sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

CRESCENDO NA(s) PALAVRA(s) - Números 12-14


A nossa leitura de hoje cobre três capítulos bíblicos, no livro de Números. Os capítulos 12 e 14 apresentam uma narrativa histórica gostosa de ler e fácil de entender. Já o capítulo 13, ao falar sobre a missão do reconhecimento de Canaã, traz uma série de nomes de pessoas que, a princípio, pode parecer insignificante de ser lida aos olhos do leitor. Não caia nesse equívoco! É muito importante, sim, conhecer esses nomes próprios. Veja um dos porquês, apresentado em três partes.
Primeira parte - Os significados de alguns dos nomes que aparecem nessa lista são os seguintes:
NOME
SIGNIFICADO

NOME
SIGNIFICADO
Rúben
Eis um filho

Efraim
Serei frutífero em dobro
Samua
Renomado, Isustre

Num
Peixe ou Posteridade
Zacur
Consciente

Palti
Minha libertação
Simeão
Aquele que foi ouvido

Rafu
Curado
Safate
Julgado

Gadiel
Deus é minha fortuna
Zebulon
Exaltado

Sodi
Conhecido ou Conhecimento
Vofsi
Rico

Manassés
Razão pra esquecer
Gemali
Condutor de camelos

Gadi
Minha fortuna
Benjamim
Filho da mão direita

Susi
Meu cavalo
Oséias
Salvação

Um juiz
Issacar
Existe recompensa

Amiel
Meu parente é Deus
Hori
Morador de caverna

Aser
Feliz
Judá
Louvado

Setur
Oculto, escondido
Calebe
Cachorro

Micael
Aquele que é como Deus
Jefoné
Aquele que será encarado

Naftali
Minha luta, luta, vencer, vencedor
Igal
Ele redime

Gade
Tropa
José
Jeová adiciona

Maqui
Decréscimo, diminuição
Segunda parte - Depois de ler em sua Bíblia os três capítulos propostos para hoje, agora que você já conhece os significados dos nomes que aparecem na leitura, copie o trecho do texto bíblico onde aparecem esses nomes, substituindo o nome pelo significado. Ou seja, faça uma releitura a partir da definição do que representa cada um desses nomes.
Terceira parte - Perceba como os significados dos nomes estão relacionados com o contexto geral da leitura bíblica de hoje. Isso não faz com que você tenha outra percepção bem mais ampla do texto da Palavra de Deus? É realmente muito bom descobrirmos coisas novas, não é mesmo? Diante desse novo sabor no qual o texto bíblico apresentou-se para você, que lições você aprendeu? Que lições podemos tirar quando conhecemos os significados dos nomes bíblicos? Porque, para eles, os donos dos nomes, esses significados eram muito importantes.
A leitura bíblica sempre pode ser interessante se estivermos realmente interessados nela. A Bíblia sempre tem algo precioso a nos ensinar. A lição que tiro dessa leitura e do que tratamos nesse comentário é que se você se posicionou como um leitor, hoje você cresceu. Desejo que esse poder que a Palavra traz continue sempre atuando na sua vida cada vez mais.
Que Deus lhe motive a crescer diariamente em Sua Palavra!

Valdeci Júnior
Fátima Silva

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

ONDE É MEU LAR? - Números 09-11


“Lar, doce lar!” Essa frase já passou pela boca de todo mundo. E era isso que aquele povo, de Números 09-11 estava buscando. A Páscoa fazia parte da preparação. A proteção da nuvem e os toques das cornetas faziam parte da busca. E a partida do Sinai é a lição de que não basta sonhar em ter um lar, é preciso agir. Mas, na prática, será que isso é tão fácil assim? Veja esta definição, que um autor desconhecido fez, de o que é um lar:
“É um tapete de paz, guardado por um teto de esperança e por paredes de amor, com uma porta aberta para Deus e para o próximo. É um ambiente encantado, onde todo mundo pode descansar; é para onde os corações angustiados correm procurando um refúgio que os proteja das lutas da vida. É um ninho cheio de amor, em um mundo super estressado. É o reino do homem, o mundo da mulher, o paraíso das crianças.”
Uma família bem estruturada é uma potência para o bem, tanto no campo social quanto na completa felicidade do marido, da mulher e dos filhos. Ao constituir uma família, você está determinando valores morais e religiosos que seguirão adiante, influenciando o futuro, de acordo com a qualidade que seu lar tiver. Você já pensou nisso?
Certa vez, um menino demonstrava muita curiosidade ao olhar para uma cidadezinha; sua família estava se mudando para lá. Então uma pessoa estranha perguntou-lhe:
- O seu lar fica nesta vila?
O menino respondeu:
- “Sim, o nosso lar já está aqui, só que a gente ainda não conseguiu casa. Mas o meu pai está construindo uma.”
Podemos até nos mudar “de casa”, mas “de lar” não tem jeito. Para formar um lar, precisamos mais do que quatro paredes. Um lar se constrói com calor, amor, ternura, simpatia, compreensão e comunicação bondosa entre pais e filhos. Se o lar estiver nesses moldes, tanto faz ele estar em um palácio ou em um barraco, na cidade ou na roça, ele vai continuar sendo um lar. O lar sempre estará onde estiver o amor.
E aquele povo do deserto não tinha isso muito claro em mente: que eles eram (ou deveriam ser) um grupo formado por muitos lares. Por isso, a ânsia descontrolada em buscar preencher um vazio que a falta de um lar traz, a qualquer preço. As atitudes equivocadas do povo demonstravam tal busca.
Talvez você já tenha formado o seu lar sem ter levado esses princípios da felicidade da família em conta. Mesmo assim, ainda tem a chance de cultivar essas dicas até chegar ao Lar! Felicidades!!!


Valdeci Júnior
Fátima Silva

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

FAZENDO CONTABILIDADE NA BÍBLIA - Números 07-08


Quando fiz Processamento de Dados, tive algumas matérias me marcaram muito. Algumas delas eram da área de Contabilidade, mas eu não gostava tanto delas. Mesmo assim, sabia que eram absolutamente necessárias. E, ironicamente, apesar de não apreciá-las, era apaixonado por elas! E na necessidade de envolver-me com elas, eu me debruçava em cima dos conhecimentos contábeis, por obrigação. Lembro-me do desafio de fazer e fechar balancetes. Uma vez, passei quase a noite inteira “brigando” com um balancete.
O mais interessante eram as provas. O professor dava um problema. para fecharmos um balancete, e ficávamos nos matando em cima daquelas continhas “T”, por horas. No final, ou tirava a nota máxima, ou tirava zero. E o que mais me deixava intrigado era o fato de que o professor já nos fornecia o resultado final, antes de começarmos a fazer a prova. Eu ficava louco com aquilo. O importante não era saber qual era o número final, mas sim, como chegar até ele. Logo, se alguém quisesse colar, não teria como. O negócio era fazer os cálculos: números e mais números. A parte que eu gostava era comparar minha prova com as dos colegas, despois que o professor as devolvia. As que estavam certas eram exatamente iguais. Incrível! Se um detalhezinho estivesse diferente, tudo estaria errado, e o resultado seria desastroso. Foi Deus quem criou os números, as quantidades, as operações numéricas – a  matemática. Por isso, ela é tão perfeita. E nessa, o importante não é o todo, mas sim os detalhes.
Os leitores superficiais precisam tomar cuidado. Há pessoas que quando se deparam com Números 7 e leem sobre o primeiro dia, quando Nasson trouxe sua oferta, e logo em seguida, quando leem sobre o segundo dia e começam a perceber que parece que a oferta de Natanael era igualzinha têm a tentação de dar apenas uma olhada por cima e pular lá para o final do capítulo ou para o seguinte. Não! Espere aí! Será que é iguazinho mesmo? E se não for? Será que isso importa?
Vou lhe fazer um desafio. Assim como um contabilista, tenha o compromisso de fazer um trabalho minucioso sobre “Números”, comparando todos os dados.  Será que são todos exatamente iguais ou diferentes? Se forem iguais, você chegará ao final boquiaberto ao concluir: “Como Deus é organizado, minucioso, e detalhista!” E então entenderá porque está tudo ali: Deus dá a prova. Se não forem iguais, você terá um desafio maior (mas terá um aproveitamento maior ainda): responder à seguinte pergunta, para cada diferença que encontrar: “Por que só esse detalhezinho aqui é diferente?” O que ele tem a ensinar?
Você aceita o desafio? Então, comece já e verá como será legal!

