sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Benedito XVI é o Sétimo Rei de Apoc 17?



Com o anúncio da renúncia de Benedito XVI o interesse das pessoas no fim do mundo se intensifica. Qual a importância desse evento para a escatologia adventista?

Esse artigo foi originalmente publicado no Advir em 2009.

______________ 


Apocalipse 17:7-11 é uma das passagens mais difíceis de toda a Bíblia. Muitas interpretações drasticamente divergentes têm sido propostas para esta passagem, não só por Adventistas mas por outras denominações também. Este artigo propõe uma das interpretações mais aceitas na IASD atualmente e suas implicações para a interpretação de que os sete reis representam sete papas recentes, o que faria de Bento 16 o "sétimo rei" (v. 10). O artigo também expõe alguns problemas com outras interpretações historicistas adventistas atuais. Aqui vai a passagem na versão Almeida Atualizada:

"7Ao que o anjo me disse: Por que te admiraste? Eu te direi o mistério da mulher, e da besta que a leva, a qual tem sete cabeças e dez chifres. 8A besta que viste era e já não é; todavia está para subir do abismo, e vai-se para a perdição; e os que habitam sobre a terra e cujos nomes não estão escritos no livro da vida desde a fundação do mundo se admirarão, quando virem a besta que era e já não é, e que tornará a vir. 9Aqui está a mente que tem sabedoria. As sete cabeças são sete montes, sobre os quais a mulher está assentada; 10são também sete reis: cinco já caíram; um existe; e o outro ainda não é vindo; e quando vier, deve permanecer pouco tempo. 11A besta que era e já não é, é também o oitavo rei, e é dos sete, e vai-se para a perdição."
A pergunta crucial para o entendimento correto da passagem é: A que tempo o anjo se refere ao dizer das cabeças da besta no verso 10 que "cinco já caíram, um é, outro ainda não é vindo"? 

Essa pergunta pode ser respondida por dois princípios interpretativos[1] que regem a interpretação de profecias tanto do Antigo quanto do Novo Testamento:

1. A profecia é relevante ao tempo do profeta. Em outras palavras, a profecia não é simplesmente para saciar a curiosidade do profeta sobre um futuro distante, mas sim para revelar a ação constante de Deus na história do Seu povo, inclusive no momento em que o profeta vive, no seu contexto e circumstâncias imediatas. Embora as profecias transcendam muitas vezes esse contexto, elas se fundamentam no tempo do profeta, usam elementos com os quais ele está familiarizado e se entendem a partir desse tempo e contexto. Exemplos disso são o ídolo de Nabucodonosor em Daniel 2 e os gafanhotos, os selos, as trombetas e as taças do Apocalipse. Deus não mostrou a Daniel e João e outros profetas elementos desconhecidos como bombas nucleares, aviões, helicópteros, computadores, internet, automóveis, etc.

Ellen White articula esse ponto dizendo que "[Deus] vai ao encontro dos caídos seres humanos onde eles se acham. Perfeita como é, em toda a sua simplicidade, a Bíblia não corresponde às grandes idéias de Deus; pois idéias infinitas não se podem corporificar perfeitamente em finitos veículos de pensamento." (ME 1: 22). O Dr. Jon Paulien, atual reitor da Universidade Adventista de Teologia de Loma Linda e autoridade em Novo Testamento e profecia concorda que "A abordagem adventista crê que Deus coloca nas visões apocalípticas informações precisas sobre o futuro distante, mas este futuro é descrito na linguagem do tempo e lugar do profeta."[2]

2. Deve haver distinção entre o tempo da visão e o tempo da interpretação da visão. Na visão propriamente dita, o profeta viaja a tempos e lugares diferentes (tempo transcendente; cf. Apo. 17:3). A explicação da visão, por sua vez, deve ser para benefício do profeta e tem como ponto de referência o tempo do profeta (tempo local). Na explicação da visão, passado, presente e futuro não se referem ao tempo que passa na visão e sim ao momento histórico do profeta para que haja referencial. E os elementos e símbolos da visão também, embora seu significado transponha a barreira de tempo, estão baseados no tempo do profeta. Usando ainda a estátua de Nabucodonosor como exemplo, ela tinha implicações para o tempo do fim mas está firmada no tempo do rei: na visão, Deus revelou um ídolo que era comum ao rei. Deus poderia ter usado outros símbolos mas usou algo que Nabucodonosor entenderia imediatamente. A estátua que ele mandou construir e adorar refletia o entendimento da visão que ele tivera para o seu tempo. Já para Daniel, a mesma visão foi dada usando a temática da Criação.[3]

