quinta-feira, 8 de novembro de 2012

NO BICO DO CORVO - Atos 10-12

Outro dia, fui ao zoológico e fiquei observando um quadro muito caótico, para não dizer bizarro. Ir a um zoológico, para mim, faz mais mal que bem, porque quando vejo tantos animais tristes, presos, vivendo numa realidade que não tem nada a ver com o habitat natural que chego a ficar deprimido. Na realidade, muitos animais vivem uma depressão de vida inteira no zoológico.


Os leões, por exemplo, ficam num ambiente aberto, cercado por uma vala profunda, por cercas elétricas e telas de arame de aço, num espaço que não dá para viver uma vida normal de leão. Não dá para correr em disparada, exercitar o corpo, caçar predador, ter paz durante o dia para dormir. Por causa dessa situação, eles ficam o dia inteiro deitados. O quadro macabro é que os urubus ficam o tempo todo assentados ao redor dos leões estirados, não sei se confundindo os animais inertes com cadáveres, ou então esperando o leão dar o último suspiro, para então começar sua refeição. Que situação! Isso é que é estar, literalmente, no “bico do corvo”. É interessante observar essa cambada de urubus confusos.

Nos dias atuais, há pessoas que se passam por estudiosas da Bíblia, mas, na realidade, fazem um papel muito parecido com o desses urubus. Estou falando de quem pega uma passagem isolada de Atos 10 para dizer que o ser humano pode sair por aí comendo lagarto, cobra, urubu, rato, porco, etc. Se esse relato for lido superficialmente, pode até levar o leitor a, realmente, interpretar mal as instruções sobre as carnes comestíveis que Deus deixou. Mas para não confundir as coisas, é só relembrarmos as instruções de Levítico 11 e ter em mente que elas não foram abolidas no Novo Testamento por três razões:

1) As instruções de Deus sobre as carnes comestíveis e não-comestíveis não se trata de lei cerimonial, de lei ritualísitca, de alguma sombra de coisa futura, de algo relacionado à cruz ou à obra redentora de Jesus;

2) A distinção entre animais limpos e imundos retrocede até o tempo de Noé, de modo que ela se desprende do contexto judaico, somente;

3) É uma questão de saúde, e isso é universal a todos os seres humanos, tanto no tempo quanto no espaço.

Então, como não existe nenhuma declaração explícita, no Novo Testamento, de uma possível abolição às leis sobre alimentação, para entender a ordem de Deus mandando Pedro transformar o lençol zoológico num forro de piquenique, você precisa ler os capítulos 10-12 e entender a moral da história. Ao ler Atos 10:28, você verá que não tem nada a ver com alimentação.

Aprenda com Pedro!


Valdeci Júnior
e
Fátima Silva

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