quarta-feira, 20 de março de 2013

CONVENIENTEMENTE INCORRETO - Juízes 17-19


Existe uma lenda que ilustra muito bem o contexto e a “moral da história” da leitura de hoje.
Conta-se que, certa vez, havia um homem que queria muito comprar uma determinada mansão. Então, o Diabo, aproveitando-se da sua obsessão, propôs-se a ajudá-lo:
- Mas há uma única condição - disse-lhe o demônio.
- Qual condição? - perguntou o homem, desconfiado.
- Está vendo aquele prego fincado na parede da sala de jantar?
- Sim!
- Eu ajudo você a comprar esta mansão. Ela verdadeiramente será sua, mas aquele prego será meu. Você nunca poderá arrancá-lo de lá.
- Só isso?
- Só isso - confirmou o Diabo.
O homem aceitou a proposta. Anos depois, ele ofereceu um gigantesco banquete na sua mansão. As pessoas mais importantes de toda aquela região foram convidadas e confirmaram presença.
Aquele seria um jantar inesquecível, mas, no meio da festa, quando as pessoas iam começar a comer, o Diabo entrou na sala carregando uma carniça fedorenta e a pendurou naquele prego, assustando e acabando com o apetite de todos.
O dono da mansão tentou argumentar, mas o Diabo lhe disse:
- Lembre-se do nosso trato: aquele prego é meu! E eu vou usá-lo como bem entender.
E é assim que acontece se deixarmos o mal dominar qualquer área da nossa vida. Por menor que seja, ele infernizará toda a nossa existência. Se você acha que isso não é bíblico, leia Juízes 17-19.  Mica deu uma pequena abertura para o mal, fazendo algo que lhe era mais conveniente do que certo. A história corre e desemboca-se na desgraça do que aconteceu a todo o Israel, em decorrência do ocorrido com o levita e a sua concubina. Esse desgraçante desfecho está na leitura de amanhã, que é o capítulo vinte. Mas amanhã também continuaremos questionando sobre a tênue linha que existe entre o conveniente e o correto.
Por hoje, fica para você a reflexão: o que lhe tem sido gostoso, conveniente, “bom”, aprazível, afetivo, etc., que tem sido um verdadeiro prego no sapato da sua vida cristã? Você acha que compensa continuar agarrado a isso? Lembre-se que é muito melhor o pouco e o simples com Deus que o muito sem ele. Afinal, o primeiro estado traz felicidade, mas este último gera consequências muito dolorosas. O que a princípio é conveniente, se não for regido pelos corretos princípios, amanhã será, principalmente, inconveniente.
É como aquele ditado que diz que “quem ri por último ri melhor”. É melhor você abrir mão do pecado hoje, por mais atrativo que lhe pareça, que Deus abrir mão de você amanhã, por mais que tenha lhe amado.
Pense nisso!



Valdeci Júnior
Fátima Silva

terça-feira, 19 de março de 2013

Suco ADES multiplica prejuízos. Um pecado, muitas consequências.


A Anvisa avisa: não beba suco Ades, contaminação espiritual! O quê?


Por acidente, algumas embalagens, em vez de receberem Suco de Maçã, foram enchidas e despachadas com produtos de limpeza das máquinas. Uma falha que aconteceu na hora da higienização. Quem bebeu o produto de limpeza pensando que era suco, sofreu queimaduras e teve a saúde prejudicada, é claro.

A Unilever (fabricante), informou que o problema na qualidade de produtos atingiu apenas as 96 caixinhas de suco. E diante disso, poderíamos pensar assim: “bom, se eles produzem milhares de unidades por dia, seria só recolher as 96 unidades, tratar das pessoas atingidas, e tudo certo, né?”.

Não! A Anvisa cortou o suco ADES no país inteiro. Por quê? Por precaução, declarou a agência. Pense bem: apenas 96 embalagens foram contaminadas, e milhões de outras foram condenadas. O SAC da Unilever ficou congestionado. Os administradores das maiores redes de supermercados do país recolheram todos os produtos de suas prateleiras. Apenas uma máquina contaminada, mexeu na mesa de quase todos os brasileiros.

Vocês não sabem que um pouco de fermento faz toda a massa ficar fermentada? Livrem-se do fermento velho, para que sejam massa nova e ser fermento”. (1Coríntios 5:6-7).

Paulo estava falando de alguns membros da igreja que tinham conduta sexual pecaminosa, e daí ele usou a ilustração do Hametz, agente de fermentação, que na tradição judaica, e também no cristianismo, simboliza impiedade e maldade (David H Stern, Comentário Judaico do Novo Testamento, Templus, 486). Russell Shedd explica isso dizendo que “os cristãos não devem envolver-se com crentes professos que vivem em pecado escandaloso, para não diluir o testemunho coletivo” (Bíblia Shedd, Vida Nova, 1612).

É tipo o pecado de Acã (Josué 7). O pecado oculto de uma única pessoa impediu que todo o povo de Deus recebesse as bênçãos. Otoniel Ferreira (D.Min,) explica que “a igreja é um corpo, e se um dos membros está sofrendo, todos os outros sofrem também. Se um membro comete pecado, todo o corpo sofrerá a consequência da separação de Deus” (21 Dias de Poder, Preparando a Igreja Para Buscar e Salvar o Perdido, 55).

Laurence Richards usa esses textos bíblicos para defender a prática da disciplina de censura, e até de remoção, que a igreja aplica a membros regulares que praticam pecados escandalosos (Comentário Bíblico do Professor, Vida, 977-982). Mas minha maior preocupação é que, seja pela advertência, seja pela conversão (e muito melhor se for pela conversão, né?) a prática do mal seja banida, eliminada, do meio do povo de Deus. Hoje, às 5h30min, minha igreja já estava reunida pra vigília. E lá na congregação, nossa súplica hoje foi por isso: Para que Deus remova o mal da nossa vida, a fim de que as bênçãos de Deus fluam, sem obstrução nenhuma, entre nós.

Um único pecadinho acariciado na sua vida pode separar você de Deus. Busque eliminar TODO o mal da sua vida. Conte com a Graça de Jesus e viva uma vida pura, que não tenha o que esconder. E assim, além de ser abençoado, você também estará abençoando a outros.


Um abraço,
Pr. Valdeci Jr.

DALILA - Juízes 13-16


A casa de Dalila ficava junto à margem de um rio. Ela foi uma mulher que serviu como instrumento dos chefes dos filisteus para acabar com Sansão e sua missão.
Sansão é o herói de Deus. Sua aparição como libertador de Israel ainda é um mistério. Ele foi escolhido e preparado por Deus para este propósito de uma forma muito única. Mas Sansão, o herói, mostrou um defeito fatal: sucumbir-se facilmente aos encantos das mulheres. Uma mulher o subjugou e tirou vantagem de seu domínio sobre ele.
Mesmo antes de conhecer Dalila, em Gaza, Sansão viu uma prostituta e foi ter com ela. Os filisteus trancaram as portas da cidade porque o plano era atacar Sansão ao amanhecer. Mas, à meia noite, Sansão se levantou, e como diz a Bíblia, tomando as portas da cidade com os seus dois pilares e as suas trancas, colocou tudo sobre as costas e foi embora.
Depois disso, ele se apaixonou por essa mulher que morava no vale de Soreque e se chamava Dalila. Este nome até que parece soar gostoso aos nossos ouvidos, mas o que Sansão achou na casa daquela mulher foi a morte. Ela fingiu que o amava e o seduziu com a exigência de que, como prova do amor que ele deveria dar-lhe, em correspondência ao amor que ela já lhe dera, deveria dizer qual era o segredo de sua força. “Como é que você diz que me ama, enquanto o seu coração está longe de mim?”, esse era o seu argumento. E para escapar dessa, Sansão pregou-lhe mentiras três vezes. Sansão também não era fácil; colocava-a à prova e no final se saía bem, como um invencível. Até que o segredo não fosse revelado, é claro.
Mas Dalila foi tecendo uma teia infalível de engano e de sedução. A cada dia, ela o pressionava e importunava. Finalmente ela conseguiu fazer com que Sansão ficasse profundamente depressivo. Logo, enfraquecido pela doença emocional, ele revelou-lhe o segredo. E foi então, nessa ocasião, que Sansão foi reduzido à impotência nas mãos dos seus numerosos inimigos.
O que se destaca da conduta de Dalila é simplesmente o fato de que ela usou o atrativo feminino que ela tinha de forma ilegítima, com um propósito destruidor e homicida. E com certeza, qualquer mulher que finja amor e use suas armas femininas para realizar conquistas egoístas, está fazendo o jogo de Dalila. O encanto feminino e as atrações do carinho são dons de Deus. A mulher os recebeu do Criador. Entretanto, Deus castigará quem os use de um modo trivial ou frívolo, pois Ele os concedeu com propósitos muito mais elevados.
Fonte: www.adorador.com



Valdeci Júnior
Fátima Silva

segunda-feira, 18 de março de 2013

Análise do Fato: “PERDÃO?”