Aplicando agora esses dois princípios a Apocalipse 17:7-11, podemos criar o seguinte cenário:

Cena 1: Discurso angélico: Anúncio do início da visão (tempo local): "Vem, mostrar-te-ei..." (v. 1-2)

Cena 2: Visão propriamente dita (tempo transcendente): "Então me levou em espírito a um deserto ..." (3-6)

Cena 3: Fim da visão (tempo local): "Ao que o anjo me disse: Por que te admiraste?" (7a)

Cena 4: Discurso angélico: Explicação da Visão (tempo local): "Eu te direi o mistério da mulher e da besta" (7b)

Note que a explicação não inclui outra visão, como se João fosse transportado novamente a outro período da história durante a explicação. A explicação é baseada na visão da besta e da meretriz ("a besta que viste") e baseia-se no tempo local de João. O texto não permite concluir que João foi levado a um tempo futuro durante a explicação, supostamente o tempo do cumprimento da visão.

Esta distinção é importante, pois segundo o Dr. Ekkehardt Müller do Biblical Research Institute da Conferência Geral: "Durante a visão o profeta se move livremente em tempo e lugar . ... A interpretação da visão, no entanto, tem que se relacionar com o tempo e o lugar do profeta para que faça sentido e para que saibam em que tempo localizar os eventos preditos."
[4] Paulien adiciona que "Se queremos entender o que Deus está dizendo a João sobre o futuro, precisamos primeiramente entender o que João entendeu. "[5]

Note também que o anjo explicou para que João pudesse entender a visão e não continuasse "maravilhado" que no original grego é "admiração com medo, estarrecimento" (cf. Daniel 8:27).[6] Lembre-se também que Jesus profere uma bênção sobre aqueles que "ouvem e guardam as palavras desta profecia" (Apo. 1:3). No original esse ouvir (akou­o) é "ouvir com entendimento", o que pressupõe que o autor e os leitores entenderam a mensagem do Apocalipse como relevante aos seus dias e não exclusivamente a um futuro distante.

A opinião de que "um é" se refere ao tempo de João tem apoio de estudiosos adventistas e eruditos evangélicos. O primeiro a propô-la foi Urias Smith [7] e mais recentemente ela teve o apoio dos Dr. Kenneth Strand[8], Dr. Jon Paulien[9], Dr. Ranko Stefanovic [10] e Dr. Ekkehardt Müller.

Portanto, há fortes evidências que a explicação da visão de Apocalipse 17 deve se fundamentar no tempo de João. Sendo assim, os "cinco" (v.10) já haviam passado no tempo de João e o sexto estava presente no tempo dele (c. 70-95 A.D); o sétimo estava por vir no futuro, ficaria "pouco tempo" e o oitavo seria da mesma natureza dos outros ("é dos sete") e iria "para a destruição" ou seja, surgiria imediatamente antes do juízo. A idéia aqui é sequência histórica. Considerando então que "reis" e "montes" (v. 9, 10) em profecia representam reinos e impérios (Daniel 2; Jeremias 51), e não indivíduos (Papas),[11] essas cinco cabeças da besta ou reis significariam cinco impérios opressores do povo de Deus que já haviam passado ou "caído" no tempo de João. 

A seguinte lista dos impérios que "caíram" tem apoio de vários eruditos adventistas:[12] Egito, Assíria, Babilônia, Pérsia e Grécia.[13] O fato de que os "montes" são "reis" consecutivos ("caíram, é, virá"), ou seja, em sequência histórica, descarta a interpretação de que esses "montes" se referem aos sete montes literais de Roma, pois montes não tem sentido de sequência ou sucessão histórica. A linguagem aqui é claramente simbólica.

O Dr. Paulien conclui sobre as cabeças de Apocalipse 17 que "... há evidências no livro do Apocalipse de que as três bestas podem representar a sexta cabeça (Apocalipse 12 - Roma pagã do tempo de João), a sétima cabeça (Apocalipse 13 - Roma Papal que sucedeu a pagã) e a oitava cabeça (a besta de Apocalipse 17 - a unidade política mundial.)"[14] Ele propõe que "o dragão do capítulo 12, a besta do mar do capítulo 13 e a besta escarlata do capítulo 17 são três diferentes estágios da mesma besta"[15] o que é pode ser visto nas características compartilhadas pelas três bestas. 

