sábado, 21 de janeiro de 2012

EM QUALQUER SITUAÇÃO - Êxodo 14-15

Você é um bem aventurado! Sabe por quê? Porque você pára para “dar ouvido” às Escrituras. Parabéns! Isso é muito importante. Entretanto, aqui vão algumas perguntas, para sua reflexão: “Neste momento da sua vida, em que está disposto a ler algo sobre a Bíblia, você está passando por alguma dificuldade? Ou está tudo bem com você? Que momento é esse, no qual você está dando certo tipo de atenção ao que diz a Palavra de Deus?”.
Luiz Cláudio canta que “é bom ser cristão, quando tudo está bem pro seu lado”. Para muitos, isso é verdade: é mais fácil seguir a Cristo, se as coisas vão bem. E se as coisas pioram, então, com a vista anuviada pelos problemas, essas pessoas não conseguem enxergar Deus. Mas há outras pessoas que reagem à vida cristã, exatamente de forma contrária: lembram-se do Senhor enquanto estão passando por dificuldades, problemas e necessidades... E quando Deus lhes dá tudo o que querem, o montão de presentes dados por Deus não lhes permite ver o próprio Deus, doador dos presentes. Como dizia Lewis: “Deus nos sussurra em nossos prazeres, fala em nossa consciência, mas grita em nosso sofrimento”.
Mas Moisés encarava a vida de forma diferente. Se existe algo que acho incrível, é ver, na história de Moisés, como ele era estável, em sua busca constante a Deus. Na dificuldade, lá estava Moisés, pedindo ajuda pra Deus; nos bons tempos, lá estava Moisés, dando graças a Deus. Um exemplo disso está na leitura de hoje (Êxodo 14-15). Que leitura fantástica, em apenas dois capítulos! Este trecho é um dos pontos altos da Bíblia, é claro, pois aí está a narração da travessia do Mar Vermelho. Contudo, saindo do óbvio, quero chamar sua atenção para as atitudes que Moisés tinha. Quando Moisés, e todo o povo, estavam sofrendo uma perseguição fatal, dos egípcios, você o vê agindo lado a lado com Deus. Depois, na alegria, quando já estavam sãos e salvos, do outro lado do mar, Moisés compõe um dos cânticos de louvor mais lindos da História.
E você? Consegue buscar a Deus sempre? Ou você acha que é mais fácil ser cristão apenas em determinada circunstância. Você consegue lembrar-se do Senhor mais intensamente, só no tempo das vacas magras, ou só no tempo das vacas gordas? Se você se encaixa num destes dois perfis, comece a mudança agora, fazendo a sua leitura diária da Bíblia, em Êxodo 14-15, acompanhada de orações, pedindo a Deus para dar-lhe forças, a fim de que você seja um servo fiel, em qualquer situação.
Deus quer ter um relacionamento estável, intimo e eterno, com você. Esse é o Seu caráter.


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sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Para Compreender Melhor o Livro de Daniel

Ao ler o livro de Daniel, como posso ter um bom aproveitamento da leitura?

É bom que você pense um pouco sobre a vida e as visões de Daniel.

Contextualizando, lembremos que Babilônia era uma cultura autoindulgente, autocentrada, ímpia e idólatra. As pessoas estavam preocupadas com si mesmas, na beleza exterior, inteligência, posição e orgulho. Soa familiar? Parece com nosso contexto atual?

Daniel e seus amigos poderiam ter apenas dez ou doze anos de idade quando foram levados a enfrentar um desafio: fundir-se na cultura da grande cidade onde eles se encontravam cativos ou permanecer firmes contra a tentação, honrando o único Deus verdadeiro com suas vidas.

À medida que os jovens amadureciam, era-lhes dada a oportunidade de dar as costas a Deus. Porém, ao invés disso, continuaram completamente devotos a ele. Confiantes não nas próprias habilidades, mas na fidelidade e no poder do Deus que eles amavam, recusaram a ser identificados pela cultura pagã que os cercava. Nabucodonosor até trocou seus nomes, que os identificavam com Jeová, o Deus de Israel, por nomes que honravam falsos deuses. Ainda assim, esses bravos homens permaneceram firmes ao que eles sabiam que era certo, mesmo enfrentando consequências mortais. Suas histórias se desenrolam para mostrar que Deus está realmente no comando, não importando como as circunstâncias se apresentem.

Daniel e seus amigos viviam uma vida de radical obediência e devoção ao Senhor, embora rodeados por uma cultura de pecado. Isso parece o tipo de pessoa que você gostaria de ser? E não é esse o caráter sólido que desejamos para nós?

Leia o livro deste personagem fantástico e você será inspirado por Daniel e seus amigos.

Um abraço,

Fátima Silva

PÁSCOA - Êxodo 12-13

Como a comemoração da Páscoa, atualmente, não tem tido nada a ver com a verdadeira origem da Páscoa, quero aproveitar que a leitura de hoje está em Êxodo 12-13, onde encontramos a história da primeira Páscoa comemorada no mundo, para fazer um comentário sobre a Páscoa bíblica. É certo que ainda estamos em 20 de janeiro, bem longe da Páscoa. Mas isto já lhe servirá para preparar-se melhor para a páscoa deste ano: 2012.
Vejamos um pouco da cultura. A Páscoa, originalmente falando, não tem coelhos ou ovos de chocolate. Você lembra da história das 10 pragas no Egito? Antes de cair a última praga, que foi a morte do primeiro filho de cada família, os israelitas celebraram a primeira páscoa da seguinte forma: cada família matou um cordeiro.
Eles recolheram o sangue do animal cordeiro em uma bacia e, com uma esponja, passaram daquele sangue nos portais das portas das casas, nos batentes laterais e no batente de cima da porta de saída de todas as casas dos israelitas. Quando deu meia noite, o anjo de Deus veio passando para matar o filho primogênito de cada família que morava no Egito. Os israelitas moravam lá também, mas o anjo não iria matar quem estivesse ao lado de Deus, comemorando a verdadeira páscoa.
O sinal para o anjo saber era o sangue na porta. Para que acontecesse a libertação daquela apostasia e escravidão, que eram um grande contexto de pecado, precisaria haver derramamento de sangue. Afinal, o salário do pecado não é a morte? Mas como a porta das casas dos israelitas já estava assinalada com o sangue do cordeiro, o anjo passava por cima das casas deles e não matava ninguém.
O sangue foi a garantia da vida porque ele simbolizava o sangue de Cristo que, conforme o João 1:29, é o verdadeiro Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. Portanto, a palavra Páscoa significa “passar por cima”, “passar por alto”.
Agora, como devemos comemorar a Páscoa hoje? Do jeito que Jesus comemorou com os discípulos, como está em João 13-17. Em 1Coríntios 11:17 em diante, você pode encontrar a instrução de como celebrar a verdadeira Páscoa cristã.
O significado completo da comemoração da Páscoa é a espera e o preparo para a vinda da libertação, por meio de Jesus. Se você confiar no sangue do cordeiro que limpa o pecado do mundo e confessar seus pecados a Deus, Ele não se concentrará na sua falta de mérito, mas sim, na sua fé. Deus passará por alto todos os seus defeitos e lhe dará a libertação em Cristo Jesus. Esta é a verdadeira Páscoa.
E a instrução de Jesus foi: “Faça isso, em memória de mim, até que eu venha”.

Assista ao Vídeo sobre a História a e a Origem da Páscoa clicando Aqui.

