sábado, 18 de fevereiro de 2012

QUEM? - Números 20-21

Quero fazer-lhe um desafio. Tente responder a esta pergunta:

Quem foi esse homem?

Ele, apesar de ter sido um homicida, as pessoas o consideraram como um rei. Ele foi, na realidade, um grande diplomata, poliglota, que administrava muito bem os relacionamentos exteriores e internos de sua nação, porque, com uma liderança vitalícia, conseguiu manter no seu poder, como seus ministros, os mais chegados de sua família. Quando as negociações exteriores não funcionavam, como general, ele comandava as guerras internacionais com uma capacidade estratégica singular. Porque muitas vezes, ele foi também um homem impaciente e desobediente. Foi o maior legislador que já existiu. Um dos melhores e maiores escritores; seus livros, ainda são best-sellers internacionais. Em alguns momentos, foi um péssimo exemplo, mas depois se tornou professor, trabalhou como guia de viagens... Hoje ele é um astronauta, que trabalha na causa de Deus.

E então? Quem foi esse homem?

Isso mesmo: Moisés! Um tipo de rei, impaciente, general de guerra, poliglota, escritor, astronauta...? Sim! Se você estudar bem a vida de Moisés, você vai descobrir esses lados dele aí, que pouca gente comenta. A Bíblia é um oceano de novidades.
Na leitura de hoje tem alguns desses detalhes de Moisés. Os ministros dele sendo os próprios irmãos (20:21-29). Desobediência e impaciência de Moisés (vs. 2-13). Ele foi impaciente outras vezes, por exemplo, quando matou o egípcio. Escreveu seis livros da Bíblia. Ensinou o seu povo, e o guiou em suas jornadas. Foi o editor da eterna lei de Deus. Negociou com reis ou então guerreou com eles (Números 21). E depois que Moisés morreu, Deus o ressuscitou e o levou, de corpo inteiro, para o Céu.
Você estava lembrado de todas estas outras facetas do currículo de Moisés, amigo? Não? Eu também ignoro muita coisa boa que tem na Bíblia. Eu também preciso estudar a Bíblia mais, para ir conhecendo estas novidades cada vez mais.
Sei que nesta meditação eu revelei uns lados da vida de Moisés que muitos cristãos, na realidade, gostariam de deixar pra lá. Mas sabe o que é que eu acho mais bonito nisso tudo? É a transformação que Deus é capaz de fazer no caráter e no temperamento da vida de uma pessoa. O próprio livro de Números mostra que Moisés se tornou o homem mais manso do mundo. Já pensou, que mudança? Se você quiser conhecer mais sobre essa mudança que Deus fez na vida de Moisés, você pode ler aquele livro da autoria de Tim La Haye: Temperamentos Transformados Pelo Espírito.
Agora, se você quiser ter o seu próprio temperamento e o seu caráter transformados pelo Espírito Santo, leia, DIARIAMENTE, a Bíblia.

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sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

SOBERANO - Números 17-19

Dê uma olhada nos títulos, a partir de Números 11, e veja sobre quais assuntos estamos lendo desde 14/02. Murmurações dos israelitas. Moisés achando que seu cargo era pesado demais. Líderes preocupados por ciúmes. Motim realizado por Miriã e Arão, por não estarem satisfeitos com Moisés. Os 10 espias que, com tanta incredulidade, contagiaram o povo a uma sedição. Os castigos divinos. A derrota em Horma. E a burrice do povo. Depois de tantas negativas, Corá, Datã e Abirão ainda têm coragem de levantar rebelião, acredita? E o pior, é, depois do castigo, que foi maior que o anterior, o povão ainda teve a coragem de trazer um novo tumulto. E o triste (que, infelizmente, precisamos aprender dessa história) é que, quanto maior é a oportunidade que Deus dá, se a criatura a rejeita, maiores são as conseqüências ruins. Porque a responsabilidade é maior. Então, Números 11-16 mostra esse jogo de rebelião e de conseqüências negativas acontecendo num crescente, parecendo uma bola de neve.
O que você faria, nessa situação, meu amigo, se você fosse Deus? Para ajudar a gente a entender onde é que Deus fica nessa história, vou contar-lhe um caso verídico.
Certa vez, uma senhora muito pobre telefonou para um programa evangélico de rádio, pedindo ajuda. Ela estava passando necessidade. Um bruxo, que ouvia o programa, resolveu pregar uma peça na velhinha, pensando que iria conseguir zombar dela. Ele telefonou para a rádio (não era a Novo Tempo) e conseguiu o endereço da velhinha. Então, ele chamou seus “secretários” mandou-lhes levar uma boa compra de supermercado e entregar na casa daquela mulher. O bruxo instruiu os entregadores assim: “Quando ela perguntar quem foi que mandou a compra, digam pra ela que foi o Diabo quem deu esse presente pra ela. Vamos ver qual vai ser sua reação”. Mas, para decepção deles, quando aquela mulher recebeu com alegria o presente, ela não perguntou nada. Apenas agradeceu e foi logo guardando tudo. Inconformados eles perguntaram: “A senhora não quer saber quem foi que lhe enviou essa compra?”. A mulher, na maior simplicidade da sua fé, respondeu: “Não, meu filho. Num precisa não, porque quando Deus manda, até o Diabo obedece!”. Uau! Calou a boca deles!
Aquela mulher de fé deu a resposta que traz um dos princípios mais sábios do universo: Deus é Soberano. Na leitura de hoje, vindo da seqüência dos episódios desde o capítulo 11, podemos ver Deus botando ordem na casa, mandando esse recado que o ser humano precisa ouvir, como está no Salmo 24: “Do SENHOR é a terra e tudo o que nela existe, o mundo e os que nele vivem”. Soberano!


