terça-feira, 22 de janeiro de 2013

OS NOSSOS COMPROMISSOS


Você tem muitos compromissos? Qual é o seu maior compromisso? Qual é o compromisso que Deus tem para conosco? O texto abaixo foi o sermão que apresentei na minha igreja central no sábado passado, 19 de janeiro, por ocasião da minha chegada ao distrito.




“Jesus, aproximando-se, falou-lhes, dizendo: Toda a autoridade me foi dada no céu e na terra. Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado. E eis que estou convosco todos os dias até à consumação do século” (Mateus 28:18-20).

Introdução

Hoje eu vim aqui falar sobre os nossos compromissos. Eu tenho consciência de que estou diante de pessoas comprometidas com seu trabalho, sua profissão, o sobrenome de sua família, a tradição gaúcha que lhe é legada, seus estudos, sua vida acadêmica, seu status, sua galera, sua reputação, etc. Todos nós somos comprometidos com alguma coisa. Até o bêbado é comprometido com sua garrafa.

Mas eu quero falar sobre três comprometimentos, a saber, o comprometimento que Deus tem para conosco, o meu comprometimento para com esta igreja e para com vocês e os compromissos que você tem na sua vida. Várias das reflexões que veremos aqui proveem da autoria de um estudioso em crescimento de igreja baseado no ministério da fidelidade, o pastor Alberto Reiter Jr.

O Compromisso de Deus

Cristo veio a este mundo fazer o quê? Salvar, ok. Mas Como Ele salva? Quando Ele esteve aqui, cada palavra, cada gesto, cada milagre realizado, tinham este objetivo: levar o pecador a ver a beleza da salvação e recebê-la no coração. Por cerca de três anos e meio, Ele desenvolveu Seu ministério terrestre salvando, mas também preparando pessoas para que fossem continuadoras dessa obra sublime e santa. Assim, salvando-os, e os tornando instrumentos de salvação, Ele estabeleceu Sua igreja. No treinamento e na ordenação dos doze apóstolos, foram dados os primeiros passos da organização da Igreja, com a missão de levar avante a Sua obra na Terra.

Logo, o que é a igreja?

A igreja é o instrumento apontado por Deus para a salvação dos homens. Foi organizada para servir, e sua missão é levar o evangelho ao mundo. Desde o princípio, tem sido plano de Deus que através de Sua igreja seja refletida para o mundo Sua plenitude e suficiência. Aos membros da igreja, a quem Ele chamou das trevas para Sua maravilhosa luz, compete manifestar Sua glória (Atos dos Apóstolos, página 9).

O compromisso de Deus em nos tornar úteis

“Mas aquele que beber da água que eu lhe der nunca terá sede, porque a água que eu lhe der se fará nele uma fonte de água que salte para a vida eterna” (João 4:14).

Essas palavras foram uma explicação que Cristo deu à mulher samaritana, juntou ao poço. Jesus deixou claro que quando o pecador bebe da água da vida, ele se torna uma fonte a jorrar esta água que salva.

Todo verdadeiro discípulo nasce no reino de Deus como missionário. Aquele que bebe da água viva faz-se fonte de vida. O depositário torna-se doador. A graça de Cristo na alma é uma vertente no deserto, fluindo para refrigério de todos e tornando ansiosos de beber da água da vida os que estão prestes a perecer” (O Desejado de Todas as Nações, página 195).

Quando nosso coração realmente se abre ao Espírito Santo, a alegria da salvação é tão grande que não conseguimos ficar calados escondendo esta bênção.

Foi o que aconteceu com a samaritana. Ao ter a sede da alma saciada, sua alegria foi tão grande, que ela saiu correndo para testemunhar aos vizinhos, amigos e conhecidos sobre a salvação que tinha recebido de Cristo. E como resultado, muitos, talvez centenas, também beberam da água que Cristo lhes ofereceu, porque aquela mulher se tornou uma fonte jorrando a salvação.

“Muitos outros creram nEle por causa da sua Palavra, e diziam à mulher: agora já não é pelo que disseste que nós cremos; mas porque nós mesmos ouvimos e sabemos que este é verdadeiramente o Salvador do mundo” (João 4:41-42).

É isto que Cristo espera de cada filho Seu que tenha, verdadeiramente, experimentado a salvação. Mesmo com nossas limitações e fraquezas, Ele quer nos usar para Sua glória.

O compromisso de Deus em nos confiar Sua missão

Quem seria mais eficiente para efetuar a propagação global da mensagem evangélica? Deus ou nós?

Deus não escolhe como Seus representantes entre os homens anjos que jamais caíram, mas seres humanos, homens de paixões idênticas às daqueles a quem buscam salvar (... ). Deus poderia ter proclamado Sua verdade por meio de anjos sem pecado, mas esse não é Seu plano.  Ele escolheu seres humanos, homens cheios de fraquezas, como instrumentos na execução de Seus desígnios (Serviço Cristão, página 7).

O nosso Deus poderia facilmente alcançar o mundo inteiro em todas as gerações com a mensagem de salvação, mesmo assim Ele confiou a nós, Seus filhos, esta maravilhosa missão.

O compromisso de Deus em nos transformar e salvar

Mas Ele tem um objetivo ao nos dar este privilégio que é, ao mesmo tempo, uma solene responsabilidade.

Deus poderia haver realizado Seu desígnio de salvar pecadores sem o nosso auxílio; mas a fim de desenvolvermos caráter semelhante ao de Cristo, é-nos preciso partilhar de Sua obra. A fim de participar da alegria dEle – a alegria de ver almas redimidas por Seu sacrifício, devemos tomar parte em Seus labores para redenção delas (Ibid, página 8).

Com o nosso envolvimento na missão de salvar pessoas, o Senhor está nos dando a oportunidade de desenvolvermos um caráter semelhante ao de Cristo e experimentar a alegria de ver uma alma sincera sendo resgatada dos laços do inimigo e colocada nos braços do Senhor.

Veja que maravilhosa motivação o Senhor nos dá:

 “...e, quando nos entregamos a Cristo numa consagração de toda a alma, os anjos se alegram de poderem falar por meio de nossa voz, para revelar o amor de Deus” (O Desejado de Todas as Nações, página 297).

Deus está comprometido em efetuar a salvação em nós e através de nós.

O Nosso Compromisso

Abra sua Bíblia em Mateus 25:14-30. Aqui diz que o reino dos céus é semelhante a um homem que, ao fazer uma viagem internacional, deixou alguns empregados de confiança em seu país, para cuidar dos seus bens.

O reino dos céus é semelhante a um organismo vivo

Um dos maiores pesquisadores sobre crescimento de igreja é Christian A. Schwarz. Ele é autor do livro intitulado O Desenvolvimento Natural da Igreja. Certa vez, eu li de Schwarz (não nesse livro) uma observação muito interessante, chamando a atenção do leitor para as comparações que Jesus fez do reino dos céus, ou do reino de Deus. O reino de Deus é a igreja salva e seu movimento em interação com Deus e Seus seres, aqui na Terra e no Céu. E Christian observa que, na maioria das vezes, Cristo sempre comparou o Reino a alguma coisa viva. Mesmo que fosse a pérola, ela é desenvolvida pela ostra, que é viva. Mesmo que fosse a rede, a comparação é na dinâmica do seu uso nas mãos de homens vivos, para apanhar peixes vivos. E também aqui na parábola dos talentos, a comparação é com o homem vivo, e não com a moeda.

Isso tem a ver com uma lei da natureza. Biologicamente, nenhum organismo vivo permanece estático em relação ao seu desenvolvimento. Ou ele está se desenvolvendo (crescendo), ou está morrendo. É diferente, por exemplo, do reino mineral que, em sua própria natureza, é destituído de vida. Se houvesse aqui um terremoto, esta igreja desabasse, e um destes ladrilhos ficasse intacto, mas com um monte de entulhos de 10 metros sobre si, como tal pedra se comportaria pelos próximos anos? Se nada mais abalasse o terreno, nem mudasse sua umidade ou temperatura, e 50 anos depois um arqueólogo voltasse aqui, como ele encontraria a pedra? Maior, ou menor? Viva ou morta? O ladrilho estaria do mesmo jeito! Porque pode ser que matérias destituídas de vida permaneçam praticamente estáticas em relação ao seu desenvolvimento. Mas isso não acontece com organismos vivos! Se no mesmo evento catastrófico uma planta natural também fosse soterrada, como o arqueólogo a encontraria depois? Em suas escavações, ou nem encontraria sinal algum da dita planta, ou encontraria outras formas e tamanhos vegetais que teriam se desenvolvido através dela. Mas nunca ela do mesmo jeito!

A igreja é um organismo vivo

O reino de Deus é a igreja. O reino de Deus é um organismo vivo, espiritualmente falando. E nenhum organismo vivo permanece estático em relação ao seu desenvolvimento. Isto é um fenômeno do qual não podemos escapar! Ou esta igreja está crescendo, ou está se atrofiando. Isso é uma lei natural da eclesiologia. Nenhuma igreja permanece estática em seu tamanho e grau de desenvolvimento. Ou esta igreja está tendo atividades missionárias com as quais, intencionalmente, está conquistando pessoas para Cristo, admitindo-as como membros ativos e regulares, ou esta igreja está caminhando rumo à sua própria ruína.

No norte do Paraná, como colportor, certa vez eu me hospedei permanentemente na nave de uma igreja. No mural, papéis amarelados pelos anos de envelhecimento mostravam a dinâmica eclesiástica que acontecera periodicamente ali naquele salão, no passado. Mas por aquela ocasião, aquela comunidade de crentes não existia mais. Na Bahia, ao assumir um distrito, tive que assumir a possível redução de status de uma igreja organizada para grupo organizado. Uma igreja que já havia sido tão importante que servira de referência para uma tese doutoral justamente na área de missão.  O que estas igrejas tinham em comum? Em algum momento de sua história, elas não souberam conviver naturalmente com a dinâmica de seu desenvolvimento. Nenhuma igreja permanece estática em seu tamanho e grau de desenvolvimento. Ou esta igreja está crescendo, ou está morrendo. Ou está batizando, ou está afundando-se em seus próprios problemas deteriorativos. Posso afirmar isto antes de conhecê-la, pois se trata de uma lei natural.

