segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

TITO


Dia 10 de dezembro é o Dia Internacional dos Direitos Humanos, adotado pela assembléia geral da ONU, desde 1948, quando foi adotada a Declaração Universal dos Direitos Humanos. Ou seja, nesse dia, popularmente falando, precisamos lembrar que todo ser humano é gente, é importante, é digno e que ninguém é “mais um” ou “qualquer um”.
Mas, neste mesmo dia, é comemorado o Dia do Palhaço. Será que isso é uma chacota? No sentido original da palavra não, porque a profissão de palhaço é uma profissão digna e que merece o nosso respeito. Mas no sentido popular da palavra, dá até para ser, ironicamente, uma sátira se lembrarmos que o dia de hoje também foi adotado como Dia Internacional dos Direitos Animais por uma ONG inglesa. Isso é só para fazer um contraponto com o Dia Internacional dos Direitos Humanos, num radicalismo que não se contenta em regular o uso “humanitário” de animais, mas que procura incluí-los numa mesma comunidade moral que os humanos. Aí sim, o ser humano virou um palhaço mesmo. Uma coisa é amar e cuidar da Natureza, outra coisa é querer comparar o ser humano, moralmente falando, com bichos. Isso sim, é uma palhaçada.
Cada ser humano é um “Tito”, sabia? É que a palavra “Tito” significa “honrado”. E realmente, o Tito do Novo Testamento foi o que Deus espera que todo ser humano seja: honrado.
O nome de Tito não aparece no livro de Atos, mas ele esteve com Paulo e Barnabé em Antioquia, e depois os acompanhou até ao concílio em Jerusalém. O ministério dele foi entre os gentios, uma vez que ele, provavelmente, fosse um gentio, convertido, que nem precisou ser circuncidado. Ele se reencontrou com Paulo (que estava com Timóteo) em Éfeso e, em seguida, viajou para Corinto para conseguir contribuições financeiras para os pobres de Jerusalém.
Depois disso, na Macedônia, Tito se juntou novamente ao apóstolo Paulo, trazendo-lhe boas notícias de Corinto. E tempos depois, quando Paulo foi preso, Tito foi para Creta cuidar da organização de uma igreja cristã. Mas eles – Tito e Paulo – se reencontraram em Roma quando Paulo tinha sido preso pela segunda vez. E de Roma, ele foi enviado para a Dalmácia, para fazer a viagem missionária mais importante da sua vida.
Não sabemos como Tito morreu, mas sabemos que sua memória está na galeria dos honrados de Deus. Porque a carta que Paulo lhe enviou é um dos livros da Bíblia. E no seu texto está escrito sobre Tito ser um “verdadeiro filho em nossa fé comum”. Todo ser humano que aceita a Jesus tem o direito a essa honra: ser filho de Deus.


Valdeci Júnior
Fátima Silva

domingo, 9 de dezembro de 2012

2TIMÓTEO


Quando Deus criou o mundo, Ele tinha um plano piloto. Nele, estava a intenção de que cada ser humano fosse um participante direto de “toda a família nos céus e na terra (Efésios 3:15)”, da qual também fazem parte os anjos, os querubins e os serafins. Essa seria a família de Deus. Mas, com a entrada do pecado no planeta Terra, aconteceu um desastre. Em sua primeira geração, a primeira família humana teve a experiência da desavença. O efeito foi tão desastroso que tornou-se fatal, fazendo com que o companheirismo e a comunhão do plano original ficassem seriamente danificados. Desde então, todos os seres humanos têm problemas em suas habilidades de inter-relacionamentos.
Apesar disso, há um plano “B”. A perfeita relação familiar original será restaurada. Neste plano, cada pessoa que deseja ficar livre da escravidão do pecado, por aceitar o projeto resgatador de Jesus, vai sendo adotada como um filho de Deus. É o retorno para voltar a pertencer à família celestial. É por isso que os cristãos tratam-se como irmãos e irmãs. E muitas vezes, essa irmandade se torna mais forte que os próprios vínculos de ligação sangüínea.
Hoje, ao ler a segunda carta que Paulo escreveu a Timóteo, poderá ver nas entrelinhas, que esse tipo de relacionamento fraterno era muito forte entre esses dois homens. O companheirismo íntimo deles cresceu apesar da grande diferença de idade entre eles porque aquela amizade era unida por amor mútuo e consideração bondosa. Parece que eles eram mais chegados entre si que com seus próprios parentes. Não que a família não fosse (ou não seja) importante. Mas acontece que construir relacionamentos tão sadios e fortes assim é, desde já, viver um pedacinho do Céu aqui na Terra. Esse é o objetivo da família cristã. O desígnio de Deus é que as famílias na Terra já comecem a simbolizar a família do Céu. Quando o lar é cristão, estabelecido e mantido conforme os planos de Deus, ele passa a ser um instrumento do Senhor para formar o bom caráter nas pessoas, influenciar a sociedade para o bem e fazer avançar a obra dEle.
Uma vez que a família humana foi separada de Deus, por causa da situação de pecado neste mundo, Jesus fez uma troca de família para restabelecer os laços. Ele saiu de suas moradas no Céu, se tornou o “Filho do homem” e assim, como nosso irmão mais velho, deu-nos a condição de, por meio dEle, termos a Deus como nosso Pai. Isso é um amor voluntário. É por isso que a relação de “pai e filho” entre Paulo e Timóteo pode ilustrar a salvação.
Construa relacionamentos para a eternidade!


Valdeci Júnior
Fátima Silva

sábado, 8 de dezembro de 2012

1TIMÓTEO


O que esperar da primeira carta a Timóteo? Além de ter lido o livro de 1Timóteo, de já tê-lo estudado, e ter as páginas da minha Bíblia, em tal livro, cheias de anotações, grifos e rabiscos, consultei o teólogo Jonathan Gallagher, em sua obra “The Hope of Eternal Life! And How to Live it Now”. É um ótimo comentário sobre a primeira carta que Paulo escreveu a Timóteo produzido pela editora Pacific Press Public Association.
E qualquer um que mergulha fundo nas páginas dessa epístola é levado a refletir sobre a nossa sociedade paradoxalmente cristã. Vivemos numa aldeia onde as pessoas deixam muito claro, através das suas atitudes, que praticamente não querem saber de Deus. E a conseqüência é que muitos estão por aí, “pelos cantos”, “sobrevivendo” num mundo que, sem Jesus, é fatalmente um contexto onde não há esperança.
O que é esperança? Numa definição mais rasa, seria o desejo de que aquilo que ansiamos se torne realidade. Mas numa manifestação mais transcendental, a esperança é uma virtude que conduz o cristão para uma dependência da graça de Jesus, para viver tanto no planeta Terra quanto na Nova Terra.
Portanto, sobre a sua postura ao ler 1Timóteo, tente relacionar-se com tal carta qualificando-a como uma carta de esperança. Veja a esperançosa introdução que o apóstolo Paulo faz quando ele começa a escrever para o seu aluno de ministério: “Paulo, apóstolo de Cristo Jesus, por ordem de Deus, nosso Salvador, e de CRISTO JESUS, A NOSSA ESPERANÇA, a Timóteo, meu verdadeiro filho na fé: graça, misericórdia e paz da parte de Deus Pai e de Cristo Jesus, o nosso Senhor (1Timóteo 1:1-2 – grifo acrescentado). Destaquei a expressão “Cristo Jesus, a nossa esperança” porque quando você ler essa epístola poderá comprovar pessoalmente que a esperança do apóstolo Paulo estava centralizada na pessoa do nosso Salvador.
Paulo tinha vida porque tinha Jesus! Sua esperança em Cristo permitiu-lhe chegar à consciência de que ele tinha a vida eterna. Procure, ao ler o livro 1Timóteo, a chegar, com segurança, à mesma conclusão que aquele apóstolo chegou. Ele conhecia a esperança e sabia do que estava falando. Além de sabermos que ele era o apóstolo dos gentios, podemos também dizer que foi o apóstolo da esperança. E o interessante em ler sua epístola, é que você pode sintonizar-se com sua mente e com a de Cristo, o Autor da esperança. Assim pode chegar a ser também, um agente da esperança.
Esse é o tipo de sentimento, certeza e convicção que eu espero que você tenha, quando ler, ainda hoje, a primeira carta que Paulo escreveu a Timóteo: a esperança da vida eterna!
Existe experança!


