segunda-feira, 24 de junho de 2013

SERIA ERRADO BATER PALMAS NA IGREJA? - SALMOS 46-50

As pessoas que perguntam isso não devem conhecer um verso da na leitura de hoje: “Batam palmas, vocês, todos os povos; aclamem a Deus com cantos de alegria” (Salmo 47:1).
No serviço de louvor, existem aquelas palmas que acompanham o ritmo da música. Nas Escrituras, até os elementos da Natureza são chamados a bater palmas (Isaías 55:12; Salmo 98:8 e 9). Com equilíbrio, é obvio que o louvor acompanhado das palmas alcança melhor seu objetivo de envolver a todos. É só não deixar que o ritmo seja mais enfatizado que a letra e a mensagem da música.
Os aplausos de um público para uma pessoa também são bíblicos (2Reis 11:12). Ao usar as palmas, porém, é preciso evitar o desequilíbrio do exagero, da falta de etiqueta, na descompostura e exaltação do ser humano acima de Deus. Um público cristão deve bater palmas para um cantor, um pastor ou qualquer outro ministro, simplesmente “dizendo” com suas palmas: “Louvado seja Deus, irmão, pelo seu talento!” Esse aplauso seria um tipo de um “grande ‘amém’”. O que não pode acontecer é o uso das palmas para idolatrar o aplaudido. O povo precisa ser educado quanto a isso, pois o diálogo é sempre melhor que a inibição.
Alguém poderia alegar: a) que existem poucas passagens que falem sobre o “bater palmas”; b) que provoca desordem no culto; e c) exaltação do ser humano acima de Deus.
Quanto ao primeiro item, os críticos precisam levar em consideração que, embora haja poucas passagens que falem sobre bater palmas, não existe uma passagem bíblica sequer que condene essa prática. Isso deixa a crítica em pior situação que a prática. Quanto aos dois últimos argumentos, podemos claramente perceber que eles se referem muito mais ao desequilíbrio que a uma prática equilibrada e sadia. Portanto, embora devamos respeitar a esses críticos como pessoas, devemos dialogar e crescer no entendimento de um louvor mais amplo.
A recomendação bíblica de Salmo 47:1 não é um mandamento obrigatório. Bater palmas na igreja é uma questão cultural. Ela deve usar as melhores formas de expressão existentes em sua cultura que levem a maioria a adorar. Se a maior parte dos membros louva, adora, reconhece e interage melhor com as palmas, que as palmas sejam usadas com equilíbrio, para a honra e glória de Deus. Em muitos lugares do mundo, nossa igreja tem esse costume. Mas, por outro lado, se a maioria das pessoas ainda não consegue se sentir bem com a presença das palmas no serviço de adoração, não compensa usar um elemento que não edificará os crentes (1Coríntios 10:31).
De qualquer forma, louve ao Senhor!

  
Valdeci Júnior

Fátima Silva

sexta-feira, 21 de junho de 2013

Manifestações Populares e a Igreja

O Brasil vive momentos delicados e complexos com a onda de manifestações que percorrem todo o país. As manchetes da manhã desta sexta-feira dizem que mais de 1 milhão de pessoas participaram de protestos em várias cidades do Brasil na quinta-feira, dia 20. 

Entre muitos atos pacíficos, houve registro de violência em confrontos entre manifestantes e policiais e atos de vandalismo em várias cidades. No interior de SP, um participante de protesto morreu atropelado. O crescimento da onda de manifestações levou a presidente Dilma Rousseff a convocar uma reunião para as 9h30 desta sexta-feira, dia 21.

Diante desse quadro complexo, a pergunta que tenho mais escutado nestes últimos dias é: devem os cristãos envolverem-se nessas manifestações? Devem os pastores adventistas saírem as ruas e fazerem eco aos protestos “pacíficos”?

Mais do que multiplicar palavras humanas ou raciocínios, quero deixar uma citação inspirada que esclarece alguns pontos:

“O governo sob que Jesus viveu era corrupto e opressivo; clamavam de todo lado os abusos — extorsões, intolerância e abusiva crueldade. Não obstante, o Salvador não tentou nenhuma reforma civil. Não atacou nenhum abuso nacional, nem condenou os inimigos da nação. Não interferiu com a autoridade nem com a administração dos que se achavam no poder. Aquele que foi o nosso exemplo, conservou-Se afastado dos governos terrestres. Não porque fosse indiferente às misérias do homem, mas porque o remédio não residia em medidas meramente humanas e externas. Para ser eficiente, a cura deve atingir o próprio homem, individualmente, e regenerar o coração”. (O Desejado de Todas as Nações, 358).

Como igreja respeitamos as reivindicações porque nós temos saído às ruas para defender ideias, como o projeto Quebrando o Silêncio, contra o cigarro, fumo e as drogas. Saímos com os jovens na Missão Calebe e para doar sangue chamando a atenção da sociedade para o bem. Não é errado defender suas ideias e ideais, mas o problema é que nessas manifestações existem pessoas com intenções equivocadas que não combinam com os nossos pensamentos e princípios cristãos. Muito mais do que reivindicar, nossa missão é proclamar.

Nas manifestações têm muita gente que realmente se manifesta de modo pacífico; porém, em certo momento, as manifestações acabam utilizando métodos violentos para sofrer uma resposta das ordens de segurança e se apresentam-se como vítimas do Estado repressor. O objetivo é desestabilizar os governos por meio da manipulação popular. Depois das manifestações, passam a ideia de que a violência não era intencional, mas que foram pessoas “infiltradas” que a promoveram. Eu me pergunto: é esse o nosso foco como cristãos? É esse um lugar seguro para estarmos?

Como cristãos, fomos chamados para influenciar o mundo e devemos continuar fazendo através do amor, doando-se e desgastando-se pelo bem da comunidade.

Na continuação, Ellen White diz: “Não pelas decisões dos tribunais e conselhos, nem pelas assembleias legislativas, nem pelo patrocínio dos grandes do mundo, há de estabelecer-se o reino de Cristo, mas pela implantação de Sua natureza na humanidade, mediante o operar do Espírito Santo. “A todos quantos O receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus; aos que creem no Seu nome; os quais não nasceram do sangue, nem da vontade do varão, mas de Deus”. João 1:12, 13. Aí está o único poder capaz de erguer a humanidade. E o instrumento humano para a realização dessa obra é o ensino e a observância da Palavra de Deus”. (O Desejado de Todas as Nações, 358)

Precisamos cuidar para não perder o nosso foco. Estamos neste mundo com uma mensagem especial que é preparar um povo para o encontro com o Senhor! A nossa força não deve estar nas manifestações por justiça de um grupo que está tentando encontrar suas causas, mas em anunciar a volta do Senhor Jesus, a verdadeira causa!

A Bíblia é a nossa guia segura sempre. Veja o que está escrito no livro de Hebreus 11:16: “Mas, agora, aspiram a uma pátria superior, isto é, celestial. Por isso, Deus não se envergonha deles, de ser chamado o seu Deus, porquanto lhes preparou uma cidade.”

O sonho dos sul americanos, o sonho dos brasileiros, o sonho dos europeus... Todos querem uma pátria melhor. E ela existe. A cidade de Deus, a pátria celestial. Enquanto não estamos nela, seguindo Romanos 13, dedique tempo para orar pelas autoridades e para que o evangelho continue sendo anunciado a toda força.

Lembre-se sempre: “Crede no Senhor vosso Deus e estareis seguros”. (2Cr. 20:20).

