quinta-feira, 11 de julho de 2013

DE ESCOLHA EM ESCOLHA - Provérbios 04-07

E de capítulo em capítulo, vamos avançando, passo a passo, dia-a-dia, em direção ao final da Bíblia, na mesma medida que vamos avançando para o final do ano. Está certo que o final do ano não esteja tão perto assim, mas já estamos passando da metade dele. Já se foram 192 dias e faltam 163 para o ano acabar. Já fizemos a leitura de 19 livros da Bíblia, e estamos agora lendo o vigésimo, o livro de Provérbios.
Provérbios tem muita coisa boa a nos ensinar. E como é impossível uma pessoa aprender aquilo que ela acha que já sabe, pelo fato de que quem ensina a si mesmo tem um tolo como professor, então, vamos aprender com o sábio Salomão, lendo a Bíblia. Quando fizer sua leitura de hoje, irá aprender muito. Esse será seu maior aprendizado. Além dele, quero dar um toque sobre alguns pontos de cada um desses quatro capítulos.
Com Provérbios 4, podemos aprender que a revelação das Escrituras é progressiva. O verso 18 diz que a vereda do justo é como a luz da alvorada, que brilha cada vez mais até a plena claridade do dia. Ou seja, aquilo que o ser humano sabe hoje sobre Deus, provavelmente não é o que ele saberá amanhã. Amanhã saberemos o que já sabemos hoje, e um pouco mais. Nosso conhecimento sobre Deus deve estar sempre de mente aberta ao novo, ao aprendizado.
No capítulo cinco, há uma advertência contra o adultério, que é um emaranhado de enganos que levam o ser humano à morte. Como dizia Carlos Drummond de Andrade , "No adultério há pelo menos três pessoas que se enganam." E o engano leva à morte. Então, se você quer se livrar da morte, leia esse capítulo.
Em Provérbios 6, vemos as advertências contra a insensatez (versos 6-13). Encontramos uma grande lição sobre a conduta cristã, que poderíamos parafrasear num ato de proverbiar mais contemporâneo dizendo simplesmente que se mexer faz bem.
E no capítulo 7, percebemos o quanto o assunto da pureza sexual, versus  a lascívia, o adultério e a luxúria é um assunto sério. Se há quase três mil anos, esse era um assunto com o qual precisava haver tanto cuidado, imagine hoje, no nosso mundo moderno, onde as tentações são tantas, tão assustadoramente escachadas. É realmente um perigo de morte. Ainda bem que os ensinos bíblicos nos ensinam a proceder diferente.
Mas estou feliz com você, porque fez a escolha certa, ao ler um comentário que fale sobre Deus. É de escolhas assim que o seu destino feliz será construído. Então, escolha também fazer sua leitura bíblica de hoje.


Valdeci Júnior

Fátima Silva

quarta-feira, 10 de julho de 2013

COMO TORNAR INTERESSANTE O ESTUDO DA BÍBLIA - Provérbios 01-03

O livro que começaremos a estudar, e que lida com conselhos sábios, é chamado de Provérbios de Salomão. E por falar em conselhos sábios, quero trazer algumas sugestões para o estudo proveitoso da Bíblia. São dicas sábias elaboradas pelo doutor em teologia aplicada, Jobson Dornelles do Santos. Destaquei oito delas, que podem ser muito bem aproveitadas por nós que estamos tentando ficar sempre mais “por dentro da Bíblia”.
Como tornar a leitura da Bíblia interessante?
1. Tome a decisão de reservar um horário diário em que haja silêncio e busque a Cristo através de uma leitura da Bíblia. Certamente, você precisará da ajuda de Deus, no sentido de confirmar e fortalecer tal resolução diante dos imprevistos.
2. Comece com pequenos versos, e até com uma parte que lhe seja agradável e medite naquilo que leu; não precisa ler grandes capítulos, mas que aquilo que for lido possa ter sentido para sua vida. Comece e termine com uma oração, sempre. Aumente a leitura aos poucos e quando menos esperar, esse hábito se tornará como se fosse um alimento espiritual; você não poderá viver mais sem estes momentos. Isto se chama ter comunhão diária com Deus.
3. Procure ter uma versão da Bíblia que apresente uma linguagem moderna, leve e de fácil entendimento. Uma versão de boa qualidade é “Nova Versão Internacional” (preferencialmente) ou “A Bíblia na Linguagem de Hoje”. Podem ser encontradas em qualquer livraria evangélica.
4. Tenha à mão um caderno para registro de ideias, reflexões e comentários pessoais, além de sublinhar algo na própria Bíblia.
5. A Bíblia deve ser lida sem pressa. Nada de correria. Palavras e pensamentos devem ser bem digeridos, com uma atitude mental positiva, e com disposição para ouvir a voz de Deus.
6. A concentração é fundamental. Se for necessário, a passagem deve ser lida mais de uma vez, até que o significado esteja claro e possa ser aceito.
7. Há duas ferramentas que podem ajudar na obtenção de melhor aproveitamento da leitura da Bíblia: um dicionário bíblico e uma concordância bíblica. O dicionário auxilia na compreensão de palavras raras ou desconhecidas como “circuncisão”, “filisteus”... A concordância ajuda como encontrar todos os versos bíblicos que contenham uma determinada palavra.
8. Essa é a dica mais importante. Pedir a ajuda de Deus para entender o que se vai estudar é a primeira coisa que deve ser feita. Através do Espírito Santo, Ele iluminará a mente e guiará o pensamento.
Parabéns pelo seu desejo de conhecer mais sobre a Bíblia! A comunhão com Deus, mediante Sua Palavra, oferece a suprema sabedoria para esta vida e para a eternidade.