Você é um organismo vivo

E a igreja é você. Espiritualmente também, você é um organismo vivo. E nenhum organismo vivo permanece estático em relação ao seu desenvolvimento. Isto é um fenômeno do qual não podemos escapar! Ou a sua vida espiritual está crescendo, ou está se atrofiando. Isso é uma lei natural. Nenhum cristão permanece estático no tamanho da sua fé e em seu grau de desenvolvimento. Ou você está tendo atividades missionárias com as quais, intencionalmente, está conquistando pessoas para Cristo, trazendo-as para serem membros ativos e regulares desta igreja, ou você está caminhando rumo à sua própria ruína. Só existem duas opções: ou você é um intencional missionário, ou você está espiritualmente morto. E eu já conheci muitos defuntos ambulantes, belamente encapados. Eu espero que, nesta manhã, não esteja falando para nenhum sepulcro caiado. Mas o que estas pessoas têm em comum? Em algum momento de sua história, elas não souberam conviver naturalmente com a dinâmica do desenvolvimento de sua própria fé. Nenhum cristão permanece estático no tamanho da sua fé e em seu grau de desenvolvimento. Ou eu estou crescendo, ou estou morrendo. Ou estou trabalhando para Cristo e Sua igreja, ou estou afundando-me em meus próprios problemas deteriorativos. Posso afirmar isto antes de conhecer você, pois isso se trata de uma lei natural do mundo espiritual.

O Meu Compromisso

“Disse-lhe o senhor: Muito bem, servo bom e fiel; foste fiel no pouco, sobre o muito te colocarei; entra no gozo do teu senhor” (Mateus 25:21).

O que é “compromisso”?

Sob a ótica do mundo espiritual, muitas coisas mudam de perspectiva, e a realidade pode ser outra, bem diferente. Na nossa vida secular, a simples manutenção daquilo que já se adquiriu ou que já se desenvolveu, apenas isso, talvez já possa ter a ver com fidelidade. Mas isto é estático, é morto. Na dimensão espiritual, apenas conservar o que já é, é infidelidade. Espiritualmente, fidelidade é multiplicação.

Aqui, compromisso e fidelidade são sinônimos. Na parábola dos talentos, o empregado que conseguiu guardar, bem direitinho, o dinheiro do patrão, e o devolveu integralmente a ele, foi considerado infiel (Mateus 25:24-30). E o adjetivo com o qual ele finalmente ficou rotulado foi “inútil”. Em contrapartida, para serem considerados fiéis, os dois primeiros empregados tiveram que fazer crescer a quantidade de dinheiro que haviam recebido.

Compromisso pastoral

No meu primeiro trabalho como pastor, além de trabalhar na Escola Adventista, eu auxiliava numa igreja central. Com aproximadamente 700 membros, aquela igreja contava com mais de 200 jovens. E eu era um jovem, solteiro, entre eles. Quando cheguei ali, estava começando um namoro, de poucos meses, sempre à distância. E como ninguém quase nunca via minha namorada, que estava há mil quilômetros longe, as “oportunidades” começaram a aparecer.

Como fui tentado! Ali, eu nunca fui um “Dom Juan”. Mas, observando o meu contexto, alguns resolveram me “amar”. Até mesmo os líderes da igreja me aconselhavam a terminar o namoro de então, e escolher uma moça dentre as da nossa igreja. E em meio a aquelas muitas moças, havia várias que seriam ótimas esposas... ministeriais e bonitas. Além das insinuadas, de algumas levei cantadas. De algumas outras, de famílias mais recatadas, recebi propostas dos próprios bons pais. Eles eram gente boa! O haveria de errado, se eu terminasse aquele namoro para escolher uma daquelas brasilienses para ser a mulher da minha vida?

E foi a partir desta experiência que eu aprendi mais um dos significados da fidelidade. Foram dois anos de uma prova da qual Deus me ajudou a sair com vitória. Durante este tempo, a Fátima e eu ficamos noivos, e no final do período, nos casamos. Escolhi ser fiel a ela, mesmo não sendo obrigado a isso, mas por amá-la. Sabe qual foi o resultado? Hoje somos quatro: o dobro! Todos os dias, quando oro por minha esposa e por meus dois filhos, não consigo deixar de agradecer a Deus por ter me dado a família mais linda do mundo. Isto é o que eu sinto dela e por ela. Não consigo imaginar que seria tão feliz com qualquer outra família, com qualquer outra mulher. E este foi o resultado multiplicado que eu recebi. Fidelidade implica em multiplicação.

No meu ministério aqui, se eu tão somente conseguir manter, bem direitinho, todos estes membros que me foram confiados, firmes na igreja, serei considerado um pastor infiel e poderei ser chamado de servo inútil. Em contrapartida, para ser considerado fiel, objetivo-me a – pelo poder do  Espírito – fazer crescer a quantidade de pessoas que recebi neste rebanho. Isto é o que penso sobre mim mesmo. E você?

O seu compromisso

Você que é líder na igreja: qual é o seu compromisso? Cumprir uma agenda? Realizar eventos? Mostrar serviço? Eu quero que você saiba de uma coisa. No seu ministério aqui, se você tão somente conseguir manter, bem direitinho, todos estes membros que lhe foram confiados, firmes na igreja, considere-se um líder infiel porque você terá sido um servo inútil. Em contrapartida, para ser considerado fiel, objetive-se a fazer crescer a quantidade de pessoas que existem neste rebanho. Isto é o que penso sobre cada pessoa que tem uma função na igreja. Todos os cargos, funções e departamentos na igreja existem para ganhar almas, levar pessoas ao batismo, e torná-las, de sem-igreja, em membros ativos. E se você não fizer isso, a sua atividade eclesiástica será vazia.

Você que pensa ser um dos cristãos desta igreja: qual é o seu compromisso? Assistir aos cultos? Eles não precisam de você. Participar de eventos? Você não precisa disso. Eu quero que você também tenha consciência de algo. Não existe cristão sem ministério. E na sua vida de membro aqui, se tão somente você tentar conseguir manter-se firme na igreja, mais cedo ou mais tarde, você vai fracassar. Se você está acostumado a esquentar os bancos, deixando-os bem quentinhos, considere-se um membro de igreja infiel, porque biblicamente isso é ser inútil. Mas ao contrário disso, para ser considerado fiel, objetive-se a não somente manter-se salvo, mas também buscar salvar outros. Se você quer saber o que eu penso sobre você se seu cristianismo, saiba que é isto que eu penso.

Mas não se apavore! A fidelidade de cada servo da parábola foi proporcional à quantidade de talentos que cada um havia recebido. O que você tem em suas mãos? No ano bíblico destes últimos três dias, temos aprendido que, apesar de que Moisés tinha apenas um cajado na mão, com aquele cajado ele fez maravilhas, abriu o Mar Vermelho e tornou-se o maior líder da história - em minha opinião, o mais comprometido, pois foi o mais fiel multiplicador de pessoas. Deus quer usar o que você tem em suas mãos.

Em Alagoas, conheci uma adolescente que sempre contribuiu para fortalecer a minha fé. Ela tem a boa mania de enviar muitos torpedos por dia, para muitas pessoas. São versículos bíblicos, pensamentos cristãos e palavras de motivação e fé. Quantas vezes, eu estava para entrar em desânimo, na minha lida ministerial, daí eu recebia uma mensagem inspirada daquela guria e então, a partir dali, saia motivado na tarefa de ganhar almas! Nas mãos da Daiane, Deus pôs um celular. E nas suas mãos, o que Deus colocou? Um livro? Um volante? Uma forma de assar bolo? Um sorriso? O dom de ensinar? Uma conta bancária? Uma profissão? Uma amizade? Um quarto de hóspedes? Um computador? Duas pernas que andam, uma boca que fala e duas mãos que entregam? Pode ser um pedaço de pau, se estiver em suas mãos e você consagrá-lo a Deus, Ele o tornará em um lindo ministério. Este é o compromisso de Deus. Qual é o seu?

Conclusão

Uma lei

“Jesus, aproximando-se, falou-lhes, dizendo: Toda a autoridade me foi dada no céu e na terra. Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado. E eis que estou convosco todos os dias até à consumação do século” (Mateus 28:18-20).

Quando meu pai estava com câncer, certo dia eu estava ao lado do seu leito hospitalar, segurando sua mão, quando ele começou a passar mal. Ele se debatia, esticava o pescoço, levantava o queixo, revirava os olhos e contorcia os músculos da face, numa insuficiência respiratória que lhe fazia mudar toda a cor da pele. Era terrível. Mais tarde, vim a entender que, naquelas crises ele estava passando pelo que os médicos chamam de EQM: estado de quase morte. Mas o interessante foi que, ao voltar de uma daquelas “viagens” angustiosas, meu pai comentou comigo: “como é horrível, sentir-se morto estando ainda vivo”.

Meu [nosso] compromisso com a Grande Comissão

Portanto, em primeiro lugar, eu quero fazer a minha declaração de compromisso de pastor. Pela graça de Deus, eu decido, hoje, pôr em dia o meu compromisso com a Grande Comissão de Mateus 28:18-20, fazendo uso de tudo que tenho e sou para que corações sinceros conheçam a verdade bíblica e tornem-se adventistas do sétimo dia. Você quer saber o que vim fazer na igreja adventista central de Caxias durante todo o tempo que Deus me permitir ficar aqui? É isso. Porque eu não quero sentir-me espiritualmente morto.

 


E eu quero lhe convidar a fazer o mesmo. Você quer? Eu quero lhe convidar a ser um vivo espiritual! Você encara o desafio? Você quer fazer a sua declaração de compromisso de membro desta igreja, de cristão? Então, tome como suas estas palavras: Pela graça de Deus, eu decido, hoje, pôr em dia o meu compromisso com a Grande Comissão de Mateus 28:18-20, fazendo uso de tudo que tenho e sou para que corações sinceros conheçam a verdade bíblica e tornem-se adventistas do sétimo dia. É isto que Deus espera de você nesta igreja. É isto que Deus espera da Igreja Adventista do Sétimo Dia central de Caxias do Sul. É isto que Ele espera de nós.

