quarta-feira, 22 de setembro de 2010

É POSSÍVEL PROVAR QUE DEUS EXISTE


 
É POSSÍVEL PROVAR QUE DEUS EXISTE


O conhecimento é provado pela ciência
E dizem que de Deus, só existem evidências
Mas como posso aceitar conhecer a invenção
Se superficial for com Deus, a minha relação?

É possível provar sim, que Deus existe
Mas o procedimento é diferente
Eu não posso provar a Sua existência para você
Mas você mesmo pode, por si, prová-Lo, em seu próprio ser

Há algo na vida que é um imenso desafio
É que o homem tem, dentro de si, um grande vazio,
Que não pode ser preenchido pela cultura
Só o que pode preenche-lo é uma fé pura.

As pessoas usam fantasias para abafar
Esse sentimento de que estão abandonadas
Mas é impossível ser feliz vivendo de mito
Sem se relacionar com Deus, como um amigo.


Pergunta Que Será Respondida Amanhã:
Em um lugar, a Bíblia diz que "o amor jamais acaba", noutro, diz que "o amor de muitos se esfriará". Eu acho que tem gente que se ilude em continuar lutando por um amor que já morreu há muito tempo, só por causa de 1Coríntios 13:8. Mas, na prática, a gente vê muita gente que amou e não ama mais. Como é isso? O amor acaba ou não?

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Meu Pai Não é Um Macaco!


A vida surgiu de um planejamento de um ser superior, ou como consequência de acasos naturais? Como provar isso?





POR DEUS OU POR ACASO?
(Estudo 03 desta Série)


À medida que uma criança vai crescendo, vai se fascinando cada vez mais com a descoberta da vida, através de tudo que aprende. Mas com o passar do tempo, chegam também as frustrações, que igualmente são conseqüentes de se ter aprendido algo. Um exemplo clássico é a figura do Papai Noel, que primeiro faz os olhinhos tenros brilharem ao voar pelo mundo da fantasia, depois os faz chorar, mergulhados na profunda decepção de ter descoberto que o velhinho natalino não existe.

Mais de oitenta por cento da nossa população de baixinhos cresce aprendendo a acreditar que Deus existe. Para a grande maioria desse grupo, também é ensinado que foi Ele quem nos fez. Há ainda um número considerável de crianças a quem não é ensinado sobre a existência de um Deus. Estando em qualquer um dos dois grupos, em alguma fase das descobertas de mundo que fará, a pessoa passará pelo conflito de duvidar de seus próprios valores por descobrir “outras verdades”, como aconteceu com o palestrante Fernando Iglesias. Embora ele tenha sido criado em um lar cristão, quando era garotão de Ensino Médio começou a ter sua fé minada pelo ensino de alguns professores. Aquela controvérsia o levou a fazer um trabalho escolar que, para sempre, redefiniria aquilo que para ele havia sido uma fé infantil.

Não existe um campo mais fértil para plantar uma semente, do que o coração de uma criança. Se você quer ter sucesso em inculcar determinado conceito em alguém, ensine-o a uma mente que ainda está limpinha e novinha, lúcida e com vigor. Até os escritores do mundo antigo sabiam disto: Instrua a criança segundo os objetivos que você tem para ela, e mesmo com o passar dos anos não se desviará deles (Provérbios 22:6).

Foi por isso que o professor Jesus Cristo, ao tentar transmitir Seus pensamentos religiosos para Seus seguidores, acreditava que quem melhor ilustrava o tipo de fé que o ser humano deveria ter em Deus eram as crianças (Marcos 9:36-37), porque, além da sinceridade, elas têm a capacidade de crer em Deus sem precisar questionar a existência dEle. E o mais esmagador: elas são felizes assim! Segundo Ele, alguns intelectuais não entendiam Sua linguagem religiosa porque não queriam aceitar Suas palavras (João 8:43). Desde Seus dias, tem sido assim. Enquanto as crianças O louvavam, alguns eruditos, amparados por sua própria lógica, O negavam (Mateus 21:15 e 16).

Isso não quer dizer que para sermos cristãos, precisamos estar encaixados naquela classe de pessoas que se conforma em acreditar apenas pela fé. A religiosidade da Bíblia não é uma crença cega, pelo contrário, ela solicita um tipo de culto racional (Romanos 12:1). A importância da ciência é enfatizada pelas Escrituras, ao mencionar que não há limite para a produção de livros (Eclesiastes 12:12), porque o conhecimento é mais importante que o ouro puro (Provérbios 8:10).

O conflito surge quando se quer negar a existência de um deus porque a ciência existe. Os meios de comunicação têm uma responsabilidade muito forte neste papel, principalmente quando apresentam determinadas teorias como se fossem comprovações científicas. A partir daí, muitos duvidam da existência de Deus e não procuram saber a verdade, porque têm medo. Uns têm medo de procurar Deus na ciência e não encontrá-Lo, outros, de encontrá-Lo. Será que há evidências científicas de que existe um Deus Criador?

Os escritos bíblicos apóiam a ciência. Mas será que a evolução dos conhecimentos científicos não traz à Bíblia uma qualificação retrógrada?

A ciência é uma das realizações intelectuais de maior êxito da humanidade. A Escritura também é altamente respeitada, e a Bíblia é de longe o livro mais aceito no mundo. Os cientistas seculares têm proposto para as origens um modelo evolucionista lento e com períodos longos de tempo, enquanto a Escritura fala de uma criação recente por Deus. A busca em avaliar esses dois modelos das origens tem seguido um percurso interessante, contencioso e, às vezes, enganoso (Ariel A. Roth, Origens (Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2001), 29-30).
Explicar a origem da vida na Terra é uma das maiores dificuldades da teoria da evolução. Embora vários cientistas tenham trabalhado insistentemente, até hoje nada se conseguiu ainda de bons experimentos, que pelo menos chegue perto de comprovar a origem da vida. Depois de mais de 50 anos de pesquisas nessa área, as publicações apenas mostram como os avanços de tais descobertas estão empacados. À medida que se descobre o quanto as células são mais complexas do que se imaginava, fica cada vez mais difícil explicar a origem (no passado) dos seres vivos a partir de substâncias inorgânicas.

Toda célula viva possui moléculas de proteínas consideradas fundamentais para a vida. Um exemplo simples e já bem estudado é a proteína Citocromo C. Seria possível obter tal proteína, a partir de substâncias inorgânicas, ao acaso?

Cálculos cuidadosos feitos por Hubert Yockey (1992) demonstram que uma molécula de citocromo C funcional poderia ser obtida em somente 2 em 1075 tentativas. Se for aceita a estimativa otimista de Sagan de 1044 aminoácidos presentes em sua “sopa primordial” e se pudéssemos simultaneamente adicionar um novo aminoácido a cada uma das 1044 cadeias em formação, um por segundo, prosseguindo somente até haver uma falha, seriam necessários somente 1023 anos para se ter uma probabilidade de 95% de obter uma molécula funcional de citocromo C neste sistema. Isto é dez trilhões de vezes mais do que a idade que é geralmente aceita para o universo. 
Então, se tudo teria começado com uma bactéria, e se a bactéria mais simples precisa de 471 proteínas para funcionar corretamente, onde e quando foi originada a vida? (Dra. Marcia Oliveira de Paula, UUNASP – SP).

Ainda que todos estes fenômenos, fatos e números tivessem realmente ocorrido, pra ciência ser honesta, ela não poderia apóiá-los como nenhum tipo de corpo de conhecimento confiável, pois ninguém estava lá para sistematizar sua explicação através da observação, identificação e pesquisa, formulados metódica, sistemática, repetitiva e racionalmente. Se alguém tentasse defender o surgimento da vida dado pelo acaso como sendo ciência, a mente científica de alguém que teria planejado todas as origens seria obrigada a perguntar: “Onde você estava quando lancei os alicerces da terra, e fixei os limites do oceano?” (Jó 38:1-20).

O problema é que no mundo científico, muitas vezes, a adequação de dados sob conceitos amplamente aceitos “que por um tempo propiciam problemas e soluções modelo”, passa a ser representada como ciência. Ou seja, visões que embora abrangentes, não passam de paradigmas, terminam sendo aceitas como verdade; podendo elas ser tanto falsas quanto verdadeiras (Thomas Kuhn, The Structure of Scientific Revolutions, 2a ed. (Chicago: University of Chicago Press, 1970), viii). É o que acontece com a teoria da evolução das espécies, e pode ser resumido nas palavras de Thomas Huxley: “Primeiro é absurdo; depois pode ser; e finalmente sempre soubemos disso”. Se repetirmos uma mentira demais ela pode passar a ser considerada amplamente uma “verdade”, embora não seja.

A mídia tenta vender a idéia do surgimento da vida por acaso e evolutivamente, pintando um quadro de total abrangência da aceitação de tal conceito. Todavia, esta propaganda pode ser facilmente desmascarada se não nos bitolamos em ouvir somente o que é colocado no trombone, mas observarmos no que as pessoas têm crido.

O doutor Rodrigo P. Silva relacionou uma lista de 21 biografias de cientistas que tinham uma fé criacionista (Rodrigo P. Silva, Eles Criam em Deus (Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2002)). Da leitura desse livro, o mais interessante é poder notar duas coisas:

a) Desde o século XIV, entre os que mais se destacaram e contribuíram para a sociedade, estavam aqueles que tinham, como força para suas faculdades mentais, a fé em Deus.

b) Ao longo de toda a história sempre houve homens preeminentes que não se acanharam em atribuir ao Criador a autoria dos seus estudos.
Abaixo, alguns heróis da fé:

Se a ciência tem pais cristãos, ou ela é compatível com a crença em um Deus, ou os listados acima eram loucos. Se a última alternativa estivesse correta, eles não seriam aceitos como cientistas. O que acontece é que sempre houve homens como os três astronautas da Apollo 8 que, em 1968, quando estavam circundando o lado escuro da Lua e viram nosso lindo planeta azul nascer no horizonte lunar, declamaram em uníssono, para as conexões de comunicação do nosso planeta ouvirem: “No princípio Deus criou os céus e a terra!” (Gênesis 1:1).