Rafael Rossi 
Associação Ministerial da
Divisão Sul Americana da
Igreja Adventista do Sétimo Dia

CORAÍTAS - SALMOS 40-45

Deus é muito misericordioso. Jacó teve um filho chamado Levi. Toda a sua geração - netos, bisnetos, tataranetos... - eram chamados de levitas ou o povo da tribo de Levi. Todo esse povo era separado para trabalhar nos serviços sagrados de Deus. Era tanto um mandato do Senhor, como uma tradição muito forte entre eles. Nessa família, havia um homem chamado Corá. Ele viveu várias gerações depois. Também era levita, separado para o serviço santo. Hoje, é como se fosse um bispo, pastor, padre, etc. E o que esperamos desse tipo de pessoas? Boa conduta, caráter, exemplo espiritual, não é verdade?
Corá, durante aquela caminhada que os israelitas fizeram pelo deserto, participou e liderou uma rebelião contra os profetas, os representantes de Deus, Moisés e Arão. Isso aconteceu por pura inveja. Ele estava incomodado porque seu cargo era inferior ao cargo do seu parente Arão, que tinha sido designado como o sacerdote maior. Então, movido por essa inveja besta, recebeu o apoio de outros três revoltados, Datã, Abirão e On, que também queriam ter cargos importantes. No caso deles, foi só porque perceberam que eram rubenitas, da tribo do primogênito de Jacó, Rúben. Juntos, fizeram uma confusão entre o povo de Deus, e Corá foi castigado. Ele morreu em um terremoto.
O tempo passou, e anos depois (1Crônicas 6) Davi estava organizando quem iria fazer isso ou aquilo nos trabalhos do ministério de Deus. E chegou a hora de encontrar alguém para cuidar de um dos ministérios mais importantes na adoração: o ministério da música. O rei estava olhando, procurando... Quem poderia executar um ministério tão santo, tão sério? Deus deu uma dica para Davi. O Senhor sugeriu os coraítas! Imagine, os descendentes daquele camarada que tinha sido morto como símbolo da apostasia de rebelião!
Como Deus é misericordioso e justo! Ele julga individualmente. Não é porque o pai é um criminoso que Deus vai discriminar o filho. Cada um é cada um. Aliás, dos descendentes de Corá, tem outros grandes homens de Deus, como o profeta Samuel. Era um coreíta. Hemã, um cantor muito famoso no povo de Israel também era da família de Corá. Davi organizou os coraítas descendentes de Hemã como as pessoas responsáveis pela música do templo. Eles formavam um grande e bonito coral. E dentre as várias produções musicais dos coraítas, encontramos onze salmos que, inclusive, alguns deles estão na nossa leitura de hoje. A indicação deles está nos títulos ou no começo do Salmo.
Sabe o que isso indica? Não importa o quanto nos sintamos indignos ou pecadores. Cantemos esses salmos como louvor ao Senhor e sejamos “coraítas” restaurados por Jesus Cristo!



Valdeci Júnior

Fátima Silva

quinta-feira, 20 de junho de 2013

RASGUE O VERBO - SALMOS 36-39

Não sei se você está passando ou já passou por momentos de tristeza, de dificuldades, de solidão ou de desânimo. Mas se você quiser sentir isso tudo na pele, mergulhe a fundo na meditação da leitura dos salmos de hoje. Tristeza, dificuldade, solidão, desânimo e outros sentimentos deprimíveis, você pode encontrar nos Salmos 36-39.
Também não sei se você está passando ou já passou por momentos de admiração, de segurança e confiança, momentos em que se sentiu muito amado, de profunda satisfação, de alegria e, também, de muita fé. Já passou por isso? Está passando por isso agora? Bem, se também quiser sentir tudo isso na pele, mergulhe a fundo na meditação da leitura dos salmos de hoje. Admiração, segurança, confiança, amor, satisfação, alegria, fé e outras boas situações você pode encontrar nos Salmos 36-39.
Nestes textos, existe, realmente, um misto de sentimentos, ansiedades, emoções e ponderações da alma humana. Os salmos são assim. Nem todos, mas alguns retratam uma verdadeira radiografia do que se passa do lado de dentro do peito do ser humano. Se você quiser se identificar com uma escrita totalmente humana, que faça seu retrato nas suas fraquezas, mas também na sua vontade de buscar a Deus, é só você olhar para esses salmos e observar que, provavelmente, neles esteja um reflexo seu, seu retrato ou, talvez, até sua história de vida pessoal. É impressionante.
Um diferencial interessante desse livro é que a direção da locução deles é ao contrário. Se você observar, nas outras partes da Bíblia onde existe um diálogo entre o ser humano e Deus, geralmente o que acontece é encontrarmos Deus falando ao ser humano. Não é assim? O Senhor dá seu recado. Tanto é que chamamos a Bíblia de Palavra de Deus. No entanto, nos Salmos é diferente. Existe uma interlocução entre o humano e o divino, mas é o ser humano falando para Deus.
Sabe o que tudo isso nos diz? Que Deus nos entende. Nas Escrituras Sagradas, está a descrição exata do que se passa dentro de nós, dos nossos anseios, das nossas alegrias, da intimidade do nosso coração. Mas tem mais... Deus nos ouve. Veja na sua Bíblia: seres humanos mortais, comuns, sofredores, pecadores, falhos, doloridos, ansiosos, depressivos, doentes, medrosos, alegres, rejubilantes, confiantes, de todo tipo, chegando a Deus e rasgando o verbo, abrindo o coração. Deus é amigo!
Então, se você está com medo, feliz, triste, sofrendo ou tem uma bênção para contar, vá até Deus e fale com Ele. Não importa como você esteja. Rasgue o verbo. Ele está acostumado com isso, lhe entende. A disposição dEle em lhe ouvir é constante!


Valdeci Júnior

Fátima Silva

quarta-feira, 19 de junho de 2013

ESCOLHAS MUSICAIS - SALMOS 31-35

De que tipo de música você gosta? Já parou para pensar nos diferentes tipos de músicas que existem? Deus é riquíssimo em diversidade. Ele cria Seus seres nas mais distintas formas. E é interessante que as expressões desses seres também têm uma variedade enorme, inclusive as expressões dos mais profundos anseios da alma que são feitas através dos sons musicais alongados, constantes e intercalados.
Ao ler as músicas do livro de Salmos - que não são mais músicas, mas poemas - fico pensando sobre como deveria ser a melodia, a musicalidade dessas palavras. No Salmo 31, quando o salmista está angustiado, mas está buscando a Deus porque encontra segurança nEle, imagino uma melodia que transmita paz, mas, ao mesmo tempo, uma musicalidade forte, que traga segurança. Já no Salmo 32, penso que uma melodia bem legal seria aquele tipo de peça musical de vitória, como no final de um filme, uma trilha de conquista, algo do tipo, entende? Agora, o Salmo 33 é uma pra cima, “up”, alegre, louvorzão animado mesmo. “Cantem de alegria”; “A minha esperança está no Senhor”. Muito júbilo! Os Salmos 34 e 35 são mais complexos. São dramas que, viajando com suas letras, passam por diferentes situações de tensão, estresse, vitória, batalha, exultação, alegria e tantas outras coisas. É aquele tipo de música que traz um misto de sentimentos, faz chorar, fechar os olhos e depois sorrir, dá um suspense e termina bem. Tem que ser artista para fazer isso. E Davi era!
Nos dias atuais, a variação musical é maior ainda. Diante de tanta diferença de gostos e formações culturais geradas pela transculturação interna dentro da nossa sociedade brasileira e aldeia global, nossos músicos precisam ter flexibilidade e bom senso muito grandes para produzir músicas. A necessidade de variação, de músicas que se adéquem aos mais diferentes contextos de adoração que existem é muito grande. Como esse leque é bem extenso, poderá até existir pontos incompatíveis, como músicas que sirvam para adoração em um contexto e em outro não.
Mais que nunca, necessitamos de sabedoria para escolher a melhor música para nosso contexto, nosso culto, nossa adoração, nossa realidade. Os músicos fazem canções de muitos tipos para servir a todos os contextos. Compor, segundo Paulo, é uma forma de profetizar. Então, ao selecionar as músicas que forem se encaixar melhor para sua realidade, siga o conselho do apóstolo em relação à profecias, aplicando-os à musicalidade da sua comunidade cristã e experiência pessoal. Como ensina 1Tessalonicenses 5:51, julgue todas as coisas e retenha o que for aproveitável para você.
Não esqueça de que a melhor música é aquela que lhe aproxima de Jesus!


