quarta-feira, 31 de julho de 2013

AI, AI, AI - Isaías 30-33

Ai, ai, ai, ai, ai... É o que um leitor superficial pode pensar, quando folhear a Bíblia nas páginas da leitura de hoje. Há uma porção de “ais”: Ai da cidade de Davi. Ai de Efraim. Ai contra a nação obstinada, ai dos que confiam no Egito, e por aí vai... Na realidade, no livro de Isaías, temos sete ais.
E o que eles significam? Se buscarmos na língua portuguesa, seja numa gramática ou dicionário, a palavra ai é uma interjeição que designa a dor. O ai representa a dor. Então, geralmente usamos “ai” em formato de grito, nem que seja baixinho. Às vezes, gritamos por alegria também, mas é mais difícil.
Na Bíblia, a palavra ai tem esse sentido de dor, não tanto como uma interjeição, mas como uma advertência. Cada vez que você ler essa palavra, principalmente nos títulos, ela aparece mais como advertência. Esse é o sentido. Ela é uma palavra usada para advertir as pessoas quanto aos prováveis sofrimentos futuros que elas estavam para enfrentar. Aqui, é como se o profeta estivesse dizendo: “Vocês estão cometendo tais e tais ações hoje, e então, amanhã terão que sofrer as respectivas consequências de todas elas.”
Ao fazer sua leitura bíblica de hoje, tire varias lições para sua vida, inclusive, a lição de que temos que levar as coisas muito a sério, quando paramos para pensar no que o amanhã nos reserva. Já parou para refletir a respeito? O que o amanhã reserva para você?
Quando começa ou começará seu futuro? Às vezes, quando as pessoas se deparam com esses questionamentos, infelizmente, elas já estão “comendo poeira”. O futuro para aquelas pessoas a quem o profeta Isaías proferiu os “sete ais” inegociavelmente chegou. Para algumas pessoas, até demorou um pouquinho mais, mas chegou. Agora, o futuro de outras pessoas que eram tão jovens não demorou praticamente nada e bum!!! Chegou! No entanto, muitas vezes o futuro chega para nós muito antes que imaginamos, não é verdade?
Não estou referindo-me só ao fato de morrer antes do tempo, mas de receber um peso de responsabilidade antes do que se espera; de perder alguém, de passar por uma crise, antes que se espere. Como podemos nos precaver sobre isso? Você sabe?
O povo, os companheiros de Isaías, foram pegos com as “calças curtas” porque não deram ouvido à Palavra de Deus. Mas, você não precisa repetir aquela sinistra história. Ainda há tempo para dedicar-se a dar ouvidos ao Livro Sagrado.
Então, use todas as oportunidades que você tiver para ficar ligado na Palavra de Deus, ficar “Por Dentro da Bíblia”. Tenha uma experiência única: você e Deus!



Valdeci Júnior

Fátima Silva

terça-feira, 30 de julho de 2013

BLÁ-BLÁ-BLÁ - Isaías 27-29

“Porque é mandamento sobre mandamento, regra sobre regra, um pouco aqui, um pouco ali.” Você já usou esse verso para ensinar sobre algum método de como devemos estudar a Bíblia? Sim? Então, peça perdão a Deus, porque torceu o sentido do texto bíblico. Estou falando isso, porque tem gente que pega Isaías 28:10 para argumentar que a Bíblia está mandando estudar o texto sagrado de forma salpicada, pegando um pedacinho em cada canto para defender uma ideia. Mas, se fosse assim, onde estaria o valor do estudo textual da Palavra de Deus?
É claro que o estudo sistemático da Bíblia é muito importante e que, para estudá-la por assunto, é preciso vasculhá-la para juntar tudo o que ela diz. Mas, por favor, ninguém precisa usar Isaías 28:10 para defender isso. Não precisamos pôr na boca do profeta o que ele não disse. É só lermos o capítulo inteiro, olharmos os versos que vêm antes e depois e veremos que o sentido do texto é exatamente o contrário, uma zombaria.
Como assim? Explico: na realidade, no original hebraico, o que temos são algumas palavras que praticamente não dá para traduzir. É uma verdadeira onomatopéia que, para nós que falamos português, não passa de sons sem sentido: “sav lasav sav lasav / kav lakav kav lakav.” Isso era uma imitação zombadora das palavras do profeta Isaías.
Naquela época, os líderes religiosos não faziam seu trabalho. Viviam bêbados. Nesse caso, o significado de “bêbado” pode, também, indicar cegueira espiritual. Quando Isaías chegou trazendo a mensagem do Senhor, eles começaram a caçoar dele: “O que esse profetinha aí está falando pra lá e pra cá? Um monte de asneira?” Esse é o sentido de Isaías 28:10, uma zombaria que estavam fazendo com a pregação de Isaías.
Inclusive, a ferramenta de Estudo Bíblico Strong deixa claro que isso foi usado em zombaria para arremedar as palavras de Isaías, e não pode, jamais, ser usado como um mandamento divino verdadeiro. Para mim, a melhor tradução dessa imitação onomatopaica das palavras de Isaías (na cabeça deles) seria: “beabá, blá-blá-blá, beabá, blá-blá-blá para todo lado.”
Ou seja, a simplicidade da amorosa mensagem divina estava desprezada. Os bêbados de Judá compararam a mensagem de Isaías como conversa para crianças. A Bíblia na Linguagem de Hoje, que em muitos pontos é uma das Bíblias mais teológicas que temos, traduz o verso com muita alegria, quando diz: “Ele está pensando que nós somos crianças e quer nos ensinar o beabá.” Essa era a triste conclusão dos amigos ouvintes do pregador Isaías que, infelizmente, iriam colher consequências amargas por causa desse desprezo para com as profecias.
Não despreze-as, você também!


Valdeci Júnior

Fátima Silva

segunda-feira, 29 de julho de 2013

O APOCALIPSE DE ISAÍAS - Isaías 24-26

É um prazer muito grande, mais uma vez, poder escrever sobre o que a Bíblia tem de bom para nós, como sendo nossa mensagem do dia. Neste dia, deveremos ler os capítulos 24-26 de Isaías, mas quero pedir licença a você para comentar, também, o capítulo 27. É que quando estudamos a Bíblia de forma teológica, fazemos algumas divisões de texto um tanto peculiares, de acordo com uma lógica de interpretação dele, ajudando na compreensão do texto bíblico. Se observar aí na sua Bíblia, verá que Isaías 24-27 formam um bloco que possui algo em comum.
Diferentemente do que vimos nos capítulos anteriores, esses não concernem a nenhuma nação em particular, mas sim, ao mundo todo que está sob a ira de Deus. É nessa seção que se encontra, pela primeira vez, a doutrina da ressurreição final. Um detalhe interessante também, nesse bloco de texto, é que existe um uso mais abundante de figuras simbólicas, como leviatã, dragão, etc. E tem uma verdadeira transição de estilo de texto, que vai de uma literatura profética para apocalíptica. É gradual, mas existe. Então, nesses capítulos, temos, também, um estilo de texto apocalíptico.
Alguns questionam: “Será que poderíamos chamar essa seção de o “apocalipse de Isaías”?” Querer chamá-lo assim tem um valor relativo. Por exemplo: alguns teólogos objetam que, em Isaías 24:21, temos uma referência aos “anjos patronos das nações”, que é um conceito que aparece em outros livros apocalípticos que foram escritos mais tarde. Mas essa objeção é sem valor porque, nesse verso, só fala de hostes celestes e nada mais. Então, aqui encontramos alguns pontos apocalípticos, mas não um único tipo de literatura.
Veja que em Isaías 24:27 é a Assíria, e não a Babilônia, que é mencionada como o país de exílio. E por aí já vemos que essa parte do livro de Isaías, pelo menos, foi escrita numa data qualquer que se encaixe no tempo em que a Assíria ainda era a maior ameaça contra os judeus.
Mas indo para uma parte mais prática do nosso resumo desses capítulos da Bíblia, das ideias principais dessa parte das Escrituras, gostaria de destacar o seguinte:  
Todas as pessoas que existem espalhadas por este mundo serão recolhidas, uma por uma. E cada uma é convidada a fazer as pazes com Deus. A morte será destruída, para sempre. E, último destaque, o planeta Terra, que está poluído pelas consequências dos pecados dos seres humanos, na consumação final, será purificado e restaurado. A boa notícia é que viveremos em um lugar onde não precisaremos mais ter medo, dor, angústia, ansiedade, decepção, estresse, mágoas, etc.
Então, lhe desejo essa esperança.


