sexta-feira, 11 de outubro de 2013

PROCUREM AS OVELHAS PERDIDAS - Mateus 14-16

Desta leitura, as palavras que mais chamaram minha atenção foram: “fui enviado... às ovelhas perdidas de Israel (Mateus 14:24). Isso lembra-me, também, Mateus 10:5-6. Leia em sua Bíblia, sobre a necessidade de procurar as ovelhas perdidas.
O pastor Ortberg fez um comentário inspirado a respeito desse tema tão importante dos ensinamentos de Jesus.
"Todo mundo tem um reino, num sentido bíblico. Seu reino pessoal é a pequena esfera em que aquilo que você diz acontece. Seu reino é o campo de domínio da força de vontade...
"Meu reino é o campo de domínio da minha força de vontade, onde as coisas acontecem da forma que desejo... Tudo bem, todos nós fomos criados para possuir um reino.
"Nosso reino está manchado pelo pecado. Na Terra, vamos unir todos os nossos pequenos reinos - o seu e o meu. Assim, interagirão e formarão reinos maiores. Formarão famílias, escolas, companhias, corporações e nações...
"Jesus disse que essa é a esfera, a sociedade, a comunidade que Ele chama de Reino de Deus, ou, às vezes, especialmente no Evangelho de Mateus, de Reino do Céu... Esse é o campo de domínio da vontade de Deus. Sempre que a vontade de Deus é colocada em prática, a esfera em que ela ocorre conta com a aprovação e o deleite de Deus. Tudo acontece exatamente do jeito que Deus deseja. Com que isso se parece? De todas as coisas que Jesus ensinou, esse era o tópico número um. Ele tentou deixar claro para as pessoas o que isso realmente significa.
"Vamos imaginar por um momento... uma sociedade em que as pessoas se preocupam constantemente em ajudar aqueles que se sentem solitários ou rejeitados para que se sintam incluídos e amados. Uma sociedade onde não há rancor, fofoca, crueldade e medo. Uma sociedade em que reina a criatividade e a bondade e onde habita o maior e mais alegre de todos os servos, o maravilhoso Deus e Pai de Jesus, que é adorado e honrado por toda eternidade pelo Seu infinito amor. Esse, Jesus disse, é o Reino de Deus e ele existe. Esse Reino está aqui neste momento...
"Essa foi a estratégia de Jesus... uma nova comunidade apoderada pelo Espírito, um modelo de estilo de vida totalmente alternativo para o mundo através do qual o Reino de Deus pode começar a transformar este mundo triste e escuro."
O evangelismo nada mais é do que falar de Cristo. Claro que não podemos falar de Jesus aos outros se não O conhecemos. Da mesma forma, testemunhar nada mais é do que falar a um amigo a respeito de seu melhor Amigo.




Valdeci Júnior
Fátima Silva


ESCOLINHA DE JESUS - Mateus 11-13

Um dos melhores livros que li no último ano da faculdade foi “A Pedagogia de Jesus”, de J.M. Price, - JUERP. Quando fui professor, precisei reler este livro. Anteriormente publicado sob o título “Jesus, o Mestre por Excelência”, esse livro é a resultante da vida de trabalho do professor Price: aulas de ensino religioso no Seminário do Sudoeste (EUA), palestras feitas para professores de escolas bíblicas denominacionais, reuniões de congressos e de convenções regionais de classes bíblicas e cursos intensivos. É claro que não trata-se de um livro que pretende ser uma apresentação exaustiva ou erudita de Jesus como mestre. O objetivo dele é extrair da vida e dos ensinos de Jesus aquelas verdades que possam dar aos professores melhor visão e maior estímulo em sua gloriosa tarefa de ensinar.
Penso que nosso estudo deve partir do sentimento de que os professores cristãos (e aqui incluo qualquer pessoa, que em qualquer nível e contexto, ensine algo da Bíblia a outro) são hoje efetivamente a maior força para o ensino e a prática do bem. Ensinar os conceitos bíblicos não é fácil.  Os professores de Ensino Religioso sabem muito bem disso. Eles, que laboram sob dificuldades e desencorajamentos mui fortes, para o bendito labor em que estão empenhados, precisam muito - e muito - de inspiração e de maior preparo. Mas qualquer de qualquer cristão espera-se o testemunho. E no testemunho eficaz estão subtendidos o ensino e o aprendizado.
E então, como ser um “ensinador” cristão? Sendo alguém que ensina como Cristo. E como era o ensino de Jesus? Sem teorizações, abra sua Bíblia em Mateus 11-13 e veja, na prática, o que rola na sala de aulas do Grande Mestre. “Quando acabou de instruir...”. O texto já começa assim. Jesus gastou dois terços do seu tempo ministerial ensinando. Ele gostava disso, e, com isso, influenciava. Este deve ter sido o motivo que levou João Batista, o seu primo, e professor precursor, a fazer uma pergunta para Jesus. Ele queria aprender de Jesus. Isto não diz nada a você? Claro que sim, não é mesmo? Então, venha curtir os ensinos do Messias, comigo.
Ele lamenta pelas cidades que não se arrependem dos seus pecados, e diz o porquê. Ele deixa claro sobre como é que os cansados podem encontrar repouso. Ensina também sobre porquê devemos guardar o sábado. Instrui sobre o servo escolhido de Deus, depois, da acusação que fazem contra Ele, deixa mais instruções ainda, como por exemplo sobre o sinal de Jonas. Por fim, deixa claro sobre quem são sua mãe e irmãos e conta sete parábolas.
Quer aprender tudo isto? Você já sabe como.


Valdeci Júnior
Fátima Silva


PROCUREM AS OVELHAS PERDIDAS - Mateus 08-10

"Jesus enviou esses doze homens, dando-lhes a seguinte ordem: 'Não vão aos lugares onde vivem os não-judeus, nem entrem nas cidades dos samaritanos. Pelo contrário, procurem as ovelhas perdidas do povo de Israel'" (Mateus 10:5, 6).
O pastor John Ortberg fez um comentário inspirado a respeito desse tema tão importante dos ensinamentos de Jesus.
"Todo mundo tem um reino, num sentido bíblico. Seu reino pessoal é a pequena esfera em que aquilo que você diz acontece. Seu reino é o campo de domínio da força de vontade...
"Meu reino é o campo de domínio da minha força de vontade, onde as coisas acontecem da forma que desejo... Tudo bem, todos nós fomos criados para possuir um reino.
"Nosso reino está manchado pelo pecado. Na Terra, vamos unir todos os nossos pequenos reinos - o seu e o meu. Assim, interagirão e formarão reinos maiores. Formarão famílias, escolas, companhias, corporações e nações...
"Jesus disse que essa é a esfera, a sociedade, a comunidade que Ele chama de Reino de Deus, ou, às vezes, especialmente no Evangelho de Mateus, de Reino do Céu... Esse é o campo de domínio da vontade de Deus. Sempre que a vontade de Deus é colocada em prática, a esfera em que ela ocorre conta com a aprovação e o deleite dEle. Tudo acontece exatamente do jeito que Deus deseja. Com que isso se parece? De todas as coisas que Jesus ensinou, esse era o tópico número um. Ele tentou deixar claro para as pessoas o que isso realmente significa.
"Vamos imaginar por um momento... uma sociedade em que as pessoas se preocupam constantemente em ajudar aqueles que se sentem solitários ou rejeitados para que se sintam incluídos e amados. Uma sociedade onde não há rancor, fofoca, crueldade e medo. Uma sociedade em que reina a criatividade e a bondade e onde habita o maior e mais alegre de todos os servos, o maravilhoso Deus e Pai de Jesus, que é adorado e honrado por toda eternidade pelo Seu infinito amor. Esse, Jesus disse, é o Reino de Deus e ele existe. Esse Reino está aqui neste momento...
"Essa foi a estratégia de Jesus... uma nova comunidade apoderada pelo Espírito, um modelo de estilo de vida totalmente alternativo para o mundo através do qual o Reino de Deus pode começar a transformar este mundo triste e escuro."
O evangelismo nada mais é do que falar de Cristo. Claro que não podemos falar de Jesus aos outros se não O conhecemos. Da mesma forma, testemunhar nada mais é do que falar a um amigo a respeito de seu melhor Amigo.