Olá meu amigo internauta! Eu quero analisar alguns fatos que têm sido noticiados pelo jornalismo, com você aqui hoje. Na realidade, você está lendo um texto de um programa de Rádio do qual eu estou participando nesta semana, o “Análise do Fato” (você pode ouvir o áudio, clicando aqui). E, de olho no que acontece no mundo, de olho no que acontece ao nosso redor, analisando o fato, nós devemos também ficar de olho não somente no que acontece ao nosso redor, mas também no significado, ou nos significados, que tudo isso pode ter pra nossa vida em uma dimensão maior, que é a dimensão espiritual.

Estive observando que alguns fatos deste fim de semana têm a ver um com o outro, em uma pauta que tem tudo a ver com você e comigo.

Nós entramos pro fim de semana sabendo que o [ex]advogado Misael Bispo, o suspeito e acusado de ter matado a advogada Mércia Nakashima, não recebeu misericórdia dos jurados, nem do juiz, nem da promotoria, nem das testemunhas de acusação, e acabou condenado. O sistema judicial não perdoou o camarada.

Outro que, em outros termos e sentido, não perdoou também, foi finlandês Kimi Raikkonen. Ele não perdoou seus adversários (como Sebastian Vettell) que, na abertura da temporada da Formula 1 de 2013, largaram nas primeiras linhas do grid. Raikkonen largou em sétimo. A diferença foi que todos os seus concorrentes - mais promissores do que ele - pararam três vezes no pit-stop. E o Raikkonen não perdoou: parou só duas vezes e foi pro Pódium, no GP de ontem.

E, falando em perdão, quer você concorde, ou não, com a maneira como os jesuítas lidam com o assunto do perdão, o fato é que, ontem, o líder maior deles (que se autonomeou Francisco), fez alguns bilhões de pessoas ao redor do planeta pensarem no perdão, pelo menos teoricamente. Em seu discurso inaugural de ontem, a frase que deixou como marca foi “temos que aprender a ser misericordiosos”.

Na prática, quem surpreendeu foi o jovem David Santos Sousa. Aquele ciclista que há uma semana teve o braço arrancado, quando ia para o trabalho, pelo motorista boêmio Alex Siwek. O David realmente surpreendeu. Primeiro, a mãe dele declarou pra rede nacional de televisão que o garoto não estava revoltado. Depois, chegou ao público um vídeo onde ele mesmo fala que, de coração, já perdoou o Alex, e que quer perdoá-lo pessoalmente, também. Isso não é normal.

Não é normal porque vivemos em um mundo rodeado de violência e impunidades. Mas é divino. É divino porque só conseguiremos a aceitação de Deus se aprendermos a perdoar.

 “E, quando estiverem orando, se tiverem alguma coisa contra alguém, perdoem-no, para que também o Pai celestial perdoe os seus pecados. Mas, se vocês não perdoarem, também o seu Pai que está nos céus não perdoará os seus pecados" (Mateus 11:25-26).

Você está precisando perdoar alguém? Está precisando do perdão de Deus? O perdão não é somente o ponto comum dos fatos que eu acabo de analisar aqui com você! O perdão é o ponto comum entre dois (ou mais) seres humanos! É a conexão que você precisa pra estar ligado a Deus e à paz que só Ele pode dar pro seu coração.

“Se confessarmos os nossos pecados, Ele [Jesus] é fiel e justo para nos perdoar de toda a nossa iniquidade” (1João 1:9).

Faça isso, e tenha um bom dia.

Um abraço,
Pr. Valdeci Jr.

DÊ ATENÇÃO! - Juízes 11-12


De toda a leitura bíblica de hoje, teve um verso que me chamou a atenção: “Entretanto, o rei de Amom não deu atenção à mensagem de Jefté” (Juízes 11:28). Você prestou bastante atenção nessas palavras? As palavras desse verso saltaram aos meus olhos porque eu já sabia que Jefté era um representante de Deus, um homem de Deus, que trabalhava para Deus. E a Bíblia faz questão de mencionar que o rei de Amon não deu atenção à mensagem dEle?
Ao continuar a leitura do texto, vemos o resultado. A leitura bíblica de hoje é muito fácil de entender. Ela nos mostra sobre como acontecem as vitórias e as derrotas no Senhor, sobre como é a luta do povo de Deus e, também, que mesmo entre os líderes, as pessoas públicas, existem as dificuldades. Os grandes também choram. Essa é a realidade.
Você chora? Qual é o seu tipo de choro? Existem choros bons e choros ruins, sabia? Por exemplo, os choros que foram levantados na casa do governador de Israel, Jefté, por causa da filha dele. Eram choros por causa de uma coisa nobre, que era a dedicação da filha dele ao serviço do Senhor. Choro de quem somente iria ficar com saudade, mas sabiam que estavam crescendo. Agora, eu fico imaginando como deve ter sido o choro dos amonitas que sobreviveram para chorar. Deve ter sido terrível. Naquela situação, teria sido melhor não ter sobrevivido para não ter que chorar.
Na realidade, o rei dos amonitas foi muito burro. Ele não deu atenção à mensagem de Deus. Como foi prepotente em querer saber mais que Deus! O Senhor, o Todo-poderoso, Criador do Céu e da Terra, que sabe de todas as coisas e quer dar o melhor para nós está dizendo: “Vá por aqui que é melhor. Não vá por ali porque é perigoso”..., e o camarada tem a audácia de fazer o contrário.
Sabe, quando Deus diz: “Evite a cachaça!” é porque Ele já olha lá na frente e vê as famílias divididas, os acidentes de trânsito, o desemprego, a pobreza. Quando Ele diz: “Estude”, é porque sabe que, no futuro, você precisará de um emprego. Quando diz para se manter puro sexualmente, é porque Ele sabe do estrago emocional ou da felicidade familiar que aguarda você. Quando Ele pede para não trairmos nosso cônjuge, é porque não quer nos ver infelizes. É só isso. Ele quer nosso bem. Porém, se não damos ouvidos a Ele, aí não temos como escapar das conseqüências. Veja o que aconteceu com o rei de Amom.
E você, quer dar atenção à mensagem de hoje? Leia a Bíblia!