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quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

CASTIGO E AMOR - Números 15-16

Deus castiga? Depende do que se quer dizer com a palavra “castigo”. “Deus é amor (1João 4:8)”. Mas a rebelião do Diabo é justamente negar este traço do caráter de Deus e acusa-Lo de injusto. O argumento é que o fato de Deus pedir fidelidade e obediência para Suas criaturas, seja falta de amor.
E para defender seu argumento, primeiramente, Satanás fez com que o ser humano passasse a ser um “fora da lei”, ou seja, que vivesse em pecado. Consequentemente, por causa do pecado, a dor entrou no mundo e finalmente veio a morte. Pronto! O Inimigo conseguiu fazer com que Deus ficasse acusado de ser injusto, porque, aparentemente, Ele não acaba com todo esse sofrimento.
Mas, na cruz, Deus, inquestionavelmente, fez uma exibição de Sua justiça e misericórdia, combinadas. Ele foi tão justo que, não podendo tolerar o pecado, transferiu o castigo para Jesus. Ao mesmo tempo, Deus mostrou amar-nos tanto que “deu o seu Filho Unigênito, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna”. Sim! Na cruz de Cristo, a justiça e a paz se beijaram (Salmo 85:10).
Mas o Diabo continua espalhando fofocas contra o caráter de Deus. É por isso que às vezes questionamos: “Se Deus é justo, por quê Ele permite que o pecado continue? Se Deus é bom por quê Ele castiga e destrói?" A Bíblia responde. Em 2Pedro 3:9 está escrito que o Senhor “é paciente com vocês, não querendo que ninguém pereça, mas que todos cheguem ao arrependimento”. E em Apocalipse 3:19: “Repreendo e disciplino aqueles que eu amo. Por isso, seja diligente e arrependa-se”.
Quando os recursos que conduzem ao arrependimento se esgotam, muitas vezes, em um ato de misericórdia, e por amor, Deus precisa fazer Sua “obra muito estranha (Isaías 28:1)”, eliminando os que escolhem viver à margem dos princípios que imperam no reino eterno. Porque o Senhor é tão justo e tão misericordioso que respeita até o poder de escolha de quem não quer ficar ligado à fonte da vida (João 15). Os rebeldes colhem as conseqüências das decisões que eles mesmos tomam.
Concluindo, podemos dizer que Deus castiga sim, mas somente no sentido de corrigir do mal, ou no sentido de exterminar o mal que não tem mais recuperação. Isso é uma verdade revelada. A Bíblia não esconde.
Entretanto, não devemos deixar que isso influencie a MOTIVAÇÃO do nosso relacionamento com Deus. Veja o que está escrito em 1João 4:18: “No amor não há medo; ao contrário o perfeito amor expulsa o medo, porque o medo supõe castigo. Aquele que tem medo não está aperfeiçoado no amor”.

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quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

VISÃO, FUTURO - Números 12-14

A cada dia, cada um de nós precisa ter o objetivo de seguir com o projeto que temos de ler a bíblia inteira em um ano. Para isso, hoje a gente precisa reservar um tempinho, ir para um cantinho privado, e ler Números 12-14. E há muitas pessoas que perguntam: “Para quê, fazer isso?”. E a resposta é que um dos benefícios que ganhamos é poder passar a enxergar melhor o reino de Deus.
A leitura de hoje é exatamente um tipo de quadro, onde estão pintados alguns personagens que estavam enxergando os planos de Deus de formas bem diferentes uns dos outros. Uns estavam conseguindo ver a missão de Deus de forma bem certinha, outros tinham a visão bem desfocada, e ainda outros, parece que estavam realmente cegos.
Tente identificar esses personagens: os que não conseguiam ter uma visão correta da liderança de Deus os que tinham o que a gente poderíamos chamar de “olho bom”. Você acha que tem o olho bom para fazer esta seleção? Cada um de nós tem uma forma diferente de olhar para a vida.
Há muito tempo, uma indústria estava desenvolvendo um projeto para fazer exportação de calçados para a Índia. Para tanto, enviou dois consultores a dois pontos diferentes daquele país. Eles deveriam fazer as primeiras observações quanto ao potencial daquele futuro mercado. Será que ali seria um campo fértil para suas vendas? Os indianos aceitariam seus produtos?
Depois de alguns dias de pesquisa, um dos consultores enviou uma mensagem para a direção daquela indústria, dizendo o seguinte: “Senhores administradores, eu vos aconselho que CANCELEM o projeto porque aqui, neste país, ninguém usa sapatos”. Enquanto isso, o outro consultor, que estava em outra parte do país e que não sabia nada sobre as pesquisas, os relatórios e a mensagem do primeiro consultor, também passou uma mensagem que dizia assim: “Senhores administradores, eu vos aconselho que TRIPLIQUEM o projeto porque aqui, neste país, ninguém usa sapatos”.
É como está escrito em Mateus: “Os olhos são a candeia do corpo. Se os seus olhos forem bons, todo o seu corpo será cheio de luz” (6:22). Assim aconteceu com o destino de cada um dos israelitas da nossa leitura de hoje. Os que tiveram uma visão otimista experimentaram um longo e bom futuro. Os que tiveram uma visão pessimista,ao melhor de todas tiveram um curto e desgraçado futuro.
Entendeu, porque estou pedindo para que você, ao fazer a leitura bíblica de hoje, amplie as lentes da sua visão mental? É para que possa conseguir enxergar o reino de Deus como ele deve ser visto. Assim, você terá um presente feliz, e um futuro melhor ainda.

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terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

ACONDICIONAMENTO INTEGRAL - Números 09-11

Gosto da sombra. Minha esposa não. Ela aprecia curtir a luz do Sol, por muito tempo. Quando estamos em um lugar aberto, sempre precisamos chegar a um acordo. E num certo dia frio de outono, a gente passou por uma dessas situações.
Ainda era o momento matinal do dia que separamos para fazer a devoção pessoal. Quando vamos fazer isso, geralmente, cada um vai para o seu canto, para ficar bem à vontade para ler Bíblia e o livro devocional, demorar-se em oração e, talvez, até cantar uns louvores a Deus, a sós. E naquele dia, minha esposa disse que iria fazer isso lá fora, na beira da piscina. Na hora, eu já entendi que ela queria tomar sol. E realmente, o dia estava frio. Apesar de não gostar de ficar ao sol, como eu queria muito ficar perto da minha querida, pedi-lhe: “Posso ir com você?”. Ela ajeitou sua cadeira, que se parecia mais como uma cama, exatamente de frente para o Sol. E eu, diferentemente, para alimentar meu velho gosto, peguei a minha espreguiçadeira e coloquei-a na sombra do muro. Como estava fazendo frio, deixei somente as pernas expostas ao Sol, de maneira que a claridade forte não me incomodasse. Cerca de meia hora depois, no silêncio da nossa meditação, nos comportávamos marcantemente diferente. Minha esposinha deleitava-se na profunda reflexão da leitura que fazia no prazer que sentia em tomar seu apreciado banho de sol. E eu, remexendo-me totalmente, não tinha paz, pois sentia muito frio. E ela não, embora eu estivesse muito melhor agasalhado do que ela!
Naquele momento, sentindo-me um grande pateta, aprendi a grande lição, de que os nossos velhos e acariciados gostos nem sempre são os melhores. Então, sem querer que minha companheira notasse, puxei cadeira para uma posição onde pudesse pegar a luz do Sol. Estava muito claro? Estava. Mas eu coloquei um “raibanzão”, e pronto. Estava muito claro para mim, o ensinamento de que se eu quisesse beneficiar-me da luz do Sol, precisaria receber a luz do Sol, sem restrições. Precisava entregar-me completamente àquele banho de Sol. Não há escape. Se estiver frio, precisamos do aquecimento, se estiver calor, precisamos do arrefecimento.
Foi esse presentão que Deus deu para os israelitas. Ar condicionado de dia e aquecedor à noite (cap. 9). Com direito a segurança máxima, bússola, GPS e tudo mais (nos moldes divinos, claro). Como Deus é bom!
Mas não é possível receber esses presentes pela metade. O “Sol da Justiça” é a garantia firme, do Céu, de que você pode ter o chão iluminado. Mas o banho deve ser completo! Quando olhar para o Sol, lembre-se disso.

