sábado, 17 de março de 2012

ABIMELEQUE - Juízes 09-10


A obsessão é um perigo! Você conhece alguém que é obsessivo demais? Veja como o dicionário define essa palavra: “Obsessão: impertinência excessiva; preocupação constante; perseguição insistente.”
O pior é quando o obsessivo é possessivo. Porque o possessivo, segundo esse dicionário “é alguém que é obcecado pelo desejo de posse, de alguma coisa.” Então imagina uma pessoa que, impertinente e excessivamente, é um perseguidor obcecado, insistindo em se apossar de algo.
Na leitura bíblica de hoje, existe alguém que tinha o caráter desse jeito. Para entendê-lo, quero lembrar de um caso que aconteceu em janeiro de 2006, da estagiária que confessou ter planejado a morte de duas colegas só para conseguir uma vaga de emprego em uma indústria de derivados de petróleo em Cubatão, São Paulo.
Segundo a GloboNews, a própria estagiária confessou que contratou um pistoleiro de aluguel para cometer os assassinatos. Uma das vítimas conseguiu sobreviver, mas ficou gravemente ferida. A outra foi assassinada com cinco tiros na porta da própria casa, em Santos.
Por que tudo isso? A jovem disse que queria um emprego na empresa. Então, como não havia mais vagas, decidiu planejar o assassinato. Ela também afirmou que queria a vaga para ficar perto de um outro funcionário que era o amante dela.
Dessa forma, chegou a esse extremo e depois disso, passou a pagar muito caro pelo que fez, envolvendo outras pessoas: dois suspeitos de participação nos crimes que também foram presos.
Pense até que ponto a pessoa chega quando é possessiva e se deixa dominar pela obsessão. Matou, levou outros a serem criminosos também, tirou a felicidade de duas famílias, causou uma enorme vergonha para muita gente e se transformou em mais um presidiário que custa caro para os bolsos públicos. O pior de tudo é que não conseguiu nada do que queria. Desgraçadamente, deixou de viver.
A obsessão e a possessividade tem um preço muito alto. O personagem da leitura de hoje era assim. Seu nome era Abimeleque. Ele começou sua carreira matando os outros para se apossar do que queria e, no fim, literalmente, “tomou na cabeça”: morreu com o crânio rachado.
Quando fazemos um mal muito grande, ele se vira contra nós mesmos. É como está escrito em Romanos 1:28-29: “Além do mais, visto que desprezaram o conhecimento de Deus, ele os entregou a uma disposição mental reprovável, para praticarem o que não deviam. Tornaram-se cheios de toda sorte de injustiça, maldade, ganância e depravação. Estão cheios de inveja, homicídio...”
Escolher fazer coisas más leva a conseqüências terríveis. Isso não compensa, pois podemos acabar comprometendo a própria vida. Escolha o bem e fique em paz!

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sexta-feira, 16 de março de 2012

GENTE VALENTE - Juízes 06-08

Você já mostrou valentia, alguma vez na vida, quando passou por alguma situação difícil? Eu acharia interessante ouvir suas historias, porque as histórias bíblicas da nossa leitura de hoje são sobre pessoas valentes, gente corajosa e ousada, que não teme o perigo.
O mais valentão tinha várias armas interessantes, que a maioria das pessoas que você conhece jamais usaria nos dias atuais se quisessem praticar a coragem.
Uma das armas desse corajoso foram duas esponjas. Sério! Um homem valente, que encarava o perigo com duas esponjas! Não é engraçado, um homem de conquistas ter, como ferramenta de trabalho, duas esponjas? Se você pensa que isso é sem importância, quero lhe dizer que Deus considerou como muito importante. Leia o capítulo seis do livro de Juízes e verá como ele usava tais objetos no trabalho.
A outra grande arma desse corajoso eram os joelhos. Existem muitas pessoas que usam a língua como arma para falar mal dos outros, outros usam as mãos e os pés para lutar. Tem gente que dá cabeçada, ombrada, etc., mas usar os joelhos como arma, como ferramenta de combate, é interessante também, não acha?
Esse homem que usava esponjas e joelhos para exercer a coragem era um homem bem diferente. Não pense você que ele era um lavador de panelas, viu? Ele era um guerreiro e usava umas estratégias de guerra que nenhum general usa. Sabe qual foi o resultado? Você pode encontrá-lo nos capítulos sete e oito do livro de Juízes.
O nome desse comandante era Gideão. Já ouviu falar dele? Seu nome, traduzido para o português, quer dizer exatamente “guerreiro”. Ele era um homem muito guerreiro, principalmente, de oração. Por isso, foi um grande homem.
Mas e você, é uma pessoa guerreira? É um guerreiro que fica tentando lutar contra a vida com suas próprias forcas, ou usa alguma arma especial? Que tal, se você usar as mesmas armas que Gideão usava? Sim! Use os joelhos!
As maiores batalhas da vida, você vence com oração. Porque, quando oramos, a partir dali, não somos nós que nos desgastamos, nos esforçando sozinhos. Não! É Deus quem passa a agir e, aí, a vitória é certa.
Faça um teste. Gaste muito tempo em oração, abrindo o coração a Deus como a um amigo. Isso sim é um ato de muita coragem. Lembre-se que qualquer que seja a necessidade ou desejo, se confiarmos em Deus, Ele os suprirá. Se existe algo que esteja causando preocupação ou ansiedade em você, deixe de focalizar a dificuldade e confie em Deus para cura, amor e poder, afinal, nada é impossível para Ele.
Seja valente na oração você também!



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quinta-feira, 15 de março de 2012

SALVADORA DA PÁTRIA - Josué 04-05

A salvadora da pátria: ela trabalhava embaixo de uma palmeira, em algum lugar da estrada entre Rama e Betel, no antigo Israel. Ali, ao ar livre, funcionava seu escritório. Praticamente todas as pessoas da cidade vinham até ela a fim de pedir conselho para resolver pequenos e grandes problemas.
Você já sabe sobre quem estou escrevendo? Estou falando sobre Débora, a famosa profetisa do Israel antigo. O parágrafo descrito acima, está em um livro didático, de quinta série, intitulado A Escolha Certa, de Adolfo Suaréz. Ao estudar a história, as crianças ficam encantadas em ver como Deus pode usar as pessoas que não são as mais fortes ou mais indicadas para fazer grandes conquistas.
Na realidade, naquela época bíblica, a mulher não tinha muito espaço na sociedade, principalmente para exercer alguma liderança. Inclusive, na história do povo de Israel, você só encontrará duas mulheres que lideraram aquele povo. Uma foi Atalia, e a outra é Débora. A história dela é cheia de aventuras curiosas, a começar pelo nome dessa profetisa.
Você sabe o que significa a palavra Débora? No hebraico, essa palavra significa abelha. Conviver com aquela mulher e ficar chamando pelo nome dela, era como chamá-la assim: “Oh, dona Abelha, tudo bem?” “Dona Abelha, é o seguinte”. Engraçado, né? Você conhece alguma senhora chamada dona Abelha? Acho que não.
Mas a nossa “Dona Abelha” aí do livro de Juízes era mesmo parecida com uma abelha, sabia? Débora, ao mesmo tempo que poderia dar uma ferroada doída com as repreensões proféticas, com os ataques de guerra, também era um doce de pessoa ao trabalhar para o povo de Deus por amor.
Com ela, aprendemos que, em situações difíceis, apesar, de que seja bem mais cômodo jogarmos a responsabilidade para cima dos outros, o bom mesmo é nos sentirmos responsáveis por encontrar uma solução. Débora quebrou os paradigmas machistas da época dela.
E aí entra a lição deixada pelo exemplo de uma outra pessoa, um homem chamado Baraque. Você saberá mais sobre ele quando fizer a leitura de hoje, mas, resumindo, o exemplo dele nos ensina que quando um homem, humildemente, reconhece a sua incapacidade, essa é a oportunidade que Deus espera para agir com o poder divino.
E quando você terminar de estudar a história de Débora e Baraque, pense em uma coisa: “O que posso fazer para ajudar minha pátria?” Porque, sabe que, através de pequenas demonstrações de cidadania, podemos melhorar, tanto a nossa família quanto nossa escola, nosso bairro, nossa cidade e até nosso país. Podemos melhorar, principalmente, a vida das pessoas, ajudando-as a serem mais felizes. Faça isso e você será o mais beneficiado.

