terça-feira, 15 de maio de 2012

OS DISCÍPULOS URBANOS DE ENTÃO E DE AGORA


Acabo de ler um trabalho monográfico que foi entregue por James H. Park a Dr. Wilbert R. Shenk, como um requisito da Escola de Missão Mundial, para aquisição do título de Ph.D. no seminário teológico Fuller. E quero compartilhá-lo com você.

Para ser um trabalho de nível tão erudito, eu criticaria a freqüência acentuada com que James H. Parker usa metáforas e outras figuras de linguagem. “Galhos balançados pelas últimas brisas”, “Remendos novos em panos velhos”, “armazéns” de conteúdos, “odres velhos”, etc., são algumas das muitas floreações desnecessárias que ele coloca no texto.

Mas isto é menos mal do que alguns erros ou vícios contra a língua, na edição textual. Digo alguns erros como por exemplo “Indeed, Bibby did indeed find that Canadians are”. Entretanto, a maior carência de edição ocorre com o uso insistente que Park faz de um clichê: “both of...” Numa monografia de 46 páginas, com um texto de 39 páginas, ele usa esta expressão, 53 vezes! Sendo que, na maioria das vezes, bastaria deletá-la da frase, e ela não faria nenhuma falta ao entendimento do texto.

Mas vamos ao que o texto tem de bom. Vou apresentar-lhe um resumo da monografia já mesclado com meus comentários e explicações.

James H. Park é professor associado de discipulado e missão. Foi um católico devoto até seus 20 anos, aproximadamente, quando se converteu à IASD. De 1978 a 2003, atuou como pastor na Southern California Conference. A partir de 2003 até o presente, ensina no AIIAS Theological Seminary. Fez mestrado em divindade na Andrews University e doutorado e Ph.D em missiologia no Fuller Theological Seminary.


De acordo com James Park, “Mateus forneceu aos discípulos missionários um compêndio maravilhoso... o qual os discípulos poderiam usar enquanto prosseguissem obedecendo a Grande Comissão”. Ou seja, “o livro de Mateus… poderia ser um manual de discipulado”. Mas, ele explica que, “procurando reforçar os fundamentos bíblicos e teológicos de discipulado”, ele passa então a uma pesquisa em Lucas e Atos. Para ele, “Lucas 4:16-21 substituiu a Grande Comissão”, porque, “mais do que qualquer autor do NT, Luca fala do Espírito de Deus”.

Desta perspectiva bíblica, Parker propõe-se a olhar para os contexto do modernismo e do pós-modernismo “com o objetivo específico de descobrir as dinâmicas que têm impedido ou ajudado o processo do discipulado”. Na primeira parte, ele tenta apresentar um entendimento “da igreja do NT através das disciplinas Sociologia e Antropologia Urbana.

Ele começa mostrando um panorama do mundo do primeiro século e como “uma comunidade inclusiva e íntima de crentes foi capaz de testemunhar ministrar para a realidade urbana tão diversificada e condensada da qual ela cresceu”. Para Parker, embora nos dias de Paulo a maioria das pessoas vivessem na zona rural, o cristianismo, mesmo daquela época, foi um movimento essencialmente urbano.  Uma das razões tenha provavelmente sido porque, embora as cidades não fossem grandes como hoje, elas possuíam duas características importantes para a difusão de uma nova ideologia: a) A mistura intensa de pessoas em trânsito ou paragem de curta duração oriundas dos mais diferentes lugares; b) A rede de estradas que, ligando tais cidades, proporcionava esta rotatividade. “Onde a maior parte da população é de recém-chegados ou de pessoas que mudam-se de um canto para outro, o número de pessoas que participam de atividades religiosas não-convencionais é alto”. Ou seja, o caráter rotativo e instável da população do império romano do primeiro século permitiu-lhe, como característica social, a abertura para receber o cristianismo. Logo, a instabilidade contemporânea é a oportunidade dos interesses evangelísticos do cristianismo.

 A cristandade cresceu fora do pluralismo popular, “e não entre as classes mais marginalizadas de pessoas” em um tipo de comunidade que gozava de uma intimidade muito dada e familiar. “Os grupos cristãos eram muito mais abrangentes em termos de estratificação social”, pois, na essência do cristianismo, “abraçar o evangelho, então, é entrar na comunidade”. A igreja não era uma estrutura de construção, mas sim, uma reunião de pessoas, geralmente em pequenos grupos. O senso de pertencer a uma comunidade ao mesmo tempo local e universal era mui fortemente alimentado pela metodologia apostólica de pastoreio da igreja.
“De acordo com Adlof Von Harnak, foi o forte intercâmbio (interação) social entre as pessoas, e não algum evangelista, que provou ser o missionário mais efetivo”. Ambiente adequado para “a comunidade testemunha”. Então, de acordo com Rodney Stark, conversão não é o abraço a uma nova ideologia ou comportamento religiosos, mas sim a novas pessoas: amigos, irmãos e Mestre piedosos. O cristianismo daquela época foi um suprimento certo para o tipo de gente daquela época. E as nossas cidades, estão cheias de que tipo de gente? É isso que precisamos saber para sabermos o que oferecer.

O candidato à confissão cristã não deverá estranhar propostas de sacrifício, uma vez que o próprio cristianismo normatiza-se sacrificalmente.

Mas através dos tempos as coisas mudaram. O modernismo influenciou todas as areas da vida, e tal mudança aconteceu, também, no discipulado cristão. Com a “conversão de Constantino, o cristianismo migraria da periferia para o centro da sociedade.

É aí, já nestes remotos ermos, que começam a aparecer os fundamentos do Iluminismo. A igreja sincretisou sua pura doutrina, bebendo das fontes da filosofia grega e ajustando-se ao governo romano. Foi um tipo de pluralismo onde a igreja ousou usar o poder secular. Surgiu aí a aliança estado/igreja. O autor aponta Newbigin e Graf Reventlow que, falando acerca dos fundamentos do Iluminismo, dizem que o modernismo não vem do surgimento da Ciência, mas sim de um interesse classicista Greco-Romano anterior de tradição humanista com raízes fincadas no Renascimento e na Reforma, desembocando-se tudo no Iluminismo.
E o que isso teria então a ver com a modernidade, ou com o modernismo? O sucesso da Ciência e o erguimento dos estados independentes fizeram que o humanismo suplantasse o cristianismo na fileira autoritativa da cultura. Mas isto não envolveu a intolerância entre a fé cristã e a Ciência, porque foi a própria “Reforma que colocou a entronização da razão em conflito com a fé. A avaliação negativa que a Igreja fez dos ideais do Iluminismo” fez emergir o indivíduo livre e autônomo. Então, o Iluminismo encarregou-se de polarizar o que antes era amalgamado: igreja e estado, fé e razão, passado e presente, grupo e indivíduo.
Isto porque, no conceito dos pensadores, a religião não estaria mais explicando o mundo, e então deveria ser regulamentada para um espaço puramente privado que não teria função real no mundo. “Assim, o bravo novo mundo da modernidade foi criado... A humanidade deveria ser salva não pelo evangelho, mas pelo estável avanço da ciência”. Ciência passou a significar verdade.

É aí que entra o crescimento do individualismo, principalmente, nos termos americanos. O Iluminismo já providenciara os fundamentos do individualismo. “Então, a América seria então a mais importante no fornecimento do contexto geográfico. A religião civil da América não é baseada na Bíblia, mas é construída sobre um tipo de auto-suficiência jefersoniana. Valor é sempre algo avaliado em relação com outra coisa”. Relativismo puro. E é por isso que o individualista relativisa tudo.

E isto tudo vem parar, também e inclusive, na igreja. Parker explica que hoje em dia quem está indo à igreja é um tipo de gente que vive “juntos porém, sozinhos”. Muitos destes são membros de PGs, geralmente, gente que já era crente e estava apenas afastada. Parker diz que isso não é evangelismo, mas sim reciclagem.

E diante disso vem a grande pergunta: “Os pequenos grupos podem contra combater o indivitualismo?” Talvez sim, mas talvez não, por que o incrível é que a nossa própria forma de "fazer" religião promove o individualismo que a assassina. Portanto, para responder a isto, um primeiro passo é este da análise sobre quem são as pessoas que preferem freqüentar a um PG. De acordo com o autor, são as mulheres, os que têm faculdade, as pessoas entre 35 e 49 anos, depois os bem idosos, os de baixa renda. Por um lado, estas pessoas estando ali nos PGs, estes exercerão sobre elas uma força que quererá movê-los para longe de uma religião somente privativa e individualista. Por outro lado, eles estão ali justamente porque querem, ali, buscarem se reforçar, como indivíduos, em sua religiosidade.