Valdeci Júnior
Fátima Silva

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

2TESSALONICENSES


Quando lemos as duas cartas aos tessalonicenses, podemos ter em mente um tema: Cristo e Seu amor incomparável. Isso pode elevar a própria leitura para uma linguagem elevada, tanto na nossa mente quanto no nosso comportamento, de modo a chamar a atenção de muitas pessoas para refletir em algo mais sublime. Numa reflexão sobre o livro Tessalonicenses, podemos amadurecer idéias não somente sobre ensinos e doutrinas, mas também sobre informação e cultura. Aprendi isso com Calvin B. Rock, em seu livro “The Love of Christ” (O amor de Cristo). Ele faz um ótimo comentário sobre as duas cartas que Paulo escreveu aos tessalonicenses.
Mas é claro que o assunto “fé” é o que ocupa destaque na teologia de Paulo. Uma grande sacada desse apóstolo foi perceber o que a confiança em Deus faz na vida de uma pessoa, como a produção dos frutos da justiça. Essa obra da fé acontece através das pessoas que crêem, de modo que estas terminam realizando coisas boas para ajudar a outros. Isso é como se a fé reivindicasse, no cristão, os créditos de Jesus, porque é através de tal fé que a pessoa que crê passa a ser alguém “aceitável” perante o Senhor. Essa é a certeza capaz de salvar o indivíduo sem que ele faça absolutamente nada além de confiar inteiramente no que a graça e os merecimentos de Jesus possam fazer por ele.
Como cristão, tenha uma coisa em mente: precisamos estudar o livro de Tessalonicenses, porque se entendermos corretamente esse tipo de fé apresentada pelos ensinos teológicos do apóstolo Paulo, estaremos compreendendo algo que nos é essencial. Afinal, a igreja dos nossos dias (assim como também o era a dos tessalonicenses) precisa reconhecer a imperfeição que tem em si e ainda assim, se dispor a trabalhar da pregação da mensagem de que Jesus vai voltar. Isso envolve salvação e missão.
Arrisco-me em dizer que quando o cristão chega à maturidade espiritual do nível apresentado aos tessalonicenses, pode então ter mais confiança em uma declaração do que Deus revela que em sua própria fundamentação lógica. Porque sua fé não estará baseando-se em provas e promessas. Estou falando do tipo de cristão que consegue basear sua fé no que ele conhece sobre Jesus, por amá-Lo, por amar Sua Palavra e por considerá-la verdadeira. Na vida de um crente assim, o que ele faz passa a ter um significado nutrido por Jesus. Ou seja, a maturidade cristã acontece quando o crente consegue relacionar suas crenças com a atuação da graça em sua própria vida, no seu viver diário.
Isso tudo está refletido em 2Tessalonicenses.
Leia esse livro e fortaleça sua fé em Jesus!


Valdeci Júnior
Fátima Silva

1TESSALONICENSES


No dia 6 de dezembro de 1185, morreu Dom Afonso Henríquez, o Afonso I, de Portugal. Isso aconteceu há muito tempo, mas é importante destacá-lo, pois foi um rei importantíssimo por ter sido o primeiro de Portugal. É pena que precisamos encarar essa realidade da morte. Não existe nada que a ciência possa fazer para trazer alguém de volta. Aconteceu com Afonso e acontece com todas as pessoas. Isso não dá uma sensação de desespero? 
Em 1993, perdi meu pai. Há meses, eu já vinha me preparando para a morte dele, pois ele tinha câncer. Mas mesmo assim, ninguém se acostuma com a morte. Quando cheguei em casa, depois do sepultamento, tive uma sensação estranha de que meu pai estava ali por perto. Você já sentiu isso alguma vez?
Quando perdemos uma pessoa querida, essa sensação é natural. Parece que a nossa mente se recusa a aceitar o fato de que a pessoa não está mais ali, porque, na realidade, ela também não está em outro lugar. Então, onde ela está? Para onde ela foi? Nunca mais iremos nos reencontrar? Essa é a grande preocupação que arranca lágrimas de todos os seres humanos ao longo dos milênios.
O pastor Paulo também se preocupava muito com isso. Quando escreveu sua primeira carta aos cristãos da igreja de Tessalônica, estava com essa preocupação em mente. Na carta, ele agradece a Deus pela fé e exemplo dos tessalonicenses. Fala sobre seu ministério em Tessalônica, demonstra saudade dos cristãos, fala sobre as boas notícias que tinham sido trazidas por Timóteo e a necessidade de agradar a Deus, mas no decorrer de todos esses assuntos, parece que ele está com uma preocupação na mente. Para culminar sua carta, como se estivesse pensando na situação em que ficamos quando estamos num funeral e não sabemos o que dizer, Paulo aconselha:
“Consolem-se uns aos outros com essas palavras. Irmãos, não queremos que vocês sejam ignorantes quanto aos que dormem, para que não se entristeçam como os outros que não têm esperança. Se cremos que Jesus morreu e ressurgiu, cremos também que Deus trará, mediante Jesus e com ele, aqueles que nele dormiram. Dizemos a vocês, pela palavra do Senhor, que nós, os que estivermos vivos, os que ficarmos até a vinda do Senhor, certamente não precederemos os que dormem. Pois, dada a ordem, com a voz do arcanjo e o ressoar da trombeta de Deus, o próprio Senhor descerá dos céus, e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro. Depois nós, os que estivermos vivos seremos arrebatados com eles nas nuvens, para o encontro com o Senhor nos ares. E assim estaremos com o Senhor para sempre.”



