quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Desejar Que o Cônjuge Adultere

Sou vítima de um divórcio. Como parte inocente, tenho que torcer para que a outra parte adultere, para que eu esteja livre para casar?


Em primeiro lugar, temos que assumir que esse plano de divórcio e (talvez) novo casamento não é perfeito mesmo, pois não é um plano original de Deus. O divórcio não faz parte dos planos que Deus tem para o homem. Na mente do Institucionalizador do casamento, este foi estabelecido para a vida inteira, e ponto final. Como você sabe, por causa da dureza do coração humano, foi necessário esse S.O.S. chamado divórcio. É tipo uma equipe de resgate diante de uma catástrofe. Funciona tudo às mil maravilhas? Claro que não. Faz-se o que é possível, mas é óbvio que muita coisa acontece numa forma bagunçada mesmo. Porque ninguém planeja uma catástrofe, entende?
Segundo ponto. Não acredito num rompimento de casamento onde exista uma das partes absolutamente inocente (talvez haja uma exceção, daquelas da probabilidade de uma em um milhão). Se o seu cônjuge adulterou, ou se não adulterou mas esfriou-se no amor, a minha primeira pergunta não é para ele(a), do tipo, “por que você fez isso?”, mas sim para você, do tipo “o que você fez ou deixou de fazer para que ele(a) fizesse isso?”. Eu sei que você deve estar indignando-se comigo, mas espere um pouco. Acalme-se. Você deve estar pensando: “mas eu nunca fiz nada de má intenção, nem nunca mal intencionei negligenciar nada; pelo contrário, sempre fiz tudo o que pude e deixei de fazer tudo o que sabia ser errado”. E eu acredito em você. Mas acontece que nem só de boas intenções está cheio o paraíso. A boa intenção destituída do conhecimento não leva a nada. Muitas vezes, não erramos por intenção, mas por não conhecer o correto. Como ninguém se forma para casamento, pois isso não tem como existir, em assuntos matrimoniais, todos nós erramos. Somos cobaias de nós mesmos. É claro que o erro mais alarmante é o do que adultera, ou abandona, mas isso não isenta o consorte, de sua parcela nas falhas ocorridas no matrimônio.
Esse entendimento nos leva a nos conscientizarmos de que não somos tão santos assim, a ponto de podermos ter a moral de querer que o outro termine se lascando mais ainda, no caso, adulterando. Diante disso, como parte menos culpada mas ainda com falhas a reparar, você pode tomar de duas atitudes uma (a que, das duas, estiver ao seu alcance). 1)Durante essa nova fase da vida (de solteiro impedido), trabalhar para reparar os seus erros pessoais, reestabelecer a sua saúde emocional, redimir-se com todos os que ofendeu ou falhou, fazer um reconcerto com Deus e um re-projeto de vida. Esses itens não se fazem da noite para o dia. Leva-se, no mínimo, uns três anos. E lembre-se, enquanto isso, o seu cônjuge também vai estar precisando disso. E tanto você como ele, se forem pessoas sinceras e desejosas de fazer o bem, vão empenhar-se nisso. Se ambos se empenharem, com a melhora de recuperação pessoal que terão, duvido que não caiam na segunda opção seguinte. Ou, 2)Durante essa nova fase da vida (de solteiro impedido), trabalhar para reconquistar o seu casamento. Isso só é possível recomeçando do zero, com a conquista da amizade, a conquista do namoro, da família, da sociedade, e depois, enfim, da intimidade matrimonial. Isso também é um projeto de longa data. Para ambas essas opções é preciso acompanhamento de alguém mais experiente que possa ajudar. Em outras palavras, terapia. Passar por uma separação de casamento e dizer que não precisa de terapia é como estar com tuberculose e dizer que não precisa de remédio, a não ser que seja alguém que, com má intenção, já desejava o divórcio. Isso é lei. Percebe aqui, como seria prejudicial sair de um casamento e já pensar em outro? Nem a lei apóia, nem a psicologia aconselha. Então, o conselho de Deus tem lógica. Mas tem mais.
Suponhamos que você faça parte realmente da honrosa e raríssima exceção de ser alguém realmente absolutamente inocente. Então, ou o seu cônjuge é alguém muuuito doente emocionalmente ou muuuito mal intencionado. Por duas razões: a)dificilmente ela tenha ido para o altar contigo pensando em separar-se; aconteceu. b)se você é tão bom assim e ela não lhe quis mais, tem algo muito errado com ela. Mas, como tudo pode acontecer, eu acredito que isso possa estar acontecendo com você. E se isso estiver acontecendo, então você é sadio emocionalmente o suficiente para ser um solteiro feliz por, pelo menos os próximos cinco anos. Pode parecer muito, mas para alguém que está bem diante da vida com um todo, não é tanto. E se ela é tão errada ou doente assim, é impossível que não vá fazer besteira ou voltar a precisar de você, durante os próximos cinco anos, que serão muuuito longos para ela. Logo, diante disso, ficar os próximos anos sozinho esperando pra ver o que acontece não é ficar torcendo para que a outra pessoa peque; é ficar esperando para que a justiça seja feita; é ficar esperando para que o tempo mostre quem é quem; é descansar nos braços do Pai, dizendo que confia em Seus conselhos mesmo quando parecem sem lógica, deixando para que Ele opere em sua vida, por ter-Lhe entregado o total domínio da mesma.
 Então, meu amigo, veja como os conselhos da psicologia (boa, correta e equilibrada por princípios divinos, é claro), de que um divorciado não deve casar-se em menos de três anos de divórcio, a regência [existente até tão pouco recentemente] da lei, de ser preciso dois anos de separação de corpos para comparecer perante o juiz para declarar a separação (um divórcio realizado sem o uso da mentira dificilmente aconteceria em menos de três anos) e os conselhos da Bíblia se harmonizam. Veja que como alguém cujo estado civil ainda é casado você também não poderia, como um cristão, namorar, até ter um documento de divorciado. O tempo da psicologia e o tempo da lei são o tempo que a vida espiritual precisa.
Diante disso, se você é realmente inocente, eu lhe dou o seguinte conselho. Não deseje nada. Apenas descanse nos braços do Pai e faça a sua parte, procurando fazer tudo o que você sabe e que estiver ao seu alcance, que seja correto nesse assunto. Faça terapia. Busque aconselhamento. Leia bons livros sobre o assunto e aprenda a ser um solteiro feliz. Psicologicamente, você precisa isso, para entrar num próximo casamento (seja um novo ou a volta do primeiro); e sem isso a entrada num próximo relacionamento é fadada ao fracasso obvio. É por isso que a estatística aponta que os segundos casamentos acabam com muito mais freqüência e muito mais rápido do que os primeiros casamentos. Na prática, você precisa ficar uns dois anos sozinho, depois ter boas amizades com o sexo oposto. Destas boas amizades uma precisará fazer brotar um namoro, que entre período de namoro e noivado ainda levará uns dois anos para lhe dar um próximo e bom casamento. Ou seja, não dá pra pensar em casar em menos de quatro ou cinco anos. Isso é lógico e psicológico. Se você fizer essa sua parte, Deus vai fazer a dEle. De três coisas, uma acontecerá: 1)Você receberá o dom supremo e raríssimo que Paulo recebeu e quererá viver o resto da vida solteiro; ou 2)Seu cônjuge terminará demonstrando que tipo de personalidade desestruturada ela tem, arrumando outra pessoa para si, mesmo ferindo princípios; ou 3)Vocês acabarão reestruturando o primeiro. Mas como eu disse, não deseje nada, porque não cabe a você julgar. Isso pertence a Deus. Então, deixe que a justiça seja feita por Ele e efetuada através do tempo.
Desejo que Deus abençoe o seu coração. Se precisar de ajuda emocional, continue escrevendo-nos, leia bons livros de editoras cristãs sobre o assunto, procure um psicólogo cristão, participe de uma igreja e mantenha a leitura diária da Bíblia e o tempo diário de oração pessoal e particular.
Um abraço,

