sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Depressão

Definição

Depressão não é apenas uma sensação de tristeza ou de “baixo astral”. É mais do que se sentir triste ou ficar de luto após uma perda. Estar deprimido é diferente das sensações ocasionais de tristeza que fazem parte normalmente da vida. Para pessoas deprimidas, estes sentimentos podem ser persistentes, incapacitantes e desproporcionais em relação a qualquer causa externa.

A depressão é uma doença (tanto como diabetes, a pressão arterial elevada ou as doenças cardíacas), que afeta seus pensamentos, seus sentimentos, sua saúde e seus comportamentos. A depressão geralmente é acompanhada de alterações do humor, sono, apetite e várias outras funções do organismo.

Quem sofre desta doença geralmente não consegue simplesmente livrar-se dela com as próprias forças e sentir-se bem. Sem tratamento adequado, os sintomas podem persistir por semanas, meses ou anos.

A depressão não ocorre por sua culpa. Não é uma fraqueza. É uma doença. E pode ser tratada.

Sintomas mais comuns na depressão

Os sintomas abaixo geralmente estão presentes nos casos de depressão. Geralmente a pessoa não apresenta todos esses sintomas, mas apenas alguns deles, de forma grave suficiente para interferir no seu funcionamento normal.

·         Sentimentos persistentes de tristeza.
·         Perda do interesse ou prazer pelas atividades de rotina ou passatempos preferidos.
·         Desespero, que surge sem razão aparente.
·         Crises de choro. Ansiedade.
·         Sentimentos de desesperança, pessimismo.
·         Sentimentos de culpa.
·         Distúrbios do sono (insônia, despertar matinal, hipersonia).
·         Irritabilidade fácil.
·         Falta de apetite com perda de peso. 
·         Perda da energia .
·         Dificuldade de concentração, de tomar decisões, de relembrar fatos.
·         Dificuldade de relacionamento pessoal, com tendência ao isolamento
·         Falta de interesse em atividades prioritárias e abandono delas.
·         Negligencia das responsabilidades e da aparência.
·         Perda do interesse ou prazer nas atividades sexuais.
·         Pensamentos de morte ou suicídio, tentativa de suicídio.


Possíveis Causas

A depressão pode ser causada por diversos fatores, isolados ou combinados, incluindo:

·           História familiar .Outras doenças não-psiquiátricas como, por exemplo, doenças crônicas
como AIDS ou câncer, alterações hormonais (hipotireoidismo), etc.
·           Alguns medicamentos. Uso de drogas ou álcool .
·         Outras doenças psiquiátricas.
·         Algumas situações de vida, como “stress” intenso ou uma perda importante, podem desencadear a depressão.

Muitas vezes a depressão pode surgir mesmo quando tudo está muito bem na vida da pessoa. 

A depressão não ocorre por sua culpa. Não é uma fraqueza. É uma doença. E pode ser tratada.

Fatores de Risco

Os fatores descritos abaixo estão relacionados com a depressão. Significa que a presença de ou mais desses fatores na vida da pessoa torna-a mais vulnerável para apresentar depressão. A identificação desses fatores é feita com bases estatísticas e o fato da pessoa ter ou não esses fatores não determina o surgimento de depressão em sua vida. Os principais fatores de risco identificados são:

·         Sexo feminino , Adultos jovens.
·         Vida urbana.
·         Desempregados.
·         Presença de importante doença física.
·         Doença afetiva prévia.
·         Historia familiar de depressão.
·         Perda de uma pessoa importante e próxima nos últimos 6 meses.
·         Solidão.
·         Falta de satisfação com a vida.


Alguns Dados Estatísticos

·           Depressão afeta 15-20% das mulheres e 5-10% dos homens.
·           Mulheres são 2 vezes mais afetadas que os homens.
·           Aproximadamente 2/3 das pessoas com depressão não fazem tratamento.
·           Dos pacientes que procuram o clinico geral apenas 50% são diagnosticados corretamente.
·           A maioria dos pacientes deprimidos que não são tratados irão tentar suicídio pelo menos uma vez. 17% deles conseguem se matar.
·           Com o tratamento correto, 70-90% dos pacientes se recuperam da depressão.


O que devo fazer se tiver sintomas que indiquem depressão?

Muitas vezes as pessoas não procuram tratamento para sua depressão porque não reconhecem os sintomas, porque têm dificuldade em pedir ajuda, ou porque não sabem que existem tratamentos
para a depressão.

Você pode procurar um psiquiatra cristão ou um outro profissional de saúde de sua confiança. Ele pode:
·         Descobrir se existe uma causa física para sua depressão.
·         Tratar a depressão.
·           Encaminhar você a um outro profissional para avaliação complementar e tratamento.

Se você não tiver um médico que o (a) acompanhe regulamente, procure um psiquiatra ou um ambulatório de saúde mental. Clínicas de psiquiatria de centros médicos universitários também dão assistência a pessoas com depressão.

Entre as possíveis coisas que você pode fazer para sentir-se melhor estão:

·         Cultivar Boas leituras
·         Aprender a gostar de si mesmo(a) e de suas habilidades
·         Ajudar pessoas em necessidade
·         Ampliar seu círculo de amigos ou amigas.
·         Aprofundar seus conhecimentos bíblicos
·         Praticar mais exercícios físicos
·         Aprender a rir de si mesmo(a) e da vida
·         Desenvolver uma amizade sólida com Jesus

Descubra a pessoa linda que você é, e não guarde seus talentos apenas para você mesmo(a).

Deus lhe ama. Ele deu a vida por você para você viver a vida intensamente.

Isaías 49:15  Acaso, pode uma mulher esquecer-se do filho que ainda mama, de sorte que não se compadeça do filho do seu ventre? Mas ainda que esta viesse a se esquecer dele, eu, todavia, não me esquecerei de ti.

João 3:16  Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.


João 10:10  ... Eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância.


Deus lhe abençoe!

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Como Arranjar uma Namorada Cristã

Há bons livros sobre este tema que podem ser encontrados em livrarias evangélicas. Não temos os nomes aqui mas sugerimos que você dedique um tempo para visitar uma dessas livrarias.

A seguir trazemos alguns pensamentos sobre este assunto tão importante:

“Um relacionamento pode destruir nossa vida ou nos trazer muita felicidade”. Por isso, é imprescindível que você busque a Deus em oração, e peça a Ele que ilumine os seus caminhos, para você descobrir qual é a Sua vontade sobre este assunto. É preciso ter uma mente aberta para aceitar a indicação de Deus, mesmo que esta seja contrária a seus sentimentos.