Valdeci Júnior
Fátima Silva

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

COLOSSENSES


Você sabe o que é um colosso? É algo grandioso. Para nós, no nosso comentário, é a palavra que nos lembra uma cidade antiga da Frigia, situada às margens de um rio, quase vinte quilômetros ao norte de Laodicéia, perto da grande estrada entre Éfeso e o rio Eufrautes. Essa cidade era Colossos, que hoje está relacionada à cidade moderna chamada Honaz, Turquia.
Esse nome Colossos, segundo o que Plínio que conta, foi a lã de Colossos lhe deu esse nome – “colossinus”. Durante o período helenista, a cidade de Colossos adquiriu certa importância mercantil. Mas na época de Paulo, aproximadamente no primeiro século da nossa era, tanto essa importância quanto o volume do mercado de Colosso já tinha diminuído de forma considerável. A cidade, ainda assim, existia e era movimentada. Ela só foi às ruínas bem depois, quando entrou em declínio, provavelmente por causa de um grande terremoto que aconteceu ali.
Aos olhos de Paulo, havia uma coisa na antiga cidade de Colossos, que era muito grandiosa: a igreja cristã. É interessante que a cidade de Colossos acabou, mas o cristianismo plantado na cidade e a carta que foi escrita aos Colossenses continuam em vigência até hoje.
O cristianismo é realmente algo colossal.
E a sua fé, é colossal? Ou é fraquinha, que se bater um ventinho ela desaparece? Insisto todos os dias para que você leia a Bíblia porque esse é o meio pelo qual você pode investir na sua fé para fazê-la ficar forte e robusta para a honra e glória de Deus. Isso é o crescimento em Cristo, segundo Colossenses 1:13 e 14: “Pois ele nos resgatou do domínio das trevas e nos transportou para o Reino do seu Filho amado, em quem temos a redenção, a saber, o perdão dos pecados.” Glória a Deus por isso!
No capítulo 1:24 em diante, encontramos o colossal trabalho de Paulo pela igreja. Ele sonhava que todos os membros da igreja ficassem sadios na fé, livres do legalismo, por meio de Cristo, como podemos perceber no capítulo dois. Para fazer isso, ao ler o capítulo três, você aprenderá, diretamente do pastor Paulo, sobre as instruções para um viver santo que está relacionado com a responsabilidade social. Relacionar-se bem com a sociedade é dever do cristão para poder conquistar todas as pessoas para Jesus.
Foi por isso que no fim da carta aos colossenses Paulo escreveu: “Sejam sábios no procedimento para com os de fora; aproveitem ao máximo todas as oportunidades. O seu falar seja sempre agradável e temperado com sal, para que saibam como responder a cada um.” E que “a graça seja com vocês”, de uma forma bem colossal.



Valdeci Júnior
Fátima Silva

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

FILIPENSES


Para escrever o comentário bíblico de hoje, procurei um livro que falasse sobre Filipenses. Encontrei um interessante, mas, ao mesmo tempo, estranho. É um livro intitulado “Triumph in Christ”, de John F. Walvoord. O que achei estranho foi o título: “Triunfo em Jesus”. É estranho porque sabemos que quem escreveu a carta aos Filipenses foi um prisioneiro encarcerado. Isso chamou minha atenção. Então descobri a grande importância desse livro.
Embora a carta aos filipenses não seja a maior de todas as cartas de Paulo, ela tem um tipo de encanto que só encontramos nela. Nas linhas de Filipenses, dá para respirar o cheiro raríssimo da alegria e paz que só um cristão consegue ter em situações de sofrimento. Isso combina a teologia com a prática que, traduzido, é o triunfo da vida em Jesus.
Esse deve ser o nosso objetivo, quando lemos esse livro: exaltar a Cristo e fazer com que a Palavra de Deus fique ainda mais preciosa na vida de quem a lê. No mundo pós-moderno em que vivemos, saturado pelo materialismo, incredulidade, secularismo, individualismo e por tantos outros “ismos” prejudiciais, onde a extravagância do luxo e a pobreza extrema se afloram na sociedade, dá até para pensar, de primeira mão, que uma carta escrita por um presidiário não terá nenhuma relevância para esse nosso cenário contemporâneo.
Porém, se estudarmos cuidadosamente a carta de Paulo a Filipos, que é onde o triunfo do apóstolo em meio aos grandes sofrimentos se revela de modo assombroso, sentiremos que a capa da moderna superficialidade que cobre a cada um de nós neste mundo moderno precisa ser removida com urgência e necessidade.
Percebemos isso quando somos colocados face a face com os princípios cristãos mais profundos. Aqueles que podem realmente satisfazer o coração com a verdadeira felicidade e paz de um jeito que mais nada neste mundo consegue oferecer. Nem o conforto, o prazer, a tecnologia, nada pode preencher o nosso vazio como esses valores espirituais que vemos no exemplo de vida de Paulo. Precisamos aprender com o apóstolo através da leitura do livro aos filipenses.
Se você está buscando profundidade nas coisas espirituais, uma intimidade verdadeira com o Senhor Jesus Cristo, uma vida que, além da morte, dure pela eternidade, e se você está procurando um jeito de preencher um vazio que existe aí dentro do seu peito, então é você mesmo, a pessoa que hoje, com oração sincera, precisa ler esse livro inteirinho. Se fizer isso, esse livro da Bíblia pode começar a oferecer para você esses tesouros que são tão raros e que são também de validade eterna.
E aí, vai ler o livro de Filipenses? Boa leitura!



Valdeci Júnior
Fátima Silva

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

A influência da TV


OS MEIOS DE COMUNICAÇÃO DE MASSA

                                                                        Dr. Érico Tadeu Xavier

 Ellen White escreveu: “É uma lei do espírito humano que, pelo contemplar, somos transformados”  [1] e “Deve fazer-se todo o possível para pormo-nos a nós e a nossos filhos em posição onde não vejamos a iniqüidade que é praticada no mundo”[2]. Ela ainda profetizou: “Contemplarão imagens e ouvirão sons, e estarão sujeitos a influências desmoralizantes que, a menos que delas se guardem inteiramente, imperceptível, mas seguramente lhes corromperão o coração e deformarão o caráter”[3].
O propósito desse artigo é apresentar o lado bom e o lado ruim dos meios de comunicação em massa para que saibamos como agir diante de tantas mensagens e influências. 
O lado bom - A TV, por exemplo, tem feito muito pelas pessoas.
Grande número de idosos, doentes, e de deficientes físicos não passariam sem ela. A TV se tornou a principal fonte de convivência e companheirismo deles.
A TV ampliou a mentalidade das pessoas e abriu novos horizontes. Ela pode ser muito educativa, proporcionando amplo campo de conhecimento a pessoas que nunca tiveram a oportunidade para estudar ou viajar.
Outro bem que a TV tem realizado é a facilidade para em segundos levar o conhecimento de Deus a todos os recantos da Terra de uma vez só. O mesmo pode ser dito do rádio, dos jornais e da Internet.
O lado mau - A TV e os demais veículos de comunicação também apresentam o lado mau e com maior intensidade.
As notícias são apresentadas de tal maneira que impressiona e desperta a cada telespectador, ouvinte, leitor ou internauta.
As propagandas ou comerciais ensinam coisas que não são verdades. Alguns exemplos: a) Todos os problemas tem solução; b) Todos os problemas são resolvidos rapidamente; c) Todos os problemas são resolvidos graças à intervenção de alguma técnica ou de um determinado produto.
Mas o pior de tudo nas propagandas é o sexo. A mulher é grandemente explorada especialmente na televisão através dos comerciais.
“A atenta observação de certos comerciais mostra como a mulher é desmembrada dando-se realce a certas partes de sua anatomia, das quais ele não é senão um resumo. Toda promoção é orientada para a beleza exterior, e pode ser apreciada apenas a mulher que adquiriu um certo nível de perfeição física”.[4]
A violência nos meios de comunicação é um prato predileto dos adversários dessa maravilhosa invenção. No entanto, essa violência não é real. Imagine se fosse! Dia a dia, semana após semana, mês a mês, tanta gente morre e é assassinada na TV que, se fosse verdade, pelo menos a metade da população brasileira estaria morta. Mas, a população está aumentando.
“Geralmente, quando se fala da violência da TV, são mencionados os filmes de guerra, os seriados, os bangue-bangues e os desenhos animados. Não se fala em novelas, por exemplo,” [5]. As novelas são poderosas armas de destruição de lares, famílias e casais.
“Em maio de 1982, o Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos preparou um relatório no qual resumiu mais de 2.800 estudos realizados no decênio passado, sobre a influência da TV no comportamento humano. Os resultados foram: durante dez anos um telespectador terá visto uns 150 mil episódios violentos e umas 25 mil mortes violentas o que é muito mais do que aquilo que foi visto por um soldado, de qualquer nação, em uma das últimas guerras”. [6] O número é bem maior quando incluímos os jogos eletrônicos, a internet e outros.
  Um outro problema tem haver com a saúde. Em vez de se sentarem à mesa para uma refeição saborosa, preparada na ocasião, muitas famílias passam com um lanche de TV, e muitas vezes não é nutritivo e ainda dificulta a digestão.
As propagandas sobre alimentos nem sempre são verdadeiras. Muitos alimentos são apresentados como nutritivos e na verdade são prejudiciais. Mas, mesmo assim as pessoas consomem pensando ser verdade o que a TV anunciou.
Outro mal que a TV provoca é sobre o sistema nervoso. As programações provocam esgotamento nervoso e stress. “Ver TV tarde da noite não só rouba horas de sono pré-meia-noite, mas mesmo as poucas horas que sobram para dormir depois são amiúde de sono agitado, fisicamente no qual diz respeito ao bem-estar físico, ver TV em excesso não é a melhor forma de desconcentração para pessoas de atividade sedentária”. [7]
 O pior prejuízo que a TV e os demais meios de comunicação podem trazer é para a saúde espiritual. O cristão que não sabe fazer uso da TV, da Internet ou de outro meio de comunicação perde tempo e poder espiritual diante do aparelho e sua religiosidade torna-se fraca e superficial. “Ver TV indiscriminadamente pode enfraquecer a fibra moral da pessoa e consumir tempo precioso necessário para ler matéria espiritualmente edificante”. [8]
A psicóloga infantil britânica Panelope Leach, declara: “A TV é uma das maiores ameaças à vida familiar, um engenho que impede os pais e os filhos de se comunicarem. As pessoas simplesmente deixam de se falar”. [9]
Muitas crianças dedicam 5 a 6 horas por dia vendo TV e muitas vezes sem comer ou beber. Quando não estão mal sentadas estão deitadas e mal percebem o mal de tudo isso. Além do mais, quanta coisa boa estão perdendo, como: leitura edificante, deveres escolares, exercícios saudáveis e brinquedos próprios. A educação tanto secular como a cristã entram em crise.

