domingo, 11 de janeiro de 2015

ADVENTISMO: Um olhar histórico

Nesta postagem, não pretendo redigir a redundância. Várias obras já contam, de forma convencional, como a Igreja Adventista surgiu e cresceu, desde seu início até os atuais dias. Mas como “‘as Ciências da Religião’ têm que ser preeminentemente históricas” (ANA, 1998, p. 60), partindo desta conhecida história, neste texto eu sigo numa análise do paralelismo entre as linhas de pensamento adventista e do mundo que cerca os adventistas. E sob o prisma historiográfico, “o pensamento religioso não evolui sozinho no espaço simbólico, ele interage com outras formas de pensamento e outras esferas de organização social, política e cultural” (DELGADO; FERREIRA, 2003, p. 102).
Um olhar atento aos pressupostos das escolas de pensamentos, em comparação ao que antecedeu à época em que o adventismo nasceu, não pode deixar se desperceber que “a ortodoxia protestante dos séculos XVII e XVIII sustentava como seu ponto central a autoridade da Bíblia” (JARDILINO, 1994, p. 25). Mas isso acompanhava a cosmovisão da época, pois

o século XVIII, no entanto, assim como o XIX, mostrou uma contínua acomodação do protestantismo à moral burguesa secularizada e iluminista, constituindo sua disciplina em sancionadora dessa moral. Assim, a conversão nada mais era do que um processo de remodelação dos indivíduos ao novo tipo de sociedade necessária à ideologia do progresso (MENDONÇA, 2008, p. 56).

O “retorno de muitas pessoas ao cristianismo durante as duas primeiras décadas do século dezenove” foi o “Segundo Grande Despertamento”. Miller estava entre os influenciados por este movimento. “À semelhança de muitos de sua geração, sentiu-se impelido a estudar a Bíblia” (KNIGHT, 2000, p. 10). “No começo do século dezenove, uma filosofia religiosa de restauração do cristianismo para a sua condição neo-testamentária primitiva começou a emergir nos Estados Unidos” (RODRIGUES, 2012, p. 277). Era o restauracionismo.
Craig Van Gelder traça as mudanças do pensamento sócioreligioso ao longo dos últimos séculos (1992, p. 69-83). Ele coloca que até no Iluminismo a cosmovisão cristã ainda estava focada em Deus e na revelação das Escrituras em harmonia com a ordem racional, o progresso histórico e o gerenciamento da vida (p. 69 e 81). Mesmo na parte inicial da Modernidade, verdades empíricas podiam ser mantidas através dos fatos observáveis e isso incluía os campos dos valores humanos (p. 78). Então Gelder argumenta que a modernidade trouxe a secularização (mudanças na ordem social, surgimento de tecnologias, migrações, novas formas de produção, etc.) que se tornou em secularismo (mudanças nos valores, chegada do individualismo, antropocentrismo e desestruturação da família) e modernismo. “O individualismo foi, sem dúvida, um dos elementos do protestantismo que mais contribuíram para a necessária mudança social ao progresso e ao mundo moderno” (MENDONÇA, 2008, p. 57).
As igrejas históricas foram participantes do processo de “racionalização e intelectualização” ocorrido no Ocidente e citado por Max Weber (1982, p. 182), “ao forjar uma postura racionalizante de vida, isto como um crescente processo de secularização” (PROENÇA, 2011, p. 251). E aqui, “entenda-se como históricas as igrejas que incorporam em suas doutrinas e ensinos os postulados fundamentais da Reforma Protestante ocorrida na Europa no século XVII, mesmo que sua origem tenha se dado muitos anos depois” (OLIVEIRA, 2004, p. 51), podendo então, para os termos deste estudo, enquadrar a Igreja Adventista do Sétimo Dia como uma igreja protestante.
Até por volta do final do século XIX e início do século XX, o conhecimento humano havia crescido em grande medida na área que hoje conhecemos como científica (UEHARA, 2008). As grandes descobertas, acompanhadas das possibilidades acadêmicas cada vez mais avançadas, deram ao homem a ideia de sentir-se seguro em seus conceitos desde que estes pudessem ser provados empiricamente (BERNARDES JUNIOR, et al., 2008). Como dizia Einstein: “Temos de procurar palavras antes de podermos exprimir ideias” (PAIS, 1995, p. 249).
A área de conhecimento chamada Ciência ajudou a humanidade nessa cristalização conceitual graças às grandes maravilhas das descobertas científicas. Notando o que hoje se define como Ciência, como sendo o “corpo de conhecimentos sistematizados adquiridos via observação, identificação, pesquisa e explicação de determinadas categorias de fenômenos e fatos, e formulados metódica e racionalmente” (HOUAISS; VILLAR, 2009, p. 463), não é difícil entender então que, no afã desta novidade, o pensamento, para ser válido, era então, construído de forma “científica”, na possibilidade de ser provado. “A modernidade ocidental caracterizou-se, basicamente, pelo processo de racionalização crescente, no qual os critérios do pensamento científico passam a dominar todas as esferas humanas” (WANDERLEY, 1998, p. 29).
Nessa mesma época, o adventismo estava decolando em seus termos missionários globais (NUNES, 1994; MAXWELL, 1982). A evangelização tinha seus desafios, mas os adventistas tinham uma vantagem: a capacidade de provar aquilo que defendiam, só que de um modo diferente, é claro. “Neste espírito de súplica e piedosa investigação das Escrituras, emergiu triunfante o movimento adventista” (OLIVEIRA, 1988, p. 35). A forte ênfase na metodologia de dar provas bíblicas das doutrinas que defendia (ver Isaías 8:20) deu forças dogmáticas ao adventismo. Mas, alguém que participara dos idos pioneiros desta igreja já tinha previsto que “novos métodos e novos planos resultarão de novas circunstâncias. Novos pensamentos virão com os novos obreiros que se dedicarem ao trabalho” (WHITE, 2007, p. 216; ver também 1Coríntios 9:19-22).
E, realmente, ao observar a história da Igreja Adventista, é possível perceber que essa força de provar a “verdade” (João 14:6), como um grande diferencial oferecido aos seus prosélitos, durou de maneira mais destacada até as décadas de 1970 e 1980, quando então o mundo já estaria tomando força em outra direção de pensamento (SANTOS, 2011, p. 631-666). Ou seja, embora os adventistas sejam oriundos do restauracionismo (KNIGHT, 2005, p. 30; RODRIGUES, 2012, p. 265-287), em alguns aspectos, a IASD já se alinhou à forma puritana e abandonou sua herança reformadora restauracionista mais radical (SEPULVEDA, [s.d.] a,b), na saudável busca pela contextualização da transmissão de sua mensagem de valores eternos, inovando os métodos sem perder os valores.

Deus Seja Louvado!

Feliz 2015!

Pr. Valdeci Jr.

Leia também: MÚSICA ADVENTISTA

ANA, Júlio de Santa. Estudos de religiã o: conflito das interpretações. In: SOUZA, Beatriz Muniz et. al (Org.). Psicologia da religião no Brasil. São Paulo, SP: PUC/UMESP, 1998.

BERNARDES JUNIOR, Assis Barreto. et al. Cientificismo e cientologia. 2008 Disponível em: <http://www.lia.ufc.br/~rudini/ufla/ufla/2008i/com161.trab.cientif.pdf>. Acesso em: 15 mar. 2011.

DELGADO, Lucila de Almeida Neves: FERREIRA, Jorge (Org.). O Brasil republicano. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2003, v.  4.

