domingo, 23 de outubro de 2011

Os Adventistas São Uma Seita?


Os Adventistas não são uma seita?


Se alguém disser que a sua fé é uma seita, o que você responde? Você acha que isso seria algo ruim? Paulo, o grande pregador do evangelho do Novo Testamento, passou por isso, mas não teve nenhum problema com esse assunto. Ele disse:

“Confesso-te, porém, que adoro o Deus dos nossos antepassados como seguidor do Caminho, a que chamam seita. Creio em tudo o que concorda com a Lei e no que está escrito nos Profetas, e tenho em Deus a mesma esperança desses homens: de que haverá ressurreição tanto de justos como de injustos”
(Atos 24:14-15).

Já que Paulo foi acusado de pertencer a uma seita, mas a encarou com naturalidade, vamos analisar que “seita” é essa.
Ele disse: “Adoro ao Deus dos nossos antepassados”. Assim como o Deus de Paulo era o mesmo dos judeus, provavelmente, se você observar bem, o Deus de uma pessoa que lhe acusar de pertencer a uma seita seja o mesmo que você adora.
Outro detalhe: “a que chamam seita”. A palavra “seita”, em sua origem, não tem nenhuma conotação negativa, de maneira etimológica. Mas mesmo que digam isso com conotação pejorativa, e daí? Qual é o problema? Uma coisa é o que os outros dizem, outra é o que você é. Nessa acusação, você pode se orgulhar de ser co-participante do apóstolo Paulo.
Paulo diz que cria em tudo o que concorda com a Lei. Os fiéis a Deus, em sua perseverança, são perseguidos justamente porque guardam os mandamentos de Deus e têm o testemunho de Jesus, como nos ensina o Apocalipse. Esse é o remanescente. Assim como os judeus, apesar de não ser salvo pela lei, Paulo respeitava os mandamentos.
Paulo era da igreja do “Está Escrito”. E ainda mais, ele cria nos profetas. Ele conhecia muito bem a passagem bíblica que diz: crede em seus profetas, e prosperareis. Às vezes, neste mundo que quer ser moderno demais, terminamos sendo acusados justamente por crer no dom profético. Mas é bom, como Paulo, pertencer à igreja de “A Voz da Profecia”!
O apóstolo também disse que tinha esperança. Isso é o que não falta na nossa pregação, pois esperamos a volta de Jesus quando “Haverá ressurreição tanto de justos como de injustos”. Não sei como os que pregam a doutrina de que existe um inferno lidam com essa verdade. Mas se você acredita na ressurreição, saiba que é da mesma “seita” do apóstolo Paulo.
Sinceramente, quando disserem que você é de uma seita, não precisa dar a mínima para os acusadores deste mundo. O porquê está em Gálatas 6:14.
E fique na paz do Senhor, vivendo feliz o seu cristianismo!

Twitter: @Valdeci_Junior

Pergunta Que Será Respondida Amanhã:
Pastor, na sua postagem de ontem você parece partir de um pressuposto de que pentecostalismo e carismatismo seriam uma coisa só. Você não está misturando as coisas? Você está falando de pentecostais ou de carismáticos?


Leia também: Linhas de Pensamento Pentecostal e Adventista (clicando aqui).

Leia também: Sindicato de Mágicos: Igreja Universal do Reino de Deus (clicando aqui).

sábado, 22 de outubro de 2011

Linhas de Pensamento Pentecostal e Adventista

Na sua postagem de ontem há uma deixa de que os pentecostais estariam incorrendo nos excessos do acondicionamento e/ou da acomodação do evangelho no recebimento da mensagem. É isso mesmo? Como isso acontece? Adventistas e pentecostais não procedem do mesmo modo ao lidarem com a inspiração/revelação?

O notável crescimento da Ciência com seus métodos e suas formulações conceituais dados até o início do século XX, deu origem à abordagem filosófica cientificista. Era a predominância em julgar que os pensamentos, conceitos e princípios dos valores e das filosofias de qualquer área poderiam ser considerados como plausíveis somente se construídos da mesma forma que as teorias científicas eram elaboradas. Afinal, o Modernismo crescera, apoiando-se na Ciência, com vistas a tudo aquilo que pudesse ser provado, visto, mensurado. Para ser verdadeira, qualquer coisa deveria ser empírica porque a Ciência era a verdade, e o resto era resto. Nesta mesma época, os adventistas também procuravam provar, não no tubo de ensaio, mas na Bíblia, para o seu público-alvo, que estavam certos no que criam.

Paralelamente, estava surgindo o pentecostalismo que, ao longo do século XX e início do século XXI, tem crescido em escalas gigantescas. Um dos fatores que contribuíram para a expansão do pentecostalismo e, posteriormente, do carismatismo, foi a mudança no modo de aceitar a construção dos pensamentos em comparação ao que vem a ser aceitável como Ciência. Diante da incapacidade da Ciência em dar provas de todas as coisas existentes no Universo e resolver todos os problemas da humanidade, o cientificismo, principalmente nos grandes centros, teve que ceder um considerável espaço ao pós-modernismo. Este, por sua vez, ao relativizar a maneira de ver o mundo, também contribuiu para que religiões mais flexíveis ao experimentalismo emergissem.

Por um lado, os adventistas precisam refletir sobre um grande desafio que têm em mãos: se o que mais lhes convence em sua doutrina é o fato de poderem dar provas bíblicas, como continuar fazendo existir o diálogo interdenominacional com as pessoas que têm uma visão relativista dos conceitos religiosos? Na minha visão, atualmente, dentro do adventismo, existe não somente a necessidade de se encontrar respostas para a pergunta acima, mas, também, de se repensar sobre os próprios métodos de evangelismo urbano para os não crentes.

E os crentes em geral não escapam à necessidade da reflexão. Se querem manter a pureza do cristianismo, como poderiam manter uma postura bíblica característica de igreja primitiva e, ao mesmo tempo, falar uma linguagem que alcançaria o mundo pós-moderno?

E falando-se de pós-modernismo, recortando as duas características do mesmo que estruturam o pensamento pentecostal, a saber, o existencialismo e o pragmatismo, os pentecostais e carismáticos são os que mais têm que parar para pensar. Uma vez que, para eles, o sola-scriptura e a correta hermenêutica não são mais a única e absoluta autoridade de norma de conduta, eles precisam decidir de que lado ficar: do primitivismo bíblico da igreja do primeiro século, ou do secularismo pós-moderno que relativiza a própria religião.
Twitter: @Valdeci_Junior


Pergunta Que Será Respondida Amanhã:
Os adventistas não são uma seita?

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Contextos Culturais de Adoração e Louvor

Por ter vindo de uma igreja evangélica tenho dificuldade em adorar, diante do novo sistema litúrgico de louvor que encontrei na IASD (Igreja Adventista Do Sétimo Dia). O que faço?