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segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

CONSAGRAÇÃO - Números 07-08

Hoje, temos o privilégio de ler dois capítulos que mexem muito conosco, se é que queremos ser realmente cristãos felizes: A consagração dos príncipes (cap. 07), na dedicação do altar, e a consagração dos levitas (cap. 08).
Você é alguém consagrado a Deus? Sabe o que é ser consagrado para Deus? “Consagrar” está relacionado a “dedicar-se”, “separar-se para alguma coisa”. Ex: Na hora em que eu estava escrevendo esta meditação, uma pessoa pediu-me um favor, e eu tive que dizer “não” para ela. Porque eu estava dedicando-me, totalmente, para preparar essa meditação, de maneira que não poderiaa fazer outra coisa. Eu não tinha tempo para mais nada.
E como cristãos, devemos dedicar o nosso tempo para quê? Para as coisas do mundo? Para coisas sem valor? Ou será que cada um de nós não pode consagrar um pouco do nosso tempo e todo o nosso estilo de viver para Deus?
Você tem tempo para Deus?
Certa vez, numa sala de aulas de um seminário, um grupo de seminaristas fazia uma prova que tinha apenas uma questão. A resposta deveria ser uma dissertação, praticamente, uma redação. Porque o enunciado da questão era assim: “Fale sobre Deus, e sobre o Diabo. Você pode escrever por 60 minutos”. Os seminaristas começaram a escrever. Um deles pegou uma folha e começou escrevendo sobre Deus. Ele dissertou sobre as maravilhas de Deus, a obra de Deus, o Filho, a salvação que Deus dá... E ele foi escrevendo de um modo tão apaixonado que chegou a esquecer-se do tempo. Quando percebeu, já havia gastado 59 minutos apenas na metade da questão: falar sobre Deus. Então, como não tinha mais jeito, quando o professor avisou que os alunos deveriam entregar as provas, aquele rapaz escreveu no rodapé da página: “Observação: FIQUEI TÃO ENVOLVIDO COM DEUS, QUE NÃO TIVE TEMPO PARA SATANÁS”. Apesar de responder a apenas 50% da questão, a dissertação daquele aluno foi considerada a melhor de todas.
Isso é nobreza superior de caráter cristão. É um exemplo. E você pode encarar a leitura de hoje, também, assim: como um exemplo de prioridade e como uma inspiração para sua própria pessoa; porque, na dedicação do altar, os primeiros a consagrarem-se a Deus foram os príncipes. Logo, se você, com prioridade, consagrar-se ao Senhor, você estará, na realidade, honrando o que você realmente é: um príncipe, uma princesa.
É verdade! Somos filhos do Rei Jesus! Esse é seu valor e sua nobreza, como cristão: separar-se das coisas profanas do mundo, por ser “consagrado”. Fique tão envolvido com as coisas de Deus, a ponto de não ter tempo para as coisas de Satanás. Isso é consagração.

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domingo, 12 de fevereiro de 2012

FILHOS DE PASTORES... E PASTORES - Números 04-06

Estamos juntos, em um objetivo nobre: estudarmos a Bíblia inteira, em um ano. E a leitura de hoje, tem muito a ver com o que seria, nos nossos dias, algumas considerações sobre a família do pastor.
Visitando alguns sites e lendo alguns artigos sobre filhos de pastores, notei algo interessante. Você sabia que existem muitas comunidades, com milhares de filhos de pastores como membros? Mas o curioso é observar o quanto o foco desses sites e dessas comunidades está longe do foco bíblico. A gente vê que quase todas essas comunidades são pontos de apoio, que existem para ajudar os filhos dos pastores a resolverem seus problemas. Parece um muro de lamentações. E eu fiquei me perguntando: “Mas por que as comunidades de filhos de pastores não existem com motivação missionária? Por que eles não reúnem-se, para formar, também, um corpo ministerial, do tipo: ‘a obra, o legado, ou a diferença cristã que filhos de pastores farão na sociedade’?”.
Observe na leitura de hoje, amigo, como a visão bíblica para os filhos de pastores era bem diferente. Eu estou falando do pastor Levi, filho de Jacó, e dos três filhos desse pastor: que foram o Gérson, o Merari, e o Coate, que também foram pastores, e que também tiveram filhos pastores. Mas não pastores de ovelha. Pastores de gente mesmo. Ministros que, naquela época, eram chamados de sacerdotes, ou levitas, e que ajudariam os outros sacerdotes, nos serviços sagrados.
O primeiro filho de Levi foi o Gérson. A palavra Gérson significa estrangeiro. E, por gerações, os gersonitas foram os responsáveis pela logística dos encargos do santuário. Eles eram ministros consagrados, separados para o serviço de Deus. Não faziam os serviços comuns seculares deste mundo. Pareciam realmente ser estrangeiros, filhos da pátria celestial. O outro filho foi Coate, que significa assembléia. E na assembléia dos crentes hebreus, os coatitas eram os ministros que cuidavam dos móveis e dos objetos do santuário. E o terceiro, foi Merari, que pode significar entusiasmado Os Meraritas eram os entusiasmados para cuidar da manutenção do tabernáculo. Esses eram os levitas.
Mas, se uma pessoa quisesse trabalhar para Deus, mesmo levita, poderia tornar-se um nazireu, alguém consagrado voluntariamente.
O bonito é que, para eles, ser filho de um sacerdote era um prazer. O legado da oportunidade de seguir trabalhando para Deus. Um ministério feliz e voluntário.
E você? Não quer dedicar sua vida trabalhando para o Senhor? Você pode receber essa benção: “Que o Senhor te abençoe e te guarde; O Senhor faça resplandecer o rosto sobre ti e tenha misericórdia de ti; O Senhor sobre ti levante o rosto e te dê a paz”.

