quinta-feira, 15 de maio de 2014

Congresso do Ministério da Mulher

CONGRESSO DO MINISTÉRIO DA MULHER - (Caxias do Sul-RS)

Já estão abertas as inscrições para o grande Congresso do MM na serra gaucha - "Prontas Para Subir" 
- DATA: 25 de outubro - das 8h30 as 18h30
- LOCAL: Hotel Personal Royal (Caxias do Sul)
- PALESTRANTES: Denise Muckenberger Lopes (Diretora da AFAM e Ministério da Mulher para a região sul do país); Mara Núbia Sales, (Docente do Centro Universitário Adventista de São Paulo -Unasp); Carine Linden Bussmann(Psicopedagoga e Terapeuta Familiar). 
- CANTORES: Iveline e Gilberto Apolinário - Iveline Teixeira Apolinario. 
- INSCRIÇÕES: As vagas são limitadas (para cada distrito). Procure a esposa do seu pastor. 
Em:
* Caxias: Adriana Oliveira; Clari Reimann; Fátima Silva; Ana Veiga
* Farroupilha: Necilda Carvalho
* Bento Gonçalves: Marcia Neres

- VALOR: R$ 35,00 (sua inscrição inclui o novo DVD da Iveline)

E que Deus abençoe a mulherada!

Um abraço,
Pr. Valdeci Jr.


Acampamento2015

INSCRIÇÕES PARA O ACAMP-VERÃO 2015 COM A PRESENÇA INTEGRAL DE
LEANDRO QUADROS

1. A inscrição individual custará R$ 180,00. Para as diárias de sexta a terça, inclusas as três principais refeições (desjejum, almoço e janta) do sábado à segunda, a janta da sexta e o desjejum da terça. O acampamento será na data do Carnaval, a princípio, na Colônia de Lazer Gelain (o que não descarta a possibilidade de, se necessário for, haver uma mudança de local).

2. Inscrição significa pagamento total, à vista. Não será aceito pagamento parcial. Não existe inscrição nem reserva sem pagamento.

3. Como requisito da inscrição, faz parte da mesma a disposição em ajudar no acampamento, desde dirigir alguma área do mesmo até em ajudar em alguma atividade mais simples, de acordo com os dons, as possibilidades e o diálogo com a Direção.

4. Caso alguém queira inscrever e trazer não-adventistas, que se traga somente aquele perfil de pessoa que já está familiarizada e enturmada com a igreja. Que já entende a linguagem da mesma, que não se escandalizará com nosso jeito interno de ser e que estará disposta a cumprir nossas regras.
5. Não será possível fazer inscrição parcial, para ficar apenas alguns dias.

6. A hospedagem, na Colonia de Lazer Gelain, em quatro modalidades, cabana, cabana de baixo, alojamento e barraca, será distribuída nesta ordem de acordo com os que forem pagando primeiro. Por exemplo, quem pagar primeiro fica em cabana, quem pagar por último fica em barraca. A menos que os próprios acampantes, em comum acordo, façam suas trocas.

7. Terão prioridade também para ficar em cabanas, acampantes que se manifestarem voluntariando-se para trabalhar no acampamento. Por exemplo, para ajudar dirigir o mesmo, para ser cozinheiro, para cuidar da organização, transporte, administração, tesouraria, compras, logística, programação, etc., por ordem de integralidade e intensidade do trabalho.

8. As cabanas comportam um número coletivo de pessoas. Para os que querem se inscrever primeiro e ficar em cabanas é preciso, de duas uma: a) A disposição de alojar-se com qualquer outra pessoa; ou, b) Fecharem uma turma e juntos fazerem a inscrição, para a reserva da cabana entre pessoas afins.

9. As inscrições são limitadas. Com apenas _31_ vagas para cabanas, _40__ vagas para cabanas de baixo, _24_ vagas para alojamento e _100_ vagas para barracas. Preenchidos estes números, as inscrições estarão encerradas.

10. Para acampar em barracas, ao acampante será preciso levar sua própria barraca.

11. No ato da inscrição, não será possível fazer ainda a distribuição já determinando onde o acampante vai se hospedar (se em cabana, barraca, alojamento, etc). Primeiro serão observadas as inscrições, obedecidas as regras deste presente documento, e depois então anunciados os locais onde cada um se hospedará. Portanto, ao inscrever-se, prepare-se para acampar em barraca. O que vier a mais é lucro.

12. De Maio a Outubro (enquanto houver vagas) de 2014, as inscrições serão exclusivas para a IASD Central de Caxias (inclusos, os frequentadores assíduos do Espaço Novo Tempo do Bairro São José). Estando fechada a possibilidade de pessoas de outras igrejas fazerem suas inscrições.

13. A partir de 01/11/2014, havendo ainda vagas, as inscrições serão abertas para quem queira participar, das demais e quaisquer igrejas.

14. Não será possível desfazer uma inscrição. Em caso de desistência, o acampante terá que vender sua inscrição para outro ou arcar com o prejuízo. Mas isto só será possível em diálogo e sob a orientação da direção.

15. Não é permitida a compra de mais de uma inscrição por pessoa. A inscrição é pessoal, identificada e personalizada.

16. Este preço será mantido se a economia do país continuar com a dinâmica atual. Caso haja uma grande desestabilidade financeira em nossa moeda, além do normal que estamos acostumados, o preço será reajustado (até mesmo para quem já tiver pago) conforme a correção financeira de mercado.
17. Caso não haja adesão suficiente e o evento não aconteça, o dinheiro de cada pessoa que se inscreveu será devolvido sem correções monetárias.

18. O acampamento, como nunca antes, será controlado por uma portaria 24hs em sistema de segurança, de modo que, dentre outros procedimentos, não será permitida a entrada de pessoas não inscritas no mesmo.

19. As inscrições deverão ser feitas unicamente com a Bianca Vist, cujos contatos são: E-mail biancavhahn@hotmail.com, Telefone 32261684, Celular 99031989, Facebook Bianca Vist Hahn.

20. A Bianca não estará responsável nem pelo acampamento, nem pela divulgação, nem pelo preparo do mesmo. Ela é responsável unicamente para fazer a inscrição de cada acampante, que resume-se simplesmente no recebimento do valor e na anotação do nome e contatos do inscrito.

21. A tesouraria da igreja também não é responsável pelo acampamento, mas somente por guardar o dinheiro dos inscritos.

22. A divulgação do acampamento, por enquanto, estará sendo feita pelo pastor da igreja.

23. PARA FAZER SUA INSCRIÇÃO, peque o formulário para pagamento com a Bianca e SIGA OS SEGUINTES PASSOS:

a. Deposite o valor da inscrição (180,00), ou faça uma transferência bancária para “União Sul Brasileira – Agência BanriSul 0180 – Conta 0618005309”.
b. Coloque o recibo de depósito (ou transferência) original num envelope e identifique o seu nome completo e o motivo do depósito: “Inscrição Para o Acampamento de Verão”.
c. Entregue o envelope, com o recibo original identificado e com a descrição, para a Bianca.
d. Não são considerados válidos depósitos feitos em caixa automático. O depósito tem que ser feito com creditação imediata.
e. Não serão aceitas cópias de recibos. Somente original, sem rasuras nem avarias.
f. A inscrição só será validada após verificação do depósito no extrato bancário.
g. Se preferir fazer a inscrição em dinheiro, sem depósito, entregue o dinheiro e passe seu nome diretamente para a Bianca.
h. Você pode também colocar o dinheiro num envelope avulso, devidamente identificado com inscrição (e indicando que não é oferta nem dízimo) e seus dados, e colocá-lo nas salvas ou gazofilácios da igreja.
i. Em qualquer modalidade de pagamento, se você não entregar a identificação devida, o dinheiro ficará perdido. Para o aproveitamento da inscrição, a identificação, conforme instruída, é obrigatória.
j. O dinheiro ficará depositado na conta bancária da igreja, em poder da tesouraria da mesma, até o fim do ano, quando então será usado para o acampamento.

24. O acampamento, bem como o preparo do mesmo, serão de responsabilidade de uma direção específica que será apresentada à igreja e aos inscritos no final do segundo semestre de 2014.

25. Depois de fazer sua inscrição, acompanhe as atualizações que informarão sobre o andamento dos preparos para o Acampamento de Verão aqui nesta postagem ou no boletim da igreja, pois até mesmo as regras do atual documento poderão sofrer leves mudanças, se necessário for para o melhor de todos os acampantes.


E que Deus lhe abençoe ricamente,


Pr. Valdeci Jr.

quarta-feira, 14 de maio de 2014

Os profetas aguardam a volta de Jesus?

