terça-feira, 20 de novembro de 2012

O CASTIGO DIVINO


Uma abordagem sobre o caráter de Deus


Alguns adventistas que pretendem exaltar o caráter amorável de Deus argumentam que é contrário a Sua natureza executar juízos ou castigos. No entanto, o apóstolo Paulo diz claramente na epístola aos Hebreus que como o pai castiga o seu filho que ama, Deus também castiga aos que ama (Hb 12:4–11 ). Isto significa que Ele castiga. No entanto, o castigo de Deus é uma conseqüência de nosso pecado. Não se origina em Deus (Tg 1:13). A necessidade de castigo se origina em nós. Em nosso pecado, em nossa desobediência, em nossa dificuldade para atender as coisas de Deus.
Deus é amor e misericórdia (1 Jo 4:8), mas também é justiça (Sl 89:14), e a Sua justiça pode por vezes manifestar-se em juízo punitivo contra o pecado e a transgressão (Rm 1 e 2). A Bíblia fala a respeito das manifestações de juízo como sendo atos de Deus, isto é, Deus agindo (Gn. 6:13 e 17; Gn. 19:24; Ex. 12:12 e 29; etc.).

Juízos no passado
A destruição de Mídiã e de Jericó são dois bons exemplos dessa realidade. Números 31 descreve a destruição total dos midianitas que haviam conspirado a fim de seduzir os israelitas e induzi-los à fornicação e idolatria, no incidente em Baal-Peor (Num. 25:1-9). O resultado foi uma praga contra os israelitas, que lhes custou 24 mil mortos, além do afastamento de Deus. A hediondez do pecado deles contra o povo eleito junto com a ameaça de sedução à apostasia sujeitaram os midianitas ao julgamento divino, de modo que se formou um exercito de 12 mil guerreiros; mil de cada tribo, sob a liderança de Finéias, neto de Arão (v. 6).
O ataque foi tão bem-sucedido que, sem uma baixa sequer (v.49), os israelitas derrotaram e mataram os cinco reis dos midianitas bem como todos os seus soldados. Balaão, que fora o instigador da apostasia em Baal-Peor, morreu nessa batalha. Todas as mulheres e as jovens que haviam sido sexualmente ativas foram sentenciadas à morte (vs. 15-18), depois de Moisés haver ordenado nesse sentido. Somente foram poupadas as virgens, as quais foram tomadas como servas nas casas dos israelitas.
Teria sido moralmente justificada essa ação militar? Os que desejam argumentar que foi uma atitude cruel e desnecessária devem discutir com o próprio Deus que comandou a operação. Entretanto, parece que, à luz de todas as circunstâncias e do contexto da crise, a integridade da nação toda estava em perigo. Se a terrível ameaça que pesava contra a existência de Israel, como povo da aliança, houvesse sido tratada de forma menos rigorosa, é muitíssimo duvidoso que os Israelitas tivessem conseguido conquistar Canaã, ou exigido a devolução da Terra Prometida como herança sagrada de Deus.
Sobre a destruição de Jericó, Josué declara: “Tudo quanto na cidade havia destruíram totalmente a fio de espada, tanto homens como mulheres, tanto meninos como velhos, também bois, ovelhas e jumentos” (Js 6:21).
“A destruição total do povo de Jericó não era senão um cumprimento das ordens previamente dadas por intermédio de Moisés, concernentes aos habitantes de Canaã: ‘Quando... o Senhor Deus as tiver dado diante de ti, para as ferir, totalmente as destruirás. Das cidades destas nações... nenhuma coisa que tem fôlego deixarás com vida.’ Deut. 7:2; 20:16. Para muitos estas ordens parecem ser contrárias ao espírito de amor e misericórdia estipulado em outras partes da Bíblia; mas eram na verdade os ditames da sabedoria e bondade infinitas. Deus estava para estabelecer Israel em Canaã, desenvolver entre eles uma nação e governo que fossem uma manifestação de Seu reino na Terra. Não somente deveriam ser os herdeiros da verdadeira religião, mas deveriam disseminar seus princípios por todo o mundo. Os cananeus haviam-se entregado ao mais detestável e aviltante paganismo; e era necessário que a Terra fosse limpa daquilo que de maneira tão certa impediria o cumprimento dos graciosos propósitos de Deus. Aos habitantes de Canaã havia sido concedida ampla oportunidade para o arrependimento. ... Semelhantes aos homens antediluvianos, os cananeus apenas viviam para blasfemar o céu e contaminar a Terra. E tanto o amor quanto a justiça exigiam a imediata execução destes rebeldes a Deus, e adversários do homem.” – Patriarcas e Profetas, p. 492.

Juízos no presente
O Espírito de Profecia declara: “A medida que transcorre o tempo, torna-se mais e mais evidente que os juízos divinos estão no mundo. Por meio de incêndios, inundações, e terremotos, Deus está advertindo da Sua próxima vinda os habitantes deste mundo. Aproxima-se o tempo da grande crise da história do mundo, em que cada ato do governo de Deus será observado com interesse intenso e apreensão indizível. Os juízos seguir-se-ão em sucessão rápida: incêndios, inundações e terremotos, com guerra e efusão de sangue. Oh! Se o mundo ao menos conhecesse o tempo da Sua visitação!” (Testemunhos Seletos, vol. 3, p. 333).
E acrescenta: “Nosso Deus é um Deus de misericórdia. Com longanimidade e terna compaixão Ele trata com o transgressor da Sua lei. E, contudo, nestes nossos dias, quando homens e mulheres têm tantas oportunidades para se familiarizarem com a divina lei como revelada no Santo Escrito, O grande Governador do universo não pode olhar com qualquer satisfação a ímpia cidade, onde reina a violência e o crime. O fim da tolerância de Deus com os que persistem na desobediência está se aproximando rapidamente.
                   Devem os homens ficar surpreendidos com uma súbita e inesperada mudança no trato do Supremo Governador com os habitantes do mundo caído? Devem eles ficar surpreendidos quando a punição segue a transgressão e a crescente criminalidade? Devem-se surpreender de que Deus leve a destruição e a morte sobre aqueles cujo ganho ilícito tem sido obtido através do engano e fraude? Muito embora o fato de que crescente luz com respeito aos reclamos de Deus tem estado a brilhar em seu caminho, muitos se têm recusado a reconhecer a soberania de Jeová, e têm escolhido permanecer sob a bandeira negra do originador de toda rebelião contra o governo do Céu.
 A longanimidade de Deus tem sido muito grande – tão grande que quando consideramos o contínuo insulto a Seus santos mandamentos, ficamos maravilhados. O Onipotente tem estado a exercer um poder restringidor sobre Seus próprios atributos. Mas certamente, Ele se levantará para punir o ímpio, que tão ousadamente tem resistido aos justos reclamos do Decálogo.
 Deus concede ao homem um período de graça; mas há um ponto além do qual a divina paciência se esgota, e os juízos de Deus se seguem seguramente. O Senhor trata pacientemente com os homens, e com cidades, misericordiosamente dando advertências para salvá-los da ira divina; mas virá o tempo quando não mais se ouvirão súplicas por misericórdia, e o elemento rebelde que continua a rejeitar a luz da verdade será riscado, em misericórdia para com eles mesmos, e para com aqueles que de outro modo seriam influenciados por seu exemplo.
 É chegado o tempo em que haverá no mundo tristeza que nenhum bálsamo humano pode curar. O Espírito de Deus está sendo retirado. Catástrofes por mar e por terra seguem-se umas às outras em rápida sucessão. Quão frequentemente ouvimos de terremotos e furacões, de destruição pelo fogo e inundações, com grande perda de vidas e propriedade! Aparentemente, essas calamidades são caprichosos desencadeamentos de forças da Natureza, desorganizadas e desgovernadas, inteiramente fora do controle do homem; mas em todas elas podem ler-se o propósito de Deus. Elas estão entre os instrumentos pelos quais Ele busca despertar homens e mulheres para que sintam o perigo.” (Profetas e Reis, pp. 270-272).
O Espírito de Profecia declara também que os anjos são os mensageiros e emissários de Deus para executarem Seus juízos. “Já os anjos de Deus estão a trabalhar no juízo, e o Espírito de Deus está gradualmente abandonando o mundo.... A Seus anjos dá Ele a incumbência de executar Seus juízos.” (Testemunhos Para Ministros, p. 431).

Juízos no futuro
As últimas pragas, como a morte, são atos que, segundo o profeta, são a estranha obra de Deus (Is 28:21). Atos de juízo. Novamente o juízo é um castigo. Mas não originado em Deus. É uma conseqüência de nossas faltas. O castigo e o juízo se originam em nós. Se nós não cometêssemos nenhuma falta, se nunca tivéssemos pecado, Deus também nunca teria castigado. A morte do pecador não existiria. Mas a realidade é que o pecado existe em nós, somos desobedientes, somos tardos para aceitar os ensinos de Deus. Por esta razão, existe o castigo sobre o pecador, existe a morte do pecador e existem as sete últimas pragas como castigo sobre a sociedade humana.
As sete últimas pragas são descritas como “a ira de Deus” (Ap. 15:1). Depois de derramar a terceira praga, diz o anjo de Deus: “Tu és justo, tu que és e que eras, o Santo, pois; porquanto derramaram sangue de santos e de profetas, também sangue lhes tem dado a beber; são dignos disso”. Em resposta a estas palavras o profeta ouve outra voz dizer: “Certamente, ó Senhor Deus, Todo-Poderoso, verdadeiros e justos são os teus juízos” (Ap. 16: 5-7).