Logo, para o autor, uma das saídas é praticar as disciplinas espirituais nos pequenos grupos. Este pesquisador verificou que embora diga-se que nos PGs estuda-se a Bíblia, as pessoas que freqüentam PGs não conhecem a Bíblia mais do que as outras, porque o que tem sido feito ali é alegórico e superficial. E as pessoas gostariam que a prática do estudo da Bíblia em PGs fosse mais sistemática e profunda. Sobre a disciplina espiritual da oração, vale notar que o PG oferece a diferencial oportunidade de fazer-se os pedidos, lembrar-se de orar pelos mesmos, e depois poder-se testemunhar sobre como tais orações foram respondidas. Isto ajuda a busca por uma fé que não apoiar-se-ia somente em sentimentos, mas que teria realmente coragem para subsistir às provas. Uma disciplina espiritual para PGs importantíssima é o suporte aos irmãos. Primeiro os membros de um PG precisam aprender serem suporte uns aos outros; então tal PG conseguirá ser assistencial à comunidade.

“Uma tolerância de visões divergentes só pode ter sucesso se todas as partes concordarem com uma visão pluralística”. Se a tolerância religiosa é a concepção do pluralismo, até onde deve ir nosso aplauso à mesma? Este paradoxo reivindica a necessidade da igreja posicionar-se em suplicar por uma ajuda superior. Se lutamos pela libertade religiosa, alimentamos o pluralismo; se não, alimentamos a intolerância. Está aí a razão pela qual a igreja deve lutar (clamar) pelo reavivamento, pela reforma e pela Chuva Serôdia.

A aparente tolerância mútua em uma sociedade pluralista não representa a aceitação dos empáticos, mas sim a indiferença dos egocêntricos. “Uma recente amostra do Instituto Gallup apontou que existe um dramático crescimento de fome espiritual na América, tendo crescido de 58 para 82 por cento nos últimos anos”. Isto mostra como o pós-modernismo é mais aberto à religiosidade do que o modernismo.

O apelo do autor é que “não poderia haver textos melhores do que aqueles encontrados no Apocalipse”, quando João apela a nós, chamados nos últimos tempos, a vivermos “o retorno ao primeiro amor, não se contentando mais com a doutrina doentia, os relacionamentos mornos ou com uma missão bitolada”. Aquele que tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas (Apocalipse  3:22).

Twitter: @Valdeci_Junior



Informação Bibliográfica: James H. Park, “Urban Disciples Then and Now” A Tutorial for the Ph.D. Degree in the School of World Mission of the Fuller Theological Seminary to Dr. Wilbert R. Shenk. 46 páginas.


CRÍTICA À CRÍTICA AOS NÚMEROS


Alguém me criticou por causa do texto que escrevi sobre expectativas com números nos procedimentos eclesiásticos. Refiro-me à postagem "PREOCUPAÇÃO DA IGREJA COM NÚMEROS". A pessoa não teve a coragem de escrever o comentário na postagem do blog. Mas note que a postagem foi no dia 13 de maio.

No dia seguinte, pela disciplina da comunhão, Deus já tinha providenciado, devocionalmente, a resposta. Observe a última pergunta da lição da escola sabatina do dia 14 de maio:

Que certeza podemos ter em relação ao sucesso das nossas atividades de testemunho, evangelismo e muitas outras coisas? Que princípios e promessas Deus tem para nós diante desses desafios? Salmo 37.

Não vou reescrever todo o Salmo aqui, mas veja uma síntese da mensagem como um todo:

Deleite-se no Senhor, e ele atenderá aos desejos do seu coração. Entregue o seu caminho ao Senhor; confie nele, e ele agirá: ele deixará claro como a alvorada que você é justo, como o sol do meio dia que você é inocente. Descanse no Senhor e aguarde por ele com paciência; não se aborreça com o sucesso dos outros. O Senhor firma os passos de um homem, quando a conduta deste o agrada; ainda que tropece, não cairá” (Sl 37:4-7 e 23-24).

É como canta o melhor grupo vocal misto adventista do Brasil: “Pode cair mundo, estou em paz”.

Um abraço,

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O LOUVOR A DEUS TRAZ CORAGEM! - 2Crônicas 17-20


Você gosta de história bonita? Então, não perca! Leia a história de Josafá nos capítulos de hoje. Você vai ler? Se sim, aleluia! Louvado seja Deus!
Estou louvando assim porque o relato nos ensina que o louvor a Deus traz coragem. Quero destacar 2Crônicas 20:21: “Depois de consultar o povo, Josafá nomeou alguns homens para cantarem ao SENHOR e o louvarem pelo esplendor de sua santidade, indo à frente do exército, cantando: Dêem graças ao SENHOR, pois o seu amor dura para sempre.” Porque o verso 20 diz que “quando estavam saindo, Josafá lhes disse: Escutem-me, Judá e povo de Jerusalém! Tenham fé no SENHOR, o seu Deus, e vocês serão sustentados; tenham fé nos profetas do SENHOR, e terão a vitória.”
Eu estava lendo um livro para meditar esta manhã cujo título é “Filhos e Filhas de Deus”. Nele, a autora explica que aquele povo foi para guerra já louvando a Deus pela vitória. Quatro dias depois, o exército voltava a Jerusalém, carregado de despojos dos inimigos, cantando louvores pela vitória obtida. Então essa autora questiona: “Não pensais que se nós fizéssemos mais disso agora, nossa esperança, coragem e fé seriam avivadas? Não seriam fortalecidas as mãos dos soldados que se acham na defesa da verdade?”
Essa é uma grande verdade! Se houvesse muito mais louvor ao Senhor e muito menos palavras lastimosas, de desânimo, haveria entre nós, também, muito mais vitórias. “Deus é a Fonte eterna, não criada, de todo o bem. Todos quantos nEle confiam verificarão que Ele o é. Aos que O servem, considerando-O seu Pai Celestial, dá Ele a certeza de que cumprirá Suas promessas. Sua alegria lhes estará no coração, e pleno será o seu prazer.”
Que lindo! Cabe a nós o privilégio de abrir o coração e deixar entrar nele a luz da presença de Cristo. Então, olhe para essa luz. Entre em contato real e pessoal com Cristo para que você possa exercer uma influência enobrecedora e vivificante. Sua fé pode ser forte e pura. Ao levantar-se, pela manhã, ajoelhe-se ao lado da cama e peça para que Deus lhe dê forças para poder cumprir os deveres do dia e conseguir enfrentar as tentações. Peça ao Senhor que ajude você a colocar no seu trabalho a doçura do caráter de Cristo. Que você fale palavras que inspirem esperança e ânimo para as pessoas ao seu redor. Palavras de consigam atrair a todos para mais perto do Salvador. A força motivacional para isso acontecerá quando você levantar dessa oração e cantar, de coração, um hino de louvor a Deus.
Tenha sempre um cântico no coração!