“Então, não se desespere nem se desanime; com certeza, Jesus tem uma pessoa maravilhosa para lhe apresentar, alguém talvez que você ainda não saiba quem é, mas que no tempo apropriado você poderá conhecer”.

Isto não significa que não haja nada para fazer. Alguns itens importantes incluem:

1.   Levar uma vida de bastante oração e estudo da Bíblia.
2.   Estar a caminho ou já possuir uma profissão capaz de manter um lar.
3.   Ser alguém trabalhador e de palavra.
4.   Ser cortês para com a futura esposa não somente para conquistá-la mas como fruto de um genuíno interesse de fazer a outra pessoa feliz.
5.   Ler livros sobre relacionamento interpessoal. Desenvolver a habilidade de ouvir.
6.   Pedir a Deus para misturar-se com outras pessoas, ser prestativo e amigo. Mesmo sendo tímido é possível fazer novas amizades, nem que para isso seja preciso viajar para outros lugares.
7.   Reconhecer a importância da escolha pessoal. A futura esposa não é uma pessoa “certa” que Deus escolheu pra gente.  É uma escolha nossa que Deus quer orientar e dirigir. Mas devemos assumir total responsabilidade pela decisão tomada. É uma escolha para a vida.
Sabe, quando a gente entrega a Cristo todas as expectativas, projetos de vida e decisões, não ficamos mais ansiosos. Descanse em Jesus através desta promessa, "Entrega o teu caminho ao Senhor, confia Nele, e mais Ele fará". Salmos 37:5.
Entregue portanto a Deus, tudo o que você tem, tudo o que você é, e tudo o que você sente. Entregue seus sonhos, seus planos e seu futuro. Assim, quando o futuro chegar, você será a pessoa  mais feliz deste mundo com a pessoa que Deus escolher para você.

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Como Arranjar um Namorado Cristão

A seguir trazemos alguns pensamentos sobre este assunto tão importante:
“Um relacionamento pode destruir nossa vida ou nos trazer muita felicidade. Por isso, é imprescindível que você busque a Deus em oração, e peça a Ele que ilumine os seus caminhos, para você descobrir qual é a Sua vontade sobre este assunto. É preciso ter uma mente aberta para aceitar a indicação de Deus, mesmo que esta seja contrária a seus sentimentos.
Então, não se desespere nem se desanime; com certeza, Jesus tem uma pessoa maravilhosa para lhe apresentar, alguém talvez que você ainda não saiba quem é, mas que no tempo apropriado você poderá conhecer”.
Isto não significa que não haja nada para fazer. Alguns itens importantes incluem:
1.   Levar uma vida de bastante oração e estudo da Bíblia.
2.   Estar a caminho ou já possuir uma profissão capaz de manter um lar.
3.   Ser alguém trabalhadora e de palavra.
4.   Ser cortês para com o futuro esposo não somente para conquistá-lo mas como fruto de um genuíno interesse de fazer a outra pessoa feliz.
5.   Ler livros sobre relacionamento interpessoal. Desenvolver a habilidade de ouvir.
6.   Pedir a Deus para misturar-se com outras pessoas, ser prestativa e amiga. Mesmo sendo tímida é possível fazer novas amizades, nem que para isso seja preciso viajar para outros lugares.
7.   Reconhecer a importância da escolha pessoal. O futuro esposo não é uma pessoa “certa” que Deus escolheu pra gente.  É uma escolha nossa que Deus quer orientar e dirigir. Mas devemos assumir total responsabilidade pela decisão tomada. É uma escolha para a vida.
Sabe, quando a gente entrega a Cristo todas as expectativas, projetos de vida e decisões, não ficamos mais ansiosos. Descanse em Jesus através desta promessa, "Entrega o teu caminho ao Senhor, confia Nele, e mais Ele fará". Salmos 37:5.
Entregue portanto a Deus, tudo o que você tem, tudo o que você é, e tudo o que você sente. Entregue seus sonhos, seus planos e seu futuro. Assim, quando o futuro chegar, você será a pessoa mais feliz deste mundo com a pessoa que Deus escolher para você.
Ficaremos aqui orando e torcendo por você.




terça-feira, 16 de setembro de 2014

Tá difícil escolher uma namorada?

Pode acontecer de duas pessoas que tinham a certeza de que Deus os havia feito um para o outro, terminarem o namoro? Uma pessoa dócil e romântica após o casamento pode se tornar rude e desatenciosa?

Os seres humanos são falhos e imperfeitos. Não conhecemos nosso próprio coração, quanto menos o daquele a quem escolhemos para namorar. Pessoas que hoje juram amor eterno, dentro de poucos anos podem permitir o ódio se desenvolver por aquela pessoa outrora amada...
Você nunca terá toda a certeza do que aquela pessoa poderá ser no futuro.
·         Dai a importância de escolher a pessoa que ofereça menos riscos.
·         Dai a importância de observar bem,
·         Daí a importância de orar muito ao fazer esta escolha, para não chorar amargamente mais tarde.
Na verdade Deus está muito desejoso de ajudar os jovens nesta que é a escolha mais importante da vida, após a salvação em Cristo. Mas geralmente na época do namoro, gostamos de fechar os olhos para não ver o que não queremos. Você começa a entender a dificuldade de Deus?
Não force as coisas: se a pessoa não quer você, se ela está insegura de ser você a escolha dela para a vida, escolha alguém que lhe valorize!
Também não é bom pedir "sinais de Deus".
·         “Senhor peço que a próxima pessoa que me mandar um bilhete apaixonado seja a pessoa que tu escolheste para mim”.
·         Senhor, se a minha namorada me telefonar amanhã antes das oito (geralmente ela telefona depois das dez) é sinal de que não devo terminar o namoro, mas que este namoro é de tua vontade.
Você está percebendo que estas atitudes dão lugar ao inimigo para lhe enganar. Lhe cegam para enxergar o que precisa ser visto e decidir o que precisa ser decidido unicamente por você?
Deus dá grande valor a sabedoria. Ele promete dar sabedoria através do Santo Espírito. Mas a sabedoria tem um preço: paciência, humildade, perseverança, ouvir os mais experientes, ler bons livros, nutrir bons pensamentos, domínio próprio, e a lista continua.
É melhor a gente reconhecer certos problemas na namoro, do que ter que suportar estes problemas aumentados depois de casada.
Sempre pense que a pessoa maravilhosa (que amava a Jesus) que você escolheu, pode se afastar de Jesus e começar a praticar muita coisa triste. E se acontecer isso quais serão os seus limites? Será que você deve suportar tudo desta pessoa só porque ela foi a "pessoa que Deus escolheu para você"? É importante a gente estabelecer nossos limites pessoais.