Valdeci Júnior
Fátima Silva

domingo, 17 de março de 2013

QUE TAL PARABOLIZAR? - Juízes 09-10


Para mim, é um prazer muito grande comentar sobre as preciosidades da Palavra de Deus. Mas aqui existe algo curioso. Esse meio que usamos para nos encontrar, nosso comentário, é um meio muito interessante pelo fato de que por só existir as palavras, mas por não podermos nos ver, ou por não podermos ver nada sobre o que estamos falando, acabamos usando nossa imaginação para criar na mente um cenário sobre as coisas que estamos falando. Por exemplo: se eu quiser falar para você sobre um elefante cor-de-rosa. Não tenho como mostrá-lo nem de verdade nem por ilustração gráfica. Mas, sem perceber, você já o visualizou, na sua mente, embora nunca tenha visto um deles. Sim ou não? E elefante cor-de-rosa existe? Você sabe que não. Mas isso é para percebermos como nossa mente é fértil.
Esse fato nos explica porque encontramos tantas parábolas na Bíblia. E, ao falar em parábolas, logo nos lembramos dos ensinos de Cristo, pois esse era um dos Seus métodos de ensino. Mas podemos encontrar parábolas no Velho Testamento também. Na leitura de hoje, há uma parábola, contada por Jotão.
E o que é uma parábola? É uma estória inventada para levar a imaginação das pessoas a compreender alguma lição que queremos ensinar e que faz a pessoa pensar em coisas mais concretas. É mais proveitoso para o ensino do que se ficássemos limitados ao campo abstrato das ideias.
E não há problema em usar tanto estórias fictícias como fatos verídicos para ilustrar algo que precisa ser esclarecido. O que não podemos, para efeito de uma ilustração ou qualquer outro motivo, é contar algo inventado ou repetir algo que ouvimos (sem saber ser uma história ou estória) dando a entender que seja um fato verídico. Se você vai usar uma parábola como ilustração, deve deixar bem entendido que aquilo não é um fato real.
Existem ilustrações de todo tipo. Tem umas que “viajam na maionese”. Mas essas são as que causam maior impacto para a mensagem que está sendo transmitida. Veja, por exemplo, a conferência pública dos vegetais na nossa leitura. Parece até um DVD que nosso bebê tem, onde os vegetais batem o maior papo. É curioso ver como as crianças aprendem assim.  
Deus é muito didático. Quero apelar para que você não perca a oportunidade de fazer essa leitura, porque irá aprender. Ela influenciará sua vida, pois, acima de qualquer ilustração verbal ou escrita, a exortação é para que você seja uma ilustração viva para as pessoas no trato, na caridade, na fé, na pureza, nas boas ações e no seu palavreado.
Faça disso sua prioridade hoje e sempre!




Valdeci Júnior
Fátima Silva

sábado, 16 de março de 2013

MANTENDO O CHAMADO - Juízes 06-08


Você já ouviu falar de Gideão? Ele foi um grande homem que recebeu um chamado de Deus. Isso aconteceu há séculos, mas o chamado do Senhor continua em nossos dias. E isso é muito sério. O chamado de Deus é o mesmo, mas agora não é mais para Gideão. É para você. Talvez, você possa pensar: “Ah, mas já aceitei o chamado de Deus, porque estou lendo este comentário...”
Lamento, mas preciso dizer que isso é parcialmente verdade. Digo parcialmente porque o chamado não termina por aqui. Às vezes, começamos a aceitar um chamado, e vamos até bem por um bom tempo, mas então caímos no erro de pensar que, por ser uma pessoa chamada, então somos bons demais. Logo, o pior acontece: “caímos do cavalo”!  E não querendo que isso aconteça com você, lhe digo: você ter parado para ler este comentário aqui, é uma grande coisa, mas não é tudo.
É como na vida de Gideão. Convido-lhe a analisar sobre a continuidade do atendimento ao chamado na vida dele que, na realidade, foi uma descontinuidade e não uma continuidade.
Alguém poderá dizer: “Como assim? Gideão não foi O CARA?” Pois é. Vamos ver...
Só fazendo um parêntese, pode ser que na sua versão bíblica, em Juízes 6-8, não apareça a palavra Gideão. Se encontrar um camarada chamado Jerubaal, é o mesmo, ok? São uma pessoa só: o juiz de Israel que venceu a guerra e passou a ser chamado de “o poderoso guerreiro”.
Mas como era esse homem? As características dele eram as seguintes:
·         Juízes 6:15 - encontramos a humildade;
·         Juízes 6:17 - vemos a precaução;
·         Juízes 6:24 - muita espiritualidade;
·         Juízes 6:27 - mostra sua obediência;
·         Juízes 6:34 - inspiração divina.
Penso que tudo isso acontecia porque, na realidade, o que Gideão tinha de melhor era a comunhão dele com Deus, que pode ser vista em Juízes 6:36 e 7:4-9. Isso dava para Gideão as habilidades de ter boas estratégias, como vemos em Juízes 7:16-18, e a ter também muito tato, como começam nos mostrando os três primeiros versos do capítulo 8 de Juízes.
Mas, com todas essas virtudes que capacitam alguém que foi chamado por Deus, infelizmente, Juízes 8:24-31 nos mostra que o grande Gideão foi enfraquecido por causa da prosperidade. Triste, não é mesmo?
Por isso, digo: uma vez que alguém foi chamado, não quer dizer que ele estará, para sempre, enquadrado nos planos de Deus. É preciso cuidar para manter o chamado. E sabe como você pode fazer isso hoje? A primeira parte foi ler o comentário; a continuidade será fazer a leitura do dia.



Valdeci Júnior
Fátima Silva

sexta-feira, 15 de março de 2013

SORRIA, VOCÊ ESTÁ SENDO TESTADO - Juízes 04-05


Você já leu a frase: “Sorria, você está sendo filmado”? Com certeza, já deve ter lido em muitos lugares diferentes. Mas você já abriu um “sorrisão” diante de algum aviso desses que encontrou por aí? Imagino que não. Por que não ficamos sorrindo para esses avisos? É porque não dizem totalmente a verdade. Sabemos que o objetivo de ter uma câmera ali não é para captar nosso sorriso coisa nenhuma. Existe uma câmera no ambiente para policiar e observar se o seu comportamento é aprovável ou reprovável. E você está em prova.
Da mesma forma acontece quando telefonamos para alguma central de atendimento comercial e o atendente, todo robotizado, sem espontaneidade, fala palavras decoradas: “Senhor, para a sua segurança, esta ligação está sendo gravada.” Que mentira danada! Não que não esteja sendo gravada. Pode até ser que talvez esteja sendo gravada. Mas a mentira é dizer que é para minha segurança. Não é para segurança ao cliente, mas sim para a operadora do telefone, companhia ou empresa que está prestando o serviço. E mais uma vez, começamos a ser testados, provados, para ver se nossa conversa é confiável.
Mas não há problema em passar por esses testes, pois, antes de entrarmos neles, já sabemos qual é o procedimento para ser aprovados. É só fazer o que é certo e dizer a verdade. Não é fácil? É por isso que ninguém precisa se estressar quando lê: “Sorria, você está sendo filmado” ou quando ouve: “Senhor, para sua segurança, esta conversa está sendo gravada”.
Triste é que o povo de Deus, que era para ser o povo mais bem-sucedido nos seus testes, depois de terem sido avisados, ainda falaram besteira e fizeram o que não deveriam ter feito. Embora sabendo o que deveriam fazer para ser aprovados, cometeram a idiotice de ser reprovados. E o pior é que depois que foram reprovados uma vez, ao passarem pelo teste na segunda vez, cometeram as mesmas tolices, e pela terceira vez de novo. Confira na leitura de hoje.
Na leitura de ontem, começaram os avisos de que seriam testados e, para que se dessem bem, precisariam fazer “assim e assado”. Mas eles não conseguiam. Veja como começa Juízes 4: “Depois da morte de Eúde, MAIS UMA VEZ os israelitas fizeram o que o Senhor reprova (Grifo acrescentado).” Nessa mesma leitura, talvez você se encontre com o aviso de que precisa tomar cuidado para não ser a próxima vítima da reprovação.
Mas, embora o aviso esteja dado, sua aprovação dependerá mais da sua sensibilidade do que da sua inteligência. Portanto, não perca tempo! Corra e leia a Bíblia!


