sexta-feira, 11 de outubro de 2013

PRISIONEIROS DA ESPERANÇA - Zacarias 09-11

Já sentiu-se preso a um medo? Já sentiu medo de ouvir falar nos assuntos do armagedom, apocalipse, fim dos tempos, etc? Quando você ouve previsões científicas querendo apontar que o fim do planeta está se aproximando, o que sente? Quando criança, eu tinha medo da volta de Jesus. O quadro pintado por muitos pregadores era assustador. Quer entender uma palhinha do que eu sentia? Ao ler a primeira parte de Zacarias 9, tente imaginar-se dentro de um daqueles cenários. Tente sentir-se como sendo uma daquelas pessoas. Consegue imaginar o que seria viver aquele contexto, na própria pele? Se conseguir, duvido que não sentiria medo. Eu, pelo menos, sentira, se fosse um habitante de Gaza, Ascalom, Tiro, Sidom, etc. Ainda mais se eu fosse indefeso o bastante para não poder sair daquelas cidades. Ui, que medo!
Então o nosso pensamento se volta para a realidade, e suspiramos: “ainda bem que é só uma imaginação, e, na realidade, estamos no século XXI”. Mas é aí que mora o perigo: “estamos no século XXI”. Podemos não correr o risco de sermos vítimas da espada de um cavaleiro quem vem levantando poeira, mas corremos um risco muito maior. É no presente século que se dará o aparecimento do Senhor. E não será uma mera guerrinha aos moldes do mundo antigo. Será fogo consumidor!
Há esperança?
Não quero que você sinta-se imaginariamente preso em uma cidadela antiga em ameaça, nem que fique preso ao medo de pensar na volta de Jesus. Mas uma coisa eu lhe garanto, ainda que você desfrute de sentimentos de liberdade, sempre estará cativado por algo. Não existe a liberdade absoluta, existe a servidão prazerosa, voluntária e por amor, que, no mais profundo sincero anseio do coração, sente-se livre, por sentir-se amada. É por isto que o amor, para libertar, primeiro cativa. O cativeiro do amor é uma redoma de paz e proteção. E faz com que o sentimento de estar cativado não seja claustrofóbico, mas sim, de segurança.
Como é isto? Imagine-se de novo naquele cenário do mundo antigo. Mas agora, antes que o rodo destruidor passasse alisando tudo, tivesse a chance de entrar numa carruagem e mudar-se para Jerusalém. Veja do 9:9 em diante. O mesmo Senhor que vem arrebentando com os rebeldes, vem abraçando, sorridentemente, os que o esperam.
Espere! Aqui entra em cena um verbo que faz toda a diferença: “esperar”. Sabe o que pode nos levar a sermos cativos do desespero? O fato de não esperarmos o Senhor. Mas a mudança é: “Voltem à sua fortaleza, ò prisioneiros da esperança, pois hoje mesmo anuncio que restaurarei tudo em dobro para vocês (Zacarias 9:12)”.


Valdeci Júnior


quinta-feira, 10 de outubro de 2013

FECHOS DE OURO - Zacarias 05-08

O ministério profético de Zacarias acontece depois do exílio, quando os judeus retornam do cativeiro babilônico para sua terra natal. Suas profecias começam dois meses depois da primeira mensagem de Ageu. A um povo desanimado em sua tarefa de reconstrução do templo, Zacarias profere palavras de encorajamento e motivação.
Falando em motivação, motivo a você, como um leitor, que, ao percorrer pelas páginas de Zacarias, procure as muitas predições referentes à vinda do Messias, enquanto Zacarias dá ao seu povo a visão dos propósitos de Deus para além do templo restaurado. Para isto, é claro, você procura primeiro entender o contexto imediato, depois observa a direção para a qual as profecias apontavam, e por fim tira uma aplicação prática para a sua vida. Faça isto com oração, pedindo para que Deus lhe ajude a ouvir a Sua voz, através da sua leitura bíblica.
Ajudando-o nisto, faço lembrar-lhe que a primeira parte do livro de Zacarias, que começamos a ler ontem e terminamos hoje (capítulos 1 a 8), apresenta uma série de oito visões proféticas com um objetivo específico. Nelas, anuncia-se a restauração da comunidade judaica depois das dificuldades do exílio na Babilônica e dos conflitos surgidos por ocasião do regresso do exílio. Este é o mais básico do contexto imediato que é preciso ter em mente, ao fazer esta leitura.
Uma sugestiva aplicação, pode ser a lembrança de como lidarmos com as coisas santas. Lory Basham Jones nos faz lembrar que viver perto das coisas santas, trabalhar na igreja, até mesmo falar sobre as coisas santas, não significa necessariamente viver uma vida santa. A excelência da fé, no conhecimento, na perseverança, na paciência ou no amor infinito exige o hábito da disciplina. Hábito significa exercício... um processo de amadurecimento. Exatamente como uma maçã é perfeita desde o início, você pode ser perfeito no seu estágio de desenvolvimento. Uma maturidade constante é muito simples. Pense nas coisas que são verdadeiras, honestas, justas, puras, amáveis, de boa fama. Se houver alguma virtude ou alguma coisa digna de louvor, pense nisso.
E como fecho de ouro para leitura de hoje, você pode ainda compará-la com mais duas passagens bíblicas:
1) “Alegrem-se sempre no Senhor. Novamente direi: Alegrem-se! Seja a amabilidade de vocês conhecida por todos... (Filipenses 4:4-9 – leia a passagem toda, em sua Bíblia)”.
2) “...a piedade, porém, para tudo é proveitosa, porque tem promessa da vida presente e da futura (1Timóteo 4:6-8 – leia a passagem toda, em sua Bíblia)”.
Que Deus lhe abençoe.

Fontes: Texto adaptado dos comentários das Bíblias: “Bíblia de Estudos Almeida (Sociedade Bíblica do Brasil), página 960; “Bíblia Devocional da Mulher” (Editora Vida), página 1127.


Valdeci Júnior
Fátima Silva


ROUPAS IMPURAS, VESTES NOBRES - Zacarias 01-04

Lembro-me, como se fosse hoje, do constrangimento que passei, na entrevista de admissão do meu primeiro emprego depois de terminar minha primeira faculdade. Eu era novo e inexperiente.
Saíra da formatura e tinha ido viajar com meus melhores amigos. Estava no sul do Chile, quando recebi o chamado urgente. Deveria passar em São Paulo e depois estar em Brasília em poucos dias. Foi uma correria: caronas, ônibus, táxis... Mas cheguei a tempo, mas não a contento. Depois de viajar mais de 6000 Kms, suado, barbudo, cabeludo e com a mesmo jeans de alguns dias, eu não tinha escolha. Ou entrava, naquele momento, na sala do presidente, ou não teria tempo para agarrar o emprego. O que acha que escolhi?
É claro que eu me sentia um porco. Roupas sujas fazem isso com a gente. Elas fazem com que nos sintamos envergonhados e embaraçados. Imagine-se na presença de alguém importante, cheirando a gambá, e cheio de manchas. E se houvesse ainda um assistente de pé perto de você, rindo e apontando, não teria vontade de fugir e esconder-se?
Esse foi o tipo de situação que o sumo-sacerdote Josué enfrentou na visão de Zacarias: de pé diante do anjo do Senhor, trajando roupas sujas, com Satanás ali perto pronto para apontar todos os seus pecados e erros passados.
Nós também nos sentimos assim às vezes. Um erro, uma escorregada no pecado, é como uma mancha embaraçosa. Pode nos deixar encolhidos o restante do dia, ou pelo resto da vida. E Satanás aproveita cada oportunidade para nos lembrar nossas manchas.
Mas Deus toma medidas drásticas. Ele arranca nossas roupas sujas. Depois nos reveste de vestes nobres. Ou, como diz o livro de Apocalipse, “linho fino, brilhante e puro”. Aqueles que usam essas roupas brancas “lavaram as suas vestes e as alvejaram no sangue do Cordeiro” (Apocalipse 19:8; 7:14).
Na próxima vez em que você pecar, na próxima vez em que você ouvir a voz de Satanás acusando-o de coisas erradas que fez, faça este exercício em sua imaginação espiritual. Primeiro, saia dessas roupas sujas. Depois lave-as no sangue de Jesus. Tire-as, brancas e reluzentes, e vista-as de novo. Agora coloque-se diante de Deus, diante dos anjos e diante do grande Acusador, vestido em trajes finos e limpos, de cabeça erguida, porque você é feito e considerado um vencedor.
O otimismo de Zacarias (veja também Isaías 1:18) é a garantia de que a nossa admissão não é baseada no que somos, mas no que Deus vê que podemos chegar a ser.

Fonte: Texto adaptado da meditação da página 1129 da “Bíblia Devocional da Mulher (Nova Versão Internacional”, Editora Vida.