A Morte do Ímpio
Algumas pessoas crêem que o pecado é auto destrutivo uma vez que traz em si mesmo conseqüências e resultados específicos que destroem o pecador. Esse é, geralmente, o caso. Mas a extinção final do pecado, do pecador e dos poderes do mal é algo diferente. Neste caso, Deus é descrito como estando direta e pessoalmente envolvido.
Na morte de Jesus o Pai estava envolvido diretamente também. Jesus bebeu da taça do julgamento de Deus (Mt 23:39). O Pai não O poupou (Rm. 8:32),  mas O feriu (Is 53:4), “fez cair sobre ele a iniqüidade de nós todos” (Is 53:6), “agradou moêlo”(Is 53:10) e O entregou para morrer (Rm. 4:25).
Em apoio desse ponto Ellen White comentou: “A espada da justiça foi desembainhada, e a ira de Deus contra a iniqüidade recaiu sobre o substituto do homem, Jesus Cristo, o unigênito do Pai” (SDABC, vol. 5, p. 1.103).
Foi necessário que Jesus morresse como portador do pecado. Aceitou a justiça e a justa vontade do Pai para Ele. Na cruz, Ele sofreu até que, voluntariamente, entregou a vida a Seu Pai. Uma vez que Sua morte era parte do plano da salvação.
Ellen White disse que “alguns têm visão limitada quanto à expiação. Pensam que Cristo sofreu apenas pequena parte da pena da Lei de Deus; julgam que, ao passo que a ira de Deus foi experimentada por Seu querido filho, Este tinha, através de todos os Seus dolorosos sofrimentos, a demonstração do amor de Seu Pai e de Sua aceitação; que as portas do sepulcro se achavam iluminadas diante dEle por vívida esperança, e que Ele tinha a constante evidência de Sua futura glória. Eis um grande engano. A mais intensa angustia de Cristo era o senso de desagrado do Pai. Sua agonia mental por causa disso foi tão intensa, que o homem pode ter apenas uma pálida concepção a esse respeito.” (Testemunhos para a Igreja, vol. 2, p. 19).
Na verdade Jesus experimentou o abandono divino como nenhum ser humano jamais experimentou (Mt. 27:46). Levou sobre Si o pecado do mundo todo e experimentou a segunda morte (Ap. 20:14).
As palavras de Ellen White são esclarecedoras: “Cristo sentiu a angústia que há de experimentar o pecador quando não mais a misericórdia interceder pela raça culpada. Foi o sentimento do pecado, trazendo a ira divina sobre Ele, como substituto do homem, que tão amargo tornou o cálice que sorveu, e quebrantou o coração do Filho de Deus” (O Desejado de Todas as Nações, p. 561).
No caso dos ímpios, eles receberão a recompensa de acordo com suas obras (Ap. 20:13). Essa não será uma dor auto-infligida ou provocada por Satanás. Deus, pessoalmente, dará a eles o que escolheram como seu destino final: morte eterna.
O fogo de Apocalipse 21 será literal. É um fogo que consome tudo e todos (Ap 20:9). É um fogo que purifica a Terra. Não se trata simplesmente da glória de Deus. É um fogo que se expande, pois abrange toda a Terra. Como se originará esse fogo? Nós não o sabemos. A Bíblia não explica os detalhes. Geralmente quando acendemos um fogo temos algo que dá origem a esse fogo. Por exemplo, um fósforo. O que Deus utilizará para iniciar esse fogo não sabemos. De qualquer maneira, será um fogo poderoso que destruirá eternamente tudo o que existe sobre a Terra, incluindo os ímpios (Ml 4:1-3). Na epístola de São Judas 7 lemos que como exemplo desse fogo destruidor, Deus nos deu o caso da destruição de Sodoma e Gomorra. Nada restou dessas cidades. Foram totalmente destruídas e queimadas pelo fogo literal.

Conclusão
O amor de Deus é santo, não indulgente ou sentimental. O salmista diz: “Justiça e direito são o fundamento do Teu trono; graça e verdade Te precedem” Sl. 89:14. Amor e justiça são dois lados da mesma moeda e precisam ser colocado no devido equilíbrio.
Conquanto a destruição dos ímpios seja mencionada como o “estranho ato” de Deus (Is. 28:21), a verdadeira justiça requer punição e execução apropriadas. “[Deus] recompensará cada um segundo as suas obras.” (Rm. 2:6). Tormento infindável não é justiça. Mas a justiça requer castigo adequado pelos pecados e crimes que o impenitente tenha cometido. Amor e justiça são dois aspectos do caráter divino. É o santo amor que finalmente torna o Universo seguro.
Unicamente Deus, a Fonte de vida, tem o direito e autoridade de privar um ser vivente de sua vida. Aos que escolheram permanecer rebeldes e impenitentes, Ele terá que punir de acordo com seus atos e privá-los da própria vida. Isto é simplesmente justiça e misericórdia.


Érico Tadeu Xavier
Docente da Faculdade de Teologia da Bolívia

Leia também sobre este tema em: Deus Castiga e também em Quando Deus Não Responde, Que Bênção!

RELACIONAMENTOS: ESSE É O PONTO - Romanos 14-16


Estamos chegando ao final do livro de Romanos. Espero que você esteja muito feliz por participar do “Por Dentro da Bíblia”, lendo a Palavra de Deus diariamente. Para entender o que estou falando, é o seguinte: temos um plano, um programa de lermos a Bíblia inteira em um ano. Então, lemos três a cinco capítulos por dia todos os dias. Isso cada um faz individualmente. E aqui no programa “Por Dentro da Bíblia”, eu faço um comentário geral sobre a leitura ou algo relacionado da leitura. Dessa forma, vamos nos “relacionando” e, também, nos relacionando com Deus.
Por falar nesse assunto de nos relacionarmos bem, esse é o ponto da leitura de hoje. No capítulo 14, onde a realidade do assunto vem desde o capítulo 12, o assunto é o bom convívio e o não-escândalo entre os irmãos. E uma dica para entender o livro de Romanos e os escritos de Paulo de uma maneira geral, é que precisamos manter o foco no assunto principal do texto. Paulo, quando escrevia, como alguém muito culto, tinha em mente, de maneira bem clara e definida, o ponto principal do que ele estava falando. Ao tratar do assunto principal, de vez em quando, o apóstolo dava alguns toques em um ou outro assunto secundário que estavam relacionados com o que ele estava falando, mas não era exatamente o que ele estava falando.
Isso ocorre, por exemplo, em Romanos 14, quando ele cita a questão dos alimentos. Para entender esse assunto, é preciso comparar com 1Coríntios 8. Da mesma forma, Paulo fala da questão dos dias que, para entender, precisa comparar com Colossenses 2:16. Mas o segredo é procurar entender o assunto principal. E é sobre esse ponto principal que quero concluir, pois foi sobre isso que Paulo terminou, na teoria e na prática, o livro que ele escreveu para os Romanos.
O assunto “relacionamentos” era muito importante na mente de Paulo. Uma das coisas mais importantes do cristianismo é o bom relacionamento com Deus e com as demais pessoas. E nisso, você precisa sempre lembrar uma coisa: a felicidade elevada ao coração é igual à soma dos relacionamentos elevados à compreensão. Isso é fundamental, porque a compreensão, a aceitação e a cooperação são tudo.
Afinal de contas, o que iremos levar dessa Terra para o Céu? Não levaremos casas, carros, emprego, diplomas, nada. Isso tudo vai ficar e queimar, apodrecer, acabar. Mas no Céu, nos encontraremos com Jesus, esse Senhor maravilhoso com quem nos relacionamos, e com as pessoas queridas que amamos que forem para lá.
Portanto, valorize aquilo que é mais importante neste mundo: as pessoas!


Valdeci Júnior
Fátima Silva

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

CONFIRMAÇÃO OU PREDESTINAÇÃO? - Romanos 11-13


Inserida no cristianismo, existe uma heresia sobre a predestinação, oriunda da época de Calvino. Segundo tal ensinamento, o homem já nasceria destinado ao Céu ou ao inferno, e não haveria nada que se pudesse fazer para mudar isso. Para defender esse ensino, usa-se, equivocadamente, Romanos 9:18. E os problemas aparecem por: 1) Tirar o texto do seu contexto; 2) Ignorar o que o autor está realmente querendo dizer; 3) Misturar um texto com outro. E esse foi o erro de Calvino.
Então, para entender esse assunto - dos ramos enxertados de Romanos 11 - é preciso ver onde começa (cáp. 9) e onde termina (cáp. 11) o assunto. O problema de Calvino foi que quando ele tentou fazer essa delimitação, ele misturou isso aí com o capítulo 8, que fala de outros assuntos.
No capítulo 9, Paulo muda de direção no texto. Ele discute o método para ser filho de Deus, argumentando que não basta ser da descendência de Abraão. Deus estabeleceu um meio para que as pessoas pudessem fazer parte do seu povo: a fé. Então, nesse contexto, o entendimento de Paulo é que os gentios não são aqueles que não tiveram oportunidade de conhecer a Deus, mas aqueles que anteriormente rejeitaram a Deus. Porque, para o judeu, o entendimento era de que as nações tinham tido a chance de aceitar a Deus, mas como tinham rejeitado a Ele na Torre de Babel, então Deus tinha estabelecido o seu pacto com Abraão.
Mas a desobediência por parte de homens que não aceitaram anteriormente não significa que eles estão rejeitados para sempre. Pelo contrário, todos são objetos da misericórdia de Deus. Essa é a mensagem de Romanos 11.
Jerusalém, na época da pregação dos apóstolos (começo do livro de Atos), tinha perto de cinqüenta mil habitantes e, nessa ocasião, já havia mais de dez mil cristãos. Então, como o cristianismo foi o grupo judeu mais bem-sucedido entre todos os grupos religiosos judeus do primeiro século, o sucesso dos cristãos levantava oposição dos demais grupos, por isso veio a perseguição. Era essa a problemática que Paulo estava resolvendo: a aceitação não dependia da nacionalidade, dependia de sua entrega a Jesus. Assim, se ela já pertencia à videira desde o começo, continuaria sendo um bom galho; se não, Deus enxertaria a pessoa, e ela passaria a fazer parte do Corpo de Cristo.
Nesse ponto entra a aplicação de Romanos 9:18. Deus confirma ou desaprova uma pessoa em Seu reino, de acordo com a escolha que ela fez, e não de acordo com os pressupostos culturais, a opinião dos outros, ou os preconceitos separatistas.
Escolha estar perto de Jesus!