Será que os profetas que falaram de acordo com a bíblia, assim como os nossos ancestrais como Adão, Eva, Lázaro, Maria “mãe de Jesus”, estão esperando a volta de Cristo?

Analisando as escrituras, encontraremos vários profetas que acreditavam nessa bem aventurada esperança. Sobre Enoque lemos:

 “E destes profetizou também Enoque, o sétimo depois de Adão, dizendo: Eis que é vindo o Senhor com milhares de seus santos, para fazer juízo contra todos e condenar dentre eles todos os ímpios, por todas as suas obras de impiedade que impiamente cometeram e por todas as duras palavras que ímpios pecadores disseram contra ele. (Judas 1:14-15 RC)”.

Podemos ver que em toda a Bíblia, vários profetas falaram a respeito da vinda de Cristo a este mundo. Todos eles aguardavam, mas muitos não puderam ver sua esperança realizada.

Eles estão esperando a vinda de Cristo. Eles agora descansam no Senhor, até o dia em que Cristo vir nas nuvens dos céus, quando todos justos serão ressuscitados (1Corintios 15:52) e os que estiverem vivos serão arrebatados para junto com Cristo, habitar nas mansões celestiais.

Em Eclesiastes 9:5 lemos:

 “Porque os vivos sabem que hão de morrer, mas os mortos não sabem coisa nenhuma, nem tampouco terão eles recompensa, porque a sua memória jaz no esquecimento”.

Todos quantos morreram no Senhor, estão aguardando na sepultura aquele dia, em que os justos irão ressuscitar, para se encontrar com seu Senhor (Ver 1Ts 4:17 comparar com João 6:54).

Hoje também esperamos o retorno do Senhor, com seus anjos, em glória e majestade. Que possamos como o apostolo Paulo dizer:

“... porque eu sei em quem tenho crido e estou certo de que é poderoso para guardar o meu depósito até àquele Dia”. (2 Timóteo 1:12 RC)


Um abraço,

Pr. Valdeci Jr.



terça-feira, 13 de maio de 2014

Cristãos Em Busca do Êxtase: Para Compreender A Nova Liturgia e o Papel da Música na Adoração Contemporânea

RESENHA DO LIVRO

A obra Cristãos Em Busca do Êxtase apresenta um olhar sobre a liturgia de diversas manifestações religiosas da humanidade, numa comparação com determinadas buscas religiosas atuais. Para isto, busca fazer uma análise desde conhecimentos filosóficos, sociológicos e históricos. Dentro da História, procura analisar certos aspectos das religiões antigas, e mesmo de formas primitivas de religiões ainda existentes.

Para analisar a era presente, o autor faz uma busca nas características pós-modernas do ser humano. Neste âmbito, o livro é uma boa fonte de pesquisa sobre vários aspectos do comportamento do homem pós-moderno face à religiosidade inerente na espécie humana. Um olhar global da religião contemporânea também pode ser analisado por este prisma do comportamento do homem pós-moderno.

A parte mais relevante da obra é a demonstração de que o pentecostalismo e o carismatismo vêm a ser uma versão evangélica cristã do pós-modernismo. Mas tal reflexão da obra se prende mais aos aspectos litúrgicos do pentecostal do que à linha de comportamento mais holística do mesmo. Afinal, esta é a proposta da obra.

E o ponto alto do livro é quando chega a analisar a psicologia do transe. Seriam as atividades de cultos dos religiosos levadas aos excessos, a ponto de tirar a mente da razão. Assim como qualquer outra coisa em excesso (até mesmo a água) pode fazer mal, o autor chama a atenção para o perigo do desequilíbrio em se dar ênfase demais em um aspecto litúrgico em detrimento dos outros elementos da adoração, no sentido de que isto pode fazer muito mal à experiência religiosa dos adoradores.

Por fim, Dorneles apresenta sua visão particular sobre o culto bíblico e suas possíveis aplicações à religião contemporânea. Há quem discorde e há quem concorde com determinadas interpretações construídas na obra. Na comparação de apenas dois links já dá pra se ver este contraste, a exemplo de muitos outros que podem ser achados por uma simples busca no Google. A favor: http://musicaeadoracao.com.br/livros-indice/livros-recomendados/ ; Contrário: http://vanessinhameira.blogspot.com.br/2012/02/cristaos-em-busca-do-extase-e-musica-3.html . Em cada um destes sites há várias outras postagens sobre a mesma obra, seguindo, cada uma respectivamente, sua linha de pensamento.

Mas como em toda e qualquer leitura que não seja a Bíblia é preciso fazer o pente fino crítico no sentido de ler de tudo e reter o que é bom, nesta obra também é oportuno se fazer o mesmo. As exegeses praticadas pelo autor em “Cristãos em Busca do Êxtase” são adequadas para levar o leitor ao exercício da interpretação textual, ainda que seus pressupostos o levem, numa mesma hermenêutica, a conclusões distintas. De qualquer forma, não deixa de ser uma rica fonte de pesquisa.

Semelhante a uma verdadeira “tese doutoral”, o livro é acadêmico. Todavia, é também acessível ao nível popular da leitura. O autor escreve bem, pois afinal, é doutor em Comunicação Social. Além do conteúdo redigido por ele, nesta sua obra, traz a participação de outras obras na seção dos apêndices e ainda apresenta uma baita bibliografia de outros autores que o leitor pode consultar. Entretanto, além de “Cristãos Em Busca do Êxtase” estar esgotado, a Unaspress não apresenta planos de recolocá-lo à disposição do público. O autor pensa em reeditá-lo em outra editora, entretanto, não na mesma versão. De acordo com ele, “numa versão revisada e atualizada”.

Os dados catalográficos da versão que li são: DORNELES, Vanderlei. Cristãos em Busca do Êxtase: Para Compreender a Nova Liturgia e o Papel da Música na Adoração Contemporânea. 5ª Edição. Engenheiro Coelho: SP, Unaspres, 2008, 271 páginas. Espero que você consiga algum exemplar, pelo menos em algum sebo. Eu também estou procurando um, rsrsrs. De qualquer forma, fica aqui a ponderação de que a as atuais formas de liturgia que vão surgindo, bem como o papel da música na adoração, devem ser levados à reflexão, tanto quanto suas utilidades em religar o homem a Deus, quando em seus riscos de excesso. Que o Senhor lhe abençoe em suas formas de adorá-Lo.

Um abraço,
Pr. Valdeci Jr.

sábado, 10 de maio de 2014

Recado Para Minha Igreja em 10 de Maio


Declaração de amor: Meu coração arde de amor por esta igreja! Feliz dia das Mães! O preparo para Reforma da Fachada da Igreja está em andamento! Ore! Anunciada a presença integral de Leandro Quadros, com exclusividade no Acamp Verão 2015 da IASD Central de Caxias do Sul. Inscrições serão lançadas nas próximas semanas. Teremos um lindo batismo dia 31 de Maio! Se alguém quer se batizar, deve ser apresentado ao pastor ou à equipe do Ministério Pessoal. O pregador de hoje é o Fábio Augusto Darius, doutor em teologia. Feliz Sábado!
Pr. Valdeci Jr.