Valdeci Júnior
Fátima Silva


O DESEJADO DE TODAS AS NAÇÕES - Ageu

Do Mundo Antigo, as sete maravilhas são uma famosa lista de majestosas obras artísticas e arquitetônicas erguidas durante a Antiguidade Clássica. Já ouviu falar dos Jardins Suspensos de Babilônia, ou da estátua de Zeus em Olímpia? Com certeza. Mas você já viajou até lá e conheceu estas maravilhas? Claro que não, pois não existem mais.
As obras que humanas podem até impressionar, mas não são eternas. Por isso, é muito válido pensar nas maravilhas da Natureza, pois foram criadas por Deus. Elas resistem mais ao tempo e, talvez, à própria eternidade. Na atual lista das sete maravilhas do mundo está o Cristo Redentor. Obra brasileira, patrimônio histórico, símbolo cultural de hospitalidade e abertura. Beleza! Isto deixa os brasileiros felizes, não é mesmo? Mas, numa pesquisa de opinião sobre quais seriam as maravilhas da Natureza, os pitacos foram as cataratas de Foz do Iguaçu, a mulher e o ser humano.
Opiniões interessantes. No relato da Criação, você pode ver Deus, mui criteriosamente, montando um cenário para, no final do trabalho, receber (ou, colocar no palco) um protagonista que, para Ele, era muito importante. Imagine! O Criador chega, acende as luzes, dá uma desbastada no ambiente físico, prepara o piso, coloca um visual bonito no teto, preenche todo o ambiente com belezas vegetais e animais, organiza o alimento e a moradia e, por fim... tchan, tchan, tchan, tchan! No centro de tudo: o ser humano. Numa ordem crescente, primeiro os elementos vivos mais simples, depois os mais complexos, tendo como seu máximo, a humanidade. No mundo natural, todos os elementos existem em função da existência e da sobrevivência do ser humano. Não é fantástico?
Mas você pensa que estou aqui para dizer que a maior maravilha que Deus já colocou neste mundo foi cada um de nós? Surpreendentemente, não. Parcialmente, sim. Dentre todos os humanos, quem foi o mais maravilhoso? Se você está pensando no texto de Isaías 9:6-7, é isso mesmo. É claro que Jesus não é criatura, porque Ele é o próprio Deus Criador. Mas, através da encarnação, quando Ele assumiu sobre Si a natureza humana, por colocar-se entre os elementos criados, passou a ser “O Desejado de Todas as Nações” (Ageu 2:7).
Por isso, penso que a escolha das atuais maravilhas do mundo é divinamente guiada, quando coloca o Cristo Redentor como uma das maravilhas do mundo. Cristo é “A” maravilha universal. A maior maravilha feita por Deus, para a humanidade, é o plano redentor para salvar-nos deste mundo tão destruído pelo pecado. E, como só nos é possível enxergar este projeto através da pessoa de Jesus, precisamos ler Sua palavra, a Bíblia.


Valdeci Júnior
Fátima Silva



segunda-feira, 7 de outubro de 2013

SOFONIAS ENSINA - Sofonias

Sofonias, assim como Isaías, era profeta de sangue real. Ele viveu na mesma época em que ministravam também uma mulher chamada Hulda, a profetisa, e o conhecido profeta Jeremias, durante o reinado de Josias. Este profeta, Sofonias, era tataraneto do importante rei Ezequias. Portanto, era um homem de posição e prestigio entre o povo. Ele profetizou logo depois da primeira reforma de Josias. Era uma época muito difícil. Os reis que haviam reinado antes, Manasses de Amon, haviam levado a nação a uma profunda apostasia, de forma que o povo praticava idolatria como algo comum de seu cotidiano. Este é o único livro profético em que a genealogia do profeta se remonta a quatro gerações.
O livro divide-se em três partes: a) O dia da ira do Senhor (Sofonias 1:1-18); b) Os juízos contra as nações vizinhas (Sofonias 2:1-15); e c) O pecado de Jerusalém e a sua redenção (Sofonias 3:1-20).
O nome Sofonias significa "o Senhor o escondeu". O tema de sua mensagem é que o Senhor ainda está firmemente em controle do Seu mundo, apesar das aparências contrárias, e que comprovará isto no futuro próximo ao aplicar um castigo terrivel sobre a nação desobediente de judá, e completa destruição sobre as nações pagãs gentias. somente através dum arrependimento em tempo é que haveria possibilidade de escape a esta ira.
O profeta Sofonias também ensina que o coração pobre é o único que ama sem limites, que pratica a justiça e põe sua esperança no Senhor Deus. É claro que esse parâmetro de pobreza-riqueza, ainda que ilustrado pelos bens materiais, transcende aos mesmos. É possível que um coração que possua muitos bens não tenha espírito altivo, assim como também é possível que um coração destituído de bens esteja cheio de orgulho. Mas Jesus explicou bem isto, em Mateus 5, quando disse que bem-aventurados são os pobres de espírito, porque deles é o reino dos céus.
Mas a mensagem central deste livro é quanto à brevidade do Dia do Senhor. Sofonias faz questão de demonstrar claramente quais são as implicações da chegada deste dia da vinda de Deus, como cumprimento de todo o Seu propósito para com a humanidade. A revelação de Sofonias e dos demais profetas acerca de Deus é pálida. Na profecia, fica claro que será em Sua vinda que o Senhor se revelará em toda a Sua plenitude.
E nisto está a beleza do sonho que Deus tem para nós, que pode ser apreciado no último verso do livro, como uma mensagem de esperança para nós cristãos, que temos uma só fé, mas estamos dispersos por este mundo cheio de perversos. Leia em sua Bíblia.


Valdeci Júnior
Fátima Silva


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PRINCÍPIOS DA COMUNICAÇÃO BÍBLICA - Habacuque

Certa vez, um ministro de Secretaria de Comunicação do Governo Brasileiro, durante uma exposição de um Seminário Internacional Latino-Americano de Pesquisa da Comunicação, no auditório da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (USP), enumerou o que seriam os “oito princípios da comunicação pública”, definidos a partir de conversas com assessores e acadêmicos. Confira cada um deles, antes que falemos do livro de Habacuque, propriamente dito:
1º) O cidadão tem o direito à informação, que é a base para o exercício da cidadania.
2º) O Estado tem o dever de informar.
3º) É preciso haver zelo pelo conteúdo informativo, educativo e de orientação social.
4º) A comunicação pública não deve se centrar na promoção pessoal dos agentes públicos.
5º) Faz-se necessário promover o diálogo e a interatividade.
6º) O cidadão deve ser estimulado a envolver-se com as políticas públicas.
7º) Os serviços públicos têm de ser oferecidos com qualidade comunicativa.
8º) A comunicação pública tem de se basear na ética, na transparência e na verdade.
Parecia até que o político palestrante tinha feito a leitura bíblica de 26 de setembro. Digo isto porque ao nos depararmos com o livro de Habacuque, nos deparamos com todos estes princípios supracitados, pelo menos em sua aplicação prática, ainda que em outra área e contexto.
No livro de Habacuque está uma das referências a outdoor mais antigas da História. “Escreve a visão, grava-a sobre tábuas, para que a possa ler até quem passa correndo (2:2 – RA). Um Outdoor é a designação de um meio publicitário exterior, sobretudo em placards modulares, disposto em locais de grande visibilidade, como à beira de rodovias ou nas empenas de edifícios nas cidades. Trata-se de um alto padrão de comunicação visual.
Confesse: você consegue passar em frente a um outdoor sem ser afetado por sua comunicação? Esse era o plano de Deus para o conteúdo de Habacuque, porque todos os crentes tinham direito às suas informações, porque as autoridades deveriam apoiar tal transmissão com zelo pelo conteúdo profético, sem exaltar o ser humano pregador, mas sim a Deus, para que pudesse provocar uma resposta nos filhos de Deus, a fim de estimulá-los a envolver-se totalmente com a gestão de Deus sobre nós, no serviço a Ele, com ética, transparência, e, acima de tudo, verdade. Repetem-se aqui os oito princípios. Ou, repetiram-se lá, no discurso do ministro, os princípios que já existiam. Fica melhor assim.
De qualquer forma, concordando com Alceu Luís Castilho, “convém sempre reafirmar esses princípios”. Principalmente quando se trata daquilo que Deus quer comunicar-nos. Permita que Ele comunique-se assim com você hoje, através da sua leitura do livro de Habacuque.