Valdeci Júnior

Fátima Silva

terça-feira, 18 de junho de 2013

CANTO DA IGREJA - SALMOS 23-30

Penso que você conhece as palavras: “O Senhor é o meu pastor, e nada me faltará.” Essa é a letra de uma canção que está na abertura da leitura de hoje: o Salmo 23, escrito pelo rei Davi. Apesar de não recitarmos essas palavras em forma de melodia muitas vezes, essa era uma canção.
Davi escreveu muitas outras canções. Apesar de que nem todos os Salmos tenham sido escritos por ele, ao ler os capítulos para este dia, vemos que todos os salmos são “davídicos”. Embora não sendo redundantes, eles são bem parecidos. Ao dizer “parecidos”, refiro-me ao estilo. Será que isso acontece só porque foram escritos pelo mesmo compositor? Pode ser, mas não é só isso. Todos se aplicam a um mesmo contexto social, que é meio comunitário em que os israelitas viviam na Palestina, há uns três mil anos. Mas é interessante que quando chegamos no Salmo 30, quebra essa uniformidade de estilo porque esse salmo é uma música que Davi fez especialmente para a dedicação do tempo. E música para ser cantada na igreja precisa ser especial.
Ela deve louvar e adorar, pois a casa de Deus é lugar para adorá-Lo. Em Isaías 56:7 aprendemos sobre isso. Ao submetermos um cântico dentro do recinto sagrado, devemos analisar se ele serve de instrumento de prestação de adoração. Se a música não puder conduzir os adoradores à veneração ao sagrado, provavelmente não será apropriada para usá-la nos átrios do Senhor. Mas isso não quer dizer que se a música não serve para ser usada na igreja, então ela é pecaminosa. Afinal, existem músicas que embora sejam de louvor, não adoram. Em toda adoração deve existir louvor, mas nem sempre há adoração em todo louvor. A música na igreja deve ser “o preguinho na parede que segura o quadro Jesus”.
Portanto, quando o líder da igreja seleciona as músicas para ser usadas na igreja, ele precisa analisar o contexto e as pessoas que participarão, executando-as e ouvindo-as. Se a música levar a maior parte das pessoas a Jesus, num espírito de adoração e louvor, sem ruído de comunicação, é adequada; caso contrário, deve ser substituída (mas tal substituição não quer dizer que em outro contexto a música não seja adequada), a despeito dos gostos particulares. Cabe, também, aos que lidam com a música na igreja ter humildade suficiente que um mensageiro de Deus precisa ter, de submeter a escolha de cada música para contexto não segundo seus caprichos, mas segundo o que for melhor para a membresia presente no tempo e local de cada contexto.
Além de ler a Bíblia, cante em casa e na igreja!


Valdeci Júnior

Fátima Silva

segunda-feira, 17 de junho de 2013

ABSOLUTA VERDADE? - SALMOS 18-22

E aí? Vamos seguir falando daquilo que comecei a abordar no comentário bíblico de ontem, a verdade absoluta? Se você está lendo este comentário pela primeira vez, talvez questione: “Como assim, existe verdade absoluta? Tudo não é relativo?”
Bem, é o seguinte: na visão bíblica existe uma verdade e apesar de que o livro dos salmos não se entenda como se lê, pelo menos parcialmente, por existir uma linguagem figurada dele, existe um jeito certo de se interpretá-los, que é sob o prisma da verdade da Bíblia.
Portanto, para entender e explicar essa questão da existência de uma verdade absoluta, gosto de usar uma ilustração visual. Tente imaginar uma grande bola, tipo um globo, constituído por centenas de hexágonos. Você olha a figura como um todo e vê o globo, mas ao olhar mais atentivamente, vê, na superfície da bola, muitos hexágonos, que somando-se compõem o globo. O globo é “a verdade”, mas os hexágonos também são “verdades”.
Eu creio que existe uma verdade absoluta, mas olho com consideração para aqueles que dizem que a verdade é relativa, e/ou que existem muitas verdades. Penso que quando ficam debatendo ou defendendo isso, é porque estão conseguindo ver apenas um, ou alguns hexágonos do globo, desconhecendo assim a existência dele.
É claro que nunca conseguiremos ver o globo completo, pois não temos uma visão 4D. Mas é bom saber que ele existe e como é. Diante disso, penso que podem haver duas verdades que façam parte da mesma GRANDE VERDADE, desde que sejam paralelas e não contraditórias. Se forem contraditórias, provavelmente uma delas (ou até as duas), sejam hexágonos que não pertençam ao globo, ou seja, na realidade não seria(m) verdade(s), mas mentira(s). Logo, é como se não existisse dentro do prisma da visão deste globo.
Diante disso, lembre-se de que ao interpretar os Salmos, você precisa cuidar para que a interpretação seja verdadeira. Ontem dei uma dica de interpretação e prometi que daria outra hoje. E a dica de hoje é: digamos que você tenha lido uma metáfora em um determinado salmo. E aí você pensa: “Bem, a aplicação dessa figura deve ser a ‘aplicação X’.” Aí, sabe o que você faz? Verifique se o resto da Bíblia concorda com aquele conceito que você está estabelecendo na interpretação. Se estiver em harmonia com o restante da Palavra de Deus, então a interpretação é verdadeira. Se estiver contradizendo, ore. Deus vai lhe mostrar a verdade. Mas não caia na mediocridade de sair por aí falando coisas que não façam parte do “globo”.
Busque o conhecimento bíblico, rogando a Deus em oração para que Ele lhe revele a “Verdade Absoluta”.


Valdeci Júnior

Fátima Silva

domingo, 16 de junho de 2013

VERDADE ABSOLUTA? - SALMOS 10-17

Existe uma verdade absoluta? Quero lhe avisar de um risco que corremos para não cairmos nele. Iniciamos a leitura de Salmos ontem e iremos até o dia 9 de julho lendo-o. E, ao lermos, se corre o risco de fazer aplicações erradas para nossa vida porque o leitor pensa mais ou menos assim: “Bom, se os salmos são escritos em linguagem poética, são metáforas, figuras de linguagem, que geralmente não se entende como se lê.”
Até aí tudo bem. Mas o problema é que o raciocínio pode continuar: “Então, para aplicar os escritos dos salmos na minha vida, faço uma analogia ou tiro a melhor aplicação que for mais conveniente para mim ou a que achar mais legal e aplico.” Aí vem o grande erro. O problema é que nossa mente afetada pelos males do pós-modernismo nos tenta a isso porque somos bombardeados com a ideia absurda de que tudo é tão relativo ao ponto de não existir uma verdade absoluta, o que é um engano.
Se você acessar o blog do jornalista Leandro Quadros (www.novotempo.org.br/namiradaverdade), verá que ele defende, de maneira muito convincente, que existe uma verdade absoluta. Acesse esse blog e veja que mesmo com uma mente moderna, é possível entender sua existência. Segundo Quadros, “existe uma Verdade Absoluta com base no pressuposto que se encontra em 2Coríntios 13:8: ‘Porque nada podemos contra a verdade, senão em favor da própria verdade.’ A afirmação de que existe uma verdade absoluta se baseia tanto da Bíblia, que diz que a verdade é uma pessoa, que é Jesus, quanto na “Filosofia que diz categoricamente: ‘duas coisas contraditórias não podem ser verdadeiras ao mesmo tempo’. Portanto, não há duas verdades!”
Amanhã, voltarei a mencionar sobre verdade absoluta, mas fica aqui o aviso do dia: “não vamos sair interpretando o livro dos Salmos do jeito que bem entendemos”. Existem os modos corretos de interpretar a Bíblia.
Uma das dicas para você entender os Salmos é: ao ler um salmo, ore primeiro. Depois, procure ler também a história do contexto em que ele foi escrito. Não dá para fazer isso com todos, mas muitos salmos já trazem no título, introdução ou rodapé alguma indicação de quem escreveu e quando. Se você tem pelo menos o autor, como Davi, por exemplo, estude tudo na Bíblia sobre sua vida e o que ele passou. Então, mais sintonizado com as mentes autoras do dito salmo, você chegará mais perto da interpretação verdadeira.
Quero lhe dar mais dicas sobre como devemos interpretar os salmos, mas, para hoje, o meu desejo é que você fique bem sintonizado com a “Verdade”, que é Jesus! Nele, podemos confiar!