Deus está querendo ajudar "você" a escolher bem a namorada e a noiva, para você não ter que amargar muito sofrimento depois.
           
É por isso que a juventude é a encruzilhada da vida.


Ore, ore muito, e Deus lhe iluminará as decisões.

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Tá difícil escolher um namorado?

Pode acontecer de duas pessoas que tinham a certeza de que Deus os havia feito um para o outro, terminarem o namoro? Uma pessoa dócil e romântica após o casamento pode se tornar rude e desatenciosa?

Os seres humanos são falhos e imperfeitos. Não conhecemos nosso próprio coração, quanto menos o daquele a quem escolhemos para namorar. Pessoas que hoje juram amor eterno, dentro de poucos anos podem permitir o ódio se desenvolver por aquela pessoa outrora amada...
Você nunca terá toda a certeza do que aquela pessoa poderá ser no futuro.
·         Daí a importância de escolher a pessoa que ofereça menos riscos.
·         Daí a importância de observar bem.
·         Daí a importância de orar muito ao fazer esta escolha, para não chorar amargamente mais tarde.
Na verdade Deus está muito desejoso de ajudar os jovens nesta que é a escolha mais importante da vida, após a salvação em Cristo. Mas geralmente na época do namoro, gostamos de fechar os olhos para não ver o que não queremos. Você começa a entender a dificuldade de Deus?
Não force as coisas: se a pessoa não quer você, se a pessoa está insegura de ser você a escolha dele para a vida, escolha uma pessoa que lhe valorize!
Também não é bom pedir "sinais de Deus".
·         “Senhor peço que a próxima pessoa que me mandar um bouquet de rosas seja a pessoa que tu escolheste para mim”.
·         “Senhor, se o meu namorado vier me buscar amanhã antes das oito (geralmente ele chega depois das dez) é sinal de que não devo terminar o namoro, mas que este namoro é de tua vontade”.
Você está percebendo que estas atitudes dão lugar ao inimigo para lhe enganar. Lhe cegam para enxergar o que precisa ser visto e decidir o que precisa ser decidido unicamente por você?
Deus dá grande valor a sabedoria. Ele promete dar sabedoria através do Santo Espírito. Mas a sabedoria tem um preço: paciência, humildade, perseverança, ouvir os mais experientes, ler bons livros, nutrir bons pensamentos, domínio próprio, e a lista continua.
É melhor a gente reconhecer certos problemas no namoro, do que ter que suportar estes problemas aumentados depois de casada.
Sempre pense que a pessoa maravilhosa (que amava a Jesus) que você escolheu, pode se afastar de Jesus e começar a praticar muita coisa triste. E se acontecer isso quais serão os seus limites? Será que você deve suportar tudo desta pessoa só porque ela foi a "pessoa que Deus escolheu para você"? É importante a gente estabelecer nossos limites pessoais.
Deus está querendo ajudar "você" a escolher bem o namorado e o noivo, para você não ter que amargar muito sofrimento depois.
É por isso que a juventude é a encruzilhada da vida.

Ore, ore muito, e Deus lhe iluminará as decisões.

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Recado Pastoral 13 de Setembro de 2014

Sábado que vem é dia do Desbravador. Teremos uma linda programação e lindos batismos: na central pela manhã e na Nova Esperança à tarde: Batismo da Primavera. Já o Batismo da Primavera será no sábado 27, pela manhã. E no sábado 27, à tarde, todas as atividades da igreja deverão parar para irmos à Carava Novo Tempo em Esteio. Estarão os apresentadores da TV, os cantores da Gravadora e o pastor Luis Gonçalves! Não Perca!


Recado Para a Igreja Central de Caxias



Recado Para a Comunidade Nova Esperança




Um abraço,

Pr. Valdeci Jr.

Melodias dos Salmos: Onde Encontrá-las?

Na sua cultura. Você acha que Deus não teria o poder de preservar a musicalidade de cada canção da época bíblica? Claro que sim! Basta olhar para a própria história do cânon sagrado e sua preservação para se ter esta evidência. Mas realmente, apesar de que os Salmos tivessem uma melodia própria, com o passar do tempo este conhecimento, passado de geração para geração, se perdeu, sendo que Deus preservou tantas outras coisas.  É possível que algumas músicas hebraicas relembrem alguns aspectos das músicas dos Salmos, mas não temos como saber com certeza qual era a melodia de cada um.


Acontece que a música é uma expressão cultural e uma linguagem contextual. A musicalidade de uma canção religiosa é apenas o canal pelo qual passa a mensagem, que é a letra. Ou seja, o importante de uma música é a letra. Por que Deus importou-se tanto em preservar a letra das canções e não se importou em conservar a melodia? Porque num cântico, o que mais importa é a letra. A letra leva o princípio. E a musicalidade a traduz para o contexto, se estiver acomodada ao que seja entendível. Essa é a mesma razão, também, pela qual o Apocalipse já nos adianta várias letras que serão cantadas nas bodas do Cordeiro mas não nos revela qual será a musicalidade das mesmas. Se a conhecêssemos teríamos a tendência de já tentar usar hoje um canal alienado da realidade que aqui vivemos.


E na transmissão da mensagem do evangelho, a mensagem precisa ser contextualizada. Tal contextualização adotará a abordagem mais apropriada de acordo não somente com o contexto, mas também com a cultura. Em tudo aquilo que não fere princípios eternos e mandamentos de Deus, cada cultura deve ser respeitada em seus fatores. E música não é mandamento nem ponto de salvação. Não existe a doutrina bíblica da música. Portanto, outro grande proveito da ação divina em fazer questão de não ter conservado a melodia das canções bíblicas é o respeito pelas culturas. Cada povo, em cada época, expressa e transmite seus valores com musicalidades distintas. Tem havido tentativas modernas de colocar música nos Salmos. Estas iniciativas são muito boas, pois tentam restaurar o poder que havia nestes belos poemas que eram musicados, mas agora de acordo com a atual contemporaneidade. A igreja tem seguido esse princípio.