Já no século XXI, a revista Perspective Digest (ano 2001, vol. 6, nº. 3) divulgou o resultado de duas pesquisas feitas com cientistas, a respeito de suas crenças religiosas. Veja os resultados:

Por que será que, passados 80 anos, nos quais a ciência tanto se desenvolveu, a crença que os cientistas têm em Deus não mudou nada? É lógico que é porque na natureza há evidências da existência do Criador! Albert Einstein já sabia que a ciência é o estudo da criação de Deus, e por isto falava que “a ciência sem a religião é manca; e a religião sem a ciência é cega”. Deus deseja que a ciência seja uma ferramenta útil para mostrar que Ele é o Criador. Como Ele é um Ser, e não uma simples matéria ou fórmula, Sua existência é provada pelos humanos na experiência pessoal que têm ao relacionar-se com Ele. Nem todos têm esta coragem. É por isso que, ao longo do tempo, sempre existem crentes e céticos. Os percentuais obtidos pelas pesquisas do Instituto Gallup realizadas junto à opinião pública dos americanos, demonstram isto:

Alguns cientistas se perguntam como é possível que, após mais de um século de educação evolucionista, tão poucos sigam a doutrina. Para Ariel A. Roth, um cristão que atualmente é cientista, o problema é que “muitos acham difícil acreditar que o homem e todas as complexas formas de vida ao seu redor, juntamente com a Terra e um Universo que tão adequadamente os sustentam, se tornaram organizados por si mesmos”.

É muito ilógico, olhar para um sistema de complexidade irredutível, como por exemplo, o olho, e não esperar que alguém o tenha planejado (Michael J. Behe, A Caixa Preta de Darwin (Editora Jorge Zahar)). Isto tem sido motivo de discussão por dois séculos. A questão da origem do olho não é tida como um tópico favorito de discussão, por vários evolucionistas (Pierre P. Grassé, Evolution of Living Organisms: Evidence for a New Theory of Transformation (Nova York, San Francisco e Londres: Academic Press), 105). Darwin era muito ciente deste problema, embora não conhecesse toda a complexidade do processo de visão. Ele confessou seu desespero numa carta que escreveu a Asa Grey, em 3 de abril de 1860, que diz: “Só de pensar no olho, tenho calafrios”. “Tipos altamente complexos de olhos como os nossos são um assombro de partes coordenadas que operam em conjunto para que possamos ver” (Roth, 97-105). Eu te louvo porque me fizeste de modo especial e admirável. Tuas obras são maravilhosas! Digo isso com convicção (Salmo 139:14).

Certa vez, uma professora pediu que um de seus alunos olhasse para fora da sala de aula, e então lhe perguntou: “Tom, você está vendo aquela árvore?” O garotinho respondeu que sim. “Então a árvore existe” afirmou a professora. Ela continuou: “E você está vendo a grama?” “Sim”, foi a resposta de Tom. Mais uma vez, ela concluiu: “Logo, a grama existe”. “Agora Tom, vá lá fora e olhe bem, para todo o céu”, a professora pediu. O garotinho foi, olhou, e voltou.

- Você viu o céu, Tom?

- Sim professora.

- Então o céu existe.

- Tom, você viu a Deus?

Quando o aluno respondeu que não, a professora explicou para a classe que Deus não existe porque ninguém nunca O viu.

Peter, um outro aluno, então pediu permissão para fazer mais algumas perguntas para Tom. A professora consentiu, e o diálogo seguiu-se assim:

- Tom, consegue ver a árvore?

- Sim.

- A grama?

- Sim.

- O céu?

- Sim.

- Consegue ver o cérebro da professora?

- Não.

- Então ela não tem cérebro!!!

A classe caiu na gargalhada.

Com sua simplicidade infantil, Peter acabara de apresentar à classe um grande seminário cuja lição era:

Nem sempre o tangível, visível ou testável é a única realidade. Precisamos aceitar que Deus é infinito (“multidimensional”), e que uma das maiores dificuldades com as quais nós, seres humanos finitos nos deparamos, é a tentativa de conhecê-Lo de forma abrangente em Sua revelação. ‘Os mais poderosos intelectos da Terra não podem compreender a Deus’ (Michelson Borges, Por Que Creio (Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2004), 223).
Dizer que é possível provar cientificamente que Deus existe seria uma tolice. Mas seria também uma tolice falar que a ciência afirma que Deus não existe. Afirmarmos que é comprovado cientificamente que o homem evoluiu, seria dizer uma grande besteira! Vamos respeitar a ciência! Finalmente, com uma mentalidade um pouco mais científica, tudo o que for verdadeiro, tudo o que for nobre, tudo o que for correto, tudo o que for puro, tudo o que for amável, tudo o que for de boa fama, se houver algo de excelente ou digno de louvor, pensem nessas coisas (Filipenses 4:8). É sobre elas que vamos aprender nos próximos estudos!

Embora não possamos usar a ciência para provar que Deus exista ou não, podemos encontrar evidências que mostram que não estamos aqui por conta do acaso. Os arranjos e o equilíbrio especial das forças fundamentais da natureza dizem que há um Ser que colocou tudo isso junto de forma perfeita, na construção deste Universo.

Ergam os olhos e olhem para as alturas. Quem criou tudo isso? Pergunte aos animais, e eles o ensinarão, ou às aves do céu, e elas lhe contarão; fale com a terra, e ela o instruirá, deixe que os peixes do mar o informem. Quem de todos eles ignora que a mão do SENHOR fez isso? (Isaías 40:26; Jó 12:7-9).
Alguém fora do Universo estava pensando em nós. Você não é fruto do acaso, você é a realização do sonho do grande Criador.

Um abraço,

Pergunta Que Será Respondida Amanhã:
Surpresa!

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Os Símbolos do Apocalipse - Significado Literal

O livro do Apocalipse tem muitos símbolos. Isto faz com que eu tenha dificuldade em entender o texto apocalíptico. Por favor, eu gostaria de conhecer melhor os símbolos do Apocaplise. Não seria possível criar uma lista dos símbolos e seus significados?



O livro do Apocaplise é, na realidade, o livro da revelação. É claro que é possível revelar seus significados. Abaixo, você tem uma lista de alguns símbolos com seus significados.


1 – ABISMO: Terra em caos, sem forma e vazia (Gênesis 1, 2; Jeremias 4:23-28; Isaías 24:1-4, 19; Apocalipse 20:1-3).

2 – ÁGUAS: Área habitada, pessoas, nações (Apocalipse 17:15).

3 – ÁGUIA: Rapidez, força, visão, proteção (Deuteronômio 28:49; Habacuque 1:6-8; Apocalipse 12:14).

4 – ANGÚSTIA: Teste, provação (I Coríntios 3:13; Hebreus 12:29; Isaías 33:14).

5 – ANJO: Mensageiro (Daniel 8:15; 9:21; Lucas 1:19; Hebreus 1:14).

6 – ARCA DO TESTEMUNHO: Arca do concerto, lugar de misericórdia, onde Deus habita (Êxodo 25:10-22; Salmos 80:1)

7 – ARCO: Sucesso na batalha contra o mal (Salmos 7:11,12; 45:4,5)

8 – ARCO-ÍRIS: Sinal do concerto (Gênesis 9:11-17)

9 – ASAS: Rapidez (Habacuque 1:6-8; Jeremias 4:13; Êxodo 19:4)

10 – BABILÔNIA: Religião apóstata, confusão (Gênesis 10:8-10; 11:6-9; Apocalipse 18:2, 3; 17:1-5)

11 – BALAÃO, doutrina de: Valoriza seus próprios interesses, compromisso, idolatria (Números 22:5-25)

12 – BESTA: Reino, governo, poder político (Apocalipse 17:8-11)

13 – BRANCO: Pureza (Salmos 51:7, 1:18)

14 – CABEÇAS: Governantes, legisladores, poderes supremos (Daniel 7:6; 8:8,22; Apocalipse 17:3-10)

15 – CAVALO: Símbolo da batalha (Êxodo 15:21; Isaías 43:17; Jeremias 8:6; Ezequiel 38:15; Zacarias 10:3) – Representantes especiais, anjos (Zacarias 1:8-10; 6:1-8)

16 – CHAVE: Controle, jurisdição (Isaías 22:22; Mateus 16:19)

17 – CHAVE DE DAVI: Poder para abrir e fechar o santuário (Apocalipse 3:7,8; Isaías 22:22)

18 – CHIFRES: Força e poder (Deuteronômio 33:17; Zacarias 1:18,19) – Rei ou reino (Salmos 88:17; Daniel 8:5, 21,22)

19 – COLÍRIO: Espírito Santo nos ajuda a ver a verdade, discernimento para compreender a Palavra, antídoto para a cegueira espiritual (Efésios 1:17-19; Salmos 119:18; Jeremias 2:20,27; João 16:7-13; 18:37; 3:11; Apocalipse. 1:5; 3:14; 19:11)

20 – COMERCIANTES: Defensores dos ensinos de Babilônia (Isaías 47:11-15; Naum 3:16; Apocalipse 18:3, 11, 15, 23)

21 – COMER O LIVRO: Assimilar a mensagem (Ezequiel 3:1-3; Jeremias 15:16)

22 – CORDEIRO: Jesus / Sacrifício (João 1:29; I Coríntios 5:7; Gênesis 22:7,8)

23 – COROAS: Realeza, vitória (I Crônicas 22:2; II Reis 11:12; Ezequiel 21:26,27; Tiago 1:12; II Timóteo 4:7,8; I Coríntios 9:25)

24 – DIA: Ano Literal (Ezequiel 4:6; Números 14:34)

25 – DIA DO SENHOR: O sábado (Isaías 58:13; Mateus 12:8; Êxodo 20:10)

26 – DRAGÃO: Satanás e seus agentes (Isaías 27:1; 30:6; Salmos 74:13,14; Apocalipse 12:7-9; Ezequiel 29:3; Jeremias 51:34)

27 – DUAS TESTEMUNHAS: Velho e novo testamento (João 5:39; Zacarias 4:1-14; Salmos 119:130,105; João 12:48)

28 – EGITO: Símbolo do ateísmo (Êxodo 5:2)

29 – ESPADA: Matança, destruição (Isaías 3:25; 13:15; Atos 12:1,2; Jeremias 48:2)

30 – ESPADA DE DOIS GUMES: Palavra de Deus, Espada do Espírito (Efésios 6:17; Hebreus 4:12; Mateus 10:34; Isaías 49:2)

31 – ESPADA DO CORDEIRO: Nova Jerusalém (Apocalipse 19:7-9; 21:2, 9, 10)

32 – ESTRELAS: Anjos (Apocalipse 1:16, 20; 12:4; 7-9; Jó 38:7)

33 – ESTRELA DA MANHÃ: Jesus (Apoc. 22:16)

34 – FALSO PROFETA: Protestantismo apóstata (Apocalipse 16:13, 14; 13:13, 14; 19:20)