Valdeci Júnior

Fátima Silva

terça-feira, 9 de julho de 2013

ESSE É LINDO! - SALMOS 145-150

Ao abrir minha Bíblia na leitura de hoje, encontrei, ao lado do Salmo 145, uma marcação em vermelho escrita: “Lindo!” Como fazia muito tempo que não lia esse salmo, nem lembro quando essa marcação foi feita. Se existe um texto que compensa ser marcado na Bíblia, é esse salmo.
Quero fazer algo diferente hoje. Geralmente, sempre faço o comentário do texto bíblico do dia, mas não o leio. Mas como o Salmo 145 é tão lindo, peço-lhe permissão para escrevê-lo abaixo.
Hoje, nossa celebração é terminar a leitura do livro dos Salmos. É uma leitura gostosa, pra cima, como música de festa. E na introdução dessa comemoração, vem aqui “Um cântico de louvor. Davídico.
Eu te exaltarei, meu Deus e meu rei; bendirei o teu nome para todo o sempre! Todos os dias te bendirei e louvarei o teu nome para todo o sempre! Grande é o SENHOR e digno de ser louvado; sua grandeza não tem limites.
Uma geração contará à outra a grandiosidade dos teus feitos; eles anunciarão os teus atos poderosos. Proclamarão o glorioso esplendor da tua majestade, e meditarei nas maravilhas que fazes. Anunciarão o poder dos teus feitos temíveis, e eu falarei das tuas grandes obras. Comemorarão a tua imensa bondade e celebrarão a tua justiça.
O SENHOR é misericordioso e compassivo, paciente e transbordante de amor. O SENHOR é bom para todos; a sua compaixão alcança todas as suas criaturas.  Rendam-te graças todas as tuas criaturas, SENHOR, e os teus fiéis te bendigam. Eles anunciarão a glória do teu reino e falarão do teu poder, para que todos saibam dos teus feitos poderosos e do glorioso esplendor do teu reino. O teu reino é reino eterno, e o teu domínio permanece de geração em geração.
O SENHOR é fiel em todas as suas promessas e é bondoso em tudo o que faz. O SENHOR ampara todos os que caem e levanta todos os que estão prostrados. Os olhos de todos estão voltados para ti, e tu lhes dás o alimento no devido tempo. Abres a tua mão e satisfazes os desejos de todos os seres vivos. O SENHOR é justo em todos os seus caminhos e é bondoso em tudo o que faz. O SENHOR está perto de todos os que o invocam, de todos os que o invocam com sinceridade. Ele realiza os desejos daqueles que o temem; ouve-os gritar por socorro e os salva. O SENHOR cuida de todos os que o amam, mas a todos os ímpios destruirá.
Com meus lábios louvarei o SENHOR. Que todo ser vivo bendiga o seu santo nome para todo o sempre!”


Valdeci Júnior

Fátima Silva

segunda-feira, 8 de julho de 2013

PARAFRASEAPLICANDO - SALMOS 140-144

Em alta voz, você clama ao Senhor; eleva sua voz a Ele, suplicando misericórdia. Derrama diante dEle seu lamento e apresenta sua angústia. Quando seu espírito desanima, é Deus quem conhece o caminho que você deve seguir. Na vereda por onde anda, esconderam uma armadilha contra você. Talvez você olhe para sua direita e veja que ninguém esteja se preocupando. Aí, você diz: “Não tenho abrigo seguro; ninguém se importa com a minha vida!” Daí, você clama ao Senhor, reconhecendo, e dizendo que Ele é seu refúgio; que é tudo o que tem na terra dos viventes. Peça para que Deus dê atenção ao seu clamor, justamente pelo fato de estar muito abatido. Se você fizer isso, pedir para o Senhor livrar-lhe dos que lhe perseguem, por eles serem mais fortes do que você, se pedir para Deus libertá-lo da prisão, para render graças ao Seu nome, os justos se reunirão à sua volta, por causa da bondade de Deus para com você.
Você está pensando que essas palavras são minhas? Não mesmo! Tudo o que escrevi são, simplesmente, as palavras do Salmo 142, parafraseadas. E, cá pra nós, elas não têm tudo a ver com você? Por mais que achemos ser uma coisa distante, tendo o hábito de ler a Bíblia diariamente, a verdade é que o conteúdo do texto bíblico pode estar mais perto de nós e da nossa realidade que imaginamos. Deus nos ama muito e quer estar perto de nós. E um dos meios para que isso aconteça é através da leitura, do contato com Sua Palavra, a carta de amor que Ele nos deixou.
O salmo que parafraseei no início do comentário é apenas um dos cinco salmos lindos, propostos para nossa leitura. E o meu desafio para você é que faça paráfrases desses salmos. Você sabe o que é paráfrase? É reescrever uma mensagem com outras palavras; é dizer a mesma coisa, mudando o vocabulário, numa adaptação prática. Essa adaptação tem o objetivo de fazer uma aplicação melhor do texto, sem mudar a interpretação original dele. E aí, você encara o desafio? Pegue uma folha de papel, uma caneta, abra a Bíblia no Salmo 140 e vá lendo-o e reescrevendo o mesmo para uma realidade mais próxima de você.
Vou lhe ajudar com mais um exemplo, agora aplicado no Salmo 143. Vamos orar? “Senhor Deus, por favor, ouça a oração desse meu amigo leitor. Dê ouvidos à sua súplica, e responda-o, por Tua fidelidade e por Tua justiça. Estenda as Tuas mãos para essa pessoa que está lendo esta prece, porque como a terra árida, ela tem sede de Ti.” Amém, Senhor!


Valdeci Júnior

Fátima Silva

domingo, 7 de julho de 2013

CRÊ-ACIONISTA - SALMOS 135-139

Sabe por que na leitura de hoje tem tantos salmos de louvor para depois terminar com um salmo científico? Para começar a responder, quero lhe mostrar o resultado de duas pesquisas feitas com cientistas a respeito de suas crenças religiosas (Perspective Digest - ano 2001, vol. 6, nº. 3):

CIENTISTAS QUE...
(Primeira Pesquisa – Realizada em 1916)
...disseram acreditar em Deus
40%
...disseram não acreditar em Deus
45%
...não responderam à pesquisa
15%
(Segunda Pesquisa – Realizada em 1996)
...disseram acreditar em Deus
40%
...disseram não acreditar em Deus
45%
...não responderam à pesquisa
15%

Depois de 80 anos, a crença dos cientistas não mudou porque, na natureza, há evidências da existência do Criador! Por isso, Einstein falava que “a ciência sem a religião é manca; e a religião sem a ciência é cega”. Deus deseja que a ciência seja uma ferramenta útil para mostrar que Ele é o Criador. Como Ele é um Ser e não simples matéria ou fórmula, Sua existência é provada pelos humanos através da experiência pessoal, no relacionamento com Ele. Nem todos têm essa coragem. Dessa forma, ao longo do tempo, sempre existem crentes e céticos.
Mas os criacionistas são a grande maioria. Muito mais da metade da população acredita que fomos feitos por Deus. Por que, após mais de um século de pregação, tão poucos sigam a doutrina evolucionista? Para Ariel Roth, cientista cristão, o problema é que “muitos acham difícil acreditar que o homem e todas as complexas formas de vida ao seu redor, juntamente com a Terra e um Universo que tão adequadamente os sustentam, se tornaram organizados por si mesmos.”
É muito ilógico olhar para um sistema de complexidade irredutível, como por exemplo, o olho, e não esperar que alguém o tenha planejado (Michael J. Behe, A Caixa Preta de Darwin - Editora Jorge Zahar). Isso tem sido motivo de discussão por dois séculos. A questão da origem do olho não é tida como um tópico favorito de discussão, por vários evolucionistas (Pierre P. Grassé, Evolution of Living Organisms: Evidence for a New Theory of Transformation - Nova York, San Francisco e Londres: Academic Press - 105). Até Darwin, ciente desse problema, confessou seu desespero numa carta que escreveu a Asa Grey, em 3 de abril de 1860, que diz: “Só de pensar no olho, tenho calafrios”. “Tipos altamente complexos de olhos como os nossos são um assombro de partes coordenadas que operam em conjunto para que possamos ver” (Ariel A. Roth, Origens, Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2001, 29-30). “Eu te louvo porque me fizeste de modo especial e admirável. Tuas obras são maravilhosas! Digo isso com convicção” (Salmo 139:14).


