quarta-feira, 30 de setembro de 2015

O Cinema e a Identidade do Adventismo Relevante

Algo que deixa muitos pastores e obreiros tristes é a ênfase do “pode versus não-pode” em uma sessão de perguntas depois de uma palestra. Precisamos sim saber o que é devido ou não, mas quando ficamos exageradamente focados nisso, aí podemos ter o sintoma de algo maior. Essa discussão de usos e costumes ganhou força no mês passado. O assunto do uso do cinema para fins evangelísticos veio das redes sociais para muitas igrejas. E tive o privilégio de participar de uma espécie de mesa redonda onde vários grandes pensadores da igreja no nosso território deliberavam sobre este tema.
Daquele brainstorming, dois comentários me chamaram a atenção. O primeiro, sobre a relevância que a presença da igreja no mundo precisa ter. Na lição da Escola Sabatina deste trimestre, estamos estudando sobre essa grande necessidade da contextualização da mensagem. O mundo precisa entender, em sua própria “língua”, o que estamos pregando. E o outro comentário foi sobre a identidade singular que a igreja precisa manter no contexto em que ela está inserida. Somos um movimento de missão que nasceu de uma profecia, tem a tríplice mensagem angélica a proclamar de forma singular e, assim, agrega crenças distintivas que somam uma plenitude da sistematização de tudo aquilo que já conseguimos compreender da Revelação.
Relevância e identidade. Termos que parecem, em primeira mão, ser paradoxais. Porque temos uma identidade pela qual lutamos por sua preservação como igreja. Então, quando zelamos tanto dessa identidade podemos correr o risco de ir para o extremismo, onde a identidade, tão importante como um fim em si mesma, nos faz alienar da sociedade, perder a relevância. Sem relevância, para quê identidade? Por outro lado, temos o perigo de então abrir mão deste radicalismo de identidade para nos tornarmos relevantes, chegando a nos alinharmos tanto com a linguagem do público-alvo a ponto de perdermos a identidade. E sem identidade não haverá mais relevância. É uma linha tênue.
O espectro onde buscar o equilíbrio de não ter exagerada identidade a ponto de perder a relevância e perder a importância da própria identidade, e de não ter tanta relevância a ponto de perder a identidade e anular a própria relevância é longo. Mas não existe antagonismo nisso. Existe a necessidade de um equilíbrio que não seja sincrético. Sim, é uma tarefa difícil! É como pisar num pântano minado por baixo e embaçado por cima. Como encontrar segurança?
O motivo por trás da busca determinará o extremismo ou o bom senso. O que origina a busca pela relevância? Quais são as razões do zelo pela identidade? Não é suficiente fazer o certo. É preciso ter a motivação correta. É difícil classificar os tantos motivos errados, mas a origem correta é fácil de ser vista. Você precisa ler Mateus 16:13-28: uma conversa de Jesus com os discípulos sobre a identidade e a relevância do Mestre, da Igreja e de Sua missão. Na primeira parte, Pedro agiu como um homem muito à frente de seu próprio tempo com um insight, se não louco, sobrenatural. Ele reconheceu e declarou que Jesus era o Messias! Pense em tudo o que isso significava! Mesmo assim, tal zelo foi uma bênção, pois ele fora motivado pelo Espírito Santo. Logo em seguida, o mesmo discípulo faz outra inserção, porém agora desastrosa. Desta vez, a origem da ação humana deixara de ser divina.
Não muito tempo depois, quando chegou a hora de alavancar a missão, o santo discurso dos discípulos é traduzido para as línguas supostamente pagãs (Atos 2). O próprio Pedro se vê obrigado a quebrar as regras religiosas em nome da pregação (Atos 10 e 11). E por que tudo aquilo não caiu no extremismo desastroso? Quem sabe como alcançar a relevância sem perder a identidade é o Espírito Santo. Note que foi Ele quem fez tanto a condução à casa de Cornélio quanto a tradução idiomática.
A língua é um fator cultural que, no mundo antigo, poderia chegar a ser considerado santo ou profano. Entre os judeus, o zelo pelo hebraico canônico era muito grande. Mesmo os trechos vétero-testamentários que foram escritos em aramaico ainda tinham sido dados numa língua “do povo de Deus”. Mas quando o cristianismo começou, o idioma internacional era o grego. E os santos homens cometeram a audácia de redigir as Escrituras nesta língua que não seria sagrada? Espere! Na Revelação, a inspiração é dada pelo Espírito Santo (2Pedro 1:21). Ele foi o autor que escolheu ter agora um cânon mais relevante.
É daí que vem a única segurança que podemos ter. A maioria dos religiosos prefere polarizar-se porque o malabarismo do equilíbrio é temeroso. Na corda bamba, precisamos que Alguém nos dê a mão. O zelo pela identidade é tão necessário ao testemunho pessoal e à igreja quanto a relevância da contextualização missional. E no risco da busca por esse equilíbrio, temos que abrir mão da nossa força e deixar que o Espírito Santo guie. Ou seja, a nossa principal preocupação deve ser a busca intensa pelo reavivamento. Quando chegarmos a esta plenitude, estaremos curados das discussões que forem inúteis. O que antes era importante, teremos considerado sem valor “por causa da sublimidade do conhecimento de Cristo Jesus” (Filipenses 3:6-15). Porque a reforma em, por exemplo, censurar ou permitir o uso do cinema visando o testemunho do evangelho terá sido dada pelo Espírito Santo, o ponto final.
Um abraço,
Pr. Valdeci Jr.

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Resolvi tirar a postagem anterior do ar não porque eu pense que tenha dito ou feito alguma coisa errada, nem porque alguém tenha sequer sugerido a mim para retirá-la. Retirei simplesmente porque as pessoas estão aproveitando tais postagens pra fazer tempestade em copo dágua, e como não quero propiciar a polêmica, “abafei” o assunto no meu espaço por um tempo. Depois posso voltar a liberá-la. Abs.

terça-feira, 15 de setembro de 2015

Eu Acredito!

Muitos me perguntaram se, ao compartilhar o vídeo abaixo em meu Face, eu não estaria entrando em contradição com os usos e costumes da nossa igreja.




Eu até agradeço pela preocupação dos amigos internautas, mas eu creio que essa seja uma preocupação desnecessária, porque A fala do Leo não fere em nada as nossas crenças.

Veja a enorme diferença da edição 2005 para a a edição 2010 do Manual da igreja. O primeiro, em dois lugares, recomendava a censura da ida ao cinema. No segundo, nem existe a palavra "cinema".

O documento votado pela DSA "Estilo de Vida e Conduta Cristã" faz uma recomendação de que o cinema seria inapropriado "em sua programação habitual", assim como os estádios e teatros. 

Analisemos a diferença das programações habituais para uma proposta missional intencional.

Nós achamos apropriado ir ao Maracanã assistir Atlético Paranaense e Flamengo na final da copa do Brasil? Não. Nós achamos apropriado alugar o Maracanã para enchê-lo de gente pra ouvir o Bullón? Sim. Nós achamos apropriado ir ao Teatro Gazeta assistir "Intimidade Indecente" de "Leilah Assumpção"? Não. Mas achamos apropriado alugá-lo para gravar o "Novo Tempo In Concert". Da mesma forma, o uso das casas de Cinema. Não achamos que seria apropriado ir assistir a “Garotas Selvagens” no cinema. Mas creio que alugaríamos, sem problema algum, um cinema para rodar “A  Última Batalha”.

Nisto vem a aplicação prática da Lição da Escola Sabatina deste Trimestre, numa profunda prática de Missão Urbana.