Oremos por isto.
Pr. Valdeci Jr.

DEUS PODE RESPONDER - Êxodo 16-17


Hoje é o vigésimo segundo dia do ano no calendário gregoriano. Então, só faltam 343 dias para o ano acabar, isso se o ano não for bissexto. Falta muito tempo ainda, né?
 Em 22 de janeiro de 1957, Israel se retirou da Península de Sinai. Muita coisa aconteceu ao Israel moderno, mas a nossa leitura de hoje fala de um acontecimento ocorrido com o Israel antigo, no tempo de Moisés. O lugar era o mesmo: região da Península do Sinai. No entanto, daquela vez, o povo de Israel não tinha a oportunidade de sair de lá. E esse era o problema. Eles estavam com fome e sede, não tinham o que comer nem beber, não tinham de onde tirar recursos para isso. Não havia solução!
Mas o maior problema não é passar necessidade. O problema pode ser a postura quando nos deparamos com a crise. Já observou o comportamento das pessoas em momentos de crise? Você sabe que também foi em um dia 22 de janeiro, mas de 2006, que Evo Morales assumiu a presidência da Bolívia? Como aquele homem fez tanta gente passar por situações de crise! Pela mídia, podíamos ver, nitidamente, que Evo dividiu a opinião do povo. Através do que os meios de comunicação mostravam, pelas expressões das pessoas, percebíamos que cada boliviano respondia de forma diferente diante da crise deles.
Um problema pior ainda que ter uma crise, é ter um comportamento equivocado durante a crise. Mas pior que tudo isso, é não ter um bom líder diante da crise, que era o caso dos nossos vizinhos.
No tempo da crise de Êxodo 16-17, o povo de Israel tinha um grande líder: Moisés. O problema foi o comportamento do povo. Que povo obstinado! Eles só conseguiam olhar para a própria barriga e não conseguiam erguer a cabeça acima disso. Ao ler sua Bíblia hoje, você perceberá isso. Existem tantas coisas acima das necessidades fisiológicas muito mais nobres para nos preocuparmos...
Jesus disse que felizes são aqueles que têm fome e sede, mas muito mais que de pão e água, fome e sede de justiça. Essa deve ser a nossa prioridade, porque nem só de pão vive o homem, mas de toda a Palavra de Deus. É por isso que tentamos procurar o conhecimento da justiça através da leitura da Bíblia.
Se não fizermos isso, corremos o risco de, apesar de estar no meio do povo de Deus, fazer igual aquele povo fez: perder o foco e fazer os pedidos errados para Deus. E aí as conseqüências podem ser muito ruins.
Cuidado com o que você pede para Deus porque Ele pode responder!



Valdeci Júnior
Fátima Silva


segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

ESTRESSE X LOUVOR - Êxodo 14-15


Tensão, preocupação, ansiedade, estresse, desespero... Já passou por isso? Era exatamente isso que o povo de Israel estava passando, na praia do Mar Vermelho, quando se viram sem saída. O que fazer?
Clamar! Alguns clamaram pelo desespero. Outros blasfemaram. Mas Moisés e mais alguns clamaram a Deus. E quando Deus opera, Ele espera que o ser humano faça sua parte. E eles fizeram. Pisaram no território do mar dividido, com as cargas nas costas, ajudando uns aos outros e entraram mar a dentro.
Aquela era uma experiência absolutamente diferente, única, milagrosa e singular. Já imaginou presenciar um vento violento tão bem coordenado ao ponto de abrir um caminho por entre as águas? Eles viram isso, fizeram sua parte, indo ao outro lado do mar e foram salvos! É interessante que depois que fazemos nossa parte, trabalhando com Deus, e vendo o que Deus pode fazer na nossa vida, nossa reação natural é louvar a Deus. No relato bíblico de hoje, vemos a principal música de louvor a Deus de toda a Bíblia. O maior louvor cantado de todos os tempos.
Você sabe que louvar não é só cantar, né? Mas aqui, refiro-me ao louvor cantado. A palavra louvor significa, segundo o dicionário: “aplauso, elogio, encômio. Apologia de uma obra meritória”. Mas principalmente elogio e aplauso. Isso é louvor, que é o contrário de “censura e crítica”. Quando pensamos dessa forma, chegamos à conclusão de que o louvor pode ser dirigido a pessoas, instituições, ideologias, objetos, lugares, etc., através de elogios, aplausos, cânticos, falas poéticas, apologéticas, informais. Quando cantamos o Hino Nacional Brasileiro, estamos louvando o Brasil. A Bíblia também entende louvor de todas essas formas.
Diariamente, estamos louvando muitas coisas ao nosso redor. Quando louvamos a Deus, estamos admirando os atributos do Seu caráter: fidelidade, bondade, amor, justiça, misericórdia.
Nosso louvor a Deus pode acontecer de forma indireta. Podemos até elogiar seres diferentes de Deus, porém o mais alto louvor deve ser para Ele. Quando louvarmos diretamente a outros seres, se Deus estiver sendo honrado, pode ser indiretamente louvado. Tudo que mostra, aponta ou faz lembrar de Deus como Supremo, verbalmente ou não, está louvando-O. A própria Bíblia é um louvor a Deus, enquanto louva outras coisas também.  Levando em consideração que o louvor pode existir nas formas direta e indireta, em tudo o que fazemos, deve caber o louvor a Deus, ainda que indireto. “Portanto, quer comais, quer bebais ou façais outra coisa qualquer, fazei tudo para a glória de Deus” (1Coríntios 10:31). Toda música que uso deve permitir que eu, direta ou indiretamente, louve a Deus. Faça isso! Louve como Moisés e seja feliz!


Valdeci Júnior
Fátima Silva


domingo, 20 de janeiro de 2013

LIBERTAÇÃO BÍBLICA - Êxodo 12-13


Um dos melhores filmes que já assisti na minha vida é bem antigo. Ele foi gravado há décadas, mas ainda não vi outro do gênero que o superasse. Aliás, é o meu DVD preferido dos filmes que tenho colecionados lá em casa. Já o assisti dezenas de vezes: em português, espanhol, inglês. Muitos dos trechos dele eu sei de cor. Sabe de que filme estou falando? Tente descobrir! Ele tem a capa do encarte vermelha e vem em DVD duplo, porque tem mais de três horas de duração. Refiro-me ao filme “Os Dez Mandamentos”. Ele, na realidade, é o enredo da história de Moisés. O ponto alto dele, na minha opinião, é o êxodo, a saída do povo de Israel, sendo libertos do Egito. Creio que isso é que faz com que esse seja um grande filme.
Esse tema é uma das histórias mais lindas da Bíblia. Até quem nunca leu o Livro Sagrado conhece essa história. Para quem não conhece essa história direito, ela parece lenda. Afinal, é uma história impossível de acontecer, pensando sob a lógica humana. Mas é ignorância o fato de não conseguir acreditar nessa história. E provo isso para você.
Prepare-se para o desafio. Abra sua Bíblia em Êxodo 12 e leia até o capitulo 13. Mas não se contente em apenas ler. Vá fundo e estude. Pesquise sobre o assunto, assista ao filme que estou lhe falando, leia comentários sobre o tema e vai acontecer algo fantástico. Você irá se apaixonar pela história e os detalhes dela pelas lições que ela traz. Não é somente uma história muito linda. É, também, uma história libertadora.
E por falar em libertação, não sei se você, neste momento, por acaso, precisa de uma libertação. Penso que sim, porque, na verdade, todos nós, em cada momento da vida, estamos sempre precisando de algum tipo de libertação. Uns precisam ser libertos do vício das drogas, outros de um mau hábito alimentar. Há pessoas que necessitam se libertar de um mau relacionamento, de más amizades, das dívidas, do desemprego, etc. Cada um tem suas necessidades de libertação. Você está preocupado com o quê? Do que está precisando se libertar? Reflita, mas saiba que não vim aqui trazer nada da teologia da libertação. Fique tranqüilo.
Por outro lado, a Bíblia fala da promessa de libertação que é prometida para o crente. Quer aprender sobre isso na sua Bíblia? Então anote: 2Pedro 2:9; Hebreus 2:15; 2Timóteo 4:18; 2Coríntios 1:10; 1Coríntios 10:13. Essas são algumas das muitas passagens que mostram para o cristão que Deus quer lhe dar libertação. Você pode encontrar a libertação que você precisa lendo a Bíblia.


Valdeci Júnior
Fátima Silva

sábado, 19 de janeiro de 2013

QUEM MESMO? - Êxodo 09-11


Você sabe quem é foi faraó? Logo vem à cabeça a figura do rei que mandava no Egito no tempo que Moisés libertou os israelitas, não é mesmo? Há pessoas que pensam que faraó era o nome daquele rei. Mas faraó nunca foi nome de gente. Faraó é um título, assim como existem os títulos de presidente, governador, deputado... A pergunta, na realidade, não é “quem foi faraó”, mas “o que era um faraó”?
Faraó, ou “Pharaoh”, como se diz em inglês, que fica com uma pronúncia mais perto do original, era o título oficial que se dava para os reis que nasciam no Egito desde os tempos antigos até quando aquele país, o Egito, foi conquistado pelos gregos. Muitos estudiosos imaginam que esse nome seja um composto de duas palavras “rá” e “fé”. Rá, na língua egípcia que eles falavam naquela época, significava “sol”, ou “deus-sol”. E “fé” era um artigo que se colocaria antes do substantivo “sol”. No caso em português, a letra “o”. Então, de forma contraída, a palavra faraó significaria “O sol” ou “O deus-sol”.
O rei do Egito era realmente o deus que eles adoravam. Mas qualquer um que nascesse para ocupar aquela posição, viria a ser um faraó. Então, quando a Bíblia fala de faraó, ela não está falando apenas de uma pessoa. Existem vários homens citados na Bíblia como sendo faraós. Nos meus estudos, encontrei 12 faraós citados na Bíblia. Teve o faraó que era o rei que estava sobre o trono quando Abraão foi ao Egito, de origem semita; o faraó dos dias do José do Egito; o faraó chamado Seti que, provavelmente, foi contemporâneo aproximado de Moisés. Depois dele, vem um faraó chamado Ramessés segundo, o faraó do ponto alto da opressão que o Egito colocou em cima dos israelitas. Muita gente pensa que o faraó da época do êxodo chamava-se Menephtah I.
Existem tantos outros faraós. Homens que pensavam que eram deuses. Coitados! Morreram! Suas múmias são simplesmente peças de museus, quando não são coisa pior, como figuras de lendas ou personagens hilárias das palhaçadas dos desenhos animados.
Muitas vezes, isso acontece conosco. Não nos enxergamos. Pensamos que podemos muita coisa. Faça a leitura de hoje: o faraó vê seu país se lascar com as feridas purulentas, com os granizos violentos, com os gafanhotos que destruíram toda a paisagem verde, com o fenômeno das trevas sobrenaturais e, mesmo assim, ainda continuava resistindo ao verdadeiro Deus dos Céus, pensando que ele, como pobre ser humano mortal, fosse maior que o próprio Deus. Que coisa triste quando uma pessoa não se enxerga.
Enxergue-se, com a iluminação da leitura bíblica.