sexta-feira, 9 de maio de 2014

Sugestões para Decidir Bem

Nossas decisões sempre necessitam ser pensadas e repensadas. O casamento, por exemplo, é algo muito sério; é uma vida toda lado a lado. E essa união, normalmente, resulta em  filhos que dependem muito dos pais. Estes, passam a não ter mais o direito de agirem por si mesmos, ignorando a existência do filho, caso o casamento venha a não dar certo.
Sucesso profissional, felicidade no casamento e êxito financeiro não são obra do acaso. Os astros não exercem influência sobre o seu destino. As decisões que você toma no presente  determinam sua felicidade ou infelicidade futura. São como sementes plantadas, cujos frutos – doces ou amargos – serão provados, cedo ou tarde, por você mesmo. “Aquilo que o homem plantar, isso também colherá” (Gálatas 6:6). Portanto, é muito importante decidir bem para ser feliz.
Para um maior esclarecimento, relacionamos abaixo algumas sugestões baseadas na Bíblia de como decidir bem e ser feliz.
Se possível, adie sua decisão: Não decidir, já é uma decisão; e há ocasiões em que esta é a melhor opção. Nesse caso, deixe para amanhã a decisão que não precisa ser tomada hoje. Jesus disse: “Não fiquem preocupados com o dia de amanhã, pois o dia de amanhã terá suas próprias preocupações. Para cada dia bastam as suas próprias dificuldades”. São Mateus 6:34 e 35.
É melhor não tomar decisões precipitadamente. “O homem sensato sempre pensa antes de agir”. “Quem tem juízo toma cuidado a fim de não se meter em dificuldades, mas o tolo é descuidado e age sem pensar”. “Agir sem pensar não é bom; quem se apressa erra o caminho. Pense bem no que vai fazer, e todos os seus planos darão certo”. (Provérbios 13:16; 14:16; 19:2 e 4:26).
Considere as consequências. “A pessoa sensata examina com atenção cada passo que dá”. (Provérbios 14:15). Porque opções que aparentam ser as melhores talvez conduzam ao fracasso. “Há caminhos que parecem certos, mas podem acabar levando a morte” (Provérbios 14:12). Por isso, “além de ser perigoso, agir sem pensar nas causas e consequências é um erro gravíssimo” (Provérbios 19:2).
Uma decisão tomada produzirá reações positivas e negativas, que devem ser previamente avaliadas. “É preciso pensar muito antes de resolver. Pois quem começaria a construção de um edifício sem primeiro fazer os cálculos e depois verificar se tem dinheiro suficiente para pagar as contas?” São Lucas 14:28.
Consulte pessoas experientes. “Fazer planos sozinho não é bom; peça conselhos a outras pessoas mais experientes antes de entrar em qualquer batalha”. (Provérbios 20:18). A vida é uma escola, onde se aprendem lições valiosas. Por isso, “o conselho de uma pessoa experiente vale mais do que anéis de ouro ou jóias de ouro puro” (Provérbios 25:12).
Escute com atenção a voz da experiência”. “Escute os sábios e procure entender o que eles ensinam” (Provérbios 20:18; 24:6 15:22).
Antes de decidir, peça orientação divina. “Sim, peça sabedoria e grite pedindo entendimento”. “Confie no Deus eterno de todo o coração e não se apóie na sua própria inteligência. Lembre-se de Deus em tudo o que fizer, e Ele lhe mostrará o caminho certo” (Provérbios 2:3 e 3: 5,6).
 “É o Eterno quem dá sabedoria, a sabedoria e o entendimento vêm dEle”. “Se alguém tem falta de sabedoria, peça a Deus, e Ele dará, porque é generoso e dá com bondade a todos” (Provérbios 2:6 e Tiago 1:5).
Jesus disse: “Peçam e receberão: procurem e acharão. Batam e a porta se abrirá”. Porque todos os que pedem, recebem, os que procuram, acham, e a porta se abre para quem bate”(São Mateus 7:7 e 8). “Portanto, peça a Deus que o oriente e todos os seus planos darão certo” (Provérbios 16:3).
Depois de decidir, seja perseverante. “O preguiçoso vira de um lado para outro na cama. Ele é como a porta que gira nas dobradiças, mas de fato não sai do lugar”. Por isso, “o preguiçoso morre desejando muitas coisas porque se nega a trabalhar, ele passa o dia inteiro apenas pensando no que gostaria de ter”. Consequentemente, “por mais que o preguiçoso deseje alguma coisa, ele nada conseguirá, mas a pessoa esforçada consegue o que deseja” (Provérbios 26:14; 21:25 e 26 e 13:4).
Contudo, não devemos ser teimosos. “Mesmo depois de ter tomado sua decisão, ouça com atenção os conselhos e as críticas que receber e faça um propósito de corrigir o que for necessário” (Provérbios 23:12).


terça-feira, 6 de maio de 2014

Esse Defunto Sou Eu?

Você aceita o convite para assistir sua própria autópsia? Pegando um pouco mais leve, quero convidar-lhe para a necropsia da sua igreja. Acabo de receber pelo correio um livro publicado, agora em maio de 2014, muito intrigante: Autopsy of a Deceased Church, de Thom S. Rainer. O conteúdo é muito proveitoso. Mas o que me intrigou foi a associação que fiz deste título com uma realidade de apelo urgente que estamos vivendo na nossa igreja, desde 2010. Podemos interpretar que nosso documento sobre reavivamento e reforma trazido da última Assembleia da Associação Geral da Igreja Adventista nos declara como mortos!
Sim! Que definição etimológica você daria para a palavra “reavivamento”? O Dr. M. L. Torres, coordenador do curso de Tradutor e Intérprete do UNASP (Centro Universitário Adventista de SP), comentando os prefixos, radical e sufixo latinos desta palavra oferecidos pelo Dicionário Aulete, esclarece que “etimologicamente, a palavra ‘reavivamento’ significa ‘ação em que uma pessoa morta sofre uma transformação que faz com que ela volte a viver’”. Definição parecida com a explicação do Dr. M. H. Bentancor, da pós-graduação em Letras na UCS: “sugere que o elemento estava vivo, entrou em um processo de morte, e agora tenta reviver.”
Mortos de verdade? Esse é o nosso status? Isto não é o mesmo que brincar com as letras como Machado de Assis fez em “Memórias Póstumas de Brás Cubas”! Pode parecer engraçado tentar olhar para o próprio cadáver, mas, na realidade, uma autópsia não é em nada prazeirosa, apesar de útil. Sem rodeios, Paulo deixa claro que quem está vivendo em situação de pecado está espiritualmente morto (Efésios 2:1; Colossenses 2:13; Romanos 5:12; 6:23). Eu peco, tu pecas, ele peca, todos nós pecamos (Romanos 3:23). Esse é o nosso contágio mortífero diário (Romanos 7:15-24). Então, vamos olhar para nós mesmos, pelas lentes de um dos homens mais experientes do mundo em consultoria de igrejas, para tentarmos nos autodiagnosticar.
  1.  Erosão Lenta – A estrutura física da igreja se deteriora a cada ano. O maior impedimento não é financeiro. Os membros simplesmente parecem não se preocupar com a aparência física do prédio. Mas este ato de não enxergar a degradação contínua do local pode ser um item que represente o todo da decadência denominacional ou congregacional pela qual estejam passando.
  2.  O Passado é o Herói – Nesse caso, geralmente, nos últimos anos, é possível ver um envelhecimento da faixa etária média da membresia. Os membros idolatram outra era, relembrando saudosamente os velhos e bons tempos. Parecem ver seu futuro retornando-se ao passado. Ao dizerem “no meu tempo”, estão demonstrando que não existem mais.
  3.  Alienação da Comunidade – A igreja se recusa a se parecer com a comunidade em transição na qual está inserida. Os membros se fecham numa espécie de ilha e deixam de ter um ministério focado nas necessidades do povo de onde ela está plantada. Se fosse tirada dali, não faria falta aos de fora. Parece já não existir.
  4.  Prioridades Orçamentárias Internas – As finanças de uma igreja em extinção são movidas internamente. O que se gasta com interesses denominacionais, igrejeiros e das próprias necessidades locais representa um percentual maior do que o investimento feito no evangelismo ou nas missões.
  5.  A Grande Omissão – A falta de ênfase no evangelismo é fatal. Quando a igreja perde sua paixão coletiva e obsecada de buscar, alcançar e trazer os perdidos, a congregação passa a morrer. A Grande Comissão é questão vital.
  6.  Uma Igreja com Preferências – Cada membro tem mais e mais argumentos sobre o que quer. Enquanto a igreja continua declinando, o foco interno dos membros se torna cáustico ou sarcástico. As comissões se tornam amargas. Boca amarga é perda de vida.
  7.  Mandatos Pastorais Curtos – Igrejas extremamente sadias não são dependentes dos seus pastores. Mas neste caso é o pastorado que vai perdendo seu espaço e diminuindo seu tempo. Quando o ministro sai é um alívio, pois uma característica da igreja que morreu é não precisar mais do pastor, no sentido negativo de rechaçá-lo.
  8.  Ausência de Programas de Oração Coletiva – A igreja em necrose raramente investe no tempo em que oram juntos. As únicas orações coletivas são breves e em função de algo que aconteceu ou vai acontecer. Mas não existe mais os momentos coletivos que têm a oração como o programa.
  9.  Sem um Claro Propósito – Uma membresia que não tem suas declarações de missão, visão e propósitos, na realidade não conhece a razão de sua existência. A ausência da razão de viver é a justificativa para o óbito.
  10.  Obsessão Pelas Instalações – Quando as coisas (e também os cargos, as atividades, os departamentos ou a agenda) são mais importantes que as pessoas, os membros se tornam focados em memoriais e deixam de serem acolhedores. Como a matéria não tem vida, a reprodução cede lugar à falência.
Se a sua igreja apresenta uma ou mais destas propriedades ponderadas por Rainer, procurem o Médico dos médicos (Mateus 9:12). A Igreja nunca morrerá (Mateus 16:18), mas igrejas podem morrer. A única graça alcançada em uma autópsia é a busca pela vida. Por isso, antes deste lançamento, Rainer já publicara uma solução em Breakout Churches (2005), pois é possível que igrejas retornem de seu estado mortuário. Logo, a convocação para o reavivamento é santa e oportuna.
“Eu vim para que tenham vida, e a tenham plenamente” (João 10:10), disse Jesus à igreja. Não permita que seu corpo fique necrosado.