 
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quarta-feira, 14 de março de 2012

JUÍZES - Juízes 01-03

“Juízes”. É um nome diferente para um livro, não é mesmo? Mas não tem nada a ver com direito, legislação, advocacia, tribunal, fórum, etc. Esse nome vem dos títulos das pessoas que governaram o Israel antigo depois da morte de Josué. Na realidade, antes da morte dele, Moisés já tinha dado instruções sobre o governo dos israelitas depois do estabelecimento deles em Canaã. Em Deuteronômio 16:18, lemos o seguinte: “Nomeiem juízes e oficiais para cada uma de suas tribos em todas as cidades que o SENHOR, o seu Deus, lhes dá, para que eles julguem o povo com justiça.”  Portanto, quando eles não tinham mais a liderança de Moisés e de Josué, nomearam juízes, os quais passaram a ser a autoridade civil mais alta do país.
Então, esse é o livro da história dos tempos póstumos a Josué. Porque, nesse período, a autoridade governamental de Israel esteve nas mãos de dois juízes, como o próprio livro diz no capítulo 21:25: “Naquela época não havia rei em Israel.” É um livro histórico, cheio de façanhas, conquistas, derrotas, altos e baixos, que cobre o período de Israel, da morte de Josué até os dias de Samuel quando, então, eles escolheram um rei.
Provavelmente, quem deve ter escrito Juízes, seja o profeta Samuel, lá pelos primeiros anos do reinado de Davi. Esse livro lembra aos cristãos a seriedade do pecado. Como no tempo dos juízes, os seguidores de Jesus estão continuamente em guerra contra a tentação de serem infiéis a Deus e à Sua Palavra. Através do julgamento ou da disciplina, o Senhor aproxima Seus filhos, desejando transformá-los à Sua imagem.
Na leitura de hoje, já temos a história de dois juízes. Um foi o conquistador Otniel, o outro, um libertador chamado Eúde. Esses juízes trabalhavam muito, contando com o apoio do povo, e o povo interagia e contava bastante com a liderança desses juízes também, afinal, os juízes não eram um tipo de liderança tão distante do povo como os reis eram. Eles eram líderes mais próximos. E sabe que eu acho que isso é uma grande lição para nós hoje?
Quando interagimos, podemos ter grandes crescimentos e vitórias no Senhor. Nós também precisamos diminuir as distâncias, quebrar as barreiras e unir as divisões do povo de Deus como os juízes faziam. Vamos começar fazendo isso aqui? Você topa? Então, escreva para nós, através do espaço para comentários, aí abaixo, dando a sua sugestão sobre os comentários das leituras diárias, ok?
Vamos interagir! Dê a sua opinião, e nós a usaremos aqui na pregação. Assim, vamos unindo o povo de Deus numa só mensagem, a mensagem da esperança. Sejamos mensageiros da esperança!

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terça-feira, 13 de março de 2012

Análise Crítica de "CONFRONTANDO OS CONTEXTOS URBANOS COM O EVANGELHO"

Hoje eu quero fazer uma análise crítica do capítulo daquele livro sobre o qual eu coloquei o resumo aqui ontem (para ler o artigo, clique aqui). Quando acabei de ler o artigo, fiquei satisfeito por tê-lo feito. Não somente por tratar-se do conteúdo escrito por um autor que admiro muito, que é Roger S. Greenway. O maior aproveitamento que tive da leitura foi o puxão de orelha, ao relembrar-me de que, como ministro do evangelho, não devo ficar trancafiado no escritório e na igreja o tempo todo. Aqui entra o papel fundamental que a visitação pastoral tem para a vitalidade da igreja e do ministério pastoral.

Na parte onde Greenway trata do pluralismo no contexto sócio-religioso da população urbana, tive um aproveitamento maior para minha própria dissertação, uma vez que um dos pontos que estou analisando no pentecostalismo é justamente a tendência pluralista dos pentecostais. Greenway comprova o que tenho hipotetizado em minha pesquisa: mesmo para os religiosos cristãos, a Bíblia tem deixado de ser autoritativa.

Na página 42, o autor apresenta um quadro que faz uma “comparação geral das vidas na cidade e rurais (bem como nas vilas) com implicações para o ministério pastoral). É uma tabela muito útil para o atual pastor sintonizar-se quanto à mentalidade de quem ele está pastoreando. Esteja ele no campo, nas vilas ou na metrópole, estará sempre lidando com pessoas de um mundo globalizado, que interagem com mentalidades dos demais contextos além dos seus próprios. Hoje, a globalização faz com que as pessoas sofram os choques transculturais sem precisar sair de casa.

Quando Greenway escreveu este artigo, há mais de vinte anos, ele dizia que “uma geração inteira precisa [precisaria] passar antes que os retirantes sintam [sentissem] que podem [poderiam] participar ativamente na vida interna da típica igreja urbana”. Claro, quando Greenway escreveu isso, ele estava vivendo a conclusão da década de maior migração rural-urbana da História. Era quando estavam acontecendo os maiores choques transculturais dos ex-camponeses agora urbanos, o que previa que muitas adaptações deveriam acontecer. Mas isto é passado, e já aconteceu. Uma geração inteira já se passou para que os filhos dos ex-rurais (bem como eles mesmos) tenham seu próprio espaço na igreja metropolitana.

A dificuldade da transição cultural sócio-religiosa de quem era rural e passou a ser urbano, esboçada em três aspectos pelo autor, pode ser vista claramente nas atuais limitações do adventismo. Os pioneiros adventistas eram colonos, mas hoje a maior concentração adventista é metropolitana. A igreja adventista migrou, e ainda sobre o choque da transação cultural.

Primeiro porque o adventismo é expressivamente tradicional. Este apego a muitas tradições parece fazer com que os adventistas queiram viver numa redoma alienada do mundo. É o exclusivismo. “Mas o pluralismo da cidade não os deixará sozinhos pra sempre, e, mais cedo ou mais tarde, eles terão que fazer escolhas que poderão contrariar a opinião da maioria”, adverte Greenway.

Segundo porque a cosmovisão da vida cristã holística que o adventismo muito bem a tem, entra em choque com as novas realidades de usos e costumes da atual vida metropolitana. Para o adventista, não basta ter a religião no coração: ela tem que expressar-se em todas as áreas da vida. É aí que, se os adventistas não conseguem transpor os princípios e valores do mundo dos pais na fé para o atual mundo, entra o choque. 

Que responsabilidades sociais a igreja deve assumir? Novamente, diante do trauma, muitos são levados a cair num comportamento extremista. E então, “sua habilidade para refletira mensagem cristã e aplicá-la aos problemas e desafios da vida urbana, o que é função essencial do discipulado urbano, pode ficar minimizada por muito tempo”.