Valdeci Júnior

Fátima Silva

sábado, 6 de julho de 2013

TRAJETO MUSICAL - SALMOS 120-134

Você gosta de viajar? Gosta de ouvir música ou cantar enquanto está no trajeto? Há muitas formas de ouvir música enquanto nos locomovemos. Por exemplo, um aparelhinho de som, pequeno, preso na roupa ou no corpo, com um fonezinho em cada ouvido. Simples, não é? E isso pode nos levar a um mundo totalmente amplo, e talvez até longe do próprio lugar em que estejamos através da música.
Viajando pelo Brasil, podemos acompanhar a sintonia de boas rádios ou selecionar as músicas que vão tocar no aparelho do seu automóvel. O ruim é quando viajamos de ônibus, pois precisamos suportar aquelas músicas bem lixão e não temos como evitá-las. Gosto de viajar naquelas companhias aéreas que dão um fone de ouvido, onde há um controle para escolher a estação e a música que queremos ouvir. Muito bom!
Se você acha que essa mania de ouvir música no trajeto é coisa do mundo moderno, abra sua Bíblia. Nela, existem quinze salmos que são chamados de Cânticos dos Peregrinos, de Peregrinação, de Romagem, dos Degraus. Eles são exatamente a nossa leitura de hoje.
Gerson Berzins, no jornal da primeira igreja Batista do Rio de Janeiro (acoluna.org.br/pibrj/estudos/09ebd1t03.pdf), comenta que não existe uma explicação unânime para o nome e a função desses salmos. Entende-se que estavam relacionados com a peregrinação dos judeus em direção à Jerusalém para adoração a Deus. Seriam cânticos entoados durante a viagem ou na entrada do templo. Foi sugerido que fossem cantados em um dos degraus de acesso ao templo na chegada dos peregrinos.
Outra explicação associa esses salmos com o rei Ezequias. Como sabemos do relato de Isaías 38, o rei clamou e chorou diante de Deus quando foi avisado da sua morte, e Deus lhe concedeu 15 anos adicionais, usando como sinal o recuo de 10 graus no relógio de sol do rei. Em sua oração de gratidão, ele comprometeu-se a adorar a Deus todos os dias da sua vida, como vemos em Isaías 38:20: “O Senhor está prestes a salvar-me; pelo que, tangendo eu meus instrumentos, nós o louvaremos todos os dias de nossa vida na casa do Senhor.” Nesse propósito expresso na sua oração, Ezequias teria composto 10 salmos, um para cada grau que o relógio retrocedeu. A esses 10, ele adicionou quatro salmos de Davi e um de Salomão, totalizando 15, a quantidade de anos que o Senhor lhe adicionou.
Essas possíveis explicações para a origem e função desse grupo de salmos servem apenas como pano de fundo e introdução, ao que pode ser a boa experiência da sua leitura. A relevância da mensagem é o que eles podem transmitir a você.


Valdeci Júnior

Fátima Silva

A MORTE DA DEMOCRACIA AMERICANA

O governo democrático americano utiliza-se de práticas de regimes totalitários em favor da segurança nacional
 
Os últimos acontecimentos nos Estados Unidos relacionados ao monitoramento de dados das pessoas promovido pelo governo despertou uma grande preocupação por parte da opinião pública em relação à ameaça à liberdade e à democracia tão defendidas por essa nação. Um fator que revelou essa preocupação foi o aumento estratosférico das vendas do livro 1984 de George Orwell, publicado em 1949, em mais de 7000%.[1] O motivo é porque o livro denuncia de forma detalhada as futuras estratégias dos Estados totalitários na tentativa de restringir a privacidade dos indivíduos que são bem semelhantes às apresentadas pelos Estados Unidos, hoje.
O presidente Barack Obama tem sofrido duras críticas por invadir a privacidade dos indivíduos na tentativa de obter dados confidenciais comprometedores. Essa prática de espionagem tem sido encarada como violação declarada dos direitos civis. Tal atitude ameaça de morte o que há de mais importante nessa nação: a democracia.
Sendo os Estados Unidos da América conhecidos historicamente como o país símbolo da liberdade individual e da democracia, por que então essa nação estar lançando mão de comportamentos típicos dos regimes totalitários? Ao fazer uma reflexão sobre as notícias de violação de privacidade por parte do governo americano, acredito que pelo menos três fatores estão motivando a desconstrução dos sólidos muros democráticos desse país.

A Crise

O primeiro fator tem que ver com a crise. A crise de qualquer espécie desmantela qualquer sistema social, político, religioso e econômico sólidos. Marvin Moore jornalista e escritor, reproduzindo o pensamento do livro The Addictive Organization, salienta que “as crises são usadas para desculpar ações drásticas e equivocadas por parte dos administradores”.[2] Além disso, ressalta também que “quando a norma é a crise, a administração tende a assumir uma quantidade perigosa de poder a cada dia”.
Moore acrescenta ainda, ao citar Michael Barkun autor da obra Disasters and the Millennium, que “o desastre cria condições especialmente adaptadas à rápida alteração de sistemas de valores”.[3] Sendo assim, as chances de um indivíduo ou grupo de pessoas abandonarem antigos valores há muito acalentados como consequência de um desastre ou crise é muito grande. Moore afirma também que “sistemas de crenças que talvez fossem rejeitados em condições livres de desastre, agora recebem consideração favorável”[4].
Com os ataques de 11 de setembro de 2001, a América se viu mergulhada em uma crise estratosférica de segurança nacional. Diante disso, os líderes americanos se viram obrigados a rever os seus conceitos democráticos de liberdade individuais há muito defendidos. Então, a primeira atitude do governo americano foi lançar mão de um movimento de violação dos direitos civis. Os Estados Unidos passaram a grampear secretamente e-mails e telefonemas de indivíduos sem consulta prévia ou autorização judicial. Os últimos passos nessa direção dado pela política americana foram revelados na mídia recentemente quando o governo realizou uma “coleta indiscriminada de registros telefônicos de milhões de cidadãos pela Agência de Segurança Nacional (NSA, na sigla em inglês)”.[5]
Fica claro com isso que, a fim de promover a segurança da nação americana, o governo buscou viéis que regimes totalitários se utilizaram no passado e ainda usam hoje. O país mais livre do mundo abriu mão da democracia para agir autoritariamente e até violar os direitos civis há muito defendido por ele. Atestando com isso o óbito da sua democracia.