Valdeci Júnior
Fátima Silva


CARRERAS - Mateus 05-07

Ao fazer a leitura de hoje, demore-se em Mateus 5:44-46. E pense na história abaixo, que nem todos conhecem, mas, que nos leva a pensar se precisamos mesmo conviver com rivalidades.
Você se lembra desses três nomes: “Plácido Domingo”, “José Carreras” e “Luciano Pavarotti”? Deles, quero referir-me a dois, dos três tenores que encantaram o mundo cantando juntos.
Mesmo quem nunca visitou a Espanha, conhece a rivalidade existente entre os catalães e os madrileños, dado que os catalães lutam pela autonomia numa Espanha dominada por Madri.
Pois bem, Plácido Domingo é madrileño, e José Carreras, Catalão. E devido a questões políticas, em 1984, Carreras e Domingo tornaram-se aferrados inimigos. Sempre muito solicitados em todo o mundo, ambos faziam questão de exigir nos seus contratos, que só atuariam em determinado espetáculo se o adversário não fosse convidado.
Em 1987, apareceu a Carreras um inimigo muito mais implacável que o seu rival, Plácido Domingo: For surpreendido por um diagnóstico terrível: leucemia. Sua luta contra o câncer foi muito difícil. Ele submeteu-se a diversos tratamentos, a um transplante de medula óssea, além de uma mudança de sangue, que o obrigava a viajar mensalmente até aos Estados Unidos. Nessas circunstâncias, não podia trabalhar. Apesar de ser dono de uma fortuna razoável, os elevadíssimos custos das viagens e dos tratamentos, dilapidaram as suas finanças. Quando não tinha mais condições financeiras, teve conhecimento da existência de uma fundação em Madri, cuja finalidade era apoiar o tratamento de doentes com leucemia.
Graças ao apoio da fundação “Formosa”, Carreras venceu a doença e voltou a cantar. Voltou a receber os altos cachês que merecia, e resolveu associar-se à fundação. E foi ao ler os seus estatutos que descobriu que o fundador, maior colaborador e presidente da fundação era Plácido Domingo. Logo, soube que Domingo tinha criado a fundação para ajudá-lo e que ficara no anonimato para que ele não se sentisse humilhado ao aceitar o auxilio do seu “inimigo”.
Mas... O mais comovente foi o encontro de ambos. Surpreendendo Plácido Domingo num dos seus concertos em Madri, Carreras interrompeu a atuação deste, subindo ao palco e humildemente, ajoelhou-se a seus pés, pediu-lhe desculpas e agradeceu-lhe publicamente. Plácido ajudou-o a levantar-se e com um forte abraço, selaram o início de uma grande e bela amizade.
Mais tarde, uma jornalista perguntou a Plácido Domingo, porque criara a fundação “Formosa”, num gesto que, além de ajudar um “inimigo”, ajudava também o único artista que poderia fazer-lhe concorrência. Sua resposta foi curta e definitiva: “-Porque uma voz como aquela não poderia perder-se.”.
Se nobreza humana (história real) serve-nos de inspiração e exemplo, quanto mais então, deve servir-nos, a leitura de hoje?


 Um Abraço,

Valdeci Jr.

RABISCADANDO A BÍBLIA - Mateus 01-04

Estou com minha Bíblia aberta. Toda riscada, rabiscada e re-rabiscada. Bíblia bonita é bíblica assim. Ao mesmo tempo, um sinal de que já foi estudada, e uma fonte para um bom próximo estudo. Já estudei minha Bíblia algumas vezes. Pretendo continuar sempre. E quero compartilhar os meus estudos com você, para que você também cresça nos seus estudos. Portanto, transcrevo aqui, o que, em minha Bíblia, tenho anotado ao lado de alguns versos, dentro do trecho da leitura de hoje.
1:1 – “filho de Abraão”; Esta expressão é um cumprimento de Gênesis 22:18.
1:18; 20 e 21 – “Jesus Cristo”; “Espírito Santo”; Somando estas duas expressões ao conteúdo de João 3:16, temos, no evento da encarnação, a presença da trindade (ver também Lucas 1:35).
1:21 – A divindade de Jesus, encarnada. Esta encarnação foi para nos salvar do pecado.
1:22 – “para que se cumprisse” o que já estava escrito em Isaías 7:14.
2:5-6 – “Pois assim escreveu o profeta” Miquéias (5:2).
3:3 – “o Senhor [Jesus]”; Esta citação é de Isaías 40:3, por cujo original hebraico podemos ler Jesus como Jeová, atestando assim a sua divindade.
3:11 – “batizo com água”; Este “com” poderia ser traduzido também como “em”, “na”. Essa possibilidade da língua original ajuda a determinar que o batismo realmente é por imersão.
3:11 – “batizará com o Espírito Santo”; Em conexão com o batismo de Jess, mostra o quanto o batismo nas águas é sagrado, pois é seguido pelo batismo do Espírito Santo. Compare, em sequência, por exemplo, Atos 1:5 e 8 com Atos 3:8. Veja Colossenses 3:1-2: para ser batizado tem que mostrar os frutos.
3:13-17 – O Batismo de Jesus; Ele o fez para dar-nos o exemplo (compare com Mateus 28:18-20 e Lucas 3:21-22).
3:13-15 – Jesus se apresentou.
3:16 – O Espírito Santo deu cobertura.
3:17 – O Pai deu estímuilo.
Pelas três linhas acima, vemos a trindade unida em relacionamento funcional.
3:17 – “este é o meu Filho” é uma expressão cerimonial para entronação, que seria a função do ministério da vida de Jesus. Isto pode ser melhor entendido em comparação com Hebreus 5:5 e Salmo 2:7.
4:4 – “Está escrito: ‘Nem só de pão viverá o homem, mas de toda a palavra que procede da boca de Deus’ (cf. Deuteronômio 8:3)”. Compare este verso com 1Coríntios 10:16-17. No contexto da Santa Ceia, “comer a carne” é similar à Sua Palavra.
Fica aqui, então, algumas sugestões de rabiscos para sua Bíblia. Isto lhe será muito útil, não somente para o estudo de hoje, mas, principalmente, para estudos posteriores.
“Procure apresentar-se a Deus aprovado, como obreiro que não tem do que se envergonhar e que maneja corretamente a palavra da verdade (2Timóteo 2:15)”.


Valdeci Júnior
Fátima Silva


BOA IN-FORMAÇÃO - Revisão do Velho Testamento

Se você olhar para trás, para estes mais de 270 dias que já rolaram esse ano abaixo, como é que você consegue ver a sua vida? O que você fez? Leu o Antigo Testamento todo? E que impressão isso deixou na sua mente? Se você não leu, vou ilustrar o que quero perguntar, com outra fonte de conteúdo que costuma, diariamente, jogar informações para dentro da nossa mente. Refiro-me à mídia.
Na internet, normalmente, o jornal em que dou uma lida para atualizar-me é o “Estado de São Paulo”, por ter uma linha menos negativa, e mais neutra, o que já não é o caso da “Folha”. Não me demoro em ler notícias negativas; preferentemente as positivas. Costumo também ler, semanalmente, os jornais da minha cidade. Os noticiários locais também têm menos desgraças para contar.
Mas a triste realidade é a de que os órgãos de informação dão as notícias de forma segmentada, e conforme cada segmento, o colorido é diferente. Compare, por exemplo, a “Veja” com a “Exame”. Ambas, da mesma editora. Ambas, para trazer informação. Mas como são diferentes. Porque em cada uma se seleciona o que quer. A primeira tem uma determinada linha editorial “daquele” um jeito, enquanto que a outra apresenta informações de uma forma mais otimista.
Mas e qual é a mensagem mais oportuna de todas? Com qual mensagem devemos concordar. Falando em mídia, não posso deixar de elogiar aqui a Rádio Novo Tempo, é claro. Afinal de contas, é preciso selecionar, porque um fato com o qual, infelizmente, temos que concordar é o de que muito daquilo que é praticado na mídia diminui nossa capacidade de pensar e refletir sobre o que realmente é importante. Vende-se, constantemente, a mentira como se fosse verdade e fala-se da verdade como se fosse mentira. Inverte-se a realidade, desfocaliza-se, distorce-se, subverte-se. E nós continuamos a nos deixar seduzir por tanta desinformação.
Lembrei-me de que, recentemente, li um texto do sermão do monte que diz: “Se os seus olhos forem bons, todo o seu corpo será cheio de luz. Mas se os seus olhos forem maus, todo o seu corpo será cheio de trevas”. Você vai ler este verso em algum lugar da leitura que começaremos exatamente nesta época do ano: O Novo Testamento. Mas volto a perguntar: “como foi o seu ano até aqui?”. Você gastou tempo diário lendo a primeira linda metade da Bíblia? Se “sim” ou se “não”, que crescimentos isso trouxe-lhe, ou deixou de trazer? Pare! Reflita.
A melhor in-formação que você pode pôr para dentro de si é a Palavra de Deus.
Faça da Bíblia sua principal mídia! Aproveite!