Valdeci Júnior
Fátima Silva

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

UM BOM LEGISLATIVO - Números 04-06


Você já parou para pensar em quantas leis nós temos em nosso País? De acordo com Pedro Simon, um político brasileiro, o Brasil tem aproximadamente 60 mil leis nacionais. Talvez, você esteja pensando: “Mas pra que existem tantas leis? Será que elas realmente funcionam?” Essas são perguntas que não posso responder. Mas, de uma forma ou de outra, mesmo para quem não é advogado, é comum ouvir falar de leis, decretos, resoluções e mais uma porção de outros nomes que a maioria da população não sabe bem o que significa, mas que qualquer pessoa, talvez, precise usar algum dia. Este é o mundo moderno em que vivemos. E se você está acostumado com ele, na sua atualização de leitura bíblica de hoje, não irá estranhar Números 04-06.
Esse trecho bíblico é o reflexo de uma sociedade exatamente assim: cheia dos seus regulamentos. Aí, encontramos listadas as responsabilidades específicas dos coatitas, gersonitas, meraritas, levitas...; as orientações sobre a manutenção da pureza no acampamento dos israelitas; as recomendações sobre como fazer a restituição de danos e prejuízos e até sobre como testar uma mulher suspeita de adutério (é mole?); as regulamentações do voto de nazireu e até a instrução sobre como proceder a bênção sacerdotal. Portanto, desde o passado, como seres que vivemos em sociedade, sempre fomos cercados de muitas instruções.
Veja um resumo das nossas leis:
- Emendas a Constituição: propostas de mudança no texto da Constituição (alguns itens só podem ser mudados com a aprovação de uma nova Constituição!).
- Leis complementares: apenas para complementar determinados itens da Constituição.
- Leis ordinárias: qualquer lei que não se encaixa nas definições acima.
- Leis delegadas: lei para a edição da qual o Presidente da República tem autorização expressa do Congresso Nacional.
- Medidas Provisórias: quando é necessária a criação de uma norma em caráter urgente. Como o próprio nome já diz, é apenas temporária. Para tornar-se permanente, tal proposta do Poder Executivo é dependente da aprovação do Legislativo.
- Decretos legislativos: Matérias de competência exclusiva do Poder Legislativo.
- Resoluções: normas que têm validade apenas para o órgão que a criou.
- Decreto: ato de natureza administrativa, de competência apenas do Presidente da República.
Resumindo, a humanidade tem mais de 35 milhões de leis para fazer cumprir (e o pior: parcialmente) o Decálogo. São leis imperfeitas apontando para o ideal.
Na época do povo de Israel era diferente. As muitas leis também eram comuns, porém, melhores. Dadas pelo próprio Deus, serviam para orientar o Seu povo e tornar as pessoas mais felizes. As leis de Deus podem ser consideradas como dicas de felicidade.
Tente descobrir isso, na sua leitura.


Valdeci Júnior
Fátima Silva

domingo, 10 de fevereiro de 2013

O ORKUT DE MOISÉS - Números 01-03


Hoje já é dia 11 de fevereiro... Parece que começamos o ano ontem! Bem, mas, no mês de fevereiro, há muitas coisas boas, não é mesmo?
Neste mês, geralmente temos um feriado prolongado, onde nós, cristãos, costumamos fazer um acampamento de verão para ter um retiro espiritual de comunhão fraternal com os irmãos. Em fevereiro, muitos voltam às aulas. Ele também é o mês que passa mais rápido, já que tem 28 ou 29 dias. Nele, comemoramos o dia do publicitário e o do repórter...
O que mais?
Ah! No mês de fevereiro, meu perfil de orkut faz aniversário. Parece piada, não parece? Mas, por falar em orkut, você já viu o perfil de Moisés, no orkut? É isso mesmo que você leu. Estou falando do Moisés da Bíblia. Você já visitou o perfil de orkut dele?
Como você já deve saber, o orkut é uma rede social que tem na internet. Serve para ficar ligado com os amigos e manter uma lista atualizada das pessoas com quem nos relacionamos, separando e classificando essa lista segundo o que julgamos como critério de seleção. Nele, também mostramos muito do que fazemos e do que nossos amigos fazem. Nessa rede, também há comentários sobre isso tudo, além das comunidades onde as pessoas são agregadas.
E assim como o orkut é um espaço onde fazemos tudo isso, na Bíblia, encontrei um espaço onde Moisés também o fazia. Estou falando do livro de Números. Você já notou esse detalhe? Além de fazer a leitura de hoje, dê uma olhada geral nesse livro. Ao iniciar a leitura das primeiras páginas, lembrei do meu orkut que, para mim, é tipo um filho querido: precisa de cuidados contínuos. Moisés tinha esse carinho com os pergaminhos ou papiros, onde ele resolveu colocar várias informações sobre o perfil da pessoa que ele era, bem como as listas dos amigos dele, tais como os descendentes de Gade, Simeão, Judá, etc. Se você “clica” numa dessas comunidades, ou seja, se faz uma leitura mais atentiva, descobre detalhes sobre eles, o que eles faziam etc. Quando leio a descrição dos detalhes desse livro, como por exemplo, sobre as “Cornetas de Prata”, chego a fazer uma “mentalização fotográfica”. Na leitura de números, podemos criar, na mente, uma imagem virtual.
Moisés! “Mostre-me o seu perfil de orkut e direi quem você é.” Você quer conhecer Moisés e toda a galera dele? Então veja seu perfil. Seja uma pessoa dedicada e compreensível ao se relacionar com os registros sobre ele, seus amigos e o que eles faziam. Leia Números! Sua vida espiritual ficará enriquecida!


