terça-feira, 23 de novembro de 2010

NOTÍCIA PERMANENTE - Santuário e 2300 Tardes e Manhãs (Parte 1)

Gostaria de entender melhor as crenças sobre o santuário e as 2300 tardes e manhãs de Daniel 8:14.
Nota editorial: Como a resposta a esta pergunta requer um estudo complexo, sua postagem aqui neste site se dará numa sequência diária de textos: de hoje a terça feira que vem, passaremos uma semana seguindo uma linha sequêncial de raciocínio. Se você resistir, não leia o texto de amanhã...



NOTÍCIA PERMANENTE
(Estudo12 desta série - Parte 1, de 8)

Você é a favor ou contra a Pena de Morte? O filme A Vida de David Gale, dirigido por Alan Parker, é um drama onde, tanto o diretor quanto o escritor Charles Randolph, mostram o quanto são contra a Pena de Morte. Junto com eles, 43 % dos americanos também têm esta ideologia. O grande e singular argumento destas pessoas é: “a possibilidade de um inocente ser executado”. Nos últimos 25 anos, 102 prisioneiros condenados à pena de morte foram soltos do Corredor da Morte, nos Estados Unidos, porque foram descobertos como inocentes, antes de serem executados. Isto mostra a grande probabilidade de um inocente ser executado. Portanto, a maior expectativa de Parker, ao lançar o filme, era a de que o mesmo provocasse o debate entre as opiniões populares “contra” e “a favor” da execução capital.
O que você faria se soubesse que uma pessoa que você ama muito está no Corredor da Morte, argumentando ser inocente? Com certeza exigiria que o caso fosse revisado, não é mesmo? Mas, e se não desse tempo de apurar os fatos, a vítima fosse executada, e você ficasse com todo o processo em andamento em suas próprias mãos? Você acha que este foi somente um problema fictício de Bitsey Bloom(1)? Não!
Este será um drama que rodará na mente de muitos dos que estarão sendo arrebatados com Jesus, quando Ele vier buscar os fiéis. Afinal, a segunda vinda de Jesus já será um tipo de execução judicial, por Jesus ter voltado, levado consigo os salvos e deixado para trás os perdidos. Tudo estará definido. Isto nos leva à obvia conclusão de que o tempo que temos para definir o nosso destino eterno é agora, pois não vai adiantar “chorar o leite derramado”. Posteriormente, não haverá uma outra chance. Aí vem o grande drama: há justiça?
Se Jesus deixará os destinos definidos no evento da Sua vinda, e se a nossa decisão tem que ser tomada agora, o que eu preciso saber para ser enquadrado no grupo daqueles que irão com Ele, e não no grupo daqueles que ficarão? Aí vem a parte mais linda da história, chamada, pela própria história, de evangelho.
A palavra evangelho quer dizer “boas novas” e trata da melhor notícia que o ser humano, enquanto atolado num problemão, já precisou receber: a notícia da salvação. Um bom aviso precisa ser muito bem comunicado. Deve usar os melhores recursos possíveis, a mídia mais apropriada. Deus tem planejado Sua forma de transmitir essa notícia cuidadosamente, não querendo que ninguém pereça, mas que todos cheguem ao arrependimento (2Pedro 3:9).
Continua... amanhã...

Um abraço,


(1)Personagem da história escrita por Charles Randolph, The Life of David Gale, que vive esse drama.


Pergunta Que Será Respondida Amanhã:Gostaria de entender melhor as crenças fundamentais bíblicas sobre o santuário e sobre as 2300 tardes e manhãs de Daniel 8:14. Obrigado.
A resposta a esta pergunta continua amanhã.

domingo, 21 de novembro de 2010

Dízimo de Aposentadoria

Ao receber mensalmente minha aposentadoria, devo dizimá-la?

Veja como a Bíblia declara a devolução do dízimo, de Abraão ao Senhor: "E de tudo lhe deu Abrão o dízimo" (Gênesis 14:20 ver também Hebreus 7:1 e 2). Note que Abraão não dizimou só disto ou só daquilo, mas de TUDO.
Jesus aprovou o dízimo, conforme lemos em Mateus 23:23. A promessa que Deus faz aos que são dizimistas fiéis, tem que ver com um sincero e íntimo relacionamento do homem com Deus. Leia Malaquias 3:7-11.
Quando alguém vai devolver o dízimo ele dizima também todo o dinheiro que usa para suas contribuições ao seguro social? Em todos os anos de sua vida?
O que alguém recebe do seguro social é exatamente o valor que ele usou para contribuir? Sabemos que não é. Alguém pode ter contribuído por poucos meses e ser beneficiado por muitos anos. Outro pode contribuir por anos e pouco receber. Por isto é usado o termo “contribuição” e não “depósito”, pois é um sistema de seguro e não de armazenamento. É impossível ficar calculando o quanto deu em proporção ao quanto recebeu.
Apesar de que o contribuinte tem os seus direitos em potencial, o dinheiro da previdência, não é exatamente, um dinheiro do contribuinte, pois ele pode vir a ser beneficiado ou não, por muitos motivos razoáveis ou não.
Logo, concluímos que recebimento de aposentadoria não é um saque de um bem já adquirido mas sim uma renda. É uma benção de Deus. É a mesma dádiva que Ele sempre nos dá. Em uma fase da vida, em forma de saúde, força para trabalhar e salário pelo trabalho, em outra fase da vida, em forma de aposentadoria. Logo, reconhecendo seus ensinos bíblicos sobre o dízimo, dizimamos.
"Ora, os que querem ficar ricos, caem em tentação e cilada, e em muitas concupiscências insensatas e perniciosas, as quais afogam os homens na ruína e perdição. Porque o amor do dinheiro é raiz de todos os males; e alguns, nessa cobiça, se desviaram da fé, e a si mesmos se atormentaram com muitas dores" (I Timóteo 6:9 e 10, 17-20).
O objetivo principal do dízimo é tirar o egoísmo do nosso coração, e nos ajudar a colocar nossa confiança não no dinheiro mas em Deus. Como resultado deste relacionamento de confiança, teremos mais sabedoria para gastar nosso dinheiro, pois adquirimos uma perspectiva correta da nossa escala de valores, sabendo assim diferenciar o que é realmente essencial daquilo que é supérfluo. Também saberemos usar as coisas e amar as pessoas, jamais o contrário.