GELDER, Craig Van. Secularization and the city. In: GREENWAY, Roger S. (Ed.).  Discipling the city: a comprehensive approach to urban misión. 2. ed., Grand Rapids, Michigan: Baker Book House, 1992.

HOUAISS, Antônio; VILLAR, Mauro de Salles. Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa. 1ª ed. Rio de Janeiro, RJ: Objetiva, 2009.

JARDILINO, Jose Rubens Lima. As religiões do espírito: visão histórico-teológica do pentecostalismo na década de 30. São Paulo: Centro Ecumênico de Publicações e Estudos, 1994.

KNIGHT, George R. Uma igreja mundial: breve história dos adventistas do sétimo dia. Tradução de José Barbosa da Silva. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, 2000.

KNIGHT, George R. Em busca de identidade. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, 2005.

MAXWELL, Mervyn. História do adventismo. Santo André: Casa Publicadora Brasileira, 1982.

MENDONÇA, Antonio Gouvêa. Protestantes, pentecostais & ecumênicos. 2ª ed. São Bernardo do Campo, SP: Universidade Metodista de São Paulo, 2008.

NUNES, Luiz. História do adventismo. Cachoeira, BA: Seminário Adventista Latino Americano de Teologia, 1994.

OLIVEIRA, Enoch de. A mão de Deus ao leme. 2ª ed. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, 1988.

OLIVEIRA, Marco Davi de. A religião mais negra do Brasil. São Paulo: Mundo Cristão, 2004.

PAIS, Abraham. A ciência e a vida de Albert Einstein. Rio de Janeiro, RJ: Editora Nova Fronteira, 1995.

PROENÇA, Wander de Lara. Sindicato de mágicos: uma história cultural da Igreja Universal do Reino de Deus (1977-2007). São Paulo: Editora Unesp, 2011.

RODRIGUES, Gerson. The United States in the first half of the nineteenth century. In:  KUHN, Wagner (Ed.). The book and the student: theological education as mission. Michigan: Department of World Mission, 2012.

SANTOS, Zinaldo A. Missão e ministério no mundo pós-moderno. In: SOUZA, Elias Brasil de (Ed.). Teologia e metodologia da missão: palestras apresentadas no VIII simpósio bíblico-teológico sul-americano. Cachoeira: CEPLIB, 2011.

SEPULVEDA, Ciro. Reinventing adventist history:  how adventist historians transformed adventist heritage so that it would fit neatly into the National Mythology. [s.d.]a Disponível em: http://www.oakwood.edu/historyportal/Ejah/Reinventing%20SDA%20history.htm. Acesso em: 24 abr. 2014.

______. The tent and the cathedral: white-collar adventists and their search for respectability. [s.d.]b Disponível em: . Acesso em: 24 abr. 2014.

UEHARA, Mituo. História e filosofia da ciência. São José Dos Campos, SP: Univap Virtual, 2009.

______. Ciência, filosofia e religião diante da questão da origem do Universo. Ago. 2006. Disponível em: . Acesso em: 15 mar. 2011. 

WANDERLEY, Luiz Eduardo W. Estudos da religião no Brasil: buscando o equilíbrio entre adaptação e criatividade. In: SOUZA, Beatriz Muniz et. al (Org.). Psicologia da religião no Brasil. São Paulo, SP: PUC/UMESP, 1998.

WEBER, Max. Ensaios de sociologia. 5ª ed. Rio de Janeiro: Livros Técnicos e Científicos Editora S.A., 1982.

WHITE, Ellen G. Conselhos sobre educação. 3ª ed. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, 2007.


sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Meu Recado Pra Igreja em 10 de Janeiro de 2015

De volta das férias, continuamos juntos, matando a saudade e trabalhando para o Senhor, sob o lema:
Por Uma Só Família.



Um Abraço,

Pr. Valdeci Jr.

quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

Não Consigo Crer na Bíblia Como a Palavra de Deus

"O que faço? Não consigo crer na Bíblia como a Palavra de Deus," perguntou um internauta.

Resposta:

 Antes de tudo, há algo maravilhoso que você precisa estar plenamente seguro (a): Deus lhe ama embora você não consiga acreditar em muitas coisas, Ele não está cobrando de você fé para poder amá-Lo. Ele simplesmente o ama. Só que, se um dia você conseguir crer, descobrirá uma outra dimensão da vida, e conseguirá ser muito mais feliz do que é hoje.
Nós consideramos que a Bíblia é a Palavra de Deus por vários motivos:
1) Os escritos bíblicos assim afirmam. Os profetas Jeremias, Isaías e outros dizem que registraram a Palavra que Deus lhes confiou. São Paulo afirma: "Toda a escritura é inspirada por Deus" II Timóteo 3:16. São Pedro declara que "os santos homens de Deus falaram sendo inspirados pelo Espírito Santo" II Pedro 1:21.
Mas isso qualquer homem poderia ter escrito, não é motivo suficiente para crer que a Bíblia é a Palavra de Deus.
2) O cumprimento das profecias. Durante muitos anos a ciência pensou que a terra era plana. Mas a Bíblia já dizia que ela era redonda (Isaías 40:22). Em 1492 Cristóvão Colombo provou para o mundo que a Bíblia tinha razão.
Durante anos também a ciência pensou que a terra era sustentada por algo. Alguns até pensavam que Hércules carregava a terra, outros que seria uma tartaruga, etc. A Bíblia dizia que a Terra está pendurada no espaço. Jó 26:7.
Se você tivesse a oportunidade de estudar as profecias bíblicas, veria como elas descrevem perfeitamente a história do mundo em detalhes.
3) A Bíblia foi escrita em um período de 15 séculos. Moisés, o primeiro escritor bíblico, não conheceu João, o último. Houve escritores de diferentes capacidades, classes sociais e culturas. Lucas foi médico, Paulo um filósofo, Oséias um  agricultor, Pedro, pescador, e muitos deles não se conheceram, mas através de toda a Bíblia existe uma unidade de pensamento. É como se um tivesse dito ao outro: eu escrevo até aqui e você continua depois. Só podemos entender isso pelo fato de que havia por trás deles uma mente divina, inspirando-os.
4) Mas o argumento que realmente vale é o poder transformador da Bíblia. Não há pessoa que vá à Bíblia com atitude humilde, cuja vida não seja transformada. Ao longo da história milhares e milhares de pessoas podem testemunhar o poder transformador de Deus nas suas vidas.

Não sinta culpa por não crer. Mas em algum momento fique a sós com Deus e diga: "Senhor, não consigo crer, não consigo ter fé, mas preciso ser feliz e se ter fé é o que está faltando em minha vida, então, por favor, dá-me um coração capaz de crer".

quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

El pecado de la devoción

El tiempo pasa… Y continuamos hablando, y hablando, y hablando sobre el Reavivamiento y la Reforma. ¿Hasta cuándo? ¿Cuándo va a terminar esto? Recientemente, aquí donde trabajo, el pastor Moisés Mattos predicó un sermón mostrándonos que mientras los seguidores de Cristo están preocupados por el tiempo en relación con Su venida, al Maestro le gustaría que los mismos se preocupasen por el reavivamiento para Su venida (Hechos 1:6-8). ¿No sabemos eso?
Lo recuerdo como si fuera hoy. Yo dirigía una combi blanca entre Monte Mor y Capivari (SP) y conmigo estaban dos colegas más. Discutíamos sobre el por qué de los sermones tan débiles espiritualmente. Fue cuando mi amigo Rodrigo Bertotti comentó: “¿No es solo intensificar la comunión a través de la oración, del estudio de la Biblia… en fin, de la devoción personal? Pero si solo es eso, ¿por qué no lo hacemos?” ¡Qué cosa!
Más de una década después, estuve en un evento de la Iglesia donde el teólogo Amim Rodor cuestionó exactamente sobre eso. Entendí de él que uno de los mayores problemas de nuestra campaña para el Reavivamiento y la Reforma es hacer tanta campaña al punto de no hacer lo que sabemos que debería ser hecho. Hace un mes que asistí a aquella conferencia, y eso todavía está martillando en mi mente. ¿Sería lo que otro teólogo, Márcio Costa, dijo en un encuentro que tuvimos esta semana en Porto Alegre sobre “el pecado de la devoción” refiriéndose a la irónica situación de los fariseos de perder la salvación al buscar la santidad? Responda usted.
Lo que sé es que quedo muy triste con los elogios que recibo de mis queridos oyentes del programa “Reavivados Por Su Palabra”. Reconozco el cariño de cada uno de estos amigos. Pero lo que me entristece es lo que comentan: “Me gustó mucho su programa”, “Usted habla bien”, “Escucho el programa todos los días”, etc. Todavía nunca comentaron: “Estoy haciendo la lectura bíblica del día”, “Estoy leyendo más la Biblia”, “Estoy buscando el reavivamiento”… Entonces, al recibir el elogio de aquella primera línea de comentarios, provoco la reacción a esta segunda categoría con preguntas del tipo: “Y usted, ¿ya hizo su lectura de hoy?”, “¿Está leyendo la Biblia buscando quedar realmente reavivado por la Palabra?”, “¿Está haciendo la lectura bíblica diaria, hermano?” La respuesta casi siempre es: “Eh… lo debo hacer”. Ya dijo todo. Pero así es. Si estuviese buscando realmente quedar reavivado no precisaría oír tal programa en la Radio Nuevo Tiempo.
Actitud
Si estuviésemos luchando verdaderamente por la reforma no precisaríamos de esta columna donde, ahora, usted está leyendo el presente texto. Pero aquí estamos. Hoy por la mañana me sentí fuertemente tentado a escribir este texto antes de haber hecho mi lectura bíblica, de haber estudiado la lección de la Escuela Sabática, de haber pasado tiempo en oración, de haber orado con mi esposa… Para mí, esta es la mayor de todas las tentaciones para todos los cristianos: no hacer la devoción personal. Si el diablo le hiciera caer en ésta, usted ya estará derribado para las demás. Buscar el reino de Dios en primer lugar es mucho más que un discurso. Es una disciplina de constante esfuerzo habitual. ¡Insustituible!
¿Vamos a buscar la verdad? Deje de imaginarse una persona “sofisticada” y reconozca que necesita decir “Padre Celestial”, dijo el pastor Marcos Bomfim a nuestro grupo de pastores estudiantes de maestría, cierta vez, allá en Bahía. Si es tan simple, deshaga la complicación. Deje las mil y una cosas, pensamientos, preocupaciones, planteamientos y pérdidas de tiempo y quédese con lo obvio, que es lo vital. Pase mucho tiempo en oración, abriendo el corazón a Dios como a un amigo. Levántese de orar solamente cuando tenga la certeza de que está salvo. Mantenga esta salvación a través de bastante lectura bíblica. Transmita esta salvación desde el culto familiar hasta la práctica intencional y activa del testimonio personal. No tiene para dónde correr. No hay que reinventar. ¡Es solo eso!
Pero eso es todo.

segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

¡Vacaciones hasta de Dios!

Me choca lo que yo mismo acabo de escribir: “Reavivados de Vacaciones”. Voy a explicar. Escribo y grabo los programas “Reavivados Por Su Palabra”, en casa (en Rio Grande do Sul), y envío el material del contenido sin procesar, para ser editado y puesto al aire en la sede de Nuevo Tiempo (SP). Como el programa es diario, hago eso semanalmente; mando un promedio de siete cada vez. Sucede que esta vez, envié 41 programas de una sola vez. Entonces, entré en Facebook y creé una charla colectiva con mis tres productores de Jacareí para verificar si estaba todo “ok” con el material. Cuando el Face me solicitó colocar un nombre a la charla, le di el título de “Reavivados de Vacaciones”. Hasta ahí todo bien, por tratarse de la provisión por adelantado de trabajo suficiente para que no falte nada durante las vacaciones. Pero, los reavivados ¿toman vacaciones? Sí, ese término finalizó llevándome a reflexionar en realidades más profundas sobre nuestra condición de “Reavivamiento y Reforma”.
Desde que pasé a ser pastor de iglesia, hace años vengo observando un fenómeno interesante. Es muy común que en los meses de diciembre a febrero las entradas financieras de una congregación sufran bajas. Y eso es intrigante. ¿Por qué aquellos que son dadores regulares durante los otros nueve meses del año, entregarían menos ofrendas y diezmos justamente en los meses en los que hay inclusive más dinero en sus manos? ¿Sería porque el mayor volumen de dinero los llevaría a la tentación de no dar? ¿Estarían viajando y donarían en otras iglesias? ¿No estarían suficientemente instruidos para administrar una cantidad monetaria un poco mayor? ¿Los gastos extra mensuales típicos de fin y principio de año estarían debilitando más sus bolsillos? Después de buscar hipótesis tras hipótesis, que al revelarlas siempre me decepcionaban con un “no”, encontré un “especialista” que me dio una respuesta convincente.
Ese colega era un pastor designado para trabajar exclusivamente con la Mayordomía Cristiana, atendiendo a todas las iglesias de una gran área geográfica. Y él me explicó que el problema sí estaba relacionado con Mayordomía Cristiana, pero no con los “Diezmos y Ofrendas”. Entonces me mostró algunos estudios que apuntaban a un tipo de “vacaciones de Dios”. Yo me asusté. Al llegar el verano, la rutina de vida cambia. Algunos trabajan más, pasando a tener dos o tres empleos, para aprovechar el mercado reactivado y hacer su provisión anual (o conseguir una “extra” para reducir sus deudas). Otros dejan de trabajar por algunos días o semanas. Y aun otros hacen ambos. Desgraciadamente, el cambio temporario de quehaceres cotidianos también ocurre con la costumbre de las disciplinas espirituales. ¡A raíz de la infidelidad viene la falta de devoción!
La comunión con Dios no sucede por un pase de magia. La lectura bíblica, el tiempo de oración profunda, la alabanza y el testimonio personal son el pan de cada dia. El día en que usted no come, o come mal, el organismo lo pasa mal. Muchos días sin comer, o sin comer bien, traen debilidad, enfermedad, falta de poder y apostasía. Y eso no puede suceder solo porque usted apretó la tecla de “pausa” para algunos otros usos diarios. La narrativa bíblica está repleta de héroes de la fe que cayeron al bajar la guardia (Abrahán, Moisés, Sansón, Saúl, etc.), inclusive y muchas veces, después de grandes experiencias espirituales (David, Elias, Pedro, Judas, etc.). Algunos se volvieron a levantar, pero otros dejaron, para siempre, de ser héroes. Y esa tentación al fracaso sigue golpeando la puerta de los creyentes que, generalmente, ponen a Jesús en el cajón justamente el sábado o el domingo de noche, después de haber tenido “un dia de adoración”.
Espero que, como yo, usted también tenga la oportunidad de descansar este verano. En cuanto a su trabajo, ¡haga eso! Pero no en cuanto a su fe. El mandamiento de Jesus dado en Mateo 6:33 significa que la devoción personal es prioridad por encima de la recreación, del ocio, del placer y del descanso. Al hacer viajes largos, vaya escuchando audios que le hablen de Dios. Lleve material evangelístico y vaya repartiendo. Al levantarse (tal vez no tan temprano), haga su culto personal. Si fuese a trabajar doble, haga como Lutero, que entonces oraba el doble. En su búsqueda, al armar el itinerario, incluya las iglesias. Siga cuidando de su salud, pues al fin, dar recreo al resto del cuerpo y no al sistema digestivo seria una aberración. En su descanso, incluya música cristiana. Continúe leyendo la Biblia diariamente y no pierda los cultos. “Velad, pues en todo tiempo orando…” (Lucas 21:36). El reavivamiento y la reforma no tienen pausa. El amor y el cuidado del Señor por usted no tienen descanso. Tome vacaciones, ¡pero no de Dios!

sábado, 20 de dezembro de 2014

Férias até de Deus!