sábado, 11 de fevereiro de 2012

NÚMEROS - Números 01-03

Estou muito feliz, por duas razões. Por podermos meditar, diariamente, na mensagem da Bíblia e porque hoje estamos passando para mais uma etapa: o livro de Números. Não perca a contagem! Esse é o quarto livro do PENTATEUCO (os cinco primeiros livros da Bíblia, escritos por Moisés) e no hebraico, seu título é “Bemidbar”, que significa, literalmente, “no deserto”. Parece título de filme? “No Deserto”. É. Realmente, trata-se de um drama, ocorrido em uma região desértica, da península do Sinai. Ali aconteceram os episódios que são narrados nesse livro.
E aqui vem a pergunta: “Então, porque, em Português, esse quarto livro é chamado de Números?” É que nele há duas contagens dos israelitas. Sim! Toda aquela multidão, de milhões de pessoas, é contada duas vezes. Primeiramente, quando os israelitas saíram do Egito (cap. 1). Deus logo mandou que Moisés levantasse o censo de Israel. E a outra contagem aconteceu um pouquinho depois: quarenta anos mais tarde, pouco antes que eles entrassem na terra de Canaã (cap. 26). E entre esses dois capítulos do livro de Números (1 e 26) é nos contada, a história da caminhada dos israelitas. Uma jornada até Cades-Barnéia, no sul de Canaã, onde os israelitas permaneceram por muitos anos. Foi dali que eles acabaram deslocando-se para a região montanhosa, que fica para lado leste do rio Jordão.
Olhando de um lado dessa história, a gente pode ver que o povo, muitas vezes, ficou muito desanimado. Muitas vezes também eles ficaram com medo, diante das dificuldades. Em outros momentos, poderíamos dizer que eles “pisaram na bola”, revoltando-se contra Deus e contra Moisés. Resumindo, não foi fácil! Teve muita pedreira no caminho. O lado bom é que a mesma história mostra-nos, também, a fidelidade divina. Ao ler o livro de Números você poderá ver que o cuidado de Deus para com o Seu povo era constante. E ainda mais, esse livro fala da firmeza de Moisés. O líder dos israelitas, às vezes, chegava ao ponto de perder a paciência, mas, como servo do Senhor, sempre mostrava ter um espírito muito forte, de dedicação a Deus e ao seu próprio povo.
Isso não é um grande exemplo para nós, amigo? Dizer que Deus é fiel é fácil, e isso a gente sabe (pelo menos, teoricamente). Sabemos que Ele faz Sua parte em estar sempre ao nosso lado. Mas. e quanto a nós? O que podemos dizer? Você tem sido dedicado a Deus? E aos filhinhos de Deus aqui na Terra: o pobre, o necessitado, o oprimido, o solitário, etc., você tem sido dedicado? Se fossemos contar os números, você teria orgulho em apresentar seu relatório de cristão?

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sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

TODOS DEVEM ADORAR - Levítico 26-27

Estamos terminando de estudar mais um livro da Bíblia! Que bom, não acha? Se quiser saber como o livro Levítico termina, não deixe de fazer a leitura bíblica de hoje.
O capítulo 26 começa com uma admoestação contra a idolatria. Em seguida, explica ao povo quais seriam as conseqüências escolhas boas das escolhas que eles fizessem, e também as conseqüências ruins, das escolhas tolas. De acordo com o Antigo Testamento, o objetivo da Lei era para que os israelitas vivessem de acordo com a vontade do Senhor e, por conseqüência, ser um povo abençoado. Contudo, caso não se submetesse àquela vontade divina, a desobediência traria o oposto da benção: a maldição. Portanto, esse capítulo enumera uma série de bênçãos (vs. 1-13) e uma porção de maldições (vs. 14-43) em fase de obediência ou de infidelidade.
Mas o que seria “bênçãos”, para eles? Alimento em abundância, saúde, vida longa, fecundidade e descendência numerosa. E a maldição incluía morte, enfermidades, esterilidade, e outras desgraças como a seca, a fome, a guerra, a escravidão e até a dispersão. Que terrível!
Na conclusão do livro (cap. 27), encontramos os votos particulares, a avaliação desses votos, o voto de um campo e seu resgate, as explicações de que não havia resgate para certas coisas sagradas, e um esclarecimento sobre as dízimas. Às vezes, quando os israelitas dirigiam suas súplicas ao Senhor, votavam ou prometiam consagrar a Deus, alguns dos seus pertences. Essas ofertas (que poderiam ser pessoas, animais, casas terrenos), que seriam destinadas para a manutenção do santuário e do culto, poderiam ser substituídas por uma quantidade estipulada, em dinheiro.
Mas, para mim, o destaque desse texto bíblico está no seguinte verso: “Se quem fizer o voto for pobre demais para pagar o valor especificado, apresentará a pessoa ao sacerdote, que estabelecerá o valor de acordo com as possibilidades do homem que fez o voto (27:8)”. Olha só! Este versículo contém uma cláusula em favor dos pobres! Se uma pessoa de poucos recursos, que tivesse feito uma promessa, posteriormente se encontrasse numa situação que não lhe permitisse ter condições para pagar, então ela deveria consultar os sacerdotes, e os sacerdotes deveriam designar-lhe uma condição  que estivesse dentro das suas condições.
Isso nos ensina duas grandes lições: a) Os lideres espirituais devem ser, também, educadores que ensinem o povo a lidar com as finanças; b) Independentemente das condições financeiras “desse” ou “daquele”, a igreja deve proporcionar tudo o possível para que todos tenham condições de ser verdadeiros adoradores.
Isso é um recado remetido diretamente de Deus para você: “Querido, sem preocupar-se com sua condição social ou financeira, por favor, aproxime-se de mim”.