35 – FEL: Amargura, tristeza (Jeremias 9:15; 23:15, Lamentações 3:19)

36 – FILHO: Jesus (Salmos 2:7-9; Apocalipse 12:5)

37 – FOICE: Símbolo de colheita, fim do mundo (Mateus 13:39; Apocalipse 14:14)

38 – FORNICAÇÃO: Relação ilícita entre a igreja e o mundo (Ezequiel 16:25, 26; Isaías 23:17; Tiago 4:4; Apocalipse 14:4)

39 – FRONTE: Mente (Romanos 7:25; Ezequiel. 3:8, 9)

40 – GAFANHOTO: Destruição, agentes destrutivos (Joel 11:4; Deuteronômio. 28:38)

41 – IMAGEM: Semelhança (Êxodo 20:4; Gênesis 1:26; 5:3; Deuteronômio 4:25; Romanos 8:29)

42 – INCENSO: Orações do povo de Deus (Salmos 141:2; Apocalipse 5:8; 8:3, 4)

43 – IRA DE DEUS: Sete últimas pragas (Apocalipse 15:1)

44 – ISRAEL: Verdadeiros seguidores de Cristo (Romanos 9:6-8; 2:28, 29; Gálatas 3:29)

45 – JESABEL: Imoralidade, idolatria, apostasia (I Reis 21:25; II Reis 9:22)

46 – LADRÃO: Inesperada volta de Jesus (I Tessalonicenses. 5:2; II Pedro 3:10)

47 – LEÃO: Força e Jesus Cristo (Gênesis 49:9; Apocalipse 5:4-9; Sal. 7:2)

48 – LUA: Permanência (Salmos 89:35-37), sistema mosaico de tipos e sacrifícios (Hebreus 10:1, 11)

49 – MANÁ ESCONDIDO: Cristo (João 6:49, 50, 53; Mateus 13:44)

50 – MÃO: Símbolo de trabalho (Eclesiastes 9:10)

51 – MARCA: Sinal, selo, marca de aprovação ou reprovação (Romanos 4:11; Apocalipse 7:2, 3; Ezequiel 9:4)

52 – MERETRIZ: Igreja ou religião apóstata (Isaías 1:21; Jeremias 3:1-3; 6-9)

53 – MINISTÉRIO DE DEUS: O Evangelho (Efésios. 1:9, 10; 3:9; 6:19; Colossenses 1:26, 27)

54 – MONTANHAS: Poderes políticos ou político-religiosos (Isaías 2:2, 3; Jeremias 17:3; 31:23; 51:24, 25; Ezequiel 17:22, 23; Daniel 2:35, 44, 45)

55 – MULHER CORRUPTA (perversa): Igreja apóstata e corrupta (Ezequiel 16:15-58; 23:2-21; Oséias 2:5; 3:1)

56 – MULHER IMPURA: Igreja apóstata (Ezequiel 23:2-21; Apocalipse 14:4; Oséias 2:5; 3:1; Ezequiel 16:15-28)

57 – MULHER PURA: Verdadeira Igreja (Jeremias 6:2; Isaías 51:16; II Coríntios 11:2; Efésios 5:22-35)

58 – NOVA JERUSALÉM: A santa cidade do Céu (Apocalipse 3:12; 21:2)

59 – ÓLEO: Espírito Santo (Zacarias 4:2-6; Apocalipse 4:5)

60 – OURO: Verdadeira riqueza celeste, fé, Escritura (Salmos 19:7-10; Gálatas 5:6; Tiago 2:5; Jó 23:10; I Pedro 1:7)

61 – PORTA: Oportunidade (II Coríntios 2:12; Apocalipse 3:20), provação (Lucas 13:24,25)

62 – PORTA ABERTA: Oportunidade ilimitada (I Coríntios 16:9; Atos 14:27; João 10:7-9; Oséias 2:15; Colossenses 4:3)

63 – PRETO: Trevas morais, pecado, apostasia (Êxodo 10:21-23; Jeremias 4:20-28; 8:21; Atos 26:18; João 12:35; Joel 2:1-10)

64 – PRISÃO DE SATANÁS: Uma simbólica cadeia de circunstâncias (Isaías 14:12-20)

65 – QUATRO ANIMAIS (OU SERES VIVENTES): Seres celestiais com responsabilidades especiais (Apocalipse 5:8-10; 4:6-9; 6:1-7; 14:3; 15:7; 19:4)

66 – QUATRO CANTOS DA TERRA: Os quatro pontos cardeais (Jeremias 49:36)

67 – RINS (CORAÇÃO): Sede da vontade, afeições (Salmos 7:9; 16:7; 26:2; 73:21; Provérbios 23;16; Jeremias 17:10)

68 – SANGUE: Vida (Levíticos 17:11; Deuteronômio 12:23)

69 – SEGUNDA MORTE: Lago de fogo (Apocalipse 21:8; 20:14)

70 – SELO: Sinal, selo ou marca (Romanos 4:11; Apocalipse 7:2,3; Ezequiel 9:4)

71 – SERPENTE: Satanás (Apocalipse 12:7-9; 20:2)

72 – SETE CABEÇAS: Sete poderes políticos (Apocalipse 17:9,10; Isaías 2:2-4; Jeremias 17:3)

73 – SETE CANDEEIROS: Sete candeeiros no lugar do santuário (Êxodo 25:31-40), sete igrejas (Apocalipse 1:20)

74 – SETE LÂMPADAS: Jesus, Palavra de Deus (João 9:5; 1:9; Salmos 119:105; Apocalipse 4:5)

75 – SODOMA: Degradação moral (Ezequiel 16:46-55; Jeremias 23:14; Gênesis 19:4-14)

76 – TAÇA (CÁLICE): Mistura de sofrimento e juízo (Salmos 11:6; 75:8; Isaías 51:17,22,23; Jeremias 25:15-17; Jeremias 49:12)

77 – TEMPO: Ano literal (Daniel 4:16, 23, 25, 32; 7:25; 11:13; Apocalipse 12:6, 14; Efésios 11:2,3)

78 – TESTEMUNHA FIEL: Cristo (João 18:37; 3:11; Apocalipse 1:5; 3:14; 19:11)

79 – TESTEMUNHO DE JESUS: Dom de profecia (Apocalipse 19:10; 22:9; I Coríntios 13:2)

80 – VARA DE MEDIR: Lei de Deus (Tiago 2:10-12; Eclesiastes 12:13,14), Palavra de Deus (Isa 8:19,20; II Timóteo 3:16,17)

81 – VENTOS: Lutas, contendas, “ventos de guerra” (Jeremias 25: 31-33; 49:36,37; 4:11-13; Zacarias 7:14)

82 – VERMELHO: Pecado, corrupção (Isaías 1:18; 26:21; Salmos 75:8; Jeremias 46:10) – Perseguição, destruição (Ezequiel 32:6,11; Jeremias 46:10; Naum 2:3)

83 – VESTES: Cobertura, capa de justiça (Gênesis 35:2, Isaías 61:10; 52:1; Zacarias 3:3-5; Romanos 13:14)

84 – VESTES BRANCAS: Vitória e justiça (Isaías 61:10; Apocalipse 19:8; 7:14; 3:5; Zacarias 3:1-5; Gálatas 3:27)

85 – VINHO: Falsos ensinos ou doutrinas (Jeremias 25:15-18; 51:7) – Expiação pelo sangue de Jesus (Mateus 26:21-29)

86 – VINTE E QUATRO ANCIÃOS: Um grupo redimido da terra (Apocalipse 5:9,10; 4:4; 7: 9-14)

Que Deus lhe abençoe e lhe ajude a, cada vez mais, entender a Sua Palavra.
 
Um abraço,
 
 
Pergunta Que Será Respondida Amanhã:
A vida surgiu de um planejamento de um ser superior, ou como consequência de acasos naturais? Como provar isso?

domingo, 19 de setembro de 2010

Fora Ficam Os Cães




“Eu gostaria de saber o sentido da palavra “cães”, em Apocalipse 22:15”









Fora ficam os cães, os feiticeiros, os impuros, os assassinos, os idólatras e todo aquele que ama e pratica a mentira.
Apocalipse 22:15

Chamar alguém de cão era uma expressão idiomática do judeu ao referir-se a alguém que não fosse circuncidado. Um exemplo próximo na nossa cultura é quando descrevemos alguém como pagão: está subtendido que ele não é batizado. Assim também, quando o judeu descrevia alguém como cão, ele estava querendo dizer que era alguém que não aceitara pertencer ao povo de Deus. Uma interpretação adaptada para o nosso contexto desta expressão de Ap. 22:15 seria:

Aqueles que não aceitarem o pacto de aliança e fidelidade com o Senhor Jesus Cristo ficarão fora da cidade santa.

O meu desejo é que você faça parte daqueles que terão aceitado a Jesus e estarão dentro da cidade.

Com apreço,


Pergunta Que Será Respondida Amanhã:
O livro do Apocalipse tem muitos símbolos. Isto faz com que eu tenha dificuldade em entender o texto apocalíptico. Por favor, eu gostaria de conhecer melhor os símbolos do Apocaplise. Não seria possível criar uma lista dos símbolos e seus significados?

sábado, 18 de setembro de 2010

O Cristão Como Subproduto da Informação

Ultimamente tenho me sentido mal em assistir a noticiários na TV. Parece que fico meio depressiva depois de ver tanta desgraça. A vida é assim mesmo? Será que, como cristã, tenho a obrigação de estar 'informada" de tanta desgraça? Será que, como cristã, eu poderia deixar de estar tão "informada"?

“Você gosta de assistir aos noticiários da TV”? Estou lhe perguntando isto porque sou meio estranho, neste aspecto. E vou lhe explicar a razão.


Há anos, perdi completamente o hábito de assistir aos telejornais ou revistas eletrônicas dos principais canais de TV. O máximo que faço hoje é ler alguma coluna de reflexão ou matéria de turismo em alguma fonte impressa, mas muito esporadicamente. Pensei que passaria a ser uma pessoa, como dizem, desinformada.

Para minha surpresa, além de não perder nada, foi nessa atitude que passei a ter uma percepção mais aguçada para muitas coisas. E se você duvida, para argumentar o contrário, experimente primeiro passar, pelo menos, um semestre sem se abeberar dessas fontes. Vai descobrir o mesmo.