Valdeci Júnior
Fátima Silva


“COMO UM REFINADOR E PURIFICADOR DE PRATA” - Malaquias

Hoje, dia três, quero estudar, com você, uma frase de Malaquias 3:3. Para nossa reflexão, trago aqui também uma pequena história ilustrativa. Mas antes, vamos ao versículo que trás a frase em questão. “Ele se assentará como um refinador e purificador de prata; purificará os levitas e os refinará como ouro e prata. Assim trarão ao SENHOR ofertas com justiça” (Malaquias 3:3).
Da mesma maneira que você está fazendo hoje, certa vez, um grupo de mulheres estudava o livro de Malaquias. E, ao se depararem com a frase acima, o estudo tomou um rumo inesperado. Pois, na realidade, elas depararam com um assunto do qual nada sabiam: “Ele se assentará como um refinador e purificador de prata...”.
Este verso as deixou intrigadas, pois elas não conseguiam entender seu significado. Parecia que aplicava-se ao caráter de Deus, mas como? Uma delas, porém, se ofereceu para tentar descobrir como se realizava o processo de refinamento da prata, até a próxima reunião.
O que ela fez? Entrou em contato com um ourives e marcou horário com ele. Não disse-lhe o motivo da sua curiosidade, mas, ainda assim conseguiu convencê-lo a deixá-la presenciar seu trabalho com a prata.
O homem colocou um pedaço do metal sobre o fogo e o aqueceu. Explicou que no processo de refinamento devia-se manter a prata no meio do fogo, onde as chamas eram mais quentes, de forma a queimar todas as impurezas.
Ela perguntou se era verdade que ele tinha que se sentar em frente ao fogo enquanto a prata estivesse sendo refinada. O ouvires respondeu que sim, pois tinha que ficar olhando o tempo todo para a prata, para evitar que ela fosse destruída pelo fogo.
A mulher, então, perguntou: “Como você sabe quando a prata já está purificada?”.
“Ah! é fácil, respondeu o ourives, quando eu vejo a minha imagem nela”.
Como Deus sabe, como o mundo pode saber, quando você já está purificado, meu amigo?
A resposta é fácil. É quando é possível ver a imagem de Deus em você.
O Senhor se dá ao trabalho de dar-lhe atenção exclusiva, para moldar-lhe o caráter. Imagine o grande ourives assentado, suando, concentrado, sem pestanejar, persistente, ansioso, perito, cauteloso, esperançoso, sem pensar em mais nada, concentrado no objetivo de transformar o que já é matéria-prima, em jóia preciosa: você. Mas não você como nasceu, um pecador. Não! Você como será, um justificado!
Diante disto, o que custa sentar-se também, como um leitor das escrituras, para hoje, terminar de ler o Antigo Testamento, e colaborar para a purificação desta prata preciosa de Deus? Faça-o, com a mesma dedicação de um ourives.


Valdeci Júnior
Fátima Silva


SIM! PODEMOS CRER! - Zacarias 12-14

De acordo com Mathew Henry, a profecia de Zacarias “é adequada para todos, porque seu objetivo é repreender por causa do pecado, anunciar os juízos de Deus contra o impenitente, e exortar aos que temem a Deus com as certezas das misericórdias que Deus tem reservadas para sua igreja, e especialmente da vinda do Messias, e o estabelecimento do seu reino no mundo”. Mesmo assim, há pessoas que descrêem, não somente do livro de Zacarias, bem como de toda a Bíblia. Portanto, hoje quero apresentar-lhe uma evidência de que a Bíblia é verdadeira, e de que as suas profecias se cumprem, realmente, através do estudo e um único detalhe profético. Vamos lá?
Texto de estudo: “E derramarei sobre a família de Davi e sobre os habitantes de Jerusalém um espírito [ou ‘o Espírito’] a de ação de graças e de súplicas. Olharão para mim, aquele a quem traspassaram, e chorarão por ele como quem chora a perda de um filho único, e se lamentarão amargamente por ele como quem lamenta a perda do filho mais velho ” (Zacarias 12:10).
Zacarias escreveu o texto acima por volta de 520 a.C. Nesta profecia messiânica, olhando para o futuro, o profeta descreve pelo menos duas coisas que viriam a ocorrer, em relação a Cristo.
1) “...aquele a quem traspassaram...”. Somada ao contexto, esta frase do profeta era uma predição de que, em sua morte, o Cristo, teria o seu lado perfurado.
2) “Olharão para mim... e chorarão... e lamentarão...”. E esta seria a descrição do que aconteceria com aqueles que perfurariam o lado do Messias.
E isto aconteceu?
O cumprimento profético: “Estas coisas aconteceram para que se cumprisse a Escritura: ‘Nenhum dos seus ossos será quebrado’, e, como diz a Escritura noutro lugar: ‘Olharão para aquele que traspassaram’” (João 19:36-37).
Meio milênio se passou, e no ano 31 d.C., e o primeiro item da profecia de Zacarias cumpriu-se. Ele não estava lá para ver, mas cumpriu-se, pois não era uma predição sua, e sim, de Deus.
Mas e o segundo item?
Ainda se cumprirá: “Eis que ele vem com as nuvens, e todo olho o verá, até mesmo aqueles que o traspassaram; e todos os povos da terra se lamentarão por causa dele. Assim será! Amém.” (Apocalipse 1:7)”.
Esta é uma evidência para que você continue dando crédito à Bíblia e ao que ela diz. Se as Escrituras Sagradas dizem que Jesus voltará, creia você ou não, Ele voltará. Porque a Sua vinda não depende da sua crença, mas da vontade de Deus.
Que naquele dia, você e eu possamos dizer: “este é o nosso Deus, a quem aguardávamos!”.


Valdeci Júnior
Fátima Silva


PRISIONEIROS DA ESPERANÇA - Zacarias 09-11

Já sentiu-se preso a um medo? Já sentiu medo de ouvir falar nos assuntos do armagedom, apocalipse, fim dos tempos, etc? Quando você ouve previsões científicas querendo apontar que o fim do planeta está se aproximando, o que sente? Quando criança, eu tinha medo da volta de Jesus. O quadro pintado por muitos pregadores era assustador. Quer entender uma palhinha do que eu sentia? Ao ler a primeira parte de Zacarias 9, tente imaginar-se dentro de um daqueles cenários. Tente sentir-se como sendo uma daquelas pessoas. Consegue imaginar o que seria viver aquele contexto, na própria pele? Se conseguir, duvido que não sentiria medo. Eu, pelo menos, sentira, se fosse um habitante de Gaza, Ascalom, Tiro, Sidom, etc. Ainda mais se eu fosse indefeso o bastante para não poder sair daquelas cidades. Ui, que medo!
Então o nosso pensamento se volta para a realidade, e suspiramos: “ainda bem que é só uma imaginação, e, na realidade, estamos no século XXI”. Mas é aí que mora o perigo: “estamos no século XXI”. Podemos não correr o risco de sermos vítimas da espada de um cavaleiro quem vem levantando poeira, mas corremos um risco muito maior. É no presente século que se dará o aparecimento do Senhor. E não será uma mera guerrinha aos moldes do mundo antigo. Será fogo consumidor!
Há esperança?
Não quero que você sinta-se imaginariamente preso em uma cidadela antiga em ameaça, nem que fique preso ao medo de pensar na volta de Jesus. Mas uma coisa eu lhe garanto, ainda que você desfrute de sentimentos de liberdade, sempre estará cativado por algo. Não existe a liberdade absoluta, existe a servidão prazerosa, voluntária e por amor, que, no mais profundo sincero anseio do coração, sente-se livre, por sentir-se amada. É por isto que o amor, para libertar, primeiro cativa. O cativeiro do amor é uma redoma de paz e proteção. E faz com que o sentimento de estar cativado não seja claustrofóbico, mas sim, de segurança.
Como é isto? Imagine-se de novo naquele cenário do mundo antigo. Mas agora, antes que o rodo destruidor passasse alisando tudo, tivesse a chance de entrar numa carruagem e mudar-se para Jerusalém. Veja do 9:9 em diante. O mesmo Senhor que vem arrebentando com os rebeldes, vem abraçando, sorridentemente, os que o esperam.
Espere! Aqui entra em cena um verbo que faz toda a diferença: “esperar”. Sabe o que pode nos levar a sermos cativos do desespero? O fato de não esperarmos o Senhor. Mas a mudança é: “Voltem à sua fortaleza, ò prisioneiros da esperança, pois hoje mesmo anuncio que restaurarei tudo em dobro para vocês (Zacarias 9:12)”.


Valdeci Júnior


quinta-feira, 10 de outubro de 2013

FECHOS DE OURO - Zacarias 05-08

O ministério profético de Zacarias acontece depois do exílio, quando os judeus retornam do cativeiro babilônico para sua terra natal. Suas profecias começam dois meses depois da primeira mensagem de Ageu. A um povo desanimado em sua tarefa de reconstrução do templo, Zacarias profere palavras de encorajamento e motivação.
Falando em motivação, motivo a você, como um leitor, que, ao percorrer pelas páginas de Zacarias, procure as muitas predições referentes à vinda do Messias, enquanto Zacarias dá ao seu povo a visão dos propósitos de Deus para além do templo restaurado. Para isto, é claro, você procura primeiro entender o contexto imediato, depois observa a direção para a qual as profecias apontavam, e por fim tira uma aplicação prática para a sua vida. Faça isto com oração, pedindo para que Deus lhe ajude a ouvir a Sua voz, através da sua leitura bíblica.
Ajudando-o nisto, faço lembrar-lhe que a primeira parte do livro de Zacarias, que começamos a ler ontem e terminamos hoje (capítulos 1 a 8), apresenta uma série de oito visões proféticas com um objetivo específico. Nelas, anuncia-se a restauração da comunidade judaica depois das dificuldades do exílio na Babilônica e dos conflitos surgidos por ocasião do regresso do exílio. Este é o mais básico do contexto imediato que é preciso ter em mente, ao fazer esta leitura.
Uma sugestiva aplicação, pode ser a lembrança de como lidarmos com as coisas santas. Lory Basham Jones nos faz lembrar que viver perto das coisas santas, trabalhar na igreja, até mesmo falar sobre as coisas santas, não significa necessariamente viver uma vida santa. A excelência da fé, no conhecimento, na perseverança, na paciência ou no amor infinito exige o hábito da disciplina. Hábito significa exercício... um processo de amadurecimento. Exatamente como uma maçã é perfeita desde o início, você pode ser perfeito no seu estágio de desenvolvimento. Uma maturidade constante é muito simples. Pense nas coisas que são verdadeiras, honestas, justas, puras, amáveis, de boa fama. Se houver alguma virtude ou alguma coisa digna de louvor, pense nisso.
E como fecho de ouro para leitura de hoje, você pode ainda compará-la com mais duas passagens bíblicas:
1) “Alegrem-se sempre no Senhor. Novamente direi: Alegrem-se! Seja a amabilidade de vocês conhecida por todos... (Filipenses 4:4-9 – leia a passagem toda, em sua Bíblia)”.
2) “...a piedade, porém, para tudo é proveitosa, porque tem promessa da vida presente e da futura (1Timóteo 4:6-8 – leia a passagem toda, em sua Bíblia)”.
Que Deus lhe abençoe.