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segunda-feira, 14 de maio de 2012

ELE CRIOU ASA - 2Crônicas 14-16


Ufa!!! Como bem escreveu David Jones, agora podemos dar um suspiro de alívio. No plano de leitura bíblica, vínhamos lendo sobre uma seqüência de nomes de reis que deram muita mancada. No relato de hoje, há uma luzinha brilhando no fim do túnel. O nome dessa esperança é Asa! Antes dele, os outros reis de Israel tinham sido ímpios e haviam atraído desgraça para o reino. Mas, apesar da infidelidade do rei Salomão, do rei Roboão e do rei Abias, o Senhor, por amor a Davi, deu para ele uma "lâmpada" em Jerusalém, levantando Asa, filho de Abias, e dando estabilidade a Jerusalém. Asa foi rei de Judá por 41 anos. No começo do seu reinado, a Bíblia fala que “Asa fez o que o Senhor, o seu Deus, aprova.”
Ele foi educado por sua avó, Maaca. Ela era idólatra, mas Asa não se deixou influenciar por ela. Ao contrário, devido à sua idolatria, ele a afastou da posição influente de rainha-mãe que ainda ocupava.
Na realidade, esse rei resolveu fazer uma limpeza no território em que comandava: acabou com a prostituição cultual, removeu todos os ídolos, destruiu o poste-ídolo e queimou uma imagem abominável que Maaca tinha construído. O único problema que ficou foram as plataformas em cima das quais eles faziam as ofertas, pois não foram eliminadas. Aqueles lugares altos eram de costume pagão, e Deus não gostava daquilo. E elas ainda ficaram ali. Essa tradição pagã era tão forte que, mesmo depois de consagrado o templo, os lugares altos continuaram a ser usados, inclusive para sacrifícios ao Senhor.
O rei permitiu que essa tradição continuasse embora nunca se envolvesse com idolatria. Devido à sua fidelidade, o Senhor deu paz e prosperidade para o reinado dele durante os 10 primeiros anos. Ele aproveitou, com prudência, aqueles anos para fortificar as cidades e preparar o exército. O interessante na história dele é que ele teve um reinado segundo o coração de Deus, quase que a vida inteira. Porém, depois de 35 anos de reinado abençoado, começou a falhar com os planos de Deus: procurou ajuda entre as pessoas que não eram tementes a Deus, desprezou o conselho dos profetas e não procurou a Deus quando ficou doente. Dois anos depois, ele morreu. Um triste fim de um reinado abençoado.
Quando achamos que estamos muito bem com tudo, todos e até com Deus, temos que tomar cuidado, porque só cai quem está por cima. Devemos lembrar que por mais que sigamos os planos de Deus hoje e estar uma vez salvo, não é estar salvo para sempre. Precisamos ser fiéis a Deus todos os dias. Seja fiel!

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domingo, 13 de maio de 2012

PREOCUPAÇÃO DA IGREJA COM NÚMEROS?

Alguém me perguntou: "pastor, devemos viver preocupados com números?". Referindo-se a batismos e dízimos. Minha resposta foi um enfático "não".

“Se eu fosse o diabo, encorajaria nossa denominação a continuar com o jogo dos números A pior coisa que já aconteceu com os adventistas foi aprender a contar (George Knight)”.
“Quando Deus chama um missionário, não exige dele resultados; mas sim, espera dele a fidelidade (EGW)”.
Davi pecou contra o Senhor porque resolver contar o povo de Deus (1Crônicas 21).
“O meu povo perece por falta de conhecimento (Oséias 4:6)”. A igreja não precisa de contagens infinitas; precisa da palavra.
Como pastor adventistas não dou a mínima para os número. Minha única preocupação é pregar a palavra. O resto é com Deus. Isto sim, é fé. “Todavia, não me importo, nem considero a minha vida de valor algum para mim mesmo, se tão-somente puder terminar a corrida e completar o ministério que o Senhor Jesus me confiou, de testemunhar do evangelho da graça de Deus (Atos 20:24)”.
O resto é conversa. E ponto final.

Um abraço,

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ENCONTRO ETERNO - 2Crônicas 10-13


Dias atrás, comentei sobre o fim da vida de Davi e de como ele teve o que, eufemicamente, podemos chamar de boa morte. Ele descansou em paz com Deus. Mas, hoje, veremos o contrário na vida de alguns personagens.
2Crônicas 10 inicia o texto com um episódio que aconteceu com Adonirão. Esse homem saiu em expedição, mandado pelo rei, para fazer uma conquista. Ele foi enviado porque era o chefe e esperava fazer uma viagem bem-sucedida. Porém, ele foi surpreendido. Quando menos esperava, um bando de gente o atacou e destruíram sua vida. Adonirão não teve tempo de preparar-se para sua morte.
O capítulo 13 termina com o relato de Jeroboão. Ele foi outro que saiu todo confiante e não voltou para casa. Morreu sem esperar. Você pode questionar: “Mas porque eles morreram assim?” Leia os capítulos 11-13 e você compreenderá melhor.
Agora, o que me chama a atenção é quanto a brevidade da vida. Como dizem popularmente: “Pra morrer basta estar vivo.” Parece um ditado muito bobo, mas trata-se de uma obviedade que nada mais é que uma lei totalmente relacionada ao nosso destino eterno.
Ninguém gosta da morte. Muita gente tem medo de morrer. Choramos quando alguém morre porque a morte é algo realmente muito sério. Porque, antes dela, a vida é simples e curta. Mas depois da morte temos a esperança de uma eternidade com a segunda vinda de Jesus. Que promessa maravilhosa!
E aí, onde você passará a eternidade? Essa é a preocupação de Deus com você porque Ele lhe ama muito e quer que seu destino eterno seja muito feliz. Esse é o sonho de Deus para nós.
Porque Deus amou o mundo – e você faz parte do mundo – de tal maneira que deu o seu Filho Unigênito, para que todo aquele – e pode ser você – que nEle crer não pereça, mas tenha a vida eterna. Como não sabemos a hora em que morreremos, pode ser que até mesmo antes que termine esse comentário, um de nós esteja morto.
Estou falando isso com muita seriedade, mas não é para fazer medo. Porque, na realidade, a morte não é um fim. O que eu desejo, do fundo do meu coração, é que a morte seja só uma passagem para o destino eterno feliz em Jesus. E então, o que você fará? A Bíblia é muito clara e simples. Aceite Jesus, creia nEle e entregue-se a Ele. É só isso! Está esperando o quê? E então, vai aceitar?
Deus leva a sério sua decisão. Espero que ela seja ao lado de Jesus, porque eu já O aceitei e quero encontrar você no Lar Celestial.

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sábado, 12 de maio de 2012

SALÁRIO MUITO BOM - 2Crônicas 08-09


Existem muitas pessoas que não estão satisfeitas com o que ganham. Os entendidos em economia dizem que o salário é insuficiente para muita gente. No entanto, geralmente o que existe é má administração das finanças pessoais. Não sei quanto você ganha, mas imagino que você gostaria de ganhar mais.
Você gostaria de ter seu salário igual ao de quem? Quero falar para você de um homem que tinha um bom salário. O salário base mensal do rei Salomão era cinqüenta e sete mil dólares. Já pensou em ganhar um “salariozinho mínimo” assim?
Você deve estar se perguntando como cheguei a essa conclusão. Na leitura de hoje, peguei todos os valores e converti os pesos e medidas para os nossos valores atuais. Fiz várias comparações e contas até concluir isso. Quando lemos a Bíblia e encontramos esses pesos em talentos, medidas em côvados, unidades de tempo medidas de forma diferente, a leitura bíblica fica muito vaga. Na realidade, ficamos sem entender realmente o que se passava por lá.  
Então, vou propor um desafio. Quando você fizer a leitura de hoje, coloque os itens e os valores na ponta do papel. Faça uma pesquisa e descubra a conversão dos valores, colocando tudo na realidade atual. Isso é empolgante, porque é como se você fosse abrindo uma cortina para descobrir um mistério. E o bom é que você vai descobrindo com seus próprios esforços. Então, é gratificante também. Quando você desvenda esses mistérios, a leitura geral que você está fazendo daquele contexto bíblico fica gostosa. Você passa a ter noção de como era naquele tempo e consegue fazer uma ligação com a nossa vida real, em pleno século XXI. Depois disso, o próximo passo é fazer a aplicação para os nossos dias. É tirar o que há de lições proveitosas que possam ser aplicadas para nossa vida.
Os capítulos de hoje mostram os feitos de Salomão, suas riquezas, os relacionamentos internacionais que ele mantinha e o esplendor do seu reino. As riquezas dele eram medidas em bens materiais, mas em cima dessa riqueza, você pode lucrar outra riqueza superior. A leitura da Palavra de Deus é uma caça ao tesouro. É uma busca certa, onde quem procura acha. Ela vale mais que o salário de Salomão que era em ouro. O próprio sábio disse em Provérbios 16:16: “É melhor obter sabedoria do que ouro!”
Salomão ganhava quase dois mil quilos de ouro por mês. E você tem a oportunidade de ganhar mais que isto, lendo a Bíblia. Você ganha valores eternos. Sem esse salário, de que vale o homem ganhar o mundo inteiro e no fim perder sua alma?