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quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

CORAÇÃO DE BARRO, OU DE CERA? Êxodo 9-11

Desde a leitura de ontem, você deve estar se deparando com uma expressão bíblica muito chocante, que aparece na seqüência. É quando a Bíblia diz que Deus endureceu o coração de Faraó.
E então? Você está pronto para mais três capítulos da Bíblia? A leitura bíblica de hoje é Êxodo 9-11.
Existem pessoas que, fazendo uma leitura superficial, questionam: “Mas como pode! Será que Deus induziu Faraó a pecar e teria sido a própria origem do mal dele?” Não! Afinal, isso não combina com Deus.
Preste atenção. Em Êxodo 3:19, Deus revelou para Moisés que Ele já sabia que Faraó não deixaria o povo sair, a não ser que fosse obrigado a fazer isso. Não que Faraó fosse um robozinho programado, mas, analisando o contexto da história e o caráter que Faraó tinha construído, chegamos à conclusão de que seria óbvio que Faraó teria um orgulho enorme. Deus, como uma pessoa experiente, que com uma visão mais ampla, conseguia enxergar melhor todo o contexto de causas e efeitos, estava simplesmente avaliando o que, obviamente, iria acontecer.
Então, porque a Bíblia fala que o coração de Faraó endureceu? É simples! Você pode entender isso fazendo uma experiência. Num dia em que estiver fazendo bastante calor e que a luz estiver brilhando bastante, vá até o pátio da sua casa e coloque dois pratos no chão expostos ao Sol. No primeiro prato, você coloca cera em pasta. No outro, põe barro, tão pastoso e umedecido quanto a cera. Espere umas cinco horas para ver o que vai acontecer. Você perceberá que o mesmo Sol que amolece a cera, endurece o barro.
Entendeu o que aconteceu com o coração de Faraó? Foi o contrário do que aconteceu com Moisés. Deus, quando se revela ao coração humano, se este coração for sensível, vai se derreter. Agora, se ele for insensível, vai resistir e endurecer. Moisés tinha um coração de cera, sensível a Deus, disposto a humilhar-se perante Ele. Faraó tinha um coração de barro, insensível, que quanto mais resistia, mais empedrado ficava.
Então, quando a Bíblia fala do coração duro de Faraó, está, simplesmente, se referindo ao resultado natural da revelação de Deus que acontece em cada coração humano, dependendo da postura que cada ser humano tomar, no modo como ele vai receber, aceitar ou não. Figuradamente falando, tem gente que entrega o coração para Jesus, como uma cera para Jesus modelar e gente que se fecha igual a um torrão bruto.
E você, tem o coração de cera ou barro? Entregue seu coração para Jesus, e deixe que Ele derreta-o e transforme-o conforme Sua graça.


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quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

HUMILDE GRANDEZA - Êxodo 5-8

Chegamos a Êxodo 5. Parabéns a você que gosta de dar ouvidos ao que a Palavra de Deus quer ensinar. Pois, na nossa leitura de hoje, tem alguém que não dava ouvidos ao que Deus tinha a dizer, e ele só foi se dando mal, cada vez mais. Estou falando de Faraó. Nessa mesma leitura, também tem Moisés, que estava de “ouvidão” bem aberto para captar tudo o que Deus quisesse passar para ele.
Em Êxodo 5-8, Moisés bate de frente com Faraó. “Faraó” era o título que, no Egito, queria dizer “rei”. Quando Moisés fugiu do Egito, correu de um faraó que era um grande inimigo. Mas agora, aquele antigo inimigo do Moisés, o Tutmés III já tinha morrido. O atual faraó era Amenotepe II.
Esse rei tinha 22 anos quando Moisés, que já era um senhor de 80 anos, chegou para confrontá-lo. Isso é o que dizem alguns comentários teológicos respeitados, mas há controvérsias quanto aos nomes desses faraós e suas idades.
Mas de uma coisa podemos ter certeza: o contraste entre Moisés e faraó era muito maior que simplesmente a faixa etária, a origem de sangue ou o nível social. O maior contraste era o de valores, ou seja, dos princípios que tinham agregados ao próprio caráter deles. Isso gerou um grande conflito entre a mansidão e o orgulho.
Moisés tinha uma visão de vida muito mais ampla. Primeiro, ele tinha estado 40 anos no Egito, aprendendo a ser alguém. Depois, ficou mais 40 anos no deserto, aprendendo a ser um ninguém. Deus estava mostrando o que Ele é capaz de fazer com um alguém que esteja disposto a ser um ninguém.
Com o “faraozinho” imaturo, as coisas eram bem diferentes. Chefe da maior potência do mundo, ele era chamado de “o deus perfeito”. Era adorado. Imagine o orgulho dele! E agora, Moisés, “um zé ninguém”, diante do faraó que era o “próprio deus em pessoa”, falando em nome do Senhor Deus de Israel que, além de ser um Deus invisível, isto é, improvável, era o mito da pior casta da terra, que eram os escravos, aquele povinho da lama.
Você percebe como é fácil visualizar o orgulho que Faraó teve? “Quem é o Senhor? Não conheço o Senhor”, foi o que Faraó disse para Moisés, em Êxodo 5:2. Olha, mesmo que explicável, essa atitude de não querer ouvir a Deus não era justificável. E qual foi a conseqüência?
Ah... Não vou dizer! Porque darei a oportunidade para você aprender com o contraste e não ser como Faraó. Se existe uma grandeza é ser humilde o suficiente para ouvir a Palavra de Deus.

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terça-feira, 17 de janeiro de 2012

O LIVRO DE ÊXODO - Êxodo 1-4

Se estivermos levando a sério esse assunto de ler a Bíblia em um ano, hoje deveremos começar seu segundo livro. Até ontem, estivemos, desde o dia primeiro, lendo e refletindo sobre o livro de Gênesis. Mas como estamos passando para Êxodo e vamos ficar até o fim do mês lendo esse livro, é bom que, antes de mergulhar direto nas histórias dele, tenhamos uma visão geral desse livro.
Então, pegue sua Bíblia e dê uma analisada no livro, primeiramente olhando por alto e, depois, cavando detalhes mais profundos. Folheie todo o livro, olhando os títulos para ter uma visão geral e aguçar sua curiosidade. Você verá que Êxodo tem 40 capítulos.
E uma observação que já faço é que, para termos uma leitura mais aproveitada de Êxodo, o ideal é que esse livro seja estudado juntamente com um esboço da vida de Moisés, desde sua origem, sua família, até quando ele aparece para Jesus, no monte da transfiguração. E Moisés não é só o personagem central de Êxodo, ele também é o autor do livro.
Nessa leitura, você terá, como tema principal, um pedaço da história de Israel que vai desde a morte de José até a construção do Tabernáculo.
Agora, enfocando melhor a palavra Êxodo, ela quer dizer saída. O Êxodo foi a partida dos israelitas do Egito, quando eles foram libertados da escravidão. Alguns historiadores dizem que esse acontecimento foi em, mais ou menos, 1280 a.C., e, outros, que o Êxodo aconteceu em 1440 a.C.
Mas o que importa é que o êxodo é o fato mais importante da história do povo de Israel porque mostra como um povo escravo foi transformado numa nação cheia de esperança no futuro.
O Êxodo foi mesmo um milagre que se realizou pelo poder de Deus e pela liderança de Moisés. Então, se existe uma palavra chave nesse livro, essa palavra é libertação. Ao narrar essa libertação, o relato mostra quatro partes do povo Israel.
Na primeira parte do livro, os capítulos 1 e 2 mostram o povo sendo oprimido e os acontecimentos dos primeiros anos da vida de Moisés. Já, a segunda, é uma fase de libertação, que vai da história da Sarça ardente, no capítulo três até quando eles celebraram a Páscoa no capítulo 12.
Aí, na terceira, fala sobre um período de disciplina do povo de Israel e, a quarta parte, onde eles tiveram um período de legislação e organização.
Eu lhe incentivo a ler o livro de Êxodo todinho, de hoje até no dia 31, porque sei que será uma leitura empolgante. E que, acima de tudo, vai aumentar sua fé no Senhor.