Valdeci Júnior
Fátima Silva

quinta-feira, 14 de março de 2013

RADIOGRAFIA DE JUÍZES - Juízes 01-03


Para mim, é um prazer poder meditar, mais uma vez, na Palavra de Deus com você. Espero que você esteja conseguindo cumprir nosso plano de leitura bíblica, pois sei que, através dele, poderá aproximar-se ainda mais do personagem central da Bíblia: Jesus.
No comentário deste dia, quero fazer uma radiografia do livro da Bíblia chamado Juízes, que é o próximo livro que vamos ler. Vamos fazer uma “panorâmica” geral dele para que, nos próximos dias, quando você estiver lendo os demais capítulos, tenha mais sucesso que o esperado.
Juízes descreve uma série de quedas que o povo do Senhor experimentou com a idolatria. Essas quedas eram seguidas por invasões de inimigos, para dentro da Terra Prometida que, teoricamente, deveria pertencer ao povo do Senhor. Daí, o povo de Deus que era para ser abençoado passava a ser escravo dos próprios inimigos.
Nesse livro, o centro é a personalidade dos juízes (governadores) que eram levantados para servir como libertadores do povo de Israel. Enquanto o livro vai fazendo essa narrativa, podemos ver nele um destaque, uma atenção especial, para o lado obscuro do que aconteceu lá naquele panorama.
Se você não fizer uma leitura superficial, mas sim um estudo mais atencioso, começará a observar bem de perto a cronologia desse livro. Você perceberá que o estudo das datas inseridas em Juízes parece mostrar que, na realidade, o povo manteve lealdade ao Senhor, pelo menos de fachada, durante um período de tempo maior do que pensaríamos que poderia ter sido, se fizéssemos apenas uma leitura casual do livro. É muito interessante! Vale a pena fazer uma leitura profunda.
A tradição diz que quem escreveu esse livro foi Samuel, embora o livro não diga nada sobre quem tenha sido o autor. O que sabemos é que o tema principal é a história de Israel durante o tempo dos 14 juízes. E para conseguir enxergar melhor o “esqueleto” desse livro, podemos dividir Juízes em três partes:
1ª parte: 1 a 2:10 – é o período imediatamente após a morte de Josué;
2ª parte: 2:10 a 16 – podemos identificar como o período das sete apostasias, dos seis períodos de servidão e da guerra civil;
3ª parte: últimos cinco capítulos – descrevem o período de confusão e anarquia.
Mas, ao ler atentamente o livro dos Juízes, poderá ter o aproveitamento de tirar para você boas mensagens espirituais: sobre o fracasso humano e a misericórdia e libertação divinas e sobre o poder da oração que, nas emergências, se converte em verdadeiro clamor a Deus.
Essa é a radiografia. Agora, a posse completa é com você. É só ler, na sua Bíblia, o livro de Juízes.

Valdeci Júnior
Fátima Silva

quarta-feira, 13 de março de 2013

RECADO FINAL - Josué 22-24


No momento em que sentei para pensar o que iria comentar sobre a leitura de hoje, eu estava viajando, depois de ter participado de um belo acampamento de jovens cristãos que aconteceu em um lugar bem retirado, longe da minha casa. Para ser mais exato, foram 16 horas de viagem, incluindo avião.
Você sabe que os cristãos têm o costume de, na época do carnaval, sair para algum lugar retirado, para fugir da bagunça que acontece na cidade e, ao mesmo tempo, aproveitar o tempo para enriquecer o relacionamento com Deus e o relacionamento com os amigos?
Fui a um lugar assim. Na realidade, fui para dirigir o acampamento de verão e fazer as palestras devocionais. Para mim, quando dirijo um acampamento assim, o momento mais forte é o da última palestra, no último dia. É interessante, pois sinto uma alegria muito grande pelo senso de missão cumprida, mas, ao mesmo tempo, uma tristeza bem marcante, pelo fato de que o acampamento está acabando e preciso me despedir dos acampantes a quem me apeguei e me ensinaram tanto. Nesse momento de sentimentos mistos, aproveito a oportunidade para dar o meu recado final.
Você quer saber como é? É só pensar na força dessa expressão: RECADO FINAL. Como deve ser um recado final? Imagine que você tivesse a responsabilidade de, em um lugar deserto, desprotegido, longe da civilização moderna, para onde Deus tenha conduzido Seu povo, para ficarem acampados, perante homens, mulheres e crianças, longe das influências pagãs e, ao mesmo tempo, necessitados de serem educados nos mais nobres assuntos, inclusive espirituais e de preparo para a vida eterna, ser o seu líder espiritual: a pessoa que guiaria essas pessoas. O que faria? Ao se colocar perante esse povo para despedir-se e dar o recado final, o que você diria? Pense: dois milhões de pessoas olhando para você, esperando para saber quais seriam suas últimas e mais importantes palavras...
O acampamento que dirigi não tinha dois milhões de pessoas. O retiro de verão onde fiz as palestras foi bem mais simples que o acampamento do pastor da nossa leitura de hoje. Nesse lugar, o clima era esse que descrevi acima. E a responsabilidade daquele pastor era muito séria. Seu recado seria muito importante, mas não seria apenas para dois milhões de pessoas. Espero que você seja esperto o suficiente para conseguir participar desse recado final também. Quer saber o endereço do acampamento? Então, abra o seu guia de acampante em Josué 22-24, porque o recado é tão importante que se tornou um trecho das Escrituras eternas de Deus para que, através dele, você seja salvo.
Aproveite a oportunidade!


Valdeci Júnior
Fátima Silva

terça-feira, 12 de março de 2013

SEMPRE AO SEU LADO - Josué 18-21


Ao fazer a leitura de hoje, você perceberá que as coisas que aconteciam na vida do povo eram grandes cumprimentos das promessas que já haviam sido feitas. Deus sempre cumpre as promessas? Às vezes, pode até parecer demorado, como uma história que aconteceu na Romênia.
Havia um cidadão romeno, que sempre dizia ao filho:
- Filho, haja o que houver, sempre estarei ao seu lado.
Naquela época, aconteceu um terremoto muito grande, que arrasou muitas das construções. Aquele cidadão estava na estrada, longe do seu filho. Imagine como deve ter ficado o coração desse pai! Ele foi direto à escola onde o filho estudava. Quando chegou lá, ficou decepcionado. A escola estava totalmente destruída.
Aquele homem foi tomado de uma tristeza tão grande, que na cabeça dele ficavam latejando aquelas palavras: “Filho, haja o que houver, sempre estarei...”
Ele não podia acreditar. Teorizou isso tantas vezes, mas agora, na hora da morte, ele não pudera cumprir a promessa. Seu coração estava dilacerado.
Ele ficou andando por cima dos entulhos até descobrir a altura do local onde tinha sido a sala de aulas do filho. Desesperado, começou a cavar com as próprias mãos. Com um enorme peso na mente, ficava repetindo aquelas palavras da promessa: “Haja o que houver, sempre estarei ao seu lado.”
Outros pais chegaram, até bem intencionados, e tentavam afastá-lo, dizendo:
- Amigo, vai pra casa. Não adianta, não sobrou ninguém.
E ele, decidido, respondia:
- Você vai me ajudar?
Ninguém o ajudava. Pouco a pouco, todas as pessoas iam se afastando. E não adiantava tentar convencer aquele homem. Desesperado, cavando com as mãos, repetia a mesma frase.
A polícia, parentes e até os bombeiros tentaram convencê-lo de parar com aquela loucura, mas não adiantou. Ele continuou por 30 horas.
Aí, depois de trinta horas, quando afastou uma enorme pedra, sempre repetindo aquela frase: “Filho, haja o que houver, sempre estarei ao seu lado”, então ouviu:
- Papai! Estou aqui!
- Filho, você está bem?
- Estou. Mas tenho sede, fome e estou com medo.
Impressionante! Aquele pai conseguiu, contra tudo e todos, encontrar seu filho ainda vivo, além de mais 14 crianças sobreviventes, as quais até os bombeiros já tinham dado por mortas.
O filho teve toda essa força de sobrevivência devido à promessa: “Filho, haja o que houver, sempre estarei ao seu lado.”
Deus também sempre cumpre Suas promessas. Creia que o Senhor, o seu pai, é o pai mais amoroso e fiel do mundo. Ele nunca desiste dos Seus filhos. Sua promessa para você é: “Filho, haja o que houver, sempre estarei ao seu lado.”
Deus é apaixonado por você!