Valdeci Júnior
Fátima Silva


NEUROCIÊNCIA COGNITIVA BÍBLICA - Levítico 26-27


Chegando perto do final do livro Levítico, no capítulo 26, encontramos a Bíblia discutindo sobre as recompensas da obediência e as conseqüências da desobediência. Em seguida, no próximo capítulo, existem as orientações de Deus quanto aos cuidados que devemos ter para com aquilo que pertence a Ele e, em seguida, no último verso, é mencionado que esses assuntos são “os mandamentos que o Senhor ordenou”.
Quando pensamos em mandamentos, pensamos em “nãos”. Não gostamos de “nãos”. E muitas vezes reclamamos: “só sabe dizer não”, fazendo a alusão de que o “não” é ruim. Na realidade, o “não” em excesso realmente não faz bem. Deus demonstrou isso, ao lidar com os israelitas. E a ciência está descobrindo o mesmo, atualmente.
A neurociência tem pesquisado para descobrir os motivos que levam uma criança a ser desobediente. E dentre os inúmeros motivos, está o excesso de “nãos”. “Não fale”, “Não pegue”, “Não grite”... faz com que muitos baixinhos tenham dificuldades em obedecer. A parte da frente do cérebro, chamada de córtex pré-frontal, que fica bem atrás da testa, é responsável, também, por impedir que respondamos a estímulos de forma automática, sem pensar.
E o que isso tem a ver com os “nãos” na infância? É que essa parte do cérebro só amadurece na adolescência. Antes disso, a criança responde ao que vê e ouve, fazendo o que dá na telha. E se virar um hábito muito arraigado ao caráter, até quando se tornar um cérebro adulto, terá dificuldades de obedecer a um simples “não”.
Prova? Não pense em uma maçã! Conseguiu? Claro que não! Assim que você leu “maçã”, a palavra “não” perdeu sua importância majoritária. A imagem da maçã foi ativada automaticamente no seu cérebro, porque ela foi mencionada.
Isso ilustra as dificuldades dos pueris. Quando escutam “não olhem”, os cérebros infantis se veem em um dilema. Então, a lógica é: se você cita palavras como jogar, rabiscar e mexer, elas ativam automaticamente essas ações e o cérebro se prepara para executá-las.
Logo, diante disso, o que é o melhor a ser feito? É substituir muitas das proibições em comandos positivos. Em lugar de “não corra”, “ande devagar”, e assim por diante...
Observe na leitura de hoje como Deus mescla ordens que usam “nãos” com comandos positivos. Deus faz de tudo para ajudar nosso cérebro a obedecer para conseguirmos sair “bem na fita”. Como Ele criou o cérebro, sabe como fazer isso. Dessa leitura, tente extrair o máximo possível de lições assim, para a realidade do seu cotidiano. Lembre-se: o objetivo bíblico sempre será promover o seu bem, sua felicidade.
Aprenda com as dicas de como ser feliz!


Valdeci Júnior
Fátima Silva

sábado, 9 de fevereiro de 2013

A Vocação Espiritual do Pastor

Quem disse que o pastor tem que ser líder? Este é o primeiro nó que Eugene Peterson consegue levantar na cabeça do leitor, logo em suas primeiras palavras cunhadas em A Vocação Espiritual do Pastor. Por aí, já dá pra ver que o livro é bom. Trata-se de uma busca profunda pelos verdadeiros motivos ministeriais escondidos nos mais profundos cantos obscuros do coração, recônditos da alma e baús do inconsciente de cada profeta contemporâneo. Entenda por profeta, qualquer pessoa que tenha um ministério.

A preocupação por redescobrir o chamado ministerial se faz relevante, porque os equívocos quanto ao que é um ministério e alguém que tem um ministério são absurdamente aberrantes. Perdoe-me por tanto adjetivizar, mas aqui não dá pra deixar por menos. E como aconteceu com o contexto da história de Jonas, os equívocos não se oriundam na cabeça dos expectadores que fazem seus julgamentos, mas sim no que está escondido nos verdadeiros motivos de quem peca ao fazer o bem.

Os palcos onde o pecado pode ser mais seguramente santificado são o púlpito, a ministração, a igreja, o lugares de adoração e unção, a religião. Por quê? Porque é muito fácil fazer a coisa boa pelos motivos errados: auto-promoção, busca de aceitação, justificação por obras, exibicionismo, sucesso profissional, carreirismo, etc. E estas coisas nunca são reveladas, pois sempre ficam veladas pelos discursos da piedade e da missão. O resultado são os pseudo-ministérios, como por exemplo o ministério da promoção de programas e agendas e o ministério da messianidade humana.

Como isso acontece? Como escapar disso? Está tudo no livro de Jonas. Só que a gente parece não entender, ou não querer entender, o puxão de orelha. E se o problema for linguagem e contextualização, eis que aparece Peterson - Under the unpredctable plant: an exploration in vocational holiness – debaixo da planta imprevisível,explorando a santidade da vocação (este é o título original). Trocando em miúdos, o livro é uma análise do ministério de Jonas configurando um verdadeiro raio-X  que desnuda nossas atuais razões pastorais.



Há saída para isto? Sim! Várias! Por exemplo, quando comenta sobre a tendência que o perfil da atual religiosidade evangélica está a tomar, rumo à trivialização, à comercialização eclesiástica, ao entretenimento litúrgico, à acomodação cultural e ao sacrifício da verdade, Eugene Peterson sugere solução para a igreja é que esta passe investir sua atenção e esforços à pregação escatológica e apocalíptica, numa iniciativa, primariamente, pastoral (128-139). Mas a principal solução estaria na coragem que os ministros teriam que ter em despirem-se, completamente, para, constrangidos, permitirem-se ser revestidos pelo que realmente importasse e fosse relevante aos olhos de Cristo, e não da instituição das expectativas de liderança pós-moderna.




Recomendo este livro à esmagadora maioria dos pastores que hoje temem serem pegos de bermudas no vasto triângulo onde se encontram tempestuosamente perdidos entre a instituição, a congregação e seu próprio coração. Ninguém sabe. Mas ninguém precisa saber também quem leu, ou não, Eugene Peterson.




Deus salve o ministério pastoral!

Um abraço,

Pr. Valdeci Jr.