Acabo de ficar chocado com o que eu mesmo terminei de escrever: “Reavivados de Férias”. Vou explicar. Escrevo e gravo os programas “Reavivados Por Sua Palavra”, em casa (no Rio Grande do Sul), e envio a matéria bruta do conteúdo a ser editado e colocado no ar para a sede da Novo Tempo (SP). Como o programa é diário, e faço isso semanalmente, mando uma média de sete a cada vez. Acontece que, desta vez, enviei 41 programas de uma vez só. Então, entrei no Facebook e criei uma conversa coletiva com meus três produtores de Jacareí para checarmos se estaria tudo “ok” com o material. Quando solicitado pelo Face para nomear a conversa, dei o título de “Reavivados de Férias”. Até aí tudo bem, por tratar-se da provisão antecedente de trabalho suficiente para não faltar nada durante as férias. Mas os reavivados tiram férias? Sim, esse termo terminou me levando à reflexão de realidades mais profundas sobre nossa condição de “Reavivamento e Reforma”.
Desde que passei a ser pastor de igrejas, há anos venho observado um fenômeno interessante. É muito comum que nos meses de dezembro a fevereiro as entradas financeiras de uma congregação sofram baixas. E isso é intrigante. Por que aqueles que são doadores regulares durante os demais nove meses do ano entregariam menos ofertas e dízimos justamente nos meses em que há mais dinheiro, inclusive em suas mãos? Seria por que o volume maior de dinheiro os levaria à tentação de não doar? Estariam viajando e doariam em outras igrejas? Não estariam instruídos o suficiente para administrar uma quantia monetária um pouco maior? As despesas extras mensais típicas de fim e começo de ano estariam minando mais os seus bolsos? Depois de perseguir hipótese por hipótese e, ao desvendá-las, sempre me decepcionar com um “não”, encontrei um “especialista” que me deu uma resposta convincente.
Esse colega era um pastor designado para trabalhar exclusivamente com a Mordomia Cristã[1], atendendo a todas as igrejas de uma grande área geográfica. E ele me explicou que o problema estava sim relacionado à Mordomia Cristã, mas não no assunto “Dízimos e Ofertas”[2]. Então ele me mostrou alguns estudos que apontavam para um tipo de “férias de Deus”. Eu fiquei assustado. Ao chegar o verão, a rotina da vida muda. Alguns trabalham mais, passando a ter dois ou três empregos, para aproveitar o mercado aquecido e fazer sua provisão anual (ou conseguir um “extra” para quitar dívidas). Outros param de trabalhar por alguns dias ou semanas. E ainda outros fazem os dois. E, infelizmente, a mudança temporária de afazeres cotidianos também acontece no costume das disciplinas espirituais[3]. A raiz da infidelidade vem da indevoção!
A comunhão com Deus não acontece num passe de mágica. Leitura bíblica, tempo de oração profunda, prática de louvor e testemunho pessoal são o pão de cada dia[4]. No dia em que você não come, ou come mal, o organismo passa mal. Muitos dias sem comer, ou sem comer bem, trazem a fraqueza, a enfermidade, a falta de poder, a infidelidade, a apostasia. E isso não pode acontecer só porque você apertou a tecla “pause” para alguns outros usos diários. A narrativa bíblica está repleta de heróis da fé que caíram ao baixar a guarda (Abraão, Moisés, Sansão, Saul, etc.), inclusive e muitas vezes, após grandes experiências espirituais (Davi, Elias, Pedro, Judas, etc.). Alguns se reergueram, mas outros deixaram, para sempre, de ser heróis. E essa tentação ao fracasso continua a bater à porta dos crentes que, geralmente, colocam Jesus na gaveta justamente no sábado ou domingo à noite, após terem tido “um dia de adoração”.
Espero que, como eu, você também tenha a oportunidade de ter um repouso neste verão. Quanto ao seu trabalho, faça isso! Mas não quanto à sua fé. O mandamento de Jesus dado em Mateus 6:33 significa que a devoção pessoal é prioridade acima do recreio, do lazer, do prazer e do descanso. Ao fazer longa viajem, vá ouvindo áudios que lhe falem de Deus. Leve material evangelístico e vá distribuindo. Ao levantar-se (talvez não tão cedo, rsrsrsrs), faça seu culto pessoal. Se for trabalhar dobrado, faça como Lutero, que então orava em dobro. Na sua pesquisa para montar o roteiro, inclua as igrejas. Continue cuidando da sua saúde, pois afinal, dar recriação ao restante do corpo e não ao sistema digestivo seria uma aberração. No seu relaxamento, inclua músicas cristãs. Continue lendo a Bíblia diariamente e não perca os cultos. “Portanto, fiquem vigiando e orem sempre” (Lucas 21:36). O reavivamento e a reforma não têm pausa. O amor e o cuidado do Senhor por você não têm descanso[5]. Tire férias, mas não de Deus!

[3] Foster, Richard, Celebração da Disciplina: O Caminho do Crescimento Espiritual. (São Paulo: Editora Vida, 2007).
[5] João 5:17; 1Coríntios 13:8.

Fonte: http://noticias.adventistas.org/pt/coluna/valdeci-junior/ferias-ate-de-deus/

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Feliz Natal!!!!!!!!!!!!

O clima da festa sempre chega antes! Portanto, mesmo umas duas semanas antes da chegada do aniversário do Rei Menino, eu já quero lhe desejar um...



Feliz Natal!

Pr. Valdeci Jr.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Relatório Quadrienal da Associação Central Sul Rio-Grandense da Igreja Adventista do Sétimo Dia

Relatório Quadrienal da Associação Central Sul Rio-Grandense da Igreja Adventista do Sétimo Dia - Apresentado em assembléia geral da reunião quadrienal em dezesseis de Novembro de 2014.



Um abraço,
Pr. Valdeci Jr.

domingo, 30 de novembro de 2014

Vida Fora da Terra


Existem outros Mundos Habitados?


Sobre a existência de outros mundos habitados, encontramos algumas diretas evidências na Palavra de Deus. Há, porém, um número maior ainda de evidências indiretas, que no contexto geral das Escrituras nos levam a crer na existência de outros mundos.

Em I Coríntios  4:9 encontramos umas das evidências mais contundentes em favor do nosso ponto de vista. Temos que analisar em primeiro lugar, o contexto no original grego para descobrirmos o que estava na mente de Paulo e qual era para ele o significado das palavras “mundo”, ou “universo”. 