Fonte: http://noticias.adventistas.org/pt/coluna/valdeci-junior/esse-defunto-sou-eu/

domingo, 4 de maio de 2014

O que Significa Deixar a Bíblia se Explicar Sozinha?

Algumas pessoas querem forçar a Bíblia a dizer algo que ela na verdade não está dizendo. Portanto a primeira grande regra para o estudo das Escrituras é examinar tudo o que ela diz sobre determinado assunto. Assim estaremos deixando a própria Bíblia expor sua opinião sobre um determinado tema.
            Ao tomar apenas um versículo pode-se até forçar uma interpretação forçada sobre o mesmo. Mas ao se tomar vários textos bíblicos sobre um determinado assunto, pouco a pouco vai surgindo claro em nossa mente o que o autor bíblico está querendo nos transmitir.
            Assim temos mais segurança em nossas conclusões. Devemos adotar este procedimento cauteloso para cada assunto da Palavra de Deus que seja um pouco mais difícil ou controverso.
A seguir damos algumas sugestões sobre como tornar a leitura da Bíblia um hábito diário e proveitoso:
            1) Tome a decisão de reservar um horário diário em que haja silêncio e busque a Cristo através de uma leitura da Bíblia. Certamente, você precisará da ajuda de Deus, no sentido de confirmar e fortalecer tal resolução, diante dos imprevistos.
            2) Comece com pequenos versos, e até com uma parte que lhe seja agradável e medite naquilo que leu; não precisa ler grandes capítulos, mas que aquilo que for lido possa ter sentido para sua vida. Comece e termine com uma oração , sempre. Aumente a leitura aos poucos e quando menos esperar, este hábito se tornará como se fosse um alimento espiritual; você não poderá viver mais sem estes momentos. Isto se chama ter comunhão diária com Deus.
            3) Procure ter uma versão da Bíblia que apresente uma  linguagem moderna, leve e de fácil entendimento.
            4) É interessante ter à mão um caderno para registro de idéias, reflexões e comentários pessoais, ou para sublinhar algo na própria Bíblia.
            5) Pedir  a ajuda de Deus para entender o que se vai estudar é a primeira coisa que deve ser feita. Através do Espírito Santo, Ele iluminará a mente e guiará o pensamento.
            6) A Bíblia deve ser lida sem pressa. Nada de correria. Palavras e pensamentos devem ser bem digeridos, com uma atitude mental positiva, e disposição para ouvir a voz de Deus.
            8) Concentração é fundamental. Se for necessário, a passagem deve ser lida mais de uma vez, até que o significado esteja claro e possa ser aceito.
            9) Duas ferramentas que podem ajudar na obtenção de melhor aproveitamento da leitura da Bíblia são um dicionário bíblico e uma concordância bíblica. O primeiro auxiliará na compreensão de certas palavras desconhecidas e seus significados. A concordância trará alfabeticamente por assuntos todos os versos bíblicos que contém uma determinada palavra.
            A Palavra de Deus nos dá sabedoria para enfrentarmos os desafios da vida com segurança.
            Vale a pena pesquisar a Bíblia, e através dela passarmos a conhecer melhor a Deus.

Salmos 19:7 A lei do SENHOR é perfeita e restaura a alma; o testemunho do SENHOR é fiel e dá sabedoria aos símplices.

sábado, 3 de maio de 2014

Incesto

No Dicionário Aurélio, encontramos a seguinte definição de incesto:      
“União sexual ilícita entre parentes consangüíneos, afins ou adotivos”.

Pessoas com grau de parentesco próximo que se envolvem sexualmente.

A Bíblia tem algo bem claro para dizer sobre o assunto. Está em Levíticos 18:6-18, onde especificamente no verso 14, é claramente mencionada a relação com tio ou tia como uma abominação diante do Senhor.

Além deste relacionamento ferir um princípio bíblico temos ainda o fator biológico, pois uma gravidez incestuosa põe em risco a vida da mãe e também a vida do bebê, em conseqüência da sua consangüinidade.

Não é aconselhável aprender a gostar da pessoa errada, pois é muito dolorido ter que abandonar os sentimentos por esta pessoa. É necessário dar muita atenção a este assunto, pois a sua felicidade eterna está em jogo.

Se alguma pessoa está presa vítima de um sentimento de atração para com algum parente próximo deve pedir humildemente a Deus para afastar-se desse relacionamento.

Mesmo que seja uma decisão difícil Deus espera que esta atitude seja tomada. Deus dará força para esta decisão.

Isaías 27:5  Que homens se apoderem da minha força e façam paz comigo; sim, que façam paz comigo.

Deus está interessado em ajudar qualquer pessoa que precise resolver problema semelhante. Veja o pensamento abaixo:

"Nada do que de algum modo se relacione com a nossa paz é tão insignifi­cante que o não observe. Não há em nossa vida nenhum capítulo demasiado obscuro para que o possa ler; perplexidade alguma por demais intrincada para que o possa resolver. Nenhuma calamidade poderá sobrevir ao mais humilde de seus filhos, ansiedade alguma lhe acossar a alma, nenhuma alegria possui-lo, nenhuma prece sincera escapar-lhe dos lábios, sem que seja observada por nosso Pai celeste, ou sem que Lhe atraia o imediato interesse”. Portanto apresentai este caso a Deus certos de que Ele proverá o auxílio necessário.




Origem da Páscoa

(Se preferir este conteúdo em vídeo, clique aqui).

DEFINIÇÃO: Festa religiosa, em que os judeus comemoram sua saída do Egito, sob o comando de Moisés. Festa religiosa, em que os cristãos comemoram a ressurreição de Cristo, seu fundador. Ambas definições estão juntas no "Dicionário Cultural da Língua Portuguesa" da Editora Brasiliense S/A sob a coordenação geral de Faissal El-khatib.
A palavra Páscoa vem da palavra hebráica "pesach" e do grego "pascha" que significam "passagem". Podem ter diversos significados tais como: passagem da morte para a vida - passagem de Deus para nos salvar - passagem da escravidão para a liberdade, enfim, a passagem pela qual o homem que se encontra neste mundo, passa para um novo céu e uma nova terra.
HISTÓRIA E INSTITUIÇÃO DA PÁSCOA
Israel ainda era apenas um povo escravizado no Egito, quando Moisés foi enviado por Deus, para libertar Seu povo. O Faraó, obviamente não quis perder o braço escravo e não permitiu a saída dos israelitas. Ocorreu então o derramamento das pragas, mas, contudo Faraó não deixou que os israelitas se fossem.
O juízo de que o Egito fora em primeiro lugar advertido, deveria ser o último a ser mandado. Deus é longânimo e cheio de misericórdia. Tem terno cuidado pelos seres formados à Sua imagem. Se a perda das suas colheitas, rebanhos e gado, houvesse levado o Egito ao arrependimento, os filhos não teriam sido atingidos; mas a nação obstinadamente resistiu à ordem divina, e agora o golpe final estava prestes a ser desferido.
A Moisés tinha sido proibido, sob pena de morte, aparecer outra vez à presença de Faraó; mas uma última mensagem da parte de Deus deveria ser proferida ao rebelde rei, e novamente Moisés veio perante ele, com o terrível anúncio: “Assim o Senhor tem dito: À meia-noite Eu sairei pelo meio do Egito; e todo o primogênito na terra do Egito morrerá, desde o primogênito de Faraó, que se assenta com ele sobre o seu trono, até o primogênito da serva que está detrás da mó, e todo o primogênito dos animais”. Êx. 11:4 e 5.