FESTAS SABÁTICAS - Levítico 23-25


Como a leitura de hoje fala sobre algumas festas e sábados, quero fazer aqui um resumo e algumas considerações sobre esse assunto.
A palavra sábado, no hebraico antigo, entre os israelitas, poderia ter alguns significados diferentes: a)Descanso; b)Sétimo dia da semana; c)Um feriado qualquer. Portanto, para relacionar abaixo as festividades judaicas, quero ressaltar que cada um desses dias festivos era um sábado, não importando em que dia da semana caísse. São os sábados cerimoniais, que não devem ser confundidos com os sábados semanais.
1. Festa da Páscoa - 14º dia do mês de Abib (Não era um feriado - Números 28:16).
2. Festa dos Pães Asmos - 15º ao 21º dia de Abib (Sábados cerimoniais, o primeiro e o último dia da festa - Números 28:17).
3. Festa do Pentecostes - 50 dias após a oferta do molho movido que era realizada no 16º do mês de Abib (Sábado cerimonial era dia de Santa Convocação - Êxodo 23:16; 34:22; Números 28:26; Atos 2:1).
4. Festa das Trombetas - Primeiro dia do 7º mês (Sábado cerimonial - era dia de Santa Convocação - Números 29:1).
5. Dia da Expiação - Décimo dia do 7º mês (Sábado cerimonial - era dia de Santa Convocação - Números 29:7).
6. Festa dos Tabernáculos - Essa festa acontecia do 15º ao 22º dia do 7º mês, e nela, os sábados cerimoniais eram o primeiro e último dias da festa (Números 29:12; Êxodo 23:16; Levítico 23:34).
Em Cristo, cumprem-se, com notável exatidão, tais sábados cerimoniais, a começar pelas festas primaveris (Páscoa, Pães Asmos e Pentecostes). Ele morreu como cordeiro pascal (14º dia de Abib) e o período a seguir foi o dos pães asmos e das ervas amargas, por Sua morte. Sua ressurreição foi exatamente no 16º dia de Abib. Nesse dia, Cristo ressuscitou representando as primícias (molho movido). Após isso, em 50 dias viria o Pentecostes. Exatamente nesse dia, Cristo era recebido no Céu e derramava sobre os discípulos a chuva do Espírito Santo.
Os estudos feitos quanto às festas outonais (Trombetas, Expiação e Tabernáculos) demonstram que elas estão claramente relacionadas em torno da segunda vinda de Cristo. A festa da Expiação representa o juízo que Ele está executando atualmente no Céu, a festa das Trombetas representa a proclamação atual do evangelho a todo o mundo e a dos Tabernáculos está relacionada com a Nova Terra.
Por outro lado, o sábado semanal, como os demais mandamentos do Decálogo (Tiago 2), são divinos e eternos (Mateus 5:17-19). Se amamos a Jesus, iremos guardar Seus mandamentos que “não são pesados” (João 14:15; 1João 5:3). A obediência é o resultado natural e espontâneo da fé.


Valdeci Júnior
Fátima Silva

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

PENA DE MORTE - Levítico 20-22


Na leitura de hoje, encontramos uma aparente contradição bíblica, que pode ser expressa pela pergunta: “Se Deus disse ‘não matarás’, como ordenava a prática da pena capital?”
As diferentes sociedades têm diferentes formas de reprimir e banir o mal existente no seu seio. Apesar de o mandamento ser contra o assassinato, Deus permitira à comunidade israelita, especialmente às autoridades máximas, proferir uma sentença de morte para os que cometiam alguns tipos de crimes ou pecados. Paulo falou sobre a autoridade que Deus dava aos dirigentes públicos para administrarem tais execuções de juízo (Romanos 13:3-4). O mandamento “não matarás” era aplicado a todos os homens individualmente, enquanto as ordenanças de execução eram dadas coletivamente. A regularização da pena de morte não autoriza a arbitrariedade homicida de um indivíduo. Mesmo atualmente, nas sociedades modernas onde é regularizada a pena de morte, acontece assim. Não é uma pessoa que decide a morte da outra, para alimentar os seus sentimentos maus. É o sistema que determina a morte do criminoso, com dor no coração por precisar fazer o que se deve ser feito. Não é vingança, e sim, o trabalho de um sistema judicial. Em tal sistema, as pessoas da parte inocente e ofendida não têm o poder de decidir nada em relação ao condenado. Quem decide é a lei. E essa moldura de execução protege a própria pessoa de praticar os problemas que estão por trás do sexto mandamento.
Você e eu, como pessoas físicas, não temos como decidir sobre os modelos judiciários a serem adotados ou não na sociedade em que estamos inseridos. Mas como indivíduos, podemos entender que o sexto mandamento preocupa-se com a possibilidade de haver ódio em nosso coração, se nós desejarmos que a vida do próximo seja arruinada. Isso fica mais esclarecido no Novo Testamento, quando Jesus, sem dar um posicionamento específico sobre a pena capital, por não estar decidindo nada em nível de sociedade, dirigiu-se a indivíduos e disse que “todo aquele que sem motivo se irar contra seu irmão estará sujeito a julgamento.” Pois não devemos alimentar o ódio nem a vingança no nosso coração. “Ouvistes que foi dito: Olho por olho, dente por dente. Eu, porém, vos digo: não resistais ao perverso; mas, a qualquer que te ferir na face direita, volta-lhe também a outra” (Mateus 5:22, 38-39 - RA).
Um homicídio começa no coração daquele que odeia as pessoas. Deus valoriza a vida e desagrada-se de qualquer indício de raiva, vingança ou rejeição (1 João 3:15).
Portanto, independentemente dos moldes que os nossos tribunais de justiça adotem para banir o mal, como pessoas, podemos decidir pela paz e pelo bem.


Valdeci Júnior
Fátima Silva

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Nossos olhos estão postos em Ti


O fenômeno da foto ao lado aconteceu hoje, antes das 6h da manhã. Não somente hoje, mas durante toda a semana, após um desafio lançado no último sábado, através da mensagem pregada por Fátima Silva. O sermão segue no texto abaixo. O milagre, atribuímos ao Espírito Santo. Deus seja louvado!

Nossa História

Aquele era mais um dia comum na vida e no reinado de Josafá, rei de Judá. Mas, de repente, seu coração estremeceu quando foi lhe comunicado que um exército enorme estava se dirigindo até o seu povo para destruí-lo (2Crônicas 20:1). “Alarmado” (vs.3), o rei decidiu consultar ao Senhor e proclamou um jejum em todo o reino de Judá. Então, Josafá levantou-se diante de todos e orou:

SENHOR, Deus dos nossos antepassados, não és tu o Deus que está nos céus? Tu dominas sobre todos os reinos do mundo. Força e poder estão em tuas mãos, e ninguém pode opor-se a ti. Não és tu o nosso Deus, que expulsaste os habitantes desta terra perante Israel, o teu povo, e a deste para sempre aos descendentes do teu amigo Abraão? Eles a têm habitado e nela construíram um santuário em honra ao teu nome, dizendo: ‘Se alguma desgraça nos atingir, seja o castigo da espada, seja a peste, seja a fome, nós nos colocaremos em tua presença diante deste templo, pois ele leva o teu nome, e clamaremos a ti em nossa angústia, e tu nos ouvirás e nos salvarás’. “Mas agora, aí estão amonitas, moabitas e habitantes dos montes de Seir, cujos territórios não permitiste que Israel invadisse quando vinha do Egito; por isso os israelitas se desviaram deles e não os destruíram. Vê agora como estão nos retribuindo, ao virem expulsar-nos da terra que nos deste por herança. Ó nosso Deus, não irás tu julgá-los? Pois não temos força para enfrentar esse exército imenso que vem nos atacar. Não sabemos o que fazer, mas os nossos olhos se voltam para ti”. (2Crônicas 20:6-12).

Gosto de analisar a atitude de Josafá diante da má notícia que teve que enfrentar. Pode parecer comum o fato de ele buscar ao Senhor em um momento de provação, mas tal atitude implica em algo mais profundo. Podemos notar com que confiança Josafá pôde dizer ao Senhor: “Nossos olhos estão postos em Ti.” Durante anos, ele ensinou o povo a confiar em Deus. No momento de provação, ele não estava sozinho: “todo o Judá estava em pé perante o Senhor, como também as suas crianças, as suas mulheres, e os seus filhos” (vs. 13). Unidos jejuaram e oraram; unidos pleitearam com o Senhor para que pusesse seus inimigos em confusão, a fim de que o nome de Jeová fosse glorificado.