Que Deus o abençoe,



Pergunta Que Será Respondida Amanhã:
Qual é a diferença entre “orar” e “rezar”? A oração do “Pai Nosso” é uma reza? O que há de exemplo na Bíblia?

sábado, 20 de novembro de 2010

Por que "O Rico e o Lázaro"?

Sobre o relato “O Rico e Lázaro”, de Lucas 16:19-31, é evidente que é uma parábola, linguagem figurada. Mas, assim como não prova a imortalidade da alma, também não prova a mortalidade. Por que e para que então Jesus contou esta parábola? Para confundir a cabeça da gente?

Vou introduzir este assunto contando-lhe uma anedota. Quando vou dar alguma palestra sobre a parábola do Rico e o Lázaro, introduzo assim a palestra:

Certa vez, morreram, na mesma hora, em lugares diferentes mas não muito distante um do outro, dois homens. O primeiro era um senhor simples, sem estudos, motorista de ônibus na pequena região onde morava. Era conhecido de todos, principalmente pela má execução de sua tarefa profissional. Era muito, mas muito barbeiro. Foi assim a vida toda, até que morreu em acidente de transito. O segundo homem era o pastor da cidadela.
Pois bem, chegaram na porta do céu praticamente juntos. São Pedro atendeu primeiro o motorista. No questionário de admissão para entrar no céu, quando São Pedro queria saber quem ele era, aquele homem começou a explicar: eu sou aquele conhecido motorista de ônibus, da empresa tal, de tal cidade, e tal e tal... Ah, ta! Disse São Pedro. Você é o motorista barbeiro! “Justamente, respondeu o homem”! Pois bem! Disse São Pedro. Entre! O céu é todo seu!!
O pastor, que estava assistindo a entrevista enquanto esperava para ser também atendido, pensava: “Se este homenzinho foi admitido ao céu, imagine eu, o pregador”.
São Pedro se virou para o pastor: “Você é o próximo?”
“Sim”, respondeu o pastor, todo empolgado, “sou o pastor, da mesma cidade deste barbeiro que acabou de entrar...”
São Pedro cortou: “Olha, eu sei quem você é. Infelizmente, você não tem entrada livre ao céu. Não poderá ficar aqui”.
“Mas como?”, contestou o pastor, “este homenzinho ignorante, iletrado, que fazia seu trabalho mal feito, que não pregava, que vivia dando prejuízo pra empresa, que sempre deixava todos os seus passageiros tensos e temerosos, vai entrar no céu, e eu, o pregador, que vivia na igreja, que falava da palavra de Deus, que procurava deixar todos em paz, não poderei entrar?”
“É justamente nesta diferença que está a razão da rejeição de sua entrada em face da admissão do motorista”, respondeu São Pedro,
Não entendi, “disse o pregador”.
O apóstolo porteiro do céu explicou: “É que enquanto você estava na igreja, com seus sermões sem vida, colocando todos os seus fiéis para dormir, o motorista estava colocando todos os seus passageiros para rezar”.
Depois que conto a piada, antes ainda de revelar ao auditório qual será o assunto do dia, começo a perguntar às pessoas quais são as lições que tiramos desta historiazinha.
É interessante notar alguns pontos da reação do auditório:

1)      Assim que termino a história, os ouvintes sorriem.
2)      Eles vão fazendo a lista das lições aprendidas:
“Nem todo o que me diz Senhor, Senhor entrará no reino dos céus.”
“Os simples também têm entrada no céu”
“É melhor a devoção do que o formalismo”
“Ser pastor não garante a salvação”
“O pregador deve fazer bons sermões”
“O céu não admite só pela aparência”
“As aparências enganam”
“Devemos vigiar e orar”
E por aí vai...

3)      Interessante é que ninguém, praticamente, (até hoje ainda não apareceu) diz que viu nesta piada lições assim:
“O senhor estava querendo ensinar que:” (o auditório referindo-se a mim).
“São Pedro está lá na porta do céu esperando por nós”
“Antes de entrarmos no céu teremos que passar por uma entrevista”
“Assim que morremos chegamos ao céu”
“Pode ser que cheguemos à porta do céu e não sejamos admitidos”

4)      Ninguém se escandaliza por ou ridiculariza a história.

5)      Esperam então que eu introduza o assunto da palestra baseado em alguma das lições que conseguiram tirar da historia. Começam a imaginar qual será o tema da noite. Jamais pensam que irei falar da parábola do rico e do lázaro.

Mas porque conto esta piada? Para ajudar-lhes a entender a resposta ao mesmo questionamento que você me fez:
“Mas, assim como não prova a imortalidade da alma, também não prova a mortalidade [o que esta parábola ensina, então?]”
Eu me aproveitei de uma crendice popular, não me preocupando que seja ela verdadeira ou não, apenas para, com uma historia inventada, ensinar algumas lições. Porque faço isto?

§ O meu auditório sabe que esta não é uma historia verdadeira
§ Eles conhecem a crendice popular de que quem morre vai pro céu, e na entrada encontra com São Pedro.
§ Eles não crêem nesta crendice como doutrina. Sabem que isto não é verdade (sou seguro disto, porque já conheço o auditório e sem que eles crêem como eu creio, sobre o destino do homem após a morte).
§ Eles vão conseguir captar as lições que quero ensinar com mais facilidade, pois, através de uma metáfora, estou figurando o ensino. Isto é didática. (a primeira vez que ouvi esta historia, ela foi contada por um palestrante que não cria na imortalidade da alma, para um publico que também não cria – era um seminário sobre pregação expositiva e o palestrante queria enfatizar a necessidade de não deixar os membros dispersos por ocasião do sermão. Na ocasião, todos entenderam a mensagem. A questão de mortalidade ou imortalidade nem foi cogitada por ninguém. Não era este o assunto).
Mas eu também corro alguns  riscos.