Quando dizemos que precisamos de todas as informações transmitidas pela mídia para sermos pessoas bem informadas, estamos estreitando a dimensão universal de tudo o que existe. Como seria possível colocar a totalidade de todos os fatos, ocorridos em todos os horários e locais, de todos os procedimentos, contextos, idéias e pessoas, em espaços tão limitados de veiculação informativa? É óbvio que o divulgador, diante da incapacidade de colocar o universo em seu pequenino foco, opta por divulgar, pra você, o que ele quer divulgar. Como quer ser visto, usa como critério para este filtro, o que o seu contemplador vai gostar de ver. Como Satanás nos aguça a gostar mais sempre do que não presta, aí entra o sensacionalismo.

Quase em sua totalidade, a prática do jornal é um sensacionalismo não assumido (e por isto, muitos discordam), exatamente por distorcer diante do seu consumidor final o universalismo da realidade.

Se você gastar as doze horas claras do dia na movimentação urbana, o que você vai ver? Provavelmente muita coisa normal, e até boa, acontecer. Mas quando chegar em casa e ligar sua TV, vai ver um quadro de desgraças repintando a mesma realidade da normalidade que você vira com seus olhos. Antes, viu inúmeras esquinas e cruzamentos apertadíssimos, com intensa complexidade semafórica, onde milhares de automóveis e pedestres se cruzaram durante o dia, a distância de centímetros e segundos, sem se colidir. Mas quando mirar o telejornal, vai contemplar, como se fosse um todo da realidade urbana, os isoladíssimos acidentes de trânsito que aconteceram; foram farejados, chafurdados e exibidos. Por que o mesmo jornalista não gastou o seu tempo mostrando como o trânsito é complexo e funciona relativamente tão bem? Por que o mesmo jornalista não empregou seus esforços em fazer uma matéria que ensinasse como ter mais destrezas, percepção e cuidados em determinados pontos específicos, que são críticos, do tráfego da cidade? Por quê? Porque, na linguagem técnica, não é matéria quente. Quer a tradução? É notícia que não vende, que não conquista audiência.

Uma das características do sensacionalismo é a de não se preocupar com o que a pessoa precisa ver, mas somente com o que ela quer ver. A partir desta bitolação, a prioridade de formar, educar, ajudar e redimir, é sacrificada. No que me ajuda, assistir pela televisão, a notificação de um acidente de trânsito? E digo de passagem, que “trânsito” aqui, é um pequeno exemplo tomado.

Sentar no sofá, abrir os meus sentidos de audição e visão, para que uma programação cuja edição daquele dia eu desconheça como será, mas que, ao mesmo tempo sei que será pessimista e exibidora de realidades destorcidamente mascaradas pela roupagem da desgraça, seja despejada no meu cérebro, com a desculpa de que estarei sendo bem informado, é, ironicamente, um atentado à cultura da saúde mental. Esse tempo já foi. Os inúmeros meios de comunicação existentes em nossa geração permitem que os fatos que precisam ser informados ao cidadão geralmente já sejam divulgados a partir de suas fontes, sem precisar de intermediação. Por exemplo, se quero saber como está o tráfego em determinado percurso que farei, o preço do dólar ou se irá chover à tarde, tenho números de telefones, sintonias específicas, espaços na internet e em jornais impressos, pessoas a quem perguntar, e tantos outros meios exclusivos, onde encontrarei somente esta informação que quero. É como não usar relógio: você nunca ficará sem saber as horas, sempre haverá esta informação perto de você.

Ou, quem disse que preciso saber as horas a toda hora? Ironicamente, é perda de tempo.

E aí está o princípio de um outro grande engano nosso. Nossas necessidades são deformadas pela artificialidade que criamos. Quem disse que preciso saber tudo o que dizem que preciso saber? Será que não estarei ocupando tempo e espaço inúteis com informação inútil, em detrimento dos esforços de desenvolver meu intelecto de forma mais sábia? Já percebeu a enorme quantidade de pessoas que consomem as informações (mas penso que nem as absorvem), todavia não conseguem formar opiniões?

Em escala considerável, somos subprodutos daquilo que consumimos. Passar tanto tempo “comendo” (mentalmente falando, através dos meus sentidos) tantos crimes, corrupções, mentiras e destruições, fará de mim, que tipo de pessoa? Será que a indiferença maior, quanto às desgraças alheias, está em nem suportar vê-las ou em contemplá-las e agir como se nada acontecesse? Filtrar o que vemos e ouvimos, para que nossas dimensões holísticas não sejam influenciadas, é um ato que foge ao nosso próprio domínio. Imagine alguém degustando um alimento muito gostoso, mas prejudicial. Então ele decide gozar de todos os prazeres do ato de comer. Decide contemplar, cheirar, mastigar, salivar e engolir… Mas, para não ter o organismo prejudicado, decide também dar um nó no esôfago e não deixar que o alimento chegue-lhe ao estômago. Este é o princípio da atitude de alguém que decide consumir um produto áudio-visual, mas decide também que não se deixará ser influenciado pelo que vai ver ou ouvir: ilusão. As deteriorações morais dos caracteres, conseqüentes desta exibição e contemplação negativas, são tantas que, demorar-se na chafurdação dos mesmos, simplesmente por comentar, seria redundar no mesmo vício de carniçaria dos hábitos que os conceberam.

Foi consciente desta nossa sensível fragilidade, quanto ao que ouvimos e vemos que, o salmista escreveu: “Não porei coisa injusta diante dos meus olhos”(Salmo 101:3 – RA). E acho que foi também por isso que Jesus advertiu quanto ao fato de que do interior do homem ou, em Suas palavras, “do coração procedem maus desígnios, homicídios, adultérios, prostituição, furtos, falsos testemunhos, blasfêmias (Mateus 15:19 – RA)”.

Ouso em dizer que, infelizmente, a prática do jornalismo tem sido, também, uma atual ferramenta de Satanás para anular, na vida dos cristãos, o poder que poderiam gozar dos efeitos do que seria um dos principais meios para a redenção: a contemplação. Como E. G. White escreveu, “o inimigo é responsável por muitas coisas que aparecem nos jornais. Todo mal que pode ser encontrado é descoberto e desnudado perante o mundo (Notebook Leaflets, Education, nº 1)”. Se eu parar para assistir a um telejornal, terei mais náuseas de sua prática do que das desgraças exibidas. Este sentimento é justamente decorrente da consciência que tenho, da natureza pura que os princípios ideais da filosofia da comunicação social têm em sua originalidade. É claro que existem as raríssimas exceções, de comunicadores que prezam e praticam tais fundamentos. Mas é lamentável que o correto seja a exceção.

Amigo, é pela contemplação que somos transformados (2 Coríntios 3:18 – RA). Precisamos agir conscientemente em prol da nossa saúde mental. O meu desafio a você, seja você um comunicador ou alguém que se beneficia da comunicação social, é que você tenha coragem para ser a exceção. Se você pratica jornalismo, honre esta profissão com a dignidade que ela merece, dando a ela uma roupagem, ainda que unilateral, redentora, fugindo da mediocridade de praticar o que a mesmice convencional do ofício requer. Se você é um leitor, ouvinte ou telespectador, seja crítico na escolha de “o quê” consumir, antes de tentar filtrar “o que há” no que se consome, sem uma eleição inteligente.

Não vivam como vivem as pessoas deste mundo, mas deixem que Deus os transforme por meio de uma completa mudança da mente de vocês. Assim vocês conhecerão a vontade de Deus, isto é, aquilo que é bom, perfeito e agradável a ele (Romanos 12:2 – NTLH).

Sejamos a honrosa exceção!


Fonte: Advir

Pergunta Que Será Respondida Amanhã:
“Eu gostaria de saber o sentido da palavra “cães”, em Apocalipse 22:15”

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Vencendo a Timidez




Como faço para vencer a timidez?






Uma sugestão para acabar com a timidez poderia parecer simplista demais. Talvez seja melhor uma sugestão para conviver com a timidez, você não acha? Deus nos fez de uma maneira maravilhosa, diferentes. Somos como um jardim, cada flor com o seu matiz, sua beleza e seu perfume. Cada um tem uma função diferente no plano de Deus. Às vezes é uma tarefa ingrata a luta contra nossas características pessoais.

Um comportamento tímido pode ser devido a uma disposição genética para este tipo de comportamento, pode ser devido à baixa auto-estima ou ambas as possibilidades. Geralmente, a timidez esta associada a um baixo conceito próprio, o que acaba por tolher as ações e os contatos sociais por medo de rejeição por não parecer, falar, pensar ou agir direito. A auto-estima vem da opinião que achamos que os outros têm a nosso respeito.

Geralmente, o tímido é muito vulnerável à opinião dos outros. E, quanto mais procura agir para agradar aos outros, parece que pior fica. Tudo dá errado justamente quando não podia dar. E estes resultados parecem que só aprofundam a situação, não é mesmo? O um tímido poderia fazer?

1. Aceitar as suas debilidades como algo natural. Todos têm debilidades. Não adianta querer esconder. Quanto mais se esconde, mais ridículo fica.

2. Buscar auxílio sobrenatural de Deus para os contatos sociais. "Entrega teu caminho ao Senhor, confia nEle, e Ele tudo fará'”, aconselha Davi. Ele pode fazer você lembrar e saber o que falar. Comece a passar os primeiros momentos de cada dia com Deus, e Ele endireitará tudo que estiver torto (Prov. 3:6).

3. Procure expor-se mais, a princípio em ambientes não hostis. Como era de certo modo tímido, comecei a lutar para conversar com pessoas do ônibus, ou até na rua. Caso percebecessem que eu era "bola fora", sua opinião não causaria nenhum sério prejuízo em meu grupo social.

4. Em vez focalizar evidências de aceitação ou não de certo grupo, talvez compense mudar o foco. Comece a preocupar-se por ajudar as pessoas, em vez de apenas verificar se está sendo aceito ou não. (Isto funciona especialmente bem para pregadores. Geralmente o nervosismo vem de uma excessiva preocupação consigo mesmo).

5. Por fim, lembre-se da opinião que Deus tem a seu respeito: "Tu és o meu servo, eu te escolhi e não te rejeitei, não temas porque eu sou contigo; não te assombres, porque eu sou o teu Deus; eu te fortaleço, e te ajudo, e te sustento com a minha destra fiel. Eis que envergonhados e confundidos serão todos os que estão indignados contra ti". Isa. 41:9-11.

Quão confortante é saber que o céu está perto da Terra. Sempre que necessitamos de ajuda e por ela pedimos, o Senhor envia um santo anjo para que venha nos socorrer sem demora.

Continue Sendo um estudioso da Palavra de Deus.