Na verdade a televisão banalizou o sexo, banalizou a violência e, mais recentemente deu de banalizar Deus. Fala-se de Deus como se fala de um modelo de automóvel, de futebol, ou de um cantor famoso. Estamos presenciando uma nova religiosidade, que combina imagem eletrônica, entretenimento e consumo. É o mercado do sagrado. É a religiosidade que proporciona o estado de êxtase e que anuncia o êxito financeiro e efetivo.

              Por fim, Neimar de Barros apresenta um diálogo impressionante para a nossa reflexão.
“Você deixaria entrar em sua casa para vender idéias à sua família, um viciado, um adúltero, um neurótico”?
-         Que pergunta besta! Claro que não!
Você permitiria que o viciado dissesse coisas, contasse coisas, escrevesse com seu filho e sua filha?
Você permitiria que o adúltero, na sala de sua casa, expusesse uma série de pensamentos à sua esposa?
Você permitiria que o neurótico contasse histórias, vivesse-as na frente de sua mãe ou avó?
-         É evidente que não!
-         Contudo, eles estão entrando pela TV”.[10]



Referências
1.                               Ellen G.White. Patriarcas e Profetas.  Tatuí – São Paulo: Casa Publicadora Brasileira, 1976.p.88.
2.                               --------------------. O Lar Adventista. Tatui – São Paulo: Casa Publicadora Brasileira, 1977, p. 404.
3.                               ---------------------. Idem, p. 406.
4.                               Revista Ministério. Mar/Abr, 1986, p. 10.
5.                               João Luis Tiburg. Para uma leitura crítica da Televisão. Edicões Paulinas, s/d, p. 48.
6.                               Revista Ministério. Mar/Abr, 1986, p. 13.
7.                               Revista Despertai. 22 de abril de 1983. Tatui – São Paulo: Sociedade Torre de Vigia, p. 5.
8.                               Idem, p. 6.
9.                               Panelop Leach. The Sun. Austrália, 18 de março de 1980, p. 118.
10.                          Neimar de Barros. O Livro Proibido. Shalon Livraria Ltda. São Paulo: s/d, p.120.


                                                                                















SOBRE ÉFESO, PÉROLAS PAULINAS - Efésios 04-06



Há tantas coisas boas na leitura de hoje que não sei por onde começar ou o que seleciono para comentar. Mas vou passar pelo texto, não lendo tudo, mas comentando com você do começo ao fim.
Ao iniciar com Efésios 4, onde fala da unidade do corpo de Cristo, vemos o ensino bíblico de que a igreja é a extensão e a representação de Jesus aqui na Terra. Esse assunto estende-se até o capítulo cinco, mas em Efésios 4:3-6, o ensino é que a unidade do corpo de Cristo acontece por causa do Espírito Santo, que insere tudo isso na igreja, e Deus em nós. O verso cinco diz que o dom de profecia, dado pelo Espírito Santo, serve para unir e proteger a igreja. Ao falar sobre o batismo, quando fala de um só batismo, não está dizendo que a pessoa só pode se batizar uma vez. O que existe é só um tipo de batismo. Aliás, há sete coisas listadas como sendo únicas. Só há um meio de batizar, que é através do mergulho na água, em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo pela entrega consciente do pecador arrependido a Jesus.
Em Efésios 4:11 em diante, Paulo nos ensina que a unidade do corpo de Cristo tem um objetivo: é para o serviço. Ao chegar no verso catorze, vemos grande propósito: “O propósito é que não sejamos mais como crianças, levados de um lado para outro, pelas ondas, nem jogados para cá e para lá por vento de doutrina e pela astúcia e esperteza de homens que induzem ao erro.” A igreja existe para nos dar essa força.
E para conhecer a Deus, é só através de Jesus (ver Efésios 4:21). Se não permitirmos que isso aconteça na nossa vida, o Espírito Santo fica triste. Você não quer deixar o Espírito Santo triste, quer? Então, siga os conselhos de Efésios 5 sobre como viver na comunidade dos crentes. Cuide da maneira como você vive e seja como os sábios.
A partir do verso 22, Paulo muda de assunto. Quando ele fala dos deveres conjugais, está ensinando que Deus deu a união dos sexos para nos explicar a união dEle conosco. Essa é a figura bonita do matrimonio no plano de Deus. É por isso que devemos cuidar tanto da família.
Por fim, para conseguirmos colocar tudo isso em prática, precisamos nos revestir da armadura de Deus. Esse é o segredo para ser vencedores no contexto do grande conflito espiritual que vivemos. “Que a graça seja com todos os que amam a nosso Senhor Jesus Cristo com amor incorruptível” (Efésios 6:24).