1)      Alguns podem se escandalizar por eu contar esta piada
2)      Uma minoria pode pensar que estou ensinando as lições:
“São Pedro está lá na porta do céu esperando por nós”
“Antes de entrarmos no céu teremos que passar por uma entrevista”
“Assim que morremos chegamos ao céu”
“Pode ser que cheguemos à porta do céu e não sejamos admitidos”

Isto foi o que Jesus fez.

3)      A crença da imortalidade da alma era muito popular, através de lendas e mitos, entre os gregos. O mundo civilizado de então estava globalizando-se, intelectualmente, com as influências helenísticas
4)      O auditório de Jesus era judeu. Judeus não crêem na imortalidade da alma (até hoje, os que conservam suas crenças fundamentais -  por um outro lado, na época já haviam alguns judeus influenciados pelo helenismo). Eles jamais concebem esta idéia.
5)      O judeu conhecia a crendice popular da época, sobre céu e inferno, espalhada entre o povo.
6)      Jesus se aproveitou destes contos sobre situações de ir pra céu e inferno e inventou sua historia.
7)      Jesus sabia, que o auditório sabia, que esta não era uma historia verdadeira.
8)      Jesus sabia que os judeus não criam naquela crendice popular como doutrina
9)      O Mestre pretendia que eles conseguissem captar as lições que queria ensinar,  com mais facilidade, pois, através de uma metáfora, estava figurando o ensino. Estava sendo pedagógico.
10)  Jesus correu o risco de alguém ridicularizá-lo por seus ensinos (o que ocorreu na própria época).
11)  Jesus correu o risco de alguém interpretá-lo mal, pensando que ele estava ensinando a doutrina da imortalidade da alma (como acontece hoje).
12)  O ensino de Jesus naquela ocasião não tinha nada que ver com mortalidade ou imortalidade. Ele não queria provar nem um dos lados deste nosso questionamento.

Então o que Jesus queria ensinar?

“Está claro que nesta parábola Jesus continua apresentando a lição iniciada com a parábola do mordomo infiel, de Lucas 16;1-12, e [que] a tônica se Seu ensino é que o “destino eterno” de uma pessoa é determinado pelo uso que ela faz das oportunidades que se apresentam HOJE” (Lourenço Gonzalez, Assim Diz o Senhor, Niterói, RJ: Editora Ados, s/d, capitulo 17. Neste capítulo o autor faz uma longa exposição sobre as inúmeras lições que Jesus ensinou na parábola em estudo), pois após a morte “não há obra, nem projetos, nem conhecimento, nem sabedoria alguma” Eclesiastes 9:10. É um ensino exatamente oposto ao que querem ensinar com a “doutrina” da imortalidade da alma.
Veja o que uma comentarista bíblica escreveu sobre esta parábola:

Aplicação à Nação Judaica

Quando Cristo deu a parábola do rico e Lázaro, havia muitos na nação judaica na condição lastimosa do rico, usando os bens do Senhor para a própria satisfação egoísta, preparando-se para ouvir a sentença: "Pesado foste na balança e foste achado em falta." Dan. 5:27. O rico foi favorecido com todas as bênçãos temporais e espirituais, mas recusou cooperar com Deus no uso destas bênçãos. Isto se dava com a nação judaica. O Senhor fizera dos judeus depositários da verdade sagrada. Nomeou-os mordomos de Sua graça. Deu-lhes todas as vantagens temporais e espirituais, encarregou-os de partilhar estas bênçãos. Uma instrução especial fora-lhes dada a respeito do tratamento de irmãos empobrecidos, dos estrangeiros dentro de suas portas e dos pobres entre estes. Não deveriam procurar ganhar tudo para o proveito próprio, antes deveriam lembrar-se dos necessitados e repartir com eles. E Deus prometeu abençoá-los de acordo com as suas obras de amor e misericórdia. Como o rico, porém, não estendiam a mão auxiliadora para aliviar as necessidades temporais e espirituais da humanidade sofredora. Cheios de orgulho, consideravam-se o povo escolhido e favorecido de Deus; contudo não serviam nem adoravam a Deus. Depositavam confiança na circunstância de serem filhos de Abraão. "Somos descendência de Abraão", diziam, com altivez. João 8:33. Ao chegar a crise foi revelado que se tinham divorciado de Deus, e confiado em Abraão como se fosse Deus (E.G.W., Parábolas de Jesus, Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, s/d, 267, 268).

Amigo(a), você vai ver, quando terminar este estudo sobre a mortalidade da alma, sua esperança no plano redentivo e sua compreensão sobre o amor de Deus serão ampliadas. Estou compartilhando isto com você por ser uma alegria e uma benção na minha vida!
Um abraço do seu amigo e irmão em Cristo,



Pergunta Que Será Respondida Amanhã:
Ao receber mensalmente minha aposentadoria, devo dizimá-la?

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

O Jesus Que Eu Nunca Conheci






Qual é a melhor maneira de olharmos para Jesus?