Valdeci Júnior
Fátima Silva

domingo, 18 de novembro de 2012

QUE BOM! - Romanos 08-10


Havia duas amigas que não se viam há muito tempo. Certo dia, porém, elas se reencontraram e começaram a colocar a conversa em dia, que foi mais ou menos assim:
- Então, amiga, pelo que estou vendo aí no seu dedo, você está casada, né? Que legal! Como é o seu marido e onde vocês se conheceram?
Daí a outra abriu um sorriso e contou sua história:
- Ih, amiga! Nem te conto! Foi o seguinte: depois que nos mudamos, conheci muitas pessoas novas. Entre elas, um rapaz muito bonito, militar, com porte atlético... Tudo de bom!
A moça continuou contando que foi amor a primeira vista e o namoro “rolou” rapidinho. Só que com pouco tempo, ele foi transferido para um lugar muito longe.
- Amiga, a gente sofreu com a despedida, mas quando ele viajou, prometeu que iria escrever todos os dias. Você sabe que homem não costuma fazer essas coisas, mas ele fez. Por um longo tempo, ele cumpriu, com toda fidelidade o que havia prometido.
E a mulher continuou:
- Todas as manhãs eu esperava o carteiro lá no portão. Ele até já sabia meu nome. Dizia todos os dias: “Bom dia, Mariana! Mais uma cartinha para a senhorita!” E eu caia na risada. Mas com o passar do tempo, as cartas foram diminuindo, diminuindo e se tornando cada vez mais frias e rotineiras. Eu ficava tão triste, que até o carteiro percebia e tentava me consolar: “Não fique triste Mariana, no fim tudo vai dar certo.” Mas era uma depressão, sabe? E não parou por aí... Em um belo dia, o infeliz mandou uma carta terminando o nosso namoro. Ponto final!
A essa altura, a mulher que estava ouvindo a história não estava entendendo mais nada. Ela fez uma careta, ficou ansiosa e interrompeu a outra:
- Mas sim, e daí? Conta logo! Ele se arrependeu? Voltou de joelhos? Apareceu de repente com uma aliança? Conte amiga!
- Nada disso, amiga! Sabe o que aconteceu? Adivinhe! Acabei me apaixonando pelo carteiro. Ele sempre foi tão simpático, atencioso e carinhoso. Agora, já estamos casados há cinco anos, e eu não me canso de agradecer a Deus por ter colocado esse homem no meu caminho.
Sabe o que é isso? O lado da amiga que estava interrogando e ansiosa para saber logo o final, somos nós, quando queremos saber todos os porquês, vivendo com ansiedade, não se contentando com as coisas. O que aconteceu com Mariana é o que está na leitura bíblica de hoje: “Deus age em todas as coisas para o bem daqueles que o amam”.
Deixe Deus controlar sua vida também!



Valdeci Júnior
Fátima Silva

sábado, 17 de novembro de 2012

É MELHOR SEM O PECADO - Romanos 05-07


Você já parou para pensar no que o pecado faz com o pecador? Com base na leitura de Romanos que estamos fazendo, dá para pensarmos um pouco sobre isso. Romanos 6:16 diz: “Não sabem que, quando vocês se oferecem a alguém para lhe obedecer como escravos, tornam-se escravos daquele a quem obedecem: escravos do pecado que leva à morte, ou da obediência que leva à justiça?”
Isso quer dizer que para ilustrar o poder devastador do pecado, Paulo, algumas vezes, personifica o pecado como um verdadeiro tirano. Veja que em Romanos 5-7, Paulo diz que o pecado entrou no mundo através de um homem, reina sobre os seres humanos, engana, escraviza e produz a morte.
E aqui nesse livro, Paulo nos ensina que o pecado de Adão e Eva foi único no fato de ter resultado na subjeção de todas as coisas ao seu poder corrupto. Porque, a ação de Adão e Eva foi, simplesmente, na busca deles por autonomia, uma troca. Eles trocaram o senhorio de Deus pela escravidão e pela liderança corrupta de Satanás. Assim, Satanás tornou-se o príncipe deste mundo. E o pecado virou um poder universal do qual os seres humanos não têm a habilidade e o poder de escapar dele.
Além disso, Paulo ensina que a queda de Adão e Eva trouxeram, também, o poder do pecado sobre a natureza. O poder terrível do pecado alcançou também a criação de Deus em nosso planeta. Não é o resultado de uma ação em si; é a conseqüência da entrada do pecado no mundo. Dessa forma, na natureza e nos seres humanos, na nossa atual realidade de mundo, existe uma condição corrompida por causa da presença do pecado no mundo.
Para resolver isso, foi necessária uma manifestação de poder que viesse de fora da esfera da existência humana, e de fora da própria natureza, que pudesse redimir o mundo caído em pecado. Isso só poderia acontecer através de Jesus. Aí vemos a mensagem bonita que estamos lendo em Romanos.
Tente imaginar o que este mundo seria se não tivesse existido a entrada do pecado na Terra. Como ele seria? Quão diferente seria? Já pensou o quanto nossa vida seria diferente? Então, pense o que essas diferenças poderiam dizer para você com respeito ao tanto que a realidade do pecado pode ser devastadora na nossa vida.
Esse tipo de reflexão é muito bom para percebermos o quanto o pecado é mau e o quanto precisamos evitá-lo na nossa vida. Então, a dica de hoje é que você veja isso com seus próprios olhos, fazendo a leitura bíblica. Entregue-se a Deus diariamente!



Valdeci Júnior
Fátima Silva

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Você Acredita em Milagres?

O FASCÍNIO DOS MILAGRES
Uma Visão Bíblica dos Fenômenos de Cura


“Você Acredita em Milagres?” Lugar-comum, esta pergunta passa por todos nós, mais cedo ou mais tarde em nossa vida. Não de forma trivial, mas mexendo com o que de mais valor nós temos. E nesta avenida você imagina de tudo. A possibilidade da mágica, do charlatanismo, da força do pensamento positivo, da fraude, do sensacionalismo, do ceticismo, da superstição, da fé, da ação de um deus, da intervenção do Diabo, do equívoco... da realidade. Verdade ou mentira?

A forma como acreditamos não muda praticamente nada do que realmente acontece (ou a “fé” pode determinar o “milagre”?). Muitas coisas, acredite você ou não, existem (ou não existem) e ponto final. É por isso que Marcos De Benedicto chama o leitor a colocar lentes que lhe possibilitem enxergar através de “uma visão bíblica dos fenômenos de cura”, O Fascínio dos Milagres.

Benedicto, além de ser bacharelado, mestrado e doutorado em seminários bíblicos de reconhecimento internacional, é jornalista. Por isto, sua pesquisa se faz bastante equilibrada. De forma bem realista, além de tentar definir “milagre” por todos os prismas possíveis, ele, de forma muito à vontade, apresenta o que há de crítica aos milagres, através da exposição das pontuações realmente factuais do mundo complexo em que vivemos.

Mas se é algo tão criticado, pra que serve? Aí sim, ao buscar os propósitos dos milagres, Benedicto explora a teologia, a Bíblia. E o interessante é que, nesse filtro, o que pareceria ser simplificador, é amplificador. As ferramentas de cura, as práticas de cura proibidas, colocados aos relatos de cura e levados à avaliação, deixam o leitor fascinado. Confesso que não sou tão fascinado pelo assunto “milagres”, mas ao ler este livro fiquei fascinado pelo que ele traz em si.

“Para os verdadeiros crentes, nenhum milagre é necessário. Para os incrédulos, nenhum milagre é suficiente” (Nancy Gibbs, citada à página 19 de O Fascínio dos Milagres). E para você, eu lhe digo que você vai definir-se muito mais quanto a este assunto, depois de ler este livro. Se você acha que está definido demais em relação ao escopo, cuidado, porque o que você vai descobrir poderá surpreender-lhe milagrosamente.

Um abraço,
Pr. Valdeci Jr.

Dados  do Livro:  Marcos de Benedicto, O Fascínio dos Milagres: Uma Visão Bíblica dos Fenômenos de Cura. Engenheiro Coelho, SP: UnasPress, 2005,  181  páginas.