E é aí onde entra o terceiro perigo, de que a religião tenda a “apresentar o evangelho em termos que deixem várias áreas da vida humana sem serem transformadas ou ao menos tocadas”. Veja como a seguinte descrição, que não foi feita para os adventistas, se parece com muitos comportamentos de determinados contextos da igreja adventista. “Estranho como possa parecer, estas fraquezas têm sido reforçadas por incontáveis púlpitos urbanos, especialmente nos círculos das igrejas conservadores onde atitudes rurais continuam a dominar congregações urbanas e pregadores populares mantêm seus membros socialmente tranqüilizados através de um tipo de pregação e ensino orientados pela mentalidade rural. Como conseqüência, uma das grandes fraquezas de algumas grandes igrejas urbanas é que, tão longe quanto sua conscientização está, elas ainda estão vivendo no seu passado rural”.

Nisso aí o autor profetizou bonitinho! Apesar de que seu artigo tenha muitas desatualizações (como por exemplo, em dizer que 80 por cento dos jovens que são protestantes quando entram na universidade abandonam a fé durante a graduação). Naquela época, diante de tais dificuldades que o autor ia descrevendo, ele imaginava que grandes mudanças aconteceriam no jeito de fazer igreja. Infelizmente ele errou. A igreja conseguiu sim, adaptar seus métodos evangelísticos, em algumas coisas. Mas não em tudo o que precisava. Infelizmente, o que mais tem acontecido é que, com medo de encarar as constantes transformações do mundo, a igreja tem se encolhido no exclusivismo doentio. É Roger, o mundo mudou, e a única certeza estável é a de que ele continuará mudando. É interessante “dialogar” com alguém que, do outro lado da linha, está há mais de duas décadas atrás.

O mais interessante de Roger S. Greenway é a sua teoria da necessária “compreensiva visão do discipulado urbano”, que nós poderíamos traduzir para os adventistas como o indispensável evangelismo integrado não somente de palavra, mas, inclusive, de fato. Evangelização sem contextualização é hipocretização.

Um abraço,

EU E A MINHA CASA, SERVIREMOS AO SENHOR - Josué 22-24

“Escolhei hoje, a quem sirvais. Eu e a minha casa, serviremos ao Senhor” (versão RA). Você conhece estas palavras? Já ouviu esse verso, alguma vez antes? “Eu e a minha casa, serviremos ao Senhor.” Com certeza, essas palavras são conhecidas para você.
Deixa-me fazer uma outra pergunta. Onde está esse verso na Bíblia? Está na leitura de hoje. Se quiser saber o capítulo e o versículo, faça a leitura bíblica de hoje e irá descobrir orientado pelo Espírito Santo. Procure onde está escrito: “Escolhei hoje, a quem sirvais. Eu e a minha casa, serviremos ao Senhor.”
Na realidade, essa tônica do final do livro de Josué era, no fundo, o recado mais importante que Josué passaria para o povo dele e era, também, o recado mais importante que ele passaria para nós como um pastor, aconselhando seus membros queridos. Aliás, como um homem no corredor da morte! Josué já estava na reta final da vida dele e ele sabia disso. E quando um homem sabe que vai morrer, cada palavra que ele diz é muito bem medida e conta muito.
Apesar de que estas palavras sejam comuns, elas contam muito, também: “Escolhei hoje, a quem sirvais. Eu e a minha casa, serviremos ao Senhor.” Você está querendo mudar a sintonia do seu rádio e procurar uma estação mais badalada? A escolha é sua, mas eu e a minha casa serviremos ao Senhor. Você não sabe se compra uma revista ou livro que não edifica o caráter, ou se adquire uma literatura cristã? Escolha! Eu e a minha casa serviremos ao Senhor. Você está sendo tentado a não ir à igreja e quer ir a uns lugares de mais agito? Você é quem sabe! Eu e a minha casa serviremos ao Senhor. A tentação tem a ver com vícios? Tudo bem, a escolha é sua. Eu e a minha casa serviremos ao Senhor. Com que amigos vai andar? Eu e a minha casa serviremos ao Senhor.
E ainda tem aquele pecado que você acha gostoso demais e não sabe como escapar dele? Bem, a escolha é sua, porque, quanto a mim, eu e a minha casa serviremos ao Senhor. Sabe o que Josué estava querendo dizer? Só vamos nos perder se nós quisermos, ou seja, se escolhermos a perdição.
Meu recado para você é o seguinte. Você tem as 24 horas do dia hoje para fazer o que quiser e pode escolher fazer seu ano bíblico ou não. É com você! Escolha, hoje, a quem você vai servir. Eu ficarei aqui, porque eu e a minha casa serviremos ao Senhor.

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segunda-feira, 12 de março de 2012

CONFRONTANDO OS CONTEXTOS URBANOS COM O EVANGELHO


Como confrontar os problemas das grandes metrópoles?


Acabo de ler um artigo de um autor que admiro muito, Roger S. Greenway. Na realidade, é o segundo capítulo de Discipling The City (Grand Rapids, Michigan: Baker Book House, 1992, páginas 34 a 48), um livro editado pelo próprio Greenway, contendo vários autores. Neste segundo capítulo, que o próprio Greenway escreve, ele faz uma análise dos desafios que as grandes cidades apresentam para a missão do evangelismo cristão.

De acordo com este especialista em missão urbana, o confronto com o evangelho aos contextos urbanos enfrenta vários obstáculos oriundos dos problemas metropolitanos ligados ao recente inchaço demográfico que as grandes cidades receberam na segunda metade do último século. A migração em massa que os camponeses fizeram para tornarem-se cidadãos urbanos criou um leque de contextos que a igreja não pode ignorar. O contexto da pobreza (bem como a necessidade de confrontar a pobreza com a educação), o contexto do pluralismo cultural e religioso, o contexto de nova era urbana eclética, o contexto da fé rural dentro da cidade, o contexto que ele chama de “Contexto do Não-Salvo, Não-Igreijado, Não-Cuidado”, a cosmo-visão sobre a igreja e a comunidade levam à inevitável consideração de que a igreja precisa de um reavivamento, pois o reavivamento está inseparavelmente ligado ao senso de missão dos fiéis.

Abaixo, apresento um breve resumo da apresentação de Roger Greenway, sobre isto que acabo de comentar.

O Contexto da Pobreza

O trabalho infantil, a baixa escolaridade, a presença massiva de crianças nas práticas marginais do crime e da prostituição, são sintomas de um dos maiores problemas do intenso crescimento das densidades demográficas metropolitanas, a saber, a pobreza. Trata-se, na realidade, de “uma inteira rede de problemas que são sociais, econômicos, religiosos e políticos, familiares e pessoais”. “Não há o que questionar, soluções interligadas de longo alcance e de alto-nível têm que ser encontradas para que aconteça uma reorganização na vida urbana em todos os níveis. É nisto que se consiste a missão urbana.”

O Confronto à Pobreza Começa Com a Educação

“Uma maneira de resolver este problema é os professores e líderes de igrejas se tornarem envolvidos pessoalmente com os pobres e com os ministérios voltados para eles. Se cada líder cristão se tornasse pessoalmente envolvido com pelo menos uma pessoa pobre e envolvido em um ministério urbano entre os pobres, as coisas começariam a mudar nas nossas igrejas e escolas. O ensino e a pregação seriam diferentes. Petições nas quais nunca pensamos antes, seriam adicionadas às nossas orações. Nenhuma igreja ou escola seriam a mesma depois que seus líderes se tornassem pessoas envolvidas com os pobres. E a vida nas favelas mudaria também”.