Philip Yancey é, simplesmente, o melhor escritor cristão contemporâneo. Se você for a uma livraria e encontrar um livro com esse nome de autor, não precisa nem saber do que trata o livro, nem perguntar o preço: simplesmente, compre-o e leia-o.
Quando você lê um livro tipo O Desejado de Todas as Nações, de Ellen G. White, você vê Jesus da perspectiva de uma mulher, de uma mensageira do século dezenove... quando você lê um livro como Um Desconhecido Galileu, de Rodrigo Pereira Silva, você vê a Jesus da perspectiva de um pastor, de um teólogo contemporâneo... se você lê um livro como Ele Andou Entre Nós, de Josh McDowell, você vê a Jesus da perspectiva de um pesquisador do século vinte... Entretanto, todas essas perspectivas, apesar de apresentarem novidades, elas apenas ampliam nossa visão sobre Cristo, mas a mantém na mesma direção.
Mas imagine que você pediu para que um jornalista, respeitando toda a ética e filosofia da comunicação social, entrasse numa máquina do tempo e voltasse à Palestina de 2000 anos atrás. Sua pauta consiste em fazer um relatório de Jesus, o Cristo. E a matéria que ele irá escrever, apesar de ser imparcial, chegará à edição final numa modalidade jornalística diferente das atuais: nem esportiva, nem policial, nem de denúncia, mas, devocional. Depois da edição, sabe qual é o produto final? Você se encontra com um Jesus que você nunca conheceu, roteirizado de uma forma que você não esperava, mas não editado, pois é real.
A questão não é que Yancey recria um outro Jesus. O livro O Jesus Que Eu Nunca Conheci honra o seu título, mas ao mesmo tempo é honesto para respeitar os limites das limitações de pesquisa que o autor encontrou. Por isso, inspira confiança. A questão é que nós é que estamos viciados a olhar as coisas sempre por uma mesma ótica. Mas quando um bom escritor, com todas as habilidades que a vida lhe ofertou, troca as suas lentes, você vê o mesmo Jesus, como se você pela primeira vez.
Isso reflete diretamente na vida espiritual de quem se coloca em contato com o conteúdo dessa obra, pois traz o despertar de atenção que a novidade inspira. Encontrar-se com Jesus como se fosse pela primeira vez traz a curiosidade de saber quem é esse homem, afinal. Isso leva a pesquisar mais sobre ele, gastando mais tempo em devoção. E, como trata-se de um encontro, é também um aumento de relacionamento. Produto final: maior comunhão.
Não resisto, não dá para parar nas cem primeiras páginas. Então, professor, com licença, mas vou matar minha curiosidade, saciar minha sede. Permita-me ler até à última página, pois não quero ter a Jesus como alguém que nunca conheci.

Um abraço,




Ficha do Livro:
Yancey, Philip, O Jesus Que Eu Nunca Conheci: Traduzido por Yolanda Kriever (São Paulo: Editora Vida, 2004), 100 páginas, brochura.

Pergunta Que Será Respondida Amanhã:
Sobre o relato “O Rico e Lázaro”, de Lucas 16:19-31, é evidente que é uma parábola, linguagem figurada. Mas, assim como não prova a imortalidade da alma, também não prova a mortalidade. Por que e para que então Jesus contou esta parábola? Para confundir a cabeça da gente?

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Marias Na Bíblia



Eu sei que a Bíblia fala de Maria, mãe de Jesus. Mas existiu, na história bíblica, mais alguma Maria? Maria Madalena é uma personagem bíblica ou lendária? Houve outras ‘Marias’?




Sim, entre o povo de Deus há várias Marias! Veja, abaixo.

l. A mãe de Jesus Cristo. Pouco tempo antes da data designada para o seu casamento com José, apareceu-lhe o anjo Gabriel, e anunciou-lhe que por um milagre de Deus seria ela a mãe do Messias (Lc 1.26 a 56 - 2.1 a 52, cp. com Mt 1.2). os únicos acontecimentos em que, durante o ministério do Salvador, se manifesta Maria, são o casamento em Caná de Galiléia (Jo 2.1 a 11), e a sua tentativa de, com os outros irmãos, procurar restringir a ação de Jesus, que eles julgavam estar fora de Si (Mc 3.21,31 a 35) e lugares paralelos. Segundo o quarto evangelho ela acompanhou seu Filho ao Calvário, e ali esteve junto à Cruz. Vendo Jesus ali a Sua mãe e o discípulo a quem Ele amava, disse para a mãe: ‘Mulher, eis aí o teu filho’, e volvendo os olhos para o discípulo: ‘Eis aí a tua mãe’. E desde aquela hora o discípulo cuidou dela, levando-a para sua casa. os evangelhos sinópticos não falam dela em conexão com a cena do Calvário, mas por Lucas sabemos que Maria era uma das mulheres que estavam com os discípulos no cenáculo depois da ascensão (At 1.14). E não há mais nenhuma referência ao seu nome no N. T.

2. Maria Magdalena. O seu nome lhe vem de Magdala, cidade de Galiléia donde era natural, ou onde tinha residido durante os primeiros tempos da sua vida. Sete demônios Jesus expulsou dela (Mc 16.9 - Lc 8.2). Era do número daquelas mulheres que, seguindo a Jesus desde a Galiléia, foram testemunhas da crucifixão (Mt 27.56 - Mc 15.40 - Lc 23.49 - Jo 19.25), e do funeral (Mt 27.61 - Mc 15.47 - Lc 23.55). Do Calvário voltou a Jerusalém para comprar e preparar, com outros crentes, certos perfumes, a fim de ser embalsamado o corpo de Jesus, quando o sábado tivesse passado. Todo o dia de sábado ela se conservou na cidade - e no dia seguinte, de manhã muito cedo, indo ao sepulcro, achou-o vazio, e recebeu de um anjo a notícia de que Jesus Nazareno tinha ressuscitado. (Mt 28.1 a 10 - Mc 16.1 a S, [10,11] - Lc 24.1 a 10 - Jo 20.1,2: cp. com Jo 20.11 a 18). Em S. Lucas 8.2 faz-se menção, de ‘Maria, chamada Madalena, da qual saíram sete demônios’ - e esta referência vem logo depois do caso da pecadora, que ungiu os pés de Jesus (Lc 7.36 a 50). Podemos dizer que são a mesma mulher, baseando-se na moderna conclusão com respeito ao termo ‘Madalena’ numa tradição de valor considerável. É a mesma ‘Maria de Betânia’, que, como se lê em Jo 12.3, ungiu os pés de Jesus seis dias antes da Páscoa. É a Maria, a irmã de Marta cuja referência sinóptica que acha-se em Lc 10.38 a 42 nos fazer perceber que Marta era a dona da casa numa certa povoação, Betânia. A sua irmã Maria, tendo segundo parece, a sua parte nas hospitaleiras preparações, ‘quedava-se assentada aos pés do Senhor a ouvir-lhe os ensinamentos’ deixando que Marta fosse sobrecarregada de tanto trabalho. Marta queixa-se, então, e Jesus lhe responde ternamente. É o quarto evangelho que nos diz viverem estas mulheres em Betânia, relacionando Lázaro com elas, e nos mostra que esses três membros da casa eram estimados amigos de Jesus. As partes desempenhadas por Marta e Maria, no fato da morte e ressurreição de Lázaro (Jo 11.1 a 46), estão em notável concordância com o que delas afirma S. Lucas no cap. 10. João também atribui a esta Maria o ato narrado por Mateus (26) e Marcos (14). Ele, evidentemente, procura descrever o ato como um impulso de gratidão pela volta de Lázaro a sua casa (Jo 11.2 - 12.1,2).