Monopolização da Informação

A monopolização da mídia americana é outro fator que tem facilitado o governo americano minar a democracia com suas ações totalitárias. A informação jornalística na mão de poucas corporações está conduzindo a America ao enfraquecimento do debate e ao fortalecimento da alienação popular. Ruben Dargã Holdorf, em seu artigo O fim da democracia norte-americana: A imprensa leva a culpa[6], alerta que “quando as comunicações se aglutinam sob o comando e orientação de poucos ou somente uma empresa jornalística, ocorre o risco da manipulação”.
Vanderlei Dorneles, em sua obra O Último Império acrescenta que “com a Comissão Federal de Comunicação, a legislação rígida sobre imprensa vem sendo alterada”[7]. E hoje, segundo Dorneles “nada menos que 90% de tudo que os americanos veem, ouvem e leem são produzidos por apenas seis empresas, que no passado foram mil, (AOL, Time Warner, Viacom, Disney, General Eletric, News Corporatione Vivendi Universal)”.[8]
Como esse processo de monopolização da informação, que não permite a população ter acesso a diferentes pontos de vista, e com isso, criticar as decisões autoritárias do governo, faz com que o risco de morte da democracia desse país seja cada vez maior, a cada dia que passa.

Os Ataques Preventivos ao Inimigo

No passado, sobretudo em 2001, o governo americano iniciou uma prática de atacar preventivamente o inimigo. Essas ações tem-se revelado nitidamente como ações totalitárias. Dorneles revela o pensamento base desses ataques ao afirmar que “quando os interesses e a segurança dos Estados Unidos estiverem em questão, eles não hesitarão em ‘agir sozinhos’, referindo-se a uma completa independência em relação aos aliados e às Nações Unidas”[9].
Hoje, o investimento do Estado Americano estar sendo canalizado para uma nova modalidade de ataques preventivos como os “ciberataques”. Por meio dessa iniciativa, apresentado pelo senador John Edwards, o governo deve fornecer US$ 350 milhões durante os próximos cinco anos para o Instituto Nacional de Padrões e Tecnologias[10], a fim de produzir tecnologias de informação mais eficientes no combate ao terror.
Esses ciberataques permitem ao governo invadir ou atacar os computadores de instituições, organizações, empresas e indivíduos suspeitos de terror, isso sem autorização judicial. Assim, mais uma vez, a América se revela uma nação verdadeiramente autoritária, que aos poucos vem minando a sua própria democracia.

Conclusão

As ações denunciadas acima, tais como, crise, monopolização da informação e os ciberataques tem assustado e acendido um sinal de alerta por parte da população mundial.
Contudo tais tentativas em direção ao enfraquecimento da democracia norte-americana foram denunciadas pela escritora Ellen White, há mais de cem anos. Em sua obra mais famosa, publicado no final do século 19, alerta de forma contundente as atuais ameaças à liberdade individual quando diz que “a corrupção política está destruindo o amor à justiça e a consideração para com a verdade; e mesmo na livre América do Norte ... a liberdade, obtida a tão elevado preço de sacrifício, não mais será respeitada”.[11]
Portanto, resta-nos reagir veementemente contra essas iniciativas totalitárias do governo americano, pois se essas práticas forem copiadas por outras nações, tendo como justificativa a segurança, poderemos presenciar um ressurgimento do totalitarismo no Ocidente sem precedentes na história.




[2] MOORE, Marvin. Apocalipse 13: leis dominicais, boicotes econômicos, decretos de morte, perseguição religiosa - isso poderia realmente acontecer? 1 ed. Tatui: Casa Publicadora Brasileira, 2013, p. 248.
[3] Idem, p. 251.
[4] Ibdem.
[5] PACIORNIK, Celso. Ameaça à Democracia. [S.I]: Estadão.com.br/Internacional. Disponível em   Acesso em 26 jun.2013, 14:50:40.
[6]HOLDORF, Ruben Dargã. O fim da democracia norte-americana: a imprensa leva a culpa. Web Site Sala de Prensa: Disponível em Acesso em 26 jun.2013, 14:41:29.
[7] DORNELES, Vanderlei. O último império: a nova ordem mundial e a contrafação do reino de Deus. 1 ed. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, 2012, p. 160.
[8] Idem.
[9] Ibdem, p. 161.
[11] WHITE, Ellen G. O grande conflito. ed. 22. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, 2009, p. 566.
 

sexta-feira, 5 de julho de 2013

A TUA LEI - SALMO 119

Navegando pela internet, encontrei um belo comentário sobre o Salmo 119 no site www.meditardiaenoite.com.br, publicado por Daniela Correa no dia 03 de novembro de 2008. Ela lembrava o fato de que esse salmo é conhecido por ser o maior capítulo da Bíblia, o maior salmo.
Além de ser bem comprido – tem 176 versículos, o Salmo 119 possui uma peculiaridade muito interessante: a forma como ele é dividido. O texto inteiro é dividido em pequenos grupos de oito versículos nomeados por uma letra do alfabeto hebraico, totalizando 22 divisões, que são exatamente o número de letras do alfabeto hebraico. É um excelente estudo para quem quer estudar a língua hebraica, podendo iniciar por esse salmo.
Mas o ponto mais curioso que achei nesse artigo de Daniela foi o destaque correto que ela faz sobre o assunto principal do livro dos Salmos, que é a lei de Deus. Nesse site, Daniel e Daniela Correa defendem a Lei de Deus, ou seja, os Dez Mandamentos que foram dados a Moisés. Isso é muito importante. Afinal, o próprio Jesus disse que Ele não veio para abolir a Lei de Deus. Jesus a cumpria corretamente, não adulterando, honrando os pais, adorando a Deus, não cobiçando, guardando o sábado, não furtando, etc. Então, quem somos para não querer cumprir a lei? Se cumprimos a Lei de Deus, nossa fé fica muito mais fortalecida. O apóstolo Paulo também falou que nossa fé não anula a lei, mas sim, confirma a existência dela. Deve ser por isso que Tiago 2 fala da importância de guardar todos os Dez Mandamentos. A Bíblia realmente quer o melhor para nossa vida.
E aqui no Salmo 119, aprendemos que o que nos deixa sábios e santificados é a Palavra viva de Deus. Enquanto vai lendo-o, perceberá que, ao longo do texto, pelo fato de que o salmista amava muito os mandamentos de Jeová, ele terminava encontrando a força e a sabedoria necessárias para vida dele, através desses ensinos.
Há quem fique constrangido ao ler esse salmo. Como pode ser isso? Vemos alguém que meditava nos mandamentos de Deus, dia e noite, sem parar. Isso era o verdadeiro fundamento do coração desse servo de Deus. Ele tinha um zelo especial em procurar seguir esses mandamentos. Você acha que é possível fazer isso? Vou dar uma dica que talvez possa ajudar você nesse desafio. Decore a música “A Tua Lei”, de Milton Andrade, que está no CD Aqui é Seu Lugar, do quarteto Arautos do Rei. É o Salmo 119, cantado, em uma linda melodia. Não tem quem não se apaixone.
A Tua Lei é o meu prazer, Senhor Jesus!