ROMANOS - Romanos 01-04


Vamos seguindo no nosso plano de leitura bíblica. Hoje, iniciaremos mais um livro da Bíblia: Romanos. Se procurarmos um verso que seja uma das chaves para conseguirmos entender esse livro, um bom versículo para isso é Romanos 1:16: “Não me envergonho do evangelho, porque é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê: primeiro do judeu, depois do grego.”
O tema geral do livro de Romanos é sobre o plano da salvação, sobre a justificação pela fé e a santificação através do Espírito Santo e, também, sobre as exortações, principalmente acerca dos deveres cristãos. Nesse contexto, podemos observar que quando o apóstolo Paulo escreveu a epístola aos Romanos, parece que a intenção dele era dar uma resposta para o incrédulo, sendo ele judeu ou não. Além disso, também percebemos que Paulo queria ensinar tanto ao judeu crente quanto confirmar o cristão e converter o gentio idólatra. O apóstolo procurava mostrar que o convertido gentio era igual ao judeu no que se refere à sua condição religiosa e a dignidade dele, no favor divino.
Essas finalidades diversas são tratadas de duas formas. Em alguns momentos, é batendo de frente com o judeu infiel ou o judeu incrédulo. Já, em outras horas, é discutindo com ele a favor do cristão ou do crente, que era um não-judeu de origem, ou seja, um gentio prosélito.
No livro de Romanos, a maneira como Deus aceita o pecador ou a maneira como Deus justifica o pecador fica claramente estabelecida. Diante dos olhos de Deus, é somente pela graça e por meio da fé na justiça de Cristo, sem fazer acepção de nacionalidade nenhuma, que Deus salva o ser humano do pecado para conceder a vida eterna.
Isso é uma doutrina. E ela vai ficando cada vez mais esclarecida a partir das próprias objeções colocadas pelos cristãos judaizantes, que tinham uma tendência de favorecer as condições da aceitação de Deus por meio de uma mistura da lei e do Evangelho; porque, dessa forma, eles iam “excluindo” os gentios de toda a participação nas bênçãos da salvação efetuadas pelo Messias.
Esse é o problema de deixar o evangelho só na teoria e não pensar na aplicação prática da beleza do evangelho para a vida das pessoas. É por isso que quando Paulo conclui Romanos, ele coloca ainda mais em vigência a santidade por meio de exortações bem práticas.
Mas quero avisar-lhe que esse livro não é fácil de entender. Como o próprio Moody dizia, se você tirar algum ponto isolado do contexto para fazer suas próprias conclusões, fará “loucuras teológicas”. Entenda o livro como um todo de forma equilibrada. Leia Romanos!



Valdeci Júnior
Fátima Silva

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

PAULO VAI A ROMA - Atos 27-28


Hoje, quero convidá-lo para que dê uma atenção muito especial para a leitura bíblica, “degustando” cada versículo. Resumirei a história só para deixar você com água na boca, mas, por favor, não deixe de ler!
O prisioneiro Paulo e outras pessoas foram levados de barco para a primeira etapa da viagem a Roma. Mas havia um problema: os barcos não queriam ir para direção certa, pois eram veleiros, e os ventos estavam soprando ao contrário. Assim, o progresso da viagem era muito lento.
No porto de Mirra, eles mudaram de navio. Quando chegaram a um lugar chamado Bons Portos, que ficava em Creta, Paulo recomendou que eles deveriam passar o inverno ali. Pena que ele não foi ouvido, já que a maioria da turma pensou diferente. O conselho da maioria foi que eles deveriam viajar.
Mal começaram a navegar, quando um vento tempestuoso se apoderou deles e implacavelmente colocou todo mundo à deriva. Depois de duas semanas, finalmente o barco foi despedaçado em um banco de areia perto da costa de Malta. Que situação terrível! O povo entrou em desespero.
Paulo tentou dar aconselhamento pastoral mais uma vez. O velho apóstolo não se cansava. Ele pediu para que eles ficassem calmos, porque ninguém iria morrer. E foi verdade. Conforme Paulo assegurou, nenhuma das 272 pessoas que estavam a bordo perdeu a vida!
Eles foram parar em Malta. Os habitantes de lá até que se mostraram bem humanitários. Aliás, foi algo extraordinário. E daí, durante aquele inverno, Paulo curou muitos indivíduos daquela gente pelo poder miraculoso do Espírito de Deus. Isso foi muito extraordinário para eles, que não conheciam a Deus, mas não para o apóstolo Paulo.
Quando chegou a primavera, Paulo também estava chegando em Roma. Algo gostoso que aconteceu foi que os irmãos foram se encontrar com Paulo e o acolheram. A Bíblia diz que quando Paulo visitou aqueles irmãos, ele agradeceu a Deus e recobrou os ânimos. Embora Paulo fosse um presidiário, ele tinha algo como uma condicional ou um semi-aberto. Era um sistema diferente, mas o fato é que foi permitido a Paulo que ele ficasse em casa. É curioso que ele morava de aluguel e tinha um soldado pago pelo governo só para fazer escolta para ele. Deus é bom demais com os servos dEle!
E o bonito é que o livro de Atos termina a história descrevendo o quanto Paulo era bondoso em acolher a todos os que iam ter com ele. Esse grande homem pregava para todas aquelas pessoas sobre o reino de Deus, como uma pregação sem barreiras de comunicação, clara, objetiva, transmitindo tudo sobre o Senhor Jesus.



Valdeci Júnior
Fátima Silva

terça-feira, 13 de novembro de 2012

SEITA? E DAÍ? - Atos 24-26

Se alguém disser que a sua fé é uma seita, o que você responde? Você acha que isso seria algo ruim? Paulo, o grande pregador do evangelho do Novo Testamento, passou por isso, mas não teve nenhum problema com esse assunto. Ele disse: “Confesso-te, porém, que adoro o Deus dos nossos antepassados como seguidor do Caminho, a que chamam seita. Creio em tudo o que concorda com a Lei e no que está escrito nos Profetas, e tenho em Deus a mesma esperança desses homens: de que haverá ressurreição tanto de justos como de injustos” (Atos 24:14-15).


Já que Paulo foi acusado de pertencer a uma seita, mas a encarou com naturalidade, vamos analisar que “seita” é essa.

Ele disse: “Adoro ao Deus dos nossos antepassados”. Assim como o Deus de Paulo era o mesmo dos judeus, provavelmente, se você observar bem, o Deus de uma pessoa que lhe acusar de pertencer a uma seita seja o mesmo que você adora.

Outro detalhe: “a que chamam seita”. A palavra “seita”, em sua origem, não tem nenhuma conotação negativa, de maneira etimológica. Mas mesmo que digam isso com conotação pejorativa, e daí? Qual é o problema? Uma coisa é o que os outros dizem, outra é o que você é. Nessa acusação, você pode se orgulhar de ser co-participante do apóstolo Paulo.

Paulo diz que cria em tudo o que concorda com a Lei. Os fiéis a Deus, em sua perseverança, são perseguidos justamente porque guardam os mandamentos de Deus e têm o testemunho de Jesus, como nos ensina o Apocalipse. Esse é o remanescente. Assim como os judeus, apesar de não ser salvo pela lei, Paulo respeitava os mandamentos.

Paulo era da igreja do “Está Escrito”. E ainda mais, ele cria nos profetas. Ele conhecia muito bem a passagem bíblica que diz: crede em seus profetas, e prosperareis. Às vezes, neste mundo que quer ser moderno demais, terminamos sendo acusados justamente por crer no dom profético. Mas é bom, como Paulo, pertencer à igreja de “A Voz da Profecia”!

O apóstolo também disse que tinha esperança. Isso é o que não falta na nossa pregação, pois esperamos a volta de Jesus quando “Haverá ressurreição tanto de justos como de injustos”. Não sei como os que pregam a doutrina de que existe um inferno lidam com essa verdade. Mas se você acredita na ressurreição, saiba que é da mesma “seita” do apóstolo Paulo.

Sinceramente, quando disserem que você é de uma seita, não precisa dar a mínima para os acusadores deste mundo. O porquê está em Gálatas 6:14.

E fique na paz do Senhor, vivendo feliz o seu cristianismo!



Valdeci Júnior
e
Fátima Silva



segunda-feira, 12 de novembro de 2012

CENTRADOS - Atos 22-23

Ao fazer a leitura bíblica, fico boquiaberto com em ver como Paulo era determinado e corajoso. Seu senso de missão era muito aguçado. Ele tinha em mente, de forma muito clara, a noção de que ele era realmente chamado por Deus para cumprir um propósito específico. Isso dava muita força para ele.


Há pessoas que não conseguem ver isso em Paulo e pensam que ele era uma pessoa confusa, indefinida, alguém que não tinha “se encontrado”, mas não é nada disso. Às vezes, esse pensamento pode surgir por causa da versatilidade de Paulo. No entanto, não podemos confundir versatilidade com inconstância. Por exemplo, Paulo era judeu, romano ou grego?

Em uma leitura superficial, podemos até nos confundir. Mas se fizermos um estudo pessoal um pouquinho mais atentivo em Atos e nas epístolas, veremos que Paulo, ao nascer, recebeu o nome judaico de Saulo. Ele nasceu na cidade de Tarso, que ficava ali na Cilícia, na Ásia menor (Atos 22:3).

Provavelmente, o nascimento de Paulo aconteceu por volta do ano um até no ano cinco da nossa era. Paulo deveria ser um pouco mais novo que Jesus.

Embora o apóstolo, quando ainda era Saulo, tenha crescido dentro de uma cultura grega, ele permaneceu fiel à herança hebraica que tinha recebido (Filipenses 3:5). A família judaica de Paulo também tinha cidadania romana. E isso indica que como cidadãos de Roma, eles provavelmente eram ricos e influentes na vida social. Atos 22:28 evidencia isso.

Por ser fariseu, Saulo recebeu a melhor educação disponível da época. O mestre dele foi o renomado acadêmico Gamaliel. Essa formação que ele recebeu foi tão forte, que não somente concordou em viver seguindo a Lei de Moisés, mas também, muito provavelmente, observou as mais estritas interpretações da lei que eram adicionais às leis de Moisés, que tinham sido estabelecidas ao longo de gerações pelos mestres judaicos.