Então, se você me pergunta: “Qual deve ser a melodia dos Salmos?” Eu lhe respondo: “As melodias da sua cultura, adaptadas às letras das Escrituras, ou vice-versa”. Siga um princípio estabelecido pelos próprios salmistas: “Cantai um cântico novo ao Senhor”. Afinal, Jesus condenou as vãs repetições. Nós não estamos na Judéia da Idade Antiga, portanto, não fique preocupado com isso, e modernize a canção bíblica, preservando somente seu princípio, que está na letra. Bom referenciais para isso podem ser vistos, por exemplos, nas produções da Gravadora Novo Tempo, através dos ministérios de louvor “Está Escrito”, do “Daniel Ludtke”, “Adoradores”, etc. Comece a usar isso bastante nos cultos pessoais e na sua igreja, e depois de um tempo vocês também terão a facilidade pra musicalisar muitos salmos. Um dos meios de chegar, ainda que palidamente, mais perto dos louvores dos salmistas é observar que instrumentos eles usavam. Os salmos são imperativos em instruir que instrumentos usar. Verifique isso na sua Bíblia, faça a lista e monte uma banda contemporânea. Talvez você não encontrará os mesmos instrumentos, mas pegará os instrumentos da sua cultura que produzam os mesmos efeitos daqueles listados nas Escrituras.  E quando fizer isso, descobrirá que poderá, desde que o faça com bom senso, usar todos e quaisquer instrumentos. Quais são os instrumentos da sua cultura? Os salmistas usavam os instrumentos da cultura do antigo Oriente Médio, contexto em que viviam. Passe a usar os instrumentos do seu contexto cultural e você estará seguindo os salmistas no princípio e não no pé da letra. Depois, quem sabe, talvez, quando chegarmos ao Céu teremos a oportunidade de saber quais eram as melodias originais dos salmos. Mas com certeza teremos novas musicalidades para louvar a Deus. E, mais importante do que os detalhes técnicos, é o louvor.


Aí vem outra bênção em Deus não ter permitido que as melodias dos salmos se conservassem através da História. A escritora cristã Ellen G. White disse que no final dos tempos Satanás faria da música um laço na igreja. E a arapuca já pegou os muitos ultra-conservadores. O Diabo coloca o camarada que é conservador em extremo pra ficar achando pêlo em ovo no assunto da música e o faz perder o tempo em preparar e apresentar o conteúdo do evangelho aos que carecem da salvação. Há muitos extremistas que ficam presos nesse laço e endeusam mais a discussão da filosofia da música do que se preocupariam em exaltar o Cordeiro e pregar a mensagem do Advento. E nisso há muita briga inútil. Alguns são levados a pensar que estilo tal ou instrumento tal seriam um falso testemunho. Essas críticas e discussões inúteis é que são um verdadeiro falso testemunho dentro do cristianismo. Agora, já pensou se as melodias originais estivessem aí? Tais extremistas se tornariam também idólatras, radicalizando o sacramento das mesmas. Não conhecermos a musicalidade praticada pelos personagens bíblicos ameniza essas vãs contendas. Afinal, não existem estilos musicais sacramentados em si próprios, em detrimento de outros supostos estilos que seriam, por si mesmos, "do mal". O que manda é o contexto, e ponto final.



A igreja tem se contextualizado bem. Observe o que a igreja tem feito oficialmente, o que ela tem produzido em suas gravadoras, com seus ministérios e com seus cantores, e siga o exemplo. Tenha como seu maior modelo, Cristo. Ele nunca perdeu tempo filosofando sobre música, mas dedicou tempo para cantar. Você quer, um dia, cantar o cântico do Cordeiro? Entregue hoje o seu coração a Jesus, a fim de que possa ir para a eternidade quando Ele voltar. E lá você cantará, com todo o Universo salvo, o cântico de Moisés. Que você possa louvar Aquele que é o Único Digno, por toda a eternidade.


Um abraço,


Pr. Valdeci Jr.

Leia Também: Música Adventista

Por que Paulo reprova a atitude dos coríntios na Ceia do Senhor em I Coríntios 11:17 a 34 ?

Uma de suas dúvidas foi sobre I Coríntios 11:17 a 34. Por que Paulo não louvou a atitude dos coríntios na Ceia do Senhor? Ao estudarmos o Comentário Bíblico Adventista chegamos a algumas conclusões: havia divisões e partidos entre os irmãos da igreja de Corinto (versos 18 e 19). O espírito de amor e de comunhão fraterna que caracteriza a todos os verdadeiros seguidores de Jesus, tinha desaparecido em certo grau. Quando havia Ceia do Senhor, eles faziam uma festa. Cada participante trazia seu próprio alimento e o comia sem pensar em compartilhá-lo com outros. O rico tinha muito para comer, e o pobre com freqüência não tinha nada. A Ceia que tinha sido instituída para comemorar a suprema demonstração do amor de Jesus se converteu num banquete privado, um ato sem propósito nem significado. O crente pobre que confiava na caridade de seus irmãos mais afortunados, vinha ao banquete crendo que supriria suas necessidades, mas ficava frustrado pelo egoísmo e o ímpio orgulho dos ricos. Havia um consumo excessivo de bebidas embriagantes até o ponto de perder o domínio próprio. Paulo insinua que os coríntios comiam e bebiam em excesso nessas festas, e como resultado, sua falsa celebração da Ceia do Senhor se convertia num rito extravagante. (versos 20 e 21). Se só se reuniam para participar do alimento e da bebida que traziam individualmente, bem poderiam comê-lo em seus próprios lares para não desonrar a causa de Deus (verso22). Os crentes tinham perdido de vista a sagrada natureza da Ceia do Senhor, e permitiam que as rivalidades, a inveja, a glutonaria, o orgulho e o descuido dos pobres, ocupassem um lugar em seu pensamento e ações; por isto mereciam a mais severa reprovação.

domingo, 7 de setembro de 2014

Jesus Teve Irmãos? Quem Eram os Irmãos de Jesus?

Os irmãos de Jesus mencionados na Bíblia eram filhos de José e Maria?

  Jesus não teve apenas irmãos, mas também irmãs (Marcos 6:3). Os nomes de Seus irmãos são conhecidos (Tiago, José, Judas e Simão [Mat. 13:55]), mas não os nomes das irmãs. Uma vez que a palavra “irmão” é algumas vezes usada nas Escrituras para designar uma pessoa não necessariamente nascida do mesmo pai e mãe, surgem perguntas sobre os “irmãos” e “irmãs” de Jesus.

  Na tradição católico-romana, há a necessidade de esclarecimento quanto a isso, devido à crença na perpetuidade da virgindade de Maria. Para nós, essa pergunta tem conotação histórica, mas não teológica. Essa controvérsia remonta à metade do segundo século e ainda não foi resolvida a contento; a evidência bíblica permite interpretações diferentes.