Valdeci Júnior
Fátima Silva

domingo, 2 de dezembro de 2012

EFÉSIOS - Efésios 01-03


Você já ouviu falar da cidade de Éfeso? O apóstolo João morou nessa cidade, e Paulo foi pastor da igreja dos cristãos de lá. Quando Paulo foi para Roma, no seu segundo ano, escreveu essa carta para os efésios, que é o livro que começamos a ler hoje.
Naquela época, Éfeso era uma cidade rica, com um comércio muito convidativo. O mais importante, porém, era a religião que existia lá. Na cidade, havia a Diana, a deusa da fertilidade dos cristãos. Quando lemos Atos 19:27, vemos que toda a Ásia e o mundo todo adoravam a essa deusa. Essa era a religião que dominava tudo em Éfeso.
O maior problema daquela região era o tipo de culto. As principais coisas do culto à deusa Diana eram a magia, a astrologia e o sexo. Os sacerdotes e as sacerdotisas eram prostitutos, e a orgia rolava de forma explícita em plena adoração. Era isso – prazeres e perversões humana, sob o traje respeitável da religião – que a adoração à deusa Diana era oferecia. E o povo ficava impressionado, porque, além disso, o templo tinha uma grandeza e imponência na estrutura dele, que chegava a ser um destaque na vista geral da cidade. O templo era feito de mármore, e o forro era de ouro. Ele tinha mais de cem metros de comprimento e cinqüenta de largura. Você poderá encontrar o templo de Ártemis na lista das sete maravilhas do mundo antigo. Esse centro fantástico de pecado, que ficava em Éfeso, atraía todo mundo: pobres, analfabetos, filósofos, ricos, etc.
Foi nesse contexto que a boa notícia da salvação em Jesus chegou através da pregação de Paulo, dizendo àquele povo que estava entorpecido pelo pecado, que os deuses deles, por serem feitos por mãos humanas, não eram deuses coisa nenhuma. Isso causou uma revolução. O evangelho polarizou a cidade em um conflito de idéias totalmente contrapostas entre si: a deusa da fertilidade e o Criador de um novo homem (Efésios 2:5); Demétrio e seus artesãos, que ganhavam a vida através da venda de estátuas de prata da deusa Diana e Paulo, que pregava sobre Cristo como um meio de dar em um novo significado, um novo propósito para a vida (Atos 19).
E o que isso tem a ver conosco? A cidade de Éfeso simboliza o desafio espiritual da escolha que todo ser humano tem que fazer, em qualquer lugar, em qualquer época. Não temos como ser neutros ou imparciais. A quem você escolhe: Cristo Jesus ou a deusa Diana? Os enganos do diabo ou o Caminho, a Verdade e a Vida?
Pensando nisso, faça sua leitura bíblica de hoje e sua escolha.


Valdeci Júnior
Fátima Silva

sábado, 1 de dezembro de 2012

DOCE MISTÉRIO - Gálatas 04-06

Você gosta de “citrus reticulata”? Sim? Não? Sabe o que é? Aposto que você gosta e que existe na região onde você mora. No mundo, são produzidas vinte mil toneladas de citrus reticulata a cada ano. Refiro-me a uma fruta gostosa chamada mexerica.
Há algumas regiões que dão alguns nomes diferentes para ela. No sul do Brasil, essa fruta é chamada de bergamota ou vergamota. Em Curitiba, é conhecida como mimosa. A mexerica ainda tem outras variedades que são cultivadas. Por exemplo, a poncã, a laranja-cravo (ou tangerina-cravo), a montenegrina, a “decopom” e ainda, a citrus reticulada híbrida, que é chamada de “murcott”, uma mistura de laranja com tangerina. Aqui na região que moro tem muito. Mas a murcott é mais apropriada para a produção de um tipo de suco que é bem saboroso, saudável, abundante e nutritivo.
Resumindo, estou falando de uma fruta que todos conhecemos, de cor alaranjada e sabor adocicado, originária da Ásia (Índia, China e países vizinhos de clima sub-tropical e tropical úmido) que, cientificamente, recebe o nome de citrus reticulata.
É algo simples, mas perceba que o simples não revelado é um mistério. No início do comentário, ao questionar se gostava de citrus reticulata, você deve ter feito até uma careta, mas agora que já falei tanto da mexerica, já deve estar até com água na boca. O que era um mistério pode tornar-se conhecido. E o que é conhecido, pode se tornar doce, agradável, benéfico, compartilhável, frutífero e produtível.
E isso não é o caso só da mexerica. Podemos usar essa fruta como ilustração para o ponto alto da leitura de hoje. A teologia do livro de Gálatas parece um mistério agridoce. Mas o que Paulo está querendo em Gálatas é nos ensinar a andar no Espírito. E como andamos no Espírito? Leia Gálatas 5:22.
Aparentemente, esse verso tem um problema na redação, um erro gramatical. Veja: “Mas o fruto do espírito é amor, alegria, paz, paciência...” Embora pareça errado, o artigo está no singular e se refere a uma pluralidade de itens. No tempo que Paulo o escreveu, não existiam muitos recursos da linguagem escrita, como a vírgula e os pontos. Então, entendendo a teologia paulina como um todo, Léo Buscaglia propõe que esse verso poderia ser traduzido assim: “Mas o fruto do espírito é amor: alegria, paz, paciência, bondade...
E o que isso tem a ver com a mexerica? Pegue uma na sua mão. É um só fruto, mas tem muitos gomos. O fruto do Espírito é assim: é o amor. Seus gomos são alegria, paz, paciência, amabilidade, bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio.
Coma e compartilhe esse fruto!  




Valdeci Júnior
Fátima Silva

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

GÁLATAS - Gálatas 01-03


Para introduzir a nossa leitura do livro de Gálatas, quero apresentar-lhe Erwin Gane, em seu livro, “The Battle for Freedom” da  Pacific Press.  Gane comenta que “a epístola escrita aos Gálatas é a mais controvertida de todas as escritas pelo apóstolo Paulo e afeta decisivamente a compreensão que o homem moderno tem do cristianismo do Novo Testamento. Essa epístola está relacionada com as questões mais profundas da existência e destino humanos. Isso tem exercido uma influência de vigência permanente em toda a história do pensamento teológico.
“Não existe um corpo de documentos que seja mais interessante, no Novo Testamento, do que as epístolas escritas por Paulo. A razão é que, de toda a literatura, as cartas são as de caráter mais personalizados – pessoais. Mas é também por sua própria natureza que as epístolas se tornam a parte daqueles escritos mais difíceis de entender. E nisso, entre todas, se destaca a epístola aos Gálatas, que chega a arder com o fogo da controvérsia. O tema é vital porque o apóstolo define os grandes princípios do evangelho e a justificação pela fé através do Senhor Jesus Cristo. É como uma espada candente nas mãos de um gigante. O grande apóstolo Paulo usou-a assim porque, tanto a sua pregação sobre as boas novas do evangelho quanto o seu apostolado estavam sob o ataque de inimigos astutos e dissidentes.
“Nessa epístola, o apóstolo Paulo, que tanto sofreu, escreveu algumas das coisas que Pedro mencionou como sendo ‘difíceis de entender’. Tais ‘mistérios’ da escrita teológica vieram, realmente, diretamente do punho de Paulo. Portanto, estudar o livro de Gálatas sob uma orientação teológica correta pode conduzir o leitor à análise e à compreensão das questões mais importantes (e, às vezes, difíceis) que têm a ver com a lei e a graça, que já perturbaram aos cristãos da antiguidade e ainda perturbam muitos cristãos hoje em dia.”
Com esse teólogo, a ajuda do Espírito Santo e meu próprios estudos acerca do livro de Gálatas, descobri que na carta que Paulo escreveu aos cristãos da Galácia, podemos aprender sobre assuntos muito importantes como: a) Como trazer uma igreja dividida à união; b) Como estar bem com Deus; c) Como compreender o papel da fé e das obras na vida cristã; d) Como obter e conservar a justiça que Cristo oferece; e) A necessidade constante de pertencer, exclusivamente, a Jesus; f) Os porquês de Deus ter as Suas leis; g) Como Deus preparou o mundo para a vinda de Cristo; g) Como nós, seres humanos, podemos ser escravos ou livres; e, h) Como andar no Espírito.
Descubra tudo isso e muito mais estudando o livro de Gálatas!