Valdeci Júnior
Fátima Silva

segunda-feira, 11 de março de 2013

SE DEUS QUISER... - Josué 14-17


O povo que Moisés tinha tirado do Egito estava viajando em direção à terra de Canaã, que ficava do lado Oeste do rio Jordão. Essa seria a posse deles. As terras a oeste do Jordão eram realmente a conquista do povo israelita. Em Josué 14, o líder do povo começa a divisão oficial da posse que aquele povo de Deus estava recebendo. Estou destacando esse detalhe, porque achei algo muito interessante nesse capítulo. Encontrei várias alusões, repetitivamente, parecendo não querer passar batido sobre a explicação de que aquilo que eles estavam conquistando não era uma consequência do que mereciam. Contando as alusões diretas e indiretas, só nesses 15 versos, 13 vezes o autor faz questão de colocar a pessoa, ação e responsabilidade de Deus bem no centro do cenário. Ele era o responsável por aquela conquista. Ao Senhor, seja dada toda honra e glória! Amém!
Quando recebe uma bênção, quem você diz que lhe deu? Veja o que está escrito em Tiago 4:13-15: “Ouçam agora, vocês que dizem: Hoje ou amanhã iremos para esta ou aquela cidade, passaremos um ano ali, faremos negócios e ganharemos dinheiro. Vocês não sabem o que lhes acontecerá amanhã! Que é a sua vida? Vocês são como a neblina que aparece por um pouco de tempo e depois se dissipa. Ao invés disso, deveriam dizer: Se o Senhor quiser, viveremos e faremos isto ou aquilo.” Esse é um conselho inspirado e sábio.
Já ouviu alguém perguntar: “Você vai lá em casa amanhã?” E o interlocutor responder: “Se Deus quiser.”? Ou então, alguém expressando uma expectativa, um sonho, uma ansiedade, diz mais ou menos assim: “Se Deus quiser, pretendo fazer aquilo...” Essas expressões vêm de contextos bíblicos, como o da instrução de Tiago e o do comportamento dos israelitas.
É como Augusto Cury escreveu: “Quando o homem explorar intensamente o pequeno átomo e o imenso espaço, e disser que domina o mundo, quando conquistar as mais complexas tecnologias e disser que sabe tudo..., terá tempo para se voltar para dentro de si mesmo. Nesse momento descobrirá que aconteceu um grande erro. Qual?... Descobrirá que se tornou um gigante da ciência, mas que é um frágil menino que não sabe navegar nas águas da emoção e que desconhece os segredos que tecem a colcha de retalhos da sua inteligência. Quando isso ocorrer, algo novo acontecerá. Ele encontrará pela segunda vez a sua maior invenção: a roda. A roda? Sim, só que dessa vez será a roda da emoção. Encontrando-a, ele percorrerá territórios pouco explorados e, por fim, encontrará o que sempre procurou: o amor, o amor pela vida e pelo Autor da vida.”


Valdeci Júnior
Fátima Silva

Quer Saber o Que Penso?

Quer saber o que penso? Ouça, diariamente, o "Por Dentro da Bíblia", em toda a rede nacional da Rádio Novo Tempo, às 2h e às 14h, http://novotempo.com/radio/programacao/ .
Pense "Bíblia". Pense biblicamente. Pense Radio Novo Tempo.

Um abraço,

Valdeci Júnior.

domingo, 10 de março de 2013

21 DIAS DE PODER



Preparando a Igreja Para Buscar e Salvar o Perdido


Santa Convocação


Estamos às portas de um dos momentos históricos mais fortes da nossa experiência como frequentadores desta igreja. Nas próximas semanas, a dimensão cósmica se comportará de forma inédita, e só teremos a vitória se travarmos a batalha dos joelhos. Trata-se de um tempo onde não é mais possível ficar em cima do muro. Logo, você está sendo desafiado a ser radical. A partir deste domingo 10 de março (hoje, já aconteceu), venha, todas as madrugadas, às 5h29min, para a igreja. Vamos orar! Vamos vencer! Serão 21 dias de poder preparando a igreja para buscar e salvar o perdido, pois a promessa do Senhor é: “E se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e buscar a minha face e se converter dos seus maus caminhos, então eu ouvirei dos céus, e perdoarei os seus pecados, e sararei a sua terra” (2Crônicas 7:14). Pegue o seu material com o irmão Sérgio Almeida e vamos buscar ao Senhor, pois “em Deus faremos proezas!” (Salmo 60:12).


Pr. Valdeci Jr.
Igreja Adventista Central de Caxias do Sul
Comunidade Nova Esperança de Caxias do Sul

A ESCOLHA DO COMPANHEIRO DE VIDA - Josué 01-13


Lendo “Josué”, pode-se perceber que não era aceitável que israelita algum se unisse em casamento com qualquer pessoa daquela terra que eles estavam conquistando. Isso era uma preocupação preventiva quanto às possíveis violações matrimoniais que poderiam surgir dentro de um casamento. E como essa ainda é uma preocupação válida, pensemos sobre algumas questões importantes na escolha do companheiro de vida.
H. Jackson Brown Jr. - escritor, compositor e artista – deu um presente para o filho um caderno com centenas de ideias e sugestões que havia anotado no decorrer de sua vida. Dentre essas instruções, havia uma que dizia: “Escolha muito bem o seu cônjuge. Dessa decisão única resultarão 90% de toda sua felicidade ou de toda a sua desgraça.” Que verdade!
Geralmente, escolhemos alguém por um ou mais dos seguintes motivos: a)Alcançar uma vida cheia de significado; b)Satisfazer nossas próprias necessidades de amor, aceitação, segurança, reconhecimento e interação; c)Ter alguém com quem compartilhar, com quem desenvolver-nos social, física, intelectual e espiritualmente.
Mas será que os nossos motivos estão certos?
O que levamos em conta ao escolher? A beleza, as experiências, as necessidades, as metas pessoais, os princípios religiosos e a escala pessoal de valores? E para se conhecer?
Pergunto isso porque, emocionalmente comprometidos, temos a tendência de não olharmos de maneira honesta para nós mesmos e para quem estamos amando. Temos medo de descobrir as coisas desagradáveis. No entanto, é imprescindível identificarmos nossos pontos fortes e fracos se quisermos ter sucesso ao escolher e se ajustar com quem casar.
Portanto, se você ainda não escolheu o companheiro da sua vida:
a) Se avalie;
b) Avalie a pessoa com quem quer se casar;
c) Veja até onde vai o respeito;
d) Estude os efeitos das suas possíveis reações.
Se você já é casado, quero propor para o seu casamento um relacionamento que vai além da entrega de uma pessoa à outra. Trata-se de uma relação compartilhada a três. Sim, você compartilhando a pessoa que você ama com uma terceira pessoa: Deus.
Se um casal deseja ter unidade entre si, deve buscar também a união com Deus. Algumas formas de fazer com que o relacionamento com Deus seja real na relação a dois é através da devoção pessoal, da oração, da participação nas atividades da igreja e da coerência em viver a prática do cristianismo que professa.
Quem aceita a direção divina em seus planos e ideais consegue constituir uma família harmoniosa e que valerá a pena, para a sociedade e para as gerações futuras.
Deus se preocupa com o bem-estar do ser humano, inclusive o seu. Ele é o mais interessado na sua felicidade.