Fontes: Texto adaptado dos comentários das Bíblias: “Bíblia de Estudos Almeida (Sociedade Bíblica do Brasil), página 960; “Bíblia Devocional da Mulher” (Editora Vida), página 1127.


Valdeci Júnior
Fátima Silva


ROUPAS IMPURAS, VESTES NOBRES - Zacarias 01-04

Lembro-me, como se fosse hoje, do constrangimento que passei, na entrevista de admissão do meu primeiro emprego depois de terminar minha primeira faculdade. Eu era novo e inexperiente.
Saíra da formatura e tinha ido viajar com meus melhores amigos. Estava no sul do Chile, quando recebi o chamado urgente. Deveria passar em São Paulo e depois estar em Brasília em poucos dias. Foi uma correria: caronas, ônibus, táxis... Mas cheguei a tempo, mas não a contento. Depois de viajar mais de 6000 Kms, suado, barbudo, cabeludo e com a mesmo jeans de alguns dias, eu não tinha escolha. Ou entrava, naquele momento, na sala do presidente, ou não teria tempo para agarrar o emprego. O que acha que escolhi?
É claro que eu me sentia um porco. Roupas sujas fazem isso com a gente. Elas fazem com que nos sintamos envergonhados e embaraçados. Imagine-se na presença de alguém importante, cheirando a gambá, e cheio de manchas. E se houvesse ainda um assistente de pé perto de você, rindo e apontando, não teria vontade de fugir e esconder-se?
Esse foi o tipo de situação que o sumo-sacerdote Josué enfrentou na visão de Zacarias: de pé diante do anjo do Senhor, trajando roupas sujas, com Satanás ali perto pronto para apontar todos os seus pecados e erros passados.
Nós também nos sentimos assim às vezes. Um erro, uma escorregada no pecado, é como uma mancha embaraçosa. Pode nos deixar encolhidos o restante do dia, ou pelo resto da vida. E Satanás aproveita cada oportunidade para nos lembrar nossas manchas.
Mas Deus toma medidas drásticas. Ele arranca nossas roupas sujas. Depois nos reveste de vestes nobres. Ou, como diz o livro de Apocalipse, “linho fino, brilhante e puro”. Aqueles que usam essas roupas brancas “lavaram as suas vestes e as alvejaram no sangue do Cordeiro” (Apocalipse 19:8; 7:14).
Na próxima vez em que você pecar, na próxima vez em que você ouvir a voz de Satanás acusando-o de coisas erradas que fez, faça este exercício em sua imaginação espiritual. Primeiro, saia dessas roupas sujas. Depois lave-as no sangue de Jesus. Tire-as, brancas e reluzentes, e vista-as de novo. Agora coloque-se diante de Deus, diante dos anjos e diante do grande Acusador, vestido em trajes finos e limpos, de cabeça erguida, porque você é feito e considerado um vencedor.
O otimismo de Zacarias (veja também Isaías 1:18) é a garantia de que a nossa admissão não é baseada no que somos, mas no que Deus vê que podemos chegar a ser.

Fonte: Texto adaptado da meditação da página 1129 da “Bíblia Devocional da Mulher (Nova Versão Internacional”, Editora Vida.


Valdeci Júnior
Fátima Silva


O DESEJADO DE TODAS AS NAÇÕES - Ageu

Do Mundo Antigo, as sete maravilhas são uma famosa lista de majestosas obras artísticas e arquitetônicas erguidas durante a Antiguidade Clássica. Já ouviu falar dos Jardins Suspensos de Babilônia, ou da estátua de Zeus em Olímpia? Com certeza. Mas você já viajou até lá e conheceu estas maravilhas? Claro que não, pois não existem mais.
As obras que humanas podem até impressionar, mas não são eternas. Por isso, é muito válido pensar nas maravilhas da Natureza, pois foram criadas por Deus. Elas resistem mais ao tempo e, talvez, à própria eternidade. Na atual lista das sete maravilhas do mundo está o Cristo Redentor. Obra brasileira, patrimônio histórico, símbolo cultural de hospitalidade e abertura. Beleza! Isto deixa os brasileiros felizes, não é mesmo? Mas, numa pesquisa de opinião sobre quais seriam as maravilhas da Natureza, os pitacos foram as cataratas de Foz do Iguaçu, a mulher e o ser humano.
Opiniões interessantes. No relato da Criação, você pode ver Deus, mui criteriosamente, montando um cenário para, no final do trabalho, receber (ou, colocar no palco) um protagonista que, para Ele, era muito importante. Imagine! O Criador chega, acende as luzes, dá uma desbastada no ambiente físico, prepara o piso, coloca um visual bonito no teto, preenche todo o ambiente com belezas vegetais e animais, organiza o alimento e a moradia e, por fim... tchan, tchan, tchan, tchan! No centro de tudo: o ser humano. Numa ordem crescente, primeiro os elementos vivos mais simples, depois os mais complexos, tendo como seu máximo, a humanidade. No mundo natural, todos os elementos existem em função da existência e da sobrevivência do ser humano. Não é fantástico?
Mas você pensa que estou aqui para dizer que a maior maravilha que Deus já colocou neste mundo foi cada um de nós? Surpreendentemente, não. Parcialmente, sim. Dentre todos os humanos, quem foi o mais maravilhoso? Se você está pensando no texto de Isaías 9:6-7, é isso mesmo. É claro que Jesus não é criatura, porque Ele é o próprio Deus Criador. Mas, através da encarnação, quando Ele assumiu sobre Si a natureza humana, por colocar-se entre os elementos criados, passou a ser “O Desejado de Todas as Nações” (Ageu 2:7).
Por isso, penso que a escolha das atuais maravilhas do mundo é divinamente guiada, quando coloca o Cristo Redentor como uma das maravilhas do mundo. Cristo é “A” maravilha universal. A maior maravilha feita por Deus, para a humanidade, é o plano redentor para salvar-nos deste mundo tão destruído pelo pecado. E, como só nos é possível enxergar este projeto através da pessoa de Jesus, precisamos ler Sua palavra, a Bíblia.


Valdeci Júnior
Fátima Silva



segunda-feira, 7 de outubro de 2013

SOFONIAS ENSINA - Sofonias

Sofonias, assim como Isaías, era profeta de sangue real. Ele viveu na mesma época em que ministravam também uma mulher chamada Hulda, a profetisa, e o conhecido profeta Jeremias, durante o reinado de Josias. Este profeta, Sofonias, era tataraneto do importante rei Ezequias. Portanto, era um homem de posição e prestigio entre o povo. Ele profetizou logo depois da primeira reforma de Josias. Era uma época muito difícil. Os reis que haviam reinado antes, Manasses de Amon, haviam levado a nação a uma profunda apostasia, de forma que o povo praticava idolatria como algo comum de seu cotidiano. Este é o único livro profético em que a genealogia do profeta se remonta a quatro gerações.
O livro divide-se em três partes: a) O dia da ira do Senhor (Sofonias 1:1-18); b) Os juízos contra as nações vizinhas (Sofonias 2:1-15); e c) O pecado de Jerusalém e a sua redenção (Sofonias 3:1-20).
O nome Sofonias significa "o Senhor o escondeu". O tema de sua mensagem é que o Senhor ainda está firmemente em controle do Seu mundo, apesar das aparências contrárias, e que comprovará isto no futuro próximo ao aplicar um castigo terrivel sobre a nação desobediente de judá, e completa destruição sobre as nações pagãs gentias. somente através dum arrependimento em tempo é que haveria possibilidade de escape a esta ira.
O profeta Sofonias também ensina que o coração pobre é o único que ama sem limites, que pratica a justiça e põe sua esperança no Senhor Deus. É claro que esse parâmetro de pobreza-riqueza, ainda que ilustrado pelos bens materiais, transcende aos mesmos. É possível que um coração que possua muitos bens não tenha espírito altivo, assim como também é possível que um coração destituído de bens esteja cheio de orgulho. Mas Jesus explicou bem isto, em Mateus 5, quando disse que bem-aventurados são os pobres de espírito, porque deles é o reino dos céus.
Mas a mensagem central deste livro é quanto à brevidade do Dia do Senhor. Sofonias faz questão de demonstrar claramente quais são as implicações da chegada deste dia da vinda de Deus, como cumprimento de todo o Seu propósito para com a humanidade. A revelação de Sofonias e dos demais profetas acerca de Deus é pálida. Na profecia, fica claro que será em Sua vinda que o Senhor se revelará em toda a Sua plenitude.
E nisto está a beleza do sonho que Deus tem para nós, que pode ser apreciado no último verso do livro, como uma mensagem de esperança para nós cristãos, que temos uma só fé, mas estamos dispersos por este mundo cheio de perversos. Leia em sua Bíblia.