Valdeci Júnior

Fátima Silva

domingo, 28 de julho de 2013

O APROVEITAMENTO DA CHANCE - Isaías 20-23

Você consegue entender o capítulo 22, de Isaías? Há pessoas com dificuldades em entendê-lo, por isso, vou me deter nele. Esse capítulo tem duas partes. A primeira é uma profecia contra Jerusalém, que vai até o verso 14; a segunda, no restante do capítulo, é uma profecia contra Sebna.
Para conseguirmos entender a profecia da primeira parte, precisamos ter em mente que ela reflete tanto a condição moral quanto a condição espiritual de Jerusalém nos dias escuros do ano 701 a.C., quando Senaqueribe marchou vitoriosamente até as portas da cidade. O curioso é que vinham fugitivos de todos os lugares para se esconder nas cidades de todo o território de Judá. Quando já chegavam nas cidades, eles já iam dando a notícia de que o exercito de Senaqueribe estava se aproximando e já iam dominando tudo.
Quarenta e seis cidades-fortes de Judá foram conquistadas, uma a uma. A última esperança dos habitantes do território de Judá se foi quando ficaram sabendo que Senaqueribe já tinha derrotado até o Egito, que era uma potência, em Elteque. Então, aos olhos humanos, não tinha mais esperança. E você sabe que quanto mais uma pessoa está chafurdada na lama do erro, infelizmente, mais fácil ainda é ir para o fundo do poço.
Foi o que aconteceu com aqueles judeus. Como eles já tinham uma religião que era só da boca pra fora, só no formalismo, nessa hora sombria, uma religião de formas e cerimônias entrou em colapso. Em consequência, o povo se esqueceu de Deus de vez. Como imaginavam que no dia seguinte seriam eliminados pela guerra, chegaram à seguinte conclusão: “Vamos aproveitar o último dia para extravasar no pecado.” O que Isaías 22:12-13 mostra é que eles se entregaram à orgia, porque a expectativa era a de um desastre iminente e completo.
Eles até fizeram alguns preparativos apressados para enfrentar o cerco que o rei Senaqueribe ira fazer à cidade: demoliram algumas casas para usar o entulho para reforçar o muro da cidade, trouxeram água da fonte de Guião através de um túnel, etc. Mas a preparação mais importante foi negligenciada: uma renovada dedicação a Deus. Um chamado ao arrependimento foi rejeitado, e o povo se entregou ao ateísmo do medo e desespero.
Deus estava pronto para salvar, mas nada havia digno de ser salvo. Penso que, para Isaías, deve ter sido um desapontamento muito grande ver sua cidade amada tão próxima ao desastre, devido à indisposição de voltar-se para Deus.
Mas você e eu ainda temos a nossa chance de nos entregarmos a Jesus. Não deixe essa oportunidade passar. Aproveite para ir a Deus apenas por amor.


Valdeci Júnior

Fátima Silva

sábado, 27 de julho de 2013

O NOSSO DEUS É INTERNACIONALMENTE SOBERANO - Isaías 15-19

Hoje, quero dar uma injeção de ânimo em você para que fique mais ativo ainda no programa “Por Dentro da Bíblia”. E sabe como se faz isso? Lendo, diariamente, os capítulos bíblicos escolhidos. É um plano que temos de ler a Bíblia toda em um ano, apenas alguns capítulos a cada dia. Fácil, não é mesmo?
Nem sempre! Durante esses dias, por exemplo, estamos lendo uma sequência de capítulos do livro de Isaías, que desanima muito. Tem que ter raça para continuar lendo. Sei que você tem essa garra, mas quero lhe dar uma dica. Estamos lendo uma série de profecias que o Senhor fez naquela época, no tempo de Isaías, contra várias nações diferentes. E o que isso tem a ver conosco? Hum! Esse é o desafio que quero lhe dar. Não desanime de ler! Está desafiante ter perseverança para continuar lendo? Então, nessas horas, é aí que você pega e lê cavando bem a fundo, em todos os detalhes, para ver que lições espirituais você pode encontrar para sua vida.
Os capítulos para hoje são 15-19, mas essa seção de profecias contra as nações estrangeiras vão do capítulo 13-23. São oráculos contra nações estrangeiras, pronunciados em diferentes ocasiões, em aproximadamente 634 a.C. a, no máximo, 700 a.C.
Dentre as várias lições espirituais que essas profecias sugerem, podemos mencionar as seguintes:
1. Deus é um Deus Universal. Ninguém escapa da Sua visão panorâmica. Assim como julga a todos, então pode amar a todos também;
2. Deus tem interesse em todas as nações, em todas as pessoas. Ele não as quer só para puni-las, mas também para salvar;
3. Aprendendo, juntamente com o item 2, todo o mundo, não escapando ninguém, deve uma resposta ao Juiz, que é o Senhor de toda a Terra;
4. Um dia, as nações reconhecerão que o Deus de Israel é o Deus soberano e deve ser o Salvador. Para poder cumprir o plano de Deus de que um dia Ele quer oferecer para todas as nações, os mesmos privilégios espirituais que Ele dá ao Seu povo, vemos isso em Isaías 18:22.
Mas veja bem. No capítulo 17, versos 12 e 13, você aprende que as nações, em seu desassossego, são como o mar agitado por uma tempestade. Porém, voltando para Isaías 14:32, você vê que no meio da tempestade tem um farol, que é Sião. E no capítulo 19, versos 24 e 25, vem a esperança de que, depois da tempestade, num futuro trazido por Deus, surgirá um continente de nações remidas pela graça divina. Amém!
Louvado seja Deus por nos salvar a despeito de nós mesmos!


Valdeci Júnior

Fátima Silva

sexta-feira, 26 de julho de 2013

O QUEBRADOR DE PEDRAS - Isaías 11-14

Quando li Isaías 14, na minha leitura, tive uma sensação que, para traduzi-la, é necessário contar uma história que encontrei no site www.pregador.com.br, com o título “O QUEBRADOR DE PEDRAS”. Ela estava catalogada sobre o assunto da inveja. Então, imagine a sensação que tive ao ler esse capítulo.
Segundo a lenda (que é apenas para ilustrar), diz que havia um sujeito muito simples, que ganhava a vida quebrando pedras. Era o quebrador de pedras. Apesar do fato de ter saúde, emprego e família, ele vivia permanentemente insatisfeito.
Certo dia, ele passou em frente à casa de um homem muito rico e importante. Ele sentiu uma terrível inveja, quando viu aquele homem cercado de bens valiosos e pessoas importantes. Do mais profundo do seu ser, pensou: “Ah... como eu queria ser aquele homem!” Então, inexplicavelmente, como num passe de mágica... plim! Foi colocado no lugar do rico.
Mas quando ia começar a usufruir o luxo e o poder, passou em frente daquela casa um importante general, montado num magnífico cavalo, e todos se curvavam diante dele. O quebrador de pedras novamente sentiu inveja e desejou ser aquele general e, mais uma vez, plim! Lá estava ele, em cima do cavalo.
Quando ia começar a desfrutar o prestígio do general, caiu do cavalo, devido ao forte calor do Sol do meio-dia. Então, ele invejou o Sol e... plim!
Ao começar a experimentar todo o poder de seus raios, uma nuvem escura veio e tapou-lhe a visão. Invejou a nuvem escura e... plim!
Quando ia tapar os raios do Sol, passou um forte vento e jogou a nuvem para longe. Invejou o vento e... plim!
E quando ia jogar as nuvens escuras para bem longe, uma montanha quebrou o vento. Invejou a montanha e... plim! Tornou-se a montanha.
Ah... Agora, finalmente, parece que ficou satisfeito, pois, parecia-lhe que, em todo o mundo, nada era mais poderoso que uma grande e inabalável montanha.
Mas foi neste pequeno e único momento de satisfação que ele ouviu um som que lhe era bastante familiar, o som de uma pesada marreta de ferro manejada com habilidade por um musculoso quebrador de pedras, quebrando a montanha devagarzinho.
Interessante! A inveja só pode levar a uma coisa: autodestruição.
Houve um tempo em que tudo era perfeito e ninguém sofria. Mas um anjo infeliz resolveu experimentar algo que não seria bom: ter inveja. A tentação não é pecado, o pecado é alimentá-la. Hoje, arcamos com as consequências dessa inveja: a existência do diabo e o inferno no qual nós precisamos viver.
Não compensa invejar nada de ninguém. Cultive o contentamento e você será muito feliz!