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segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

INFLUÊNCIAS - Gênesis 48-50

Na cidade de Florianópolis, um suposto professor de Filosofia disse para os alunos que não existem evidências de que o povo de Israel tenha habitado no Egito. Um aluno cristão ficou todo preocupado. E até passou um e-mail, perguntando: “Existem evidências de que Israel esteve no Egito?” Pena que, nem aquele aluno, nem aquele professor, tinham assistido a um programa de TV Está Escrito, que tinha ido ao ar, pouco antes.
Naquele programa, o Pastor Rodrigo Silva, Doutor em Teologia, com especialização em Arqueologia pela Universidade Hebraica de Jerusalém, mostrou a réplica de um papiro que serve como prova de que Israel esteve no Egito. O papiro original dessa réplica está no Museu da Holanda. É uma prova de que, na época de Moisés, já existia uma escrita alfabética.
Abaixo, veja o que o Dr. Rodrigo falou: “O papiro traz o relato de um sacerdote egípcio chamado Ipuver que faz uma oração ao deus Órus, um dos principais deuses dos egípcios, reclamando de desgraças que estavam caindo sobre a terra do Nilo. Ele menciona o rio sagrado do Nilo se transformando em sangue”. Que interessante! Isso não lembra a gente das pragas do Egito? E, naquele papiro, é possível identificar seis pragas daquelas dez. Nas palavras do próprio Dr. Rodrigo, “a Bíblia não é a única que testemunha a ocorrência de pragas sobre o Egito.”
Assim, vemos que esse documento de um ancestral egípcio mostra que se houve as pragas no Egito, é porque Israel realmente esteve lá.
Ainda tem mais. No livro "Arqueologia do Velho Testamento", o doutor e arqueólogo, Merril Unger, mostra mais evidências de que Israel esteve no Egito. Se observarmos, entre os levitas tinham várias pessoas com nomes de pessoas egípcias, como era o caso do próprio Moisés. Veja mais nomes egípcios: Hofni, Finéias, Merari, Putiel, etc.
Uma outra evidência que Israel esteve no Egito, é que, no Delta Egípcio, tem uma porção de lugares que têm nomes cananeus, como é o caso de Sucote, Baal-Zefom, Migdol e Gósen.
Essas são algumas das muitas evidências que poderiam ser apresentadas para aquele professor, para ajudá-lo a entender que Israel esteve no Egito. Não é só um papo bíblico, mas uma narração das mais variadas fontes históricas.
O mais interessante dessas evidências é que o povo deixou sua marca por onde passou. Israel deixou marcas no Egito e levou consigo, marcas de lá. Isso nos ensina que, neste mundo, também deixamos marcas e somos marcados.
Vamos deixar somente a nossa marca da influência do bem, mostrando Jesus a este mundo. E, deste mundo, levemos somente uma marca: as pessoas que pudermos ajudar a salvar.

domingo, 15 de janeiro de 2012

VOVÔ - Gênesis 46-47

Quero convidar você a abrir sua Bíblia em Gênesis 46 e 47. Estes dois capítulos são os programados para lermos hoje, no programa que estamos fazendo, de ler a Bíblia inteira em um ano.
Sabe, quando olho para estes dois capítulos, o quadro que enxergo mentalmente é de Jacó bem velhinho, debilitado, com barba e cabelos brancos, entre a filharada e os vários netos que ele tinha. Quando uma pessoa fica bem idosa, geralmente ela passa a depender dos cuidados de alguém mais novo, geralmente um filho ou filha. Toda família passa por isso. Neste caso, o idoso Jacó estava sendo cuidado por seus filhos, especialmente, por José.
E este quadro pintado pela Bíblia, me lembra uma história, de um frágil e velho homem que foi viver com o filho, a nora e um netinho de quatro anos. Ele já estava todo trêmulo e não enxergava nem caminhava direito. Na primeira vez que o velhinho foi comer com a família, à mesa, fez uma bagunça. Derrubava ervilhas no chão, derramou leite na toalha da mesa, deixou a faca cair... E aquela bagunça toda deixou o filho e a nora muito irritados.
Aí, marido e a esposa prepararam uma mesinha no canto da sala para o vovô comesse sozinho, sem incomodar a família. Eles serviam a comida para o vovô numa tigela de madeira, com medo que ele quebrasse os pratos da norinha.
Em algumas refeições, era possível ver uma lágrima no olho do vovô, muito triste por estar só. E mesmo assim, o casal brigava cada vez que ele fazia uma bagunça.
O netinho só observava tudo. Uma vez, um pouco antes da janta, enquanto o netinho estava brincando com alguns pedaços de madeira, o pai dele se abaixou e perguntou:
- O que você está fazendo?
O menino respondeu:
- Estou fazendo duas tigelas de madeira.
- Tigelas de madeira?, o pai perguntou, todo empolgado com a idéia criativa do filho.
- Mas meu filho, para quê, essas tigelas de madeira?
- Ué, o menino respondeu - para quando eu for grande, dar para você e a mamãe comerem nelas.
Os pais que ficaram mudos e saíram da sala para enxugar as lágrimas. Quando perceberam como eles estavam preparando seu próprio filho para cuidar deles na velhice, aí aprenderam a lição.
José e seus irmãos cuidaram muito bem do seu velho pai Israel. Com respeito, dignidade, companhia, obediência, diálogo e aceitação, como um ancião, que já viveu tanto tempo, deve ser tratado.
E assim foi que as raízes daquela família ficaram tão bem estabelecidas, com laços tão fortes, que dela nasceu o povo, a nação de Israel.

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sábado, 14 de janeiro de 2012