3. Pelo que nos dizem os três primeiros evangelhos, sabemos que entre aquelas mulheres que seguiram a Jesus desde a Galiléia, e presenciaram no Calvário a crucifixão, estava ‘Maria mãe de Tiago, o menor (Me.), e de José’ (Mt 27.56 - Mc 15.40 - Lc 24.10). Na correspondente passagem do quarto evangelho (Jo 19.25) é essa mulher quase certamente a mesma Maria que é chamada ‘Maria, mulher de Clopas’, ou de Cleopas, possivelmente Filha de Clopas. Diversas questões interessantes se levantam sobre este assunto. (1) É Clopas o mesmo que Alfeu? Se for assim, é possível que ‘Tiago, o menor’ seja o apóstolo ‘Tiago, filho de Alfeu’ (Mt 10.3 - Mc 3.18 - Lc 6.15 - At 1.13).

4. A mãe de João Marcos, e tia de Barnabé (Cl 4.10), a qual tinha uma casa em Jerusalém. Depois da prisão de Pedro, estando reunidos nesta casa os fiéis, e orando, bateu à porta o mesmo Apóstolo, que tinha saído da prisão pelo ministério de um anjo (At 12.12).

5. Uma cristã de Roma, louvada por Paulo pelo seu grande trabalho na igreja (Rm 16.6).


Com certeza, pela procedência que todas as Marias tiveram, este nome é muito abençoado. Sou suspeito em dizer isto, pois minha querida mãe (a melhor mãe do mundo) além de ser Maria é das Graças!



Graças a Deus!


 Pergunta Que Será Respondida Amanhã:
Qual é a melhor maneira de olharmos para Jesus?

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

DEIXE QUE JESUS ENCHA O SEU CORAÇÃO

Enquanto vivo neste mundo desgraçado, o que faço para sobreviver para o Reino de Deus?



DEIXE QUE JESUS ENCHA O SEU CORAÇÃO

Pra repreender o erro, se apresenta a verdade.
Para expulsar as trevas é preciso acolher a luz.
A manifestação do amor de Deus torna evidentes:
A deformidade do pecado e o que ele produz.

Não deixe tão vazio, o seu coração; deixe multiplicar-se a alegria.
Faça da desgraça, dezenas de graças; deixe que Jesus encha o seu coração.
Torne as desuniões numa união; a desarmonia, em dez mil harmonias.
Pague o desamor com dez mil amores; deixe que Jesus encha o seu coração.

Um nascimento acontece em rompimentos radicais.
Para que um fruto amadureça, tem que cair a flor.
Quando as bases estremecem diante dos desafios
A gente então descobre que, ao crescer, se passa pela dor.

O pecado entrou aqui no mundo por causa de um só
Mas a redenção também veio porque um só obedeceu
A desesperança veio porque a maldade aumentou
Mas a graça de Jesus Cristo, com muito mais força, cresceu.

Por

Pergunta Que Será Respondida Amanhã:
Eu sei que a Bíblia fala de Maria, mãe de Jesus. Mas existiu, na história bíblica, mais alguma Maria? Maria Madalena é uma personagem bíblica ou lendária? Houve outras ‘Marias’?

terça-feira, 16 de novembro de 2010

O Asteróide Que Esperamos



Existe alguma catástrofe prevista pela Bíblia que está para chegar por aí?

Já assistiu o filme sobre 2012?




O FIM DO MUNDO
(Estudo 11 desta série)