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quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

FESTAS DA SALVAÇÃO - Levítico 23-25

Muitas vezes, quando alguém me pergunta como vão as coisas, costumo responder: É só festa! Aí a pessoa fica se perguntando... Então explico logo. É que gosto tanto do meu trabalho que, trabalhar, para mim, é uma comemoração. Em casa, procuro proporcionar um ambiente agradável, como se eu estivesse numa festa. Então, se encaro a vida assim, só terei coisas para comemorar nesse meu viver. A própria vida passa a ser uma celebração.
Isso está certo para um cristão? Bem, imagino que Deus seja muito festeiro. Em Levítico 23-25 há uma lista de um tanto de festas. Procurarei fazer um resumo das festas judaicas e dos dias sagrados daquela época.


Festas

Datas
Festa da Lua Nova

Dia 1º do mês lunar
Ano do Jubileu

Acontecia a cada cinqüenta anos
Páscoa

Dia 14 do mês de Nisã
Festa dos Pães Asmos

Dia 15 até o dia 21 do mês de Nisã
Festas das Primícias

Dia 16 do mês de Nisã
Pentecostes (para semeadura)

Dia 6 do mês de Sivã
Festa das Trombetas - Ano Novo

Dia 1º do mês de Tisri
Yom Kippur - Dia da Expiação

Dia 10 do mês de Tisri
Festa dos Tabernáculos

Dia 15 até 21 no mês Tisri
Santa Convocação

Dia 22
Hanuká - Dedicação

Dia 25 do mês de Quisleu
Purim

Dias 14 e 15 do mês de Adar


Era muita festa, hein? Se bem que não podemos falar muito, porque o nosso Brasil também tem muito feriado, não é mesmo? Mas nossos feriados são muito diferentes daquelas festas do povo hebreu. Hoje, paramos de trabalhar e nem sabemos o porquê, direito. É só um ato secular e nada mais.
            Com aquelas festas hebraicas não. Na realidade, eram festas representativas do plano da salvação. A Páscoa representava a morte de Jesus; os pães asmos simbolizavam a ausência de pecado ou de corrupção. Já a festa dos primeiros frutos, era uma profecia da ressurreição de Jesus. Por isso, em seguida, vinha o Pentecostes, que apontava para a entronização de Jesus no Céu. A Festa das Trombetas, Mensagem de Aviso sobre o Juízo, Dia da Expiação, Julgamento e Tabernáculos simbolizavam o futuro repouso eterno com Jesus.
Então, ao olharmos para os significados, percebemos que muitas daquelas festas não fariam sentido, se fossem comemoradas hoje, pois já ficaram no passado. Interessante é que, para os israelitas, isso era muito sagrado. O que  continua válido e deveríamos considerar sagrado, também, é a observância semanal do sábado e o correspondente da Páscoa no Novo Testamento, que é a Santa Ceia. Se praticar essas festas da salvação, você poderá gozar da sua salvação como uma grande festa.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

HOMOSSEXUAIS: DEUS AMA A TODOS - Levítico 20-22

Estamos de volta, mais uma vez, para fazer o comentário sobre a leitura diária da Bíblia. Para hoje, devemos ler Levítico 20-22.
No capítulo 20, tem alguns versículos que tratam de um assunto sobre o qual precisamos dialogar, pois muitos cristãos, na realidade, não sabem lidar com esse assunto. Refiro-me sobre as práticas homossexuais. Você já parou para pensar em qual deve ser nosso posicionamento, como cristãos, diante de um irmão nosso que tenha tendências homossexuais? Qual deve ser a declaração cristã a respeito desse assunto?
Como cristãos, devemos reconhecer que cada ser humano é muito precioso aos olhos de Deus. Por isso, devemos buscar ministrar todos os homens e mulheres no espírito de Jesus. Porque, pela graça de Deus e com o apoio da comunidade de fé, é possível que uma pessoa consiga se converter aos princípios da Palavra de Deus.
Biblicamente falando, a intimidade sexual é apropriada unicamente no relacionamento conjugal entre homem e mulher. Esse foi o desígnio de Deus na criação: “Por essa razão, o homem deixará pai e mãe e se unirá à sua mulher, e eles se tornarão uma só carne.” Esse padrão heterossexual segue sendo confirmado pela Bíblia toda. Nela, não existem ajustes para se incluir atividades ou relacionamentos homossexuais. Se você observar, tanto em Levítico 20 quanto Romanos 1 e, também, 1Coríntios 6, perceberá que não se admite atos sexuais que sejam praticados fora do círculo do casamento heterossexual.
O próprio Jesus reafirmou esse propósito da criação, o que pode ser visto em Mateus 9:4-6. É por isso que, no cristianismo, não existe apoio para as práticas e para os relacionamentos homossexuais.
Como cristãos, devemos nos empenhamos a seguir tanto a instrução quanto o exemplo de Jesus. Ele afirmou a dignidade de todos os seres humanos e estendeu a mão, com grande compaixão para todas as pessoas e famílias que estejam sofrendo qualquer tipo de carência que exista neste mundo de pecado. Cristo desenvolveu um ministério solícito. Ele consolava as pessoas com palavras de conforto, em todas as suas dificuldades, com muito amor.
Uma coisa é certa. Jesus fez uma distinção muito clara entre o amor dEle pelos pecadores e os claros ensinos que Ele tinha sobre as práticas pecaminosas. Precisamos aprender isso. Embora não apoiemos certas práticas, devemos amar as pessoas, justamente para ajudá-las a se sentirem aceitas, amadas e, se for possível, pela graça de Deus, serem também recuperadas.
Como representantes de Deus, esse é o mínimo das nossas obrigações: compartilharmos o amor dEle, um amor que pode restaurar qualquer ser humano à Sua imagem e semelhança.
E aí? Você vai aceitar esse amor?