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sexta-feira, 11 de maio de 2012

SE MEU POVO ORAR


“Se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar e orar, buscar a minha face e se afastar dos seus maus caminhos, dos céus o ouvirei, perdoarei o seu pecado e curarei a sua terra.” Você sabe onde está esse verso na Bíblia? É um verso bem conhecido, não é mesmo? Então, lembrou em que livro, capítulo e versículo ele está?
Vou ajudar você. Quando Salomão terminou de construir o templo, que seria a casa de Deus, com toda a dedicação que ele podia dar a essa obra de Deus, fez uma linda oração de dedicação do templo ao Senhor. Foi uma festa espiritual bonita, de vários dias. A Bíblia diz que “quando Salomão acabou de construir o templo do SENHOR e o palácio real, executando bem tudo o que pretendia realizar no templo do SENHOR e em seu próprio palácio, o SENHOR lhe apareceu de noite” (2Crônicas 7:11-12). Naquela noite, Deus falou várias coisas para Salomão. Nessa conversa, Deus disse as memoráveis palavras de 2Crônicas 7:14. Desde o capítulo cinco até o sete encontramos um grande incentivo à pratica da oração. Nesse pequeno trecho da Bíblia, temos as mais belas orações encontradas na Bíblia. Se você ler, meditando com o coração aberto, dá até vontade de orar também.
E falando sobre esse assunto, o que é oração? Às vezes, há pessoas que ligam ou escrevem para mim, dizendo:
- Pastor, eu não sei orar!
E eu respondo assim:
- Você sabe orar sim. O que você não sabe é que sabe orar. Porque orar é abrir o coração a Deus como a um amigo. É dizer para Ele o que está sentindo, o que deseja, o que anseia, o que tem preocupado você no momento.
Você costuma orar? Se você tem esse hábito, está contribuindo para que sua sociedade receba essa bênção maravilhosa: “Se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar e orar, buscar a minha face e se afastar dos seus maus caminhos, dos céus o ouvirei, perdoarei o seu pecado e curarei a sua terra.”
Então, vamos orar? Bem, infelizmente não temos como orar juntos, mas gostaria que você soubesse que já orei por você hoje. Você duvida? Em minha oração particular que costumo fazer de madrugada, pedi ao Eterno que abençoasse, de uma maneira especial, quem acessasse a internet e lesse esse texto. Portanto, enfrente esse dia com a certeza de que Deus está cuidando de você.
Que o seu dia seja muito feliz e abençoado! Ore por nós também para que façamos um trabalho segundo o coração de Deus! Oremos uns pelos outros.

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quinta-feira, 10 de maio de 2012

SABEDORIA MARAVILHOSA - 2Crônicas 01-04


Vamos para mais um comentário da nossa leitura bíblica diária. Não fui eu que criei esse plano de ler a Bíblia em um ano, mas entrei nele e gostei. Por tê-lo experimentado, posso dizer que é um plano sábio.
E por falar em sabedoria, certa vez, um menino ficou sabendo que na cidade dele se encontrava um sábio muito inteligente e que todos corriam até a praça para ouvir um pouco da sua sabedoria. O menino ficou intrigado e decidiu desafiar o sábio para ver até que ponto era ele realmente sábio.
Aí o garoto pegou um passarinho pequeno e foi até a praça, onde o sábio se encontrava. Ele conseguiu se aproximar do sábio e disse:
- Senhor, gostaria de lhe fazer um desafio.
- Pois não, meu filho! - o sábio respondeu.
O menino estava com as duas mãos escondidas para trás. Então, perguntou:
– O pássaro que tenho em minhas mãos está vivo ou está morto?
Esperto o garoto, hein? Se o sábio respondesse que o passarinho estava vivo, o menino mataria o pássaro estrangulando o bichinho com as mãos. Logo, a resposta do sábio estaria errada. Mas, caso o sábio respondesse que o passarinho estava morto, o menino soltaria o pássaro que, voando para a liberdade, deixaria o sábio em maus lençóis. De qualquer jeito, o menino pensou, esse tal de sábio será pego.
O sábio refletiu e deu a resposta:
– A vida do pássaro está em suas mãos.
E o que fazer com uma resposta sábia dessa? Por um lado, o menino ficou frustrado por não ter conseguido o objetivo dele, mas também ficou admirado com a sabedoria do sábio.
O livro que começamos a ler hoje inicia com o episódio onde Salomão pede sabedoria. Isso é muito diferente que ser inteligente, ter conhecimento ou informação. Para ficarmos inteligentes, devemos fazer outras coisas. Para ter conhecimento, é preciso acrescentar informações à mente. Agora, para ser sábio, a lógica contraria a tudo isso. E como fazemos para ser sábios? Descubra isso fazendo sua leitura bíblica.
Nela, você verá o resultado de buscar ser sábio. O resultado poderá ser como foi no caso do relato que lemos hoje, uma das maravilhas do mundo. A própria sabedoria em si é uma das maiores maravilhas que pode haver nesse mundo. Porque a sabedoria é admirada. E pessoas sábias edificam a obra de Deus.
Vou ficando por aqui para deixar você com um tempinho para pôr sua sabedoria em prática: pegue sua Bíblia e faça sua leitura de hoje. Essa é a atitude mais maravilhosa que você pode ter.
Que isso seja um hábito em sua vida!

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quarta-feira, 9 de maio de 2012

ATITUDES NOBRES -- 1Crônicas 28-29


Louvado seja Deus por mais um dia de vida, por mais um comentário, por finalizarmos a leitura de mais um livro da Bíblia. Na leitura de hoje, os dois últimos capítulos de Crônicas falam do final da vida de Davi, o principal rei que Israel teve, e do começo da vida ativa do seu filho Salomão, como sucessor dele. Encontrei virtudes muito nobres no comportamento desses dois homens e quero compartilhar com você.
Davi, sabendo que estava no corredor final da vida, fez uma reunião com todos os líderes de Israel. Ele explicou-lhes que o grande sonho da vida dele tinha sido construir o templo de Deus, mas que ele não pudera fazer isso. Deus o havia impedido de realizar esse sonho. E mesmo assim, sem desobedecer a Deus, Davi fez uma campanha, angariando fundos e muitos recursos para que o templo fosse construído. Deixou tudo pronto para que seu sucessor fizesse a obra.
Essa é uma atitude muito nobre! Um chefe, que está sendo destituído do cargo, frustrado por ter sido impedido de realizar seu grande projeto, tem a nobreza, de chamar aquele que estava pegando a vaga dele e passar tudo certinho para esse sucessor e ainda fazer uma bela oração a Deus, louvando a Ele por isso!
Esta é a humildade que acompanha os grandes homens da história. Não é qualquer pessoa que tem uma atitude tão digna. Muitas vezes já vi pessoas sendo demitidas ou transferidas de cargo, deixando tudo uma verdadeira bagunça para o próximo que chega. O trabalho fica sem seqüência, e o próximo que chega não tem o que fazer a não ser falar mal do que saiu. Mas Davi foi ético, profissional e, acima de tudo, cristão. Esse é o primeiro grande exemplo.
Quando você for substituído por alguém, tenha a hombridade de tirar os sentimentos pessoais de lado e, com profissionalismo, deixar o trabalho nas melhores condições possíveis. Isso é dignidade. E isso leva a uma conseqüência óbvia. Seu nome fica em alto prestígio e o trabalho continuado pelo próximo prossegue com um sucesso que dá crédito tanto para ele quanto para você.
Davi descansou, depois de uma jornada de trabalho de 40 anos, com um fim de vida digno. “Morreu em boa velhice, tendo desfrutado vida longa, riqueza e honra” (1Crônicas 29:28). Salomão, uma vez ungido rei, seguiu os planos que Davi tinha traçado, e a conseqüência veio: “O Senhor exaltou muitíssimo Salomão, em todo o Israel” (verso 25).
Compensa seguirmos os conselhos dos nossos pais, seguirmos as orientações dos mais velhos e honrarmos a tradição da Família. Compensa muito mais ainda seguir os planos de Deus.

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terça-feira, 8 de maio de 2012

A Missão da Igreja Diante da Secularização, da Industrialização e da Urbanização no Ocidente


Introdução

Acabo de ler um artigo acadêmico da área teológica que quero compartilhar com você. O trabalho "Secularization and the City: Christian Witness in Scular Urban" é, na realidade, o quinto capítulo de Discipling The City (Grand Rapids, Michigan: Baker Book House, 1992, páginas 69 a 83), um livro editado por Roger Greenway, contendo vários autores. Neste quinto capítulo, Craig Van Gelder faz uma análise do interrelacionamento entre a urbanização, a industrialização e a secularização no Ocidente.