Valdeci Júnior
Fátima Silva


NAUM - Naum

Num dia do ano, um livro da Bíblia. “Naonde”? Naum. Sim. É em Naum que você deve estacionar-se hoje, para fazer a sua leitura bíblica de 25/09.
Naum é o Livro da Bíblia que conta sobre a destruição de Nínive, capital da Assíria, a cidade que Jonas advertira. Naum foi o profeta, enviado por Deus, para predizer tanto a ruína quanto a completa destruição de Nínive. Logo, este livro é uma pronúncia contra aquela antiga capital do império Assírio. E para nós que cremos na Palavra de Deus, o cumprimento histórico dos pronunciamentos proféticos de Naum atestam a autenticidade canônica de inspiração do livro que leva o seu nome. Tal livro, provavelmente, tenha começado a ser escrito algum tempo depois de a cidade egípcia de Nô-Amom (Tebas) sofrer uma derrota no Século VII a.C. e tenha sido completado antes da predita destruição de Nínive, ocorrida aproximadamente entre 614 e 632 a.C..
Nenhuma referência especifica acerca do Espírito Santo ocorre no Livro de Naum. Todavia, a obra do Espírito na produção da profecia e na direção dos acontecimentos descritos no livro deve ser admitida. O cabeçalho do livro descreve-o como “visão de Naum “ (1.1). O Espírito Santo funciona aqui como o Revelador, Aquele que abre para Naum o drama que revela adiante e comunica a mensagem do Senhor que ele está encarregado de entregar.
O Espírito Santo também deve funcionar como o Grande Instigador na queda de Nínive. Os inimigos, dentre eles os filhos da Babilônia, os medos e os citas, juntam suas forças contra os assírios e saqueiam a cidade.
E as lições que aprendemos são: a) Deus usa agentes humanos para executar Seu julgamento; b) Atrás disso tudo está a obra do seu Espírito Santo, instigando, impelindo e punido, de acordo com a vontade de Deus. c) Por esta obra do Espírito Santo, os crentes são levados a vencer.
Pela obra do Espírito, o Senhor convocou Suas tropas e as levou para a batalha vitoriosa. Isso deve-nos ser um consolo, um conforto, dado pelo próprio Consolador prometido a todos os que buscam seguir a Deus (João 15), visto que a própria palavra hebraica “Naum” significa “confortador” ou “cheio de conforto”.
Você quer sentir-se confortado? Que tal experimentar lendo o livro de Naum? O fazer essa leitura, peça a Deus que faça com que a mesma lhe influencie tanto, ao ponto de não apenas conceder-lhe o conforto e o consolo. Que a leitura do livro de Naum faça de você mesmo, pela atuação do mesmo Espírito Santo que ensina as verdades bíblicas, um consolador, um confortador.
Isto pode acontecer hoje !

Fontes:
a) http://pt.wikipedia.org/wiki/Naum ;
b) http://www.vivos.com.br/105.htm .


Valdeci Júnior
Fátima Silva


MIQUÉIAS, CRISTO, OS CRISTÃOS E VOCÊ - Miquéias 05-07

O livro de Miquéias é um livro profundamente cristocêntrico, tanto ao falar de Cristo quanto ao falar com os seguidores de Cristo. Embora tenha sido escrito antes de Cristo, é um livro profético, que portanto conseguiu enxergar no futuro mesmo estando ainda no passado. Essa sua transcendência ao tempo dá-nos a garantia de sua atualidade, mesmo depois de milhares de anos em que foi escrito, pois, afinal de contas, também foi escrito séculos antes do Cristo e dos cristãos a quem se refere.
Abaixo, vamos estudar dois versículos. Cada um deles, pode destacar-nos uma dessas cristologias do livro de Miquéias, a que olha para Cristo, e a que olha para os seguidores de Cristo.
“Mas tu, Belém-Efrata, embora pequena entre os clãs [ou governantes] de Judá, de ti virá para mim aquele que será o governante sobre Israel. Suas origens [no hebraico, saídas] estão no passado distante, em tempos antigos [traduzindo de forma mais literal: desde os dias da eternidade] (5:2 – NVI). Na versão bíblica Atualizada, de João Ferreira de Almeida, lemos como esta última proposta de tradução: “desde os dias da eternidade”. Aplicando este verso a Jesus (cf. Mateus 2:6), chegamos ao aprendizado de que, apesar de que, em sua fase de encarnação, tenha nascido em Belém, Cristo já existia muito antes do evento do seu próprio nascimento. E de acordo com Isaías 9:6, esta existência remonta-se à própria pré-existência eterna, no passado. Ou seja, Ele, divinamente, sempre existiu. Amém, por isso! Pois para ser o nosso Deus, precisa, no mínimo, ser eterno, não acha?
Essa segurança tem uma influência direta na nossa resposta comportamental. Cristo tem suas virtudes e prerrogativas divinas. Mas e o ser humano que o segue? O capítulo seguinte do livro de Miquéias nos ajuda a entendermos isto. “Ele mostrou a você, ó homem [ser humano], o que é bom e o que o Senhor exige [pede de ti]: pratique a justiça, ame a fidelidade e ande humildemente com o seu Deus (Miquéias 6:8 – NVI). Alguém justo, fiel e que anda humildemente com Deus, é alguém que pode ser chamado de cristão, no melhor sentido da palavra. Quem somos nós para conseguirmos, por nosso próprio esforço, viver plenamente estas virtudes, não é mesmo?
É por isso que contamos com a graça de Deus. “Quem é comparável a ti, ó Deus, que perdoas o pecado e esqueces a transgressão do remanescente da sua herança? Tu que não permaneces irado para sempre, mas que tens prazer em mostrar amor (7:18 – NVI). Miquéias conseguiu enxergar a Deus num futuro muito distante, mas e você, tem vivido na presença do Deus (in)visível?


Valdeci Júnior
Fátima Silva


INTRODUÇÃO A MIQUÉIAS - Miquéias 01-04

Hoje e amanhã são os dois dias do ano separados para lermos estes importante livro da Bíblia: Miquéias. Portanto, diante de uma passagem tão rápida por tal livro, vale estudarmos aqui, uma boa e sucinta introdução sobre o mesmo. Pesquisando na internet, encontrei este bom comentário, que quero compartilhar com você.
Miquéias é um livro profético das Escrituras Hebraicas que contém a palavra de Deus dada por meio do profeta Miquéias a respeito de Samaria e Jerusalém. Consiste em três seções básicas, cada uma delas começando com a palavra “ouvi”.  Miq 1:2; 3:1; 6:1.
As palavras proféticas de Miquéias a respeito da desolação de Samaria devem ter sido proferidas antes da destruição daquela cidade em 740 aC, e suas declarações orais, evidentemente, foram assentadas por escrito antes do fim do reinado de Ezequias.
No tempo de Miquéias prevaleciam condições morais deploráveis entre o povo de Israel e de Judá. Os líderes oprimiam o povo, especialmente os pobres. Juízes, sacerdotes e profetas andavam atrás de dinheiro. Idolatria, fraude, opressão, injustiças e derramamento de sangue abundavam. Era arriscado confiar até mesmo nos amigos confidenciais e nos membros da família.  Miq 1:7; 2:1, 2; 3:1-3, 9-12; 6:12; 7:2-6.
O livro de Miquéias apresenta candidamente os erros de Israel e de Judá. Ao passo que prediz a desolação de Samaria e de Jerusalém por causa das suas transgressões (Miq 1:5-9; 3:9-12), contém também promessas de restauração e de bênçãos divinas a seguir.  4:1-8; 5:7-9; 7:15-17.
A autenticidade deste livro é bem confirmada. Harmoniza-se com o restante das Escrituras em mostrar que o Senhor é um Deus misericordioso e amoroso, que perdoa o erro e passa por alto a transgressão. (Miq 7:18-20; compare isso com Êx 34:6, 7; Sal 86:5.) Desde os tempos mais primitivos, os judeus têm aceito este livro como autêntico. Cerca de um século depois do tempo de Miquéias, suas palavras proferidas durante o reinado de Ezequias, a respeito da desolação de Jerusalém, foram citadas por certos anciãos de Judá, ao apresentarem um ponto em defesa do profeta Jeremias. (Je 26:17-19; compare isso com Miq 3:12.) Séculos mais tarde, os principais sacerdotes e escribas dos judeus, à base da profecia de Miquéias, declararam confiantemente que o Cristo nasceria em Belém. (Mt 2:3-6; compare isso com Miq 5:2.) O cumprimento das profecias a respeito de Samaria, de Jerusalém e do Messias, ou Cristo, marcam este livro como inspirado por Deus. É também digno de nota que as palavras de Jesus sobre os inimigos do homem serem pessoas da sua própria casa são paralelas a Miquéias 7:6.  Mt 10:21, 35, 36.
Vale a pena ler esse livro.
Fonte: http://br.geocities.com/aguazul2001br/Biblia/Antigo/Intmiqe.htm (adaptado).


Valdeci Júnior
Fátima Silva


OBADIAS E JONAS - Obadias e Jonas

Dos dois livros bíblicos que precisamos ler hoje, vou destacar o menos conhecido: Obadias. Este livro, que, hoje em dia, raramente é ensinado é uma advertência profética contra um inimigo do Israel Antigo. Veja você mesmo em sua leitura.
O que isto tem a ver conosco? De acordo com o teólogo Lawrence Richards, A grande contribuição desse livro ao cristão moderno está em Obadias mostrar o destaque de que Deus exerce juízo com base em conceitos morais, agindo de acordo com esses conceitos. Ponto final.
Então, quando você ler o livro de Obadias, vai ser bom, para que seja relembrado com respeito à fidelidade de Deus para com as promessas da aliança, que já tinham sido feitas a Abraão. Perceba que Obadias é uma ilustração bem viva, do lance de que Deus dar uma benção especial, para todos os que abençoassem o povo hebreu. Mas, por um outro lado, também tem aí o fato de que Deus deixou claro, que quem amaldiçoasse o Seu povo, não sairia ileso.
Mas o profeta Obadias estende a mensagem para cada povo que viesse, também, no futuro, a desprezar tanto o Senhor, quanto a descendência do Seu povo. Se a gente hoje prega que breve Jesus voltará, analise com atenção, sobre como já era a pregação aí na mensagem de Obadias, que revela que o dia do Senhor está próximo para todas as nações.
Ou seja, um dia, e será breve, as antigas promessas, meu amigo, serão completamente cumpridas. Então, quando a casa de Jacó, de Israel, o povo de Deus, o povo cristão, tomar posse da herança que lhes está reservada, como diz o último verso do livro, “os vencedores subirão ao monte Sião para governar a montanha de Esaú. E o reino será do Senhor”, todas estas promessas se cumprirão. Ou seja, os que tiverem perseverado em Deus dominarão tudo, em nome do Senhor, por Ele, e com Ele. Porque, afinal de contas eles são dEle, de Deus, e todo o domínio também é dEle.
E então, você vai querer ficar do lado de fora dessa? Acho que não, não é mesmo? Então o que você deve fazer mesmo? A nossa proposta é que você fique por dentro da Bíblia. Portanto, aqui vai uma dica. Como o livro de Obadias é pequeno, além de lê-lo, aproveite para fazer uma paráfrase do mesmo, aplicando suas lições para nossa atual realidade. Depois compartilhe seu trabalho com outros. Tenho certeza de que, assim como Deus usou Obadias, naquela época, com esta mensagem, poderá usá-lo também, com uma pregação atualmente contextualizada. E, a Ele, seja toda a honra e glória. Amém?