Valdeci Júnior
Fátima Silva


sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

UM ATEU GARANTE: DEUS EXISTE - Êxodo 05-08


Você já leu o livro “Um Ateu Garante: Deus Existe”? Eu o recomendo. Ao iniciar a leitura dele, fiquei boquiaberto logo nas primeiras páginas. O autor procura falar sobre as “provas incontestáveis de um filósofo que não acreditava em nada.” O nome desse filósofo é Antony Flew, ícone da filosofia do século XX, um dos maiores ateus dos últimos cem anos, pai dos argumentos de muitos filósofos e ateus. Ele concentrou-se tanto no assunto de provar que Deus não existe, que terminou conseguindo enxergar as evidências da existência de Deus. Converteu-se! A “Associated Press”, no dia 9 de novembro de 2004 publicou a matéria: “Sim, mudou de opinião. Ele, Antony Flew, agora afirma que Deus existe!”
Pense bem, isso é praticamente impossível! Não que seja impossível um intelectual conseguir ter a inteligência de perceber que Deus exista. Dificílimo é que esses orgulhosos dêem o braço a torcer. Eles se acham poderosos. Mas o maior poder de Flew foi a sua honestidade. Antony Flew, de “o maior filósofo do século XX”, passou a ser o pensador mais corajoso em ser honesto com sua intelectualidade que até agora já conhecemos, no século XXI.
Isso é algo tão histórico, que fatos de poderosos contestando a existência de Deus e sendo contestados, em sua própria contestação pela existência real dEle, têm ficado com suas memórias, muitas vezes vergonhosas, marcadas, ao longo da História. Um caso mais ou menos assim aconteceu com outro famoso que queria filosofar demais. Estou falando do poderoso faraó, que a partir do trono do Egito, dominava o mundo há mais de 3500 anos. Acreditamos na existência de Jeová, único Deus, Criador dos Céus e da Terra. Faraó não. Veja o que uma parte da leitura de hoje diz: “Depois disso Moisés e Arão foram falar com o faraó e disseram: Assim diz o SENHOR, o Deus de Israel: Deixe o meu povo ir para celebrar-me uma festa no deserto. O faraó respondeu: Quem é o SENHOR, para que eu lhe obedeça e deixe Israel sair? Não conheço o SENHOR, e não deixarei Israel sair.”
Quando alguém desafia Deus dessa forma, ou ele volta atrás mais tarde, como fez Antony Flew, ou então a coisa, um dia, mais cedo ou mais tarde, fica preta para ele. Nem que seja no dia do juízo final. Muitas vezes, a pessoa paga o preço aqui nesta vida mesmo. Muitos questionam porque faraó teve que “engolir” tanta praga, como sangue, rãs, piolhos, moscas, morte dos rebanhos... Isso é porque ele desafiava a Deus. Estava pagando o preço. Esse foi o começo do que no final ficou provado: Deus existe.


Valdeci Júnior
Fátima Silva


quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

ESCOLA PORTO SEGURO - Êxodo 01-04


Há muitas pessoas que saem das grandes cidades para ir morar no interior, buscando mais tranqüilidade e uma qualidade de vida melhor. Mas aí vem o problema: no interior, não se encontra tudo que precisa. É claro, nos grandes centros têm mais recursos. Tem de tudo: tudo de bom e tudo que não presta também. Muita gente migra para o interior para livra-se do que não é bom. Elas procuram encontrar um verdadeiro refúgio.
Isso me lembra Garopaba, uma cidade turística, de lindas praias, no sul do Brasil, conhecida, pelo menos por nome, por muita gente. Além do turismo, ela tem essa característica de muitas pessoas buscarem qualidade de vida ao mudar para lá. Quando chegam, vem a grande questão: e agora, onde vamos matricular nossos filhos? Aqui não tem aquelas grandes redes de escola que tínhamos na cidade grande.
Aí vem algo fantástico que encontrei em Garopaba. Conheci pessoas que mudaram para lá por missão. O ministério deles é fundar, ali no interior, uma escola com alta qualidade de ensino, com alta qualidade de padrões morais, com alta qualidade de tudo o que uma escola precisa, para que os pais fiquem tranqüilos ao deixar seus filhos nela. O mais interessante é que o nome da escola é Porto Seguro, um símbolo de que, mesmo no meio das dificuldades da vida, mesmo nos desertos deste mundo, ainda podemos procurar, fazer, criar, encontrar “portos seguros”, onde podemos preservar pelo desenvolvimento do nosso caráter (http://www.ceportoseguro.com.br/).
A leitura bíblica conta a história de alguém que viveu isso muitas vezes e mostra qual foi o resultado. Esse alguém nasceu na megalópole, só que na periferia mais discriminada daquele colosso urbano. Sua mãe não se contentou com isso. Ela deu um jeito de enviá-lo para um lugar mais seguro. O sujeito da nossa história cresceu recebendo a maior educação secular do mundo, nos palácios do Egito. Mas, ao mesmo tempo, recebeu a maior formação religiosa do mundo no seu lar de origem. No academicismo do Egito, ele encontrou o “porto seguro” intelectual, e no colo de Joquebede, o “porto seguro” espiritual. Depois, precisou aprender na maior de todas as escolas: a escola da vida. Como andarilho do deserto, encontrou um “porto seguro” na casa de Jetro, onde aprendeu a viver bem em pleno deserto.
O resultado disso tudo é que ele voltou, capacitado pelas letras, pela religião e pela vida para ser o maior libertador de todos os tempos: simplesmente Moisés. É interessante que a maior capacitação que ele encontrou foi na sarça ardente.
Sem dúvida, o porto mais seguro que podemos encontrar é na presença de Deus. Experimente isso, você também!


Valdeci Júnior
Fátima Silva

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

HERANÇA DEIXADA POR UM CRENTE - Gênesis 48-50


No comentário de hoje, quero falar de coisas boas com você. Ontem, comentei sobre vários problemas sociais. A sociedade sempre enfrenta suas dificuldades; foi no tempo de Jacó, de José do Egito e tem sido ao longo da História. As desgraças estão sempre por aí. Mas não é só de coisa ruim que se vive.
“No mundo ainda existem belezas, que alegram a vida e nos fazem sonhar”, como diz a bela canção escrita por Valdecir Lima. Ainda existem recantos felizes da natureza, onde qualquer ser humano gostaria de estar. Ou seja, ainda temos nossas alegrias para compartilharmos uns com os outros e desfrutarmos delas.
A primeira boa notícia é que hoje, dia 16 de janeiro, ainda no começo do ano, já estamos terminando a nossa leitura do primeiro livro da Bíblia: Gênesis. É o livro que conta a história das nossas origens e os começos primordiais da História humana. Então, essa é uma comemoração, certo?
Já terminamos de ler o primeiro livro da Bíblia! Nessa comemoração, já lhe faço um convite: não fique fora desse programa, por favor. Participe conosco! Aliás, participe com Deus, da leitura diária da palavra dEle. Se você participar, a cada dia, lendo, particularmente, na sua Bíblia, uns três capítulos, acompanhando como sugere o nosso projeto de leitura anual da Bíblia, no final do ano, você poderá comemorar por ter lido a Bíblia inteira.
No relato de hoje, têm muitas coisas boas. Existem as coisas ruins também, mas o capítulo 48 apresenta uma narrativa de bênçãos que Jacó passou para seus filhos. O velhinho Jacó estava para morrer. Então, ele chamou seus herdeiros, um por um, porque ele queria deixar alguma coisa muito boa para eles.
O melhor presente que um pai pode dar a um filho é a sua bênção. Eu tenho consciência de que se minha vida é tão abençoada hoje, é porque, antes de falecer, meu pai orou muito por mim. A oração de um pai e de uma mãe por um filho é muito poderosa. E meu pai também, como aconteceu com Jacó, também morreu bem longe da terra natal dele. Quando meu pai faleceu, estávamos morando no estado do Tocantins. Mas, mesmo depois de muitos anos que saí de lá, nunca vou esquecer-me de que o cristianismo vivido pelo meu pai me deixou uma herança muito grande por sua influência.
Que essa herança influencia tanto os filhos, você pode ver no próprio final da história, observando sobre como José e os irmãos dele foram felizes. Se você é pai ou mãe, não sei, mas pode abençoar outros orando por eles. Ore por seus queridos!