Craig Van Gelder

Gelder foi ordenado como pastor na Igreja Presbiteriana dos EUA em 1984 e na Igreja Cristã Reformada em 1990.

Depois de ter conquistado um bacharelado de artes da Universidade Estadual da Geórgia em 1970, Van Gelder recebeu o mestrado em divindade da Reformed Theological Seminary, em Jackson, MS, em 1978. Ele fez um Ph.D. em missões na Southwestern Baptist Theological Seminary, em Fort Worth, Texas, em 1982, e um doutorado em Administração de Assuntos Urbanos da Universidade do Texas em Arlington, em 1985.

É autor do livro The Essence of the Church: A Community Created by the Spirit (2000), editor de Confident Witness-Changing World: Rediscovering the Gospel in North America (1999), co-autor de Missional Church: A Vision for the Sending of the Church in North America (1988), e co-editor de The Church Between Gospel and Culture: The Emerging Mission in North America (1996).

Gelder é professor de missão congregacional no Luther Seminary em St. Paul, MN, tendo ensinado desde 1998, por 10 anos, como professor de missiologia doméstica no Calvin Theological Seminary in Grand Rapids, MI. Ele é membro da Sociedade Americana de Missiologia, da Scientific Study of Religion, e da Urban Affairs Association.

A Secularização e a Cidade

A análise que Gelder faz no artigo é construída num olhar cronológico que tenta enxergar e expor o pensamento ocidental deste o Iluminismo até o pós-modernismo. Dela, é possível ao leitor retirar definições, diretas e ao ponto, dos termos secularização, secularismo, iluminismo, racionalismo, empirismo, modernismo, pluralismo, relativismo e pós-modernismo.

Além disso, tal artigo a) permite identificar os principais valores do iluminismo e como tais moldaram a sociedade moderna ocidental; b) descreve os efeitos da secularização sobre as crenças e costumes sociais e como as igrejas têm reagido a isto; c) mostra que efeitos uma cosmovisão relativista parece ter sobre as convicções cristãs, os comprometimentos denominacionais e os padrões éticos; d) faz entender quais são alguns dos fundamentos que os discípulos de Cristo precisam agarrar (e quais são as fontes destes fundamentos) em um mundo pós-moderno; e e) descreve sobre como a tarefa global de fazer discípulos no mundo pós-moderno pode ser vista.

Resumo do Conteúdo

Abaixo, apresento um breve resumo da explanação de Craig Van Gelder, sobre isto que acabo de relatar. Tudo o que está entre aspas e em itálico são palavras do próprio autor, apenas sob minha tradução para o português.

 “Secularização é um processo de mudanças na ordem social que ocorre quando novas tecnologias ou modos de produção são implementados”. “Este processo ganho seu maior ímpeto na cultura ocidental durante o Iluminismo...” “um salto das cosmovisões medieval e cristã, focadas em Deus e na revelação para uma cosmovisão focada no mundo imediato como a última realidade e no indivíduo como o centro da autoridade...” “associada com o secularismo, uma filosofia hostil às crenças espirituais e explanações sobrenaturais dos eventos e da história”.
“Uma das mais interessantes características desta nova cosmovisão [pós-modernismo] é que ela mantêm o modelo econômico enraizado na tecnologia baseada na ciência intacto enquanto reintroduz (ou permite) elementos do sobrenatural e do espiritual”.

O Confronto à Pobreza Começa Com a Educação

“Uma maneira de resolver este problema é os professores e líderes de igrejas se tornarem envolvidos pessoalmente com os pobres e com os ministérios voltados para eles. Se cada líder cristão se tornasse pessoalmente envolvido com pelo menos uma pessoa pobre e envolvido em um ministério urbano entre os pobres, as coisas começariam a mudar nas nossas igrejas e escolas. O ensino e a pregação seriam diferentes. Petições nas quais nunca pensamos antes, seriam adicionadas às nossas orações. Nenhuma igreja ou escola seriam a mesma depois que seus líderes se tornassem pessoas envolvidas com os pobres. E a vida nas favelas mudaria também”.

“Quando pastores e professores engajam no ministério voltado aos pobres, estudantes e membros da igreja fazem o mesmo. A membresia costuma fazer o que vê os seus líderes apoiando que seja feito. Mas quando os líderes mostram o caminho e o modelo da genuína compaixão em suas próprias vidas e ministérios, a onda pega nas instituições. A pregação e a instrução passam a ter nova credibilidade e ministérios que nunca haviam sido tentados antes podem ser introduzidos”.

Sobre “o erguimento do Pós-Modernismo e da cultura baseada no iluminismo” sobre os quais “Karl Marx e outros advertiram” acerca dos “preços a pagar”, baseado em “Max Weber, um sociólogo alemão...” no “sociólogo Emile Durkheim”, em “Dietrich Bonhoeffer”, nos filósofos “Kant, Hegel e Kierkegaard”,  e em vários outros grandes escritores, Gelder explana sobre “a disseminação do projeto moderno e as respostas para os seus efeitos”: “A consciência crescente de que a secularização foi uma bênção e uma maldição começou a permear toda a literatura tanto do movimento de missões quanto do crescente movimento ecumênico”. “Esta acomodação passou por uma série de desenvolvimentos teológicos ao longo do tempo, incluindo o movimento do evangelho social, o liberalismo clássico, a neo-ortodoxia e o existencialismo”.

Mudanças no Projeto Moderno e Seus Principais Pressupostos no Ocidente

“Durante a década de 1960...[houve] a necessidade de as igrejas tornarem-se seculares em benefício do mundo”. Este movimento reformulou “a cosmovisão cristã” e “alcançou seu pico com os teólogos da ‘morte de Deus’”. Uma “ultra secularidade” eliminou “a influência cristã” e concebeu o “pluralismo”.

A Disseminação do Projeto Moderno no Mundo e Sua Influência

Apareceram dois padrões comuns nas partes do Terceiro Mundo e do Mundo em Desenvolvimento que aceitaram as mudanças modernistas e a secularização”. No primeiro caso, “um grupo minoritário apropriou-se dos benefícios da infusão do capital e da tecnologia ocidentais, enquanto a vasta maioria continuou a viver dependente da agricultura e em extrema pobreza”. No outro caso, “muitas nações lançaram processos de expansão econômica e de urbanização que levaram ao deslocamento em massa dos grandes setores de suas populações a partir de seus padrões de vida tradicionais”. Este foi o caso, por exemplo, do nosso Brasil.

Durante os últimos trinta anos [décadas de 1960, 70 e 80], a secularização, em face da modernização, tem golpeado muitas das nações subdesenvolvidas e em desenvolvimento com uma vingança”, destruindo todos os seus sistemas tradicionais de cultura. Uns poucos, como o Japão e a Índia, ficaram bem posicionados para incorporar a economia e a tecnologia modernistas sem deixar que seus sistemas tradicionais de crenças fossem deslocados”. Por isto, as missões aqui têm distintos alvos e desafios.

“O massivo crescimento dos centros urbanos nos países que não do primeiro mundo são uma conseqüência da introdução do modernismo, mas não estão ligados diretamente ao desenvolvimento”. Conseqüentemente, acontece “a ruptura da tradição, o rompimento da comunidade, a fragmentação da família”... e o “a necessidade de viver em extrema pobreza”.

O Colapso do Modernismo: Um Mundo Pós-Moderno

“Enquanto verdades empíricas podiam ser mantidas baseadas em ​​"fatos" observáveis, ficava claro que nenhum campo unificado de conhecimento poderia ser construído sem incluir a consideração dos "valores". Era “o colapso do fundamentalismo”... “Da filosofia, a consciência se espalhou pelas outras artes, como a pintura [impressionistas e expressionistas]..., a música, a literatura, o teatro”, onde “líderes em cada disciplina desistiam de tentar descobrir a essência ou os princípios essenciais que se supunham para pressupor e guiar seus trabalhos”.