Mas, depois disso tudo, Saulo, que encontrou a Jesus Cristo e recebeu o novo nome grego de Paulo, passou a proclamar as boas-novas de Cristo a todos os gentios com uma paixão verdadeira. E essa parte da história é um bom exemplo a ser seguido, você não acha?

Sabe por quê? É porque a mesma comissão que o Senhor deu para Paulo é conferida para nós nos dias atuais. As provações que Paulo e os outros personagens bíblicos passaram estão registradas para que façamos a nossa parte, criando coragem para seguir o exemplo deles. Então, se, por acaso, sua fé parecer querer fracassar, não se esqueça de Paulo. É possível viver feliz em toda e qualquer situação quando estamos ao lado de Deus. Com Ele, a vitória é 100% garantida!

Valdeci Júnior
e
Fátima Silva

domingo, 11 de novembro de 2012

DE DEUS? - Atos 19-21

Não existem coincidências; existe a provisão. Você acha que isso é verdade? Depende! Lendo o livro de Atos, tenho refletido muito sobre isso. Quero compartilhar um pouquinho daquilo que tenho aprendido.


Coincidência ou providência? Nas leituras dos dias anteriores, em Atos, imagino que você deve ter percebido a coragem dos cristãos da igreja primitiva como Estevão e os discípulos. Você deve ter visto o que falaram da vida de Felipe, da conversão de Saulo (que virou Paulo), da vida de Dorcas e de vários outros: cada um manifestando uma coragem necessária de ser um cristão. A entrega total, a diligência e a dedicação ao ser cristão respondem se o que acontece na vida de uma pessoa vai ser coincidência ou providência. Quando dizemos que nada acontece por acaso, vemos que isso é real na vida do cristão, na vida da pessoa que se entrega nas mãos de Deus, que aceita ser guiada por Deus.

Observe a advertência que Paulo dá: “Cuidem, de vocês mesmos e todo o rebanho sobre o qual o Espírito Santo os colocou como bispos, para pastorearem a igreja de Deus, que ele comprou com o seu próprio sangue. Sei que, depois da minha partida, lobos ferozes penetrarão no meio de vocês e não pouparão o rebanho. E dentre vocês mesmos se levantarão homens que torcerão a verdade, a fim de atrair os discípulos. Por isso, vigiem! (Atos 20:28 em diante).” Resumindo, também precisamos fazer nossa parte.

Afinal, não adianta nada ser um tipo de cristão “meia boca”. Essa expressão quer dizer que é algo incompleto. No assunto de salvação, de entrega do coração a Deus, não existe esse negócio de mais ou menos. É aquele velho jargão teológico: “estar quase salvo é estar totalmente perdido”. Paulo, quando pastoreava os membros das igrejas dele, não brincava com esse assunto. Tanto é, que em Atos 19, vemos quando o apóstolo chegou em Éfeso e encontrou alguns cristãos que já eram batizados, mas que estavam “mais pra lá do que pra cá”. Paulo ensinou ao povo, e o povo aceitou aos seus ensinos. O resultado foi que Paulo rebatizou todas as pessoas que ali estavam.

E quanto a você? Como está o seu cristianismo? Você é cristão? Sabemos que, para entrar no reino de Deus, existe a graça, mas não existe a corrupção, o “jeitinho” brasileiro. Não confundamos graça com bagunça. Deus é justo, e essa palavra pesa para os dois lados.

Faça um conserto com Deus. Se precisar se rebatizar, se rebatize, mas não perca a oportunidade de ser inteiramente fiel. Diga que o que acontece na sua vida é uma providência do Pai Celestial.


Valdeci Júnior
e
Fátima Silva

sábado, 10 de novembro de 2012

NOBREZA!!! TEM NOÇÃO? - Atos 16-18

O que a palavra nobreza significa para você? O que é ser um nobre?


O termo “nobreza” representa ou representou, no passado, classe social de maior estrato. Coisa chique! Aos nobres pertenciam grande parte dos territórios conquistados, recebidos dos monarcas como prêmio das vitórias. Eles eram beneficiados com duas regalias muito importantes: a jurisdição privativa sobre os moradores dos domínios senhoriais deles e era, também, muitas vezes, o privilégio de ficar isentos de pagar impostos. Já pensou? Viver hoje no Brasil com uma folguinha a mais de 30% ou mais na renda mensal financeira? Mordomia, você não acha?

As terras dos nobres eram chamadas de “honras”. Uma curiosidade interessante é que as terras que eram isentas de impostos, principalmente se pertenciam à igreja, eram chamadas de “coutos”. E as terras que eram da igreja tinham uma facilidade para receber a isenção de impostos. Se é que podemos chamar isso de isenção, não é mesmo? Mas deixemos pra lá...

Falando dos nobres, li na enciclopédia Wikipédia que “aos nobres podem-se associar títulos nobiliárquicos segundo a importância, prestígio ou ascendência do indivíduo. Eles tinham muitos privilégios e prerrogativas.” Diante disso, a impressão que dá é que ser nobre era quase que ser um ser eterno.

Mas não era bem assim. No Brasil, por exemplo, como a grande maioria dos títulos nobiliárquicos brasileiros foram de uma vida apenas, ou seja, como eles eram de caráter não-hereditário, com a proclamação da República, a nobreza foi entrando em extinção gradativamente. Mas a palavra “nobre” e sua pompa ficou.

Se pegarmos um dicionário, encontraremos significados muito “nobres” para essa palavra. Segundo ele, nobre é alguém que merece respeito por seus méritos e qualidades; nobre é alguém que é digno, ilustre, emérito; que se distingue por sua solenidade e pompa; nobre é alguém majestoso, augusto, magnífico; que é voltado para o bem; o nobre é elevado, magnânimo e generoso; o nobre é célebre, pois o título de nobre é destinado a pessoas ou atos importantes e solenes.

Você acha que essas características têm a ver com você? Você é um nobre? Você se identifica com os atributos mencionados acima? Talvez possa até começar a pensar que não. Mas antes que você alimente o seu pensamento, deixe-me dizer uma coisa: Deus pode considerar você como um nobre. É sério! Para receber esse título de nobreza, faça sua leitura de hoje. Pegue sua Bíblia, leia atentamente os capítulos 16-18 de Atos e descubra como ser um nobre. Você pode ser um duque ou duquesa, conde ou condessa, marquês ou marquesa, príncipe ou princesa de Jesus! Desfrute da nobreza que só Deus pode lhe dar!


Valdeci Júnior
e
Fátima Silva

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

PAULO E O SÁBADO NO LIVRO DE ATOS: CRÍTICA: Atos 13-15

Muitos líderes religiosos querem garantir que Paulo não guardava o sábado. Convido-lhe a confirmarmos pela Bíblia se isso é verdade.


Atos 13:14 - “E eles... entrando na Sinagoga, num dia de sábado, assentaram-se”. Paulo e Barnabé foram à sinagoga no sábado, e o apóstolo foi convidado a pregar. Outros líderes afirmam que Paulo só pregava na Sinagoga, por isso pregava aos sábados. Será verdade?

Atos 13:16 - “E... Paulo... disse: varões israelitas, e os que temeis a Deus, ouvi”. Essa expressão esclarece que ali estavam congregados judeus e gentios. A Bíblia confirma: “E, saídos os judeus da sinagoga, os gentios rogaram que no sábado seguinte lhes fossem ditas as mesmas coisas” (Atos 13:42). Paulo atendeu a solicitação daqueles que ansiavam pela verdade: “... no sábado seguinte ajuntou-se quase toda a cidade para ouvir a Palavra de Deus” (Atos 13:44).

Atos 14:1 - “E aconteceu que em Icônio entraram juntos na Sinagoga dos judeus, e falaram de tal modo que creu uma grande multidão, não só de judeus mas de gentios.” Paulo sempre começava seu evangelismo pela sinagoga e era bem sucedido: “E, tendo anunciado o evangelho naquela cidade e feito muitos discípulos, voltaram para Listra, Icônio e Antioquia... E havendo-lhes, por comum consentimento, eleito anciãos em cada IGREJA...” (Atos 14:21-23). O resultado da pregação dele foi o surgimento de muitas IGREJAS CRISTÃS.

Pense: por que não temos na Bíblia uma única passagem onde Paulo, ao estabelecer essas igrejas, não tenha ensinado aos anciãos (presbíteros) a mudança do sábado para o domingo? Observe que até o terceiro século, pelo menos em suas praxes oficiais, a igreja cristã guardou o sábado como dia do Senhor. Isso é confirmado pela história eclesiástica.

Atos 20:27 - “Porque nunca deixei de vos anunciar todo o conselho de Deus.” Essa expressão global e abrangente “TODO” não está aqui à toa. Ora, se o apóstolo ensinou TUDO que faz parte do corpo doutrinário de uma igreja e nada mencionou a respeito do domingo é porque, para Paulo, não há nenhuma dúvida: o sábado era e é o dia do Senhor.

Conclua com a certeza bíblica: Paulo confirmava as igrejas (Atos 15:41), ensinava nelas (1 Coríntios 4:17; 7:17) e pregava em todas elas (2 Coríntios 8:18-19). O ministério dele, reunindo-se com os cristãos aos sábados, só no livro de Atos, mostra Paulo guardando mais de cem sábados. Para saber mais, leia o artigo intitulado “Paulo e o Sábado no Livro de Atos” (www.ados.com.br).

Agora é você quem decide. Prepare-se, pois na Nova Terra o sábado será o dia especial de encontro com Deus para adoração (Isaías 66:22-23).

Santifique esse dia!