Porque, embora seja livre de todos, fiz-me escravo de todos, para ganhar o maior número possível de pessoas.
Tornei-me judeu para os judeus, a fim de ganhar os judeus. Para os que estão debaixo da lei, tornei-me como se estivesse sujeito à lei, ( embora eu mesmo não esteja debaixo da lei ), a fim de ganhar os que estão debaixo da lei.
Para os que estão sem lei, tornei-me como sem lei ( embora não esteja livre da lei de Deus, mas sim sob a lei de Cristo ), a fim de ganhar os que não têm a lei.
Para com os fracos tornei-me fraco, para ganhar os fracos. Tornei-me tudo para com todos, para de alguma forma salvar alguns.
Faço tudo isso por causa do evangelho, para ser co-participante dele.

1 Coríntios 9:19-23

Eu Creio na Cruz de Cristo, e quero exaltar o Sacrifício do Meu Salvador Por Mim.

Divulguemos e promovamos!

Um abraço,
Pr. Valdeci Jr.

sábado, 12 de setembro de 2015

Amor Personalizado

Temos a tendência de imaginar que sucesso o evangelístico seja algo relacionado a grandes auditórios lotados com decisões em massa. Parece-nos até que os contatos pessoais e os trabalhos em grupos menores são degraus pelos quais aspirantes e iniciantes no ministério passam para atingirem o auge de estrelas ministeriais. É bom olharmos para o método evangelístico de Jesus para, dele, tirarmos o exemplo das maneiras pelas quais Deus quer que sejamos salvos e que participemos com Ele do processo da redenção.

Cristo nunca pregou a multidões! Como assim? Parece forte e contrária às Escrituras, esta expressão, mas ela é real. No olhar e na expressão de linguagem humana Ele pode ser descrito sim como um pregador que falava para as multidões. Mas eu penso que pela ótica divina, nunca. As multidões iam a Jesus e o comprimiam. Ele andava com elas. Mas, ao pregar, falava como se fosse a cada um dos que estavam ali presentes, em modo personalizado.

Vemos isto quando, em meio a uma multidão, o Mestre notou o alienado Zaquel. Aquele pregador não deixa ninguém de fora. Ele busca os alheios. O mesmo acontece, figuradamente, na história do filho pródigo, quando o pai, apesar de ter tantos consigo, dá atenção ao único que volta. Da mesma forma, a única ovelha que se perde é tão importante quanto as outras, assim como a dracma perdida é
procurada como se fosse única. A mulher que sofria de hemorragia é o exemplo mais forte de que, pra Jesus, ninguém se perdia na multidão, mas, pelo contrário, para Ele era como se cada um ali estivesse sozinho em Sua presença.

Ele, em Sua prática ministerial, demonstrou-nos que se pensarmos que nossas deficiências nos tornam diferentes dos demais, não importa, pois Ele não salva multidões; salva indivíduos. E também nos dá o exemplo de que nossa pregação não deve ser empurrada como uma enxurrada que, “à rodo”, atinja a todos. Não. Embora procuremos pregar massivamente, precisamos pensar que a composição da massa é de indivíduos únicos. E a menos que a mensagem e o tratamento cheguem de forma “VIP” a cada pessoa, nunca atingiremos o objetivo da pregação.

O amor tem que ser personalizado.

Com carinho,


Pr. Valdeci Júnior

quinta-feira, 10 de setembro de 2015

O Líder do Amor

Deus é o mesmo Deus para todas as pessoas, em todas as épocas e lugares. Entretanto, individualmente e também como grupo, são os seres humanos que decidem viver isoladamente, como se não necessitassem dEle. Em Seu amor, Deus respeita esse direito de escolha, ainda que errôneo. Mas este mesmo amor estende-se lá ao longe onde o desviado está, a fim de provar-lhe o que há de melhor e dar-lhe oportunidades de escolhas mais elevadas.

Quando Deus opera assim em favor de um povo, Ele usa instrumentos também humanos para tanto. São homens e mulheres que, por intermédio deles, o amor convidativo, benévolo e divino se revela. Ao estudarmos as histórias de José, Jonas, Ester e Rute, não podemos perceber o amor de Deus como um cuidado prestado somente às suas próprias vidas em exclusividade, outrossim um plano de assistência coletiva para necessidades às quais eles e elas foram utilmente usados para supri-las, a saber, no plano da redenção.

Deus usa-os para mostrar Seu amor em salvar nações. Eles são exemplos do quanto a visão de Deus é diferente do olhar humano, principalmente na atribuição de valores. Para Deus, não importa a raça, pois se assim o fosse, não confiaria em Rute para, destacadamente, fazer parte da genealogia de Jesus, sendo ela moabita. E ainda que fosse uma israelita, estaria em evidente exceção numa lista genealógica que tem por praxe apresentar somente homens. Caso semelhante a este é o de Ester que sendo mulher foi a quem Deus usou para livrar o povo judeu de uma sangrenta execução que seria imposta por seus opressores.

As barreiras de status são nitidamente quebradas ao percebermos o que José era e no que ele se tornou para dar sua contribuição na história do povo da aliança. Sua importância governamental usada para tanto faz um nítido contraste com a humildade com que Jonas, sem querer, entrou em Nínive e proclamou tão poderosa mensagem que salvou a milhares de um povo não nomeado como eleito, mas inimigo dos eleitos.

Pense bem. Se você fosse um líder e pudesse tomar decisões no lugar de Deus, faria tais delegações? Eu também não. Porque somos humanos e temos uma ótica muito ofuscada para entendermos as maneiras pelas quais Deus pode revelar Seu amor. É por isto que não explicamos, mas sim aceitamos. É uma questão de fé, pois até para amar é preciso crer nAquele que lidera segundo os critérios da graça e do amor.

Que Ele lhe abençoe ricamente,

Pr. Valdeci Júnior

terça-feira, 8 de setembro de 2015

Em Administração, Uma Lei. De Deus, Um Princípio.

Sou administrador, também, além de pastor. E ao administrar, gosto de me esforçar na aventura de delegar aos meus liderados, tudo o que for possível.  Para que eu me acomode? Não! Delegar dá muito trabalho. Desde muito cedo, a vida me colocou como líder. A comunidade da qual participei em minha pré-adolescência carecia de ajuda, e meus pais me ensinaram a não me acomodar. Eles davam o exemplo. Pelas crises financeiras que o país atravessava, eles mesmos se viram obrigados a serem autônomos. E o autônomo tem que liderar. Ainda menor, assumi a direção de um clube de Desbravadores. E, das tantas coisas que já liderei, porque destaco os Desbravadores?  É porque é a melhor escola de liderança que já conheci em toda a minha vida. Só quem foi desbravador na idade certa, fazendo classe por classe, consegue entender plenamente isso.

Mas qualquer um é capaz de entender uma lei da administração. Foi no começo da década de 90, mas lembro-me como se fosse hoje. Estávamos em um acampamento em Goiânia, num (dos tantos) curso de liderança, e o instrutor (Acílio Alves, um dos maiores administradores que temos) repetia: "Líder não é o que faz; líder é o que faz fazerem". Aquilo ficou gravado para sempre na minha mente. É a tecla na qual Russell Burrill insiste. Mas Burrill coloca delegar faz medo. A maioria dos líderes têm medo de delegar. E mesmo nós que confiamos as tarefas aos outros, estamos sempre com um friozinho na barriga.

De acordo com Ellen White,

“...o pastor ocupa posição idêntica à do mestre de um grupo de operários, ou de um capitão de navio. Deles se espera que vejam que os homens sobre quem se acham colocados façam a obra que lhes é designada, pronta e corretamente, e só em caso de emergência precisam executar os detalhes”.