“A mudança, nessa transição, foi de uma cosmovisão que procurava definir um todo racional para tudo na vida para uma visão de mundo que aceitava a condição humana como relativa para qualquer reivindicação da verdade em qualquer contingente, situação ou circunstância”. “Um mundo relativista... nas ciências físicas [física quântica, teoria da relatividade, princípio da incerteza] e sociais [psicologia Freudiana e sociologia Weberiana], “A própria ciência... estava experimentando uma mudança de cosmovisão”... bem como a “cultura mais ampla e os sistemas econômicos e políticos”.
A secularização passou por duas fases e agora estamos na terceira. “Não estamos mais nos poderes do músculo ou da máquina, mas sim na expansão e manipulação da informação para gerenciar nossas vidas. Isto representa a terceira fase da secularização no mundo Ocidental, uma fase caracterizada pelo poder da informação”... “Nós agora vivemos num mundo de miniaturização, diferenciação e individualização sem fim”... “Mudança e fluxo... em lugar de substância e princípio”.

Resumo Conclusivo

“Seja qual for a nomenclatura, a nova realidade agora torna-se clara. Nós ainda temos os processos básicos da economia modernista por aí, junto com as tecnologias que dirigem seu desenvolvimento, mas nós temos perdido as principais suposições do iluminismo (ordem racional, progresso histórico e gerenciamento da vida) que fundaram sua identidade, e nós temos também visto a diminuição da viabilidade das instituições centrais (estado-nação, capitalismo e burocracia) que moldaram seu desenvolvimento. Isto significa que a secularização ainda é uma realidade, mas tem assumido uma nova face na aldeia global; uma face pós-moderna com ênfases no fluxo, nas superfícies, nas imagens, e, no presente momento, em tudo que opera em comum aceitação do pluralismo e do relativismo”...

Esta cosmovisão pós-moderna, com sua nova face de secularidade, reintroduziu um elemento que o modernismo tinha perdido: a espiritualidade e o sobrenatural. Restam dois desafios para a igreja: apresentar a verdade como verdadeira para quem não entende que exista que a verdade exista e apresentar a verdade como única para os que são pluralistas.

Análise Crítica Conclusiva

Deste material, poderei tirar ótimas referências de apoio para uma parte na minha dissertação onde pretendo apresentar as mudanças de pensamento ao longo do século. Nesta apresentação, faço um paralelismo entre o pensamento filosófico e o puritano, chegando aos nossos dias numa comparação que termina apresentando o neopentecostal como pós-moderno. Este capítulo de Gelder é um apoio que ajuda a responder, ou justificar, a razão de o neopentecostal ser pós-moderno.

Um ponto positivo do pós-modernismo é o seu lado “religioso” de aceitação à espiritualidade e sobrenaturalidade, pois isso abre uma oportunidade evangelística. E este é o vácuo no qual o cristianismo deve pegar ar. Na dissertação que estou construindo, também apresento a mudança da cosmovisão do mundo científico, o que também já era concebido por Craig Van Gelder.

Mas a novidade para mim foi conseguir enxergar, pelas lentes de Gelder, de forma mais límpida, uma diferenciação entre a secularização e o secularismo. Por elas, pude perceber que a secularização seria uma ótima oportunidade para a edificação e o crescimento do cristianismo. O problema foi a introdução da doença chamada secularismo, que meteu, na secularização, uma nova face.

Por um lado, é uma pena que este artigo tenha sido escrito há vinte anos. O que nele é apresentado como “hoje” é obsoleto e carente de reanálise. Por outro lado, é incrível ver como um autor, no milênio passado, falava como se estivesse falando em plena segunda década do século vinte e um. Penso que o que ele mudaria hoje, seria sua postura em exaltar demais os supostos valores do iluminismo, características estas que eram muito falhas também.

Um abraço,

Twitter: @Valdeci_Junior

Informação Bibliográfica: Craig Van Gelder, “Secularization and the City: Christian Witness in Scular Urban” – Disciplin The Church, editado por Roger S. Greenway, 2ªa ed., Grand Rapids, Michigan: Baker Book House, 1992, páginas 69 a 83.

A SUA PRAIA - 1Crônicas 25-27


Você conhece a expressão popular “Qual é sua praia”?
Uma vez, uma conselheira estava orientando sua aconselhada a voltar a estudar, e ela respondeu:
- Ahh, não! Essa não é minha praia!
Então a conselheira, que não conhecia essa expressão, ficou perdida na conversa, mas a aconselhada explicou:
- Estudar não é para mim. Eu gosto de fazer muita coisa, sei fazer muitas coisas, mas estudar não. Não é comigo!
Segundo a aconselhada, estudar não era a praia dela. Mas esse não é um bom argumento, porque estudar não é uma questão de gosto ou tendência é uma obrigação de todos. Mas falando de habilidades... Qual é o seu dom? No que você é bom? O que você faz, é feito com responsabilidade?
O que você faz é muito importante. Em 1Crônicas 25-27, encontramos pessoas de habilidades diferentes. Esses capítulos mostram como os servidores foram divididos em pelo menos umas sete áreas diferentes, de acordo com suas habilidades.
Primeiramente, vemos os músicos, depois porteiros, tesoureiros e outros oficiais que trabalhavam no exército, bem como os líderes das tribos e os superintendentes do rei. Cada um trabalhava em atividades públicas à serviço da comunidade de Israel. Para essas atividades citadas, existiam as recomendações. Interessante foi a recomendação dada para o serviço dos músicos.
Deus leva muito a sério o assunto da música entre os crentes. Fazer música, na linguagem bíblica, era o ministério de profetizar ao som dos instrumentos. A função deles estava sob a supervisão de seus pais, quando ministravam a música no templo do Senhor. Os pais deles estavam diretamente sob a supervisão do rei. As outras tarefas não tinham essa recomendação de que devessem ser supervisionados.
O assunto da música na casa de Deus é tão importante e delicado, que Deus fez questão que esse tema fosse acompanhado de perto. Isso é uma lição para nós de que a música na casa de Deus é primeiramente um ato de profetizar dEle. Ninguém está autorizado a fazer a música na igreja do jeito que bem entende e pronto. Escolher que música será executada, em que momento e de que forma é um assunto que deve estar diretamente submetido à orientação da liderança da igreja e dos mais experientes, por mais que o músico seja bem entendido.
Porque não é uma questão de gosto, é uma questão de princípio. E mesmo não sendo um oficial de música numa igreja, você pode ter sempre um cântico no coração. Para isso, o dom da música não precisa ser sua especialidade. Nem que seja dentro do banheiro, cante louvores ao Senhor a toda hora.
Essa pode ser sua praia!

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segunda-feira, 7 de maio de 2012

RELATÓRIO FIEL - 1Crônicas 21-24


O nosso texto de hoje é 1Crônicas 21-24. Mas quero deixar a leitura com você, porque usarei o comentário para explicar um problema que surge na leitura de 1Crônicas 21:5, apresentando o relatório do recenseamento de Davi. Em 2Samuel 24:9 temos, aparentemente, o mesmo relatório, porém com números diferentes. Aí, surge a pergunta: “Se o evento é o mesmo, e os números não batem, então a Bíblia está se contradizendo?”
Mas fique tranqüilo, porque a contradição está apenas em algumas traduções. Leia, por exemplo, os versos na Bíblia da Linguagem de Hoje. A tradução nessa versão bíblica é um problema, pois a compreensão fica contraditória. Portanto, segue o texto como está no hebraico sem a interpretação.
2Samuel 24:9: E Joabe entregou a soma do número do povo ao rei. E havia em Israel, oitocentos mil homens valentes que puxavam a espada. E os homens de Judá eram quinhentos mil homens.
1Crônicas 21:5: E Joabe entregou a soma do número do povo a Davi. E todos eles de Israel eram um milhão e cem mil homens que puxavam a espada. E Judá era quatrocentos e setenta mil que puxavam a espada.
Percebeu a diferença? Na primeira parte do relatório, enquanto o texto de Crônicas diz que os contados foram os “homens que puxavam a espada”, o de Samuel apresenta como contados os “homens valentes que puxavam a espada”. Há uma qualificação a mais! Isso indica que, do total, um grupo era seleto. Esta qualificação que traduzi como “valentes” vem da palavra hebraica chayil que, quando atribuída a homens, significa uma habilidade. Isto nos leva a entender que, de 1.100.000 homens que puxavam a espada em Israel, 800.000 eram chayil, e os outros 300.000 apenas puxavam a espada, mas não tinham essa patente.
Da mesma forma, na segunda parte do relatório, onde há os números atribuídos a Judá, encontramos uma diferença de qualificação no texto que pode explicar a diferença numérica. Enquanto o texto de Samuel apresenta todos os “homens de Judá”, o texto de Crônicas é mais específico em relatar apenas os “que puxavam a espada”. Percebe? Diante disso, podemos deduzir que em Judá havia um total de 500.000 mil homens alistados dos quais 470.000 eram reservistas oficiais do exército e os outros 30.000 eram dispensados do serviço militar.
A partir de uma leitura fiel ao original hebraico, os textos não se contradizem numericamente. Ao contrário, se harmonizam. Os números estão diferentes, pois tratam de partes distintas de um mesmo relatório.
A Bíblia não se contradiz. Ela é um relatório fiel de Deus no qual você pode confiar. Se você quiser ouvir mais relatórios como esse, acesse www.novotempo.org.br/rnt