“Atenção! O planeta Terra pode ser destruído” – disse Albert Einstein ao presidente Roosevelt. “O planeta e todos os seus habitantes estão emitindo uma corrente constante e de baixa freqüência de sinais de desespero” – Phillip Yancey. Sabemos que toda a criação geme como se estivesse com dores de parto (Romanos 8:22 – ECA). É “A Terra no Limite”, pois já estarmos arrancando do planeta mais do que ele pode dar, como mostrou a reportagem especial da Veja em 12/10/05. Estamos destruindo a mãe que nos mantêm vivos: a Natureza.
Se parássemos para pensar no quanto a vida em nosso mundo está por um fio, enlouqueceríamos. Mas muita gente está preocupada. Há muito, a TV Record já veiculou uma série intitulada Fim dos Tempos, para tratar das ameaças à existência do homem na Terra. A revista Super Interessante de outubro de 2005 chegou a anunciar, de capa, que “O Fim do Mundo Começou”.
Cientistas americanos como o biólogo Edward O. Wilson, o geofísico Michael Mann, e outros, clamam insistentemente pela atenção da humanidade para um perigo real e cada vez mais imediato: os riscos que a nossa sobrevivência corre. Podemos ser arrastados numa convulsão autodestrutiva, levando conosco as formas mais complexas de vida. Em seu livro Nossa Hora Final, o astrônomo real da Grã Bretanha, Martin Rees, diz que as maiores possibilidades de autodestruição são: terrorismo nuclear, vírus mortais fabricados em laboratórios, máquinas descontroladas ou grandes aberrações causadas por manipulações de engenharia genética. Para este professor de Cambridge, porque a humanidade tem agora em suas mãos estas novas bombas, as chances de um desastre apocalíptico atingir o planeta aumentaram de 20%, 100 anos atrás, para 50%, hoje. Diante disto, Paul Crutzen, cientista holandês, chega a propor que não estamos mais no holoceno, mas em uma outra era, o antropoceno.
Mas não é só a ação do homem que põe em risco a nossa comunidade global. O jurista americano Richard Posner, em seu livro CatástrofeRisco e Resposta, analisa a possibilidade de a humanidade vir a ser aniquilada também, por cataclismos naturais. Os oceanos estão se aquecendo, enchentes e secas ocorrem mais amiúde, espécies são extintas, furacões, tsunamis, terremotos e maremotos estão cada vez mais presentes e violentos, ondas de calor nos agridem, as calotas polares derretem... O planeta não pode negar seu flagelo.
Uma catástrofe está realmente para acontecer, ainda em nosso tempo. Não estou falando do filme hollywoodiano sobre 2012, não! Estou falando sério!
Além destes perigos, a Terra ainda sofre com ameaças externas. O Ministério da Ciência e Tecnologia do Governo do Brasil, através de sua unidade de pesquisa chamada ON (Observatório Nacional), sustenta um fórum informativo sobre astronomia (Pergunte a Um Astrônomo), onde os cientistas esclarecem aos leigos as curiosidades das novas descobertas. O assunto mais questionado ali é a possibilidade de um asteróide colidir com a Terra. O que aconteceria?
Em julho de 2002, o asteróide 2002NT7 esteve encabeçando a lista dos objetos que possuíam risco de impacto com a Terra. Ele fora descoberto no dia nove daquele mês, durante observações de rotina, em um projeto do Massachussets Institute of Technology (MIT) dedicado à descoberta de novos asteróides. A colisão do 2002NT7 com a Terra produziria uma catástrofe de dimensões continentais. Milhares de cidades ficariam arrasadas e milhões de pessoas morreriam instantaneamente, num intervalo de alguns poucos minutos.
Observações posteriores permitiram uma determinação mais precisa da órbita do 2002NT7, e a probabilidade de colisão deixou de existir. Ufa! Este elemento foi oficialmente retirado da lista de objetos perigosos no dia 01/08/02.

Pedrada Vinda do Céu

Mas, por outro lado, o problema das colisões com a Terra é muito mais amplo. Todos os dias a Terra é bombardeada por pequenos pedaços de asteróides chamados de meteoritos, tão pequenos, que muitas vezes nem nos damos conta de sua queda. Outros tantos asteróides ainda não foram descobertos pelos astrônomos, e podem estar passando muito perto de nós.
O que? Uma grande pedra pode vir do espaço, chocar-se com nosso planeta e destruir todos os estados deste mundo? O que você faria se isso fosse anunciado?
Foi exatamente isto que Deus predisse através do profeta Daniel. Uma grande pedra está se aproximando do nosso planeta. No capítulo dois de seu livro, ele descreve a história dos impérios da Terra. Naquela narrativa, cada um dos domínios mundiais é simbolizado pelas partes de uma estátua que foi vista num sonho. Pelo cumprimento minucioso da profecia ao longo da história, podemos ver que estamos vivendo na última parte, na época dos “dedos da estátua”. Isto mostra-nos que estamos no fim da história dos impérios, e muito próximos do início de uma outra era.
Esta transição de épocas foi vista no sonho de uma forma realmente asteroidal.

...uma pedra soltou-se, sem auxílio de mãos, atingiu a estátua nos pés de ferro e de barro e os esmigalhou. Então o ferro, o barro, o bronze, a prata e o ouro foram despedaçados, viraram pó, como o pó da debulha do trigo na eira durante o verão. O vento os levou sem deixar vestígio. Mas a pedra que atingiu a estátua tornou-se uma montanha e encheu a terra toda (Daniel 2:34-35).

Nesta série de textos que tenho postado às terças-feiras, no estudo anterior, já descobrimos o que significam estes detalhes, de maneira que até poderíamos parafrasear estes versos assim:

...uma pedra soltou-se, sem auxílio de mãos, atingiu as nações da Terra nos dias em que a Europa era dividida em nações fortes e fracas, ou seja, nos nossos dias e as esmigalhou. Então tudo o que restava das civilizações modernas, dos gregos, dos medos e persas e do domínio babilônico, foi destruído de maneira que até a lembrança delas foi extinta, sem deixar vestígio. Mas a pedra que atingiu a estátua tornou-se uma montanha e encheu a terra toda (Daniel 2:34-35 – Paráfrase).

Destrinchando

Falta-nos descobrir o significado de dois itens deste texto: a “pedra” e a “montanha que encheu toda a terra”. Sobre este último item, também já começamos a estudar: na época desses reis, o Deus dos céus estabelecerá um reino que nunca será dominado por nenhum outro povo, destruirá todos os reinos daqueles reis e os exterminará (Daniel 2:44). Em breve, o reino do mundo se tornará de nosso Senhor e do seu Cristo, e ele reinará para todo o sempre (Apocalipse 11:15). Este Jesus é a pedra (Atos 4:11) que destruiu a estátua. Sim, essa rocha era Cristo (1Corintios 10:4)!
Quando Jesus estava se despedindo dos discípulos (João 14:1-3), Ele fez esta promessa: Sim, venho em breve (Apocalipse 22:20)! E deste então, os fiéis cristãos têm guardado esta bendita esperança: a gloriosa manifestação de nosso grande Deus e Salvador, Jesus Cristo (Tito 2:13). Em Sua primeira vinda, Jesus veio em humilhação, mas o Seu retorno será na glória de seu Pai (Mateus 16:27). Ele vem com as nuvens, e todo olho o verá (Apocalipse 1:7). Se, então, alguém lhes disser: ‘Vejam, aqui está o Cristo!’ ou: ‘Ali está ele!’, não acreditem. Pois aparecerão falsos cristos e falsos profetas que realizarão grandes sinais e maravilhas para, se possível, enganar até os eleitos (Mateus 24:23-24). Por isso, Ele mesmo advertiu: cuidado, que ninguém os engane (Mateus 24:4).
Mas vocês, irmãos, não estão nas trevas, para que esse dia os surpreenda como ladrão (1Tessalonicenses 5:4). Na sua Bíblia, Está Escrito sobre como a volta de Jesus vai ser! O grande evangelista Moody dizia que há umas 2.500 referências a este assunto.
O apóstolo João foi um que teve uma visão a respeito da vinda de Cristo e disse: E olhei, e eis uma nuvem branca, e assentado sobre a nuvem um semelhante ao Filho do homem, que tinha sobre a sua cabeça uma coroa de ouro, e na sua mão uma foice aguda (Apocalipse 14:14 - RC). Palavras muito parecidas com as de Jesus:

Então aparecerá no céu o sinal do Filho do homem, e todas as nações da terra se lamentarão e verão o Filho do homem vindo nas nuvens do céu com poder e grande glória. Vejam que eu os avisei antecipadamente. “Assim, se alguém lhes disser: ‘Ele está lá, no deserto!’, não saiam; ou: ‘Ali está ele, dentro da casa!’, não acreditem. Porque assim como o relâmpago sai do Oriente e se mostra no Ocidente, assim será a vinda do Filho do homem (Mateus 24:30, 25-27).

Jesus usou a figura de um relâmpago para dizer que não haverá nada de secreto quando Ele vier. Será de uma forma globalmente pública. Isto se harmoniza com as descrições de Salmo 50:3-6; Jeremias 25:30-35; Apocalipse 1:7; etc. E nós o veremos como ele é (1João 3:2).
Será à “meia noite” da história deste planeta, quando grande parte da humanidade estiver dormindo tranqüila, e uma outra pequena quantidade de pessoas estiver nas esquinas, bares, boates, plantões, viagens, criminalidades... Um dia comum, para a maioria desavisada dos terráqueos.

Naquele Dia os céus vão desaparecer com um barulho espantoso, e tudo o que há no universo será queimado. A terra e tudo o que ela tem vão sumir... Naquele Dia os céus serão destruídos com fogo, e tudo o que há no universo ficará derretido...  Sabendo que tudo isso vai ser destruído assim, então que tipo de gente vocês precisam ser? As suas vidas devem ser agradáveis a Deus e dedicadas a ele. Esperem a vinda do Dia de Deus e façam o possível para que ele venha logo mesmo (2Pedro 3:10-12 - BLH).

Então vocês poderão dizer, este é o Senhor, a quem aguardávamos; na sua salvação exultaremos e nos alegraremos (Isaias 25:9 - RA).
Porquanto o Senhor mesmo, dada a sua palavra de ordem, ouvida a voz do arcanjo, e ressoada a trombeta de Deus, descerá dos céus (1Tessalonicenses 4:16 - RA), com todos os seus anjos (Mateus 25:31; 1Tessalonicenses 3:13) e muito barulho!! Cristo voltará da mesma forma como o viram subir (Atos 1:11), isto é, pessoalmente.
Mas neste momento, enquanto Ele desce, antes do encontro, algo milagroso acontece: os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro (1Tessalonicenses 4:16).

Pois a trombeta soará, os mortos ressuscitarão incorruptíveis e nós (os vivos) seremos transformados. Pois é necessário que aquilo que é corruptível se revista de incorruptibilidade, e aquilo que é mortal, se revista de imortalidade. Quando, porém, o que é corruptível se revestir de incorruptibilidade, e o que é mortal, de imortalidade, então se cumprirá a palavra que está escrita: “A morte foi destruída pela vitória” (1Coríntios 15:52-54).

Então Jesus enviará os seus anjos com grande som de trombeta, e estes reunirão os seus eleitos dos quatro ventos, de uma a outra extremidade dos céus (Mateus 24:31). Depois nós, os que estivermos vivos seremos arrebatados com eles nas nuvens. Será o episódio do tão espetacular e esperado arrebatamento. Todos os justos, de todas as épocas, os ressuscitados e os que não provaram a morte, transformados em corpos gloriosos e imortais, subiremos para o encontro com o Senhor nos ares. E assim estaremos com o Senhor para sempre (1Tessalonicenses 4:17).

Efeitos Colaterais

Entretanto, infelizmente este não será o mesmo quadro para todos os seres humanos. Jesus falou: Eis que venho em breve! A minha recompensa está comigo, e eu retribuirei a cada um de acordo com o que fez (Apocalipse 22:12). O Filho do homem enviará os seus anjos, e eles tirarão do seu Reino tudo o que faz tropeçar e todos os que praticam o mal (Mateus 13:41). E lhes dirá claramente: Nunca os conheci. Afastem-se de mim vocês, que praticam o mal (Mateus 7:23), para o fogo eterno (Mateus 25:41). De sua visão desta cena, João descreveu:

O céu foi se recolhendo como se enrola um pergaminho, e todas as montanhas e ilhas foram removidas de seus lugares. Então os reis da terra, os príncipes, os generais, os ricos, os poderosos todos, escravos e livres, esconderam-se em cavernas e entre as rochas das montanhas. Eles gritavam às montanhas e às rochas: “Caiam sobre nós e escondam-nos da face daquele que está assentado no trono e da ira do Cordeiro! Pois chegou o grande dia da ira deles; e quem poderá suportar?” (Apocalipse 6:14-17).

Então será revelado o perverso, a quem o Senhor Jesus matará com o sopro de sua boca e destruirá pela manifestação de sua vinda (2Tessalonicenses 2:8).
Não se trata de discriminação. A diferença será determinada por ter aceitado ou rejeitado a Cristo. É verdade que os céus e a terra que agora existem estão reservados para o fogo, guardados para o dia do juízo e para a destruição dos ímpios. Na realidade, o Senhor não demora em cumprir a sua promessa, como julgam alguns. Ao contrário, ele é paciente com vocês, não querendo que ninguém pereça, mas que todos cheguem ao arrependimento (2Pedro 3:7-9), porque Deus tanto amou o mundo que deu o seu Filho Unigênito, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna (São João 3:16).