Twitter: @Valdeci_Junior


Pergunta Que Será Respondida Amanhã:
A Bíblia diz que o antigo concerto foi abolido. Isto significa que os dez mandamentos também o foram...

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Jesus Sujeita Todas as Coisas ao Pai

Eu gostaria de saber em que contexto acontece a sujeição de todas as coisas, de Jesus ao Pai, mencionada em 1Coríntios 15.






“Quando, porém, todas as coisas lhe estiverem sujeitas, então, o próprio Filho também se sujeitará àquele que todas as coisas lhe sujeitou, para que Deus seja tudo em todos.”

O verso 28 começa com a expressão “quando, porém” porque é uma continuação do verso 27, que fala da liderança de Cristo na vitória sobre o pecado através do Seu ministério de doar-se para ser o cordeiro de Deus e o intercessor no Céu.
Esse verso (28) refere-se à relação posterior do Filho, como vencedor, com o Pai. No plano divino para a redenção do mundo, o Pai confiou tudo nas mãos do Filho (Mateus 11:27; Colossenses 1:19). Quando se completar a missão de Cristo, ou seja, depois que Ele terminar de interceder e julgar, e tiver voltado à esta Terra para buscar os Seus, e os inimigos de Deus forem submetidos, então o Filho entregará o reino ao Deus Pai (1 Coríntios 15:24).
Esse ato não quer dizer que o Filho é inferior quando comparado ao Pai, mas é uma demonstração da unidade de propósitos entre os membros da divindade, pelo qual os atos de um se veem como cumprimento da vontade única de ambos (João 10:30). Nessa expressão “para que Deus seja”, podemos ver um resumo do propósito supremo da missão de Cristo: o Filho viveu para glorificar o Pai (João 17: 1, 4 e 6). Cristo não vai descansar até que o Universo reconheça a supremacia do Pai (Efésios 4:6; Filipenses 2:11), e que nada fique fora da órbita do cuidado bondoso de Deus.
Oremos para que tudo isso se cumpra logo.

Um abraço,

Twitter: @Valdeci_Junior


Pergunta Que Será Respondida Amanhã:
Sou vítima de um divórcio. Como parte inocente, tenho que torcer para que a outra parte adultere, para que eu esteja livre para casar?

terça-feira, 15 de novembro de 2011

O Cristão e o Futebol

É correto um cristão jogar futebol?

Não há erro em brincar com bola, desde que não seja no Sábado ou que envolva disputa por algo (dinheiro e prêmios diversos), pois quando existe apostas, cresce o espírito de rivalidade.

O futebol só passa a ser prejudicial quando a pessoa torna-se “viciada” na atividade, fazendo assim com que negligencie outros deveres a serem feitos, como trabalho e estudo da Bíblia.

Alguns acham que a irmã White em sua época era contra o futebol. Mas isto está longe de ser verdade. O que ela condenava era a prática do ‘futebol americano’, caracterizado pela brutalidade.

A Bíblia diz que nosso corpo é o Templo do Espírito Santo (I Coríntios 6:19,20), e que Deus deseja que tenhamos saúde: “Amado, acima de tudo, faço votos por tua prosperidade e saúde, assim como é próspera a tua alma” (III João 2). Se o futebol for praticado como um exercício físico e um meio de recreação, traz benefícios à saúde; assim, o desejo de Deus expresso nos versos acima cumprir-se-á em nós.

Em diversos lugares os adventistas fazem um excelente uso do futebol, convidando pessoas amigas (não se deve jogar com qualquer um, só pessoas de confiança) para fazerem parte nesta brincadeira, tornando-se assim um meio de fazer amizades e atrair as pessoas a Cristo.

Façamos um bom e correto uso do esporte de modo que glorifiquemos a Deus em nossas obras.


Pergunta Que Será Respondida Amanhã:
Eu gostaria de saber em que contexto acontece a sujeição de todas as coisas, de Jesus ao Pai, mencionada em 1Coríntios 15.

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Escolhendo o Companheiro de Vida... Conheça-te a ti mesmo!

Na escolha do companheiro de vida, como conhecer o outro e a si mesmo?

Vou continuar o assunto de ontem copiando e colando aqui o conteúdo do segundo capítulo da revista Família Feliz. Portanto, o texto de hoje, é uma continuação do texto de ontem.