Pergunta Que Será Respondida Amanhã:
Ultimamente tenho me sentido mal em assistir a noticiários na TV. Parece que fico meio depressiva depois de ver tanta desgraça. A vida é assim mesmo? Será que, como cristã, tenho a obrigação de estar 'informada" de tanta desgraça? Será que, como cristã, eu poderia deixar de estar tão "informada"?

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

O Cristão Pode Mudar de Nome

Gostaria de saber se é pecado mudar de nome. Meu nome me traz muito constrangimento, referindo-se à prostituição. Eu não sou uma prostituta, sou uma cristã, tentando fazer o meu melhor para viver junto com meu amado Jesus Cristo, e isso me deixa muito triste. O que eu poderia fazer?


Prezada irmã em Cristo. Não há uma declaração sobre a opinião bíblica quanto a mudarmos de nome, em nossos dias.

Entre os hebreus dava-se o nome a uma criança, umas vezes quando nascia (Gn 35.18), e outras quando se circuncidava (Lc 1.59), fazendo a escolha ou o pai, ou a mãe (Gn 30.24 - Êx 2.22 - Lc 1.59 a 63). Algumas vezes o nome tinha referência a certas circunstâncias relacionadas com o nascimento ou o futuro da criança, como no caso de Isaque (Gn 21.3,6), de Moisés (Êx 2.10), de Berias (1 Cr 7.23). isto era especialmente assim com os nomes compostos de frases completas, como em is 8.3. Acontecia, também, que certos nomes de pessoas sugeriam as suas qualidades, como no caso de Jacó (Gn 27.36) e Nabal (1 Sm 25.25). Eram por vezes mudados os nomes, ou aumentados, em obediência a certas particularidades, como no caso de Abrão para Abraão (Gn 17.5), de Gideão para Jerubaal (Jz 6.32), de Daniel para Beltessazar (Dn 1.7), e de Simão, Pedro (Mt 16.18). Alem disso, devemos recordar que, o nome não somente resumia a vida do homem, mas também representava a sua personalidade, com a qual estava quase identificado.

O próprio Deus sempre interagiu com seu povo com nomes diversos. Isto é, mudava de nome conforme o significado que pretendia referir à sua própria identificação ou intenção oportunas. Por exemplo, YHWH – é formado pelo tetragrama (termo grego com o significado de “quatro letras”) que indica o nome divino de Deus. Na tradição hebraica pós-bíblica significa o nome próprio de Deus. O tetragrama – YHWH – particularidade exclusivamente hebraica, é o que aparece com maior freqüência nas Escrituras (5.372 vezes) exceção feita no Cântico dos cânticos, Éster e Eclesiastes. ELOHIM é o segundo nome divino mais citado nas Escrituras (2.523 vezes) menos em Abadias, Cântico dos cânticos, Éster e Lamentações. Do ponto de vista lingüístico, ELOHIM pode ser plural do nome divino EL que aparece 230 vezes em toda a Bíblia hebraica. Do ponto de vista semântico o nome ELOHIM significa “Verdadeiro Deus”, “O Deus Da Verdade E Da Justiça...” Nisto, é curioso notar que existem nomes chamados teofóricos (nome de pessoas que contêm um nome divino) compostos com o prefixo ou com o sufixo EL, como por exemplo Natana’el, “Dado Por Deus”, El’azar (Eleazar), “Deus Ajudou”, etc. ‘ELYON – é termo de origem Cananéia que aparece 31 vezes com o significado de “Elevado”, “Altíssimo”, podendo ser um nome divino ou um atributo, como é o caso de expressão El ‘eliyon, com a intenção de afirmar a superioridade de El sobre todos os outros deuses. Em Gn 14,17-20, El’eliyon é o Deus de Melquisedec. ADONAI – é o nome divino que aparece em textos proféticos ou poéticos. ADONAI é plural de ADON, termo semítico que significa “Senhor”. A palavra ADON em (Dt 10,17: adon kol há-adonim), quer dizer, “Senhor Dos Senhores”; com a criação (Sl 97,5: adon kol há-arez),” Senhor De Toda A Terra” e, também era atribuído a qualquer personagem de destaque na sociedade. SHADAI ou EL SHADDAY – aparece 48 vezes nas Escrituras hebraicas (31 em Jô, 9 no Pentateuco e 8 nos demais livros). Sua etimologia indica que o nome pode derivar do acádio “SHADU”, “Rocha”, “Montanha” (Deus Das Montanhas). Em nossas Bíblias tem o significado de ação de um SER FORTE. E poderíamos seguir com uma infindável lista de Deus revelando-se no passado e no futuro com diferentes nomes, de acordo com o significado que gostaria de passar para a compreensão que queria que o humano tivesse.

Por falar de futuro, no Céu, vamos mudar de nome. Nosso nome significará nossa experiência e vitória. “Ao vencedor, dar-lhe-ei do maná escondido, bem como lhe darei uma pedrinha branca, e sobre essa pedrinha escrito um nome novo, o qual ninguém conhece, exceto aquele que o recebe.” Ap 2:17.

Portanto, apesar de não haver declaração bíblica, existem os exemplos. Ore e peça sabedoria a Deus. Ele vai te indicar o melhor. Com certeza Ele não a vê como significa o seu atual nome. Ele a vê como princesa, pois como Rei (Ap 19:6), lhe tem como filha (I João 3:1). Após um tempo de oração, procure um advogado cristão (na profissão de fé e na prática) e aconselhe-se, pessoalmente. Penso que seria um ótimo perfil de pessoa para dar-lhe mais conselhos que equilibrem-se entre seus perfis cristão e cívico.

Que o Deus dos Céus continue abençoando muito a você.

Um abraço do seu amigo e irmão em Cristo,


Pergunta Que Será Respondida Amanhã:
Como faço para vencer a timidez?

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

FOI O AMOR, E NADA MAIS


FOI O AMOR QUE SEGUROU MEU CRISTO NA CRUZ

Todas as vezes que sinto meu coração se esfriar
Para com aqueles que não conhecem a Jesus
Tudo o que posso fazer para conseguir amar
É volver o meu olhar pro amor que há na Cruz

Foi o amor e não uma estaca, que ergueu bem alto o Galileu.
Foi o amor, não a forma da cruz, que abriu os braços de Jesus.
Foi o amor e não uma placa, que declarou que esse Rei é meu.
Foi o amor e não os pregos, que segurou meu Cristo na Cruz.

A cada vez, que você não conseguir amar alguém
Lembre-se do quanto, alguém já amou você
Foi no Calvário, foi na história e é hoje também
Será pra sempre, que esse amor lhe fará viver

Foi o amor e não uma estaca, que ergueu bem alto o Galileu.
Foi o amor, não a forma da cruz, que abriu os braços de Jesus.
Foi o amor e não uma placa, que declarou que esse Rei é meu.
Foi o amor e não os pregos, que segurou meu Cristo na Cruz.

Somente o amor, foi o amor que segurou meu Cristo na Cruz


Pergunta Que Será Respondida Amanhã:
Gostaria de saber se é pecado mudar de nome. Meu nome me traz muito constrangimento, referindo-se à prostituição. Eu não sou uma prostituta, sou uma cristã, tentando fazer o meu melhor para viver junto com meu amado Jesus Cristo, e isso me deixa muito triste. O que eu poderia fazer?

terça-feira, 14 de setembro de 2010

A Mão de Um Pai Verdadeiramente Fiel

Pra que eu possa ir pro Céu, preciso ser perfeito? O que devo fazer para ter a dignidade ser aceito por Deus? Não posso errar? Em outras palavras, seria errado errar?

Separei esta pergunta para hoje, com um objetivo específico: continuar a série que criamos aqui neste blog, chamada Está Escrito. Todas as terças-feiras estou vindo aqui apresentar uma das crenças fundamentais nas quais creio, e, desta vez, vamos pensar sobre...

SERIA ERRADO ERRAR?
(Estudo 02 desta série)


Uma senhora foi aconselhar-se com um psicólogo 15 dias após ter recebido alta. Fazendo todas as tentativas possíveis para chamar a atenção de seu esposo, ela se afundara numa desesperançosa depressão. Por fim, apelou para uma última decisão. Bem na frente de seu esposo passou a engolir 206 diferentes comprimidos. O marido permaneceu ali, olhando descrente. Ela foi para o quarto esperar a morte chegar, mas no fundo não queria morrer. Era uma maneira desesperada de dramatizar sua situação para o homem de cujo amor necessitava. Desafortunadamente, ele não teve reação (Adaptado de James C. Dobson, Conversa Franca, São Paulo, Mundo Cristão, 1997, 150-151).

Quando ela se tocou que ele não tinha nem um intento em socorrê-la, juntou suas forças e dirigiu-se até um pronto socorro. Depois de bombear o estômago da mulher, a equipe do hospital ligou para o esposo, que foi acompanhá-la. Ele ficou segurando a mão dela por 2 horas, sem sequer indagar por que ela não estava querendo viver. Na realidade, mais de 2 semanas depois, no dia em que a levou ao consultório psicológico, o homem fez seu primeiro comentário sobre o ocorrido: “Há uns 15 dias, você quase me matou de susto!” O conflito deste casal em desintegração era o resultado da ausência de apoio firme e amoroso do marido para com a mulher e o fato de ele estar enfrentando uma crise própria de fracasso nos negócios.

Muitas mulheres deprimidas e frustradas sonham com o dia em que terão todas as necessidades de atenção supridas por um esposo amoroso. Muitos homens não conseguem ouvir os clamores de suas esposas por estarem sufocados de preocupações. E no trajeto para alcançar seu rumo, os lutadores sonham com um atalho. Já se pegou sonhando em ser sorteado para receber muito dinheiro, exatamente por estar enfrentando uma crise financeira?

O ser humano vive obcecado por miragens. Se não tenho onde morar sonho em ganhar uma casa própria. Se estou faminto, deliro com a utopia de abiscoitar um pedaço de pão. Quando não estou satisfeito com minhas roupas, gostaria que chegasse meu aniversário logo para, talvez, ganhar uma peça nova. Contemplo o mundo e desejo ter o que nele há. Sou ser humano.

Você também tem vontade de suprir suas necessidades? Quais são os seus sonhos? São muitos? Não sei se a carência que sente é de alimento, casa, dinheiro, pertencer a um grupo, ser amado, alguém realizado, ter um filho, um nome reconhecido, sucesso, um cristianismo autêntico, paz de espírito ou transcender. Mas de 2 coisas tenho certeza: a)você tem inerentes ansiedades por coisas que parecem impossíveis de serem alcançadas; b)por se sentir incapaz de lograr estes objetivos, você sonha em “ganhá-los”, mesmo que não seja por suas próprias forças.