Valdeci Júnior
e
Fátima Silva

Ajude a Vitória

A Igreja Adventista do Sétimo Dia na região Centro Sul de Catarina (Associação Catarinense – AC) está dando início a uma campanha em prol da missionária Ingrid Vitória Martins. A moça hoje tem 16 anos e moradora na cidade de São José/SC. Ela é conhecida pelo seu empenho em liderar dois Pequenos Grupos, apesar de sofrer com uma doença rara (Epidermólise Bolhosa), que provoca bolhas por todo o seu corpo. A doença é ainda pouco conhecida e aparece já nos primeiros dias do bebê, acompanhando o paciente por toda a vida, como é o caso irmã Vitória.
Recentemente surgiu a possibilidade de cura para a rara doença, uma cirurgia realizada no exterior de alto risco e que tem um tratamento pós-operatório de no mínimo seis meses. Mas para ela realizar a cirurgia, é necessário ter condições básicas de saúde. “Sua família é muito humilde. Eles trabalham, mas não conseguem pagar a maioria das contas, por que priorizam algumas necessidades da Vitória. Ela necessita, por exemplo, de uma substância especial para se alimentar, senão a comida machuca o seu esôfago, mas não é sempre que eles conseguem comprar porque o produto é caríssimo”, comenta o pastor Fábio Correa.
Esse ano ela ganhou uma casa (totalmente estruturada para auxiliar a Vitória), construída por membros da Igreja Adventista do bairro Estreito (Florianópolis/SC). Mas a falta de recursos faz com que a família ainda não proporcione condições básicas para auxiliar a missionária. As prestações do terreno e da conta de luz, por exemplo, estão sempre atrasadas. “Vale ressaltar que a conta de luz da família é muito alta. Mas o motivo é para diminuir as dores da Vitória, já que com o ar-condicionado ligado, sua pele não fica tão irritada”, acrescenta o pastor Fábio.
Por isso a AC, através da ASA (Ação Social Adventista) iniciou uma campanha para ajudar financeiramente a Vitória. O objetivo é colaborar no pagamento dos recursos básicos da família, para assim a missionária ter condições de fazer a cirurgia. A própria Igreja tem ajudado, mas ainda não tem sido suficiente. Por isso foi criado um blog (para acessar, clique aqui) e produzido um vídeo ( para assistir, clique aqui )para divulgar essa campanha.
Por isso ajude!
“Jesus lhes disse: Em verdade vos afirmo que, sempre que o fizestes a um desses pequeninos irmãos, a mim o fizestes”, Mateus 25:40
Para doações:
Aldaíra Aparecida Martins
Caixa Econômica Federal
Agência 0506
OP. 013
Conta Poupança: 00060463-4
Entenda: Segundo o dermatologista Gunter Hans Filho, membro do Departamento de Doenças Bolhosas da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), a doença é originada por um defeito no gene que produz a proteína (colágeno) que cola a pele ao corpo. “A alteração genética se dá na falta da produção do colágeno que liga as camadas da pele. Sem essa proteína, essas camadas se separam facilmente sob qualquer pressão”, explica Hans.
“A Vitória tem bolhas em todo o corpo. Ela sofre para fazer atividades simples, como andar, falar, tomar banho e comer”, comenta o pastor Fabio Correa.
Fonte: Advir.

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

NO BICO DO CORVO - Atos 10-12

Outro dia, fui ao zoológico e fiquei observando um quadro muito caótico, para não dizer bizarro. Ir a um zoológico, para mim, faz mais mal que bem, porque quando vejo tantos animais tristes, presos, vivendo numa realidade que não tem nada a ver com o habitat natural que chego a ficar deprimido. Na realidade, muitos animais vivem uma depressão de vida inteira no zoológico.


Os leões, por exemplo, ficam num ambiente aberto, cercado por uma vala profunda, por cercas elétricas e telas de arame de aço, num espaço que não dá para viver uma vida normal de leão. Não dá para correr em disparada, exercitar o corpo, caçar predador, ter paz durante o dia para dormir. Por causa dessa situação, eles ficam o dia inteiro deitados. O quadro macabro é que os urubus ficam o tempo todo assentados ao redor dos leões estirados, não sei se confundindo os animais inertes com cadáveres, ou então esperando o leão dar o último suspiro, para então começar sua refeição. Que situação! Isso é que é estar, literalmente, no “bico do corvo”. É interessante observar essa cambada de urubus confusos.

Nos dias atuais, há pessoas que se passam por estudiosas da Bíblia, mas, na realidade, fazem um papel muito parecido com o desses urubus. Estou falando de quem pega uma passagem isolada de Atos 10 para dizer que o ser humano pode sair por aí comendo lagarto, cobra, urubu, rato, porco, etc. Se esse relato for lido superficialmente, pode até levar o leitor a, realmente, interpretar mal as instruções sobre as carnes comestíveis que Deus deixou. Mas para não confundir as coisas, é só relembrarmos as instruções de Levítico 11 e ter em mente que elas não foram abolidas no Novo Testamento por três razões:

1) As instruções de Deus sobre as carnes comestíveis e não-comestíveis não se trata de lei cerimonial, de lei ritualísitca, de alguma sombra de coisa futura, de algo relacionado à cruz ou à obra redentora de Jesus;

2) A distinção entre animais limpos e imundos retrocede até o tempo de Noé, de modo que ela se desprende do contexto judaico, somente;

3) É uma questão de saúde, e isso é universal a todos os seres humanos, tanto no tempo quanto no espaço.

Então, como não existe nenhuma declaração explícita, no Novo Testamento, de uma possível abolição às leis sobre alimentação, para entender a ordem de Deus mandando Pedro transformar o lençol zoológico num forro de piquenique, você precisa ler os capítulos 10-12 e entender a moral da história. Ao ler Atos 10:28, você verá que não tem nada a ver com alimentação.

Aprenda com Pedro!


Valdeci Júnior
e
Fátima Silva

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

HISTÓRIA REAL - Atos 07-09

Certo dia, num percurso de viagem que eu estava fazendo, ao embarcar, estava pensando em como poderia testemunhar. Cheguei até a orar em pensamento sobre isso. Então, quando encontrei minha poltrona e sentei, percebi que, humanamente falando, não seria fácil testemunhar. Sentei-me entre dois homens. Do lado direito, um sujeito de meia idade, que só queria dormir. Do lado da janela, um adolescente, que não parecia querer conversa. Pensei: se não vou conversar, vou trabalhar. E o pior é que não dava! Sempre levo o computador a bordo, mas, sem muitas razões, naquele translado eu havia despachado o computador com a bagagem. Então, só me restava um livro. E o curioso é que, diferente do normal, já fazia tempo que eu tinha começado a ler aquele livro e nunca terminava. Decidi aproveitar o tempo para ler. Esqueci do mundo ao redor e mergulhei na leitura.

Quando o vôo estava quase terminando, eu cansei de ler, fechei o livro e o deixei na mesinha, na minha frente. Foi aí que o adolescente virou-se para mim e perguntou se eu era crente. Eu disse que cria em algumas coisas daquele livro, em outras não. Comentei que o autor do livro era um jornalista, e jornalista é muito critico. Então o rapaz me disse que também trabalhava com algo relacionado a comunicação, como o autor do livro e como eu. Ele trabalha com algo relacionado à TV. Eu disse: Interessante! Mas por que pergunta se sou crente? Ele apontou para o título do livro, que falava de Jesus (O Jesus que Eu Nunca Conheci - Philip Yancey).

O que isso tem a ver? – eu perguntei.

Então ele disse que estava lembrando da mãe, que era uma cristã, mas que naquele momento estava muito triste, porque o marido havia falecido há menos de um mês. Disse para o rapaz que também tinha perdido meu pai, mais ou menos na idade dele. Assim, conversamos até que chegou a hora do pouso.


No solo, antes de descermos, eu estava pensando nos porquês da oportunidade daquela conversa. Sem muita explicação abri o livro no lugar onde tinha parado, então eu tomei um susto: eu estava na penúltima página. Antes que as portas do avião se abrissem, deu tempo de ler as duas últimas páginas. Daí, rapidamente, anotei meu email no livro e entreguei ao rapaz, de presente. Ele ficou assustado, mas foi embora feliz pelo presente e palavras de conforto. Fui embora feliz, em perceber como o Espírito Divino havia conduzido cada detalhe daquela viagem com um único objetivo: que eu tivesse a oportunidade de testemunhar. Essa história moderna é real, mas parece uma repetição da história bíblica da leitura de hoje.

Um abraço,
 
Valdeci Jr.
Fátima Silva

terça-feira, 6 de novembro de 2012

SALVA-VIDAS - Atos 04-06

Gosto muito, mas muito mesmo da leitura do livro de Atos, principalmente da primeira parte quando aprendemos sobre como Deus nos salva do pecado. Penso que o versículo mais bonito do livro de Atos, pelo menos para mim e que é o ponto mais alto do livro diz: “Não há salvação em nenhum outro, pois, debaixo do céu, não há nenhum outro nome dado aos homens pelo qual devamos ser salvos” (Atos 4:12).


Esse texto fala sobre o poder do nome de Jesus para nos salvar. Fala sobre salvação e o único meio de salvar-nos. Porque quando uma pessoa se encontra em uma situação onde ela não pode contar com nenhum meio de salvação, aí a situação é complicada.