Antes da execução desta sentença, o Senhor por meio de Moisés deu instruções aos filhos de Israel relativas à partida do Egito, e especialmente para a sua preservação no juízo por vir. Cada família, sozinha ou ligada com outras, deveria matar um cordeiro ou cabrito “sem mácula”, e com um molho de hissopo espargir seu sangue “em ambas as ombreiras, e na verga da porta” da casa, para que o anjo destruidor, vindo à meia-noite, não entrasse naquela habitação. Deviam comer a carne, assada, com pão asmo e ervas amargosas, à noite, conforme disse Moisés, com “os vossos lombos cingidos, os vossos sapatos nos pés, e o vosso cajado na mão; e o comereis apressadamente; esta é a Páscoa do Senhor”. Êx. 12:1-28.
O Senhor declarou: “Passarei pela terra do Egito esta noite, e ferirei todo o primogênito na terra do Egito, desde os homens até aos animais; e sobre todos os deuses do Egito farei juízos. ... E aquele sangue vos será por sinal nas casas em que estiverdes; vendo Eu sangue, passarei por cima de vós, e não haverá entre vós praga de mortandade, quando Eu ferir a terra do Egito.”
Em comemoração a este grande livramento, uma festa devia ser observada anualmente pelo povo de Israel, em todas as gerações futuras. “Este dia vos será por memória, e celebrá-lo-eis por festa ao Senhor; nas vossas gerações o celebrareis por estatuto perpétuo”. Ao observarem esta festa nos anos futuros, deviam repetir aos filhos a história deste grande livramento, conforme lhes ordenou Moisés: “Direis: Este é o sacrifício da Páscoa do Senhor, que passou as casas dos filhos de Israel no Egito, quando feriu aos egípcios, e livrou as nossas casas.”
A PÁSCOA CRISTÃ
A páscoa devia ser tanto comemorativa como típica, apontando não somente para o livramento do Egito, mas, no futuro, para o maior livramento que Cristo cumpriria libertando Seu povo do cativeiro do pecado. O cordeiro sacrifical representa o “Cordeiro de Deus”, em quem se acha nossa única esperança de salvação. Diz o apóstolo: “Cristo, nossa páscoa, foi sacrificado por nós.” I Cor. 5:7. Não bastava que o cordeiro pascal fosse morto, seu sangue devia ser aspergido nas ombreiras; assim os méritos do sangue de Cristo devem ser aplicados à alma. Devemos crer que Ele morreu não somente pelo mundo, mas que morreu por nós individualmente. Devemos tomar para o nosso proveito a virtude do sacrifício expiatório.

O hissopo empregado na aspersão do sangue era símbolo da purificação, assim sendo usado na purificação da lepra e dos que se achavam contaminados pelo contato com cadáveres. Na oração do salmista vê-se também a sua significação: “Purifica-me com hissopo, e ficarei puro; lava-me, e ficarei mais alvo do que a neve”. Sal. 51:7.

O cordeiro devia ser preparado em seu todo, não lhe sendo quebrado nenhum osso; assim, osso algum seria quebrado do Cordeiro de Deus, que por nós devia morrer. Êxo. 12:46; João 19:36. Assim também representava-se a inteireza do sacrifício de Cristo.

A carne devia ser comida. Não basta mesmo que creiamos em Cristo para o perdão dos pecados; devemos pela fé estar recebendo constantemente força e nutrição espiritual dEle, mediante Sua Palavra. Disse Cristo: “Se não comerdes a carne do Filho do homem, e não beberdes o Seu sangue, não tereis vida em vós mesmos. Quem come a Minha carne e bebe o Meu sangue, tem a vida eterna”. E para explicar o que queria dizer, ajuntou: “As palavras que Eu vos disse são espírito e vida”. João 6:53, 54 e 63.

O cordeiro devia ser comido com ervas amargosas, indicando isto a amargura do cativeiro egípcio. Assim, quando nos alimentamos de Cristo, deve ser com contrição de coração, por causa de nossos pecados. O uso dos pães asmos (sem fermento) era também significativo. Era expressamente estipulado na lei da Páscoa, e de maneira igualmente estrita observado pelos judeus, em seu costume, que fermento algum se encontrasse em suas casas durante a festa. De modo semelhante, o fermento do pecado devia ser afastado de todos os que recebessem vida e nutrição de Cristo. Assim Paulo escreve à igreja dos coríntios: “Alimpai-vos, pois do fermento velho, para que sejais uma nova massa. ... Porque Cristo, nossa Páscoa, foi sacrificado por nós. Pelo que façamos festa, não com o fermento velho, nem com o fermento da maldade e da malícia, mas com os asmos da sinceridade e da verdade.” I Cor. 5:7 e 8.

Antes de obterem liberdade, os escravos deviam mostrar fé no grande livramento prestes a realizar-se. O sinal de sangue devia ser posto em suas casas, e deviam, com as famílias, separar-se dos egípcios e reunir-se dentro de suas próprias habitações. Houvessem os israelitas desrespeitado em qualquer particular as instruções a eles dadas, houvessem negligenciado separar seus filhos dos egípcios, houvessem morto o cordeiro mas deixado de aspergir o sangue nas ombreiras, ou tivesse alguém saído de casa, e não teriam estado livres de perigo. Poderiam honestamente ter crido haver feito tudo quanto era necessário, mas não os teria salvo a sua sinceridade. Todos os que deixassem de atender às instruções do Senhor, perderiam o primogênito pela mão do destruidor.

Pela obediência, o povo devia dar prova de fé. Assim, todos os que esperam ser salvos pelos méritos do sangue de Cristo, devem compenetrar-se de que eles próprios têm algo a fazer para conseguir a salvação. Conquanto seja apenas Cristo que nos pode remir da pena da transgressão, devemos desviar-nos do pecado para a obediência. O homem deve ser salvo pela fé, e não pelas obras; contudo, a fé deve mostrar-se pelas obras. Deus deu Seu Filho para morrer como propiciação pelo pecado, Ele manifestou a luz da verdade, o caminho da vida, Ele concedeu oportunidades, ordenanças e privilégios; e agora o homem deve cooperar com esses instrumentos de salvação; deve apreciar e usar os auxílios que Deus proveu - crer e obedecer a todas as reivindicações divinas.
Como vemos Jesus foi identificado com o cordeiro da “páscoa judaica”, que a exemplo daquele, foi morto para que os que cressem nÊle, não morressem. Na verdade, Jesus é a nossa Páscoa.
A INSTITUIÇÃO DA PÁSCOA CRISTÃ
Em Mateus 26:17 em diante, é narrada a celebração da última páscoa em que Jesus participou com Seus discípulos e a partir do verso 26 está a instituição da páscoa pelo Senhor Jesus, oferecendo sua vida, simbolicamente representada pelo pão, sua carne, e pelo vinho, seu sangue, que Ele derramaria no calvário, por muitos, para remissão dos pecados.
A páscoa cristã, em verdade, é celebrada no coração de cada cristão, que oferece a Deus sua própria vida, salva pelo Cordeiro Divino, que tem em si mesmo, vida eterna, podendo assim, ser o cordeiro de toda família humana que o aceite como tal.
 AS “OUTRAS” PÁSCOAS.
Até agora, embora aparentemente eu tenha me referido a duas páscoas, a páscoa cristã e judaica são a mesma, instituída pelo mesmo Deus, com a mesma finalidade. A diferença é que a judaica prefigura a cristã, onde o cordeiro é substituído pelo próprio “Cordeiro de Deus”, Seu Filho, Jesus.
Entretanto, o mundo tem criado suas próprias “páscoas”.
Assim, temos a “páscoa” dos coelhos, a “páscoa” dos ovos de chocolates, que nada lembram a salvação da qual Deus nos tem feito dignos. Desviam nossas crianças do verdadeiro sentido da páscoa, não os deixando ver que estão perdidos, necessitados de alguém que os substitua na morte. Há apenas a alegre festa dos chocolates, onde tudo parece estar muito bem, ninguém com pecados a resgatar, ninguém necessitado de um Salvador, mas apenas aguardando uma festa totalmente distanciada do verdadeiro cristianismo.
Na Páscoa Judaica, eles devem estar vestidos como quem está pronto para viajar, conscientes de que não estão em sua terra, mas partem em busca de uma nova pátria, a terra prometida.

Na Páscoa Cristã, quando temos recebido Jesus, como nosso cordeiro pascal, temos que estar conscientes de que também somos peregrinos, apenas de passagem por esta terra, e aguardamos novos céus e nova terra (Apocalipse 21:1) e (II Pedro 3:13). 

sexta-feira, 2 de maio de 2014

Vegetarianismo: Por que muitos adventistas não comem carne?