Valdeci Júnior
Fátima Silva

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

O TESTEMUNHO DE UMA IGREJA UNIDA - 2Coríntios 11-13


Examinando os últimos capítulos de Coríntios, fiquei muito impressionado com a preocupação que Paulo tinha com a necessidade de que houvesse harmonia nos relacionamentos entre os cristãos. E no volume 1 da obra “Testemunhos Seletos”, encontrei um comentário sobre o testemunho de uma igreja unida, que quero compartilhar com você:
“Se o mundo vê harmonia perfeita na igreja de Deus, isto será poderosa demonstração aos seus olhos em favor da religião cristã. Dissensões, lamentáveis desinteligências, pequenas causas sujeitas à comissão da igreja, desonram a nosso Redentor. Tudo isso se pode evitar mediante a entrega do próprio eu ao Senhor, e se os seguidores de Cristo obedecerem à voz da igreja. A incredulidade sugere que a independência individual nos aumenta a importância, que é fraqueza subordinar nossas idéias do que é direito e conveniente ao veredicto da igreja; ceder a esses sentimentos e pontos de vista, porém, não é seguro, levando-nos à anarquia e confusão. Cristo viu que a unidade e a comunhão cristã eram necessárias à causa de Deus, e portanto a recomendou aos discípulos. E a história do cristianismo de então para cá demonstra de modo conclusivo que unicamente na união está a força. Subordine-se o juízo individual à autoridade da igreja.”
“Os apóstolos sentiram a necessidade de unidade estrita, e para esse fim trabalharam zelosamente. Paulo exortou os Coríntios nas seguintes palavras: ‘Rogo-vos, porém, irmãos, pelo nome de nosso Senhor Jesus Cristo, que digais todos uma mesma coisa, e que não haja entre vós dissensões; antes sejais unidos em um mesmo sentido e em um mesmo parecer’” 1Coríntios 1:10.
Aos romanos, escreveu ele: “Ora o Deus de paciência e consolação vos conceda o mesmo sentimento uns para com os outros, segundo Cristo Jesus. Para que concordes, a uma boca, glorifiqueis ao Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo. Portanto recebei-vos uns aos outros, como também Cristo nos recebeu para a glória de Deus.” Romanos 15:5-7. “Sede unânimes entre vós; não ambicioneis coisas altas, mas acomodai-vos às humildes; não sejais sábios em vós mesmos.” Romanos 12:16.
E em sua segunda epístola aos Coríntios, Paulo diz: “Quanto ao mais, irmãos, regozijai-vos; sede perfeitos, sede consolados, sede de um mesmo parecer, vivei em paz; e o Deus de amor e de paz será convosco.”  2Coríntios 13:11.
O testemunho da harmonia de uma igreja unida tem um poder de impacto muito grande sobre o mundo. Tal influência torna-se a própria demonstração da presença de Deus na Terra. Portanto, devemos estudar muitas vezes esses conselhos apostólicos sobre como termos um perfil comunitário assim. Desenvolva isso na sua igreja e em sua comunidade de crentes.


Valdeci Júnior
Fátima Silva

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

OFERTAR PRA QUÊ? - 2Coríntios 08-10


Você gosta de dar ofertas? Gosta de receber oferta? É bom, na necessidade de um produto, receber a oferta promocional do mesmo, feita por alguma loja. Mas... E na hora de dar oferta, o que você pensa?
Se quiser pensar um pouco mais sobre esse assunto, leia os capítulos da leitura de hoje. Em 2Coríntios 8, Paulo já começa organizando uma coleta para os pobres de Jerusalém. Os coríntios tinham se oferecido para contribuir, no entanto, as boas intenções deles não tinham entrado em prática. Sendo assim, o apóstolo apelou-lhes, citando o exemplo das igrejas da Macedônia, que apesar de muito pobres, tinham se envolvido voluntariamente. No verso 9, Paulo explica que a suprema razão para a generosidade cristã é o ato de dar. Um grande exemplo disso é o ato de empobrecer-se de Cristo, que largou mão da glória e da posição que Ele tinha por direito, por nossa causa. Os coríntios entenderam o recado porque Cristo tinha se tornado exatamente o que eles eram – pobres – para que dessa forma eles pudessem se tornar o que Jesus é: rico.
Agora, o que é um coração generoso? 2Coríntios 9:10 fala sobre dar generosamente. Uma pessoa que tem o coração generoso, na realidade, é marcada pela evidência clara que pode ser vista da obra do Espírito Santo na vida dela. E o amor de Deus é demonstrado quando Ele entrega Seu Filho por nós (João 3:16), pois a obra da encarnação não é operada pelo Espírito Santo? É por isso que no livro aos gálatas está escrito que Seu fruto é o amor.
Quando dedicamos tempo, energia e dinheiro numa coisa, evidenciamos que nosso coração está naquilo ali. É um apego amoroso. Ao dedicar tempo, energia e dinheiro na Causa de Deus, demonstramos que temos um coração cheio de gratidão a Deus. Isso é uma resposta natural de uma pessoa que se deu conta de que recebeu, de forma muito profunda, as bênçãos do Senhor e a graça de Jesus.
Quando nos comprometemos assim, seja ajudando um filho de Deus ou Sua casa, na realidade, estamos comprometendo o próprio coração. E isso é muito bom. Em 2Coríntios 10:6, por exemplo, Paulo sabia que os coríntios estavam em grave perigo de se afastar do evangelho, então, nesse capítulo podemos perceber a preocupação de Paulo, expressando que o cristão deve ser leal. E quando vamos para essa instância, a oferta deixa de ser uma questão de voluntariado e passa a ser uma questão de compromisso e fidelidade.
Deus pode trabalhar no coração do ser humano a ponto de tornar alguém altruísta. Peça para que Ele faça isso com você.


Valdeci Júnior
Fátima Silva

terça-feira, 27 de novembro de 2012

O PENTECOSTALISMO MODERNO NA PAROUSIA


Introdução
Jorge Lucien Burlandy

O pentecostalismo tem atraído a milhões de pessoas comuns que se veem tentadas a se tornarem seus adeptos. Mas este movimento religioso também tem despertado a atenção de muitos pesquisadores, tanto apologistas quanto críticos. Uma reunião de teólogos dissertando sobre este assunto pode ser vista na revista Parousia do primeiro semestre de 2000, sob a coordenação do então diretor de seminário teológico, Jorge Lucien Burlandy. Por tratar-se de um periódico acadêmico, além de trazer os ricos textos sobre o referido assunto, também disponibiliza ao leitor uma rica lista de referências bibliográficas e notas elucidativas.

O Movimento Pentecostal no Brasil: Breve Análise Histórica e as Principais Razões Para o Seu Crescimento
Edilson Valiante

O então professor de teologia sistemática no SALT, professor Edilson Valiante, começa com o primeiro capítulo sobre o “Movimento Pentecostal no Brasil: Breve Análise Histórica e as Principais Razões Para o Seu Crescimento”. Sob a perspectiva de Paul Freston, Valiante resume este histórico em três ondas, em cada uma das quais ele destaca o que considera as principais denominações representantes.

Da primeira onda, o professor Edilson faz o resumo histórico da Assembleia de Deus e da Congregação Cristã no Brasil. Da segunda onda, ele destaca a Igreja do Evangelho Quadrangular, a Igreja Evangélica Pentecostal “O Brasil Para Cristo”, a Igreja Pentecostal “Deus é Amor” e a Igreja Adventista da Promessa. E da terceira Onda, ele disserta sobre a Igreja da Nova Vida, a Igreja Universal do Reino de Deus, a Igreja Cristã Apostólica Renascer em Cristo e a Igreja Internacional da Graça de Deus.