JUDÁ, UM SÍMBOLO DA GRAÇA - Gênesis 43-45

Nossa leitura de hoje é Gênesis 43-45, onde mostra o reencontro de José com os irmãos, quando desceram para o Egito.
Você lembra que, quando comentei sobre Gênesis 37, destaquei uma galeria fiéis e infiéis? E que Judá, por ser uma dessas pessoas que ficam em cima do muro, tentando agradar a todos, terminou sendo o autor da traição?
Se o relato bíblico parasse aqui, a imagem dele ficaria feia, não acha? Mas a história dele vai longe. No capítulo 44, vemos a “Defesa de Judá”. Você sabe o que é a defesa de Judá?
É que José tinha montado um estratagema para deter Benjamim de voltar para o seu pai. Na realidade, José estava era querendo provar seus irmãos para ver se eles tinham mudado ou se continuavam sendo os mesmos egoístas e traidores.
Quando Judá viu que a vida de Benjamim corria risco, ele se arriscou completamente. Passou na frente de tudo e de todos, foi perante o governador do Egito, humilhou-se, foi ousado e fez uma defesa enorme para livrar a pele de Benjamim. Sabe, quando cometemos um erro e depois repete esse erro, como já tinha acontecido com Judá, para concertar o erro anterior, a tendência é cometer um terceiro, quarto, quinto, para ir “dando um jeito”, como a gente diz. Com Judá, a coisa foi diferente. Na ocasião, ele demonstra que estava convertido. E o resultado?
Na leitura de depois de amanhã, em Gênesis 49, veremos as bênçãos que Jacó pronunciou para seus filhos. Judá, simplesmente, ficou com a melhor parte da herança espiritual e histórica do povo de Israel. Ele se tornou, de certa forma, o primogênito. A maior benção foi para ele. A tribo de Judá foi a que mais prevaleceu até se tornar o reino do sul. E o reino de Judá ficou mais forte, por mais tempo, que o próprio Israel. Até hoje, temos espalhados pelo mundo todo, como um povo de fortes raízes, os judeus. E, o mais interessante de tudo, é que o próprio messias, Jesus, passou a ser chamado: “o leão da tribo de Judá”.
Isso é incrível! O que menos merecia, foi o mais dignificado. Não importa quão longe fomos no erro, grave tenham sido os nossos erros, nem importa também, quantas vezes você tenha errado. Se você reconhecer seu erro, se humilhar e confessar, Deus está disposto a reescrever sua história de uma forma muito mais bonita do que alguém possa imaginar.
Após fazer sua leitura bíblica, ore, confessando seus erros e rogue a Deus por uma mudança de vida. Assim, você será como Judá, um símbolo da graça.

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sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

FIDELIDADE E PROPÓSITO - Gênesis 40-42

Ontem, comentei com você sobre pessoas fiéis infiéis, e destacamos José, que foi fiel ao extremo. Mas um extremo tão forte, que o deixou, aparentemente, em maus lençóis. Lembra do que você leu ontem? José sempre na pior: perdeu a mãe, foi odiado pelos irmãos, vendido como escravo, traído e jogado na prisão injustamente. Só que se você estiver acompanhando bem, vai lembrar que ontem terminei dizendo: “seja fiel a Deus, que Ele será fiel com você.” Quer ver uma prova disso?
Na leitura de hoje, José não é mais um escravo ou presidiário. Sua confiança em Deus, determinação, perseverança e fidelidade fizeram dele o primeiro ministro da maior potência mundial. Mas como pode? Para você, isso parece conto de fadas? Se você acha que parece lenda porque tudo está dando muito certo, então leia a história toda. Todos os capítulos propostos para hoje, que é até o 42; continue lendo amanhã, que vai até o 45; e leia, também, no dia 15, que vai até o 47. Dessa forma, você perceberá uma coisa extraordinária. Muito mais que ser fiel, Deus estava sendo, na realidade, o diretor de palco.
Deus estava simplesmente dirigindo e interagindo com os personagens para fazer acontecer o que estava em Seus planos. Ah! Você pode dizer assim: “Então, as nossas escolhas não contam, porque Deus faz o que quer?” Não é bem assim. O que acontece, é que Deus tem o Seu propósito a cumprir. Agora, com quem vai cumprir os propósitos dEle, aí sim, dependerá das nossas escolhas. Se você for fiel a Ele, a fidelidade dEle na sua vida irá muito mais além do que você espera receber em troca, afinal, Deus nos impressiona. No fundo no fundo, Deus estará, na realidade, numa caminhada bonita com você, deixando que você protagonize os sonhos que Ele tem.
Resumindo, Deus tem um lindo plano para você. Agora, se esse plano vai ser cumprido na sua vida ou não, vai depender das suas escolhas e da sua fidelidade. Mas o mínimo do sonho de Deus é tirar você da escravidão do pecado e da prisão das infelicidades deste mundo e dar o título de um ministro dEle. E aí, você vai aceitar ou não?
Bem, se vai depender das suas atitudes, comece agindo bem hoje. Faça sua leitura da Bíblia para hoje e sua fé vai aumentar. Busque sempre aquilo que é eterno, mantendo os olhos fixos em Jesus, principalmente, nas circunstâncias adversas. Como José, você entrará para a galeria dos heróis da fé, segundo os propósitos de Deus.
Parabéns por continuar nos acompanhando na leitura da Bíblia. Leia, hoje, Gênesis 40-42.

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quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

FIÉIS, INFIÉIS, FIEL - Gênesis 37-39

E então, você já leu sua Bíblia hoje? Já? Que bom! Ah, ainda não? Então, não perca tempo! No projeto diário de leitura da Bíblia, devemos ler Gênesis 37-39.  Nestes três capítulos, encontramos muita gente interessante. E quero ressaltar sobre um detalhe nas atitudes dessas pessoas mencionadas, que é a fidelidade ou, o contrário, a infidelidade.
Primeiro, temos a história de Jacó com seus filhos. Ele queria ser tão fiel às características dos filhos, que terminou cometendo um certo tipo de atitude que não é das mais fiéis - dar preferência a um filho. Isso fez José sonhar literalmente alto, e ele terminou se passando, no “achismo” dos irmãos dele, como um traíra. É claro que percebemos que José era muito mais ingênuo que traidor.
Só que as atitudes ingênuas de José e imaturas de Jacó terminaram levando os outros irmãos a agirem, realmente, com muita covardia. Mas a consciência de Rúben pesou e ele tentou ser fiel, quando os outros filhos de Jacó estavam planejando matar José, o irmão deles.
Judá era desses que ficam em cima do muro. Você conhece gente assim? Ele queria ser, entre aspas, fiel, tanto aos irmãos, quanto ao pai deles, quanto a José, que não queria morrer, quanto a Ruben, que não queria que José morresse. Ao querer agradar todo mundo, tornou-se o autor da traição.
No capítulo 38, temos uma galeria de infiéis. Os filhos de Judá, um por um, negando honrar a tradição da família, mas se aproveitando da coitada da Tamar. Depois, o próprio Judá, praticando a coisa errada, caiu numa armadilha. No entanto, ele aprendeu a lição e seu último ato foi de fidelidade.
O ápice dos dois extremos disso que estamos falando acontece no capítulo 39: a mulher de Potifar sendo uma traidora banal e fria com todos. Mas, agora, vem a parte mais bonita. Embora, em um mundo de pessoas confusas e traidoras, surge José, que até hoje, é símbolo de fidelidade. Fiel a quem? Se não pudesse ser fiel a mais ninguém, seria fiel a Deus.
Há grandes lições nessas histórias: ingenuidade não salva ninguém, é preciso ter maturidade; não adianta querer agradar a todo mundo, é preciso saber dizer não ao erro, e sim à verdade; ao nosso redor, teremos pessoas infiéis, mas Deus sempre vai fazer a nossa consciência apontar para o que é correto, e você terá a oportunidade de levantar a bandeira da sua fidelidade. Quanto mais infidelidade existir ao seu redor, mais a sua fidelidade vai brilhar.
E, se não puder ser fiel a mais ninguém, seja fiel a Deus, que Ele será fiel a você.