A sugestão acima é compatível com os princípios de interpretação de visões proféticas delineados anteriormente e apresenta a leitura mais natural do texto, principalmente no que tange a distinguir entre o referencial de tempo que ocorre na visão (tempo transcendente) com o referencial de tempo da explicação (tempo local). Note também que essa interpretação em nada desmerece a parte que o Papado terá nos eventos finais; segundo o entendimento adventista, a sua atuação está claramente estabelecida na em Apocalipse 13 e 18. 

Essa interpretação também enfraquece outras interpretações adventistas historicistas atuais que, embora não considerem os Papas como reis, ignoram a importante distinção entre visão e acabam propondo que João foi levado a outro tempo durante a explicação (o que não tem base no texto) considerando assim que os "cinco caíram" no momento da ferida mortal (1798 A.D.).[17] Outras mostram inconsistência ao interpretar "um é" no tempo de João (Roma Pagã) enquanto transpõem a besta que "não é" a um tempo futuro (Papado ferido). 

Finalmente, apesar de a interpretação proposta aqui ser a mais plausível, Apocalipse 17 provavelmente continuará sendo um texto "difícil" para estudantes das profecias.

Conclusão: Os "cinco caíram, um é e outro ainda não é vindo" de Apocalipse 17:10-11 são melhor entendidos na perspectiva do tempo de João no primeiro século A.D. Essa interpretação descarta por completo a hipótese de que os seis reis são Papas do século XX e que o sétimo seja Bento XVI.[18] Ela também questiona a opinião de que João foi transportado a outro tempo durante a explicação removendo assim o referencial de tempo dos vários períodos delineados pelo anjo.

Certamente todos anseiamos pelo retorno de Jesus. Porém, tentar decifrar "tempos ou épocas" (Atos 1:6-7) através de especulações e sensacionalismo por uma leitura distorcida dos eventos atuais leva a falsas esperanças e desvia a atenção dos verdadeiros sinais do fim. Acima de tudo, nossa confiança na Segunda Vinda deve estar firmemente embasada na promessa de Jesus: 

"Eis que cedo venho; bem-aventurado aquele que guarda as palavras da profecia deste livro. Não se turbe o vosso coração; credes em Deus, crede também em mim. Na casa de meu Pai há muitas moradas; se não fosse assim, eu vo-lo teria dito; vou preparar-vos lugar. E, se eu for e vos preparar lugar, virei outra vez, e vos tomarei para mim mesmo, para que onde eu estiver estejais vós também." (Apo. 22; João 14:1-3)

"Por isso, confortai-vos uns aos outros com essas palavras." (1 Tess. 5:11).


Maranata~

* * * * * * * * * * * * * * 

E a Besta de Apocalipse 17?
A interpretação dos oito reis de Apo. 17 na perspectiva do tempo de João nos leva a perguntar: Como então entender as fases da besta de Apocalipse 17:8 que 'era, não é e subirá do abismo (tornará a vir)' usando o mesmo critério? 


Aqui vai o verso completo:

"A besta que viste era e já não é; todavia está para subir do abismo, e vai-se para a perdição; e os que habitam sobre a terra e cujos nomes não estão escritos no livro da vida desde a fundação do mundo se admirarão, quando virem a besta que era e já não é, e que tornará a vir."


Lembra-se do que o Dr. Jon Paulien falou acima que "o dragão do capítulo 12, a besta do mar do capítulo 13 e a besta escarlata do capítulo 17 são três diferentes estágios da mesma besta"? Então note como o texto traz um paralelo entre a besta que "era, não é, e que tornará a vir" (Apo. 17:10) e Deus "que era, que é, e que há de vir" (Apo. 1:4). Isso parece indicar que a besta do capítulo 17 representa aspectos da trajetória do próprio Satanás, o dragão do capítulo 12 e que desde o início quis ser igual a Deus (Isa. 14:12). Embora ele sobreviva através dos reis ("um é, outro virá, o oitavo é a besta"), seu reino está tecnicamente derrotado a partir da cruz em 31A.D. (Apo. 12:12, Luc. 10:18). Algumas evidências textuais parecem favorecer esta interpretação:

"Vi uma mulher montada numa besta cor de escarlata". Essa é a mesma cor do dragão de Apo 12:3 que é um dos símbolos de Satanás: "um grande dragão vermelho".