Valdeci Júnior
Fátima Silva

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

PROBLEMAS SOCIAIS - Gênesis 46-47


Eu estava no interior de Santa Catarina, no auge das chuvas de novembro de 2008, numa viagem a trabalho, quando me vi ilhado devido à situação caótica que os desbarrancamentos deixaram, sem ter como sair da cidade para voltar a São Paulo. Mas o pior não era a minha situação.
O vale de Itajaí enfrentou uma catástrofe pluvial tremenda. Imagino que você acompanhou pela mídia. Mas a situação foi muito pior do que a mídia mostrou. Coisa terrível! A situação daqueles cidadãos que moravam ali, no foco do problema, e estavam sendo atingidos diretamente foi muito dura. Eles perderam a casa, o carro e até pessoas queridas. Era chuva demais! Enquanto que, em outras partes do país, há tanta gente passando necessidade por falta de chuva.
Os problemas da terra seca ou do descontrole da chuva são antigos. Quando esses problemas assolam uma região, primeiro vem o estado de emergência, depois a declaração de estado de calamidade pública, a fome, e o povo continua lutando para tentar fazer algo. No caso de Santa Catarina, o que nós, brasileiros, tentamos fazer foi enviar comida para. Milhões e milhões de quilos de alimentos foram enviados.
Agora, no caso da fome geral que aconteceu na sociedade no tempo de Jacó, quem teve que sair de um lugar e ir para o outro foram as próprias pessoas. Eles emigraram para o Egito. E a migração é uma resolução de problema imediata que pode trazer maiores problemas futuros.
Foi, também, em 2008, na crise financeira mundial que se desencadeou a partir da crise imobiliária dos Estados Unidos, que o presidente brasileiro falou para o mundo, em entrevista, que os países ricos deveriam cuidar em resolver o problema dos países pobres, ajudando-os. Caso contrário, o mundo sofreria uma crise de migração dos pobres para os lugares ricos, o que daria uma quebradeira geral maior ainda. Lula estava certo. Essa lição está na Bíblia, há muito tempo. No tempo de Jacó, a maior potência financeira do mundo era o Egito. E quando a crise financeira chegou, esse país rico foi a solução para resolver o problema dos pobres.
Como a Bíblia é sabia e sempre nos ensina grandes lições! Você já fez sua leitura de hoje? Reflita sobre o que estou escrevendo, mas de forma muito mais profunda, na leitura de hoje. Podemos tirar grandes lições da história da família de Jacó, dos filhos dele e da experiência de vida de José, no Egito. Lições essas que podem ajudar a resolver muitos problemas sociais presentes entre nós, hoje em dia, afinal, o contexto pode até mudar, mas o ser humano é sempre o mesmo.


Valdeci Júnior
Fátima Silva

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

AS PERNINHAS DA MENTIRA - Gênesis 43-45


Encontrei uma pesquisa na internet, perguntando a opinião de todos os internautas que quisessem responder sobre “as pernas curtas da mentira”. E a pergunta era: “Você acredita que a verdade sempre vem a tona? E que a mentira tem pernas curtas?”
O que você acha que as pessoas responderam? E o que você responderia? O resultado da pesquisa foi que apenas 13% das pessoas disseram “não”. Ou seja, apenas 13% das pessoas disseram acreditar que nem sempre a verdade vem à tona e que nem sempre a mentira tenha as pernas curtas. A maioria, 87% dos internautas responderam que acreditam que a verdade sempre, mais cedo ou mais tarde, virá à tona e que a mentira sempre terá as pernas curtas.
O que eu achei mais interessante nessa pesquisa foi que entre os 13% das pessoas que não acreditam que toda mentira seja um dia revelada, nenhum internauta defendeu a mentira. Acredita? Ou seja, as pessoas sabem que o correto é sempre dizer a verdade. As pessoas sabem que a mentira não compensa, mas mesmo assim mentem. As pessoas mentem iludidas de que sua mentira não será revelada, desacreditando do velho ditado popular.
Iludido por isso, o mentiroso entra numa teia de situações emaranhadas na qual tem que fazer uma mentira atrás da outra para encobrir a primeira. Já viu como é assim? Se você fizer a primeira mentira, depois terá que fazer outras mentiras para cobrir aquela primeira, depois outras mentiras para não revelar as mentiras anteriores e assim vai... É uma armadilha terrível! O problema só será resolvido no dia em que a mentira original for revelada.
Se quiser uma prova disso, faça a leitura de hoje. Veja que novela os irmãos de José se encontravam tendo que fazer várias manobras para sustentar uma verdade que não existia. O constrangimento que eles passaram com o que se passou com Benjamim, a sinuca na qual eles colocaram o pai deles até José revelar a verdade.
Como aqueles homens devem ter ficado com vergonha! Já tinha passado tanto tempo. Eles achavam que nunca seriam descobertos. Doce ilusão! Cumpriu-se novamente o dito popular que virou lei. É que isso é bíblico. Os 13% que disseram que tem mentira que nunca será descoberta, se esqueceram ou então desconhecem daquilo que a Bíblia diz em Eclesiastes 12:14.
Toda verdade, mais cedo ou mais tarde, virá à tona? Toda mentira tem as pernas curtas? E o resultado? Espero que o resultado seja pelo menos parecido com o que aconteceu na história de Gênesis.
Mas mesmo que não for, lembre-se: o melhor sempre será revelar a verdade! Não se iluda!


                                                                     Valdeci Júnior
Fátima Silva

domingo, 13 de janeiro de 2013

TODO SONHO VEM DE DEUS? - Gênesis 40-42


Alberto Ronald Timm, Ph.D, em seu artigo na Revista “Sinais dos Tempos” de julho de 1999, nos explica que determinar a natureza específica de cada sonho de uma pessoa é um assunto muito complexo e subjetivo. Além dos “sonhos mentirosos” e não autênticos (Jeremias 23:32; 29:8 e 9), existem dois grandes grupos de sonhos reais. O primeiro e mais comum deles é o formado pelos sonhos naturais, que fazem parte do processo normal de descanso durante o sono e cujo conteúdo pode apresentar-se de forma organizada ou desorganizada. Uma vez que “das muitas ocupações brotam sonhos” (Eclesiastes 5:3), é provável que pessoas envolvidas em assuntos religiosos acabem sonhando com eles, sem que tais sonhos sejam de origem sobrenatural.
Já o segundo grupo básico de sonhos é formado pelos sonhos sobrenaturais, que podem ser de origem divina ou satânica. Os sonhos de origem divina têm, normalmente, um propósito salvífico bem definido e podem ser concedidos tanto aos profetas verdadeiros (Números 12:6) quanto a pessoas comuns (Joel 2:28; Gênesis 451; Daniel 2). Os de origem satânica são quase sempre fascinantes e podem conter meias-verdades para confundir. Suas predições podem até se cumprir, mas eles tendem a afastar a pessoa de Deus e de Sua vontade (Jeremias 29:8; Mateus 24:24; 1Pedro 5:8).
Tanto os sonhos naturais como os sobrenaturais podem ter um conteúdo religioso. O simples fato de Deus conceder um sonho sobrenatural a alguém não transforma essa pessoa automaticamente num profeta (Gênesis 41; Daniel 2). O chamado para o ministério profético é algo diferente e bem mais abrangente. A atitude de atribuir a Deus a origem de todos os sonhos de cunho religioso e de buscar sempre um significado especial para o seu conteúdo é perigosa.
Somos advertidos por Deus de que os sonhos devem permanecer subordinados às Escrituras. “O profeta que tem um sonho, conte o sonho, e o que tem a minha palavra, fale a minha palavra com fidelidade. Pois o que tem a palha a ver com o trigo?, pergunta o SENHOR. À lei e aos mandamentos! Se eles não falarem conforme esta palavra, vocês jamais verão a luz!” (Jeremias 23:28; Isaías 8:20; Mateus 7:21-23; Gálatas 1:8-9, 1João 2:4; 4:1).
Sonhos jamais são usados por Deus como um fim em si mesmos, mas apenas como um meio de nos aproximar mais dEle e de Sua Palavra (ver João 20:29). Nossa fé não deve ser dependente de tais meios, possíveis de serem usados também por Satanás. Se você tiver um sonho que julga ser divino, mas não tem certeza, antes de ter completo esclarecimento, tente apenas extrair dele uma lição positiva para a vida.


Valdeci Júnior
Fátima Silva

sábado, 12 de janeiro de 2013

SEXO BOM - Gênesis 37-39



Na leitura de hoje, há alguns dramas girando em torno da sexualidade dos personagens. E nesses casos, tem histórias tristes e de bom exemplo. Mas você sabe para que Deus criou o sexo? Veja:
1) Para unir o homem e a mulher num só ser (Gênesis 2:24). Essa união acontece através do ato sexual. “Este é um mistério profundo” (Efésios 5:22-33). As diferenças são agentes de enriquecimento e complementação do casal, tornando a relação mais completa. São duas personalidades, dois indivíduos com diferenças físicas e psicológicas, mas ao mesmo tempo, um só ser. No plano de Deus, quando as pessoas se casam, passam a compartilhar tudo: seus bens, idéias, aptidões, problemas, alegrias, tristezas, fé e corpos.
2) Para o prazer. Veja este resumo de uma conversa entre o rei Salomão e a Sulamita:
- Você é toda linda, minha querida. Você faz disparar o meu coração. Quão deliciosas são as suas carícias! Você é um jardim fechado, minha noiva.
- Que o meu amado entre em seu jardim e saboreie os seus deliciosos frutos.
- Entrei em meu jardim, minha noiva. Comi o meu favo e o meu mel (Cantares 4:7-5:1).
Agora imagine Adão e Eva no Éden! Perfeitos, recém-saídos das mãos do Criador, com corpos vibrantes, em que cada célula se comunicava em perfeita harmonia; cada músculo belamente trabalhado movia-se em perfeita coordenação; o intelecto era puro, livre de qualquer contaminação social ou cultural. A experiência sexual deles deve ter sido extraordinária!
A experimentação do prazer sexual no casal não é uma relação marital mecânica, uma coisa só da carne. Deve haver comunicação, intimidade, ternura antes e depois do ato e confiança intensificada de pertencer ao outro, em um só ser. Deve existir respeito, igualdade e muito amor paciente e perdoador. Deus observa e aprova o ato sexual dos casais casados, entregues ao prazer inocente designado por Ele mesmo. Ele se alegra com a alegria que é pura e santa (Hebreus 13:4).
3) Para a retransmissão da vida que recebemos dEle. A narrativa de Gênesis mostra a sexualidade, ordenada por Deus, num tempo em que o pecado não existia (Gênesis 1:22 e 28). Ter filhos é uma responsabilidade que deve ser intencionalmente desejada, planejada e esperada. Deus cria, nós procriamos. O amor de Deus se revela no fruto do amor humano.
A Bíblia considera o sexo como um brinde ao amor conjugal, uma magnífica experiência plena de amor em profunda expressão de alegria, deleite e dinamismo. Dentro do casamento, o sexo é um poderoso fator de união, prazer e intimidade. É por isso que a escolha de José resultou em bênção e a de Judá não.