Valdeci Júnior

Fátima Silva

sábado, 15 de junho de 2013

SÓ ALEGRIA! - SALMOS 01-09

Eu estou muito, mas muito feliz. Sinto-me como se estivesse saindo de um grande sofrimento, a dor amenizada, os problemas resolvidos e, agora, sentindo um alívio, uma vitória e um senso de missão cumprida, entrando para um lugar de muita alegria. Sabe quando você acabou de concluir uma meta, um desafio, uma jornada anual de trabalho e está saindo de férias, indo para a praia, numa boa? Sabe quando terminou a semana e está indo para o interior esfriar a cabeça ou quando entra na piscina e esquece o mundo? É desse jeito que estou me sentindo ao terminar de ler o livro de Jó, uma biografia de uma vida sofrida, e entrar para ler o livro dos Salmos, uma coletânea de músicas alegres. É como se as luzes se acendessem.
Saindo da “deprê” e entrando no salão de festas, convido-lhe a começar uma jornada pelos salmos. Você topa? É uma leitura bem gostosa. Os salmos são poemas e canções. Alguns são conselhos, advertências, outros são louvores a Deus, outros ainda são o mais profundo expressar dos anseios da alma humana, desabafos, testemunhos, histórias, todos, artisticamente compostos. São como as músicas de hoje, músicas boas de Jesus, é claro.
Você gosta de música ou de conversar sobre ela? Durante os dias em que estivermos lendo o livro dos Salmos, conversaremos algumas coisas sobre o assunto, principalmente a música gospel. Afinal, existe muita musicalidade nesse livro, e precisamos saber aplicá-la em nossos dias.
A música, apesar de estar relacionada a praticamente qualquer tipo de momento da nossa vida, é, também, uma lembrança da alegria ou, pelo menos, da esperança. Dos nove salmos propostos para lermos hoje, temos certeza de que pelo menos seis são realmente letras de canções, que foram cantadas naquela época do Israel antigo. Um conselho bem claro ao entrarmos para esse salão musical, o livro dos Salmos é uma advertência (capítulo 1): Veja bem como vai andar, proceder, se comportar, se envolver e se relacionar, senhor participante. Aplicando aos nossos dias, apesar de estarmos felizes, entrando para esse mundo artístico, devemos ter a consciência de que não é qualquer arte ou música que devemos aceitar. Precisamos selecionar o que colocamos na mente.
Observe na leitura: Salmo 2 traz esperança. Se você está se sentindo acuado, perseguido, leia o Salmo 3. Quer sentir paz no coração? Salmo 4. Quer que Deus lhe ouça? Salmo 5. Está triste? Salmo 6. Quer que a justiça seja feita? Salmo 7. Quer saber qual é seu valor? Salmo 8. Se quiser aumentar sua fé, Salmo 9. É só alegria!
Se a vida é uma festa, só nos resta festejar.
.


Valdeci Júnior

Fátima Silva

sexta-feira, 14 de junho de 2013

Pra quem é SOUL Jovem... INDISPENSÁVEL!


É EMOCIONANTE, NÃO ACHA? - JÓ 38-42

É com muita alegria que escrevo o último comentário sobre o livro de Jó deste ano. O interessante disso é que neste final, vamos falar de começo, de princípio, de origem. Jó e seus amigos estavam questionando sobre a existência, mas haviam esquecido de algo básico. Quando Deus entra na discussão, Ele chama a atenção para isso.
Você quer saber qual é o sentido da sua existência? Então precisa saber de onde veio e para onde vai. Alexander Vom Stein escreveu um livro científico alemão, que aborda o criacionismo bíblico. Logo na introdução, o autor já começa discutindo essa questão. Segundo ele, todo ser pensante, um dia, já fez para si as seguintes perguntas: “De onde venho?”, “Pra onde vou?” e “Para que vivo?”. Essas, na realidade, são perguntas sobre a origem, o futuro e o destino da vida. Então, Stein comenta que “Se a origem e o desenvolvimento de todas as coisas é um processo aleatório, então a pergunta sobre o futuro de todas as coisas não pode ser respondida. E em processos aleatórios tampouco se pode encontrar sentido e objetivo. Por isso, a resposta a essa pergunta [De onde venho] é importante para todo ser humano – pois disso depende a procura por um sentido em nossa vida” (Criação, pág. 7).
Essa é uma grande realidade: precisamos saber de onde viemos. A pouco tempo, uma amiga apareceu no MSN para falar comigo. Ela pediu para eu assistir a um vídeo na internet. Perguntei sobre o que se tratava. Era sobre o parto do nascimento da sua filhinha. Logo disse não, pois não aguento assistir a essas coisas. Mas ela insistiu dizendo que não tinha sangue e que estava bem editado. Resolvi arriscar e assisti ao vídeo. Foi a coisa mais linda ver os médicos dando bom dia para aquele serzinho com cinco segundos de existência, entregar o ser humano que tinha um minuto de existência nas mãos do pai, e o pai mostrando para a mãe ver a filha antes que ela tivesse três minutos de vida.
Fiquei emocionado. É lindo, místico, fora da possibilidade de qualquer explicação a magia que esse momento envolve: ver o surgimento da vida. E por mais que os cientistas queiram parecer os sabichões, os semideuses, os sobre-humanos, qualquer um se sente pequeno diante da origem da vida. Todos se admiram do fato de que existem coisas que não dá para se explicar nem no laboratório mais avançado do mundo. Ironicamente, é a coisa mais simples do mundo. Nenhum cientista, de forma artificial, jamais conseguiu reproduzir esse fenômeno da Natureza porque nele está o toque de Deus.
É emocionante!


Valdeci Júnior

Fátima Silva

quinta-feira, 13 de junho de 2013

O SOFRIMENTO PODE SER UMA DISCIPLINA - JÓ 35-37

Você está lendo direitinho o livro de Jó? Tem sido perseverante em ler os discursos dos quatro amigos e, principalmente ontem e hoje, o discurso do “amigo” Eliú? Porque se não formos perseverantes para, pelo menos, ler a história, é uma vergonha, não é mesmo? Pense na perseverança que Jó teve, ao suportar o sofrimento dele. Ele foi o homem que mais sofreu no mundo, mas que também se tornou símbolo da paciência, pela perseverança que teve em suportar tudo.
Os amigos dele, apesar de ficarem falando muita besteira, também foram perseverantes, coitados! Eles não merecem só a nossa critica, mas merecem também a nossa atenção, porque, apesar dos pesares, eles estavam tentando acertar. Pelo menos, eles estavam ao redor do sorumbático sofredor. Isso já foi uma virtude: aguentar ficar ao lado de Jó.
E nós estamos lendo, especificamente, sobre a última fala de Eliú, que foi o último dos quatro a falar, antes de Deus chegar e se pronunciar naquela discussão. E como as leituras de ontem e de hoje são um discurso só, quero retomar um trecho, que está em Jó 33:14-19, para contextualizar o que quero dizer aqui sobre a leitura de hoje. Assim, faríamos um fechamento sobre essa discussão do sofrimento de Jó.
“Pois a verdade é que Deus fala, ora de um modo, ora de outro, mesmo que o homem não o perceba. Em sonho ou em visão durante a noite, quando o sono profundo cai sobre os homens e eles dormem em suas camas, ele pode falar aos ouvidos deles e aterrorizá-los com advertências, para prevenir o homem das suas más ações e livrá-lo do orgulho, para preservar da cova a sua alma, e a sua vida da espada. Ou o homem pode ser castigado no leito de dor, com os seus ossos em constante agonia.”
Comentando sobre isso, veja o que encontrei no periódico “Jó, sofrimento e restauração”, 3º trimestre de 1980, pág. 75: “Eliú era um jovem insatisfeito tanto com os discursos de Jó como os de seus três amigos. Talvez a maior contribuição de Eliú ao debate é a nova ênfase à ideia de que o sofrimento pode ser disciplina, em vez de punição... O conceito de Eliú sobre o sofrimento considerando-o como disciplina não é novo na história de Jó. É a ênfase que ele dá ao conceito que é nova... [Jó] ...deixou que Eliú realçasse a ideia de que o sofrimento pode ser uma disciplina, antes que uma punição”.
Essa é a grande lição. O sofrimento que nos assola não é de todo mal. O lado bom é que ele nos disciplina.