"Subirá do abismo". A besta está no abismo que é símbolo da morada de demônios cujo rei é o anjo Abadom ou Apoliom, que simboliza Satanás (Apo. 9:2-11, cf. Mat. 12:24). Veja também Apo. 20:1; Isa. 24:21; Lucas 8:31; 2 Ped. 2:4; Jud. 6. A besta sobe do abismo para travar a última batalha contra Deus, com a ajuda dos dez reis e da meretriz.

"Vai-se para a perdição". A destruição do poder e influência de Satanás sobre a humanidade na Segunda Vinda (Apo. 20:1-3) que culmina com sua destruição definitiva no fim do milênio (Apo. 20:10).

Assim, levando em conta a perspectiva do tempo de João, é possível sugerir a seguinte sequência histórica da besta do abismo de Apocalipse 17 como sendo um símbolo do próprio Satanás: (O diagrama abaixo é uma sugestão baseada em parte nos estudos do Dr. Jon Paulien, Seminário Adventista de Loma Linda e Dr. Ekkehardt Müller do Biblical Research Institute):


-->
A Besta de Apo. 17

    Éden - Cruz (34 a.d.)                   34a.d.    ---     c. 95a.d.                 Ressurgimento final
"era"
"não é" (está no abismo)
"todavia está para subir do abismo e vai-se para a perdição"
Reinado Satânico do
Éden até a Cruz
Tempo de João e além
Satanás Derrotado desde 34 A.D.

(Apo. 12:12;  cf. Lucas 10:18;
 Ellen White: "Quando Cristo abaixou sua cabeça e morreu, ele derrubou os pilares do reino de Satanás consigo ao chão." YI, 25/04/1901).

Batalha Satânica imediatamante antes da Segunda Vinda que culmina com o aprisionamento de Satanás durante o Milênio e sua posterior destruição no lago de fogo
  

_______________________ 


[1] Veja Jon Paulien, Revelation 17 and the Papacy (Berrien Springs: Endtime Issues; 2002), 30.
[2] Ibid., 32.
[3] Ibid., 31.
[4] Ekkehardt Müller, Revelation 17: A Suggestion. (Monografia não publicada divulgada pela Adventist Theological Society), 8.
[5] Paulien, 32.
[6] Paulien sugere que o estarrecimento de João se deve ao fato de que na visão de Apo. 12 ele havia visto a mulher no deserto (Igreja pura) sendo atacada pelo dragão mas em Apocalipse 17 uma mulher (meretriz) está intimamente relacionada à besta. João pode ter entendido que a mulher pura e fiel estava agora "prostituída".
[7] Urias Smith, Daniel and the Revelation, Edição revisada (Nashville: Southern Publishing Association, 1944), 711.
[8] Kenneth A. Strand, “The Seven Heads: Do They Represent Roman Emperors?” em Symposium on Revelation— Book II, editado por Frank B. Holbrook, Daniel and Revelation Committee Series, vol. 7 (Silver Spring, MD: Biblical Research Institute, 1992), 191.
[9] Paulien, 37.
[10] Veja Ranko Stefanovic, Revelation of Jesus Christ. (Berrien Springs: Andrews University Press: 2002), 512.
[11] Poderia também se argumentar que o Vaticano é um império cujo rei é o Papa mas a linha de tempo no século XX não coincide com "cinco já caíram" no tempo de João. 
[12] Stefanovic, 512; Paulien 23, 37. 
[13] Algumas interpretações rejeitam esta lista porque o Egito e Assíria não estão entre os reinos de Daniel 7 e não poderiam estar no Apocalipse. No entanto, há fortes alusões à experiência de Israel no Egito nas sete pragas em Apo. 16 que coincidem com as sete trombetas de Apo. 8-11. Segundo Jon Paulien, há também uma alusão clara à Assíria em Apo. 8:7 baseada em Isa. 10:16-19. Além disso, o Apocalipse não se limita ao que Daniel revelou necessariamente mas desenvolve seus temas de maneira mais ampla. Ellen White diz que: "No Apocalipse todos os livros da Bíblia se encontram e se cumprem. Ali está o complemento do livro de Daniel. " (AA, 585).
[14] Paulien, 34.
[15] Ibid., 27.
[16] Veja Müller, 38.
[17] A besta e a meretriz devem ser mantidas como entidades distintas; a besta representa a ação Satânica através de poderes políticos e a meretriz, poderes religiosos apostatados; veja que em Apo. 17:16, a besta e os dez chifres se voltam contra a meretriz e a destroem. Veja o Apêndice sobre a besta do abismo.
[18] Uma interpretação ainda mais radical dos reis como Papas é a de que o oitavo rei seria a reencarnação de João Paulo II.