3.         Como conhecer o outro e a si mesmo?
Emocionalmente comprometidos, temos a tendência de não olharmos de maneira honesta para nós mesmos e para quem estamos amando. Temos medo de descobrir as coisas desagradáveis. Mas precisamos identificar os nossos pontos fortes e fracos, se quisermos ter sucesso na escolha do cônjuge. Portanto:
a) Faça uma auto-avaliação. Formule para si perguntas acerca de suas necessidades de segurança, de reconhecimento, de interação, de novas experiências e de apoio emocional. Verifique se suas necessidades nessas áreas são normais ou excessivas. Até que ponto você tem necessidade de dar e receber amor? Quais são seus valores, ideais e metas?
b) Avalie a pessoa com quem quer se casar. Observe como ele(a) trata a família. Possivelmente isso terá relação com o tratamento dele para com você. Reflita sobre até que ponto seu futuro cônjuge necessita de segurança, reconhecimento e apoio emocional.  Identifique os hábitos, atitudes, valores e metas dele(a). Você pode fazer isso, conversando com ele(a), com os familiares e amigos dele(a) ou observando o seu comportamento.
c) Veja até onde vai o respeito. Tente perceber se o seu noivo(a) respeita a você e a si mesmo(a). O que queremos dizer com respeito, não se trata apenas de relacionamento físico, mas os contatos físicos podem servir de termômetro. Mesmo o sexo antes do casamento sendo tão comum, no plano de Deus, só há espaço para os contatos mais íntimos, dentro do casamento. Embora muitos contestem isto, a experiência profissional tem demonstrado que os casais mais felizes são aqueles que sabem esperar para ter suas intimidades sexuais somente dentro do casamento.
d) Estude os efeitos das suas possíveis reações.  Procure prever algumas situações, como se vocês já fossem casados. Você acha que poderá suprir as necessidades de seu companheiro(a), mencionadas no item anterior? Você o(a) aceita como ele(a) é? Não pense que após o casamento a pessoa se transforma. Você tem paciência e tolerância suficientes para conviver com os defeitos dele(a)? Projete seus pensamentos através do tempo e tente imaginar racionalmente o papel que cada um de vocês dois desempenhará como amante, pai(mãe) e companheiro(a) de idade madura.

4.         A relação a três


Já vimos alguns elementos indispensáveis que devem ser observados, quando se quer casar. No entanto, este que abordaremos é o mais importante de todos para a harmonia familiar. Queremos propor, para o seu casamento, um relacionamento que vai além da entrega de uma pessoa à outra. Trata-se de uma relação compartilhada a três. Sim, você compartilhando o seu amado (a sua amada) com outra pessoa: Deus. Observe o triângulo abaixo. Ele representa um casamento. As laterais representam o homem e a mulher. O topo representa Deus. À medida que cada um deles se aproxima de Deus, se aproxima também da pessoa que ama. O número um no coração de ambos deve ser Deus.



Se um casal deseja ter unidade entre si, deve buscar também a união com Deus. Veja algumas formas de fazer com que o relacionamento com Deus seja real na relação a dois:


a) Devoção pessoal. É dedicar tempo para meditar no Deus Criador que é o mais interessado na felicidade de cada ser humano. Isto é feito através da leitura diária da Bíblia, pois ela é o “pão que nos alimenta”, espiritualmente falando. Através dela conhecemos e ouvimos a Deus.
b) Oração. Significa conversar com Deus, confiando a Ele a direção da sua vida. É importante que a pessoa tenha um tempo e um lugar especiais para, diariamente, abrir o coração ao Senhor, como a um amigo.
c) Participar de atividades religiosas. É um hábito que fortalece os laços familiares em princípios, valores, relacionamentos sociais e paz interior.
d) Coerência. É mostrar os resultados de suas crenças na vida prática.

Conclusão


Nestes textos de ontem e hoje, estudamos alguns detalhes importantes que devem ser observados antes de casar, que são as experiências, as necessidades, os valores e as metas e as crenças de ambas as partes; isso pesa muito no destino da relação a dois. Lembre-se: quem aceita a direção divina em seus planos e ideais consegue constituir uma família harmoniosa e que vai valer a pena para a sociedade e para as gerações futuras.
Na próxima vez que eu voltar com este assunto aqui na Sala, o assunto será: EM BUSCA DE UM CASAMENTO IDEAL, onde veremos veremos outros aspectos indispensáveis para o desenvolvimento de uma relação satisfatória, como a comunicação, a cooperação, a compreensão e o comprometimento.
Espero que você tenha apreciado estudar esta segunda parte da nossa série Família Feliz e até a próxima!

 

 

Leia mais sobre o que estudamos em:


A Arte de Compreender-se a si Mesmo. Cecil Osborne, Editora JUERP
Entenda Melhor o seu Temperamento. Gary Smalley, Editora Mundo Cristão
Mensagem aos Jovens. Ellen G. White, Editora Casa Publicadora Brasileira

Momento de Refletir


l . Que motivo leva ou levou você a querer se casar? Você acha que este motivo é saudável ou não? Escreva abaixo e avalie-o.

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2. Você conhece bem seu(sua) noivo(a) ou marido(esposa)? Se não, o que você pode fazer para conhecê-lo(a) melhor?  



3. Deus faz parte do seu relacionamento? Se sim, quais as bênçaos dessa decisão? Se não, quais práticas podem ser desenvolvidas para que o seu relacionamento tenha a participação de Deus?

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Twitter: @Valdeci_Junior

Fonte: Revista Família Feliz, capítulo 2, segunda parte.

Pergunta Que Será Respondida Amanhã:
É correto um cristão jogar futebol?
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domingo, 13 de novembro de 2011

A Escolha do Companheiro de Vida

Ao pensar no casamento, como o jovem deve fazer a escolha do companheiro de vida?

Ok, vamos estudar algumas questões importantes na escolha do(a) companheiro(a) de vida. Mas, para isto, vamos gastar alguns dias, a partir da postagem de hoje. E para isto, vou usar (abaixo) o material do curso Família Feliz.



H. Jackson Brown Jr. - escritor, compositor e artista – deu um presente para o filho: um caderno com centenas de idéias e sugestões que havia anotado no decorrer da sua vida. Daquelas instruções, havia uma que dizia: “Escolha muito bem o seu cônjuge. Dessa decisão única, resultarão noventa por cento de toda a sua felicidade ou de toda a sua desgraça”. Que verdade!