Valdeci Júnior

Fátima Silva

quinta-feira, 25 de julho de 2013

PAPO-CABEÇA - Isaías 08-10

Estou lendo “Uma História do Pensamento Cristão - Do início até o Concílio de Calcedônia”. Neste livro, Justo Gonzáles vai narrando fatos que aconteceram com os homens dos primeiros séculos da era cristã, colocando citações de seus escritos e argumentando, de maneira que você termina sendo realmente induzido a imaginar o que supostamente se passava na cabeça daqueles cristãos do começo da era do cristianismo. Bate-papo legal é aquele cuja pauta não se prende a falar apenas de fatos ou pessoas, mas, pelo contrário, sobre o nível para o campo das idéias. A maioria das pessoas conversa, conversa, conversa... E a conversa não sai desse nível: falar de outras pessoas. Representa a pobreza de uma conversa vazia, onde, geralmente, os interlocutores não têm conteúdo. Quando surge uma discussão, as pessoas que são viciadas nesse tipo de conversa, por não saber defender idéias, só conseguem fazer críticas “ad hominem”, isto é, atacam as pessoas. E não conseguir separar idéia pra um lado e pessoa para o outro, é desastroso.
Mas subindo o nível um pouquinho, existe a conversa que fala sobre fatos: aconteceu isto, aconteceu aquilo, vai acontecer aquilo outro... Trata-se de uma prosopopéia um pouco menos pobre.
Acima disso estão os papos-cabeça, que conseguem enxergar além das pessoas e dos fatos, e ver os valores, princípios, conceitos, idéias, argumentos, razões e as coisas mais sublimes que o pensamento humano pode produzir. Hoje eu lhe desafio a fazer uma apreciação do texto de leitura bíblica. É claro que Isaías cita pessoas e fatos. Mas, que significado havia por trás destes? Todavia, tente, ao ler Isaías 08 a 10, mixar a lógica com a sensibilidade. E experimente ver que grandes coisas podem sair de um mesmo texto!
Exemplos:
a) Isaías 8:20 – Aqui você encontra o conceito (segundo os critérios descritos neste versículos) de que a grande depositária da verdade é a Igreja. Isso não é o que está diretamente escrito, mas é uma mensagem que está ali no verso, e que não pode ser negada.
b)Isaías 8:19-20 – Apesar de não ver nestas linhas a palavra “espiritismo”, numa leitura mais atentiva você vai perceber claramente que a atual religiosidade espírita é espúria para Deus.
c) Isaías 9:6-7 – Apesar de que a palavra “Jesus” só apareça no Novo Testamento, com um olhar além das linhas e letras você vê, claramente, as predições concernentes acerca de um Salvador que viria.
d) Isaías...
Da letra “d” em diante é contigo. De uma coisa eu sei, meu amigo, existem muitas outras lições a ser tiradas destes três capítulos propostos para hoje. Peça a Deus, que lhe ensine a disciplina que está além da simples grafia.


Valdeci Júnior
Fátima Silva


quarta-feira, 24 de julho de 2013

ELE CHAMA - Isaías 05-07

Senti Deus me chamando, através de uma música que ouvi. Era a primeira vez que eu a ouvia. Você já sentiu um chamado de Deus? E o chamado que veio à minha consciência era como se Deus estivesse me dizendo mais ou menos assim: “Valdeci, meu filho, você está correndo tanto, pra lá e pra cá... Venha aqui! Gaste tempo comigo. Relaxe-se! Esqueça do estresse desta sua correria louca, pelo menos por um pouco, e descanse na minha presença. Invista o melhor do seu tempo em adoração e sinta o que a minha glória pode fazer por você, se você estiver em comunhão e devoção comigo”.
Quando senti este chamado de Deus direto pra mim, a música que falava ao meu coração era uma canção escrita por Chris Falson: “I See The Lord”. Se eu fosse afinado, eu poderia, algum dia, cantá-la para você. Mas deixa pra lá. O que importa é que trata-se de um canto realmente muito lindo. Nele, esse compositor australiano, conseguiu pegar chamado feito a Isaías (capítulo 6), na presença do Senhor, há cerca de dois milênios e meio, e colocar, em tal cenário de adoração um clima contemporâneo perfeito. E agora, em pleno século XXI, confesso-lhe que já usei essa música para fazer o meu culto pessoal, louvando a Deus, e derramando minha alma perante Ele, sozinho, mas realmente como se a presença dEle estivesse ali comigo, no meu quarto, no meu escritório, muitas  e muitas vezes. Estar na presença do Senhor, através da adoração e do louvor, é uma bênção.
E através da leitura da Bíblia também, não é mesmo? O louvor que brota do nosso interior  com toda emoção devida é muito mais pleno se for acompanhado, precedido, ou seguido pela leitura e pelo estudo da Palavra de Deus. Tudo isso é adoração. O objetivo da música na adoração é, também, provocar, no adorador, o prazer de estar na presença do Senhor. E o objetivo da palavra na adoração é instruir o adorador sobre o que é estar na presença do Senhor. É isso que você encontra na leitura de hoje.
Isaías foi intimado a estar na presença de Deus: “Vi o Senhor assentado num trono alto e exaltado, e a aba de sua veste enchia o templo. Acima dele estavam serafins; cada um deles tinha seis asas: com duas cobriam o rosto, com duas cobriam os pés e com duas voavam. E proclamavam uns aos outros: “Santo, santo, santo é o Senhor dos exércitos, a terra inteira está cheia da sua glória”. Essa foi a impressão que Isaías teve: a mesma que a leitura bíblica objetiva causar em você.


Valdeci Júnior

Fátima Silva

terça-feira, 23 de julho de 2013

INICIANDO ISAÍAS - Isaías 01-04

Estou muito feliz, pois hoje estamos dando início à leitura de um dos livros mais lindos da Bíblia. Com uma teologia profunda, apresenta-se a mim, e a você também, o livro de Isaías. Eu gosto muito do livro de Isaías. Com certeza, é um grande livro, em todos os aspectos.
Acho que uma postura muito importante que o leitor deve ter ao sentar-se para ler esse livro, é estar atinado para as seguintes descobertas:
·         Situar as profecias do livro em seu contexto histórico
·         Descobrir, onde for possível, a intenção messiânica de Isaías
·         Definir a contribuição que o livro de Isaías pode dar para o desenvolvimento da teologia bíblica.
Para lograr estas assimilações, não é preciso ser teólogo. Qualquer pessoa disposta a ser um estudioso dedicado poderá fazer isso. Para começar, vou ajudar-lhe hoje, com os quatro primeiros capítulos.
Isaías 1 – Apresenta os discursos poéticos. Eles têm uma composição interessante. Na maior parte, são pequenos oráculos. E você pode identificar onde cada um desses poemas começa e termina. Embora de forma implícita, eles têm introdução e conclusão. O primeiro destes oráculos dá um diagnóstico magistral do que estava errado com a vida religiosa da nação judaica.
Subdivisões deste capítulo:
a)      Versos 1 a 20: Uma descrição da situação espiritual da nação.
b)      Versos 21 a 26: Um anseio de que a cidade infiel se tornaria fiel.
c)      Versos 27 e 28: Sião seria remetida pelo direito e pela justiça.
d)     Versos 29 a 31: A condenação de Deus ao culto da fertilidade.
Para você que é fiel a Deus, não haverá espanto ao ler tais linhas.
Isaías 2 a 4 – Esses três capítulos formam um só bloco. A explanação do profeta aqui segue a seguinte ordem: A esperança de Deus quanto a Jerusalém; A apresentação da verdadeira condição espiritual e moral de Jerusalém; e a visão de um remanescente que seria salvo. Isso tem tudo a ver conosco, que somos o povo da esperança. Você vai identificar-se com esta leitura.
Se existe uma palavra que combina com o livro de Isaías, é “Salvação”. Creio que esta é a principal palavra que faz com que a teologia de Isaías tenha tudo a ver com a nossa realidade atual. Tem gente que indaga assim: “Dá-me uma boa razão para que eu queira ir para o Céu”. Para perguntas assim, minha resposta é: “Olha, daqui uns 30 anos, nossa vida aqui vai terminar. E eu quero continuar vivendo. Por isso, quero ir para o Céu. Se você só quer viver 70 anos e pronto, ou se quer viver mais, aí é contigo”.
O que acha? Isaías tem a resposta.


Valdeci Júnior

Fátima Silva

segunda-feira, 22 de julho de 2013

RELACIONAMENTOS MUITO PRECIOSOS - Cantares 05-08

Nosso programa anual de leitura diária da bíblia, nos dá a sugestão de lermos Cantares em dois dias. Os quatro primeiros capítulos ontem, e o restante hoje. E, como o de ontem, neste nosso comentário atual, vamos nos concentrar numa visão geral sobre este livro escrito pelo filho e sucessor do trono de Davi.
A importância desta coletânea está no fato de que ela dá uma contribuição especial para o todo da Bíblia. Até um leitor casual pode ficar empolgado com a eloqüência poética que o homem mais sábio do mundo deixou manifestada em Cantares. Mas vou ressaltar isso, aqui nestas poucas linhas explicativas. Acontece que os significados mais profundos das figuras colocadas por Salomão, os símbolos, e tudo mais, são um grande incentivo para tornar o leitor casual em um atento estudante da Bíblia.
E se a própria qualidade literária de Cantares é impressionante, o que diremos então sobre o assunto desse livro? Serve para moldar e controlar muitas coisas da nossa ação e da nossa interação para com as outras pessoas. Tal singularidade se dá através de um enredo onde os pensamentos mais íntimos do herói e da mocinha são expostos aos nossos olhos, que passam a ter a oportunidade de enxergar o quanto tais personagens têm sentimentos profundos um pelo outro.
E por falar em relacionamento a dois, pensando na atualidade, quando a tendência da sociedade é desonrar o casamento e depreciar o significado do amor, podemos agradecer a Deus pelas instruções, critérios e inspiração sobre este assunto, que Ele nos dá, de uma forma pura, nas instruções dos escritos sagrados. Aqui encontramos conselhos, encorajamento e amparo, para namorados, noivos e cônjuges. As experiências de Salomão com a jovem Sulamita (que mais tarde se tornaria sua rainha) estão no cânon sagrado com estes objetivos.
Se você é casado(a), mas está com dificuldades matrimoniais, em Cantares há sugestões sobre como renovar o romance e a aliança matrimonial. Incentivo-lhe a estudar este livro junto com seu cônjuge. Procurem absorver, de forma profunda, tudo o que está explícito e implícito, que lhes seja aplicável ao relacionamento. Estou certo de que isso vai trazer uma nova significação para vossa vida a dois.
Somos povo de Deus. E Ele escolheu o casamento para servir como uma ilustração do Seu relacionamento conosco. Cada uma das descobertas sobre o amor, que você fará em Cantares, poderá dar-lhe um novo vislumbre, muito precioso, sobre a natureza de relacionamento que Cristo quer que você tenha com Ele.
E a lição mais forte que devemos ter em mente é a de que, seja na vida amorosa ou na espiritual, os relacionamentos são muito preciosos.