Entendo que essa diferença traz realmente um choque. Mas sabe amiga, se você for nessa mesma denominação em outro canto do mundo, verá que lá, provavelmente, as formas de expressão de louvor são diferentes. O que quero dizer com isso? Que você saiu de um nicho cultural para o outro, diferentes entre si, no fator expressão de louvor, mas comuns entre si, no Deus a quem adoram. Esse fator, expressão de louvor, é importante para ajudar o indivíduo na adoração. Mas vale lembrar que não há exatamente um certo ou errado nessas diferenças de expressão de louvor. O louvor visa mais a estética e o prazer do que a doutrina. Prazer de estar na presença de Deus. Então, aqui precisamos estabelecer três princípios:

1)Os princípios doutrinários do que você está aprendendo sobre a vontade de Deus para sua vida são mais importantes do que meras expressões de louvor, que têm a ver apenas com a forma, senão até com o formalismo. E temos que nos importar primordialmente com o que é mais importante, para não cairmos o risco de sermos enquadrados entre aqueles sobre quem Jesus disse: “Hipócritas! Como Isaías estava certo quando falou a respeito de vocês! Ele escreveu assim: ‘Esse povo ora a mim com a boca e me louva com os lábios, mas o seu coração está longe de mim. A religião que eles praticam não passa de doutrinas e ensinamentos humanos que eles só sabem repetir de cor’ (Marcos 7:6; cf. Isaías 29:13)”. Pois não é “toda pessoa que me chama de “Senhor, Senhor” que entrará no Reino do Céu, mas somente quem faz a vontade do meu Pai, que está no céu (Mateus 7:21)..

2)O prazer de estar na presença de Deus pode ser muito mais promovido pela comunhão diária antes do momento de adoração coletiva do que pelas formalidades que esta adoração coletiva pode oferecer. Portanto, invista com vigor e intensidade na sua devoção pessoal. Faça seu culto pessoal. Tenha vários momentos diários especiais de oração, durante o dia. Leia a Bíblia diariamente. Ore. Cante sempre a Jesus. E quando você chegar numa adoração coletiva, seja onde for, você vai estar acostumada em ter prazer em estar em Sua presença. “Fiquei alegre quando me disseram: “Vamos à casa de Deus, o SENHOR (Salmo 122:1)”.

3)Uma vez que a estética litúrgica tem mais que ver com a forma do que com uma exigência bíblico-teológica, assim como ela é maleável em relação a nós humanos, nós também o podemos ser em relação a ela. Ou seja, você vai se adaptar e se acostumar, bem como você também talvez vai poder ajudar seus novos irmãos a melhorarem também a sua forma de adorar, num espírito harmônico e construtivo.

Bem aventurados os flexíveis, porque não se quebrarão.

Que lhe Deus lhe abençoe nessa nova caminhada da Fé.

Um abraço,

Twitter: @Valdeci_Junior


Leia também: As Diferenças Entre Adoração e Louvor

Pergunta Que Será Respondida Amanhã:
Na sua postagem de ontem há uma deixa de que os pentecostais estariam incorrendo nos excessos do acondicionamento e/ou da acomodação do evangelho no recebimento da mensagem. É isso mesmo? Como isso acontece? Adventistas e pentecostais não procedem do mesmo modo ao lidarem com a inspiração/revelação?

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Condicionamento e Acomodação Culturais do Evangelho

É possível que, dentro de uma determinada cultura, os crentes, ao receberem a mensagem de Deus dada pelo processo de revelação-inspiração, moldem tal mensagem em condicionamento e acomodação?

Boa e profunda pergunta. Traduzindo-a: “O evangelho que recebemos de Deus é o evangelho que Deus nos outorga? Ou nós o reinterpretamos? Se sim, a reinterpretação está correta ou errada?”

Mas mantendo a sua pergunta em seu modo original, de primeira mão, minha resposta é “sim, embora isso nem sempre seja correto”. Um exemplo desta prática, com deslizes, é o pentecostalismo. Para começarmos a separar o correto do errado, precisamos, em primeiro lugar, comparar e contrastar os conceitos de “acomodação” e “condicionamento” culturais no processo de revelação-inspiração.

De acordo com o teólogo Alberto R. Timm,

“acomodação” é o ato de Deus revelar suas verdades eternas dentro do contexto cultural humano valendo-se dos meios de comunicação nela disponíveis ( a linguagem, as ilustrações e as imagens de determinado contexto). Por exemplo, no Salmo 23, com a imagem do pastor de ovelhas, vemos Deus ajustando sua mensagem dentro de um contexto. Acontece no sentido vertical.

Ainda para este professor,

“condicionamento” cultural é quanto a mensagem acaba sendo limitada pela cultura. São as limitações que aquele contexto cultural impõe sobre a mensagem revelada. Acontece no sentido horizontal. “Eu tenho muito a lhes dizer, mas vocês não podem suportar agora”. Geralmente o liberalismo se vale do conceito de “condicionamento”.


Cá entre nós (não teólogos, rsrsrs), o contraste entre a acomodação e o condicionamento culturais é que a acomodação é provocada pelo agente ativo divino condescendendo consigo mesmo para que o ser humano compreenda, dentro de seu contexto cultural, a revelação-inspiração, sem perda dos princípios eternos. Já o condicionamento é a adaptação da revelação-inspiração que a o ser humano faz dentro de sua cultura, comprometendo por vezes a inspiração para sua maior assimilação. A comparação entre os dois é o processo de aculturação da revelação-inspiração, ou seja, a assimilação da revelação na cultura.

Para entender mais sobre este assunto, você pode ler Journal of the Adventist Theological Society, 9/1-2 (1998): 221-229. Article copyright © 2000 by Peter M. van Bemmelen - A Acomodação Divina na Revelação e a Escritura - Seventh-day Adventist Theological Seminary Andrews University. - http://www.adventista.edu.br/salt/arquivos_antigos/Microsoft%20Word%20-%202Divine%20Accommodation%20in%20Revelation%20and%20Scripture.pdf

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Pergunta Que Será Respondida Amanhã:
Por ter vindo de uma igreja evangélica tenho dificuldade em adorar, diante do novo sistema litúrgico de louvor que encontrei na IASD. O que faço?

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Inspiração Verbal ou Inspiração de Pensamento?

Qual é o melhor modelo de inspiração, o mecânico ou o de inspiração do pensamento?

Dentro das controvérsias adventistas que aconteceram no passado, o adventismo vivenciou acaloradas discussões sobre o melhor modelo de inspiração. Foram influenciadas pela teoria específica “monofônica” de inspiração que gerou uma clássica polarização sob os rótulos de “inspiração verbal”, de um lado, e de “inspiração de pensamento”, do outro, ou mecânico.

Há teólogos que acreditam que estas controvérsias nunca serão resolvidas enquanto estiver envolvido o “ou isto ou aquilo”. Porque, na Bíblia, encontramos até mesmo o mesmo relato dado em duas formas: mecânica e em forma de discurso, como é o caso dos dez mandamentos: Em Êxodo 20 é escrito pelo próprio Deus; e em Deuteronômio 5, é um discurso de Moisés. É claro que há diferença nos textos, devido à forma diferente de inspiração.

Da perspectiva da obtenção de informações acuradas, pode-se falar genuinamente da existência de modelos de revelação-inspiração. Mas no âmbito da transmissão fidedigna de informações, a discussão se restringe à interação divino-humana na própria redação das Escrituras. Essa interação é explicada na seguinte declaração de Ellen White: “Se bem que eu dependa tanto do Espírito Santo para escrever minhas visões, como para recebê-las, todavia as palavras que emprego ao descrever o que vi são minhas, a menos que sejam as que me foram ditas por um anjo, as quais eu sempre ponho entre aspas.”

Então Alberto Timm conclui que, embora Deus tenha falado através dos profetas ‘muitas vezes e de muitas maneiras’ (Heb. 1:1), todo o processo de obtenção de informações e de sua transmissão ao povo foi controlado pelo Espírito Santo. Além disso, a redação de algumas partes foi escolhida pelo próprio profeta sob a orientação do Espírito Santo. Mas isso jamais deveria ser usado como um endosso à teoria dos graus de inspiração, ou como um pretexto para desprezar certas partes das Escrituras como menos importantes do que outras (ver Mat. 4:4; II Tim. 3: 3:16 e 17).