Ela ilustra isso com a seguinte história:

“O proprietário de um grande moinho encontrou uma vez seu superintendente a fazer qualquer simples reparo numa roda, ao passo que para ali, parados a olhar ociosamente, achavam-se meia dúzia de operários desse ramo. Havendo-se informado do fato, a fim de estar certo de que não faria injustiça, chamou o mestre ao seu escritório e entregou-lhe sua demissão, pagando-lhe integralmente. Surpreendido, o homem pediu explicação. Esta foi dada nas seguintes palavras: Empreguei-o para manter seis homens ocupados. Achei os seis ociosos, e o senhor fazendo o trabalho de um apenas. O seu trabalho poderia ter sido feito por qualquer dos seis. Não posso pagar o ordenado de sete, para o senhor ensinar os seis a serem vadios” (Obreiros Evangélicos, 197).

Ontem mesmo eu estava sentado em um parque ouvindo dois amigos que, sentados próximos a mim, conversavam sobre o trabalho de um deles com carretos rodoviários. O outro lhe perguntou: “Mas e aí, você tem dirigido muito pelas estradas? Você gosta?”. E o outro lhe respondeu: “Eu gosto, mas infelizmente não posso fazer isso”. Assustado, o outro perguntou: “Mas por quê? Você é o chefe!”. E ele respondeu: “Exatamente por isso. Se eu ficar no escritório, consigo ver  todos os motoristas, cada um no seu volante, e assim consigo administrá-los. Se eu ficar no volante, só conseguirei ver a minha cabine. Não verei os demais. Ninguém olhará por eles, e daí a casa cai”. Uau! Um homem simples, pelo jeito quase sem estudos. Mas, pelo menos nisso, um grande administrador.

Nós administradores somos tentados a não confiar em nossos liderados. Muitas vezes (e muitas mesmo) as tarefas que confiamos a alguém poderíamos nós mesmos fazê-las com muito melhor performance. Isso dói. Mas é necessário, pois eu só estaria fazendo bem aquela tarefa, e deixando de cuidar de todas as outras. Outras vezes é o contrário. Eu preciso confiar a outro a execução exatamente porque ele é muito melhor do que eu naquilo. Mas preciso acompanhar. O líder precisa estar acima dos seus liderados não para ser melhor do que eles, mas para que esteja em uma posição tal que lhe favoreça enxergá-los todos.

E ainda assim, haverá coisas que ficarão fora do alcance das vistas do líder. Isso acontece quando o quadro é complexo o suficiente para ter muitos níveis de liderança, no qual muitos dos liderados são também líderes. Nesse caso, para não se perder na administração, o líder maior precisa sair da neurótica ilusão de que ele poderá liderar diretamente a todos. Os que estarão lá adiante, nos níveis mais distantes, serão liderados por ele apenas indiretamente, e sim por seus liderados mais diretamente. E o líder maior poderá ficar sem conseguir enxergar de perto os seus liderados (indiretos)? Sim, desde que ele não deixe de estar vendo de perto, mentoreando e liderando diretamente, os seus liderados diretos, que estão no próximo nível ligado a ele.

Administrar requer confiança. Confiança no próprio taco, e confiança nos demais. Se você é inseguro, não conseguirá liderar. Mas nunca poderá ser tão auto suficiente a ponto de achar que os líderes que você lidera não sejam tão capazes quanto, cada um em sua esfera de influência. Quem se preocupa com tudo e com todos os detalhes não tem capacidade de liderança. Nenhum ser humano é onisciente, onipresente e onipotente. Somos interdependentes. E isso é bíblico. Deus nos fez assim. Ele nos confiou esse planeta inteiro para cuidarmos, mas não a um só. Ninguém é uma ilha.

E na minha área de administração, já vi muitos assumirem coisas de sucesso e irem pro buraco simplesmente por quererem resolver tudo sozinhos. Uns por serem tão seguros ao ponto de um extremismo que os isola de poder contar com os demais, vindo então a eclodirem sobre si mesmos. Outros por serem tão inseguros a ponto de achar que não poderão contar com ninguém, vindo então a fazer, sozinhos, somente uma parte, e deixar todas as demais partes ruírem-se. Isso é pecar contra 1Coríntios 12, por não compreender e colocar em prática o princípio do sacerdócio de todos os crentes de 1Pedro 2:5-9 e de Romanos 12:3-8.

Princípio este que veio desde o primeiro autor da Bíblia. O Senhor revelou uma lei da administração e da liderança para Moisés através de Jetro, seu sogro. Para Jetro, Moisés deveria compartilhar poder, entregando-o ao povo. A diluição do poder ocorreria ao se delegar responsabilidades para outros líderes. Mas fortaleceria o próprio poder. Incrível! E cada um desses líderes ficaria responsável, no máximo, por dez pessoas ou famílias. Moisés aceitou o conselho do seu sogro, pois já não aguentava mais o estresse e o excesso de trabalho. E dali em diante tudo ficou mais administrável e melhor administrado. Leia Êxodo 18! O eco que retumba aos nossos ouvidos é do grito de Jetro no ouvido do genro dele: “Moisés, você não está no chão da fábrica como responsável por apenas um pequeno detalhe! Você é líder! E líder não é o que faz; líder é o que faz fazerem. Delegue!”. Em administração, isso é uma lei! No reino de Deus, um princípio eterno!

Apesar de que isso não seja natural em nós, Deus tem trabalhado isso em mim. Quem é gente que faz tem uma tendência muito grande de achar mais fácil ir por si mesmo e colocar a mão na massa. Parece ser melhor fazer assim. Mas oportunizar o desenvolvimento dos outros na abertura da participação é colocar o coração e o corpo inteiro na massa. Hoje, décadas depois, graças a Deus, já tenho uma tendência praticamente natural de, em quase todos os lugares que chego, em praticamente qualquer situação que me venha às mãos, ter o instinto automático de me comportar assim: “tudo o que eu puder não fazer, mas puder colocar outro pra fazer, vou deixar de fazer pra colocar outro pra fazer”. Nisto, não estarei descumprindo Eclesiastes 9:10, pois estarei fazendo: ou outro fazer. E todos estaremos fazendo.

Deus pode lhe ajudar nisto também. Delegue, e assim você estará crescendo em liderança, administrando de alguma forma, abençoando aos demais aos quais estará concedendo oportunidades, ministrando, e perpetuando um dos maiores princípios do Reino dos Céus!

Que Deus lhe abençoe!

Pr. Valdeci Jr.



quarta-feira, 2 de setembro de 2015

Crise: Correr Pra Onde?

O Brasil está em crise financeira, social, política ou de alguma outra natureza? Seja que classificação for, uma pergunta que creio ser relevante é: “Em face da presente crise, para onde migraremos?” Na crise financeira mundial que se desencadeou a partir da crise imobiliária dos Estados Unidos, em 2008, em entrevista, o presidente brasileiro de então falou para o mundo que os países ricos deveriam cuidar em resolver o problema dos países pobres, ajudando-os, caso contrário, o mundo sofreria uma crise de migração dos pobres para os lugares ricos, o que daria uma quebradeira geral maior ainda.