1.      Filhos de José e Maria. – Alguns consideram este o ensino do Novo Testamento. Jesus é chamado o primogênito de Maria (Luc. 2:7); se foi o primogênito é porque teve mais irmãos, porque senão seria o unigênito de Maria. E somos informados de que José conheceu Maria, isto é, teve relação sexual com ela, após o nascimento de Jesus (Mat. 1:25). Portanto, a conclusão mais lógica seria de que a expressão “irmãos de Jesus” se refere aos filhos de José e Maria. Além disso, não existe uma menção clara nos Evangelhos de que José era viúvo antes de se casar com Maria, ou de que tivesse filhos de um casamento anterior.
2.      Primos de Jesus. Esta interpretação baseia-se no argumento de que a palavra “irmão” podia algumas vezes designar um parente chegado, um primo. Entre outras coisas, essa teoria ensina que a mãe de Tiago e José não era a mãe de Jesus, mas a irmã dela, Maria, a esposa de Cléopas (João 19:25). Seu irmão Tiago é o mesmo chamado filho de Alfeu e Cléopas (Marcos 3:18). Esta idéia considera os “irmãos de Jesus” como Seus primos. Mas o elevado grau de especulação dessa teoria e o fato de que dificilmente haveria uma evidência para o uso de “irmão” com o significado de “primo”, descartam essa hipótese.
3.      Meio-irmãos. Muitos argumentos apóiam e desapoiam essa idéia.

Primeiro, em lugar algum no Novo Testamento os “irmãos de Jesus” são explicitamente chamados “filhos de Maria”. A passagem que mais se aproxima dessa idéia é Mateus 13:55: “Não é este o filho do carpinteiro? Não se chama Sua mãe Maria, e Seus irmãos, Tiago, José, Simão e Judas? Mas Jesus é o único chamado especificamente filho de Maria. Alguém poderia argumentar que o texto diz implicitamente que Maria era a mãe apenas de Jesus, não de Seus irmãos mencionados na passagem.

 Segundo, a palavra “irmão”, é usada na literatura grega para se referir a um meio-irmão; assim, o termo em si mesmo não é conclusivo para responder à pergunta.

  Terceiro, a palavra “primogênito”, não infere que Maria tivesse outros filhos (aliás, sugere). Ela é usada em Lucas 2:7 para preparar o caminho para a dedicação de Jesus ao Senhor como primogênito (verso 23). Uma antiga inscrição egípcia menciona uma mulher que morreu ao dar à luz seu “primogênito”. Por ela poderia se concluir que Maria tinha outros filhos, mas isto é literatura egípcia e não hebraica.

  Quarto, o fato de que José não teve relações sexuais com Maria a não ser após ela ter dado à luz a Jesus (Mat. 1:25), não quer dizer necessariamente que ela teve outros filhos. O propósito da informação de Mateus foi enfatizar que Maria era ainda virgem quando do nascimento de Jesus. O que também já sugere que após Jesus ter nascido ela passou a ter uma vida sexual ativa. Analisando o contexto histórico deles, dificilmente alguém teria uma vida sexual ativa e ao mesmo tempo um estilo de vida contraceptivo.

 Quinto, o fato de que os “irmãos” de Jesus tentaram várias vezes controlá-lo, sugere a possibilidade de que eles eram mais velhos tinham autoridade sobre os mais novos. Mas o fato de eles estarem acompanhado Maria quando ela procurou a Jesus (Mateus 12:47-50) sugere que eles fossem filhos de Maria. Pode ser que alguns fossem e outros não.

  Finalmente, o fato de Jesus, durante Sua crucifixão, ter confiado Sua mãe aos cuidados de João pode denotar duas coisas diferentes: a) Que os “irmãos” de Jesus não eram filhos de Maria; caso contrário, eles teriam assumido essa responsabilidade automaticamente, o que dispensaria o pedido de Jesus a João, que não queria deixar sua mãe sem um filho para cuidar dela; b) Que Jesus preferiu que João e não os irmãos mais novos cuidassem de Maria; como eles, automaticamente cuidariam dela, foi preciso que Jesus, o primogênito, quem ditava as regras, deixasse as coisas definidas, então, por isto ele fez o pedido a João.

  Embora esse assunto esteja ainda em debate, parece que a melhor solução pode ser a primeira ou a última: Jesus tinha irmãos, mas pode ser que fossem filhos de José e Maria, ou pode ser que os irmãos de Jesus eram Seus meio-irmãos. Mas esta última opção deixaria uma complicada pergunta, muito óbvia: Por que o Senhor fechou a madre de Maria? Esta é uma pergunta teológica, e é bom notar que Bíblia não responde a essa questão. Alguns sugerem que talvez Deus quisesse preservar a singularidade da experiência de Maria como mãe do Salvador, mas isto seria cobrir uma conjectura com outra conjectura.

O que sabemos é: Jesus era primogênito; Jesus conviveu com José e Maria; Jesus era, biologicamente, filho apenas de Maria. Mas Jesus foi chamado de filho de José e de Maria; Jesus teve irmãos e irmãs; os irmãos de Jesus conviveram com Maria.

Um abraço,


Pr Valdeci Jr.

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

O Uso de Dramatizações na Igreja


ELLEN WHITE E A BÍBLIA

SÃO CONTRA O USO DE DRAMATIZAÇÕES

NA IGREJA?


O Antigo e o Novo Testamentos estão permeados de dramatizações simbólicas.
            Especialistas na área de comunicação têm afirmado que aprendemos 83% das informações do mundo exterior através da visão; 11% através da audição; e 6% distribuídos entre o tato, o olfato e o paladar. Isto significa que nos lembramos muito mais daquilo que vemos do que daquilo que meramente ouvimos.
            Se a visão é tão eficaz no processo da comunicação, deveria a Igreja Adventista do Sétimo Dia valer-se apenas de recursos auditivos na proclamação do “evangelho eterno” (Apoc. 14:6)? Até que ponto poderia esta denominação incorporar recursos visuais e dramatizações em seus serviços religiosos, sem com isso infringir princípios expostos na Bíblia e nos escritos de Ellen White?
            A fim de respondermos a estas questões, consideraremos, inicialmente, alguns antecedentes do uso de dramatizações na literatura bíblica e nos escritos da Sra. White. Procuraremos, então, identificar alguns princípios básicos que poderão nos ajudar a estabelecer parâmetros seguros sobre o assunto.