Observe que na parte final do verso 9, lemos que “nos tornamos espetáculo ao “mundo”, aos anjos e aos homens”. A palavra “mundo” traduzida da palavra grega “Kosmos”, tem o significado usual de “a terra habitada”, mas também significa “universo”. Por exemplo, W. C. Taylor, em seu “Dicionário do Novo Testamento Grego”, assim define a palavra kosmos: “O universo, o mundo, (a soma das coisas criadas); a Terra habitada, os habitantes da Terra toda, etc.”. Está aí uma idéia muito interessante, perfeitamente cabível no texto analisado.

Também o autorizado “The Analytical Greek Lexicon”, analisando o sentido da palavra kosmos, conclui: “também significa universo material, e em I Coríntios 4:9, o agregado da existência sensitiva”.

Temos também a favor dessa tese, a confirmação de algumas versões bíblicas que traduzem “Kosmos” como “Universo” nessa passagem. Entre elas podemos citar a Bíblia espanhola “Version Moderna”, editada pelas Sociedades Bíblicas Unidas, e a New English Bible. Ambas dizem: “somos espetáculo a todo o Universo”. Entre as evidências indiretas podemos citar Jó 2:1,2 e Romanos 8:19.
           
            Contudo, temos que cuidar para não sermos enganados com a onda de misticismo atual e a crença popular que seres de outros mundos estão nos “visitando”.  Esses outros mundos criados por Deus são mundos que não caíram em pecado, portanto, eles não poderiam entrar em contato conosco. Os O.V.N.I.s, extraterrestres, ou qualquer aparição alardeada, são brinquedos de Satanás, operando maravilhas entre os homens para desviá-los da verdade da Palavra de Deus, a qual é a nossa única fonte segura de informação, de salvação e de orientação em relação aos últimos acontecimentos da história desse mundo. Mais do que nunca devemos fundamentar nossa confiança na Revelação Inspirada de Deus.


sábado, 29 de novembro de 2014

Mateus 28 – Ressurreição

Hoje nós estamos terminando de ler o livro de São Mateus, e eu me deparei com o assunto da Ressurreição de Jesus. Será que essa história é verdadeira mesmo? Será que não é algo inventado? Olha, eu vou dizer pra você, que se fosse alguma coisa inventada por um escritor posterior, o camarada seria muito burro de inventar uma historia, que pra ser inventada, seria muito sem coerência.
Como é que os discípulos que estavam fugindo com medo da causa teriam dado a vida pela própria causa?
De qualquer jeito, pra discípulo ou pra incrédulo, a conversa de que Jesus tinha ressuscitado era muito constrangedora. Então, o negocio era escolher de duas uma: continuar cada vez mais incrédulo. Ou sair do cenáculo, encarar a verdade e se colocar totalmente nas mãos de Deus. O quê que você faria se estivesse lá naquela época? Sabe amigo ouvinte, eu temo que muitos de nós faríamos exatamente como Tomé fez: duvidaríamos. E o remédio pra você não cair nesse perigo, está na receita aqui do fim do livro de Mateus, que diz seguinte. “Portanto, vão e façam discípulos de todas as nações, batizando-os em a nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, ensinando-os a obedecer a tudo o que eu lhes ordenei. E eu estarei sempre com vocês, até o fim dos tempos”. Um abraço, Valdeci Jr.
Fonte: do áudio http://novotempo.com/audios/mateus-28-ressurreicao/

terça-feira, 25 de novembro de 2014

SONATA CORAL EM CAXIAS DO SUL


ACAMP VERÃO IDENTIDADE

Táí uma opção pro seu próximo Carnaval:

De 13 a 15 de fevereiro de 2015 - Camping Recanto dos Pinhais

Simplesmente Imperdível!

Presenças confirmadas:





Faltam poucos DIAS - ACAMP JOVEM 2015 - IDENTIDADE: 
Objetivos: (1) Conhecer/reafirmar o propósito de Deus para o remanescente fiel no tempo do fim, sua missão, identidade profética; (2) Experimentar a emoção, alegria e o comprometimento dos pioneiros da igreja quando entenderá e praticaram o que Deus planejou, para eles e por intermédio deles; (3) levar cada jovem a cumprir os propósitos de Deus neste movimento profético a ser cumprido pela Igreja Adventista do Sétimo Dia.


Não Perca!

Origem do Natal, da Árvore e do Papai Noel

Qual é a origem da celebração do Natal em 25 de dezembro, do uso da árvore de Natal e da memória à pessoa chamada Noel (Nicolas, ou Nicolau)?

 Existem muitas versões diferentes, para responder a esta pergunta, de maneira que fica até mesmo difícil saber o que é verdade. Parte do que você vai ler aqui, é uma adaptação de um conteúdo extraído do livreto “Ilumine seu Natal”, de autoria de Marcos de Benedicto, da Editora Casa Publicadora Brasileira e também apresentado, temporariamente, na seguinte página de internet: http://www.presentedenatal.com.br/papai_noel.htm .
Jesus nasceu no ano 4 ou 5 a.C. O dia certo ninguém sabe. A Bíblia não menciona o dia, nem o mês, possivelmente para evitar a idolatria de uma data.
 A Bíblia informa que, quando Jesus nasceu, os pastores estavam no campo com suas ovelhas. Pois bem, de março a meados de novembro, eles talvez pastoreassem à noite; mas dificilmente dormiriam ao ar livre no mês de dezembro, que é a estação fria na Palestina. Isso reforça a tese de que o Natal pode estar em dia errado.
Nos primeiros séculos, o Natal foi celebrado em 25 de março, 6 de janeiro (na festa das  Epifanias, no Oriente) e mesmo em 25 de dezembro.
            A última data, porém só se firmou no quarto século, numa cristianização da grande festa mitraico-pagã Natale Solis Invicti (nascimento do Sol invencível). Na época, havia várias festividades situadas no solístico de inverno, em dezembro, como a Saturnália dos romanos e os cultos solares dos celtas.
Foi o papa Júlio I que optou pelo dia 25. Isso teria acontecido por volta de 336. A data pegou primeiro no Ocidente, depois no Oridente.
Muitas pessoas questionam se os cristãos devem comemorar o Natal. O teólogo Orígenes já advertia que o nascimento de Cristo não deve ser festejado “como se fosse um faraó”. Que devemos comemorar a data, a maioria concorda. A ressalva é quanto à maneira de fazê-lo.
Num sentido mais profundo, a comemoração do Natal só é real quando abrimos o coração para o amor e a vida; abandonamos a crítica destrutiva; adotamos um espírito perdoador; promovemos a justiça e a paz; oferecemos o ombro aos que choram; esquecemos o eu e dizemos para Cristo viver em nós.”
O natal é uma oportunidade de refletirmos sobre o quanto Cristo está vivo em nossos corações, é tempo de renovarmos nossa entrega a Ele e, principalmente agradecermos ao Nosso Maravilhoso Deus por nos ter dado Seu Supremo Filho, Emanuel, Deus Conosco.
Portanto, hoje celebramos simbolicamente o Natal em 25 de dezembro, mas esta não é com certeza a data em que Cristo nasceu. Como já foi dito dezembro é estação de inverno no hemisfério norte, onde não encontraríamos nenhum pastor cuidando do rebanho ao ar livre, como descreve o relato bíblico, e época também em que o Imperador não exigiria que houvesse um censo que obrigasse as pessoas a viajarem em pleno inverno.
Contudo, não é pecado celebrar o Natal em 25 de dezembro ou em qualquer outro dia. Na
verdade poderíamos e deveríamos celebrar e viver o espírito do Natal todos os dias do ano.