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quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

TESTEMUNHOS CAVADOS EM SIQUÉM - Gênesis 34-36

Vamos conhecer algumas curiosidades sobre o local da leitura bíblica de hoje: Siquém. Os estudos em arqueologia mostram que a cidade fica perto de uma aldeia moderna chamada Balata, ao norte da estrada, num vale muito bonito, entre os montes Ebal e Gerizim.
Se você ler Gênesis 12:6-7, verá que Siquém foi o primeiro lugar que Abraão visitou na Palestina. Já no capítulo 33, estudamos que Jacó e a família dele foram para lá, ergueram um altar e cavaram um poço que ficou conhecido como “O Poço de Jacó”, onde os irmãos de José apascentavam os rebanhos.
Outra curiosidade é que, segundo o que está escrito em Josué 24:32, foi ali que os ossos de José foram enterrados. Se você ler 1 Reis 12:1, verá Jeroboão estabelecendo sua residência real no mesmo lugar que Josué tinha reunido as doze tribos de Israel, que Roboão tinha sido coroado e que a monarquia tinha sido dividida. Tudo isso em Siquém.
O primeiro arqueólogo que conduziu escavações ali, no período de 1907 a 1909, se chamava Carl Watzinger. Mais tarde, um outro arqueólogo chamado Ernest Sellin deu prosseguimento. De 1956, para cá, o trabalho de escavação na região é realizado pela Expedição Arqueológica Drew-McConnick.
Na verdade, as escavações arqueológicas em Siquém viraram uma verdadeira escola para muitos jovens que estão aprendendo arqueologia. São empregados muitos recursos nas escavações e o interessante, é que esse empreendimento faz com que muitas coisas legais sejam descobertas. Por exemplo: templos, portas, um grande número de peças de alvenaria, ferramentas, moedas e outros objetos menores. E às escavações arqueológicas em Siquém, grande parte da história — tanto a história secular quanto a história bíblica — vem sendo confirmada.
Os escavadores encontraram restos de um grande muro da Idade do Bronze Médio com uma porta que, provavelmente, seja aquela porta citada em Gênesis 34:24. Eles também encontraram, dentro da cidade, a “Torre de Siquém”, que é mencionada em Juízes 9:46-49. Era um edifício sólido, com paredes de cinco metros de espessura, com duas fileiras de colunas enormes, que sustentavam o teto e que, provavelmente, fossem segundo piso.
A lista de achados arqueológicos em Siquém vai longe, porém, não conseguimos comentar tudo aqui. Mas sabe por que estou comentando isso? É apenas para lhe dar mais uma evidência de que esses locais, pessoas e eventos que você vai encontrar na leitura de hoje, realmente existiram. As escavações arqueológicas modernas são um testemunho silencioso de que a Bíblia é verdadeira. A leitura que você está fazendo da Bíblia, hoje, é um trabalho silencioso no seu coração para aceitar essa verdade.


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terça-feira, 10 de janeiro de 2012

ANGÚSTIA E BÊNÇÃO - Gênesis 31-33

Você que nos acompanha neste plano de ler a Bíblia inteira em um ano, deverá ler, hoje, Gênesis 31-33. No capítulo 32, está descrita a agonia de Jacó, que foi uma angústia tão grande, que o próprio Jesus desceu na forma de anjo para estar com ele.
Essa angústia toda era porque Jacó tinha feito muitas coisas erradas no passado e agora estava sentindo o peso que as conseqüências iriam trazer sobre ele; carregava aquele peso esmagador sobre si, até no seu nome. Não sei se você já teve a curiosidade de ir a uma biblioteca e pesquisar sobre os significados dos nomes. Por exemplo: Você sabia que “Adão”, significa “vermelho”? Daniel significa “Deus é meu Juiz”, Maria, significa “pomba”, e assim por diante. Os nomes têm seus significados.
E a nossa leitura de hoje, fala sobre uma pessoa que teve que mudar de nome, porque o nome dele não era lá aquelas coisas. Jacó significa “traidor”. Que triste! Por onde ele ia, as pessoas o chamavam: “oh, traidor!”. Mas se você se chama Jacó, não fique triste, porque Jacó também significa “Deus protege”.
Deus protegeu Jacó. Mesmo depois dos erros que ele havia cometido contra a família e o próprio Deus. O traidor, Jacó, bem diferente do traidor Judas, se agarrou em Jesus e disse: “Eu não vou deixar você, enquanto eu não receber a Sua bênção.” E o resultado?
Jesus tirou o peso daquele lutador e mudou seu nome. Parece que Jesus gosta de mudar os nomes, pois mudou o nome de Simão para Pedro, de Saulo para Paulo e vai mudar o nosso nome lá no Céu. Para Jacó, naquela noite de luta, Jesus disse: “de agora em diante você não será mais o Jacó, não será mais visto como o traidor. De hoje em diante você será chamado de Israel, que quer dizer “aquele que luta com Deus”.
Da história de Jacó, aprendemos algumas coisas: que enganar é uma péssima escolha, porque, além de prejudicar os outros, prejudicamos a nós mesmos; nenhum pecado é tão grande e terrível ao ponto de Deus não poder perdoá-lo; e, muitas vezes, a convivência em família é difícil, mas devemos fazer o melhor para que sempre haja um clima de amizade e compreensão.
Agora, pegue sua Bíblia, faça sua leitura para hoje e termine sua devoção pessoal com uma oração, dizendo mais ou menos assim: “Senhor, não me permita ser um traidor; por favor, não me deixe levantar desta oração, sem ser abençoado por ti”. E deste momento em diante, você será visto por Deus, como um cristão guerreiro que, verdadeiramente, veste a Sua armadura.

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segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

DIA DO FICO - Gênesis 28-30

Você lembra sobre o que o dia nove de janeiro significa para nós?
Bem, pode significar muitas coisas diferentes. Por exemplo, hoje, minha esposa e eu comemoramos aniversário de casamento. Então, este dia significa uma ampliação de felicidade para mim, pois há alguns anos, no dia nove de janeiro, diante de um altar, chegamos um para o outro, para ficarmos um na vida do outro para sempre. Isso que é “ficar”, de verdade, não é mesmo? É quando você se casa, para viver a vida juntos. Por isso, esse dia é significativo para mim.
Mas o que a data de hoje significa para o nosso país? Em 1822, lá de Portugal, as cortes portuguesas, querendo fazer o Brasil voltar a ser colônia, mandaram uma ordem dizendo que o nosso regente, Dom Pedro de Alcântara, fosse embora para Europa. Os liberais radicais organizaram uma movimentação, pressionaram Dom Pedro, e o regente deu a cara à tapa: no dia nove de janeiro, ele declarou para o público: “Se é para o bem de todos e felicidade geral da Nação, estou pronto! Diga ao povo que fico!” Esse foi o “Dia do Fico”.
Agora, na nossa leitura de hoje, também tem um “fico”. Foi de alguém que também se casou e  trocou de pátria. Foi o “fico” de Jacó. Em Gênesis 28, vemos Jacó saindo da terra de Canaã, deixando sua família e partindo para Harã. Ele foi para casa do tio Labão. Quando ele chegou na casa de Labão, foi ficando por ali, começou a ajudar nos serviços que Labão tinha pra fazer, e o tempo foi passando. Depois de um mês, Labão percebeu que o sobrinho dele não tinha comprado a passagem de volta. Foi aí que aconteceu o que está escrito no capítulo 29:19, resumindo tudo o que a leitura de hoje relata sobre Jacó. Diz assim: “Respondeu Labão: Melhor é que eu dê Raquel pra você, em vez de dá-la a outro homem; fica, pois, comigo”.
Hummmm! O que aconteceu? Vejamos o verso 20: “Assim, por amor a Raquel, serviu Jacó sete anos; e estes lhe pareceram como poucos dias, pelo muito que a amava”.
Que linda história de amor! A história de amor mais bonita que podemos escrever é quando ficamos, permanecemos, com constância e estabilidade, servindo a quem amamos, sem esperar por uma data que termine com tal relacionamento.
Você quer ser feliz no seu relacionamento com Jesus? Fique com Ele, servindo-O, por amor, para sempre. Sua vida nunca mais será a mesma!