Sabe por que isto acontece? Porque no plano original de Deus, você realmente não é programado para viver nas condições em que vive e deveria estar em uma dimensão de realidade incomparavelmente melhor e superior, tanto à vida que está vivendo, quanto a todos os seus sonhos juntos. Mas você sabe o que tem que fazer para conseguir isto? Ah, se fosse tudo de GRAÇA...

Um site de busca na internet me forneceu várias definições de “GRAÇA”. Mas uma delas me chamou a atenção: “A GRAÇA é um bairro nobre de Salvador, voltado para a Baía de Todos os Santos”. Isto figura muito bem o que está escrito na Bíblia sobre a salvação que Deus quer nos dar.

O Que é a “GRAÇA de Deus”?

No meu artigo da semana anterior (Seria Errado Ter Fé), aprendemos que a fé é a ação de buscar o remédio que precisamos. A Bíblia mostra o exemplo de alguém que fez um bom uso desta chave, a fé (Gênesis 15:6 e Hebreus 11:8 e 17-19). Um dos textos bíblicos que melhor explica a fé de Abraão é Romanos 4. Ali podemos ver que, pela fé, Abraão alcançou a GRAÇA (verso 16).

O Remédio é a “GRAÇA”. Ela nos dá acesso à salvação em Jesus. É a solução que esperamos para nossa mais profunda e inerente insatisfação com a vida que levamos. GRAÇA é com o que se sonha sem saber, porque pela GRAÇA sois salvos (Efésios 2:5 e 6). GRAÇA é o carisma de Deus em nos salvar; é dom de Deus (verso 8).

Parafraseando o dicionário, a GRAÇA é um presente nobre do Salvador, voltado para todos os crentes.

Mas Por Que se Chama GRAÇA?

Como procuramos ser pessoas esforçadas em quase tudo na vida, infelizmente tentamos também nos esforçar para alcançar o favor de Deus. Isto é um engano fatal. Paulo ensina que quando procuramos ser aceitos por Deus através de nossas ações, nos separamos de Cristo e decaímos da Sua GRAÇA (Gálatas 5:4). Ele censurou os gálatas porque tinham “ouvido alguns cristãos, especialmente de origem judaica, que obrigavam os crentes não-judeus a se submeterem à Lei de Moisés, particularmente ao rito da circuncisão e a outras tradições judaicas” para alcançarem a salvação (Gálatas 1:6-9). Não devemos receber em vão a GRAÇA de Deus (II Coríntios 6:1). (Comentário Bíblico da Bíblia de Estudo Almeida, Baureri, SP, SBB, 1999, ref. a Gl 1:6-9).

Imagine uma criança de 4 anos de idade trabalhando duro o dia todo para pagar aos seus pais todos os recursos, tempo e dedicação já recebidos, e para comprar deles todos os cuidados paternos que ela deverá receber nos próximos 13 anos. Com todo este esforço, quanto ela vai conseguir? NADA. E conseguir NADA faz alguma diferença? NADA que uma criança fizer de bom vai fazer com que seus pais, baseados em tal penitência, a amem mais, pois o amor deles já é completo e incondicional. Paulo disse que a salvação, sendo pela GRAÇA... não vem de vós; é dom de Deus; não de obras, para que ninguém se glorie (Gálatas 2:8 e 9). NADA que você fizer poderá fazer com que Deus o ame mais. NADA que você deixar de fazer diminuirá um átomo do Seu amor por você.

Se você pagar 1 centavo por um carro 0km, o carro não foi de GRAÇA, ele custou 1 centavo. E, se é pela GRAÇA, já não é pelas obras; do contrário, a GRAÇA já não é GRAÇA (Romanos 11:6).

A Fonte e os Benefícios da GRAÇA

O ser humano foi criado para viver em um estado perfeito, sem pecado, mas escolheu separar-se de Deus, ao pecar (Isaías 59:2). Portanto, assim como por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado, a morte, assim também a morte passou a todos os homens, porque todos pecaram (Romanos 5:12); porque o salário do pecado é a morte eterna (Romanos 6:23). Foi por isto que Davi disse: Eu nasci na iniqüidade... e em pecado (Salmos 51:5). E é por isto que todos nós somos como o imundo, e todas as nossas justiças, como trapo da imundícia; todos nós murchamos como a folha, e as nossas iniqüidades, como um vento, nos arrebatam (Isaías 64:6). Nascemos sem opção nenhuma de podermos fazer alguma coisa que nos livre da morte eterna, porque pecamos.

Somente alguém sem pecado pode viver, por si mesmo, eternamente. Jesus tem este direito porque foi Ele tentado em todas as coisas, à nossa semelhança, mas sem pecado (Hebreus 4:15). Cristo não merecia nem precisava morrer, mas certamente, Ele tomou sobre si as nossas enfermidades e as nossas dores levou sobre Si; e nós O reputávamos por aflito, ferido de Deus e oprimido. Mas Ele foi traspassado pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniqüidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre Ele, e pelas Suas pisaduras fomos sarados. Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas; cada um se desviava pelo caminho, mas o SENHOR fez cair sobre Ele a iniqüidade de nós todos. (Isaías 53:4-6). Esta é a razão pela qual a salvação e a vida eterna em Jesus são um dom da GRAÇA de Deus (Romanos 6:23)!

Um amigo meu, em uma situação de filho rebelde, estava no fundo do poço há mais de 5000km de distância da casa de seus familiares. Precisava de ajuda e ligou para sua irmã mais velha. A solução para ele seria comprar uma passagem e vir urgentemente para casa. Mas ele não tinha dinheiro. Então sua irmã mandou o dinheiro para que ele voltasse ao lar. A GRAÇA que nos liga a Deus é dada a nós pelo próprio Deus. Deus pode fazer-vos abundar em toda GRAÇA (II Coríntios 9:8). A GRAÇA de Jesus nos leva de volta para a casa do Pai.

Jesus Cristo, nosso Senhor, por intermédio de quem viemos a receber GRAÇA pode fazer que estas dádivas sejam multiplicadas, no pleno conhecimento de Deus (Romanos 1:5 e 6; II Pedro 1:2). Porque todos nós temos recebido da sua plenitude e GRAÇA sobre GRAÇA (João 1:16).

Se juntássemos tudo que desejamos obter e realizar, iríamos perceber que na realidade o que almejamos mesmo é a imortalidade, a plenitude, perfeição e a felicidade. Sabe o que é isto? É salvação. Para isto a GRAÇA existe. Ora, o Deus de toda a GRAÇA, que em Cristo vos chamou à sua eterna glória, depois de terdes sofrido por um pouco, ele mesmo vos há de aperfeiçoar, firmar, fortificar e fundamentar (I Pedro 5:10). Precisamos da GRAÇA porque ela tanto nos salva no presente (Efésios 2:8 e 9), quanto nos dá o passaporte para a vida eterna (Romanos 5:12 a 21).

Conclusão

Creio que a seguinte história ilustra muito bem o jeito gracioso que Deus tem para lidar conosco.

“Estava tarde quando deixei o escritório. Meu desejo de chegar em casa se traduzia em forte aceleração. Quando as luzes vermelhas e azuis apareceram piscando no meu retrovisor e eu encostei, um cuidadoso policial me explicou que eu precisava diminuir a velocidade. Admiti minha culpa e prometi obedecer ao limite da velocidade. Ele pareceu aceitar meu rogo genuíno, mas me deu uma multa caprichada, pra eu não esquecer nunca mais.

Ao sair, realmente respeitei o limite da velocidade naquela estrada. Mas aquilo não resolveu o problema da multa porque um oficial me deu uma intimação, de modo que compareci perante o juiz, o qual me perguntou que sentença eu julgava merecer. Eu disse: ‘Sou culpada, Meritíssimo, mas aprendi minha lição e imploro a misericórdia desta corte’.

Para minha surpresa, ele fez o que os juízes têm poder para fazer: Cancelou a multa, arquivou o caso e me deu todos os pontos da carteira. Saí do Fórum caminhando nas nuvens, pois sabia que tinha experimentado GRAÇA - perdão imerecido - sem ter que pagar nem fazer nada”( Evonne Crook, citado em Gordon Bietz, Power for Mind and Soul, Southern Adventist University, 2005, 3)..
Em algum momento, você desejou já ardentemente receber o amor de alguém, e não foi atendido? Há uma Pessoa que quer lhe dar DE GRAÇA este amor, sem que precise chamar a atenção dEle para você. Por isso tenhamos confiança e cheguemos perto do trono divino, onde está a GRAÇA de Deus. Ali receberemos misericórdia e encontraremos GRAÇA sempre que precisarmos de ajuda (Hebreus 4:16 BLH).

Deus nos oferece este presente. Mas será que presente oferecido é o mesmo que presente recebido? Que graça tem, se a GRAÇA é tão linda, mas eu não a tenho? Ou, todos os pecadores serão salvos automaticamente de GRAÇA? Para estudar as respostas a estas perguntas, convido-lhe a não perder o próximo texto que peço a Deus que permita-me postar aqui, neste site, na semana que vem.

Um abraço,


Pergunta Que Será Respondida Amanhã:
Surpresa!!!

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Uma Igreja Com Propósitos

Pastor, já leu algum bom livro sobre administração de igreja, no sentido de poder fazê-la crescer? Aqui em minha comunidade cristã, no choque dos princípios da igreja com a realidade cultural, estamos tendo dificuldades em ganhar mais pessoas para Jesus. O que podemos fazer?


Você precisa ler, urgentemente, “Uma Igreja Com Propósitos”, de Rick Warren. Eu não o li, eu o comi. Ao ler esse livro tive reações inesperadas e diversas. Não consegui ler apenas 100 páginas do livro e parar, pois ele é tão bom, que me prendeu, fazendo ir lendo-o, atentivamente, até à última página. Pena que não tem mais páginas, ou que não há um “volume dois”. Mas vejo que o meu professor da disciplina de Crescimento de Igreja foi muito sábio em escolher exatamente esse livro, para ser lido por quem cursa essa matéria. Até sugiro que essa seja a principal e obrigatória obra a ser lida pelos alunos que cursarem essa disciplina.
 