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terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

AMOR EM LEVÍTICO - Levítico 17-19

A Palavra de Deus se renova a cada dia. E, aproveitando isso, quero cavar uma novidade da Bíblia aqui com você. A leitura do nosso programa de leitura da Bíblia proposta para hoje está no livro de Levítico 17-19. Mas irei concentrar-me somente em um capítulo. Aliás, em um só versículo. E... melhor dizendo, vamos comentar apenas uma frase de um verso.
Essa frase está no centro do versículo 18 do capítulo 19 de Levítico. Na segunda parte, diz: “Ame cada um o seu próximo como a si mesmo.” Você se lembra dessa frase? Se você perguntar para qualquer cristão, de quem são essas palavras, sem mencionar capítulo e versículo, o que ele vai dizer? Não lembramos logo de Jesus? Não parece que Jesus foi o autor dessas palavras? Mas, então, porque elas estão no velho testamento?
Vamos tentar buscar a explicação para isso dentro da própria Bíblia? Indo para o Novo Testamento, em João 13:34, percebemos que Jesus está mandando amar próximo. De acordo com Philip Yancey, um autor evangélico, Jesus falava de um mandamento, que estava na Bíblia que Jesus lia.
Interessante é que Jesus era um guardador dos Dez Mandamentos que tinham sido dados para Moisés. Mas, nesse verso, Ele fala de mais um mandamento? Li um livro muito bom e recomendo ele para você. O título do livro é O Décimo Primeiro Mandamento, o qual você pode encontrar na Casa Publicadora Brasileira (0800-9790606). Nesse livro, o autor Dwight Nelson diz que esse é um mandamento número 11, um mandamento a mais, o décimo primeiro. Até aí tudo bem, mas o que parece esquisito, é que Jesus fala que esse mandamento é novo.
Veja o que Jesus diz: “Um novo mandamento lhes dou: Amem-se uns aos outros.” Como assim, novo mandamento? Será que Jesus não conhecia a passagem de Levítico 19:18? Claro que conhecia. Mas se você continuar a leitura, perceberá no próximo verso o porquê Jesus falou que o mandamento seria novo.
Acontece que aqueles judeus queriam ser identificados como povo de Deus por guardarem os Dez Mandamentos. E Jesus disse algo diferente: a marca identificadora dos Seus seguidores seria o amor. Eles deveriam amar uns aos outros. Você percebe? Apesar de ser necessário guardar os Dez Mandamentos, tanto no Velho quanto no Novo Testamento, o mais importante no comportamento de um cristão, é fazer isso com e por amor, como Jesus fez.
Desejo, para você, um dia cheio de amor. Que sua motivação na caminhada cristã seja o amor a Deus. Encha-se desse amor e contagie aos outros com o puro amor que só Ele concede.
Um abraço com muito amor fraternal.

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Fátima Silva

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

AZAZEL - Levítico 15-16

Quero esclarecer uma dúvida bíblica que muitos têm quando lêem Levítico 16:  é sobre o significado do bode Azazel. Pra isso, é preciso que a gente esclareça também um pouquinho sobre o que vem a ser expiação, uma vez que Levítico 16 fala sobre o dia da expiação. E indo direto ao ponto, lembremos que, como tudo naqueles ritos hebraicos ordenados por Deus tinha um símbolo, o bode simbolizava Satanás.
“Satanás?” - você pode perguntar. “Dizer que o bode destinado a Azazel representa o diabo não seria fazer de Satanás um co-salvador?” A resposta é NÃO. Então, você pode dizer: “Mas tem pregadores que dizem, sem sombras de dúvidas, que esse bode representa a Cristo.” E eu lhe digo: eles podem até pregar assim, mas estão equivocados. Vejamos as razões:
1) Satanás foi o primeiro responsável e instigador do mal, então, deverá ser punido pelos seus pecados e pelos que instigou os outros a fazerem. E isso é justo.
2) Não há como o bode emissário simbolizar Jesus, porque ele entra em cena “depois” que o primeiro bode, representando Jesus, termina de realizar a expiação.
3) Hebreus 9:22 diz que “sem derramamento de sangue, não há remissão”. Então, como o bode Azazel simbolizaria Jesus, se não era sacrificado?
4) Eles lançavam sorte sobre os dois bodes, para ver qual seria do Senhor ou de Azazel. Percebemos que, se os dois bodes simbolizassem a Cristo, essa ação de lançar sortes seria algo sem sentido.
Nossos pecados recaíram sobre Cristo, mas no sentido de salvação, pois morreu por nós.
No sentido de responsabilidade pelos pecados, quem é o responsável final pelo pecado que existe no mundo? Não é Satanás? Então, a punição final será dele. Ou você acha que, pela eternidade, Jesus carregará nossos pecados nas costas, em plena perfeição celestial?
Ainda, nesse assunto, a palavra expiação toma dois sentidos. Quando se refere ao bode que era sacrificado, realmente significa a expiação dos pecados; quando se refere ao bode não sacrificado, relaciona-se com a responsabilidade pelo pecado. E isso não tem a ver com purificação. É só um ato jurídico de dar para Satanás o que merece.
O comentário bíblico The New Schaff-Herzog Encyclopedia of Religious Knowledge, um comentário evangélico protestante interdenominacional, diz: “a interpretação de Azazel, sugere em si mesmo, uma referência a Satanás.”
Então, o envio do bode Azazel - vivo - para uma terra solitária, era uma tipologia de Apocalipse 20, quando Satanás será preso na Terra  - solitária - desolada por um período de mil anos para pagar parte da pena imposta a ele, antes de ir para o lago de fogo e, finalmente, deixar de existir. Ficou claro? Azazel não simboliza Jesus, pois o símbolo de Jesus é o cordeiro sacrificado. Portanto, lave seu caráter na aceitação do cordeiro que foi morto, desde a fundação do mundo.

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domingo, 5 de fevereiro de 2012