Valdeci Júnior

Fátima Silva

domingo, 21 de julho de 2013

É PRA SE APAIXONAR - Cantares 01-04

Mais uma vez, convido-lhe a entrarmos de cabeça no conhecimento bíblico, pelo texto agendado para hoje. Deve-nos ser um prazer muito grande, estudarmos um escrito tão sagrado, que é, realmente, a Palavra de Deus. E por falar em prazer, hoje e amanhã nos atentaremos a algo que tem tudo a ver com prazer. Trata-se de uma grande música secular, ou uma coletânea musical secular, porque um dos objetivos de fazer música é para o prazer. Essa música fala do prazer da paixão, do prazer do amor, do prazer do sexo dentro do casamento e do prazer do romance. Gosto dessa coleção de cânticos.
Estou falando de Cantares ou Cântico dos Cânticos. Na realidade, esse título é quase um estrangeirismo. Se fôssemos traduzir do hebraico para o português ao pé da letra, significaria literalmente “o melhor, ou o mais belo, de todos os cânticos”. Poderia ter o título de “o cantar por excelência”. Assim é esse livro repleto de amor. É dividido em seis poemas ou cânticos, que tomam uma forma de um diálogo entre o amante e a amante, com algumas intervenções ocasionais de um grupo de acompanhantes, talvez um tipo de coral.
Nesse livro poético, Salomão considera uma necessidade fundamental que os seres humanos têm (de amor e intimidade), de uma forma muito bonita. O sábio escritor vai revelando a perspectiva que o Céu e o próprio Deus têm sobre a sexualidade humana com sendo um dom concedido pelo próprio Senhor, na Criação. Então, esse livro descreve, nos termos mais delicados possíveis daquela época e contexto, a paixão, a ternura e as delícias da relação conjugal. Não se trata de uma revelação apenas dos pensamentos dos apaixonados, mas também os sentimentos mais íntimos, as ansiedades dos noivinhos, os temores dos nubentes em lua-de-mel, as lutas do casal e até os contatos físicos.
Além disso, percebemos que Cantares é mais que um poema sobre paixão e casamento. É um livro bíblico que trata também das dimensões do amor no círculo mais amplo da família: o amor entre os pais e os filhos, entre os amigos e até entre colegas de trabalho. Acima de tudo, Cantares nos ajuda a entender melhor a íntima relação que existe entre o ser humano e Jesus, no sentido mais amplo da união da igreja com o seu Senhor.
Então, se você deseja:
·         Suprir as necessidades da sua própria alma, com uma melodia sensível;
·         Unir a sua “voz” em perfeita harmonia com outro ser humano;
·         Compreender o romance espiritual entre Cristo e a Igreja;
As leituras bíblicas de hoje e amanhã são para você. É pra se apaixonar!


Valdeci Júnior

Fátima Silva

sábado, 20 de julho de 2013

DESTINO BOM - Eclesiastes 09-12

Se, atualmente, existisse inferno (um lugar para onde as pessoas más já estivessem indo assim que morressem) precisaríamos riscar fora um versículo da leitura bíblica de hoje: Eclesiastes 12:7, que nos ensina sobre o estado do homem, quando morrer: “o pó volte à terra, de onde veio, e o espírito volte a Deus, que o deu.” Esse verso nos dá uma clara evidência de que não existe inferno.
Mas como assim? Esse verso está se referindo a todos os seres humanos. Tanto o justo quanto o ímpio, quando morrem, têm o mesmo destino. Ou seja, o pó (o corpo) do ímpio vai para a terra, quando ele morre, e o espírito dele vai para Deus, assim como acontece com o justo. Talvez você pergunte: “Como pode ser isso? A alma da pessoa má vai para o Céu também?” É aí que vem o ponto “X” do entendimento desse verso: quem disse que o ser humano tem uma alma? O ser humano não TEM alma. Cada pessoa É uma alma.
Aqui em Eclesiastes 12:7, a palavra espírito, no original hebraico, é “ruah”, e significa “vento”, “fôlego de vida”. É a mesma palavra que está em Genesis 2:7, quando Deus soprou no nariz de Adão, o “ruah”, ou seja, o sopro, o vento, o fôlego de vida. O interessante é que em nenhum lugar a Bíblia ensina que “ruah” seja uma entidade, ou tenha uma identidade ou uma inteligência. Tanto é que até os animais também têm “ruah”. No original hebraico, em Eclesiastes 3:19-21, a mesma palavra – ruah – é usada para referir-se ao espírito dos animais. Então um cachorro, uma vaca, um cavalo, também teriam uma alma que vai pro Céu ou pro inferno? Não tem como, percebe? Porque o “ruah” dos animais, que é igual ao do ser humano, nada mais é do que a respiração, o fôlego, sopro, um ar em movimento.
Então, a explicação do que Eclesiastes 12:7 está dizendo é a seguinte: quando alguém morre, o corpo apodrece, e o vento de sua respiração, o fôlego, volta para a atmosfera que pertence a Deus. É apenas isso. Entendeu? Fácil, não é? E aí, é claro, quando Jesus voltar, na ressurreição, Deus vai nos recriar, com carne e osso novamente, e nós vamos para o Céu, viver com Ele para sempre (1Coríntios 15 e 1Tessalonicenes 4).
Portanto, o que faz parte da nossa esperança é a ressurreição. De acordo com o final de Eclesiastes, se aceitarmos a bondade de Deus enquanto estamos vivendo esta vida, nosso destino, quando ressuscitarmos, será um destino bom. Isso é o que desejo para você. Vamos viver no Céu para sempre?


Valdeci Júnior

Fátima Silva

sexta-feira, 19 de julho de 2013

UM SENTIDO DESTA VIDA - Eclesiastes 05-08

E aí, muito dinheiro no bolso? Quem tem muito dinheiro no bolso, nos dias atuais? Quase ninguém! Falando em dinheiro, Eclesiastes 5 fala justamente do problema que o dinheiro pode chegar a ser. Lembro de um conselho que li: “Tudo que afaste de Deus o coração tem de ser renunciado. Mamom é o ídolo de muitos. O amor do dinheiro, a ambição da fortuna, é a cadeia de ouro que os liga a Satanás. Fama e honras mundanas são idolatradas por outros. Uma vida de comodidade egoísta, isenta de responsabilidade, constitui o ídolo de outros. Mas estas cadeias escravizadoras têm de ser partidas. Não podemos pertencer metade ao Senhor e metade ao mundo. Não somos filhos de Deus a menos que o sejamos totalmente” (Caminho a Cristo, 44). Precisamos tomar cuidado para que o dinheiro não seja nosso deus.
Lendo Eclesiastes 6, encontramos uma reflexão sobre “correr atrás do vento”. Perceba que não é necessário grande educação da mente para entender que, neste mundo, não existe satisfação real e duradoura. Nossos prazeres são apenas vaidade; nossos males são infinitos; a morte, que nos ameaça a cada momento, dentro de alguns anos deve nos colocar infalivelmente sob as terríveis alternativas de sermos aniquilados ou felizes, para sempre. É aí que vem a necessidade de ter esperança. Blaise Pascal (francês do século XVII - filósofo, religioso, físico e matemático) escreveu sobre isso: “Não existe nada mais real que isto, nada mais terrível. Por mais heróicos que sejamos, este é o fim que aguarda a vida mais nobre do mundo. Vamos refletir nisto e, então, dizer se não é indiscutível que não existe bem nesta vida. A não ser a esperança de outra; que somos felizes apenas na proporção em que nos aproximamos dela; e que, como não existem mais aflições para os que têm plena certeza da eternidade, não existe mais felicidade para os que não têm essa esperança.”
Eclesiastes 7 também levanta questões sobre o sentido da vida. Se compararmos esse livro com o todo da Bíblia, temos que admitir que as respostas certas só podem ser encontradas no Deus que nos criou, nos dá a redenção e, desse modo, nos dá o significado e o propósito que tanta gente busca por aí, muitas vezes em lugares fúteis, que não satisfazem os anseios da alma.
E isso faz mais sentido, se lermos Eclesiastes 8:12. Salomão faz questão de mostrar uma fina compreensão sobre a justiça e o juízo final. Resumindo: não importa qual mal vão as coisas neste mundo, a justiça final de Deus será executada. Esteja certo disso, mesmo que precise esperar. Deus vê tudo!