CRESCENDO NA(s) PALAVRA(s) - Números 12-14


A nossa leitura de hoje cobre três capítulos bíblicos, no livro de Números. Os capítulos 12 e 14 apresentam uma narrativa histórica gostosa de ler e fácil de entender. Já o capítulo 13, ao falar sobre a missão do reconhecimento de Canaã, traz uma série de nomes de pessoas que, a princípio, pode parecer insignificante de ser lida aos olhos do leitor. Não caia nesse equívoco! É muito importante, sim, conhecer esses nomes próprios. Veja um dos porquês, apresentado em três partes.
Primeira parte - Os significados de alguns dos nomes que aparecem nessa lista são os seguintes:
NOME
SIGNIFICADO

NOME
SIGNIFICADO
Rúben
Eis um filho

Efraim
Serei frutífero em dobro
Samua
Renomado, Isustre

Num
Peixe ou Posteridade
Zacur
Consciente

Palti
Minha libertação
Simeão
Aquele que foi ouvido

Rafu
Curado
Safate
Julgado

Gadiel
Deus é minha fortuna
Zebulon
Exaltado

Sodi
Conhecido ou Conhecimento
Vofsi
Rico

Manassés
Razão pra esquecer
Gemali
Condutor de camelos

Gadi
Minha fortuna
Benjamim
Filho da mão direita

Susi
Meu cavalo
Oséias
Salvação

Dã
Um juiz
Issacar
Existe recompensa

Amiel
Meu parente é Deus
Hori
Morador de caverna

Aser
Feliz
Judá
Louvado

Setur
Oculto, escondido
Calebe
Cachorro

Micael
Aquele que é como Deus
Jefoné
Aquele que será encarado

Naftali
Minha luta, luta, vencer, vencedor
Igal
Ele redime

Gade
Tropa
José
Jeová adiciona

Maqui
Decréscimo, diminuição
Segunda parte - Depois de ler em sua Bíblia os três capítulos propostos para hoje, agora que você já conhece os significados dos nomes que aparecem na leitura, copie o trecho do texto bíblico onde aparecem esses nomes, substituindo o nome pelo significado. Ou seja, faça uma releitura a partir da definição do que representa cada um desses nomes.
Terceira parte - Perceba como os significados dos nomes estão relacionados com o contexto geral da leitura bíblica de hoje. Isso não faz com que você tenha outra percepção bem mais ampla do texto da Palavra de Deus? É realmente muito bom descobrirmos coisas novas, não é mesmo? Diante desse novo sabor no qual o texto bíblico apresentou-se para você, que lições você aprendeu? Que lições podemos tirar quando conhecemos os significados dos nomes bíblicos? Porque, para eles, os donos dos nomes, esses significados eram muito importantes.
A leitura bíblica sempre pode ser interessante se estivermos realmente interessados nela. A Bíblia sempre tem algo precioso a nos ensinar. A lição que tiro dessa leitura e do que tratamos nesse comentário é que se você se posicionou como um leitor, hoje você cresceu. Desejo que esse poder que a Palavra traz continue sempre atuando na sua vida cada vez mais.
Que Deus lhe motive a crescer diariamente em Sua Palavra!