Valdeci Júnior
Fátima Silva


Como Deixar de Fumar? Curso Gratuito



PRINCÍPIOS DA COMUNICAÇÃO BÍBLICA - Habacuque

Certa vez, um ministro de Secretaria de Comunicação do Governo Brasileiro, durante uma exposição de um Seminário Internacional Latino-Americano de Pesquisa da Comunicação, no auditório da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (USP), enumerou o que seriam os “oito princípios da comunicação pública”, definidos a partir de conversas com assessores e acadêmicos. Confira cada um deles, antes que falemos do livro de Habacuque, propriamente dito:
1º) O cidadão tem o direito à informação, que é a base para o exercício da cidadania.
2º) O Estado tem o dever de informar.
3º) É preciso haver zelo pelo conteúdo informativo, educativo e de orientação social.
4º) A comunicação pública não deve se centrar na promoção pessoal dos agentes públicos.
5º) Faz-se necessário promover o diálogo e a interatividade.
6º) O cidadão deve ser estimulado a envolver-se com as políticas públicas.
7º) Os serviços públicos têm de ser oferecidos com qualidade comunicativa.
8º) A comunicação pública tem de se basear na ética, na transparência e na verdade.
Parecia até que o político palestrante tinha feito a leitura bíblica de 26 de setembro. Digo isto porque ao nos depararmos com o livro de Habacuque, nos deparamos com todos estes princípios supracitados, pelo menos em sua aplicação prática, ainda que em outra área e contexto.
No livro de Habacuque está uma das referências a outdoor mais antigas da História. “Escreve a visão, grava-a sobre tábuas, para que a possa ler até quem passa correndo (2:2 – RA). Um Outdoor é a designação de um meio publicitário exterior, sobretudo em placards modulares, disposto em locais de grande visibilidade, como à beira de rodovias ou nas empenas de edifícios nas cidades. Trata-se de um alto padrão de comunicação visual.
Confesse: você consegue passar em frente a um outdoor sem ser afetado por sua comunicação? Esse era o plano de Deus para o conteúdo de Habacuque, porque todos os crentes tinham direito às suas informações, porque as autoridades deveriam apoiar tal transmissão com zelo pelo conteúdo profético, sem exaltar o ser humano pregador, mas sim a Deus, para que pudesse provocar uma resposta nos filhos de Deus, a fim de estimulá-los a envolver-se totalmente com a gestão de Deus sobre nós, no serviço a Ele, com ética, transparência, e, acima de tudo, verdade. Repetem-se aqui os oito princípios. Ou, repetiram-se lá, no discurso do ministro, os princípios que já existiam. Fica melhor assim.
De qualquer forma, concordando com Alceu Luís Castilho, “convém sempre reafirmar esses princípios”. Principalmente quando se trata daquilo que Deus quer comunicar-nos. Permita que Ele comunique-se assim com você hoje, através da sua leitura do livro de Habacuque.



Valdeci Júnior
Fátima Silva


NAUM - Naum

Num dia do ano, um livro da Bíblia. “Naonde”? Naum. Sim. É em Naum que você deve estacionar-se hoje, para fazer a sua leitura bíblica de 25/09.
Naum é o Livro da Bíblia que conta sobre a destruição de Nínive, capital da Assíria, a cidade que Jonas advertira. Naum foi o profeta, enviado por Deus, para predizer tanto a ruína quanto a completa destruição de Nínive. Logo, este livro é uma pronúncia contra aquela antiga capital do império Assírio. E para nós que cremos na Palavra de Deus, o cumprimento histórico dos pronunciamentos proféticos de Naum atestam a autenticidade canônica de inspiração do livro que leva o seu nome. Tal livro, provavelmente, tenha começado a ser escrito algum tempo depois de a cidade egípcia de Nô-Amom (Tebas) sofrer uma derrota no Século VII a.C. e tenha sido completado antes da predita destruição de Nínive, ocorrida aproximadamente entre 614 e 632 a.C..
Nenhuma referência especifica acerca do Espírito Santo ocorre no Livro de Naum. Todavia, a obra do Espírito na produção da profecia e na direção dos acontecimentos descritos no livro deve ser admitida. O cabeçalho do livro descreve-o como “visão de Naum “ (1.1). O Espírito Santo funciona aqui como o Revelador, Aquele que abre para Naum o drama que revela adiante e comunica a mensagem do Senhor que ele está encarregado de entregar.
O Espírito Santo também deve funcionar como o Grande Instigador na queda de Nínive. Os inimigos, dentre eles os filhos da Babilônia, os medos e os citas, juntam suas forças contra os assírios e saqueiam a cidade.
E as lições que aprendemos são: a) Deus usa agentes humanos para executar Seu julgamento; b) Atrás disso tudo está a obra do seu Espírito Santo, instigando, impelindo e punido, de acordo com a vontade de Deus. c) Por esta obra do Espírito Santo, os crentes são levados a vencer.
Pela obra do Espírito, o Senhor convocou Suas tropas e as levou para a batalha vitoriosa. Isso deve-nos ser um consolo, um conforto, dado pelo próprio Consolador prometido a todos os que buscam seguir a Deus (João 15), visto que a própria palavra hebraica “Naum” significa “confortador” ou “cheio de conforto”.
Você quer sentir-se confortado? Que tal experimentar lendo o livro de Naum? O fazer essa leitura, peça a Deus que faça com que a mesma lhe influencie tanto, ao ponto de não apenas conceder-lhe o conforto e o consolo. Que a leitura do livro de Naum faça de você mesmo, pela atuação do mesmo Espírito Santo que ensina as verdades bíblicas, um consolador, um confortador.
Isto pode acontecer hoje !

Fontes:
a) http://pt.wikipedia.org/wiki/Naum ;
b) http://www.vivos.com.br/105.htm .


Valdeci Júnior
Fátima Silva


MIQUÉIAS, CRISTO, OS CRISTÃOS E VOCÊ - Miquéias 05-07

O livro de Miquéias é um livro profundamente cristocêntrico, tanto ao falar de Cristo quanto ao falar com os seguidores de Cristo. Embora tenha sido escrito antes de Cristo, é um livro profético, que portanto conseguiu enxergar no futuro mesmo estando ainda no passado. Essa sua transcendência ao tempo dá-nos a garantia de sua atualidade, mesmo depois de milhares de anos em que foi escrito, pois, afinal de contas, também foi escrito séculos antes do Cristo e dos cristãos a quem se refere.
Abaixo, vamos estudar dois versículos. Cada um deles, pode destacar-nos uma dessas cristologias do livro de Miquéias, a que olha para Cristo, e a que olha para os seguidores de Cristo.
“Mas tu, Belém-Efrata, embora pequena entre os clãs [ou governantes] de Judá, de ti virá para mim aquele que será o governante sobre Israel. Suas origens [no hebraico, saídas] estão no passado distante, em tempos antigos [traduzindo de forma mais literal: desde os dias da eternidade] (5:2 – NVI). Na versão bíblica Atualizada, de João Ferreira de Almeida, lemos como esta última proposta de tradução: “desde os dias da eternidade”. Aplicando este verso a Jesus (cf. Mateus 2:6), chegamos ao aprendizado de que, apesar de que, em sua fase de encarnação, tenha nascido em Belém, Cristo já existia muito antes do evento do seu próprio nascimento. E de acordo com Isaías 9:6, esta existência remonta-se à própria pré-existência eterna, no passado. Ou seja, Ele, divinamente, sempre existiu. Amém, por isso! Pois para ser o nosso Deus, precisa, no mínimo, ser eterno, não acha?
Essa segurança tem uma influência direta na nossa resposta comportamental. Cristo tem suas virtudes e prerrogativas divinas. Mas e o ser humano que o segue? O capítulo seguinte do livro de Miquéias nos ajuda a entendermos isto. “Ele mostrou a você, ó homem [ser humano], o que é bom e o que o Senhor exige [pede de ti]: pratique a justiça, ame a fidelidade e ande humildemente com o seu Deus (Miquéias 6:8 – NVI). Alguém justo, fiel e que anda humildemente com Deus, é alguém que pode ser chamado de cristão, no melhor sentido da palavra. Quem somos nós para conseguirmos, por nosso próprio esforço, viver plenamente estas virtudes, não é mesmo?
É por isso que contamos com a graça de Deus. “Quem é comparável a ti, ó Deus, que perdoas o pecado e esqueces a transgressão do remanescente da sua herança? Tu que não permaneces irado para sempre, mas que tens prazer em mostrar amor (7:18 – NVI). Miquéias conseguiu enxergar a Deus num futuro muito distante, mas e você, tem vivido na presença do Deus (in)visível?