Valdeci Júnior
Fátima Silva

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

EM BETEL - Gênesis 34-36


O que você espera encontrar na casa do agricultor? E na casa das noivas? Há tantas lojas com nomes assim! É casa disso, casa daquilo... Você já viu?
Casa dos parafusos – uma loja onde tem muita rosca. Mas sabemos que não é rosca de trigo, e sim de ferro. As roscas de comer ficam na casa dos pães, que pode ser, também, a casa da bolacha. Que não pode ser confundida com a casa da borracha. Eu já vi casa dos advogados, casa dos controles remotos, casa das almofadas, casa dos móveis usados... Casa, casa, casa...
São muitas as casas, mas qual delas é a mais importante? Não sei se você mora em casa ou apartamento, mas você sabia que no tempo desse povo da Bíblia sobre quem estamos lendo, não moravam em casas? Não era em apartamentos também. Eles não eram condôminos, eram nômades. Gente que nunca fixa residência e são como os beduínos, mudando pra lá e pra cá a vida inteira. Como não é fácil carregar uma casa de um lado para o outro, eles moravam em tendas, um tipo antigo de moradia, um modelo mais rústico de barraca.
Mas a palavra casa tem outros significados também. Por exemplo, se alguém fosse parente de Abraão ou descendente dele, poderia dizer que era alguém da casa de Abraão, ou seja, da família grande de Abraão, embora a pessoa estivesse vivendo cinco gerações ou cem anos depois do patriarca.
Outro tipo de casa era Betel, uma palavra hebraica que significa “casa de Deus”. É o nome de uma cidade cananéia da antiga região da Samaria, situada no centro da terra de Canaã, a noroeste da cidade de Ai, na estrada para Siquém, a trinta quilômetros ao sul de Siló e a vinte quilômetros ao norte de Jerusalém. Essa cidade é a mais mencionada na Bíblia. Betel, antigamente, era chamada de Luz. Foi o local onde Abraão armou a tenda e edificou seu primeiro altar para o Senhor; o mesmo lugar onde Jacó teve a visão de uma escada que ia até o céu. Nessa época, Jacó colocou o nome nesse lugar de Betel: casa de Deus.  Anos depois, Betel veio a pertencer à tribo de Judá, passando a ser um dos lugares onde a Arca da Aliança, um símbolo da presença de Deus em Israel, permaneceu.
Na leitura de hoje tem um convite: “Venham! Vamos subir a Betel, ou seja, à casa de Deus.” Esse é um ótimo convite para nós. Ao fazer sua devoção pessoal, lendo sua Bíblia, estará se colocando na presença de Deus. Onde quer que você esteja, será a casa de Deus.



Valdeci Júnior
Fátima Silva

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

EGOLATRIA - Gênesis 31-33


Você está fugindo de alguma coisa? Quero convidá-lo a fugir. Vamos fugir? O quê? Precisamos fugir da idolatria. Talvez você imagine que não precisa fugir da idolatria, por não ter nenhum santuário cheio de imagens em casa. Mas cada um de nós corre o risco de idolatrar alguma coisa até mesmo secular. Na leitura de hoje, tem a história de pessoas que estavam muito apegadas a itens não-religiosos.
Muitos, ao ler Gênesis 31, encabulam-se em pensar numa possível conivência da parte de Deus, permitindo que seus patriarcas fossem religiosos idolátricos. E a pergunta é: “As estatuetas que Raquel roubou denotam que Jacó era idólatra?”
As estatuetas que as pessoas da família de Abraão usavam e que aparecesse na nossa Bíblia traduzidas como ídolos ou deuses, na realidade, não eram adoradas por eles.
No original hebraico, a palavra é “terafim”. Eram bonequinhos de barro usados como documentação de propriedades. Quem os possuía era dono dos bens materiais a que se referiam, como se fosse a escritura de uma fazenda.
Muitos anos depois, as pessoas passaram a adorar essas estatuetas. Daí sim, elas passaram a ocupar o contexto de idolatria. Por isso, vem a confusão ao se interpretar o texto hebraico do Antigo Testamento em saber se o terafim era um objeto de documentação ou de adoração.
No caso da família de Abraão, se você analisar bem o contexto, verá que a importância que as estátuas tinham para eles era de documentação e não de adoração porque:
a) Na fuga de Jacó e Raquel, com a perseguição de Labão, a motivação de seus confrontos era a preocupação com os bens materiais, a herança, o salário, etc.;
b) Eles não aparecem orando ou preocupados com a veneração a esses objetos;
c) Nessa história, eles sempre adoram ao Senhor;
d) Raquel chega a sentar-se em cima das estatuetas - ela jamais faria isso com o que considerasse santo.
A única idolatria que poderia estar se passando por ali era a de colocar os bens materiais na frente de Deus, nas prioridades do coração. Essa é a mesma idolatria na qual corremos o risco de cair hoje, pois onde está o nosso tesouro, também está o nosso coração (Mateus 6:21). Mas, nesse caso, o problema não está com o objeto idolatrado e sim com a disposição mental da pessoa relacionada ao objeto. O maior inimigo do homem é ele próprio. Nossa tendência é amar tanto o nosso ego, ao ponto extremo de colocá-lo acima de Deus. A egolatria também é pecado, porque nos aliena do Pai que está no Céu.
Lembre-se sempre de dar toda a honra, glória e louvor somente a Deus.


Valdeci Júnior
Fátima Silva

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

NEARER MY GOD TO THEE - Gênesis 28-30


Você tem lido a Bíblia diariamente? Você sabe o que o hábito da leitura diária da Bíblia pode fazer na sua vida? Depois que você termina de ler o Livro Sagrado, sente vontade de louvar a Deus?
Ao longo da história, por muito tempo, somente os homens escreviam hinos cristãos. Mas, aos poucos, as mulheres também passaram a poetizar. Atualmente, o universo gospel tem muitas boas músicas escritas por mulheres que se consagram a Deus e O serviram. Uma dessas canções mais conhecidas em todo o mundo vem de um poema escrito por Sarah Flower Adams (1805-1848).
Num belo dia, no ano de 1841, enquanto Sarah estava estudando sua Bíblia, ficou muito impressionada com a história da visão de Jacó, que está na leitura de hoje. Ela identificou-se com Jacó, que precisava muito de Deus quando esteve em Betel e sonhou com a escada que alcançava o Céu, cheia de anjos que subiam e desciam. Então, inspirada naquela passagem bíblica, Sarah resolveu escrever alguns versos e estrofes, que mais tarde se tornariam conhecidos no mundo inteiro.
A tradição aponta um lugar na Jordânia, chamado Bira, como sendo o possível local onde Jacó recebeu seu sonho revelador. E muitos cristãos que já visitaram esse memorial palestino, pararam ali e cantaram o hino que Lowell Manson compôs com os versos da senhora Adams. É impressionante e inspirador! Ela evocou uma das experiências espirituais mais significativas da vida de Jacó e a traduziu em palavras que têm sido um grande auxílio para a alegria de muitos cristãos.
O fruto dessa devoção também tem sido confortador para crentes em situações de sofrimento. Você lembra do terrível desastre que aconteceu com o transatlântico “Titanic”, quando mais de mil pessoas foram agonizadas à morte? Era a viagem inaugural daquele navio. Grandes personagens estavam a bordo. Nele, viajava também, um grupo de peregrinos, cristãos europeus, em busca de uma nova terra (USA). Enquanto aquela grande embarcação estava soçobrando, no momento em que eles estavam para entrar num estado de pânico geral, a orquestra de bordo começou a tocar a melodia que havia sido colocada na letra de Sarah Adams. Logo em seguida, o espetáculo foi comovedor. Vários tripulantes que, por crerem na Bíblia, eram tementes a Deus, à medida que o navio afundava, passaram a cantar “Nearer my God to Thee, nearer to thee...” de mãos dadas, até o fim da vida!
Esse é o belo fruto produzido na vida de quem se aprofunda no conhecimento da Palavra de Deus. É o desejo de sempre seguir cantando: “Mais perto quero estar, meu Deus de Ti.”
Esteja mais perto de Deus hoje!


Valdeci Júnior
Fátima Silva

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

RISO - Gênesis 26-27


Você gosta de dar risadas? Então você irá gostar de ler hoje sobre um grande personagem bíblico chamado Isaque. A palavra Isaque significa “riso”, “risada”.
Isaque foi o único filho de Abraão e Sara. Dos três patriarcas, ele foi o que viveu mais tempo. Foi circuncidado com oito dias de vida, ganhou uma festa por ter desmamado quando tinha aproximadamente três anos de idade.
Quando Isaque estava com 40 anos, ganhou Rebeca, como esposa. Quando seu pai morreu e foi sepultado, ele fixou residência em Beer-Laai-Roi. Ali ele teve dois filhos: Esaú e Jacó. Mas depois disso, por motivo de uma crise financeira na região, eles mudaram-se para Gerar: lugar onde Isaque enganou o rei filisteu, mentindo sobre Rebeca.
Após ter passado algum tempo na terra dos filisteus, Isaque voltou para Berseba, onde Deus lhe confirmou as bênçãos do concerto e onde Abimeleque fez um concerto de paz com ele.
Um dos eventos mais importantes da vida de Isaque foi quando ele abençoou os seus filhos, pouco antes de morrer. Sua morte foi na cidade de Manre, com 180 anos, e foi sepultado na cova de Macpela.
No Novo Testamento, há várias referências a Isaque: a) Quase foi oferecido em sacrifício pelo seu pai; b) Abençoou os filhos; c) Foi o filho da promessa; d) Era diferente do seu irmão Ismael (Hebreus 11:17-18; Tiago 2:21 Romanos 9:7, 10; Gálatas 4:28).
A enciclopédia bíblica “Mundo Bíblico” faz o seguinte comentário sobre ele: “em dado momento, a imagem do seu pai em devoção simples e pureza de vida é contrastada na sua fraqueza passiva de caráter que, em parte, pelo menos, poderá ter surgido das suas relações com a sua mãe e com a sua mulher. Após a expulsão de Ismael e Agar, Isaque passou a não ter adversários e cresceu na sombra da tenda de Sara, moldado por uma suavidade feminina, através de uma submissão habitual à sua forte e terna vontade.”
A sua vida era tão calma e rotineira, que não ultrapassava uma área de poucos quilômetros. Ele era tão sincero, que se deixou enganar por Jacó; tão terno, que a morte da sua mãe foi-lhe um sofrimento vivo durante vários anos, tão paciente e gentil, que a paz com os seus vizinhos lhe era mais cara que uma possessão tão cobiçada como um poço de água cavado pelos seus próprios homens
Isaque era imensamente obediente. Ele colocou sua vida à disposição do seu pai por confiar em Deus, pois a sua maior preocupação pela vida era honrar a promessa divina dada à sua raça. Era alguém que realmente sabia sorrir muito para a vida.
Sorria, você também!