Valdeci Júnior
Fátima Silva


domingo, 6 de outubro de 2013

UM CRISTÃO ANTES DE CRISTO - Amós 05-09

Amós viveu alguns séculos antes de Cristo. O termo “cristão” não existia, obviamente. Não havia seguidores de Cristo. Não se falava em ser semelhante a Jesus. A divindade conhecida pelos judeus era Jeová. Mas, em muitos sentidos, podemos dizer que Amós foi como Cristo. Responda-me: que foi o trabalhador judeu que, vindo do interior e reconhecendo sua origem humilde, usando ilustrações como um dos principais métodos dos seus ensinos e afirmando que sua inspiração era divina, foi acusado de traição ao seu povo, por causa da pressão do dever que recaia sobre ele, enquanto defendia os pobres, acusava os ricos opressores e anunciava o que Deus iria fazer no meio do Seu povo? Jesus? Amós? Percebe o paralelo? Amós, como profeta, em muitos sentidos foi como Cristo.
Em sua ocupação, um trabalhador (Amós 7:14). Ufa! Que bom? Pois se Deus é trabalhador, com certeza, Ele é Deus dos trabalhadores. Inclusive, daqueles que fazem trabalhos humildes, assim como o eram os trabalhos do profeta e do Messias, Amós e Jesus.
Em sua humildade, reconheceu sua origem humilde, (7:15). Muitos têm origens humildes, mas poucos conservam consigo uma humildade que mantenham-lhes a capacidade de reconhecer tal procedência. Pelo contrário, se pudessem, competiriam acirradamente até para ver quem seria o melhor em vencer num concurso de humildade, para receber o troféu de mais humilde. Irônico. E ironicamente também, os mais exaltados e importantes, mensageiros e Enviado de Deus, eram os mais humildes.
Em seu método de ensino por meio de ilustrações. Deus gosta de usar mensageiros com sensibilidade didática. Você gostaria de ser um instrumento do Senhor para levar Sua palavra salvadora a outros? Então, pare e pense: “qual é a sua pedagogia?”. Não é preciso ser formado na faculdade de ensino para alcançar isso. O boiadeiro Amós e o carpinteiro Jesus eram compreensíveis justamente por se permitirem estar, ao mesmo tempo, próximos do povo e de Deus.
Ao afirmar sua inspiração divina. A expressão "Assim diz o Senhor" ocorre quarenta vezes na profecia de Amós. Isso era um jeito muito ousado de comunicar uma mensagem. Jesus também teve a ousadia de identificar-se como o Filho de Deus. Para ter eficácia no testemunho que damos de Deus, precisamos ter consciência do valor que a mensagem que carregamos tem.
E isso, por vezes, tem um alto preço. No caso de Amós, ele assemelhou-se a Jesus ao ser acusado de traição (Amós 7:10; João 19:12), apesar da pressão do dever que tinha sobre si  (Amós 3:8; João 9:4). Ser um representante de Deus nem sempre é um lazer prazeroso, mas é sempre compensador.
Quanto cristianismo pode aprender lendo Amós!


Valdeci Júnior
Fátima Silva


“QUEM?” “DE ONDE?” - Amós 01-04

Hoje, 20/09, é um dia que me marca por dois fatores bem fortes. O primeiro deles é que minha esposa faz aniversário hoje. Isso faz com que o “vinte de setembro” me seja um dia muito especial. Para mim, essa data representa o dia em que o mundo abriu a porta da graça para conceder o presente da existência da mulher mais linda do mundo. Esta primeira razão pela qual o “vinte de setembro” seja marcante em minha memória é a desencadeadora do segundo motivo.
E o segundo ponto é: hoje é o dia do gaúcho. Você não entendeu ainda? É que minha esposa é gaúcha, e eu não. Agora você entendeu. Por mais que você esteja distante da cultura gaúcha, você sabe que se trata de uma tradição muito forte. Para que você tenha uma idéia, hoje é feriado no Rio Grande do Sul. O feriado é em memória à Revolução Farroupilha, mas o que eles terminam comemorando o fato de serem gaúchos. Para eles, isso tem uma importância que não passa pelo nosso entendimento, mas impacta quem tem algum tipo de contato com tal cultura. O que é importante para eles? O solo amado. Eles não desconsideram os outros, mas valorizam o que é seu. Um “guri” da segunda série é capaz de não saber o Hino Nacional, mas, com certeza, ser capaz de cantar, com toda categoria, o Hino do Rio Grande do Sul.
Pessoas e suas raízes. Um “alguém” e um “de onde”. Alguém que não sabe inglês e começa a aprender esta língua aprende, como uma das primeiras frases: “Where do you come from?”. De “onde” “você” é? Duas coisas importantes: o indivíduo, e suas origens. De onde você é, amigo leitor? Isso diz muito sobre uma pessoa. E aqui minha pergunta estende-se para além do local de nascimento. De onde você é, pensando em tudo o que significa a sua conduta, moral, comportamento, imagem e testemunho pessoal?
O testemunho pessoal de Amós estava vinculado à sua origem cultural. Quem era Amós? Um criador de ovelhas. De onde? De Tecoa, uma cidade israelense da província de Belém, localizada a 12 quilômetros ao sudeste de Belém na Cisjordânia. Essa é a Tecoa de hoje. Na época, era uma cidade comum, do interior da tribo de Judá. Ah! Mais importante de tudo: ele foi chamado para ser profeta de Deus. Precisa de algo mais no currículo?
Sim, precisa. Faz-se necessária a minha postura correta de leitor. Você pode ser refletido em Amós ou nos que rejeitavam sua mensagem? Isso é fácil de responder? Você já fez, ou vai fazer, sua leitura de hoje?



Valdeci Júnior
Fátima Silva


SINAIS DA VOLTA DE JESUS - Joel

“Diante dele tremerá a terra, abalar-se-ão os céus; o sol e a lua se enegrecerão, e as estrelas retirarão o seu resplendor (Joel 2:10 - RA)”.
O que será abalado?
O que se enegrecerão?
O que acontecerá com as estrelas?
O livro de Joel é um livro cheio de detalhes proféticos, que levantam-nos alguns questionamentos. Nesse caso, a leitura de bons livros de apoio à leitura bíblica é de grande valia. Estou lendo o livro de Leandro Bertoldo, “Profecias Sobre o Tempo do Fim”, da Litteris Editora. O livro de Leandro Bertoldo tem como premissa básica as profecias bíblicas dos fatos que ocorrerão no tempo do fim do mundo.
Ao contextualizar a segunda vinda de Cristo, Bertoldo estuda tanto os sinais da volta de Jesus que antecedem o evento, quanto os sinais iminentes ou simultâneos ao próprio evento. E é aí que entra o livro de Joel. Ao ler Joel, é preciso reconhecer essa diferença. Por exemplo, em 2:28-31, a alusão é a sinais da volta de Jesus acontecendo no tempo em que antecede tal episódio. Mas no verso 10, a referência está mais próxima do acontecimento.
Joel profetizou que diante do Senhor, na Sua vinda, a Terra tremerá. Esse tremor é provocado pelo “grande terremoto, como nunca tinha bavido desde que há homens sobre a terra: tal foi este tao grande terremoto (Apocalipse 16:18 – RA)”.
Devido ao tremor da Terra, os céus serão abalados. O movimento aparente do Sol, da Lua e das estrelas parecerá aos olhos dos habitantes do mundo como ocorrendo fora do seu percurso natual. Tal fenômeno físico será observado devido ao efeito do “grande terremoto”, o qual provocará um deslocamento ou apalo mo movimento de rotação e translação da Terra.
O profeta Joel também anunciou que diante do Senhor da glória, o Sol, a Lua e as estrelas não emitirão sua luz. Esses astros estarão no céu, mas totalmente escuros. Isso foi o que o profeta Isaías anunciou: “Porque as estrelas dos céus e os astros não deixarão brilhar a sua luz; o sol se escurecerá ao nascer, e a lua não fará resplandecer a sua luz (Isaías 13:10)”.
Quando o Senhor aparecer nas alturas do céu, a única luz que os homens verão será aquela que emana da glória de Jesus. Essa glória será tão intensa que chegará a iluminar todo o globo terrestre (Salmo 97:4).
Concluindo o assunto, notemos: “Diante do fato de que os sinais deixados por Deus estão sucedendo um após outro em nossos dias, devemos tomar a decisão otimista de preparar-nos para aquele grande dia, para sermos dignos de encontrar o Senhor nas alturas do céu”.