“Quando pastores e professores engajam no ministério voltado aos pobres, estudantes e membros da igreja fazem o mesmo. A membresia costuma fazer o que vê os seus líderes apoiando que seja feito. Mas quando os líderes mostram o caminho e o modelo da genuína compaixão em suas próprias vidas e ministérios, a onda pega nas instituições. A pregação e a instrução passam a ter nova credibilidade e ministérios que nunca haviam sido tentados antes podem ser introduzidos”.

O Contexto do Pluralismo Cultural e Religioso

“Que as crianças não sejam levadas a pensar que o respeito e a tolerância removam a necessidade de se engajar no trabalho missionário e na comunicação do evangelho de Jesus Cristo aos seguidores de outras confissões”.

“O pluralismo é, inquestionavemente, um fenômeno urbano”. “...Como cidadãos bem informados e ativos participantes na vida comunitária, [os líderes cristãos] devem entender pelo menos as noções básicas acerca de todas as grandes religiões”.

“A tendência nas cidades é tratar as crenças religiosas das pessoas como questões de fórum íntimo. Não obstante, o encontro com novas alternativas religiosas pode minar as arraigadas convicções. Fé ingênua e desinformada, que é o tipo de fé com que muitos camponeses chegam à cidade, eventualmente, vai levar paulada. Isso demanda um urgente discipulado dinâmico e bem informado. Ou então, você termina com uma porção de noções religiosas que não têm as escrituras como base autoritativa. É precisamente este tipo de ecletismo que está emergindo como escolha pessoal de muitos metropolitanos sofisticados”.

Uma Nova Era Eclética

“Um dos maiores desafios do discipulado cristão no contexto urbano vem dos encontros inevitáveis que as pessoas experimentam com outras religiões. ...Diariamente, cristãos são pressionados a dar uma definição daquilo em que eles acreditam e da fonte de autoridade religiosa sobre a qual eles se apóiam”.

“Sendo este o caso, é premente que escolas e seminários que preparam líderes cristãos tome medidas para aumentar a efetividade intercultural da educação que oferecem. Todos os estudantes que estão sendo preparados para o ministério cristão precisam adquirir um entendimento básico das religiões e culturas de vários grupos de pessoas que provavelmente encontrarão na cidade”.

“Além disso, eles precisam ser preparados para, diante das crenças e dos valores não cristãos, defender os ensinos cristãos, e para explicar o evangelho para as pessoas que são diferentes deles mesmos, nos moldes culturalmente apropriados”.

O Contexto da Fé Rural na Cidade

“...muitos deles [os camponeses] chegam [à metrópole] pobres de preparo para as pressões e tentações da vida urbana. ...Seus problemas são agravados: uma nova terra, uma nova linguagem, um ambiente urbano, novas atividades, novos tipos de moradia, e novos vizinhos, muitos dos quais eles não entendem.” “...religião da vida rural tem muita coisa positiva, mas o alcance da experiência dos cristãos rurais é bem limitado. Quando chegam ao ambiente urbano, inevitavelmente têm dificuldade de se ajustar às novas e duras realidades da vida urbana”.

“...moças e rapazes que saem para estudar ignoram a mensagem total das Escrituras e vão despreparados para o que encontrarão nas salas de aulas e onde vão morar”.

O Contexto do Não-Salvo, Não-Igreijado, Não-Cuidado

“A maior necessidade das cidades é de discípulos de Cristo, e não daquelas pessoas que só são ‘convertidas’ porque em algum momento de suas vidas disseram ‘sim’ pra Jesus mas nunca foram além disso. A Bíblia não fala de conversos, mas de discípulos. No Novo Testamento, o evangelismo sempre aponta para o discipulado. E discipulado requer compromisso com o Rei e com os propósitos do Rei no mundo”.

Igreja, Comunidade, Cosmo

“A compreensão da tarefa missionária na cidade tem que ver com a  proclamação do evangelho, o plantio e a manutenção das igrejas e a aplicação dos princípios do senhorio de Cristo em todas as áreas da vida comunitária”.
Reavivamento Para o Discipulado e Para a Missão

“É um erro pensar que as igrejas, como as conhecemos, podem providenciar o que precisa ser feito nas cidades sem terem experimentado o reavivamento”. “...na igreja primitiva, ter fé em Jesus significava trabalhar como Seu discípulo”.

.....

É o que diz o Th.D.  professor de missiologia mundial no Calvin Theological Seminary.

Que a igreja ouça os sábios, e acorde para o que precisa conceituar, caso queira realmente colocar o que chama de “evangelismo integrado” em prática, e cumprir sua missão.

Um abraço,

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HERANÇA - Josué 18-21

É um prazer muito grande, estar de volta, porque imagino que você deve estar curioso para saber o que escrevi para o dia de hoje. Ontem, deixei uma curiosidade no texto e prometi que daria a resposta hoje. E como promessa é dívida, estou aqui para comentar sobre o que prometi.
Para quem não fez a leitura ontem, começamos a ler um trecho da Bíblia que fala de herança e de bens entre a família. Esse assunto continua e termina na leitura de hoje. Sobre esse tema, fiz um desafio: procurar seu nome nas listas de herdeiros, pois você vai receber uma herança também. Mas que herança é essa?
É isso que eu vou dizer agora. Pela leitura da Bíblia, você se aproxima mais do Senhor, certo? Então, ao colocar-lhe para ler a Palavra de Deus, cumpro o meu objetivo pastoral, assim como o apóstolo Paulo fazia. Faço das palavras dele, registradas em Atos 20:32, as minhas palavras: “Agora, eu os entrego a Deus e à palavra da sua graça, que pode edificá-los e dar-lhes herança entre todos os que são santificados.”
Já começou a entender? Quando você lê a Bíblia, que é a Palavra do Senhor, essa leitura tem poder para dar a herança dos santos para você. Isso é muito bom, não é mesmo? Mas, afinal, o que você recebe? Isso está revelado no Salmo 119. Veja o que diz o verso 111: “Os teus testemunhos [ou seja, a Palavra de Deus] são a minha herança permanente; são a alegria do meu coração.”
Você percebe que quando lê a Palavra de Deus, ganha a herança de ter um coração feliz, ter alegria no coração? Isso não é maravilhoso? Essa herança espiritual nos traz ânimo quando precisamos enfrentar altos e baixos, dificuldades e problemas e, naturalmente, ao vivenciarmos a fidelidade de Deus.
Além disso, o maior presente que você recebe ao ler a Bíblia, o próprio Salmo 119:57 revela o que você ganha: “Tu és a minha herança, SENHOR; prometi obedecer às tuas palavras.” Que grande bênção!
Ontem, quando você obedeceu ao pedido do Senhor e recebeu a Palavra dEle, através da Bíblia, estava recebendo o próprio Senhor como sua herança. Reflita por um momento: existe herança maior que essa? Não, não existe mesmo! Jesus é o maior e o melhor presente que você e eu, e qualquer um pode e precisa receber. Não há riquezas, carro do ano, terras, etc. que sejam capazes de proporcionar a felicidade que nosso Salvador nos dá.
Então, vá e leia o Livro Sagrado e passe a ser um herdeiro do Reino dos Céus com o coração cheio de felicidade.