Valdeci Júnior
Fátima Silva


INTRODUÇÃO A MIQUÉIAS - Miquéias 01-04

Hoje e amanhã são os dois dias do ano separados para lermos estes importante livro da Bíblia: Miquéias. Portanto, diante de uma passagem tão rápida por tal livro, vale estudarmos aqui, uma boa e sucinta introdução sobre o mesmo. Pesquisando na internet, encontrei este bom comentário, que quero compartilhar com você.
Miquéias é um livro profético das Escrituras Hebraicas que contém a palavra de Deus dada por meio do profeta Miquéias a respeito de Samaria e Jerusalém. Consiste em três seções básicas, cada uma delas começando com a palavra “ouvi”.  Miq 1:2; 3:1; 6:1.
As palavras proféticas de Miquéias a respeito da desolação de Samaria devem ter sido proferidas antes da destruição daquela cidade em 740 aC, e suas declarações orais, evidentemente, foram assentadas por escrito antes do fim do reinado de Ezequias.
No tempo de Miquéias prevaleciam condições morais deploráveis entre o povo de Israel e de Judá. Os líderes oprimiam o povo, especialmente os pobres. Juízes, sacerdotes e profetas andavam atrás de dinheiro. Idolatria, fraude, opressão, injustiças e derramamento de sangue abundavam. Era arriscado confiar até mesmo nos amigos confidenciais e nos membros da família.  Miq 1:7; 2:1, 2; 3:1-3, 9-12; 6:12; 7:2-6.
O livro de Miquéias apresenta candidamente os erros de Israel e de Judá. Ao passo que prediz a desolação de Samaria e de Jerusalém por causa das suas transgressões (Miq 1:5-9; 3:9-12), contém também promessas de restauração e de bênçãos divinas a seguir.  4:1-8; 5:7-9; 7:15-17.
A autenticidade deste livro é bem confirmada. Harmoniza-se com o restante das Escrituras em mostrar que o Senhor é um Deus misericordioso e amoroso, que perdoa o erro e passa por alto a transgressão. (Miq 7:18-20; compare isso com Êx 34:6, 7; Sal 86:5.) Desde os tempos mais primitivos, os judeus têm aceito este livro como autêntico. Cerca de um século depois do tempo de Miquéias, suas palavras proferidas durante o reinado de Ezequias, a respeito da desolação de Jerusalém, foram citadas por certos anciãos de Judá, ao apresentarem um ponto em defesa do profeta Jeremias. (Je 26:17-19; compare isso com Miq 3:12.) Séculos mais tarde, os principais sacerdotes e escribas dos judeus, à base da profecia de Miquéias, declararam confiantemente que o Cristo nasceria em Belém. (Mt 2:3-6; compare isso com Miq 5:2.) O cumprimento das profecias a respeito de Samaria, de Jerusalém e do Messias, ou Cristo, marcam este livro como inspirado por Deus. É também digno de nota que as palavras de Jesus sobre os inimigos do homem serem pessoas da sua própria casa são paralelas a Miquéias 7:6.  Mt 10:21, 35, 36.
Vale a pena ler esse livro.
Fonte: http://br.geocities.com/aguazul2001br/Biblia/Antigo/Intmiqe.htm (adaptado).


Valdeci Júnior
Fátima Silva


OBADIAS E JONAS - Obadias e Jonas

Dos dois livros bíblicos que precisamos ler hoje, vou destacar o menos conhecido: Obadias. Este livro, que, hoje em dia, raramente é ensinado é uma advertência profética contra um inimigo do Israel Antigo. Veja você mesmo em sua leitura.
O que isto tem a ver conosco? De acordo com o teólogo Lawrence Richards, A grande contribuição desse livro ao cristão moderno está em Obadias mostrar o destaque de que Deus exerce juízo com base em conceitos morais, agindo de acordo com esses conceitos. Ponto final.
Então, quando você ler o livro de Obadias, vai ser bom, para que seja relembrado com respeito à fidelidade de Deus para com as promessas da aliança, que já tinham sido feitas a Abraão. Perceba que Obadias é uma ilustração bem viva, do lance de que Deus dar uma benção especial, para todos os que abençoassem o povo hebreu. Mas, por um outro lado, também tem aí o fato de que Deus deixou claro, que quem amaldiçoasse o Seu povo, não sairia ileso.
Mas o profeta Obadias estende a mensagem para cada povo que viesse, também, no futuro, a desprezar tanto o Senhor, quanto a descendência do Seu povo. Se a gente hoje prega que breve Jesus voltará, analise com atenção, sobre como já era a pregação aí na mensagem de Obadias, que revela que o dia do Senhor está próximo para todas as nações.
Ou seja, um dia, e será breve, as antigas promessas, meu amigo, serão completamente cumpridas. Então, quando a casa de Jacó, de Israel, o povo de Deus, o povo cristão, tomar posse da herança que lhes está reservada, como diz o último verso do livro, “os vencedores subirão ao monte Sião para governar a montanha de Esaú. E o reino será do Senhor”, todas estas promessas se cumprirão. Ou seja, os que tiverem perseverado em Deus dominarão tudo, em nome do Senhor, por Ele, e com Ele. Porque, afinal de contas eles são dEle, de Deus, e todo o domínio também é dEle.
E então, você vai querer ficar do lado de fora dessa? Acho que não, não é mesmo? Então o que você deve fazer mesmo? A nossa proposta é que você fique por dentro da Bíblia. Portanto, aqui vai uma dica. Como o livro de Obadias é pequeno, além de lê-lo, aproveite para fazer uma paráfrase do mesmo, aplicando suas lições para nossa atual realidade. Depois compartilhe seu trabalho com outros. Tenho certeza de que, assim como Deus usou Obadias, naquela época, com esta mensagem, poderá usá-lo também, com uma pregação atualmente contextualizada. E, a Ele, seja toda a honra e glória. Amém?



Valdeci Júnior
Fátima Silva


domingo, 6 de outubro de 2013

UM CRISTÃO ANTES DE CRISTO - Amós 05-09

Amós viveu alguns séculos antes de Cristo. O termo “cristão” não existia, obviamente. Não havia seguidores de Cristo. Não se falava em ser semelhante a Jesus. A divindade conhecida pelos judeus era Jeová. Mas, em muitos sentidos, podemos dizer que Amós foi como Cristo. Responda-me: que foi o trabalhador judeu que, vindo do interior e reconhecendo sua origem humilde, usando ilustrações como um dos principais métodos dos seus ensinos e afirmando que sua inspiração era divina, foi acusado de traição ao seu povo, por causa da pressão do dever que recaia sobre ele, enquanto defendia os pobres, acusava os ricos opressores e anunciava o que Deus iria fazer no meio do Seu povo? Jesus? Amós? Percebe o paralelo? Amós, como profeta, em muitos sentidos foi como Cristo.
Em sua ocupação, um trabalhador (Amós 7:14). Ufa! Que bom? Pois se Deus é trabalhador, com certeza, Ele é Deus dos trabalhadores. Inclusive, daqueles que fazem trabalhos humildes, assim como o eram os trabalhos do profeta e do Messias, Amós e Jesus.
Em sua humildade, reconheceu sua origem humilde, (7:15). Muitos têm origens humildes, mas poucos conservam consigo uma humildade que mantenham-lhes a capacidade de reconhecer tal procedência. Pelo contrário, se pudessem, competiriam acirradamente até para ver quem seria o melhor em vencer num concurso de humildade, para receber o troféu de mais humilde. Irônico. E ironicamente também, os mais exaltados e importantes, mensageiros e Enviado de Deus, eram os mais humildes.
Em seu método de ensino por meio de ilustrações. Deus gosta de usar mensageiros com sensibilidade didática. Você gostaria de ser um instrumento do Senhor para levar Sua palavra salvadora a outros? Então, pare e pense: “qual é a sua pedagogia?”. Não é preciso ser formado na faculdade de ensino para alcançar isso. O boiadeiro Amós e o carpinteiro Jesus eram compreensíveis justamente por se permitirem estar, ao mesmo tempo, próximos do povo e de Deus.
Ao afirmar sua inspiração divina. A expressão "Assim diz o Senhor" ocorre quarenta vezes na profecia de Amós. Isso era um jeito muito ousado de comunicar uma mensagem. Jesus também teve a ousadia de identificar-se como o Filho de Deus. Para ter eficácia no testemunho que damos de Deus, precisamos ter consciência do valor que a mensagem que carregamos tem.
E isso, por vezes, tem um alto preço. No caso de Amós, ele assemelhou-se a Jesus ao ser acusado de traição (Amós 7:10; João 19:12), apesar da pressão do dever que tinha sobre si  (Amós 3:8; João 9:4). Ser um representante de Deus nem sempre é um lazer prazeroso, mas é sempre compensador.
Quanto cristianismo pode aprender lendo Amós!