Valdeci Júnior

Fátima Silva

quinta-feira, 4 de julho de 2013

COMO FAZER UMA IGREJA ADVENTISTA CRESCER?

Uma Resenha do Livro “How to Grow an Adventist Church”, de Russell Burrill.

Um Desafio Ainda Não Alcançado

Estudos mostram que, dos 300 milhões de americanos, quase 250 milhões são uma população sem-igreja. Ou seja, somente uns 50 milhões de pessoas pertencem às 324 mil igrejas. Mas, somente a metade destes frequenta o culto regularmente. Mas se você perguntar pros americanos, 40% deles vão ter a cara de pau de dizer que foram à igreja na última semana. Mentira. Trata-se de gente que ainda tem um sentimento ligado à denominação, mas que na verdade não tem uma experiência real com Deus.

Para estas pessoas, a igreja se tornou um uma referência social. Elas foram criadas na igreja, gostam de sua cultura, mas não têm uma religião que se traduza num relacionamento vibrante esperado por Cristo. E no Brasil, a coisa não é diferente. Basta visitar as igrejas, olhar a vida das pessoas ou os sites estatísticos, como por exemplo, o do IBGE, para ver a história se reproduzir.

Como os sem-igreja são?

Classificar sem-igreja não é fácil. Mas, em linhas gerais, podemos destacar oito grupos.

Os não-cristãos, às vezes são menos sem-igreja do que os cristãos sem-igreja. São os Mulçumanos, Hindus, Judeus, Budistas, etc. Vivem nas regiões metropolitanas. Eles não se consideram sem-igreja, mas nós sabemos que precisam ser evangelizados.

Já os cristãos nominais, professam o cristianismo, mas dificilmente, ou até nunca frequentam a igreja. Cresceram na tradição, e só se lembram da igreja nas festas ou nos funerais. Mas eles se dizem batistas, metodistas, católicos, adventistas, etc., mesmo muitas vezes não tendo o nome listado na igreja.

Tem também os que não aceitam a instituição. Insatisfeitos com a igreja institucional, não vão à igreja alguma. Preferem adorar a Deus do seu próprio jeito. Mas se acham espirituais e comprometidos com o cristianismo. Isto inclui uns oito por cento dos sem-igreja. Esses religiosos sem-igreja, bem como o grupo anterior, são um público que a Igreja Adventista tem mais facilidade pra alcançar.

Outro grupo que os adventistas têm se despertado para compartilhar o evangelho com eles é o dos pós-modernos sem-igreja. Por não crerem que exista uma verdade absoluta, até que acreditam em Deus, mas o deus deles é uma mistura de várias ideologias que foram conhecendo. Nesse relativismo, muitos terminam sincronizando as religiões ocidentais e orientais e criando assim sua própria espiritualidade. Por relativizarem, são capazes de respeitar crenças diferentes sem nunca aceitá-las.

Os sem-fé são geralmente ateístas ou agnósticos. Apesar de não serem muitos, são um grupo minoritário específico que também precisam ser tocados pelo evangelho.

A comunidade homossexual se sente alienada do cristianismo conservador. Tem alguns deles que até se juntam às denominações mais liberais que tentam harmonizar o homossexualismo com o cristianismo.Mas na verdade a maior parte dos gays é desligada das igrejas conservadoras e consideram as pessoas que pertencem a elas como preconceituosas e negligentes. E de fato, as igrejas conservadores não estão preparadas para lidar com essa gente.

Um sétimo grupo sem-igreja inclui aqueles inseridos na ideologia da Nova Era. A religiosidade deles mistura paganismo e cristianismo, e às vezes até adoração satânica e bruxaria. Os crentes da Nova Era estão em crescimento rápido nos EUA. Você pode ver esse espiritualismo tanto nos produtos do cinema americano quanto da televisão brasileira.

A gente não pode esquecer ainda que as pessoas que pertencem e frequentam outras igrejas cristãs são também parte do nosso público-alvo. São pessoas, muita delas salvas em Jesus, mas que precisam continuar crescendo no conhecimento da revelação. As crenças bíblicas que são distintivas no adventismo têm que ser compartilhadas com todos os que já são cristãos vibrantes, mas que ainda não conhece toda a verdade presente.
É verdade que o adventismo cresceu tanto às custas da aceitação daqueles que já eram protestantes, ao ponto de os adventistas chegarem a ser acusados de “ladrões de ovelhas”. Mas a coisa tem mudado. Os atuais adventistas não estão mais fazendo um trabalho tão eficiente em alcançar outros cristãos. Agora são os neopentecostais e as igrejas independentes que estão assumindo a liderança arrebanhar as roubar ovelhas já conversas.

Pós Secularismo

Os cristãos preocupados demais com a influência do secularismo dentro da igreja deem ser avisados de que tal inquietação já está desatualizada. Estamos passando para que chamamos de período pós-secular (apesar de que a chegada do pós-secularismo não elimina de todo o secularismo). Isso não quer dizer que estamos voltando ao passado. As coisas não estão voltando a ser como eram antes. É que o pós-moderno assume um comportamento religioso, porém desinstitucionalizado.

Em sala de aula, na classe de Análise Multidisciplinar da Cidade do programa de Mestrado do seminário teológico do IAENE, comentando sobre esse livro, o professor Otoniel Ferreira fez lembrar que “ a afirmação de Harvey Cox no prefácio do seu recente livro “Fire from Heaven” (Addison Wesley) deveria cair na igreja como uma bomba. O autor do livro de referência de 1965, The Secular City, que influenciou duas gerações de líderes da igreja a repensar a vida e a missão da igreja em face da implacável marcha do secularismo, escreve 20 anos depois: ‘hoje é o secularismo, e não a espiritualidade, que pode se dirigir para extinção’.”
Conclusão

Para Russell Burrill, uma vez que as pessoas estão desacreditadas da igreja mas estão ávidas pela experimentação de uma religiosidade que lhes seja relevante, precisamos oferecer-lhes algo que faça sentido, na prática, para as reais necessidades da vida. Não trata-se de esquecer que haverá um Céu. Mas o Reino de Deus deve começar aqui. E Jesus viveu de uma forma que, incrivelmente, de há dois mil anos, ainda nos serve de modelo para enfrentarmos esta era pós-igreja.