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domingo, 11 de março de 2012

HERANÇA SURPRESA! - Josué 14-17

Você gostaria de receber uma herança surpresa? É isso mesmo, uma herança surpresa! Você não está precisando de dinheiro? Afinal, quem é não está nos dias atuais?
Já pensou se você recebesse um chamado de um órgão do governo, avisando-lhe que um fulano de tal, do século passado, que foi seu “tataratataravô”, ao morrer, deixou uma fortuna bilionária perdida, e que agora essa fortuna está nas mãos do estado, e eles estão tentando entregá-la para os herdeiros e você é um deles? O que você faria?
Você não está acreditando nessa história, né? Mas sabia que o que estou falando é verdade? Sério? Abra sua Bíblia na leitura de hoje e dê uma olhada no que está escrito nos capítulos 14-17 de Josué: divisão da herança!
Quando a grande família dos filhos de Israel e suas divisões menores de famílias estavam para se apossar das terras que estavam prometidas para eles, Deus fez o inventário. Os secretários dEle foram Moisés e Josué. Aqui, vejo que Deus foi muito sábio em ditar as regras de como seria essa distribuição de bens entre as famílias.
Porque, para falar a verdade, você já viu alguma família de irmãos dividirem os bens dos falecidos pais sem terem nenhum problema? É muito difícil! Na maioria das vezes, sempre tem um ou outro que fica insatisfeito, que quer reivindicar mais coisas para si. Nunca vi uma distribuição de herança totalmente harmoniosa, que deixasse todos satisfeitos. Quando meu avô estava para morrer, ele foi muito sábio. Vendeu a propriedade e ditou as regras de como seria a distribuição dos bens. Mesmo assim, sem haver brigas, depois que o velho faleceu, quando meus tios foram dividir os valores, ainda houve alguns comentários “salgados”.
Mas, recebendo mais ou menos, o bom é ter o gostinho de desfrutar da herança, não é? Como eu estava falando de herança surpresa, vou deixar você na expectativa de receber uma surpresa. É o seguinte: na leitura de hoje, tem as listas enormes da distribuição da herança sobre quem recebe o quê. Se você tem interesse em ganhar uma fatiazinha da herança, com certeza, vai dar uma checada na lista, para ver se o seu nome está lá. Se estiver, veja o que vai receber. Pegue sua Bíblia e, nos capítulos da leitura de hoje, procure seu nome!
Estou falando sério! Você tem uma parte nessa herança. Leia bem direitinho, pois, na lista, não tem só nomes especificados. Os detalhes do que você vai receber como herança e sobre este assunto, continua na leitura de amanhã. Vai ficar curioso, né? Então, boa leitura, e até amanhã. Enquanto isso, desfrute este dia!

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sábado, 10 de março de 2012

DIA PERDIDO - Josué 09-13

Hoje, dia dez de março, temos 24 horas para lermos os capítulos 9-13 de Josué. E essas 24 horas são suficientes para você? Estou perguntando isso, porque já ouvi pessoas apuradas demais, dizendo que precisavam ter um dia de 30 horas para conseguir fazer tudo o que precisam. Você também gostaria de alterar a quantidade de horas que um dia tem?
Felizmente ou infelizmente, não temos poder para fazer isso. Mas você sabia que houve uma pessoa que sentiu esse desejo no coração, falou com Deus, e Ele alterou o tamanho do dia?
Veja Josué 10. Quando lemos esse relato, geralmente o foco vai para o lado errado. Tentamos explicar como isso aconteceu. Será que a Terra teve a rotação freada? Ou continuou uma refração de luz que fazia parecer dia? Há tantas pessoas tentando descobrir isso que até existe a teoria do “dia perdido”.
Alguns defendem as seguintes idéias: o estudo da astronomia pode provar que existe um dia perdido e que culturas antigas no mundo inteiro contam sobre ele.
Para ilustrar isso, um artigo da revista The Biblical Astronomer apresentou um mapa-múndi com a indicação dos locais onde existem tradições a respeito. O interessante é que esse artigo finalizou com a pergunta: “Quem será mais científico – os que rejeitam liminarmente o relato do dia longo ou os que aceitam as evidências apresentadas a seu respeito?”
Por outro lado, há quem diga que esse relato sobre a descoberta do “dia perdido” é  inteiramente infundado porque eleva a ciência moderna a patamares de precisão que são incompatíveis com a própria realidade.
O fato é que os computadores não são capazes de “comprovar cientificamente” eventos como este, e nem as revelações da Bíblia necessitam de comprovação científica ou de computadores, certo?
O problema é que muitas pessoas têm um conceito limitado de Deus e não acreditam que Ele possa intervir nas leis naturais, pois se Deus tivesse detido a rotação da Terra, teriam ocorridos efeitos desastrosos no planeta. Agora, pense: Quem tem o poder para mexer na rotação de um planeta não tem poder para mexer nas outras leis naturais?
Não importa como aconteceu. O que interessa é que, naquele dia, houve um milagre! E todo milagre tem um objetivo espiritual. Aumentar o tamanho daquele dia não era só para fazer os israelitas vencerem a guerra. Deus poderia acabar com a guerra em cinco minutos. Esse milagre foi para mostrar aos pagãos que o Sol e a Lua, a quem eles adoravam, eram impotentes diante de Jeová, o Criador do Céu e da Terra.
Quando Deus operar um milagre para você, lembre desse objetivo: exaltar o nome dEle!

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sexta-feira, 9 de março de 2012

LIÇÕES ECLESIÁSTICAS - Josué 05-08

Você já começou a ler o livro de Josué? Está gostando da leitura? Ah, ainda não? Então, corra e nos acompanhe nessa leitura da Bíblia. Para conseguir lê-la em um ano, devemos estudar um pedacinho a cada dia.
Para hoje, por exemplo, precisamos ler Josué 5-8. São apenas duas folhas da Bíblia, mas confesso que, quando terminei de ler esses capítulos, como eu estava me sentindo bem! Podemos tirar muitas lições proveitosas desses textos.
Esse trecho vem contando sobre a circuncisão dos filhos de Israel, a celebração da Páscoa e o encontro pessoal que Josué teve com a pessoa de Jesus, literalmente falando. No capítulo seis, fala da destruição de Jericó e como Raabe foi salva. No capítulo sete, mostra como os israelitas foram derrotados por causa do pecado de Acã, e o oito apresenta a vitória dos israelitas sobre uma cidade chamada Ai, mostrando, também, a renovação da aliança que eles tinham com Deus.
Josué é um livro onde há um verdadeiro enredo, com ótimas aplicações para nossa vida. Vou passar-lhe algumas delas. As outras, você mesmo vai sacar com sua leitura.
Aprendemos, no capítulo cinco, que para que um povo ou uma pessoa receba a bênção e o poder de Deus na missão de Deus, é preciso, primeiro, rever os princípios e consertar a vida.
Depois que nos dedicamos em um programa intenso e real de reconsagração, é infalível: vamos ver Jesus. É como nosso Salvador mesmo disse: quem vai a Ele, de modo nenhum lança fora. Após a entrega total e a comunhão, não há decepção.
No capítulo seis, vemos que as ações de Deus para cumprir os propósitos dEle aqui na Terra são planejadas e feitas em parceria com os esforços humanos. Porque Deus sempre quer seguir se relacionando conosco. Nesse capítulo, ainda, tem uma das maiores exemplificações bíblicas da salvação pela graça.
No próximo capítulo, percebemos que o pecado de uma pessoa pode impedir que vários recebam as bênçãos de Deus. O Senhor opera em seu povo de forma coletiva. Muitos podem sofrer desgraças por causa de um indivíduo. O plano de Deus para o povo é: um por todos, todos por um.
No capítulo oito, notamos que Josué era o líder com quem Deus contava. O povo do Senhor precisa de líderes, planejamento e inteligência. Podemos perceber, também, que o segredo para que a igreja sempre continue no caminho certo é fugir da ignorância através do estudo constante e de colocar o conhecimento em prática.
Muita coisa boa, não acha? Compensa fazer a leitura de hoje! Que seu dia seja muito abençoado e cheio de muitas vitórias ao lado de Jesus.