Valdeci Júnior

Fátima Silva

quinta-feira, 18 de julho de 2013

COMO ENTENDER ECLESIASTES? - Eclesiastes 01-04

Hoje, quero apresentar uma explicação de James W. Zackrison (CPB, LES, jan-mar 2007, 2) sobre como entendermos o livro de Eclesiastes.
Esse teólogo explica que, ao contrário de outros livros da Bíblia, que frequentemente começam com uma forte afirmação sobre Deus, Eclesiastes começa com um grito sobre a falta de sentido para a vida. “Vaidade de vaidades, tudo é vaidade”. Essa introdução se parece mais com os modernos escritores seculares que com um profeta de Yahweh. Não obstante, como cristãos, cremos que Eclesiastes foi colocado no cânon das Escrituras porque Deus tem nele uma mensagem para nós.
Muitos estudiosos afirmam que o autor não foi o rei Salomão. Mas mantemos a posição de que Salomão foi o escritor fundamentados na tradição cristã e judaica e nas evidências internas do livro. Ao nos dedicarmos ao estudo deste livro, alguns simples princípios de interpretação nos serão de muita ajuda.
Para começar, Salomão estava escrevendo no fim de uma vida cheia de amargura e ira contra si mesmo por sua apostasia. O que é singular nesse livro é que, em alguns lugares, Salomão escreveu sob a perspectiva de alguém alienado de Deus. Como alguns autores modernos, ele nos dá pensamentos que saem diretamente de sua cabeça. Vemos o mundo como aparece através desses olhos.
Essas porções de Eclesiastes que mencionam a experiência e o raciocínio dos anos de apostasia [de Salomão] não devem ser considerados como se representassem a mente e a vontade do Espírito. Não obstante, são um registro inspirado do que ele realmente pensava e fazia naquele tempo, e esse registro constitui uma grave advertência contra o tipo errado de pensamento e ação. Passagens como essas não devem ser tiradas de seu contexto e usadas para ensinar alguma suposta verdade que a Inspiração nunca pretendeu que ensinassem.
Finalmente, é esta a mensagem desse livro: Deus nos mostra como a vida é cruel e vazia quando Ele não está presente. E esse é o livro que começaremos a ler hoje: Eclesiastes, capítulos 1-4, onde o autor inicia, melancolicamente, tecendo um texto reflexivo de que, para ele, nada tem sentido, chegando a dizer que nem os prazeres, nem a própria sabedoria têm sentido. O sabor dessa melancolia é tão grande que Salomão chega a comparar a sabedoria com a insensatez. Para ele, até mesmo o trabalho árduo é inútil. Ele não poupa o leitor de conhecer as injustiças e os absurdos da vida. “Bem vindos ao mundo real”, seria o slogan.
Mas como de qualquer caos é possível sacar um proveito, o capítulo três nos ensina a sabermos aproveitar bem o nosso tempo.
Eu também digo: lendo a Bíblia.


Valdeci Júnior

Fátima Silva

quarta-feira, 17 de julho de 2013

O QUE REALMENTE IMPORTA - Provérbios 28-31

Estou diante de um texto no qual trabalhei muito nele. Fiz, refiz, desmanchei, reescrevi várias vezes, talhando cada frase, consultando vários profissionais da área da psicologia, pedagogia, direito, teologia, marketing, jornalismo, letras, e outros mais. Queria muito que o texto ficasse bem feito porque, para mim, ele era muito, mas muito importante. Ao terminar de redigi-lo, fui dar o título. Afinal, o título de uma boa obra geralmente é a ultima coisa a ser criada. Mas demorei para conseguir defini-lo. Depois de muito pensar, fui obrigado a ficar no lugar comum, com um título muito óbvio, mas precisava ser ele. Nada diria melhor que ele. Refiro-me ao último capítulo da revista Família Feliz, “O que realmente importa”.
Na época, nós que trabalhávamos naquela equipe editorial, estávamos concluindo a revista e já tínhamos colocado vários assuntos importantes nela, como a conquista dos relacionamentos, escolhas da família, finanças domésticas, sexo, educação dos filhos, saúde, arte de perdoar, mas esse último assunto era realmente o mais importante de tudo e de todos. Ele engloba tudo, e do qual o sucesso de todos os outros depende.
Quando deparei-me com a leitura bíblia de hoje, não sei se foi coincidência ou providência. Eu estava com esse texto dessa revista aberto: “O que realmente importa”. Sabe que quando nos aproximamos do final do livro de Provérbios de Salomão, o sentimento é esse também? O texto que eu estava com ele, do script da revista Família Feliz, era sobre família. O texto do final do livro de provérbios dá muita atenção, também, para a pauta família. O texto mais importante da revista está no final dela. E parece que o texto do livro de Provérbios também vai crescendo, na direção do seu final, num crescimento de importância, até chegar no epílogo da mulher exemplar que é, na realidade, a rainha do lar.
Família é tudo, não é verdade? E conseguir imaginar uma boa família sem uma boa mãe, sem um bom pai é difícil. Não sei se sua família é uma família feliz. Espero que seja. Também nem sei se você ainda está na família dos pais ou se você já formou uma família. Mas quero oferecer um presente para você. É a revista que naquela época produzimos. Ela ainda está em circulação, até hoje. Veja clicando aqui. Na realidade, é um curso interativo, gratuito, que aborda assuntos relacionados à família. Você aceita? Se você quiser receber essa revista na sua casa, É só escrever para atendimento@esperanca.com.br e dizer:  ”Eu também quero a revista Família Feliz”. Não se esqueça de incluir seu nome e endereço completos, para que a encomenda chegue até você corretamente pelos Correios. Com prazer, a equipe que atualmente está cuidando da produção desta revista enviará um exemplar pra você. Com essa atitude, estará sendo dito o que realmente importa.
A leitura da Bíblia importa para você? Para Salomão importava.


Valdeci Júnior

Fátima Silva

terça-feira, 16 de julho de 2013

SILENCIOSAS PALAVRAS - Provérbios 25-27

Estamos aqui, mais uma vez, felizes, alegres e empolgados, “juntos”, por dentro da Bíblia: estamos ligados em algo que é comum para nós, em algo que nos leva a um só pensamento, que é justamente o livro no qual nós cremos, a Bíblia, a Palavra de Deus.
Os provérbios que devemos ler hoje são muito interessantes e, para variar, sábios. A palavra dita ao seu tempo, na nossa leitura, diz que é como maçãs de ouro em salvas de prata. Na tradução da Nova Versão Internacional está escrito que “a palavra proferida no tempo certo é como frutas de ouro incrustadas numa escultura, numa moldura, de prata.” Ou seja, palavra certa, na hora certa, não tem dinheiro que paga. E se a palavra é boa quando é dita no tempo certo, então, é óbvio que existe também o tempo do silêncio, tempo em que é melhor não existirem as palavras.
Ao fazermos silêncio, desenvolvemos a capacidade de ouvir. Essa capacidade é tão importante como a de falar.
Isso me lembra uma história do mundo grego antigo. Diz que uma vez, teve um rapaz que pediu para que Sócrates ensinasse a ele tudo o que pudesse sobre oratória. Esse jovem queria aprender a arte de falar bem em público, buscando a ajuda, nada mais nada menos, do filósofo que foi simplesmente um dos maiores pensadores da Grécia antiga. A ele, muito se deve hoje da filosofia ocidental. Esse rapaz que queria ser aluno de Sócrates falava demais. Então, Sócrates exigiu o dobro do preço normal pelas aulas.
O rapaz ficou indignado e perguntou ao mestre:
- Mas por que o senhor está me cobrando o dobro?
Então Sócrates respondeu:
- É porque terei que ensinar a você duas ciências: uma é a que você está me pedindo, que é sobre como falar em público; mas a outra terei que ensinar antes dessa, que é acerca de como refrear a língua. Isso parece fácil: dominar a língua - Sócrates continuou explicando - mas não é. Primeiro, você precisa ser versado em conseguir dominar a língua deixando-a em repouso quando necessário, caso contrário, sofrerá grandes e graves consequências. E o pior, conseguirá gerar muita perturbação.
Essas palavras de Sócrates têm validade até hoje. O livro de Tiago ensina isso no capítulo três. Nossas palavras podem constituir tanto uma fonte de força e encorajamento quanto de fraqueza e desalento; elas podem tanto edificar quanto dilacerar.
Diante disso, o que fazer? Permita que o poder da Palavra de Deus controle sua mente, porque ela é boa. Isso você pode fazer lendo a Bíblia. Ah! E leia em silêncio, ok? Rs rs rs.