LEPRA! NÃO! - Levítico 13-14

A palavra “lepra”, no original hebraico, é “tsaráat”. Ela significa mais coisas do que apenas uma doença física. Se você observar em Levítico 13: 2-28, verá a Bíblia lidando com o diagnóstico de, pelo menos, 21 aflições da pele, que são expressas por um termo que inclui tudo, o termo lepra.
Se falasse de uma doença caracterizada pela brancura, conforme Êxodo 4:6, caracterizada por inchações, tumores ou manchas que desfigurassem a pele, provavelmente, seria lepra. Então, é claro que a descrição desses dois capítulos, provavelmente, incluía outras doenças da pele, além da lepra ou da hanseníase, conhecida hoje.
Por exemplo, se você observar em Levítico 13:47-59; 14:33-57, verá que até um tipo de mofo seria chamado de lepra. Então era assim: a palavra lepra denotava uma variedade de doenças da pele, incluindo psoríase, favo, leucodermia e, também e principalmente, a terrível hanseníase. Terrível hoje, mas muito pior naquela época.
Abra sua Bíblia em Levítico 13-14 você verá as instruções bíblicas sobre como os israelitas deviam tratar-se ou como deviam tratar alguém quando tivesse lepra.
Hoje, podemos ver em muitos cartazes em instituições de saúde, dizeres do tipo: “Hanseníase tem cura”. Graças a Deus! Mas você já pensou, no tempo que a medicina não sabia lidar com essa moléstia, que praga que não era? Se a pessoa pegasse lepra, além de não ser curada nunca mais, ia morrendo aos poucos. A pessoa parava de ter sensibilidade na pele, em partes extremas como as pontas dos dedos, nariz, etc. Depois, essas partes iam apodrecendo, fedendo, caindo, e a pessoa nem sentia. Que coisa terrível!
Aí, os leprosos eram forçados a morar longe das outras pessoas, porque a lepra era uma doença contagiosa, e eles não sabiam como evitar isso. Então, os leprosos se isolavam da sociedade, da família, amigos, todo mundo. Já pensou? Se acontecesse de um leproso se aproximar das outras pessoas, tinha a obrigação de gritar: "Imundo, Eu sou o imundo!" para as pessoas fugirem dele!
E como eu disse que lepra, na Bíblia, significava muita coisa, também significava pecado. Se você quisesse ver um símbolo do pecado, era só olhar para o leproso.
Mas acho que existe uma parte mais bonita. Relacione sua leitura de hoje com Mateus 8:2-4; Lucas 17:11-19 e você entrará um grande exemplo. É Jesus! Ele não correu da lepra e ainda curou os leprosos.
Moral da história? O pecado é a coisa mais terrível do mundo. Mas não importa quão impuro e quanto você esteja contaminado pelo pecado, Jesus não isola você. Jesus abraça-lhe, cura e perdoa, simplesmente, porque Ele ama. Desfrute desse amor enquanto você existir e seja feliz!

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sábado, 4 de fevereiro de 2012

SAÚDE NA BÍBLIA - Levítico 11-12

Logo cedo, quando liguei a televisão, ouvi o repórter do programa Telecurso 2000, da fundação Roberto Marinho, dizendo que as pessoas que ingerem cafeína estão colocando uma droga prejudicial dentro do seu próprio corpo porque ela é estimulante. Fiquei pensando: Que interessante! Isso tem tudo a ver com o que a minha igreja de infância me ensinou: “não beba café, porque faz mal pra saúde.” Cresci entendendo que aquilo era uma instrução religiosa. Hoje, depois de adulto, entendo que o meio religioso, no caso, a igreja, é que estava dando uma instrução altamente científica.
Então, você percebe que é possível que a religião e a Bíblia podem nos ensinar sobre saúde? Hoje, em Levítico 11 está registrada a dica sobre as carnes comestíveis e as que não sevem para ser usadas como alimentação, por serem prejudiciais pra saúde. Deus preocupa-se com sua saúde e, então, Ele dá uma lista dos tipos de carne que você deve evitar comer para ter uma boa saúde.
Para o homem moderno, este capítulo pode parecer que pertence ao mundo da superstição, do tabu, ou, que ele tivesse a ver apenas com um mundo primitivo. Mas pensar assim é, na realidade, uma ignorância quanto às dimensões desse assunto.
Ao estabelecer princípios dietéticos para os israelitas, Deus tencionava que essas regras fossem uma fonte de benefício ao ser humano para sempre. Os animais daquela época são os mesmo de hoje e o corpo humano, também. Então, a listinha da compatibilidade continua a mesma. Veja bem, a transmissão de algumas enfermidades, que tem sido comprovada por pesquisas médicas recentes, justifica plenamente a existência dessa lei antiga. Por exemplo, a carne de porco que pertence à lista como um produto não-comestível. Sabemos que a parasitologia, no tempo atual, comprova que um protozoário ciliado - a tênia do porco - e um verme nematóide - a triquina - ocasionam graves enfermidades que os porcos passam para os seres humanos.
Se observar a lista, você perceberá que os animais nomeados como limpos, são aqueles que oferecem as carnes menos nocivas e mais sadias para o corpo humano. Pode pegar cada item e colocar no crivo da pesquisa científica, que você comprovará isso.
Assim, podemos entender, claramente, que a razão de Deus ter proibido certos alimentos, tinha a ver com um princípio de saúde e não com um ritual religioso. Aquilo que era prejudicial para o homem nos dias de Moisés, também é prejudicial para nós hoje.
A Bíblia, embora muitas vezes não explique o porquê, nem o como, acerta, perfeitamente, quando dá dicas de saúde. Você quer continuar sadio? Então, siga as instruções que Deus deixou.

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sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

NADABE E ABIÚ - Levítico 08-10

A leitura de hoje nos mostra um caso de contraste muito grande. Trata-se de uma queda abismal, do ponto mais alto da santidade ao buraco mais profundo (da degradação moral de um ser humano apostado) que possa existir.
No capitulo oito, está o relato da consagração de Arão e dos seus filhos. Eles foram separados, para serem santos do Senhor e intercederem pelo povo. Deveriam ser a ponte entre a miséria do pecador e a glória de Deus. E a desgraça foi que os filhos de Arão resolveram ficar só do lado da miséria do pecador. Arão não; apesar das suas limitações e falhas, teve um ministério sacerdotal digno. Mas os dois filhos dele... Aqui a gente vê que nem sempre, filho de peixe peixinho é. Assim foi com esses dois filhos de Arão: Nadabe e Abiú.
O trecho bíblico que fala de Nadabe e Abiú é a última parte da leitura de hoje (capítulo 10). Como filhos de Arão, eles eram sobrinhos de Moisés. Abaixo de Moisés e Arão, Nadabe e Abiú ocupavam os postos mais elevados em Israel. Tinham muitas vantagens e privilégios. Esses dois irmãos haviam ouvido a voz de Deus, estado com Moisés e Arão no monte de Deus e visto a presença do Deus de Israel. Enfim, Eles receberam grandes favores. Mas, infelizmente, não aproveitaram tais oportunidades.
“Nadabe” significa “disposto”. E ironicamente, a disposição que esse rapaz tinha para tudo (para o bem e o mal), foi o problema dele. “Abiú” pode significar duas perguntas: “Ele é meu pai?” ou “Meu pai é majestade?”. Realmente, olhar o torto Abiú como sendo filho de Arão ou como alguém que honrasse a majestade do Pai do Céu, era muito difícil.
Pouco antes de acontecer a tragédia (capítulo 10), Nadabe e Abiú haviam passado uma semana inteira em estudo e meditação, preparando-se para o dia em que teriam que começar a ministrar no santuário. Eles foram completamente doutrinados e conheciam profundamente a santidade da obra de Deus. Era diante disso tudo que o pecado deles tinha tanta gravidade. Não tinham desculpa. Fazer o que Deus não queria foi uma decisão deles: profanar a santidade do serviço divino. Isso foi um desafio às instruções e à autoridade de Deus. A causa de morte de Nadabe e de Abiú foi a desobediência.
Algumas lições que tiramos desta história são:
Deus não pune sem antes instruir o que é correto.
Deus não aceita ser abusado e desafiado.
Ninguém, por ser parente de uma pessoa importante, terá seus erros protegidos por Deus.
Cada um é responsável por seus atos.
Deus não aceita cultos estranhos.
Mas Ele aceita você.