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domingo, 8 de janeiro de 2012

DEUS É DEUS - Gênesis 26-27

O plano da leitura bíblica para hoje são apenas dois capítulos. O 26 fala de Isaque na terra dos filisteus e depois da aliança que ele fez com Abimeleque. Já, o capítulo 27 conta como foi a bênção de Isaque a Jacó e Esaú. Podemos ver que, infelizmente, assim como os filhos podem herdar as bênçãos dos pais, podem, também, herdar os maus hábitos. Porém, apesar de sermos tão falhos, Deus não falha.
No capítulo 26:4, vemos a aliança de Deus. A repetição das bênçãos da aliança feita com Abraão toma a forma de uma renovação da aliança. Neste caso, Deus queria preservar Isaque em tempos de fome. A parte de Isaque era manter a obediência, como Abraão, em cinco aspectos: à voz de Deus, Seus preceitos, Suas ordens, Seus mandamentos e Sua lei.
No verso sete, vemos Isaque imitando o erro do pai ao ter medo desnecessariamente, sabendo que Deus já havia prometido preservá-lo. Rebeca, assim como Sara já tinha feito no passado, demonstrou falta de fé e sentiu indiferença. Quando a Bíblia fala que Abimeleque viu Isaque acariciando Rebeca, a palavra hebraica usada é, também, para risada - um trocadilho com o nome Isaque. O fato de o casal estar em Gerar por tanto tempo, e de Isaque sentir-se livre para expressar publicamente seu amor por Rebeca, mostra ainda mais o absurdo dos seus temores.
Esse mau hábito de mentir passou para Jacó. Em Gênesis 27:20, encontramos a mentira dele. Vale lembrar que, mesmo sendo da vontade de Deus que Jacó fosse abençoado, seu erro não foi aprovado por Deus.
Mas, Deus é Deus, e Ele não se limita aos maus hábitos que adquirimos. No capítulo 27:27-29, podemos observar que, para atingir Seus objetivos, Deus passa por cima das atitudes pecaminosas de todos estes descendentes de Abraão: da parcialidade pecaminosa de Isaque, do engano de Rebeca e da ambição de Jacó. Nessa bênção de Deus, observamos três fatores:
1) A promessa de fartura, que incluía tanto a posse da terra quanto a bênção da fertilidade; 2) A promessa de domínio, que, além de repetir a promessa feita a Abraão, prometia que aquele que estava agora sendo abençoado reinaria sobre o restante de sua família; e 3) Um contraste entre bênção e maldição, que repetia a primeira chamada de Abraão, lá de Gênesis 12:3.
É claro que os erros apresentaram seus resultados. Isaque, Rebeca, Esaú e Jacó colheram contendas e separação familiar. Mas, mesmo quando o ser humano entorta as linhas, o planejamento de Deus segue escrevendo em linha reta. Comigo ou sem mim, Ele realizará Seus planos, pois sou falho, mas Ele é Deus.

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sábado, 7 de janeiro de 2012

DEIXE DEUS SER DEUS - Gênesis 23-25

Na leitura de hoje, contém uma informação curiosa, que muitos deixam passar por alto. Temos, por costume, não ouvir completamente a voz da Palavra de Deus. Sempre que se fala da família de Abraão, lembramos de Isaque, e Sara e esquecemos que Abraão, depois que ficou viúvo de Sara, casou novamente e teve mais filhos. Percebemos, também, que a intervenção que Deus fizera no passado quanto ao casal poder ou não ter filhos, se limitava a Sara, porque agora, mais avançado em idade, Abraão tem um casamento muito mais prolífero.
Sobre essa segunda família de Abraão, a Bíblia não dá muita explicação como, por exemplo, quando ele e Quetura casaram. O texto bíblico segue naturalmente, como se o casamento tivesse acontecido logo depois de Sara ter morrido.
Alguns intérpretes da Bíblia tentam explicar este rápido casamento dizendo que, provavelmente, Quetura fosse uma concubina de Abraão, enquanto Sara estava viva. Mas não existe base bíblica para isso. A Bíblia é clara em chamar Quetura de “esposa”. Não há possibilidades de imaginar que Quetura fosse uma mera concubina enquanto Sara era esposa de Abraão. Abraão, depois que Sara morreu, ainda viveu quarenta anos, tempo suficiente para formar outra família. 1Crônicas 1:3 chama Quetura de concubina, pelo fato de que Abraão não a colocou no mesmo status de Sara.
De qualquer forma, o que aprendemos dessa história é que teria compensado muito mais se Abraão tivesse esperado que Deus realizasse os Seus sonhos para ele, esperando Deus ser Deus. Ele tolerou a poligamia, mas esta não fazia parte dos Seus planos. E outra: Isaque era suficiente, e não precisava Abraão ter arranjado outra família. Os filhos que Abraão teve com Quetura foram morar nas regiões que ficavam para os lados Sul e Sudeste de Canaã. Gênesis 25:5 nos dá a evidência de que só Isaque ficou para receber a promessa. As conseqüências desses arranjos humanos dados por Abraão vieram mais tarde. Tanto os descendentes de Quetura quanto os descendentes de Agar se tornaram problemáticos para o povo de Israel.
Por exemplo: veja que, posteriormente, na época dos juízes (Juízes 6-8), os midianitas, descendentes de Midiã, o quarto filho de Abraão com Quetura, se tornaram opressores dos israelitas e induziram os descendentes de Abraão a adorarem Baal.
É muito melhor quando deixamos Deus atuar na nossa vida, ao Seu modo, e não conforme os nossos caprichos. Os planos de Deus são sempre melhores que os nossos. Precisamos dar mais atenção à Palavra de Deus. Estude Gênesis 23-25 e peça a Deus para que opere os planos dEle em sua vida, conforme a vontade dEle. E seja muito feliz!

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sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

O TEU MELHOR AO SALVADOR - Gênesis 20-22

Na leitura para hoje, veremos os capítulos que falam sobre a Abraão e Sara juntos, desde Gerar até em Quriate-Arba, onde Sara morreu. O ponto alto dessa história da vida Abraão está no Monte Moriá.
Desde criança, ouvi a história de Abraão tendo sua fé provada pela ordem para sacrificar seu filho Isaque. Minha mãe contava muitas vezes e, na escolinha bíblica infantil da igreja, também estudamos sobre o episódio do monte Moriá. A matéria de Ensino Religioso na escola e os sermões também me ensinaram a tirar lições práticas da história de Abraão e Isaque. Mas nem a faculdade de teologia conseguiu cravar essa história no meu coração de maneira mais forte que uma música que, em minha infância, ouvi os Arautos do Rei cantar. Quero compartilhar a inspiradora letra desta canção - este poema, intitulado “Vem, Entrega a Tua Vida”:  



Sara percebeu que havia algo de errado com Abraão.
O seu olhar dizia, de sua dor, sua aflição.
Um dia logo bem cedinho, sai com Isaque a viajar.
Nenhum dos dois escondia, a angústia e o pesar.
Em casa a mãe sozinha, põe-se de joelhos a orar.

Vem entrega a tua vida, o teu melhor, ao Salvador.
Vem submisso e confia, nas maravilhas do Senhor.