Valdeci Júnior
Fátima Silva

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

ONDE É MEU LAR? - Números 09-11


“Lar, doce lar!” Essa frase já passou pela boca de todo mundo. E era isso que aquele povo, de Números 09-11 estava buscando. A Páscoa fazia parte da preparação. A proteção da nuvem e os toques das cornetas faziam parte da busca. E a partida do Sinai é a lição de que não basta sonhar em ter um lar, é preciso agir. Mas, na prática, será que isso é tão fácil assim? Veja esta definição, que um autor desconhecido fez, de o que é um lar:
“É um tapete de paz, guardado por um teto de esperança e por paredes de amor, com uma porta aberta para Deus e para o próximo. É um ambiente encantado, onde todo mundo pode descansar; é para onde os corações angustiados correm procurando um refúgio que os proteja das lutas da vida. É um ninho cheio de amor, em um mundo super estressado. É o reino do homem, o mundo da mulher, o paraíso das crianças.”
Uma família bem estruturada é uma potência para o bem, tanto no campo social quanto na completa felicidade do marido, da mulher e dos filhos. Ao constituir uma família, você está determinando valores morais e religiosos que seguirão adiante, influenciando o futuro, de acordo com a qualidade que seu lar tiver. Você já pensou nisso?
Certa vez, um menino demonstrava muita curiosidade ao olhar para uma cidadezinha; sua família estava se mudando para lá. Então uma pessoa estranha perguntou-lhe:
- O seu lar fica nesta vila?
O menino respondeu:
- “Sim, o nosso lar já está aqui, só que a gente ainda não conseguiu casa. Mas o meu pai está construindo uma.”
Podemos até nos mudar “de casa”, mas “de lar” não tem jeito. Para formar um lar, precisamos mais do que quatro paredes. Um lar se constrói com calor, amor, ternura, simpatia, compreensão e comunicação bondosa entre pais e filhos. Se o lar estiver nesses moldes, tanto faz ele estar em um palácio ou em um barraco, na cidade ou na roça, ele vai continuar sendo um lar. O lar sempre estará onde estiver o amor.
E aquele povo do deserto não tinha isso muito claro em mente: que eles eram (ou deveriam ser) um grupo formado por muitos lares. Por isso, a ânsia descontrolada em buscar preencher um vazio que a falta de um lar traz, a qualquer preço. As atitudes equivocadas do povo demonstravam tal busca.
Talvez você já tenha formado o seu lar sem ter levado esses princípios da felicidade da família em conta. Mesmo assim, ainda tem a chance de cultivar essas dicas até chegar ao Lar! Felicidades!!!


Valdeci Júnior
Fátima Silva

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

FAZENDO CONTABILIDADE NA BÍBLIA - Números 07-08


Quando fiz Processamento de Dados, tive algumas matérias me marcaram muito. Algumas delas eram da área de Contabilidade, mas eu não gostava tanto delas. Mesmo assim, sabia que eram absolutamente necessárias. E, ironicamente, apesar de não apreciá-las, era apaixonado por elas! E na necessidade de envolver-me com elas, eu me debruçava em cima dos conhecimentos contábeis, por obrigação. Lembro-me do desafio de fazer e fechar balancetes. Uma vez, passei quase a noite inteira “brigando” com um balancete.
O mais interessante eram as provas. O professor dava um problema. para fecharmos um balancete, e ficávamos nos matando em cima daquelas continhas “T”, por horas. No final, ou tirava a nota máxima, ou tirava zero. E o que mais me deixava intrigado era o fato de que o professor já nos fornecia o resultado final, antes de começarmos a fazer a prova. Eu ficava louco com aquilo. O importante não era saber qual era o número final, mas sim, como chegar até ele. Logo, se alguém quisesse colar, não teria como. O negócio era fazer os cálculos: números e mais números. A parte que eu gostava era comparar minha prova com as dos colegas, despois que o professor as devolvia. As que estavam certas eram exatamente iguais. Incrível! Se um detalhezinho estivesse diferente, tudo estaria errado, e o resultado seria desastroso. Foi Deus quem criou os números, as quantidades, as operações numéricas – a  matemática. Por isso, ela é tão perfeita. E nessa, o importante não é o todo, mas sim os detalhes.
Os leitores superficiais precisam tomar cuidado. Há pessoas que quando se deparam com Números 7 e leem sobre o primeiro dia, quando Nasson trouxe sua oferta, e logo em seguida, quando leem sobre o segundo dia e começam a perceber que parece que a oferta de Natanael era igualzinha têm a tentação de dar apenas uma olhada por cima e pular lá para o final do capítulo ou para o seguinte. Não! Espere aí! Será que é iguazinho mesmo? E se não for? Será que isso importa?
Vou lhe fazer um desafio. Assim como um contabilista, tenha o compromisso de fazer um trabalho minucioso sobre “Números”, comparando todos os dados.  Será que são todos exatamente iguais ou diferentes? Se forem iguais, você chegará ao final boquiaberto ao concluir: “Como Deus é organizado, minucioso, e detalhista!” E então entenderá porque está tudo ali: Deus dá a prova. Se não forem iguais, você terá um desafio maior (mas terá um aproveitamento maior ainda): responder à seguinte pergunta, para cada diferença que encontrar: “Por que só esse detalhezinho aqui é diferente?” O que ele tem a ensinar?
Você aceita o desafio? Então, comece já e verá como será legal!