Valdeci Júnior

Fátima Silva

segunda-feira, 15 de julho de 2013

PARABENIZAÇÃO SÁBIA - Provérbios 20-24

Você tem acompanhado o nosso programa de ler a Bíblia inteira em um ano? Conhece esse plano, não conhece? Lemos um pouquinho a cada dia. Isso não pesa para ninguém. E aí, chegando no finalzinho de dezembro, também chegaremos no final de Apocalipse. A maior vantagem é ter a companhia de Deus, todos os dias, através da Sua palavra na nossa vida.
Você já fez sua leitura bíblica hoje? Se sim, sabe da preciosidade do que estou falando, principalmente nesses dias que nós estamos lendo o livro de provérbios. Se ainda não leu a Bíblia, não termine seu dia sem ter um encontro especial com Deus através da Sua Palavra. Ao estudar Provérbios, você se sentirá como alguém que achou um grande tesouro!
Esse livro é uma obra escrita por Salomão, filho de Davi. É um livro de sabedoria prática, pois ensina que a religião está diretamente ligada aos problemas comuns da vida. Afinal de contas, religião teórica, que fica só no campo das ideias, do discurso, do blá-blá-blá, não adianta nada. Provérbios começa lembrando, como diz a Nova Tradução na Linguagem de Hoje,  que “para ser sábio, é preciso primeiro temer ao Deus Eterno”. Mas, saindo da teoria, Provérbios também trata de assuntos de moral, bom senso e boas maneiras; coisas práticas da vida, necessárias para qualquer um de nós.
Mas tem mais... Os provérbios revelam a sabedoria dos antigos mestres sobre o que a pessoa sábia deve fazer em certas situações comuns da vida, bem como em situações complicadas. Por exemplo, há provérbios que falam sobre as relações de família; outros são sobre o comportamento nos negócios. Alguns tratam de boa educação nas relações sociais; outros falam acerca da necessidade da pessoa saber se controlar. Tudo isso vai se somando numa cartilha de vida bem interessante.
Resumindo, os provérbios, entre outras coisas, ensinam a humildade, a paciência, o respeito pelos pobres, a lealdade para com os amigos e o temor do Pai Celestial. Quem não é sábio, com certeza, não vai querer ler o livro de Provérbios. E o que quiser se tornar sábio, com certeza não deixará de lê-lo. Ou seja, Provérbios é um ponto de encontro dos sábios: uns mais sábios e outros menos iniciados na sabedoria. Mas o ponto é que se você se interessa em fazer a leitura bíblica destes dias, só de demonstrar esse interesse já faz parte do clube dos sábios. Quer sair desse clube? Não se importe em fazer a leitura bíblica desse nosso projeto. Mas sei que você é alguém que busca pela sabedoria. Então, parabéns por ser sábio. Parabéns por ler esse livro maravilhoso de Provérbios!


Valdeci Júnior

Fátima Silva

domingo, 14 de julho de 2013

QUANTO CUSTA SUA FAMÍLIA? - Provérbios 16-19

“Melhor é um pedaço de pão seco com paz e tranquilidade do que uma casa onde há banquete e muitas brigas.” Já parou para pensar nisso? O que você acha? É ou não uma grande verdade?
Esse verso é só um dos tantos “provérbios da hora” que está na leitura bíblica de hoje que, aliás, tem mais de 100 provérbios. Cada um é melhor que o outro. Você concorda com o provérbio citado acima? Tem muita gente que não. Pode até dizer que sim, mas no seu comportamento e ações, age totalmente diferente. Um exemplo é o tipo de pai de família fissurado por trabalho.
Pedro era um menino que tinha tudo o que queria e não queria, exceto algo que desejava muito.
Um dia, foi se queixar com a mãe:
- Por que meu pai não brinca comigo?
- Seu pai é um homem muito ocupado, o tempo dele é muito precioso - respondeu.
A criança foi para o quarto, muito pensativa. Pegou o cofrinho e foi contar quanto havia economizado de sua mesada. Adormeceu, chorando de saudade do pai.
Mais tarde, ele acordou com a chegada do Sr. Rafael e correu para encontrá-lo:
- Papai, é verdade que seu tempo é muito precioso?
- É verdade - disse, desviando o olhar do filho.
- Quanto custa uma hora do seu tempo? - O Sr. Rafael disse que não sabia.
O pequeno Pedro insistiu para obter uma resposta até que o pai perdeu a paciência e brigou com ele. Com medo, voltou para o quarto.
Depois que esfriou a cabeça, o Sr. Rafael refletiu sobre a maneira como havia tratado o pequeno e foi até o quarto do filho. Como viu que o garoto ainda estava acordado, o pai tentou um diálogo:
- Você ainda quer saber quanto ganho? O menino balançou a cabeça afirmando que sim. O pai estufou o peito e suspirou fundo. Parecia que a atmosfera do quarto trazia-lhe o ar da satisfação, de enfim dizer ao seu filho o valor do pai que ele tinha.
- Eu ganho 300 reais por hora.
O menino levou um susto, mas animou-se o suficiente para pedir:
- O senhor pode me emprestar 100 reais?
Para continuar impressionando o filho, o pai entregou-lhe o dinheiro. Curioso, perguntou:
- Posso saber pra quê?
O garoto puxou um bolo de notinhas enroladas, de debaixo do travesseiro.
- Eu já consegui juntar 200 reais, mais estes 100 que o senhor me emprestou, dá 300. Agora o senhor pode me vender uma hora do seu tempo pra brincar comigo?
Quanto custa seu lar? Já parou para pensar nisso?


Valdeci Júnior

Fátima Silva

sábado, 13 de julho de 2013

DISCIPLINA DISCIPLINADA - Provérbios 12-15

Uma internauta fez uma pergunta muito interessante: “Por que os outros prosperam e eu não?” Dei um suspiro quando a li. Então, pensei: Será que os outros prosperam mesmo? Como a grama do vizinho é mais verde, né? Será que você realmente não prospera? O que é prosperar? Como prosperar?
Quando estava vivendo no campus universitário, ainda estudando na faculdade, eu lembro que, certo dia, estava bem angustiado. No dia seguinte, eu sairia do campus para realizar o trabalho mais difícil e duro que já vi em toda a minha vida. Eu tinha uma meta para atingir. Nesse estado de angústia, encontrei um dos diretores da faculdade. Ele notou minha aflição através da expressão do meu rosto. Perguntou o que eu tinha. Quando respondi, ele me encarou nos olhos, firme, sério e disse, num tom bem solene: “O segredo para o sucesso desse trabalho se resume numa palavra: dis-ci-pli-na.”
Fiquei pensando e concordei com ele. E por trás dessa palavra há muita coisa. Nunca mais a esqueci. Toda a preocupação da leitura bíblica de hoje também poderia ser resumida em disciplina. Com é difícil ter disciplina e ser disciplinado em tudo. Mas, por outro lado, como é incrível ver que a disciplina é realmente uma mola que nos joga para o sucesso. Não o sucesso segundo o que o mundo pensa, mas sucesso de acordo como o que a sabedoria designa ser sucesso.
Você é disciplinado em todas as áreas, em todos os detalhes da sua vida? Não. É impossível? Realmente é um desafio. Mas o livro de provérbios pode ajudar muito nisso. Só na leitura de hoje, há muitas dicas sobre boas disciplinas da vida, na área dos relacionamentos, no campo econômico dos negócios, sobre tomadas de decisões, falando acerca da psicologia, dos cuidados com a casa, como proceder nos tempos de crise e várias outras coisas boas sobre a boa arte da disciplina.
Vinda do termo latino “disciplina” também, essa é uma palavra que originalmente significava e ainda significa “ação de se instruir”, “educação”, “ciência”, “disciplina”, “ordem”, “sistema”, “princípios de moral”. Ela é uma palavra que inspira algo mais: inspira o pensamento de obediência a boas regras de cunho interior. Disciplina tem a ver com firmeza, constância, ordem, bom comportamento, boa perseverança. Está relacionada a conseguir fazer tudo bem feito sempre, o que deve ser feito, e nada mais do que precisa ser feito, entende?
Então, é fácil ser disciplinado? Só pela graça! E essa graça é encontrada lendo a Bíblia. Se você for disciplinado o suficiente para fazer sua leitura, a Bíblia lhe dará a disciplina necessária para todas as demais áreas da vida.


Valdeci Júnior

Fátima Silva

sexta-feira, 12 de julho de 2013

LENDO PROVÉRBIOS - Provérbios 08-11

O que são provérbios? Segundo a “Wikipédia”, uma enciclopédia livre da internet, um provérbio “é uma sentença de caráter prático e popular, que expressa em forma sucinta, e não raramente figurativa, uma ideia ou pensamento.” Parece que complicou mais que ajudou? Provérbio é um pensamento legal que geralmente diz uma coisa boa e verdadeira. Nem sempre, mas quase sempre. Existem alguns que não prestam, mas têm muitos bons.
Às vezes, ao entrar em um estabelecimento, vemos um quadro com um pensamento. Embaixo, estão os créditos: “provérbio chinês”, “provérbio árabe”, etc. São muitos os tipos de provérbios. Como você é alguém que acredita em Deus e gosta de ler mensagens sobre a Bíblia, quero lançar um desafio. É um desafio para mim também. Vamos ser mais coerentes? Como assim? Minha proposta é usarmos mais a coerência em vez de ficarmos nos chafurdando com provérbios disso, provérbios daquilo, que muitas vezes têm até origens duvidosas e pagãs. É melhor gastarmos tempo nos provérbios bíblicos, já que somos cristãos e nosso livro é a Bíblia.
São tantos ensinos bons em cada um deles... A leitura de hoje, por exemplo, dispensa comentários! Quer ver só? O que você lerá a partir de agora é apenas leitura bíblica, sem comentário nenhum meu. São destaques que irei fazer do texto bíblico, só para deixar você com água na boca:
A sabedoria é mais preciosa do que rubis; nada do que vocês possam desejar compara-se a ela.
Temer o SENHOR é odiar o mal.
Quem corrige o zombador traz sobre si o insulto; quem repreende o ímpio mancha o próprio nome. Não repreenda o zombador, caso contrário ele o odiará; repreenda o sábio, e ele o amará.
O temor do SENHOR é o princípio da sabedoria, e o conhecimento do Santo é entendimento.
Os tesouros de origem desonesta não servem para nada, mas a retidão livra da morte.
Os sábios de coração aceitam mandamentos, mas a boca do insensato o leva à ruína.
O ódio provoca dissensão, mas o amor cobre todos os pecados.
Quem acolhe a disciplina mostra o caminho da vida, mas quem ignora a repreensão desencaminha outros.
Como o vinagre para os dentes e a fumaça para os olhos, assim é o preguiçoso para aqueles que o enviam.
O homem que não tem juízo ridiculariza o seu próximo, mas o que tem entendimento refreia a língua. Quem muito fala trai a confidência, mas quem merece confiança guarda o segredo.
Mulher bondosa conquista respeito. Como anel de ouro em focinho de porco, assim é a mulher bonita, mas indiscreta.
Aqui tem apenas 13% da leitura de hoje. Gostou? Então leia o restante.