Valdeci Júnior
Fátima Silva


UM POUCO DE OSÉIAS - Oséias 10-14

Tudo bem com você? Que bom! Porque quero falar sobre alguém que, pra ele, nem sempre, as coisas foram tão bem: Oséias. E aqui, incluo também todo o Israel Antigo, que, de dar tantas cabeçadas, muito sofreu. Contemple a deplorável situação de Gomer, descrita em Oséias, e você terá um retrato ilustrativo da condição dos demais israelitas.
Mas a vida de Oséias também teve os seus lados bons. Seu nome já é um privilégio. Significa “Javé Salva”. Contemporâneo e conterrâneo do rei Oséias, este profeta nasceu no reino do norte – Israel – durante o reinado anterior, de Jeroboão II (786 – 735 a.C.). Esses xarás devem ter ouvido falar um do outro, mas provavelmente não trabalharam juntos, porque o profeta Oséias foi paro sul – reino de Judá – para exercer seu ministério profético, durante os reinados de Uzias (783 – 743 a.C.), Jotão (742 – 735 a.C.), Acaz (735 – 715 a.C.) e Ezequias (715 – 686 a.C.).
Mas o mais interessante sobre Oséias não foi com que reis ele trabalhou. O mais interessante foi com que mulher ele se casou, e a que Deus ele serviu. Uma coisa, tendo, totalmente, a ver com a outra. Porque o próprio matrimônio de Oséias com a mulher chamada Gômer, que foi totalmente infiel a ele, constitui para nós um alto testemunho da fidelidade que ele tinha para com Deus.
Então, o livro de Oseias é um episódio que joga com as realidades da fidelidade e da infidelidade. Oséias, um dos camaradas mais fiéis que nós podemos conhecer na Bíblia, convivendo com Gomer, uma das pessoas mais infiéis de todos os tempos. Ambos perpetuando num drama onde podemos ver, claramente, a prosperidade na fidelidade e a desgraça na infidelidade.
Certa vez, alguém disse: “ou você tem caráter, ou não tem”. Errado. Em nosso relacionamento com Deus, cada um de nós tem em si um pouco de Gomer. É a nossa tendência pecaminosa, que nos tenta à infidelidade. Somos tentados a ter mau caráter. Não existem pessoas sem caráter. Todos têm caráter. Mas existem as diferenças de caráter, variando de totalmente bom a totalmente ruim. E nisto está a maravilhosa notícia da graça. Você pode entregar o seu caráter nas mãos de Deus e deixar que Ele o transforme. Ao fazer sua leitura, fixe-se na pessoa de Oséias. Precisamos ter, na nossa vida, as características da fidelidade de Oséias. Deus pode refinar-nos cada vez mais, até chegarmos ao ponto de ter um caráter tão bom, à prova das mais terríveis atribulações.
E, se por um acaso, você ainda cair, lembre-se: “a graça de Deus pode lhe redimir”. Entregue-se a Ele. Este foi o segredo de Oséias.


Valdeci Júnior
Fátima Silva


POR DENTRO DA BÍBLIA - Oséias 05-09

Mais uma vez, é um grande prazer fazer o comentário do programa “Por Dentro da Bíblia”. Afinal, estudar a Palavra de Deus juntos é algo que me traz muita alegria. Porém, se não conseguirmos fazer o estudo, pelo menos tiramos daqui o incentivo para o estudo particular das Escrituras Sagradas. Se esta é a primeira vez que você está lendo o comentário da Palavra de Deus, permita-me lhe explicar qual é o objetivo deste comentário bíblico.
Todos sabemos que para um cristão manter seu cristianismo brilhante e autêntico, uma das necessidades básicas é a de ler a Bíblia diariamente. Mas como ler a Bíblia? Diante dessa questão, surgem várias propostas pedagógicas para ajudar o leitor a conseguir ler o Livro Sagrado. Nós (eu e vários amigos internautas) aderimos ao plano de ler a Bíblia inteira em um ano, um pouquinho a cada dia. É o programa que muitos chamam de ano-bíblico. Já ouviu falar?
Na prática, acontece assim: você começa em Gênesis, no primeiro dia do ano, lendo uns três capítulos. Depois, no segundo dia, você lê mais uns três capítulos. E assim por diante... No fim de semana, com um pouco mais de tempo, você lê mais cinco. Essa leitura dá, aproximadamente, um tempo diário de uns 20 a 30 minutos. Então, no fim do ano, você estará terminando de ler a Bíblia inteira, lendo os últimos capítulos do livro do Apocalipse. Legal, não é? Inclusive, se você quiser a tabela para saber que capítulos ler a cada data do ano, é só escrever para nós, que enviamos a tabela.
Por exemplo, para hoje, dia 17 de setembro, nossa tarefa bíblica é ler os capítulos 5-9 do livro de Oséias. Cada um faz sua leitura bíblica em particular, e nos encontramos aqui no “Por Dentro da Bíblia”, onde faço uma explicação de algo interessante ou curioso da leitura do dia.
Que tal? Não seria bom, você fechar um ano dizendo: “Eu li a Bíblia inteirinha”? Melhor ainda é o enriquecimento que sua vida espiritual recebe com isso, pelo fato de você se alimentar do Pão que Deus deixou a cada dia, através da comunhão com Ele, ouvindo as instruções da Sua Palavra. Essa é uma grande vantagem. Além de conhecer vários detalhes bíblicos, enriquecemos a vida íntima, particular, espiritual, e testemunhamos através do ensino que podemos dar para outras pessoas que também estejam precisando de Deus. Se alguém lhe perguntar quem foi Oséias, você sabe responder? Pois é. Está na leitura bíblica de hoje. Descubra sobre esse personagem e saiba, também, sobre o julgamento de Deus contra Israel.
Fique “Por Dentro da Bíblia”!



Valdeci Júnior
Fátima Silva
Fát


CARÁTER SINGULAR - Oséias 01-04

Quantos Oséias você conhece? Pense um pouquinho. Três? Nove? Você tem certeza?
Existe apenas um Oséias, no sentido teológico da leitura bíblica de hoje, e dos próximos dois dias. Não é apenas o livro de Oséias que é único na Bíblia. Mas a figura que é representada por Oséias, neste drama descrito em seu livro, também é singular. Não há outra demonstração maior da paternidade de Deus, no Antigo Testamento.
Explico. No Novo Testamento, a revelação de Deus como um “Pai” é bem constante e evidente. Isso não acontece tanto, fora dos livros neo-testamentários. O Deus antigo-testamentário é revelado com mais freqüência como o Senhor, Jeová. Mas isso não quer dizer que em determinadas épocas Deus seria Senhor Jeová, e em outras, Pai. Não. O Deus do Israel Antigo também era Pai, embora de forma mais velada. E o lugar do Velho Testamento onde melhor é possível ver a Deus como Pai, é em Oséias.
Aliás, Oséias traz algumas diferentes figuras, que ilustram quem é Deus. Trata-se de uma grande teofania, em menos de dez páginas da Bíblia. Outro caráter – atributo – divino demonstrado em Oséias é a fidelidade. Quer conhecer um Deus de fidelidade? Abra sua Bíblia no primeiro livro dos profetas menores, o livro de Oséias, e estude-O ali. Um pai, para ser pai de verdade, precisa ser fiel ao seu filho. Um Deus, para ser realmente Deus, tem que ser a referência universal de fidelidade. E essa fidelidade apresentada em Oséias não somente é um referencial para nós, como também, nos traz a segurança. Garantia que pode ser ilustrada, por exemplo, naquilo que toda esposa feliz precisa experimentar no casamento. Certeza de proteção plena.
E é aqui que entra a maior e principal figura divina protagonizada no livro de Oséias, que é ser um marido com “M” maiúsculo. Em Oséias 1-3 (cf. Apocalipse 17:1-15), a igreja é representada pela figura feminina. Igreja? Sim. Com, certas vezes, tantas qualidades negativas, a mulher infiel é a igreja infiel. Por exemplo, em Oséias 2:7 podemos ver a igreja como noiva, como explicado em 2Coríntios 11:2, quando Paulo, ao falar da sua preocupação sobre a fidelidade dos membros de Corinto, diz: “O zelo que tenho por vocês é um zelo que vem de Deus. Eu os prometi a um único marido, Cristo, querendo apresentá-los a ele como uma virgem pura”.
O desejo divino é que a mulher, noiva ou esposa, seja pura. Mas a realidade mostrada tanto em Oséias quanto em Apocalipse, é que um cônjuge pode ser tanto puro quanto impuro. Depende da sua posição, ser puro ou impuro, diante de Deus. Mas Ele é sempre o mesmo.