Seguindo através da narrativa bíblica, como em um filme, podemos vislumbrar através da imaginação, a estratégia de guerra daquele povo (vs. 21): Depois de consultar o povo, Josafá nomeou alguns homens para cantarem ao SENHOR e o louvarem pelo esplendor de sua santidade, indo à frente do exército, cantando: “Dêem graças ao SENHOR, pois o seu amor dura para sempre”. Imagine você o que parecia um bando de homens, em pleno deserto, à frente de um exército de guerra cantando: “Deem graças ao Senhor, pois o seu amor dura para sempre”? Nem nos filmes de Hollywood podemos ver tanta criatividade! Quanta ousadia, não é mesmo? Parecia até que já contavam com a vitória? O fato é que contavam com a vitória sim! Porque, com Deus, a vitória é garantida e não precisamos temer. Podemos desconfiar de nós mesmos, porque somos humanos e limitados, mas não devemos limitar o poder que vem do nosso Senhor!

Nossa Precariedade Devocional

Aqui entra o primeiro ponto da nossa reflexão. Como tem sido nossa prática de devoção a Deus? Quão profundo tem sido o nosso relacionamento com o Eterno? Quanto tempo temos gastado em oração, a ponto de fortalecer nossa confiança em Deus? Você percebe onde nossos olhos devem estar postos antes de chegar a crise? Se, durante a paz e a tranquilidade não voltarmos nossos olhos ao Senhor, como teremos forças para fazer isso em um momento de provação?

O que tem lhe tirado o sono? O que tem roubado sua paz? São problemas de saúde, dificuldades nos relacionamentos, problemas financeiros, algum hábito que precisa ser vencido? Qual é o grande exército que tem se levantado contra você?

Depois de refletir sobre sua situação, convido a você a tirar o foco de si, e então refletir sobre a atuação de Deus ao responder a oração de Josafá:

Então o Espírito do SENHOR veio sobre Jaaziel, filho de Zacarias, neto de Benaia, bisneto de Jeiel e trineto de Matanias, levita e descendente de Asafe, no meio da ssembleia... De madrugada partiram para o deserto de Tecoa. Quando estavam saindo, Josafá lhes disse: “Escutem-me, Judá e povo de Jerusalém! Tenham fé no SENHOR, o seu Deus, e vocês serão sustentados; tenham fé nos profetas do SENHOR, e terão a vitória”... Quando os homens de Judá foram para o lugar de onde se avista o deserto e olharam para o imenso exército, viram somente cadáveres no chão; ninguém havia escapado... Depois, sob a liderança de Josafá, todos os homens de Judá e de Jerusalém voltaram alegres para Jerusalém, pois o SENHOR os enchera de alegria, dando-lhes vitória sobre os seus inimigos... O temor de Deus veio sobre todas as nações, quando souberam como o SENHOR havia lutado contra os inimigos de Israel. (vs. 14-17; 22, 24, 27,29).

Que Deus tremendo! Quantas maravilhas Ele é capaz de realizar no meio do Seu povo! Como é bom saber que temos um Deus assim!

Agora, se temos um Deus poderoso, pronto a nos auxiliar sempre, por que nos debatemos sozinhos, tentando resolver nossos problemas por nós mesmos? Por que não intensificamos nossa devoção, nossos momentos a sós com Deus e não desenvolvemos um relacionamento profundo e pessoal com o nosso Salvador? O que há de errado conosco? A resposta é obvia e simples: precisamos orar mais!

Ah, oração! De novo! Falamos tanto disso! Temos tanta literatura e sermões que abordam sobre esse assunto... Por que falar de um tema tão simplório como a oração?

Para começar, precisamos ter em mente que

“Satanás está sempre pronto para insinuar que a oração não passa de mera forma e não nos traz benefício algum. Ele não suporta as súplicas dirigidas ao seu poderoso rival. Ao som da fervorosa oração, as hostes das trevas tremem. Se em sua agonia e desamparo, o pecador olha para Jesus, roga pelos méritos do Seu sangue, o compassivo Redentor ouve a perseverante e sincera oração da fé e envia em seu resgate um reforço de anjos que excedem em poder” (White, Ellen G. Meditações diárias: perto do Céu. Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2013, p. 20).

É triste ter que admitir, mas a realidade é que estamos deixando de lado aquilo que é mais importante. Nós corremos pra cima e pra baixo, temos uma agenda apertada (e, a propósito, nos orgulhamos disso), trabalhamos para a igreja, dando o nosso melhor... Mas corremos o risco de sermos cristãos apenas de fachada. Cristãos “meia-boca”. “Péra aí”, você pode dizer, “Mas nós oramos!” Sim, oramos apressadamente pela manhã, antes de sair correndo para o trabalho ou para os estudos; oramos antes das refeições; oramos antes de dormir já com a cabeça no travesseiro, com o “tico e o teco em off”... E assim nossa vida passa, sem muito significado profundo, sem um relacionamento genuíno e pessoal com Deus. É uma vida cristã sem poder.

Nossa Necessidade

Precisamos de poder para vencer. E o poder não está no conhecimento, não está em uma boa conta bancária, em um carro do ano, em status, em pertencer a uma determinada raça, não está na beleza... O poder está à sua disposição quando você se coloca de joelhos. Quando, humildemente, você busca em Deus forças para vencer as batalhas da vida para o dia que tem diante de si. Jesus, sendo o próprio Deus, fazia isso: “Os períodos noturnos de oração que o Salvador passava na montanha ou no deserto eram necessários para prepará-Lo para as provas que Ele deveria enfrentar nos dias seguintes” (White, Ellen G. Meditações diárias: perto do Céu. Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2013, p. 22). Como você tem se preparado para enfrentar as provas da vida?

Jesus Cristo está voltando a este mundo. Qual deve ser, então, nossa atitude? “O fim de todas as coisas está próximo. Portanto, sejam criteriosos e estejam alertas; dediquem-se à oração.” (1Pedro 4:7)

O que mais precisamos como igreja? Pregar o evangelho para apressar a volta de Jesus? E desde quando um mero mortal como o ser humano é capaz de alterar um dia sequer na agenda de Deus pelas coisas que faz? O que mais precisamos é orar, buscando o batismo do Espírito Santo em nossa vida diariamente. Isso porque, quando oramos, o Espírito Santo é derramado.

A grande necessidade da igreja nesta geração é a manifestação da glória de Deus. Precisamos de homens e mulheres com a marca da glória de Deus em suas vidas, que sejam parecidos com Jesus porque estiveram sentados aos pés de Jesus.

Em nossa vida e nas nossas igrejas podemos fazer escolhas: por que usar um lápis, se podemos ter acesso a um computador? Por que andar se podemos voar? Por que tropeçar sem poder quando o potencial é tão grande? A maior deficiência de uma igreja não está em programas, estratégias, materiais ou ideias, mas na oração. Não é irônico, termos grandes programas para ganhar o mundo, mas pouco poder?

Nosso Sistema de Aquecimento

Cinco recém-graduados estudantes de teologia visitavam Londres, emocionados com a oportunidade de ouvir um destacado pregador antes da sua ordenação para o ministério. O Sol forte de verão os castigava enquanto aguardavam que as portas do tabernáculo de Spurgeon fossem abertas, a mesma igreja do mais famoso pregador daquele tempo. Um estrangeiro se aproximou deles e disse: “Enquanto vocês estão esperando, não gostariam de ver o sistema de aquecimento da igreja?”