Neste assunto, os adventistas do sétimo dia constituem um dos grupos de pessoas mais pesquisadas do mundo devido o estilo de vida peculiar que adotam e que tem sido associado com expressivos níveis de longevidade, bem como tremendas reduções nas médias de mortes por doenças cardiovasculares e câncer, exatamente os males que mais matam os ocidentais.
Pelas orientações da Igreja, todos os membros devem se abster do uso de fumo e bebidas alcoólicas. Desde 1860, a Igreja tem recomendado enfaticamente, mas não exigido, que os membros sigam outras regras dietéticas como o regime ovo-lacto-vegetariano, evitem o café, o chá preto, condimentos fortes e especiarias, e alimentos refinados.
Por outro lado, incentiva o consumo de grandes quantidades de frutas, legumes e verduras, além de cereais integrais, e nozes. Eles crêem ainda na importância da confiança em Deus, no uso abundante de água pura - interna e externamente - ar puro, exposição moderada à luz solar, exercícios físicos diários, e desenvolvimento das habilidades mentais através da educação formal, ensinando que tudo isso é importante para a boa saúde e uma vida proveitosa.
Foram realizadas várias pesquisas para confirmar os benefícios do Regime alimentar adotado pela Igreja Adventista e uma delas foi realizada com Adventistas do Estado  da Califórnia, Estados Unidos. Dos Adventistas pesquisados, 99% não fumam, 90% não usam bebidas alcoólicas, 80% não utilizam carne e 25% evitam o uso de queijos e ovos. Quanto ao café, 73% bebem nada ou menos de uma xícara por dia.
O resultado dos estudos mostrou um aumento na expectativa de vida, tanto de homens como de mulheres Adventistas, em relação às demais pessoas. Os homens chegam a viver 4,2 a 9,5 anos mais do que os outros homens, e as mulheres levam 1,9 a 4,6 anos de vantagem.
Uma vez que os Adventistas são livres para escolher entre seguir todos esses conselhos de saúde ou não, as diferenças ficam bem mais evidentes quando os estudos têm por base àqueles que seguem estritamente os hábitos Adventistas. Esses chegam a viver 12 anos mais que os não-adventistas.
Se você desejar conhecer mais detalhes sobre o  estilo alimentar Adventista, sugerimos que  leia um dos livros abaixo citados:
- Conselhos Sobre o Regime Alimentar
- A Cura e a Saúde Pelos Alimentos
- A Saúde Vem da Cozinha
Para mais informações sobre como adquirir os livros citados entre em contato com o seguinte endereço:

Casa Publicadora Brasileira - http://www.cpb.com.br/
Caixa Postal 34 - CEP: 18270-000 TATUI - SP
0800 9790606

sexta-feira, 25 de abril de 2014

A Maior Alavanca do Mundo!

“Deem-me um ponto de apoio, e moverei a Terra”, foi o que disse Arquimedes. Você sabe o que é uma alavanca? É qualquer objeto rígido que, com um ponto fixo apropriado, seja usado mecanicamente para aumentar a força que será aplicada para movimentar outro elemento maior que ele mesmo. O cientista descobriu esse princípio da vantagem mecânica no terceiro século a.C. A Física consegue estabelecer os cálculos para isso. Mas mesmo como um simples garoto ajudante em oficina mecânica, eu sabia que podia deslocar peças muito maiores que minha própria força usando alavancas. E eu o fazia. Uma massa menor, mais fraca, mais frágil, movendo algo muito maior, mais forte e mais rígido! Tudo isso pelo acréscimo de um terceiro elemento, a inteligência.
E a que ponto isso pode chegar? Depende do quanto o cabo da alavanca seja longo? Pense bem nestas palavras: dê-me um ponto de apoio que eu poderei mover o planeta. Que ponto de apoio seria esse? Para aquele grande matemático grego da antiguidade, o ponto de apoio para mover o mundo era só uma vontade. Ele sabia que estava pedindo por algo que, na lei da Física, de forma literal não existiria.
Não para ele! Mas você sabe que para nós cristãos existe? Sim! Essa alavanca a partir da qual a gente pode mover o mundo existe! O ponto de apoio da disciplina espiritual, meu querido irmão, é buscar o reino de Deus e a Sua justiça, em primeiro lugar, na nossa vida (Mateus 6:33). Então, no momento certo para cada coisa, tudo o que for necessário virá até nós. E que tipo de esforço podemos fazer para buscar o reino de Deus? Você sabe? Você acha que alguém deveria arrumar um emprego adequado, para poder exercer uma influencia virtuosa? Não! Devemos buscar primeiro o reino de Deus.
Então alguém poderia perguntar se deveríamos, por exemplo, distribuir todo o dinheiro que temos para alimentar os pobres. Novamente, não. Devemos buscar o reino de Deus em primeiro lugar. Então deveríamos priorizar sair dizendo isso para todos? Também não! Primeiro deve vir a minha busca, depois a pregação sobre busca. Logo, em certo sentido, o que devo fazer é “nada”. Porque tornar-se um nada diante de Deus é tudo! Ficar quieto diante dEle e deixá-Lo falar ao nosso coração é o primeiro passo na busca pelo Seu reino.
Ouvir a voz de Deus – esse é o ponto de apoio inicial para poder começar a mudar o mundo. Quem não busca o reino de Deus em primeiro lugar, na realidade não O busca. Não importa o quanto as outras coisas sejam dignas, no momento em que essas outras coisas boas se tornam o foco dos nossos esforços, tudo vira idolatria. E então caímos no mesmo pecado em que todas aquelas nações do tempo bíblico caíam. Tornaram-se idólatras, se enfraqueceram, e não puderam fazer nada pelo mundo.
“É proporcionalmente à nossa própria devoção e consagração a Cristo, que exerceremos uma influência para benefício e erguimento da humanidade” (Ellen White, O Maior Discurso de Cristo, p. 37). Ah se aquele grande físico conhecesse essa lei! Mas ele não soube disso. É uma pena que Arquimedes não conheceu a Cristo ou a Palavra de Deus! Quem sabe aquele cientista não teria clamado por um ponto de apoio, mas pelo contrário, teria feito o que você hoje tem a oportunidade de fazer, que é sua devoção pessoal com Deus. Quanto mais longa, mais alavancadora! O verdadeiro ponto de apoio para poder mudar o seu mundo de influência está ao seu alcance. Gaste muito tempo lendo a Bíblia, orando e louvando. Isto é reavivar-se. E consequentemente, você vai mover uma massa humana assustadoramente maior que você mesmo, em direção a Cristo, pela adição de um terceiro componente, a unção do Espírito. E isto será a reforma! Alavanque!
Fonte: http://noticias.adventistas.org/pt/coluna/valdeci-junior/maior-alavanca-mundo/#

quarta-feira, 16 de abril de 2014

Dons Espirituais

Embora haja uma variedade de dons, iremos nos referir a três deles em particular: a) o dom de cura;   b) o dom de línguas; c) o dom de profecia.

A) Dom de Cura: A Palavra de Deus apresenta o dom da cura como sendo uma possibilidade de Deus e de Satanás. Jesus realizou muitos milagres de cura. Pedro, após ter alcançado a cura do coxo junto à porta chamada Formosa, afirmou claramente que aquele ato foi realizado pelo poder de Cristo Jesus e não pela sua capacidade. (Veja Atos 3:12-16).

Assim, em toda a Escritura, a possibilidade de cura é alcançada pelo poder de Deus. Os instrumentos usados para tal milagre podem ser profetas, apóstolos ou alguém designado por Deus. A ciência e os médicos também podem ser usados hoje como instrumentos nas mãos de Deus para a operação de curas. As Escrituras não limitam a possibilidade de cura a uma determinada época ou período. Os milagres dão evidência do poder de Deus, mas não esqueçamos da contrafação satânica. Vejamos como isso sucede.

O apóstolo Paulo descreve a ação fraudulenta de Satanás em II Cor 11:13-15. Ele se disfarça em anjo de luz e assim também os seus apóstolos. O livro do Apocalipse apresenta os sinais e maravilhas da besta que representa Satanás e o Anticristo (Apoc 13:13 e 14, 16:13 e 14). Em seu sermão profético, Jesus evidencia a ação devastadora dos falsos Cristos e falsos profetas enganando até os escolhidos (Mt 24:24).

Em Mateus 7:22,23 Jesus relata a decepção que muitos supostos cristãos experimentarão, por ocasião da Sua volta. Segundo este relato, alguns expulsaram demônios, outros profetizaram e outros fizeram muitos “milagres”. Mas para o horror deles Jesus dirá: “Apartai-vos de Mim, não vos conheço”.

Como saber se a cura foi efetuada por Deus ou Satanás? O próprio Jesus responde (Mt 7:21-23). A cura dá evidências da ação de um poder satânico ou divino. Ninguém deve acreditar num pregador ou apóstolo só porque realiza milagres. Se a sua vida e os seus ensinos não estiverem de acordo com a doutrina bíblica de nada servirão tais milagres (Is 8:19 e 20). A cura não prova a verdade e sim a verdade (Bíblica) é que prova a cura.

Há inúmeras religiões que falam muito de fé, mas se não houver cura, se não houver enriquecimento, não há motivação para seguir a Cristo. Será isto fé ou barganha? Se não houver compensação não há relacionamento? O apóstolo Paulo pediu para Deus cura-lo de sua enfermidade, mas Deus não o curou. Quer dizer então que o apóstolo Paulo não tinha fé? Cristo disse que seria melhor perder um olho, um braço ou a própria vida, do que perder a vida eterna. Em Isaias 35:5,6 o profeta fala do tempo quando Deus virá restaurar a Terra, então os cegos, coxos, mudos e surdos serão curados pelo poder do Seu amor. Portanto, Deus nunca prometeu curar todos os que acreditam nEle, mas prometeu leva-los para o Seu lar onde não haverá mais morte nem dor (Apoc 21:1-4).