Valdeci Júnior
Fátima Silva


“QUEM?” “DE ONDE?” - Amós 01-04

Hoje, 20/09, é um dia que me marca por dois fatores bem fortes. O primeiro deles é que minha esposa faz aniversário hoje. Isso faz com que o “vinte de setembro” me seja um dia muito especial. Para mim, essa data representa o dia em que o mundo abriu a porta da graça para conceder o presente da existência da mulher mais linda do mundo. Esta primeira razão pela qual o “vinte de setembro” seja marcante em minha memória é a desencadeadora do segundo motivo.
E o segundo ponto é: hoje é o dia do gaúcho. Você não entendeu ainda? É que minha esposa é gaúcha, e eu não. Agora você entendeu. Por mais que você esteja distante da cultura gaúcha, você sabe que se trata de uma tradição muito forte. Para que você tenha uma idéia, hoje é feriado no Rio Grande do Sul. O feriado é em memória à Revolução Farroupilha, mas o que eles terminam comemorando o fato de serem gaúchos. Para eles, isso tem uma importância que não passa pelo nosso entendimento, mas impacta quem tem algum tipo de contato com tal cultura. O que é importante para eles? O solo amado. Eles não desconsideram os outros, mas valorizam o que é seu. Um “guri” da segunda série é capaz de não saber o Hino Nacional, mas, com certeza, ser capaz de cantar, com toda categoria, o Hino do Rio Grande do Sul.
Pessoas e suas raízes. Um “alguém” e um “de onde”. Alguém que não sabe inglês e começa a aprender esta língua aprende, como uma das primeiras frases: “Where do you come from?”. De “onde” “você” é? Duas coisas importantes: o indivíduo, e suas origens. De onde você é, amigo leitor? Isso diz muito sobre uma pessoa. E aqui minha pergunta estende-se para além do local de nascimento. De onde você é, pensando em tudo o que significa a sua conduta, moral, comportamento, imagem e testemunho pessoal?
O testemunho pessoal de Amós estava vinculado à sua origem cultural. Quem era Amós? Um criador de ovelhas. De onde? De Tecoa, uma cidade israelense da província de Belém, localizada a 12 quilômetros ao sudeste de Belém na Cisjordânia. Essa é a Tecoa de hoje. Na época, era uma cidade comum, do interior da tribo de Judá. Ah! Mais importante de tudo: ele foi chamado para ser profeta de Deus. Precisa de algo mais no currículo?
Sim, precisa. Faz-se necessária a minha postura correta de leitor. Você pode ser refletido em Amós ou nos que rejeitavam sua mensagem? Isso é fácil de responder? Você já fez, ou vai fazer, sua leitura de hoje?



Valdeci Júnior
Fátima Silva


SINAIS DA VOLTA DE JESUS - Joel

“Diante dele tremerá a terra, abalar-se-ão os céus; o sol e a lua se enegrecerão, e as estrelas retirarão o seu resplendor (Joel 2:10 - RA)”.
O que será abalado?
O que se enegrecerão?
O que acontecerá com as estrelas?
O livro de Joel é um livro cheio de detalhes proféticos, que levantam-nos alguns questionamentos. Nesse caso, a leitura de bons livros de apoio à leitura bíblica é de grande valia. Estou lendo o livro de Leandro Bertoldo, “Profecias Sobre o Tempo do Fim”, da Litteris Editora. O livro de Leandro Bertoldo tem como premissa básica as profecias bíblicas dos fatos que ocorrerão no tempo do fim do mundo.
Ao contextualizar a segunda vinda de Cristo, Bertoldo estuda tanto os sinais da volta de Jesus que antecedem o evento, quanto os sinais iminentes ou simultâneos ao próprio evento. E é aí que entra o livro de Joel. Ao ler Joel, é preciso reconhecer essa diferença. Por exemplo, em 2:28-31, a alusão é a sinais da volta de Jesus acontecendo no tempo em que antecede tal episódio. Mas no verso 10, a referência está mais próxima do acontecimento.
Joel profetizou que diante do Senhor, na Sua vinda, a Terra tremerá. Esse tremor é provocado pelo “grande terremoto, como nunca tinha bavido desde que há homens sobre a terra: tal foi este tao grande terremoto (Apocalipse 16:18 – RA)”.
Devido ao tremor da Terra, os céus serão abalados. O movimento aparente do Sol, da Lua e das estrelas parecerá aos olhos dos habitantes do mundo como ocorrendo fora do seu percurso natual. Tal fenômeno físico será observado devido ao efeito do “grande terremoto”, o qual provocará um deslocamento ou apalo mo movimento de rotação e translação da Terra.
O profeta Joel também anunciou que diante do Senhor da glória, o Sol, a Lua e as estrelas não emitirão sua luz. Esses astros estarão no céu, mas totalmente escuros. Isso foi o que o profeta Isaías anunciou: “Porque as estrelas dos céus e os astros não deixarão brilhar a sua luz; o sol se escurecerá ao nascer, e a lua não fará resplandecer a sua luz (Isaías 13:10)”.
Quando o Senhor aparecer nas alturas do céu, a única luz que os homens verão será aquela que emana da glória de Jesus. Essa glória será tão intensa que chegará a iluminar todo o globo terrestre (Salmo 97:4).
Concluindo o assunto, notemos: “Diante do fato de que os sinais deixados por Deus estão sucedendo um após outro em nossos dias, devemos tomar a decisão otimista de preparar-nos para aquele grande dia, para sermos dignos de encontrar o Senhor nas alturas do céu”.


Valdeci Júnior
Fátima Silva


UM POUCO DE OSÉIAS - Oséias 10-14

Tudo bem com você? Que bom! Porque quero falar sobre alguém que, pra ele, nem sempre, as coisas foram tão bem: Oséias. E aqui, incluo também todo o Israel Antigo, que, de dar tantas cabeçadas, muito sofreu. Contemple a deplorável situação de Gomer, descrita em Oséias, e você terá um retrato ilustrativo da condição dos demais israelitas.
Mas a vida de Oséias também teve os seus lados bons. Seu nome já é um privilégio. Significa “Javé Salva”. Contemporâneo e conterrâneo do rei Oséias, este profeta nasceu no reino do norte – Israel – durante o reinado anterior, de Jeroboão II (786 – 735 a.C.). Esses xarás devem ter ouvido falar um do outro, mas provavelmente não trabalharam juntos, porque o profeta Oséias foi paro sul – reino de Judá – para exercer seu ministério profético, durante os reinados de Uzias (783 – 743 a.C.), Jotão (742 – 735 a.C.), Acaz (735 – 715 a.C.) e Ezequias (715 – 686 a.C.).
Mas o mais interessante sobre Oséias não foi com que reis ele trabalhou. O mais interessante foi com que mulher ele se casou, e a que Deus ele serviu. Uma coisa, tendo, totalmente, a ver com a outra. Porque o próprio matrimônio de Oséias com a mulher chamada Gômer, que foi totalmente infiel a ele, constitui para nós um alto testemunho da fidelidade que ele tinha para com Deus.
Então, o livro de Oseias é um episódio que joga com as realidades da fidelidade e da infidelidade. Oséias, um dos camaradas mais fiéis que nós podemos conhecer na Bíblia, convivendo com Gomer, uma das pessoas mais infiéis de todos os tempos. Ambos perpetuando num drama onde podemos ver, claramente, a prosperidade na fidelidade e a desgraça na infidelidade.
Certa vez, alguém disse: “ou você tem caráter, ou não tem”. Errado. Em nosso relacionamento com Deus, cada um de nós tem em si um pouco de Gomer. É a nossa tendência pecaminosa, que nos tenta à infidelidade. Somos tentados a ter mau caráter. Não existem pessoas sem caráter. Todos têm caráter. Mas existem as diferenças de caráter, variando de totalmente bom a totalmente ruim. E nisto está a maravilhosa notícia da graça. Você pode entregar o seu caráter nas mãos de Deus e deixar que Ele o transforme. Ao fazer sua leitura, fixe-se na pessoa de Oséias. Precisamos ter, na nossa vida, as características da fidelidade de Oséias. Deus pode refinar-nos cada vez mais, até chegarmos ao ponto de ter um caráter tão bom, à prova das mais terríveis atribulações.
E, se por um acaso, você ainda cair, lembre-se: “a graça de Deus pode lhe redimir”. Entregue-se a Ele. Este foi o segredo de Oséias.