Ver o sistema de aquecimento em um dia abrasador de julho era a última coisa que eles tinham em mente, mas consentiram. Foram conduzidos alguns degraus abaixo para uma porta no subsolo. O guia abriu a porta e sussurrou em tom baixo: “Este é o sistema de aquecimento de nossa igreja”.

Surpresos, os jovens pastores viram diante deles 700 pessoas ajoelhadas em oração suplicando as bênçãos de Deus para a reunião evangelística que seria conduzida no salão superior. O guia desco­nhecido se apresentou como o próprio Charles Spurgeon. Ele foi, em seus dias, o maior pregador do mundo. O ministério dele foi poderoso por causa da oração. Certa vez, Spurgeon disse: “Quando Deus deseja fazer uma grande obra, Ele primeiro coloca seu povo para orar.”

Gosto de um pensamento de Max Lucado: “Quando nós trabalhamos, apenas trabalhamos. Mas quando nós oramos Deus trabalha!

Deixemos de focalizar nossas dificuldades, temores, dúvidas, etc. e “confiemos em Deus para cura, amor e poder” (White, Ellen G. Review and Herald, 1907). É disso o que mais precisamos: cura, amor e poder!

“E que o Espírito Santo seja derramado em nós, Senhor Jesus, a fim de que sejamos cristãos genuínos, segundo o Teu coração!”

Fátima Silva

É PECADO DOAR SANGUE? - Levítico 17-19


Já percebeu que a Bíblia proíbe comer o sangue retirado do animal, da mesma forma que proíbe comer a gordura das carnes ingeridas? Tem gente que confunde isso com a questão da transfusão de sangue. Mas a Bíblia não proíbe a “transfusão” de sangue. Note bem o que está escrito em Gênesis 9:4 e Levítico 7:26. O assunto ali é alimentação e não procedimentos médicos.
Por que Deus proíbe que usemos o sangue como alimento? Porque Ele quer que tenhamos saúde, e comer o sangue ou a gordura debilita nosso organismo e pode trazer doenças muito prejudiciais.
Mas algo completamente diferente de ingerir sangue como comida (que, por sinal, é algo totalmente desnecessário) é dar ou receber uma transfusão de sangue. Ingerir sangue contribui para estragar a saúde. A transfusão de sangue, com certeza, tem salvado e poderá salvar muitas vidas.
Pense em termos do amor cristão. Aí mesmo em Levítico 19 diz que devemos amar o nosso próximo como a nós mesmos. Todo o sistema sacrifical descrito em Levítico era uma dramatização que ilustrava o sacrifício de Jesus por nós. Logo, doar sangue está muito mais relacionado com as leis levíticas que não doar. Doar sangue pode ser um ato que vem a refletir o próprio amor de Cristo, que deu o seu sangue por amor a nós. Pois agora, do ponto de vista físico, podemos dar oportunidade para que outros sobrevivam recebendo o inestimável fluído da vida.
E o mesmo pode ser dito sobre a doação de órgãos em vida. Quanto à doação de órgãos após a morte, não cremos haver nenhum impedimento bíblico para isso. Com a morte, as partes do corpo serão perdidas para sempre. E se esses preciosos órgãos não nos valem mais, por que não permitir que outros se beneficiem deles e passem a viver com mais saúde e em melhor estado com algo que se tornará pó? Na ressurreição, Deus não precisará valer-se daquela própria matéria para trazer-nos à vida.  Não existe nenhuma lei da natureza que requeira que Deus devolva ao corpo as mesmas partículas da matéria que o compunham antes da morte. E mesmo que exista, Deus seria muito mais poderoso que tais restrições.
Precisamos nos preocupar muito mais com os problemas morais apontados por trás das regras escritas em Levítico 18.
Creio que Jesus vê uma pessoa que doa sangue com as boas lentes de Lucas 19:10. Porque se Ele veio derramar o Seu sangue para nos salvar, com certeza Ele se satisfaz, com alegria, quando alguém se dispõe a também doar seu sangue para salvar alguém. Doação de sangue é doação de vida!
Faça alguém sorrir e, quem sabe, viver! Doe vida!


Valdeci Júnior
Fátima Silva

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

YOM KIPPUR - Levítico 15-16


Você sabe o que Levítico 15-16 tem a ver conosco? Estamos vivendo no grande Yom Kippur (Dia da Expiação) do período de pecado (6000 anos) neste planeta. É o dia, ou melhor, o tempo de juízo, como previsto pela mensagem dos três anjos (Apocalipse 14:6-12), preparada para o tempo do fim (Daniel 8:17 - RA), do século XIX para cá, a salvação passou a ser compreendida e pregada como sendo um evangelho eterno: em todas as épocas da humanidade, todas as pessoas tiveram, têm e terão a oportunidade de serem salvas por um único meio, a saber, a graça redentora do sangue de Jesus. Na força dessa alta voz, essas boas novas estão sendo pregadas em todo o mundo como testemunho a todas as nações, para que então venha o fim (Mateus 24:14).
Nosso Grande Sumo Sacerdote é também agora o Juiz (João 5:22) do cristão, pois chegou a hora de começar o julgamento pela casa de Deus (1Pedro 4:17). Tronos foram colocados, e um ancião se assentou... O tribunal iniciou o julgamento, e os livros foram abertos (Daniel 7:9-10) para que o Universo (1Coríntios 4:9) verifique o nosso nome (Apocalipse 20:15; 21:27) e os nossos atos (Malaquias 3:16).
Mas não tenha medo desse julgamento. Nossas testemunhas são os nossos anjos (Apocalipse 5:11), e nosso advogado é o próprio e justo Juiz (1João 1:21; Atos 17:31). Se você for amigo dEle, com certeza, quando seu nome for passado em revista, será absolvido. Portanto, visto que temos um Sumo Sacerdote que adentrou os céus, Jesus, o Filho de Deus, apeguemo-nos com toda a firmeza à fé que professamos (Hebreus 8:14).
Após terminado este julgamento e ser emitido o seu decreto, Jesus deixará o trono celeste para vir nos buscar (Apocalipse 22:11-12). Vai ser uma alegria! Ele, por ter sido Fiel (Apocalipse 3:14) no pacto que fez conosco, poderá lhe dizer: “Muito bem, servo bom e fiel! Você foi fiel no pouco, eu o porei sobre o muito. Venha e participe da alegria do seu senhor!” (Mateus 25:21). Assim, estaremos, Salvador e salvos, livres da condenação da morte eterna. Amém!!!
Essa é a boa notícia da salvação! O evangelho é o próprio Jesus! Tudo o que você precisa fazer é aceitar que este Sumo Sacerdote, Juiz, Advogado e Amigo interceda por você. Ele espera manter o compromisso com você, guardando, na arca do seu coração, os seus mandamentos (Deuteronômio 10:12; Salmo 119:111-115; João 14:15). Firme esta aliança com Ele, em oração! Peça-Lhe fé para ser salvo por Sua graça e fiel para guardar os Seus mandamentos (Apocalipse 14:12). A chance é agora ou nunca! Que este Jesus lhe abençoe!