O evangelho, mais do que nunca, hoje em dia precisa ser muito mais relacional do que cognitivo. Não estamos falando do abandono ao ensino. A transmissão do conhecimento das verdades bíblicas sempre será indispensável. Mas o que vai tocar realmente o coração dos sem igreja é o relacionamento autêntico e o serviço de amor que tem um sentido prático da demonstração do amor de Deus. Isso é vivido tête-à-tête. Gente se importando com gente em suas redes de amizade, e em seus pequenos grupos de relacionamentos em seus círculos sociais.

E a sustentação para tudo isso não está no evangelismo tradicional. Ele tem o seu lugar e sempre será válido. Mas para que a igreja continue sustentável em seu arrebanhamento de pessoas, o discipulado precisa tomar conta de tudo o que acontece na igreja. No templo e na vida cotidiana, é o processo de fazer discípulos, e de ser discipulados pelos mais experientes, que nos permitirá permear os atuais desafios urbanos e não deixar a bandeira da igreja cair.

E como vamos fazer isso? É o que você vai descobrir lendo este livro: Burrill,Russell How to Grow an Adventist Church. (HART, Fallbrook,CA. 2009) 110 páginas.

Um abraço,

Pr. Valdeci Jr.

O Que É Uma Igreja Missional?

A igreja tem se despertado para a consciência de que se ela for apenas missionária, estará no caminho de sua falência social (e espiritual). A igreja precisa ser missional. E este é o atual despertamento de crescimento de igreja promovido pelos especialistas no assunto. Mas a grande pergunta é: "O que é missionalidade?"
O que é ser missional? Se ficarmos teorizando demais, não estaremos sendo missionais.
Portanto, aqui vou colocar dois vídeos que mostram a igreja com atitudes missionais. Pena que são pontuações, o que precisaria ser universal.

O primeiro que coloco aqui é uma divulgação de Festival do pastor Luis Palau. Eles chegam em uma cidade ou comunidade mudando tudo: pintando fachadas, reformando praças, ajudando os carentes, promovendo esportes saudáveis, celebrações com músicas cristãs, pregação da palavra e transformação de vidas. Tudo de forma voluntária. Mais do que proselitar, o interesse deles é encarnacionar-se evangelicamente entre os homens.  E o testemunho é o de que quando o pastor Luis Palau chega, parece que o próprio Cristo está entre nós:

LUIS PALAU FESTIVAL PROMO:



Um outro modelo para se praticar a Missão Urbana pôde ser visto no que uma igreja conseguiu fazer com apenas cinquenta mil reais (com um nível de organização que não podia ser amador). Eles, simplesmente, pegaram um livro e seguiram o explorando capítulo a capítulo, perguntando-se sobre como poderiam aplicar tais benditos conteúdos para a sociedade secularizada à qual gostaria de, desinteressadamente, servir. Veja só no que deu:

Conquista GUAYAQUIL:



Isto é ser missional, com uma transmissão encarnacionada de evangelho. Igreja NÃO é uma reunião de pessoas que se encontram para cantar, orar e estudar a palavra. Igreja é um movimento de seres humanos que põem a mão na massa para, DESINTERESSADAMENTE, beneficiar as pessoas que estão lá fora, precisando de ajuda.

Você é Missional? Tem mobilizado-se encarnacionalmente? Se sim, então você é igreja.

Um abraço,

Pr. Valdeci Jr.

MÚSICA CONTEMPORÂNEA CRISTÃ - SALMOS 111-118

“Aleluia!” Essa é a primeira palavra da nossa leitura diária. Ela significa “louve ao Senhor”. É a única palavra que Deus não deixou ser traduzida para nenhum idioma porque o louvor é algo universal. Você já deve ter ouvido-a muitas vezes. Se ouviu “O Messias”, de Händel, só uma vez na sua vida, então já ouviu a palavra aleluia quase 100 vezes; uma repetição ininterrupta, numa demonstração da vontade de louvar a Deus.
Vemos isso nos salmos. E, graças a Deus, é isso que temos visto também na música gospel contemporânea. Nós, cristãos, temos passado por uma evolução musical. Amém por isso! Hoje, os cristãos estão chegando a uma maturidade de fazer músicas mais parecidas com as músicas bíblicas. Não sei se você lembra, mas os chamados hinos, aquelas músicas dos séculos passados, tinham a tendência de glorificar a experiência cristã e não a Cristo. Observe como os salmos são diferentes! A maioria das canções de adoração efetiva é composta de músicas que se dirigem diretamente a Deus. Essa é a adoração bíblica. E essa é a força de muitas canções de adoração contemporâneas: são centralizadas em Deus e não na experiência humana.
Outro detalhe interessante: repare que o Salmo 117 não tem nem 30 palavras. Você acha que era só cantá-lo uma vez e pronto? Não! Eles as repetiam muitas vezes, semelhante a “Aleluia de Händel” e as músicas contemporâneas cristãs, que repetem os mesmos termos muitas vezes, para que fiquem fixados na mente e no coração do adorador. São letras simples, sem nada complicado, da mesma forma que o evangelho deve ser. Ele precisa ser popular, para que o povo memorize facilmente, através de uma música relacionada à vida real e que possa ser inserida no cotidiano das pessoas.
Quando “estamos” nos salmos, realmente nos sentimos num louvor contemporâneo. Há o levantar das mãos, o bater das palmas e o prazer de estar na presença de Deus: “Alegrei-me quando me disseram? Vamos à casa do Senhor.” E só uma música contemporânea, alegre e envolvente é capaz de tocar o coração.
Outro detalhe que nos mostra que a música mais parecida com os salmos é a cristã gospel contemporânea, é o fato de que na adoração bíblica, eles não tinham restrições de instrumentos. Enquanto a música erudita só alcança os eruditos, limitando-se a determinados instrumentos, com os salmos não existe acepção. O importante é louvar ao Senhor com todos eles: cordas, percussão e sopro.
Isso é inovador? Sim! Mas é muito melhor que ficar cantando canções mortas, dos séculos passados, e desobedecendo a ordem dos salmistas que dizem para cantarmos um cântico novo ao Senhor.