Abrindo um parêntese, aqui, é curioso o contraste do pensamento de Mendonça que “considera a Congregação como a primeira igreja pentecostal legitimamente brasileira[i]” com o de Reily que diz que a Igreja Adventista da Promessa, surgida “em 1932 da Igreja Adventista do Sétimo Dia”, é reconhecida como a primeira igreja pentecostal genuinamente brasileira[ii]. Após este resumo histórico, Valiante então procura apontar o que ele considera “as principais razões para o crescimento do movimento pentecostal no Brasil”. Segundo ele,

A complexidade do fenômeno pentecostal torna impossível a tarefa de alinhar todas as possíveis razoes de seu crescimento, ainda mais quando reconhecemos que existem relações causais de interdependência e interpenetração. Além disso, o estudo transpassa o campo meramente religioso, tornando obrigatória uma reflexão interdisciplinar, em áreas como psicologia, história, política e economia.

Como razões psicológicas, Valiante destaca: a) a reação pentecostal “diante da incapacidade das igrejas tradicionais de se tornarem menos estáticas”, com a “recuperação do místico, do emotivo na vida religiosa”; b) a facilidade pentecostal de mobilizar as massas; c) a criação da expectativa “de uma vida melhor, sob a ação do ‘sagrado’”; d) a tendência brasileira da “procura de soluções fáceis a situações complexas”; e) a “democratização do religioso” através de “lideranças autóctones” de “gente do próprio povo que entende suas necessidades”, da “participação mais efetiva do universo feminino” e da informalidade litúrgica; e f) “a formação religiosa do povo brasileiro” que, por quatro séculos, já vivia uma religião de católicos leigos receptores de um simbolismo curandeiro místico folclórico, das tradições informais indígenas e dos panteões e emotividades afros (fatores esses que encontram no pentecostalismo um lugar comum para reunirem-se).
Como razões econômicas, Valiante aponta “que as igrejas pentecostais têm crescido às expensas da crise econômica crônica em que vive o país”, atuando nas lacunas deixadas pela precariedade da saúde pública e do processo constantemente migratório das classes trabalhadoras que se tornam vulneráveis a qualquer tipo de mudança, inclusive a religiosa. Ainda ressalta a ambição pelo negócio próprio que motiva os líderes a promoverem a tal religiosidade e os adeptos a sonharem com as promessas dos mesmos (teologia da prosperidade).

As principais razões relativas ao poder advêm das bancadas evangélicas no legislativo e no executivo, e da utilização da mídia. “Uma igreja com maior força política terá mais poder de fogo nas famosas mesas de barganha”. E o uso dos “meios de comunicação de massa” na “concorrência... por pontos no Ibope. Isso é poder”.

Valiante conclui dizendo que “a valorização da experiência sobre a crença e a ênfase nas emoções sobre a razão parecem oferecer motivos intrínsecos suficientes para o crescimento acelerado do movimento pentecostal”. E nisto, ele vê um cumprimento profético através da “avaliação escatológica do crescimento pentecostal”.

O Dom de Línguas em 1Coríntios 12-14
Gerhard F. Hasel

O segundo artigo de Parousia: Pentecostalismo Moderno é uma adaptação do último capítulo do livro Speaking in Tongues: Biblical Speaking in Tongues and Contemporary Glossolalia, do falecido diretor e professor do seminário teológico da Andrews University, Gerhard F. Hasel, no qual ele analise o dom de línguas em 1Coríntios 12-14.

Após uma introdução na qual visualiza as diferentes possibilidades de interpretação deste trecho bíblico, este Ph.D. descreve o cenário histórico e o contexto nos quais os três capítulos de 1Coríntios 12-14 foram escritos. Depois disso, ele passeia pelas versões bíblicas King James Version, New English Biblie, Bíblia de Jerusalém, New International Version, New Revised Standard Version e Elberfelder Bibel, fazendo, em cada uma destas traduções modernas, uma análise do falar em línguas.

Baseado nisso, Hasel sugere que “não há nenhuma razão terminológica convincente para concluir que a expressão “falar em línguas” em 1Coríntios 12-14 tenha outro sentido, diferente, do restante do Novo Testamento”. Para ele, “não há igualmente nenhuma razão convincente para que o falar em línguas em Corinto refira-se a glossolalia no sentido de fala desconexa de pessoas em êxtase religioso ou algo parecido”.

Para chegar a esta conclusão, Hasel faz uma extensa confrontação do falar em línguas com: a) a língua dos anjos; b) a fala em mistérios; c) a compreensão; d) as religiões helênicas de mistério; e) a edificação da igreja; f) um sinal para os incrédulos; g) a interpretação; h) a profecia; i) a oração; e j) a adoração de forma ordenada. E tal conclusão é a de que o falar em línguas no Novo Testamento era o milagre de conseguir, repentinamente, comunicar-se com pessoas de idiomas estrangeiros, “dado pelo Espírito Santo aos crentes [não todos] com um propósito específico”: a pregação do evangelho.

Teologia da Prosperidade: Breve Análise Crítica
Alberto R. Timm

Como descrito na introdução, “este artigo analisa criticamente os postulados básicos da Teologia da Prosperidade à luz das Escrituras. A primeira parte desta matéria consta de uma breve exposição sobre Malaquias 3:7-12”, observando as maldições e as bênçãos a partir de tal passagem. Maldiçoes decorrentes da infidelidade e bênçãos decorrentes da obediência.

O Ph.D. Timm ao analisar as implicações da teologia da prosperidade, esclarece que esta corrente de pensamento: a) distorce o caráter de Deus; b) apresenta “uma linguagem utópica da existência humana no contexto do grande conflito cósmico”; c) distorce a própria essência dos ensinos de Cristo; d) aplica erroneamente à igreja do Novo Testamento muitas das promessas que eram específicas à prosperidade teocrática do antigo testamento; e e) desvirtua o amplo espectro da obediência cristã.

O resumo é o de que: a) a fidelidade esperada pelas passagens bíblicas que prometem bênçãos é a de guardar os mandamentos de Deus; b) no contexto em que a teologia da prosperidade é pregada tais preceitos são desvirtuados; c) a prosperidade que a Bíblia enfoca não é necessariamente financeira ou material; e d) a verdadeira religião cristã tem pressupostos e propósitos muito mais elevados do que este paradoxal existencialismo que é ao mesmo tempo altruísta e egoísta. Ou seja, uma contrafação da verdade.

Carismas no Século XXI? Análise de Três Teorias Sobre a Existência de Dons Miraculosos na Atualidade
Marcos de Benedicto

Nada melhor do que ler uma análise desta, realizada por alguém que é, ao mesmo tempo,  teólogo, redator e comunicador social. Na realidade, o conteúdo deste artigo de Benedicto é paralelo ao material que já comentei aqui em “Você Acredita em Milagres?”, resenha do livro do mesmo autor, O Fascínio dos Milagres, pois ambos os materiais advêm de sua dissertação de mestrado “O toque da fé: paradigmas bíblicos da cura divina”.

“Este artigo analisa o debate atual quanto à vigência dos dons espirituais miraculosos na igreja”, em especial, na igreja pentecostal. Entre o “sim” e o “não” quanto à veracidade da autenticidade dos milagres, há algumas diferentes “teorias sobre os dons”.

Marcos de Benedicto apresenta primeiro a “abordagem fundacional”, na qual “o pentecostes é único e irrepetível”, “a finalidade dos milagres era autenticar o testemunho dos apóstolos sobre Jesus”, “a igreja primitiva tinha relativamente poucos milagres” e “os milagres anunciavam o fim de uma era e o começo de outra”. Sobre esta teoria, Benedicto destaca seis pontos positivos, mas nela encontra também seis pontos negativos, discordando de que qualquer manifestação miraculosa contemporânea seria falsa.