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quinta-feira, 8 de março de 2012

JOSUÉ - Josué 01-04

Estamos começando a leitura de mais um livro bíblico. Você está animado para isso? Eu estou bem animado hoje por três razões especiais:
Primeiro, por sua companhia. Só faço esse comentário porque você participa conosco. O segundo motivo da minha empolgação está relacionada com o conteúdo da leitura de hoje. É que vamos ler o livro de Josué e essa é uma leitura boa, empolgante demais. Então, pelos próximos dias, estaremos numa parte bem gostosa do nosso plano. E a terceira parte é que o livro de Josué, para mim, é o maior símbolo bíblico de motivação.
Já ouvi muitas palestras motivacionais, li muitos livros de auto-ajuda, ouvi muitos sermões animadores que usam as inspirações de Josué para levantar o ânimo da gente, mas não esqueço de uma canção infantil aprendida quando eu era criança e que dizia assim:
“Poderíamos vos falar de Gideão,
Dos valentes homens de Davi,
Mas ninguém como Josué,
A quem Deus estendeu a mão.
Esse Josué venceu Jericó, e o muro veio ao chão.”
Ela pode até parecer simples, mas essa semente colocada no coração daquela criança que eu era, há décadas, ainda é uma das centelhas que motivam o homem que eu sou.
Josué: uma grande inspiração. Ele foi o sucessor de Moisés. Era um homem muito valente que tinha muitas qualidades. Um comentário bíblico destaca as principais qualidades dele, as quais transcrevo para você.
Josué era um homem crente. Vemos isso em Números 14:6-8. Era totalmente consagrado, Números 32:12. Estava sempre espiritualmente preocupado, como podemos ler em Josué 3:5 e 8:30. No capítulo 5:14, podemos ver, também, que ele era um homem piedoso e reverente. A coragem de Josué é vista no capítulo 10:25. E o verso 15 do capítulo 11 mostra que era obediente. Finalmente, no capítulo 24:5, temos as palavras que melhor expressam o quanto Josué era um homem decidido.
Vou terminar com as palavras de Deus que foram o segredo para o sucesso de Josué:
“Somente seja forte e muito corajoso! Tenha o cuidado de obedecer a toda a lei que o meu servo Moisés lhe ordenou; não se desvie dela, nem para a direita nem para a esquerda, para que você seja bem-sucedido por onde quer que andar. Não deixe de falar as palavras deste Livro da Lei e de meditar nelas de dia e de noite, para que você cumpra fielmente tudo o que nele está escrito. Só então os seus caminhos prosperarão e você será bem-sucedido. Não fui eu que lhe ordenei? Seja forte e corajoso! Não se apavore, nem desanime, pois o SENHOR, o seu Deus, estará com você por onde você andar.”

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quarta-feira, 7 de março de 2012

CÂNTICO MOSAICO - Deuteronômio 32-34


Chegamos ao fim de Deuteronômio. Hoje, terminamos de ler mais um livro da Bíblia. O relato da jornada que os israelitas tiveram no deserto por quarenta anos termina também. Outra coisa que você acaba de ler hoje é o Pentateuco: os primeiros livros da Bíblia escritos por Moisés. A própria história de Moisés também finaliza, pois o relato da sua morte está no último capítulo.
Nesses dois últimos capítulos do livro, há vários relatos sobre esse grande líder. No capítulo 32, vemos o cântico de Moisés abrangendo a história do povo eleito desde a criação do Universo até ao dia do Juízo final.
Moisés ficou tão íntimo de Deus na história do povo de Israel, que chegou a ser um homem que, mesmo estando ainda aqui na Terra, pôde ter uma visão da Nova Terra e do Céu. Veja o que o comentário bíblico diz:
“A Moisés foi dado o privilégio de ver a terra prometida com os seus próprios olhos carnais. Além disso, ele viu, em visão, cenas da história do povo de Deus através dos séculos até a consumação final de todas as coisas.”
E olha que somente alguém que chegou a ter uma visão tão profunda assim, poderia compor um cântico junto com o próprio Jesus. Já pensou, que privilégio? Ter uma partitura musical assinada por você e por Jesus Cristo? Moisés fez isso, sabia? E o copyright dessa obra musical, composta por Jesus e Moisés, é eterno! Verdade! Dê uma olhadinha lá em Apocalipse 15:3 e você verá isso. Antes, porém, leia a música inteira que está no capítulo 32 de Deuteronômio.
Moisés inicia o discurso apelando, solenemente, tanto para o Céu quanto para a Terra, sobre a verdade e a importância do que ele iria dizer. Veja o que o comentário bíblico de Matthew Henry chega a dizer sobre esse cântico: “A sua doutrina é o Evangelho, o discurso de Deus, a doutrina de Cristo; a doutrina da graça e da misericórdia, da vida e da salvação através dEle.”
Daí, temos a solene entrega desse cântico para o povo de Israel, como encargo de darem importância a todas as boas palavras de Moisés. Isso não era uma coisa trivial, era uma questão de vida ou morte. A Bíblia comenta sobre a importância de estarmos prontos para sempre e, se nos descuidarmos, estaremos derrotados para sempre.
Meu desejo é que você seja persuadido de que a religião é a própria essência da sua existência. Que Deus lhe dê forças para ser tão fiel como Moisés queria que o povo fosse. E um dia, no Céu, vamos cantar esse cântico com Jesus e Moisés.

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terça-feira, 6 de março de 2012

OBEDIÊNCIA AMOROSA - Deuteronômio 29-31


Vou pedir licença para começar o comentário de hoje transcrevendo um texto bíblico. Veja se você identifica-se com ele:

“Vejam que hoje ponho diante de vocês vida e prosperidade, ou morte e destruição. Pois hoje lhes ordeno que amem o SENHOR, o seu Deus, andem nos seus caminhos e guardem os seus mandamentos, decretos e ordenanças; então vocês terão vida e aumentarão em número, e o SENHOR, o seu Deus, os abençoará na terra em que vocês estão entrando para dela tomar posse. Se, todavia, o seu coração se desviar e vocês não forem obedientes, e se deixarem levar, prostrando-se diante de outros deuses para adorá-los, eu hoje lhes declaro que, sem dúvida, vocês serão destruídos. Vocês não viverão muito tempo na terra em que vão entrar e da qual vão tomar posse, depois de atravessarem o Jordão. Hoje invoco os céus e a terra como testemunhas contra vocês, de que coloquei diante de vocês a vida e a morte, a bênção e a maldição. Agora escolham a vida, para que vocês e os seus filhos vivam, e para que vocês amem o SENHOR, o seu Deus, ouçam a sua voz e se apeguem firmemente a ele. Pois o SENHOR é a sua vida, e ele lhes dará muitos anos na terra que jurou dar aos seus antepassados, Abraão, Isaque e Jacó.”