Um dia desses, eu estava em viagem, sozinho. Estava hospedado num hotel. Era noite, e eu estava muito concentrado nos meus estudos, já que no dia seguinte, eu iria fazer uma série de palestras sobre comunicação em um encontro de comunicadores. Lá pelas tantas da noite, já estava cansado. Como não conseguia me concentrar mais, resolvi dar uma volta pelo hotel. Andei pelos corredores, saguões, repartições... Fui para a parte externa, até que cheguei na piscina, onde me deparei com algo muito interessante: uma plaquinha, presa em um salva-vidas velho e inutilizado, dizendo: “Cuidado! Esta piscina tem um metro e noventa centímetros de profundidade, e nós não temos salva-vidas.” Fiquei pensando: que confortante! Mas o pior de tudo é que não tinham ninguém no caminho que fiz até ali. Qualquer criança poderia ter chegado na minha frente, naquela piscina, sem salvação. Que desespero! Deveria ter um salva vidas!

Qual é o objetivo de um salva-vidas? É não deixar as pessoas sem esperança.

Se você for fazer um curso de salva-vidas, o instrutor ensinará sobre como salvar a vida de pessoas que estão se afogando:

Primeiro: Precisamos tirar a pessoa que estamos salvando de dentro da água;

Segundo: Precisamos tirar a água de dentro da pessoa que estamos salvando;

Terceiro: Precisamos reanimar a pessoa que estamos salvando. Com isso, espera-se que a pessoa ficará bem.

Esses procedimentos de primeiros socorros nos lembram sobre como a obra da salvação é realizada no ser humano, quando ele entrega a vida para Jesus. Primeiro, Jesus nos tira do pecado; depois, tira o pecado de dentro de nós. E então, Jesus nos dá uma nova vida! E essa é a mensagem de esperança da salvação. Era isso o que os apóstolos viviam, respiravam, pregavam e transmitiam, no contexto de Atos 4-6. Os apóstolos davam tudo; davam vida, pela mensagem que traria a vida eterna para as outras pessoas. E você, quer viver esta esperança?


Valdeci Júnior

Fátima Silva

Sinceramente Errado

Este é um livro para pessoas sinceras que buscam a verdade, dispostas a pagar o preço em abraçá-la, custe o que custar. Se você não tem este padrão, não leia este livro. Hilton é um homem corajoso, não somente por dizer o que diz, mas também por ter tomado as decisões que tomou. Como pastor de uma igreja de mais de quinhentos membros, com a carreira ministerial decolando, na denominação evangélica mais promissora de todo o mundo pentecostal, foi radical em abandonar tudo, sem ter outra perspectiva, a favor de não continuar ferindo sua própria consciência. Saiu pela porta da frente. Recebeu várias propostas para voltar com ordenados maiores e privilégios mais cobiçáveis. Mas não permitiu vender-se, nem por dinheiro nem por nada.

A razão? Eu sei que é errado usar a expressão “por trás dos bastidores”, pois os “bastidores” já consistem em ser o que fica escondido, atrás da cortina, fora do palco. Geralmente, o correto é dizer “nos bastidores”. Mas desta vez precisousar este aparente vício de linguagem, pois Bastos conseguiu realmente descobrir, enxergar e analisar profundamente dois níveis de contextos ocultos que fazem a maior parte do neopentecostalismo operar sua práxis. Ele conheceu os bastidores e os bastidores dos bastidores. Uau! Você quer saber também? Só lendo o livro, pois, provavelmente, nem sendo um pastor da Igreja Universal do Reino de Deus (cito esta por ser a maior e a que mais cresce, entre as igrejas pentecostais), você conseguirá ter este privilégio (ou, infortúnio... sei lá).

Como eu gostaria de encontrar-me pessoalmente com Hilton Bastos! O que ele escreveu em Sinceramente Errado é uma inspiração tão grande que dá vontade de ouvir isso tudo, e muito mais, de seus próprios lábios. Dá vontade de fazer-lhe perguntas, perguntas e mais perguntas. Dá vontade de colocá-lo em todos os lugares para dar seu testemunho.

Se você gosta de ler fatos da história de alguém vai gostar deste livro. Não se trata de uma biografia de Hilton Bastos, mas sim de sua experiência de vida religiosa, desde seu nascimento. Junto com Bastos, o leitor pode passear por algumas das diferentes expressões religiosas vividas no cristianismo do Maranhão observando muito dos seus bastidores, numa reflexão sobre o quadro maior da religiosidade brasileira.

Se você prefere uma leitura mais abstrata, com uma transmissão de pensamento mais cognitivo, então você também vai gostar desta obra. Quem simplesmente segura nas mãos este livro de 144 páginas, não imagina o volume substancial que está contido ali. Hilton consegue ser didático o suficiente para apresentar muitos valores, doutrina e teologia – em tão poucas páginas – a ponto poder fazer uma pessoa mudar totalmente de vida, de rumo, de pensamento e, ouso em dizer, até de pressupostos, para sempre. Um leitor despreparado poderá ficar até mesmo transtornado.

Mas, o mais interessante de tudo, é que Hilton não é cético, apostatado ou descrente, falando mal das igrejas ou de Deus. Não! Meu, o cara é equilibrado! Veja uma de suas conclusões:

“O trabalho de Deus deve ser executado por todos nós. Não devemos e nem podemos ficar esperando que somente os pastores o façam. Toda a igreja deve se envolver. Sinto-me entristecido quando vejo apenas a minoria da igreja envolvida no trabalho missionário. Tantos jovens com força, saúde, tempo que deviam ser gastos na obra do Senhor, mas estão desperdiçando a oportunidade de trabalhar para o Rei do Universo. Creio que serão cobrados por isso” (páginas 90 e 91).

Quanta fé! Obrigado, Hilton Bastos, por fazer crescer o meu senso missionário e o meu compromisso cristão. Obrigado por contribuir, positivamente, no meu relacionamento com Deus e no fortalecimento do meu ministério. E também, por ajudar-me, com o conteúdo deste livro, em minha dissertação de mestrado. Um dia, quero lhe dar um abraço, rapaz!

E a você, querido internauta, compre logo este livro e boa leitura!

Um abraço,

Pr. Valdeci Jr.

Dados do Livro: Bastos, Hilton. Sinceramente Errado, Niterói, RJ: Editora ADOS, 2011, 144 páginas.

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

CAPACITAÇÃO - Atos 01-03


Estamos nos aproximando da última parte da Bíblia. Terminamos a leitura dos evangelhos, e hoje começaremos a ler a seção chamada de atos e epístolas. Portanto, vamos iniciar o livro Atos dos Apóstolos escrito por Lucas. Se você observar, verá que o livro de Atos é praticamente uma continuação do evangelho de Lucas. Abra sua Bíblia no livro de Lucas, leia os últimos versos do capítulo 24 e, em seguida, pule para o livro de Atos e leia os primeiros versos do primeiro capítulo. Você perceberá que é uma continuação.
Lucas era uma pessoa muito bem preparada para ser um evangelista. Era alguém culto, um médico. Ao mesmo tempo, era alguém que, na prática, era convertido, como cristão. Ele também se dedicava muito ao trabalho que fazia, como podemos ver no começo de Atos 1. Ele usou o método acadêmico da pesquisa, cruzando informações, buscando as fontes apropriadas de informação e construindo o seu relatório, o que era avançadíssimo para sua época. Mas, acima de tudo, Lucas tinha um outro tipo de preparo para fazer a Obra do Senhor, muito superior a tudo isso, que é o preparo que você e eu também precisamos ter se quisermos sobreviver como testemunhas de Cristo hoje em dia.
Para saber sobre esse preparo, bastar ler Atos capítulos um e dois. Lucas sabia da importância disso e, por isso, começou o livro mostrando que o Espírito Santo é Deus, e que o Espírito Santo, como Deus, quer habitar em nós. Isso é mais explícito em Atos 7:51. Na nossa leitura de hoje, que termina com o capítulo três do livro de Atos, Lucas já mostra qual é o resultado de uma pessoa que é capacitada para o trabalho, através do recebimento do Espírito Santo na vida dela.
Em Atos 1:5 e 8, fica muito claro que o batismo com o Espírito Santo é que capacita o cristão para a missão de, através da própria vida, testemunhar de Jesus com tal poder que chega a transforma vidas para o reino de Deus.
E como conseguimos isso? Através da consagração, mediante a oração. Faça o seguinte: coloque seu relógio para despertar meia hora mais cedo todos os dias e, além de gastar os seus vinte minutinhos fazendo a leitura bíblica do dia, faça uma oração de consagração a Deus, pedindo perdão pelos seus pecados, e peça então para Ele, o batismo do Espírito Santo, para aquele dia.
Então, a cada dia, recebendo o batismo do Espírito Santo, você vai influenciar o mundo com muito poder, e Deus será glorificado. Não deixe de buscar a Fonte de poder para vencer os desafios deste mundo. Consagre-se!