Valdeci Júnior

Fátima Silva

quinta-feira, 11 de julho de 2013

Sexo Anal é Pecado? Faz Mal?

Sexo anal é normal? É biologicamente viável? Todos deveriam experimentar? É prazeroso? Em toda a literatura popular, de bancas de revistas, das novelas, da pornografia e da mídia barata, você vai encontrar a apologia ao sexo anal: prática normal, altamente satisfatória, que todos deveriam experimentar, e que exige apenas uma forma correta de se fazer. A ilusão passada pelo mercado pornográfico é de que esta é uma prática extremamente prazerosa, e de que as mulheres apenas têm medo porque nunca fizeram ou experimentaram fazer direito, mas que se fizerem, vão adorar, e que os homens vão achar o máximo.

Agora, o interessante é que se você visitar uma enfermaria de pacientes terminais com o vírus da AIDS (lugar onde praticamente a totalidade dos pacientes é homossexual), vai encontrar um ponto comum entre eles: todos são propensos a sofrer de endocardite bacteriana , que é uma inflamação nas válvulas cardíacas que impede o perfeito fluxo de sangue. Ela é causada pelo acúmulo de bactérias no endocárdio, tecido que envolve internamente o coração. É claro que existe também a presença de outras doenças, que são oportunistas no quadro da síndrome da imunodeficiência adquirida, como a tuberculose, a pneumociscarine, etc. Mas, geralmente, o mal que vem em primeiro lugar na tendência da incidência patológica dos pacientes terminais com o vírus da AIDS é a de endocardite bacteriana (a menos que o coquetel esteja rebatendo-a constantemente, o que não é comum). E o que isso tem a ver com o sexo anal?

Na realidade, a endocardite bacteriana não é uma doença que vem com a AIDS. Ou seja, não está entre as enfermidades que se aproveitam do quadro de imunodeficiência. Até porque se você perguntar se todo paciente imunodeprimido sofre com a endocardite bacteriana, a resposta é “não”. Se você for para outra área imunológica, e verificar, por exemplo, os pacientes terminais com câncer e outras doenças degenerativas, vai constatar que eles geralmente não são propensos ao acúmulo destas bactérias nocivas no endocárdio. Por quê?

Aí entram os “fatos da vida” que não são agradáveis. A grande incidência da propensão que os pacientes terminais como vírus da AIDS têm de sofrer com a endocardite bacteriana, é em decorrência direta da prática do sexo anal. A Bíblia apresenta a sexualidade com muita naturalidade (Hebreus 13:4). O relato bíblico da Criação em Gênesis 1 e 2 mostra que Deus formou o homem e a mulher para viverem em comunhão íntima, tornado-se “uma só carne” (Gênesis 2:24) com o mandamento de serem fecundos e multiplicarem-se (Gênesis 1:28). Sexo e reprodução são duas coisas naturalmente intrínsecas. No sexo anal, não há esta normalidade. Logo, existem também os comportamentos sexuais que a Bíblia considera anormais (Romanos 1:26). Aparelho reprodutor feminino (vagina, útero e ovário) e aparelho digestório ou digestivo (boca, esôfago, estômago, intestino delgado, intestino grosso, reto e esfíncter) devem ser comparados nesta discussão. Tudo está no corpo humano. Entretanto, a única coisa que eles têm em comum é serem cavidades. A primeira destas cavidades supracitadas faz parte da função sexual. É um órgão sexual criado para o ato sexual. As cavidades do segundo grupo citado acima foram projetadas para a absorção de alimentos, e não como objeto sexual.

Através do recorte aumentado para observação, no aparelho reprodutor feminino você vai encontrar dezesseis camadas celulares e sete camadas musculares com células caliciformes (que produzem muco aquoso). Por outro lado, chegando com o microscópio na cavidade terminal do sistema digestório, no tubo digestivo será encontrada apenas uma camada celular, num conjunto de células colunares com células ciliares no topo, tecido conjuntivo embaixo e o plexo esplênico, que são as veias que carregam tudo para a veia cava que completa a distribuição para o coração. Neste segundo caso, também há células caliciformes. Mas a grande diferença é que o muco produzido por estas não é aquoso, e sim muco seroso, que tem por função proteger o aparelho digestivo dos ácidos estomacais. Quando o médico legista faz a autópsia, ele tem que usar todo um aparato para não ter queimaduras graves com os ácidos estomacais, que são altamente corrosivos. Se você enfiar o seu braço, sem proteção, no estomago de um cadáver recente e deixar lá por um tempo, você perde o braço, assim como um pedaço de carne que comemos se transforma em líquido na digestão. A endoscopia nos mostra uma camada brilhante, que é o muco seroso, que protege o estômago para que ele não seja corroído pelos ácidos estomacais. A questão é que o muco seroso, além de proteger dos ácidos, aumenta o atrito. Por que se o alimento passar muito rápido, acontece a diarreia, nociva ao corpo. E o aumento de atrito que o muco seroso promove faz com que o alimento passe pelo intestino num tempo suficiente para que o corpo absorva os nutrientes que lhe são necessários. Esta ação é contrária à do muco aquoso que tem a função de diminuir o atrito.

Além das desvantagens de um para dezesseis nas camadas celulares e de mais atritos pela natureza do muco, o reto não é como a vagina que tem sete camadas musculares. Envolta da parte final do intestino, há apenas uma camada celular, o que é suficiente para fazer os movimentos peristálticos empurrando o bolo alimentar ao longo do tubo. Assim, fica fácil responder alguns questionamentos. Porque talvez você já tenha ser perguntado: “Por que a prática do sexo anal causa prolapso retal (a mucosa do reto acaba se exteriorizando pelo ânus; a coisa fica arregaçada), incontinência fecal do esfíncter (perda do controle esfincteriano, passando a ter que usar fraldas ou submeter-se a cirurgia) e abscesso anal (condição dolorosa onde é formado pus próximo ao ânus)?” É simples! É porque o esfíncter, no final do aparelho digestório, tem apenas uma função, que é reter a passagem das fezes, liberando-as apenas quando relaxado, fora de seu funcionamento. Ou seja, as diferenças deste para com o canal sexual feminino são enormes.

E a maior diferença está no atrito. O órgão da mulher é preparado para o atrito, que é o que se espera num ato sexual. O que não existe no sistema digestório. Pra se ter uma noção, basta lembrar-se dos procedimentos pré-operatórios de uma cirurgia com risco de perfuração intestinal. O paciente fica sem comer por várias horas para parar de produzir fezes, toma um comprimido laxante para eliminar o máximo possível das fezes ainda existentes, toma uma carga de antibióticos para matar as bactérias e submete-se a uma lavagem intestinal até que a água saia limpa, sendo que a última lavagem é com antibióticos. Ufa! Tudo isso para que possíveis bactérias não entrem para o meio interno por algum corte na parede intestinal, levando o paciente a morrer por septicemia.

Mas ninguém se prepara para um sexo anal jejuando, tomando laxantes e antibióticos e fazendo lavagem intestinal completa com antibióticos. Ou seja, o ambiente do sexo anal é altamente contaminado, atritoso, protegido por apenas uma camada celular e uma camada de músculos com um protetor que, se em funcionamento, lhe é antagônico, o ânus. A mucosa anal, ou melhor, retal, é ricamente vascularizada. Consequentemente, há ruptura e sangramento. Há cerca de 1,2 mil vírus diferentes no intestino humano, e o reto é a área mais infectada (leia-se: cheia de micro-organismos) do intestino.  No intestino, pode haver até 500 tipos diferentes de bactérias que somente ali não são nocivas. Com o sangramento, as bactérias escherichia coli (se a pessoa for sadia, e se não for, ainda outras mais patogênicas) são lançadas para a corrente sanguínea, aumentando o tamanho dos linfonodos existentes ali ao redor, provocando dilatação nas veias da região e outras dificuldades de musculatura. Isso se passa praticamente despercebido para a pessoa que está sofrendo o tesão, a menos que ela sofra de hemorroidas, pois daí a complicação será mais explícita.