No Antigo Testamento

            A liturgia do Antigo Testamento centralizava-se nos rituais simbólicos, primeiro, dos altares patriarcais; depois, do tabernáculo mosaico; e, por último, do templo de Jerusalém. Esses serviços, ministrados por sacerdotes (cf. Êxo.28 e 29; Lev. 8), constituíam uma prefiguração dramática da salvação que haveria de se concretizar através do sacrifício e do sacerdócio de Cristo. Animais representavam a Cristo; a imolação desses animais simbolizava a morte de Cristo; e o sangue deles prefigurava o sangue de Cristo. Também as festas de Israel eram marcadas por inúmeras dramatizações (ver Êxo. 12:1-27; Lev. 16 e 23). Ellen White denomina todo esse sistema centralizado no santuário de “o evangelho em figura (Fundamentos da Educação Cristã, pág. 238)”.

  Outro ato religioso dramático do Antigo Testamento era a cerimônia da circuncisão. Esse ato foi ordenado por Deus como um símbolo exterior do concerto entre Ele e Seu povo.
  Em Números 21:4-9, Deus ordenou que Moisés preparasse e levantasse uma “serpente de bronze”, como um símbolo de Cristo. Todos aqueles que olhassem com fé para aquela serpente, viveriam.
             Dramatizações são encontradas também nos livros proféticos do Antigo Testamento. O próprio Deus usou recursos pictóricos para descrever realidades sócio-políticas e religiosas nas visões proféticas registradas em tais livros, como Ezequiel, Daniel e Zacarias. Por exemplo, no capítulo 2 do livro de Daniel, a Segunda Vinda de Cristo é representada pela grande pedra que feriu os pés da estátua. Já no capítulo 1 de Oséias, encontramos Deus ordenando que o próprio profeta (Oséias) dramatizasse a apostasia espiritual de Israel, casando-se com uma prostituta.
             Portanto, o uso de recursos visuais (incluindo dramatizações) permeava o culto do Antigo Testamento. Tais recursos eram em parte do serviço do santuário, da cerimônia da circuncisão e dos ensinos proféticos. Mas o emprego de tais recursos visuais não se limita apenas ao Antigo Testamento.

No Novo Testamento

            Os quatro Evangelhos apresentam inúmeras ocasiões em que Cristo usou ilustrações vívidas da Natureza e da vida diária para ensinar lições espirituais. Ele não apenas Se valeu do recurso didático das parábolas, mas até comparou-Se a Si mesmo com tais figuras como a água (João 4:10), o pão (6:41 e 48), a luz (8:12), a porta (10:9), o pastor (10:14) e a videira (15:1-5).
            A própria cerimônia do Batismo é uma dramatização simbólica, intituída por Cristo para marcar o início de uma vida de congregação a Deus. Cristo não apenas submeteu-Se a essa cerimônia (Mat. 3:13-17), mas também ordenou que ela fosse ministrada a todos quantos aceitassem o evangelho (28:18-20).
            Até mesmo Sua morte dramática sobre a cruz tinha propósitos didáticos. Ellen White declara que “a cruz é uma revelação, aos nossos sentidos embotados, da dor que o pecado, desde o seu início, acarretou ao coração de Deus (Educação, 263)”. Ela acrescenta que “o Calvário aí está como um monumento do estupendo sacrifício exigido para expiar a transgressão da lei divina (Caminho a Cristo, 33)”.
            Esse evento dramático ocorreu sobre uma cruz com o objetivo de tocar os “nossos sentidos embotados (Educação, 263)”. Ele é relembrado simbolicamente através da cerimônia da Santa Ceia (ver Mat. 26:17-30; João 13:1-20), que é, por sua vez, uma dramatização litúrgica ordenada por Cristo para ser repetida periodicamente por Seus seguidores (cf. João 13:13-17; I Cor. 11:23-26).
             À semelhança de alguns livros proféticos do Antigo Testamento, o conteúdo do Apocalipse de João é caracterizado por dramatizações simbólicas, que descrevem pictoricamente o desenvolvimento do plano da salvação no contexto do grande conflito entre as forças do bem e os poderes do mal.
            Por conseguinte, o Antigo e o Novo Testamentos estão permeados de dramatizações do plano de salvação, instituídas pelo próprio Cristo como parte da liturgia de Sua igreja.

Nos escritos de Ellen White

  Analizando-se os escritos de Ellen White, percebe-se, por um lado, que ela: (1) endossa reiteradas vezes as dramatizações litúrgicas do Antigo Testamento (o cerimonial do santuário, etc.); (2) enaltece as dramatizações litúrgicas do Novo Testamento ( o Batismo, o Lava-pés, a Santa Ceia, etc.); (3) engrandece o ritual sacerdotal de Cristo no Céu; (4) não criticou a dramatização a que assistiu na Escola Sabatina de Battle Creek, em 1888. (5) não condenou a encenação do Natal de 1888, em Battle Creek, mas simplesmente expressou sua aprovação aos pontos positivos do programa e sua desaprovação aos pontos negativos; e (6) não condenou o uso das bestas de Daniel e do Apocalipse como ilustrações evangelísticas (Para um estudo mais detido das declarações de Ellen White sobre dramatizações, ver Arthur L. White, “Representações Dramáticas em Instituições Adventistas” (Centro White, http://www.centrowhite.org.br/textos.pdf/07/representacoes_dramaticas.pdf ). Tais declarações podem ser melhor compreendidas através da leitura do artigo intitulado”Divertindo as Massas”, de Benjamim McArthur, em: Gary Land, ed. , The World of Ellen G. White (Washington, DC: Review and Herald, 1987), págs. 177-191. Veja também http://www.centrowhite.org.br/textos.pdf/07/dramatizacoes_igreja.pdf ).
  Por outro lado, várias citações de Ellen White desaprovam o uso de qualquer tipo de exibicionismo teatral (As principais citações de Ellen White nas quais ela expressa sua desaprovação ao uso de exobições teatrais, encontram-se no livro Evangelismo, págs. 136-140). Estariam essas citações condenando indistintamente todo tipo de dramatização? Eu creio que não, pois, se assim fosse, teríamos que eliminar até mesmo o Batismo e a Santa Ceia de nossas igrejas.
  É interessante notarmos que as próprias citações de Ellen White que desaprovam o uso de exibições teatrais, identificam também as características negativas básicas que a levaram a se opor a tais exibições. Dentre essas características destacamos as seguintes: (1) afastam de Deus; (2) levam a perder de vista os interesses eternos; (3) alimentam o orgulho; (4) excitam a paixão; (5) glorificam o vício; (6) estimulam o sensualismo; e (7) depravam a imaginação.
  Disto inferimos que dramatizações são aceitáveis, em contrapartida, quando: (1) aproximam de Deus; (2) chamam a atenção para os interesses eternos; (3) não alimentam o orgulho; (4) não excitam a paixão; (5) desaprovam o vício; (6) não estimulam o sensualismo; e (7) elevam a imaginação.