Nesta linha de pensamento, Timm cria um conceito sobre inspiração a que ele chama de “sinfônico” (lembrando de uma orquestra, em que vários tipos de instrumento vão tocando ao mesmo tempo). Ele explica que

conceito sinfônico significa que você não pode colocar todos os escritos inspirados dentro de um único modelo de inspiração, mas que você tem umas partes da Bíblia que são escritas por Deus, outras que são faladas por um anjo, etc. As inspirações são verbal e de pensamento, mas a de pensamento predomina.

O escopo todo abrangente é o fato de que a infalibilidade da Bíblia não se restringe ao tema da salvação, pois todo o conteúdo da Bíblia ( embora ela seletiva em sua mensagem ) é confiável.

Alberto Timm aconselha que devemos ter uma abordagem respeitosa ao lidarmos com o texto bíblico, ao analisarmos suas nuances ou ao consideramos sua fonte. Ele lembra que, “assim como os profetas do Novo Testamento não apontavam erros factuais no Antigo Testamento, e assim como Ellen G. White não aponta erros factuais na Bíblia, nós também não devemos fazê-lo”. Claro! Só porque estudamos teologia, quem somos nós diante daqueles que foram diretamente inspirados por Deus?
Twitter: @Valdeci_Junior

Pergunta Que Será Respondida Amanhã:
É possível que, dentro de uma determinada cultura, os crentes, ao receberem a mensagem de Deus dada pelo processo de revelação-inspiração, moldem tal mensagem em condicionamento e acomodação?

terça-feira, 18 de outubro de 2011

O Primitivismo Fundamentalista na Hermenêutica Adventista

Que impacto o primitivismo fundamentalista exerceu sobre a hermenêutica adventista?

De acordo com o teólogo Alberto R. Timm,


"em função do uso de algumas hermenêuticas alternativas (a saber, do modernismo e do pós-modernismo) surgiu uma reação primitivista dentro do adventismo propondo o retorno aos ensinamentos iniciais da fé adventista como imutáveis. O positivo foi o re-compromisso com doutrinas bíblico distintivas biblicamente embasadas, e o negativo foi restaurar equívocos doutrinários sem fundamento bíblico, por exemplo, o antitrinitarianismo. Destaque: a postura antitrinitariana pós-moderna não é a mesma dos pioneiros."

O primitivismo ou restauracionismo foi uma orientação teológica que permeou o pensamento cristão do século XIX. O grupo mais conhecido a influenciar esse pensamento foram os anabatistas. O pensamento era que os reformadores do século XVI, apesar do conceito de sola scriptura, não eram coerentes com essa crença, deixando aspectos das Escrituras de lado, como o batismo infantil e o patrocínio estatal das igrejas. Pensavam eles ser o seu papel restaurar todos os ensinos do NT.

Os restauracionistas tinham uma visão radical a respeito da sola scriptura, exigindo evidencias bíblicas para cada proposição apresentada. Para eles, o único credo era a Bíblia. Quando o pensamento adventista começou a ser formado, as ideias primitivistas estavam em alta. O maior impacto do restauracionismo para a hermenêutica adventista foi no sentido de incentivar o retorno à Bíblia.

Tiago White, José Bates e Josué Himes (três influentes líderes do inicio da formação do pensamento adventista) eram da Igreja Conexão Cristã. Nela, o restauracionismo era muito forte. A influência desse pensamento foi determinante, em especial, para a restauração da doutrina do sábado. [i]

[i] George R. Knight. Em Busca de Identidade. (Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2006), 29-31.

Twitter: @Valdeci_Junior


Pergunta Que Será Respondida Amanhã:
Qual é o melhor modelo de inspiração, o mecânico ou o de inspiração do pensamento?

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Pós-Modernismo e Modernismo Impactam a Teologia Adventista

Que impactos do modernismo e do pós-modernismo podem ser sentidos sobre a hermenêutica adventista?









De acordo com o teólogo Alberto R. Timm,


O modernismo, através do método crítico histórico, causou os impactos da pressuposição de que Deus não se revela e de reduzir a Bíblia (como qualquer outro livro), e conseqüentemente a mensagem adventista, a meras conjecturas humanas. Colocou a autoridade bíblica na cultura antiga. Já o pós-modernismo, com um método fundamentado ou voltado ao leitor (reader aproach) (intuição do leitor), colocou a autoridade bíblica no leitor, fragmentando o sistema doutrinário adventista do sétimo dia, pelo seu subjetivismo interpretativo, rompendo com os valores absolutos da fé. Ambos, por sua vez, acabaram gerando uma forte reação tradicionalista, ou, primitivista.



Ou seja, a tradição está sofrendo solavancos! A IASD tem como princípio de interpretação bíblica o Método Histórico Gramatical, o mesmo método usado pelos cristãos primitivos na igreja Apostólica. No entanto, este método foi distorcido e até mesmo substituído por outros métodos, ao longo da história. E apesar de a IASD manter a mesma linha de interpretação bíblica dos primeiros cristãos, ela também sofreu com o impacto das correntes filosóficas, que distorceu e influenciou o surgimento de métodos alternativos de interpretação bíblica através da história. Dentre as influências que impactaram a hermenêutica adventista, podemos destacar estas duas:


a) Modernismo: Impactou a hermenêutica adventista com o método Crítico Histórico de interpretação bíblica. O pressuposto básico deste método é o de que Deus não se revela. Estuda-se a Bíblia como se fosse qualquer outra literatura. Analisa-se a História como se Deus não fizesse nenhum tipo de intervenção. Trata-se de uma perspectiva racionalista de entendimento da Bíblia;


b) Pós-modernismo: Impactou a hermenêutica adventista com o existencialismo, numa leitura bíblica da perspectiva do leitor. O pensamento pós-moderno rompe com a razão, que é então substituída pela intuição e a emoção. Essa ênfase humanista chegou a afetar até mesmo a forma dos sermões pregados nas igrejas, os quais tiveram uma redução relevante nos conteúdos doutrinário e profético que foram substituídos por um conteúdo destinado a satisfazer os anseios emocionais dos ouvintes;

Resumindo e concluindo, havendo perdido sua confiança na Bíblia, muitos cristãos modernos e pós-modernos não a consideram como a “única regra de fé e prática”

Estes dois fatores (a e b, acima) colocaram a razão (modernismo) e a emoção/intuição (pós-modernismo) como filtros de leitura da Bíblia. O resultado é um enfraquecimento da autoridade das Escrituras, a qual fica acomodada a algum elemento humano de compreensão da verdade, seja ele racionalista ou intuitivo.

Um Abraço,

Twitter: @Valdeci_Junior



Pergunta Que Será Respondida Amanhã:
Que impacto o primitivismo fundamentalista exerceu sobre a hermenêutica adventista?

domingo, 16 de outubro de 2011

Método Gramático-Histórico de Interpretação Bíblica

Em que sentido a teologia adventista é dependente do método gramático-histórico de interpretação Bíblica?

De acordo com o teólogo Alberto R. Timm,



a teologia adventista foi construída em cima do método gramático histórico que as fundamentam. A substituição deste método, por outro método hermenêutico, desestabilizaria a mensagem adventista, gerando a necessidade de uma revisão doutrinária consistente com a nova hermenêutica ou a preservação da mensagem (doutrinas) fundamentada meramente na tradição humana.