Valdeci Júnior
Fátima Silva

sábado, 9 de março de 2013

Boletim Informativo da Igreja Central





“FÉRMULA” - Josué 05-08


Você sabe como o povo de Israel iria conquistar a grande e poderosa cidade de Jericó? Tentar explicar isso seria tolice. Por isso, eles não teorizaram. Eles agiram conforme os comandos de Deus. Arriscar explicar um milagre é uma das maiores idiotices que um ser humano pode fazer. Se tenta explicá-lo, supõe-se que acredita que algo aconteceu de forma muito grandiosa. E se é milagre, veio de Deus. Mas o problema é que a pessoa se esquece que essa palavra significa exatamente algo que não seja explicável, porque se fosse explicável não seria milagre. “Milagres”: não se explicam, se aceitam. Então, de forma irônica e contraditória, quem tenta explicar um milagre está perdendo seu tempo porque está tentando explicar uma coisa que supostamente não existiria. Isso seria um tipo de loucura, concorda?
Uma contradição maior ainda é alguém que se diz cristão fazer algo assim. Afinal, se ele quer dar explicação para o que Deus fez de maneira milagrosa, tomando uma atitude de dizer que milagres não existem, está dizendo que Deus não existe. Ou, se o suposto deus de um cristão assim não é capaz de realizar milagre, então não é Deus. Para um cristão desse tipo, seria mais coerente se decidisse logo ser mais honesto com suas próprias ideias, sendo um ateu.
Encontrei uma maluquice dessas na Revista Bíblica de julho e agosto de 2007, em um artigo escrito por Ariel Alvarez Valdés. Com todo respeito à pessoa dele, fiquei com dó do conteúdo que esse camarada tentou colocar nessa revista, logo quando li o título: “Como caíram as muralhas de Jericó”. É impressionante como uma pessoa que se diz religiosa aventura-se a responder uma pergunta dessas. É só conhecer o livro de Hebreus para conhecer o porquê. Em Hebreus 11:30, encontramos a explicação bíblica da queda dos muros: “Pela fé caíram os muros de Jericó”.
E alguém pode questionar: “Ah, pastor! Então você está querendo acreditar numa fé cega?” Acho essa expressão (“fé cega”) uma das piadas mais insanas, sem sentido e desprovidas de inteligência que já vi na minha vida! Usar a suposta expressão “fé cega” para querer dizer que determinada atitude não seria inteligente ou plausível é estultice. O maior intelectual da Bíblia, o apóstolo Paulo, no mesmo capítulo onde explica a fórmula da queda dos muros de Jericó, também explica o que é fé. “Ora, fé é a prova das coisas que não vemos” (Hebreus 11:1). Será que alguém ainda deseja questionar que crer em milagre é ter a ignorância de uma fé cega? Desculpe, mas que questionamento mais sem sentido!
A fé é como o milagre: não se explica, se aceita.


Valdeci Júnior
Fátima Silva

sexta-feira, 8 de março de 2013

JOSUÉ? - Josué 01-04


Nesta postagem de hoje, quero apresentar a você um grande homem. Seu nome é Josué. Ele foi o sucessor de Moisés e tem seu próprio livro na Bíblia que leva o seu nome. Esse é um dos grandes livros da Bíblia! Não em tamanho, mas na grandeza que a mensagem dele apresenta. Na verdade, Josué também foi um gigante. Não no tamanho físico, mas gigante no sentido da força, coragem, virtudes corretas e como instrumento poderoso nas mãos de Deus.
Estou fazendo essa apresentação porque começamos hoje a leitura do livro de Josué em nosso plano anual de ler a Bíblia. Como iremos ler esse livro, compensa saber alguns detalhes básicos, como exemplo, sobre quem teria escrito esse livro. Reposta fácil?
É. Provavelmente o autor tenha sido o próprio Josué. O tema principal do seu livro é falar da conquista e da divisão da terra de Canaã. Pelo fato de o livro falar bastante sobre conquistas, há muitos teólogos que dizem que o pensamento-chave desse livro está em Josué 1:8-9: versos que transmitem a ideia de como obter êxito nas lutas da vida.
Mas se fizermos um resumo, talvez em forma de esboço, do livro de Josué, fazendo uma análise histórica, podemos dividir o livro em sete partes:
1ª parte – capítulos 1-5: fala da invasão da terra;
2ª parte – capítulo 6: aborda sobre a queda de Jericó;
3ª parte - capítulos 7-8: descrevem tanto a batalha em Ai quanto o que aconteceu com o povo de Israel na região dos montes Ebal e Gerizim;
4ª parte – capítulo 10: descreve a conquista do sul;
5ª parte - capítulos 11-12: continua falando de conquista, mas dessa vez é a conquista do norte. Também fala da lista dos reis mortos;
6ª parte - capítulos 13-22: conta sobre a divisão da terra, a designação das cidades de refúgio;
7ª parte - capítulos 23-24: contém as palavras de despedida de Josué e a descrição do que aconteceu por ocasião da sua morte.
Mas a lição principal é o ensino de que a certeza do cumprimento dos propósitos divinos realmente existe. Podemos ter a segurança de que Deus está no controle.
Se observarmos atentamente, veremos que existem muitos “tipos” estabelecidos no livro de Josué. Por exemplo: existe uma concepção comum de que a travessia do Jordão representaria a morte e, Canaã, o Céu. Como sabermos a veracidade de interpretações assim? Tais tipologias merecem nossa atenção quanto ao seu cumprimento ou não.
Deus cumpriu Sua vontade na vida de Josué por escrever essa história tão linda. Ele pode cumprir Sua vontade na sua vida também. Abra o seu coração e aceite os desígnios de Deus!

Valdeci Júnior
Fátima Silva

quinta-feira, 7 de março de 2013

SUA VIDA É IMPORTANTE - Deuteronômio 32-34


Que tipo de lugares costumamos visitar quando estamos de férias? Bem, vamos às lojas para fazer compras ou, se não tiver dinheiro para, pelo menos, ver os produtos. Também vamos à praia, serra, beira de um rio ou então para algum outro lugar de retiro, como uma chácara, fazenda, sítio. Para onde mais? Existem aqueles que podem e gostam de conhecer lugares novos, há os que passeiam...
Ah, mas eu estava esquecendo, talvez, do mais importante: a casa dos amigos e parentes. Esse não é um ótimo lugar para ir? E por falar em casas de parentes, quando saio férias, costumo visitar muitos parentes. Porém, no meio da agenda de visitar a casa de um e de outro, tenho uma parada obrigatória. Parada no cemitério! É isso mesmo que você leu. O cemitério que fica na terra dos parentes é um lugar importante, porque é ali onde estão as sepulturas de algumas pessoas que são importantes para mim. Ir lá, lembrar-me daquelas pessoas, conversar um pouquinho sobre elas, rever suas tumbas, tirar uma foto, fazer uma filmagem, refletir um pouquinho sobre a vida e fazer uma oração, agradecendo a Deus pela minha vida, é uma parada obrigatória. As férias e a vida não são compostas só de festejos regateiros. Esses momentos reflexivos fazem parte também.
A leitura de hoje mostra que quando o povo de Israel estava saindo de férias, entre canções festivas e pronunciamento de bênçãos, eles tiveram uma parada obrigatória. Aliás, duas paradas. O texto parece que quebra a sequência, bruscamente, para falar da morte de Moisés. E o interessante é que no relato bíblico de hoje, fala duas vezes da morte dele. Por quê?
Talvez eu não saiba exatamente o porquê principal disso, mas sei que a morte de Moisés não foi um assunto secundário, não foi algo passageiro na mente de quem escreveu a Bíblia. Ela foi tão marcante, que a Bíblia praticamente chega a redundar o relato. Para mim, é como se eu estivesse andando de carro, de férias, numa boa, passeando, feliz da vida e, de repente, parasse em frente ao cemitério. Daí alguém perguntaria: “Mas é hora para isso, em plenas férias?” Eu responderia que sim, que é muito importante pra mim, pois trata-se da perda e da memória de alguém que é muito importante.
É assim que Deus considera Seus filhos, que se dedicam a trabalhar para Ele e entregam a vida nas mãos dEle. São muito importantes, a ponto de tratar do seu nome com respeito até depois que a vida acaba. Porque, um dia, na eternidade, a vida vai continuar numa importância maior ainda.