Valdeci Júnior
Fátima Silva


POR DENTRO DA BÍBLIA - Oséias 05-09

Mais uma vez, é um grande prazer fazer o comentário do programa “Por Dentro da Bíblia”. Afinal, estudar a Palavra de Deus juntos é algo que me traz muita alegria. Porém, se não conseguirmos fazer o estudo, pelo menos tiramos daqui o incentivo para o estudo particular das Escrituras Sagradas. Se esta é a primeira vez que você está lendo o comentário da Palavra de Deus, permita-me lhe explicar qual é o objetivo deste comentário bíblico.
Todos sabemos que para um cristão manter seu cristianismo brilhante e autêntico, uma das necessidades básicas é a de ler a Bíblia diariamente. Mas como ler a Bíblia? Diante dessa questão, surgem várias propostas pedagógicas para ajudar o leitor a conseguir ler o Livro Sagrado. Nós (eu e vários amigos internautas) aderimos ao plano de ler a Bíblia inteira em um ano, um pouquinho a cada dia. É o programa que muitos chamam de ano-bíblico. Já ouviu falar?
Na prática, acontece assim: você começa em Gênesis, no primeiro dia do ano, lendo uns três capítulos. Depois, no segundo dia, você lê mais uns três capítulos. E assim por diante... No fim de semana, com um pouco mais de tempo, você lê mais cinco. Essa leitura dá, aproximadamente, um tempo diário de uns 20 a 30 minutos. Então, no fim do ano, você estará terminando de ler a Bíblia inteira, lendo os últimos capítulos do livro do Apocalipse. Legal, não é? Inclusive, se você quiser a tabela para saber que capítulos ler a cada data do ano, é só escrever para nós, que enviamos a tabela.
Por exemplo, para hoje, dia 17 de setembro, nossa tarefa bíblica é ler os capítulos 5-9 do livro de Oséias. Cada um faz sua leitura bíblica em particular, e nos encontramos aqui no “Por Dentro da Bíblia”, onde faço uma explicação de algo interessante ou curioso da leitura do dia.
Que tal? Não seria bom, você fechar um ano dizendo: “Eu li a Bíblia inteirinha”? Melhor ainda é o enriquecimento que sua vida espiritual recebe com isso, pelo fato de você se alimentar do Pão que Deus deixou a cada dia, através da comunhão com Ele, ouvindo as instruções da Sua Palavra. Essa é uma grande vantagem. Além de conhecer vários detalhes bíblicos, enriquecemos a vida íntima, particular, espiritual, e testemunhamos através do ensino que podemos dar para outras pessoas que também estejam precisando de Deus. Se alguém lhe perguntar quem foi Oséias, você sabe responder? Pois é. Está na leitura bíblica de hoje. Descubra sobre esse personagem e saiba, também, sobre o julgamento de Deus contra Israel.
Fique “Por Dentro da Bíblia”!



Valdeci Júnior
Fátima Silva
Fát


CARÁTER SINGULAR - Oséias 01-04

Quantos Oséias você conhece? Pense um pouquinho. Três? Nove? Você tem certeza?
Existe apenas um Oséias, no sentido teológico da leitura bíblica de hoje, e dos próximos dois dias. Não é apenas o livro de Oséias que é único na Bíblia. Mas a figura que é representada por Oséias, neste drama descrito em seu livro, também é singular. Não há outra demonstração maior da paternidade de Deus, no Antigo Testamento.
Explico. No Novo Testamento, a revelação de Deus como um “Pai” é bem constante e evidente. Isso não acontece tanto, fora dos livros neo-testamentários. O Deus antigo-testamentário é revelado com mais freqüência como o Senhor, Jeová. Mas isso não quer dizer que em determinadas épocas Deus seria Senhor Jeová, e em outras, Pai. Não. O Deus do Israel Antigo também era Pai, embora de forma mais velada. E o lugar do Velho Testamento onde melhor é possível ver a Deus como Pai, é em Oséias.
Aliás, Oséias traz algumas diferentes figuras, que ilustram quem é Deus. Trata-se de uma grande teofania, em menos de dez páginas da Bíblia. Outro caráter – atributo – divino demonstrado em Oséias é a fidelidade. Quer conhecer um Deus de fidelidade? Abra sua Bíblia no primeiro livro dos profetas menores, o livro de Oséias, e estude-O ali. Um pai, para ser pai de verdade, precisa ser fiel ao seu filho. Um Deus, para ser realmente Deus, tem que ser a referência universal de fidelidade. E essa fidelidade apresentada em Oséias não somente é um referencial para nós, como também, nos traz a segurança. Garantia que pode ser ilustrada, por exemplo, naquilo que toda esposa feliz precisa experimentar no casamento. Certeza de proteção plena.
E é aqui que entra a maior e principal figura divina protagonizada no livro de Oséias, que é ser um marido com “M” maiúsculo. Em Oséias 1-3 (cf. Apocalipse 17:1-15), a igreja é representada pela figura feminina. Igreja? Sim. Com, certas vezes, tantas qualidades negativas, a mulher infiel é a igreja infiel. Por exemplo, em Oséias 2:7 podemos ver a igreja como noiva, como explicado em 2Coríntios 11:2, quando Paulo, ao falar da sua preocupação sobre a fidelidade dos membros de Corinto, diz: “O zelo que tenho por vocês é um zelo que vem de Deus. Eu os prometi a um único marido, Cristo, querendo apresentá-los a ele como uma virgem pura”.
O desejo divino é que a mulher, noiva ou esposa, seja pura. Mas a realidade mostrada tanto em Oséias quanto em Apocalipse, é que um cônjuge pode ser tanto puro quanto impuro. Depende da sua posição, ser puro ou impuro, diante de Deus. Mas Ele é sempre o mesmo.



Valdeci Júnior
Fátima Silva


“DANIEL, MEU FILHO, VOCÊ É MUITO AMADO” - Daniel 10-12

“Daniel, você é muito amado”. Essa frase é familiar lá em casa. Meu filho se chama Daniel. E ele é, realmente, muito amado. Eu não canso de dizer isso pra ele “Daniel, você é muito amado”. Mas eu não sou o autor desta frase. A fonte desse plágio que pratico é a própria Bíblia: “E ele me disse: ‘Daniel, você é muito amado. Preste bem atenção ao que vou lhe falar; levante-se, pois eu fui enviado a você” (Daniel 10:11).
O próprio nome Daniel, significa “Deus é Meu Juiz”. Note o que o nome não significa: “Deus é um Juiz”. A presença da palavra “meu” neste termo hebraico denota-lhe algo muito representativo do relacionamento entre Deus e um filho Seu. Tenho um amigo palestrante que chama-se Daniel. Em suas palestras, apresenta um tema bem controvertido, fácil de fazer a cabeça rolar. Por essa razão, esse Daniel palestrante sofre críticas tão pesadas, ao ponto de muitas vezes tornar-lhe um fardo quase insuportável. E um dia ele me disse que quando se sente supostamente injustiçado, lembra-se do significado de seu nome, e isso lhe dá forças suficientes para esperar em Deus.
Para fazer com que se sentisse amado, por um Deus que está disposta a julgar com justiça as suas causas, por esta e outras razões, escolhi este nome para o meu filho, Daniel. Ou melhor, para Daniel, o meu filho. Digo assim porque muitas vezes a frase acima, com a qual iniciei o texto, é automaticamente mudada em meus lábios, quase que de forma imperceptível, para a fórmula: “Daniel, meu filho, você é muito amado”. Percebe o adendo? “Meu filho”. Isso, mais do que tudo, torna uma pessoa amada.
Você sente-se amado? Quem é seu pai (ou mãe)? Mesmo que você não tenha um modelo perfeito de paternidade neste mundo, olhe para as características do caráter de Deus. Qualquer um que realmente, entenda, da forma correta, o sentido bíblico da personalidade de Deus, gostaria de ter um pai com tais características. Mas Deus quer ser, para qualquer um, um Pai. Logo, não há motivo para a distância, se é Ele quem abre-lhe os braços. O vácuo do desamor não tem razão de existir. Talvez o que ainda esteja por acontecer é simplesmente você aceitar-se como filho. É uma questão de decisão, postura, desejo, visão.
Quando olho para o livro de Daniel, vejo, por toda parte, nas entrelinhas, a expressão “meu filho”. O Pai que a pronuncia é o próprio Deus. Quando “olho” para você, vejo o potencial de a expressão “meu Pai [Deus]” poder ser repetida. Você pode sentir-se amado, como Seu filho.



Valdeci Júnior
Fátima Silva


E se a igreja fosse sua? Se a igreja fosse minha...


O que você mudaria na igreja? O que seria diferente na igreja se você pudesse configurá-la? Para um professor de teologia que tive na graduação que, inclusive, depois se tornou reitor de seminário, se a igreja fosse dele, as irmãs usariam joias. Um grande escritor da Casa Publicadora Brasileira confidenciou-me, “em off, é claro”, que se a igreja fosse dele, iríamos ao cinema. Se a igreja fosse minha, os cultos de sábado não seriam pela manhã, mas sim à tarde.

Conheci uma estrangeira que, chegando ao Brasil, foi pregar em um culto divino de terno, com calça. Se a igreja fosse dela, as irmãs iriam para a igreja de calça. Se a igreja fosse do Samuele Bacchiocchi, não usaríamos instrumentos de percursão. E se a igreja fosse de George Knight, nosso sistema de secretaria seria ouuuutro. Se a igreja fosse de Alberto Timm, não batizaríamos da forma como muitas vezes estamos batizando. Se a igreja fosse de Russel Burrill, não teríamos pastores locais e se a igreja fosse de Jiri Moskala, as mulheres seriam pastoras.


Já pensou se a igreja fosse de Emílio Abdala?  Pelo que entendi de Rafael Rossi, se a igreja fosse dele, ficaria a maior parte do tempo com as portas abertas, e não com o prédio ocioso.  Acho que, se a igreja fosse de Sabrina Quadros, missionária no Miamar, iríamos de chinelo de dedo para a Escola Sabatina, mesmo aqui no Brasil. E a música? Se essa igreja, se essa igreja fosse minha, eu mandava, eu mandava... Se a igreja fosse da minha esposa, adoraríamos com mais expressão, inclusive, batendo palmas. E se a igreja fosse do meu filho, usaríamos a plataforma como pista de corrida. E se a igreja fosse sua?


Por favor, coloque no espaço para comentário (abaixo) o que seria diferente na igreja adventista do sétimo dia, se ela fosse sua.


Obrigado,
Pr. Valdeci Jr.