Na Igreja Adventista

             Grupos de dramatização têm participado freqüentemente em vários programas de TV mantidos pela Igreja Adventista do Sétimo Dia, ao redor do mundo. Elencos especiais de dramatização foram necessários também para a produção dos filmes e/ou videocassetes Um em Vinte Mil (EUA), O Grande Conflito (Argentina), Heróis da Fé (Austrália), O Barquinho Azul Brasil) e muitos outros. Evangelistas adventistas usam um número significativo de filmes em séries de conferências públicas.

            Dramatizações fazem parte ainda da vida da grande maioria dos internatos mantidos pela denominação. Elas são usadas também em nível de igrejas locais, tanto em programas alusivos ao Dia das Mães e ao Natal, como nos departamentos infantis da Escola Sabatina.
  Várias dessas dramatizações têm elevado espiritualmente tanto os apresentadores como aos que a elas assistem. Existem, no entanto, aqueles que pensam que os fins justificam os meios e que boas intenções são o único critério determinante para a aceitação de um determinado programa. Mas se restringíssemos os critérios apenas ao nível das intenções, certamente incorreríamos no grave erro de abrirmos as portas a todo e qualquer tipo de programação “culturalmente” aceitável.

Critérios Básicos

            Cuidados consideração deve ser dada, não apenas às intenções, mas também à própria natureza do programa, à escolha dos participantes, bem como ao tempo e local adequados tanto para o ensaio como para a apresentação da cena.

            As dramatizações devem: (1) evitar o elemento jocoso e vulgar; (2) evitar o uso de fantoches (animais e árvores que falam, etc.); (3) ser bíblica e historicamente leais aos fatos, como estes realmente ocorreram; e acima de tudo, (4) exaltar a Deus e Sua Palavra (e não os apresentadores da programação).

            Já os apresentadores devem ser pessoas cuja vida espiritual e conduta estejam em plena conformidade com os princípios adventistas, e que estejam dispostos a acatar as orientações da liderança da congregação local e das organizações superiores da denominação. Prudente seria que todos os participantes de um elenco de dramatização fossem escolhidos com base nas diretrizes sugeridas pelo Manual da Igreja Adventistas do Sétimo Dia para a seleção dos “membros do coro da igreja” (Ver Manual da Igreja Adventista do Sétimo Dia, 8A. ed. (Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 1992), pág. 111.; Ver também Revista Adventista de setembro de 1996).
             A liderança da igreja, por sua vez, é responsável por prover orientações adequadas aos apresentadores de dramatizações. A ela compete exercer uma função equilibradora, para que as programações sejam um meio ( e não um fim) de melhor glorificar a Deus e de mais efetivamente comunicar o evangelho ao mundo. Jamais deve permitir que dramatizações venham obliterar a centralidade da pregação da Palavra na liturgia adventista.
  Portanto, dramatizações permeiam a liturgia tanto do Antigo como do Novo Testamentos. Ellen White, por sua vez, não condena todo tipo de dramatização, mas apenas as exibições teatrais que afastam de Deus, levam a perder de vista os interesses eternos, alimentam o orgulho, excitam a paixão, glorificam o vício, estimulam o sensualismo e depravam a imaginação.
             Se alegarmos que toda e qualquer dramatização é inapropriada, teremos, conseqüentemente, de suspender: (1) o uso de filmes, que são o produto de dramatizações; (2) a maior parte das programações dos departamentos infantis da Escola Sabatina (colocar coroas na cabeça das crianças, cenas do Céu, etc.); (3) todas as “cantatas” e grande parte das apresentações musicais de nossas igrejas; e, até mesmo (4) a celebração das cerimônias do Batismo e da Santa Ceia.

  Por outro lado, devemos ser cuidadosos tanto na avaliação da natureza do programa, como na escolha dos apresentadores e do tempo e do local dos ensaios e da apresentação. O uso adequado de dramatizações implica não meramente agirmos em conformidade com nossa própria consciência (sendo ela santificada), mas também com base nos princípios bíblicos e dos escritos de Ellen White. Toda cena deve glorificar a Deus e não aos apresentadores.

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Quem é o Cara?

Forte, bonito, grandão, cabeludão… não estou falando de Sansão! Provavelmente o rapaz em quem estou pensando passou até a andar de cabeça raspada, pois afinal, tantos séculos depois da época dos juízes, isso virou até moda. Mas qualquer solteira gostaria de conhecer esse jovem “sem defeito físico, de boa aparência”, culto, inteligente, que domina os vários campos do conhecimento, “muito amado”, solteiro, nascido em berço nobre e escolhido para ser treinado como oficial do maior governo da Terra. Na idade pré-vestibular, fez tudo certo e passou no processo seletivo com uma nota disparadamente mais alta que o resultado de quem ficou em segundo lugar. Mesmo que você não seja uma moça, imagino que esteja curioso pra conhecer “o cara”.
Mas ele nunca se achou assim. Sempre soube quem era, não com a intenção de ser melhor que os outros. Afinal, virou presa de guerra etinha de ser muito esperto pra sair dessa e não perder a vida. Abra sua Bíblia em Daniel capítulo 1 e conheça um dos únicos homens de longa descrição cujo texto sagrado não menciona um defeito sequer durante toda sua vida.
Era humano e tinha falhas, com certeza. Mas o destaque está na reforma que sempre determinou estabelecer em sua vida, por amar servir a Deus e não a si mesmo. Bem ao contrário de Sansão, que já nascera reformado e não dava importância para seu estilo de vida diferenciado porque parecia sempre se preocupar com o fato de que o mundo girasse em torno de seu próprio umbigo. Daniel decidiu firmemente em seu coração não injetar pra dentro de si nada do “bom e do melhor” que estava à sua disposição de tudo do mais caro cardápio do mundo.
O tempo passou, mas a essência humana continua a mesma. Como Sansão, muitos têm toda a oportunidade do mundo de acertar na vida, mas são tão centrados em si mesmos que não têm a coragem de vencer uma tendência, um mau hábito sequer. Reforma requer uma firme decisão. Leia Daniel capítulo 1 e pense bem! A lógica era clara: se Daniel quisesse se dar bem, deveria comer o que lhe estava sendo oferecido! E se quisesse se dar mal, era só fazer o contrário. Mas uma análise mais profunda de todo esse livro bíblico nos leva a perceber que a maior preocupação de Daniel não era consigo. Era com sua religião. Você está achando estranho? Reforma requer uma confiança em Deus que não se acha em qualquer esquina.
A reforma requer também firmeza de valores. Por toda sua infância e adolescência Daniel tinha sim recebido instruções de como ser fiel ao Senhor. E isso ele preservou. Não os costumes, mas o princípio. Ou você acha que ele, como um bom judeu que era, sempre comera somente legumes? Reforma requer sabedoria para viver. Ali, naquela situação de bebidas e carnes impróprias, ele adaptou o contexto aos seus princípios. Bem ao contrário de Sansão, que embora vivesse numa conjuntura ideal para conservar-se puro, foi buscar ver como poderia acomodar seus valores ao mundo lá fora.
Vivemos em um mundo incerto, inseguro, infiel e insano. Sempre foi assim. E a vida de Daniel nos inspira a buscarmos a Deus com a determinação de uma reforma de firme decisão, fé confiante, valorização de princípios e sabedoria superior. Ser cristão para não fazer a diferença não faz sentido. Sansão não fez a diferença nem entre o povo de Deus, porque embora a reforma tivesse ido até ele, ele não foi até a reforma. Daniel fez a diferença na história humana porque ainda que a reforma parecesse fugir dele, ele a buscou.
“O cara” que por não ter se importado em ser “o cara” se tornou “o cara”. Seu estilo de vida sempre glorificou a Deus. Esse foi Daniel.
E você?
Fonte: http://noticias.adventistas.org/pt/coluna/valdeci-junior/quem-e-o-cara/