A árvore de Natal,

É uma tradição alemã. Surgiu, talvez, com Martinho Lutero (1483-1546), o pai do protestantismo. Diz-se que, andando pela floresta numa noite de Natal, ele viu as estrelas brilhando por entre os galhos cobertos de neve dos pinheiros; impressionado, teve a idéia de iluminar um galho com velas, dentro de casa, para alegrar os filhos. A idéia pegou, e a árvore virou símbolo do Natal em todo o mundo. Há quem diga, também, que ela foi adotada para substituir os sacrifícios ao carvalho sagrado de Odin; e quem a considere uma reminiscência da “árvore do paraíso”.

 


“A História do Papai Noel


O Papai Noel nem sempre foi como o conhecemos hoje. No início da história do Natal cristão, quem distribuía presentes durante festividades natalinas era uma pessoa real: São Nicolas. Ele vivia em lugar chamado Myra, hoje Turquia, há aproximadamente 300 anos d.C. Após a morte de seus pais, Nicolas tornou-se padre.
As histórias contam que São Nicolas colocava sacos de ouro nas chaminés ou os jogava pela janela das casas. Os presentes de natal jogados pela janela caíam dentro de meias que estavam penduradas na lareira para secar. Daí a tradição natalina de pendurar meias junto à lareira para que o Papai Noel deixe pequenos presentinhos.
Alguns anos depois, São Nicolas tornou-se bispo e, por esse motivo, passou a vestir roupas e chapéu vermelhos e barba branca. Depois de sua morte, a Igreja nomeou-o santo e, com o início das celebrações de Natal, o velhinho de barba branca e roupas vermelhas passou a fazer parte das festividades de fim de ano.
           

Papai Noel atual: como foi construída sua imagem


O Papai Noel que conhecemos hoje surgiu em 1823, com o lançamento de “Uma visita de São Nicolas”, de Clement C. Moore. Em seu livro, Moore descrevia São Nicolas como “um elfo gordo e alegre”. Quarenta anos mais tarde, Thomas Nast, um cartunista político criou uma imagem diferente do Papai Noel, que era modificada ano a ano para a capa da revista Harper’s Weekly. O Papai Noel criado por Nast era gordo e alegre, tinha barba branca e fumava um longo cachimbo.
Entre 1931 e 1964, Haddon Sundblom inventava uma nova imagem do Papai Noel a cada ano para propagandas da Coca-Cola, que eram veiculadas em todo o mundo na parte de traz da revista National Geografic. E é esta a imagem do Papai Noel que conhecemos hoje.”
Ressaltamos, contudo, que a Bíblia não faz nenhuma menção sobre este personagem, mesmo porque na época de Cristo ele não existia.
Assim também, a questão de santos (pessoas canonizadas pela Igreja Católica) e adoração à estes não é bíblico.

Concluindo

            Nós cristãos, não veneramos a data de 25 de dezembro como sendo um dia santo – é apenas um feriado, com um motivo especial. Da mesma forma, não consideramos que a árvore de Natal seja um objeto sagrado, e tampouco adoramos a pessoa de São Nicolau. Mas também não há porque ignorar o nascimento de Jesus.
            Como citado no primeiro parágrafo, ninguém tem provas verídicas para afirmar categoricamente como realmente iniciou-se cada motivo da comemoração que hoje temos em 25 de Dezembro. Além da versão apresentada aqui, há inúmeras outras. Logo, o que temos hoje é uma tradição cristã, que foi sendo moldada através da história, de, neste dia, lembrarmos que, um dia, Jesus nasceu nesse mundo. Uma vez que esta é a associação mental que a atual sociedade tem quando olha para os motivos do Natal, independentemente de sua origem, tais símbolos passam a ser nobres, pois não há mistificação em simples matérias físicas. Por isso os usamos como uma oportunidade de dizer ao mundo que nos alegramos pelo fato de Cristo ter vindo aqui, para nos salvar.     Portanto, alegre-se nessa data, e...  Feliz Natal!!!!!


Pr. Valdeci Junior

domingo, 23 de novembro de 2014

O Pecado da [in]Devoção

O tempo passa… E continuamos a falar, e falar, e falar sobre Reavivamento e Reforma. Até quando? Quando isso vai terminar? Recentemente, aqui onde trabalho, o pastor Moisés Mattos pregou um sermão nos mostrando que enquanto os seguidores de Cristo ficam preocupados com o tempo em relação à Sua volta, o Mestre gostaria que os mesmos se preocupassem com o reavivamento para Sua volta (Atos 1:6-8). Não sabemos disso?
Lembro-me como se fosse hoje. Eu dirigia uma Kombi branca entre Monte Mor e Capivari (SP) e comigo estavam mais dois colegas. Discutíamos sobre o porquê de sermos tão fracos espiritualmente. Foi quando meu amigo Rodrigo Bertotti comentou: “não é só intensificar a comunhão através da oração, do estudo da Bíblia… enfim, da devoção pessoal? Mas se é só isso, por que não o fazemos?” Que coisa!
Mais de uma década depois, estive em um evento da Igreja onde o teólogo Amim Rodor questionou exatamente sobre isso. Entendi dele que um dos maiores problemas da nossa campanha para Reavivamento e Reforma é fazer tanta campanha a ponto de não fazermos o que sabemos que deveria ser feito. Faz um mês que assisti àquela palestra, e isso ainda está martelando a minha mente. Seria o que o outro teólogo Márcio Costa disse em um encontro que tivemos, nesta semana, em Porto Alegre, sobre “o pecado da devoção”, referindo-se à irônica situação dos fariseus de perderem a salvação ao buscarem a santidade? Responda você.
O que sei é que fico muito triste quanto aos elogios que recebo dos meus queridos ouvintes do programaReavivados Por Sua Palavra. Reconheço o carinho de cada um desses amigos. Mas o que me entristece é o que comentam: “Gosto muito do seu programa”, “Você fala legal”, “Eu ouço o programa todos os dias”, etc. Todavia nunca comentam “Estou fazendo a leitura bíblica do dia”, “Estou lendo mais a Bíblia”, “Estou buscando o reavivamento”… Então, ao receber o elogio com aquela primeira linha de comentários, provoco a reação à essa segunda categoria com perguntas do tipo: “E você, já fez sua leitura de hoje?”, “Está lendo a Bíblia na busca de ficar realmente reavivado pela Palavra?”, “Está fazendo a leitura bíblica diária, irmão?” A resposta de quase sempre: “É… eu preciso fazer.” Já disse tudo. Mas é assim mesmo. Se estivesse realmente buscando ficar reavivado nem precisaria ouvir tal programa na Rádio Novo Tempo.
Se estivéssemos verdadeiramente lutando pela reforma nem precisaríamos desta coluna onde, agora, você está lendo o presente texto. Mas aqui estamos. Hoje pela manhã, fui fortemente tentado a sentar-me para escrever este texto antes de ter feito minha leitura bíblica, de ter estudado a lição da Escola Sabatina, de ter gastado tempo em oração, de ter orado com minha esposa… Para mim, essa é a maior de todas as tentações para todos os cristãos: não fazer sua devoção pessoal. Se o diabo fizer você cair nessa, você já estará derrubado para as demais. Buscar o reino de Deus em primeiro lugar é muito mais que um discurso. É uma disciplina de constante esforço habitual. Insubstituível!
Vamos buscar de verdade? Pare de imaginar-se um sofisticado e reconheça que precisa fazer “Papai do Céu”, disse o pastor Marcos Bomfim ao nosso grupo de pastores mestrandos, certa vez, lá na Bahia. Se é tão simples, descomplique. Deixe de mil e uma coisas, pensamentos, preocupações, abordagens e perda de tempo e fique no óbvio, que é o vital. Gaste muito tempo em oração, abrindo o coração a Deus como a um amigo. Levante-se da oração somente quando tiver certeza de que está salvo. Mantenha essa salvação através de bastante leitura bíblica. Transmita essa salvação desde o culto familiar até a prática intencional e ativa do testemunho pessoal. Não tem para onde correr. Não há o que reinventar. É apenas isso!
Mas isso é tudo.
Fonte: http://noticias.adventistas.org/pt/coluna/valdeci-junior/o-pecado-da-devocao/