Uma vez na corrente sanguínea, esses micro-organismos fecais então iniciarão a intoxicação do sangue. Esse processo infeccioso é facilitado porque logo atrás do intestino está o mecanismo que originalmente fora projetado para levar, para o corpo, somente os nutrientes que seriam absorvidos.  Nesse caso, o caminho das bactérias, que deveria ser para o sanitário e a fossa, passa pelo plexo esplênico, que cai na veia cava, indo direto para o coração. Ali, elas colonizarão as válvulas cardíacas, causando a endocardite bacteriana.

Logo, a probabilidade dessa inflamação impeditiva do fluxo sanguíneo saudável por todo o corpo se torna proporcionalmente aumentada de acordo com o nível da prática de sexo anal, tanto para homo quanto para heterossexuais, tendo AIDS, ou não. Mas, como a única prática sexual dos homens homossexuais é a sodomia, a incidência é bem maior. Quando estes pacientes sofrem da síndrome da imunodeficiência adquirida, passam a ter pericardite chegando a terem que ser submetidos a punções pericárdias, que é o processo de tirar o líquido inflamatório do coração, para não morrer de asfixia por contrição cardíaca. É por isso que a insuficiência cardíaca entre os homossexuais idosos é mais incidente, chegando a 60%, enquanto que entre a população normal é de apenas 8%.

Além disso, essa lesão constante provoca a alteração da morfologia das células atingidas, provocando displasia. Isso tem que ver com neoplasia. O resultado é que enquanto a incidência de câncer retal na população em geral é de 4%, entre os homossexuais chega a 32%. Ou seja, há uma relação direta entre o surgimento do câncer retal e a prática do sexo anal.

Quanto ao prazer, não existem plexos nervosos de estímulo ao prazer nesta região do intestino. O prazer vem de estímulos secundários à penetração de outras zonas erógenas. Isso mesmo! A mulher não tem terminais nervosos de sensibilidade sexual, erógena ou de prazer no reto. Ou seja, no ânus mesmo, as únicas sensações físicas recebidas com o pênis são desconforto e dor. É claro que o maior órgão sexual que temos é cérebro, o que pode indicar que, num alto nível de excitação e atração pelo parceiro, talvez haja uma satisfação psicológica em estar sendo cúmplice numa aventura física de ambos. Isso explica porque muitos casais só fazem o sexo anal depois de muito relaxados por várias práticas anteriores de sexo vaginal, oral, etc. Ficando claro assim que o maior prazer existente no corpo é através do sexo normal. Há aqueles que argumentam que se houver o uso de pomada anestésica e de gel íntimo, a dor e o desconforto deixam de ser sentidos. Mas isso também é contraditório, pois com o analgésico aplicado, o prazer também será anulado. Então, pra quê fazer? Ainda a aplicação destas medicações inibitórias da sensibilidade é assumidora de que haverá agressão ao organismo. Tal falta de sensibilidade permite que as lesões sejam maiores ainda, pois a dor seria o mecanismo protetor. E a necessidade do uso de gel deixa clara a necessidade do artificial, pois num sexo normal, feito com os devidos preliminares, a vagina produz lubrificação suficiente para dispensar qualquer tipo de lubrificante. E no fim, ficará faltando àquela parte do organismo, para seu funcionamento normal, o muco seroso, que terá sido neutralizado pela pomada artificial. Nada natural. Sem o uso de anestésico e lubrificante artificiais, o sexo anal termina sendo uma prática dolorosa, humilhante e violadora.

Sendo que a mulher tem um órgão próprio para isso, porque um homem teria que submetê-la a esse tipo de atividade, se não fosse por sadismo? É o prazer em infligir dor, ensinado nos contos pornográficos e alimentado pela ilusão dos desvios comportamentais de falsa intimidade que dita que se tratar a parceira com brutalidade, conseguirá que ela tenha prazer. Isso beira à loucura. Estudos realizados entre IMLs e centros de aconselhamento familiar, ao analisar os traumas e traumatismos entre casais, deixam clara a estreita relação entre o sexo anal e o sadomasoquismo. Desvio comportamental este que vai contra a máxima bíblica de que não devemos fazer aos outros, aquilo que não gostaríamos que fosse feito a nós mesmos (Mateus 7:12). Pelo contrário, mostrando como o sexo não pode ser egoísta e deve objetivar antes dar prazer ao parceiro, a Bíblia ensina que marido e mulher, mutuamente, devem conceder aquilo que é devido à pessoa amada, entrando num consenso ao expor a forma como gostariam de ser acariciados, visando o dever de satisfazer o desejo sexual do outro, dentro das condições físicas e psicológicas que sejam naturais (1Coríntios 7:3-5).

Ainda falando do prazer, lembremos que é do relato de Sodoma e Gomorra  em Gênesis 19:4-5, com uma história paralela em Juízes 19:22, que vem o termo “sodomia”, indicando a prática do sexo anal entre parceiros do sexo masculino. Detalhando melhor,  temos que admitir que, apesar de que o reto e o ânus do homem sejam a mesma coisa que os femininos, na penetração feita no homem ainda há uma diferenciação, levemente mais sensível, mas maiormente mais perigosa. Você se lembra de que o exame de próstata é retal? Porque, encostada ao reto, está a próstata, que produz o líquido seminal que nutre os espermatozoides e permite a reprodução. À frente de desta, está o pênis. Os corpos cavernosos do pênis, que quando se enchem de sangue desencadeiam a ereção e o prazer, estão ligados à camada córnea da frente da próstata. A função original desta camada espessa de tecido cartilaginoso é proteger a próstata dos impactos frontais produzidos pelo sexo normal. Por isso, a camada somente na frente. Ou seja, quando o sexo é normal, não há nenhum problema para a próstata. Mas, se o impacto for por trás da próstata, ela vai sangrar, uma vez que ali não há nenhuma proteção além da espinha e do intestino, pois, naturalmente, não se esperava nenhuma pancada ali por trás. É aí onde entra uma ilusão vivida pelos homossexuais. Porque, ao sangrar, sem que possamos ver naturalmente, são produzidas células inflamatórias, causando o inchaço da próstata. E daí, uma vez traumatizada e com o tamanho aumentado, cheia de sangue, se levar fortes pancadas (e, para que seja atingida pelo anus, os impactos têm que ser violentos), irá jogar sangue no feixe nervoso que está à frente da mesma e ligado aos corpos cavernosos do pênis. Isso pode provocar uma ereção. E se continuar batendo com força suficiente, e a próstata estiver com a hiperplasia suficiente, talvez lá pela quarta ou quinta experiência poderá até sensibilizar os corpos cavernosos o suficiente para que aja uma ejaculação. Mas se esta prática vira um hábito, a próstata passa também a produzir células displásicas. Talvez seja por este contexto neoplásico que o índice de câncer de próstata entre os homossexuais é de 68%, enquanto que da população normal é de 18%. Ou seja, a prática sexual anal entre homens pressupõe a chance aumentada do surgimento do câncer de próstata. Se para ser prazeroso tem que ser traumático, como pode o sexo anal ser natural?  A Bíblia se posiciona contra qualquer coisa similar. Em Levítico 20:13; 18:22 e Deuteronômio 23:17-18 estão claras citações contrárias ao relacionamento sexual não hétero-genital , considerando-o abominável aos olhos de Deus, punível mesmo com a morte.

Num sexo normal, praticado de maneira hétero e monogâmica, não há a necessidade do uso de proteção quanto a doenças. Agora, se feito entre os homens, nele pode ocorrer infecção urinária por contaminação da uretra, decorrente de sexo anal sem preservativo. Sem contar o auto risco do contágio das DSTs. Então, se para ser seguro o sexo anal sempre precisará de uma borracha artificial (sem contar os demais produtos citados acima), como pode ser normal? A Bíblia deseja o bem do ser humano. O Novo Testamento, que continua a usar o termo “sodomia” (1Coríntios 6:9), também condena o ato homossexual (Romanos 1:27; 1Timóteo 1:9-11) de forma muito clara, porque, biblicamente, corpo humano é considerado o templo do Espírito Santo (1Coríntios 3:16, 17; 6:19, 20). É algo sagrado, que não deve sofrer lesões e precisa ser cuidado para que qualquer tipo de anormalidade não prejudique seu bom funcionamento.

Não tenho dúvida em dizer que Paulo de Tarso terminaria esse arrazoado comentando assim: “Tudo me é permitido, mas nem tudo convém”. Por quê? Porque “vocês foram lavados, foram santificados, foram justificados no nome do Senhor Jesus Cristo e no Espírito de nosso Deus” (1Coríntios 6:11-12)”. “Vivam da maneira digna da vocação que receberam” (Efésios 4:1)”. “Assim, quer vocês comam, bebam ou façam qualquer outra coisa, façam tudo para a glória de Deus (1Coríntios 10:31)”.

Que Deus lhe abençoe ricamente,

Pr. Valdeci Jr.

Este texto traz o conteúdo adaptado de 
Seminário: Sexualidade - com a expositora Anete Guimarães (Rio de Janeiro/RJ) no 18º EMERJ em Jales/SP, realizado em 24/07/2011 no Grupo União Espírita Caminho da Esperança, palestra da expositora disponível no Youtube.
 e ampliado.