Valdeci Júnior
Fátima Silva


“DANIEL, MEU FILHO, VOCÊ É MUITO AMADO” - Daniel 10-12

“Daniel, você é muito amado”. Essa frase é familiar lá em casa. Meu filho se chama Daniel. E ele é, realmente, muito amado. Eu não canso de dizer isso pra ele “Daniel, você é muito amado”. Mas eu não sou o autor desta frase. A fonte desse plágio que pratico é a própria Bíblia: “E ele me disse: ‘Daniel, você é muito amado. Preste bem atenção ao que vou lhe falar; levante-se, pois eu fui enviado a você” (Daniel 10:11).
O próprio nome Daniel, significa “Deus é Meu Juiz”. Note o que o nome não significa: “Deus é um Juiz”. A presença da palavra “meu” neste termo hebraico denota-lhe algo muito representativo do relacionamento entre Deus e um filho Seu. Tenho um amigo palestrante que chama-se Daniel. Em suas palestras, apresenta um tema bem controvertido, fácil de fazer a cabeça rolar. Por essa razão, esse Daniel palestrante sofre críticas tão pesadas, ao ponto de muitas vezes tornar-lhe um fardo quase insuportável. E um dia ele me disse que quando se sente supostamente injustiçado, lembra-se do significado de seu nome, e isso lhe dá forças suficientes para esperar em Deus.
Para fazer com que se sentisse amado, por um Deus que está disposta a julgar com justiça as suas causas, por esta e outras razões, escolhi este nome para o meu filho, Daniel. Ou melhor, para Daniel, o meu filho. Digo assim porque muitas vezes a frase acima, com a qual iniciei o texto, é automaticamente mudada em meus lábios, quase que de forma imperceptível, para a fórmula: “Daniel, meu filho, você é muito amado”. Percebe o adendo? “Meu filho”. Isso, mais do que tudo, torna uma pessoa amada.
Você sente-se amado? Quem é seu pai (ou mãe)? Mesmo que você não tenha um modelo perfeito de paternidade neste mundo, olhe para as características do caráter de Deus. Qualquer um que realmente, entenda, da forma correta, o sentido bíblico da personalidade de Deus, gostaria de ter um pai com tais características. Mas Deus quer ser, para qualquer um, um Pai. Logo, não há motivo para a distância, se é Ele quem abre-lhe os braços. O vácuo do desamor não tem razão de existir. Talvez o que ainda esteja por acontecer é simplesmente você aceitar-se como filho. É uma questão de decisão, postura, desejo, visão.
Quando olho para o livro de Daniel, vejo, por toda parte, nas entrelinhas, a expressão “meu filho”. O Pai que a pronuncia é o próprio Deus. Quando “olho” para você, vejo o potencial de a expressão “meu Pai [Deus]” poder ser repetida. Você pode sentir-se amado, como Seu filho.



Valdeci Júnior
Fátima Silva


E se a igreja fosse sua? Se a igreja fosse minha...


O que você mudaria na igreja? O que seria diferente na igreja se você pudesse configurá-la? Para um professor de teologia que tive na graduação que, inclusive, depois se tornou reitor de seminário, se a igreja fosse dele, as irmãs usariam joias. Um grande escritor da Casa Publicadora Brasileira confidenciou-me, “em off, é claro”, que se a igreja fosse dele, iríamos ao cinema. Se a igreja fosse minha, os cultos de sábado não seriam pela manhã, mas sim à tarde.

Conheci uma estrangeira que, chegando ao Brasil, foi pregar em um culto divino de terno, com calça. Se a igreja fosse dela, as irmãs iriam para a igreja de calça. Se a igreja fosse do Samuele Bacchiocchi, não usaríamos instrumentos de percursão. E se a igreja fosse de George Knight, nosso sistema de secretaria seria ouuuutro. Se a igreja fosse de Alberto Timm, não batizaríamos da forma como muitas vezes estamos batizando. Se a igreja fosse de Russel Burrill, não teríamos pastores locais e se a igreja fosse de Jiri Moskala, as mulheres seriam pastoras.


Já pensou se a igreja fosse de Emílio Abdala?  Pelo que entendi de Rafael Rossi, se a igreja fosse dele, ficaria a maior parte do tempo com as portas abertas, e não com o prédio ocioso.  Acho que, se a igreja fosse de Sabrina Quadros, missionária no Miamar, iríamos de chinelo de dedo para a Escola Sabatina, mesmo aqui no Brasil. E a música? Se essa igreja, se essa igreja fosse minha, eu mandava, eu mandava... Se a igreja fosse da minha esposa, adoraríamos com mais expressão, inclusive, batendo palmas. E se a igreja fosse do meu filho, usaríamos a plataforma como pista de corrida. E se a igreja fosse sua?


Por favor, coloque no espaço para comentário (abaixo) o que seria diferente na igreja adventista do sétimo dia, se ela fosse sua.


Obrigado,
Pr. Valdeci Jr.

PROFECIAS DE DANIEL - Daniel 07-09

Vamos comentar sobre o significado da mensagem de alguns versos da leitura de hoje.
Daniel 7 tem o sonho sobre os 4 animais. O primeiro (vs. 4) representava a Babilônia, o segundo (vs. 5) a Medo-Pérsia, o terceiro (vs. 6) a Grécia e o quarto (vs. 7a) a Roma. A última parte deste verso representa a divisão européia pós-domínio romano, a partir de 467 d.C., em 10 poderes mais fracos. O chifre com dois olhos (vs. 8) é uma referencia ao poder papal romano (cf. vs. 25, tem o seu tempo marcadamente começando em 7 de março de 321, quando aconteceu o primeiro decreto civil dominical, e em 364, no concilio de Laodicéia, da igreja católica, referida também em Apocalipse 13 e 14). Ou seja, que a lei de Deus seria pisoteada, já estava previsto. Então, Daniel 7:25 fala do surgimento do homem da iniqüidade, referido em 2Tessalonicenses 2:3-4, que é a besta de Apocalipse 13, e que pode ser entendido em comparação com Apocalipse 12:6 e 14.
Em Daniel 8, na visão sobre o Bode e o Carneiro, repetem-se a Medo-Pérsia nos dois chifres do verso 3, a Grécia de Alexandre no bode com um chifre do verso 5, a Roma antiga referida no verso 9, e a extensão para o tempo do fim no verso 17. Isso que indica que esta profecia não tem nada a ver com Antíoco Epifanio. As profecias de Daniel capítulos 2, 7 e 8 refletem, paralelamente, 4 impérios mundiais que são os mesmos. E, se em Daniel 2 o 4º império mundial é Roma, como aqui seria Antíoco Epifánio?
Sabemos que Daniel 8:9 em diante está falando de Roma, por dois motivos: a) Apenas Roma ergueu-se contra Cristo, e b) A localização geográfica: partindo do entendimento que a “terra magnífica (vs. 9)” é uma referência à Palestina, que na direção Sul estava o Egito, e na direção Leste estavam a Macedônia e a Ásia, de onde é que teria um poder que cresceria nessa direção? Somente Roma cobriu esta terra descrita aqui.
E, olhando cronologicamente para a história do planeta, depois do domínio romano de caráter anti-cristão, seja ele pela força física do império ou pela força intelectual da Igreja, depois disso, você tem o tempo na História, em que começa o juízo-investivativo. E é aí que entra Daniel 7:9-10, que é uma referência ao último período profético previsto pela Bíblia, que se inicia em 1844. Estamos vivendo neste tempo. Depois disso, o grande evento é a volta de Jesus. Ou seja, está muito perto o dia em que veremos o nosso Senhor descendo nas nuvens de glória.
Preparemo-nos!