Pelo menos, numa coisa ele estava certo: muitas vezes, crise gera migração. No tempo de Jacó, a maior potência política do planeta era o Egito. E quando a crise financeira mundial chegou, foi aquele país que era rico que acabou sendo a solução temporária para resolver o problema dos pobres. Mas, posteriormente, a densidade demográfica exagerada pela presença dos imigrantes trouxe uma situação social insustentável. Dependendo da forma, processos migratórios intencionados a resolver crises presentes podem gerar crises futuras ainda maiores.
Albert Einstein argumenta que a crise é a “melhor bênção que pode ocorrer com as pessoas e países, porque a crise traz progressos.” (http://adv.st/1Ke8GwL). Ele lembra que “é na crise que nascem as invenções, os descobrimentos e as grandes estratégias”. E segue dissertando sobre a oportunidade que a crise pode ser para as inovações, a criatividade, as superações e, por fim, a vitória. É claro que na crise também existem as possibilidades da desistência, do conformismo, da entrega, da fuga, da busca por soluções fáceis e erradas, enfim, do fracasso e da falência.
Mesmo não se mudando para outro país, se a crise bater à sua porta, você terminará tendo que mudar de hábito. Quando a recessão econômica chega, ninguém fica como está. No fato econômico, a alteração é quanto à retenção dos gastos e a busca por alternativas de ganho. Caso contrário, a mudança será para o endividamento e suas consequências. Passamos então a nos comportar e viver de forma diferente. Paradoxal é perceber como essa mudança acontece nas finanças de algumas igrejas onde, naturalmente, enquanto os membros encontram o desemprego e a menor renda, os dízimos e as ofertas aumentam. O que acontece?
Depende da atitude de cada cristão. Você pode escolher se tornar revoltado com Deus ou dependente dEle. Recentemente, minha esposa e eu passamos, cada um com seu caso, por grandes crises de saúde. Recuperamo-nos, mas para que não venha a reincidência, nos obrigamos a mudar o estilo de vida. E assim, somos abençoados em viver de forma mais saudável e ter uma expectativa de vida mais promissora. Pense bem: você não tem a possibilidade de mudar a cosmovisão dos eleitores brasileiros, o comportamento dos políticos, os vieses constitucionais ou as manobras financeiras do país, mas pode orar por isso tudo. A crise nos esvazia, fazendo-nos depender mais de Deus. Nela, podemos migrar para o reavivamento (Romanos 5:3-5), pois quando não nos restar mais nada, teremos somente Deus. Afinal, quando tudo o que você tiver for Deus, não terá chegado lá?

Um abraço,
Pr. Valdeci Júnior

Fonte: http://noticias.adventistas.org/pt/coluna/valdeci-junior/crise-correr-pra-onde/

domingo, 23 de agosto de 2015

Porque o Brasil Está em Crise

POR QUE O BRASIL ESTÁ EM CRISE?

A crise que o Brasil está atravessando é muito fácil de ser explicada. Vem da postura da presidência da República que, atualmente, está levando o Brasil a um fracasso financeiro tão grande como o fez o ex-presidente Ernesto Geisel na recessão e no endividamento aos quais ele levou o país. Estamos em recessão e isso nos levará a um grande endividamento (aliás, as raízes do MST e de vários outros pontos absurdos apoiados pelo partido da bandeira vermelha têm suas raízes vindas desde Giesel, que só apoiou a abertura política pra agradar o povão, afirmando que o brasileiro sentiria falta da ditadura militar). E talvez o problema atual será até maior que tal comparação, pois, apenas por exemplo, o Brasil nunca experimentou mais de um ano de recessão do PIB, como agora acontecerá.

Mas a explicação para a atual crise financeira é simples. O melhor presidente que o Brasil teve em nossa geração foi um homem chamado: Fernando Henrique Cardoso. Isto, não por um acaso, mas por sua experiência, preparo cultural e formação acadêmica. Creio que o presidente mais culto que também já tivemos. Pesquise e conheça a biografia e o currículo dele. O resultado foi que, financeiramente, ele transformou o Brasil de uma jangada num avião. E decolou forte, estabilizou o voo, e nos deixou em segurança. Mas seu turno como piloto terminou. Ele precisou colocar o Boeing no automático e entregá-lo a um próximo “piloto” que tinha apenas um curso para andar de bicicleta, e que só segurou o Brasil porque o mesmo estava no piloto automático. Isso eu já dizia para os meus amigos que se encantavam com a política destas últimas gestões presidenciais: “amigo, o avião estão planando, mas com alguém que não sabe pilotar; uma hora a gasolina vai acabar, e aí virá o caos”. Eles riam, e não acreditavam. Agora está provado. Aqueles que se sentaram na cadeira de pilotagem estão com o tanque vazio, não têm como segurar a nave no ar e não sabem como aterrissá-la.

Meu amigo, se eu quiser aparecer na sua casa na semana que vem dirigindo uma BMW eu posso fazer isso. Mas deixe-me tentando ficar de posse de tal carro por dois anos e depois volte à minha casa pra ver como estará a minha família. Pra angariar os muitos votos que vêm do povão, os governantes quiseram dar a tal povão o padrão irreal para a as condições do Brasil. Isto está mais para falta de responsabilidade do que de capacidade. Tentando alcançar popularidade, alcançaram o maior índice de reprovação popular já registrado.

E, com essa “capacidade” toda, o Partido dos Trabalhadores, em vez de falar ao potencial trabalhador: “Levante-se, reaja, vamos trabalhar, pois vamos ensinar-lhe a ganhar dinheiro e conquistar benefícios”, disse-lhe: “Acomode-se na lei do mínimo esforço, e vamos saquear o tesouro nacional para dar-lhe dinheiro e supostos benefícios”. E assim, por anos, sagraram a vaca em pé, até o esgotamento extremo. Hoje, os “beneficiados” não conseguem reagir porque não aprenderam algo diferente da ociosidade. Formou-se uma cultura. E agora, os que são de fato trabalhadores é que vão pagar a conta porque são os únicos dos quais ainda se poderá sugar algo mais. Esta é a razão pela qual estamos em crise. É uma crise social.

Portanto, como se tratou de um processo de formação comportamental ao longo de mais de uma década, uma crise como essa não se resolve com manobras administrativas financeiras. Vamos precisar de outros tantos anos, para, talvez, nos reerguermos, com novas mentalidades e comportamentos que poderão se formar através e a partir do presente caos. Sem contar as tamanhas lacunas que tais últimos governos deixaram abertas para que tantos recursos fossem roubados. Pois a corrupção também é um fator cultural que precisa esperar, no mínimo, a chegada de uma nova geração, talvez, diferente. Não estamos mais sob o comando do piloto automático nem planando. Nosso avião está em queda livre, e, por enquanto, não há quem o segure.

Porque estou comentando isso? Para fazer campanha política, ou dar preferência a este ou àquele? Não. Em primeiro lugar, é bom ter consciência desse atual quadro do nosso país para não alimentar falsas esperanças. Reajuste a sua vida para esbanjar menos, economizar mais, ter mais saúde e trabalhar dobrado, pois a bonança não virá tão cedo. Mas se você apertar a chincha desta forma,
poderá sobreviver ao troteio. E também, estou fazendo essa reflexão para que você entenda que precisamos de nova mentalidade, mudança de ações, novos comportamentos e inovação na nossa postura em influenciarmos as demais pessoas em toda essa nossa renovação.

Sabe o que é mais legal de tudo isso? É que no evangelho está a solução para tudo isso. A Bíblia nos ensina a ética, a administração sábia, o uso da liberdade de consciência, a capacidade de pensar abertamente em análise (para saber votar, por exemplo), a diligência nos tempos de tempestades, a sabedoria para sobreviver às crises, o esmero para com a economia e o trabalho e, acima disso tudo, a esperança para um mundo melhor.

Seja cristão de verdade, e será o primeiro, grande, maior e principal passo para sobreviver não somente à atual crise, mas a este próprio mundo em que vivemos.

Que Deus lhe abençoe.

OBSERVAÇÃO: O que é apresentado neste post não representa a ideia de nenhuma instituição, denominação ou igreja, mas sim, é de responsabilidade e ideia totais do próprio autor.


Pr. Valdeci Jr.


quinta-feira, 6 de agosto de 2015

Sugestões Para o Estudo da Bíblia

A primeira grande regra para o estudo das Escrituras é examinar tudo o que ela diz sobre determinado assunto. Isso deverá ser feito para que haja equilíbrio nas conclusões.