1.             Por que escolhemos alguém para casar?

Uma das características mais importantes do ser humano é o fato de que fomos feitos seres sociais.  Desde cedo, as crianças já procuram se relacionar umas com as outras, satisfazendo assim, suas necessidades psíquicas, sociais e físicas. Na adolescência e na juventude, o processo de amadurecimento nos leva a sentir o desejo de nos relacionarmos com alguém do sexo oposto – o que é natural. Para a maioria de nós, a vida não tem um sentido completo se não podemos compartilhá-la com alguém muito especial.
Geralmente escolhemos alguém por um ou mais dos seguintes motivos:
a)Alcançar uma vida cheia de significado.
b)Satisfazer nossas próprias necessidades de amor, de aceitação, de segurança, de reconhecimento e de interação.
c)Ter alguém com quem compartilhar, com quem desenvolver-nos social, física, intelectual e espiritualmente.
Mas, será que nossos motivos estão certos?

2.         O que levamos em conta, ao escolher?

Algumas coisas que exercem grande influência na hora de escolher o cônjuge são: a beleza, nossas experiências, nossas necessidades emocionais, nossos valores e metas, nossas crenças religiosas e nossa própria escala de valores.
2.1       Beleza.  A beleza física é um presente de Deus que pode ser cultivado e apreciado. Afinal, não há como nos relacionarmos matrimonialmente sem termos atração física pelo nosso cônjuge. Mas não deve ser um fator prioritário para esta escolha. É muito mais seguro levar em conta a beleza interior, que expressa os traços positivos do caráter e o que se tem definido de princípios morais determinados. Este critério é um bom alicerce para o casamento (Leia Provébios 31:30).
2.2       Experiências. As experiências que vamos adquirindo com a vida determinam os nossos sentimentos, a nossa forma de pensar, as nossas atitudes e o nosso comportamento. O ambiente cultural, social e familiar onde crescemos faz parte de nós. Isso tudo tende a direcionar nossas necessidades, nossos valores e metas e nossa perspectiva de vida; fatores que, se diferentes demais, podem se tornar incompatíveis.
2.3       Necessidades. Todo mundo tem necessidades. O problema é que as necessidades emocionais do homem e da mulher são diferentes e ambos, em geral, desconhecem esse assunto. Daí, terminam não sabendo apoiar um ao outro. John Gray, autor de "Homens são de Marte, Mulheres são de Vênus", diz que “a maioria das nossas complexas necessidades emocionais pode ser resumida como necessidade de amor”. Veja abaixo, doze tipos de “necessidades de amor” (metade do homem, metade da mulher):

Ela precisa de carinho; ele precisa de confiança.
Ela precisa de compreensão; ele precisa de aceitação.
Ela precisa de respeito; ele precisa de apreço.
Ela precisa de devoção; ele precisa de admiração.
Ela precisa de valorização; ele precisa de aprovação.
Ela precisa de reafirmação; ele precisa de encorajamento.

2.4       Valores e objetivos de vida.  Os valores são os ideais, os costumes e as crenças ou instituições aos quais atribuímos importância e respeito. A verdade, a honestidade e as crenças religiosas constituem classes de valores. Os objetivos de vida são as metas pelas quais lutamos. Conhecer as metas e os valores do candidato a ser seu(sua) esposo(a) é muito importante. Geralmente, quanto mais semelhantes forem as metas e os valores de duas pessoas, mais chances elas têm de alcançar harmonia no relacionamento.
2.5       Os princípios religiosos. Os princípios religiosos nos guiam nas experiências da vida, nas decisões e no nosso comportamento. Eles são um fator cultural tão forte em nós, que podem tornar gostos e costumes em valores inegociáveis. A necessidade de que o marido e a mulher tenham e pratiquem os mesmos princípios religiosos é um fator determinante para a harmonia no lar.
2.6       Escala pessoal de valores. É uma síntese dos fatores psicológicos, sociais, culturais e religiosos, mencionados acima. Um bom começo para o casal é ter as escalas de valores semelhantes. Isso não significa que os dois devam pensar sempre da mesma forma. Também não quer dizer que não devam ter opiniões diferentes. As diferenças acrescentam sabor à vida, porém devem estar ligadas a aspectos secundários do relacionamento.

Amanhã, continuaremos este assunto, falando sobre: Na escolha do companheiro de vida, como conhecer o outro e a si mesmo?

Um abraço,

Twitter: @Valdeci_Junior

Fonte: Revista Família Feliz, Capítulo 2.

sábado, 12 de novembro de 2011

O Pastor é Um Professor

Ao terminar de ler o livro Ensinando Para Transformar Vidas, como pastor, cheguei à conclusão: o pastor, mais do que ninguém, é um “ensinador”. E o ensino do pastor, mais do que qualquer outro, objetiva transformar a vida de quem é o seu público alvo. Ou, pelo menos, impacta-lo.
E esse livro está mais relacionado ao trabalho do pastor do que ao trabalho de um professor ou de um comunicador. Porque: a)Como ministro do evangelho, o pastor é um professor, um comunicador, e muito mais; b)O livro fala exatamente sobre o ensino da Bíblia.
O pastor precisa amar o que faz. Amar comunicar, ensinar e transformar vidas. Quem ama o que faz dá a vida pelo que faz. E só uma entrega assim é capaz de habilitar o pastor, como mestre, a buscar ter uma experiência de vida que seja rica o suficiente para servir de base ao seu ensino.
Aí é onde a lei do ensino entra na prática da rotina de trabalho do pastor. Porque o pastor deve gastar seu tempo estudando e visitando. Nessas duas atividades, ele poderá dominara a matéria e conhecer muito bem as suas ovelhas.
A transformação de vida que o pastor procura influenciar na vida dos seus membros é chamada de discipulado. É quando os membros da igreja são envolvidos numa experiência altamente transformadora. Isso só é possível quando o pastor tem acesso ao coração das suas ovelhas. E para ter esse acesso, primeiramente, o pastor precisa ter uma auto motivação sadia no seu intelecto, na sua vontade e nos seus sentimentos.
Isso é contagiante. Logo, o que o pastor vive e sente irá aparecer, de forma refletida, na vida e no comportamento dos seus liderados. É como se fosse uma lei natural, que acontece sem um esforço direto para com a mesma, mas por conseqüência, como efeito.
Um dos maiores desafios do pastor é motivar as pessoas. As dicas apresentadas na parte do livro que trata disso são muito bem vindas a qualquer pastor que esteja realmente tentando transformar vidas.
É preciso muito preparo. O pastor precisa ser preparado (formação), receber preparo (devoção pessoal) e estar constantemente se preparando (aprimoração). Se o pastor não investir em si mesmo, não terá nada para investir nas suas ovelhas.
Diante disso tudo, a oração do pastor deveria ser: “Pai, a despeito das minhas limitações, transforma-me em um conduto do Teu poder, para transmitir aos outros, além do conhecimento, o amor que Tu tens por cada filho Teu”.

