sexta-feira, 18 de maio de 2012

Sendo Discípulos: Cristãos Urbanos Encarnados


 Gosto muito de Teologia de Missão Urbana. Por algumas vezes, já comentei aqui sobre artigos teológicos publicados neste assunto. Hoje, quero lhe apresentar uma síntese de mais um destes artigos que li:

Manuel Ortiz, “Being Disciples: Incarnational Christians in The City” – Disciplin The Church, editado por Roger S. Greenway, 2ªa ed., Grand Rapids, Michigan: Baker Book House, 1992, páginas 85 a 98.

Na realidade, “BEING DISCIPLES: INCARNATIONAL CHRISTIANS IN THE CITY” é o sexto capítulo de Discipling The City (Grand Rapids, Michigan: Baker Book House, 1992, páginas 34 a 48), um livro editado por Roger S. Greenway, contendo vários autores. Neste sexto capítulo, Manuel Ortiz faz uma análise do caráter encarnacional do ministério de Cristo para a compreensão do modo encarnacional que Seus discípulos precisam exercer o ministério cristão.

Manuel Ortiz ensinou por 23 anos no Seminário Teológico de Westminster, onde ele passou a ter a posição como professor emérito do ministério de missão urbana. Além de ensinar, "Manny" (como é chamado por muitos) também é o pastor da igreja Spirit and Truth Fellowship  no norte da Filadélfia e é co-diretor do movimento CRC Philadelphia Church Planting Initiative treinando pastores e outros líderes para trabalhar nas igrejas emergentes. Suas áreas de atuação são: missão urbana, plantação de igrejas, desenvolvimento de liderança e teologia pastoral.

Baseado em Filipenses 2:5-8, Ortiz explica que, “para sermos discipuladores para o Senhor na cidade, nós precisamos conhecer nossas comunidades bem e suficientemente e nos tornarmos identificados com eles profundamente o bastante para sermos ali a continuação da encarnação do Senhor”. E para isto, é preciso a) corrigir a tendência de transferir modelos de ministério de um local para outro sem levar em conta as diferenças dos contextos; b) ter a sensibilidade de detectar as necessidades sentidas; c) abrir mão dos preconceitos; e d) buscar a orientação de Deus.

Como fazer isso? De acordo com o autor, antes de começar um ministério encarnacional em determinada cidade, o primeiro passo é fazer pesquisas e análises sobre a localidade, juntando o máximo possível de informações formais e informais, sobre todas as características e, principalmente, sentimentos do público-alvo. “Não obstante, precisamos reconhecer o valor e o significado das pessoas da comunidade”

Com isso, é preciso fazer tornarem-se possíveis as clarificações sobre as necessidades.

Uma necessidade é a discrepância mensurável existente entre um estado presente de situações e o estado desejado de situações tanto afirmado pela pessoa que possui a necessidade quanto por alguém que seja autoridade em necessidades”.

Clarificando-as:

1)    “Necessidades Sentidas e Necessidades Antecipatórias”. A orientação às necessidades sentidas deve ser contestada pela atenção às prescrições que se pode fazer antecipadamente sobre as mesmas.
2)    “Compaixão e Programas”. Programas podem “produtivos em alguns pontos, mas são gélidos e deixam a desejar nos relacionamentos interpessoais”....”Compaixão é uma solidariedade que é interna e externa”... “Um ministério urbano efetivo é construído sobre relacionamentos pessoais”.
3)    “Causas e Efeitos”. “Na avaliação das necessidades, existe a tentação, por várias razões, de lidar com os efeitos em vez de com as causas”. Ajudar o necessitado apenas nos efeitos de suas necessidades é alimentar as causas de sua pobreza.
4)    “Atendendo às Necessidades Sentidas”; De nada adianta dar às pessoas o que achamos que elas precisam e as anularmos.
5)    “Interpretação das Necessidades”. “A interpretação dada às necessidades comunitárias é afetada pelos pressupostos religiosos, culturais e sociais do investigador”.

Esta aquisição e clarificação do conhecimento todo abrangente acerca de um contexto e de suas necessidades, para a construção do ministério encarnacional, pode acontecer seguindo este passo-a-passo:

1)    “Faça um compromisso de união/ligação”. “Equipes ministeriais podem ser contraproducentes para processos de ligação pelo fato de seus membros serem tentados a gastar tempo demais juntos, falhando assim em construir relacionamentos com seus semelhantes. Ministérios encarnacionais começam com nossos vizinhos, pessoas que vêem o evangelho em ação através de nós e das nossas famílias”.
2)    “Descubra seus próprios vieses e influencias estereotípicas”. “Este passo é um dos mais importantes”. “Nós somos etnocêntricos?” “O etnocentrismo pode ser encontrado em todos os grupos” culturais. Mas nós não podemos ser assim.
3)    “Absorva a vida da comunidade”. “Torne-se parte da comunidade”. “Note como as pessoas tratam-se umas às outras e também como elas respondem a você”.
4)    “Junte informações sobre a comunidade” “A comunidade, você descobrirá, se torna de maior valor e mais empolgante quando você se senta aos seus pés para aprender interagindo”.
5)    “Junte dados demográficos”. Como já falamos anteriormente.
6)    “Discirna a perspectiva de Deus para a comunidade”. “Se continuamente rendermos nossas vidas para o aquele que habita em nós e nos guia, o Espírito Santo, viremos a perceber o que Deus quer que façamos”.
7)    “Pegue todas as informações percebidas e colhidas e interprete-as”. “Uma vez que você juntou todas as informações que pôde encontrar acerca da comunidade, permita que os próprios nativos ajudem-nos a avaliá-las e interpretá-las.

Ser discípulo autêntico na cidade significa esvaziar-se de si mesmo e se se tornar servo de todos”. Por isso, o missionário estará mais encorajado se ele construir relacionamentos com significado e ocupar-se sendo um fornecedor de esperança. Além disso, deve prosseguir a reconciliação que leva a uma frente unida, consciente de que existe um grande conflito cósmico no qual os valores do Reino de Deus devem prevalecer. Nessa luta intensa, vale a criatividade das diferentes expressões ministeriais, e, acima de tudo, faz-se necessária a busca pelo poder que só Deus pode conceder.

Um abraço,

Twitter: @Valdeci_Junior

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