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Onde Estão Satanás e os Seus Anjos?



Houve peleja no céu. Miguel e os seus anjos pelejaram contra o dragão. Também pelejaram o dragão e seus anjos;  todavia, não prevaleceram; nem mais se achou no céu o lugar deles.  E foi expulso o grande dragão, a antiga serpente, que se chama diabo e Satanás, o sedutor de todo o mundo, sim, foi atirado para a terra, e, com ele, os seus anjos.  Então, ouvi grande voz do céu, proclamando: Agora, veio a salvação, o poder, o reino do nosso Deus e a autoridade do seu Cristo, pois foi expulso o acusador de nossos irmãos, o mesmo que os acusa de dia e de noite, diante do nosso Deus.  Eles, pois, o venceram por causa do sangue do Cordeiro e por causa da palavra do testemunho que deram e, mesmo em face da morte, não amaram a própria vida.  Por isso, festejai, ó céus, e vós, os que neles habitais. Ai da terra e do mar, pois o diabo desceu até vós, cheio de grande cólera, sabendo que pouco tempo lhe resta”. (Apocalipse 12:7-12).

De acordo com as Escrituras, Satanás e os demônios foram lançados na Terra. A propagação do mal, tragédias, sofrimentos, etc... dá-se pela direta influência deles.

Estes seres espirituais não podem ser vistos em nosso mundo físico; fazem parte de outro plano (espiritual).

Nossa luta contra estes seres malignos é a mais dura batalha que temos pela frente (Efésios 6:10-12). A fim de vencermos, temos de nos apegar a Jesus Cristo e à armadura de Deus (I Pedro 5:7-9; Efésios 6:13-18).

Em Cristo, somos vencedores:

“Que diremos, pois, à vista destas coisas? Se Deus é por nós, quem será contra nós? Aquele que não poupou o seu próprio Filho, antes, por todos nós o entregou, porventura, não nos dará graciosamente com ele todas as coisas? Quem intentará acusação contra os eleitos de Deus? É Deus quem os justifica. Quem os condenará? É Cristo Jesus quem morreu ou, antes, quem ressuscitou, o qual está à direita de Deus e também intercede por nós. Quem nos separará do amor de Cristo? Será tribulação, ou angústia, ou perseguição, ou fome, ou nudez, ou perigo, ou espada? Como está escrito: Por amor de ti, somos entregues à morte o dia todo, fomos considerados como ovelhas para o matadouro. Em todas estas coisas, porém, somos mais que vencedores, por meio daquele que nos amou. Porque eu estou bem certo de que nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as coisas do presente, nem do porvir, nem os poderes, nem a altura, nem a profundidade, nem qualquer outra criatura poderá separar-nos do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor”. (Romanos 8:31-39 RA).

Aceite Jesus como seu Salvador; através de Seu sacrifico na cruz podemos estar certos que a batalha é ganha; basta perseverarmos em segui-lo (cf. Lucas 21:19).           

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Ósculo Santo

Qual o significado do “Ósculo Santo”?


O "ósculo santo" (beijo) é outro costume oriental usado até hoje entre os governantes, mas que nunca foi adotado por nós ocidentais. usamos o abraço, o cumprimento e não o beijo. O beijo é reservado para o relacionamento filial e entre marido e mulher.

A fórmula de saudação tradicional dos judeus é "shalom", ou seja, "paz". Quando Cristo se apresentou aos discípulos após a ressurreição, proferiu essa saudação que lhes era familiar  (João 20:19 e 26). Com isso, porém, não estava estabelecendo nenhuma regra de como os cristãos deveriam tratar-se.

Saudações usuais tais como: "bom dia", "boa noite", "como vai", preenchem adequadamente os requisitos da cortesia cristã, tanto quanto o "shalom" preenchia para os judeus naquele tempo e ainda hoje, é para os cristãos primitivos.

Há outras formas de saudação, apontadas no Novo Testamento, como a expressão "Maranata" (Vem Senhor). Acredita-se que essa expressão era uma foram de cumprimento entre os primitivos crentes, em que expressavam a esperança do breve retorno de Jesus.

Paulo nos dá um excelente conselho quanto a essas questões culturais, formais: não há lugar na igreja para homens e mulheres litigiosos (contenciosos), aqueles que discutem por discutir (I Cor 11:16).

A essência da religião cristã não está nas exterioridades, mas sim num eterno relacionamento com a pessoa de Jesus. A ênfase em aspectos exteriores, culturais e formais pode produzir dentro da igreja os chamados "sepulcros caiados" (Mt. 23), por fora estão bem mas por dentro está faltando a vital conexão com Cristo. Sem Ele nada poderemos realizar ou produzir (João 15).


Que o Senhor nos ilumine!