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domingo, 6 de maio de 2012

NA MÃO - 1Crônicas 17-20


1Crônicas 17 mostra que Davi queria construir a casa de Deus. Ele queria fazer o melhor que pudesse nisso. Esse relato lembrou-me de uma outra história.
Certa vez, na cerimônia da inauguração de uma igreja nova, na hora do discurso, o pastor disse:
- Eu tenho uma coisa muito valiosa escondida na palma da minha mão. Alguém sabe o que é?
- Uma nota de cem reais! - alguém arriscou.
- Não! Mas é algo muito mais valioso que uma nota de cem reais! E tem mais. Vou dar para quem acertar o que é.
- Daí, outro arriscou: Ah, deve ser um diamante! - e o pessoal começou a dar risada.
Mas o pregador respondeu:
- É muito mais valioso que um anel de diamantes!
Todos ficaram em silêncio. O que seria?
- Vou ajudá-los. - o pastor falou. Vou dar umas pistas. O que tenho escondido na minha mão direita é valioso o bastante para movimentar a economia de um país. E tem mais! Se for devidamente cuidado, pode gerar indústrias e empregos, trabalho e renda. Alguém quer arriscar agora?
Então, um rapazinho levantou e mão e disse, cheio de certeza:
- É uma semente!
O pregador abriu a mão e mostra para os ouvintes um grão de milho, e todos aplaudiram o jovem. O pastor fez a aplicação, dizendo o seguinte: Vejam bem: essa igreja que começa nesse dia também é uma semente. Se vocês cuidarem dela com amor, se investirem nela seu tempo, esforço e talentos, se a colocarem como prioridade em suas vidas, ela irá gerar muitas bênçãos para vocês, suas famílias, amigos e vizinhos.
Era uma grande verdade. Creio que aquele pastor devia conhecer a história de Davi querendo construir a casa de Deus. Se você ler a história, verá que Deus não deixou Davi se apossar de todo o empreendimento. Ele ficou apenas com o “grão de milho na mão”, ou seja, não pôde construir e inaugurar o templo, apenas pode começar o projeto. Mas o que estava ao alcance dele, fez com muita dedicação.
Deus gostou e disse: “Agora, eu o farei tão famoso quanto os homens mais importantes da Terra.” Nos capítulos seguintes, poderemos ver as tantas conquistas que Deus deu a Davi.
O que você tem na mão? Apenas um grãozinho? Se você for dedicado totalmente ao Senhor, talvez não dê tudo o que seu coração ambiciona, mas, com certeza, transformará o que você tem na mão em algo muito grandioso que poderá trazer alegria para você e para muita gente. Então, comece com o que você tem: uma Bíblia.
Abra-a e faça a leitura de hoje.

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sábado, 5 de maio de 2012

A ARCA DA ALIANÇA - 1Crônicas 13-16


Você sabe o que era a arca da aliança?  A arca era uma caixa adornada que servia para guardar as tábuas de pedra gravadas com os mandamentos, também chamada de “arca do testemunho”. Ela ficava localizada no lugar santíssimo do santuário do Israel Antigo, e mais tarde, no templo. O tamanho dela era de 1,30 m cumprimento, por 75 cm de largura e 75 cm de altura. Era feita de madeira de acácia e revestida de outro puro, por dentro e por fora.
Do lado de fora, tinha duas argolas de cada lado, como na parte inferior, que permitiam que ela fosse carregada com duas varas de madeira, colocadas sobre os ombros de levitas coatitas, quando o povo de Israel se mudava de um lugar para o outro e em certas ocasiões solenes. A tampa da arca, de outro maciço, era chamada propiciatório. Por cima dessa tampa, tinha a escultura de dois querubins de outro, um em cada ponta, olhando para baixo, para o lugar onde o Senhor se manifestava quando falava com Moisés.
A arca era o objeto central de todos os móveis do santuário. O conteúdo dela eram só as tábuas dos Dez Mandamentos, mas depois foram adicionados outros objetos como o cajado de Arão, um pouco de maná e os livros da Lei para ficarem ali dentro ou ao lado, perante o Senhor.
Durante toda a viagem que o povo de Israel fez desde o Sinai até a terra prometida, a arca era levada na frente deles. Quando chegaram ao rio Jordão, os homens que a carregavam ficaram no meio das águas divididas enquanto o povo passava.
Ela também foi carregada durante os sete dias que o povo marchou ao redor de Jericó, antes de derrubarem a cidade. E aí, depois da conquista de Canaã, eles a deixaram em Siló provavelmente até ser capturada pelos seus inimigos, no tempo de Eli.
Quando foi devolvida para o povo hebreu, não ficou mais em Siló. Ficou em outros lugares: Bete-Semes, depois em Quiriate-Jearim e depois na casa de Obede-Edom. Finalmente, o rei Davi levou-a para Jerusalém, onde ficou guardada no meio de uma tenda que Davi havia levantado. Depois, quando Salomão construiu o templo, eles a colocaram no lugar santíssimo.
A arca ficou no templo de Salomão até que Nabucodonosor destruiu Jerusalém. E nessa destruição, não sabemos onde a arca foi parar, pois a Bíblia não diz. O que a Palavra de Deus nos mostra é que ela alegrava aquele povo, representando a presença de Deus entre eles.
Um dia, também nos alegraremos na presença de Deus. Esse será um encontro muito feliz!

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sexta-feira, 4 de maio de 2012

POR DENTRO DA FAMÍLIA - 1Crônicas 10-12


Estamos por dentro do livro de Crônicas, por dentro do que aconteceu com o povo de Israel. Hoje, quando você fizer sua leitura bíblica, ficará por dentro de detalhes sobre a família de Davi.
Minha esposa vem de uma família muito grande. É um povão muito querido e bem tradicional. E eles são muitos. Tem um parente que resolveu fazer uma árvore genealógica da família para ir colocando num livro o nome de todas as pessoas da família que ele conseguia. Há uns quatro anos, ele já estava sabe com mais de dois mil nomes. É muita gente!
Ao viajarmos pelo Brasil, se minha esposa fala da cidade dela e se tem alguém por ali daquela cidade, a primeira pergunta é: “Qual é seu sobrenome?” Isso é para verificar se são parentes. E como a cidade de origem deles não é tão grande, provavelmente, serão parentes. Às vezes, nem sabem direito o grau de parentesco, mas são parentes. E vai dizer o contrário para ver. É melhor não contrariar!
Tínhamos um amigo que sabia tudo sobre as ligações entre esses parentes. Parece-me que o avô dele era bisavô da minha esposa, algo assim. Mas o que eu achava interessante é que aonde íamos, se encontrássemos um desses milhares de parentes, esse amigo nosso ia perguntando o sobrenome, o nome dos pais, irmãos, tios chegados e conseguia fazer a ligação. E daí era uma piada, porque em cada encontro desses, ninguém mais sabia ligar todo mundo da família como ele, por isso, sempre dava uma aula de parentesco para nós.
Ele sempre estava por dentro de tudo sobre o pessoal dele, a família. Isso fazia com que ele tivesse um respeito muito grande dentro da família, valorizando-a.
E você, valoriza sua família? Importa-se em estar por dentro de tudo sobre ela? Além de valorizar sua família, quero chamar você para valorizar outras famílias que estão na nossa leitura.
Como já mencionei, é importante saber os detalhes e saber quem é quem nessas ligações de parentescos, porque isso enriquece a conversa bíblica. No momento em que um grupo conversar sobre o assunto e surgir uma dúvida, você saberá responder. “Não, fulano, era bisneto de beltrano e primo lá do outro... e era por isso que...” Percebe? Conhecer o povo da Bíblia e saber a ligação deles é fundamental para ficar por dentro da Bíblia como um todo.
Afinal, quando nos inteiramos desse povo bíblico, estamos ficando por dentro é da nossa própria família, porque todos somos filhos e filhas de Deus. Aproveite este dia, sentindo-se um filho ou filha de Deus, na certeza de que Ele ama você.