Valdeci Júnior

Fátima Silva

PREGAÇÃO E TESTEMUNHO RELEVANTES II - Daniel 04-06

Como podemos pregar o evangelho, com todas as letras, inclusive com o lado da pregação que pega pesado, para essa gente que não está acostumada com religião, e ainda assim conquistarmos essas pessoas? Se disser o que precisa ser dito, da mensagem de Deus, não vou afastar as pessoas?
Fique tranqüilo, porque não estou repetindo o texto de ontem. Estamos tratando desse assunto (pregação e testemunho relevantes) em duas partes, lembra?
Relembrando, no texto de ontem você leu sobre a necessidade de que a verdade precisa ser pregada. E nós podemos, na leitura bíblica de hoje, conhecer um camarada que não teve medo de dizer o que precisava ser dito e testemunhar o que precisava ser testemunhado. Precisamos pregar. Agora, se a mensagem vai ajuntar ou espalhar, vai depender de duas coisas. Vimos sobre uma no texto anterior, e sobre a outra veremos agora.
Vimos que para que uma mensagem ser bem aceita ou não depende do tipo de atitude de quem transmite a mensagem. Se você tem uma profunda e vívida experiência com Deus, seu testemunho e ministérios serão carregadíssimos de duas coisas:
a)Poder do Espírito Santo. Este faz milagres nos corações, que nem imaginamos
b)Uma grande compaixão por seus ouvintes.
Isso causa um grande impacto nas pessoas. Mas como elas reagem?
Esse é o ponto. Se nossa pregação e testemunho vão ter sucesso ou não, depende, também, da atitude do nosso ouvinte ou da pessoa que nos observa. Diante do impacto que o poder do Espírito Santo exerce e do amor de Jesus que influencia, na transmissão da mensagem, a pessoa que recebe a mensagem não tem como ficar neutra. É um impacto impactante.
Mas existe o livre arbítrio. A primeira igreja, embora pastoreada por Deus, teve 100% de apostasia: Adão e Eva. No primeiro evangelismo, Noé, depois de 120 anos de campanha, conquistou 7 almas. Nem Jesus convenceu a todos. É por isso que a Bíblia não nos ordena a convertermos as pessoas. Devemos pregar, mas é o Espírito quem trabalha nos corações. E se coração fechar-se, Ele respeita.
Entendeu? Não totalmente? Então leia Daniel. Quando foi dar o recado para Belzasar, quando precisou escolher entre não orar ou ir parar na cova dos leões, ele não se preocupou com a atitude das pessoas. Apenas comunicou o recado de Deus. Portanto não se preocupe se as pessoas vão receber bem o seu testemunho cristão ou não. Você deve se preparar e ousar em transmitir a mensagem. O resto, meu amigo, é com Deus. Fechar a boca dos leões é com Ele.
Faça sua leitura. Testemunhe. Deus vai fazer a parte dEle.

Valdeci Júnior
Fátima Silva


PREGAÇÃO E TESTEMUNHO RELEVANTES I - Daniel 01-03

Como podemos pregar o evangelho, com todas as letras, inclusive com o lado da pregação que pega pesado, para essa gente que não está acostumada com religião, e ainda assim conquistarmos essas pessoas? Se disser o que precisa ser dito, da mensagem de Deus, não vou afastar as pessoas?
Esta é a dúvida de muitos. Até entendo-a, mas tenho certeza de que não é bem assim, porque senão você nem teria parado para ler este texto. Você está, agora, lendo um texto de pregação bíblica! E você ainda não deletou ou fechou esta mensagem. Amém por isso, e espero que não o faça.
Sabe, a verdade precisa ser pregada. Conheça, na leitura bíblica de hoje, um camarada que não teve medo de dizer o que precisava ser dito e testemunhar o que precisava ser testemunhado. Precisamos pregar. Agora, se a mensagem vai ajuntar ou espalhar, vai depender de duas coisas. Veremos sobre uma aqui, e sobre a outra no comentário de amanhã.
Uma mensagem ser bem aceita ou não depende do tipo de atitude de quem transmite a mensagem. Se você tem uma profunda e vívida experiência com Deus, seu testemunho e ministérios serão carregadíssimos de duas coisas:
a)Poder do Espírito Santo. Este faz milagres nos corações, que nem imaginamos
b)Uma grande compaixão por seus ouvintes.
Certa vez, numa viagem transatlântica, a tripulação descobriu que, a bordo, havia dois passageiros de renome internacional. Um era pastor, o outro, poeta. Então, numa das noites de atrações de atrações no auditório do cruzeiro, foi pedido a ambos, que usassem de sua oratória para dirigir algo ao público.
Primeiro foi o poeta. Experto, imaginando que, se seria um pastor que falaria após ele, o desfecho da noite seria em reflexão religiosa ou espiritual, escolheu recitar o Salmo 23, para ficar, digamos assim, dentro da plástica da programação. Sua arte de oratória foi tão artística, profissional, técnica e bela que, ao final, a platéia, em peso, aplaudiu de pé.
Então foi a vez do pastor. Ele pensou que não teria muita chance, depois de tão bela apresentação. Então, resolveu apenas prestigiar o colega e, reafirmando o que ele fizera, como que dizendo “é, realmente”, simplesmente, repetiu a recitação do Salmo 23. Entretanto, em sua voz eram transmitidos um poder inexplicável e um amor tão abrangente que, ao terminar, havia um silêncio capaz de denunciar o vôo de uma mosca. Muitos choravam. Vários deram seu testemunho. E ainda vários outros vieram até o pastor, pedindo-lhe ajuda, pois queriam entregar seu coração a Jesus.
Uma mesma verdade, dita do mesmo jeito, pode ser dita tanto assim, “assim”, quanto “assado”.
Relevância!

Valdeci Júnior

Fátima Silva

sábado, 5 de outubro de 2013

MONUMENTAL - Ezequiel 45-48

Ao ouvir “onze de Setembro”, qualquer um se lembra do ocorrido nessa data em 2001, nos EUA. “Os ataques terroristas de 11 de setembro, chamados também de atentados de 11 de setembro, foram uma série de ataques suicidas, coordenados pela Al-Qaeda contra alvos civis nos Estados Unidos da América em 11 de Setembro de 2001 (Wikipédia)”. O resumo é isso, mas já se passaram vários anos, e a lembrança permanece mais elevada do que a definição.
Enquanto os americanos sonhavam em manter erguidos os seus colossos gêmeos de 110 andares cada um, como se fossem um símbolo de sua suposta superioridade, os membros da Al-Qaeda procuravam manter erguidos os seus orgulhos feridos pelos tantos anos das injustiças ocidentais infringidas sobre eles. Talvez pensemos que aquele acontecido não tenha nada a ver com nosso “impávido colosso brasileiro”, mas tem sim. Só o fato de que, a cada ano, isso nos volta à lembrançam já é uma evidência de que, de alguma forma, todos nós fomos afetados, positiva ou negativamente, por aquele atentado.
Mais interessante que o atentado, são as posteriores tentativas de manter-se alguma coisa erguida, mesmo que as torres gêmeas tenham caído. São várias, as tentativas: a de manter em pé a memória dos civis sacrificados, a de manter uma suposta teoria de conspiração nacional americana para o ocorrido, a de fazer com que o mundo saiba que aquela atitude não representa o pensamento islâmico, e por aí vai.
O sonho de Deus era manter, em erguimento monumental, Sua glória refletida através da glória nacional de Israel. Seria tudo, realmente, um colosso. Mas não aconteceu? A construção planejada do Templo pode não ter acontecido fisicamente, mas o sonho de Deus em manter Sua glória erguida, através do Seu povo, diante da contemplação da humanidade, aconteceu e acontece.
“O Senhor está Aqui”. Este slogan da campanha tem sido o motivo pelo qual Deus, ao longo dos séculos, não tem sido esquecido pela humanidade. Existem ímpios, ateus e incrédulos, mas a maioria dos humanos reconhece que, acima de nós, há um Deus todo-poderoso influenciando-nos direta e historicamente.
O maior trunfo que Deus quer manter erguido é Seu próprio nome porque é esse nome que tem a capacidade de redimir-nos. Por ele, temos a chance de escapar deste mundo mal, do terrorismo, dos medos e das aflições. Podemos ter dignidade, sem orgulhos feridos, numa vida plena, feliz e eterna. O Senhor quer fazer de cada um de nós um templo vivo do Espírito Santo. E então, por onde for, você poderá ser uma representação viva da frase: “O Senhor Está Aqui”.
O importante é a presença de Deus na vida pessoal.


Valdeci Júnior
Fátima Silva


SERVICE - Ezequiel 42-44

Uns têm medo, outros têm vergonha, servir ao Senhor. Falta-lhes coragem até para distribuir folhetos, dizer “Jesus te ama” a alguém, dar testemunho pessoal ou convidar outra pessoa para ir à igreja. Não fazem nada, e, mesmo assim, ainda têm a desculpa esfarrapada de dizer que o melhor serviço que prestamos a Deus é o testemunho silencioso de uma vida pessoal devota. Santa ignorância!
Mas eu também, no passado, já tive uma época na minha vida em que sofri dessa síndrome de covardia. As razões que nos levam a isso são muitas, mas aqui vamos bater forte em apenas uma destas teclas, ao comentarmos os capítulos de hoje.
Ezequiel 42 apresenta uma preocupação bem fina quanto a todos os detalhes pertinentes aos quartos dos sacerdotes, que ficariam no Templo. Aqui, os aposentos dos sacerdotes na casa do Senhor, podem nos fazer lembrar: a ocasião em que Jesus disse que na casa do Pai há muitas moradas que estão sendo preparadas para nós estarmos com Ele para sempre; ou o Salmo 23, onde Davi expressa seu desejo de querer habitar – morar - na “casa do Senhor para todo o sempre”. Tentativas humanas de aproximação com o divino.
E Deus fica super feliz! Sabe quando um namorado que está distante telefona para a noiva avisando que vai chegar de viagem? Ela suspira fundo e, de peito estufado, tem a impressão de que foi a casa toda que encheu-se de um novo clima que está no ar. Quando o apaixonado Deus vê que o motivo de Sua paixão, o ser humano, quer aproximar-se, Ele se manifesta; a glória do Senhor retorna e enche o Templo. Naquela época, o templo físico. Hoje, o seu ser, que é o templo do Espírito Santo. É aí que acontece a adoração. E é por isso que quando o Senhor se manifesta assim, a presença do altar é tão importante. Porque é diante do trono, ao pé do altar, que fazemos as descobertas mais nobres.
Em Ezequiel 44, Deus é a voz ativa que fala sobre o príncipe, os levitas e os sacerdotes. O príncipe era o representante mais direto do governo de Deus, que trabalhava diretamente para Ele, servindo o Seu povo. Os levitas eram os obreiros da causa de Deus que punham a mão ma massa, no avanço da obra do Senhor. E os sacerdotes dedicavam a vida toda à orientação e à liderança de todo esse contexto religioso. E o Senhor faz questão de conversar bem de perto, com eles, sobre estes trabalhos deles, dando-lhes todo o suporte necessário.
Se Deus tem tanto interesse em nos acompanhar na obra, por que iremos temer?