Twitter: @Valdeci_Junior

Pergunta Que Será Respondida Amanhã:
Ao pensar no casamento, como o jovem deve fazer a escolha do companheiro de vida?

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Ser Professor e Cristão ao Mesmo Tempo: Tem Como?

Como faço para ser uma boa professora e, ao mesmo tempo, manter-me cristã?

Antes de ter lido esse livro, eu já havia lido o livro As Sete Leis do Aprendizado, de Bruce H. Wilkinson, o autor desse prefácio. Pra quem já leu o livro de Wilkinson sabe que ele é uma excelente obra, singular em suas características, e muito aplicável à prática do ensino.
O interessante é que nesse relacionamento de Hendricks e Wilkinson, a gente vê que eles não são meros apologetas de teorias irrelevantes à vida prática. No prefácio, Wilkinson, já deixa claro ser ele um discípulo de Hendricks, por isso, é impossível ao leitor que conhece ambos os autores e ambas as obras, não fazer a leitura sem relacioná-los, uns com os outros, obras e autores.
Não precisa dizer mais nada. Essa é a maior moral do livro Ensinando Para Transformar Vidas: o que Hendricks transmite realmente discipula.

Um Forte Amor Pelo Ensino

Mas antes de gerar discípulos como Bruce, Howard já era uma semente que guardava latente em si a paixão e o talento de ensinar a ensinar. Nesse capítulo, “Um Forte Amor Pelo Ensino”, ele compartilha isso, contando um pouco de quem ele é, através de sua própria história.
E o autor não faz rodeios para deixar claro o seu objetivo. Ele deseja, ardentemente, que o leitor passe a ter, ou cultive, um “forte amor pelo ensino”. E que tal amor seja eterno.

A Lei do Professor

É importante que o professor tenha conteúdo. Para isso, ele deve: viver e aproveitar a vida. O aproveitamento da vida se dá em buscar estar sempre crescendo, nas diferentes áreas da vida, mas, principalmente, no conhecimento.
Na necessidade que existe de que haja mais professores está uma das tarefas do professor. O professor não deve somente transmitir conhecimento aos seus alunos. Ele deve também formar outros professores.
Para conseguir tais proezas, e para ser coerente, o professor então deve ser o primeiro “transformado”. Podemos resumir essa idéia do autor em sua frase: “o passado existe para aprendermos com ele, não para vivermos nele”.
A filosofia de crescimento de Hendricks, baseada em Lucas 2:52, é de uma perfeita visão holística do ser humano. “...só obterão um pleno desenvolvimento espiritual se o associarem ao crescimento intelectual, físico, social e emocional”.

A Lei do Ensino

Esse é um capítulo bem complexo, mas nele o autor leva o leitor a refletir basicamente sobre quatro pontos centrais.
O professor que nos faz pensar: esse é o mestre por excelência, que é apreciado por seus alunos.
É preciso levar em consideração que cada um é cada um. Se cada aluno é diferente do outro, logo, cada aluno irá aprender de maneira única. Isso acontece porque os alunos se oriundam e se prolongam a partir de níveis passados de experiências pessoais, personalizados (família, lugar de origem, cultura, grau de instrução, aspecto econômico, etc).
O professor precisa ter suas metas pessoais. E dentre essas metas, como prioridade precisa ter a meta de ser um professor segundo o coração de Deus.
Mesmo com todos os seus esforços, o professor não deve esquecer-se dos seus insucessos. Os insucessos contribuem para o desenvolvimento pessoal, pois fazem com que ele reflita muito e busque ser melhor.

A Lei da Atividade

O autor se preocupa  com o fato de que o professor tem que causar impacto. Deve ser por isso que ele gosta tanto das idéias de John Milton Gregory. Pra esse capítulo, eu não resisto em deixar de usar as palavras de Gregory como a representação do resumo:

“Não podemos transferir conhecimentos de nossa mente para a de outrem como se eles fossem constituídos de matéria sólida, pois os pensamentos não são objetos que podem ser tocados, manuseados... As idéias tem que ser pensadas na outra mente; as experiências, revividas pela outra pessoa”.

Isso só é possível quando se põe a “mão na massa”, o que faz com que o aluno se envolva. E quanto mais ele se envolver, mais aprenderá.

A Lei da Comunicação

O autor pode até ser um bom professor, mas não é lá essas coisas como comunicador. Porque ele faz da comunicação um bicho de sete cabeças. Mas isso é bom, porque por ser esforçado, o autor até que saca uns bons princípios da comunicação para ajudar o leitor.
Baseado na história da experiência de Jesus com a Samaritana e na etimologia do termo latino “communis”, Hendricks mostra que a comunicação tem que ter as suas vias. Uma ponte tem que apoiar suas cabeceiras.
Portanto, é imprescindível que, pra comunicar, sejam estabelecidas pontes de ligação. Como bom comunicador, além de estar bem preparado, o professor tem que estar pronto para os imprevistos que possam surgir. No estúdio a gente chama isso de feeling.

A Lei do Coração

Se o assunto do qual um professor trata é tão impregnado de realidade, ele não pode deixar de manifestar uma atitude ardorosa. Isso se acha refletido no nosso jeito de ser que “é mais importante do que o que dizemos ou fazemos já que determina o que dizemos ou fazemos”.
A base de uma comunicação eficiente é aquilo que somos, vem de dentro de nós. É por isso que os maiores professores não são os mais inteligentes, mas os mais apaixonados.
Mas para que essa paixão tenha efeito, é preciso conhecer bem os alunos, conseguir conquistar o direito de ser ouvido, e ter a disposição em mostra-se vulnerável diante dos alunos. Isso não é fácil.

A Lei da Motivação

Esse capítulo é um tanto redundante ao anterior. Mas como a redundância pode ser o reforço ao aprendizado, podemos nele crescer na linha de conhecimento que já vem sendo traçada.
A Motivação tem que ver com a curiosidade, o senso de propriedade, de utilidade, de atender a necessidades, desafios, reconhecimento social e aceitação, por parte dos outros. Por isso, é preciso ter sensibilidade para com o Quociente Motivacional do aluno.
A lei da motivação é a eficiência do ensino proporcional ao quanto o aluno se achar adequadamente motivado. Portanto, bons resultados não são apenas o fruto de “fazer a coisa certa”. Muitas vezes, o que determina são as razoes que produzem a motivação.
A Motivação Criativa é a mais poderosa.