Trocando em miúdos, toda a nossa teologia é derivada de nossa concepção hermenêutica. O método-gramático histórico, também chamado de bíblico-histórico devido à sua fidelidade ao relato bíblico, exerceu um papel fundamental no desenvolvimento doutrinário do adventismo ao longo de toda sua história desde os idos tempos, sendo amplamente utilizado por nossos pioneiros na busca da “verdade presente”.

Se a Igreja Adventista do Sétimo Dia abrisse mão do método gramático-histórico de interpretação, para abraçar uma “pseudo-hermenêutica” de origem duvidosa e princípios questionáveis, estaria abdicando do seu compromisso com os princípios da exclusividade e totalidade das Escrituras. Partindo do pressuposto bíblico de que somos uma igreja de origem profética, com uma missão profética e tendo uma mensagem profética a proclamar, precisamos mais do que nunca reafirmar os fundamentos teológicos de nossa mensagem distintiva sobre o sólido fundamento hermenêutico provido pelo método gramático-histórico de interpretação.

Nesse sentido, somos, verdadeiramente, e porque não dizer profeticamente, dependentes deste método.

Um abraço,

Twitter: @Valdeci_Junior

Pergunta Que Será Respondida Amanhã:
Qual o impacto do modernismo e do pós-modernismo sobre a hermenêutica adventista?

sábado, 15 de outubro de 2011

Introdução à Psicologia

Olá Valdeci, eu também sou pastor. Você acha que nós, pastores, devemos conhecer um pouco da área de psicologia? Que leitura você me recomendaria?

Colega, sua pergunta é muito boa. Sabe, eu creio que todo pastor deve saber pelo menos o básico..., ter uma noção, entende? Quero lhe recomendar um livro que comprei, li, e tenho como manual de consulta.

A leitura desta obra trouxe para mim uma impressão mais positiva da psicologia. Percebi que não é preciso ficar tateando na escuridão, nos esforços para tentar ajudar as pessoas, pois há ótimas instruções, seguras.

Os capítulos mostram a natureza da psicologia, ensinam sobre as bases biológicas da Psicologia, dão suas instruções sobre aprendizagem e condicionamento, defendem a sua própria teoria sobre a memória, instrui o aluno-leitor sobre, tanto a linguagem quanto o pensamento, deixam bem claro o assunto das diferenças individuais, esclarecem também sobre a personalidade, se preocupam com os problemas do estresse da saúde e do enfrentamento, concedem umas noções básicas sobre a psicopatologia e lançam uma luz acerca dos métodos de terapia que existem. Ou seja, como o próprio livro se propõe, ele é uma boa introdução a este campo da ciência. Eu pude assimilar melhor o conteúdo, graças aos gráficos, sumários, resumos, ilustrações e fotografias, que ajudam muito ao término da compreensão da leitura. Por esse meio didático, os autores logram bastante sucesso em conseguir passar de forma efetiva as suas idéias.

Dentre as várias habilidades que um pastor precisa ter, consegui identificar, como uma das mais importantes (se não, a mais importante), a habilidade de conhecer o ser humano e de saber lidar com as pessoas. Nisso eu fiquei contente, por identificar as preocupações dos profissionais da saúde mental, com as mesmas preocupações ministeriais que minha igreja tem enfatizado nos últimos anos. Mas, ao mesmo tempo, fiquei preocupado: “Se temos nos preocupado tanto, com esses assuntos da saúde mental, por que temos tido tantos problemas?”.

Talvez seja porque o a preocupação tenha ficado apenas na teoria? Ou será que estamos tão ignorantes no assunto? O fato é que ainda precisamos definir o nosso posicionamento diante dos atuais desafios do trabalho de ajudar as pessoas em suas dificuldades psico-sociais. Como profissionais que lidam diretamente com os anseios das pessoas, sinceramente, não sabemos se somos terapeutas, paraterapeutas ou leigos no aconselhamento que prestamos ao nosso público alvo. Se é que sabemos pelo menos do que se trata tudo isso.

O ponto alto desse conteúdo, é que, voltando aos princípios absolutamente empíricos e profissionais, ele nos desperta para pensarmos no fato de que é hora de nos atualizarmos, dentro da comissão que temos a nós delegada. E muito importante agora, é já começar a usar o aprendido desta leitura, na própria prática cotidiana da nossa profissão.

Twitter: @Valdeci_Junior

Dados Bibliográficos: Atkinson, Rita L. Introdução à Psicologia – de Higard. 13ª Edição. Trad. Daniel Bueno (Porto Alegre: Artmed, 2002), 323 páginas, brochura.

Pergunta Que Será Respondida Amanhã:
Em que sentido a teologia adventista é dependente do método gramático-histórico de interpretação Bíblica?

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Filosofia de Música Adventista

Qual é a filosofia de música da Igreja Adventista do Sétimo Dia?











FILOSOFIA ADVENTISTA DO SÉTIMO DIA COM RELAÇÃO À MÚSICA

 

Deus compôs a música exatamente na estrutura de Sua criação. Lemos que, quando Ele criou todas as coisas, "as estrelas da alva, juntas, alegremente cantavam, e rejubilavam todos os filhos de Deus" (Jó 38:7). O Livro do Apocalipse retrata o Céu como um lugar de louvor incessante, com hinos de adoração a Deus e ao Cordeiro ressoando de todas as partes (Apoc. 4:9-11; 5:9-13; 7:10-12; 12:10-12; 14:1-3; 15:2-4; 19:1-8).

Visto que Deus criou os seres humanos à Sua imagem, partilhamos do amor e apreciação pela música com todos os Seus seres criados. Na verdade, a música pode nos atingir e tocar com um poder que vai além das palavras ou qualquer outro tipo de comunicação. Na sua forma mais pura e refinada, a música eleva nosso ser à presença de Deus, onde anjos e seres não caídos O adoram com cânticos.

O pecado, porém, lançou sua praga sobre a Criação. A imagem divina foi desfigurada e quase apagada. Em todos os aspectos, este mundo e as dádivas de Deus vêm a nós com uma mistura de bem e mal. A música não é moral nem espiritualmente neutra. Pode nos levar a alcançar a mais exaltada experiência humana, pode ser usada pelo príncipe do mal para degenerar e degradar, para suscitar a luxúria, paixão, desesperança, ira e ódio.

A mensageira do Senhor, Ellen G. White, nos aconselha continuamente a elevar nosso conceito a respeito da música. Ela nos diz: "A música, quando não abusiva, é uma grande bênção; mas quando usada erroneamente, é uma terrível maldição." – O Lar Adventista, pág. 408. "Corretamente empregada, porém, é um dom precioso de Deus, destinado a erguer os pensamentos a coisas altas e nobres, a inspirar e elevar a alma." – Educação, pág. 167.