Valdeci Júnior
Fátima Silva

quarta-feira, 6 de março de 2013

HUM? - Deuteronômio 29-31


Desde que me entendo por gente, minha família segue a Deus. Cresci, desde pequeno, indo à igreja todos os finais de semana, participando da escolinha bíblica para os menores, fazendo culto familiar em casa todos os dias, vendo meus pais pregarem o evangelho, assistindo a conversas bíblicas. Sendo assim, acostumei-me a respirar esse ar evangélico, a conversar sobre coisas da igreja, da Bíblia e sobre Deus.
E você sabe que toda criança é cheia de perguntas, né? Aquelas com as quais a criança bombardeia o adulto. “Por que isso? Por que aquilo?”
Isso é normal, pois a criança não veio ao mundo sabendo das coisas. Quando se depara com um monte de novidades, ela quer entender. Agora, uma criança que é criada em uma casa onde se fala de Deus, constantemente, muitas das perguntas também serão relacionadas a Deus. “Pai, por que eu tenho que chamar a Deus de pai também?” “Mãe, por que Jesus não frequentava a escola?” “Como a gente vai ser quando chegar no Céu?” E, por aí vai... Não sei se é porque eu deixava meus pais, tios, líderes da igreja, pessoas mais velhas, professores, todo mundo tonto com tantas perguntas, que muitas vezes eu ouvi a mesma resposta: “Deuteronômio 29:29.”
Você já viu o que está escrito lá? “As coisas encobertas pertencem ao Senhor, o nosso Deus, mas as reveladas pertencem a nós, e aos nossos filhos, para sempre, para que sigamos todas as palavras desta lei.” Ou seja, o que não está encoberto, a nós pertence, mas o que está encoberto, ao Senhor pertence. E ponto final. Isso queria dizer que, se não tinha explicação para alguma coisa, era porque Deus não queria dizer, e isso era um segredo dEle, o qual a gente não devia perscrutar. Então, eu pensava: Está bem. Se Deus quer assim, vou discutir o quê?
Com o passar do tempo, à medida que fui crescendo, estudando e ampliando minha visão de mundo e meu acervo de informações, descobri algo que não sabia se era muito triste ou muito bom: tinha muita coisa que antes eu não pensava que estaria revelada, mas que na realidade estava sim. Na prática, já tinha perguntado sobre tal assunto e tinha recebido a resposta “Deuteronômio 29:29”, isto é, só Deus sabe, não temos como saber. Mas descobri que tinha como saber. O que eu não sabia antes era por pura ignorância.
Então, Deuteronômio 29:29 estava com problemas? Não! O problema era usá-lo de maneira errada. Não devemos nos conformar com a ignorância. Aprendi que esse verso não pode servir como uma desculpa esfarrapada para a ociosidade da pesquisa. Não escudemos nossa ignorância!  


Valdeci Júnior
Fátima Silva

terça-feira, 5 de março de 2013

“ESCOLHAS ESCOLHIDAS” - Deuteronômio 26-28


Hoje, resolvi escrever o comentário com um objetivo muito claro em mente: pedir que você ore. Por favor, ore por mim, Valdeci Junior, pela minha esposa (que é co-autora destes textos), pela Sala do Pastor (este blog) e por esse ministério da leitura diária da Bíblia inteira em um ano. O objetivo da oração é para que esse ministério continue sendo uma bênção na vida de muitas pessoas.
Peço isso, porque eu estava com a Bíblia aberta em Deuteronômio 26-28, pronto para fazer o comentário, quando recebi uma ligação telefônica. Falei com a irmã Enoi. Ela é uma telespectadora do canal da esperança, que ligou para cá para pedir oração. Essa irmã estava chorando muito porque o casamento dela está à beira do divórcio e queria que orássemos por isso.
Daí, perguntei a ela: “Mas minha irmã, a senhora aceita que a vontade de Deus seja feita em sua vida?” Veja bem que essa não é uma pergunta fácil de responder. Existem muitos cristãos que oram, mas que não querem que a vontade divina prevaleça. Tem gente que pedi “isso” e “aquilo” para Deus, e ponto final. Agir assim é escolher a maldição. Afinal, o que devemos escolher é deixar que Deus faça a vontade dEle na nossa vida.
Fazendo a leitura que apresenta bênçãos e maldições, ouvi da irmã Enoi: “Pode orar nesse sentido por mim, pastor, para que Deus faça a vontade dEle na minha vida, ainda que eu sinta dor.”
Que lindo! Que atitude cristã mais bonita. Baseado no livro de Deuteronômio, disse-lhe: “Pode até ser que venha a doer, minha irmã, mas será por pouco tempo, porque o livro de Deuteronômio mostra que na vida de alguém que escolhe seguir o que Ele pede, Ele transforma a maldição em bênção. “Fique tranquila! Sei que o divorcio é uma desgraça, mas se a senhora escolhe que a vontade de Deus seja feita, Ele cumprirá a promessa de que onde se espalha o pecado, a graça se espalha muito mais. Continue fazendo a escolha certa!”
Então, ela disse que era por isso que escolheu assistir ao canal da esperança, ouvir a voz da esperança.
É! Temos muitas opções neste mundo. Mas qual é a que você escolhe? Assistir a uma mídia que fale de Jesus ou alguma coisa que destrua seu caráter? Ouvir uma rádio que fale de Jesus, ver um site que fale de Jesus, assistir uma tevê que fale de Deus, ler literaturas que falem de Deus? Isso é escolher a bênção. Porque a semente do seu amanhã são as atitude que você toma no dia de hoje. O seu futuro é a colheita do tempo presente. Pense nas suas escolhas.



Valdeci Júnior
Fátima Silva

segunda-feira, 4 de março de 2013

EXERCÍCIO BÍBLICO - Deuteronômio 24-25


Hoje, quero propor um exercício bíblico para você. Você aceita? Então anote aí. A leitura bíblica, que você vai ler individualmente na sua Bíblia, com oração e coração aberto, é o relato de Deuteronômio 24-25.
Nesses capítulos há diversas leis. A princípio, é uma porção de regras para o povo nômade do deserto, lá do Israel Antigo, sobre como deviam se comportar. Parece que não tem muito a ver conosco. Mas é por isso que proponho esse exercício para você ver como esse texto ainda precisa ser lido por nós.
Então, faça o seguinte: pegue três canetas ou marcadores de texto, de três cores diferentes, para você sublinhar aí na sua Bíblia, três categorias diferentes de textos e classificar as regras. Na borda da folha da Bíblia, você fará uma legendinha para identificar o que vai significar cada cor. Por exemplo: você faz uma bolinha vermelha, e na frente escreve: “regras que ainda são válidas”. Depois, faz uma bolinha laranja e, na frente, escreve: “regras cujos princípios ainda são aplicáveis”. Com a caneta verde, você faz a bolinha e escreve: “regras cujos significados eu não entendi”. Se você não tiver três canetas de cores diferentes, pegue uma folha de papel, divida em três colunas e coloque essas legendas nas colunas: “regras que ainda são válidas”, “regras cujos princípios ainda são aplicáveis”, “regras cujos significados eu não entendi”.
Daí, você vai fazer sua leitura, procurando classificar cada regra que você encontrar, de acordo com esses critérios. Entendeu? Por exemplo, no capítulo 24:14, está escrito: “Não se aproveitem do pobre e necessitado.” Essa é uma regra que ainda é válida, concorda? Então você vai classificar desse modo. Mas, na mesma leitura de hoje, no mesmo capítulo 24:8, diz: “Nos casos de doenças de lepra, tenham todo o cuidado de seguir exatamente as instruções dos sacerdotes levitas.” Porém, nos dias atuais, não existem mais os sacerdotes levitas ao nosso acesso. Essa regra não tem mais como ser cumprida, concorda? Mas penso que poderia ser reescrita assim: “Em caso de doença de lepra, tenha todo o cuidado de seguir exatamente as instruções do médico e os conselhos de saúde da igreja.” Sendo assim, essa é uma regra cujo princípio ainda é aplicável. Está aí outra classificação.
Ainda terá aquelas que você não conseguirá encaixar como regra que ainda seja válida, nem como regra cujo princípio ainda seja válido, porque você não a entenderá. Não se preocupe, aí é que começa a oportunidade de pesquisa. Pesquise em diferentes versões bíblicas, em autores diferentes que comentem o assunto ou escreva para nós. Seja um pesquisador bíblico. Você ganhará muito com esse exercício, ok?