Três longos dias se passaram, até chegarem ao lugar
Onde Deus pedia que se erguesse um altar.
Deitando o querido filho, ergue bem alto o punhal
Mas Deus seu nome chama: “Abraão, meu servo amado, aqui está o cordeiro.
Seu filho vai pra casa com você.

Vem entrega a tua vida, o teu melhor, ao Salvador.
Vem submisso e confia, nas maravilhas do Senhor.

Voltou completa alegria e o coração obedeceu.
Mesmo na batalha a confiança não cedeu.
Teríamos também coragem de ser fiéis até o fim
Por mais louco que pareça, seu amor jamais nos deixa
Seu sangue nos deu vida, não há razão nenhuma pra temer

Vem entrega a tua vida, o teu melhor, ao Salvador.
Vem submisso e confia, nas maravilhas do Senhor.



Não é linda? Tenho esta letra em minha memória, porque ela foi o meu cântico de louvor. Existem quatro coisas que precisamos praticar para termos fé como Isaque: a) leitura da Bíblia; b) oração; c) testemunho; e d) louvor. Se você quiser que sua leitura tenha um impacto maior sobre sua mente, faça-o acompanhada de louvor, na forma de um culto. Cante no momento de ler a Bíblia.
Ao fazer seu culto, entregue seu melhor ao Salvador, fazendo tudo o que puder para adorá-Lo da melhor forma. Ele vai recompensar você, imprimindo Suas palavras em seu coração, como uma suave canção.

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quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

AGAR - Gênesis 16-19

No trecho da Bíblia de hoje, Gênesis 16-19, há alguém que se identifica muito comigo e com você, na luta da caminhada cristã.
Ela aparece nas Escrituras por mais razões do que meramente estimular nossa simpatia pelo fato de ter se perdido no deserto. É um elo na corrente da providência insondável de Deus, pois seu nome está entrelaçado com as raízes da história da Igreja de Deus.
Apesar de ser escrava, Agar não era qualquer uma, já que Sara tinha uma grande estima por ela. Percebemos isso pelo fato de que, quando Sara quis que Abraão tivesse um filho, por ser estéril, ela deu Agar a Abraão, para que dela nascesse o filho da promessa. Do ponto de vista de Sara, era impossível conceder honra maior a uma escrava.
Naquela época, isso era comum, mas não deixava de ser pecado, pois era um adultério. E as conseqüências do pecado vieram. Agar desprezava sua patroa porque teve um filho com o marido dela, e a patroa sentia ciúmes da escravinha egípcia. A rixa passou de mães para filhos. O problema cresceu até chegar a Abraão, e ele e Sara tiveram problemas matrimoniais. Para que a situação fosse resolvida, Agar foi despedida, indo para o deserto com seu filho.
Nessa parte, a narrativa de Agar começa a ser uma grande história. De seu filho, Ismael, procedeu uma descendência incontável, da qual temos até hoje: os árabes. A força do Islam, em sua origem, está unida ao nome de Agar.
Aquela garota conhecera o verdadeiro Deus e tinha fé na promessa da vinda de um Messias. Ela chegou a conviver com o sonho de que havia dado à luz a um antecessor do Messias e creu nisso por anos. Com o passar do tempo, seus olhos se abriram e foram desiludidos.
Independentemente de suas crenças ou desilusões, Agar foi alvo do cuidado especial de Deus. Ela teve o privilégio de ver o Senhor aparecer duas vezes. A primeira, no caminho de Shur, quando ela havia fugido. A segunda, no deserto de Berseba, quando Ismael estava morrendo de sede. O Senhor deu ricas promessas para Agar. Disse-lhe que faria do seu filho uma grande nação, capaz de lutar contra todos. Podemos ver que a profecia se cumpriu literalmente.
Filhos de Deus, honrados, pecadores caídos, resgatados, estamos numa mesma jornada, de onde tentamos enxergar o cumprimento das promessas. “Pois ele é o nosso Deus, e nós somos o povo do seu pastoreio, o rebanho que ele conduz (Salmo 95:7)”. Leia hoje, o espelho da sua história e apegue-se às promessas divinas. Não importa de onde você venha, Ele quer cuidar de você.

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quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

ABRAÃO - Gênesis 12-15

O livro de Gênesis pode ser dividido em duas grandes seções. A primeira vai até o capítulo onze, falando das origens. A segunda começa no capítulo doze e narra a história dos patriarcas. O capítulo doze representa o começo de uma nova etapa no desenvolvimento dos seres humanos, na qual Deus começa a agir para libertar a humanidade do pecado a partir da revelação de Deus a Abraão.
O Comentário Bíblico do Professor, da editora Vida, conta que na história do mundo antigo, Abraão é o personagem mais importante. Tanto os islâmicos quanto judeus e cristãos o vêem como o pai da fé. A arqueologia já explorou a cidade de origem, a rota da jornada e as ruínas das cidades de Abraão. Tudo confirma a história como a Bíblia diz. A revista National Geografic declarou: “Abraão, o patriarca, concebeu uma grande, mas simples idéia: a de um único Deus todo-poderoso.”
Costumamos dar a Abraão, a consideração de que ele se tornou um modelo da fé que salva. Mas o importante sobre ele é que, através dele, Deus revelou Seu propósito para o Universo. Deus, ao fazer uma aliança com ele, deu-lhe lindas promessas, evidenciando que Ele está na direção da história. Isto nos dá segurança, pois percebemos que o nosso mundo pessoal é, também, uma existência cheia de significado. E o significado vai longe. Quase 2000 anos depois que Abraão viveu, Paulo escreveu sobre esse pai da fé:

“Pela fé Abraão, quando chamado, obedeceu e dirigiu-se a um lugar que mais tarde receberia como herança, embora não soubesse para onde estava indo. Pela fé peregrinou na terra prometida como se estivesse em terra estranha; viveu em tendas... Pela fé Abraão e também a própria Sara, apesar de estéril e avançada em idade recebeu poder para gerar um filho, porque considerou fiel aquele que lhe havia feito a promessa. Assim, daquele homem já sem vitalidade originaram-se descendentes tão numerosos como as estrelas do céu e tão incontáveis como a areia da praia do mar” (Hebreus 11).

Essa é uma memória póstuma muito bonita. Mas não pára aí. Na narrativa, Paulo ainda mostra que a existência de Abraão tem um significado que transcende a própria morte, porque ele esperava por uma vida melhor: no Céu.
E você, compara sua vida à de Abraão? Hebreus diz que os que procederem como Abraão, mostram que estão buscando uma pátria melhor, isto é, a celestial. Por essa razão, Deus não se envergonha de ser chamado o seu Deus e prepara uma cidade para você.
Procure viver como Abraão viveu. Leia Gênesis capítulos 12 a 15 e você será um participante dessa mesma fé.