Valdeci Júnior
Fátima Silva

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

UM BOM LEGISLATIVO - Números 04-06


Você já parou para pensar em quantas leis nós temos em nosso País? De acordo com Pedro Simon, um político brasileiro, o Brasil tem aproximadamente 60 mil leis nacionais. Talvez, você esteja pensando: “Mas pra que existem tantas leis? Será que elas realmente funcionam?” Essas são perguntas que não posso responder. Mas, de uma forma ou de outra, mesmo para quem não é advogado, é comum ouvir falar de leis, decretos, resoluções e mais uma porção de outros nomes que a maioria da população não sabe bem o que significa, mas que qualquer pessoa, talvez, precise usar algum dia. Este é o mundo moderno em que vivemos. E se você está acostumado com ele, na sua atualização de leitura bíblica de hoje, não irá estranhar Números 04-06.
Esse trecho bíblico é o reflexo de uma sociedade exatamente assim: cheia dos seus regulamentos. Aí, encontramos listadas as responsabilidades específicas dos coatitas, gersonitas, meraritas, levitas...; as orientações sobre a manutenção da pureza no acampamento dos israelitas; as recomendações sobre como fazer a restituição de danos e prejuízos e até sobre como testar uma mulher suspeita de adutério (é mole?); as regulamentações do voto de nazireu e até a instrução sobre como proceder a bênção sacerdotal. Portanto, desde o passado, como seres que vivemos em sociedade, sempre fomos cercados de muitas instruções.
Veja um resumo das nossas leis:
- Emendas a Constituição: propostas de mudança no texto da Constituição (alguns itens só podem ser mudados com a aprovação de uma nova Constituição!).
- Leis complementares: apenas para complementar determinados itens da Constituição.
- Leis ordinárias: qualquer lei que não se encaixa nas definições acima.
- Leis delegadas: lei para a edição da qual o Presidente da República tem autorização expressa do Congresso Nacional.
- Medidas Provisórias: quando é necessária a criação de uma norma em caráter urgente. Como o próprio nome já diz, é apenas temporária. Para tornar-se permanente, tal proposta do Poder Executivo é dependente da aprovação do Legislativo.
- Decretos legislativos: Matérias de competência exclusiva do Poder Legislativo.
- Resoluções: normas que têm validade apenas para o órgão que a criou.
- Decreto: ato de natureza administrativa, de competência apenas do Presidente da República.
Resumindo, a humanidade tem mais de 35 milhões de leis para fazer cumprir (e o pior: parcialmente) o Decálogo. São leis imperfeitas apontando para o ideal.
Na época do povo de Israel era diferente. As muitas leis também eram comuns, porém, melhores. Dadas pelo próprio Deus, serviam para orientar o Seu povo e tornar as pessoas mais felizes. As leis de Deus podem ser consideradas como dicas de felicidade.
Tente descobrir isso, na sua leitura.