Valdeci Júnior
Fátima Silva


domingo, 3 de março de 2013

JUSTIÇA SEJA FEITA - Deuteronômio 21-23


Aparício Lamounier Vilela, de Campo Belo, Minas Gerais, foi condenado e preso em 1927, acusado de ter matado seu próprio tio. Ele protestava, dizendo que era inocente, mas não era isso o que a Justiça apontava. Quatro anos depois, os bens de Aparício, em sacrifício financeiro de sua própria família, foram leiloados pela justiça para indenizar a família do assassinado. Como o acusado continuava alegando sua inocência e sua família o apoiasse, o sistema judiciário continuou sendo procurado para rever o caso, por muitos anos. Mais de duas décadas se passaram e a promotoria mantinha sua posição. Mas, em 1952, o fazendeiro Saturnino Vilela Filho resolve confessar sua responsabilidade pelo assassinato. A Justiça foi obrigada a reconhecer que estava errada.
Mas se era “justiça”, como poderia ser errada? Como um sistema que fez com que um homem inocente perdesse metade de sua vida no isolamento, separação, humilhação e vergonha, poderia ser chamado de “justiça”? Como reparar um erro tão grande?
A verdade é que o ser humano, por mais que tente ser justo, é muito falho. Assim como um educador passa muito trabalho com uma criança que é indisciplinada, na leitura de hoje, encontramos Deus em um grande empenho para ajudar Seus filhos a ter um pouco de disciplinas em suas leis. Leia Deuteronômio 21-23 em uma versão moderna da Bíblia, como a Nova Versão Internacional ou a Nova Tradução na Linguagem de Hoje. Você perceberá que um grande número, senão a maior parte daquelas regras ainda são aproveitáveis para nós, em pleno século XXI. Talvez não a regra exatamente no seu sentido restrito, mas o princípio que se aplica por trás dela.
Apesar do fato de que existe tanta maldade entre os seres humanos, Deus tem um profundo interesse em ajudar o homem a acertar na vida. Desde os tempos antigos, Ele age assim. Veja esse reflexo da leitura de hoje: “...o Senhor, o seu Deus, não atendeu a Balaão, e transformou a maldição em bênção para vocês, pois o Senhor, o seu Deus, os ama (Deuteronômio 23: 5).”
Isso é para você também. Deus quer que a justiça seja feita na sua vida. Portanto, leia a Bíblia, pois foi Seu próprio Autor quem disse que felizes são aqueles que têm fome e sede de justiça. E é na Palavra de Deus que nós a encontramos. O meu desejo é que, assim como era para acontecer naquele antigo Israel, que aconteça na sua vida também: que a justiça seja feita. E para que ela lhe seja boa, trilhe nos caminhos justos.
Faça o que é certo, porque é certo e deixe o resto com Deus!



Valdeci Júnior
Fátima Silva

sábado, 2 de março de 2013

Boletim Informativo da Nossa Igreja






O ESPIRITISMO NÃO ESTÁ ESCRITO - Deuteronômio 18-20


O programa de televisão “Está Escrito”, veiculado na TV Novo Tempo e em outros canais também, é um programa cristão evangélico, que acredita no que está escrito na Bíblia, conforme a interpretação bíblica correta. Certa vez, na TV Band, o programa se deparou com algo interessante: o espiritismo, cujo manual cardecista parece ser uma explicação da Bíblia, principalmente do texto evangélico. Isso aconteceu em uma entrevista que a equipe de produção e o apresentador fizeram a um ex-espírita, o Dr. Maurício Braga, que se converteu à fé bíblica.
Os entrevistadores questionaram ao advogado: “A que conclusões você chegou depois de haver comparado a Bíblia com a doutrina espírita?”
Essa pergunta mexe, de maneira muito séria, com o quarto pilar do espiritismo. O homem, que havia tido 16 anos de experiência com o espiritismo, respondeu: “Para o espiritismo, os médiuns são fundamentais, pois são os intermediários entre o plano espiritual, Deus e o homem. Então eu pensei: A Bíblia tem que falar alguma coisa sobre os médiuns, porque ela é um instrumento de consolo, de comunicação com Deus (ver Deuteronômio 18:10-14). Então, encontrei em Isaías, capítulo 8, uma afirmação muito forte: ‘Algumas pessoas vão pedir que vocês consultem os adivinhos e os médiuns, que cochicham e falam baixinho. Essas pessoas dirão: precisamos receber mensagens dos espíritos, precisamos consultar os mortos em favor dos vivos! Mas vocês respondam assim: O que devemos fazer é consultar a lei e aos ensinamentos de Deus. O que os médiuns dizem não tem nenhum valor.’ (versos 19 e 20 – NTLH).”
É impressionante como os falsos enganos que tentam nos desviar dos caminhos de Deus sempre existiram. Essa passagem que Maurício Braga citou, está na leitura de hoje. Nesse contexto, a preocupação bíblica é nos desviar do mal. Ela inicia falando dos embaixadores de Deus, faz a advertência contra os feiticeiros e os adivinhos, e já deixa bem claro que o povo de Deus poderia confiar nas promessas do grande profeta.
O texto termina falando de guerra. O resumo desse assunto é: vivemos em meio a um grande conflito cósmico, entre o bem e o mal. Nessa batalha, só temos como nos salvar se nos apegarmos ao grande profeta que é Jesus e ao que Ele deixou para nós, a Bíblia. O resto é balela.
Portanto, estude, questione, pesquise, vá a fundo, não dê ouvidos a qualquer doutrina espúria. Ore, ande na companhia de Jesus e veja se tudo o que for apresentado para você está conforme a Bíblia. Se estiver, pode seguir que dará certo. É por isso que, todos os dias, procuro chamar sua atenção para você fazer sua leitura bíblica. Meu desejo é ver você muito feliz!


Valdeci Júnior
Fátima Silva

sexta-feira, 1 de março de 2013

FESTAS INTELIGENTES - Deuteronômio 14-17


Penso que, participar de festa, em primeiro lugar, é bom estar bem de saúde, né? Para isso, vemos as dicas de saúde de Deuteronômio 14. Para participar de festa, também é importante estar com as finanças em dias, tanto para com Deus, quanto para com os credores. Fazer festa amontoado de dívidas é burrice. Aí é onde entra Deuteronômio 15. E toda festa inteligente não acontece só pela busca do prazer. Festa inteligente é aquele tipo de festa que comemora alguma coisa, é uma celebração. Nesses termos, cabe Deuteronômio 16. Isso nos ajuda a conseguir obedecer Deuteronômio 17, que nos pede: eliminem o mal do meio de vocês. Isso também é motivo de celebração.
E por falar em celebração, encontrei um texto muito interessante em uma leitura bíblica adicional preparada na Bíblia Devocional da Mulher (Editora Vida, pág. 226), que diz:
“O espírito de celebração encontra uma expressão natural em festas e reuniões, momentos de alegria e folia. Mas o espírito de celebração não precisa limitar-se às festas. Devemos nos regozijar no Senhor sempre. O espírito de celebração é para toda a nossa vida.
“Isto significa que a celebração se mostra nos pequenos momentos de graça como também nas brincadeiras indisciplinadas. Ela sorri em um gerânio à luz do sol sobre o peitoril da janela como também em um churrasco na praia. Ela suspira de satisfação por causa de uma tarefa humilde executada para a glória de Deus e se diverte com uma tarefa criativa completada. Ela reluz em um olhar compreensivo como também em uma solene festa de aniversário de casamento. Na maioria das vezes, as celebrações brilham na gratidão silenciosa porque Deus abençoou nossos lares e nossas vidas com o espírito da graça. Celebramos porque nossas vidas trasbordam de coisas pelas quais nos sentimos gratos, e porque Deus nos dá olhos para vermos como temos sido incrivelmente abençoados.
“Há tantas maneiras de celebrarmos os presentes de Deus em nossa vida e em nossos relacionamentos – e na pessoa dEle! Celebramos quando nos regozijamos com a beleza e quando trabalhamos para tornar nossa vida bela. Celebramos quando reservamos tempo para desenvolver a nós mesmos e à nossa família. Celebramos por meio de nossa disposição de partilhar, de amar uns aos outros, de crescer. E celebramos abrindo a nossa vida ao Senhor e deixando que o seu Espírito nos encha de encanto.”
Ao separar um tempo e lugar especiais para fazer a leitura bíblica diária, estamos fazendo nossa celebração. Comemoramos mais um dia que Deus nos dá, gastando tempo com Ele. Quem ama, gosta de passar tempo junto, relacionando-se. Celebre esse relacionamento todos os dias da sua vida!



Valdeci Júnior
Fátima Silva