Nos primórdios da era cristã, Deus deu a igreja o dom da cura e outros dons, para dar crédito a pregação das boas novas da salvação provida por um Deus que foi morto por simples mortais. Isto naquela época era loucura para os incrédulos. Os dons dados a Igreja era para ser uma evidência do poder de Deus na vida de Seus humildes servos.

Note que a ênfase da pregação do evangelho que revolucionou o mundo, não era baseado no dom da cura mas no amor de Jesus demonstrado na cruz do calvário. Será que não havia doentes naquele tempo? Muito mais do que hoje com certeza, mas os discípulos jamais usaram a cura como um meio de propagar suas crenças. As pessoas não estavam interessadas na cura, mas na nova vida oferecida por Cristo.

Satanás tem deturpado habilmente tudo que Deus criou para a felicidade eterna do homem: o sexo, a música, a dança, os divertimentos, os alimentos, os dons espirituais etc... Tanto é que Cristo advertiu-nos a respeito dos falsos cristos, falsos profetas, falsos milagres etc...

Hoje há muita exploração comercial e espiritual em volta das curas, onde se vê charlatanismo, truques baratos, auto-sugestão, e manifestações demoníacas.

Graças a Deus que a nossa salvação não depende de curas e milagres mas sim da pessoa de Jesus. Ele é o único nome para a  nossa salvação (Atos 4:12). Cremos que Jesus pode e realiza milagres e curas maravilhosas, mas não é por isso que cremos nEle. Cremos nEle porque na cruz Ele demonstrou ser o nosso amorável Salvador!

Cremos que a atitude mais correta é seguir os conselhos da Palavra de Deus, onde com segurança encontramos luz para o nosso caminho, durante nossa jornada neste mundo coberto pelas trevas do egoísmo. A Bíblia diz: “Examinai tudo e retende o que é bom; Nem todo o que diz Senhor entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade do Meu pai”.

B) Dom de Línguas: O dom de línguas é um dos dons conferidos pelo Espírito Santo com a finalidade de instruir, edificar e aperfeiçoar a Igreja. Alguns dos outros são: apóstolos, profetas, evangelistas, pastores, mestres. I Coríntios 12:28-31; Efésios 4:11-14.

Há duas principais opiniões quanto ao dom de línguas, tal como se apresenta em I Cor. 14.

1º Que a manifestação deve ser explicada da mesma forma que o fenômeno das línguas no dia do Pentecostes (Atos 2). O idioma (ou idiomas) falado em Corinto sob a influência do Espírito Santo, era um idioma estrangeiro que podia ser facilmente entendido por alguém que falasse esta língua. Sendo assim, por falar na igreja em idioma estrangeiro sem haver ninguém presente que o entendesse, os coríntios estariam pervertendo a função desse dom, e foi essa perversão do dom que Paulo reprovou.

2º Que a manifestação em Corinto foi diferente daquela do dia de Pentecostes; nesse caso ninguém poderia entender a menos que estivesse presente um intérprete com o dom do Espírito para interpretar esse idioma (I Cor 12:10). Segundo esta posição, a função do dom de línguas seria confirmar a fé dos novos conversos (I Cor 14:22, Atos 10:44-43; 11:15), e proporcionar edificação espiritual pessoal (I Cor 14:4), e o que Paulo reprovou foi o uso desse dom em assembléias públicas, pois o propósito principal seria a edificação pessoal, em particular.

Ao considerar estas duas posições, é útil enumerar as características do dom de línguas tal como se manifestou em Atos 2 e em I Cor 14. A primeira manifestação do dom de línguas na Igreja cristã foi no dia de Pentecostes, ao estarem os 120 cristãos reunidos provavelmente no cenáculo em que haviam tido a Santa Ceia com Jesus. Subitamente desceu sobre eles o Espírito Santo e passaram a falar em outras línguas. Essas línguas que lhes foi dado falar, eram línguas faladas pelas nações vizinhas da Judéia. É evidente que o dom consistia na capacidade para falar línguas estrangeiras, e seu propósito foi facilitar a divulgação do Evangelho a milhares de estrangeiros presentes em Jerusalém durante a festa (Veja Atos 2:5-11).

Um segundo propósito pode ser visto no episódio de Pedro na casa de Cornélio, onde a manifestação do dom convenceu a Pedro e aos incrédulos cristãos de origem judia que estavam com ele, que Deus aceitava os gentios (Atos 10:46), e sem dúvida isto também  convenceu a Cornélio e aos que estavam com ele, que a obra de Pedro levava o selo do céu.

Quanto ao dom em Corinto, se destacam as seguintes características:

1º - O dom de línguas é inferior ao de profecia (I Cor. 14:1).

2º - O que fala em línguas se dirige a Deus e não aos homens (verso .

3º - Ninguém entende o que fala em línguas (verso 2).

4º - O que fala, o faz "pelo espírito", isto é, está em êxtase (I Cor    14:2, 14).

- O que fala expressa mistérios (14:2).

6º - O que fala se edifica a si mesmo, e não à igreja (14:4).

7º - Paulo deseja que todos tenham o dom (14:5).

8º - O que fala deve orar para poder interpretar de modo que a igreja seja edificada (14:12-13).

9º - O entendimento, ou seja, a mente, não recebe proveito quando se ora em "línguas", o que indica que essa experiência não corresponde a um estado consciente da mente (verso 14).

10º - O dom era um sinal para os incrédulos (verso 22).

11º - O dom deveria ser usado na igreja só quando um intérprete estivesse presente (verso 27); do contrário, o que falava sozinho deveria fazê-lo para si e para Deus (verso 28).

12º - Os coríntios foram advertidos para que não proibissem o falar em línguas (verso 39).

Paulo não está se ocupando de um dom falsificado. No cap. 12 ele fala sobre genuinidade desse dom (12:8-10), e em nenhuma parte do cap. 14 insinua que o dom é falso. O propósito de Paulo aqui (no cap 14) é mostrar o devido papel, o uso, e admoestar contra seu abuso.

É evidente que os coríntios abusavam desse dom. Falavam em línguas na igreja quando não havia intérpretes. Vários falavam ao mesmo tempo, enquanto outros profetizavam, ensinavam, etc. Isso produzia uma confusão generalizada (versos 26-33,40).

Os comentaristas têm-se debatido sobre se o dom em Corinto era um idioma conhecido ou não pelos homens. Não há consenso sobre isso. O contexto de I Cor 14 nos fala sobre a problemática do culto na igreja. Paulo está preocupado com a ordem na realização do mesmo. Coisas como a ceia (I Cor 11), a participação da mulher no culto e o lugar dos dons dentro da igreja (I Cor 12-14) - por isso Paulo não nos revela qual a língua falada na igreja de Corinto. Sobre aquilo que a Palavra de Deus não nos revela é bom ficarmos calados. Uma coisa é certa: a manifestação do dom no dia do Pentecostes, e os propósitos para os quais foi dado (Atos 2), deferiam em muitos aspectos do dom tal como se manifestou em Corinto.

Devido a certos aspectos obscuros quanto à forma exata em que se manifestava o dom de línguas, fora fácil para Satanás falsificá-lo. No culto pagão era bem conhecido e os sonidos incoerentes abundavam. Em tempos posteriores, sob o disfarce de Cristianismo, de vez em quando tem aparecido diversas manifestações de um pretendido dom de línguas. Sem dúvida, quando essas manifestações se comparam com as especificações bíblicas do dom de línguas, se vê que é diferente do verdadeiro dom do Espírito Santo. Portanto, devemos rejeitá-las como falsas. Mas a existência da falsificação não deve induzir-nos a pensar com desdém acerca do dom genuíno. A manifestação correta do dom (I Cor. 14) cumpria uma função útil. É certo que haviam abusos do dom, mas Paulo tratava de corrigir os abusos e de dar à presença do dom o seu devido lugar.

As promessas de Deus são condicionais, elas não são para todos em todas as épocas. Por exemplo, quando os israelitas chegaram em Canaã, o maná deixou de brotar do solo, pois agora eles tinham como plantar e colher; também não era mais preciso tirar água da rocha, nem ter uma nuvem de dia e uma nuvem de fogo a noite.

