A maior parte dos médicos erra em cuidar apenas do corpo do paciente, como se fosse uma máquina. Corpo e mente somam uma interação totalmente interdependente. Isto explica o porquê de as doenças serem psicossomáticas. Pessoas emocionalmente em crise têm as suas funções biológicas também alteradas.
A maior das fontes para a resolução dos problemas emocionais é Deus. Estar em paz espiritualmente traz o equilíbrio da autoconfiança.
Leia a bíblia diariamente. Numa hora específica, a sós, medite num texto bíblico. A bíblia é o pão espiritual.
Ore. Orar é abrir o coração a Deus como a um amigo. Mas procure não orar somente por você mesmo. Ore bastante por outros também. Tenha aqueles momentos a sós, de oração demorada, mas também, em tudo o que estiver fazendo, esteja em espírito de oração, como se Deus estivesse fisicamente ao seu lado. Fique conversando em pensamento com Ele.
Tenha sempre um cântico de louvor no coração. Procure estar sempre ouvindo músicas que lhe façam aproximar do céu. Cante!!!
Testemunhe. Procure sempre estar ajudando os outros a verem a Jesus. Fale de Deus para as pessoas.
Amiga, este tema – os oito remédios naturais – é incomparavelmente mais amplo, complexo e profundo. Muitos são os pesquisadores e autores que colaboram com tal ensino. Sobre este assunto, você deve estudar mais. Aqui está apenas uma pequena síntese que apresenta alguns pontos relevantes. Segue uma pequena lista bibliográfica sugestiva.

Bibliografia Sugestiva

Todos os livros abaixo podem ser adquiridos junto à Casa Publicadora Brasileira – http://www.cpb.com.br/  ou 0800 990606.

Conselhos Sobre Regime Alimentar - Ellen G White
Como efetuar uma reforma de saúde de forma completa, sem traumas.

Conselhos Sobre Saúde - Ellen G White
descubra como conservar sua saúde sempre em dia.

A Ciência Do Bom Viver - Ellen G White
Conheça leis de saúde, seus requisitos e remédios para diversos problemas.

Saúde, Um Novo Estilo De Vida - Sang Lee

A Cura E A Saúde Pelos Alimento - ERNST SCHNEIDER

Medicina e Salvação - Ellen G White
O que há de verdadeiramente científico nas causas e no tratamento das enfermidades.

Mente Caráter e Personalidade - Ellen G White
Conselhos práticos referentes ao relacionamento entre as pessoas em nossa sociedade.

Temperança - Ellen G White
Conheça os vários aspectos da temperança, não somente na alimentação.

Vida Dinámica - Aillen Ludington , Hans Diehl
Descubra como assumir o controle de sua saúde através de um estilo de vida mais saudável.

Viva Mais Leve - Helnio J. Nogueira
Emagreça sem tortura, com uma mudança saudável de hábitos.

Os Campeões São Vegetarianos - M. Charlotte Holmes
Vegetarianismo em alta? Descubra o por quê.

Remédios de Deus - Francisco Lemos , Zinaldo A. Santos
Conheça os verdadeiros remédios que a natureza nos fornece de graça.

Sete Dias Para Começar a Viver - Elias Oliveira Lima
Viva melhor, mudando seu estilo de vida em apenas sete dias.

Pessoalmente, sou testemunha da eficácia deste estilo de vida, por praticá-lo. Não sou perfeito e, por vezes, falho. Mas este é o meu princípio – o meu rumo, a minha meta, a minha luta diária – o qual deve ser sempre crescente.
O importante é sempre estar crescendo, melhorando, e aprendendo. A reforma de saúde deve ser feita com equilíbrio. Nunca devemos ser extremistas. O radicalismo deve ser evitado. Se o seu estilo de vida está muito distante do descrito acima, vá com calma, mudando seus hábitos aos poucos. Uma mudança brusca poderá trazer problemas. Estas dicas não servem para um tratamento passageiro, mas sim, para um estilo de vida. O resultado é lento porém duradouro.