Que passagem bíblica linda, você não acha? Essas foram quase as últimas palavras de Moisés para quem ele amava muito o povo. Elas são, na realidade, um dos textos clássicos da Bíblia! Esse trecho que destaquei são os versos 15-20 do capítulo 30, mas existem muitas coisas para aplicarmos em nossa vida cristã.
Antes de mencionar o texto, desafiei você sobre o que ele teria a ver conosco hoje. Não sei se percebeu, mas esse texto fala muito de duas coisas: obediência aos mandamentos e amor a Deus.
Atualmente, existem muitos cristãos legalistas. Acham que para alguém se salvar, a pessoa tem que comprar a salvação guardando mandamentos. Há, também, cristãos que querem viver de uma graça barata, achando que para nos salvarmos, basta dizermos que amamos a Deus e pronto.
É interessante notar como a Bíblia é equilibrada em apresentar como Deus espera se relacionar conosco eternamente. No texto acima, não existe o radicalismo de só obedecer debaixo de regras sem amor, nem existe a libertinagem de só querer graça sem compromisso. Não! Deus espera de nós duas coisas em uma só no plano da salvação: obediência aos mandamentos dEle por amor.
Jesus disse: “Se me amais, guardareis os meus mandamentos.” É assim que Deus salva a humanidade: com compromisso, obediência, amor e relacionamento.

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segunda-feira, 5 de março de 2012

CRISTÃO PATO - Deuteronômio 26-28



Estamos aqui, mais uma vez, para seguirmos obedientemente ao nosso compromisso diário de meditarmos na Bíblia. Disse obedientemente devido ao conteúdo da leitura de hoje, lembrando que a melhor obediência é aquela que é feita por amor.
Se você der uma olhada em Deuteronômio 26-28, verá que a nota tocada por esses três capítulos é exortação à obediência. No capítulo 28, todo o texto fala só de duas coisas: as conseqüências da obediência e da desobediência.
Você é obediente? Dá valor para essas coisas? Qual é o resultado de sermos obedientes ou praticarmos bastante desobediência?
O Jornal Batista, de 19/05/2002, na página sete, contou uma história muito interessante intitulada E OS GANSOS DIZIAM “AMÉM”. Já ouviu falar?
Na realidade, essa história foi contada por Phillip Yancey em um de seus livros. É uma parábola que um filósofo dinamarquês contava para ilustrar a ironia do que acontece, pelo fato de fazemos de conta que obedecemos e, no fundo, não obedecemos.
Então, a parábola é a seguinte: havia um grupo de patos cristãos que freqüentavam uma igreja. Todos os dias de culto, eles iam bamboleando até a igreja naquele jeito engraçado que o pato tem para andar.
Lá, sempre ouviam o mesmo sermão pelo pastor: “Não precisamos andar somente sobre a terra, presos a este lugar. Podemos alçar nossas asas e voar até as regiões mais distantes, subir até os climas mais abençoados, se tão somente guardarmos e cumprirmos os mandamentos do Senhor nosso Deus.” Então a pataiada toda dizia "Amém!" em altos grunhidos e batiam suas asas alegremente.
Quando terminava o culto, lá iam os irmãos patos, bamboleando de volta para suas casas. Eles ouviam a mesma mensagem em todos os cultos, diziam amém, batiam suas asas e continuavam na mesma. Nunca experimentaram o que uma ave pode realmente experimentar.
Que triste, né? O pior é que isso acontece conosco muitas vezes. Por que, será? Afinal, Deus não quer isso para Seus filhos. Veja o que está escrito em Deuteronômio 28:13: “O SENHOR fará de vocês a cabeça das nações, e não a cauda. Se obedecerem aos mandamentos do SENHOR, o seu Deus, que hoje lhes dou e os seguirem cuidadosamente, vocês estarão sempre por cima, nunca por baixo.”
Falando de forma figurada, você, como cristão, tem sido cabeça ou cauda? Tem estado por baixo ou por cima? Por quê? Talvez a resposta esteja neste próprio versículo: “Se obedecerem aos mandamentos do SENHOR, o seu Deus...”
Deus não quer ver você, como um cristão, rastejando. Ele quer que você alce lindos vôos. Que tal? Você vai aceitar a proposta dEle? Não perca, tempo, faça a leitura de hoje.

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domingo, 4 de março de 2012

JUSTIÇA - Deuteronômio 24-25


Temos muitas coisas interessantes na leitura de hoje. Se você a fizer, vai aprender o que a Bíblia diz acerca do divórcio e sobre as leis de caráter humanitário. São instruções que Deus dava ao povo para que a justiça fosse praticada.
Você gosta de ser tratado com justiça? Então, o texto de hoje tem tudo a ver com você. Está relacionado, também, com quem tivesse uma contenda com o levirato e até com os vizinhos estrangeiros. Enfim, a preocupação de Deus era que a justiça fosse feita. Afinal, existem muitas pessoas neste nosso mundo que são desonestas, têm preconceitos, fazem julgamentos injustos, subornam, usam dois pesos e duas medidas, e por aí vai...  Mas ainda existe gente honesta, sabia?
Diz que uma vez, teve um homem muito rico que perdeu uma bolsa com quatrocentas moedas de ouro. Quatrocentas graúdas moedas de ouro, já pensou? Aquele homem ficou desesperado. Como ele era averento, fez o seguinte: anunciou em todos os jornais que ele havia perdido uma bolsa cheia de moedas de ouro (não disse quantas). E nesses jornais, ele disse que daria uma boa gratificação para quem encontrasse a bolsa e a devolvesse com todas as moedas.
Alguns dias depois, um homem muito pobre encontrou a bolsa. Mesmo não tendo direito o que comer, foi atrás do homem rico e devolveu a bolsa. O rico contou as moedas... Hum... As quatrocentas moedas estavam todas ali. Mas, como ele era muito avarento, procurou um jeito de não dar a gratificação prometida ao pobre. Então, ele olhou para aquele homem humilde e disse:
- Faltam cem moedas. Você me roubou. Não merece gratificação nenhuma.
Sabe o que o pobre homem fez? Foi até juiz da cidade. Mas como o juiz iria julgar um caso como esse? Veja o que o juiz fez: chamou o rico e perguntou:
- Quantas moedas havia na bolsa que você perdeu?
- Quinhentas – respondeu-lhe o rico.
- E quantas há na bolsa que este homem trouxe?
- Quatrocentas.
Aí o juiz levantou o martelo e disse:
- Então essa bolsa não é sua. Devolva a bolsa a este homem e desapareça da minha frente.
E bateu o martelo!
Pesos e medidas justos! É a tônica da nossa leitura bíblica de hoje! Deus quer que sejamos honestos e justos em todas as áreas da nossa vida. E como Ele se importa com você e comigo, se envolve com o nosso cotidiano para aplicar justiça na nossa vida também. Afinal, “Balanças e pesos honestos vêm do SENHOR; todos os pesos da bolsa são feitos por ele” (Provérbios 16:11). Se você aceitá-Lo, será tratado com a justiça dEle.