Alguns se referem à Bíblia usando a figura de uma bússola, outros a comparam a um mapa. Há também os que a consideram uma carta na qual Deus revela seu amor pelo ser humano. A Bíblia é tudo isso  e até mais. É um livro muito especial. Um registro autêntico e confiável da História, provendo ela mesma a interpretação desses atos.

Os 66 livros que compõem a  Bíblia, são a revelação da vontade de Deus e de Sua salvação. Cristo é seu personagem central.

Quem quer que se disponha a estudar a Bíblia vai descobrir que ela ajuda a viver melhor, com amplitude de visão, otimismo e  esperança. Encontrará respostas acertadas para inquietudes há muito tempo arraigadas  na mente humana. Também oferece respostas para as mais intrigantes questões da existência atual, soluções para os problemas individuais, ou um modo mais positivo de enfrentá-los.

Como  nenhum outro livro, a Bíblia fornece uma visão abrangente da experiência humana. Expões o propósito de Deus para o homem e o Universo, narra as causas do conflito na vida humana e na Natureza, e seu desfecho final marcado pela vitória do bem.

A Bíblia apresenta ainda o plano que Deus elaborou no sentido de salvar o homem de sua decadência moral e espiritual, restaurando-o ao estado de perfeição que possuía ao ser criado. Mostra exemplos de pessoas que também viveram experiências semelhantes às nossas, tropeçaram e caíram, fizeram escolhas erradas e colheram as trágicas conseqüências disso. E, todavia, foram recuperadas

É uma experiência maravilhosa e muito positiva começar o dia com Jesus. Um problema que muitos enfrentam é  como tornar a leitura da Bíblia interessante e proveitosa. As sugestões  a seguir podem ajudar:

1) Tome a decisão de reservar um horário diário em que haja silêncio e busque a Cristo através de uma leitura da Bíblia. Certamente, você precisará da ajuda de Deus, no sentido de confirmar e fortalecer tal resolução, diante dos imprevistos.

2) Comece com pequenos versos, e até com uma parte que lhe seja agradável e medite naquilo que leu; não precisa ler grandes capítulos, mas que aquilo que for lido possa ter sentido para sua vida. Comece e termine com uma oração , sempre. Aumente a leitura aos poucos e quando menos esperar, este hábito se tornará como se fosse um alimento espiritual; você não poderá viver mais sem estes momentos. Isto se chama ter comunhão diária com Deus.

3) Procure ter uma versão da Bíblia que apresente uma  linguagem moderna, leve e de fácil entendimento.

4) É interessante ter à mão um caderno para registro de idéias, reflexões e comentários pessoais, ou para sublinhar algo na própria Bíblia.

5) Pedir  a ajuda de Deus para entender o que se vai estudar é a primeira coisa que deve ser feita. Através do Espírito Santo, Ele iluminará a mente e guiará o pensamento.

6) A Bíblia deve ser lida sem pressa. Nada de correria. Palavras e pensamentos devem ser bem digeridos, com uma atitude mental positiva, e disposição para ouvir a voz de Deus.

8) Concentração é fundamental. Se for necessário, a passagem deve ser lida mais de uma vez, até que o significado esteja claro e possa ser aceito.

9) Duas ferramentas que podem ajudar na obtenção de melhor aproveitamento da leitura da Bíblia são um dicionário bíblico e uma concordância bíblica. O primeiro auxiliará na compreensão de certas palavras desconhecidas e seus significados. A concordância trará alfabeticamente por assuntos todos os versos bíblicos que contém uma determinada palavra.


A Palavra de Deus nos dá sabedoria para enfrentarmos os desafios da vida com segurança.

Vale a pena pesquisar a Bíblia, e através dela passarmos a conhecer melhor a Deus.

Salmos 19:7 A lei do SENHOR é perfeita e restaura a alma; o testemunho do SENHOR é fiel e dá sabedoria aos símplices.


quinta-feira, 30 de julho de 2015

A Crise Na Opinião de Albert Einstein

"Não pretendemos que as coisas mudem, se sempre fazemos o mesmo. A crise é a melhor benção que pode ocorrer com as pessoas e países, porque a crise traz progressos. A criatividade nasce da angústia, como o dia nasce da noite escura. É na crise que nascem as invenções, os descobrimentos e as grandes estratégias. Quem supera a crise, supera a si mesmo sem ficar 'superado'."
"Quem atribui à crise seus fracassos e penúrias, violenta seu próprio talento e respeita mais aos problemas do que às soluções. A verdadeira crise, é a crise da incompetência. O inconveniente das pessoas e dos países é a esperança de encontrar as saídas e soluções fáceis. Sem crise não há desafios, sem desafios, a vida é uma rotina, uma lenta agonia".
"Sem crise não há mérito. É na crise que se aflora o melhor de cada um. Falar de crise é promovê-la, e calar-se sobre ela é exaltar o conformismo. Em vez disso, trabalhemos duro. Acabemos de uma vez com a única crise ameaçadora, que é a tragédia de não querer lutar para superá-la... Nem tudo que se enfrenta pode ser modificado, mas nada pode ser modificado até que seja enfrentado".

Albert Einstein

quarta-feira, 15 de julho de 2015

¿Reavivados?