Valdeci Júnior

Fátima Silva

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Feliz Dia dos Namorados!

Hoje, pára tudo aqui na Sala! Porque hoje é o dia em que respiro de forma romântica a alegria da companhia de quem é a essência da minha própria razão de continuar existindo. Fátima, você é a coisa mais bela que já me aconteceu nesta vida! Um presente do Criador. Sou plenamente feliz e realizado com você! Obrigado por ser minha eterna namorada! 


Te amo d+!

Valdeci Jr.

EVITE O BLÁ, BLÁ, BLÁ - JÓ 32-34

Blá-blá-blá! Blá-blá-blá! Blá-blá-blá! Penso que era isso que rodava na cabeça de Jó, enquanto ouvia Eliú. Que cara chato! Jó falou o que tinha que falar e pronto! Mas aí Eliú começou a falar e não parou mais. Não acho, porém, que ele era alguém chato para mim ou para nós, que fazemos a leitura bíblica; o que ele disse é até interessante. Refiro-me ao quanto ele estava sendo chato naquela situação para Jó. Ele falou até espumar o canto da boca. Já viu aquele ditado: “fala mais que o homem da cobra”? A leitura inteira de hoje só apresenta a fala de Eliú, mais nada. E o pior é que ele continua falando até no capítulo 37. Então, prepare-se, pois toda a leitura de amanhã é ainda o discurso de Eliú. Estou falando sobre o quanto ele foi inconveniente porque, mais na frente, você verá que Deus repreendeu a todos que estavam falando, menos Jó.
Existem momentos que quanto você mais fala, pior fica. Quando vai a um funeral, por exemplo, onde a morte foi chocante, trágica, inesperada e aí se encontra com o enlutado descontroladamente chorando. Na maioria dos casos, quase que qualquer coisa que você falar vai ser besteira. Nessas horas, o melhor a fazer é estar presente. O que a pessoa precisa é saber que você está ao lado dela. Mais nada. É como se relacionar ou visitar alguém com depressão profunda. O depressivo precisa de muitas coisas, menos de sermão. E assim era com Jó. Ele não precisava de sermão. Ele precisava de abraço, compreensão, empatia.
Até aqui, tenho malhado muito as falas dos amigos de Jó, mas elas não são de todo maléficas. Há coisas que Eliú diz na leitura de hoje, que tanto era verdade naquela época quanto ainda é válido hoje em dia. O conceito está certo, o problema era o modo ou hora de falar. Nem toda verdade precisa ser dita. Nessas horas, percebemos que a sabedoria é muito mais importante que o conhecimento. De que adianta ter a informação certa, mas não saber usá-la?
Hoje, você está em mais vantagem que Jó, porque pode absorver as palavras de Eliú e separar o que é verdade. E como fazer isso? É simples: cada afirmação que você aprender de novo com as palavras dele, coloque em comparação com o que a Bíblia, como um todo, pensa sobre o assunto. Se o que ele tiver dito estiver de acordo com o restante do pensamento bíblico, tudo bem. Se for o contrário, então terá dito besteira. Enxugando assim, você vai evitar o blá-blá-blá.
Sempre busque descobrir a verdade!



Valdeci Júnior

Fátima Silva

terça-feira, 11 de junho de 2013

EU NÃO ME ENVERGONHO EM CRER - JÓ 29-31

“Como é bom ser cristão, quando tudo está bem pro seu lado...” É assim que canta Luiz Cláudio. “Os amigos, sorrindo, lhe abraçam, e estão com você”, e por aí vai... “Mas se tudo se vai para sempre, inclusive os amigos, e a doença lhe aflige e a fama já não mais existe, é mais fácil agora afastar-se de Deus, no momento de tanta aflição...” Por quê?
Antes de falar sobre o porquê, quero chamar sua atenção para ver a imagem, a estampa, o vídeo do áudio dessa música que mencionei. Mas não é no youtube, nem na televisão, nem no computador. É na leitura bíblica de hoje! Só que tem uma variante. Quando Jó estava bem, era fácil  servir a Deus. Quando ficou doente, pobre e sem amigos, servir a Deus ficou difícil até para sua mulher, que mandou ele amaldiçoá-Lo e morrer, e para seus amigos, que passaram a falar um tanto de heresias.
Em Jó 29, ele fala que sente muita saudade de quando ia à porta da cidade, se assentava na praça pública e quando os jovens e pessoas idosas iam passando e o viam, ficavam em pé, diante dele, de mão boca, em silêncio, só o ouvindo falar. Ser cristão nessas horas é uma maravilha. Mas, no capítulo 30, Jó diz: “Mas agora eles zombam de mim”. “Virei piadinha para eles.”
E o que fazer quando viramos piada? Se Jó se encaixasse no perfil de crente descrito na música do cantor Luiz Cláudio, ele teria concordado com as ideias malucas dos amigos e esposa. Mas isso não aconteceu. Na leitura de hoje, terminam as palavras de Jó e o mais fantástico é que ele continua firme e perseverante na sua fé. Então, pensando nisso, resolvi escrever um poema sobre sentir vergonha ou não daquilo que se crê. Posso compartilhá-lo com você?

EU NÃO ME ENVERGONHO EM CRER



Eu bem sei que Tu podes todas as coisas
Mas se eu não conheço o que Tu queres
Então pode ser que eu venha relutar
Em crer que o Senhor faz grandes milagres
Eu não me envergonho em crer
Mesmo quando não posso ver
Manifestação de poder
Eu não me envergonho em crer

Pode parecer que não queiras operar
Continuarei a confiar no Teu poder
Porque o modo pelo qual quero confiar
É do jeito do Deus que o Senhor quer Ser
Eu não me envergonho em crer
Mesmo quando não posso ver
Manifestação de poder
Eu não me envergonho em crer



Esse era o sentimento de Jó. Eu também penso assim. E você? O que tem feito com sua fé?



Valdeci Júnior

Fátima Silva

Ajude a Igreja com Apenas um Clique!

Vamos ajudar nossos irmãos a entenderem o nosso propósito?
Então, por favor, use a criatividade e divulgue este vídeo para todos os seus contatos de irmãos e pessoas envolvidas com a igreja que você tem.



Obrigado dispor-se a ministrar através das ondas da web.

Deus deseja homens que arrisquem qualquer coisa e todas as coisas para salvar almas.” Evangelismo, 63. “Em Deus, faremos proezas”. Salmo 60:13. “Deus não é injusto. Ele não esquece o trabalho que vocês fizeram nem o amor que lhe mostraram na ajuda que deram e ainda estão dando aos seus irmãos na fé”. (Hebreus 6:10).

Ao vosso dispor, vosso servo


Pr. Valdeci Jr.