Valdeci Júnior
Fátima Silva

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

FAMÍLIA É TUDO - Gênesis 23-25


Nossa leitura bíblica de hoje fala sobre a morte de Sara, mulher de Abraão; a viagem do empregado principal de Abraão para se encontrar com a família de Abraão em sua terra de origem, a casa de Naor; o casamento de Isaque, filho de Abraão com Rebeca; o segundo casamento de Abraão; a morte da Abraão e, por último, sobre os netos de Abraão. Enfim, são anotações sobre a família de alguém que era “paizão”. Nesses textos, há preciosas lições necessárias para a nossa vida, já que o assunto é família. E família é tudo, não é mesmo?
É fácil perceber que a família está em crise no mundo de hoje.  A infidelidade, os relacionamentos frustrados, a depressão, o alcoolismo, o uso de drogas, a rebeldia, o suicídio de jovens e uma série de outros males atingiram proporções epidêmicas. Se em nossa sociedade houvesse mais famílias felizes, com certeza, teríamos um mundo melhor. Esse é o motivo pelo qual a Bíblia mostra as histórias das famílias que, apesar de terem seus defeitos, procuravam fazer o seu melhor. Olhando para a história da família de Abraão e de outras famílias da Bíblia, você pode aprender sobre a escolha do companheiro de vida, o que é indispensável para um casamento completo, o sexo, a educação dos filhos, as finanças, a saúde e outros temas de grande importância para a felicidade no lar.
Portanto, o plano de ler a Bíblia é um guia e incentivo para você enriquecer ainda mais seus relacionamentos e ter uma família cada vez mais feliz! Afinal, uma das maiores necessidades do ser humano é a de amar e ser amado. O amor é indispensável à sobrevivência, pois, sem ele, perdemos nossas vitalidades emocional e física. Quando experimentamos o amor, sentimos um profundo bem-estar que nos afeta física, mental, social e espiritualmente.
Carência de afeto leva muita gente ao divórcio, aos hospitais psiquiátricos e ao suicídio. Uma criança que não tem um relacionamento afetivo com os pais, especialmente com a mãe, pode desenvolver distúrbios emocionais e apresentar prejuízos no desenvolvimento físico. Para manter o casamento, só o amor; quando ele falta, a família se desmorona em frustração.
Desenvolver o amor verdadeiro pode fortalecer a união a dois, tornando-a aprazível e satisfatória. Isso é trabalho de uma vida. Mas o amor desenvolvido é essencial para a própria plenitude da vida e da felicidade familiar. Esse desenvolvimento depende da nossa atitude e não dos nossos sentimentos. Para agir assim, precisamos nos aproximar cada vez mais de Deus, porque Ele é a única fonte do amor.
Que Ele abençoe você nessa busca constante. Curta esse presente: a família!


Valdeci Júnior
Fátima Silva

domingo, 6 de janeiro de 2013

Tratamentos Naturais Com Cosméticos e Produtos Naturais





ACONTECIMENTO SIGNIFICATIVO - Gênesis 20-22


No relato de hoje, percebemos que Abraão passou por um estágio que poderíamos considerar como sendo o limite da obediência. Você já questionou: “Tudo bem, eu devo ser obediente. Mas até onde isso é bom? Será que devo ser obediente sempre?” Abraão chegou num extremo de sacrificar seu próprio filho. Isso estava certo? Será que o Senhor estava querendo provar a fé de Abraão ou provar que Ele era capaz de providenciar um cordeirinho para Abraão sacrificar? Será que foi só para fazer bonito?
Ao lermos o capítulo 20 de Gênesis e vermos toda a peregrinação de Abraão em Gerar e a maneira como o filho da promessa nasceu e cresceu, dá para perceber que a existência de Abraão e sua família era muito mais que um testemunho de vida. Na realidade, a vida deles era uma missão.
Deus tem um grande plano sendo executado neste mundo. Abraão, com sua própria vida, fazia parte da montagem dessa engrenagem. Digo isso porque a história de Gênesis 22 é muito mais que uma narrativa de um fato que aconteceu. Deus coordenou os acontecimentos e usou a história para ensinar uma lição para a humanidade. Para nós, é uma lição, mas para as pessoas daquela época era uma promessa de que Deus daria um substituto no lugar dos pecadores.
É como se Deus dissesse para a humanidade: “Meus queridos filhos, apesar de amá-los muito e os tenha criado perfeitos, vocês furaram o plano da felicidade, pecaram, e agora estão destinados a morrer eternamente porque o salário do pecado é a morte. Mas prestem atenção: verei se tem como dar um jeito nesse problema, que é muito sério. Embora vocês estejam indo para o altar, para ser esfaqueados e mortos, se mantiverem a fé em mim, proverei um substituto para morrer no lugar de vocês.”
Então, no lugar de Isaque, o substituto foi um carneiro, que apareceu preso pelo chifre num arbusto. No lugar do resto do mundo, de todas as pessoas que estavam condenadas à morte, vem o que está escrito em João 1:29, o cumprimento literal desse papel que Isaque e o carneiro estavam encenando, quando João Batista olhou para Jesus e disse: “Vejam! É o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo!” O cordeiro simboliza Jesus!
Na história de Abraão, vemos a paternidade de Deus expressada nas palavras de João: “Deus tanto amou o mundo que deu o seu Filho Unigênito, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna.” As boas novas do evangelho e do sacrifício de Jesus para nos salvar já podem ser lidas no começo da Bíblia. Aproveite!


Valdeci Júnior
Fátima Silva

sábado, 5 de janeiro de 2013

ABRAÃO ERA OBEDIENTE - Gênesis 16-19


A leitura bíblica de hoje segue falando do grande herói da fé: Abraão. Em casa, temos um DVD sobre a Bíblia cantada. Ele foi gravado pela Alessandra Samadelo, onde ela conta e canta as primeiras histórias bíblicas de Gênesis. Mas o musical é tão lindinho, que deixa até os adultos encantados, embora o material seja feito especificamente para as crianças. Preciso confessar que mesmo sem ter crianças, minha esposa e eu quase afundamos as faixas daquele DVD de tanto assistir. Sabe qual é a parte que eu mais gosto? A que conta a história de Abraão. A música sobre ele é muito linda, a animação gráfica dele viajando pelo mundo é fantástica e, muito melhor, muito mais inspiradora ainda, é a própria história de Abraão. Portanto, penso que você não ficará cansado de ler sobre esse herói durante alguns dias, afinal, ninguém cansa de um paizão, né?
A palavra Abrão significa “o pai é exaltado”. Mas ele recebeu um novo nome. Abraão significa “o pai de uma multidão” ou “pai de muitas nações”. A mudança de enfoque do seu nome deve-se à sua futura descendência de reis e nações. Natural de Ur dos Caldeus, “o pai da fé” era casado com uma mulher chamada Sarai, que depois teve o nome mudado para Sara. Esse nome significa “princesa”. Não quero invejar de ninguém, mas esse é o nome que a Fátima e eu escolhemos para nossa futura filha. Sara, na realidade, era a princesa de Abraão. O novo nome de Sarai é parte do novo relacionamento da aliança entre ela e Deus. E essa mudança reforça a dignidade da ocasião em que o Senhor declarou abertamente que Sara tomaria parte na aliança.
Certo dia, Abraão juntou toda a sua família e a família do seu sobrinho e foram embora da sua terra natal para um lugar chamado Harã. Foi nesse lugar, que seu pai, chamado Terá, morreu. Depois disso, Deus chamou a Abraão e lhe deu uma ordem. Ele deveria viajar para Canaã com a promessa de que, dali daquela cidade, ele seria o pai de uma grande nação. E Abraão obedeceu. Creio que a palavra “obediência” é uma das palavras que melhor pode representar a pessoa, o caráter de Abraão. É uma marca registrada que ele deixa como inspiração.
Porém, isso não significa que ele nunca tenha falhado. O obediente também tem suas falhas. A caminhada cristã não é fácil para ninguém, e Deus também entende essa nossa limitação. Mas o importante é não nos conformarmos e seguirmos tentando fazer o nosso melhor para acertar.
Quer saber como? Descubra fazendo a leitura de Gênesis 16-19.