Valdeci Júnior
Fátima Silva

domingo, 10 de fevereiro de 2013

O ORKUT DE MOISÉS - Números 01-03


Hoje já é dia 11 de fevereiro... Parece que começamos o ano ontem! Bem, mas, no mês de fevereiro, há muitas coisas boas, não é mesmo?
Neste mês, geralmente temos um feriado prolongado, onde nós, cristãos, costumamos fazer um acampamento de verão para ter um retiro espiritual de comunhão fraternal com os irmãos. Em fevereiro, muitos voltam às aulas. Ele também é o mês que passa mais rápido, já que tem 28 ou 29 dias. Nele, comemoramos o dia do publicitário e o do repórter...
O que mais?
Ah! No mês de fevereiro, meu perfil de orkut faz aniversário. Parece piada, não parece? Mas, por falar em orkut, você já viu o perfil de Moisés, no orkut? É isso mesmo que você leu. Estou falando do Moisés da Bíblia. Você já visitou o perfil de orkut dele?
Como você já deve saber, o orkut é uma rede social que tem na internet. Serve para ficar ligado com os amigos e manter uma lista atualizada das pessoas com quem nos relacionamos, separando e classificando essa lista segundo o que julgamos como critério de seleção. Nele, também mostramos muito do que fazemos e do que nossos amigos fazem. Nessa rede, também há comentários sobre isso tudo, além das comunidades onde as pessoas são agregadas.
E assim como o orkut é um espaço onde fazemos tudo isso, na Bíblia, encontrei um espaço onde Moisés também o fazia. Estou falando do livro de Números. Você já notou esse detalhe? Além de fazer a leitura de hoje, dê uma olhada geral nesse livro. Ao iniciar a leitura das primeiras páginas, lembrei do meu orkut que, para mim, é tipo um filho querido: precisa de cuidados contínuos. Moisés tinha esse carinho com os pergaminhos ou papiros, onde ele resolveu colocar várias informações sobre o perfil da pessoa que ele era, bem como as listas dos amigos dele, tais como os descendentes de Gade, Simeão, Judá, etc. Se você “clica” numa dessas comunidades, ou seja, se faz uma leitura mais atentiva, descobre detalhes sobre eles, o que eles faziam etc. Quando leio a descrição dos detalhes desse livro, como por exemplo, sobre as “Cornetas de Prata”, chego a fazer uma “mentalização fotográfica”. Na leitura de números, podemos criar, na mente, uma imagem virtual.
Moisés! “Mostre-me o seu perfil de orkut e direi quem você é.” Você quer conhecer Moisés e toda a galera dele? Então veja seu perfil. Seja uma pessoa dedicada e compreensível ao se relacionar com os registros sobre ele, seus amigos e o que eles faziam. Leia Números! Sua vida espiritual ficará enriquecida!


Valdeci Júnior
Fátima Silva


NEUROCIÊNCIA COGNITIVA BÍBLICA - Levítico 26-27


Chegando perto do final do livro Levítico, no capítulo 26, encontramos a Bíblia discutindo sobre as recompensas da obediência e as conseqüências da desobediência. Em seguida, no próximo capítulo, existem as orientações de Deus quanto aos cuidados que devemos ter para com aquilo que pertence a Ele e, em seguida, no último verso, é mencionado que esses assuntos são “os mandamentos que o Senhor ordenou”.
Quando pensamos em mandamentos, pensamos em “nãos”. Não gostamos de “nãos”. E muitas vezes reclamamos: “só sabe dizer não”, fazendo a alusão de que o “não” é ruim. Na realidade, o “não” em excesso realmente não faz bem. Deus demonstrou isso, ao lidar com os israelitas. E a ciência está descobrindo o mesmo, atualmente.
A neurociência tem pesquisado para descobrir os motivos que levam uma criança a ser desobediente. E dentre os inúmeros motivos, está o excesso de “nãos”. “Não fale”, “Não pegue”, “Não grite”... faz com que muitos baixinhos tenham dificuldades em obedecer. A parte da frente do cérebro, chamada de córtex pré-frontal, que fica bem atrás da testa, é responsável, também, por impedir que respondamos a estímulos de forma automática, sem pensar.
E o que isso tem a ver com os “nãos” na infância? É que essa parte do cérebro só amadurece na adolescência. Antes disso, a criança responde ao que vê e ouve, fazendo o que dá na telha. E se virar um hábito muito arraigado ao caráter, até quando se tornar um cérebro adulto, terá dificuldades de obedecer a um simples “não”.
Prova? Não pense em uma maçã! Conseguiu? Claro que não! Assim que você leu “maçã”, a palavra “não” perdeu sua importância majoritária. A imagem da maçã foi ativada automaticamente no seu cérebro, porque ela foi mencionada.
Isso ilustra as dificuldades dos pueris. Quando escutam “não olhem”, os cérebros infantis se veem em um dilema. Então, a lógica é: se você cita palavras como jogar, rabiscar e mexer, elas ativam automaticamente essas ações e o cérebro se prepara para executá-las.
Logo, diante disso, o que é o melhor a ser feito? É substituir muitas das proibições em comandos positivos. Em lugar de “não corra”, “ande devagar”, e assim por diante...
Observe na leitura de hoje como Deus mescla ordens que usam “nãos” com comandos positivos. Deus faz de tudo para ajudar nosso cérebro a obedecer para conseguirmos sair “bem na fita”. Como Ele criou o cérebro, sabe como fazer isso. Dessa leitura, tente extrair o máximo possível de lições assim, para a realidade do seu cotidiano. Lembre-se: o objetivo bíblico sempre será promover o seu bem, sua felicidade.
Aprenda com as dicas de como ser feliz!


Valdeci Júnior
Fátima Silva