Quanto ao poder da música, ela escreve: "É um dos meios mais eficazes para impressionar o coração com as verdades espirituais. Quantas vezes, ao coração oprimido duramente e pronto a desesperar, vêm à memória algumas das palavras de Deus – as de um estribilho, há muito esquecido, de um hino da infância – e as tentações perdem o seu poder, a vida assume nova significação e novo propósito, e o ânimo e a alegria se comunicam a outras pessoas! ... Como parte do culto, o canto é um ato de adoração tanto como a oração. Efetivamente, muitos hinos são orações. ... Ao guiar-nos nosso Redentor ao limiar do Infinito, resplandecente com a glória de Deus, podemos aprender o assunto dos louvores e ações de graças do coro celestial em redor do trono; e despertando-se o eco do cântico dos anjos em nossos lares terrestres, os corações serão levados para mais perto dos cantores celestiais. A comunhão do Céu começa na Terra. Aqui aprendemos a nota tônica de seu louvor." – Educação, pág. 168.
Como adventistas do sétimo dia, cremos e pregamos que Jesus virá novamente, em breve. Em nossa proclamação mundial da tríplice mensagem angélica, de Apocalipse 14:6-12, conclamamos a todas as pessoas a aceitarem o evangelho eterno para louvar a Deus o Criador, e a se prepararem para encontrar o Senhor. Desafiamos a todos que escolhem o bem e não o mal a renunciar "à impiedade e às paixões mundanas, [vivermos] no presente mundo sóbria, e justa, e piamente, aguardando a bem-aventurada esperança e o aparecimento da glória do nosso grande Deus e Salvador Cristo Jesus". (Tito 2:12, 13.)

Cremos que o evangelho exerce impacto em todas as áreas da vida. Por conseguinte, sustentamos que, por causa do vasto potencial da música para o bem ou para o mal, não podemos ser indiferentes a ela. Embora reconhecendo que o gosto, na questão da música, varia grandemente de indivíduo para indivíduo, cremos que a Bíblia e os escritos de Ellen G. White sugerem princípios que podem formar nossas escolhas.

A expressão "música sacra" é usada neste documento para se referir, normalmente, à música religiosa. Designa a música que se centraliza em Deus, em temas bíblicos e cristãos.

Na maioria dos casos, é música composta para ser utilizada nos cultos, nas reuniões de evangelismo ou na devoção pessoal, e pode ser música vocal e instrumental. No entanto, nem toda música considerada sacra ou religiosa, pode ser aceitável para um adventista do sétimo dia. A música sacra não deve evocar associações seculares ou sugerir a conformação com normas de pensamento ou comportamento da sociedade em geral.

"Música secular" é uma música composta para ambientes alheios ao serviço de culto ou de devoção pessoal e apela aos assuntos comuns da vida e das emoções básicas do ser humano. Tem sua origem no homem e é uma reação do espírito humano para a vida, para o amor e para o mundo em que Deus nos colocou. Pode elevar ou degradar moralmente o ser humano. Embora não esteja destinada a louvar a Deus, pode ter um lugar autêntico na vida do cristão. Em sua escolha devem ser seguidos os princípios apresentados neste documento.





ORIENTAÇÕES COM RELAÇÃO À MÚSICA PARA A IGREJA ADVENTISTA DO SÉTIMO DIA NA AMERICA DO SUL

A Igreja Adventista do Sétimo Dia surgiu em cumprimento à profecia. Foi escolhida como um instrumento divino para proclamar, a todo o mundo, as boas novas de salvação, pela fé no sacrifício de Cristo, e em obediência aos Seus mandamentos, com o objetivo de preparar um povo para o retorno de Jesus.

A vida daqueles que aceitam essa responsabilidade deve ser tão consagrada como sua própria mensagem. Esse princípio se aplica, de maneira especial, àqueles que, através da música, têm a missão de conduzir a igreja de Deus na adoração, no louvor e na evangelização, uma vez que “a música só é aceitável a Deus quando o coração é consagrado e enternecido e santificado”. – Ellen White, Carta 198 – 1895. É preciso primeiro receber para depois oferecer. É preciso ter um compromisso pessoal com a mensagem, para depois poder transmiti-la. É preciso ter um encontro pessoal com Deus, para então, reconhecer Sua santidade, desenvolvendo assim uma adequada sensibilidade musical.

Diante dessa realidade, aqueles que produzem, selecionam ou executam a música usada na igreja, necessitam de muita comunhão, sabedoria, orientação e apoio. Precisam ter a visão da grandeza do ministério que tem em suas mãos, bem como o máximo cuidado ao fazerem suas escolhas. “Não é suficiente conhecer os rudimentos do canto; porém, aliado ao conhecimento, deve haver tal ligação com o Céu que os anjos possam cantar através de nós.” – Ellen White, Manuscrito de maio de 1874.
A música é um dos maiores dons dados por Deus e, por isso mesmo, ela se constitui em um elemento indispensável no processo de crescimento cristão. “A música é um dos grandes dons que Deus concedeu ao homem, e um dos elementos mais importantes num programa espiritual. É uma avenida de comunicação com Deus, e é um dos meios mais eficazes para impressionar o coração com as verdades espirituais.” – Educação, pág. 167.

Ela exerce influência sobre assuntos de conseqüências eternas. Pode elevar ou degradar, e ser empregada tanto para o bem como para o mal. "Tem poder para subjugar naturezas rudes e incultas, poder para suscitar pensamentos e despertar simpatia; para promover a harmonia de ação e banir a tristeza e os maus pressentimentos, os quais destroem o ânimo e debilitam o esforço".  Ibidem.

A música é um dos elementos mais importantes em cada atividade da igreja, e por isso deve ser utilizada sempre de maneira edificante. "O canto é um dos meios mais eficazes para gravar a verdade espiritual no coração. Muitas vezes se têm descerrado pelas palavras do canto sagrado, as fontes do arrependimento e da fé." – Evangelismo, pág. 500.

Buscando o crescimento da área de música, de cada músico envolvido e da igreja como um todo, é que são apresentadas as orientações a seguir. Desta maneira, tem-se um complemento aos princípios apresentados pela Associação Geral, e devem direcionar a música dentro da Igreja Adventista na América do Sul. Sua aceitação vai proporcionar sábias escolhas, o cumprimento da missão e a conquista de melhores resultados.
Tendo em vista identificar corretamente o papel da música e dos músicos adventistas, toda a atividade musical da igreja deverá ser chamada de Ministério da Música. Assim, os músicos adventistas passarão a ter uma visão clara de seu papel como ministros, e a igreja, uma visão distinta da música, seu objetivo e sua mensagem, como um ministério.



I.  O MÚSICO

1. Deve cultivar uma vida devocional à altura de um cristão autêntico, baseada na prática regular da oração e da leitura da Bíblia.

2. Precisa, por meio de sua música, expressar seu encontro pessoal com Cristo.

3. Trata a música, em conseqüência, como uma oração ou um sermão, preparando-se espiritualmente para cada apresentação. (Ver Evangelismo, pág. 508.)

4. Deve representar corretamente, em sua vida, os princípios da igreja e refletir a mensagem das músicas que apresenta, edita ou compõe.

5. Deve estar em harmonia com as normas da igreja, vivendo os princípios de mordomia cristã e sendo membro ativo de uma igreja local.

6. Precisa aplicar a arte, em todas as suas atividades, como um ministério. Não destaca sua imagem pessoal, mas sim a mensagem a ser transmitida.

7. Cuida de sua aparência pessoal, para que reflita o padrão de modéstia e decência apresentado pela Bíblia.

8. Canta com entoação clara, pronúncia correta e perfeita enunciação. (Ver Obreiros Evangélicos, pág. 357.)

9. Evita tudo o que possa tirar a atenção da mensagem da música, como gesticulação excessiva e extravagante e orgulho na apresentação. (Ver Evangelismo, pág. 501.)

10. Evita, em suas apresentações, a amplificação exagerada, tanto vocal como instrumental.

11. Evita o uso de tonalidades estridentes, distorções vocais ou instrumentais, bem como o estilo dos cantores populares.

12. Respeita o ambiente da igreja e as horas do sábado ao vender seus materiais.

13. Deve receber orientação e apoio espiritual da liderança do Ministério da Música, líderes da igreja e do pastor local.