Infelizmente, não tenho crítica a fazer sobre a obra. Isso tem que ver com uma das reações inesperadas que tive ao ler Uma Igreja Com Propósitos. Ao ler qualquer obra que não seja um escrito inspirado, uso o mecanismo da filtragem, e, nesse processo seletivo, separo o que é bom das partes de conteúdo com as quais não concordo. Mas, por incrível que pareça, depois de muitos anos, li um livro com o qual não pude discordar de absolutamente nada. Por isso, não tenho observações a fazer sobre o mesmo: por concordar com absolutamente tudo que Warren diz.

Em oposição à essa satisfação de leitura, veio-me um frustração. Uma coisa é a teoria, outra coisa é a prática. Eu acredito que os princípios apresentados por Rick sejam aplicáveis, e não creio que há nada utópico em seu livro, mas não vejo possibilidade de aplicar muitos dos seus bons ensinamentos na realidade particular em que me encontro, ou, que nos encontramos, em nosso contexto comunitário cristão. Isso é uma lástima, pois estamos engessados em sistemaw que nos limitam a crescermos, não por preservação de princípios, mas por atolagem em tradições.

Mas, mesmo assim, creio que ainda posso usar todos os revolucionários conceitos aprendidos da experiência da igreja de Saddleback. Para isso, devo classificá-los em duas categorias: a)Os que farão alguma diferença positiva no meio igrejeiro que influencio, sem trazer prejuízos consideráveis pela mudança (como por exemplo, os trabalhos com pesquisas, correspondências e recepção); e b)Os que, se eu os aplicasse de imediato, romperiam com a cultura que me prende, pelo fato de que a igreja com a qual lido ainda não esteja preparada para recebe-los (como por exemplo, o modo como encarar e lidar com o assunto da música).

Com esse primeiro tipo de conceitos selecionados dos ensinamentos de vida do pastor Rick Warren, o uso precisa ser prático e imediato. Creio que esse livro não é um livro, e sim um manual. E manual não traz tabelas pra serem decoradas, mas sim, procedimentos a serem aplicados, avaliados, readaptados e vividos no cotidiano.

A segunda classificação dos conceitos aprendidos em Uma Igreja Com Propósitos pode ser usada numa dimensão que antecede à prática. Eles podem ser colocados com propriedade, através de palestras e debates, como modos de pensar propostos, para que os membros reavaliem as bitolas que nos prendem.

Estou deixando você curioso? Então, corra, pegue esse livro, e leia. Mas depois aplique o que puder em sua igreja, hein?

Um abraço,


Ficha do Livro:
Warren, Rick, Uma Igreja Com Propósitos: Depois de Atos, aqui está o melhor, mais prático e o mais rico ensino sobre o crescimento da igreja. Trad. Carlos de Oliveira (São Paulo: Editora Vida, 2001), 392 páginas, brochura.

Pergunta Que Será Respondida Amanhã:
Pra que eu possa ir pro Céu, preciso ser perfeito? O que devo fazer para ter a dignidade ser aceito por Deus? Não posso errar? Em outras palavras, seria errado errar?

domingo, 12 de setembro de 2010

Bater Palmas na Igreja é Certo ou Errado?

Às vezes, levo minha igreja a bater palmas. Muitas vezes, não. Depende. Seria errado bater palmas na igreja?

Para responder a esta pergunta precisaríamos conhecer todas as razões que levam as pessoas a bater palmas num culto de adoração. Isso é impossível, mas podemos destacar, de forma geral, pelo menos dois tipos de palmas que acontecem na igreja.


Primeiro vamos falar daquela palma que acompanha o ritmo da música. É claro que, como tudo na vida, este acompanhamento musical vindo da parte do adorador, pode ficar exageradamente extravagante e prejudicial. Mas por outro lado, o louvor quadrado, formal e frio, é tão extremadamente prejudicial. É muito importante que o adorador se envolva no louvor, com todo o ser, inclusive, com o corpo. Pois cremos que somos um ser indivisível, que é constituído física, mental e espiritualmente, certo? Então, o corpo faz parte do ser, certo? Se não o fizesse não poderíamos usar a boca pra louvar, porque ela faz parte do corpo. Então veja, que é necessário equilíbrio. E com equilíbrio, é obvio que o louvor acompanhado das palmas alcança muito melhor o seu objetivo de envolver a todos. Nesse equilíbrio, precisamos lembrar que o ritmo nunca deve ser mais enfatizado do que a letra e a mensagem da música. Onde a mensagem é valorizada, os crentes desejarão eliminar qualquer ruído que os impeça de se concentrar na Palavra de Deus. Nas Escrituras, até os elementos da Natureza são chamados a bater palmas (Isaías 55:12; Salmo 98:8 e 9). E a própria Bíblia nos recomenda a cantar a Deus com palmas: “Batam palmas, vocês, todos os povos; aclamem a Deus com cantos de alegria. Pois o SENHOR Altíssimo é temível, é o grande Rei sobre toda a terra!” – Salmo 47:1-2.

Agora, existem também aplausos, que se faz a alguém. Nesse caso, também há o risco de haver o desequilíbrio. E o desequilíbrio se dá no exagero, na falta de etiqueta, na descompostura e na exaltação do ser humano acima de Deus. Pode ser que um público bata palmas para um cantor, um pastor, ou qualquer outro ministro, simplesmente “dizendo”, com suas palmas, o seguinte: “Louvado seja Deus, irmão, pelo seu talento! Parabéns por deixar Deus usar a você. Estamos agradecidos por enlevar-nos com seu ministério. Continue se dedicando ao Senhor, que nós continuaremos a lhe apoiar”. Tal aplauso seria um tipo de um “grande ‘amém’”. Ou, pode ser que, enquanto estiverem batendo palmas para um ministro, os adoradores estejam idolatrando-o e esquecendo-se de Deus. Isso é muito subjetivo e difícil de julgar. Mas o povo precisa ser educado quanto a isto. O diálogo é sempre melhor do que a inibição. Dentro do equilíbrio, os aplausos de um público para uma pessoa também são bíblicos. II Reis 11:12 diz que as pessoas “aplaudiram” durante as cerimônias de coroação do rei Joás.



Existem aqueles que se escandalizam com as palmas rítmicas ou os aplausos dentro da igreja. Eles alegam: a)Que existem poucas passagens que falem sobre o “bater palmas”; b) Desordem no culto; c) Exaltação do ser humano acima de Deus, o que desonra o Senhor. Quanto ao primeiro item, os críticos precisam levar em consideração, que, embora haja poucas passagens que falem sobre bater palmas, não existe uma única passagem bíblica sequer que condene o ato de bater palmas. Isto deixa a crítica em pior situação do que a prática. Quanto aos dois últimos argumentos, podemos claramente perceber que eles se referem muito mais ao desequilíbrio do que a uma prática equilibrada e sadia. No entanto, embora devamos respeitar a esses críticos como pessoas, devemos dialogar e crescer no entendimento de um louvor mais amplo.

Assim como outros elementos de expressão, como a linguagem falada e a música, bater palmas é também uma questão cultural. A igreja deve usar as melhores formas de expressão existentes em sua cultura que levem a maioria a adorar. Se a maior parte dos membros louva, adora, reconhece e interage melhor com as palmas, que as palmas sejam usadas com equilíbrio, para a honra e glória de Deus. Que o povo seja educado a compreender tudo o que isso envolve. Em muitos lugares do mundo nossa igreja tem esse costume. Mas, por outro lado, se a maioria das pessoas ainda não consegue se sentir bem com a presença das palmas no serviço de adoração, não compensa usar ali um elemento que não edificará os crentes. Nem tudo o que é lícito é conveniente (1Coríntios 6:12; 10:23), pois o objetivo de uma reunião de crentes é adorar, e não escandalizar. Todavia não podemos olvidar o fato de que muitas de nossas igrejas perdem muito, por não conseguirem alcançar, viver e praticar esse equilíbrio necessário no louvor. “Assim, quer vocês comam, bebam ou façam qualquer outra coisa [batam palmas ou deixem de bater], façam tudo para a glória de Deus” – 1Coríntios 10:31.

Um abraço,



Pergunta Que Será Respondida Amanhã:
Pastor, já leu algum bom livro sobre administração de igreja, no sentido de poder fazê-la crescer? Aqui em minha comunidade cristã, no choque dos princípios da igreja com a realidade cultural, estamos tendo dificuldades em ganhar mais pessoas para Jesus. O que podemos fazer?

sábado, 11 de setembro de 2010

Falar Gíria É Legal?

É permitido falar gíria? Ou deveria ser proibido ao cristão? Duvido que exista alguém que não fala nem um pouquinho de gíria. Concorda? E então, é pecado ou não é?

O sábio de coração é chamado prudente, e a doçura no falar aumenta o saber.
Provérbios 16:21
O que ama a pureza do coração e é grácil no falar terá por amigo o rei.
Provérbios 22:11
Porque todos tropeçamos em muitas coisas. Se alguém não tropeça no falar, é perfeito varão, capaz de refrear também todo o corpo.
Tiago 3:2

O que a Bíblia sempre nos aconselha é que sejamos prudentes em nosso falar. O modo como falamos é um testemunho muito forte. Mas cuidar-se no falar significa falar, ou não gírias?

Para entendermos melhor o que é uma gíria, vamos a um breve estudo etimológico do vocábulo:

A origem da palavra “gíria”, para muitos estudiosos ainda é obscura. Mas, segundo Corominas – no estudo étimo da língua espanhola, na expressão “jerga” como “linguagem especial, difícil de compreender” tem-se um ponto de partida. A partir disso, “jeringonza”, derivado do occitânico (língua dos trovadores, antigo provençal), apresenta a forma regressiva “xíriga” que de acordo com o autor chegou ao português como “gíria”.

Uma linguagem informal, caracterizada por um vocabulário rico em idiomatismos metafóricos, jocosos, elípticos, ágeis e mais efêmeros que os da língua tradicional. A gíria sempre tem uma história.