A Lei da Preparação Prévia

Se o professor, antes de ir pra sala de aulas, se preparar e também tiver preparado o aluno, a eficácia do processo de ensino e de aprendizagem será incomparavelmente maior.
O aluno deve ser preparado através de tarefas proveitosas. Essas tarefas colocam o pensamento em movimento, ajudando o aluno a ter um ponto de partida e a aprender a estudar independentemente.
O professor deve preparar-se pra ser inusitado.

“Estudos têm demonstrado um fato muito interessante: existe uma relação inversamente proporcional entre a previsibilidade de nossos atos e o impacto que podemos causar. Quanto maior for essa previsibilidade, menor o impacto que causamos. E do mesmo modo, quanto menor a previsibilidade, maior o impacto”.

É muito bom fazer surpresas! Elas marcam.
E o professor que, em seu preparo, lida com aquilo que não é óbvio, termina ficando preparado para lutar contra o silêncio (que se opõe à necessidade do diálogo interativo necessário em uma aula), a saber se comportar diante de perguntas difíceis e a saber controlar os monopolizadores.

O Investimento

O autor lembra que as leis que ele apresenta nessa obra (do professor, do ensino, da atividade, da comunicação, do coração, da motivação, e da preparação) são princípios que, para ser aplicados, precisam ser adaptados. Para o autor, nessa adaptação, deve levar-se em conta que mais importante que isso tudo, são as pessoas.
Só é possível colocar tal teoria em prática, pelo poder de Deus. Em primeiro lugar, o professor precisa deixar que Deus o transforme, e logo em seguida, que o use. Pra isso, é preciso pagar o preço.

Que Deus abençoe o seu magistério/ministério,

Twitter: @Valdeci_Junior

Pergunta Que Será Respondida Amanhã:
Amanhã, continuarei este assunto.

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Irmãos Desordenados

2Tessalonicenses 3:6 fala que devemos nos apartar dos irmãos desordenados. Como assim? Isso não faria com que eles ficassem mais fracos na fé?

Com autoridade apostólica, Paulo atacou o problema da preguiça que estava infestando a igreja tessalonicense. Fazendo com que seus amigos se lembrassem de sua própria diligência, ele ordenou que os preguiçosos fossem disciplinados com firmeza, embora com amor. Para entender isso, é preciso ler todo o contexto em 2 Tessalonicenses, e não apenas o verso em questão.
O texto grego indica que o procedimento seria de que os membros mais fiéis interromperiam apenas os tratos mais íntimos com os que se rejeitavam a andar segundo a luz que tinham. Como resultado disso, esses infiéis cairiam em si, envergonhando-se (verso 14), e abandonariam seus maus caminhos. Esse era um passo necessário na disciplina eclesiástica (cf. Mateus 18:15 e 18), uma vez que os membros da igreja já tinham sido admoestados anteriormente (1Tessalonicenses), mas não era uma ex-comunhão.
Aqueles que receberam o Evangelho têm que viver de forma coerente com ele. Aqueles que podem trabalhar, e não o fazem, não têm que manterem-se ociosos. O cristão não deve tolerar a preguiça que é capaz de desanimar àqueles que são trabalhadores. Um dever requerido de cada cristão é ser um trabalhador naquilo que lhe compete. Alguns tessalonicenses esperavam que seriam mantidos na ociosidade, e permitiam a si mesmos que tivessem um temperamento curioso e soberbo. Estes intrometiam-se nas preocupações alheias e causavam muitos problemas. É um grande erro e abuso da religião quando alguém faz desta um manto para ocultar a preguiça ou qualquer outro pecado. O servo que aguarda a qualquer momento a chegada de seu Senhor, deve estar trabalhando, conforme foi ordenado por seu Senhor. Se estivermos ociosos, o Diabo e o coração corrupto rapidamente nos darão algo para fazer. A mente do homem tem a tendência de ocupar-se; se esta não for empregada em fazer o bem, estará com toda a certeza fazendo o mal.
Uma união excelente, embora rara, é quando estamos ativos em nossas próprias ocupações, mas tranquilos em relação às ocupações das outras pessoas. Se alguém se recusa a trabalhar com tranquilidade, a ponto de precisar ser censurado ou separado de suas companhias, devemos buscar o bem desta pessoa por meio de admoestações feitas com amor.
O Senhor estará com você enquanto você estiver com Ele. Mantenha o seu caminho na presença dEle, e Ele lhe sustentará até o final. Jamais devemos nos render nem cansar em nosso trabalho. Haverá tempo suficiente para repousarmos quando chegarmos ao Céu.

Um abraço,

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Pergunta Que Será Respondida Amanhã:
Como faço para ser uma boa professora e, ao mesmo tempo, manter-me cristã?

domingo, 6 de novembro de 2011

O Espírito Sando é Uma Pomba?

Por que o Espírito Santo foi comparado a uma pomba no momento em que pairou sobre Jesus, quando João O batizava?





Deus é tão diferente de nós, a ponto de sermos totalmente incapazes de ter uma compreensão satisfatória a Seu respeito. Imagine alguém querendo colocar o oceano dentro de um copo (o oceano seria Deus e o copo, a nossa mente)!

Para você pensar um pouco sobre essa dificuldade de descrever as coisas do Céu para os humanos, vou apresentar-lhe uma situação hipotética. Imagine que fôssemos a uma aldeia totalmente primitiva, que nunca ouviu falar da nossa civilização. Então, pegássemos um índio, aplicássemos um sedativo que o fizesse dormir totalmente e o trouxéssemos para dentro da nossa casa. Quando ele acordasse, ficaria super-encantado com os mínimos detalhes: uma lâmpada, um ventilador, uma torneira, um carro, etc. E, se, em seguida, fizéssemos com que ele dormisse novamente e acordasse em sua aldeia? Todos os outros índios viriam até ele para que ele lhes descrevesse a nossa casa. Que palavras você acha que ele usaria? Você acha que ele falaria que a nossa casa tem lâmpada, carro, ventilador e torneira? Como? Estas palavras não existem no vocabulário deles! Eu imagino ele descrevendo uma lâmpada florescente: “Em cada parte da subdivisão da oca da família, pendurado no teto, ficava um pedaço de cana, mágico, que servia para iluminar o ambiente. Em alguma das paredes da mesma subdivisão, tinha uma pedrinha branca. Cada vez que alguém aperta a pedrinha branca, milagrosamente, a “cana” brilha com a cor da lua, porém, com uma luz muito superior à da própria lua, a ponto de iluminar tanto a oca, que chega a parecer dia!”