segunda-feira, 10 de junho de 2013

MEU MUNDO NÃO É AQUI - JÓ 25-28

“Pelo Deus vivo, que me negou justiça, pelo Todo poderoso, que deu amargura à minha alma, enquanto eu tiver vida em mim, o sopro de Deus em minhas narinas, meus lábios não falarão maldade, e minha língua não proferirá nada que seja falso. Nunca darei razão a vocês [para me acusarem]! Minha integridade não negarei jamais, até à morte. Manterei minha retidão, e nunca a deixarei enquanto eu viver, a minha consciência não me repreenderá” (Jó 27:1-6).
Quem disse isso? O grande Jó. Destaquei esse trecho da leitura porque, para mim, ele é demais. Pense: um seguidor de Deus, sofrendo, na pior das desgraças, sem saber para onde foi a justiça do Senhor, ter a coragem de olhar para o Céu e dizer: “Deus, ainda que o Senhor me mate, é em Ti que eu vou continuar colocando a minha esperança”?
Isso que é fé. Porque quando alguém passa por uma dificuldade, ora e tem sua oração respondida, não tem tanta fé assim. O mundo hoje anda tão longe de compreender o que é fé, que pensa que o “máximo da fé” seria: está desempregado? Bate o joelho no chão e pede um emprego para o Senhor. Daí a oração é respondida e o emprego aparece. Oh! Isso que é fé! Está doente? Faz uma oração e vem a cura! Oh! Que fé! Está precisando de dinheiro? Pede para Deus e a grana aparece. Oh!... Fé? Fé ou presunção? Fé ou teologia da prosperidade? Fé ou mercadologia da religião? Fé ou falta de compreensão bíblica?
Quando é preciso ter mais fé: orar para um paralítico levantar-se e sair andando, em nome de Jesus, e vê-lo sair andando ou orar para um paralítico levantar-se, em nome de Jesus, e não vê-lo sair andando e ainda assim continuar crendo em Jesus? Percebe como nossa noção de fé tem sido deturpada?
Então, permita-me repetir o trecho destacado que estampa, de forma grandiosa, a fé desse homem: “Pelo Deus vivo, que me negou justiça, pelo Todo poderoso, que deu amargura à minha alma, enquanto eu tiver vida em mim, o sopro de Deus em minhas narinas, meus lábios não falarão maldade, e minha língua não proferirá nada que seja falso. Nunca darei razão a vocês [para me acusarem]! Minha integridade não negarei jamais, até à morte. Manterei minha retidão, e nunca a deixarei enquanto eu viver, a minha consciência não me repreenderá.”
Fé é a ponte que nos liga desta vida para a vida eterna. É a convicção de que nosso CÉU PODE COMEÇAR AQUI, MAS QUE NOSSO MUNDO, ABSOLUTAMENTE, NÃO É AQUI.
Nosso destino é o Céu!



Valdeci Júnior

Fátima Silva

domingo, 9 de junho de 2013

Família é Isso!

Nisto se consiste a base de uma nação feliz:


Família é isso: pai, mãe, filhos e o Criador, juntos.

Um Abraço,

Pr. Valdeci Jr.

EU NÃO ENTENDO - JÓ 22-24

Hoje, quero fazer um alerta: nem tudo o que você ler, isoladamente, pode tomar como verdade para sua vida, no sentido de aplicar o texto do jeito que está escrito. Se olhar para o livro de Jó como um todo, ele é excelente para ser aplicado na nossa vida. Porém, em detalhes isolados, é preciso tomar cuidado com a interpretação. Assim como em outras partes, a Bíblia mostra ações que os personagens fizeram, que eram erradas, justamente para não cairmos nos mesmos erros e fazermos as mesmas coisas. Da mesma forma, em Jó, o Livro Sagrado mostra pensamentos dos personagens, que eram errados, com a intenção de relatar os pensamentos errados deles e, também, para não cairmos nos mesmos erros de pensar com os mesmos equívocos.
Em Jó 22, encontramos Elifaz acusando a Jó de pecados específicos. Ele estava mentindo. E como o diabo é o pai da mentira, podemos deduzir que Elifaz estava sendo usado por Satanás. A provação de Jó não foi só por perder os bens materiais, os filhos e a saúde. Também fez parte das suas lutas, o “blá-blá-blá” mentiroso, injusto e acusador daqueles infames e infelizes que se diziam amigos.  No entanto, no nível da linguagem e ideias, na realidade, eram verdadeiros inimigos. Elifaz tentou forçar Jó a se sentir culpado para com Deus, e então merecedor daqueles problemas, como se os problemas fossem castigos.
O comentário Bíblico SDABC, pág. 1140, deixa bem claro, que com essa atitude, os amigos de Jó e, especificamente, Elifaz, estavam retratando a Deus de maneira errônea. Então, como iremos formar um conceito do que é ou como é a Divindade a partir de um pensamento herege desse? A Bíblia não é herética, ela mostra o herege. Precisamos tomar os devidos cuidados ao ler a Bíblia para não sermos enganados e não cairmos num erro simplório de uma interpretação de texto mal feita.
Há momentos em que temos de admitir que não existem todas as respostas. Que professor tem mais moral diante dos alunos: aquele que tenta responder todas as perguntas, nem que seja enrolando e saindo pela tangente, ou aquele que responde honestamente o que sabe e é sincero o suficiente para dizer um “não sei”?
No trecho bíblico que estamos lendo, vemos o Bildade, Zofar, Elifaz e Jó discutindo, argumentando. Os amigos sabichões “têm” todas as respostas, mas são os mais burros. Jó, justamente por admitir que não tinha todas as respostas, se saiu como o mais sábio.
Jó não tinha uma compreensão plena daquilo que estava acontecendo. E mesmo sem entender, não se deu por vencido, preferiu confiar em Deus. Confie, você também!



Valdeci Júnior

Fátima Silva

sábado, 8 de junho de 2013

Quarteto ASAF em Caxias do Sul


BUSQUE A DEUS - JÓ 20-21

Na primeira parte da leitura de hoje (capítulo 20), aparece o discurso de Zofar, num tom sarcástico de acusação ao seu amigo Jó. Ele queria dar uma explicação para o sofrimento de Jó, jogando toda a responsabilidade da situação nas costas dele.
Em grande parte, esse discurso termina imitando o que os outros dois amigos, Bildade e Elifaz, já destacaram na discussão deles. A diferença é que Zofar vai mais ao ponto, inclusive, com mais hostilidade. Ele é muito sínico e insinua coisas terríveis como: “Ele tem oprimido os pobres e os tem deixado desamparados; apoderou-se de casas que não construiu” (verso 19). Zofar continua discriminando os crimes específicos que fazem dos ímpios pessoas culpadas, deixando a entender que Jó participava dessa “laia”.
E é com essa ignorante “cara de pau” que os amigos de Jó continuam afirmando que ele é merecedor de todas as desgraças que bateram à sua porta. Não se cansam de pensar assim e ainda fazem um grande esforço para convencê-lo a pensar da mesma forma. Ao levar Jó a reconhecer isso, quem sabe ele tomaria uma atitude que o livrasse da culpa que supostamente tivesse perante o Senhor. Os amigos de Jó acreditavam que ele só poderia achar o caminho de volta se reconhecesse o pensamento deles e agisse como eles achavam que ele deveria agir.
É claro que esses amigos não estavam fazendo nada mais que expressar o pensamento popular da época. Se compararmos isso com João 9:1-3, concluímos que não podemos estabelecer uma relação direta entre cada uma das ações humanas e todas as consequências de cada uma delas. Corremos o risco de nos enganar com isso, principalmente se a tentativa de relacionar os atos com as consequências estiver limitada a olhar numa perspectiva que se limite somente a esta vida. A variação disso tudo pode ser muito grande e muito além da nossa compreensão. Ou seja, se meter a querer interpretar absolutamente todos os fatos como os amigos de Jó estavam tentando fazer, é “dar murro em ponta de faca”.
Mas, apesar desse escrúpulo dos amigos de Jó, Deus ainda era o centro da vida dele (capítulo 21) e tinha participação em tudo o que ele já tinha feito. Jó tinha a consciência tranquila. Embora fosse um pecador, não era um “pecadeiro”. Essa integridade foi mantida no decorrer de toda a sua vida. E isso lhe ajudou a ficar em paz, mesmo diante de tantas acusações.
Embora o ser humano chegue ao fim dos seus recursos, sua saúde e até sua esperança, ainda pode encontrar conforto buscando a presença de Deus em sua vida.
Busque a Deus hoje!