Na abordagem carismática, “a igreja necessita dos dons-sinais para cumprir sua missão”, “a diferença entre as listas de dons sugere um caráter completo e instrumental”, “a analogia da igreja como organismo corporativo pressupõe que todos os dons são necessários”, “a história registra testemunhos de milagres em fases tardias da igreja”, e “1Coríntios 13 sugere que os dons-sinais prosseguirão até a ‘parousia’”.  Apesar de encontrar seis pontos positivos nesta teoria, Benedicto vê na mesma nove pontos negativos, em especial, a supervalorização exagerada quanto à busca desequilibrada por milagres.

John MacArthur é um dos mais ácidos críticos do carismatismo. Segundo ele, o ministério de cura de Jesus e dos apóstolos tinham seis características que o dos carismáticos não possui. Jesus e os apóstolos: (1) curavam com uma palavra ou toque; (2) curavam instantaneamente; (3) curavam totalmente; (4) curavam todo mundo; (5) curavam doenças orgânicas; e (6) ressuscitavam mortos.

Para Marcos de Benedicto, a teoria que “parece corresponder melhor aos dados bíblicos” é a da “abordagem cíclica”. Os argumentos são os de que: a) “a profecia de Joel parece ter dupla aplicação”; b) “a metáfora das chuvas ‘temporã’ e ‘serôdia’ sugere dois movimentos de ‘refrigério’”; c) “os milagres dos tempos bíblicos aparecem em ‘ondas’”; d) “a ocorrência de milagres diabólicos no fim dos tempos pressupõe milagres divinos”; e e) “o anjo poderoso de Apocalipse 18:1 pode simbolizar um movimento de evangelização”. Apesar de ver dois pontos negativos nesta teoria, nela o autor vê muita lógica, destacando seis pontos positivos, dentre os quais a prudência do equilíbrio espiritual quanto à aceitação dos milagres, e não o ceticismo ou fascínio pelos mesmos.

Ação Evangelística Junto às Igrejas Pentecostais: Refletindo em Termos de Possiblidades
Juan Millanao

Em minha pesquisa de mestrado, estou perseguindo a seguinte pergunta: “Por que muitos pentecostais concordam com as principais doutrinas adventistas, mas preferem permanecer em suas igrejas?” E quem me parece chegar mais perto da preocupação deste problema levantado é Juan Millanao neste artigo, quando escreve sobre ação evangelística junto às igrejas pentecostais. Ele faz uma reflexão em termos de possibilidades missionárias, mas, como Wilson Endruveit em sua monografia em 1976[iii], não discute as diferenças entre os adventistas e os pentecostais quanto ao comportamento, ao modo de pensar e ao que consideram autoritativo para ser adotado como regra de fé e prática.

David Bosh, uma das autoridades mundiais em Missão Urbana, explica que “as razões pelas quais as pessoas se tornam membros da igreja podem variar muito e é possível que, frequentemente, pouco tenham a ver com um compromisso com aquilo que a igreja supostamente defende”[iv]. Se não fosse assim, não haveria pensadores adventistas como Millanao, preocupados em sugerir estratégias para alcançar determinados públicos-alvo, em especial, os pentecostais.

Tais fenômenos são indicadores de que existe algo incompatível no diálogo entre adventistas e pentecostais. E analisar suas diferenças pode ajudar na procura pela identificação desta limitação de comunicação. E nisto foi que vi a validade deste número de Parousia com destaque para esta matéria de Millanao, na qual “o autor, pastor da Igreja Adventista do Sétimo Dia, analisa, desde a perspectiva de uma testemunha pessoal, as possibilidades de influir e ser influenciado pelos membros das igrejas pentecostais em termos do partilhar do evangelho”.

Conclusão

Este é o ponto que faz relevante a necessidade de pensar em nossos irmãos pentecostais como pessoas com as quais devemos dialogar sobre o evangelho de Jesus Cristo. Se você tem este espírito cristão, recomendo-lhe a leitura de Parousia: Revista do Seminário Adventista Latino-Americano de Teologia - Sede Brasil-Sul, Engenheiro Coelho, v. 1, n. 1, p. 19-50, jan-jun. 2000.

Um abraço,

Pr. Valdeci Jr.



[i] “Evolução Histórica e Configuração Atual do Protestantismo no Brasil” em Introdução ao Protestantismo no Brasil, Ed. Antônio Gouveia Mendonça e Prócoro Velasques Filho (São Paulo: Loyola, 1990), 49.
[ii] REILY, Duncan Alexander. História documental do protestantismo no Brasil. 3. ed. São Paulo: ASTE, 2003, 365.
[iii] ENDRUVEIT, Wilson Harle. Movimento carismático: um estudo exegético e teológico de suas principais características. São Paulo: Faculdade Adventista de Teologia - Instituto Adventista de Ensino, 1976.
[iv] BOSCH, David J. Missão transformadora: mudanças e paradigma da teologia da missão. Tradução de Geraldo Korndorfer, Luís M. Sander. São Leopoldo: Sinodal, 2007, 497.

A LEITURA ESTÁ MUITO BOA! - 2Coríntios 05-07


Sabe aqueles versos clássicos da Bíblia, dos quais conseguimos nos lembrar com facilidade? Aqueles que sabemos de cor, como “O Senhor é o meu pastor e nada me faltará”, “Jesus chorou”, etc.? No comentário de hoje, vou citar alguns desses versos para você.
O primeiro deles é: “O amor de Cristo nos constrange.” Bonito, não é mesmo? Um outro versículo bem conhecido é: “Pois todos nós devemos comparecer perante o tribunal de Cristo, para que cada um receba de acordo com as obras praticadas por meio do corpo, quer sejam boas quer sejam más.” Sabe onde está escrito esse verso na Bíblia? Antes da resposta, leia outro verso: “Porque se alguém está em Cristo, é nova criação. As coisas antigas já passaram; eis que surgiram coisas novas!” Gostou? Então veja se você gosta desse outro: “Deus em Cristo estava reconciliando consigo o mundo, não levando em conta os pecados dos homens, e nos confiou a mensagem da reconciliação. Portanto, somos embaixadores de Cristo, como se Deus estivesse fazendo o seu apelo por nosso intermédio.”
Estou pensando se vou dizer onde estão esses versos, mas antes, quero trazer mais um verso lindo, que diz: “Deus tornou pecado por nós aquele que não tinha pecado, para que nele os tornássemos justiça de Deus.” Outra passagem bíblica bem conhecido é aquela: “Não se ponham em jugo desigual com descrentes. Pois o que têm em comum a justiça e a maldade? Ou que comunhão pode ter a luz com as trevas? Que há de comum entre o crente e o descrente? Pois somos santuário do Deus vivo. Como disse Deus: Habitarei com eles e entre eles andarei; serei o seu Deus e eles serão o meu povo.” Lembrou? Você já conhecia essa citação? Veja se você se lembra desta outra: “A tristeza segundo Deus não produz remorso, mas sim um arrependimento que leva à salvação, e a tristeza segundo o mundo produz morte.”
Geralmente, uma seleção de alguns versículos clássicos da Bíblia é fruto de pesquisa. Quase sempre são versos catados aqui e ali na imensidão de textos bíblicos. Agora, você já pensou se encontrássemos essas citações que apreciamos em um só lugar? Pois quero lhe dizer que você pode encontrar todos esses textos que eu li em um mesmo lugar: na nossa leitura bíblica de hoje.
Então, não perca tempo! Pegue sua Bíblia e delicie-se em uma leitura gostosa e envolvente. Mencionei apenas alguns versos, para deixar você com água na boca. Mas existem muitas outras declarações bonitas em 2Coríntios 5-7. Antes de fazer qualquer coisa, gaste meia hora para ouvir a voz de Deus. Boa leitura!



Valdeci Júnior
Fátima Silva