¿A quién debe agradar el pastor: a los miembros de la iglesia, a su organización, a la sociedad, a su familia? Recuerdo una vez que estuve angustiado. Me sobrevino un sentimiento de que tal vez yo no estuviese agradando. Y mi angustia era querer agradar al Señor. Después de un tiempo de reflexión, percibí que eso fue bueno, porque al final, ¡esa debe ser la incomodidad de todos los cristianos! Después de orar por algunas semanas, la revelación recibida fue de algo muy obvio: ¡se agrada a Dios teniendo fe (Hebreos 11:6); y se adquiere fe leyendo la Biblia (Romanos 10:17)! Se queremos agradar siempre, debemos ser estudiantes constantes de la Palabra de Dios.
El día 17 de abril de 2012 tuvo inicio una actividad colectiva mundial de un pueblo que estaba deseando una sonrisa en el rostro del Creador. Un viaje de tres años y tres meses en los cuales innumerables personas alrededor del globo serían motivadas a leer cada día el mismo capítulo de las Escrituras, comenzando en Génesis y yendo hasta el final de la Biblia. Todos juntos, a pesar de estar esparcidos por el planeta. ¿Para qué? Para ser reavivados, porque esta es la característica de un pueblo que agrada a Deus.
¿Y hubo adhesión? Es difícil medir un balance exacto del proyecto hasta hoy, más de 1180 días después. Pero basta escribir “Reavivados Por Su Palabra” en Google[i] y ver el resultado. Sin contar que para las demás partes del mundo el “rpsp” acontece en muchos otros idiomas. La imposibilidad de saber números exactos es justamente por el tamaño gigantesco de personas e instituciones que se unieron a la idea, creando centenas de medios de interacción del proyecto como sitios web, blogs, páginas, comunidades, canales de videos, juegos, concursos, gráfica, panfletos, artículos, aplicativos, programas de radio y TV, espacios en lecciones de la Escuela Sabática y otros periódicos, etc. ¡Un verdadero nicho cultural pasó a existir!
La palabra “reavivados” implica justamente volver con fuerza a la vida[ii]. Y si usted deja Twitter abierto en el marcador #rpsp por la mañana, horario en que el cristiano hace su meditación personal, verá que el timeline se estará actualizando cada pocos segundos, sin parar. El aparato electrónico, que es materia sin vida, parece pulsar. Todo eso por estar subiendo a la red mundial la unificación del pensamiento de millares de creyentes que están recibiendo juntos el alimento de una sola fe, dada por un solo Espíritu (Efesios 4:4-6). Al final, más importante que los hits de los medios es lo que sucede en la vida de las personas. Y eso es real.
Para sentir eso, creé el correo electrónico oqueacheidoreavivados@hotmail.com . Y de apenas un llamamiento que hice en la radio[iii], pidiendo a los oyentes sus opiniones, recibí decenas de respuestas como:
“Buen día, Pastor, soy oyente de reavivados, mi vida cambió, pasé a interpretar la Biblia de otra forma, pasé a ser guardador del sábado y diezmista de verdad, doy estudio bíblico en mi comunidad y siempre comparando lo de reavivados con la Biblia. Soy de la Pastoral Familiar y doy Curso para novios. Aprendí a no venerar más la imagen, solamente a Dios. Soy católico. Gracias por cambiar mi manera de interpretar la Palabra de Dios. Soy mineiro, moro en Lavras [sic]”.
Májore Cabral hace este comentario sobre Reavivados: “Fue una bendición en mi vida, sin contar que se lo señalé a muchas personas, principalmente no adventistas”. Como Renata Romão que, todos los días, envía los comentarios y actualizaciones de rpsp para sus “grupos de evangelismo en WhatsApp, que son en total 12, y con [cerca de] 100 personas cada uno, o sea, casi 1200 personas”. Pero un punto que une todos los e-mails que recibí es el pedido de que el proyecto no termine al completar la lectura de los 1189 capítulos de la Biblia.
¿A partir de las muestras tan sencillas pero exponenciales, usted tiene la noción de cuántos millares o millones de personas se juntaron como células robustecidas para fortalecer el cuerpo de Cristo? Para tener una idea, acompañe la conclusión de este proyecto hoy, 10 de julio, que sucederá dentro del 60º Congreso de la Asociación General de los adventistas del séptimo día. Será una ceremonia en presencia de más de 60 mil fieles reunidos en San Antonio, Texas, EE.UU., representando a los 18,5 millones de miembros de la Iglesia Adventista del Séptimo Día activos en 215 países.
Por tanto, para el cuestionamiento que un gran teólogo adventista hizo en un periódico oficial de la denominación preguntando “¿Podemos todavía ser considerados el ‘pueblo de la Biblia’?”[iv], 14 años después, la respuesta continua siendo, ampliamente, un gran “sí”. Considerados como “evangélicos de misión” tradicionales por la “nomenclatura utilizada por el Instituto Brasileño de Geografía y Estadística (IBGE) para el censo”[v], actualmente los adventistas del séptimo día “tienen asumido su puesto entre las mayores denominaciones”[vi]. Históricamente, son llamados el “pueblo de la Biblia”[vii]. Para la Iglesia Adventista es de vital importancia saber si lo que está siendo enseñado, creído y practicado viene de algún claro “así dice el Señor”, o sea, si está escrito en las Sagradas Escrituras. “Los escritos de los adventistas se preocupan mucho de ofrecer ‘pruebas’ a través de la Biblia”[viii]. Para Ellen White[ix], la Biblia debe ser considerada como una norma infalible a través de la cual las ideas científicas del hombre deben ser analizadas. Por lo tanto, en el adventismo la Biblia es la Palabra de Dios que sirve como única regla de fe y práctica[x].
¿Y en su vida? Para el pastor Bruno Raso, que lideró este proyecto en el territorio de la División Sudamericana (que corresponde a ocho países sudamericanos), el “rpsp” contribuyó a tornar a la Iglesia “más espiritual y misionera”. ¿Usted también desea agradar al Señor? A partir de mañana, 11 de julio, esta Iglesia quiere reforzar su búsqueda de Dios, ahora con la lectura bíblica acompañada con comentarios inspirados. Será el proyecto “Creed en Sus Profetas”. Raso considera que profundizar la lectura de las Escrituras y del Espíritu de Profecía es indispensable para la comunión, la relación y la finalización de la misión. ¿Usted está dispuesto a creer en el don de profecía concedido por el Espíritu Santo? Entonces usted va a participar. Y, pensando en eso, por favor, deje abajo su evaluación diciendo lo que usted halló del proyecto Reavivados por Su Palabra, ¿está bien?
¡Que Dios le bendiga!

[iv] TIMM, Alberto R. Podemos ainda ser considerados o “povo da Bíblia”? Revista adventista. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, ano 97, n. 6, p. 14-16, jun. 2001, pg 14.
[v] JACOB, Cesar Romero, et al. Atlas da filiação religiosa e indicadores sociais no Brasil. Rio de Janeiro: Ed. PUC-Rio; São Paulo: Loyola, 2003, pg 69.
[vi] BAINBRIDGE, William Sims. The sociology of religious movements. Nova Iorque: Routledge, 1997, pg 107.
[vii] GONZALEZ, Lourenço Silva. Assim diz o Senhor. 11. ed. Niterói: Ados, 2009, pg 456.
[viii] GAARDER, Jostein et al. O livro das religiões. São Paulo: Cia. das Letras, 2000, pg 209.
[ix] WHITE, Ellen G. Educação, 7ª ed. Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 1997, pg 173.
[x] NISTO CREMOS: as 28 crenças fundamentais da Igreja Adventista do Setimo Dia. Tradução de Hélio L. Grellmann. 8. ed. Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2008, pgs 11-25.

terça-feira, 14 de julho de 2015

Como as pessoas eram salvas antes de Cristo vir a este mundo?

A salvação não pode ser conseguida por esforço humano. A salvação sempre foi e sempre será produto da graça e da misericórdia divinas.

Mas o que para nós é gratuito custou um preço muito alto. Nossos pecados são uma ofensa grave a Deus. Somente através da morte de Cristo nós poderíamos ser perdoados. Para isto Jesus veio até nós.

Marcos 10:45: “Pois o próprio Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos”.

Portanto os que viveram antes da cruz de Cristo foram salvos porque acreditaram no Salvador que haveria de vir. E nós que vivemos depois da cruz somos salvos por acreditarmos no poder do Cristo que já veio.

“sabendo que não foi mediante coisas corruptíveis, como prata ou ouro, que fostes resgatados do vosso fútil procedimento que vossos pais vos legaram, mas pelo precioso sangue, como de cordeiro sem defeito e sem mácula, o sangue de Cristo, conhecido, com efeito, antes da fundação do mundo, porém manifestado no fim dos tempos, por amor de vós” 1 Pedro 1:18-20.



Deus pôde oferecer o perdão para as pessoas que viveram antes da cruz com base no sacrifício futuro que seria feito em favor da raça humana, o sacrifício de Cristo.

Reavivados?