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terça-feira, 3 de janeiro de 2012

EPOPÉIA DE GILGAMÉS - Gêneis 8-11

Pelo plano bíblico, a leitura de hoje está em Gênesis capítulos 8 a 11, onde vemos a história de Noé e seus descendentes. Diante disso, podem surgir algumas perguntas: “Será que a história de Dilúvio realmente aconteceu?” “Noé existiu?” “E se a Bíblia estiver equivocada?” “Existem outras fontes históricas que falem sobre Noé e o Dilúvio?”
Nas narrativas procedentes da antiga Mesopotâmia, existe um relato babilônico chamado “Epopéia de Gilgamés”. Existem alguns pontos interessantes de um povo que não conhecia a Deus. Portanto, faça uma comparação com o que você lerá na Bíblia.
Segundo a lenda, os deuses não suportavam o ruído produzido pelos seres humanos, então, decidiram destruí-los através de um dilúvio. “Ea”, um dos criadores da humanidade, pede para Utnapistim construir uma grande barca para que se salvem ele e sua semente. Ea indica o que dizer às pessoas que lhe questionarem. Utnapistim construiu a barca com as medidas que recebeu. Ele, sua família e os animais entraram nela. Depois que a porta foi fechada, o dilúvio durou sete dias. Foi tão terrível, que os próprios deuses se espantaram e fugiram. As águas cobriram a Terra por mais de um mês e, depois disso, a barca repousou no monte Nisir. Utnapistim vê o estado da Terra, abre as portas da barca, todos saem dela, e um sacrifício de ação de graças é oferecido aos deuses, onde Utnapistim recebe uma bênção.
O relato babilônico está resumido, mas você percebe quanta semelhança existe com o relato bíblico? De onde esses mesopotâmicos tiraram essas informações, se não conheciam o Deus dos hebreus? Dos próprios fatos que aconteceram, é claro! Aqui, a ciência que estuda a História dá o testemunho de que a Bíblia fala a verdade. Ainda assim, existem pessoas que não acreditam na Bíblia. Para quem não quer crer, não adianta existirem grandes evidências.
Veja o que aconteceu logo após o Dilúvio. Os mais conscientes de que um dilúvio realmente existira foram os homens que decidiram ir tão contra a Palavra de Deus, a ponto de construírem, para sempre, a memória do símbolo máximo da descrença e da apostasia.
Questionar faz sentido, e buscar evidências também. O que não leva a nada é ficar fundamentando-se nas próprias teorias humanistas, que são como uma casa construída sobre a areia: não precisa nem de um dilúvio para vir abaixo. Por outro lado, se você fizer da Palavra de Deus a base para preencher o vazio das suas incertezas, conseguirá navegar seguro entre as dificuldades. Sua vida passará a ter um sentido eterno, pois você estará sendo um personagem da história que o próprio Pai da eternidade está escrevendo.

Um abraço,

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segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

EXISTE ESPERANÇA - Gênesis 4-7

Vamos cumprir com o nosso objetivo? Qual é o recado de Deus para nós, hoje, através da Bíblia? Por falar em “hoje”, você já teve, ou sabe se vai ter algum tipo de dificuldade neste dia? Se a reposta é “sim”, saiba que não está sozinho. Veja isso, lendo Gênesis capítulos quatro a sete.
Gênesis quatro nos ajuda a entendermos as conseqüências do pecado e o estrago que ele faz na raça humana. Ao meditar nessa leitura, você conseguirá ter a mente impressionada com as implicações da morte espiritual que cravou suas garras na humanidade. A intenção do relato de Gênesis 4 é clara: Deus quer que entendamos a seriedade do pecado, dramatizada no ódio de Caim, ao assassinar o próprio irmão. Mas este capítulo da Bíblia não nos deixa sem esperança, pois mostra o consolo que Deus deu para Adão e Eva por terem perdido Abel através do nascimento de Sete. E depois que o netinho Enos nasceu, aquela família passou a invocar o nome do Senhor. Quando recebemos a esperança que Deus dá, somos impelidos a invocá-Lo.
No capítulo cinco, uma das palavras mais repetidas é “morreu”. A genealogia segue uma estrutura de texto que diz que fulano viveu tantos anos, gerou a beltrano, teve filhos e filhas, e morreu. E o próximo também fez coisas semelhantes, e morreu... e assim, por dez gerações. Entretanto, neste obituário também encontramos um lampejo de esperança: o sétimo da lista era Enoque, alguém que buscava a Fonte da perfeição. E ele a encontrou. Se andarmos com Deus, Ele dará a perfeita vida eterna.
Todavia, depois que Enoque foi para o Céu, o povo continuou se corrompendo. É incrível ver como a maioria sempre ignora a Deus. O mais inspirador é sabermos que, em todas as épocas, Deus sempre teve os Seus fiéis, os que confiam no Senhor, a ponto de descansar todas as preocupações nEle.
Dentro de nós, há um turbilhão de sentimentos que se agitam. Temos carência de paz, esperança, consolo e descanso, porque vivemos em um mundo onde os elementos reinantes são, exatamente, o contrário. O que impera no estresse nosso de cada dia é a solidão, a correria, a ansiedade, o desespero. O que fazer?
Leia Gênesis quatro a sete e veja o que Enos, Enoque e Noé fizeram. Você pode viver o resumo da história deles. Comece o dia fazendo seu culto pessoal, invocando o nome do Senhor. Durante todo o dia, medite na leitura da Bíblia e, assim, você estará andando com Deus. No final dele, se as coisas não tiverem saído cem por cento, deixe-as com o Senhor e descanse em paz.

Um abraço,


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domingo, 1 de janeiro de 2012

OS COMEÇOS PRIMORDIAIS - Gênesis 1-3


Ao começarmos mais um ano, fazemos novos planos, correto? E quando digo “novos”, é para trazer a idéia de começos. No começo do ano, não temos o costume de planejar começos e re-começos? Que planos você já fez para este ano que está se iniciando hoje? Quero sugerir-lhe um desafio: “estudar a Bíblia, inteirinha”. Que tal? Você topa? Não será difícil. Basta ler, a cada dia, três capítulos e, a cada fim de semana, cinco capítulos. Daqui a exatamente 364 dias, no dia 31 de dezembro, estaremos estudando os três últimos capítulos do Apocalipse! E teremos passado por toda a Bíblia!
Vamos começar? Gênesis capítulos um, dois e três é uma seção de texto que podemos chamar de “o começo dos começos primordiais”. “Começos primordiais” é o relato das origens, nos capítulos um a 11 de Gênesis. Dentro deste trecho, encontramos uma seção menor, nestes primeiros três capítulos, contendo a história da Criação e o rumo que ela tomou.
"No princípio, criou Deus os céus e a terra”. Esta frase solene abre a leitura de Gênesis e de toda a Bíblia. É a afirmação do poder total e absoluto de Deus. Ele criou tudo, inclusive e de modo especial, a raça humana, diferenciada de todas as outras espécies. E a humanidade recebeu uma dignidade especial: o privilégio de ser à imagem e semelhança de Deus. Aqui, vemos que o homem foi formado "do pó da terra". Mas, "o SENHOR Deus... lhe soprou nas narinas o fôlego de vida, e o homem passou a ser alma vivente". Em seguida, criou a mulher e inventou o “casal”, unidade essencial da vida social dos seres humanos.
Deus esperava que o homem e a mulher governassem o mundo que Ele acabara de criar, de forma responsável. O Criador, então, passou a ter uma permanente amizade com aquele casal. Mas essa amizade deveria acontecer livremente e não por imposição. O problema foi que o ser humano quis igualar-se a Deus. A partir de então, o mundo passou a ser dominado pelo pecado, cujas conseqüências são o sofrimento e a morte.
Mas faça a leitura de hoje por completo e, no capítulo três, você verá Deus refazendo Sua amizade com o ser humano. Deus quer ser seu amigo, mas Ele deixa você livre para aceitar ou não. Embora você possa passar por dificuldades e tentações ao lutar para seguir a Deus, se você permanecer ao lado de Cristo, através dEle, vai conseguir a vitória.
Comece esta vitória hoje. Faça o plano de começar cada dia deste novo ano com Deus, renovando-se, através da leitura da Sua palavra. Este é um começo primordial.

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