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quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

HÁ PECADOS E PECADOS - Levítico 05-07

Desde o seu início, o livro Levítico toca em um assunto que precisamos definir logo. São as diferenças de tratamento, para com os diferentes tipos de pecado. Você percebeu? Há instruções de tipos diversos de sacrifícios, conforme o tipo de pecado. E aí vem a pergunta: “Mas como? Não são todos os pecados iguais para Deus?”.
O teólogo A. R. Timm explica que, para entendermos o problema do pecado, é fundamental que tenhamos uma compreensão sobre a distinção entre o pecado – condição – e os pecados – atos pecaminosos. O pecado é uma condição humana de separação de Deus, e um princípio interior propulsor para o mal (Isaías 59:2; Efésios 2:1-5). Esse princípio se manifesta exteriormente através de atos pecaminosos. Porque Cristo declara que “do interior do coração dos homens vêm os maus pensamentos” e as más ações (Marcos 7:21). Portanto, a essência de todos os pecados é sempre a mesma: a separação entre o humano e o divino.
Mas existem algumas realidades que nos mostram que, aos olhos de Deus, nem todos os pecados são iguais. Para que a tentação se transforme em pecado, existe um processo: a) o despertar da atenção; b) a consideração; c) o desejo; d) a tomada de decisão; e) o planejamento e; f) a ação. Uma vez que o grau de envolvimento nesse processo pode variar de intensidade, não podemos afirmar que o pecado de alguém que teve apenas um desejo pecaminoso momentâneo seja tão ofensivo a Deus como um pecado premeditado, como por exemplo, o pecado premeditado de Davi, com Bate-Seba.
Outra evidência de que Deus não considera todos os pecados como sendo iguais é a observação da maneira como será efetuada a execução final dos ímpios, no juízo final. A visão dada a João mostrava que eles eram punidos e julgados “de acordo com o que tinham feito (Apocalipse 20:11-13). Percebe como haverá diferenciação? Lucas figura essa diferenciação dizendo que uns são castigados com “poucos acoites”, e outros, com “muitos acoites (Lucas 12:47-48)”. Se os pecados fossem iguais, não receberiam todos o mesmo castigo?
Todo pecado é pecado, no sentido de que a pessoa tem uma culpa. Mas quando se fala de conseqüência, cada ato pecaminoso é distinto. As ações pecaminosas são diferentes umas das outras. Nisso, Deus faz questão de nos tratar com justiça. E ainda bem, que Ele sabe fazer justiça, não é mesmo?
Mas lembre-se de uma coisa: por mais insignificante que determinado pecado possa parecer, ele é suficientemente ofensivo para excluir o pecador do reino de Deus. Então, se você pecar, busque a defesa do seu Advogado, que é Jesus (1João 2:1). Fique com Ele!

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quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

LEVÍTICO, BÊNÇÃO - Levítico 01-04

Aqui é o nosso ponto de encontro onde, a cada dia, paramos para aprender o que a Bíblia pode nos ensinar. Obrigado, por unir-se a nós, neste plano do ano-bíblico. Ontem comentamos sobre o fim da construção do tabernáculo, o fim do livro de Êxodo, o fim de Janeiro, o fim do mundo... E de tanto falar em “fim”, concluímos que um fim, na realidade, pode ser o começo de outra coisa ou um recomeço.
Falando nisso, quero dar uma dica para você que está fazendo o ano-bíblico. Tome muito cuidado, agora em Fevereiro, para não dar um fim antecipado ao seu propósito de ler a Bíblia diariamente. É por aqui que muitos desistem. Muitos leitores vão até bem, nas leituras de Gênesis e Êxodo, mas quando vão avançando do livro Levítico em diante, desistem. Cuidado para não cair nesta síndrome.
Hoje, começamos a leitura do livro Levítico. O estilo literário muda bastante, mas agüente firme. Não deixe que a mudança do foco do texto traga-lhe estranheza. Pelo contrário, aproveite a novidade e saboreie a oportunidade de aprender mais. Comece a ler o livro Levítico, já.
A palavra “levítico” é simplesmente um título, derivado da tribo de Levi. Na Bíblia hebraica, esse livro é nomeado com uma palavra que significa “e chamou”. Este nome – Levítico – que temos nas versões traduzidas foi dado porque refere-se a um livro que, em sua grande maioria, trata do sacerdócio da tribo de Levi, que fora chamada para ser responsável pelos serviços sagrados nos cultos a Deus. Isso tem a ver também conosco, pois hoje, somos chamados também; chamados para lermos este livro.
As palavras-chave que Moisés, o autor de Levítico, usou foram “Acesso” e “santidade”. Este livro contêm as leis e os mandamentos que Deus mandou Moisés dar para os israelitas, e as orientações sobre cultos, sacrifícios e deveres sacerdotais. A lição principal da obra é: o Deus do povo de Israel é santo, portanto, esse povo que Deus escolheu precisa ser santo também. Ou seja, devemos ser completamente fiéis a Ele, não seguindo os costumes do mundo.
Além disso, podemos extrair de Levítico, importantíssimos ensinamentos morais, dietéticos e de saúde, que podem ser comprovados pelas modernas pesquisas científicas.
É meu amigo, se você não lesse o livro Levítico, iria perder muito. Pensando nesse possível prejuízo Paulo lembra que “toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino (2Timóteo 3:16)”. Então, já que você está decidido a ler Levítico, fique com a benção que está em Apocalipse 1:3: “Feliz aquele que lê as palavras desta profecia e felizes aqueles que ouvem e guardam ao que nela está escrito”.

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