Quando a igreja estava se estabelecendo, ela era frágil, ilegal, e pregava sobre um Deus aparentemente “fraco”, pois Ele fora morto por simples mortais tão acostumados com a demonstração de poder. Por isso o evangelho era loucura para os pagãos, cujos deuses se digladiavam por poder, se iravam, e tinham que serem aplacados com sacrifícios de animais e seres humanos.

Naquela época, um Deus manso, humilde e submisso como uma ovelha, era sinônimo de fraqueza e vergonha. Por isto Deus concedeu dons especiais para Sua igreja, a fim de dar crédito a mensagem que ela deveria propagar ao mundo.

Infelizmente Satanás deturpa todos as bênçãos de Deus para confundir os homens. Note como os “curandeiros” comercializam e exploram com o “dom da cura”. Claramente podemos ver Satanás agindo através destas falsas curas. “Nem todo que diz Senhor, Senhor entrará no reino...”, disse Cristo. E aqueles que confiam apenas nos sentidos para ter certeza da salvação, ouvirão as mais duras palavras ditas a um mortal: “não vos conheço”.              

O cristão não precisa ver uma cura nem receber um “choque celestial” para estar certo da salvação, pois isto é salvação pelas obras. A única forma de se apropriar da salvação é exclusivamente pela fé, não porque sinto mas porque acredito.

C) Dom Profético: A posição da Igreja Adventista quanto ao dom de profecia, é de cuidadosa aceitação, pois devemos “provar os espíritos”, nos adverte a Palavra de Deus. Uma pergunta que freqüentemente nos ocorre é esta: existe informação e apoio bíblico para o dom profético em dias modernos?

Deus se revela aos homens através de duas maneiras principais: através da natureza (revelação geral) e através dos profetas (revelação especial). O conteúdo básico dessa revelação especial é aquele das Escrituras Sagradas.

Ao examinarmos as Escrituras descobrimos 5 pontos fundamentais:

a) Que vários profetas se levantaram para comunicar as verdades divinas, e essas verdades não fazem parte da Bíblia. Jamais eles foram considerados inferiores, muito pelo contrário: temos profetas que não escreveram nenhuma página das Escrituras repreendendo outros profetas (Natã a Davi, por exemplo).

b) Em parte alguma das Escrituras o dom de profecia é limitado a alguma época ou geração.

c) As Escrituras nos apresentam critérios para distinguir um profeta verdadeiro de um falso.

d) Que nos últimos dias haveria a manifestação de um falso dom profético (Mt. 24:24).

e) Que nos últimos dias se manifestaria o verdadeiro dom profético (Joel 2:28-32).
Os judeus do tempo de Cristo ouviram a João Batista com sua pregação: "Preparai o caminho do Senhor" e o Messias apareceu como ele havia anunciado.

Não deveria haver uma voz profética clara nos tempos modernos? O que impediria que Deus falasse ao homem moderno pela voz de um Profeta?

A profecia de Joel - Se lermos com atenção o cap. 2:28-31 iremos logo perceber que Deus prometeu este dom de maneira especial.

De acordo com o apóstolo Pedro, esta profecia encontrou seu cumprimento no dia do Pentecostes (Atos 2;15-20). Mas uma leitura cuidadosa destes versos, nos faz levantar mais uma pergunta: "Foi completo o cumprimento nessa oportunidade ou há evidência de que se pode esperar um cumprimento maior no futuro?"

Quando colocamos lado a lado Joel 2:28-31 e Apoc. 6:12-17 percebemos que os fenômenos extraordinários da natureza (terremoto, escurecimento do sol e da lua) ocorrem no último período da história desse mundo, exatamente antes do retorno de Jesus. A próxima conclusão é de que o derramamento do Espírito Santo sobre toda a carne e a manifestação do dom profético se cumpririam nesses últimos dias, "antes que viesse o grande dia do Deus Todo-Poderoso".

Ao buscar nas Escrituras do Velho e do Novo Testamentos encontraremos os comentários de Paulo com respeito a igreja que esperava a "manifestação do nosso Senhor Jesus Cristo" (I Cor. 1:7). A essa igreja não faltaria "nenhum dom", senão que seria enriquecida em Cristo, "em toda palavra e em toda a ciência" (I Cor. 1:5-7). Os dons do Espírito de Deus apareceriam na última igreja e o testemunho de Cristo seria "confirmado" nela (cap. 1;4-8). E qual testemunho de Cristo? A Voz do anjo declarou a João que o testemunho de Jesus é o espírito de profecia (Apoc. 19:10); ou seja o dom de profecia.

Na epístola de Paulo aos Coríntios o apóstolo explica porque foram outorgados à igreja dons tais como o de "profetas,.... evangelistas,... pastores e mestres" (Ef. 4:8-11). Foram outorgados, diz Paulo, "a fim de aperfeiçoar aos santos para a obra do ministério, para a edificação do corpo de Cristo; ... para que já não sejamos meninos inconstantes, levados ao redor por todo o vento de doutrina, pelo engano dos homens que com astúcia enganam fraudulosamente. Antes, seguindo a verdade em caridade, cresçamos em tudo naquele que é a cabeça, Cristo (Versos 12-15).

A obra do Espírito por meio dos dons outorgados durante a Era Cristã não substituiria a Bíblia, senão que manteria a igreja leal aos ensinamentos bíblicos e iria corrigir aqueles que se desviassem da verdade bíblica.
A Bíblia projeta a aparição do dom profético. E se temos que aceitar plenamente a Bíblia devemos aceitar as manifestações genuínas do dom profético. " A Bíblia e só a Bíblia como regra de fé e prática", este princípio exclui a tradição e qualquer ensino que não se harmonize com a Palavra de Deus.

Que é o testemunho de Jesus?

A frase "o testemunho de Jesus" aparece não só em Coríntios, mas também no livro do Apocalipse, onde é empregada seis vezes, uma vez no cap. 12, duas no primeiro capítulo, duas no cap. 19 e uma vez no cap. 20. Se não fosse pela maneira em que esta expressão é interpreta pelo anjo de Deus em Apoc. 19:10, e pelo fato de que em Apoc. 12:17 se estabelece que a igreja remanescente tem o testemunho de Jesus,  poderia ser interpretada como um genitivo e traduzida como "o testemunho acerca de Jesus", em todos os casos.

Pelo fato de que uma das características da igreja remanescente , de acordo com Apoc. 12:17, é que ela tem o testemunho de Jesus", é claro que essa igreja deve ter em seu meio "o espírito de profecia" e, portanto se reclama (se exige) a presença de um profeta (ou profetas) por meio do qual Jesus apresente seu testemunho (leia-se cuidadosamente Apoc. 12:17 19:10; 22:9).

Provando o dom profético

Dois extremos são perigosos. O primeiro é aceitar de qualquer jeito qualquer profeta  e o outro é ter preconceito quanto ao dom profético. Poderia ser mais fácil para nós dizer que depois dos apóstolos ninguém mais se levantaria como profeta. Nos livraríamos de muitos problemas, mas não é isso que Deus nos apresenta. Deus promete o dom e nos dá os critérios (os instrumentos) para que possamos avaliar o dom. Paulo desafia a igreja a provar a obra do Espírito (I Tes. 5:19-21). As Escrituras nos oferecem quatro critérios principais:

1) À Lei e ao Testemunho (Is. 8:19 e 20) - Essa é a norma básica para avaliar o profeta. Se ele não magnificar as Escrituras, levar o povo (a igreja) a corrigir seus caminhos, não reprovar os pecados, não instruir pelas Escrituras não é verdadeiro.

2) Cumprimento de Profecia (Jer. 28:9; 18:7-10) - Geralmente a obra do profeta se divide entre porções que ensinam e porções que predizem. As predições devem ser conferidas em seu cumprimento. Verdade é que devemos tomar em conta o fenômeno da profecia condicional (ver o livro de Jonas como prova de profecia condicional).

3) Vida e obras  (Mt. 7:15-20) -  Jesus nos apresenta esse critério em tom de advertência contra os falsos profetas. Precisamos examinar as pretensões de piedade do profeta e reconhecê-los pelos seus frutos. Isto significa seu caráter e seus ensinos. Se a vida não está de acordo com os seus ensinos e com os ensinos das Escrituras Ele deve ser rejeitado.

4) Exaltação de Cristo (I João 4:1-3) - Um profeta moderno necessitará exaltar a Cristo como o Filho de Deus e como Senhor e Salvador totalmente capaz. Se o enfoque for outro que não Jesus deverá ser rejeitado.

Concluindo, diríamos que Deus promete prosperidade para aqueles que crêem em Seus profetas (II Crôn. 20:20). Qualquer pessoa que recebe alguma mensagem tem que analisar sua vida e sua mensagem de acordo com todos os requisitos bíblicos listados acima.