II.  A MÚSICA

1. Glorifica a Deus e ajuda os ouvintes a adorá-Lo de maneira aceitável.

2. Deve ser compatível com a mensagem, mantendo o equilíbrio entre ritmo, melodia e harmonia (I Crô. 25:1, 6 e 7).

3. Deve harmonizar letra e melodia, sem combinar o sagrado com o profano.

4. Não segue tendências que abram a mente para pensamentos impuros, que levem a comportamentos pecaminosos ou que destruam a apreciação pelo que é santo e puro. "A música profana ou a que seja de natureza duvidosa ou questionável, nunca dever ser introduzida em nossos cultos". – Manual da Igreja, pág. 72.

5. Não se deixa guiar apenas pelo gosto e experiência pessoal. Os hábitos e a cultura não são guias suficientes na escolha da música. "Tenho ouvido em algumas de nossas igrejas solos que eram de todo inadequados ao culto da casa do Senhor. As notas longamente puxadas e os sons peculiares, comuns no canto de óperas, não agradam aos anjos. Eles se deleitam em ouvir os simples cantos de louvor entoados em tom natural". – Ellen White, Manuscrito 91.

6. Não deve ser rebaixada a fim de obter conversões, mas deve elevar o pecador a Deus. (Ver Evangelismo, pág. 137.) Ellen White diz que "haveriam de ter lugar imediatamente antes da terminação da graça ... gritos com tambores, música e dança. Os sentidos dos seres racionais ficarão tão confundidos que não se pode confiar neles quanto a decisões retas. E isto será chamado operação do Espírito Santo. O Espírito Santo nunca Se revela por tais métodos, em tal balbúrdia de ruído. Isto é uma invenção de Satanás para encobrir seus engenhosos métodos para anular o efeito da pura, sincera, elevadora, enobrecedora e santificante verdade para este tempo". – Mensagens Escolhidas, vol. 2, pág. 36.

7. Provoca uma reação positiva e saudável naqueles que a ouvem.



III.  A LETRA

1. Deve ser de fácil compreensão e estar em harmonia com os ensinamentos da Bíblia.

2. Deve ter valor literário e teológico consistente. Não usa letras levianas, vagas e sentimentais, que apelem somente às emoções.

3. Não é superada pelos arranjos ou instrumentos de acompanhamento.

4. Mantém o equilíbrio entre hinos dirigidos a Deus e cânticos que contêm petições, apelos, ensinos, testemunhos, admoestações e encorajamento (Col. 3:16; Efés. 5:19).

5. Deve evitar ser apresentada em outra língua, que não a nativa, para que possa ser compreendida e os ouvintes, edificados.



IV.  O LOUVOR CONGREGACIONAL

1. Deve ser mais valorizado, pois através dele toda a igreja é envolvida. “Nem sempre o canto deve ser feito por apenas alguns. Tanto quanto possível, permita-se que toda a congregação participe.” – Testimonies, vol. 9, pág. 144. Os momentos de louvor congregacional:
a. Envolvem a participação de todos no culto.
b. Harmonizam o coração do homem com Deus.
c. Exercem uma influência unificadora do povo de Deus em um só
    pensamento.
d. Dão oportunidade para expressar as emoções e sentimentos pessoais.
e. Fortalecem o caráter.
f.  Tem grande valor educacional.
g. Destacam um bom princípio de mordomia, desenvolvendo um talento dado
    por Deus.
h. Dirigem o ouvinte a Cristo.
2. Não deve ser utilizado para preencher espaços vagos, ou imprevistos. Deve estar inserido dentro de qualquer culto ou programa, em momento nobre, valorizando sua importância.

3. Não deve ser realizado de maneira fria, automática ou despreparada. Os hinos a serem cantados e a mensagem a ser exposta devem ter ligação entre si, fruto do planejamento e da cuidadosa organização entre os líderes e o Ministério da Música. (Ver Testemunhos Seletos, vol.1, pág. 457.

4. Sempre que possível, o ministro do louvor deve ocupar um lugar à plataforma, como um dos participantes no culto de adoração.

5. Devem ser estimulados grupos musicais que envolvam uma boa quantidade de pessoas. “Raras vezes deve o cântico ser entoado por uns poucos.” – Conselhos Sobre Saúde, pág. 481.

6. Deve haver um cuidado especial para não utilizar músicas que apenas  agradem os sentidos, tenham ligação com o carismatismo, ou tenham predominância de ritmo.



V.  OS INSTRUMENTOS

1. Os instrumentistas da igreja devem sempre ser estimulados a participar dos cultos de adoração, com instrumental ao vivo. Ellen White recomenda que o canto "seja acompanhado por instrumentos de música habilmente tocados. Não nos devemos opor ao uso de instrumentos musicais em nossa obra”. – Testimonies, vol. 9, pág. 143.

2. Deve haver muito cuidado ao serem usados instrumentos associados com a música popular e folclórica ou que necessitem de exagerada amplificação. Quando mal utilizados, concorrem para o enfraquecimento da mensagem da música.

3. O uso de play-backs deve ser uma alternativa para momentos especiais. Devem ser utilizados de modo equilibrado, sempre em apoio ao canto congregacional.

4. O instrumental deve ocupar seu papel de acompanhamento, dando prioridade à mensagem. “A voz humana que entoa a música de Deus vinda de um coração cheio de reconhecimento e ações de graças, é incomparavelmente mais aprazível a Ele do que a melodia de todos os instrumentos de música já inventados pelas mãos humanas.” – Evangelismo, pág. 506.

5. Deve ser priorizada por orquestras, bandas e outros grupos instrumentais a apresentação de músicas que estejam dentro das recomendações da igreja e que edifiquem seus ouvintes.



VI.  AS PRODUÇÕES MUSICAIS

1. As produções musicais adventistas devem se caracterizar pelo destaque dado à nossa mensagem distintiva.

2. Compositores, arranjadores, produtores e arregimentadores devem priorizar, valorizar e trabalhar com músicos que estejam comprometidos com os princípios musicais da igreja.

3. As produções musicais das instituições adventistas devem ser paradigmas dos valores musicais da igreja.

4. Atenção e cuidado especial devem ser dados às produções vendidas nas lojas de propriedade da igreja, para que reflitam nossos valores musicais.

5. As músicas apresentadas nas rádios e TVs de propriedade da igreja devem refletir, também, nossos valores musicais. Elas possuem influência destacada, formam a cultura musical da igreja e se tornam uma referência musical da igreja para os ouvintes e telespectadores.



VII.  A EDUCAÇÃO MUSICAL

1. Deve ser considerada a possibilidade de apoiar as crianças em seu treinamento musical a fim de preparar futuros músicos que possam servir à igreja.  Este apoio poderá ser dado através de professores de música da própria igreja ou patrocinar aulas de música para algum interessado.

2. A música deve ser valorizada e bem trabalhada nos lares cristãos. A instrução e a formação de um saudável gosto musical devem começar cedo na vida das crianças. Os pais precisam conversar com os filhos, orientá-los e ser um modelo positivo para eles, escolhendo com sabedoria a música que será utilizada em casa.

3. A Educação Adventista deve estimular os alunos no aprendizado de instrumentos musicais, leitura de partituras e cântico vocal em corais ou grupos.

4. As apresentações musicais em todas as instituições educacionais adventistas do sétimo dia devem estar em harmonia com as diretrizes da igreja. Isso se aplica aos talentos locais como também a artistas e grupos visitantes. O mesmo se aplica para o uso da mídia de entretenimento (filmes e outros) patrocinada oficialmente pela instituição.