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sábado, 3 de março de 2012

USO DA CALÇA COMPRIDA - Deuteronômio 21-23


Na leitura bíblica de hoje, há um questionamento que muitas pessoas fazem para nós da Escola Bíblica sobre Deuteronômio 22:5: “A mulher pode usar calça comprida?”
Por incrível que pareça, esse assunto é motivo de muita polêmica em alguns meios evangélicos. Veja o que diz o verso: “A mulher não usará roupas de homem, e o homem não usará roupas de mulher, pois o SENHOR, o seu Deus, tem aversão por todo aquele que assim procede.”
Ao analisarmos o contexto hebreu, vemos que essa proibição quanto ao uso de trajes masculinos para mulheres e femininos para os homens está relacionado, provavelmente, com o costume pagão que existia de uma mudança no jeito de se vestir, estimulada, consciente ou não, para propósitos imorais.
Parece que as coisas hoje, em muitos aspectos, não mudaram muito. Mas não que esse problema seja necessariamente com uma calça. Deus proíbe o uso de trajes masculinos em mulheres e femininos em homens, primariamente, se essa mudança estiver, consciente ou inconscientemente, cumprindo com esse propósito pecaminoso. Então, essa proibição da Bíblia tem a ver com homens se parecendo com mulheres (travestidos) e mulheres querendo parecer homens.
Agora, por outro lado, existe o aspecto cultural. Em algumas culturas como o oriente, por exemplo, tanto homens quanto mulheres usam roupas que chamaríamos de saia ou vestido. O próprio Jesus usou esse tipo de roupa, não é mesmo? E se um homem usasse essa roupa nos dias de hoje, não estaria usando o que, para nós, seria roupa de mulher? Percebeu que isso é, também, uma questão cultural? E na nossa cultura, aqui no Brasil? A saia é uma roupa só de mulher, e a calça é uma roupa tanto para mulher quanto para o homem. Podemos ver que a calça não se encaixa na discussão de Deuteronômio 22:5.
Porém, devemos considerar a modéstia e o decoro que os cristãos devem ter ao se vestir. Por exemplo: Mulheres, ajudem os homens a não pecarem, porque aquele que leva seu irmão a cair, também é digno de ser julgado. Homens, Jesus disse que quem olhar para uma mulher com intenção impura, já adulterou com ela.
Somos espetáculos ao mundo. Não adianta nada enquadrarmos a roupa dentro de uma regra e, ainda dentro dela, fazer com que a própria roupa “liberada” fique indecente. Ou você não concorda comigo que podem haver calças, saias, blusas, camisas, tanto decentes quanto indecentes?
Se você quer honrar seu cristianismo, vista uma roupa que não levará as outras pessoas a se escandalizarem. Não existe proibição bíblica para um tipo de roupa específico, no entanto: “Tudo, porém, seja feito com decência e ordem.”

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sexta-feira, 2 de março de 2012

Promessa - Deuteronômio 18-20

A leitura de hoje tem um conteúdo variado de assuntos. Mas penso que o ponto alto desses três capítulos está em 18:15-22, onde temos a promessa do grande profeta. Que profeta seria esse? Alguns comentaristas afirmam que esta passagem está falando de Jesus. Outros discordam, ao alegarem que, se esse profeta prometido por essa passagem fosse o Cristo, seria uma incoerência, a própria passagem colocar o profeta sob um crivo de avaliação de sua veracidade, isto é, a passagem que predissesse o Cristo, não duvidaria dEle, tentando prova-Lo.
Mas o que precisamos entender é que as predições de um profeta que encontramos no AT podem ser divididas em quatro categorias.
Primeiramente, temos as predições que tinham surgido daquele próprio contexto histórico, e que só tinham que ver com aqueles acontecimentos ali, que já estavam para acontecer naquele contexto.
Um segundo tipo de predições do surgimento de profeta, que aparece no AT, é o tipo de predições que eram exclusivas em apresentar fatos que estavam relacionados com a vinda do Messias.
Há também as profecias apocalípticas, como as do livro de Daniel, que se referiam apenas aos acontecimentos históricos do futuro bem distante, ou seja, que tinham a que ver com a era cristã, ou com o tempo do fim.
E o quarto tipo de promessas de profeta que existe no AT, são aquelas profecias que têm aplicação dupla. Primeiro, a profecia se aplicava a uma situação local e histórica, lá daquele tempo. E em segundo lugar, se aplica também ao Messias, que os hebreus esperavam.
Esse tipo de profecias, de dupla aplicação, é o tipo de profecia que mais corre o risco de ser mal aplicado, por falta de compreensão, da parte dos leitores. Temos que tomar cuidado, e aprender como identificar e aplicar estas profecias. Elas aparecem mais de mil vezes no AT.
Há muitas declarações proféticas, muitos incidentes históricos, muito símbolos, que, à primeira vista, apontam claramente para Jesus, mas é possível perceber também que elas tinham um sentido mais imediato, para aquele povo, daquela época. Isto acontecia porque Deus é muito prático. Se Ele tinha que falar sobre o Cristo que viria, então já aproveitava e dava mensagens proféticas, paro povo de Israel, que já preenchiam suas necessidades, desde o momento que eram pronunciadas.
Mas, sumariando, podemos dizer que, nas entrelinhas destes pronunciamentos proféticos deuterocanônicos, podemos quase ler um recado para os israelitas daquela época: “Creiam em Deus, pela fé, e em um Cristo que virá salvar este mundo do pecado, para a glória eterna”. O fato é que, todo  o mundo sempre foi convidado a olhar para Jesus, pois Ele é a verdadeira promessa.


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quinta-feira, 1 de março de 2012

ORIENTAÇÕES - Deuteronômio 14-17

Você segue orientações? Vejamos algumas:
Em Deuteronômio 14, Deus instrui o povo a não mutilar o corpo. Coisas que furam o corpo, como brincos, piercing, etc. Ele proíbe essas atitudes. Em Êxodo 32, vemos o resultado desse costume. No mesmo capítulo, o Senhor também dá orientações de saúde, mostrando quais são as carnes comestíveis e quais são as carnes prejudiciais para a saúde, concluindo sobre como é que o dízimo e como deveria ser devolvido.
O capítulo 15 de Deuteronômio é fantástico. Mostra a preocupação de Deus em não deixar que, na sociedade, surgisse qualquer sistema de capitalismo selvagem ou qualquer outra opressão financeira. Deus não queria que houvesse pobre entre eles! Há pessoas que questionam se era correto ter escravos entre o povo de Deus. Mas veja como o escravo era tratado: tinha hospedagem, salário, FGTS e se aposentava com apenas sete anos de trabalho. Dessa forma, ser escravo naquele tempo era muito melhor que ser um profissional liberal hoje, hein?
No capítulo 16, o Senhor apresenta Seu lado festeiro novamente, afinal, Ele é um Deus alegre, de festa. Mas não pense que estou falando das festas extravagantes de hoje em dia. Elas não têm a ver com baladas, discotecas ou coisa do tipo. Leia sua Bíblia e você verá que todas as festas de Deus eram comemorativas, voltadas para um tema: o plano da salvação. Se a festa que você vai é assim e tem a ver com a salvação, então, ela esteja certa.
Novamente, os perigos da idolatria são abordados no capítulo 17. Aqui, Deus manifesta claramente o quanto abomina isso. Um outro assunto relatado é sobre o julgamento das questões difíceis, ou seja, como o supremo tribunal deveria proceder.
Pensando bem, são tantos os assuntos que precisamos conhecer para nos darmos bem na vida, não errar e fazer o que é correto! É muita informação, não é mesmo? Então, como podemos ficar ligados em tudo?
Cuidado!!! Não fique grudado, direto, na tela dos telejornais, porque, assim, você poderá ficar depressivo e entrar em parafuso por ver tanta desgraça estampada na sua frente. O segredo não é ter só informação e, sim, sabedoria. E como fazer isso?
Precisamos ter um porte nobre, como o de um príncipe ou uma princesa, filhos do Rei Jesus. Aí então, siga o comportamento real. A instrução para isso está no capítulo 17:18-20. Quer merecer uma coroa celestial? Então, tenha uma Bíblia. Conforme nos orientam os versos, leia-a todos os dias para aprendar a temer o Senhor. Isso fará com que seu coração não se eleve e se prolonguem seus dias.      Não deixe de fazer a leitura bíblica de hoje!

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