Valdeci Júnior

Fátima Silva

sexta-feira, 7 de junho de 2013

As Últimas da Nossa Igreja








Mega Jovem - Caxias do Sul


REESPERANÇA - JÓ 18-19

Ontem, comentei sobre os desesperançados. E desesperança não é o mesmo que desespero. Você é um esperançoso, desesperançado ou desesperado? Jó estava desesperançado, mas não desesperado. Ele não via luz no fim do túnel, mas continuou com os pés no chão, firme, esperando para ver o que iria acontecer.
Jesus viveu isso quando estava no Getsemani. A angústia de Cristo era tão grande, que Ele não conseguia enxergar nada além daquele sofrimento e do fim dEle, a morte. Teoricamente, sabia que iria ressuscitar, mas naquela altura da senda, era como se tivesse uma cortina em Sua frente, formando uma zona cinzenta, que não lhe permitia ver mais nada. Então, Ele orou: “Pai, se possível, passa de mim esse cálice.” De certa forma, o mesmo aconteceu com Elias quando correu para o deserto, com medo de Jezabel. Ele sabia que o Deus poderoso estava ao seu lado e não precisaria ter medo. Mas na hora da angústia, não conseguiu enxergar nitidamente. Isso pode acontecer com o cristão. Embora não sendo o ideal planejado por Deus, o cristão, mesmo tendo a teoria da esperança na mente, pode passar pelo conflito da desesperança.
Um exemplo é o caso de um cristão que sofre de depressão. Existem muitas pessoas boas que ainda não compreendem ou saibam lidar com esses casos. Aí, quando alguém tem depressão, quer fazer exorcismo ou falar para o depressivo que ele precisa ter fé como se essa doença fosse um problema espiritual. Isso é um absurdo!
Se não entende bem sobre o assunto ou tem dificuldade de lidar com alguém que está com depressão e você não sabe o que fazer, recomendo que leia o livro “Por que algumas pessoas sofrem de depressão?”, escrito por Marcelo Aguiar, da Editora Betânia. O livro ajuda os cristãos a entender que um irmão pode passar pela depressão, que é um tipo de desesperança, também, mas que não precisa ser o fim. Se você se sente depressivo, desesperançado, saiba que isso pode, deve, e em nome de Jesus, vai passar!
No caso de Jó, passou. “Eu sei que o meu redentor vive, e que no fim se levantará sobre a terra. E depois que o meu corpo estiver destruído e sem carne, verei a Deus. Eu o verei com os meus próprios olhos; eu mesmo, e não outro. Como anseia no meu peito o coração!” Essas sim, são palavras cheias de esperança.
Então, mesmo que você passe por uma tristeza profunda, não se culpe por sofrer de depressão. Deus sabe que você é um ser humano e que sofre. Tenha em mente que, apesar de sentir-se desesperançado, não deve perder a esperança.



Valdeci Júnior

Fátima Silva

quinta-feira, 6 de junho de 2013

DESESPERANÇADOS - JÓ 15-17

TV Novo Tempo, o canal da esperança. Rádio Novo Tempo, a voz da esperança. Rede Novo Tempo de Comunicação, transmitindo esperança. Www.esperanca.com.br , o site da esperança. Sinais de Esperança, o livro da esperança. Viva com Esperança, nome do projeto do impacto esperança. Lares de esperança, iniciativa missionária cristã. Futuro com esperança. Esperança, esperança, esperança... Você já ouviu falar?
A pregação do evangelho fala muito sobre esperança? Mas ainda assim, existe muita gente que não a tem. É um tremendo desafio. As pessoas que não conhecem a verdadeira esperança se julgam sábias em ter uma conscientização de que nunca se deve privar alguém da esperança, pois pode ser tudo que resta a tal pessoa. E aí vem aquele equivocado provérbio popular: “A esperança é a última que morre.” Engano. Para muita gente, a esperança já morreu faz tempo. Tem muita gente que, apesar de viver num contexto onde poderia receber esperança, vive sem ela.
Na leitura de hoje, conheça um homem desesperançado. Quer conhecê-lo falhando em ter ou, talvez, expressar ou apresentar esperança? “Foram-se os meus dias, os meus planos fracassaram, como também os desejos do meu coração. Andam querendo tornar a noite em dia; ante a aproximação das trevas dizem: ‘Vem chegando a luz’. Ora, se o único lar pelo qual espero é a sepultura, se estendo a minha cama nas trevas, se digo à corrupção mortal: Você é o meu pai, e se aos vermes digo: Vocês são minha mãe e minha irmã, onde está então minha esperança? Quem poderá ver alguma esperança para mim? Descerá ela às portas da sepultura? Desceremos juntos ao pó?” E assim é o clamor de quem está sofrendo.
Esse tem sido o bramido de muitas criaturas de Deus espalhadas por aí. Vagantes que apenas respiram e perambulam pra lá e prá cá, sem esperança, no mundo. A pessoa levanta-se pela manhã, toma seu desjejum e sai para a correria do dia. Trabalha, ganha dinheiro, se larga na cama e dorme até o próximo dia. Para quê? Pra comprar, comprar e comprar, sendo que amanhã vai morrer. É uma luta intensa, para daqui a 80 anos já ter deixado de existir. Mas daqui a cem anos, nenhum de nós que fazemos a máquina mover estará aqui. Seremos totalmente substituídos. Então, de que vale a pena viver? Esse é o fantasma que persegue uma pessoa que não sabe de onde veio, nem para onde vai, como evolucionistas, ateístas, etc. Gente sem esperança. O pior é que um filho de Deus também pode ser tentado. Jó sofreu com essa tentação.
Se você foi ou está sendo tentado, não pare! A esperança pode reaparecer.



Valdeci Júnior

Fátima Silva

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Projeto Geração 148 desafia mais de mil jovens a buscarem amigos afastados da fé, em Farroupilha



[ACSR] Farroupilha - Eles vieram de várias regiões. Aos poucos, o auditório quase vazio da Fenakiwi se transformava em uma espécie de formigueiro. Nem o engarrafamento e muito menos o frio da região metropolitana de Caxias do Sul impediram que se unissem na mobilização. Em alguns minutos, a equipe organizadora do Mega Encontro das bases do projeto Geração 148 se viu no meio de mais de mil jovens, sedentos por algo novo e relevante para suas vidas.

MEGA ENCONTRO REUNIU 1050 JOVENS NO RIO GRANDE DO SUL

Logo de início, o público presente viu que não se tratava apenas de mais um programa. Uma série de batismos foi logo a primeira parte da iniciativa. Logo em seguida, o pastor Humberto Magalhães, líder do Ministério Pessoal da Igreja Adventista na região central do Rio Grande do Sul, faria um apelo a jovens que tivesse coragem de manifestar publicamente o desejo de passar pela mesma cerimônia, um dia. Logo, uma multidão foi a frente.
A música também foi parte importante do programa. Uma multidão diferente da primeira - por estar vestida com um uniforme escuro, subiu ao palco para cantar. O Coral Jovem de Caxias do Sul interpretou algumas canções, acompanhados de uma banda. Em seguida, foi a vez de um quarteto misto de servidores da Associação Central Sul-rio-grandense, a sede da Igreja Adventista, participar cantando.
O inverno no sul do Brasil, não é motivo para a garotada cristã ficar em casa. Por conta disto, durante o evento, o pastor Walmir Silva, responsável pelas igrejas adventistas do bairro Fátima, em Cachoerinha, tratou de lembrar que faltam poucos dias para começar o projeto Missão Calebe Abaixo de Zero, uma iniciativa que começou em 2012 e promete um envolvimento ainda maior em julho deste ano.
Uma peça, apresentada pelo grupo de artes cênicas de São Leopoldo, o Encenart, demonstraria em poucos minutos, a importância de fazer o bem e estar junto do outro, demonstrando amor por meio de ajuda ou de uma simples visita e canção entre amigos.
O programa ainda teria participação dos pastores Moisés Mattos, presidente da Igreja Adventista na região central do estado e de Samuel Camilo, diretor jovem, ambos tratando da responsabilidade missionária que o jovem possui na atualidade.
Além de buscar fortalecer a identidade das centenas de jovens presentes, toda a mobilização terminou com o lançamento de um novo projeto. Jovens foram motivados a buscarem pessoas que, por algum motivo, se afastaram da direção de Deus no meio de suas trajetórias de vida, e já não fazem parte intensa do convívio cristão.
"Para isto, os integrantes das bases devem fazer uma lista de afastados junto a secretaria da igreja e com os pastores, para realizarem visitações com serenatas e outras iniciativas, e por fim, relembrem o dia em que eles foram batizados, presenteando-os com um roupão semelhante ao utilizado na cerimônia em que participaram", explica Camilo.
Um projeto semelhante tem sido realizado em São Paulo, por Marcos Camilo, orador do quarteto JASD. (Saiba mais sobre este projeto, também realizado no RS, clicando AQUI)
Veja as fotos do evento que reuniu 1050 jovens em Farroupilha, no link abaixo:
Mega Encontro das bases - Geração 148
por Willian Vieira
Associação Central Sul-Riograndense