VIII.  A ADMINISTRAÇÃO DA MÚSICA NA IGREJA

1. Cada igreja deve ter sua comissão de música devidamente organizada e mantendo reuniões regulares. A administração do Ministério da Música não deve estar nas mãos de apenas uma pessoa.

2. Devem ser realizadas palestras, sermões, seminários ou festivais de louvor envolvendo cantores ou grupos e fortalecendo o envolvimento com a igreja e seus princípios musicais.

3. A liderança da igreja deve encorajar os membros a desenvolverem seus talentos musicais, estabelecendo um coral, quarteto, grupo musical, orquestra ou fortalecendo um talento individual.

4. A igreja deve, dentro do possível, procurar adquirir algum instrumento musical próprio para fortalecer o louvor e a formação musical.

5. A direção do Ministério da Música deve organizar e providenciar música especial e um responsável pelo louvor congregacional para todos os cultos da igreja.

6. A saída ou recebimento de grupos musicais ou cantores deve ser acompanhada de uma recomendação oficial da igreja da qual são membros. Essa atitude valoriza os bons músicos e traz segurança à igreja.

7. A música não deve ser motivo de discussões ou atitudes radicais. A busca pelo padrão divino deve ser guiada pelo amor e oração e não pela imposição.



IX.  A MÚSICA NO EVANGELISMO

1. Sempre que possível, uma apresentação musical deve conter uma mensagem bíblica, um apelo ou o oferecimento de um curso bíblico àqueles que ainda não sejam batizados, buscando levá-los a Jesus.

2. Grupos musicais e cantores devem buscar maneiras de atuar diretamente, e de forma sistemática, nas campanhas missionárias e evangelísticas da igreja, ou desenvolver seus próprios projetos para cumprir a missão.



X.  A MÚSICA NO CULTO

1. A música deve ocupar um lugar tão especial quanto a oração e a mensagem da Bíblia, dentro do culto e da adoração a Deus. Ela é um sacrifício de louvor, um meio de promover o crescimento espiritual, de glorificar a Deus e dirigir o ouvinte a Ele.

2. A música especial ou o louvor congregacional deve estar em harmonia com a mensagem bíblica que será apresentada. Isso fortalece o seu impacto.

3. A música para o culto deve ter beleza, emoção e poder. (Ver Testemunhos Seletos, vol. 1, pág. 457.)

4. A música deve ser escolhida de maneira específica para cada ambiente, programa ou culto da igreja. "Os que fazem do cântico uma parte do culto divino, devem escolher hinos com música apropriada para a ocasião, não notas de funeral, porém melodias alegres e, todavia, solenes." – Evangelismo, pág. 508.



XI.  A EQUIPE DE ÁUDIO E VÍDEO

1. Deve trabalhar em parceria com o Ministério de Música no planejamento e organização do programa musical da igreja.

2. Mantém os princípios apresentados neste documento, especialmente no que diz respeito ao uso de materiais sonoros e visuais na adoração, louvor e liturgia.

3. Oferece apoio técnico aos cantores, músicos, grupos vocais e instrumentais, antes e durante as apresentações, visando à boa qualidade na adoração e louvor.



XII.  MÚSICAS SECULARES

1. Os princípios de escolha musical devem servir tanto para a música “sacra” quanto para a “secular”. Em momento algum deixamos de ser filhos e filhas de Deus que buscam glorificá-Lo em todas as coisas. Escolhemos sempre e apenas o melhor.

2. A escolha da música “secular” deve ser caracterizada por um equilíbrio saudável nos elementos do ritmo, melodia e harmonia com uma letra que expresse ideais de alto valor.

3. Em programas especiais, dentro da igreja, tais como: cerimônias de casamento, cultos de ação de graças, seminários e outros, deve haver cuidado especial na escolha das músicas.



CONCLUSÕES

Vivemos um momento difícil em que cada vez mais as pessoas e as sociedades expressam sentimentos religiosos sem uma clara orientação cristã e bíblica. A música tornou-se uma questão fundamental que requer discernimento e decisão espirituais. Conseqüentemente, devemos fazer estas importantes perguntas enquanto buscamos fazer boas escolhas musicais:

1. A música que estamos ouvindo ou apresentando tem consistência moral e teológica tanto na letra como na melodia?

2. Qual a intenção que está por trás da música? Ela transmite uma mensagem positiva ou negativa? Glorifica a Deus (I Cor.10:31) e oferece o que é mais nobre e melhor (Filip. 4:8)?

3. O propósito da música está sendo transmitido com eficácia? O músico está promovendo uma atmosfera de reverência? A letra e a música dizem a mesma coisa?

4. Estamos buscando a orientação do Espírito Santo na escolha da música religiosa e secular?

O conselho de Paulo é claro: “Cantarei com o espírito, mas também cantarei com o entendimento.” (I Cor.14:15). Não há dúvida de que a música é uma expressão artística, que toca os sentimentos. Isto nos leva a avaliar, escolher e produzir a música de maneira racional, tendo em vista o seu poder, e buscando cumprir o propósito de Deus para a edificação da igreja e a salvação do mundo.

Não podemos esquecer que “A música é de origem celestial. Há grande poder na música. Foi a música dos anjos que fez vibrar o coração dos pastores nas planícies de Belém e envolveu o mundo todo. É através da música que os nossos louvores se erguem Àquele que é a personificação da pureza e harmonia. É com música e cânticos de vitória que os redimidos finalmente tomarão posse da recompensa imortal.” –  Mensagens Escolhidas, vol. 3, pág. 335.


Documento Oficial Votado Pela Igreja



Pergunta Que Será Respondida Amanhã:
Olá Valdeci, eu também sou pastor. Você acha que nós, pastores, devemos conhecer um pouco da área de psicologia? Que leitura você me recomendaria?

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Sexo Oral, Felação, Pecado?

Sexo Oral é Pecado?

O sexo é um presente de Deus para os casais casados (Gn 2:24) dado para a procriação (Gn 1:28) e para o prazer e deleite (Pv 5:18, 19; Livro de Cânticos). Portanto, a relação sexual dentro do contexto do casamento, que envolve segurança, não é pecado. Sobre a forma de praticar o sexo, a Bíblia apresenta alguns conselhos. Deus, o criador do prazer sexual, projetou o nosso corpo para que possa desfrutar da relação da maneira mais prazerosa e saudável.


A Bíblia CONDENA:
           

1) O sexo anal – 1 Co 6:9 (termo "sodomia"). O ânus não possui lubrificação própria e não foi projetado pelo Criador para ser penetrado com o pênis, algo doloroso para a grande maioria das mulheres. Especialistas dizem que os músculos desta região do corpo ficam mais fracos, causando dificuldades para segurar as fezes. Além disso, as bactérias anais, quando entram em contato com a vagina da mulher durante a penetração vaginal, produzem infecções, e bem desagradáveis. O corpo é o templo do Espírito Santo (1 Co 3:16, 17; 6:19, 20), ou seja, SAGRADO. Não deve sofrer lesões e precisa ser cuidado para que qualquer tipo de infecção não prejudique seu bom funcionamento.
           
2) Sexo durante o período menstrual - Lv 18:20. As paredes vaginais ficam sensíveis durante o período menstrual e a penetração pode causar maiores sangramentos. Algumas mulheres que têm grande vontade de fazer sexo nesse período optam por ser acariciadas manualmente pelo marido quando há uma pequena pausa na menstruação. Outras, inclusive os maridos, não suportam nem pensar em tal possibilidade de satisfação. Para mais informações sobre práticas sexuais ilícitas, ler todo o cap. 18 de Levítico.