Valdeci Júnior

Fátima Silva

quarta-feira, 3 de julho de 2013

APRENDENDO - SALMOS 106-110

Vamos nos deliciar com mais alguns salmos? A leitura de hoje está tremenda!
Começando com o Salmo 106, se você observar bem, verá que ele é parecido com o 78, pois também descreve a história de Israel depois do êxodo; alterna-se entre a bondade e o poder do Senhor e a infidelidade e a fraqueza do povo escolhido. A composição deles foi preservada devido à esperança inesquecível e da fé irreprimível no Deus da aliança que aquele povo tinha.
No Salmo 107, vamos entrar para o quinto e último livro da coleção dos salmos. Ele é, também, um poema pertencente ao grupo de salmos que chamamos de grupo retrospectivo, grupo histórico. Os Salmos históricos mais notáveis são: 78, 105, 106, 107, 135 e 136, pois retratam o livramento que Israel teve no passado da sua escravidão no Egito.
Já o Salmo 109 fala dos homens justos que sofrem. Os Salmos 35 e 39 também falam, mas ele é o mais franco para tratar do assunto de pessoas que, apesar de justas, são sofredoras. Se quem escreveu esse salmo foi Davi, então imagina-se que ele estivesse se referindo ao seu próprio sofrimento causado por Saul ou, talvez, por Doegue.
Salmo 110: é interessante que o Novo Testamento concorda que o autor desse salmo tenha sido Davi. Na realidade, ele é o mais citado no NT, porque tem um significado de profecia messiânica. Então, a interpretação dele é cristológica, ou seja, centrada em Cristo. Nele, vemos a exaltação de Cristo, na qual Ele está assentado à direita de Deus, o que é confirmado pelos livros de Mateus, Hebreus e Pedro.
Podemos ver, também, que esse breve poema, obviamente, consiste de duas partes. Cada uma delas inclui uma afirmação de Jeová, que é curta e explícita. Elas se expandem de uma forma que, ao mesmo tempo, é surpreendente e enigmática. Digo surpreendente, porque há um tipo de entronização associada a um governo de ferro, centralizado em Sião e porque o sacerdócio de Cristo é ligado ao sacerdócio de Melquisedeque e não, como seria de se esperar, ao sacerdócio de Arão. É enigmática porque enquanto o exército do rei é descrito com características de uma beleza igrejeira, o ministério sacerdotal, por um outro lado, está relacionado com fatalidade generalizada e conflito de guerra.
Está difícil de entender? Isso é só o começo! Sua cabeça esquentará mesmo quando se debruçar por cima desses salmos para estudá-los. Você acha que os salmos são apenas lindos poemas, com textos romantizados, “aguinha com açúcar”? Não! Neles também tem grandes lições teológicas e profundas para ser aplicadas na nossa vida. Então, leia-os com oração e aprenda bastante.


Valdeci Júnior

Fátima Silva

terça-feira, 2 de julho de 2013

UM PROBLEMA DOS NOTICIÁRIOS - SALMOS 100-105

Você gosta de assistir aos noticiários na TV? “Não porei coisa injusta diante dos meus olhos; aborreço o proceder dos que se desviam; nada disto se me pegará” (Salmo 101:3).
Há anos, perdi o hábito de assistir aos telejornais ou revistas eletrônicas dos principais canais de TV. Hoje, leio alguma coluna de reflexão ou matéria de turismo em alguma fonte impressa esporadicamente. Pensei que passaria a ser alguém, como dizem, “desinformado”. Para minha surpresa, além de não perder nada, passei a ter uma percepção mais aguçada para muitas coisas. E se você duvida, para argumentar o contrário, experimente primeiro passar um semestre sem se abeberar dessas fontes, pelo menos. Vai descobrir o mesmo.
Quando dizemos que precisamos de todas as informações transmitidas pela mídia para ser pessoas bem informadas, estamos estreitando a dimensão universal de tudo o que existe. Como seria possível colocar a totalidade dos fatos ocorridos em todos os horários e locais, os procedimentos, contextos, ideias e pessoas, em espaços tão limitados de veiculação informativa? É óbvio que o divulgador opta por divulgar o que quer. Como quer ser visto, usa como critério para esse filtro, o que seu contemplador gostará de assistir. Como Satanás nos aguça a gostar mais daquilo que não presta, aí entra o sensacionalismo.
A prática do jornal é um sensacionalismo não assumido (muitos discordam disso) exatamente por distorcer diante do seu consumidor final o universalismo da realidade. Se você gastar as 12 horas claras do dia na movimentação urbana, provavelmente verá muita coisa normal e até boa. Mas, na sua TV, verá um quadro de desgraças repintando a mesma realidade. Você viu inúmeras esquinas e cruzamentos apertadíssimos, com intensa complexidade semafórica, onde milhares de automóveis e pedestres cruzaram durante o dia sem colidir. Porém, no telejornal, contemplará, como se fosse um todo da realidade urbana, os isoladíssimos acidentes de trânsito que aconteceram; foram farejados, chafurdados e exibidos. Por que o jornalista não gastou seu tempo mostrando como o trânsito é complexo e funciona relativamente tão bem? Por que não empregou seus esforços em fazer uma matéria que ensinasse como ter mais destrezas, percepção e cuidados em pontos específicos do tráfego que são críticos? Na linguagem técnica, não é “matéria quente”. Ou seja, é a notícia que não vende e não conquista audiência. Uma das características do sensacionalismo é a de não se preocupar com o que a pessoa precisa ver, mas somente com o que ela quer ver. A partir desta bitolação, a prioridade de formar, educar e redimir é sacrificada. Qual a vantagem em assistir a notificação de um acidente de trânsito? É melhor ler minha Bíblia.