Uma Questão de Tempo

Não nos cabe saber o dia certo em que Jesus irá voltar (Atos 1:7). Ninguém sabe, nem os anjos dos céus, nem o Filho, senão somente o Pai (Mateus 24:36). Mas há várias pistas bíblicas que nos sinalizam que este evento está chegando, como disse São Pedro: O fim de todas as coisas está próximo (1Pedro 4:7).
Um exemplo são as mutações que o mundo natural tem sofrido. Jesus disse que quando o tempo de Sua vinda ao nosso planeta estivesse se aproximando, haveria grandes terremotos e pestes em vários lugares, acontecimentos terríveis e sinais provenientes do céu (Mateus 24:7; Lucas 21:11). Nada mais que a caótica situação atual do nosso ecossistema global, não acha?
Outras características da última época que antecede a chegada do Rei são:
Um tempo marcado por guerras e rumores de guerras, nação contra nação, e reino contra reino; com coisas espantosas no céu e na terra... sangue e fogo e nuvens de fumaça (Mateus 24:6-7; Joel 2:30).
Um tempo de carência moral:

Saiba disto: nos últimos dias sobrevirão tempos terríveis. Os homens serão egoístas, avarentos, presunçosos, arrogantes, blasfemos, desobedientes aos pais, ingratos, ímpios, sem amor pela família, irreconciliáveis, caluniadores, sem domínio próprio, cruéis, inimigos do bem, traidores, precipitados, soberbos, mais amantes dos prazeres do que amigos de Deus, tendo aparência de piedade, mas negando o seu poder... ...esses também resistem à verdade. A mente deles é depravada; são reprovados na fé... ...se introduzem pelas casas e conquistam mulheres instáveis sobrecarregadas de pecados, as quais se deixam levar por toda espécie de desejos. Elas estão sempre aprendendo, e jamais conseguem chegar ao conhecimento da verdade. (2Timóteo 3:1-9).

Um tempo de pobreza, com crescente e egoística desigualdade social (Tiago 5:1-9), causando fomes em várias sociedades (Mateus 24:7).
O jornalista Marcos de Benedicto apresenta uma lista das características do mundo religioso nos dias em que Cristo estiver para voltar:

Entre os sinais religiosos previstos por Jesus, Paulo, Pedro e João estão: (1) um interesse maior pelos prazeres, diversões e entretenimento do que por Deus (2Timóteo 3:4); (2) prática de uma religião de fachada (2Timóteo 3:5); (3) falta de amor (Mateus 24:12); (4) falta de fé (Lucas 18:8); (5) desprezo e zombaria em relação à idéia de que Deus criou o mundo e Jesus vai voltar (2Pedro 3:3-7); (6) aparecimento de falsos pregadores, fazendo milagres e maravilhas (Mateus 24:11-24); (7) o surgimento de um poder político-religioso totalitário, cujo líder é identificado como ‘anticristo’ e ‘monstro’ (1João 2:18; 2Tessalonicenses 2:1-10; Apocalipse 13); (8) perseguição aos crentes e grande tribulação (Mateus 24:9; Marcos 13:24-25); (9) divulgação das boas notícias de Cristo no mundo inteiro (Mateus 24:14; Apocalipse 14:6-7); (10) a aceitação de Cristo como Messias por um grande número de judeus (Romanos 9:11) (Marcos De Benedicto, Fé Inteligente (Tatuí, São Paulo: Casa Publicadora Brasilleira, 2001), 140).

Amigo, todas estas previsões bíblicas não parecem muito mais um retrato da situação em que o nosso mundo se encontra hoje? O que os noticiários nos apresentam é uma evidência muito forte de que estamos vivendo estes dias previstos pela Bíblia, ou seja, Jesus está para voltar!!! E o pior é que, apesar de tanta advertência, muita gente ainda vai ser pega de surpresa, porque o Filho do homem virá numa hora em que vocês menos esperam (Mateus 24:44). O dia do Senhor virá como ladrão à noite. Quando disserem: “Paz e segurança”, a destruição virá sobre eles de repente (1Tessalonicenses 5:3).
Portanto, mais importante do que saber a época em que Jesus virá é se preparar para recebê-Lo. Ele mesmo disse para vigiarmos e orarmos (Mateus 24:44; 25:13; Lucas 21:34). Um dos melhores textos bíblicos que nos ensinam como nos prepararmos para o advento de Cristo são os capítulos 24 e 25 de São Mateus. Estude-os! Será a sua primeira ação demonstrativa de que você faz parte do povo que aguarda o retorno de Jesus.
Durante o tempo em que convivi com meu pai, o vi chorar apenas uma vez, em sua vida normal. Ele tinha ficado, por umas 12 semanas, a mais de mil quilômetros longe de nós. Naquele período, em um dos telefonemas que fez à minha mãe, ele disse a ela que tinha apenas um temor: que minha irmã não o reconhecesse mais quando ele voltasse, por ela ser uma criança muito pequena. Lembro-me do dia do reencontro como se fosse hoje. Quando o vimos se aproximando, ainda longe, minha irmã saiu numa disparada, gritando: “papai, papai, papai !!!!”. Nosso herói não agüentou. Ele chorou de amor, porque sua filha o esperava, o reconheceu e o recebeu com alegria.
Nosso Criador Jesus está distante deste planeta há um bom tempo. Ele planeja voltar para um filho que tanto ama: você. Como será o seu encontro com Ele?


Pense nisso, e...

Até o Amanhã!



Pr. Valdeci Jr.

Pergunta Que Será Respondida Amanhã:
Enquanto vivo neste mundo desgraçado, o que faço para sobreviver para o Reino de Deus?