A Bíblia NÃO SE POSICIONA:
           

1) Sobre o sexo oral - os especialistas cristãos diferem em seus pontos de vista sobre este assunto. Alguns acham que não há problemas em o casal fazer carícias orais antes da penetração se ambos forem pessoas saudáveis. Outros acreditam que os tecidos bucais não são resistentes às bactérias genitais e, portanto, não recomendam.

2) Sobre o tipo de posição que o casal pode adotar ao fazer sexo. 1 Coríntios 7:3-5 apresentam orientações que podem ajudar o casal a decidir sobre como dar prazer ao outro (o sexo não pode ser egoísta):
a) Verso 3 - cada um deve conceder aquilo que é devido à pessoa amada. Marido e mulher precisam entrar num consenso ao expor a forma como gostariam de ser acariciados (com carícias orais ou não);
b) Verso 4 - tanto um quanto o outro têm o dever de satisfazer o desejo sexual do outro, quando houver condições físicas e psicológicas para isso, é claro;
c) Verso 5 - marido e mulher não devem ficar muito tempo sem fazer sexo porque Satanás pode aproveitar a situação e colocar outra pessoa no caminho.
           

Concluindo, o casal cristão não deve praticar aquilo que Deus condena na Bíblia e, sobre aquilo que não foi relevado, ambos precisam dialogar e decidir JUNTOS, considerando o princípio de Romanos 14:22, 23. JAMAIS o cônjuge deve ser pressionado ou obrigado a fazer aquilo que não quer, pois não respeitar a sensibilidade e a consciência moral do outro se constitui em GRAVE pecado.




Leia outros textos sobre SEXO clicando aqui.

Pergunta Que Será Respondida Amanhã:
Qual é a filosofia de música da Igreja Adventista?

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Sagradas Letras

As Escrituras não estão ultrapassadas?

O que é algo de valor? O alto valor de um bem pode ser identificado pela utilidade benéfica que o mesmo possui. Quanto mais útil para suprir uma necessidade, mais valoroso é o patrimônio. E a conseqüência de ser valoroso é que o bem passa a ser raro, bem cuidado, desejado e conservado.
E afinal, estas não são características de um atributo que a humanidade possui que é a escrita?
A escrita supre todas as necessidades de comunicação que os seres humanos têm. Pois, por mais moderna e variada que esta comunicação for sempre terá, como sua base, a escrita. E tais escritas custam caro, não se encontram em qualquer esquina. Por irônico que pareça, na era da velocidade, a boa escrita, mesmo dos códigos da automação, ainda não pode evoluir instantaneamente. Precisa ser pensada, construída, burilada e acabada por um perito. Não é pra qualquer um; muitos a querem, mas poucos a dominam. Essa tradição tem sido conservada, preservada e arquivada ao longo dos milênios, para o nosso presente e para o futuro.
Esse alto padrão de valor que etiqueta o produto “escrita” o faz compatível com um outro produto: o evangelho. As boas novas da salvação que os cristãos têm a transmitir ao mundo constituem a mensagem mais valorosa que um ser humano possa conhecer. E como conhecê-la? Pela comunicação, que se faz eficiente, pela escrita. Logo, “evangelho” e “escrita” fundem-se numa palavra: “Escrituras”. Palavra esta que carrega a marca do seu valor estampada no adjetivo que sempre a acompanha, tornando-se um jargão eternamente estimado pelos cristãos, que sempre apreciam a base da sua fé, as Sagradas Escrituras.
Mas descendo do apreço teórico para o mundo prático, podemos ver um bom exemplo do papel que a escrita desempenha na pregação do evangelho, no projeto “Impacto Esperança”. É uma verdadeira campanha publicitária, de proporções grandiosas, cujo título de mensagem já começa escrevendo o imperativo “Viva Com Esperança”. E então, por diferentes canais, tal mensagem se reduplica em diferentes escritas: nos outdoors, em grafia artística; nas páginas da internet, em linguagem de programação; nas revistas, em composições de artigos; nos livros, em redação de capítulos; nos banners, em plotagens de frases; nas camisetas, em letras estampadas, e assim por diante.
A escrita e tão importante para a transmissão da revelação, que deve ter sido por isto que Deus falava aos profetas: “O que vês, escreve”. E deve ser por isto, também, que você acaba de ler essa apologia às sagradas letras, que escrevi para você.


Twitter: @Valdeci_Junior

Pergunta Que Será Respondida Amanhã:
Sexo oral é pecado?

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Renovação de Casais Com Cristo - RCC

Depois de casados há vários anos, minha esposa e eu recebemos um convite para participar de um tal de “encontro de casais”. Queremos fazer esta pergunta a vocês dois (pr. Valdeci e esposa): “vocês já participariam de um encontro de casais promovido por uma igreja evangélica cristã?”. Que importância isso tem? Como manter acessa a chama do amor?


Para nós, é um privilégio participar de um momento especial como este na vida de vocês. Sim, já participamos de ECCs, RCCs, e outros encontros, como ouvintes e como palestrantes. Um encontro de casais é sempre uma oportunidade de renovar algumas coisas que a correria e a rotina da vida nos fazem perder dentro do casamento.

Como o amor é como uma plantinha, que deve ser regado e cuidado constantemente, pensamos em compartilhar com vocês algumas dicas de um livro que lemos juntos sobre o que é importante fazer no decorrer da dia, semana, mês e ano. São sugestões extraídas do livro “Pequenas coisas que fazem grande diferença no casamento”.

É claro que nem sempre conseguimos fazer tudo, principalmente depois que o filho chegou, mas buscamos fazer o máximo para que o brilho do início do casamento ainda permaneça. Esperamos que vocês gostem e possam aplicar algumas dicas (se já não o fazem) no casamento de vocês.

Dicas para manter acesa a chama do amor

Diariamente
©      Toque carinhoso
©      Beijos, abraços
©      Ser cortês, carinhoso e respeitar o cônjuge
©      Orar juntos e fazer o culto familiar

Semanalmente
©      Atividade que os aproxime (caminhada, passeio, etc.)
©      Levantar a autoestima um do outro

Mensalmente
©      Livrar-se dos resíduos nocivos do casamento (abrir o coração, expressando sentimentos feridos e outras coisas também, ficando livres para recomeçar mais um mês com o coração limpo e feliz)
©      Falar a respeito da solidão
©      Falar sobre a conta conjunta
©      Conversar sobre as necessidades emocionais
©      Recapitular o mês
©      Atualizar-se sobre o conhecimento do cônjuge
©      Acender o fogo da paixão no quarto (fazer algo diferente)
©      Conversar sobre sexo

Anualmente
©      Revisar 10 pontos positivos que tiveram no ano
©      Planejar meta para o próximo ano

Desejamos que a Fonte do mais puro e verdadeiro amor, que é Deus, habite no coração de cada um de vocês, a fim que vocês sigam amando um ao outro e fazendo um ao outro feliz.

Lembrem-se sempre de que a vida passa muito rápida e que o melhor que podemos fazer é ser felizes. NUNCA economizem carinho e palavras amáveis. Beijem muuuuuuuuuuuuuuuuuuuito! Busquem muito a Deus juntos e sejam uma família feliz para a honra e glória do nosso Deus. Mesmo na distância, amamos vocês.

Um abraço muito carinhoso nos dois.

Com amor e em Cristo,


Pergunta Que Será Respondida Amanhã:
As Escrituras não estão ultrapassadas?