Gostou? Agora tente entrar na mente de um índio daqueles!!! Esquisito, não? Pois é assim que acontece com as figuras bíblicas da didática de Deus, por exemplo, quando João escreveu o Apocalipse.

Deus usa muitas figuras para nos dar uma leve compreensão das Suas realidades. Com certeza, Ele deve ter as Suas razões, de porque aplicar cada uma dessas figuras, mas, geralmente, Ele não se ocupa em nos dar um porquê. Ele simplesmente as usa. Para nós, muito mais que questionar o porquê, o interessante é buscar o como: o que posso aprender? O que isso me ensina?

Uma pompa não poderia muito bem figurar, por exemplo, que o Espírito Santo vem do Céu, que Ele pode vir até nós e subir até o Céu? Isso não nos dá a esperança para crer que Ele realmente liga o Céu à Terra, levando nossas orações ao trono da graça, e apresentando-as com “gemidos inexprimíveis” (Romanos 8:26)? Para muitos, também, a pomba não significa pureza ou paz? O Espírito Santo não é aquele que pode tornar-nos puros e trazer-nos a paz, à nossa consciência? O comentário bíblico de Moody concorda que a pomba, especificamente nesse evento, se encaixava com o antigo simbolismo, de que essa ave simboliza a pureza, a inocência e a mansidão.

Segundo o comentário bíblico SDABC, é possível interpretar esse verso a partir de uma leitura na língua original, lendo-se da seguinte forma: “o Espírito Santo desceu assim como uma pomba desce” (Mateus 3:16), ou ainda, “o Espírito Santo se fez visível, com forma de pomba” (Lucas 3:22). Outra comentarista bíblica, em seu livro O Desejado de Todas as Nações, nos explica que o que apareceu ali se tratava de uma luz, em forma de uma pomba. Talvez tenha até sido uma manifestação parecida com a manifestação em forma de línguas de fogo no Pentecostes, relatado em Atos 2:3.

Na realidade, para o entendimento no contexto daqueles dias, naquele tempo (de Jesus) e lugar (Judéia), a pomba era o símbolo que os rabinos empregavam para representar a nação de Israel. Deus então estava usando um símbolo comum para se apresentar na linguagem daqueles judeus, de maneira que eles pudessem entender melhor a comunicação que estava sendo ali revelada. Assim como, para aqueles judeus, a pomba era uma representação da nação israelita, essa herança metafórica passou para nós, cristãos, pois, por causa desse evento (o batismo de Jesus), os artistas cristãos tem empregado a pomba como símbolo do Espírito Santo.

O importante é que o Espírito Santo possa realizar em você a obra dEle, de convencê-lo do pecado, da justiça e do juízo (João 16:8) e de dar-lhe o Seu fruto (Gálatas 5:22-23). Isso fará de você uma pessoa mais semelhante a Ele: pura, mansa, pacificadora e ligada ao Céu. Peça, em oração, o Seu batismo!

Um abraço,
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Pergunta Que Será Respondida Amanhã:

2 Tessalonicenses 3:6 fala que devemos nos apartar dos irmãos desordenados. Como assim? Isso não faria com que eles ficassem mais fracos na fé?

sábado, 5 de novembro de 2011

Meribá

Na Bíblia tem quantos lugares chamados Meribá? Por quê? O que isso significa?

A palavra “Meribá” significa “luta”, “disputa”, “queixa”, “querela”, e, principalmente: “reclamação”. São dois, os lugares bíblicos que levam o nome de “Meribá”. Em cada um dos dois próximos parágrafos abaixo segue a descrição de cada “Meribá”.

Na região de Refidim, perto de Horebe, tinha um lugar para o qual Moisés deu o nome de Meribá, porque ali os filhos de Israel murmuraram contra ele, quando eles precisaram de água. Foi ali que Moisés bateu na rocha, e a água fluiu em grande quantidade, conforme relatado em Êxodo 17:1-7.

Mas existiu outra Meribá. Aproximadamente em Cades-Barnéia, no deserto de Zin, também aconteceu algo parecido. Foi uma outra ocasião em que também surgiu água da rocha, de forma milagrosa. A diferença foi que desta vez Moisés não seguiu direito as instruções dadas por Deus, e, como conseqüência, recebeu ali o veredicto de não poder entrar em Canaã  (Números 20:2-13, 23, 24; 27:12-14; Deuteronômio 32:48-51)..

As passagens de Ezequiel 47:19; 48:28; e Salmo 106:32 referem a esta segunda Meribá. Enquanto que não se sabe a qual Meribá se referem as citações de Deuteronômio 33:8 e Salmo 95:8.

Estes dois lugares receberam o nome de “reclamação” por conseqüência do comportamento dos filhos de Deus. Eles deixaram de confiar no poder do Senhor para murmurar, fazer confusão e dar mal testemunho. Com isso, até hoje os lugares levam a marca da falta de fé: uma imagem negativa. Com isto, aprendemos que não devemos ser mal agradecidos, céticos e reclamões, só por estes serem comportamentos negativos, mas, muito mais, porque a nossa influência, através das nossas atitudes, podem ir muito além do que imaginamos.

Que o Senhor lhe abençoe a ser sempre agradecido e cheio de fé. Assim, além de ser muito mais feliz, você conseguirá fazer também muitas outras pessoas felizes.

Um abraço,

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Pergunta Que Será Respondida Amanhã:
Por que o Espírito Santo foi comparado a uma pomba no momento em que pairou sobre Jesus, quando João O batizava?

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Testemunhas de Jeová Adventistas do Sétimo Dia?

Fala-se que o fundador do movimento ‘Testemunhas de Jeová’ foi ex-adventista do sétimo dia. É verdade? Qual é a vossa opinião?

Não, ele jamais foi adventista do sétimo dia. Ele teve contato com o que ele mesmo denominou "segundos adventistas".