A quem um pastor deve agradar: aos membros da igreja, à sua organização, à sociedade, à sua família? Lembro-me de uma vez em que estive angustiado. Sobreviera-me um sentimento de que talvez eu não estivesse agradando. E minha angústia era em querer agradar ao Senhor. Depois de um tempo de reflexão, percebi que isso foi bom, pois afinal, esse deve ser o incômodo de todos os cristãos! Após orar por algumas semanas, o insight recebido foi de algo muito óbvio: agrada-se a Deus tendo fé (Hebreus 11:6); e adquire-se fé lendo a Bíblia (Romanos 10:17)! Se quisermos agradar sempre, devemos ser estudantes constantes da Palavra de Deus.
No dia 17 de abril de 2012 teve início uma atividade coletiva mundial de um povo que estava desenhando um sorriso no rosto do Criador. Uma jornada de três anos e três meses nos quais inúmeras pessoas ao redor do globo seriam motivadas a ler, a cada dia, o mesmo capítulo das Escrituras, começando em Gênesis e indo até o final da Bíblia. Todos juntos, apesar de espalhados pelo planeta. Pra quê? Para estarmos reavivados, pois esta é a característica de um povo que agrada a Deus.
E houve adesão? É difícil mensurar um balanço exato do projeto até hoje, mais de 1180 dias depois. Mas basta digitar “Reavivados Por Sua Palavra” no Google[i] e ver o resultado. Sem contar que para as demais partes do mundo o “rpsp” acontece em tantos outros idiomas. A impossibilidade de saber números exatos é justamente pelo tamanho gigantesco de pessoas e instituições que se juntaram à ideia, criando centenas de meios de interação do projeto como sitesblogs, páginas, comunidades, canais de vídeos, games, concursos, artes, panfletos, artigos, aplicativos, programas de rádio e TV, espaços em lições da Escola Sabatina e outros periódicos, etc. Um verdadeiro nicho cultural passou a existir!
A palavra “reavivados” implica justamente em voltar com força à vida[ii]. E se você deixar o Twitter aberto no marcador #rpsp, pela manhã, horário em que o cristão faz sua devoção pessoal, verá que a timeline estará se atualizando de poucos em poucos segundos, sem parar. O aparelho eletrônico, que é matéria sem vida, parece pulsar. Tudo isso por estar subindo para a rede mundial a unificação do pensamento de milhares de crentes que estão comungando juntos o alimento de uma só fé, dada por um só Espírito (Efésios 4:4-6). Afinal, mais importante que os hits da mídia é o que acontece na vida das pessoas. E isso é real.
Para sentir isso, criei o e-mail oqueacheidoreavivados@hotmail.com. E de apenas uma chamada que fiz na rádio[iii], pedindo aos ouvintes suas opiniões, recebi dezenas de respostas como:
“Bom dia Pastor, sou ouvinte do reavivados, minha vida mudou, passei a interpretar a Bíblia de outra forma, passei a ser guardador do sábado e dizimista de verdade, dou estudo bíblico na minha comunidade e sempre comparando o reavivados com a Bíblia. Sou da Pastoral Familiar e do Curso para noivos. Aprendi a não mais venerar imagem, somente a Deus. Sou católico. Obrigado por mudar minha maneira de interpretar a Palavra de Deus. Sou mineiro, moro em Lavras [sic]”.
A Májore Cabral comenta assim sobre o Reavivados: “Foi uma benção na minha vida, sem contar que indiquei pra muitas pessoas, principalmente não adventistas”. Como a Renata Romão que, todos os dias, envia os comentários e atualizações do rpsp para seus “grupos de evangelismo no WhatsApp, que são ao todo 12, e com [perto de] 100 pessoas cada um, ou seja, quase 1200 pessoas”. Mas um ponto que une todos os e-mails que recebi é o pedido de que o projeto não acabe ao completarmos a leitura dos 1189 capítulos bíblicos.
A partir de tão singelas, mas exponenciais amostras, você tem noção de quantos milhares ou milhões de pessoas se juntaram como células revigoradas para fortalecer o corpo de Cristo? Para ter uma ideia, acompanhe a conclusão deste projeto hoje, 10 de julho, que acontecerá dentro da 60º Conferência Geral dos adventistas do sétimo dia. Será uma cerimônia na presença de mais de 60 mil fiéis reunidos em San Antonio, Texas, EUA, representando os 18,5 milhões de membros da Igreja Adventista do Sétimo Dia atuantes em 215 países.
Portanto, para o questionamento que um grande teólogo adventista levantou num periódico oficial da denominação perguntando “Podemos ainda ser considerados o ‘povo da Bíblia’?”[iv], 14 anos depois, a resposta continua sendo, largamente, um grande “sim”. Considerados como tradicionais “evangélicos de missão” pela “nomenclatura utilizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para o recenseamento”[v], atualmente os adventistas do sétimo dia “têm assumido o seu posto entre as maiores denominações”[vi]. Historicamente, são chamados de “povo da Bíblia”[vii]. Para a Igreja Adventista, é de vital importância saber se o que está sendo ensinado, crido e praticado vem de algum claro “assim diz o Senhor”, ou seja, se está escrito nas Escrituras Sagradas. “Os escritos dos adventistas se preocupam muito em oferecer ‘provas’ através da Bíblia”[viii]. Para Ellen White[ix], a Bíblia deve ser considerada como uma norma infalível através da qual as ideias científicas do homem devem ser abalizadas. Portanto, no adventismo, a Bíblia é a Palavra de Deus que serve como única regra de fé e prática[x].
E na sua vida? Para o pastor Bruno Raso, que liderou este projeto no território da Divisão Sul-Americana (que corresponde a oito países sul-americanos), o “rpsp” contribuiu para tornar a Igreja “mais espiritual e missionária”. Você também deseja agradar ao Senhor? A partir de amanhã, 11 de julho, essa Igreja quer reforçar sua busca por Deus, agora com a leitura bíblica acompanhada de comentários inspirados. Será o projeto “Crede em Seus Profetas”. Raso considera que aprofundar a leitura das Escrituras e do Espírito de Profecia é indispensável para a comunhão, o relacionamento e o término da missão. Você está disposto a crer no dom de profecia concedido pelo Espírito Santo? Então você vai participar. E, pensando nisso, por favor, deixe abaixo a sua avaliação dizendo o que você achou do projeto Reavivados por Sua Palavra, ok?
Que Deus lhe abençoe!
Um abraço,
Pr. Valdeci Júnior
Fonte: http://noticias.adventistas.org/pt/coluna/valdeci-junior/reavivados/

[i] https://www.google.com.br/?gws_rd=ssl#q=Reavivados+por+sua+palavra
[ii] http://noticias.adventistas.org/pt/coluna/valdeci-junior/esse-defunto-sou-eu/.
[iii] http://novotempo.com/audios/categoria/reavivados-por-sua-palavra/
[iv] TIMM, Alberto R. Podemos ainda ser considerados o “povo da Bíblia”? Revista adventista. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, ano 97, n. 6, p. 14-16, jun. 2001, pg 14.
[v] JACOB, Cesar Romero, et al. Atlas da filiação religiosa e indicadores sociais no Brasil. Rio de Janeiro: Ed. PUC-Rio; São Paulo: Loyola, 2003, pg 69.
[vi] BAINBRIDGE, William Sims. The sociology of religious movements. Nova Iorque: Routledge, 1997, pg 107.
[vii] GONZALEZ, Lourenço Silva. Assim diz o Senhor. 11. ed. Niterói: Ados, 2009, pg 456.
[viii] GAARDER, Jostein et al. O livro das religiões. São Paulo: Cia. das Letras, 2000, pg 209.
[ix] WHITE, Ellen G. Educação, 7ª ed. Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 1997, pg 173.
[x] NISTO CREMOS: as 28 crenças fundamentais da Igreja Adventista do Setimo Dia. Tradução de Hélio L. Grellmann. 8. ed. Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2008, pgs 11-25.

quinta-feira, 9 de julho de 2015

ORDENAÇÃO DA MULHER: MUDEI A MINHA OPINIÃO.

Para entender este post é preciso reler, pensando no evento, Romanos 14

Para atualizar quem está passando por aqui, nesta quarta feira, 8 de julho, depois de anos de discussão (sadia e respeitosa), de pesquisas teológicas e de procedimentos administrativos, a Igreja Adventista do Sétimo Dia (IASD), em reunião mundial, tomou uma decisão polêmica e histórica tão importante, que chegou a ser noticiada nos grandes meios seculares, como por exemplo o “Washington Post[1]”. De 02 a 11 de julho, cerca de 7000 adventistas estão reunidos em San Antonio, Texas, EUA, representando os mais de dezoito milhões de membros da IASD presente em mais de duzentos países. Trata-se de uma reunião mundial que acontece a cada cinco anos para revisões de decisões administrativas, devocionais e doutrinárias[2]
E ontem, cerca de 2500 delegados discutiram, por várias horas, durante a manhã e a tarde, a deliberação de um voto que tomaram no final da discussão. “Por 1.381 votos contra 977, os delegados presentes” votaram que a igreja não ordenará mulheres ao ministério[3]. O silêncio que imperou-se no autidório no começo da manhã demonstrou que tudo foi muito solene, e o louvor cantado no fim da tarde durante a apuração dos votos demonstrou que tudo foi muito inspirador.