Muitas vezes parte de um dialeto usado por determinado grupo social:

a) Que busca destacar-se através de características particulares e marcas linguísticas. Nesse caso, a gíria pode ser tanto degradante(1) quanto inofensiva(2) . Vemos isso ocorrer com frequência entre os adolescentes. Essa faixa etária é perita em criar linguagens próprias. Mas estes representam apenas um exemplo dentre muitos como tribos radicais, “Funkeiros”, “Patricinhas”, “Bad Boys”, “Skatistas”, etc.

b) Que pretende não ser exatamente compreendido por outras classes sociais. Nesse caso costuma funcionar como mecanismo de coesão tribal ou como código interativo entre tais grupos. Pode ser até que essa codificação se caracterize numa habilidade para enganar ou obter vantagem, numa “esperteza” ou astúcia. Daí se originam as gírias de traficantes e usuários de drogas(3) , presidiários, máfias, etc.

c) Cujos componentes compartilham da satisfação de interagirem por meio de interesses comuns, e então passam a fazer ou criar gracejos linguísticos. Isso pode vir a ser uma linguagem própria daqueles que desempenham uma mesma função, arte(4) ou profissão, ou que pertençam a uma mesma organização(5) , clube, denominação, etc. Essa natureza de gíria nem sempre logra um sucesso que atinge a maioria usuária de um idioma.

d) Lida com interesses comuns, mas tem um vernáculo pobre de vocábulos que suficientemente lhes permita comunicar seus interesses com facilidade. Por vezes a gíria pode ser um linguajar rude, um calão ou mesmo uma deficiência no falar, por carência da norma culta(6) .

Em seu processo de formação, a gíria pode apresentar, em nível lexical, vocábulos novos com estrangeirismos(7) , em truncamentos, sufixação parasitária, acréscimo de sons ou sílabas à palavra, palavras usadas pela metade(8) , cacófatos, uso de certos códigos etc. A gíria também pode surgir de uma palavra inteira comum existente, que possui outro significado, mas que, para o grupo minoritário que a toma como jargão(9) , passa a ter outro sentido, ou apenas uma roupagem mais coloquial(10) . As gírias podem ainda, em sua origem, partir de figuras de linguagem que tenham significados muito degradantes, obscenos ou maldosos, mas, por sua popularização, perdem o significado original e tomam sentido mais aceito pela sociedade(11) .

Se o determinado grupo de identificação comum logra sucesso no uso de seu jargão(12) , tal “palavra” começa a ser usada por outras pessoas que, apesar de não se identificarem com aquele grupo, passam a usar o “termo” e este entra para a conversação informal praticada por um raio maior da sociedade, chegando a fazer parte de seu “dialeto” popular(13) . O que nos leva a compreender que a linguagem específica de grupos marginais pode estender-se a outros grupos sociais, e essa propagação pode expandir-se tanto a ponto de fazer com que o novo significado para o vocábulo, ou a nova palavra popularizada, passe a fazer parte de um vernáculo regionalista(14) ou entre para os principais dicionários de um idioma(15) . Ou ainda, com o tempo, pode extinguir-se(16) .

Percebemos que a questão principal não é a de ser aceitável ou não, o falar gíria. Isso porque é praticamente impossível escapar totalmente do uso dessa linguagem informal, uma vez que ela está tão permeada em nosso linguajar cotidiano, confundindo-se até mesmo com a forma tradicional de conversação.

O que se deve avaliar é o que está sendo transmitido pelas palavras. Ao falar, a comunicação está chegando até os receptores sem más interpretações? Aí entra o caso de Lucas 17. Seremos sempre responsáveis perante Deus se escandalizarmos nossos irmãos por ações ou palavras insensatas.

Não é porque pensamos que o uso de determinado termo é inofensivo, que vamos usá-lo.

Seja sábio no falar, assim como é o teu proceder!

Que Deus lhe conceda sabedoria.



Notas:
(1) Termos de baixo calão e palavrões.
(2) Vexa; Mico; Cabuloso;
(3) Puxar um beck; Bagulho; Nóia;
(4) Fechar = harmonizar, entre músicos.
(5) Ura = Estado em que uma pessoa está muito carente – gíria muito usada na Universidade Unasp, campus 2, entre os anos 1998 e 2002.
(6) Pode ser um tipo de jargão, como por exemplo, a gíria dos economistas, a gíria médica, gíria de internautas, gírias caipiras, etc.
(7) Brother;
(8) Mano, de Hermano, isto é, Irmão;
(9) Jóia;
(10) Beleza;
(11) Sacanagem; Porrada;
(12) A Mídia ajuda muito nesse processo.
(13) Fuzarca = Confusão, foi gíria nos anos 40; Legal, que era somente um termo judiciário, por anos foi gíria e hoje faz parte de nossa linguagem informal.
(14) A palavra Barbaridade, usada na região sul do Brasil como uma interjeição que indica surpresa, espanto e admiração, há tempos atrás foi reduzida para o termo “Bah”, que antes considerado gíria, hoje é tido como um termo regionalista.
(15) Paquera – Surgiu nos anos 50, hoje é um verbete oficial da nossa língua.
(16) Uva = Mulher – Foi gíria nos anos 40 e 50, hoje não é mais.

Pergunta Que Será Respondida Amanhã:
Seria Errado Bater Palmas Na Igreja?

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Novo Casamento Para Recém-convertido

Antes de conhecer o evangelho fui casado, mas divorciei-me e agora conheci uma pessoa cristã, pretendo aceitar a Cristo e casar-me com ela; como fica minha situação? Deus me perdoará pelo tempo de ignorância, ou para viver ao lado de Cristo terei que viver sozinho o resto de minha vida?

Estou feliz em perceber como o Espírito Santo tem trabalhado com você!! Você está passando pela experiência mais linda que um ser humano pode vivenciar neste mundo: a conversão. Tenha a certeza de que Deus lhe aceita do jeito que você é e está. Se confessarmos os nossos pecados Ele é fiel e justo para nos perdoar de todas as nossas iniqüidades (1 João 1:9), lançando-as nas profundezas do mar, para nunca mais delas se lembrar (Miquéias 7:19).

Isto significa sua justificação pelos méritos de Jesus, para entrar na graça de Deus, segundo Sua misericórdia. Mediante isto, pela fé, você está salvo em Jesus. Ele realmente não leva mais em conta o tempo da ignorância (Atos 17:30). As coisas passadas já se desfizeram (2 Coríntios 5:17) e você é uma nova criatura! Portanto, para assuntos de salvação, todas estas passagens que você me citou têm realmente esta aplicação.

Entretanto, salvação e casamento são assuntos diferentes, embora em muitos aspectos interdependentes e até harmonizantes. Falei de salvação, agora vamos tratar de casamento.

Esta fase que você esta passando é também outra faceta muito bonita da vida. Fico feliz por você. É muito bom amar e ser amado. E parabenizo-lhe por estar interessado em construir um relacionamento segundo o coração de Deus. Isto, se feito assim, lhe trará muita felicidade.

Para este assunto, não tenho uma resposta final para você. A impossibilidade de lhe dar um conselho completo esta na limitação do conhecimento que tenho de você, sua namorada, ex-esposa, de todo o contexto enfim, me compreende?

A visão bíblica sobre casamento é a seguinte. Um homem solteiro sai de seu lar e, segundo os critérios de aprovação de sua comunidade, se une a uma mulher solteira que também esta saindo de seu respectivo lar, em habitação e compartilha da vida, sem reservas. Espiritualmente falando, para Deus, a união se formaliza mediante o contato sexual, onde os dois se tornam uma só carne. Isto esteve no plano original de Deus para o ser humano, mesmo antes da intromissão do pecado no mundo. Isto é parte do plano criador de Deus para o ser humano. Os dois tornando-se um, formam uma nova unidade criada de Deus, indivisível, inseparável. É por isto que, nos planos de Deus, não existe a possibilidade do divorcio. E é por isto que, se alguém adultera está rompendo uma instituição estabelecida por Deus. Está, em anomalia, fazendo um ato confuso. Rasgando em dois um ser único (o casal) e enxertando a metade rasgada (si mesmo) em um outro ser vituperado (amante). Somente aí, para Deus, termina o casamento, o que é pecado. Mas... digamos que um dos cônjuges resolva pecar assim; não esta no poder do outro cônjuge, impedi-lo de pecar; o outro cônjuge quer ser fiel, mas se torna vitima de um casamento rompido, acabado (adulterado), voltando ao seu estado de metade incompleta, que precisa se completar mediante casamento (união sexual). Veja, isto não está nos planos de Deus, mas como não se pode forçar o livre arbítrio do cônjuge infiel, existe esta possibilidade para o cônjuge vitima.

Qualquer que tenha sido a motivação do casamento, por mais que houve ignorância, o casamento aconteceu. Uma vez realizado, qualquer que seja o motivo (se não houve adultério), não há fim para o casamento, ainda que se separem e nunca mais compartilhem a vida.

E se alguém resolve abandonar o cônjuge mas não adultera, o cônjuge abandonado devera viver o resto da vida sozinho? Isto é vida plena? Vou dar uma ilustração para este caso. Imagine que você está num ponto de ônibus, num centro movimentado. De repente, um motorista alcoolizado perde o controle e lhe atinge de cheio. Você vai para o hospital, recebe os tratamentos, mas fica com a espinha dorsal em rompida, com varias vértebras em pedaços. Paraplégico para o resto da vida. A culpa foi sua? Não! Deus lhe aceita? Sim! Mas você vai continuar paraplégico para o resto da vida. Uma coisa é salvação, outra coisa são as conseqüências das desgraças acidentais imprevisíveis que existem neste mundo. Se alguém, em seu tempo de ignorância, mutilar o seu corpo, está pecando, não está? E se ele conhecer a Jesus, Ele o salvará não salvará? Mas aquela pessoa, irá carregar, pelo resto da vida, em seu corpo, as marcas conseqüentes de seus atos, ainda que cometidos em ignorância!

E então, Deus estará sendo justo em deixar que sua criação gema e sofra pelo resto da vida? Em primeiro lugar ele não prometeu nos livrar dos sofrimentos deste mundo. O que Ele promete é estar conosco, quando sofremos. Leia romanos capítulo 8. A justiça de Deus não esta em sermos totalmente felizes neste mundo, porque neste contexto tão desgraçado pelo pecado, nunca o seremos. A justiça e o amor de Deus consistem em conceder-nos a salvação garantida hoje e concretizada na glorificação futura.

Seja qual for a sua condição, Deus lhe ama muito e quer dar-lhe a vida eterna. Com respeito a teu caso, aconselho-te que faças duas coisas. Primeiramente, estude bastante o que a Bíblia ensina sobre o estado civil em relação à sua realidade - conhecereis a verdade e a verdade vos libertará (João 8:32). Depois escolha vários conselheiros cristãos de confiança e capacitados, para que o instruam sobre seu caso, conhecendo-o mais de perto - na multidão de conselhos há sabedoria. Por fim, procure ser fiel a Deus, custe o que custar.

Seja fiel até em risco de morrer e Deus lhe coroará com a vida eterna.


Pergunta Que Será Respondida Amanhã:
É pecado falar gíria?