De acordo com Azenilton Brito[1] , Charles T. Russel, o  fundador do movimento cujas pessoas se intitulam testemunhas de Jeová, foi influenciado por um conferencista chamado Jonas Wendell que era do grupo dos desapontados de 1844, e marcara a data de 1874 como o novo ano do advento de Cristo.

Russell assistiu a uma conferência de Wendell e impressiou-se com a data, passando a ensinar que esse ano seria do advento, só que mais tarde entendendo isso como sendo "secreto" e "invisível". Mais tarde seus sucessores na liderança da Torre de Vigia alteraram a data com a qual ele iniciou o movimento para 1914 que é mantida até hoje.

Assim, é falso alegar que Russell seja ex-adventista. E quanto eu saiba, ele nunca teve contato com a Igreja Adventista do Sétimo Dia, após a formação da mesma em 1863.



Abraços




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[1]Azenilto G. Brito, Bacharel em Teologia Teolgia pelo SALT, Jornalista, Mestrado em Língua Inglesa pela Andrews University, Mentor do Ministério Sola Scriptura, ele é  pesquisador perito neste assunto. É autor do livro O Desafio da Torre de Vigia, Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira.

Pergunta Que Será Respondida Amanhã:
Na Bíblia tem quantos lugares chamados Meribá? Por quê? O que isso significa?



quinta-feira, 3 de novembro de 2011

O Homem das Cavernas foi Adão?

Se Deus fez Adão e Eva perfeitos, depois que o homem caiu em pecado ele teve que passar pela época das cavernas?

A resposta abaixo são palavras do Dr. Ruy Carlos Vieira, autoridade no assunto. Confira:

"Época das Cavernas" é uma expressão cunhada dentro do modelo evolucionista, que supõe que o homem evoluiu a partir de uma criatura simiesca até se tornar verdadeiramente humano. Dentro do contexto bíblico, o "homem das cavernas" é um ser humano em tudo semelhante a Adão após a queda, e a nós hoje em dia. Veja por exemplo a história de Ló, sobrinho de Abraão, que teve de se refugiar em uma caverna por ocasião da destruição de Sodoma e demais cidades circunvizinhas (Gênesis 19:30).

Veja que na mesma época em que Ló foi um "homem das cavernas", havia uma civilização florescente na Mesopotâmia. Não há uma escala evolutiva vindo dos símios, passando por homens macacos (pitecantropos ou antropóides), até chegar ao ser humano.

Mais detalhes sobre o assunto podem ser obtidos nas publicações da Sociedade Criacionista Brasileira (http://www.scb.org.br), como por exemplo no artigo “Shanidar IV”, na Folha Criacionista número 11.

Que Deus lhe abençoe ricamente,

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Pergunta Que Será Respondida Amanhã:
Fala-se que o fundador do movimento ‘Testemunhas de Jeová’ foi ex-adventista do sétimo dia. É verdade? Qual é a vossa opinião?

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Os Ídolos de Jacó e Raquel

As estatuetas que Raquel roubou denotam que Jacó era idólatra?

As estatuetas que as pessoas da família de Abraão usavam (como pode ser visto em Gênesis 31 e que na nossa Bíblia aparece traduzidas como ídolos ou deuses), na realidade, não eram adoradas por eles.
No original hebraico, a palavra usada para designar essas estatuetas é terafim, que eram bonequinhos de barro usados como documentação de propriedades. Quem os possuía era dono dos bens materiais a que se referiam, como se fossem as escrituras de uma fazenda.
Muitos anos depois, as pessoas passaram a adorar essas estatuetas e, então, elas passaram a ocupar o contexto de idolatria. Por isso, vem a confusão ao se interpretar o texto hebraico do Antigo Testamento a fim de saber se o terafim era um objeto de documentação ou de adoração.
Mas, no caso da família de Abraão, se você analisar bem o contexto, verá que a importância que as estátuas tinham para eles era de documentação e não de adoração porque:
a) Na fuga de Jacó e Raquel, com a perseguição de Labão, a motivação de seus confrontos era a preocupação com os bens materiais, a herança, o salário, etc.;
b) Não há relatos das pessoas orando ou preocupadas com a veneração a esses objetos;
c) Nessa história, eles sempre adoram ao Senhor;
d) Raquel chega a sentar-se em cima das estatuetas - ela jamais faria isso com o que considerasse santo.
A única idolatria que poderia estar se passando por ali era a de colocar os bens materiais à frente de Deus nas prioridades do coração. Essa é a mesma idolatria na qual corremos o risco de cair hoje, pois onde está o nosso tesouro, está também o nosso coração (Mateus 6:21).
Somente a Deus seja toda a honra, glória e louvor.


Um abraço,

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Se Deus fez Adão e Eva perfeitos, depois que o homem caiu em pecado ele teve que passar pela época das cavernas?

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Fortes Suportar Fracos

O que Romanos 15:1 quer dizer? Quem escreveu isso? Para quem?



“Nós, que somos fortes, devemos suportar as fraquezas dos fracos, e não agradar a nós mesmos.”

A epístola aos romanos foi escrita pelo apóstolo Paulo e endereçada aos cristãos em Roma. Paulo não havia fundado nem visitado a igreja em Roma, que era formada tanto por judeus quanto por gentios. A variedade de contextos e interpretações existentes dentro daquela igreja demandava uma clara e concisa articulação da obra de Cristo. O objetivo de Paulo estava focado na vida, morte e ressurreição de Cristo.
Em Romanos 15:1-6, o autor, que é o apóstolo Paulo, encoraja os cristãos a viverem uma vida de autonegação em relação aos outros, dentro do companheirismo cristão. Ele cita, especificamente, a obrigação dos mais fortes em relação aos membros mais fracos do corpo de Cristo (ver Gálatas 6:1 e 2).
Paulo deu o exemplo de Cristo aos cristãos romanos. A palavra grega utilizada para o que está traduzido como “suportar” é a mesma palavra usada na ocasião em que Cristo suportava a cruz (João 19:17). Paulo notou que as pessoas se transformavam com mais rapidez quando estavam em uma atmosfera de amor que em um ambiente repleto de críticas. A verdadeira consideração em relação às preocupações e às necessidades dos outros promove harmonia e unidade na igreja. Essa unidade rende glórias a Deus.


Um abraço,

Twitter: @Valdeci_Junior
 
Pergunta Que Será Respondida Amanhã:
As estatuetas que Raquel roubou denotam que Jacó era idólatra?