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quinta-feira, 3 de maio de 2012

LISTA IMPORTANTE - 1Crônicas 07-09


Você está bem? 
Estamos aqui, mais uma vez, para fazermos uma reflexão sobre a leitura de hoje. No entanto, fico me perguntando sobre como você está. Você está bem? Deus tem cuidado de você direitinho? Você sabia que faz parte da lista de Deus?
Lista de Deus? Como assim? É que o nosso Deus em quem acreditamos e a quem adoramos não fica lá cima olhando aqui para baixo, para nós, como uma multidão, como se fôssemos todos uma coisa só, como alguém que olha para um formigueiro e não vê diferença entre uma formiga e outra e só vê um monte de formigas todas iguais. Deus não faz isso conosco.
Estou falando isso porque a nossa leitura de hoje mostra exatamente isso. O conteúdo dos três capítulos de hoje é lista, lista, listas e mais listas. Lista de pessoas, descendentes de Issacar, de Benjamim, de Naftali, de Manasses, de Efraim, de Aser, de Benjamim... Enfim, o povo de Jerusalém. Muita gente! Esse texto de hoje faz parte dos trechos da Bíblia que chamamos de genealogias. Há dois pontos interessantes nesse tipo de texto que quero detalhar.
1) Como Deus é detalhista na organização! Tem o nome de cada um dos filhos deles, das terras que receberam para morar, tudo contado certinho. Será que nós somos tão organizados como Deus é? Como estão os seus arquivos?
2) Como Deus se importa com as pessoas! Aí tem o nome de todos elas. Deus não se esquece de ninguém! O que está na nossa Bíblia foi escrito sobre o povo que viveu uns 1000 anos a.C., mas era o povo de Deus, quem Ele tinha na época. Deus sabe quem é quem. Por exemplo, você sabe quem foi Mesulão? Não, né? Mas Deus sabe. E sabe quem foi Matititas? Não! Era o camarada encarregado de assar os pães. E daí? E daí nada! Não é assim que se fala.
E se colocarmos o seu nome nessa pergunta? Como fica? Repita comigo: Você sabe quem foi...? Coloque o seu nome nessa pergunta. E agora damos importância, não damos? Você sabe por que quer ser reconhecido? É porque você é importante. Então, não fique se perguntando por que existem estas listas enormes na Bíblia. Afinal, se Deus fosse fazer uma lista do povo dEle hoje, novamente, Ele iria colocar seu nome nela. E você iria achar muito bom, não é mesmo? Com certeza, pois você é importante para Deus.
Então, leia com carinho a lista dos queridos dEle dando importância a cada nome mencionado como se fosse seu próprio nome.
Que seu nome também esteja no Livro da Vida colocado lá pelo próprio Deus!

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quarta-feira, 2 de maio de 2012

DETALHE JABEZ - 1Crônicas 04-06


Você está realmente “Por Dentro da Bíblia” ou está só fazendo uma leitura superficial dela? Pergunto isso porque, para os capítulos da Bíblia que estamos lendo esses dias, pode ser que surja um tipo de tentação de apenas dar uma “corrida de olho por cima” e já terminar a leitura ou, então, dar um pulo lá para frente. Quero que você entenda que não compensa fazer isso. Para tanto, vou dar um exemplo para você.
Se você der só uma olhada por cima dos textos, verá um monte de nomes e pronto. Mas, se ler atentamente, conseguirá extrair grandes e muitas lições dos detalhes.
Por exemplo, lendo o capítulo quatro, irá passando pelas informações de geração em geração, falando sobre os pais e filhos. De repente, quando chega a um personagem chamado Jabez, a Bíblia fala um pouquinho mais dele, gastando dois versos para mencioná-lo. Pronto! É tudo o que a Bíblia diz sobre ele.
Mas e daí, qual a diferença? A diferença é que tem umas palavras a mais sobre Jabez que os outros. E dá para tirar alguma lição sobre isso? Veja bem, Bruce Wilkinson conseguiu escrever um livro maravilhoso só sobre a oração de Jabez, um best-seller. Tudo porque prestou atenção na leitura das genealogias.
Compensa ler esse livro, viu? “A Oração de Jabez”, da editora Mundo Cristão. Nesse livro, Bruce questiona o que será que Jabez fez para ter sido mais ilustre que seus irmãos. Essa é a primeira questão respondida por Wilkinson.
Esse autor segue falando que a oração de Jabez é um marco na história da humanidade porque ela é uma oração que reúne visão, missão e valores. É um tipo de prece que dá esperança, amplia os horizontes e concede combustível para as almas que estão aflitas e sem perspectivas. Na realidade, a riqueza das palavras e a sinceridade do pedido que Jabez fez demonstram o profundo desejo dele de mudar o rumo da sua vida, da sua cultura e de como influenciar as outras pessoas.
Jabez: guarde esse nome. Um homem cujo nome significava sofrimento, um anônimo transformado em ilustre, uma oração simples com quatro pedidos diretos e uma resposta que mudou, para sempre, sua vida e de sua descendência. Essa história também poderá mudar sua vida.
Bem, mas o destaque que Wilkinson fez de Jabez é um dos tantos destaques que podem ser feitos de detalhes da nossa leitura de hoje. O de Jabez, esse autor já fez. E os outros? O que você destacará na leitura? Vá fundo e cave tesouros novos de “pequenos grandes detalhes” escondidos nas Escrituras Sagradas. Descubra lições valiosas para sua vida!

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terça-feira, 1 de maio de 2012

VOCÊ NA LISTA - 1Crônicas 01-03


E aí, hoje você está trabalhando ou descansando? Você acha que neste feriado deveríamos descansar? Há pessoas que dizem: Como pode, bem no dia do trabalho, pararmos de trabalhar? Mas não é bem assim. Na realidade, esse dia não foi criado como dia do trabalho. Foi uma política do presidente Vargas que exaltava o trabalho em detrimento do trabalhador quem criou essa idéia e gerou esse título. Mas essa data, em suas origens, comemora, na realidade, o dia do trabalhador.
Antigamente, o trabalhador era muito oprimido. A jornada de trabalho era de 16 horas e não existia nada dessas garantias e direitos que temos hoje. Esse dia, então, é em homenagem a muitas pessoas que, no passado, lutaram - alguns até morreram - para conseguir alguns direitos que garantissem a dignidade do trabalhador. Portanto, hoje é o seu dia.
Para quem está descansando, tenha um descanso merecido. Mas, talvez, alguém precise trabalhar. Pode ser plantão, trabalho autônomo, hora extra para levar um pouquinho mais para a família. É... Brasileiro é povo trabalhador. Por isso que não tenho dificuldade em chamar você para mais um desafio: a leitura do livro de Crônicas. Você topa?
E será um trabalho mesmo, pois a leitura do início desse livro não é tão fácil de fazer como vínhamos fazendo no final do livro dos Reis. Há listas, genealogias, descendências. Precisa de disciplina para fazê-la e não é para qualquer um, não. É para pessoas que não correm do dever, como você.
Vou dar uma dica para ajudar você a fazer essa leitura de hoje. Pegue três canetas, uma de cada cor. Por exemplo, canetas vermelha, azul e preta. Quando você estiver fazendo a leitura de hoje, pode fazer o seguinte: para cada nome de pessoa que você encontrar e que nunca tinha ouvido falar antes, marque de vermelho. Para cada nome de pessoa que encontrar e que já ouviu falar, mas não conhece ninguém com aquele nome, marque de preto. E para cada nome de pessoa que você encontrar e que conhece alguém com aquele nome, marque de azul. Quando terminar de ler os três capítulos, essas páginas da sua Bíblia estarão bem coloridas.
Aí você volta e verifique qual a cor ficou predominante. Com isso, poderá tirar alguma lição para sua vida do quanto já é familiarizado com a Bíblia ou do quanto precisa se familiarizar mais.
Falando de familiarização com a Bíblia, o sonho de Deus é ter seu nome incluído nessa lista dos nomes do povo dEle. Você está fazendo alguma coisa para deixar seu nome incluído na história do povo de Deus? Vai sublinhá-lo de que cor?

Twitter: @Valdeci_Junior
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Fátima Silva