Amado, acima de tudo, faço votos por tua prosperidade e saúde, assim como é próspera a tua alma – III João 2.

Continue sendo um estudioso da Palavra de Deus.

Seu irmão em Cristo,

Pergunta Que Será Respondida Amanhã:
O que dizer do livro “O Cristão e a Música Rock”, de Samuele Bachhiocchi? Sua igreja não se contradiz por, ao mesmo tempo em que lança um livro assim, continuar produzindo músicas que o próprio livro condena?

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Decepcionada Com a Igreja

Pela internet, através do estudo da Bíblia, descobri as verdades sobre Deus e seus mandamentos. Gostaria de guardar o santo sábado e ir à igreja, mas estou decepcionada com as pessoas da igreja. A sua denominação religiosa, pela internet, pastor, é ótima, mas quando chegamos à igreja esta é um desastre, pois é tudo muito diferente da pregação. Os membros falam demais em regras (sábado, mandamentos) sem viver a misericórdia. Encontrei a verdade mas não a igreja? O que devo fazer? Devo ficar presa à ''igreja da (na) internet"?


            Recebi com carinho o seu email. Sinto-me muito feliz por ver o seu interesse em seguir a Jesus e congregar em Sua casa. Esta é uma atitude pela qual o Céu faz festa, pois há mais regozijo ali por um pecador que se arrepende do que por noventa e nove que já pertenciam ao rebanho. Com certeza, Deus está muito feliz com você.
É lamentável que em sua localidade você não tenha encontrado o perfil de membresia que imagina ser ideal para representar tudo o que tem aprendido sobre o compromisso e o amor para com Deus. Realmente encontramos na igreja pessoas que não vivem o que o que a própria igreja prega. Podemos também ver injustiças. Há um conceito que nos ajuda muito a compreender isto: “onde houver seres humanos, há imperfeição (neste mundo de pecado)”. Isto nos lembra que em qualquer lugar do mundo, em qualquer denominação religiosa, vamos encontrar pessoas com graves defeitos. Mas então, vale a pena seguir a Cristo na Igreja Adventista do Sétimo Dia? A resposta é “sim”. Esta é a igreja da profecia bíblica (Apocalipse 10). Esta é a igreja escolhida por Deus para pregar ao mundo as Três Mensagens Angélicas de Apocalipse 14. Esta é a igreja que prega volta de Jesus e que tem as caracaterísticas da igreja pura de Apocalipse 14:12 (ver Apocalipse 12:17). É a igreja que mesmo sendo a morna igreja do período de Laodicéia, é amada por Deus (Apocalipse 3:19) e será vitoriosa.
            A questão aqui é seguir a Deus na igreja por causa de Deus. Se olharmos para o ser humano, realmente vamos nos decepcionar. Não vamos encontrar uma religião no mundo em que as pessoas sejam perfeitas. Assim, podemos escolher seguir as doutrinas verdadeiras de Cristo numa igreja em que os seres humanos não são perfeitos ou escolher seguir o erro noutra igreja onde também não há pessoas perfeitas. O melhor não é escolher a primeira opção?
            O que devemos fazer então? Ser luzes para iluminar a vida das pessoas (Mateus 5:14-16). Não querer mudar os outros (pois isto é o Espírito Santo Quem faz, na medita em que o pecador permite), mas pedir que Deus nos mude. Devemos também fazer parte do trigo e não do joio.
            Por falar em trigo e joio, por favor faça a leitura de Mateus 13:24-30 e 36-43. Estes preciosos versos, ditos por Jesus, nos ensinam que aquilo que nós vemos na igreja (pessoas imperfeitas: que não seguem plenamente a Bíblia, ou que são fanaticas letristas demais, destituídas de um equilibrio correto da prática cristã do amor) é profético! Não há como mudarmos isto. É um dos sinais da volta de Jesus.
           