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Lidando Com Relacionamentos

Tudo nessa vida se resolve com a arte em relacionar-se. Se você sabe se relacionar bem, tudo, literalmente tudo, vai se resolver. Se você não se dispõe a aprender a arte de se relacionar, vai viver sendo contrariado, recebendo frustrações. E isso é um princípio muito mais profundo do que os poucos comentários que eu faço aqui em menos de dois minutos, amigo ouvinte. Mas se você ler Mateus dezoito hoje, o Espírito Santo poderá soprar na sua consciência toda a boa parte desses princípios que você estiver precisando. Assim como eu comentei ontem, sobre o quanto eu vi o tema dos relacionamentos em Mateus 17, hoje a coisa não muda aí em Mateus dezoito. Os discípulos tinham o mesmo câncer que afeta muitos líderes na igreja hoje. Cada um preocupado em saber se era maior ou menor do que o outro. E foi dos princípios do comportamento infantil que Jesus tirou as lições para tal necessidade, acrescentando o cuidado em fazer as outras pessoas tropeçar, ou não, o cuidado pra não escandalizar os outros, o cuidado que devemos ter para sempre ganhar e nunca perder uma pessoa, e até mesmo a cartilha do que a gente deve fazer quando um irmão pisa na bola, passo a passo. E o que eu falei no início aqui hoje é demonstrado amplamente na parábola do credor incompassivo no final do capítulo. Seu modo de se relacionar, vai determinar o seu destino eterno. Um abraço, Valdeci Jr.
Do áudio: http://novotempo.com/audios/mateus-18-lidando-com-relacionamentos/

terça-feira, 18 de novembro de 2014

Predestinação ou Destino?

Existe Destino ou Predestinação?


A Bíblia afirma que Deus prevê, mas Deus não destina.
Certa vez, um homem estava no topo de um prédio muito alto, situado na confluência de duas movimentadas avenidas. Olhando lá de cima o movimento dos carros, notou que dois veículos, na mesma velocidade, iam na mesma direção. E ele pensou: vão colidir. E foi exatamente o que aconteceu. O homem previu, mas sua previsão não determinou o acidente.
Antes mesmo do nascimento de qualquer pessoa, Deus já sabe como será essa pessoa e quais as lutas e  problemas por que vai passar na vida, mas o que lhe acontecerá não vai ocorrer porque foi previsto por Deus, mas foi previsto porque irá ocorrer pelo uso que a pessoa fizer do livre-arbítrio.
Existe um propósito geral para o Universo e para cada pessoa,  mas Deus não estabelece o destino de indivíduo algum, nem força a vontade humana, tanto no que diz respeito aos interesses eternos como aos temporais. ( Ver Isaías 55:1; João1:12; 3:16; 7:37; Apocalipse 22:17.) Esse propósito geral é que todos cheguem ao conhecimento da verdade e tenham uma vida feliz (II Pedro. 4:9; João 10:10; III João 2). Contudo, Ele não interfere na vontade individual, e cada pessoa colherá as conseqüências da maneira como emprega o livre-arbítrio.
Sabemos que as ocorrências da vida estão sob o domínio de Deus, e Ele faz com que todas as coisas cooperem “para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o Seu propósito” (Romanos 8:28). Também sucede que, quando alguém se endurece no mal, o Senhor retira sua proteção dessa pessoa, e ela fica entregue ao domínio de Satanás. Não nos esqueçamos, porém, de que tudo isso a livre escolha do indivíduo desempenha uma parte preponderante.
Os seguintes textos bíblicos confirmam o que estamos dizendo:
“O tempo e a sorte pertencem a todos” (Ecl. 9:11).
“Desviando-se o justo da sua justiça e cometendo iniquidade, morrerá por causa dela; na iniquidade que cometeu, morrerá. Mas, convertendo-se o perverso da perversidade que cometeu e praticando o que é reto e justo, conservará ele a sua alma em vida” (Ezeq.18:26 e 27).
O capítulo 28 de Deuteronômio prova que a atitude e a vontade de uma pessoa influem grandemente em seu bem-estar futuro, tanto nas questões materiais quanto nas espirituais.
 “As profecias não moldam os caracteres dos homens que as cumprem. Os homens executam seu próprio livre-arbítrio.”
“Oh! Pudesse cada pessoa compreender ser ela o árbitro de seu próprio destino! Convosco jaz vossa felicidade para esta vida e para a futura vida imortal.”

“A cada nação, a cada indivíduo de hoje, tem Deus designado um lugar no Seu grande plano... Todos estão pela sua própria escolha decidindo o seu destino, e Deus está governando acima de tudo para o cumprimento de seu propósito.

domingo, 9 de novembro de 2014

Milagres de Cristo

Em Mateus oito vemos muitos episódios do cotidiano de Cristo. Nos primeiros versos, Cristo cura um leproso. Do verso cinco ao verso treze, tem a demonstração de fé de um centurião que teve seu servo curado. Nos versos catorze e quinze, Jesus cura até a sogra de Pedro, bem como muitos outros enfermos, relatados aí no verso dezesseis. Do verso dezoito ao vinte e dois  Jesus ensina o que significa segui-lo, do vinte e três ao vinte e seis ele acalma a tempestade no mar, do vinte e oito em diante expulsa demônios de dois homens possessos e permite que os demônios entrem em uma manada de porcos e aí, no fim do capítulo, o impacto é tanto que o povo da cidade roga a Jesus que se retire da terra dEles. E o destaque? Essa capítulo mostra que Jesus se dispõe a salvar todo tipo de gente, de toda e qualquer situação, e que só não se deixa ser salvo quem não quer.
Um abraço,
Valdeci Jr.

sábado, 8 de novembro de 2014

Recado Para Nova Esperança em 08 de Novembro de 2014






A Comunidade Nova Esperança, com seu jeito diferente, existe para Adorar com Você, Abraçar Você e Acompanhar Você no processo de discipulado. Nesse crescente, vemos que Deus tem nos acompanhado. No fim de semana passado tivemos duas conquistas (Aventureiros e Adolescentes) e no fim de semana que vem, teremos mais uma (Desbravadores). Não perca! Leia Hebreus 10:23-25, ore pelo projeto Nova Esperança 2015, e continue crescendo na graça. Que Deus lhe abençoe.

Um abraço,


Pr. Valdeci Júnior.