Valdeci Júnior
Fátima Silva


PODERIA DEUS FRUSTRRAR-SE? - Ezequiel 39-41

Na leitura de hoje, entramos numa última grande seção do livro de Ezequiel, que reporta-se a um “Templo”. O capítulo 40 começa a descrever sobre o Novo Tempo.
E a pergunta que sempre surge na mente do leitor bíblico é: “A que templo a visão do fim do livro de Ezequiel se refere?”
De acordo com o teólogo Siegried Schwantes, para entender a direção da resposta desta pergunta, é importante saber a data aproximada em que essa visão aconteceu. Esta longa visão, que conclui o livro, é datada do vigésimo quinto ano do exílio de Exequiel. Como esse exílio ocorreu em 597 a.C., a visão data do ano 572 a.C. Em visão, o profeta é transportando à terra de Israel e posto sobre um alto monte, de onde pode contemplar o novo Templo. Um anjo lhe aparece para lhe descrever as várias partes do edifício, seu mobiliário, seus serviços e os ministrantes. A visão encerra com a divisão da terra entre as doze tribos.
A visão do Templo apresenta duas dificuldades: a) O templo nela descrito não corresponde aos dados que se encontram no Pentateuco para o antigo santuário; b) O templo que, em data posterior a esta visão, foi reconstruído em Jerusalém, tampouco correspondeu ao descrito na visão. Em vista disto, pergunta-se: “qual seria o propósito da visão?”.
Uma possível explicação é que uma nação vivendo de acordo com a vontade de Deus, na terra prometida, depois do exílio, teria construído este templo ideal e organizado-se segundo este ideal das tribos. Mas como o povo judeu não viveu à altura do ideal que Deus lhes propunha, um templo que obedecesse às estipulações descritas na visão nunca foi construído. E o povo nunca mais foi estabelecido naquele ideal da distribuição geográfica das 12 tribos.
Assim como Deus tinha um sonho para o antigo Israel, ele tem uma expectativa para você e para mim, hoje, também. Pois afinal, somos o Israel moderno de Deus (Gálatas 6:16). Entretanto, o sonho de Deus pode ser frustrado, dependendo da decisão do ser humano. Nisto, Deus não é impotente, mas ético. Ele limita-se a respeitar o atributo que nos deu, do livre arbítrio. Isso é uma honra até ao Seu próprio nome, pois como ele poderia primeiramente dar algo e depois não respeitar o que dera? E é assim que o Senhor expõe-se, voluntariamente, ao risco da frustração.
Eu imagino que você não queira frustrar Deus. Portanto, fica de lição para nós, que precisamos buscar o ideal de Deus hoje, para que Seus lindos planos possam sempre se cumprir na nossa vida.
“Voltem para o Senhor, e vocês viverão” (Amós 5:6).


Valdeci Júnior
Fátima Silva


ENTENDENDO PROFECIAS - Ezequiel 36-38

No livro de Ezequiel, Deus usa todos os recursos possíveis para chamar a atenção do ser humano sobre alguns detalhes indispensáveis na existência de qualquer pessoa: a) Cada pessoa precisa ter a consciência de que suas ações traçam-lhe um destino; b) Este destino têm instâncias de curto e médio prazo, mas é, também, inescapavelmente, eterno; c) Só há duas opções de modo deste destino: bom ou ruim; d) Por isso, ninguém passa pela vida numa forma isolada, onde, independente, sua existência não tenha a ver com outros seres; e) E destes seres, o mais interessado é Deus; ele é capaz de fazer de tudo (que seja compatível com o caráter do bem), para dar-lhe o melhor dos destinos. Veja estes princípios, explícita e implicitamente, nos capítulos da leitura de hoje.
E é nesta linha de raciocínio que chegamos ao capítulo 38. “Gogue e Magogue” ainda hoje é uma expressão usada por alguns para referir-se aos mais diversos bizarros significados. Mas o sentido teológico desta figura profética deste capítulo aqui é que este nome, Gogue, designa um personagem até certo ponto misterioso, que termina personificando e conduzindo todas as forças hostis a Deus e ao Seu povo. O profeta Jeremias (caps. 2 a 4) já havia se referido extensamente a um inimigo que viria do norte. Esse assunto repete-se aqui, com um diferencial. Agora já não se trata mais de uma invasão enviada contra Israel para que seus pecados sejam castigados. Desta vez, é o próprio Senhor que intervém, com o objetivo de destruir os inimigos do povo de Deus, levando ao cumprimento das promessas de salvação já referidas anteriormente, a partir do capítulo 34.
Os comentários da Bíblia de Estudos Almeida fazem lembrar que “a idéia de último ataque das forças do mal contra o povo de Deus é tipicamente apocalíptica e reaparece em Apocalipse 16:16; 19:17-18; e 20:7-9. E realmente, por exemplo, nas palavras de Ezequiel 38:2-3 – ““Filho do homem, vire o rosto contra Gogue, da terra de Magogue, o príncipe maior de Meseque e de Tubal; profetize contra ele e diga: Assim diz o Soberano, o SENHOR: Estou contra você, ó Gogue, príncipe maior de Meseque e de Tubal.” – vemos uma ligação direta com Apocalipse 20. Isso pode ser melhor entendido na leitura de Ezequiel 38:14-16. Por uma questão de espaço não transcrevo tal passagem aqui (você pode lê-la diretamente do texto bíblico), mas deixo explicado que essa profecia, que não se cumpriu, foi transferida, pelo apóstolo João, para o tempo pós-milênio, que ainda está no futuro, referenciado em Apocalipse 20, quando trata de Gogue e Magogue como os inimigos de Israel, povo de Deus.


Valdeci Júnior
Fátima Silva


O SEU PASTOR PESSOAL - Ezequiel 33-35

Recebi uma mensagem, de um leitor, com um pedido: “Gostaria de ter uma explicação sobre Ezequiel 34”. E creio que não somente ele, mas também cada um de nós, merece entender mais este capítulo da Bíblia. Inclusive você. Portanto, além de ler Ezequiel 33-35, medite aqui um pouco mais sobre a mensagem do capítulo 34.
Nessa mensagem profética, Ezequiel condena os líderes espirituais do povo que, em vez de apascentar o rebanho, cuidavam apenas de si mesmos: “Vestem-se de lã e abatem os melhores animais, mas não tomam conta do rebanho”. Estavam dominando o rebanho de forma cruel, em proveito próprio, em vez de trabalhar pro bem do rebanho.
Essa mensagem tem dupla ênfase. Em primeiro lugar, Deus diz: “Estou contra os pastores e os considerarei responsáveis pelo meu rebanho. Eu lhes tirarei a função de apascentá-lo para que os pastores não mais se alimentem a si mesmos (verso 10)”. Os pastores predadores serão removidos, e as ovelhas, salvas de seu pastoreio.
Depois o Senhor promete: “Eu mesmo buscarei as minhas ovelhas e delas cuidarei (verso 11)”. Esse compromisso pessoal será cumprido por Jesus, que referiu-se a si mesmo como o bom Pastor, em João 10, utilizando palavras que refletem as idéias principais de Ezequiel:
Eu mesmo tomarei conta das minhas ovelhas e as farei deitar-se e repousar. Palavra do Soberano, o Senhor. Procurarei as perdidas e trarei de volta as desviadas. Enfaixarei a que estiver ferida e fortalecerei a fraca, mas a rebelde e forte eu destruirei. Apascentarei o rebanho com justiça (versos 15 e 16).
Associada à vinda do Senhor para pastorear seu povo, está a promessa de levá-lo de volta à sua terra! O Pastor trará seu rebanho de volta das nações. Ele mesmo diz: “Eu as farei sair das outras nações e as reunirei, trazendo-as dos outros povos para a sua própria terra. E as apascentarei nos montes de Israel, nos vales e em todos os povoados do país (verso 13). Ali a “nação de Israel”, que “são o meu povo”, será abençoada para sempre (verso 30).
A experiência de ser pastor não é nada fácil. É o desgastar de uma vida vivida em naipe especial. Neste estilo, existem alegrias, mas também grandes pesos e responsabilidades. E pelo fato de que o pastor é também um humano, ele também sofre frustrações.
E é por isso que todos nós, seguidores ou líderes religiosos, somos dependentes exclusivos daquele é “o” pastor. Jesus é o bom pastor. Somente ele pode terminar a tarefa de ajudar-nos a nos encontrarmos. Ele quer ser o seu pastor pessoal. Entregue sua vida a Ele. E seja feliz.
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Valdeci Júnior

Fátima Silva