            O que podemos fazer é:
            1) Testemunhar aos irmãos e orar por eles; para ajudar seus irmãos na fé, seria importante que você procurasse o pastor da igreja, e, num momento e local apropriados, disesse a ele estas preocupações que descreveu em sua pergunta.
            2) Olhar PARA CRISTO e não para os homens;
            3) Não sermos “laodiceanos” (mornos), mesmo vivendo no período de Laodicéia;
            5) Não praticarmos uma religião de regras que não têm misericórdia.
            4) Fazermos parte do trigo que será recolhido no celeiro do Senhor e não escolher fazer parte do joio que será sacudido antes de Jesus voltar (e em seguida lançado no fogo).
           
Com a força de Jesus podemos fazer isto. Com certeza, Jesus está ao seu lado lhe ajudando a prosseguir na caminhada cristã. Esteja igreja remanescente, com as características profetizadas por João em Apocalipse 12:7, sendo um membro segundo as características pessoais de um verdadeiro discípulo descritas por Jesus em João 13:34 e 35.
            Siga adiante, com ânimo, pois você já tem a vitória em Jesus:
            Em todas estas coisas, porém, somos mais que vencedores, por meio daquele que nos amou”. Romanos 8:37.
            Estamos à disposição sempre que precisar de ajuda.


Pergunta Que Será Respondida Amanhã:
“Como faço para ter mais saúde? Qual seria o estilo de vida mais saudável, para que eu possa manter meu peso ideal? O que são os “oito remédios naturais”? Como posso usá-los?”

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

SERIA ERRADO ORAR AO ESPÍRITO SANTO?




Seria Errado Orar Ao Espírito Santo?


Para conseguir assimilar o texto abaixo, você precisa entender o pensamento trinitariano que postei ontem, no texto sobre as três pessoas da divindade. Ou seja, voltamos aqui com a continuação deste assunto, agora numa reflexão sobre a pergunta: “Seria errado orar ao Espírito Santo?”.

ME AMOU PRIMEIRO

Quando tudo aqui não tinha luz, vida ou criação,
Você foi o primeiro a cuidar do meu planeta.
Quando a humanidade precisou saber da salvação,
Você foi o primeiro a inspirar a escrita do profeta.
Não entendo o porquê de tanta dedicação:
Em querer me amar, mesmo que eu não O conheça.

Espírito Santo, enquanto eu não lhe ouvia,
O Senhor veio me mostrar o meu pecado.
Por que me amou? Minha vida era vazia
Não entendo, você mudou o meu passado.
Mas eu aceito, me cubra com o seu manto,
Você me amou primeiro, Espírito Santo.

Quantas vezes ignoro que você está comigo,
Mas o Seu amor por mim continua fiel.
Muito obrigado por ser o meu grande amigo.
Por favor, leve minha humilde prece para o Céu;
Você é o meu Deus, interceda em meu auxílio.
Quero ser um missionário, me batiza em seu poder.

Espírito Santo, enquanto eu não lhe ouvia,
O Senhor veio me mostrar o meu pecado.
Por que me amou? Minha vida era vazia
Não entendo, você mudou o meu passado.
Mas eu aceito, me cubra com o seu manto,
Você me amou primeiro, Espírito Santo.

Santo, Santo para sempre
É o teu nome eternamente.
Seguirei te amando,
Espírito Santo!

Seria errado orar ao Espírito Santo?


Pergunta Que Será Respondida Amanhã:
Pela internet, através do estudo da Bíblia, descobri as verdades sobre Deus e seus mandamentos. Gostaria de guardar o santo sábado e ir à igreja, mas estou decepcionada com as pessoas da igreja. A sua denominação religiosa, pela internet, pastor, é ótima, mas quando chegamos à igreja esta é um desastre, pois é tudo muito diferente da pregação. Os membros falam demais em regras (sábado, mandamentos) sem viver a misericórdia. Encontrei a verdade mas não a igreja? O que devo fazer?