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Desbravadores e Aventureiros realizam ação social em escola do RS

Caxias do Sul, RS… [ASN] O Clube de Desbravadores “Duque de Caxias” e Clube de Aventureiros “Duquinhos”, da igreja central de Caxias do Sul, realizou uma ação comunitária na Escola Estadual de Ensino Médio Olga Maria Kayser no domingo, dia 26 de outubro. Os voluntários fizeram uma limpeza em todo o ambiente escolar e cultivaram um jardim no pátio da Escola, com o intuito de deixar o ambiente mais aconchegante para os alunos que a frequentam.
Foram em torno de 35 participantes e todos demonstraram uma grande motivação durante as atividades: “Queremos levar o amor e a salvação para outros de forma prática, oferecendo ajuda, pois este é o verdadeiro cristianismo. Como diz o nosso voto: “Por amor a Jesus farei sempre o meu melhor.” Acredito que hoje nós pudemos demonstrar um pouquinho mais de quem somos para quem ainda não nos conhece, e, quem sabe, através deste gesto mais pessoas conheçam a Cristo”, comenta a líder do Clube de Aventureiros, Mileise Schumann.
Caxias do Sul, RS… [ASN] O Clube de Desbravadores “Duque de Caxias” e Clube de Aventureiros “Duquinhos”, da igreja central de Caxias do Sul, realizou uma ação comunitária na Escola Estadual de Ensino Médio Olga Maria Kayser no domingo, dia 26 de outubro. Os voluntários fizeram uma limpeza em todo o ambiente escolar e cultivaram um jardim no pátio da Escola, com o intuito de deixar o ambiente mais aconchegante para os alunos que a frequentam.
Foram em torno de 35 participantes e todos demonstraram uma grande motivação durante as atividades: “Queremos levar o amor e a salvação para outros de forma prática, oferecendo ajuda, pois este é o verdadeiro cristianismo. Como diz o nosso voto: “Por amor a Jesus farei sempre o meu melhor.” Acredito que hoje nós pudemos demonstrar um pouquinho mais de quem somos para quem ainda não nos conhece, e, quem sabe, através deste gesto mais pessoas conheçam a Cristo”, comenta a líder do Clube de Aventureiros, Mileise Schumann.
Fonte: http://noticias.adventistas.org/pt/noticia/projetos-sociais/desbravadores-e-aventureiros-realizam-acao-social-em-escola-rs/

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Quantas pessoas migraram com Jacó para o Egito, 70 ou 75? Contradição Bíblica?

Realmente, leituras superficiais levam a pensar que, sobre esse assunto, parece haver uma suposta contradição bíblica, pois:

1)      Estevão, referindo-se aos filhos de Jacó que foram para o Egito mencionou o seguinte:

“Então, José mandou chamar a Jacó, seu pai, e toda a sua parentela, isto é, setenta e cinco pessoas”. (Atos 7:14 RA).

2)      Entretanto em Êxodo 1:5 e Gênesis 46:27 lemos:

“Todas as pessoas, pois, que descenderam de Jacó foram setenta; José, porém, estava no Egito”. (Êxodo 1:5 RA).

“... Todas as pessoas da casa de Jacó, que vieram para o Egito, foram setenta”. (Gênesis 46:27 RA).

Como explicarmos esta diferença? A Bíblia está se contradizendo? Quantas pessoas migraram com Jacó para o Egito, 70 ou 75?

De acordo com erudito bíblico Gleason L. Archer[1], podemos notar que Estevão propositadamente incluiu o numero dado pela Septuaginta[2] que é de 75 ao invés de 70 pessoas. De fato em Êxodo 1:5 a Septuaginta diz o seguinte: “Mas José estava no Egito e todas as almas de Jacó eram 75”

A explicação para essa diferença de totais é encontrada em Gênesis 46:26-27.

O texto massorético hebreu[3] diz: “Todos aqueles que foram ao Egito com Jacó - aqueles que foram seus descendentes diretos, não contando as esposas de seus filhos - eram em número de 66 pessoas. Com os 2 filhos que haviam nascido a José no Egito, os membros da família de Jacó que foram ao Egito eram 70 ao todo”.

Mas o texto da Septuaginta (LXX) traz o seguinte: “E todas as almas que vieram com Jacó para o Egito que descenderam dele sem contar as esposas do filho de Jacó foram 66 pessoas. E os filhos de José na nasceram a ele no Egito eram 9 pessoas. Todas as almas da casa de Jacó que entraram no Egito foram 75.”

Em outras palavras, o total de 75 pessoas dado pela Septuaginta inclui 9 descendentes de José ao invés de apenas 2 mencionados no texto massorético. Aparentemente Manasses e Efraim tiveram 7 filhos entre eles (somando os filhos de ambos) não exatamente na época da migração de Jacó  para o Egito em 1876 a.C (nesta época eles dificilmente teriam mais do que 7 e 5 anos respectivamente), mas provavelmente tiveram filhos mais tarde porque Jacó permaneceu ainda 17 anos no Egito antes de morrer. Manassés pode ter chegado aos 25 anos e Efraim aos 22 anos antes da morte do avô Jacó. Sabe-se que neste período as pessoas casavam muito cedo. Sendo assim os dois irmãos juntos bem poderiam ter tido 7 filhos antes de Jacó morrer.

Portanto tanto as informações de Atos 7:14 como as de Êxodo 1:5 estão corretas embora os totais tenham sido calculados de modo diferente.

Vamos conferir: Os filhos de Jacó somavam 12; os seus netos somavam 52. Já havia 4 bisnetos nascidos em Canaã por ocasião do tempo da migração para o Egito. Somavam-se assim um total de 66 pessoas. Manassés e Efraim, nascidos no Egito, elevavam o total a 68; Jacó e sua esposa (qualquer delas) completavam o total de 70 pessoas - isto é o que consta no texto massorético de Êxodo 1:1-5. Já a Septuaginta acrescentou os 7 netos de José, e omitiu Jacó e a sua esposa do cômputo geral, chegando assim ao número de 75 pessoas.

Isso nos conduz ao resultado de que Estevão transmitiu corretamente a informação de que 75 pessoas da família de Jacó haviam entrado no Egito. Ele seguiu a informação dada pela Septuaginta em Gênesis 46:27 e Êxodo 1:5.

Por outro lado também está correto o total de 70 pessoas apresentado em Gênesis 46:27, Êxodo 1:5, e Deuteronômio 10:22.  Portanto as duas informações estão corretas, dependendo se os netos de José são incluídos, ou não.

E assim, notamos que a Bíblia, ao invés de contradizer-se, é na realidade ampla em suas informações, obrigando o leitor sincero a ir de uma leitura superficial para um estudo atentivo, o que lhe conduzirá ao objetivo maior que é o caminho da salvação.

Que o Senhor e Salvador lhe conduza a este caminho salvífico!

Um abraço,

Pr. Valdeci Jr.



[1] Archer, Gleason L., Encyclopedia of Bible Difficulties (Zondervan Publishing House, Grand Rapids, MI, 1982), pág. 378-379.
[2]Conhecida versão do Antigo Testamento do hebraico para o grego, muito utilizada nos dias de Jesus e seus discípulos. Também chamada de versão dos Setenta (LXX) por ter sido produzida por 70 ou 72 eruditos cerca do ano 150 aC.
[3]Os massoretas eram encarregados de copiar a mão o Antigo Testamento Hebraico. Eles faziam seu trabalho com muito cuidado e esmero. Evidências arqueológicas atestam que em mil anos o texto bíblico permaneceu praticamente inalterado apesar das muitas cópias feitas.

sábado, 1 de novembro de 2014

Recado para a IASD Central de Caxias do Sul - 01/11/14





Como eu amo essa igreja! Hoje é dia de congresso JA para toda a serra gaúcha, em Bento Gonçalves. Teremos reunião de departamentos às 18h30min na IASD Central de Caxias. A próxima reunião de Comissão de Nomeações é amanhã às 18h30min. Temos boas surpresas para sábado que vem. Feliz Sábado e Feliz Semana!

Um abraço,

Pr. Valdeci Jr.