Valdeci Júnior
Fátima Silva

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

DESDE QUANDO? - Gênesis 12-15


De Martinho Lutero, herdamos a doutrina da justificação pela fé. Ele aprendeu isso nos escritos de Paulo. Mas o apóstolo buscou tal ensinamento junto à cruz. Então, onde tudo começou?
Abraão viveu no tempo do Velho Testamento. Será que ele foi salvo pela Lei? Pelo contrário! Não foi justificado por suas obras, mas porque creu. “Pois que diz a Escritura? Abraão creu em Deus, e isso lhe foi imputado para justiça. Mas, ao que não trabalha, porém crê naquele que justifica o ímpio, a sua fé lhe é atribuída como justiça” (Romanos 4:3 e 5; Gálatas 3:6; Tiago 2:23; cf. Gênesis 15:6).
Um soldado do exército imperial estava condenado a morrer. A mãe daquele oficial, em lágrimas, aos pés do imperador, rogou-lhe para que seu filho fosse perdoado. Napoleão Bonaparte, de pronto, negou, porque se tratava de um reincidente e era por isso que a justiça exigia a execução do réu.
Desesperada, a mãe tentou argumentar dizendo-lhe:
- Mas não estou pedindo justiça para o meu filho, ó grande. O que peço é misericórdia, senhor, misericórdia!
O monarca replicou:
- Ele não merece misericórdia.
Ela, porém insistiu suplicando:
- Sim senhor, disso eu sei. Se ele a merecesse, não seria misericórdia, seria justiça.
Essa verdade tocou o coração do imperador, e ele respondeu:
- Concederei a seu filho minha misericórdia.
“Se tu tivesses feito uma lista dos nossos pecados, quem escaparia da condenação? Mas tu nos perdoas, e por isso nós te tememos... ponha a sua esperança no Deus Eterno porque o seu amor é fiel, e ele sempre está disposto a salvar” (Salmo 130:3-7 - BLH). Apenas confesse seus pecados a Deus, pois “se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça” (1João 1:9).
A obra de Jesus, consumada na cruz, satisfez plenamente a justiça de Deus. Se você aceitá-la, alcançará misericórdia e perdão.
“Porque Cristo, quando nós ainda éramos fracos, morreu a seu tempo pelos ímpios. Dificilmente, alguém morreria por um justo; pois poderá ser que pelo bom alguém se anime a morrer. Mas Deus prova o seu próprio amor para conosco pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores” (Romanos 5:6-8).
Resumindo, justificação pela fé é, em Seu infinito amor e misericórdia, Deus fazendo a Jesus “pecado por nós; para que, nEle, fôssemos feitos justiça de Deus” (2Coríntios 5:21). Através da fé em Cristo, os corações são preenchidos pelo Espírito Santo. Por meio dessa mesma fé, dom da graça de Deus (Romanos 12:3; Efésios 2:8), os pecadores arrependidos são considerados justos (Romanos 3:28). A salvação sempre aconteceu assim.


Valdeci Júnior
Fátima Silva

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

RAÇAS HUMANAS - Gênesis 08-11


A leitura de hoje está ótima. Portanto, comentarei somente a parte menos atrativa, que é sobre a origem dos povos. Não temos todas as informações necessárias sobre as origens das raças, mas sabemos que “de um só [Adão] fez ele [Deus] todos os povos, para que povoassem toda a terra, tendo determinado os tempos anteriormente estabelecidos e os lugares exatos em que deveriam habitar” (Atos 17:26). No entanto, veio uma catástrofe conhecida pela geologia, a qual a Bíblia chama de Dilúvio, onde apenas oito pessoas sobreviveram (2Pedro 2:5). Assim, apenas os três filhos de Noé passaram a ser os ancestrais de toda raça humana que viria dali para frente.
As características de um indivíduo são determinadas por fatores hereditários, ambientais, alimentares. Em Cantares de Salomão 1:5 e 6, há um exemplo da influência dos fatores ambientais. Na carga genética de cada pessoa, Deus colocou inúmeras possibilidades de variação: na estatura, na cor dos olhos, na cor da pele, na aparência física, etc. As novas raças de cães que surgem por cruzamentos induzidos é uma prova da possibilidade dentro dessa micro-evolução, que acontece sempre dentro da mesma espécie. Logo, na medida em que passaram a existir cruzamentos humanos e separação por áreas geográficas, com suas variações climáticas e alimentares, as diversas raças foram sendo apuradas e identificadas até chegarmos ao estado atual. Os cientistas criacionistas concordam que, dependendo das condições alimentares e climáticas que certas civilizações experimentaram, houve uma adaptação de cor e forma física para haver melhores chances de sobrevivência.
“As raças podem se diferenciar quando pequenos grupos são isolados. Além da distância, a linguagem é provavelmente o maior fator de isolamento. Quando as linguagens foram confundidas em Babel, provavelmente pequenos grupos se dispersaram para vários lugares, produzindo grupos isolados que se diferenciaram em raças distintas. Alguns aspectos raciais podem ser o resultado do fato de que certas características fisiológicas são vantajosas em determinados ambientes. A cor da pele é um exemplo. A luz solar é necessária para produzir vitamina D. Luz solar em excesso aumenta o risco de câncer de pele. A melanina protege os que vivem em climas tropicais do câncer da pele causado por excesso de luz solar. Isso explica porque pessoas que vivem nos trópicos têm tipicamente pele mais escura. Pessoas que vivem em latitudes mais altas não necessitam de muita proteção contra o sol e têm pele mais clara. A pele escura pode ser desvantajosa em latitudes altas se a quantidade de luz solar for apenas suficiente para a produção de vitamina D” (Sociedade Criacionista Brasileira, www.scb.org.br - Perguntas Freqüentes, Fósseis Humanos).
Independentemente de qualquer raça, lembre-se: você é filho de Deus!


Valdeci Júnior
Fátima Silva

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

MEIO AMBIENTE CRISTÃO - Gênesis 04-07


Na leitura de ontem, pudemos ver a natureza sendo criada. Ao lermos a Bíblia hoje, observamos a tentativa de Deus em conseguir conciliar a preservação do meio ambiente com a preservação da moral do ser humano. Pesquisei sobre isso nos argumentos de quem fala com propriedade:
“É claro que o homem foi feito para dominar o meio ambiente. Mas tomemos como exemplo o domínio divino. Por acaso o domínio de Deus é tirano? Por acaso é descuidado? Por acaso é irresponsável? Não. O domínio de Deus é perfeito. E se ele fez o homem à sua imagem e semelhança e lhe disse que deveria dominar a terra e tudo o que nela há, é no seu referencial e não no referencial humano, utilitarista, oportunista e, muitas vezes, exclusivista, que o homem deve dominar a natureza” (Marina Silva, Missão Integral, Editora Ultimato).
Note que essas palavras são de uma professora de História que foi senadora; a pessoa que, até hoje, já sentou-se na cadeira do Ministério do Meio Ambiente com mais competência, no Brasil. Essa servidora pública diz que quando se converteu, passou a ver seu trabalho com outros olhos. Sua visão mudou a partir da leitura da Bíblia, em comparação com uma de suas atribuições no senado, que era lidar com os assuntos do meio ambiente. Cuidar do meio ambiente deveria ser, para ela, um compromisso de vida, um ministério, não no sentido eclesiástico ou teológico, mas com as raízes no cristianismo.
Ser um ambientalista é um dever do cristão? Os ambientalistas não são pessoas que prestam culto à natureza. Não é esoterismo. É claro que isso pode acontecer, mas a defesa do meio ambiente para nós, cristãos, não é uma questão política ou utilitária, é uma ordenança divina. A Bíblia nos apresenta várias passagens nas quais encontramos Deus se reportando à questão do cuidado com a natureza.
A idéia encara o fato de que, infelizmente, o homem desrespeita a natureza. Não utilizar de forma sustentável os rios, as florestas, o solo, o ar e tudo aquilo que é necessário para a vida do planeta é não dar importância às gerações futuras, transmitindo a idéia de que precisamos extrair tudo agora porque pensamos apenas, no máximo, nos nossos netos. Esse é um comportamento completamente fora do propósito de Deus na relação do homem com a natureza.
A sua crença religiosa deve caminhar seguindo a vontade de Deus. Deve ter sempre como alvo a edificação. Isso resultará na alegria do povo e no júbilo divino. Com os olhos da fé, procure ver na leitura bíblica de hoje, nossa responsabilidade pela Criação de Deus. Você faz parte dela!



Valdeci Júnior
Fátima Silva

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

BIBLICAÇÃO RENOVANTE - Gênesis 01-03


Eu biblico, tu biblicas, ele biblica, nós biblicamos, vós biblicais, eles biblicam. Estou neologizando assim a propósito. As novas palavras são apenas uma expressão da expectativa que você e eu temos numa virada de ano como esta. Ano novo, tudo novo! Nova oportunidade de, novamente, ler a Bíblia inteira, um pouquinho a cada dia.
Se, no ano passado, nós cumprimos esse programa e passamos pela Bíblia inteira, vamos começar tudo de novo? A Palavra de Deus se renova a cada manhã. E nisso, deixo um desafio para você. Tente reler a Bíblia sem encontrar nenhuma novidade. É impossível! Você pode já ter lido a Bíblia cinqüenta vezes. Quando estiver lendo pela qüinquagésima primeira vez, vai se deparar com passagens diante das quais suspirará assim: “Uau! Parece que nunca li isso antes!” Por isso, a nossa necessidade de vivermos biblicando. Eu biblico, tu biblicas, ele... Será? Será que biblicamos mesmo?
Se isso é algo novo para você, aproveite essa novidade! O nosso Senhor é o Deus das novidades! As cortinas da Bíblia já se abrem, no primeiro capítulo, com a maior de todas as criatividades, a Criação. E a inovação é contagiante! Não há como ler Gênesis 1 sem criar também. Criar, na própria mente de leitor, o cenário imaginário do que deve ter sido aquilo tudo. Deve ter sido lindo! Já pensou como Deus deve ter ficado feliz? Fazer tanta obra de arte para doar ao casal perfeito! Essa descrição de Gênesis 1 e 2 é, literalmente, a estampa da alegria de Deus.
Pena que Adão e Eva desprezaram, rasuraram, embucharam, amassaram, rasgaram e denegriram o presente! Por isso, hoje, o nosso presente está assim, manchado pela maldade. Mas tudo aquilo que era bom e foi amaldiçoado, se colocado de volta nas mãos de Deus, Ele é capaz de refazer de um modo tão especial a ponto de ficar melhor do que era na condição original. E em Gênesis 3:15, começa essa promessa da renovação através do Renovo, que permeia toda a Bíblia. Nesse verso, temos a primeira profecia messiânica bíblica. Ali aconteceu a criação de algo que, ironicamente, é inerente desse contexto de mundo de pecado. Foi criada a esperança, um remédio provisório para que não padeçamos. E enquanto isso, a recriação dói.
Atualmente, o crescimento tem o preço do suor, do sangue e da lágrima, mas traz junto consigo a satisfação de chegar a um ponto mais alto. Seu crescimento, neste ano que se inicia hoje, pode ser muito mais que mental. Você pode transcender os seus horizontes para uma dimensão que só pode ser abarcada por Deus, biblicando todos os dias.
Feliz Ano Novo!
  

Valdeci Júnior
Fátima Silva