Valdeci Júnior
Fátima Silva

domingo, 4 de novembro de 2012

JESUS NÃO FOI RÍSPIDO COM PEDRO? - João 19-21


Jesus foi ríspido com Pedro? “Respondeu Jesus: Se eu quiser que ele permaneça vivo até que eu volte, o que lhe importa? Quanto a você, siga-me!” - João 21:22.
Nessa passagem, o pronome “você”, vem de uma afirmação grega absolutamente enfática. Realmente, o tema da resposta de Jesus foi áspero. Em resumo, foi dito a Pedro: “isso não é da sua conta”. Pedro foi informado do que iria acontecer com ele; portanto, que ele obedecesse, independentemente das formas específicas de obediência que outros devessem seguir (1 Coríntios 4:2-7). Deve ter sido duro de ouvir, mas era preciso.
Esse verso deve ser entendido junto com os anteriores (15-21), como um todo, sobre os dois discípulos (Pedro e João). Sobre Pedro, Jesus já vinha dialogando acerca de um relacionamento de amor, confiança e missão. Sobre João, Jesus quis dizer: “poder-se-ia pedir a João até que permanecesse vivo até Jesus retornar – o que importa?”. Em João 21:15-23, não há menosprezo nem parcialidade. Pedro teve o privilégio de receber o chamado para um ministério estratégico (15-17) e receber uma coroa de mártir (18-19), o que para ele (ao contrário da nossa reação) seria uma honra (Atos 5:41). João recebeu um chamado diferente: longevidade (22) para testemunhar histórica, teológica e estrategicamente, pela escrita (24). Por ter vivido mais, foi o mais teólogo dos doze apóstolos. É isso que liga o versículo 24, de forma tão estreita, aos versos anteriores. Portanto, enquanto que a comissão do discípulo amado não foi enunciada em termos tão explícitos, a comissão de Pedro chegou a ser, no bom sentido, constrangedora para o próprio João, que não precisava de uma nova comissão.
Esse é o porquê de palavras tão fortes. Pedro precisava de uma comissão nova. Era parte da restauração pela qual tinha que passar. Em outras palavras, Jesus deu-lhe um trato pessoal, que precisava de um chacoalhão, ao receber sua nova atribuição. Um tratamento de choque, como estratégica didática, para a nova e complexa missão de vida que Pedro estava recebendo. A igreja seria edificada, e Deus glorificado.
O evangelho de João, por ser muito resumido, não transmite tudo o que aconteceu (21:25). Não que o texto seja mentiroso, mas é específico - tem um foco. Nem todas as palavras comunicadas estão registradas, e muito menos o que foi comunicado sem palavras - razão pela qual ninguém ficou chocado com Jesus. Nem os que estavam ali se escandalizaram, nem o autor do relato mostra espanto, nem os autores posteriores ao evento comentaram nada negativo sobre o ocorrido. E nem o próprio Pedro, que, posteriormente, testemunhou e escreveu tão apaixonadamente sobre Jesus. Jesus foi amoroso.


Valdeci Júnior
Fátima Silva


sábado, 3 de novembro de 2012

TRIÚNO - João 16-18


É muito bom escrever este comentário e formar, juntamente com você, um trio harmônico, no que se refere ao crescimento espiritual diário. Imagino que você não esteja entendendo o que estou dizendo, mas digo trio, porque, de certa forma, nós três nos unimos. Você, que acompanha lendo os comentários diários, a Fátima e eu, Valdeci, através dos textos e o Espírito Santo nos falando através da Palavra de Deus. E assim crescemos, ficando cada vez mais perto de Deus.
Porém, há um outro trio, muito superior e muito mais sublime. Teologicamente o chamamos de Trindade: o Pai, o Filho, e o Espírito Santo, que são um só Deus, representado por três pessoas.
Mas como pode ser isso? É como uma família. Tem o pai, o irmão, o filho, o bebê, cada um sendo um indivíduo, mas todos eles juntos formam uma só família. Assim são esses três seres distintos, formando um só Deus.
E de João 16-18, há vários pontos que destacam entendimentos sobre a doutrina bíblica da existência da Trindade. Então, seguem alguns desses versículos.
João 16:5 em diante - começa a falar da obra do Espírito Santo. Quem está explicando isso é Jesus. Aí, já vemos dois seres distintos. E essa obra do Espírito Santo também pode ser vista em Atos 13:1-4. E aqui, Jesus, que é Deus conosco, nos versos oito e nove, falando especificamente sobre a missão do Espírito Santo, comenta que realmente uma obra divina é convencer o homem do pecado, porque conforme Gênesis 3 e Romanos 14:23, uma definição de pecado é deixar de crer em Deus. E para ser ativo na ação de convencer, deve ser um ser.
João 16:13 - o Espírito Santo é apresentado como o espírito da verdade. E, conforme nos ensina 1 Coríntios 12:11, a verdade é Deus. No verso 14, Jesus se refere ao Espírito Santo usando a palavra Ele, um pronome pessoal do caso reto, indicando que o Espírito Santo é “retamente” uma pessoa, conforme Atos 15:28.
João 17- encontramos Jesus orando ao Pai, onde tem a presença de dois seres novamente, Jesus, falando com outro, que é o Pai. No verso três, vemos em Jesus, a onipotência, que é um atributo absolutamente divino. Por isso que Jesus declara que Ele e o Pai são um; ambos são Deus. É como se eu dissesse que minha esposa e eu somos um, ou seja, dois indivíduos, um casal.
Esses três seres, o Pai, o Filho e o Espírito Santo, apesar de ser Deus, se unem para a entrega por amor (João 18), para tentar salvar o ser humano, mesmo que a nossa própria identidade chegue a negá-Lo. É muito amor!


Valdeci Júnior
Fátima Silva

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

JESUS AMA OU NÃO AMA? - João 14-15


Dias atrás, recebi uma pergunta de uma ouvinte do programa “Por Dentro da Bíblia”. A pergunta está relacionada com um versículo que está na leitura de hoje. Ela questiona: “As igrejas cristãs dizem que Cristo ama a todos, não dizem? Mas então, por que o próprio Cristo diz que ama apenas os que obedecem a Sua palavra?” Essa moça baseou-se em João 14:21, na versão de João Ferreira de Almeida, Revista e Atualizada no Brasil, onde diz: “Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda, esse é o que me ama; e aquele que me ama será amado por meu Pai, e eu também o amarei e me manifestarei a ele.” Na Nova Versão Internacional, está escrito: “Quem tem os meus mandamentos e lhes obedece, esse é o que me ama. Aquele que me ama será amado por meu Pai, e eu também o amarei e me revelarei a ele.”
Ao receber a pergunta, percebi que essa pessoa se preocupa em amar a Jesus e também receber do amor dEle. E isso é muito bom, não é mesmo? Aliás, é essencial. Dá para perceber, também, que essa moça está bem preocupada se Cristo ama ou não os que não guardam os mandamentos de Deus. O que você acha?
Para responder a essa pergunta, em primeiro lugar, vamos praticar algo muito básico que aprendemos na escola primária: “interpretação de texto”.
Observe que quando essa questionadora redigiu sua pergunta, ela atribuiu ao texto algo que não existe nele, que é a palavra “apenas”. Por exemplo, o fato de eu dizer que amo minha esposa (e ponto final), não implica que não ame os meus filhos. Concorda?
Portanto, o foco do texto não é dizer quem Cristo ama e quem Ele não ama. O sinal é sobre quem ama a Ele. Como Ele mesmo diz: “se me amais guardareis os meus mandamentos”. Para saber se os seguidores de Jesus amam a Jesus existe um critério, pois pode existir algum ser humano que não o ame. Como diz 1 João 4:19, nós o amamos porque Ele nos amou primeiro.
No entanto, para medir o amor dEle para conosco não tem um critério, “porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.” Então, finalizo com as palavras de Jesus registradas em 1 João 4:10: “Nisto consiste o amor: não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que ele nos amor e enviou seu Filho como propiciação pelos nossos pecados.”
Deus ama a todos, inclusive a você. Ame-O também!


Valdeci Júnior
Fátima Silva

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

MARCA IDENTIFICADORA CRISTÃ - João 12-13


Você sabe qual é a marca identificadora da igreja de Jesus na Terra? Se Jesus saísse por aí colocando um carimbo na testa dos Seus discípulos para que o mundo identificasse quem é de Jesus ou não, você sabe qual seria o sinal? Sei que em Apocalipse tem alguma identificação e no livro de Ezequiel fala de um tipo de selo também. Mas refiro-me à marca identificadora dos seguidores de Cristo na Terra sobre o critério de Jesus, proferida diretamente dos lábios de Cristo.
Ele disse: “Olha, você vai olhar para uma pessoa e saber se ela é minha ou não, segundo esse critério.” Você sabe qual é?
Para ter uma idéia, a palavra que identifica o seguidor de Jesus é repetida contundentemente nesse trecho do livro de João, do qual nós estamos nos aproximando. Do relato em que narra a reunião que Jesus teve com os discípulos na última ceia e saindo dela, contei na Bíblia e encontrei essa palavra ou alguma variação da mesma raiz 33 vezes. Dessas 33, 31 vezes foi proferida pelos lábios de Cristo. É inequívoco e não há como escapar disso. Esse era um tema muito claro na mente do Salvador naquela noite. Jesus estava muito centrado nisso, pois era a coisa mais importante do mundo para Ele. Porque quando um homem está no corredor da morte, suas últimas palavras contam muito.
Observe como os telespectadores americanos e a mídia americana se comporta quando alguém vai ser eletrocutado sob pena de morte. Todos querem saber quais são as últimas palavras de um homem. E para Jesus, que sabia que estava no corredor da morte, cada palavra contava muito.
E qual é a palavra mesmo? Só poderia ser “amor”. Veja o conselho de Jesus: “Um novo mandamento vos dou: amem-se uns aos outros. Como eu vos amei, vocês devem amar-se uns aos outros. Com isso todos saberão que vocês são meus discípulos, se vocês se amarem uns aos outros” (João 13:34-35). Essa é a marca: amai-vos uns aos outros.
Li um livro muito bom sobre esse assunto, O Décimo Primeiro Mandamento. Nele, o autor Dwight Nelson comenta que é muito interessante notar que a marca identificadora que Jesus deixou falou para que Seus discípulos tivessem não foi nenhuma doutrina ou placa de igreja. Foi a maior demonstração, mais brutal, mais impactante e mais marcante que o mundo pode ver, que pode muito bem ser expressada em João 12:32, quando mostra que a unidade do corpo de Cristo, que é a igreja, só pode acontecer em um lugar: junto à cruz de Cristo.
Ame as outras pessoas! Não economize carinho a ninguém!



Valdeci Júnior
Fátima Silva