Valdeci Júnior
Fátima Silva

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

MOFO - Levítico 13-14


Você conhece alguém que tem rinite? Você tem rinite? E o que você faz para não sofrer com essa doença? Você sabe que a rinite alérgica sazonal, também chamada de febre do feno, afeta muitas pessoas?
Os especialistas dizem que esses incômodos no nariz são causados por substâncias que eles chamam de alérgenos. Eles são encontrados no pólen que é carregado no ar e também nos esporos de fungos, que estão entre os principais desencadeadores dos sintomas alérgicos. Quem tem rinite, ao entrar em contato com esses agentes, experimenta a conhecida piora dos sintomas: os espirros, a congestão nasal, coriza, coceira no nariz e no teto da boca, na garganta e até nos olhos. Não é fácil!
O mofo também é grande mal. E nossa leitura bíblica de hoje aborda sobre esse assunto. Você sabe o que são mofos ou bolores? São fungos microscópicos, semelhantes a cogumelos pequenos, só que sem caule, raiz e folhas. Eles soltam seus esporos, que flutuam no ar como pólen e vêm bater direto no nosso nariz. E irrita para valer!
Os mofos estão presentes em qualquer habitat possível. Fora do ambiente doméstico, podem ser encontrados no solo, na vegetação e nas raízes. Já dentro de casa, eles podem ser encontrados no sótão, no porão, nos banheiros, nos refrigeradores, em reservatórios alimentares, na lixeira, nos containeres, nos tapetes e para todo lado.
O que fazer para não ter o nariz afetado pelo mofo? Há algumas recomendações que podem ajudar você a reduzir a exposição a esses ataques do mofo, que são coisas que podem desencadear os sintomas alérgicos. Veja algumas:
1. Manter as janelas da casa fechadas durante a noite. Daí, ao invés de deixá-las abertas, usar, se possível, um ar condicionado que pode limpar, resfriar e reduzir a umidade do ar;
2. Quando estiver viajando, manter as janelas do carro fechadas;
3. No período da tarde, deixar o Sol entrar dentro de casa e no carro para arejar bem;
4. Evitar estender a roupa em ambiente aberto demais;
5. Fazer o uso correto das medicações prescritas pelo seu médico e consultar-se regularmente.
O que me intriga é como aquele povão, de dois milhões de pessoas, vivendo no deserto em condições primitivas, colocariam essas recomendações em prática. Para entender isso, é preciso que entendamos as recomendações que Deus dava. Para nós, no mundo moderno, as dicas que dão mais certo são essas mencionadas acima, mas para aquele povo, naquelas condições, é do jeito que vemos em Levítico 13-14.
Deus se importa com os mínimos detalhes do nosso bem-estar e da nossa saúde. Então, quando Ele diz algo, acredite que é para o bem.


Valdeci Júnior
Fátima Silva

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Igrejas Gaúchas em Comunhão, Relacionamento e Missão





MEDICINA BÍBLICA É AVANÇADA - Levítico 11-12


Vamos refletir mais um pouco sobre o conteúdo da leitura bíblica. Nos dois capítulos de hoje, vemos o cuidado especial de Deus para com a saúde do Seu povo. Primeiro Ele orienta sobre as carnes que são mais saudáveis e as que são mais prejudiciais à nossa alimentação. Depois Ele fala sobre os cuidados higiênicos na ocasião do parto, que até hoje é um procedimento que precisa ser feito com muita higienização.
Já mencionei que o objetivo do livro Levítico é a santidade. Totalmente relacionado ao assunto da santidade, está o assunto da saúde. Esse livro nos dá instruções sobre o bem-estar do cristão. Embora o pecado tenha debilitado a família humana, Deus elaborou o plano da salvação para restaurar a imagem do Criador nos pecadores arrependidos. É onde entra o assunto da saúde. Quando cuidamos da saúde, estamos cuidando daquilo que foi feito à imagem de Deus: nosso próprio corpo. É por isso que um dos aspectos do viver santificado, tratado no livro de Levítico, é a saúde física do povo de Deus. Do mesmo jeito que Deus é santo e feliz, Ele quer que você, como filho dEle, também o seja.
Há uma perfeita ligação entre a mente, onde entendemos a santidade, e o corpo, onde carregamos a santidade. É por isso que a Palavra de Deus sempre promove tanto a inteireza da vida quanto o bem-estar dos seguidores dEle. Porque Ele deseja que você tenha saúde. Do mesmo modo que vivemos em um mundo cheio de pecados, vivemos também, num mundo de doenças e enfermidades.
Por isso, a religião é tão importante. Seu papel está relacionado com nossa natureza física, com o que comemos e bebemos e com a higiene. É impressionante, mas tudo o que acontece com o nosso corpo vai influenciar, de alguma forma, na nossa comunhão com Deus.
Quando pensamos assim, começamos a entender porque o livro de Levítico se preocupa com assuntos nutricionais. Muitas pessoas dos tempos antigos cometiam o erro de pensar que gordura animal era boa para ser comida em grande quantidade. Elas supunham que isso deixaria a pessoa forte. Como diziam eles, era uma comida que tinha “sustância”. Relativamente em tempos recentes, a medicina passou a enxergar cientificamente que esse conceito não estava certo. Mas lá no deserto, o Israel antigo já sabia que para preservar a saúde, é bom evitar comer o excesso da gordura da carne.
Será que a medicina um dia avançará, a ponto de chegar à altura da leitura de hoje? Fique com a Bíblia e você sempre estará um passo a frente do seu próprio tempo. Fazendo assim, somos felizes.


Valdeci Júnior
Fátima Silva

domingo, 3 de fevereiro de 2013

Adolescentes e Pré-Adolescentes Intimados!


É só clicar aqui:

Luto Pelos Nossos Irmãos de Santa Maria


CARTILHA BÁSICA - Levítico 08-10


Estou muito feliz porque estamos estudando o terceiro livro da Bíblia. Antes de ontem, já comentei sobre alguns assuntos introdutórios desse livro, mas quero comentar um pouco mais sobre uma visão geral que podemos ter do mesmo.
Desde o dia 1º de janeiro, estamos acompanhando a história, em sequência lógica, sobre como tudo começou. Porém, quando chegamos em Levítico, a impressão que temos é que a leitura fica bem diferente. Embora continue falando de Moisés e do povo de Israel, a história deixa de ser uma narrativa como aquela com que já estávamos acostumados a ler.
O livro de Gênesis descreve o caminho descendente que a humanidade seguiu a partir do jardim do Éden. Se colocar em um gráfico, você verá que a humanidade seguiu um caminho que foi caindo, degradando-se e rebaixando-se. E o livro de Gênesis descreve isso muito bem. Êxodo, entretanto, mostra Deus tentando mudar a direção do desenho desse gráfico. Esse livro mostra a Deus redimindo os escolhidos dEle da escravidão e conduzindo-lhes, pelo fogo e pela nuvem, em direção à Terra que estava prometida.
Em Levítico – o livro que estamos lendo – Deus ensina outras lições para o povo de Israel. Para que os Seus filhos tivessem acesso a Ele, precisavam do sangue que o sacerdote, escolhido pelo Senhor, ministrasse. Podemos ver que através de todos esses ensinos, o objetivo do livro é exatamente ensinar sobre a santidade. Então, quando lemos sobre os diferentes tipos de ofertas, as festas, o sacerdócio e sobre a contaminação, precisamos pensar que aquilo era algo que acontecia entre o povo de Israel, mas que também tem uma aplicação futura. Ou seja, cada uma daquelas coisas joga muita luz para o significado sobre como Deus lida com o ser humano para salvá-lo em todos os tempos, inclusive, na nossa época.
Atualmente, Jesus é o nosso Sumo Sacerdote, que intercede por nós no santuário celestial. E seria impossível entender isso direito, se não existisse, também, o livro Levítico. Se não fosse pelo seu relato, teríamos pouquíssima idéia do que vem a ser o ministério do nosso atual Sumo Sacerdote, o que é o julgamento de Deus, representado pelo Dia da Expiação e, também, o que vem a ser o santuário celestial.
Portanto, se você quiser entender melhor o Novo Testamento (principalmente o livro de Hebreus), a teologia da salvação, o evangelho e o próprio Jesus, aprenda o conteúdo do livro Levítico. Essa é a cartilha básica para ampliar seus conhecimentos sobre os assuntos mencionados.
Da leitura de hoje, destaco o versículo: “Vocês têm que fazer separação entre o santo e o profano, entre o puro e o impuro.”
  
Valdeci Júnior
Fátima Silva

sábado, 2 de fevereiro de 2013

Coral Jovem de Caxias do Sul


Luto de Todos Nós



É MELHOR! - Levítico 05-07


Quero estimulá-lo a não parar com sua leitura bíblica. Estamos exatamente na época do ano em que muita gente para com a leitura bíblica. Mas nosso objetivo é lermos a Bíblia inteira! Para isso, lemos um pouquinho a cada dia – uns dois ou três capítulos, talvez quatro e, se os capítulos forem pequenos, no máximo, cinco. Mas, pouco a pouco, sendo persistentes a cada dia, se não desistirmos, no dia 29 de dezembro fechamos com o último capítulo da Bíblia. É uma satisfação muito boa poder concluir o ano com a realização ter lido a Bíblia inteirinha.
Mais satisfatória, no entanto, é a experiência diária de ler a Bíblia. Se você separa, diariamente, um tempinho marcado com Deus, em um lugar separado e dedica 20 a 30 minutos fazendo sua leitura diária, a recompensa é muito grande. Quando você se levanta dali, a leitura bíblica, pelo poder do Espírito Santo, lhe dá força espiritual para enfrentar as próximas 24 horas, sabia? Então, leia sua Bíblia em clima de oração para Deus lhe ajudar a entender os capítulos previstos para hoje. Combinado?
Eu disse em clima de oração porque, aparentemente, a leitura desse trecho do livro Levítico parece ser muito chata. Fala do que acontecia naqueles tempos antigos com uma pessoa que pecasse. Fala da Oferta pela Culpa, da Regulamentação acerca do Holocausto, da Regulamentação da Oferta de Cereal, da Regulamentação da Oferta pelo Pecado, da Regulamentação da Oferta pela Culpa, da Regulamentação da Oferta de Comunhão, da proibição de comer gordura e sangue, da porção dos sacerdotes. Ufa! Está dando canseira, não está? É! Se a leitura não for um encontro com Deus, a sós, em clima de oração, dá canseira mesmo. Para aproveitar melhor esses momentos com Deus, converse profundamente com Ele antes de ler e enquanto estiver lendo, pergunte sobre o que Deus quer lhe ensinar com essas histórias de um mundo tão antigo e diferente do nosso. Se você entregar seu coração, com sinceridade, Deus responde sua oração.
Dessa forma, você passa a ser um leitor-campeão, pois, uma coisa é ser um leitor superficial, que só lê os salmos e as histórias de Jesus, limitando-se a não ter contato com outras partes da Bíblia, porque é incapacitado para entendê-las. Outra, é quando você se debruça em cima do esforço de ir fundo nos ensinamentos misteriosos de Deus. Entender palavras diretas é fácil. Agora, uma vez que para entender uma leitura como a de hoje é preciso muito mais oração e meditação na comunhão com Deus, sabe qual é a vantagem? É a oportunidade de ter um relacionamento profundo com Jesus.
Invista nesse relacionamento diariamente!


Valdeci Júnior
Fátima Silva

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Acampamento Jovem de Verão da Igreja de Caxias do Sul


Luto Brasileiro



LEVÍTICO E VIDA - Levítico 01-04


São várias as traduções bíblicas que apresentam o enunciado “O terceiro livro de Moisés chamado LEVÍTICO”. Tal título está baseado no fato de que esse livro lida com o assunto dos regulamentos que estavam relacionados com o desempenho das funções dos membros da tribo de Levi.
Deus fala ou Deus é? Segundo Leslie Hardinge e Frank Holbrook (Levítico e Vida, LES, Casa Publicadora Brasileira, 1º trimestre de 1989, páginas 2 e 3), a expressão “Yahweh falou”, ou algum equivalente, aparece em Levítico pouco mais de cinqüenta vezes, enquanto o termo “Eu sou Yahweh” e seus equivalentes aparecem mais de cem vezes no mesmo livro. Portanto, a autoridade e o nome do Senhor são citados em uma média de uma vez para cada oito versos. Isso mostra a ênfase de que os regulamentos desse livro não são de origem mosaica, mas divina.
Como o povo de Deus deveria adorá-Lo, desde o começo? A clara sistematização da resposta a esta pergunta é o conteúdo dos regulamentos levíticos. Eles também contém muitos símbolos que figuram o processo da salvação, revelando verdades espirituais que Jeová queria ensinar para Seus filhos. De forma profética, esses símbolos apontam para o ministério de Jesus.
E o que isso tem a ver com a nossa realidade? As pessoas modernas continuam sendo instintivamente propensas ao pecado. Isso faz com que o evangelho ainda seja necessário. O evangelho é eterno. E ele leva aos pecadores a graça de Deus para a salvação, desde os tempos antigos até hoje.
Um modelo teológico que nos ajuda a entender o plano da salvação está contido no livro Levítico. E assim como acontece em Êxodo e Números, tal metodologia se dá através do sistema do santuário. Esta é a razão de encontrarmos em Levítico o estabelecimento das normas para este sistema, além do estabelecimento dos preceitos para o cotidiano do povo que, dedicado ao concerto, tem o desejo de ser um reflexo do caráter divino. É um manual do crente.
Podemos dividir o livro Levítico em três partes. A primeira delas vai até além da metade do livro (capítulos 1 a 15), tratando, de uma maneira geral, sobre a “justificação em Jesus”. A segunda parte é um pequeno grande centro: o capítulo dezesseis. Ele é o eixo, pois, apresentando o assunto do dia da expiação, serve como ponte teológica entre a primeira e a terceira partes do livro. E essa terceira é aplicada à matéria da “santificação em Jesus”. Ao ler esse livro, é importante ter em mente esta estrutura literária.
Muito mais importante, é render-se à orientação mental concedida pelo Espírito Santo. Ao ler, ouça Deus falando. É vida!


Valdeci Júnior
Fátima Silva