Valdeci Júnior

Fátima Silva

segunda-feira, 1 de julho de 2013

BELOS, MUI BELOS SALMOS - SALMOS 90-99

Em nosso programa anual de leitura da Bíblia, começamos hoje a leitura do quarto livro dos Salmos. Você sabia que o livro dos salmos, na realidade, é uma coletânea de muitos textos separados, que antigamente eram colecionados em cinco volumes? Após algum tempo, juntaram tudo em um livro só. Mas ainda temos as subdivisões e, exatamente no Salmo 90, se inicia a quarta subdivisão.
Esse salmo é uma oração de Moisés, homem de Deus, quando está comentando sobre o quanto Deus é grande, mas, ao mesmo tempo, o quanto Ele pode estar perto de nós, dependendo da confiança que colocamos nEle. E Moisés é inquiridor dessa presença, dessa companhia, dessas bênçãos do Senhor.
A seguir, no Salmo 91, encontramos a clássica oração que muitos cristãos e muitos judeus sabem de cor. Ela é uma verdadeira declaração de confiança em Deus, em um ato de fé, de reconhecer que a vida está realmente nas mãos do Pai Celestial.
Já o Salmo 92 é um cântico que foi feito para ser cantado no dia de sábado. Então, se você é um guardador do dia do Senhor Jesus, que é o sábado, pois até do sábado Jesus é Senhor, conseguirá entender muito melhor as palavras contidas nele. Elas têm, realmente, todo o sentido da guarda do sábado. Se você ainda não entendeu o sentido da guarda do sábado, leia esse salmo.
O Salmo 93 é aquele tipo de salmo que eu lhe diria: Decore esse salmo, meu amigo! Tenha-o memorizado, na ponta da língua! Ele é um salmo curtinho, mas muito lindo e poderoso: “O Senhor reina! Vestiu-se de majestade; de majestade vestiu-se o Senhor e armou-se de poder...”
O salmo seguinte é aquele que os teólogos chamam de “salmo imprecatório”. Nele, o autor desabafa, questiona a justiça de Deus, deseja que o ímpio receba seu merecido castigo e coloca toda sua confiança no justo Juiz. Todo ser humano, uma ou outra vez, passa por sentimentos assim. Portanto, vamos procurar compreender o salmista, porque ele também era um ser humano.
Do Salmo 95 até o 99, se você é alguém que gosta de louvar a Deus e que sempre procura aprender canções de louvor, e se já faz um bom tempo que tem esse hábito, então, com certeza, já pronunciou as frases e palavras desses cinco salmos. Eles já serviram de inspiração para as letras de muitos compositores talentosos. São salmos lindos de louvores diretos a Deus, de pura adoração.
Resumindo, digo-lhe que você terá prejuízo se perder a oportunidade de fazer a leitura de hoje, dos belos salmos que estão à nossa disposição. Delicie-se, lendo-os e decorando-os!


Valdeci Júnior

Fátima Silva

domingo, 30 de junho de 2013

JORNADA MISSIONAL

Uma Resenha da Leitura do Livro The Missional Journey.

Um livro capaz de mudar a vida de qualquer igreja, o ministério de qualquer pastor, o brilho de qualquer cristão. Isso tudo porque achamos o máximo sermos missionários, e daí, enquanto equivocados assim, perdemos a oportunidade de sermos o potencial cristão que poderíamos ser.

O livro tem dois autores.


Robert E. Logan, é um especialista em crescimento de igreja. Conhecido como Dr. Bob Logan, ele tem trabalhado no ministério em tempo integral por mais de 35 anos como plantador de igreja, pastor, líder de missões, consultor e coach (treinador facilitador) ministerial. Ele é reconhecido internacionalmente como uma autoridade em plantação de igrejas, crescimento da igreja e desenvolvimento de liderança. As áreas atuais de Bob são coaching ministerial, pregação e o desenvolvimento de líderes nos contextos missional e encarnacional.

Dr. Dave DeVries é um coach, treinador e estrategista do Missional Challenge - um ministério da OC International. Ele é apaixonado por treinamento e formação de plantadores de igrejas e líderes missionários. Suas habilidades de treinamento têm sido usadas para mobilizar plantadores de igrejas, pastores e líderes de ministérios em todo o país e ao redor do mundo.

Logo no início do livro, a plantação de igrejas torna-se uma escola onde os experientes passam a trabalhar com os aprendizes. Existem os mentores, o gerenciadores e os que estão aprendendo. Bob é o grande empreendedor deste movimento, tornando pessoas inexperientes em verdadeiros agentes no movimento de plantação de igrejas. Mas o destaque principal dele é que ele nunca deixa de ser um aprendiz, ou seja, está sempre buscando experiências novas. E a reflexão é sobre o quanto estamos distantes deste santo empreendedorismo.

O ministério encarnacional tem que ver com três especificidades: Como Jesus viveu, o que Ele nos chamou para fazer e “como faremos isso?”. Como o exemplo, Ele viveu através de alguns princípios: em conexão com o Pai, interagindo com a cultura, vivendo com propósito, engajando-se  autenticamente com as pessoas, convidando-as para segui-Lo, vivendo encarnacionalmente, sendo um coach, etc.. Para fazermos o mesmo, precisamos estar ligados ao Pai (João 15).

Como o cristão pode engajar na cultura sem perder sua identidade, princípios e valores? A maneira como nos relacionamos com os de dentro não será a mesma maneira como nos relacionamos com os de fora, mesmo que o problema a ser tratado seja o mesmo. Para que haja um engajamento cultural verdadeiro que transforma a comunidade, é preciso ter um serviço sacrifical, relacionamentos autênticos e transformação espiritual. Jesus se misturava intencionalmente com as pessoas não para ficar como elas, mas para, a partir de ser semelhante a elas, torná-las semelhantes a Ele.

Para isso, é preciso refletir sobre o que significa ser igreja. Equivocadamente, pensamos em igreja como uma denominação, ou como uma instituição ou como um edifício com auditório para serviços sacros. E igreja, literalmente, não é isso! Logo, para entender o que é igreja, primeiro é preciso entender o que é o reino de Deus, o que é um discípulo, o que é evangelho, o que é igreja, e o que significa o termo missional. Os autores desvendam este DNA eclesiástico levando o leitor a refletir no viver encarnacional de Cristo, na formação dos discípulos, e então no nascimento da igreja primitiva.

Para formar comunidades missionais, é preciso misturar-se com o povo, ser seu amigo e então fazê-los seguir. É preciso alcançar, na comunidade, a “pessoa da paz”, porque daí a comunidade também irá seguir a pessoa. Uma comunidade missional é um grupo de pessoas que, seguindo juntas a Jesus, tem encontro de louvor e adoração, ministério baseado nos dons e forma discípulos, instituindo ali novos líderes, inclusive com os que ainda estão se convertendo. E, por fim, é preciso multiplicar tal movimento em próximas etapas semelhantes.

O movimento só será sustentável, se for desenvolvida a liderança. Para desenvolver a liderança, é preciso basear-se nas pessoas, como John Wesley fez. As pessoas fazem parte do reino de Deus. E a comunidade desenvolvendo-se junto com a liderança traz força para o movimento.

Ao plantar igrejas, Paulo e sua equipe deixaram líderes enraizados onde estavam, mas formavam líderes que também iam para outros lugares. A provisão de líderes deve acontecer como dons espirituais. Com o envolvimento na cultura, a formação de cultura missional e a formação de liderança é o que faz a diferença entre o movimento ser informal para passar a ser intencional.

Para criar uma rede de líderes, é preciso escolher uma igreja específica, escolher as pessoas, treiná-las, treinar mentores entre eles, criar um processo que dê suporte ao projeto piloto e preparar-se para as mudanças que ocorrerão na comunidade.

Você pode ter os dados completos do livro, bem como sua aquisição, a partir de:  http://www.churchsmart.com/default.asp  : Logan, Robert E., & DeVries, Dave, The Missional Journey: Multiplying Disciples and Churches that Transform the World, Saint Charles: Church Smart Resources, 2013, 219 pages.

Um abraço,

Pr. Valdeci Jr.