Eu era a favor pela ordenação da mulher e queria ver o “sim” no resultado da votação da conferência geral, até ontem pela manhã. Mas ontem, depois que passei o dia inteiro ouvindo os comentários dos delegados a favor e contra, bem como as perguntas, mudei de opinião.

Abaixo, explico o porquê.

Ontem, bem como antes, eu não vi uma teologia da ordenação da mulher. Eu vi uma sociologia da ordenação da mulher. Era interessante. Cada vez que um delegado ia falar, antes que fosse apresentada a opinião dele, a gente já sabia se era “sim” ou “não”, apenas por perceber seu lugar de origem. Por exemplo, se era da América do Norte, “sim”, se era da África, “não”, com suas exceções, é claro. Uê, será que Deus teria duas teologias, ou mais, uma para cada território? Veja os documentos “teológicos” de cada divisão. Quatro recomendam um "Não". Cinco recomendam um "Sim". E quatro ficam em cima do muro, deixando claro que apoiariam tanto o "Não" quanto o "Sim"[4]. Ou será que um povo, raça, ou nação tem mais capacidade para compreender a verdade do que outro? Claro que não.

Com todo respeito, depois de anos comissionados para isso, nossos teólogos não conseguiram apresentar uma teologia da ordenação da mulher. Não que sejam incapazes. Puderam apresentar uma teologia da ordenação em geral, e não da mulher. E puderam deixar claro pra gente também uma outra coisa: a questão é que a teologia da ordenação da mulher não existe (pelo meios ainda). É tipo tentar querer inventar uma suposta teologia da música. A maior evidência disso é o quanto o auditório se dividia em argumentos. Se existisse um claro “Assim Diz o Senhor”, a favor ou contra, não haveria tamanhos vieses de argumentos. Aí você pode questionar: mas assim é no mundo religioso, uns guardam o sábado outros o domingo, todos com argumentos supostamente teológicos... Não. Não estamos falando de correntes teológicas diferentes. Ontem, ali dentro daquele auditório, todos eram adventistas. Se a discussão ali fosse sobre qualquer uma das nossas 28 crenças fundamentais, não seria assim. Porque todos seguem uma mesma escola de interpretação bíblica. Todos têm em sua predisposição querer ser obedientes à Bíblia. Ou você acha que depois de a igreja selecionar seus delegados, que são pessoas experimentadas, veteranas, conhecedoras da igreja e comprometidas com a mesma, teríamos praticamente metade (cerca de mil pessoas) que estariam pré-dispostas a torcer a Bíblia? Óbvio que não! E agora a sequência dividida de comentários e artigos segue com diferentes vieses do mesmo jeito. É só procurar na internet. O que os nossos teólogos conseguiram nos mostrar é que essa não é uma questão teológica.

E por ser uma questão cultural, entram as teologias da igreja e do amor. Na eclesiologia, alguns princípios devem ser mantidos, inclusive, o da unidade do corpo de Cristo. O capítulo 14 de Romanos nos revela algo muito importante: Se o que eu faço escandaliza o meu irmão, e o faz pecar, então não devo fazer. Na realidade, devemos amar a Deus acima de todas as coisas e amar ao nosso próximo como a nós mesmos. Esse é o princípio do Cristão. "Um novo mandamento vos dou: que vos ameis uns aos outros; assim como eu vos amei a vós, que também vós vos ameis uns aos outros. Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos, se tiverdes amor uns aos outros. (João 13:34-35)”. E foi até de princípios do comportamento infantil que Jesus tirou as lições para tal necessidade, acrescentando o cuidado em fazer as outras pessoas tropeçar, ou não, o cuidado pra não escandalizar os outros, o cuidado que devemos ter para sempre ganhar e nunca perder uma pessoa, e até mesmo a cartilha do que a gente deve fazer quando um irmão pisa na bola, passo a passo.

Entende o que aconteceu? O que aconteceu ontem foi exatamente o que aconteceu em Romanos 14. Um paradoxo entre a liberdade e o escândalo, onde “um que crê” foi chamado à tolerância para com “um que se entristece”. Se comer carne vai fazer escandalizar o meu irmão, então é melhor comer vegetais. Eu pensei até em, em vez de escrever este post, escrever uma paráfrase de Romanos 14. Mas poderia escandalizar ou ofender a algum leitor, e então cairia no mesmo erro sobre o qual Paulo adverte. Mas o fato é que, o que me fez mudar de opinião não foram as supostas teologias contra ou a favor[5]. A pesquisa foi teológica, mas os relatórios não. Os resultados foram práticos. Ontem, desde a manhã até a tarde, eu estava olhando aquela vasta multidão naquele auditório e fazendo uma
reflexão. Apesar de vários levantarem para falar, era a minoria. A maioria dos delegados não falou. Ficaram sentados, calados, em observação e oração. E se Pedro, Tiago, Abraão, Isaías, qualquer outro profeta ou escritor bíblico, Ellen White e até o próprio Cristo estivessem presentes no auditório, o que eles fariam? Levantariam para falar contra, ou a favor? Nenhuma das duas opções. Ficariam sentadinhos caladinhos, só observando e orando, confiando tudo às mãos de Deus. Como eu sei disso? É simples. É porque nos escritos inspirados não tem nada que eles tenham dito sobre isso, e o que eles tinham para dizer ficou deixado como escrito. Agora, se Paulo estivesse presente, acho que ele diria: “Se ordenar mulheres num continente vai ofender os irmãos do outro continente (ou até mesmo no próprio território), então é melhor não ordenar”.

Logo, por estas razões, minha opinião mudou, e não tenho vergonha em dizer isso. Creio que é melhor, por enquanto, que a igreja não ordene mulheres, pois ela ainda não está preparada para isso. Espero que nunca esteja, pois espero ver Cristo voltar em breve. Mas se Ele demorar, creio que a igreja, numa próxima geração, chegará a esse amadurecimento. Pois o voto de ontem foi um “não” não por mostrar amadurecimento para o “não”, mas sim por mostrar a falta de amadurecimento, ainda, para lidarmos com o assunto. Amadurecimento eu digo do corpo como um todo em seu entendimento filosófico, e não quanto aos procedimentos administrativos e a maturidade das pessoas envolvidas. No que tange a procedimentos, tudo foi feito com muito amadurecimento e oração, e portanto creio que, por enquanto, essa é a vontade de Deus: “não ordenarmos mulheres ao ministério adventista pastoral”.

Essa é a minha opinião. Ela respeita as dos demais, e também não representa a opinião de mais ninguém. Mas sou convicto disso.


Com amor,

Pr. Valdeci Jr.

Para ver o quanto isso está em uma questão cultural, e não teológica, leia também os documentos a partir de: Ordenação de Mulheres na Igreja Adventista do Sétimo Dia.



[1] http://www.washingtonpost.com/local/social-issues/seventh-day-adventists-vote-against-female-ordination/2015/07/08/42920f7e-25c8-11e5-b77f-eb13a215f593_story.html
[2] http://gc2015.adventistas.org/pt/.
[3] http://noticias.adventistas.org/pt/noticia/institucional/delegados-decidem-por-continuar-a-nao-ordenar-mulheres-ao-ministerio-pastoral/
[4]http://www.nasaladopastor.com/2014/07/ordenacao-de-mulheres-na-igreja.html
[5] Leia “Falácias e a Ordenação da Mulher” no blog do Michelson Borges: http://www.criacionismo.com.br/2015/02/falacias-e-ordenacao-da-mulher.html