Fonte: Site da ACSR

UM ENSINO MUITO PRECIOSO - JÓ 11-14

Em qualquer parte da Bíblia que você ler, pode tirar alguma gema preciosa, algo que pode ser aplicado na sua vida espiritual e outras áreas da vida. Então, não aceito a desculpa de que você não entra no programa de leitura bíblica porque existem partes difíceis, que parece que não dá para sacar nada de interessante. Alguns argumentam que é difícil, mas difícil é a situação de desvantagem e prejuízo por não ler a Bíblia como um todo.
Para provar como dá para extrair uma pérola de qualquer parte da Palavra de Deus, farei um destaque só da leitura bíblica de hoje que, para variar, é um daqueles trechos que muita gente arranja um monte de argumentos para não lê-los.
Veja o que está escrito em Jó 14:10-12: “Mas o homem morre, e morto permanece; dá o último suspiro e deixa de existir. Assim como a água do mar evapora e o leito do rio perde as águas e seca, assim o homem se deita e não se levanta; até quando os céus já não existirem, os homens não acordarão e não serão despertados do seu sono.”
Isso nos ensina sobre a doutrina bíblica da mortalidade da alma ou da imortalidade condicional da alma. Enquanto quase todo o mundo acredita que quem morreu não morreu, mas está vagando em algum lugar, na Bíblia não existe essa história de alma penada. Morreu, morreu! E ponto final até no dia da ressurreição. Aí, com a ressurreição, é outra história.
Na realidade, a resposta para a morte é a ressurreição, quando os justos receberão a imortalidade, em corpos recriados e perfeitos. A Bíblia ensina que não precisamos ficar admirados com isso, pois está chegando a hora em que todos os que estiverem nos túmulos ouvirão sua voz e sairão; os que fizeram o bem ressuscitarão para a vida, porque Deus tanto amou o mundo que deu o seu Filho Unigênito, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna. E os que fizeram o mal, ressuscitarão para ser condenados. Então, todos os que praticam a iniquidade serão destruídos para sempre.
A chance de escolher o destino eterno é só nesta vida e não sabemos quando ela termina. Que adianta ao homem ganhar o mundo inteiro e perder sua alma? Acontecerão somente duas ressurreições: a dos salvos e a dos perdidos. A primeira é a da glória; a segunda, a da vergonha. Quer fazer parte da primeira ressurreição? Encontrar um querido que se foi?
Você quer ter a vida eterna? Esta é a vida eterna: que conheçam o único Deus verdadeiro e a Cristo.


Valdeci Júnior

Fátima Silva

terça-feira, 4 de junho de 2013

EQUÍVOCOS DE BILDADE - JÓ 08-10

Ao ler os capítulos do livro de Jó, penso que quando ocorre esse tipo de coisas que não conseguimos explicar, muitas vezes temos a tendência de colocar a culpa em alguém ou alguma coisa ao invés de buscar entender o “X” da questão. Por vezes, buscamos o entendimento, só que o problema é a fonte de informação à qual as pessoas procuram e que pode ser duvidosa. Se acontece assim, as informações adquiridas prejudicam mais que ajudam, justamente porque só serão verdadeiras até certo ponto. Portanto, na “hora do aperto”, algo que precisamos fazer é checar direitinho para ver se estamos bem conectados e sintonizados com a mente de Deus, de acordo com o que Ele já revelou na Sua Santa Palavra, a Bíblia.
Na leitura de hoje, há alguém que estava confundido pela tradição. Seu nome: Bildade. Ele aparece no capítulo oito para participar dos debates. Na primeira rodada da discussão de Jó com seus amigos, o primeiro a dar uma resposta para as declarações de Jó tinha sido Elifaz. Ele disse besteira. Jó, no entanto, não deixou por menos e logo em seguida deu-lhe uma resposta. Ou melhor, um discurso. Um segundo discurso foi seguido pela entrada na discussão desse outro amigo que estou comentando.
Mas quem era esse amigo? Trazendo um pouco de curiosidade bíblica, para você entender de onde ele veio, sugiro que leia Gênesis 25:1, onde mostra que Abraão, depois que Sara morreu, casou-se com Quetura. Essa segunda mulher teve seis filhos com o patriarca. Um deles se chamava Sua. Desse filhos, descenderam os suítas, de onde saiu Bildade. Então, esse “amigo” de Jó também era descendente de Abraão, mas não tinha nada a ver com o povo de Israel, que é o povo da Bíblia. Ele fazia parte daquele povo, daqueles filhos que Abraão tinha mandado embora de perto dele para a terra oriental.
Desde aquela época, os suítas viveram perto do rio Eufrates. Deles, nasceu Bildade que, por já estar longe do povo de Deus a um bom tempo, compartilhava daqueles conceitos errados dos seus companheiros. Era por isso, também, que tinha dificuldade de ser empático com Jó. Ele insistia numa teologia incompleta, que era mantida pela tradição.
O resumo é que tanto da parte de Jó, como dos seus amigos, percebemos a manifestação de uma confusão na compreensão sobre como Deus lida com os seres humanos. Confusão esta que não ajuda em nada na questão do sofrimento. Então, aprendemos que vale muito mais uma pura amizade com Jesus, que esteja embasada num profundo conhecimento bíblico, para nos ajudar a encontrar as respostas para os nossos anseios do coração.


Valdeci Júnior

Fátima Silva

segunda-feira, 3 de junho de 2013

VOCÊ ENTENDE? - JÓ 06-07

“A maioria das pessoas gasta mais tempo e energia falando dos problemas que enfrentando os problemas.” Essa frase foi dita por Henry Ford, o homem que fundou a indústria de automóveis Ford. Ele era um industriário, mas, nesse pensamento, não só filosofou legal, como fez uma bela uma análise daquilo que acontece no comportamento humano diante do sofrimento, adversidades e obstáculos que a vida nos impõe. Você não acha?
É exatamente isso que encontramos na leitura bíblica de hoje: um longo discurso de quem está enfrentando a dor. Diante disso, você pode questionar: “Então, pastor, para que ficar gastando tempo lendo um texto que só tem lamúrias?” Permita-me lhe dizer uma coisa, aliás, três:
1. Você já passou por um grande sofrimento na vida? Um sofrimento bastante intenso, muito prolongado? Se sim, irá concordar que quando passamos por um sofrimento bem grande, temos vontade de nos encontrar com alguém que consiga nos entender, perceber a dor que sentimos, que saiba falar nossa mesma linguagem. Então, quando nos encontramos com uma pessoa que também já passou por uma consternação do tamanho da aflição que estamos enfrentando ou, às vezes, até maior, parece que é tão bom! Pois, ao ouvirmos a outra pessoa relatar o que já passou, temos a impressão de que não estamos sozinhos neste mundo, no aspecto de sentir aquela dor. É gostosa a sensação de que tem alguém do nosso lado, que também já passou por isso.
2. Se você nunca passou por um grande sofrimento na vida, sem querer jogar praga para você, provavelmente ainda vá sofrer algum dia. Por via de regra, todo mundo, nesta vida, mais cedo ou mais tarde, sofre. E aí, no dia em que você estiver sofrendo, lembre-se disso que escrevi logo acima. Você vai querer encontrar alguém que lhe entenda. E se sentirá bem se conseguir conversar com alguém, se conseguir ouvir alguém que também sofre ou que também já sofreu.
3. Quero dirigir-me agora para você que, talvez, esteja sofrendo neste momento. Você quer se encontrar com alguém que tem na cabeça algo parecido que você? Que sente no peito e na pele um pouco de dor como você? Abra sua Bíblia no livro de Jó e leia-o. São palavras de quem entende a dor. Todo mundo que está passando por algum tipo de sofrimento deveria ler esse livro. Faz bem se encontrar com alguém que nos entende.
Um detalhe importante, que peço para que você lembre sempre: o sofrimento é a maior prova de que estamos aqui neste mundo apenas de passagem. Nosso destino é o Céu. E lá, as alegrias serão infinitamente maiores! Pense nisso.



Valdeci Júnior
Fátima Silva